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KANT

Tende a ser mais influenciado por Locke.

Kant, assim como Platão, é universalista. Porém é um universalismo diferente do de Platão.

Diz que é possível estabelecer conhecimentos universais sobre as coisas. Mantém a ideia da importância da razão p/ o compreendimento das coisas.

Aspectos gerais de sua filosofia:

Filosofia criticista- A palavra "crítica" pode-se entender de 2 formas: crítica de Kant ao racionalismo, dizendo q este tem seus limites, devendo a filosofia se restringir a estes; e a palavra crítica associada com a palavra transcendental, estando dentro do tradicionalismo transcendental.

A filosofia geral de Kant passa a ser uma gnosiologia- a chamada virada gnosiológica: a filosofia

deixa de ser ontológica (pautada no objeto) passando a ser gnosiológica/ epistemológica (sujeito).

Inatista- o conhecimento vem a priori. Considera a experiência importante p/ o conhecimento, no entanto considera a existência de certos conhecimentos inatos, um deles é a razão, considerada transcendental por se poder raciocinar antes da experiência.

* Ponto em comum com Platão

Kant fez uma rev. copernicana, pois assim como Copérnico deslocou o centro do universo, Kant deslocou a filosofia do objeto p/ o sujeito.

Moral kantiana pode ser considerada como ética deontológica.

Em Aristóteles a ética é teleológica.

Ética deontológica é aquela q prioriza a noção de justo sobre bem. (lógica invertida)

A ética teleológica prioriza a noção de bem em face da noção de justo.

A ética deontológica é uma ética interativa/normativa, centrada na ideia de obrigação e dever. É

a ação por dever q caracteriza a ação moral em Kant.

Em Aristóteles ñ existia propriamente uma ideia de dever, eis q a ética teleológica é pautada na compreensão do q é a ideia de virtude, ou de felicidade.

Ação moral= ação por dever.

O que caracteriza a moral p/ Kant é a ação praticada pelo indivíduo que não tem inclinação p/

alguma coisa, como, por exemplo, a caridade. Ele a faz porque entende que é necessária mesmo contra sua vontade. É um dever que deve ser feito. Não visa outro fim que não o dever.

Ação conforme o dever é aquela que o indivíduo já tem inclinação para uma dada ação, realizando-a porque gosta, porque sente-se bem.

Conceito da autonomia

2 significados:

1°: autonomia individual- regra q o próprio indivíduo estabeleceu

2°: sujeito desvinculado- autonomia como não condicionamento. O sujeito é autônomo porque desvinculado.

O que caracteriza a moral/ a maneira pela qual os indivíduos se submetem a uma norma é a

autonomia. Preocupação de identificar a moral com a liberdade. Retoma ao conceito de autonomia de Rousseau. Segue-se a norma que você mesmo criou.

Diferença de Rousseau p/ Kant é que este dá ênfase à autonomia/liberdade individual. Autônomo é o individuo que segue uma regra que ele mesmo fez p/ si.

Crítica dos comunitaristas a essa visão de Kant: Dizem que o indivíduo é condicionado pelos fins, eis que o indivíduo já nasce vinculado.

Falsa polêmica/dicotomia: relação entre indivíduo e comunidade.

Isso porque os mesmos se complementam. Não tem que haver uma escolha.

Na moral tem-se o imperativo categórico.

No direito tem-se o imperativo hipotético.

Não se submete a norma em função da própria norma. Não é levada em conta a norma em si, mas os fins que se tem em relação às normas p/ com os indivíduos.

Tentativa de conciliar o indivíduo com o coletivo. O que demonstra a ambiguidade da teoria kantiana.

Os indivíduos são coagidos a respeitar a norma imposta pelo Estado (elemento contraditório a

autonomia,

estabeleceram as leis. Já em Kant as leis são impostas heteronimamente)

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A Filosofia do Direito na contemporaneidade

O que marca a conjuntura histórica do séc. XIX é o processo de industrialização, tornando as

sociedades mais complexas.

Tem-se, agora, uma relação interclasses.

O Estado deve garantir a liberdade e igualdade materiais.

Surgimento da Sociologia Jurídica e da Ciência Política.

DUGUIT

Repudia o conceito de soberania do Estado, porque este deve prestar serviços à sociedade.

Fala que o Estado não deve ser pautado num conceito abstrato como o de nação, pois este não atende mais a demanda do Estado. Este é legítimo porque presta serviços à sociedade, estando

presente na vida dos indivíduos.

Fala que o elemento objetivo do Estado é a funcionalidade.

Estabelece a ideia de função social da propriedade. Esta só pode ser exercida se cumprir sua função social.

“ A essência do direito está na regra de direito normativa e não na regra de direito construtiva”

A primeira representa uma ação ou abstenção. A segunda assegura a aplicação da primeira, é

uma técnica que corresponde a realidade encontrada na regra de direito normativa.

MAURICE HAURIOU

É considerado o pai da Teoria da Instituição, partindo do pressuposto de que há uma lógica

institucional no direito. Ele faz uma análise sociológica do direito a partir da institucionalização,ampliando a ideia de direito proposta pela Escola de Exegese, na medida em que a lei passa a ser apenas mais um elemento do direito, e não o seu todo.

O conceito de Direito, em sua filosofia, é confundido com o de instituição. Ou seja, o Direito vai

além da norma jurídica (divergindo da escola da exegese), que é uma expressão, mas não a essência do Direito, que como qualquer instituição, é um fenômeno social.

A perspectiva institucional se contrapõe à contratual, principalmente quanto à durabilidade (maior na instituição) , confirmando a visão pluralista do mesmo.

Duguit x Hauriou

O primeiro realiza um estudo linear de modo a abordar o direito como ciência, já Hauriou utiliza

recursos metafísicos, filosóficos de modo a abordar o direito como um positivismo flexível.

GEORGES GUIVITCH

Defende que cada grupo pode agir independentemente da intervenção estatal.

Foi o primeiro filósofo a sistematizar o conceito de direito social e de pluralismo jurídico, declarando que cada grupo tem possibilidade de construir sua própria ordem jurídica, de forma autônoma. Os grupos não precisam esperar a intervenção estatal para participar, uma vez que são considerados focos autônomos de regulamentação jurídica.

RONALD DWORKIN

Crítico do positivismo jurídico, Dworkin afirma que, para o positivismo, o direito é tido como um conjunto de regras com o propósito de determinar qual comportamento será punido ou coagido pelo poder público.

Dworkin visualiza o direito como um sistema formado por princípios e regras.

Um sistema compreendido apenas por princípios poderia acarretar arbitrariedades. Do mesma forma, não seria possível haver apenas regras, que viriam a engessar de maneira demasiada o sistema, gerando injustiças sociais. Por tais razões, os sistemas jurídicos modernos são tidos como um conjunto de princípios e de regras, cada um deles com funções distintas.

Regras x princípios

Há uma diferença de natureza lógica entre os dois conceitos, pois, enquanto as regras são

aplicáveis à maneira do tudo-ou-nada(impossibilitando a coexistência de regras contrárias no mesmo sistema jurídico), os princípios possuem uma dimensão não possuída pelas regras que é a dimensão de peso ou importância.Desta forma, os princípios seriam aplicados pela dimensão de peso, pois diante do caso em concreto verifica-se qual dos dois princípios em conflito tem o peso maior. Por isso não se tem como fugir de um sentido arbitrário, entendido como a adoção

de certas escolhas, quando das decisões tomadas pelos juízes.

KELSEN

Parte do pressuposto de que o direito é autopoiético, sendo um direito suficiente em si.

Preconiza uma teoria objetivista do direito, de modo a excluir de sua ação qualquer questão axiológica enquadrando o direito na categoria do dever-ser, pois não leva a realidades e sim a normas.

Ele define como critério de validade de uma norma a norma imediatamente superior a ela, logo, um sistema hierarquicamente organizado.

Kelsen propõe um sistema de normas jurídicas cuja norma fundamental é a do topo da pirâmide. Ou seja, uma norma nunca é vista em separado das outras, pois estão num contexto hierarquizado.

O conhecimento jurídico considera as normas a partir de duas perspectivas: primeiramente,

pode considerá-las como reguladoras da conduta humana (teoria estática), procurando relacionar as normas entre si como elementos da ordem em vigor; por outro lado, podem ser consideradas a partir do seu processo de produção e aplicação (teoria dinâmica).

Kelsen considera o sistema jurídico essencialmente dinâmico. Para ele o que caracteriza o direito é o seu aspecto formal, na medida em que comportar diferentes conteúdos que variam nas diversas sociedades.

Ao contrário da Escola de Exegese, admite que o direito pode ter lacunas, podendo haver uma pluralidade de interpretações a norma jurídica.

RAWLS

Recoloca as questões valorativas abandonadas pelo positivismo (ética, moral, justiça).

Critica o utilitarismo, pois tal teoria não respeita os direitos fundamentais, não servindo para uma democracia constitucional. Na doutrina utilitarista, uma política é boa ou não na medida em que promove a satisfação e a felicidade social.

Influência de Kant: somente os indivíduos podem escolher os seus objetivos e fins e, para tal, deve existir uma estrutura social justa.

A teoria de Rawls se baseia nos princípios, discutindo a predominância do justo em relação ao bem (ética deontológica).

Representa a vertente do neocontratualismo, eis que a sociedade justa advém do contrato entre as partes.

Posição original x véu da ignorância

Na posição original os indivíduos ainda estão sob o véu de ignorância, pois as partes ainda não tem clareza e informação sobre as suas respectivas vidas. Assim, o véu de ignorância garante a posição original igualitária das pessoas, de modo que cada um deve se abstrair de seus interesses particulares.

Neste sentido, o direito de propriedade e o direito de liberdade contratual não são protegidos pelo princípio de justiça, visto que não se constituem como direitos fundamentais.

Princípios de justiça:

“Cada pessoa deve ter um direito igual ao mais vasto sistema total de liberdades básicas

iguais que seja compatível com o sistema de liberdade para todos”: defende que é a estrutura básica da sociedade que permite a justiça na sociedade, ou seja, os princípios de justiça são dirigidos à ela, objetivando garantir os bens primários e básicos. Em sua teoria, os direitos políticos e civis são prioritários, condicionando os direitos econômicos e sociais. 2) As desigualdades sociais e econômicas devem ser distribuídas de forma que, simultaneamente: proporcionem a maior expectativa de benefício dos menos favorecidos e que estejam ligadas a funções abertas a todos em posição de igualdade equitativa de oportunidades.

1)

Possíveis questões:

Disserte sobre a teoria moral de Kant e seu conceito de Direito.

Em relação à teoria de Leon Duguit, explique o conceito de “direito objetivo“, a distinção entre “regra de direito normativa“ e “regra de direito construtiva“, bem como sua abordagem sobre o direito de propriedade

Discorra sobre o conceito de instituição de Maurice Hauriou

Explique qual foi a contribuição de Georges Guivitch ao pluralismo jurídico.

Explique a distinção feita por Ronald Dworkin entre regra e princípio.

Em relação à abordagem de Hans Kelsen, faça um comentário crítico sobre o seu projeto epistemológico; explique a distinção entre os tipos estático e dinâmico de norma, bem como o conceito de norma fundamental pressuposta.

Disserte sobre os dois princípios de justiça propostos pela teoria de John Rawls