Vous êtes sur la page 1sur 21

Quando assumi, há três anos, citei Drummond, nosso poeta maior, convocando a todos para, de mãos dadas, atravessar os abismos e despenhadeiros, construindo pontes e derrubando muros, a fim de realizar uma gestão moderna, corajosa, independente, lutando por mais Justiça como forma de combater as desigualdades.

Hoje, na hora da despedida, vejo que avançamos e, graças à união de todos que integraram a gestão que ora se encerra e, em especial do trabalho desenvolvido pelos colegas Alberto de Paula Machado, Marcus Vinícius Furtado Coelho, Márcia Approbato Melaré e Miguel Ângelo Cançado, Diretores que nunca me faltaram, emprestando apoio e dedicação aos projetos da gestão, juntos vencemos o desafio de presidir a segunda maior entidade de advocacia do mundo e a única a ter uma inserção social – e constitucional – para além das questões da classe e da Justiça.

A

Ordem dos Advogados do Brasil é paradigma para

o

mundo. Ordens e Colégios de Advogados nos tem

como um exemplo, pois nossa missão não se esgota nas questões profissionais.

Hoje, com muita alegria no coração e feliz por ter vivido intensamente o mandato, viajando por todo o país e recebendo o apoio, o abraço e, sobretudo, o carinho das advogadas e dos advogados brasileiros, despeço-me para dizer em alto e bom som QUE VALEU A PENA.

Saio maior do que entrei e vejo que a nossa entidade ficou ainda mais respeitada e reconhecida pela sociedade por ter se mantido vigilante na defesa da Constituição e das leis da República, da democracia, dos direitos humanos, da justiça social; por buscar a melhoria do ensino e da cultura jurídica, sem esquecer, em nenhum momento, do bem maior a proteger, o advogado.

Passo, com muita honra, à história da Ordem dos Advogados do Brasil, o que me confere orgulho e o sentimento de realização pessoal nunca antes vivenciada por ter podido presidir uma entidade :

- que nunca recuou diante de ameaças ou tentativas de emudecer a voz da defesa, essencial em uma Democracia; - que lutou pelas liberdades democráticas contra a Ditadura Militar;

- que sempre reconheceu e lutou pelo fortalecimento das instituições, mas que nem por isso se calou diante dos desvios de Poder; - que sempre acreditou que a diminuição das desigualdades sociais passa não só por políticas públicas inclusivas, mas igualmente pelo fortalecimento da Justiça, como o último reduto em que o cidadão, sobretudo os mais pobres, pode buscar a reparação dos seus direitos.

Uma entidade de resistência, não vinculada a partidos ou governos e que, por isso mesmo, sempre teve legitimidade para exigir condutas republicanas dos integrantes dos Poderes.

Muitas vezes a OAB recebeu críticas, de alguns poucos advogados, por estar se imiscuindo em temas não afetos à nossa atuação profissional. Sempre as recebi com humildade e atenção, mas, de um modo geral, percebi que se tratava de uma avaliação equivocada porque a Ordem só tem a dimensão e o respeito que tem justamente por não restringir a sua atuação aos interesses corporativos.

Reverberar fatos políticos que atentam contra a Constituição e contra os valores republicanos é, sim,

missão da nossa entidade, nossos críticos.

queiram ou não

os

A sociedade brasileira é carente de entidades da dimensão e do respeito da OAB, que vocalizem o sentimento majoritário de um povo que quer seriedade no trato da coisa pública.

Fomos – e tenho certeza, Presidente Marcus Vinícius, continuaremos a ser – protagonistas na cena política do nosso país. Não porque o façamos por vaidade ou por outro sentimento menor, mas porque é compromisso histórico além de dever legal, que não podemos – nem devemos – abdicar enquanto alguns ocupantes de cargos públicos se não respeitarem a lei e usarem, para enriquecimento pessoal, o dinheiro oriundo da arrecadação dos tributos que pagamos; enquanto houver abuso de autoridade, seja oriundo de quem for, a Ordem não pode calar. O voto não pode servir de salvo-conduto para quem atenta contra o interesse público e age contra a lei.

Digo com tranquilidade e absoluta segurança, a OAB faz política sim, mas a política da cidadania, que

não se confunde com a política partidária. Nosso partido é a Constituição da República.

Calar a Ordem ou submetê-la ao controle do Estado é desejo de alguns poucos, mas não conseguirão porque querendo, ou não, além dos Advogados, a Ordem é do Brasil.

Recordo que minha posse aconteceu em um momento extremamente difícil da vida nacional. Um Governador, políticos e assessores foram filmados recebendo dinheiro oriundo de propinas. As imagens continham cenas revoltantes, pois os valores eram guardados em meias, em cuecas, em bolsas. Chegaram ao extremo da “falta de vergonha na cara” (usando a expressa de Capistrano de Abreu) de orar para agradecer a propina recebida.

Era a impunidade presente de forma aberta, a desacreditar o sistema e as instituições. Mais uma vez, a OAB foi às ruas, ao Parlamento, ao Poder Judiciário, para combater aquele sorriso sarcástico estampado na cara do criminoso confiante de que nada iria lhe acontecer, pois do sarcasmo do patife resultava o drama do sem-teto, do sem-terra, do sem-justiça; o drama da violência, do drogado, da

criança entregue miséria.

às

ruas, da prostituição e

da

Compreendíamos que não era suficiente termos eleições a cada dois anos, pois por trás dos festejos de cada nova eleição, escondia-se uma crise de credibilidade na base da democracia representativa, resultante de uma série de fatores que levaram, por exemplo, milhões de cidadãos a se mobilizarem exigindo uma legislação específica para retirar do cenário político candidatos com fichas sujas.

A Lei da Ficha Limpa, para qual, com muita honra, contribuímos decisivamente dentro do Congresso Nacional no início de nossa gestão, passou a ser realidade, mas era preciso vencer as resistências ao conceito que ela procurava defender: moralidade e probidade administrativa; zelo com a coisa e com o dinheiro público. A OAB, em nosso mandato, ingressou com uma Ação Direta de Constitucionalidade para ver a lei reconhecida e, a partir daí, aplicada em todo o Brasil.

A OAB venceu a batalha jurídica, mas devemos reconhecer: se tamanho esforço foi necessário,

então algo está errado. Se a política tornou-se assunto de tribunais, idem.

Mas ainda era pouco, era preciso dar um passo além porque tínhamos - e ainda temos - a certeza de que outros escândalos viriam, com nova roupagem, certamente mais sofisticados, se não fosse atacada a origem do problema: o financiamento das campanhas, o chamado “caixa- dois”.

Ajuizamos,

Inconstitucionalidade nº 4650, para retirar do ordenamento jurídico eleitoral o financiamento das

empresas privadas às campanhas dos candidatos.

de

assim,

Ação

Direta

A chave para abrir a porta da verdadeira reforma política que o país reclama (e necessita) pode iniciar pelo Judiciário ao julgar a referida ADI.

Presidente Marcus Vinícius, senhores conselheiros, a reforma política é um desafio de enormes proporções, bem o sabemos, pois não interessa à classe política, de um modo geral, mudanças que lhe retirem o comando das eleições fundadas em costumes divorciados de preceitos éticos.

E esse desafio reside, justamente, em como envolver a sociedade – a sociedade em sentido lato, desde as suas representações legítimas até o anônimo cidadão – num projeto de reforma política que dê maior credibilidade a um instituto cuja história se perde no tempo e não temos outro melhor para substituí-lo: o voto.

A reforma política, estou convencido, meu caro Presidente Marcus Vinícius, Senhores Conselheiros, ou é conduzida pela sociedade, com o apoio da Imprensa, ou não sai; será para sempre uma pálida anotação à margem da pauta nacional. Somente conduzida pelo clamor popular ela irá contemplar, afinal, o fortalecimento do eleitor no processo político.

E por falar em reforma política, logo me

mente a importância da política à consolidação da Democracia.

veio à

Ressalto, meus caros ex-Presidentes e futuros companheiros da bancada dos Membros Honorários Vitalícios - dos quais destaco e agradeço a decisiva ajuda dos colegas Roberto Busato e Cezar Britto - , que não há democracia sem um Poder Legislativo

forte e prestigiado. Por isso, sempre busquei manter uma interlocução de alto nível e de respeito mútuo com o Parlamento, realizando encontros, debates, recebendo parlamentares para discutir projetos de lei em tramitação. Isso, no entanto, nunca me impediu que, enquanto Presidente da OAB, fizesse críticas à atuação de alguns parlamentares da própria instituição em determinados temas. Isso é inerente ao jogo democrático.

E no Parlamento tivemos boas vitórias : agilizamos

a tramitação do CPC e fazendo gestões para que o

Relator do Projeto fosse um parlamentar advogado, além de fazer incluir emendas para garantir as férias dos advogados; o respeito aos honorários de sucumbência, hoje aviltados por decisões judiciais que desejam diminuir a importância da defesa; a vedação para se compensar honorários de sucumbência; além de agilizar a tramitação do Simples para ser adotado pelas sociedades de advogados, beneficiando inúmeros colegas e estimulando a criação de mais firmas de advocacia.

Mas não foi só.

Era preciso estabelecer uma cruzada cívica por um Judiciário forte, independente, dele fazendo parte como elementos indissociáveis e socialmente desejáveis, o Ministério Público e a Advocacia, essenciais ao sistema que deve se pautar na compreensão de que o contraditório é imprescindível à formação de uma Justiça justa.

E era necessário fortalecer o Judiciário porque vinha sendo ele – e se não cuidarmos voltará a ser - vítima de uma campanha cujo objetivo era diminuir

a sua legitimidade e a autoridade de suas decisões.

A primeira providência era – e é - insistir no aprimoramento das letras jurídicas, do ensino com qualidade, e fazendo do Exame de Ordem um instrumento de proficiência à altura das exigências da nova realidade que o país vive. O exame é a porta de entrada à qualificação e melhoria do sistema de Justiça. Por conhecer o sistema e as suas deficiências, durante o nosso mandato, o STF, de forma unânime, declarou a constitucionalidade do Exame de Ordem, reconhecendo nele um instrumento de defesa do cidadão.

E por falar em Exame de Ordem, me permito abrir um parêntese, para destacar que além da declaração de inconstitucionalidade, tivemos que lutar no Parlamento, primeiramente no Senado, pela rejeição de projeto de lei que objetivava acabar com o Exame e, mais recentemente, derrotando, na Câmara, requerimento de urgência, urgentíssima em outro projeto com a mesma finalidade do já arquivado no Senado. Aproveito, para agradecer à Frente Parlamentar da Advocacia, presidida pelo Deputado Arnaldo Faria de Sá, pelo apoio e engajamento da maioria dos Deputados na rejeição da urgência e na construção da cultura de que o Exame é uma defesa para o cidadão.

Voltando ao Judiciário, acreditávamos que para além das reformas estruturais seria necessário fazer uma verdadeira reforma para profissionalizar a gestão, criando mecanismos que conferissem maior celeridade aos julgamentos, mas o fazendo pela ótica do jurisdicionado, ou seja, sem limitar a defesa e impedir o acesso à Justiça sob o argumento de que ela está assoberbada.

Não paramos por ai.

Realizamos o mais importante ato público em defesa do CNJ, na sede do Conselho Federal da OAB, do qual participaram juristas, CNBB, ABI, diversos parlamentares, presidentes de Seccionais e conselheiros da OAB dos Estados e federais, realizado no dia 31 de janeiro de 2012, um dia antes do julgamento da ADI, em que a Associação dos Magistrados Brasileiros, queria retirar do CNJ parte de sua competência, enfraquecendo um órgão que vem fazendo um brilhante trabalho em prol do fortalecimento e aperfeiçoamento do Poder Judiciário como um todo.

A voz da OAB e a própria sustentação oral como

“amicus curiae”, que pessoalmente fiz no STF, foram fundamentais para conferir proteção e fortalecer o próprio Judiciário, o que acabou sendo reconhecido pela Suprema Corte. Foi uma retumbante vitória dos advogados brasileiros na defesa da Justiça.

E por falar em ADI’s, utilizamos esse instituto de

controle concentrado da constitucionalidade das leis, de forma ampla, exercitando a nossa legitimação universal. Foram ajuizadas 64 ADI’S,

nos últimos três anos, sobre os mais variados temas, uma Ação Direta de Constitucionalidade e uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF e uma proposta de Súmula Vinculante, o que representa quase duas ações por mês. A atuação responsável e efetiva da OAB no controle concentrado mereceu elogios de vários Ministros do STF.

Do ponto de vista dos advogados, identificamos a necessidade de maior qualificação profissional, o que teria uma repercussão positiva para ele próprio, para o seu cliente e para o sistema de Justiça. Elegemos como principal meta da Escola Nacional de Advocacia – ENA a atualização profissional a partir de cursos tele presenciais. Para implementar essa medida, fizemos uma parceria com a AASP e implantamos 380 salas de aula em Seccionais e Subseções em todo o Brasil, através de antenas ligadas por um satélite a um estúdio em São Paulo. Aproveito para agradecer ao Conselheiro Manoel Bonfim pela excelência do trabalhado prestado à frente da ENA.

O sistema de qualificação profissional a partir das

Escolas de Advocacia das Seccionais e da Escola Nacional, atendeu cerca de 250 mil advogados durante a nossa gestão, o que é um marco na história da Ordem.

O processo eletrônico sempre foi uma preocupação

que tivemos, pois a estrutura da telefonia móvel em

nosso país, em que pesem os avanços, ainda deixa

a desejar. Há locais em que não há banda larga; em

que as dificuldades de acesso à internet podem ocasionar negativa de acesso à própria Justiça, sem

contar com a própria falta de estrutura do Judiciário

e de treinamento de seu pessoal. Por isso, louvo a

iniciativa do Presidente Marcus Vinícius, de dar

continuidade – e ampliar - esse debate, sempre sob

a ótica do jurisdicionado.

Mas independentemente das críticas que formulamos e dentro de um processo de mudança cultural da advocacia, empregamos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Advocacia – FIDA, criando os Centros de Inclusão Digital em várias Seccionais e Subseções, ensinando os advogados a operar no processo eletrônico, o que foi

fundamental para avançamos na certificação digital, incluindo mais de 150.000 advogados no mundo virtual, demonstrando que a advocacia brasileira não é refratária aos avanços tecnológicos, mas quer que isso seja feito com segurança e sem prejuízo ao amplo acesso à Justiça.

Com muita alegria viajamos pelo Brasil nas Caravanas das Prerrogativas, ouvindo os colegas sobre os problemas que encontram, diariamente, para exercer, com independência, a nossa profissão para, partir deles, elaborar uma política nacional de defesa das prerrogativas. Para tanto, implementamos a assessoria jurídica do Conselho Federal, pavimentando o caminho à criação de de uma estrutura profissionalizada em cada uma das Seccionais e Subseções.

Ainda no particular, a partir de uma proposição da OAB de Pernambuco, presidida à época pelo atual Conselheiro Federal, Henrique Mariano, implementamos e difundimos para todas as Seccionais, a necessidade de a OAB se engajar, como assistente, nos processos judiciais em que os colegas buscam a reforma de decisões judiciais, que

não dignificam a Magistratura por fixarem uma “gorjeta” e não honorários para os advogados.

A advocacia pública, em geral, e a Defensoria Pública, em particular, receberam todo o apoio e proteção que nossa entidade, em conjunto com as associações de cada um desses segmentos, pode emprestar, partindo, sempre, do conceito que precisam – e devem ter – independência administrativa e financeira por ser advocacia de Estado e não de governos. No particular, registro o profícuo trabalho realizado pela Comissão Nacional da Advocacia Pública, tendo à frente a Conselheira Meire Monteiro.

Em vários Estados fomos vitoriosos no direito dos advogados públicos receberem honorários de sucumbência, sendo o exemplo mais marcante disso, a luta empreendida em conjunto com a ANAPE e OAB-Ma, que resultou na improcedência da ADI ajuizada pelo MP-Ma contra a Lei Estadual que conferia esse direito aos Procuradores do Estado.

Atuamos fortemente na defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, imbricando essas duas temáticas num só eixo, pois os problemas

ambientais, que afetam diretamente as economias mundiais, devem ser tratados sob uma perspectiva dos direitos humanos por privarem comunidades inteiras de suas necessidades por alimento, nutrição, saneamento e água potável, negando os mais elementares direitos humanos.

Para além disso, trouxemos para o debate no Plenário do CFOAB e, em seguida, fomos ao STF na defesa das mulheres, vítimas permanentes da violência doméstica, ao atuar como “amicus curiae” pela constitucionalidade da Lei Maria da Penha; dos afro descendentes no debate sobre a constitucionalidade das Cotas Raciais e remetemos ao Congresso Nacional uma proposta de Emenda Constitucional conferindo os mesmos direitos do casamento civil às uniões homoafetivas.

Criamos a Comissão Nacional da Verdade da OAB e homenageamos, numa solenidade marcante, os advogados de presos políticos.

Não poderia deixar de destacar um dos momentos mais importantes de minha gestão, que foi a Conferência Nacional dos Advogados, em Curitiba. Mais de 8.500 advogados e estudantes de direito se

fizeram presentes, demonstrando a fibra, o vigor e o engajamento da advocacia paranaense. Aos queridos amigos, Alberto de Paula Machado, José Lúcio Glomb, José Augusto de Noronha e Juliano Breda, o meu eterno agradecimento.

Vivendo um novo momento na cultura da sociedade, o que, por óbvio, tem reflexos na advocacia, inseri a OAB, definitivamente, nas redes sociais, mantendo, pessoalmente, um contato direto com advogados e estudantes pelo Twitter e levando aos internautas as notícias pelo Twitter e Facebook oficiais do Conselho Federal, além de criar, no Facebook e Twitter, o Canal Prerrogativas com vistas a promover a conscientização dos advogados e dos cidadãos a respeito da importância de um defensor sem medo.

Os recursos da advocacia brasileira foram muito bem administrados pelo querido Diretor Tesoureiro Miguel Cançado, a quem agradeço a dedicação e lealdade. Construímos várias sedes de Subseções e de Seccionais, como, por exemplo, as sedes de Alagoas e São Paulo. Investimos em obras, equipamentos, mobiliário etc, mais de 77 milhões

de reais e deixamos em caixa recursos suficientes à construção das sedes da OAB/PE e OAB/RN.

Muito mais poderia falar, especialmente dos avanços que tivemos na modernização da gestão do Conselho Federal, seja pela obtenção, inédita, do ISO 9001; da implementação da Ouvidoria; da pavimentação do caminho à implantação das Corregedorias em cada uma das Seccionais; da inserção de aprendizes e de pessoas com deficiência nos quadros funcionais da Ordem; pela profissionalização permanente da Controladoria, criando mecanismos de transparência para divulgação dos gastos do Conselho Federal, mas é hora de encerrar, não sem antes desejar ao Presidente Marcus Vinícius, à sua Diretoria, aos Conselheiros Federais e Presidentes de Seccionais, récem eleitos, muito sucesso na missão. A responsabilidade é grande e tenho certeza que os senhores estão preparados para o desafio.

Não foi fácil, como

dedicação, renúncias, preocupações e muitas alegrias, mas, enfim, valeu a pena.

tudo na

vida, exigiu

luta,

À Deus, que nunca me faltou, agradeço pela graça

da vida, pela saúde, pela sabedoria, pela humildade e pelo amor com que sempre tocou o meu coração;

À minha família, em especial aos meus pais Ophir e

Célia; a quem devo o que sou, hoje distantes por motivo de força maior; a minha mulher Marici, amor da minha vida e responsável pela minha alegria permanente; aos meus filhos Caio e Breno, razões do meu viver, e, agora, à Bárbara, filha mulher que ainda não tinha tido, só resta agradecer e dizer que retribuirei com carinho, atenção e dedicação o tempo desperdiçado em nosso convívio. Amo vocês.

Aos meus Diretores, Alberto, Marcus, Márcia e Miguel e aos Conselheiros Federais e Presidentes de Seccionais na minha gestão, como ainda, ex- Presidentes do Conselho Federal, meu eterno agradecimento.

Aos

agradecimento especial, na pessoa dos colegas Angela Sales, Rodolfo Geller, Roberto Lauria e

Frederico Coelho de Sousa, in memoriam. Foi o apoio dos advogados paraenses que me levou à

advogados

do

Pará,

desejo

fazer

um

Presidência

gratidão.

do

Conselho

Federal.

Minha

eterna

Aos servidores da casa, meu muito obrigado. Sem

vocês nada teria sido possível.

Para finalizar, peço permissão para trazer uma lição

de vida de Fernando Sabino, diz o poeta mineiro :

De tudo ficaram três coisas

A certeza de que estamos começando

A certeza de que é preciso continuar

A certeza de que podemos ser interrompidos

antes de terminar Façamos da interrupção um caminho novo Da queda, um passo de dança Do medo, uma escada Do sonho, uma ponte Da procura, um encontro!

Agora, como diria Fernando Pessoa, “é apenas

hora de arrumar as malas rumo ao infinito”.