Vous êtes sur la page 1sur 9

BENS DE AUSENTE

Ausente é quem desaparece de seu domicílio sem deixar representante a quem caiba administrar-lhe os bens
CC - Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomear-lhe-á curador. CPC - Art. 1.159. Desaparecendo alguém do seu domicílio sem deixar representante a quem caiba administrar-lhe os bens, ou deixando mandatário que não queira ou não possa continuar a exercer o mandato, declarar-se-á a sua ausência.

Passos – três fases distintas: - nomeação de um curador - abertura da sucessão provisória - conversão da sucessão provisória em definitiva

Pressupostos: a) Desaparecimento da pessoa de seu domicílio; b) existência de bens do desaparecido; e c) ausência de administrador para gerir estes bens

Competência: - foro do último domicílio do desaparecido
CPC - Art. 97. As ações em que o ausente for réu correm no foro de seu último domicílio, que é também o competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de disposições testamentárias.

caso contrário será uma vara cível FASES DO PROCEDIMENTO: São três estágios distintos a) nomeação de um curador ao ausente e arrecadação dos bens. ou deixando mandatário que não queira ou não possa continuar a exercer o mandato.159. no Brasil.se o domicílio for incerto. o cumprimento de disposições de última vontade e todas as ações em que o espólio for réu. a competência se fixará no foro da situação dos bens CPC . é o competente para o inventário. 1. c) presunção de morte do ausente e conversão da sucessão provisória em definitiva I) NOMEAÇÃO DO CURADOR E ARRECADAÇÃO DOS BENS CPC . É. porém. a partilha. se o autor da herança não possuía domicílio certo. 96. ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.. COMPETÊNCIA II Se houver Vara de Família. competente o foro: I . Parágrafo único. O foro do domicílio do autor da herança. Desaparecendo alguém do seu domicílio sem deixar representante a quem caiba administrar-lhe os bens.Art. declarar-se-á a sua ausência.Art. b) abertura da sucessão provisória. . a arrecadação.da situação dos bens.

1. 25. os mais próximos precedem os mais remotos.160. não havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo. § 3 Na falta das pessoas mencionadas. sempre que não esteja separado judicialmente. Escolha do curador – segue a ordem de preferência prevista no Código Civil: CC . ou de fato por mais de dois anos antes da declaração da ausência. O cônjuge do ausente.Art. nesta ordem. § 2 Entre os descendentes. compete ao juiz a escolha do curador. a curadoria dos bens do ausente incumbe aos pais ou aos descendentes. o o o ATENÇÃO: o companheiro deve ser nomeado curador nas mesmas condições do cônjuge Lavra-se um auto circunstanciado da arrecadação . será o seu legítimo curador. § 1 Em falta do cônjuge.O juiz pode determinar provas ou diligências que entender necessárias para convencer-se de que o ausente desapareceu O juiz declara a ausência por sentença Esta sentença deve ser registrada no Cartório de Registro Civil Medidas acautelatórias – para proteger o patrimônio do ausente a) Arrecadação de bens e nomeação do curador: Art. O juiz mandará arrecadar os bens do ausente e nomear-lhe-á curador na forma estabelecida no Capítulo antecedente.

Feita a arrecadação. 26. se ele deixou representante ou procurador.Depois de um ano da publicação do primeiro edital podese requerer a abertura da sucessão provisória CC .161. em se passando três anos.mesmo tendo caráter provisório. reproduzidos de dois em dois meses.objetivo é chamar o ausente para retomar a posse de seus bens CPC .Art.Art. inicia-se o procedimento comum de inventário e partilha II) PROCEDIMENTO DA SUCESSÃO PROVISÓRIA . 1. poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. anunciando a arrecadação e chamando o ausente a entrar na posse de seus bens.publicados de dois em dois meses. durante um ano . extingue-se o processo por sentença b) Comprovando-se a morte. seguem-se as regras da sucessão definitiva . Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente. COMPARECIMENTO OU COMPROVAÇÃO DA MORTE: Cessa-se a curadoria e surgem duas opções: a) Comparecendo o ausente. ou.b) Editais: . . o juiz mandará publicar editais durante 1 (um) ano.quem pode requerer a sucessão provisória? .

IV . 1. III .o cônjuge não separado judicialmente. § 2 Findo o prazo deste artigo e não havendo absolutamente interessados na sucessão provisória. Passado 1 (um) ano da publicação do primeiro edital sem que se saiba do ausente e não tendo comparecido seu procurador ou representante.deve-se pedir a citação por edital dos ausentes (ausentes neste caso são os que estão em lugar incerto e não sabido. somente se consideram interessados: I .os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte.Art. os incertos e também os residentes em outras comarcas) Habilitação dos herdeiros: . II .163. II . III .deve-se pedir a citação pessoal dos herdeiros presentes e do curador .os herdeiros presumidos legítimos e os testamentários.o cônjuge não separado judicialmente.os credores de obrigações vencidas e não pagas. legítimos ou testamentários. o o CC .os herdeiros presumidos. Petição de abertura de sucessão provisória: . IV . § 1 Consideram-se para este efeito interessados: I .os que tiverem sobre os bens do ausente direito subordinado à condição de morte. cumpre ao órgão do Ministério Público requerê-la. Para o efeito previsto no artigo anterior.Art. poderão os interessados requerer que se abra provisoriamente a sucessão. 27.os credores de obrigações vencidas e não pagas.

057 CPC .É esta sentença que determina a abertura da sucessão provisória ATENÇÃO – a Sucessão Provisória somente pode iniciar-se após seis meses da publicação da decisão . que requeira o inventário. 1.165.Encerra-se este procedimento por intermédio de uma sentença .Art. como se o ausente fosse falecido (os demais efeitos devem aguardar os 180 dias) CPC . se procederá à abertura do testamento.Art. . e ao inventário e partilha dos bens.Mas pode-se realizar a abertura do testamento. logo que passe em julgado. .Possibilidade da herança se tornar jacente: CPC – art.164. se a parte não tiver procurador constituído na causa. ordenará o juiz a citação dos requeridos para contestar a ação no prazo de 5 (cinco) dias. A citação será pessoal. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito 6 (seis) meses depois de publicada pela imprensa.165 Parágrafo único. se houver. . a herança será considerada jacente. mas.Os bens são entregues aos herdeiros em caráter provisório e condicional . Se dentro em 30 (trinta) dias não comparecer interessado ou herdeiro. CPC que se deve seguir os ditames do procedimento previsto no art 1. 1.Dispõe o art 1.057. Parágrafo único. 1. abrir o inventário e partilhar os bens. pú. Recebida a petição inicial. como se o ausente fosse falecido.

Se o ausente aparecer. Se o ausente aparecer. cessarão para logo as vantagens dos sucessores nela imitidos.Art. até a entrega dos bens a seu dono. descendentes ou cônjuge – podem imitir-se na posse dos bens sem a necessidade de prestar garantias Sobre os frutos e rendimentos dos bens: CC . 33 . ou se lhe provar a existência. deverão capitalizar metade desses frutos e rendimentos. 29. Outra possibilidade CC .: Herdeiros necessários – ascendentes.Parágrafo único. de acordo com o representante do Ministério Público. fará seus todos os frutos e rendimentos dos bens que a este couberem. porém. Se o ausente aparecer cessa a sucessão provisória III) CONVERSÃO DA SUCESSÃO PROVISÓRIA EM DEFINITIVA . Se o ausente aparecer: Ausência voluntária e injustificada CC – art. obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas.. em favor do sucessor. O descendente. os outros sucessores. depois de estabelecida a posse provisória. e prestar anualmente contas ao juiz competente. ficando.para o herdeiro ser imitido na posse é preciso que ele preste uma garantia de restituir os bens (podem ser penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos) OBS. sua parte nos frutos e rendimentos. e ficar provado que a ausência foi voluntária e injustificada.Art. 33. 36. perderá ele. segundo o disposto no art. todavia. ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente.

Art. .quando o ausente contar 80 (oitenta) anos de idade e houverem decorrido 5 (cinco) anos das últimas notícias suas. rendimentos ou compensação de deteriorações . sem direito a fruto. 1.os bens serão recebidos no estado em que se acharem. III . Levanta-se a caução e os herdeiros assumem plena propriedade dos bens (que detinham a posse provisória e caucionada) .Casos possíveis: Art.Se o bem tiver sido alienado. A sucessão provisória cessará pelo comparecimento do ausente e converterse-á em definitiva: I .dez anos depois de passada em julgado a sentença de abertura da sucessão provisória. II . Regressando o ausente nos 10 (dez) anos seguintes à abertura da sucessão definitiva ou algum dos seus descendentes ou ascendentes. ou subrogados em seu lugar ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos alienados depois daquele tempo.o pedido de restituição poderá ser formulado nos próprios autos de sucessão .quando houver certeza da morte do ausente. 1.167.168.No registro civil e no registro de imóveis serão feitos os assentamentos cabíveis COMPARECIMENTO DO AUSENTE NOS DEZ ANOS SEGUINTES À ABERTURA .a entrega dos bens fica limita aos ainda existentes . receberá o bem sub-rogado em seu lugar ou o preço apurado na alienação CPC . aquele ou estes só poderão requerer ao juiz a entrega dos bens existentes no estado em que se acharem.

nenhum direito mais poderá ser reclamado pelo ausente OBS. a ausência é uma das causas de dissolução da sociedade conjugal Resulta na morte presumida e rompe-se o vínculo da sociedade conjugal Se o cônjuge já tiver contraído outro matrimônio e o ausente retornar.ATENÇÃO – passados mais de dez anos da sucessão definitiva. prevalecerá o segundo .: pelo Código Civil de 2002.