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Introdução

Galileu Galilei é de fato um grande nome da ciência de todos os tempos. Sua maneira de aliar a matemática como uma peça fundamental na descrição dos fenômenos naturais foi realmente revolucionária, sendo a chave do desenvolvimento científico que temos atualmente. É célebre a sua frase: “A natureza é um livro aberto, mas só pode lê-

lo quem conhece a linguagem na qual ele foi escrito, a Matemática”.

Nascido em 1564, Galileu viveu numa época difícil, e ao mesmo tempo propícia

a ideias reveladoras. Difícil, pois não podia se expor um ponto de vista que fosse

contrário ao que a Igreja acreditava, e propícia, pois chegava ao fim da Idade Média,

com vários pontos da Teoria Aristotélica vistos e revisados por vários intelectuais anteriores. Nessa época, Copérnico trouxe de volta uma ideia que havia sido refutada há muito tempo, o “Heliocentrismo”. Galileu tomou para si a responsabilidade de mostrar que a ideia Heliocêntrica era um modelo eficaz na descrição dos movimentos celestes.

O primeiro passo que Galileu deu rumo a isso foi o de enunciar o Princípio da Inércia,

com ele, Galileu conseguia explicar de modo satisfatório algumas aparentes

contradições de uma Terra que gira sobre seu eixo.

A Ideia da Inércia proveio de experimentos realizados por Galileu na Terra, entretanto, os fatos que mais favoreceram para uma melhor aceitação do Heliocentrismo, vieram literalmente do Céu. Ao apontar o telescópio para o céu, Galileu pôde ver coisas que seus antecessores jamais puderam sequer imaginar e tudo o que ele viu, embora não fosse realmente um indicativo de que Copérnico estava certo, mostrava que Aristóteles estava errado (com exceção das fases de Vênus).

As ideias Aristotélicas, acerca do movimento também foram atacadas de forma veemente por Galileu, (vale ressaltar que essas ideias de Galileu, surgiram a partir do conhecimento que estava sendo produzido por sábios da Idade Média, como por exemplo, Nicole Oresme, que antecipou vários resultados obtidos por Galileu, principalmente na composição de movimentos).

Essa ousadia de Galileu, o fez passar por “maus-bocados”, pois como foi mencionado anteriormente a época em que ele viveu era difícil, onde não se podia dizer abertamente tudo o que se pensava, sob pena de ir parar na fogueira, como foi o caso de Giordano Bruno. Entretanto, em 1623 assumiu o trono papal, seu amigo, o cardeal Barberini, o qual adotou o nome de Urbano VIII. Esse fato fez com que Galileu pensasse que não correria nenhum risco, se expusesse suas ideias acerca do Heliocentrismo. Ainda assim, pediu permissão para escrever um livro sobre o sistema copernicano e o Ptolomaico, a condição, porém, é que o sistema de Copérnico, deveria ser tratado meramente como uma hipótese. Esse sentimento de alívio, fez com que Galileu extrapolasse na sua defesa do sistema Heliocêntrico, criando um personagem, o tolo Simplício, defensor do sistema Geocêntrico, que foi comparado com a pessoa do papa. Isso fez com que o papa ficasse irado com Galileu, levando-o ao Tribunal da Inquisação.

Galileu, temeroso por sua vida, talvez lembrando o que aconteceu a Giordano Bruno, se retratou, sendo por isso condenado a prisão domiciliar pelo resto de sua vida, aproximadamente 10 anos. Durante esse período, escreveu a sua obra-prima, o Discurso sobre duas novas ciências, onde ele expõe de forma detalhada os fundamentos de toda a sua mecânica. É bem provável que Isaac Newton tenha se debruçado sobre esse livro, adquirindo a base suficiente para edificar sua teoria sobre o movimento.

Podemos dividir a vida de Galileu nos seguintes períodos:

I) O período Pisano

II) O período Paduano

III) O período polêmico

IV) O período da retomada da mecânica

Parte 1 (Anos Iniciais)

Galileu Galilei nasceu em 15 de fevereiro de 1564, em Pisa, sua família era de origem Florentina, mas havia se mudado para Pisa, em virtude de problemas financeiros. Como em Pisa, seu pai também não prosperou, ele regressou a Florença em 1574 e dedicou-se apenas a música. A educação de Galileu aconteceu em parte num convento (convento de Santa Maria em Vallombrosa) e parte em sua casa.

O pai de Galileu, Vincenzio era um homem de temperamento forte, muito provavelmente seu filho herdou esse traço. Vincenzio rompeu com a forma como se fazia música em sua época, sendo um revolucionário, percebe-se aqui que Galileu procedeu da mesma forma, só que na Astronomia e na Mecânica. Vincenzio introduziu

o filho no uso de experimentos, estes eram feitos para dar suporte a suas teses musicais. Desejoso que seu filho tivesse uma vida rentável, fez com que Galileu seguisse a carreira de médico.

Galileu ingressa na universidade aos 17 anos, para estudar medicina, assim como um antepassado seu, também o fizera. Todo o conhecimento de medicina da época estava embasado nos textos de Galeno e na Física e Metafísica de Aristóteles. Essa deve ter sido a razão pelo desinteresse de Galileu, para com o curso de medicina.

A partir de 1583, Galileu, por intermédio de um amigo da família inicia seus estudos de matemática, tendo acesso a textos de Euclides e Arquimedes. Provavelmente,

o primeiro trabalho matemático de Galileu, é sobre o isocronismo pendular.

No ano de 1585, Galileu larga o curso de medicina, sem obter o diploma universitário. Deste ano até 1589, Galileu desenvolveu vários experimentos com seu pai, sobre cordas sonoras. No ano seguinte, Galileu inventou a balança hidrostática, para determinar o peso específico dos corpos. A fim de se manter, Galileu passou a dar aulas particulares de matemática, no entanto seu interesse era obter uma cátedra de

matemática na Universidade de Bolonha. Galileu não conseguiu ir para Bolonha, mas conseguiu uma vaga em Pisa. Foi em Pisa, já como professor, que Galileu teria feito sua célebre experiência do alto da torre local, que corpos de diferentes pesos caem ao mesmo tempo, se forem lançados com as mesmas características iniciais. Embora tenha sido proveitoso o período que Galileu permaneceu em Pisa, ele passou por alguns reveses, tais como o escasso salário e a morte do pai. Isto o levou a querer a cátedra em matemática na Universidade de Pádua, ele conseguiu obtê-la em 1592.

Parte 2 (Período em Pádua)

A república de Veneza era a financiadora da Universidade de Pádua, cidade vizinha. O ambiente em Pádua era muito bom para a intelectualidade, pois os venezianos dispunham de certa autonomia em relação a Igreja Católica e a Inquisição. A cordialidade no ambiente acadêmico também era algo notório.

Em Pádua além de sustentar mãe e irmãos, Galileu queixava-se dos salários que recebia, pois seus gastos eram demasiadamente elevados, por isso foi obrigado a fazer de sua casa um pensionato e continuou a dar aulas particulares.

Nesse período Galileu inventou uma bomba d’água e abriu uma pequena oficina ao lado de sua casa, onde comercializava bússolas, esquadros e um compasso geométrico-militar de sua autoria.

Sua inclinação ao Sistema Copernicano começou provavelmente em 1597. A marca de Galileu reside no uso inovador do método científico, o qual combina a experiência, com o emprego da matemática para resolver problemas naturais, contrariando a tradição aristotélica que pregava que a matemática e a física eram disciplinas radicalmente diferentes e independentes entre si.

Foi em Pádua que Galileu teria usado planos inclinados para experimentos relativos a queda dos corpos, chegando a uma verificação entre a dependência do espaço total percorrido com o quadrado dos tempos gastos em percorre-los.

Quanto ao isocronismo pendular, Huyghens mostrou matematicamente sua legitimidade para ângulos pequenos, enquanto que Mersenne o fez de modo mais experimental, entretanto Galileu não estava de todo errado, pois mostrou que a massa do corpo oscilante num pêndulo simples não afeta o período de oscilação. É fato que o pêndulo permitiu que Galileu desse toda uma fundamentação a sua mecânica.

Muitos

consideram

que

Galileu

é

o

fundador

da

ciência

experimental,

afirmando que as experiências tiveram um papel destacado na descoberta da lei da queda dos corpos. Outros, consideram que Galileu não fez os experimentos descritos

em seus textos e quando os fez, são mal elaborados, representando uma “acumulação de fontes de erro e de inexatidão”.

Em 1609, chega ao conhecimento de Galileu, a existência de um aparelho de aumento óptico que estava sendo comercializado por holandeses. Esse aparelho direcionou toda a atividade intelectual de Galileu pelos próximos 20 anos. Esse aparelho era utilizado como recreação para crianças, ou como objeto de finalidade militar, sendo assim, podemos considerá-la como uma luneta, já o que Galileu propôs, e fez com ela, foi usá-la olhando para o céu, podemos dizer que sua função foi a de um telescópio.

Parte 3 (Annus Mirabilis-1610)

Quando Copérnico publicou seu livro (De revolutionibus orbium celestium), sua obra foi considerada como uma obra essencialmente matemática, entretanto, a hipótese da centralidade do Sol e o movimento da Terra, acabariam por ser a parte fundamental no debate acerca da astronomia nos pensadores que se seguiram.

O principal problema enfrentado pelo sistema Heliocêntrico reside na falta de evidências empíricas em favor de suas hipóteses. Outro problema enfrentado por ele era violar o modelo cosmológico vigente, onde o Universo era dividido em duas partes (“sublunar”) e (“supralunar”), onde os corpos que habitavam essas regiões tinham características distintas. Podemos citar também o fato do sistema copernicano ferir o orgulho humano, rebaixando-o de um lugar privilegiado, (o centro do Universo), para o terceiro planeta errante. Tudo isso acabou colocando-o em conflito com a interpretação literal das Escrituras, com os fundamentos teológicos e morais e com o princípio do senso comum.

Depois de ouvir falar sobre o aparelho de aumento holandês, Galileu decide fabricar um para si, conseguindo após algumas tentativas um aumento da ordem de 30 vezes. No ano de 1609 ele aponta seu telescópio para o céu, (devido a isso, o ano de 2009, ou seja, 400 anos depois que Galileu apontou o primeiro telescópio para o céu, foi considerado como o ano Internacional da Astronomia). No ano seguinte, em 1610 Galileu publica o (Sidereus Nuncius), nesse pequeno livro ele mostrou que:

a) A Lua possui relevo da mesma forma que a Terra. Na Lua existem crateras e montanhas. Galileu foi capaz de estimar a altura de algumas dessas montanhas.

b) A Via-Láctea é composta de incontáveis estrelas e estas se encontram a enormes distâncias entre si, de modo que não existe uma esfera última de estrelas fixas.

c) A descoberta das quatro luas de Júpiter, batizadas por ele de medicéias, mas hoje conhecidas como galileanas.

A partir daí, com o apoio de Kepler e de Newton, o Universo passa a ser entendido como um todo, ilimitado e homogêneo em relação às leis que o governam. Isso corresponde a um princípio de homogeneidade física do Universo: O Universo está constituído toda parte pela mesma matéria, que se submetem as mesmas leis do movimento, e nele nenhum lugar é mais privilegiado ou singular que outro.

Um diferencial entre o modelo de Copérnico e o de Ptolomeu, é que o primeiro é explicativo, enquanto que o segundo é descritivo, essa diferença foi fundamental para que Kepler e Galileu aderissem ao sistema copernicano. O modelo de Copérnico, usava um princípio que foi denominado: “Princípio da relatividade óptica”, este dizia que era indiferente dizer se uma coisa se move, ou se ela é movida, da mesma forma que não é possível dizer se dois objetos estão em movimento ou em repouso, se ambos estiverem animados do mesmo tipo de movimento. Nas palavras do próprio Copérnico: “É que de uma maneira geral toda mudança de posição que se vê é devida ao movimento da coisa observada, ou do observador, ou obviamente de um e de outro. Na verdade, entre coisas que se movem igualmente na mesma direção, não se nota qualquer movimento, isto é, entre a coisa observada e o observador”.

Dos estudos feitos a partir do telescópio, Galileu, conseguiu fazer alguns avanços na óptica e de igual modo na fisiologia do olho humano. Ele passou a tratar o olho humano como um instrumento, e de tal forma está sujeito a um processo de correção e de calibragem da mesma ordem que os instrumentos artificiais, tais como o telescópio e o microscópio. Desse modo, o que Galileu propõe, é que nossos olhos estão sujeitos as mesmas leis de qualquer outro aparelho óptico. É por esses motivos, que mesmo sem ser de fato o inventor do telescópio, Galileu me rece ter seu nome associado a ele. Galileu, além de dar um passo decisivo na aceitação do Heliocentrismo, fez do telescópio um instrumento científico.

Parte 3 (O período Polêmico)

Após o Sidereus Nuncius, Galileu tornou-se conhecido em toda a Europa. Isso fez dele notadamente um homem importante e ele soube aproveitar esse carisma, abrindo negociação com o governo de Toscana, com o objetivo de retornar para Florença. Ao nomear os satélites de Júpiter de estrelas medicéias, Galileu preparou o terreno. Isso deu resultado e o grão-duque Cósimo II de Médici, aceita a sua vinda, com uma ótima remuneração recebendo o título de filósofo e primeiro matemático do grão- duque da Toscana, e de matemático extraordinário da Universidade de Pisa, sem a obrigação de lecionar.

Muitos atestavam que o que Galileu viu no telescópio tratava-se de uma ilusão de óptica. Entretanto, a igre ja reconheceu que não era uma ilusão de óptica. O cardeal Belarmino pediu que os quatro matemáticos do colégio romano verificassem as observações telescópicas e eles confirmaram. Assim, Galileu foi recebido pelo Papa Paulo V.

Em 1612, Galileu publica um livro acerca do fenômeno da flutuação de lâminas e agulhas de ferro. Embora a conclusão não seja totalmente correta, Galileu ridicularizou e atacou a teoria tradicional dos elementos. Ainda em 1610, Galileu observa Saturno e vê uma espécie de planeta triplo, um disco central amplo, em contato

com outros dois pequenos. Ele anuncia a sua descoberta a Kepler sob a forma de anagrama, como era costumeiro na época.

No decorrer de 1610, Galileu obtém muitos dados observacionais, o que lhe permitiu calcular o período de revolução dos satélites, elaborando a primeira tábua dos movimentos dos satélites de Júpite r. Ainda em 1611, Galileu manda outra me nsagem a Kepler, acerca da descoberta das fases de Vênus.

Não tendo argumentos para bater de frente com Galileu no campo científico, os adeptos de Aristóteles e Ptolomeu, não se preocuparam em defender esses sistemas, mas sim em atacar o sistema Copernicano, afirmando que este era contrário as Sagradas Escrituras. Isso poderia colocar Galileu em maus-lençóis, pois se ele continuasse a defender Copérnico, ele estaria cometendo he resia. Essa polêmica culminará em 1616 com a inclusão do Livro de Copérnico no Índex.

Galileu defendia que as passagens bíblicas não possuem autoridade científica, embora possua validade inquestionável na moral. Nesse ínterim, vários padres começam a pregar nos púlpitos da igre ja que a matemática era uma arte diabólica, produtora de heresia.

Outra descoberta de Galileu com o telescópio foi a da presença de manchas no Sol. Aqui há controvérsias, pois, após usar o telescópio pela primeira vez, Galileu fez com que esse hábito se disseminasse de tal forma que até mesmo os padres jesuítas passaram a fazer uso dele. Assim já em 1611 alguns padres publicaram algo sobre essas manchas, as quais eles interpretaram como sendo algo não da natureza do Sol, isto é, situados em sua superfície, mas sim como um resultado de pequenos corpúsculos que o orbitavam, gerando esse efeito eclipsante. Galileu abre várias correspondências afirmando que já havia visto as manchas solares desde 1610, e indo de encontro a essa explicação, utilizando-se do fato que as manchas “acompanhavam” o Sol. A evidência de que essas manchas forneceriam um modo de mostrar que o Sol apresenta um movimento de rotação em torno de seu eixo, apareceu bem mais tarde, e não foi somente Galileu que teria notado esse fato.

Os jesuítas de certo modo, já haviam renegado o sistema ptolomaico, acatando agora como o verdadeiramente correto o sistema de Tycho Brahe. Em 1618 pode ser visto 3 cometas, e estes renderam a publicação de um livro por um matemático do colégio romano, onde este defendia que os cometas eram a prova substancial que o modelo de Brahe era correto e o de Copérnico errado. Galileu retrucou, usando uma hipótese Pitagórica que não ia de encontro ao modelo copernicano. Embora ele não pudesse defender abertamente o copernicanismo, ele podia refutar a hipótese dos outros.

Em 1623, Galileu lança o Saggiatore, que embora seja bem menos ilustre que o Sidereus Nuncius ou que o Dialogo, tem um cunho muito crítico, além de dar um forte impulso na matemática, alegando que ela é a linguagem na qual o mundo foi criado e que, portanto é nosso dever utilizar essa linguagem para entender o

funcionamento das coisas terrenas. Galileu argumenta que muitos sabiam pouquíssimo de filosofia, poucos sabiam dela uma pequena partícula e há um só, Deus, que sabe todas as coisas.

No ano de 1623, se tornou papa um amigo de Galileu, o cardeal Barberini, com o nome pontifício de Urbano VIII. Galileu dedicou o Saggiatore para ele. Aproveitando disso, Galileu pensou que seria bem possível escrever um livro, a fim de fazer rever a condenação da obra de Copérnico ao Index. Ele conseguiu a permissão desde que deixasse bem claro que a idéia de Copérnico era uma mera suposição, fazendo com que definitivamente a Terra ficasse imóvel de uma vez por todas.

Em 1632 Galileu publica o seu Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo, ptolomaico e copernicano. Esse título não foi proposto por Galileu, ele adveio da censura a que foi exposto. O título de Galileu era, “O fluxo e refluxo do mar”. Esse nome se dá, pois Galileu queria mostrar de uma vez por todas que a Terra girava, através dos fenômenos das marés. Em menos de 5 meses após a publicação, Galileu foi obrigado a comparecer para ser julgado, sob as seguintes acusações:

a) Não ter utilizado a abordagem hipotética, afirmando categoricamente a mobilidade da Terra e a fixidez do Sol;

b) Ter calculado mal, o existente fluxo e refluxo do mar na estabilidade do Sol e mobilidade da Terra não existentes;

c) Ter desobedecido à admoestação de Bellarmino em 1616.

De nada adiantou o apelo dos amigos importantes, e as ingerências para que se levassem em conta a idade avançada, nem mesmo um atestado assinado por 3 médicos, evitaram que Galileu fosse levado a júri. Em 22 de junho de 1633 Galileu é obrigado a abjurar publicamente, e seu Dialogo entra na lista do Index.

Anos Finais

Galileu passou o resto de sua vida encarcerado, trabalhando no que seria a sua obra-prima O Discurso e demonstrações matemáticas acerca de duas novas ciências. Sua elaboração demorou 5 anos, sendo lançado em 1638 em Leiden na Holanda. Ele foi contrabandeado para lá, em virtude da Holanda ser um país livre da atuação da Igreja. De fato esse é um livro monumental, onde Galileu demonstra de maneira geométrica muitas das suas ideias. Certamente, esse livro inspirou Isaac Newton mais tarde.

A saúde de Galileu decaia rapidamente com o passar do tempo, da mesma forma sua visão. Os últimos 4 anos das vida de Galileu se deram em total escuridão. Em correspondências trocadas com amigos, ele mostrou desapontamento, dizendo que antes nada no Universo lhe havia ficado oculto aos olhos, mas agora, nem o que se

encontra a um palmo de distância lhe era percebido. Alguns alegam que essa cegueira se deu devido ao seu estudo do Sol com o telescópio.

Galileu morreu em 8 de Janeiro de 1642. Ele se foi, mas não completamente, pois um de seus dedos está exposto no museu da Ciência. Também não deixou o mundo desamparado por muito tempo, pois cerca de um ano depois nasce Isaac Newton, que utilizaria o conhecimento produzido por Galileu nas coisas terrenas e o produzido por Kepler, nas coisas celestes.

Em 1992, O Papa João Paulo II reconheceu o descaso que a Igreja cometeu com o sábio italiano, e publicamente pediu perdão.