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Jung NUNCA foi espírita

Com referência à matéria “Jung e os fenômenos psíquicos”, de Ana Carolina Coutinho, que na mesma também
entrevista um tal de Carlos Antônio Fragoso Guimarães, publicada na revista UNIVERSO ESPÍRITA (Edição n.º 51,
Página 66, nas bancas em Março 2008), transcrevo a seguir partes da muito oportuna reportagem “O exorcismo é a
atração da noite/A ciência dos transes”, de Alexandre Mansur e Luciana Vicária, publicada na revista ÉPOCA (Edição
n.º 258, 28/04/2003, Página 68):

A psicologia desvenda o espiritismo

“Transes religiosos são registrados desde a Grécia antiga, quando sacerdotisas diziam receber espíritos em rituais
inspirados por música e vinho. Mas essas manifestações só começaram a ser desvendadas pela ciência no fim do século
XIX, com o surgimento dos primeiros estudos em psicologia. Em 1862, o neurologista francês Jean-Martin Charcot
(1825-1893) instalou-se no Hospital Salpêtrière, em Paris, convencido de que as visões de espíritos vivenciadas por
alguns pacientes eram causadas por males do sistema nervoso. Para tratá-los, aperfeiçoou a técnica de induzir a pessoa
ao estado de transe por meio de hipnose. Os recursos empregados, baseados na repetição de luzes ou sons,
desmontaram a aura sobrenatural que cercava as possessões. Um de seus alunos, Sigmund Freud, também se interessou
pela hipnose. (...)”

Jung abominou o espiritismo

“(...) Mas foi o suíço Carl Jung quem se dedicou a teorizar de onde vêm os ‘maus espíritos’ que atormentam as pessoas.
Segundo ele, essas figuras aterrorizantes são imagens gravadas coletivamente na mente humana. Batizados de
arquétipos, acompanham a humanidade há milhares de anos. ‘O diabo, que os fiéis da (Igreja) Universal acreditam
incorporar, é uma dessas imagens e representa forças destrutivas dentro da própria pessoa’, diz a psicanalista Aurea
Roitman. ‘Já o chifre e o rabo são adereços acrescentados pelo imaginário cristão.’ (...)”
Nota: No espiritismo o processo de personificação é o mesmo, ou seja, os espíritos, que os espíritas acreditam
incorporar, representam forças destrutivas ou não dentro da própria pessoa.

Charcot, Freud, Jung, Roitman, Durkheim, Scott ridicularizaram o espiritismo

“(...) Enquanto os fundadores da psicologia (Charcot, Freud, Jung) descreveram como se induz um transe, foram os
antropólogos que teorizaram sobre a função das possessões e dos exorcismos. Os missionários religiosos e médicos que
viajaram para a África ou investigaram territórios dominados pelos índios nas Américas ficaram fascinados pelas
cerimônias dirigidas para que alguns participantes recebessem os espíritos. A partir dessas narrativas, o filósofo francês
Emile Durkheim (1858-1917), um dos fundadores da sociologia, foi um dos primeiros a teorizar sobre a função dos
transes. Analisou em 1912 o papel do descarrego primitivo para garantir a unidade da tribo. ‘Os exorcismos têm a
função de provar a existência de um agente sobrenatural capaz de punir os delinqüentes, por mais poderosos que
sejam’, explica o antropólogo Scott Atran, da Universidade de Michigan.”
Nota: No espiritismo o trabalho de “afastamento de espíritos” do mal, é chamado de “passe”, ou “desobsessão”, ou
“desincorporação”, ou “desencosto”, os quais têm, como no exorcismo, as mesmas funções de provar a existência de
um inexistente agente sobrenatural. Esses rituais transformaram-se em espetáculos para conquistar fiéis.
“OS TEÓRICOS – O filósofo francês Emile Durkheim (1858-1917) desvendou a função dos transes nas sociedades
primitivas. O neurologista Jean-Martin Charcot (1825-1893) mostrou como as técnicas de hipnose induzem as
incorporações de ‘espíritos’.”