Vous êtes sur la page 1sur 6

Som, Imagem e Interatividade: Inter-Relações na Hipermídia

Vasconcelos, Marco Antonio Ferreira de; Mestrando em Design; Universidade Anhembi Morumbi. marcovascon@uol.com.br.

Resumo

O presente artigo aborda a relação entre som e imagem na hipermídia. Aponta algumas relações históricas entre som e imagem e faz uma reflexão sobre a importância da interatividade nesse processo.

Palavras Chave:

Som, Imagem, hipermídia

Abstract

This article refers to the relationship between sound and image in the hypermedia area. It presents some historical relations between sound and image and makes a reflection about the importance of interactivity in this process ..

Keywords:

Sound, picture, hypermedia

Processo Histórico

O intercâmbio entre o som e a visão estimulando sensações, sentimentos, criatividade e a imaginação, tem larga representação histórica. Pode ser pontuado desde do século XIV pela propagação dos madrigais, gênero de composição musical que apresenta uma forma lírica de associar

sentimentos a estruturas musicais. Uma de suas técnicas, a Pintura musical, representava o riso criando melodias de notas rápidas. Segundo Wisnik (1989, p.118), os madrigais são o discurso das emoções, com “um estilo expressivo, declamatório, climatizando os recursos melódicos e harmônicos, as consonâncias e dissonâncias, com gesticulação entoativa a

5

serviço da ênfase nas palavras”. O espetáculo das óperas no século XVII, também é exemplar nessa correlação ao agregar outros componentes à percepção musical: cenografia, textos cantados, vestuário, enfim, integra elementos visuais e sonoros em estruturas formais de grande estímulo à fruição. Sons e cores também produziram associações das mais variadas. CAZNOK (2003), em seu livro Entre o audível e o visível, relaciona uma série de autores, teóricos e compositores que interpretaram o termo timbre como colorização de melodias, ritmos, harmonias ou mesmo classificando-o como a “cor do som”; Hector Berlioz (1803-1869) em seu Grand traité d’ intrumentation (1834), Ebenezer Prout (1835-1937), em Instrumentation, Charles-Marie Widor (1844-1937), em Technique de l’orchestration moderne (1904), Henry Woods (1869-1944), no Dictionary of Modern Music and Musicians (1924). Todos se referem a essa associação como forma de traduzir seus argumentos. Como afirma CAZNOK, também houve muitos autores, artistas e pensadores que desenvolveram teorias a cerca da relação entre as cores e

a altura das notas musicais. Mersenne (ano), Kircher (ano) e Castel(ano), pensadores jesuítas do século XVII, relacionavam sons a notas musicais de forma simbólica. Marsenne, por exemplo, estabeleceu correspondência entre a voz soprano e a cor ouro. Kircher, por outro lado, relacionava essa mesma cor a um intervalo de 5ª entre notas musicais. Isaac Newton (1643-1727), em sua obra Optiks sobre óptica, propunha relações das notas com o espectro de cores: ré, vermelho; mi, laranja; fá, amarelo; sol, verde; lá, azul; si, índigo; dó, violeta. Esta relação culmina no final do século XIX e início do século XX, com as idéias de construção de instrumentos musicais que reproduzissem cores (figura 1). Em outros momentos, as formas de representação visual das partituras, extrapolaram a função de guia aos interpretes. No exemplo da (figura 2) é possível perceber a representação visual de uma cruz na partitura de Paixão segundo Mateus de J. S. Bach.

5 serviço da ênfase nas palavras ”. O espetáculo das óperas no século XVII, também é

Figura 1 – Rimington e seu teclado colorido Fonte: Caznok, 2003, p.39, apud Scholes, 1998, p.208)

6

6 Figura 2 – J. S. Bach, Paixão segundo São Mateus Fonte: Caznok, 2003, p.82 As

Figura 2 – J. S. Bach, Paixão segundo São Mateus Fonte: Caznok, 2003, p.82

As teorias e experimentações a cerca das correlações sensoriais vem se desenhando ao longo da história de forma ampla e contundente, reafirmando sua relevância em diferentes estilos e épocas.

Inter-Relações na Hipermídia

A produção atual do design, está intimamente relacionada à inter- relação entre linguagens que modificam sua natureza no ambiente digital e a seus possíveis desdobramentos. No ambiente hipermidiático, além da linguagem verbal já estabelecida e defendida pela tradição erudita 1 , a linguagem sonora e a imagética não só se transformam como também dilatam seus sentidos antes individualizados. Possibilitam dessa forma, novas estruturas de entendimento. Isso é próprio da intertextualidade e da multiplicidade, um dos princípios da hipermídia que amplia o leque de possíveis significações a partir de referenciais alusivos, citatórios ou mesmo recriações. Moura (2003), em sua tese sobre design de hipermídia, escreve que a multiplicidade se refere a capacidade da hipermídia de agregar outras linguagens pela permeabilidade de sua estrutura. Essa característica coloca a hipermídia em sintonia com a necessidade do design contemporâneo em conectar campos distintos do saber, ou seja, atender sua transdisciplinaridade. Esta visão também perpassa pela perspectiva das ciências aplicadas por colocarem o indivíduo no centro de suas preocupações. Para atendê- lo, esse pensamento complexo se faz necessário pelo enfoque no mundo material, via produção dos seus objetos de consumo. Em oposição ao pensamento racionalista que produzia objetos aos quais o homem deveria

1 Durante muito tempo, legiões inteiras de pensadores nos fizeram acreditar que jamais se tornaria possível pensar ou elaborar conhecimento sem o recurso às palavras e o domínio superlativo do discurso verbal.”(MACHADO, p.107)

7

se adaptar, as ciências aplicadas integram disciplinas distintas para atender suas necessidades e valores simbólicos ou afetivos.

Outros

princípios

da

hipermídia

permeiam

o

intercâmbio de

linguagens como a interatividade, ....; A interatividade e sua dinâmica de permitir a produção de muitas possibilidades de navegação a partir de textos, imagens ou sons, ou seja, linguagens distintas, pode não só viabilizar resultados inovadores como também fundamentar estratégias operacionais durante a sistematização dos projetos.

O hibridismo pelo viés de pressupor a imaterialidade do objeto e suas características subjetivas. A experiência sensível contrapõe a racionalidade ao mesmo tempo em que a complementa como resultado híbrido. O dado objetivo comunica e informa, o subjetivo o caracteriza como sistema aberto, ou seja, o enfoque no imaterial (sensível) do design contemporâneo. Além disso, a hipermídia introduz novas possibilidades de construção de sentidos pelo incremento do percurso não linear. Novamente sons, textos, imagens estáticas ou em movimento se integram e se associam em múltiplas interpretações e discursos intercambiáveis. A pluralidade de linguagens necessárias para atender a um novo contexto social que solidifique, entre outras coisas, a participação do usuário, desejo característico do design atual, tem a hipermídia como suporte para

atender tal complexidade. Dessa maneira, a interatividade contribui e transforma relações. Além de receptor ou ouvinte, o usuário agora se faz ouvir. Emissor e receptor se confundem no fluxo da informação. Existem níveis de interatividade que vão desde escolhas de opções já pré-determinadas, até a possibilidade de interferência ou co-autoria pelo interator.

Considerações Finais

Não se pode perder de vista que não é apenas o potencial tecnológico de oferecer suporte à manipulação da mensagem, que causa impacto na construção de linguagem. Por esse viés, como afirma Alex Primo (2007), não se contempla a produção de narrativas interpessoais com todo requinte de imprevisibilidade própria do diálogo humano. Segundo Fogliano; “o indivíduo não interage de forma solitária com o meio-ambiente, ao contrário, suas ações são coordenadas por uma série de regras e processos sincronizados com o grupo ao qual pertence.” (FLOGIANO, p.36, 2007). A hipermídia oferece a oportunidade de construção de novas experiências para o indivíduo sobrepondo possíveis fronteiras entre linguagens. O desenvolvimento de estruturas informacionais apoiadas em suas características, como a interatividade por exemplo, esboça novas formas de comunicação, assimilação e desenvolvimento de conhecimento. A ressonância do som na imagem e vice-versa, atinge um nível superior e diferenciado na hipermídia. Adquiri um valor de considerável relevância para atender expectativas atuais e futuras da sociedade

8

contemporânea. Para o designer, pesquisar e refletir sobre linguagens apontando e sugerindo interligações, reforça a importância de ter olhos e ouvidos apontados para o futuro. Melhore a conclusão.

Marco, O artigo não está ruim ,mas precisa de maior desenvolvimento com relação a parte da hipermídia.

O artigo está muito pequeno, parece mais um resumo expandido.

Acho que tens como melhorar. Vamos fazer?

Bibliografia

BARRAUD, Henry. Para compreender a música de hoje. São Paulo:

Perspectiva, 2005.

BORGES, Maria Lucilla. Como a música “ressoa” no design? E o design na música? In: XVI Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM). Brasília, 2006.

BÜRDEK, Bernhard E. Design. História, teoria e prática do design de produtos. São Paulo: Edgar Blücher, 2006.

CAMPOS, Gisela Belluzo de. O papel da imaginação na pesquisa teórica em design. In: VI Simpósio LaRS. 2007.

CAZNOK, Yara Borges. Música: entre o audível e o visível. São Paulo:

Editora UNESP, 2003.

FOGLIANO, Fernando. O Atrator Poético: a Arte no estudo do Design de Interação. In: Estudos em Design, V15 nº1, junho 2007. Rio de Janeiro: Associação Estudos em Design, 2007.

LIMA, Guilherme Cunha. Textos Selecionados de Design. Rio de Janeiro: PPDESDI UERJ, 2006.

MOLES, Abraham brasileiro, 1981.

A.

Teoria

dos

Objetos.

Rio

de

Janeiro:

tempo

MORIN, Edgar. Da necessidade de um pensamento complexo. Lisboa:

Instituto Piaget, 1991.

MOURA, Mônica. O Design de Hipermídia. São Paulo, Tese em Comunicação e Semiótica da Pontifica Universidade de São Paulo. Orientação: Prof. Doutor Arlindo Ribeiro Machado Neto, 2003.

PRIMO, Alex. Interação mediada por computador: comunicação cibercultura, cognição/Alex Primo. Porto Alegre: Sulina, 2007.

9

WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das Letras: Círculo do Livro, 1989.

SANTAELLA, Lúcia. Matrizes da linguagem e pensamento: Sonora Visual Verbal. São Paulo: Iluminuras, 2005.