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DOSSIÊ LIBERDADE E AUTOCONTROLE:

A ESCOLHA PELA RESPONSABILIDADE QUE TORNA ALGUÉM


VERDADEIRAMENTE HOMEM E VERDADEIRAMENTE MULHER

1. ARGUMENTOS SEXUALISTAS

Quando se discute sobre a problemática da epidemia de Aids, o olhar da maioria das


pessoas, intelectualmente, se volta para a camisinha. Os centros de educação sexual têm
excelsa preocupação em ensinar o que é, como se utiliza, por que sempre utilizá-la e,
imediatamente depois, distribuí-la. Desta forma, muitos acalmam sua consciência
achando estar fazendo o máximo que podem e o mais adequado ante essa problemática.

As propagandas pró-sexualistas dizem (citando de Dom Rafael Llano Cifuentes, o qual


refere argumentos mais comuns pró-uso de preservativos em “Carta às Famílias do
Brasil”):

• Os costumes atuais não seguem as normas tradicionais cujas relações sexuais estão
destinadas a consumar um amor estável dentro do matrimônio onde, como fruto
desse amor, hão de vir os filhos, criados e educados dentro desse âmbito familiar.
Isto, porventura, poderia ser considerado como o “ideal”, mas não podemos viver de
“idealismos” e sim de realidades;
• Os jovens começam a ter relações sexuais antes do matrimônio, muitos não se
casam e mantêm relações eventuais e transitórias; as moças jovens com freqüência
deixam-se levar pelos seus impulsos e sentimentos, não se vive a fidelidade
conjugal. Há, enfim, em não poucos ambientes, um clima de permissividade ou até
de promiscuidade: bem diferente a um eventual e teórico “ideal”. E é preciso
encarar essa realidade, deixando de lado certos princípios, que estão sendo
ultrapassados pelo progresso das ciências e das descobertas dos fármacos
anticoncepcionais e dos preservativos;
• Não é este o método mais eficaz para deter o avanço dessa doença que está se
convertendo numa verdadeira epidemia endêmica de âmbito planetário? Qual é o
método mais seguro, barato e de fácil divulgação? O preservativo!;
• Admitamos que os preservativos têm 10% de ineficácia, mas este risco é muito
maior quando eles não são usados; então o risco é de 100%. É por esta razão que
recomendamos o preservativo. Um cientista, num importante jornal do Rio de
Janeiro, alega que as vacinas contra o sarampo e a pólio também não imunizam
100%. E nem por isso se pensa na possibilidade de não usá-las ou de fazer
campanhas chamando a atenção para isso, sob pena de incentivar-se a rejeição das
vacinas que praticamente erradicaram aquelas doenças.

Todos esses argumentos parecem muito convincentes. Entretanto, existe um grave erro
que os norteiam: eles esquecem que a AIDS é uma Doença Sexualmente Transmissível
e que o homem é um animal racional: ver-se-á por que.
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2. A CHAVE DO ERRO PRÓ-SEXUALISTA

A Aids é causada pelo vírus HIV que ataca o sistema imunológico do paciente e não
tem como ser curada, apesar dos avanços farmacêuticos para aumentar a qualidade e
expectativa de vida do soropositivo. Outra doença viral muito comum é a Varicela,
conhecida popularmente como “Catapora”. Para contrair Varicela não é necessário ter
relações sexuais com a pessoa contaminada, essa doença se transmite através do ar, de
contatos físicos simples com as bolhas geradas na pele (como, por exemplo, num aperto
de mão), através de gotículas de saliva no conversar etc. Diferente da Aids que necessita
da contaminação sanguínea predominantemente via relações sexuais. Por isso, não é
necessário isolar uma pessoa do convívio social porque porta o vírus HIV, já que esse
contato cotidiano não promove a infecção, ao contrário de um paciente com Varicela.
Os cientistas que igualam a recusa à fomentação da camisinha a um atraso científico, ao
debater o argumento de que ela não impede a transmissão do HIV (apenas diminui um
pouco o risco) dizendo “as vacinas contra sarampo e pólio também não imunizam
100%”, não fazem mais do que igualar dois processos de transmissão completamente
opostos: o vírus do sarampo, da pólio ou da varicela contaminam outros através do ar,
às vezes pelo alimento ou via aquosa. O fato é que todas as pessoas são obrigadas, sob
pena de morrerem, a respirar, alimentar-se e a manter relações sociais até com pessoas
que desconhecem a procedência familiar para o sustento de sua família, por exemplo.
Entretanto, ninguém é obrigado a deixar-se guiar unicamente pelos instintos e ter
relações sexuais à toa, especialmente com pessoas que não se conhece em
profundidade.

O vírus HIV, em definitivo, não se transmite involuntariamente: pelo ar, alimentos ou


água; porém, essa transmissão (na esmagadora maioria das vezes) deriva de um ato
humano de vontade com relação à capacidade sexual desse ente dotado de razão – o
homem – que não é como um bichano que se guia somente pelos instintos e, quando
está no cio, necessariamente realiza o ato sexual com o bichano do sexo oposto. Existe,
no homem, a capacidade de se controlar e refletir sobre a segurança de seus atos, de
dizer não a uma relação eventual, de respeitar sua intimidade e a de outrem. Uma
cultura que aplaude a promiscuidade ou a dar por “inevitável”, apenas facilita
aquisições de atitudes viciosas e as justificam; mesmo que individualmente todos se
magoem com uma traição pessoal. Sendo através de relações sexuais que se pode
contagiar por DST, a única solução para erradicar o contágio é constatando-se que a
promiscuidade é fator primordial para essa transmissão e, ao invés de louvá-la, deve-se
censurá-la formando programas de cunho positivo sobre as virtudes da Abstinência-
Castidade-Fidelidade e não propondo preservativos como a solução para se “proteger”
durante atitudes promíscuas.

Destarte, igualar a transmissão da AIDS como se fosse algo tão incontrolável quanto a
contaminação pela Varicela, traz consigo uma mentalidade permissivista que pode até
constatar uma parte da realidade <<os jovens começam a ter relações sexuais antes do
matrimônio; muitos não se casam e mantêm relações eventuais e transitórias; as moças
jovens com freqüência deixam-se levar pelos seus impulsos e sentimentos, não se vive a
fidelidade conjugal>>; mas que, ao invés de combatê-la, justifica-a: <<os costumes
atuais não seguem as normas tradicionais, nas que as relações sexuais estão destinadas a
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consumar um amor estável dentro do matrimônio onde, como fruto desse amor, hão de
vir os filhos, criados e educados dentro desse âmbito familiar. Isto, porventura, poderia
ser considerado como o ‘ideal’ mas, não podemos viver de ‘idealismos’ e sim de
realidades>>. Lógicas assim mantêm a cadeia de transmissão (promiscuidade) e/ou
promovem o aumento dos contágios por vulgarizar a imagem do homem, nivelando-a a
dos animais irracionais.

3. A PERMUTAÇÃO NOS VALORES CULTURAIS E AS POLÍTICAS DE


EDUCAÇÃO SEXUAL

Tanto os pró-sexualistas quanto os favoráveis ao Trinômio Abstinência-Castidade-


Fidelidade, concordam em um ponto: é necessário educar. Apesar do meio ser o mesmo
[educar], e também o fim alegadamente pretendido [proteger o ser humano de males
físicos], o resultado real da proposta de um grupo e do outro, contudo, é oposto.

Para se entender esta preocupação contemporânea com a educação referente à


sexualidade, deve-se estar atento às permutações nos valores e comportamentos sociais
das últimas décadas. Tempos atrás, existia uma moralidade cultural mais desenvolvida.
A intimidade do sexo era respeitada com maior intensidade, inclusive no modo de
vestir-se das pessoas; os pais não tinham uma necessidade tão grande de conversar
sobre o tema com os filhos porque a própria sociedade tratava da questão de modo
bastante discreto.

É óbvio que os jovens não viveram na época em que seus pais ou avós eram meninos.
Podem, entretanto, constatar outros dados simples pela compostura de seus parentes de
mais idade: nas gerações das décadas de 20-60, por exemplo, a mulher tinha uma
preocupação maior em cobrir-se com vestimentas mais comportadas para não provocar
excitação por meio visual num homem.

Hoje em dia, a moda na roupagem propaga o nu: a barriga deve estar à mostra, as calças
devem marcar o contorno do corpo, as blusas devem ser ajustadas e, de preferência,
com um decote bem “sexy”. A excitação é freqüente. O sexo não é mais uma
intimidade, ele pode não aparecer (ainda) ao público de modo tão constante, mas se
insinua na roupagem e, posteriormente, no comportamento facilitador. O Boletim n. 9,
v. 9 de 2 de março de 2007 do PRI (Population Research Institute) escrito por Joseph A.
D’Agostino reporta uma pesquisa de fevereiro de 2007 realizada pela Associação
Psicológica Americana (APA) a respeito da sexualização das meninas e da cobertura
midiática deste fenômeno atual. Relata-se que “Os fabricantes de brinquedos produzem
bonecas que usam minissaias de couro, cintos de plumas, botas de salto alto, cabelo
artificial e maquiagem para ‘paquerar’ em cena sacudindo suas longas e falsas pestanas
em meninas de 5 anos. No horário nobre da televisão, meninas podem ver shows de
modas onde as modelos apresentadas parecem meninas usando lingerie sexy”.

Essa cultura da sexualização nas meninas desde a infância reflete-se também no


comportamento delas quando se tornam mulheres. Todos esses frutos foram obtidos
após a revolução sexual trazida com os anticonceptivos na década de 60. A pílula fez
com que a relação sexual pudesse, no imaginário das pessoas, ser separada radicalmente
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da sua conseqüência natural que é a geração de filhos. A possibilidade de ter das


relações sexuais o prazer advindo sem a conseqüência da criança (ou a redução no risco
de desenvolver uma gestação) estimulou bastante as relações pré-matrimoniais,
principalmente por parte do sexo feminino (especialmente as chamadas de maneira
popular como “moças de família”) que passou a ser mais acessível ao público
masculino nesse quesito.

O estudo do APA faz uma comparação interessante entre as mudanças de valoração


cultural sobre a mulher no ontem e hoje. Os homens das gerações mais recentes
procuravam como qualidade atrativa uma mulher que fosse melhor administradora do
lar e agora procuram a que seja mais “sexy”, a pesquisa também refere que: “um
enfoque na atração física não é novo; faz mais de três décadas, quando Uger (1979)
argumentava que a beleza física possa traduzir-se em poder para as meninas. Mas a
definição de atração difere dependendo da preferência da cultura. Enquanto que a
cultura do ontem pode ter equiparado a ‘visão favorável ao lar’ com o atrativo nas
mulheres, a cultura de hoje iguala o ‘sexy’ como o mais atrativo (Wolf, 1991)”. O
relatório continua: “por outro lado, há evidência de que o aspecto físico nem sempre foi
o valor primitivo para o sucesso social das mulheres. Brumberg (1997) examinou os
diários de adolescentes americanos nos últimos 100 anos para indagar como tratavam
de ver-se melhores. Enquanto que as moças em tempos passados se centraram em
melhorar seus estudos e tornar-se mais educadas; nos últimos 20 anos avaliados
por Brumberg, as meninas descreveram quase exclusivamente como o centro de
seu desenvolvimento estava em formar bem seus corpos e fazer mais atrativa sua
aparência física”.

Um dos resultados dessa pressão para a exposição sexual, de acordo com esse boletim
organizado por psicólogos, liga a sexualização das meninas aos três problemas
psicológicos mais comuns experimentados pelas mulheres: desordens alimentares,
baixa auto-estima e depressão.

Concomitantemente a esse estímulo sexualista, começaram a ser desenvolvidos


programas de “Educação Sexual” que, desde o princípio, encaravam essa questão como
algo incontrolável e sempre tiveram linhas permissivistas de abordagem. Os pró-
sexualistas afirmam que a promiscuidade é, realmente, um fator para a transmissão
exponencial de doenças sexualmente transmissíveis. Alegam (como sempre alegaram),
no entretanto, que essa permissibilidade não pode ser censurada porque não se deve
invadir a intimidade de ninguém, dizem “todos têm a liberdade de fazer o que desejam
com seu sexo”.

Em vista disso, todas as propagandas pró-sexualistas


interpretam a promiscuidade como algo natural e
abençoam-na se for exercida com camisinha, incentivando
esse tipo de comportamento, observa Dom Rafael Llano
Cifuentes em Carta às Famílias do Brasil: “No caso dos
preservativos, a propaganda recomenda o uso como se as
relações promíscuas fossem ‘normais’, inócuas, inevitáveis
ou até recomendáveis. A propaganda, em geral, não faz
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nenhuma advertência, não entra em sutilezas, simplesmente incita a usar a ‘camisinha’


fomentando o que este uso traz consigo: uma relação eventual e insegura. Essa é a
feição que têm as propagandas que às vezes aparecem: ‘aproveite o carnaval, mas use
‘camisinha’. Aceita-se um pressuposto inadequado - a promiscuidade - e inclusive
incentiva-se a mesma: ‘não se iniba, divirta-se, mas - cuidado! - use 'camisinha'’. É um
meio que, sem dúvida, convida ao desregramento sexual”.

Pode-se, intelectualmente, ser a favor do uso de condons diante de tantos argumentos


jogados na grande mídia e sem maiores reflexões por parte de quem os recebe.
Entretanto, ninguém gostaria de ser traído, mesmo que o marido ou a esposa estivesse
usando “camisinha”.

A educação proposta por aqueles que visam o trinômio Abstinência-Castidade-


Fidelidade baseia-se tão somente na reverência a uma sexualidade humana plena que
constata no homem alguém que pode se controlar pelo reto uso da razão, o qual possui
uma liberdade de escolha a ser utilizada para proteger-se através do autocontrole e não
para arriscar-se física, psíquica e/ou biologicamente. Essa educação não desrespeita a
integralidade do homem, simplesmente enxerga que sua natureza racional permite o
controle de seus instintos, diferentemente dos bichanos que são irracionais. Além de
tudo, esse tipo são de comportamento prepara-o a uma meta positiva que é a
consumação de um matrimônio com plena saúde, sem portar quaisquer tipos de doenças
sexualmente transmissíveis e com a capacidade cultivada e vivida de ser fiel ao seu
parceiro(a) porque, antes, já fora estimulado a ser decente consigo mesmo e com os
outros. Nada mais coerente, pois, do que valorizar o ressurgimento na consciência dos
homens contemporâneos dessa condição tão necessária que é a educação para castidade,
a fim de que se portem como verdadeiros homens e mulheres, respeitem a si mesmos,
aos outros e possam ser pessoas mais equilibradas.

4. OS RESULTADOS DECEPCIONANTES DOS PROGRAMAS MUNDIAIS DE


FOMENTAÇÃO DOS “PRESERVATIVOS”

O investimento de organismos internacionais como a ONU (Organização das Nações


Unidas), dos Governos Federais de diversos países e de ONG’s (Organizações Não
Governamentais) financiadas por fundações outras riquíssimas e pela indústria
farmacêutica para política de distribuição de preservativos está na ordem de centenas de
milhares de dólares. Mesmo com subsídios tão generosos, os resultados não estão sendo
muito promissores.

A agência Reuters de 21 de novembro de 2006 noticiou que, segundo a ONU, a


contaminação pelo HIV cresce em todas as regiões do mundo.

A Agência ACI no dia 12 de maio de 2005 reporta: “Funcionária reconhece que a


distribuição de preservativos não freou avanço da AIDS na Espanha”. Mariana Geli,
Conselheira de Saúde da Cataluña, reconheceu que “as campanhas para frear o avanço
das Enfermidades de Transmissão Sexual (ETS) e da Aids através da distribuição de
preservativos fracassaram”. Ela observa que houve aumento do número de pessoas
contaminadas por ETS, apesar da distribuição e orientação para o uso de camisinhas.
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O texto “O calcanhar de Aquiles dos Preservativos: Castidade e Fidelidade provando ser


mais efetivas” postado por Zenit (25/03/2007) refere publicação do Jornal Washington
Post (02/03/2007), no qual examinava a experiência em Botswana-África ao lidar com
a AIDS: “O artigo descreveu como Botswana seguiu por muitos anos a política
recomendada por especialistas internacionais de promover o uso do preservativo e a
distribuição de drogas anti-retrovirais. Tudo inútil. A taxa de contágio do HIV no país
está entre as que mais crescem no mundo. Em torno de 25% da população está
atualmente infectada. Campanhas pela fidelidade nunca foram seriamente promovidas
em Botswana, observou o Washington Post, mas condons sim. Uma campanha de 13,5
milhões de dólares para a fomentação dos preservativos foi lançada no país, graças ao
suporte financeiro da Bill & Melinda Gates Foundation e a empresa farmacêutica
Merck. A quantia gasta em promovê-los foi 25 vezes mais que a quantia gasta em
programas de abstinência”. Esses dados refutam o argumento de que a distribuição de
camisinhas é um método barato e/ou eficaz.

No Brasil, o Jornal de Brasília (Casos de AIDS se estabilizam no país em 25/11/2003):


“Os novos dados demonstram que a epidemia no Brasil está estabilizada, com média de
22 mil casos novos da doença por ano”. O que significa uma “epidemia estabilizada”?
Tão somente que ela se mantêm e novos casos todos os anos são acrescentados para
manter esta “estabilidade epidêmica”. A contaminação pela doença, em si, não diminui;
o que, diante de tantos milhões de dólares investidos e, segundo a lógica dos
distribuidores de camisinha, deveria acontecer “naturalmente”.

Essa retroalimentação de um comportamento sexual promíscuo não poderia gerar


resultados melhores do que esses constatados na realidade: alguém acostumado a
portar-se sem escrúpulos de ter relações com uma mulher fácil ou uma prostituta, apóia-
se ainda na falsa segurança que diversas campanhas irresponsáveis depositam em um
condom, como se este de fato impedisse a contaminação pelo vírus; esse alguém, então,
estimula-se, sem maiores problemas, a consumar diversos atos sexuais com várias
parceiras e aumenta o risco de contrair outras DST´s que o fragilizarão para, em um
futuro próximo, continuando com tal comportamento, contrair AIDS. A vulgarização do
sexo, nesse sentido, igualado a uma “necessidade fisiológica”, planta na alma dessas
pessoas um espírito de infidelidade e o ciclo vicioso é continuamente retroalimentado.
Os únicos frutos óbvios de uma política como essa são de manutenção do nível de
infecção com incremento do número de infectados ano após ano e/ou de um aumento
significativo desse mesmo número; as reduções de contaminados, quando existem,
nesse âmbito de “Educação Sexual”, são tímidas e insignificantes.

5. ÁFRICA, O CONTINENTE DA AIDS; E UGANDA, O PAÍS DA ÁFRICA QUE


VENCE A AIDS

Um último estudo realizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o
HIV/AIDS (ONUAIDS) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que, na
África, cerca de 28,1 milhões de pessoas estão contaminadas pelo vírus HIV (cf.:ACI
digital - Uma geração morrerá de Aids na África). Esses números comprovam que mais
de 50% das pessoas contaminadas pelo vírus no mundo residem somente na África.
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Dentre as políticas públicas para controle da epidemia neste continente, só uma


funcionou: a desenvolvida em Uganda. O índice de adultos com HIV na Uganda era
cerca de 18,8% há 15 anos. Nesta época, a irmã Miriam Duggan, doutora em medicina,
desenvolveu na diocese do Bispo Slattery o programa “Educação para a Vida” que
alenta as pessoas a viver a abstinência sexual antes do matrimônio e a fidelidade dentro
dele. Educando-as sobre os perigos da promiscuidade sexual e suas mortais
conseqüências, “Educação para a Vida” ajudou a mudar a mentalidade dos ugandenses.
Em 2005, apenas 6,7% da população resultou soropositiva, nenhum outro país
experimentou queda comparável à de Uganda. A Irmã Miriam Duggan e seus
colaboradores insistem em que este programa, junto com a boa disposição do governo
para aceitar a educação da abstinência, é o que ajudou a reduzir a epidemia da AIDS
nesse país. (MASON. Colin em O Fracasso do Ocidente e o Sucesso de Uganda.
Boletim 35- PRI – HIV/AIDS: 10/10/2007).

Em Janeiro de 2004, a “Seleções Reader’s Digest” publicou reportagem intitulada


“Contra Aids”. A Boa disposição do governo, comentada pela Irmã Miriam, é explícita
nessa reportagem, a qual revela que, em 1986, o presidente da Uganda – Yoweri
Museveni – tirou o problema das mãos dos profissionais de saúde e montou uma
unidade especial de estudos sobre o tema no seu gabinete chamada “Comissão de Aids
da Uganda” com o lema “Voltinhas Zero” que significa “fique com o seu parceiro”,
baseada no trinômio: abstinência, castidade e fidelidade matrimonial.

Para espalhar esse lema da abstinência-castidade-fidelidade todo o país foi mobilizado


através de:

• Boletins informativos do rádio e da televisão sobre a AIDS várias vezes ao dia;


• Envolvimento de todos os seguimentos da sociedade: equipes desportivas, grupos
musicais, curandeiros tradicionais, etc. As Igrejas lançaram campanhas para
convencer os jovens a adiarem a experiência sexual;
• Tablóides mensais gratuitos recebidos por turmas escolares com o título “Papo
Jovem” com temas relacionados às DST’s e os aspectos comportamentais de
castidade, fidelidade e abstinência sexual antes do matrimônio;

Os resultados sociais são evidentes pela baixa no número de contaminados. Com essa
política, “as pessoas acordaram e pararam de se arriscar”. Um dos maiores efeitos
benéficos dessa vacina social foi a estabilidade dentro do matrimônio:

• Em 1994, 61% dos meninos de uma escola entre 13 e 16 anos tinham vida sexual
ativa, esse número diminuiu para 5% em 2001; dentre as meninas, a baixa foi de
24% para 2%;
• Em 1995, pouco mais da metade dos adultos era fiel a seus parceiros. Em
2000/2001 eram fiéis 97% dos homens casados e 88% das mulheres casadas.

Destaca-se, entretanto, (ACI: O êxito da abstinência, castidade e fidelidade em Uganda


em 09/01/2003) que, segundo refere LifeSiteNews, por alguma razão “as reportagens
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poucas vezes mencionam que o êxito de Uganda é baseado no incentivo à abstinência,


castidade e fidelidade, e não nos preservativos; além do mais, a agência da ONU para a
AIDS em sua página oficial na Internet <<www.unaids.org>> não menciona o avanço
da Uganda”.

Apesar desse silêncio vergonhoso sobre as reais causas da vitória em Uganda, outros
países da África como Quênia e Zâmbia (ACI - 30/05/2006) estão seguindo esse
modelo e obtendo resultados junto aos mais jovens. Recentemente, o Reino Unido
iniciou campanhas de recomendação aos jovens para se manterem castos e se absterem
sexualmente. O Governo dos Estados Unidos destinou 66% do orçamento de 2006 do
fundo de prevenção de DST’s a programas que pregam a abstinência sexual. A ACI
noticiou em 16/09/2005 o artigo “Programas de Abstinência Sexual são um êxito em
Clevleland” que refere estudo publicado no conceituado “American Jornal of Health
Behaviour” entrevistando mais de 2000 estudantes secundários participantes do
programa para castidade que consiste em cinco sessões de 40 minutos, nas quais se
enfatiza a abstinência sexual até antes do matrimônio. O resulto foi extremamente
positivo, visto que a maioria dos alunos recebeu muito bem o programa e sentiram-se
motivados a absterem-se sexualmente.

6. IMPORTANTE ESTUDO REALIZADO NOS ESTADOS UNIDOS SOBRE A


EFICÁCIA DO ENSINO EM FAVOR DA CASTIDADE

A ACI do dia 17/06/2007 em artigo “Abstinência é a melhor forma de evitar doenças


sexualmente transmissíveis, revela estudo” traz ao público a pesquisa desenvolvida pelo
Dr. Stan Weed do Institute for Research and Evaluation (IRE) em Salt Lake City, Utah,
(Estados Unidos) que revelou: “a abstinência é o melhor método para prevenir
doenças sexualmente transmissíveis (DST) assim como as complicações psicológicas
dos adolescentes ativos sexualmente antes do matrimônio”. A análise intitulada
“Abstinência ou Educação Sexual ‘integral’?” apóia-se na educação e conduta de mais
de 400 mil jovens em 30 diferentes estados dos Estados Unidos, observados durante 15
anos.

Os resultados gerais demonstrados pelo Dr. Weed demonstram que:

• Nos últimos 12-13 anos (época do início da educação para abstinência), o aborto e
as gravidezes fora do matrimônio foram diminuindo entre os adolescentes;
• Em um grupo de mais idade (19 a 25 anos), o aborto e as gravidezes fora do
matrimônio se incrementaram. Esse grupo não teve nenhuma educação para
abstinência.

O relatório aponta que a falha dos Programas comuns de Educação Sexual dita
“Integral” estão em não explicar as limitações dos preservativos. Eles também ocultam
que a camisinha não previne dos problemas psicológicos emocionais decorrentes de
uma relação antes do matrimônio como baixa auto-estima e depressão.
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Nos Programas de Educação para Castidade (Reasons of the Heart, Heritage Keepers,
Sex Respect and Teen Aid), o Institute for Research and Evaluation (IRE) observou que
os participantes em muito poucos casos eram sexualmente ativos. Destaca ainda que os
programas mais bem-sucedidos:

• Demonstram a importância do autocontrole e da responsabilidade;


• Fornecem aos adolescentes uma meta positiva que é o matrimônio;
• Educam na abstinência ano após ano.

7. AS FALHAS DA CAMISINHA

Pesquisas publicadas em alguns jornais científicos, demonstram taxas bem pertinentes


sobre a falha do preservativo em usuários habituais:

• 10%: 1 em 10 esposas de portadores de HIV, que reportam o uso habitual do


preservativo, ficaram infectadas. (Fischl. “Evaluation of Heterosexual Partners,
Children and Household Contacts of Adults with AIDS”. Journal of the American
Association 257: 640-644, 1987);
• 17%: Goerdent. “What Is Safe Sex?”. New England Journal of Medicine. 316
(21): 1339-1342, 1987.

O Pe. Luís Carlos Lodi da Cruz, bacharel em Direito pela Universidade Federal de
Goiás, escreveu artigo publicado no sítio <www.providaanapolis.org.br> em 25 de
fevereiro de 2001, “O Pecado Seguro”, onde refere outros importantes estudos
científicos mais recentes sobre a taxa de ineficácia da camisinha:

• Dr. Ronald F. Carey, investigador na FDA (Food and Drug Administration), órgão
governamental norte-americano responsável por fiscalizar alimentos e drogas, pôs à
prova 89 preservativos em uma máquina simuladora da relação sexual, e encontrou
que pelo menos 29 deixaram passar partículas do tamanho do vírus da AIDS. A
falha foi de 33%”. (Ronald F. Carey, Ph.D., et al, "Effectiveness of Latex Condoms
as a Barrier to Human Immunodeficiency Virus-sized Particles Under conditions of
Simulated Use," Sexually Transmitted Diseases 19:4 [July-August 1992], pp. 230-
234.)
• A Dra. Susan C. Weller, da Escola Médica de Galveston, Universidade do Texas,
depois de 11 estudos sobre a efetividade do preservativo, encontrou uma falha de
31% na proteção contra a transmissão da AIDS. Diz ela: “Estes resultados
indicam que os usuários do preservativo terão cerca de um terço de chance de se
infectar em relação aos indivíduos praticando sexo ‘desprotegido’... O público em
geral não pode entender a diferença entre ‘os preservativos podem reduzir o
risco de’ e ‘os preservativos impedirão’ a transmissão do HIV. É um desserviço
encorajar a crença de que os preservativos impedirão a transmissão do HIV.
Preservativos não poderão eliminar o risco da transmissão sexual e, de fato, podem
somente diminuir um pouco o risco” (Susan C. Weller, "A Meta-Analysis of
Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV" Soc Sci Med 36:12
(1993), pp. 1635-1644, os grifos são dela).
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Essas fontes revelam falhas bem maiores do que habitualmente se comenta como sendo
de milésimos, quando 10% já se constitui em um desastre, pois significa que de cada 10
relações sexuais em 1 pode haver contaminação. Sendo de 30%, a catástrofe é maior,
pois em cada 10 relações, 3 podem resultar em uma infecção. A população leiga deveria
ter em mente que “reduzir o risco de” é completamente diferente de dizer “impede o
risco de”, segundo comentou a Dra. Susan Weller supracitada. Quando se reduz um
risco, ele não é abolido, apenas atenuado. A melhora da perspectiva de vida do paciente
HIV/Aids trouxe esperanças; contudo, na mesma proporção, diminuiu a percepção
populacional quanto aos riscos de contaminar-se: em 11 de março de 2006, o British
Medical Journal publicou um artigo intitulado «Risk Compensation: The Achilles' heel
of Innovations in HIV Prevention?». Escrito por um time liderado por Michael Cassell,
o artigo observou que enquanto medicamentos e outras medidas ajudam a reduzir a
proliferação do HIV, eles também inibem a mudança para comportamentos mais
seguros por diminuir a percepção das pessoas dos riscos (Zenit 25/03/2007: “O
calcanhar de Aquiles dos preservativos: Castidade e Fidelidade provando ser mais
efetivas”).

Quando se diz que o uso de um objeto impede o risco, este efetivamente já não existiria.
Quando se diz que esse objeto é uma camisinha; está-se diante de uma crença,
subsidiada por ricos centros de fabricação da camisinha, que é difundida pela grande
mídia para provocar um desserviço à problemática das epidemias de DST e, com o
aumento de casos, o conseqüente aumento de lucros daquelas indústrias. A verdade,
entretanto, é que somente a prática da Abstinência-Castidade-Fidelidade pode
efetivamente impedir o risco de se contrair qualquer DST, a Aids inclusive. Qualquer
outra prática pode até reduzir um pouco o risco, porém continua sendo um risco e isto
é que deveriam ter em mente os usuários de camisinha.

Apesar de todas estas


constatações, o Ministério da
Saúde distribuiu recentemente
um cartaz digno dos métodos de
Joseph Goebbels, Ministro
Alemão da Propaganda e
Informação em 1933 que, de
acordo com a Enciclopédia e
Dicionário Koogan/Houaiss foi
designado por Hitler como seu
sucessor. Porém, com o fim do
Reich, suicidou-se com toda a
família. Goebbels costumava dizer que “Uma mentira repetida mil vezes, torna-se
verdade absoluta”. O Cartaz, que pode ser visto ao lado, dá a entender que não há risco
de se passar vírus pelos poros da camisinha. No comercial deveria vir escrito: “Pela
camisinha não passa peixinho de aquário, mas vírus HIV, em 30% dos casos, sim”. A
diminuição das percepções de risco aliada à segurança irreal depositada no chamado
preservativo aumenta as perspectivas de proliferação das DST/Aids.
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É importante notar alguns conselhos do Manual de Controle das Doenças Sexualmente


Transmissíveis (DST) da Coordenação Nacional de DST/AIDS – Brasil (3ª edição –
1999) que especifica:

• As DST são o principal fator facilitador da transmissão sexual do HIV;


• Algumas delas, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para
complicações graves e até o óbito;
• Algumas DST, durante a gestação, podem ser transmitidas ao feto, causando-lhe
importantes lesões ou mesmo provocando o aborto espontâneo.

Dentre os Procedimentos Básicos do Aconselhamento (p.12 do Manual), pede-se aos


profissionais de saúde que:

• Avaliem com o paciente seu histórico de outras DST e as situações de risco que
culminaram nesta DST;
• Enfatizem a relação entre DST e HIV e AIDS, principalmente o fato de uma DST
facilitar a transmissão do HIV, qualquer que seja ela;

Logo, as pessoas que têm um comportamento promíscuo (sem nenhuma espécie de


comprometimento a longo prazo, ou seja, com diversos parceiros) terão mais chances
de se contaminar por uma DST qualquer. Valendo-se também da baixíssima eficácia da
camisinha de proteger contra DST do tipo HPV (Papiloma Vírus Humano), posto que,
segundo a psicóloga clínica Pam Stenzel em vídeo/palestra “O Sexo tem um preço”, o
contato pele/mucosa por toda a região genital já é condição suficiente para contrair tal
vírus (os preservativos, por exemplo, apenas cobrem o membro sexual masculino: o
restante da área genital do homem e da mulher ficam sem cobertura de latex). Essas
contaminações os deixarão mais vulneráveis a reincidências na mesma DST, em futura
infertilidade e ao temido vírus da AIDS, destaca-se. Além do mais, alguém que possui
um comportamento promíscuo alimenta o vício de ter muitas dificuldades em manter a
fidelidade a um parceiro(a), tendendo sempre a se deixar guiar pelos instintos e acaba
por trair seu companheiro(a). Estamos, pois, diante de um ciclo vicioso que só poderá
ser quebrado através da inculturação positiva do verdadeiro significado da sexualidade
humana que implica respeito e fidelidade um ao outro. Modos que somente possuirão
aqueles educados para a virtude da castidade.

Existe ainda uma outra problemática associada aos Testes Diagnósticos da


contaminação pelo vírus HIV. O mesmo Manual supracitado sugere no
Aconselhamento Pré-Teste Anti-HIV a:

1. Trocar informações sobre o sistema de teste e o conceito de “janela imunológica”.

Os Testes Diagnósticos podem ser: testes de detecção de anticorpos, testes de detecção


de antígenos, técnicas de cultura viral e testes de amplificação do genoma do vírus. O
Teste de Detecção de Anticorpos é o mais comumente utilizado. Ele detecta a
resposta do hospedeiro ao vírus e não o vírus. Os testes de rastreamento viral são
mais caros e, portanto, de uso mais restrito. A Janela Imunológica é o período de
12

infecção e o início da formação de anticorpos específicos contra o agente causador. Esse


início da formação de anticorpos varia de pessoa para pessoa. A literatura médica revela
que, na maioria dos casos, essa resposta se dá em até três meses. Porém, alguns estudos
mostram que esse período pode ser maior para algumas pessoas, chegando até a 3 anos,
como já fora comentado pela psicóloga clínica Pam Stenzel em vídeo-palestra “O sexo
tem um preço”. Isso significa que alguém pode se contaminar pelo vírus HIV, ser
assintomático, fazer o teste diagnóstico em período de janela imunológica - que pode se
estender em até 3 anos - e observar um resultado falso-negativo. Crendo não está
contaminada, essa pessoa pode, do mesmo modo, transmitir o vírus.

O manual não deixa de atentar para esse fato:

• Informar que um resultado negativo significa que a pessoa não está infectada ou foi
infectada tão recentemente que não produziu anticorpos necessários para detecção
pelo teste utilizado;
• Avaliar possibilidade do cliente estar em “janela imunológica” e necessitar de um
novo teste;
• Lembrar que um resultado negativo não significa imunidade.

Diante de um resultado indeterminado, alerta-se:

• Explicar que um resultado indeterminado pode significar: um falso positivo devido


a razões biológicas ou um verdadeiro positivo de uma infecção recente cujos
anticorpos não estão plenamente desenvolvidos.

Toda essa delicadeza na detecção de um soropositivo ou soronegativo se deve tão


somente a esclarecimentos sobre a vida sexual pregressa daqueles que fazem esse tipo
de exame a fim de constatar se os resultados podem ser cofiáveis. Aqueles acostumados
a viverem na promiscuidade estão naturalmente mais expostos a DST várias, à
fragilização de sua saúde reprodutiva e ao infortúnio de contrair o vírus da Aids: o
manual prático do Ministério da Saúde reconhece isso, contraditoriamente, as políticas
de prevenção adotadas por ele não se incomodam com o incentivo à essa mesma
promiscuidade através da fomentação da camisinha.

8. A MAIS GRAVE DE TODAS AS FALHAS DA CAMISINHA: COMO


MÉTODO CONTRACEPTIVO

No Teste de Detecção de Anticorpos, o mais comum para determinar se um indivíduo


contaminou-se ou não com o vírus da Aids, a janela imunológica pode variar de 3 meses
a 3 anos de pessoa para pessoa, o que pode retardar a constatação verdadeira de um
soropositivo. Em comparação, o Teste de Sangue que revela se uma mulher está grávida
ao quantificar a presença do Hormônio Gonadotrofina Coriônica, pode identificá-lo de
6 a 8 dias após a concepção da criança. O Teste mais comum, de urina, detecta a
gravidez em torno de 2 semanas pós-concepção. Além de todos esses fatores, descobrir-
se gestante é sempre algo certo em menos de três meses pós-concepção do bebê. Algo
bem diverso do que pode acontecer entre portadores assintomáticos do vírus da Aids.
13

Estes esclarecimentos estão sendo destacados porque as falhas na produção de condons


feitos obviamente por técnicas humanas, as quais produzem artifícios naturalmente
imperfeitos, adicionadas aos riscos de degradação e rompimento do látex via exposição
ao sol, calor e falhas no armazenamento, proporcionam por si só dúvidas relevantes
sobre a eficácia da camisinha. A relativa demora na detecção de anticorpos do vírus
também mostra uma outra preocupação que se reflete na clínica da doença, ou seja, se a
camisinha verdadeiramente protege do vírus da Aids, quando este somente será
constatado após um tempo suficientemente distante, o que dificulta o importante dado
de o sujeito lembrar-se ou não se, “daquela vez”, estava com camisinha. Dependendo de
vários outros fatores, como a vulnerabilidade imunológica que o indivíduo pode trazer
consigo devido aos resquícios de outras DST’s, a quantidade de carga viral (se for
soropositivo/a) daquele(a) com quem manteve relações sexuais, os riscos de
contaminação podem aumentar. Por tudo isso, a base da problemática Aids está no fator
comportamental, o qual, definitivamente, não se reduz ao “uso” ou “não-uso” da
camisinha; quando – mesmo com uma orientação sobre a técnica de colocação dita
“adequada” – há contaminações; a problemática, enfim, liga-se à prática de atividades
sexuais com diversos(as) parceiros(as) derivados de relações eventuais/promíscuas.

Eis que a detecção de uma gravidez é algo sempre rápido e seguro, sendo mais difícil
haver dúvidas sobre “quem seria o pai da criança” e, portanto, sobre como foi a relação
sexual com esse parceiro. Então, é ainda muito mais assustador verificar que há falhas
do preservativo na prevenção de uma gravidez porque o espermatozóide é,
simplesmente, 450 vezes maior que um vírus HIV:

(Figura disponível em: CRUZ, Pe. Luís Carlos Lodi da.“O pecado seguro”
<<www.providaanapolis.org>> 25/02/2001)
14

Diversos estudos demonstram porcentagens de falhas para evitar uma gravidez no uso
de camisinhas que varia de 15 a 20%:

• 9,8 – 18,5%: Harlap et al. “Preventing Pregnancy, Protecting Health”. Alan


Guttmacher Institute, 1991, p.35;
• 14-16%: Jones & Forrest. “Contraceptive Failure in the United States”. Family
Planning Perspectives 21 (3): 103-109.1989;
• 10-20%: McCoy & Wubblesman. The New Teenage Bdy Book. The Body Press,
Los Angeles, 1987, p. 210;
• 10%: Seligman & Gesnell. “A Warning to Women on AIDS”. Newsweek, 31 de
agosto, 1987, p.12;

O Pe. Luís Carlos Lodi da Cruz comenta: “Os preservativos nunca foram considerados
um método eficaz de se evitar gravidez (eu disse gravidez e não AIDS). Os
preservativos têm uma taxa anual de sucesso de 85% na prevenção da gravidez. Há
uma falha de 15%.” (Elise F. Jones and Jacqueline Darroch Forrest, "Contraceptive
Failure Rates Based on the 1988 NSFG (National Survey of Family I Growth):' Family
Planning Perspectives 24:1 (January/February 1992), pp. 12, 18).

Ele acrescenta outras plausíveis considerações:

• A mulher só engravida em cerca de 6 dias por mês, enquanto o HIV pode infectar
uma pessoa durante os 30 dias do mês;
• O espermatozóide, que consegue passar pelas fissuras microscópicas do
preservativo em 15% dos casos, é 450 vezes maior que o HIV! Só a cabeça do
espermatozóide (que mede 3 milésimos de milímetro) é 30 vezes maior que o HIV,
cujo diâmetro é 0,1 milésimo de milímetro! Como uma peneira que não consegue
reter pedras poderá impedir a passagem de grãos de areia?

Fala-se tanto na preocupação quanto à “gravidez na adolescência” e, de fato, deposita-


se no jovem uma segurança não real em torno de um látex que não impede a passagem
de espermatozóides em quantidade considerável dos casos, muito menos de
pequeníssimos vírus. Esse tipo de política nunca irá prevenir a concepção antes de um
matrimônio de modo eficaz e promoverá a difusão de vírus diversos em indivíduos
sexualmente ativos de compostura promíscua. Pais deparar-se-ão com filhos de 14 anos
também pais e Mães com filhas de 15 anos grávidas de um rapaz de 16.

Várias perguntas, depois dessa triste constatação, surgem na mente das pessoas. Qual
seria o motivo, então, de não se mudar políticas sociais falsas que, no fundo, estão
fomentando o aumento da transmissão das DST? A resposta é simples: a ganância das
indústrias da pornografia, prostituição, fabricantes de camisinha, farmacêuticos do ramo
de coquetéis e remédios para AIDS e outras DST, os quais perderiam lucros imensos se
esse flagelo não fosse mantido, cultivado e/ou piorado a fim do mercado necessitar
constantemente de tais subsídios pelo aumento da demanda de remédios ou condons
que são fornecidos por essas indústrias. O trinômio Castidade-Fidelidade-Abstinência,
15

por outro lado, não gera despesas econômicas para aqueles que o praticam e são
norteáveis por políticas mais baratas que não necessitam de tantos artifícios como as
desenvolvidas habitualmente e sem sucesso verdadeiro através da fomentação da
camisinha.

9. A PRESSÃO SOCIAL NA JUVENTUDE PARA INICIAR TÃO LOGO


ATIVIDADE GENITAL E POTENCIAIS CONSEQÜÊNCIAS PSICOLÓGICAS

A Educação Sexual realizada por pró-sexualistas estimula a promiscuidade como algo


natural e negam sua prática somente se a relação não for consumada com “camisinha”.
Desta maneira, os métodos dessa “educação” resumem-se a distribuir camisinhas e
ensinar o modo como devem ser colocadas “adequadamente”.

Esquecem-se das conseqüências psicológicas e sociais negativas que podem advir do


início da atividade sexual na adolescência. Um artigo publicado em Fevereiro de 2007
no Journal of Youth and Adolescence «Adolescent Sexual Debut and Later
Delinquency», escrito por Stacy Armour e Dana Haynie, observou que “a questão dos
péssimos efeitos resultantes do sexo fora do casamento é um ponto controverso no
debate sobre se promover a abstinência. Até agora, entretanto, houve poucas pesquisas
sobre o tema. Armour e Hayne usaram dados do National Longitudinal Survey of
Adolescent Health para examinar conexões entre a idade da iniciação sexual e
subseqüentes problemas de delinqüência. O estudo cobriu mais de 12.000
estudantes e as descobertas foram controladas por variáveis como idade, raça
e estrutura familiar. Entre as conclusões do estudo percebeu-se que a prematura
iniciação da atividade sexual aumenta o risco de delinqüência. Igualmente, atrasar a
atividade sexual o mais tarde possível <<oferece efeito de proteção e reduz
os riscos de terminar em subseqüente delinqüência>>. Os correspondentes
efeitos negativos e positivos vão desde a adolescência e persistem até a
idade adulta”. (Zenit 25/03/2007: “O calcanhar de Aquiles dos preservativos: Castidade
e Fidelidade provando ser mais efetivas”)

Não se diz que a camisinha não protege contra a depressão ou a baixa auto-estima
provocadas pelo sexo prematuro; muito menos das crises conjugais advindas com a
traição do parceiro, enfim, da desestruturação dos lares.

Além do mais, a pesquisa realizada pela “The Parent’s Coalition for Responsible Sex
Education” de março de 1991 demonstra que a campanha pró-camisinha aumenta a
pressão social sobre os jovens para ter relação sexual e as possibilidades de contágio.
Assim afirmam os jovens:

• 61% dizem que a pressão social é a razão pela qual os meninos não esperam para ter
relações sexuais;
• 80% dos adolescentes sexualmente ativos afirmam que foram “iniciados” muito
cedo;
• 84% das meninas de 16 anos para baixo querem que em suas escolas lhes ensinem a
dizer “não” à relação sexual sem ferir os sentimentos da outra pessoa.
16

Essas campanhas, associadas a um sentido de segurança não real que é depositado nos
condons, estimulam o ciclo vicioso que leva à promiscuidade entre inúmeros jovens que
crêem na lenda da camisinha ser 100% eficaz: dos adolescentes entrevistados que
concordam com essa crença, em torno de 43% tiveram atividade genital. Dos que não
crêem que seja muito eficaz: 30% tiveram (American Teens Speak. 1986).

Arremata Dom Rafael Llano Cifuentes: “pode-se, intelectualmente, ser favorável às


relações sexuais pré-matrimoniais, mas ninguém gosta que uma filha de quinze anos
fique grávida, ou que um filho de quatorze anos seja pai. Perguntamos: a ‘camisinha’
protege das crises conjugais, do sexo prematuro tão perturbador para tantos menores de
idade, da delinqüência juvenil e das conseqüências naturais da desestruturação do lar?”.
Os estudos demonstram que, certamente, não.

Todas essas considerações foram levantadas para subsidiar o jovem que deseja manter
um comportamento sexual mais prudente sem abalar-se com a forte pressão dos colegas
de estudos ou trabalho. Ele deve ter sempre em mente que não vale à pena provar para
outros se é ou não ativo sexualmente; que suas atitudes castas lhe protegem não
somente das enfermidades de transmissão sexual ou de “má fama”, porém conservam
em seu caráter uma predisposição de respeito para consigo, sua família e amigos. Da
abstinência não se deduz que a sexualidade é uma realidade vergonhosa ou suja e sim
um dom de Deus, pois sua vivência prepara o varão para a fidelidade a uma mulher (e
vice-versa), um pai e uma mãe para o respeito pleno aos filhos pelo exemplo e
manutenção do equilíbrio no lar, além de incitar o sério discernimento em inúmeros
jovens sobre a vida sobrenatural, a qual abdica da prerrogativa natural da sexualidade
para a consagração plena a Deus nas vocações religiosas.

Para finalizar, transcreve-se passagem referida entre os conselhos e reflexões do


Cardeal Lopez Trujillo em “Sexualidade Humana: Verdade e Significado”, quando se
diz que o caminho mais seguro e melhor subsidiado para manter esse compromisso com
a liberdade embasada no auto-controle é o auxílio dos Sacramentos em que Cristo se faz
presente distribuindo as Graças necessárias entre os filhos de Deus para que perseverem
no caminho da santificação: “A disciplina dos sentidos e do espírito, a vigilância e a
prudência para evitar as ocasiões de pecado, a guarda do pudor, a moderação nos
divertimentos, as atividades sãs, o recurso freqüente à oração e aos Sacramentos da
Penitência/Reconciliação e Eucaristia [são condições suficientes para ser fiel a tão
nobre propósito]. Os jovens, sobretudo, devem empenhar-se em desenvolver a sua
piedade para com a Imaculada Mãe de Deus”. Dicas sobre a prudência durante o
namoro para manutenção da castidade podem ser encontradas no CD “Descobrindo a
Castidade” do Pe. Luís Carlos Lodi da Cruz, disponível para venda no sítio
www.providaanapolis.org.br.

10. CONCLUSÕES DO DOSSIÊ “LIBERDADE E AUTOCONTROLE”


17

• “Reduzir o risco de” é completamente diferente de se afirmar que “Impede o risco


de”: a camisinha não impede a transmissão do vírus HIV, quando muito, diminui um
pouco esse risco que, portanto, continua existindo;
• Quando o preservativo é empregado como contraceptivo, não é totalmente seguro,
os casos de gravidez não são raros. Sendo o vírus da AIDS cerca de 450 vezes
menor que um espermatozóide e a permeabilidade dos preservativos aos
espermatozóides de 15% - 20% dos casos, a falha da camisinha quanto ao
impedimento da transfusão de um vírus HIV durante uma relação sexual com o uso
do mesmo é, naturalmente, maior do que 15%. Existe ainda o agravante de que a
mulher somente pode engravidar, em média, durante 6 dias num ciclo menstrual que
é de, praticamente, um mês; enquanto que tanto varões quanto mulheres podem
contrair DST em qualquer dia do mês e/ou do ano. De qualquer modo, o dito
preservativo não impede uma possível gravidez na adolescência (quando muito
diminui um pouco esse risco);
• As propagandas pró-camisinha estimulam grande segurança depositada no condom
como se estes impedissem a transmissão de enfermidades sexuais; fato que,
conseqüentemente, aumentam as práticas de promiscuidade, do comportamento
sexual desregrado e da epidemia de DST/Aids; pois o chamado preservativo contém
seus riscos de falhas não desprezíveis;
• O comportamento sexual desregrado é o principal fator de proliferação do vírus
HIV, fato não explicitado pelos programas de “Educação Sexual” que não se focam
em ensinar jovens e adolescentes a optarem pela abstinência ante seduções sexuais
com desconhecidos (ou conhecidos), ou com parceiros potencialmente eventuais:
apenas se resumem a fomentar o uso da camisinha durante essas relações
promíscuas que não são censuradas;
• Os correntes programas de “Educação Sexual” não revelam as más conseqüências
físicas, sociais e psicológicas advindas do desregramento sexual tal como os
inconvenientes do enfraquecimento da saúde, da força de vontade, a perda de um
comportamento social e profissionalmente correto, o desrespeito à pessoa humana e,
sobretudo, a infidelidade conjugal e gravidez precoce da qual, muitas vezes, deriva
o aborto;
• As ações que facilitam a propagação de uma doença são eticamente reprováveis.
Descuida-se a educação dos adolescentes para a afetividade e a vida sexual sadias
através de um trabalho profundo que venha a colocar no lugar que merece o valor
da vida, do amor, do sexo, do matrimônio e da família;
• O único método que impede a transmissão de DST é o trinômio Abstinência-
Castidade-Fidelidade como está sendo comprovado na Uganda-África;
• As instituições e grupos de pessoas que são a favor de programas embasados na
Educação para Castidade estão comprovando empiricamente que suas indagações
são justas e, por isso, suas opiniões devem ser avaliadas com maior seriedade.
Colocar-se a culpa da epidemia de DST/Aids no mundo na Igreja Católica não passa
de má fé. A análise da situação na África, por exemplo, demonstra que a influência
da Igreja Católica nesse continente de cultura predominantemente tribalista (não-
cristã) circunscreve apenas 15,6% de sua população total e que o grupo de católicos
africanos sofre em medida bem menor a praga da Aids, posto que o ensinamento em
favor da monogamia e castidade tem seus efeitos positivos num ambiente de
18

extrema promiscuidade. Ainda quanto ao grupo de católicos africanos, vale-se notar


que alguém infiel à sua esposa comprova por esse motivo que não respeita as
orientações da Igreja, a qual fomenta a fidelidade e desaconselha o uso de
preservativos e, nestas condições, tal pessoa nunca correria o risco aumentado de se
contaminar durante um adultério para ser fiel às orientações de uma religião que não
pratica. Aqueles que não têm escrúpulos de ter relações sexuais com mulheres fáceis
ou prostitutas, também não se questionam sobre ilicitudes morais decorrentes do uso
de camisinhas. Em vista de tudo isso, acusar a Igreja Católica da disseminação da
Aids é pior do que má-fé: significa a recusa de reconhecer-se a realidade óbvia de
que os programas favoráveis à fomentação das camisinhas não passam de um
desastre social. Além de tudo, negam-se a enxergar que a sociedade tornar-se-ia
muito mais promíscua sem a filosofia de vida cultivada pela Igreja entre aqueles que
são fiéis a ela pois, na ausência dessa filosofia decente no mundo, é certo que
haveria uma epidemia mais avançada de DST/Aids do que o lamentável flagelo
atualmente instalado. (cf. Dom Rafael Llano Cifuentes em Carta às Famílias do
Brasil) .

Observação: esse dossiê foi inspirado em “Carta às Famílias do Brasil”, de Dom


Rafael Llano Cifuentes

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CONSIDERAÇÕES EPIDEMIOLÓGICAS SOBRE O CONCEITO DE RISCO


– UM BREVE AUXÍLIO PARA COMPREENSÃO –
19

(Cf.: Rouquayrol, M.Z. Introdução à Epidemiologia – Cap. 04: Lógica Epidemiológica


e Conceitos Básicos. Rio de Janeiro: ABRASCO, 2006)

Risco é estimado sob a forma de uma proporção (razão entre duas grandezas), posto
que medidas expressas (números absolutos) não podem fornecer dados comparativos
quanto à análise de riscos.
Para cumprirem a função de indicadores epidemiológicos será necessário referir tais
freqüências numéricas à especificação da causa de doença ou morte e para definição de
grupo etário, sexo, localidade e outras variáveis, considerando os denominadores
populacionais pertinentes.
Os três elementos, pois, da definição epidemiológica de risco, são:
Numerador: ocorrência de casos de óbito – doença – saúde;
Denominador: base de referência populacional;
Período: base de referência temporal.
Fator de Risco: atributo de um grupo da população que apresenta alta incidência de
uma doença ou agravo à saúde, em comparação com outros grupos [de riscos] definidos
pela ausência ou menor exposição a tal característica [sendo que o efeito pode ser
prevenido];
Fatores de Proteção: atributo de um grupo com baixa incidência de um determinado
distúrbio em relação a outros grupos, definidos pela ausência ou baixa dosagem de tal
fator;
Exposição (E) e Não Exposição (Eˉ); Risco (R); Grupos (D) e População (P). Ante
esta legenda, observe como é determinado o risco:
R E = D E/P E
R Eˉ = D Eˉ/P Eˉ
Comparação entre Riscos
Risco Relativo ou Razão de Riscos (RR) = R E /R Eˉ
Risco Atribuível (RA) = R E - R Eˉ
Quando é Fator de Risco?
Quando RR>1,0 ou RA>0.
Obsv: O Fator de Exposição cujo efeito é prevenível, é denominado Fator de Risco
propriamente dito.
Marcadores de Risco: atributos inevitáveis, portanto, fora da possibilidade de controle.
Exemplo: sexo e grupo étnico são Marcadores de Risco para doença coronariana.
Grupo de Risco: grupo populacional exposto a um dado fator de risco ou identificado
por um marcador de risco.