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Ana Rita Nascimento Teixeira

Dossier
Intimidade, amizade e amor

2…………………………………………………Intimidade;
3…………………………………………………Intimidade
corporal e entrega;
4…………………………………………………Amizade;
5…………………………………………………Amor;
6…………………………………………………Amor:
atracção física, paixão e amor interpessoal

Psicologia
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Intimidade
A definição intimidade é complexa uma vez que seus significados variam de
relacionamento para relacionamento, e dentro de um mesmo relacionamento ao
longo do tempo. Em alguns relacionamentos, a intimidade está ligada ao sexo e
sentimentos de afecto podem estar conectados ou serem confundidos com
sentimentos sexuais. Em outros relacionamentos, a intimidade tem mais a ver com
momentos divididos pelos indivíduos do que interacções sexuais. De qualquer
forma, a intimidade está ligada com sentimentos de afecto entre parceiros em um
relacionamento.
Esta não é uma definição precisa, mas mesmo sem ser específico, parece que a
intimidade e relacionamentos saudáveis andam de mãos dadas. Certamente a
intimidade é um ingrediente básico em qualquer relacionamento com algum
significado: a base da amizade e uma das fundações do amor.
As principais formas de intimidade são a intimidade emocional e a intimidade física.
A intimidade intelectual, familiaridade com a cultura e os interesses de uma pessoa,
é comum entre amigos. Membros de grupos religiosos ou filosóficos também
percebem uma "intimidade espiritual" em sua comunidade.
A intimidade também pode ser identificada como o conhecimento profundo de
alguém, conhecendo os vários aspectos ou sabendo como esse alguém responderia
em diferentes situações, por causa das muitas experiências em comum.
Na intimidade existem tês dimensões:
• pessoal que abrange as vivências, a história pessoal, a comunicação e os
estados humorísticos das pessoas, ou seja, tudo o que se refere ao ser
humano com o ser individual.
• relacional relacionada com os envolvimentos interpessoais, a relação, ou
seja, tudo o que existe um contacto com outro objecto ou pessoa.
• a dimensão universal - não se encontra fixa, pois a intimidade varia
consoante o contexto espacial, temporal, ou histórico.

Intimidade corporal e a entrega


Uma vez que as condições ambientais, técnicas, culturais, estabelecem as leis
próprias do pudor, define-se espontaneamente a fronteira entre o pudico e o
impudico. E estabelece-se o limite natural da intimidade pessoal. O vestuário tem a

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função de personalizar o corpo, de expressar a própria personalidade. Por isso tem a
função de estabelecer o grau de relação com uma determinada pessoa. Quando as
leis do pudor estabeleceram o que define a intimidade corporal, estabelece-se uma
união entre a intimidade pessoal e a intimidade corporal. As duas caminham a par,
porque a pessoa é ao mesmo tempo corpo e espírito. Quando se entrega o corpo,
entrega-se a própria pessoa. E quando se abre a intimidade corporal, abre-se a
intimidade pessoal. Separar esses dois factores produz uma ruptura interior da
pessoa. Como a pessoa é indissociavelmente corporal, para criar um espaço de
intimidade espiritual, de riqueza interior pessoal, tem de se criar um espaço de
intimidade corporal. Todos os torturadores sabem que a nudez corporal é um modo
muito eficaz de rebaixar e destruir a dignidade e a resistência interna das pessoas.
Quando uma pessoa não defende a sua própria intimidade corporal, isso significa
que não tem uma intimidade pessoal a salvar.
A prostituição destrói o mais íntimo das pessoas, por isso provoca tanta pena ou
tanta repugnância. Quem entrega o corpo sem entregar a alma, prostitui-se. Quem
entrega a intimidade corporal sem entregar a intimidade pessoal, prostitui-se.
Por isso, a nudez, a abertura da intimidade corporal, deve estar sempre ligada à
entrega mútua e total da própria pessoa, que se realiza no matrimónio. A nudez é
sinal de abandono e entrega plena, por isso tem de haver uma entrega mútua e
para sempre; doutra forma, haveria prostituição por parte de um ou de outro. Se a
nudez não é expressão de uma entrega pessoal, então é porque essa pessoa se
está apresentando perante os outros como simples objecto, com o seu inevitável
valor sexual em primeiro plano.

Amizade
Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar,
ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afectiva,
a princípio sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido
amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a
afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Neste aspecto, pode-se dizer que
uma relação entre pais e filhos, entre irmãos, demais familiares, cônjuges ou
namorados, pode ser também uma relação de amizade, embora não
necessariamente.
A amizade pode ter como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a
necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se
denominam "melhores amigos". Os melhores amigos muitas vezes se conhecem

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mais que os próprios familiares e cônjuges, funcionando como um confidente. Para
atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas.
Muitas vezes os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de
cooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo
mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e
amizade do outro, mesmo que a actividade não seja a de sua preferência.
A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres
humanos tem na vida. Em caso de perda da amizade, sugere-se a reconciliação e o
perdão. Carl Rogers diz que a amizade "é a aceitação de cada um como realmente
ele é".
Popularmente, se diz que "o cão é o melhor amigo do homem".

“Amizade é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis


porque um monge, um solitário, pode não ser ruim e viver sem conhecer a amizade.
Virtuosas porque os maus não atraem mais que cúmplices. Os voluptuosos carreiam
companheiros na devassidão. Os interesseiros reúnem sócios. Os políticos
congregam partidários. O comum dos homens ociosos matém relações. Os príncipes
têm cortesãos. Só os virtuosos possuem amigos.”

Amor
A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua
portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação,
atracão, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O
conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo
emocional com alguém, ou com algum objecto que seja capaz de receber este
comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas
necessárias para a sua manutenção e motivação.
Fala-se do amor das mais diversas formas: amor físico, amor platónico, amor
materno, amor a Deus, amor a vida. É o tipo de amor que tem relação com o
carácter da própria pessoa e a motiva a amar (no sentido de querer bem e agir em
prol).
As muitas dificuldades que essa diversidade de termos oferece, em conjunto à
suposta unidade de significado, ocorrem não só nos idiomas modernos, mas
também no grego e no latim. O grego possui outras palavras para amor, cada qual
denotando um sentido específico. No latim encontramos amor, dilectio, charitas,
bem como Eros, quando se refere ao amor personificado numa deidade.
Amar também tem o sentido de gostar muito, sendo assim possível amar qualquer
ser vivo ou objecto.

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Diferentemente do conceito de amor platónico, quando se fala do amor em Platão
estamos nos referindo ao pensamento deste filósofo sobre o amor. A noção de amor
é central no pensamento platónico. Em seus diálogos, Sócrates dizia que o amor era
a única coisa que ele podia entender e falar com conhecimento de causa. Platão
compara-o a uma caçada (comparação aplicada também ao ato de conhecer) e
distinguia três tipos de amor: o amor terreno, do corpo; o amor da alma, celestial
(que leva ao conhecimento e o produz); e outro que é a mistura dos dois. Em todo
caso o amor, em Platão, é o desejo por algo que não se possui.
A temática do amor é comum a quase todos os filósofos gregos, entendido como
um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de
relação entre os seres humanos. Depois de Platão, entretanto, só os platónicos e os
neoplatónicos consideraram o amor um conceito fundamental. Em Plutarco o amor
é a aspiração daquilo que carece de forma (ou só a tem minimamente) às formas
puras e, em última instância, à Forma Pura do Bem. Em "As Enéadas", Plotino trata
do amor da alma à inteligência; e na sua Epistola ad Marcelam, Porfírio menciona os
quatro princípios de Deus: a fé, a verdade, o amor e a esperança. No pensamento
neoplatónico, o conceito de amor tem um significado fundamentalmente metafísico
ou metafísico-religioso.

Atracção física
Na atracção física reside os nossos instintos atrelados ao nosso estado fisiológico
como as necessidades sexuais, prazer e perpetuidade da espécie.

Paixão
A paixão é um forte sentimento que se pode tomar até mesmo como uma patologia
provinda do amor. Manifestada a paixão em devida circunstância, o indivíduo tende
a ser menos racional, priorizando o instinto de possuir o objecto que lhe causou o
desejo. Sendo assim, o apaixonado pode transcender seus limites no que tange a
razão e, em situações extremas, beira a obsessão.
Essa atracção intensa e impetuosa está intimamente ligada à baixa de serotonina
no cérebro: substância química (neurotransmissor) responsável por vários
sentimentos e patologias, dentre eles a ansiedade e o stress; a depressão e a
psicose obsessiva-compulsiva.

Amor Interpessoal
O Amor Interpessoal se refere ao amor entre os seres humanos. É um sentimento
mais potente do que um simples gostar entre duas ou mais pessoas. Sem amor

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refere-se aos sentimentos de amor que não são reciprocidade. Amor Interpessoal é
mais associado com relações interpessoais. Tal amor pode existir entre familiares,
amigos e casais. Há também uma série de distúrbios psicológicos relacionados ao
amor, como erotomania.

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