Vous êtes sur la page 1sur 65
Igreja Casa de Oração – Cehab. Rua Avelino Honório de Miranda, 65. Bairro Cehab. Itaperuna/RJ
Igreja Casa de Oração – Cehab. Rua Avelino Honório de Miranda, 65. Bairro Cehab. Itaperuna/RJ

Igreja Casa de Oração – Cehab. Rua Avelino Honório de Miranda, 65. Bairro Cehab. Itaperuna/RJ Blog: www.casadeoracaocehab.blogspot.com Email: casadeoracaocehab@hotmail.com

Pastor Presidente: Waldyr Silva do Carmo.

Autores:

Rônia de Almeia Malafaia Souza,

Membro da Igreja Cristã Evangélica da Cehab. Casa de Oração. Professora da Classe de Batismos da Igreja. Membro do Ministério de Música da Igreja. Formação Acadêmica: Línguas e Literatura

Kênia Costa Gregório,

Membro da Igreja Cristã Evangélica da Cehab. Casa de Oração. Professora EBD, Classe de Jovens da Igreja Coordenadora do Ministério de Música da Igreja Pós-graduada em matemática

Leandro Ferreira de Souza,

Membro da Igreja Cristã Evangélica da Cehab. Casa de Oração Ministério de Missões e Ministério de Louvor Formação acadêmica: Engenharia de exploração e produção de petróleo

ÍNDICE

05

Lições

da Arca de Noé – Parte I. Não perca o barco

06

Lições

da Arca de Noé – Parte II. Planeje para o futuro

07

Lições

da Arca de Noé – Parte III. Mantenha-se em forma

08

Lições

da Arca de Noé – Parte IV. Não dê ouvidos às críticas

09

Lições

da Arca de Noé – Parte V. Mantenha-se fiel ao projeto de Deus

10

Lições

da Arca de Noé – Parte VI. A tempestade um dia vai passar

11

Lições

da Arca de Noé – Parte VII. Estamos todos no mesmo barco

12

Lições

da Arca de Noé – Parte VIII. Por segurança, viaje em pares

13

Inconformismo

14

Conduta

na Casa de Deus

15

Mudando

de atitude

16

A

Fé genuína é demonstrada pelo amor

17

É

preciso crescer – Parte I

18

É

preciso crescer – Parte II

19

É

preciso crescer – Parte III

20

Sinal

de alerta

21

A

unidade frustra as estratégias de Satanás

22

Os

sete ais – Parte I

23

Os

sete ais – Parte II

24

Os

sete ais – Parte III

25

Os

sete ais – Parte IV

26

Os

sete ais – Parte V

27

Os

sete ais – Parte VI

28

Os

sete ais – Parte VII

29

Deus

não se esquece de nós

30

Deus

nos capacita

31

Deus

nos honra

32

Deus

faz nosso trabalho prosperar

33

Deus

faz de nós instrumentos de bênçãos

34

Renovando

a mente

35

Experiência

com Deus

36

Quanto

há de Deus?

37

Remindo

o tempo

38

Superando

o sofrimento

39

A

vontade soberana de Deus

40

O

poder do louvor

41

O

tempo é agora

42

A

parábola do bom servo e do mau

43

A

grande comissão

44

Fiel

45

Entronizar

46

Fidelidade

na pontualidade e na assiduidade

47

Fidelidade

ao Senhor

48

Encorajando

a outros

49

A

vitória vem do Senhor

50

Como

o arminho

51

A

colheita de Deus está próxima

52

Como um só homem

53

Quem

sou?

55

Sei

realmente quem sou parte I

56

Sei

realmente quem sou parte II

57

Sei

realmente quem sou parte III

58

Arando

o Solo

59

Quero

o seu amor

60

O

que procuras?

61

Misericórdia

quero e não holocaustos

62

Transformando

areia em pérola

63

Vivendo

sob pressão

64

Não meças para não seres medido

05

Lições da Arca de Noé – Parte I

Leitura bíblica: Gênesis 7.1 a 16 Versículo-chave: Gênesis 7.7 – “Por causa das águas do dilúvio, entrou Noé na arca, ele com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.”

NÃO PERCA O BARCO

Além de Noé, sua família e os animais ninguém mais entrou na arca. Por mais que Noé falasse, insistisse, tentasse mostrar às demais pessoas de sua época o que havia de vir, elas não se importaram. Todas perderam o barco. Vendo o Senhor Deus que a corrupção do gênero humano chegara a tal ponto

que não havia mais o que fazer, Ele decidiu “dar cabo” de toda carne. A terra estava cheia da violência dos homens e Deus decidiu fazê-los perecer junto com ela. Noé, porém, era um homem justo e bom, ele andava com Deus. Seguindo as orientações do Senhor, construiu um grande barco para salvar a todos quantos se arrependessem de seus maus caminhos. Ninguém, entretanto, se importou. Todos perderam o barco.

A humanidade, no presente século, não está muito diferente da que existia na

época de Noé. Há violência, marginalidade, cobiça, inveja, desrespeito à vida, ao próximo, ambição desenfreada, criminalidade, prostituição e inúmeras outras coisas negativas que ainda poderiam ser citadas.

O Senhor mandará outro dilúvio para dizimar novamente o homem? Não, mas o

castigo virá. E que grande barco poderá salvar àqueles que se arrependerem de seus maus caminhos? JESUS. Ah! Não perca o barco, querido! Está desanimado de viver em meio às tribulações, dificuldades, desencantos? Não desanime. Se Noé desistisse da construção da arca mediante a zombaria de seus contemporâneos, ele e sua família também teriam perecido.

Não se esqueça das promessas para aqueles que perseverarem. Deixe que a voz do Espírito Santo de Deus ecoe em sua mente, arda em seu coração e permaneça firme.

Agarre todas as oportunidades de honrar o nome do Senhor Jesus com suas palavras e atitudes. Seus queridos, familiares e amigos, estão observando o que você faz e talvez eles “entrem no barco” por causa de seu exemplo. Mais uma vez eu digo: NÃO PERCA O BARCO, pois cada oportunidade pode ser única em sua vida.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

06

Lições da Arca de Noé – Parte II

Leitura bíblica: Gênesis 6.11 a 22 Versículo-chave: Hebreus 11.7 – “Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca dos acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou a arca para a salvação de sua casa ”

PLANEJE PARA O FUTURO

Não estava chovendo quando Noé construiu a arca. Não podemos adivinhar o futuro, mas devemos aprender a ouvir e a confiar em Deus. Foi o que ele fez. A arca não foi construída da noite para o dia. Não foram necessários apenas alguns meses para que aquele projeto grandioso ficasse pronto. Noé investiu 120 anos de sua vida nesse empreendimento divino. Será que no decorrer dos anos, sem um indício sequer de chuva e mediante o escárnio das pessoas que o cercavam, rotulando-o de louco, Noé não foi tentado a desistir? Não sabemos. Provavelmente sim. O fato é que ele não desistiu e fez tudo conforme Deus ordenara. A arca deveria ser feita de tábuas de cipreste, calafetada com betume por dentro

e por fora. Seu comprimento deveria ser de trezentos côvados, a largura de cinqüenta e a

altura de trinta. Em seu interior deveria haver vários compartimentos, três pavimentos, uma abertura de um côvado de altura ao seu redor para ventilação e uma porta que seria colocada lateralmente.

Um projeto majestoso desses não poderia ser feito sem planejamento. E foi o que Noé fez. A chave-mestra do planejamento e do sucesso de Noé em tão grande

empreendimento foi a sabedoria divina. Deus não só deu a ele a tarefa, mas capacitou-o

a executá-la. Provérbios 24.14 diz: “

assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares,

haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança.” Noé buscou sabedoria em Deus para planejar para o futuro e não teve sua esperança frustrada. Ele ouviu diretamente de Deus as instruções as quais deveria seguir. Hoje também podemos encontrar as diretrizes vindas da parte do Senhor para orientar nossos projetos; elas estão na Bíblia, a Palavra Divina. Através dos preceitos divinos podemos planejar nosso

futuro, sem medo de errar. A Palavra de Deus é viva e eficaz, é a fonte de toda sabedoria

e aquele que a encontrar, achará o conhecimento de Deus.

Lemos nos versículos 13 e 14 do capítulo 3 de Provérbios que é “feliz o homem

que acha sabedoria

porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhor a

sua renda do que o ouro mais fino.” Busque a sabedoria que vem do alto, planeje bem o seu futuro e não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje, principalmente no que diz

respeito à sua vida com Deus. Não sabemos quando nos encontraremos com Ele. Temos que estar preparados.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

07

Lições da Arca de Noé – Parte III

Leitura bíblica: Gênesis 7. 6 a 24 Versículo-chave: Gênesis7.6 – “Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando as águas do dilúvio inundaram a terra.”

MANTENHA-SE EM FORMA

Vamos meditar um pouco nos dados numéricos que temos a respeito de Noé. Acabamos de ler que ele estava com 600 anos quando o dilúvio começou. Sabemos que trabalhou 120 anos na construção da arca. Ele não era um jovenzinho quando o Senhor o convocou para realizar a tarefa de construir o grande barco que seria o meio de salvação apresentado por Deus. Como alguém com toda essa idade teria condição de enfrentar uma jornada árdua como a que Noé enfrentou? Já imaginou por quantas horas de trabalho pesado Noé e seus filhos passaram? O material de que precisavam não estava à sua disposição numa loja de material de construção. A madeira deveria ser apanhada nos bosques. As árvores deveriam ser cortadas e preparadas para transformarem-se nas peças que seriam usadas para construir cada compartimento do grande barco. Quantas árvores foram cortadas e preparadas? Quanto peso aqueles ombros e braços, já vividos e não mais jovens, tiveram que carregar? Quantas marteladas! Quanto esforço muscular para efetuar todo aquele trabalho braçal! A fé de Noé e o desejo que ele possuía de obedecer às ordens do Senhor o mantiveram em forma. Quando um servo de Deus se dispõe, o Senhor faz o resto. É como cantamos: “Quando Deus escolhe alguém Ele mesmo faz tudo o que determinou em Seu coração. Capacita os chamados, fortalece os seus braços, pois a obra é Dele e não falhará. Quando Deus escolhe alguém, bom é obedecer. Custe o que custar é sempre o melhor.” É esse o grande segredo para se manter em forma: OBEDECER ao Senhor, confiar e esperar Nele e as forças serão renovadas. Está escrito: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar seu entendimento. Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” - Isaías 40.31. Assim como uma boa caminhada matinal, alongamento, natação mantêm uma boa forma física, a leitura da Palavra, a meditação na mesma e a oração são indispensáveis para a manutenção da boa forma espiritual. Não perca tempo, exercite-se e mantenha a forma. Você precisa ser saudável para a execução da obra o Senhor.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

08

Lições da Arca de Noé - Parte IV

Leitura bíblica: Salmo 119.1 a 8 Versículo-chave: I Coríntios 15.58 - “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão”.

NÃO DÊ OUVIDOS ÀS CRÍTICAS

Todos zombaram de Noé por estar construindo um barco no meio do deserto. Não dê ouvidos aos críticos; apenas continue a fazer o trabalho que precisa ser feito. Se Noé tivesse dado ouvidos às críticas que sofreu durante todo o período em que trabalhou na construção da arca, ele certamente teria parado. Imaginemos o que os contemporâneos de Noé diziam ao vê-lo empenhado naquele projeto: “Você está louco, homem? De onde tirou essa idéia de que vai chover tanto a ponto de haver uma inundação que acabará com tudo? Ele está esclerosado! Poderiam dizer alguns. Esse homem perdeu o juízo, não diz coisa com coisa. Talvez falassem outros.” Há muitas formas do inimigo nos desanimar e até mesmo nos deter, nos impedir de fazer a obra do Senhor e uma dessas maneiras é colocar pessoas críticas ao nosso redor. Existem as críticas construtivas que são dicas de grande valor para aperfeiçoarmos o nosso trabalho. Porém há as críticas destrutivas, aquelas cujo objetivo é desestruturar àquele que está envolvido no serviço de Deus. A essas críticas não devemos dar ouvidos, pois tais procedem do adversário. Não se deixe abater por comentários pejorativos que lhe fizerem. Busque orientação na Palavra, ore, peça discernimento a Deus e aja, siga em frente. Não olhe para os lados e sim para cima, de onde vem toda a sabedoria. Fixe seus olhos no alvo e não abandone a função para a qual o Senhor o escalou. Lembre-se sempre do que diz o versículo-chave dessa reflexão de hoje: seja firme, constante, inabalável e sempre abundante na obra do Senhor, porque o seu trabalho Nele não é vão. Que Deus fortaleça sua vida, lhe dê disposição e capacitação para ir até o final, pois nada vai frustrar os planos do Senhor.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

09

Lições da Arca de Noé – Parte V

Leitura bíblica: Salmo 31.14 a 24 Versículos-chave: Salmo 31.23 – “Amai o Senhor, vós todos os seus santos. O Senhor preserva os fiéis, mas retribui com largueza ao soberbo.” Gênesis 6.22 – “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus

ordenara.”

MANTENHA-SE FIEL AO PROJETO DE DEUS

Deus mesmo desenhou a arca e deu o projeto a Noé; e ela resistiu a um dos maiores fenômenos meteorológicos da Terra. Cada pequeno ou grande compartimento

daquele barco foi idealizado, elaborado, projetado por Deus e Noé, cuidadosamente, com extrema precisão, medida por medida seguiu o que o Senhor projetara. Quantas vezes oramos, dizendo ao Pai que queremos que Seus projetos sejam os nossos, mas no final resolvemos colocar nossas mãos para fazer os ajustes que desejamos? Muitas, não é mesmo? O que Deus determina é sempre o melhor. Não há como fracassarmos se nos mantivermos fiéis ao que Ele determinou. Diz a Palavra: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu ”

próprio entendimento (

Quem somos nós para alterar uma vírgula sequer naquilo que Deus traçou? Os planos de Deus são perfeitos e imutáveis. Caso ousemos modificar qualquer das “retas” traçadas por Ele, fatalmente sucumbiremos. Em momento algum Noé ousou modificar qualquer coisa, por menor que fosse, no projeto dado por Deus, mas confiou de todo o coração e fez TUDO conforme o Senhor ordenara. É isso que diz Gênesis 6.22 texto que lemos no início desse artigo. Porque tantas vezes dizemos ao Senhor para fazer a Sua vontade em nossas vidas, em nossa igreja e quando Ele faz, não aceitamos, nos rebelamos, nos revoltamos e até mesmo abandonamos o barco? Temos dito com nossos lábios uma coisa, mas nosso coração está cheio de outras intenções? A arca foi construída por amadores; o Titanic por profissionais e sabemos bem qual foi o fim das duas viagens. O que faz a diferença é o projeto do arquiteto e a fidelidade dos trabalhadores. Manter-se fiel aos planos de Deus é a única garantia de vitória e isso só depende de mim e de você. “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida.” - Apocalipse 2.10.

)

Não sejas sábio aos teus próprios olhos

- Provérbios 3. 5 e 7.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

10

Lições da Arca de Noé – Parte VI

Leitura bíblica: Gênesis 8.1 a 19 Versículo-chave – Gênesis 8.13b – “Então, Noé removeu a cobertura da arca e olhou, e eis que o solo estava enxuto.”

A TEMPESTADE UM DIA VAI PASSAR

Quanta chuva! Se voltarmos um pouquinho no capítulo 7 de Gênesis leremos que no ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, romperam- se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram e houve copiosa chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites. Em outra versão lemos que as grossas chuvas do dilúvio começaram a cair, as fontes subterrâneas “rebentaram” e os céus despejaram grande volume de água sobre a terra. Lemos ainda que as águas cresceram e levantaram a arca de sobre a terra e que o nível das águas foi subindo mais e mais, cobrindo tudo. As águas aumentaram tanto que encobriram até os mais altos montes existentes debaixo do céu, chegando a sete ou oito metros acima dos picos dos montes mais altos! Que tempestade! Que situação difícil! Quantas adversidades a vencer! Todos aqueles animais para alimentar; toda a “sujeira” que faziam, seus excrementos para limpar; pouca luz; talvez uma queda brusca na temperatura mediante a chuva contínua e a ausência de sol. Quanta luta! Nossas vidas também passam por períodos de tempestades. Às vezes, tais tempestades vêm com tanta força que achamos que vamos sucumbir. São problemas familiares, financeiros, de saúde e até mesmo espirituais que surgem em nossa trajetória de vida que se assemelham a verdadeiros dilúvios em nossa existência. O segredo para vencer é confiarmos em Deus, exercitarmos a fé, fazermos valer o que pregamos e não nos desesperarmos, pois a tempestade um dia vai passar. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” - Salmo 30.5. Quando menos esperarmos, um belo arco- celeste irá aparecer à nossa frente rompendo a escuridão. É o sinal de Deus de que tudo vai melhorar. Em algum momento as águas da tribulação irão baixar e o solo do nosso coração ficará novamente enxuto. Então, depois da tempestade, poderemos erguer um altar ao Senhor, como fez Noé, e louvá-lo pelo fato de Suas misericórdias se renovarem sobre nossas vidas a cada manhã. Tomemos posse de nossa vitória e não nos desesperemos nunca!

Rônia de Almeida Malafaia Souza

11

Lições da Arca de Noé – Parte VII

Leitura bíblica: Romanos 15.1 a 13 Versículos-chave: Romanos 15.2 – “Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que

é bom para a edificação”. Hebreus 13.16 – “Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.”

ESTAMOS TODOS NO MESMO BARCO

Todos os sobreviventes do dilúvio estavam no mesmo barco. Não havia mais ninguém em outro lugar. O que fariam a não ser viver em harmonia, de maneira que tudo

fluísse da melhor forma possível? Imaginem se Noé e seus filhos começassem a se desentender por causa do serviço a ser realizado dentro da arca! Certamente, em algum momento, um ou outro deveria abrir mão de seu ponto de vista sobre o que deveria ser feito e como deveria ser feito, em função da opinião do outro. Com certeza, o trabalho era dividido igualmente para que ninguém se cansasse além da conta, enquanto alguém estivesse à toa. Obviamente, cada um desempenhava uma tarefa: um tratava dos animais, outro limpava a sujeira que eles faziam, outro preparava o alimento da família, enfim, havia trabalho para todos. Se não houvesse parceria, o caos se instalaria. Podemos deduzir que todos trabalhavam unidos para manter a ordem no interior da arca, já que do lado de fora só havia destruição. Viver em espírito de cooperação na comunidade cristã na qual estamos inseridos é a melhor opção. Se cada um fizer a sua parte, se esmerando em fazer o melhor, e considerando o outro sempre superior a si mesmo, a obra do Senhor crescerá. Estamos todos num grande barco, o barco dos que foram remidos pelo sangue do Senhor Jesus Cristo, e precisamos atuar em parceria, em unidade, de forma que mais e mais pessoas embarquem nessa arca conosco. Como criar um ambiente amistoso entre nós? Agradando ao próximo no que é bom para a edificação, para o crescimento e não negligenciando a prática do bem e a cooperação, visto que isso agrada a Deus. Quando Ele se compraz no andar do Seu povo, derrama bênçãos sobre a congregação, o que gera crescimento. Temos que viver o mais harmonicamente possível, pois temos dito e cantado que a nossa unidade irá trazer a glória do Senhor. Um planta, outro rega, outro colhe. Não

é isso que se lê em I Coríntios capítulo 3? Lemos ainda, no mesmo capítulo, que o que

planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Isso, porque de Deus somos cooperadores; lavoura Dele; edifício levantado por Ele somos nós. Não só é excelente, como é indispensável para o crescimento da obra do Senhor que os cristãos vivam em comunhão, absolutamente entrosados. Nossa sobrevivência depende muitas vezes da sobrevivência daquele que está ao nosso lado, por isso zelemos pelo bem-estar de todos.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

12

Lições da Arca de Noé – Parte VIII

Leitura bíblica: Eclesiastes 4.7 a 12 Versículo-chave: Eclesiastes 4. 9 – “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.”

POR SEGURANÇA, VIAJE EM PARES.

Noé e sua família entraram na arca, quatro casais, portanto entraram em pares. Porém os pares formados não eram somente humanos, como sabemos. De todo animal limpo o Senhor ordenou a Noé que levasse com ele sete pares: o macho e a fêmea; mas dos animais imundos, um par: o macho e a fêmea. Também das aves dos céus, sete pares: macho e fêmea; para conservar a semente sobre a face da terra. Foi assim que Deus ordenou e assim fez Noé. Que reflexão isso traz para nós? Se fizermos atentamente a leitura bíblica de hoje mais uma vez, chegaremos a várias conclusões. Primeira: Duas pessoas juntas podem lucrar muito mais do que uma sozinha, porque o seu trabalho vai render mais. Não é exatamente isso de que precisamos no serviço do nosso Rei? Segunda: Se uma das pessoas cair, a outra a ajuda a levantar-se; mas o homem sozinho, quando cai, está em má situação. Como é bom ter uma mão amiga para nos erguer quando estamos sem forças para nos levantar! Terceira: Quando a noite está fria, duas pessoas usando o mesmo cobertor esquentam uma à outra. Mas, uma pessoa solitária, como vai se esquentar? Quarta: Uma pessoa sozinha corre o risco de ser atacada, mas duas pessoas juntas podem se defender melhor. E se forem três, melhor ainda; a corda trançada com três fios não arrebenta facilmente. Todas as reflexões acima nos remetem a uma palavra muito importante:

PARCERIA. Precisamos uns dos outros. Juntos podemos muito mais do que separados.

Um soldado sozinho fica vulnerável, à mercê do inimigo, mas com parceiros pode resistir com muito mais eficiência e guerreando, vencerá.

A expressão VIAJAR EM PARES nos leva a uma outra lembrança: o Senhor

Jesus não enviava ninguém sozinho para uma missão. Por todas as razões apresentadas

acima, os discípulos não trabalhavam isoladamente. Se lermos Marcos 6.7 teremos a

confirmação dessa verdade: “Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos.”

onde houveram dois

ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” Conclusão: não fomos criados para viver sozinhos, muito menos para sair para a batalha desacompanhados. Eu preciso de você, você precisa de mim e nós precisamos de Cristo até o fim! Sigamos em frente sempre juntos, juntos sempre!

A Palavra de Deus ainda nos diz em Mateus 18.20 que “

Rônia de Almeida Malafaia Souza

13

INCONFORMISMO

Leitura bíblica: I Tessalonicenses 4.1 a 8 Versículo-chave: Romanos 12.1 e 2 – “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Estamos no mundo, mas o mundo não deve estar em nós. É bom para o navio estar no mar, mas é ruim quando o mar entra no navio. Na verdade o lugar do navio é o mar, pois de que maneira ele serviria ao propósito de quem o construiu caso estivesse em outro lugar? Como o navio seria utilizado para o que foi projetado se estivesse encalhado em terra? Todavia é uma péssima coisa estar o mar dentro do navio. Como assim? Quando o mar começa a inundar um navio é sinal de que alguma coisa saiu errada e tal navio irá naufragar, não é mesmo? Assim também é na vida do cristão. Como seríamos úteis na divulgação do evangelho de Cristo se não estivéssemos no mundo? É no mundo que os perdidos estão

e é nesse lugar que o cristão deve ser usado como instrumento de transformação das

vidas que estão se perdendo. No entanto quando o mundo começa a entrar no coração

do cristão é um mau sinal. É indício de que algo muito errado está acontecendo e de que

a vida espiritual de tal cristão irá naufragar. Portanto devemos viver em total inconformismo com as práticas do mundo. Conformar-se quer dizer tornar-se conforme, concordar, ser conforme, ajustar-se. Devemos, por isso, ser totalmente inconformados com o mundanismo, com seu estado pecaminoso, maldade e “sujeira”. Para isso devemos ser transformados a cada dia pelo poder da Palavra de Deus que renova a nossa mente, o nosso entendimento. Dessa forma experimentaremos a boa, perfeita e agradável vontade do Senhor. Não nos conformemos com os padrões do mundo, ditados por Satanás, mas busquemos a santificação sem a qual não veremos o Senhor. I Tessalonicenses 4.7 diz que Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. Se os do mundo não virem em nós algo diferente do que têm visto em si mesmos, não haverá como mostrarmos a diferença que Cristo faz na vida daquele que decide segui-lo. Para terminarmos a meditação de hoje, leiamos o que o Senhor disse a Moisés

para que ele falasse ao povo de Israel: “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou

o Senhor, vosso Deus. Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o Senhor que vos

santifico.” – Levítico 20.7 e 8. Tomemos para nós essa ordenança de Deus, pois hoje

somos também Seu povo. Devemos buscar a santificação, sim, pois uma vida “santa” fala mais que mil

palavras.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

14

CONDUTA NA CASA DE DEUS

Leitura bíblica: Salmo 93. 1 a 5 Versículos-chave: Salmo 93.5 – “Fidelíssimos são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre.” Habacuque 2.20 – “O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale- se diante dele toda a terra.”

“A.W.Tozer preocupava-se com a falta de santidade na igreja. Ele percebeu que os cristãos, em geral, estavam perdendo a noção do que é Santo em seus cultos e na adoração. Para ele, tal irreverência mostrava que o povo não tinha consciência da presença de Deus no meio deles, era como se Ele não estivesse ali. Tozer observou que

o anseio por uma vida espiritual estava perdendo espaço para o mundanismo. E em

ambiente mundano não se produz o avivamento. Ele sentia que se a igreja não se voltasse para Deus e buscasse um relacionamento com Ele, o Senhor procuraria outro lugar.” (1) Amados, ao ler o trecho acima no livro mencionado, fiquei a pensar se nossa postura na Casa de Deus tem sido a ideal. Leia novamente os textos bíblicos citados, medite neles, tire lições e retome a leitura do artigo. Como temos chegado à Casa do Senhor? Quais são nossas intenções ao nos dirigirmos “ao templo”? O que tem permeado nossos pensamentos durante o culto? Estamos só de corpo assentados nos bancos da igreja, dia após dia, ou temos tido de fato

o propósito de juntos, como povo de Deus, em um só espírito, louvar e adorar ao Senhor

e cultuá-lo em meio à congregação? A Bíblia diz que o Senhor habita no meio dos louvores do Seu povo. Que tipo de louvor temos oferecido ao Rei dos reis e Senhor dos senhores? Precisamos juntos clamar: Renova-nos, Senhor, já não queremos ser iguais. Ajuda-nos a vencer nossas fraquezas, transforma-nos onde necessitamos ser transformados. Temos estado inquietos demais para ouvir a voz de Deus na “Casa Dele”? Aquietemos nossos corações, façamos com que fiquem em silêncio para que a voz do Senhor seja audível em nossas vidas. Vigiar, orar, ler a Palavra de Deus e meditar nela são ingredientes de uma fórmula infalível para atrair os olhos do Senhor. Ele se apraz em ver seus filhos prestando-lhe culto com sinceridade de coração. Assim como a santidade atrai os olhos de Deus, a falta dela O afasta. Que nossa conduta como cristãos seja um ímã que atraia o Senhor para nós.

(1)

Extraído do Livro Caçadores de Deus – autor: Tommy Tenney

Rônia de Almeida Malafaia Souza

15

MUDANDO DE ATITUDE

Leitura bíblica: Mateus 5.43 a 48 Versículo-chave: Provérbios 3.29 - “Não maquines o mal contra teu próximo, pois habita junto a ti confiadamente.”

“Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra à qual não se adaptava. Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra. A vida se tornou insuportável. No entanto, segundo as tradições da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo. A jovem, não suportando, por mais tempo, a idéia de viver com a sogra, foi consultar um Mestre, velho amigo de seu pai. Depois de ouvi-la, o Mestre Huang pegou um ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:

- Para te livrares de tua sogra, vais misturar estas ervas com a comida dela,

pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas para ninguém suspeitar de ti deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade.

Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas. Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação do Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse sua própria mãe. Passados seis meses, toda a família estava mudada. Nesse tempo, Lin não teve uma única discussão com a sogra, que também passou a mostrar-se muito amável; estavam vivendo, na verdade, como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang para lhe pedir ajuda e disse-lhe:

- Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha

sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e agora gosto dela como se fosse minha mãe. Não quero mais que ela morra. Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça:

-Lin, não te preocupes. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que começaste a cultivar. A tua sogra não mudou, tu mudaste.” (1) Colhemos dos outros o que semeamos: se rancor, rancor, se amor, amor. Se amarmos os outros como queremos ser amados, tudo fluirá bem e o Senhor abençoará nossos relacionamentos.

(1)

Retirado da Internet – autor desconhecido

Rônia de Almeida Malafaia Souza

16

A FÉ GENUÍNA É DEMONSTRADA PELO AMOR

Leitura bíblica: Romanos 13. 8 a 14 Versículo-chave: Gálatas 5.14 - “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber:

Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

“A “lei real” é a lei do nosso grande Rei Jesus Cristo, que disse: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15.12). Esta lei, originalmente resumida em Levítico 19.18, é a base para todas as leis em relação

a como as pessoas deveriam se relacionar umas com as outras. Cristo reforçou essa

verdade em Mateus 22.37 a 40 e Paulo a ensinou em Romanos 13.8 e em Gálatas 5.14”

(1) A lei de Deus é uma e indivisível, e pode ser resumida numa palavra: amor,

primeiro a Deus e depois ao próximo. Ofender a lei do amor é transgredir tudo. Tal lei não pode ser cumprida por quem tem um coração mau. Nossos corações devem ser tratados

e transformados pelo Senhor Jesus para que possamos agir conforme Ele manda. Falar

do amor de Deus, pregar e cantar sobre ele não é difícil, mas praticá-lo é o que interessa,

é o que faz a diferença entre o remido e o ímpio e isso não é fácil. Devemos tratar todas as pessoas como gostaríamos de ser tratados. No artigo de ontem a jovem chinesa Lin percebeu essa verdade quando mudou sua atitude com relação à sogra. Podemos fazer das pessoas que nos cercam monstros ou heróis, dependendo de como as tratamos.

Na China há uma provérbio que diz: “A pessoa que ama os outros também será amada”. E os árabes têm outro provérbio: “O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele a quem odiamos”. As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão

cative-as, ouça-as,

plante boas sementes. Não espere o resultado imediato

vir a ser as que mais nos darão alegrias no futuro. Invista nelas

colha com paciência.

(1)

Comentário da Bíblia de Aplicação Pessoal

Rônia de Almeida Malafaia Souza

17

É PRECISO CRESCER – Parte I

Leitura bíblica: II Coríntios 3.12 a 18 Versículo-chave: II Coríntios 3.18 - “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.”

A Bíblia é o instrumento de transformação de nossa vida cristã. Transformar quer

dizer dar nova forma a; tornar diferente do que era; transfigurar; alterar; modificar; converter-se; adquirir nova forma ou caráter. É exatamente isso o que acontece conosco ao aceitarmos o Senhor Jesus como Salvador de nossas vidas. Nascemos de novo e temos nossa natureza modificada. Porém, para que a transformação seja abrangente e

eficaz, é preciso passarmos a nos alimentar diariamente da Palavra de Deus.

claro que a confissão de nossos pecados e a declaração de Cristo como nosso

remidor é a mola mestra desse processo. Sem isso, por mais que fizéssemos, por mais que lêssemos a Bíblia ou qualquer outra literatura não alcançaríamos êxito. Todavia não podemos nos esquecer de que as orientações para a aquisição do novo caráter , o caráter cristão, estão nas Escrituras Sagradas. Quando um bebê nasce, ele se alimenta de leite. Todos sabemos, porém, que o leite não será o único alimento que o bebê irá ingerir. Assim também ocorre conosco. Quando “nascemos de novo”, ou seja, nos convertemos a Cristo Jesus, somos como bebês espirituais que precisam ser alimentados com leite. Entretanto, à medida que

vamos crescendo, é necessário solidificarmos essa alimentação. É o que lemos em Hebreus 5.13. Não podemos ficar na condição de bebês indefinidamente. Temos que “comer” cada dia mais e mais as lições contidas nesse livro bendito. Não devemos desejar apenas o “leite” da Palavra, mas também a “carne”, algo mais substancial. Deus tem todas as bênçãos de que precisamos, mas para liberá-las temos que crescer Nele. O Senhor não dará a um bebê espiritual o que ele não tem maturidade para receber. Todo esse processo de crescimento, de transformação, não acontece da “noite para o dia”, às vezes leva tempo, é preciso ser paciente e perseverante. Precisamos mudar de dentro para fora. Deus quer entrar em nós e mudar o que for preciso em nosso coração, mas para isso é preciso nos alimentarmos da comida especial que o Pai preparou para nós com tanto carinho e que é servida “quentinha”, diariamente, pelo Espírito Santo, se a buscarmos. Nutra-se! Permita-se transformar! É preciso crescer!

É

Rônia de Almeida Malafaia Souza

18

É PRECISO CRESCER – Parte II

Leitura bíblica: II Pedro 3.14 a 18 Versículo-chave: II Pedro 3.18 – “ Senhor e Salvador Jesus Cristo ”

antes

crescei na graça e no conhecimento de nosso

Nosso versículo-chave, em outras palavras, diz que devemos crescer em força espiritual e conhecer melhor o nosso Senhor Jesus Cristo. Todo processo de crescimento é doloroso, visto que a “estrutura do corpo”vai passar por uma transformação. Pense em um garoto que está saindo da meninice e entrando na adolescência. Nesse período há o que se chama de “estirão de crescimento”. Muitos , nessa fase, crescem vários centímetros em pouco tempo e sentem dores nos ossos, principalmente nos das pernas, ao que ouvimos chamar de“dor de crescimento”. Crescer dói! Transportemos isso para o âmbito espiritual. O processo de crescimento e fortalecimento do cristão é normalmente doloroso. Vai haver sacrifício, surgirão provações, tentações, lutas, altos e baixos, mas é necessário que passemos por todas as fases. Não podemos chegar ao fim sem passar pelo meio. Certa vez ouvi uma fonoaudióloga dizer que não é bom que uma criança “queime etapas” de desenvolvimento. Como assim? Por exemplo: não é ideal o bebê deixar de engatinhar, passando da posição sentada direto para os primeiros passos, pois essa etapa que não foi vivida poderá acarretar algum tipo de dano motor ou atraso na fala, mesmo que seja algo pouco significativo. Conosco não é diferente. Necessitamos passar por cada etapa do crescimento espiritual para que sejamos cristãos saudáveis. É bom saber que TODOS passam pela mesma jornada, pelo menos todos os que realmente desejam crescer como servo de Deus, como cidadão dos céus, como filho do Altíssimo que intenciona viver para honrar o Nome Dele. Não é fácil para ninguém, não pense que só é difícil para você. Se não desistir de lutar e se esforçar no aprendizado, estará desenvolvendo o caráter de Cristo e ninguém poderá tomar isso de você. Se quer crescer em Deus, se quer ir além, tem que amar a Palavra, gastar tempo com ela, tem que ler, meditar, pesquisar, investir, enfim, ser um “estudante” a vida inteira. É necessário, para crescer, muito mais do que um sermão dominical. É indispensável também dedicação e esforço diário na prática da oração. No artigo de ontem mencionei que esse processo não acontece da noite para o dia. Não é como colocar um prato congelado no microondas, apertar um botão e pronto, está feito. Devemos mostrar com nosso estilo de vida, em nosso dia-a-dia que Cristo nos tem transformado. Isso é crescer! Quase tudo na vida demora mais do que desejamos, mas para que o melhor seja feito em nós, Deus gasta o tempo que necessitar. E vale a pena lembrar que tudo o que Ele faz é o melhor.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

19

É PRECISO CRESCER - Parte III

Leitura bíblica: Colossenses 2.16 a 19 Versículo-chave: Colossenses 2.19 – “

suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.”

e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo,

Por que é tão importante estudar a Palavra de Deus e pedir discernimento a Ele para que nos revele o que precisamos saber? Por que temos batido há três dias nessa mesma tecla? Quer a resposta? Porque é muito comum nos deixarmos levar por aquilo que os outros falam, sem examinarmos as Escrituras para verificar se cada ensinamento que recebemos provém ou não de Deus. “No texto para reflexão de hoje vemos que o apóstolo Paulo põe à parte o ritualismo mosaico e avisa os colossenses contra alguns falsos mestres. O problema fundamental com os falsos mestres era que eles não estavam ligados a Cristo, a cabeça da Igreja. Se estivessem ligados a Ele, não teriam ensinado uma falsa doutrina. Não se deve confiar em qualquer pessoa que ensine sobre Deus sem que ela esteja ligada a Ele pela fé. Os falsos mestres estavam reivindicando que Deus estava longe e que só era possível aproximar-se dEle através de vários níveis de anjos. Eles ensinavam que as pessoas tinham de adorar os anjos em ordem hierárquica, para no final, chegarem a Deus. Esse ensino não consta nas Escrituras. A Bíblia ensina que os anjos são servos de Deus e nos proíbe de adorá-los (Êxodo 20.3 e 4; Apocalipse 22.8 e 9). À medida em que você crescer em sua fé cristã, deixe que a Palavra de Deus seja seu guia, e não as opiniões de outras pessoas”(1) Esse alerta é importantíssimo ainda hoje. Os tempos mudam, mas a essência pecaminosa do ser humano e a astúcia de Satanás continuam as mesmas. Quantas linhas de pensamento heréticas surgem no meio do povo chamado evangélico! Quantos ensinos errados, quantos desvios, quantas distorções! Só não cairemos no erro se fizermos como os crentes de Beréia quando Paulo e Silas chegaram à cidade. Os bereanos tinham a “mente mais aberta” que os tessalonicenses, de maneira que ouviram com mais interesse a mensagem de Paulo e Silas. Entretanto eles investigavam dia-a-dia as Escrituras para conferir as declarações deles, a fim de ver se realmente elas eram como eles diziam. Como resultado, muitos deles creram, incluindo-se diversas mulheres gregas importantes e também muitos homens. É isso que devemos fazer: ler as Escrituras, investigar e CRESCER. Dessa forma não seremos “presas fáceis para os falsos profetas” e o crescimento que teremos procederá exclusivamente de Deus.

(1)

Comentário da Bíblia de Aplicação Pessoal

Rônia de Almeida Malafaia Souza

20

SINAL DE ALERTA

Leitura bíblica: Marcos 7. 14 a 23 Versículo-chave: Marcos 7.15 – “Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele, isso é que contamina o homem.”

Os judeus acreditavam estar limpos diante de Deus por se recusarem a comer determinados alimentos. Porém o que vemos em nosso versículo-chave de hoje é o Senhor Jesus explicando que o pecado se origina em nosso interior, é concebido dentro de nós, pois está relacionado às nossas intenções e pensamentos. Isso é o que nos suja. Como agir, então, se tantas coisas indevidas, às vezes, chegam às nossas mentes? Quem disser que nunca teve um pensamento impuro, mau, que nunca se pegou imaginando algo inadequado, estará mentindo. Isso acontece com todo ser humano, mesmo com os que já aceitaram a Cristo. Que impasse!!! O que fazer, então? Novamente você perguntaria. Opte por afugentar tais pensamentos de sua mente, expulse sentimentos pecaminosos de seu coração. O semáforo, no trânsito, é o sinal que orienta os motoristas, os pedestres, os motociclistas a se conduzirem adequadamente, evitando acidentes que podem gerar até mortes. Nós, cristãos, temos o Espírito Santo de Deus que é o nosso SINAL DE ALERTA. Quando nossa mente capta os tipos de pensamentos acima mencionados, Ele dá o sinal nos alertando: ISSO NÃO CONVÉM! Podemos escolher continuar pensando o que não devemos, o que poderá acarretar uma série de coisas indesejáveis, as quais sairão do campo do pensamento e passarão, fatalmente, ao da ação. Ou podemos escolher dar ouvidos à voz do Espírito, perceber o sinal vermelho e interromper o mau pensamento orando, lendo a Palavra e louvando. Pode experimentar que funciona! Seja honesto com Deus. Diga: Ó Pai, estou pensando isso, isso e isso e sei que não posso esconder tais coisas do Senhor. Sei também que elas não agradam ao Seu coração, portanto ajuda-me a me ver livre delas, mesmo que minha carne queira cultivá- las. Vale lembrar aquele velho ditado: “Não podemos impedir que os pássaros sobrevoem as nossas cabeças, mas podemos e devemos impedi-los de construir nelas seus ninhos.” Precisamos nos esforçar para fazer o que é correto diariamente. “As palavras da nossa boca e a meditação do nosso coração devem ser apenas em louvor ao Senhor.”

Rônia de Almeida Malafaia Souza

21

A UNIDADE FRUSTRA AS ESTRATÉGIAS DE SATANÁS

Leitura bíblica: Efésios 4. 1 a 16b Versículo-chave: Efésios 4. 3 – “

unidade do Espírito no vínculo da paz.”

esforçando-vos diligentemente para preservar a

Uma das definições de unidade é “qualidade do que é um ou único”. Para que haja unidade é preciso haver unificação. E o que é unificar? É reunir em um todo ou um só corpo. Tornar uno. Fazer convergir para um só fim. Tornar um. Reunir-se em um só todo. Unir-se. Se buscar em um dicionário é o que achará. O texto de Efésios 4 fala exatamente sobre isso, sobre a unidade no corpo de Cristo. “Nós, cristãos, formamos todos um só corpo e a unidade não acontece por acaso, temos que trabalhar para alcançá-la. Muitas vezes as diferenças entre as pessoas levam à dissensão, mas isso não deve acontecer na igreja. Em vez de nos concentrarmos naquilo que nos divide, devemos nos lembrar do que nos une: um corpo, um Espírito, um Senhor, uma fé, um batismo, um Deus. Construir a unidade é um dos papéis mais importantes do Espírito Santo. Ele nos guia, mas devemos estar dispostos a ser guiados e a fazer a nossa parte para manter a paz. Podemos fazê-lo ao enfocar nossa atenção em Deus, e não em nós mesmos.”(1) Ninguém é perfeito. Se enxergarmos imperfeições em nossos irmãos, devemos nos lembrar de que também as possuímos. Quando percebemos defeitos em nossos companheiros de fé, devemos ser tolerantes, compreensivos e exercer o amor. Há alguém cuja personalidade ou cujos atos estão lhe entristecendo, aborrecendo ou incomodando? Ore por essa pessoa. Você já observou que um animal selvagem nunca ataca sua presa se ela estiver em bando? Ele só ataca quando a presa está sozinha ou se ficar para trás, enquanto o bando continuar seguindo. Satanás age da mesma forma. Se algum cristão se afasta do convívio da comunidade cristã, vira presa fácil para o inimigo. Não pense que você pode viver sozinho, isolado de uma igreja, fora do arraial do povo de Deus, pois isso irá enfraquecê-lo e sua vida ficará à mercê do diabo. Precisamos nos esforçar para preservar a unidade e a paz, porque, dessa forma, as estratégias de Satanás serão frustradas e os projetos de Deus para nós se concretizarão.

(1) Comentário da Bíblia de Aplicação Pessoal.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

22

OS SETE AIS – Parte I

Leitura bíblica: Mateus 23. 13 a 36 Versículo-chave: Mateus 23.13 – “Mais ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que fechais aos homens o Reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.”

Meditaremos, durante os próximos dias, a respeito dos sete“ais”contidos no capítulo 23 do evangelho segundo Mateus. Os “ais” da leitura bíblica são interjeições que exprimem a idéia de condenação, censura, maldição, palavras essas, sinônimas de anátema. Ser cristãos “de fachada” é muito fácil, mas viver o evangelho genuíno baseado no amor, no perdão e na misericórdia, isso, sim, é difícil. Os líderes religiosos, os escribas e fariseus são taxados pelo Senhor Jesus de hipócritas justamente por terem um tipo de discurso não condizente com a postura que assumiam. Liderança espiritual, na época de Cristo, era sinônimo de poder político, dinheiro e prestígio e isso levava tais líderes a perderam de vista o próprio Deus. Os fariseus eram os membros da religião judaica que ostentavam, hipocritamente, uma grande santidade não tendo, na verdade, nada de santos. Hipocrisia é fingimento de virtudes e sentimentos, é falsidade e isso o Senhor condena veementemente, como veremos na análise dos sete “ais”. O primeiro deles se encontra no versículo-chave de hoje. A história de Israel, sua cultura e seu cotidiano, era centralizada no relacionamento com Deus. Porém na ânsia de alcançar coisas que estavam muito distantes de uma vida voltada para o Senhor, a saber, mais poder, mais dinheiro e mais prestígio, os líderes religiosos do povo transferiam a toda a nação a cegueira espiritual que os acometia. Assim sendo, além de desagradarem a Deus com sua conduta, davam mau exemplo àqueles a quem lideravam, tornando-os seus seguidores em práticas negativas, as quais contrariavam os princípios divinos que, reiteramos, são pautados no amor, no perdão e na misericórdia. É difícil vermos o que é bom se propagar com facilidade, mas o que não presta se alastra como peste e contamina a todos em redor. Dessa forma os fariseus atuavam em meio ao povo “fechando a porta do Reino dos céus” a eles mesmos e aos outros, pois promoviam o afastamento de Deus com seu proceder indigno. Não desejemos esse “ai” para nossas vidas, pois o preço a ser pago por esse tipo de conduta é alto demais!

Rônia de Almeida Malafaia Souza

23

OS SETE AIS – Parte II

Leitura bíblica: Mateus 23. 13 a 36 Versículo-chave: Mateus 23. 14 – “Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas, porque devorais a casa das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações; por isso, sofrereis juízo muito mais severo!”

Se há alguém que atrai os olhos e cuidados do Senhor são as viúvas e os órfãos. Nosso versículo-chave aborda a insensatez dos fariseus no trato com as viúvas e os repreende severamente. Desde o antigo testamento, Deus deixa clara a maneira como essas mulheres devem ser tratadas: com zelo, socorro e justiça. Em Deuteronômio 10.18 lemos que Ele faz justiça a elas. No Salmo 68.5 essa idéia é reiterada e vemos que Deus cuida delas desde o santo lugar onde vive. Lá de Sua morada o Senhor está atento às suas necessidades. Em Jó 22.9 Elifaz o acusa de estar sendo castigado por haver cometido certos pecados – os quais, na verdade, não cometera, visto que era homem justo – e dentre eles estava despedir as viúvas de mãos vazias, desampará-las. Isso poderia atrair o castigo de Deus. Em Provérbios 15.25 lemos que o Senhor deita por terra a casa dos soberbos, destrói as riquezas dos orgulhosos, mas garante o sustento das viúvas, mantém a sua herança. Se lermos Zacarias 7.10 veremos Deus dizendo a ele para falar aos judeus que não as oprimissem. Todas essas menções são feitas no Velho Testamento, mas encontramos as mesmas também no Novo Testamento. Na primeira carta do apóstolo Paulo a Timóteo vemos sendo apresentadas no capítulo 5 várias orientações sobre o procedimento com as viúvas e lemos que elas devem ser honradas. Tiago 1.27 diz exatamente o seguinte:“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.”Era absolutamente o contrário disso que estava acontecendo com os líderes religiosos do tempo de Cristo, citados em Mateus 23. Os fariseus se contaminaram tanto com o mundo, visando lucro, que devoravam a casa das viúvas. O devorador come rapidamente, com sofreguidão e era assim que procediam tais homens. Além de não darem a assistência necessária a elas, se beneficiavam do que possuíam, de seus bens e, às vezes, até as expulsavam de suas casas. Viviam algo que estava longe de ser chamada a religião pura e sem mácula mencionada por Tiago. Diante desse quadro, Cristo proferiu esse segundo “ai” que também não devemos desejar para nós, pois o justo juiz julgará a todos, dando a cada um a medida que merecer.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

24

OS SETE AIS – Parte III

Leitura bíblica: Mateus 23. 13 a 36 Versículo-chave: Mateus 23.15 – “Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!”

O proselitismo é o zelo, o afã, o trabalho excessivo em fazer prosélitos, termo esse que quer dizer partidários. Os líderes religiosos, escribas e fariseus, referidos no texto, faziam exatamente isso, se esforçavam o mais que podiam para conseguir partidários. Percorriam o mar e a terra, iam a qualquer distância para converterem alguém e depois “afastavam” as pessoas de Deus, levando-as a seguirem seus maus exemplos, para se tornarem semelhantes a eles.

Você já teve a oportunidade de conhecer aquele tipo de pessoa que quer dar uma de muito moralista, certinha, íntegra e com palavras mostra uma coisa, mas quando se vê“por baixo do tapete” há uma sujeira enorme? Há o conhecido ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Com os fariseus era um pouquinho diferente: Não faça o que eu digo; faça o que eu faço para que se torne igual a mim e não me condene. Os fariseus faziam prosélitos para se tornarem “farinha do mesmo saco”. Ninguém, que aprendesse a agir inadequadamente como eles, os condenaria. Daí o fechamento do versículo dizendo que tais homens faziam das pessoas filhos do inferno duas vezes mais que eles. Desde que tais líderes não fossem “incriminados”, apontados por sua conduta inadequada, tudo bem. O importante é que tirassem vantagem, proveito da situação. Que tipo de exemplo temos dado àqueles a quem temos pregado? Que espécie de evangelho estamos pregando? Que imagens os descrentes estão fazendo de nós? É preciso viver como ensinamos, senão nosso discurso torna-se vazio, oco e as pessoas continuarão indo para o inferno diante de nossos olhos. Deus sonda nossas intenções, a Ele não podemos enganar. Que o Senhor aparte de nós o farisaísmo e o proselitismo e que nosso agir, muito mais do que nosso falar, redunde em vidas sendo retiradas das garras de Satanás e da perdição eterna.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

25

OS SETE AIS – Parte IV

Leitura bíblica: Mateus 23. 16 a 22 Versículo-chave: Mateus 23.16 – “Ai de vós, guias cegos, que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou!”

Guias cegos! É esse o título que os líderes religiosos, os fariseus estão recebendo nesse versículo. Guias que estavam trocando o todo pela parte. Fica claro, após a leitura do texto, que eles não viam problema em se quebrar um voto pelo templo de Deus ou pelo altar. Porém, caso o juramento fosse feito pelo ouro do templo ou pelas ofertas que estavam sobre o altar, aí sim, de forma alguma deveria ser quebrado ou descumprido. Que distorção de valores é essa? O que é mais importante o templo e o altar ou o ouro e as ofertas? Mais uma vez percebemos que esses homens supervalorizavam o que era material, o que poderia dar lucro e desvalorizavam o que realmente importava, que é o espiritual. Vejamos o que outros textos bíblicos dizem sobre juramento. Levítico 5.4, por exemplo, nos mostra que o povo de Deus deve manter sua palavra, mesmo que seja difícil cumpri-la. O Senhor faz um alerta em Mateus 5.37 no que diz respeito a fazer votos e promessas, dizendo que o nosso falar deve ser sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna. O que isso quer dizer? Que nossa palavra deve ser suficiente; se há necessidade de reforçá-la com juramentos, então, existe algo errado com a nossa sinceridade. Tiago 5.12 também aborda essa questão. Há pessoas que, por terem uma reputação de exagero ou mentira, não conseguem credibilidade. Os cristãos jamais devem ser como essas pessoas. Devemos ser honestos para que os outros acreditem em nós apenas diante de um sim ou não, sem necessidade de jurarmos. Porém, se jurarmos, não quebremos o juramento, como os fariseus diziam que pelo templo e pelo altar se poderia quebrar, mas cumpramos até o final, para não recebermos a maldição de Deus.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

26

OS SETE AIS – Parte V

Leitura bíblica: Mateus 23. 23 a 36 Versículos-chave: Mateus 23. 23 e 24 – “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas. Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo.”

O grande problema dos fariseus é que eles levavam à risca pequenas observâncias da lei, mas falhavam no juízo, na misericórdia e na fé. Não é difícil incorrermos no mesmo tipo de erro. Às vezes somos demasiadamente zelosos com alguns detalhes, com liturgia dos cultos, com “rituais” dentro de nossas igrejas, no entanto não colocamos em prática o que o Senhor deseja, que é exercitar o amor ao próximo e vivenciar o evangelho genuíno de Cristo. “É possível obedecermos a detalhes da Palavra, mas negligenciarmos a Sua essência com nosso comportamento. Por exemplo, podemos fielmente contribuir com dez por cento de nossa renda a Deus e, por outro lado, não termos disposição de doarmos um minuto do nosso tempo para ajudar os outros.”(1) Entregarmos o dízimo é muito importante, pois é o Senhor que nos ordena fazer isso. Em Malaquias 3.10 lemos: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.” Acabamos de ver uma ordenança: TRAZEI. O verbo está no imperativo. E tal ordenança vem acompanhada de promessa. Mas devemos nos lembrar de que há mais coisas a observar, igualmente importantes. “Os fariseus coavam a água para evitar engolirem, acidentalmente, um mosquito, um inseto impuro, de acordo com as leis. Embora fossem muito meticulosos com detalhes sobre o asseio nas cerimônias, haviam perdido a perspectiva de sua pureza interior. Estavam limpos externamente, mas abrigavam corações corruptos.”(2) Deus vê nossos corações, nossas intenções e não o cerimonial de nossos ajuntamentos. Que o Pai nos auxilie a observar e exercitar o que é fundamental, indispensável para agradar o coração Dele, que é o exercício do amor.

(1 e 2) – Comentário da Bíblia de Aplicação Pessoal

Rônia de Almeida Malafaia Souza

27

OS SETE AIS – Parte VI

Leitura bíblica: Mateus 23. 25 a 28 Versículos-chave: Mateus 23. 25 e 27 – “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de

Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados que por fora realmente

iniqüidade

parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundície.”

Manter as aparências. Essa é a tônica da modernidade, a lei que rege os relacionamentos onde PARECER tem prioridade sobre o SER. Os fariseus apresentavam- se como santos e justos, entretanto haviam perdido a perspectiva de sua pureza interior.

Pareciam limpos externamente, mas abrigavam corações corruptos e gananciosos. Levar uma vida cristã cujo objetivo é exibir-se aos demais assemelha-se a lavar apenas o lado de fora do copo deixando o interior sujo, contaminado. Devemos buscar a pureza interior para que essa se reflita no exterior. Proferir belos discursos e abrigar pensamentos e desejos impuros faz de nós fraudes ambulantes. Nossas crianças cantam um louvor que diz: “Não importa tanto o meu exterior; minha altura, peso, nada tem valor. Jesus Cristo está olhando o meu interior, o importante é o que está dentro de mim.” Será que temos abrigado morte dentro de nós? Será que temos nos apresentado como sepulcros caiados? Será que por fora somos “túmulos” limpinhos, pintados, até decorados com flores belas e perfumadas, mas por dentro o mau cheiro dos ossos do pecado, a mancha de toda espécie de fingimento tem ocupado todo o espaço? Palavra dura essa, não é mesmo? Sinceramente não é agradável de se ouvir, mas

a Palavra de Deus é como espada de dois gumes que vai até a divisão da alma e do espírito. Precisamos estar atentos para que não sejamos pegos nessa condenação. Não

é difícil nos encontrarmos enredados nesse tipo de situação. O que nos fará estar distante dessa lamentável realidade é a busca diária, incessante, incansável da presença do Senhor. Vestir a armadura de Cristo e permanecer vigilantes em oração e súplica a Deus faz toda a diferença. Aquele que está de pé, cuide-se para que não caia.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

28

OS SETE AIS – Parte VII

Leitura bíblica: Mateus 23. 29 a 36 Versículos-chave: Mateus 23. 29 e 30 – “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois

que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos e dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar

o sangue dos profetas.”

Esse último “ai” fala de quê? Fala do fingimento dos fariseus de dizerem ter aprendido com a experiência passada, enquanto seu comportamento presente mostrava o contrário.“Eles construíam monumentos aos profetas mortos pelos seus pais, depositavam flores nos túmulos dos homens bondosos que eles destruíam e diziam que

nunca agiriam da mesma forma. Na verdade, estavam agindo de igual modo, seguindo os passos de seus pais, enchendo até em cima a medida completa da maldade deles.”(1) “Provavelmente o Senhor Jesus estava se referindo aos líderes da Igreja Primitiva que foram perseguidos, flagelados e mortos, como Cristo havia predito. A geração de Jesus dizia que não agiria como seus antepassados, que derramaram o sangue dos profetas que Deus lhes havia enviado, mas estavam prestes a matar o próprio Messias e seus fiéis seguidores.”(2) Esse tipo de reverência fingida que zela os túmulos dos profetas falecidos enquanto quer matar os profetas vivos pode ser vivenciada no meio do povo de Deus hoje em dia? Sim. Como podemos “matar os profetas vivos”? Através de nossas críticas, de acusações sem fundamento, da depreciação do trabalho dos outros dentro da Obra de Deus. Medimos os que estão ao nosso redor com uma medida que não suportaríamos. Pesamos o desempenho dos servos do Senhor espalhados nos mais diversos ministérios com pesos e medidas aos quais jamais nos submeteríamos. Matamos com a língua, com

a maledicência e com a murmuração. Sejamos colaboradores, edificadores, construtores da Grande Obra e não derribadores de seus muros.

(1)

- Bíblia Viva

(2)

- Comentário da Bíblia de Aplicação Pessoal

Rônia de Almeida Malafaia Souza

29

DEUS NÃO SE ESQUECE DE NÓS

Leitura bíblica: Gênesis 41.1-14 Versículo-chave: Salmos 9.11 e 12 – “Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos, pois inquire do derramamento de sangue e lembra-se dele; não se esquece do clamor dos aflitos”.

Estaremos fazendo, nos próximos cinco dias, algumas considerações a respeito da vida de José, filho de Jacó. Esse servo de Deus tinha todos os motivos para pensar que o Senhor o esquecera, tamanhas foram as dificuldades pelas quais passou durante a sua trajetória de vida. Ainda bem jovem, sofreu as conseqüências da inveja dos irmãos que o lançaram em uma cova no deserto, forjaram a sua morte, a notificaram a seu pai e depois o venderam como escravo a uma caravana de ismaelitas que se dirigia ao Egito. Em um episódio posterior, a esposa de Potifar, seu senhor egípcio, tramou contra a sua vida, porque ele não lhe correspondera à sedução e acabou sendo lançado no cárcere. Estando preso, interpretou os sonhos de dois prisioneiros, o copeiro e o padeiro do rei. O primeiro, quando foi liberto, disse que não se esqueceria dele ao sair da prisão, mas se esqueceu, voltando a lembrar-se de José somente depois de dois anos inteiros. Quanta luta! Quantas provações! Quantas dificuldades! O que pensaríamos caso estivéssemos no lugar de José? Deus se esqueceu de mim! E normalmente é o que fazemos quando os momentos difíceis chegam a nós. Uma enfermidade, um desemprego, uma humilhação, uma traição, a perda de uma pessoa querida, todas essas situações levam muitos cristãos a imaginar que foram esquecidos por Deus. Lembre-se, porém, de que, como o Senhor fez com que aquele carcereiro se lembrasse de José e provasse que Ele estava atento às necessidades de seu servo, Deus também quer fazê- lo(a) lembrar-se de que os Seus olhos percorrem toda a terra e Ele jamais se esquecerá de você.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

30

DEUS NOS CAPACITA

Leitura bíblica: Gênesis 41.15-32 Versículo-chave: Gênesis 41. 25 – “Então, disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó”.

Faraó teve dois sonhos em uma mesma noite e ficou extremamente incomodado com isso. Desejando que eles fossem traduzidos, mandou chamar todos os sábios, adivinhadores e magos do reino para que esclarecessem tais sonhos, revelando a mensagem que os mesmos transmitiam. Ninguém foi capaz de fazê-lo. Tendo o copeiro-mor lembrado-se de José, que no cárcere traduziu na íntegra seu sonho e o do padeiro, disse-o a Faraó, o qual ordenou que o trouxessem à sua presença. José, capacitado pelo Senhor, forneceu a interpretação que o soberano tanto almejava. Esse servo de Deus foi trazido repentinamente da masmorra até a presença de Faraó. Ele não foi comunicado de que seria levado ao rei para ser questionado, por isso não teve tempo para preparar-se para tal momento. No entanto, ele nutria um relacionamento tão profundo com Deus que a capacitação foi imediata. É importante lembrar que o crédito foi atribuído a Deus pelo jovem hebreu. Em momento nenhum ele tomou a glória para si, como vemos no versículo 16. Nossas oportunidades mais importantes podem ocorrer quando menos esperamos e precisamos estar prontos para elas, conhecendo melhor a Deus. Não foi o conhecimento de José a respeito de sonhos que o ajudou a dar a interpretação a Faraó e sim o seu conhecimento de Deus. O Senhor pode nos capacitar tanto quanto o fez a José, basta buscarmos a Sua face, mais e mais a cada dia.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

31

DEUS NOS HONRA

Leitura bíblica: Gênesis 41.16-46 Versículo-chave: Provérbios 29.23 – “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra”.

Após ter interpretado os sonhos de Faraó, com o direcionamento divino, José sugeriu a ele que providenciasse um varão inteligente e sábio para colocar sobre a terra do Egito a fim de que coordenasse um projeto administrativo que faria o país “sobreviver” ao período de fome. Faraó, então, reconheceu que em José havia o Espírito de Deus e o pôs como o segundo homem no reino, declarando que por sua boca se governaria o povo egípcio e somente o rei estaria acima dele em poderio. “José rapidamente chegou ao topo, dos muros da prisão para o palácio de Faraó. Seu treinamento para essa importante posição envolveu ser primeiro escravo, e então prisioneiro. Em cada situação ele aprendeu a importância de servir a Deus e aos outros. Qualquer que seja o momento, sem importar quão indesejável possa ser, considere-o como parte de seu programa de treinamento para servir a Deus”. (1) Depois de toda a humilhação sofrida por José, a começar pela própria família, ele foi honrado pelo Senhor. Em Provérbios 15.33 lemos: “O temor do Senhor é a instrução da sabedoria e diante da honra vai a humildade”. José temia a Deus, buscava sabedoria Nele e era humilde. Tudo isso foi coroado com honra. O Senhor o exaltou sobremaneira diante dos homens, porque ele primeiramente se submeteu aos planos do Altíssimo para a sua vida. Talvez, em algum momento, o jovem hebreu não tenha entendido o porquê de tantas provações, mas não questionou a Deus, perseverou e finalmente foi honrado. Submetamo-nos ao Senhor e a Seu tempo Ele nos exaltará.

(1) Comentário da Bíblia de Aplicação Pessoal

Rônia de Almeida Malafaia Souza

32

DEUS FAZ NOSSO TRABALHO PROSPERAR

Leitura bíblica: Gênesis 41. 47-49 Versículo-chave: Gênesis 41.52 – “Deus me fez próspero na terra da minha aflição”.

José percebeu que a única forma de se prevenir contra a fome seria através de um cuidadoso planejamento, um plano de sobrevivência sem o qual o Egito teria passado da prosperidade à ruína. “Muitos acham enfadonho e desnecessário um planejamento cuidadoso. Porém isso se trata de responsabilidade e não de opção. José pôde salvar a nação traduzindo o plano de Deus para o Egito em ações práticas (implementação). Da mesma forma, precisamos separar tempo para traduzir o plano de Deus para a nossa vida em ações práticas”. (1) Lemos que a terra produziu a mãos cheias nos sete anos de fartura e que José cessou de contar a produção de trigo porquanto era como a areia do mar, não havia numeração. Uma prosperidade assim só poderia ter origem nas mãos do Todo Poderoso Senhor. A estratégia de José foi guardar a quinta parte da produção do país nos sete anos de fartura para que nos sete anos subseqüentes, que seriam de fome, houvesse reserva de alimentos para o suprimento das necessidades. E foi assim que aconteceu. Quando o servo do Senhor roga por sabedoria, Ele a dá. Em Gênesis 41.52 lemos que José chamou seu segundo filho de Efraim porque disse: “Deus me fez próspero na terra da minha aflição”. Deuteronômio 29.9 diz: “Guardai, pois, as palavras desse concerto e cumpri-as para que prospereis em tudo quanto fizerdes”. Os israelitas tinham de amar a Deus com todas as forças (Dt. 6.4-5) e conosco não é diferente. Buscando primeiro o Reino de Deus, a prosperidade surgirá como bênção do Senhor.

(1)

Comentário da Bíblia de Aplicação Pessoal

Rônia de Almeida Malafaia Souza

33

DEUS FAZ DE NÓS INSTRUMENTOS DE BÊNÇÃOS

Leitura bíblica: Gênesis 41.53-57 Versículo-chave: Gênesis 41.55 – “Ide a José; o que ele vos disser fazei”.

A fome não veio apenas sobre a terra do Egito, mas prevaleceu sobre todas as terras naquela época. Esse quadro de fome era catastrófico na antigüidade, pois, naquela época, não se podia contar, na produção agrícola, com recursos como pesticidas, fertilizantes químicos, câmaras refrigeradoras e condições eficazes de transporte e de armazenamento do que se produzia. Quaisquer intempéries da natureza traziam condições de calamidade para os povos antigos, os quais dependiam sempre de boas condições climáticas para terem alimentos. Pestes, excesso ou escassez de chuva eram sempre problemas gigantescos. José teve de lidar com tudo isso. Ele tinha 30 anos quando assumiu a posição de líder do Egito. Aos 17 anos foi vendido por seus irmãos como escravo, portanto passou por um treinamento de 13 anos para se tornar um instrumento de bênção para toda a população do Egito e das terras das redondezas. Não devemos nos esquecer de que desses 13 anos, 11 ele passou como escravo e 2 na prisão. Deus quer fazer de nós instrumentos de bênçãos em Suas mãos, mas precisamos entender que o preparo, o treinamento é necessário e muitas vezes é doloroso e demorado. Necessitamos ter nossas arestas aparadas, precisamos ser lapidados para nos encaixarmos nos moldes do Senhor. Porém, depois desse processo, o resultado é surpreendente. Faraó disse ao povo quando clamou por pão (v.55): “Ide a José; o que ele vos disser fazei”. Deus quer poder falar o mesmo de nós, Ele quer nos instrumentalizar, mas temos que nos dispor e esperar o tempo Dele para que Seus propósitos se realizem em nós e através de nós.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

34

RENOVANDO A MENTE

Leitura bíblica: Filipenses 4.8 Versículo-chave: Romanos 12. 2 – “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

Esse versículo traz-nos um ensino precioso sobre o que devemos pensar. Nossa mente é um campo de batalha, é o terreno no qual a luta entre o bem e o mal acontece. Nela existem conflitos entre o que vem do Espírito e o que vem da carne, disputas entre o que procede de Deus e o que parte do maligno. Não há como evitar tais conflitos, mas há como nos armar para alcançarmos vitória através da transformação operada pela renovação da mente, que se dá pela meditação na Palavra de Deus. Tudo começa na mente. Nosso cérebro é o centro de comando e emite estímulos que desencadeiam todos os nossos movimentos, ações e reações. Se alimentarmos nossa mente com o que é positivo – pensamentos saudáveis, lembranças agradáveis, considerações equilibradas, aquilo que renova nossas esperanças – seremos bem sucedidos. Se, porém, dermos espaço à amargura, à ansiedade, ao remorso, à falta de perdão, que procedem do maligno, seremos derrotados. Aquilo que pensamos, que cultivamos em nossa mente, certamente afeta nossas atitudes e nossa disposição. Não deixemos espaços vazios para que a acomodação espiritual e a ociosidade mental se instalem em nossas vidas. Como diz o ditado: “Mente vazia é oficina de Satanás”. Preencha cada espaço disponível que há em sua mente com a Palavra de Deus. Priorize a leitura da Bíblia e lance mão de um tipo de literatura que edifique sua vida. Veja programas que tragam crescimento espiritual e afaste seus olhos e ouvidos daquilo que pode quebrar a sua comunhão com Deus. Enfim, renove a sua mente e alimente o seu espírito para levar uma vida vitoriosa na presença do Senhor.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

35

EXPERIÊNCIA COM DEUS

Leitura bíblica: João 9.1 a 25 Versículo-chave: João 9.25 – “Respondeu ele, pois, e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego, agora vejo.”

As igrejas evangélicas estão cheias de pessoas que ouviram falar de Deus, que apontam Seus milagres, sinais e maravilhas, que dizem por onde Ele passou e anunciam Seus grandes feitos na vida dos heróis da fé, entretanto não viveram experiências com o Senhor. Contar experiências alheias é uma coisa, vivê-las é outra. Na leitura bíblica de hoje acompanhamos a narrativa de um episódio a respeito de um cego de nascença que foi curado por Jesus. Esse cego, provavelmente, ouvira falar dos milagres que Cristo estava fazendo por onde passava, porém apenas ouvir falar desses milagres não havia feito com que sua cegueira cessasse. Foi necessário que ele sentisse o toque de Jesus em seus olhos. O Senhor cuspiu na terra, com a saliva fez lodo e com esse untou os olhos daquele cego. Em seguida Cristo disse àquele homem que fosse ao tanque de Siloé e se lavasse. Ele foi, lavou-se e voltou vendo. A proximidade do Senhor, a experiência direta com Ele, a obediência à Sua voz promoveram a transformação na vida daquela pessoa. Agora, aquele que era cego de nascença, não só poderia contar sobre o que ouviu dizer que Jesus fazia na vida dos outros, mas também poderia narrar sobre o que Cristo fizera em sua vida. É necessário que vivamos experiências com o Senhor para que nosso discurso, nossa mensagem possa impactar outros. Precisamos buscar o “pão quente” da presença do Altíssimo para que nos fortaleçamos na fé e possamos frutificar no Reino de Deus. O nosso Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente. O Seu poder é imutável. Da mesma maneira que Ele operou maravilhas na vida dos Seus servos do passado, o Senhor pode operar na nossa hoje. Não se contente com as migalhas que o comodismo lhe oferece, mas busque incessantemente, de modo incansável a presença de Jesus e viva experiências com Ele as quais promoverão mudanças visíveis em seu ministério, em sua vida cristã.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

36

QUANTO HÁ DE DEUS?

Leitura bíblica: I Reis 8.10-11 Versículo-chave: I Reis 8.11- “E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor.”

Às vezes me pergunto o que tem movido as engrenagens dos nossos ajuntamentos na Casa de Deus. Na verdade somos casa de Deus, já que fomos feitos templo do Espírito Santo, a partir do momento em que aceitamos a Cristo. Quando, porém, nos reunimos em um lugar específico para cultuarmos ao Senhor, temos de ser reconhecidos como povo de Deus. Isso tem acontecido? Que imagem passamos aos que nos visitam, aos vizinhos, àqueles que entram pelas portas da Casa de Deus em busca de algo diferente do que encontram lá fora no mundo? Temos realmente estado juntos para cultuarmos ao Deus vivo e verdadeiro, criador de todas as coisas e autor do plano da salvação ou nossos ajuntamentos são apenas encontros e nada mais? Quanto há de Deus em nós e entre nós? Quanto da presença de Deus os “famintos” têm percebido quando nos reunidos no templo? Que proporção há de nós mesmos nas apresentações musicais, nas encenações, nas ministrações de uma forma geral na igreja e em que medida permitimos que Deus atue? Cada um de nós é um dente da engrenagem do culto, entretanto a força motriz é o Senhor. As engrenagens não funcionam se algo não gerar força que as movimente. Para que a presença do Altíssimo seja sentida onde estamos reunidos, é necessário que cada “dente da engrenagem” esteja lubrificado com o óleo do Espírito Santo de Deus. A

estratégia de Satanás é nos manter enferrujados, sujos do lixo, dos detritos que o mundo nos oferece. Se estivermos inativos, sujos e enferrujados, a engrenagem não funcionará adequadamente. O “barulho” que ela fizer trará incômodo e, ao invés de atrair os perdidos, os repelirá, os afastará cada vez mais.

mas enchei-vos do Espírito”. Nos enchemos do Espírito à

medida que nos submetemos diariamente à Sua orientação e nos despojamos de nós mesmos, permitindo que Ele nos preencha e nos guie. Precisamos nos afastar de práticas que entristeçam o Espírito de Deus que habita em nós, assim como de pensamentos e sentimentos negativos que se infiltrem em pequenas brechas que deixamos. Dessa forma haverá muito mais de Deus em nossas vidas e muito menos de nós, do nosso eu, das nossas falhas. Conseqüentemente nossos cultos também refletirão mais a presença Dele. Na leitura bíblica vimos que os sacerdotes não podiam ter-se em pé para ministrar, por causa da nuvem que representava a presença de Deus. O Senhor se manifestará cada vez mais entre nós quando deixarmos de nos firmar em nós mesmos e passarmos a desejar mais e mais a Sua presença. Mais de Deus e menos de nós. Essa é a fórmula do sucesso que atrairá os perdidos, os famintos.

Efésios 5.18 diz-nos: “

Rônia de Almeida Malafaia Souza

37

Leitura bíblica: Efésios 5.14-17 Versículo-chave: Efésios 5.16 – “

REMINDO O TEMPO

remindo o tempo, porquanto os dias são maus.”

Remir quer dizer resgatar. No contexto do versículo 16 de nossa leitura de hoje, significa aproveitar da melhor maneira possível o tempo do qual dispomos, usá-lo com sabedoria. O apóstolo Paulo refere-se àqueles dias como maus por causa do poder de influência do pecado. Não apenas naqueles dias, mas também nos nossos, precisamos ter esse senso de urgência de remirmos, aproveitarmos todas as oportunidades para fazer o bem e atuar na obra de Deus, visto que, no presente século, os dias também são difíceis. Devemos manter nossos padrões morais elevados, agir com prudência e fazer o bem sempre que possível, pois a influência do pecado nunca diminui. Satanás é ardiloso e uma das formas que ele usa de minar nossas forças é “roubando” o tempo que poderíamos empregar no serviço do Senhor, na comunhão com Ele e com os irmãos em Cristo. São tantas as tarefas que temos no dia-a-dia, sejam elas domésticas, profissionais, familiares, estudantis, que, no final das contas, o débito das horas que vivemos recaem sempre sobre as atividades espirituais. Em Gálatas 6. 9 e 10 lemos que não devemos nos cansar de fazer o bem, porque, se não desfalecermos, se não desistirmos, veremos o fruto desse trabalho. Então, enquanto tivermos tempo, devemos fazê-lo. É necessário que façamos um planejamento do tempo que gastamos em nossas atividades rotineiras para que não soframos perda no reino espiritual. O cristão precisa ter seu momento a sós com Deus diariamente no qual deve ler a Palavra, meditar nela e orar ao Senhor. Além disso, necessita também estar se reunindo com os domésticos da fé no templo para cultuar a Deus. Busquemos rever nossos hábitos e horários, não nos esquecendo de que a busca pelo material não deve sobrepujar o espiritual.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

38

SUPERANDO O SOFRIMENTO

Leitura bíblica: Romanos 5. 1 - 5 Versículos-chave: Romanos 5. 3 e 4 – “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência , a experiência; e a experiência, a esperança.”

Às vezes lamentamos, reclamamos, murmuramos e cultivamos um profundo sentimento de auto-piedade diante de algum período de sofrimento pelo qual estamos passando. Isso é comum, já que somos de “carne e osso”, fracos e sensíveis, porque ainda habitamos num corpo corruptível, que, devido ao pecado, tende a agir dessa forma. É importante, porém, como cristãos, nos lembrarmos de que nos foi dado um novo Espírito, o Espírito Santo de Deus que é o nosso Consolador, o qual nos dá uma visão panorâmica do sofrimento totalmente distinta da que tínhamos antes de conhecermos a Cristo. Parece loucura aos olhos dos ímpios, mas o versículo 3 da nossa leitura bíblica nos orienta a nos gloriarmos nas tribulações. Sabe por quê? Porque elas moldam o nosso caráter cristão, nos fazem crescer e nos aperfeiçoam. Ninguém gosta de dor e sofrimento, mas devemos “nos alegrar” em meio aos problemas porque eles desenvolvem nossa perseverança, que por sua vez aprofunda nossa confiança em Deus e estreita nosso relacionamento com Ele. Nos alegrar nas tribulações é conseguir ver o lado positivo daquilo que, a olhos humanos, é totalmente negativo. Para nós o sofrimento é exceção, o que não acontecia com os primeiros cristãos, para os quais sofrer era a regra. Precisamos aprender a lidar com as circunstâncias negativas usando o poder de Deus que está à nossa disposição. No Salmo 46, nos três primeiros versículos, lemos o seguinte, na Bíblia Viva: “ Deus é a nossa força. Ele é aquela ajuda na qual se pode confiar no dia da angústia. Por isso, não ficaremos perturbados, mesmo que o mundo seja destruído, mesmo que as montanhas desabem dentro do mar. Ficaremos tranqüilos, mesmo se houver grandes enchentes e terremotos tão fortes que façam tremer os montes mais altos.” Que coisa maravilhosa! Se nossos corações estiverem firmados nessa verdade superaremos o sofrimento, ou seja, o venceremos, o dominaremos, levaremos vantagem sobre ele. Deus é tremendo e com Ele sempre superaremos o que sem Ele parece impossível.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

39

A VONTADE SOBERANA DE DEUS

Leitura bíblica: Isaías 46. 9 – 11 Versículo-chave: Isaías 46. 11b – “ determinei e também o farei”.

porque assim o disse, e assim acontecerá; eu o

Deus é soberano, o Todo Poderoso, inigualável. Não há outro como o Senhor, em Suas mãos está o querer e o realizar. A vontade de Deus está sobre toda e qualquer outra e o que Ele determinar, quando e onde estabelecer se cumprirá. Além do texto de Isaías, acima referido, outras passagens bíblicas nos revelam e confirmam essa verdade incontestável. Daniel 4.17 diz que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer. O governo divino, o estabelecimento de Sua vontade sempre existiu, inclui todas as coisas e jamais falha. Além de tudo isso, pode-se afirmar, sem sombra de dúvida, que render-se à vontade de Deus é sempre a melhor escolha. No versículo 35 do mesmo capítulo de Daniel lemos que não há quem possa deter a mão de Deus, nem lhe dizer: “Que fazes ?” Quem somos nós para questionarmos os planos e as ações do Senhor? Devemos, sim, nos moldar à Sua vontade e deixar que Ele nos guie pelas veredas que estabeleceu. Não há nada melhor do que estarmos no centro da vontade de Deus. Tudo que fizermos nesse mundo deve ser feito com o intuito de cumprirmos os desígnios Dele. Nossas ações, vontades, decisões precisam ser canalizadas para esse fim, porque, no final de tudo, depois que partirmos do mundo, lugar onde somos peregrinos, gozaremos a recompensa por termos buscado a face do Altíssimo e Seu querer. Façamos da letra da canção a seguir nossa oração no dia de hoje:

“Não a minha vontade, mas a Tua Não a minha vontade, mas o Teu querer Faze a minha vontade ser a Tua E me ensine Aba! Pai! obedecer Não a minha vontade, mas Teu plano Não a minha estratégia, mas a Tua mão Eu sou tão pecador, sou tão humano Põe a Tua vontade no meu coração”

Rônia de Almeida Malafaia Souza

40

O PODER DO LOUVOR

Leitura bíblica: Atos 16. 23-33 Versículos-chave: Atos 16. 25 e 26 – “Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos”.

O louvor carrega consigo muito mais que letras e melodias conjugadas, ele quebra cadeias, rompe obstáculos, afasta o adversário e move o coração de Deus. O louvor contribui para nossos triunfos e está ligado diretamente à concretização de nossas vitórias, como aconteceu com Paulo e Silas. Esses dois servos de Deus haviam sido acusados de perturbar a ordem da cidade, foram açoitados com varas e lançados na prisão. Isso porque haviam expulsado de uma jovem um espírito maligno de adivinhação, atrapalhando a atividade lucrativa de seus senhores. A situação não estava nada boa para os dois. Mesmo assim, perto da meia- noite, eles oravam e cantavam hinos a Deus e os outros presos escutavam. Certamente o coração de Deus foi tocado por aquela atitude de seus servos. O louvor deles abriu o caminho para a manifestação do poder do Senhor que enviou um terremoto tão grande que fez mover os alicerces do cárcere e todas as portas se abriram, inclusive a do coração do carcereiro que, naquela mesma noite, foi batizado juntamente com todos os seus. Que coisa tremenda! Deus se alegra quando vê os homens rendendo-lhe louvor e adoração liberalmente, de coração sincero, sem segundas intenções. Seus anjos nos céus o adoram e louvam continuamente. Ele não precisaria do homem para adorá-lo. Mas, como concedeu aos seres humanos o livre arbítrio, o Senhor se satisfaz em ver que aqueles que escolheram obedecer-lhe o louvam espontaneamente. Paulo e Silas não louvaram após a libertação, mas quando ainda estavam presos. Isso assegurou a eles a vitória. Louvar em toda e qualquer situação; é essa a atitude que devemos assumir. O salmista diz que Deus habita entre os louvores do Seu povo, Ele está “entronizado” entre os louvores (Sl. 22.3). Isso significa que, onde o povo de Deus estiver a louvá-lo, aí está o Seu trono. E onde o trono do Senhor está estabelecido, há poder e há vitória. Louvemos sempre ao Senhor!

Rônia de Almeida Malafaia Souza

41

O TEMPO É AGORA

Leitura bíblica: Romanos 13. 11-12 Versículo-chave: João 9.4 – “A noite vem, quando ninguém pode trabalhar”.

É sempre tempo de efetuarmos um balanço de nossas vidas. Deus também o faz. Se mediante a análise que fazemos a respeito de nós mesmos concluímos que ficamos, na maioria das vezes, devedores em vários setores, imaginem na balança do Senhor, cujos pesos e medidas jamais mentem, trapaceiam ou erram. Pesados somos o tempo todo na balança de Deus. Será que temos sido achados em falta? No fundo, no fundo, cada um de nós sabe a resposta, principalmente se a procurarmos na Palavra de Deus. “Eis agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã”. É o que está escrito em Tiago 4. 13-14. Billy Graham disse que certa vez leu numa revista sobre um relógio de sol no qual uma mensagem secreta estava escrita: “É mais tarde do que você pensa”. Viajantes muitas vezes paravam para meditar no significado dessa frase. Nós também temos um relógio de sol – a Palavra de Deus. Escrevendo para os cristãos de seus dias, Paulo disse: “É já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz” (Rm. 13.11-12). Ah! Queridos irmãos, quantos de nós olharemos para trás para uma vida de oportunidades perdidas e de um testemunho ineficiente e choraremos porque não permitimos que Deus nos usasse como Ele queria. “A noite vem, quando ninguém mais pode trabalhar” (João 9.4). Se existe um tempo em que devemos estudar as Escrituras, passar em oração, ganhar vidas para Jesus e investir nossas finanças no Seu Reino, esse tempo tem de ser AGORA. Se existe um tempo, amados, de assumirmos um COMPROMISSO com Deus e com Sua obra e procurarmos ser fiéis, esse tempo é AGORA.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

42

A PARÁBOLA DO BOM SERVO E DO MAU

Leitura bíblica: Lucas 12. 42-46 Versículo-chave: Apocalipse 2.10c – “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”

Encontramos essa parábola não só em Lucas 12. 42-46, mas também em Mateus 24. 45-50. A pergunta que a inicia é: “Quem é, pois, o servo fiel e prudente? Se buscarmos o significado desse adjetivo, FIEL, veremos que é aquele que cumpre aquilo a que se obriga, a que se propõe. Deus é fiel àquilo a que se propõe e não haveria como ser diferente, pois a fidelidade é própria do caráter, da natureza divina (I Cor. 1.9; Heb.

10.23).

E quanto a nós? Temos sido fiéis ao que nos propusemos quando nos decidimos ao lado de Cristo? Cantamos: “Para cada crente o Mestre preparou um trabalho certo quando o resgatou. E o trabalho a que Jesus te chama aqui, como vai ser feito se não for por ti?” E aí? Temos lançado palavras ao vento? A cada um de nós o Senhor atribuiu uma função e a parábola diz que bem- aventurado é o servo, o mordomo fiel e prudente, pois a esse o senhor confiará todos os bens. Aquele, porém, que relaxadamente se conduziu e indigno se mostrou da confiança do seu senhor, esse será castigado. “Quando um servo de Deus, em vez de prosseguir com seu trabalho, começa a “espancar os seus conservos”, depreciando-os, ele está em franca decadência”. Esse é o comentário de S.E. McNair em sua Bíblia Explicada. Voltando à pergunta inicial: “Quem é o servo fiel e prudente?” É aquele que é cumpridor da Palavra e não somente ouvinte (Tiago 1.22). É aquele que procura seguir as orientações de seu senhor com um andar digno e um proceder honrado. É aquele que coloca a mão no arado e não olha mais para trás.

Que, nós, amados, plantados na Casa de Oração da Cehab, sejamos contados entre os servos fiéis e que possamos, diligentemente, exercer a função que nos foi confiada por Deus, Senhor dos senhores.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

43

A GRANDE COMISSÃO

Leitura bíblica: Mateus 28. 16-20 Versículos-chave: Mateus 28.18-20 – “Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”.

Esta passagem é conhecida como a Grande Comissão e é destinada a todos os crentes. William Fay e Ralph Hodge em seu curso “Como Evangelizar Sem Medo” afirmam que o crente que quer ser fiel e obediente a Deus não tem outra opção a não ser evangelizar. A Grande Comissão não é uma opção a ser considerada e sim um mandamento a ser cumprido. A tradução correta do verbo do texto acima, segundo os autores mencionados, é “enquanto vocês estiverem indo”. Enquanto vocês estiverem indo, façam discípulos. Enquanto vocês estiverem indo, batizem os seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Enquanto vocês estiverem indo, ensinem os seguidores a serem obedientes a todos os mandamentos de Jesus. O próprio Senhor Jesus prometeu que estaria conosco enquanto evangelizássemos. A nossa resposta natural deve ser, então, evangelizarmos sempre que a oportunidade aparecer. Um relacionamento íntimo com o Senhor Jesus traz o desejo, cada vez maior, de evangelizarmos as almas perdidas. Quando buscamos ter um relacionamento mais íntimo com o Senhor, desenvolvemos uma consciência maior das oportunidades de evangelismo. Para evangelizar, não é necessário termos mais tempo no horário já cheio, e sim uma maior consciência das oportunidades e de que, em nossa geração, fazemos parte da Grande Comissão. O Senhor tem nos ordenado: “Ide, fazei discípulos de todas as nações”. Temos sido fiéis ao Seu chamado? Que Deus esteja adiante de nós! Marchemos em nome do Senhor Jesus!

Rônia de Almeida Malafaia Souza

44

FIEL

Leitura bíblica: Deuteronômio 11. 18-21 Versículo-Chave: Mateus 5.37 – “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna”.

Você sabe que se dá o nome de FIEL ao fio ou ponteiro que indica o perfeito equilíbrio de balanças? Pensando a respeito dessa definição, o que podemos concluir? Que a esse fio ou ponteiro foi dado tal nome, não por pender imprecisamente para um lado ou outro da balança, mas sim por corresponder na íntegra ao peso do produto em questão. Sempre existiram comerciantes “infiéis” que ajustaram suas balanças para roubar a seu favor, prejudicando o comprador e se beneficiando com “balanças viciadas”. No reino de Deus, porém, isso não pode acontecer. Temos o privilégio de possuir um ponteiro fiel que nos dá a exata medida de comportamento que devemos assumir em toda e qualquer situação. Esse ponteiro é a Bíblia. Mateus 5.37, o versículo-chave de hoje, diz que a palavra do cristão deve ser SIM, SIM e NÃO, NÃO, afirmando que o que passa disso é de precedência maligna. Como cristãos autênticos, não podemos pender para um lado ou outro, ajustando a Palavra de Deus às nossas conveniências, nem devemos ser parciais, amenizando situações ou acrescentando a elas peso dobrado, de acordo com os envolvidos, nas mais variadas circunstâncias que surgirem em nossa jornada terrena. A Bíblia oferece o peso e a medida exata para cada situação, por isso não podemos pender para a direita, nem para a esquerda, mas devemos, sim, ser exemplo dos fiéis. O cristão fiel torna-se disciplinado na leitura da Palavra e procura exercitá-la em todo tempo. Deve, da mesma forma, buscar disciplina na oração, o que é vital para seu crescimento espiritual. Que em nossa jornada possamos buscar ser constantes e sempre abundantes na obra do Senhor.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

45

ENTRONIZAR

Leitura bíblica: Salmo 44.1-8 Versículo-chave: Salmo 44.4a - “Tu és o meu Rei, ó Deus

Quem se assenta em um trono? Um rei, é claro. O verbo entronizar é derivado por parassíntese da palavra primitiva trono, que é o lugar de honra destinado a um soberano. O que significa, então, entronizar? Significa elevar ao trono, à suprema dignidade, ao lugar de mais elevada honra e posição. Cantamos, lemos, declamamos, salmodiamos esse sentença: Tu és o meu Rei! Temos de fato reconhecido a suprema soberania e majestade do Senhor Jesus em nossas vidas? No passado, as pessoas, para entrarem na presença dos reis, precisavam ser chamadas, solicitadas, senão poderiam ser condenadas à morte. Confirmamos isso com a história da rainha Ester que, mesmo sendo esposa do rei, sabia que era arriscado chegar à sua presença sem ser convidada ou convocada (Ester 4.11). Todo esse respeito era conferido a reis humanos, mortais e nós, às vezes, chegamos à presença do Rei da glória de qualquer jeito e queremos ser aprovados. É necessário e urgente que façamos um auto-exame. De que forma temos chegado diante do trono de Deus? O que temos oferecido ao Senhor e de que maneira temos feito nossas ofertas? Ele deu Sua vida por nós e o que temos dado a Ele, além de palavras? Adorar é muito mais que proferir expressões de exaltação ao Senhor. Aquilo que falamos pode impressionar as pessoas que vêem apenas o exterior, mas o que de fato impressiona a Deus é o nosso coração, nossa vida separada para Ele. Deus sonda nossas mentes, esquadrinha nossos caminhos e a adoração que Ele aceita e aprecia é aquela que parte de corações obedientes. Que nossa oração hoje seja:

“Dá-nos, Senhor, um coração quebrantado e contrito pra Te agradar. Queremos que Tu reines sobre nosso pensar, falar sentir e agir e muito mais que palavras desejamos entregar nossas vidas totalmente a Ti para que Tu assumas o controle pleno de todos os nossos caminhos. Em nome do Senhor Jesus. Amém!

Rônia de Almeida Malafaia Souza

46

FIDELIDADE NA PONTUALIDADE E NA ASSIDUIDADE

Leitura bíblica: Mateus: 25. 14-30 Versículo-chave: Mateus 25. 23 – “Disse-lhe o seu senhor: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Se você fosse dono de uma grande empresa, que tipo de funcionário contrataria para trabalhar nela? Aquele que precisa ser vigiado o tempo todo e está sempre fazendo “corpo mole”? Aquele que chega atrasado todos os dias e sempre tem uma desculpa preparada na ponta da língua? Aquele que trabalha um dia e falta dois? Definitivamente não seria esse o perfil de um funcionário ideal. Esse tipo de funcionário, que de trabalho quer saber muito pouco, impede o crescimento da empresa, uma vez que faz negligentemente suas tarefas e serve de exemplo negativo aos demais. Aqueles que antes costumavam honrar seus horários e executar diligentemente suas atribuições, sentem-se desestimulados diante do procedimento do relapso e, muitas vezes, julgam-se no direito de agir da mesma forma, tal é a contrariedade que sentem. Não é diferente no reino de Deus. A quem o Senhor tem procurado para trabalhar em sua seara? Nós, cristãos, fazemos parte de uma grande “agência geradora de vidas”. A cada minuto, vidas e mais vidas estão sendo tragadas pela morte sem que tenham tido acesso ao atendimento dessa “agência”, uma vez que os funcionários são poucos e, dentre os poucos, há os negligentes. Pontualidade, assiduidade e responsabilidade para com o trabalho do Senhor são um tripé importantíssimo na sustentação desse “organismo gerador de novas criaturas”. Mateus 25.23 diz: “Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei”. Busquemos nos auto-avaliar e nos lembrar do que diz Jeremias 48:10: “Maldito é aquele que faz a obra do Senhor relaxadamente”. Fidelidade na pontualidade e na assiduidade na Casa de Deus é fundamental. Que o Senhor promova mudanças entre nós e em nós para o louvor da Sua glória.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

47

FIDELIDADE AO SENHOR

Leitura bíblica: I Tessalonicenses 1.2-10 Versículo-chave: I Tessalonicenses 1.6-7 – “E vós fostes feitos meus imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo, de maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na Macedônia e Acaia.”

No texto proposto para nossa leitura bíblica de hoje, podemos ver o sucesso, o progresso do evangelho em Tessalônica e a fidelidade daquela igreja implantada por Paulo e seus companheiros. Tendo necessidade de sair apressadamente daquela localidade por estar correndo risco de vida, Paulo, assim que pôde, enviou Timóteo a fim de saber como estavam os crentes de Tessalônica. Que maravilha! As notícias trazidas foram animadoras! O trabalho estava prosperando, a igreja crescendo e o evangelho sendo espalhado através daqueles preciosos irmãos. Tessalônica era uma cidade estrategicamente posicionada. A principal estrada romana passava pela cidade, além do porto que favorecia a prática do comércio. Com todo esse desenvolvimento, entretanto, problemas surgiram para os cristãos, visto que vieram para a cidade muitas influências culturais e várias religiões pagãs. Diante de tal quadro, a fé dos novos cristãos que ali viviam foi desafiada. No entanto os tessalonicenses permaneceram firmes em meio à perseguição. A postura assumida pelos cristãos de Tessalônica, fazendo jus ao que pregavam, serviu de exemplo a fiéis de outras localidades, segundo menciona o versículo 7. Como tem sido o nosso testemunho, o nosso proceder onde estamos plantados? Estamos firmes em toda e qualquer situação? O Espírito Santo muda as pessoas quando estas crêem no evangelho (v.5) e produz fruto. A fidelidade é gerada em nós pelo poder de Deus, que se manifesta na vida de todos os que ouvem a Palavra do Senhor e a obedecem, transformando nossas vidas. Mesmo em meio à tribulação, os tessalonicenses se mantiveram fiéis. O que tem sido dito de nós? Nossa conduta tem confirmado ou negado aquilo em que dizemos crer? Que o Espírito Santo promova as mudanças necessárias para que o que seja visto em nós edifique outras vidas.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

48

ENCORAJANDO A OUTROS

Leitura bíblica: I Tessalonicenses 5.11-23 Versículo-chave: I Tessalonicenses 5.12 – “E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós ”

Encorajar quer dizer “dar coragem a”, “animar”, “estimular”. Paulo, no texto lido acima, aponta maneiras específicas de como podemos fazer isso. O amor de Deus não se manifesta apenas verticalmente, na relação homem/Deus, mas também horizontalmente, na relação homem/próximo. Encorajar àqueles que estão ao nosso redor

é uma forma de demonstrar amor. Imagine um atleta, no final de uma maratona: suas forças estão chegando ao fim, seus músculos parecem não responder mais aos estímulos, o esgotamento é total. Pense, porém, no grito da torcida, no brado de incentivo dos amigos, no encorajamento da equipe. Talvez seja isso que faça o atleta cruzar a linha de chegada. Mostre a seu amigo, a seu irmão uma qualidade que você aprecie nele, busque maneiras de colaborar com o projeto do outro, seja parceiro, estime seu líder, retenha comentários crítico-destrutivos, use palavras de cortesia, console os desanimados, ajude os fracos, seja paciente e não planeje vingança contra os que lhe são contrários. Além disso, seja alegre e animado, ore sempre, dê graças em tudo, ouça a voz do Espírito Santo quando Ele lhe falar, receba bem as palavras de Deus por intermédio daqueles que falam da parte Dele, fuja de situações que o façam ser tentado e confie na constante ajuda do Senhor. Aja assim e não só se tornará um encorajador eficaz como será continuamente encorajado pelos que o cercam e pelo Senhor. Precisamos do calor de Deus e dos irmãos para prosseguirmos a passos largos em nossa jornada, marchando vigorosamente nas fileiras do exército do Senhor, guerreando

contra o inimigo e alcançando a vitória. Você é tão importante para seu irmão quanto ele é para você e é muito importante que ambos saibam disso. Digamos não a qualquer insinuação do inimigo que nos tente separar, pois quando Jesus entregou Sua vida na cruz, Ele não nos via separados, mas pensava em mim, em ti

e em nós lutando juntos, lado a lado, o bom combate do Senhor. Que Ele nos abençoe!

Rônia de Almeida Malafaia Souza

49

A VITÓRIA VEM DO SENHOR

Leitura bíblica: Salmo 144 Versículo-chave: Salmo 144:10a – “É Ele que dá vitória

A maior parte dos Salmos são orações e podemos observar que essas apresentam o louvor a Deus, manifestam a admiração, o apreço e a gratidão do salmista. Diante de tudo o que Deus fez e faz por nós, é natural que expressemos, também, através do louvor sincero, que parte do coração, o reconhecimento de que o Senhor é sempre a fonte do nosso sucesso. Nesse Salmo, Davi nos lembra de que a vida é curta e de que os dias do homem são como a sombra que passa. Como poderíamos atribuir a vitória alcançada, em qualquer área de nossas vidas, a nós mesmos se somos tão frágeis? É o Senhor que adestra nossas mãos para a peleja e nossos dedos para a guerra (v.2). Poderíamos almejar um “adestrador” melhor, mais capacitado? Além de nos capacitar, Ele é nosso escudo, nossa proteção. O inimigo não pode nos alcançar se estivermos “escondidos” debaixo de Suas asas. Se Deus é por nós, quem será contra nós? O versículo 10 faz uma declaração tremenda e inquestionável: “É Ele que dá a vitória ”

O homem pode ser um destemido soldado, treinado nas artes da guerra,

capacitado para a batalha, caso não esteja firmado em Deus, será derrotado.

O homem pode ter uma inteligência privilegiada, ser estrategista, mestre no

conhecimento secular, reconhecido pela sociedade, se Deus não o orientar, seus projetos

não prosperarão. Pode, o homem, estar equipado com toda sorte de ferramentas, instrumentos projetados com alta tecnologia, um maquinário descomunal, se as engrenagens não

forem movidas pelo Senhor, nada terá utilidade. O ser humano é nada sem o Deus que o criou e o salvou.

Se somos tão pequenos e o Senhor é tão grande, porque não entregarmos nossos

sonhos, planos, projetos e decisões a Ele que é a fonte de toda vitória? A vida é tão curta! Vivamos para Deus enquanto temos tempo! Não desperdicemos nossos dias e oportunidades com propósitos que não tenham valor duradouro e que nos podem levar a derrotas. Somente o Senhor pode fazer nossa vida valer a pena e ser vitorioso.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

50

COMO O ARMINHO

Leitura bíblica: Salmo 24 Versículo-chave: Salmo 24.4 – “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente”.

O arminho é um animal de pequeno porte pertencente ao grupo das doninhas. Um

fato curioso sobre esse animal é que sua pelagem varia de acordo com a estação: na Primavera e no Verão o pêlo é castanho chocolate no dorso, com a barriga branca meio amarelada; no Outono e no Inverno a pelagem torna-se mais espessa e completamente branca. Observou-se que o arminho passa horas limpando sua pelagem branca e alva e que

o animalzinho não gosta de sujar-se. Diante de tal fato, os caçadores passam lama,

betume ou estrume na entrada das tocas e buracos nas árvores, lugares para onde correm quando estão sendo perseguidos pelos cães de caça. O mais interessante nisso tudo é que, ao perceber a sujeira, o arminho prefere enfrentar os cães até a morte a sujar- se.

Que lição para nós, cristãos! O arminho pode perder a vida, mas não aceita sujar-

se. Para manter a pelagem limpa, ele chega a pagar o preço de morte. E quanto a nós? Até que ponto temos nos preocupado em manter a pureza? Em que medida temos lutado para não nos contaminar com o que o mundo oferece?

O versículo 4 do Salmo 24 diz que “aquele que é limpo de mãos e puro de coração”

é que subirá ao monte do Senhor, que estará no Seu santo lugar. Em II Coríntios 7.1

lemos também a respeito de mantermos a pureza, de nos santificarmos: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus."

A purificação é uma ação dupla: afastar-se do pecado e voltar-se a Deus. É isso que

precisamos fazer, é por isso que devemos lutar. O preço a pagar é o negarmos a nós mesmos, mortificarmos a carne. Conseqüentemente, se assim procedermos, estaremos dando lugar ao Espírito Santo para que Ele produza em nós o Fruto do Espírito. Aprendamos com o arminho essa lição preciosa de pureza e apliquemo-la ao nosso

viver.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

51

A COLHEITA DE DEUS ESTÁ PRÓXIMA

Leitura bíblica: Salmo 126 Versículo-chave: Salmo 126.5 – “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria”.

Não se conhece o autor desse Salmo, entende-se, porém, que ele foi escrito, possivelmente, para celebrar o retorno dos exilados do cativeiro babilônico, período em que o povo de Deus sofreu sobremaneira. Num contexto de muita tristeza, Deus, com sua habilidade de restaurar a vida e a alegria, renova a esperança de seus filhos. É isso o que vemos nesse Salmo. A queimada pode ter dizimado as florestas, porém Deus as faz crescer novamente. Os ossos podem ter sido quebrados, todavia Deus os cura, os refaz. O inverno pode ter queimado as folhas das árvores, mas na primavera elas ressurgirão. A tristeza não é uma condição permanente na vida daquele que crê na intervenção e no poder divino. Cada lágrima que cai dos nossos olhos está regando as sementes que se transformarão numa colheita de alegria, porque Deus faz surgir o bem até de uma calamidade. Quando a dor estiver sufocando nossas vidas e a esperança estiver se esvaindo, saibamos que as circunstâncias de pesar cessarão e o tempo de cantar e de colher chegará; novamente encontraremos alegria. Atentemos para os versículos 5 e 6 desse Salmo: “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os molhos." Devemos exercitar a paciência à proporção que esperamos. A grande e alegre colheita de Deus está próxima! Celebraremos, cantaremos e saltaremos de alegria diante da fartura que Deus nos dará: de bênçãos e de almas que serão colhidas para o Senhor! Aleluia! Louvado, engrandecido e celebrado seja o Nome do Todo-poderoso, o Senhor da Ceara que transforma o nosso pranto em festa!

Rônia de Almeida Malafaia Souza

52

COMO UM SÓ HOMEM

Leitura Bíblica: ESDRAS 6.20

Encontramos, na Palavra de Deus, algumas vezes, e em momentos estratégicos, a seguinte expressão – como um só homem. No momento de se erguer o altar a Deus, antes de começarem a reconstrução do templo – o povo se reuniu como sendo um só homem. (Esdras 6:20). No momento de purificação – a purificação foi feita, nos sacerdotes e levitas como se fossem um só homem (Esdras 3:1-2). No momento de se ler a Lei – a disposição e o interesse fez com que o povo se ajuntasse como sendo um só homem (Neemias 8:1). Nas horas de guerra, eles saíam como sendo um só homem (I Samuel. 11:7).

O que mais resta a dizer? Quando a Igreja se conscientizar de que precisa:

- adorar unida ( como sendo um só homem )

- orar unida ( como sendo um só homem )

- se purificar unida ( como sendo um só homem )

- ter o mesmo entusiasmo em aprender a Palavra ( como sendo um só homem ), aí

sim, ela conseguirá viver a plenitude da vida cristã, conseguirá ofuscar o mundo com a magnífica luz de Cristo que, então, sairá do seu interior.

Jesus só conseguiu fazer o que fez e revolucionar o mundo, porque Ele e o Pai eram um (João 10:30). A oração do nosso Senhor foi para que fôssemos um com Ele (João 17:21), pois sem Ele nada poderemos fazer (João 15: 5),e também que fôssemos um com os irmãos (João 17:11).

Kênia Costa Gregório

53

QUEM SOU?

Leitura Bíblica: JOÃO 1.22-23

Quando perguntaram a João, quem ele era, ele respondeu exatamente como havia sido escrito a seu respeito há centenas de anos atrás: eu sou a voz do que clama no deserto ( Isaías 40:3). Duas coisas podem ter acontecido com João Batista, analisaremos as duas:

* Ele, por ser temente a Deus, começou a obedecer a voz do Espírito, mas sem

fazer uma ligação de que ele era a pessoa citada em Isaías 40. 3. Talvez, naquela época, ele não tivesse o real entendimento do tamanho da profecia que estava se cumprindo na sua vida. João sabia que uma voz clamaria no deserto, e como ele estava no lugar citado, então, começou a obedecer a Palavra e a clamar por arrependimento, e, assim sendo, cumpriu o propósito de Deus sobre sua própria vida. Isso nos mostra que vale a pena obedecer!

Agora, vamos analisar um outro fato, oposto ao citado acima:

* Ele pode ter tido, o tempo todo, a real convicção de quem era. João conseguiu

“se enxergar” dentro dos planos de Deus. Ele havia se encontrado nas promessas bíblicas e, assim sendo, respondeu: eu sou a pessoa que foi citada no livro do profeta Isaías, que iria clamar no deserto, preparando o caminho do meu Senhor! Quero pensar que isso foi o que realmente aconteceu. João havia se encontrado

dentro das passagens bíblicas. Ele se enxergou dentro da história de Deus. Aleluia! Muitos cristãos hoje não conseguem se encontrar dentro das promessas de Deus. Precisamos ler a Palavra e nos achar inseridos nela, em cada promessa. Precisamos encontrar o nosso nome nas entrelinhas de cada verso. Se alguém lhe perguntar: Quem és? Você pode responder:

* Eu sou aquela ovelha que o Senhor queria no seu aprisco citada em João 10:16.

* Eu sou aquele bem-aventurado de João 20:29 que não O veria, mas creria Nele.

* Eu sou aquele homem cansado de Isaías 40:29-31 que tem as suas forças

renovadas.

* Eu sou aquele de quem fala o Salmo 1:1-6, que foi plantado junto ao ribeiro de

águas, que dá frutos, aquele cujas folhas não caem, e que tudo quanto fizer prosperará!

*

Eu sou um daqueles citados em João 14:21, extremamente amado pelo Pai.

Aleluia!

Kênia Costa Gregório

54

CHAMADOS PARA ADORAR

Leitura Bíblica: GÊNESIS 2.1-10

De acordo com o versículo 7, Deus formou o homem do pó da terra. Tente imaginar o Senhor criando a forma, modelando uma massa que se tornaria o objeto de seu amor. Depois disso, Ele soprou nas narinas de sua mais nova criação o fôlego da vida e o homem foi feito alma vivente.

Muitas vezes o povo de Deus tem se afastado do alvo para o qual foi chamado. Freqüentam os cultos, cantam, dão seus dízimos e aparentemente apresentam a forma de filhos de Deus, mas em seus corações não há mais vida. É como se tudo estivesse seco. A única coisa que restou foi a fôrma, que está vazia. É preciso clamar pela ação do Espírito Santo em nossas vidas. É Ele quem pode soprar um novo fôlego de vida e transformar a fôrma vazia num recipiente cheio, que poderá transbordar.

ESPÍRITO DE VIDA

Espírito de Vida, Espírito Santo Eu quero ser movido pela Tua mão Teu Espírito me guia com suave voz Ter meu coração pulsando no ritmo do teu querer Conduz os meus passos cada momento Meus olhos estão em ti, Senhor,

Lado a lado, Senhor, contigo eu quero caminhar E ser um só com Teu Espírito Em doce comunhão, profunda e santa intimidade Descansar na Tua direção

(Ana Paula Valadão Bessa)

Leandro Ferreira de Souza

55

SEI REALMENTE QUEM SOU? - PARTE I

Leitura Bíblica: JOÃO 14.1-15

Sou um intercessor que acredita que a minha oração pode mover o céu e o poder de Deus se manifestando nesta terra. Desde o início do Seu ministério, Jesus incentivou seus discípulos à prática da oração. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca, encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á”. Essas três expressões, em conjunto, ensinam claramente qual é a disposição amorosa de Deus no que diz respeito a atender às orações. Sabemos que não é fácil ter uma vida de oração. Ela deve ser conquistada com muita dedicação e, principalmente, muita disciplina. Momentos antes de tomar o cálice da cruz, o Mestre ensinou algo muito precioso aos seus discípulos: “E tudo quanto pedires em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho”. O crente unido com Cristo tem autorização de orar com a mesma autoridade de Cristo e obter a manifestação da glória do Senhor. Note que toda petição egoísta que não seja da vontade de Cristo é eliminada diante do Pai (Mateus

6.9,10).

Jesus continua a nos incentivar à oração, pois é de seu próprio desejo nos abençoar quando levantamos o nosso clamor. Quando você entende que é um intercessor, sua vida se transforma com a compreensão de que o Pai espera que você se torne um reparador de brechas, alguém que se importa com a ação poderosa dele em nossos dias. As pessoas que lhe cercam deixarão de ser simples pessoas. Os olhos da fé as verão como potencias para a operação do poder de Deus. O Senhor deseja restaurar sua presença entre as nações da Terra, sobre a nossa nação. Sobre a nossa cidade e sobre a Sua Igreja. Para isso, Ele mesmo levanta guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão. “Vós os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a Ele descanso até que restabeleça sua nação e a ponha por objeto de louvor na terra”.

Leandro Ferreira de Souza

56

SEI REALMENTE QUEM SOU? - PARTE II

Leitura Bíblica: ISAÍAS 6.1-8

Sou um adorador que contempla a beleza da santidade do Senhor, que contempla

os anjos ao redor do seu trono cantando “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos”.

A vida de um adorador é autêntica, não muda com o ambiente. O adorador sempre

procura refletir a glória do Senhor onde quer que ele se encontre.

Certa vez, o Senhor disse a Arão: “Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo”. (Levítico 10.3)

O verdadeiro adorador deseja ardentemente se achegar ao Senhor e com isso,

acaba trazendo para si qualidades do Todo-poderoso. À medida que essa aproximação aumenta, o próprio Deus nos revela a sua santidade e as nossas vidas se tornam instrumentos do Senhor, e Ele é glorificado diante das pessoas que nos cercam. Foi exatamente isto que aconteceu na vida do profeta Isaías. Depois de uma maravilhosa experiência na qual viu o próprio Deus assentado num alto e sublime trono em meio à adoração dos anjos, algo mudou em sua vida.

O Senhor revelou Sua santidade e ele mudou. No mesmo instante, o profeta

clamou: “Ai de mim! Estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!”. Foi nesse momento que ele viu sua miséria espiritual, e ao mesmo tempo, a grandeza de Deus. Quando adoramos o Senhor, temos a real percepção de quem nós somos e de quem Ele é. Conseguimos contemplar sua grandeza e a nossa pequenez, e isto nos faz

ser totalmente dependentes dele. Mas a adoração não termina por aqui. Ela gera em nós uma necessidade de responder ao chamado do Senhor.

Depois de tudo o que aconteceu com o profeta Isaías, o Senhor lhe perguntou: “A quem enviarei? E quem há de ir por nós?”. Isaías, imediatamente, respondeu ao chamado de Deus, dizendo: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.

A prontidão do profeta em se oferecer à obra do Senhor, sem mais hesitação, deve

ser um exemplo para nós. Ele também desejava ser um verdadeiro adorador, tocado e movido pelo Senhor.

Leandro Ferreira de Souza

57

SEI REALMENTE QUEM SOU? - PARTE III

Leitura Bíblica: ROMANOS 8.31-39

Eu poderia estar em outro lugar, Mas escolhi estar aqui Pra te adorar e me entregar a Ti, Senhor.

Desde quando te conheci algo em mim mudou. Descobri quem sou em Ti:

Um vencedor lavado por Teu sangue.

Sei realmente quem sou. Sei realmente quem sou. Um filho amado, cuidado por tuas mãos.

Quem me condenará? Quem me separará do amor de Cristo? Não será tribulação, angústia ou perseguição, Nem fome, nudez, perigo ou espada.

Sei realmente quem sou. Sei realmente quem sou. Um filho amado, cuidado por tuas mãos.

Porque estou bem certo:

Nem a morte, nem a vida, Anjos ou principados Nem coisas do presente, nem do porvir, Nem poderes, nem altura Ou profundidade, ou qualquer criatura Poderá me separar do amor de Deus Que está em Cristo Jesus, meu Rei e Senhor!

Leandro Ferreira de Souza

58

ARANDO O SOLO

Leitura bíblica: Salmo 107. 32-43

Versículo-chave: Oséias 10.12

Plantem as boas sementes da justiça e colherão o meu amor. Passem arado no chão duro de seus corações. Porque chegou o dia de procurar o Senhor, para que Ele venha a derrame a salvação sobre vocês.” (Bíblia Viva)

Uma das leis da semeadura diz que colhemos aquilo que plantamos. Nunca colheremos batatas se semearmos jiló; nunca colheremos trigo, se semearmos joio; nunca colheremos rosas se semearmos espinhos; assim como nunca colhermos amor, amizade, simpatia, solidariedade, se semearmos ódio, rivalidade, antagonismo e egoísmo. Sementes ruins são fáceis de achar e cultivar. Muitas sequer precisam ser plantadas, simplesmente surgem, brotam “do nada” e crescem, se alastrando

rapidamente. É o caso das pragas, das ervas daninhas que sugam todo o alimento da planta e vai secando-a até aniquilá-la.

O povo de Israel havia plantado maldade e acabou colhendo pecado. Sobrevieram

os horrores do medo e da guerra, todas as fortalezas do país foram derrubadas pelo inimigo e esse quadro culminou no exílio. O solo dos corações israelitas estavam duros, pedregosos, rochosos, secos, esturricados. Que boa semente germinaria em uma terra assim? Deus dizia, através do profeta Oséias, que era preciso plantar as boas sementes da justiça a fim de colher amor e que era necessário passar o arado no chão duro dos corações israelitas, lavrar a terra improdutiva do íntimo de cada um para que a semente germinasse e o Senhor revertesse a situação. Em que medida nossos corações se diferenciam dos corações desses israelitas? Somos dados a apontar os erros do povo de Israel, mesmo mediante à manifestação contínua do poder de Deus a eles, mas será que somos radicalmente diferentes? Quantas vezes temos acesso a boas sementes, no entanto os solos dos nossos corações estão tão infrutíferos que tais sementes não conseguem penetrar e morrem, antes mesmo de serem plantadas. Quantas vezes Deus se manifesta a nós de maneira miraculosa em certas situações e daí a pouco nos esquecemos e passamos a reclamar. Como os

israelitas, somos eternos insatisfeitos e isso precisa ser mudado em nós. Tal atitude não condiz com o que professamos.

preciso permitir que o arado de Deus revolva a terra seca e dura do nosso íntimo.

È necessário que a chuva de Deus regue, umedeça nosso interior. È indispensável que a mão de lavrador celestial arranque as ervas daninhas que se encontram arraigadas em nossas vidas, a fim de que a boa semente encontre abrigo seguro no solo dos nossos corações, germine, cresça, floresça e frutifique. À medida que o Senhor da ceara vai ARANDO O SOLO do nosso ser e fertilizando- o através do Seu agir, do mover do Espírito Santo, da Sua Palavra, o panorama do campo da nossa existência vai sendo transformado de sertão quente e deserto em lagos, de terra seca em nascentes, como diz o Salmo 107.35. Muitas vezes a dor nesse processo é inevitável, mas o resultado é, sem dúvida alguma, notável. Que o Senhor nos abençoe e trabalhe em nós, em nome de Cristo Jesus. Amém!

É

Rônia de Almeida Malafaia Souza

59

QUERO O SEU AMOR

Leitura bíblica: Oséias 6

Versículo-chave: Oséias 6.6

“Não quero sacrifícios, quero o seu amor. Não me interesso por suas ofertas; o que Eu quero é que vocês me conheçam.” (Bíblia Viva)

O livro de Oséias mostra a relação conjugal do profeta com Gômer, uma esposa

que o trairia, que sairia em busca de outros homens. Esse quadro figura o relacionamento de Israel com Deus. O povo de Israel havia deixado o amor do Deus único e verdadeiro e partido em busca de outros deuses, prostituindo-se, traindo a aliança estabelecida com o Soberano Criador, assim como fez Gômer com Oséias.

A deslealdade do povo de Israel, figurada em Gômer, suscitou a ira de Deus que

mandou Oséias dizer ao povo que o castigo viria, caso não houvesse arrependimento

sincero e mudança de atitude. Havia um ritualismo vazio, uma religiosidade mecanizada, totalmente desprovida de compromisso e lealdade por parte do povo e dos próprios sacerdotes. Qualquer ritual religioso desassociado de obediência e amor perdem o sentido, a validade. Deus deixa isso bem claro em Oséias 6.6.

O que nos moveu a passar pelo batismo? O que nos motiva a participar da Santa

Ceia? Esses são rituais estabelecidos pelo Senhor e podem tornar-se absolutamente “ocos” de significação se não forem praticados com profunda e sincera devoção. No Salmo 40.6 o salmista afirma que o que o Senhor deseja do Seu povo não são sacrifícios e ofertas, mas ouvidos prontos a obedecer à Sua voz. No Salmo 51.16-17, Davi declara que o que Deus desejava dele não eram belos atos religiosos, mas um espírito humilhado, um coração arrependido e triste por causa do pecado. Em Amós 5.21-24 entendemos o Senhor dizer que odeia o exibicionismo, a falsidade e a hipocrisia e que o “barulho” das canções vazias do povo incomodava seus ouvidos e as festas que eles faziam não LHE agradavam. Não adianta ir à igreja, cantar louvores, levantar as mãos, salmodiar, distribuir folhetos, “envolver-se só aparentemente”, exteriormente. Tudo isso é excelente e precisa ser feito, mas o “recheio” deve ser o AMOR AO SENHOR. As aparências podem ludibriar os homens, porém a Deus, jamais! Que tipo de culto temos prestado ao Altíssimo? Por que adoramos? Como adoramos? Qual a intenção da nossa celebração? Qual é o motivo que nos leva a ofertar? Tudo o que fazemos na igreja, na obra, perde o sentido se não estivermos ofertando o nosso amor, a nossa obediência e a nossa lealdade ao Senhor. Esse deve ser o “recheio” dos nossos cultos, das nossas festas, do nosso louvor, da nossa adoração. Que a cada dia, através da busca constante da vontade soberana do Pai, cresçamos na graça e no conhecimento Dele, prestando-LHE um culto genuíno e que a autenticidade do viver cristão seja uma realidade em nossas vidas. QUERO O SEU AMOR! É isso o que Deus está nos falando hoje.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

60

O QUE PROCURAS?

Leitura bíblica: Jeremias 45.1-5 Versículo-chave: Jeremias 45. 5a – “E procuras tu grandezas? Não as busques

Desde que o ser humano adquire consciência de quem é e do que é o mundo onde está, ingressa numa busca incessante. Essa busca dá sentido à existência humana, pois gera expectativas, sonhos, planos, esperança e isso faz com que se queira prosseguir, lutar, viver. Porém o que se busca e em que proporção se busca faz toda a diferença. A busca incessante e até mesmo descontrolada pelo que é material, em detrimento do que é espiritual, traz desgaste, decepção e danos “eternos”, irreparáveis. Digo eternos, uma vez que as escolhas que fazemos aqui se perpetuam na eternidade. O que temos procurado, em muitos momentos, a duras penas? Riquezas? Saibamos que “aqueles que confiam na sua fazenda e se gloriam na multidão das suas riquezas, nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele”. (Salmo 49.6-7) É preciso dizer mais alguma coisa? Nossa procura é por honra? Em Provérbios 25.27 lemos que “a investigação da própria honra não é honra”. O que isso significa? Na versão da Bíblia Viva este versículo

é bem transparente: “Esforçar-se para mostrar aos outros como somos importantes faz

mal ao nosso espírito”. Procuramos glória? Podemos dizer que glória é a honra posta em evidência, conferida a uma pessoa; é um atributo que distingue alguém, que confere crédito a esse alguém por algo. A Bíblia diz-nos que o único que é digno de receber toda honra e toda glória é o Senhor. Vemos em Isaías 42.8 Ele mesmo afirmando que a Sua glória não dará

a outro. Lemos, ainda, em Isaías 40.6b que “

homem murcha como a flor da erva”. (Bíblia Viva) Por que, sabendo de tudo isso, devemos buscar tais coisas? Não devemos. Riquezas, honra, glória e reconhecimento serão conferidos às pessoas pelo Senhor quando Lhe aprouver para que o que Ele der seja usado na Sua obra, segundo Seus planos. Devemos fazer o melhor, nos empenhar, nos dedicar ao nosso trabalho e às nossas atividades de um modo geral, sim. Estudar, trabalhar, ganhar o pão de cada dia, desejar uma promoção são coisas excelentes. Não estou me referindo a isso, mas refiro- me à busca desenfreada por mais e mais e mais a ponto de supervalorizar o TER em detrimento do SER. O que devemos procurar, então? Devemos “buscar primeiro o reino de Deus e a Sua justiça e todas as demais coisas nos serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Se não conseguimos crer nessas palavras, peçamos ao Senhor que aumente a nossa fé. A fé é um exercício constante. Dê o primeiro passo e Deus o(a) impulsionará e o(a) ajudará a seguir pelo caminho que leva até Ele. Em nossa leitura diária observamos que Baruque, escriba que serviu por muito tempo a Jeremias, registrando suas palavras, estava aborrecido, triste, lamentando-se. Deus lhe disse, então, que deixasse de olhar para si mesmo e de desejar recompensa pelo que pensava merecer. Caso ele agisse assim, Deus o protegeria. Devemos fazer exatamente isto: “tirar os olhos do próprio umbigo” e voltá-los para o “alto”. Que o Senhor nos ajude!

o homem é como a erva, que a glória do

Rônia de Almeida Malafaia Souza

61

MISERICÓRDIA QUERO E NÃO HOLOCAUSTOS

Leitura bíblica: Isaías 1.11-17 Versículo-chave: Oséias 6.6 – “Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos".

Rituais religiosos desprovidos da fé genuína e do que ela promove não valem nada aos olhos de Deus. O Senhor, através do profeta Isaías, faz acusações e exortações ao povo de Israel. Eles estavam vivendo um “sistema religioso” pautado num meticuloso cuidado em realizar os sacrifícios que passaram a ser apenas um sinal exterior, desprovido de qualquer valor, pois a fé genuína havia se esvaído. Rituais religiosos são absolutamente inúteis se não estiverem vinculados à obediência e ao amor a Deus, que gera amor ao próximo. Observamos em nosso versículo-chave que, através do profeta Oséias, Deus adverte o povo apontando as consequências que viriam sobre a nação pela violação do pacto de fidelidade e obediência que redundaria em castigo, em punição, ao invés de culminar nas promessas de bênçãos, se houvesse sinceridade. Deus, através dos profetas, revelava Seus planos ao povo de Israel, assim como hoje faz-nos as mesmas revelações através de Sua Palavra. Muito mais do que cumprir práticas religiosas, Deus quer de nós uma vida pautada na prática da justiça, na aprendizagem do bem, do que é reto, ajudando o oprimido, o desfavorecido, socorrendo os órfãos, tratando da causa das viúvas, ou seja, sendo MISERICORDIOSOS. Ele queria tais coisas dos líderes religiosos e do seu povo na antiguidade, como quer, hoje, de nós. Somos misericordiosos quando damos lugar à ira? Somos misericordiosos quando caluniamos alguém? Somos misericordiosos quando emitimos juízo sobre a vida dos outros, sem conhecimento de causa, julgando precipitadamente o nosso semelhante? Somos misericordiosos quando abrimos as portas à murmuração e fomentamos fofoca e disse-me disse? Somos misericordiosos quando traímos a confiança de quem depositou em nós todo o crédito? Será que é suficiente frequentarmos os cultos, sentarmos nos bancos das igrejas, querendo, na maioria das vezes, “entretenimento” em vez de estarmos voltados à genuína adoração a Deus? Será suficiente depositarmos mensalmente nossos dízimos e ofertas, cantarmos louvores (por vezes tão displicente e irreverentemente), acompanharmos as leituras bíblicas e toda a liturgia (quase sempre só de corpo e não com o espírito), tomarmos o vinho e comermos o pão na celebração da Santa Ceia do Senhor (ignorando, em muitos momentos, a profundidade desse memorial)? A essência da vida cristã está em cumprirmos, sim, as ordenanças do Senhor, e participarmos, com certeza, da vida ativa da igreja na qual congregamos, tendo, porém, um coração sincero, voltado para o que de fato importa que é cumprir a santa, perfeita e agradável vontade de Deus. Essa se resume em dois grandes mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Isso gerará a misericórdia que é infinitamente mais importante para o Senhor que a “prática de sacrifícios” e o cumprimento de “regras” ditas cristãs as quais só são válidas se seladas por Cristo em nossos corações.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

62

TRANSFORMANDO AREIA EM PÉROLA

Leitura bíblica: Salmo 66.10-20 Versículo-chave: Salmo 66.10a - “Pois tu, ó Deus, nos provaste

A pérola é um material orgânico duro e esférico produzido por alguns moluscos, as ostras, em reação a corpos estranhos que invadem o seu organismo, como, por exemplo, um grão de areia. Esse grão de areia, que se deposita no interior da ostra, causa-lhe uma irritação que desencadeia uma reação para tentar “isolar” o invasor, que inclui a produção de uma secreção que recobre o corpo estranho. Caso não houvesse o incômodo, a dor, o desconforto causado pelo grão de areia, não haveria também o produto final desse processo que é a pérola, uma jóia valiosa. Assim são, em nossas vidas, as provações. Há circunstâncias que surgem em nossa jornada terrena que muitas vezes nos fazem sofrer, penar, padecer. Há, pelo caminho, dores sofrimento, lutas, muitas batalhas, grandes e pequenas, provas nas quais precisamos ser aprovados. Que postura assumir? Lamentar, murmurar, desistir, “sentar à beira do caminho”? Não. Perseverar, persistir, resistir e vencer, estes são os verbos que devem ser usados ao contarmos a história de nossas lutas. As provações refinam nosso caráter, trazem uma nova e mais profunda sabedoria, auxiliam-nos a discernir a verdade da falsidade, a diferenciar o certo do errado e levam- nos a agir com correção. Se não desfalecermos, mas nos agarrarmos à nossa fonte de força, que é o Senhor, ao final do processo, as areias das provações serão transformadas em finas pérolas, em gemas de valor incalculável. Acima de tudo, as provações nos levam a perceber que a vida é uma dádiva de Deus a qual precisa ser estimada, valorizada e passamos a ser totalmente dependentes do Senhor e gratos a Ele. Assim como as pérolas são “duras”, “resistentes”, além de extremamente bonitas e valiosas, as provações também geram em nós força e resistência, além de abrir nossos olhos para as belezas de Deus e para o valor do sacrifício de Cristo por nós, através do qual somos mais que vencedores em todo o tempo. Em II Timóteo 4.5 Paulo dá a orientação no tocante à postura que um ministro de Deus deve assumir diante da aflição, da provação: “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”. Esse conselho dado a Timóteo serve para nós, cristãos do século XXI. A fim de mantermos o equilíbrio, quando formos alcançados, sacolejados por pessoas ou circunstâncias, o que devemos fazer é NÃO agir com precipitação e, sim, vigiar e resistir à pressão, mantendo-nos firmes em qualquer trabalho ministerial que estivermos desempenhando. O que você escolheria: andar na mais profunda miséria espiritual, mas vivendo fora das provações ou passar por elas e ser enriquecido a cada dia com a graça e o conhecimento do Rei dos reis? Aprendamos a transformar areia em pérola e vivamos como autênticos filhos do

Rei!

Rônia de Almeida Malafaia Souza

63

VIVENDO SOB PRESSÃO

Leitura bíblica: Salmo 119. 65 a 72 Versículos-chave: Isaías 48.10 – “Eis que te purifiquei, mas não como a prata; provei-te na fornalha da aflição”. Salmo 119. 67 – “Antes de ser afligido, andava errado; mas agora guardo a Tua Palavra”.

Você sabia que os diamantes tiveram a sua origem no interior da Terra? Sim, é verdade. “A uma profundidade de 100 a 200Km, podendo, por vezes, chegar a 600Km, eles surgiram. A estas profundidades (100 - 200Km), a temperatura calculada ronda os 900 a 1300º C e a pressão os 45 a 60 Kbar, valores enormes quando comparados com a pressão atmosférica de 1 bar. Os diamantes foram trazidos à superfície a partir de fenômenos de vulcanismo violentos, que se deram há várias dezenas de milhões de anos em que o magna em ascensão passou por rochas com diamantes trazendo-os com

ele”.(1)

Quanta pressão as grandes profundidades exerceram sobre os diamantes e quanto calor foi aplicado a eles pelo magma que os trouxe à tona! Novamente voltamos a bater na tecla da aflição e no que beneficamente ela pode gerar em nós. Por que outra vez mencionar o assunto? Porque em todo tempo as aflições da vida batem à nossa porta e exercem pressão sobre nós. Sejam aflições causadas por provações (vindas da parte do Senhor para nos aperfeiçoar) ou por tentações (originadas em Satanás no intuito de nos afastar do Mestre e nos derrotar). Seja como for é sempre bom ventilarmos esse assunto e aprendermos com servos de Deus que, mesmo mediante a duras penas, foram vitoriosos. É o caso, por exemplo, de Abraão que recebeu o título de Pai da Fé por ter se rendido a Deus e atravessado a prova com êxito ao acreditar que o sacrifício de seu filho, solicitado pelo Altíssimo, estava sob o controle do Senhor do universo. Ele apenas obedeceu e resistiu à pressão. Podemos nos lembrar de Jó que passou pela fornalha da aflição perdendo filhos, bens e saúde, mas apesar de toda pressão infligida por Satanás, resistiu e, ao final, teve tudo em dobro. E José? Quanta pressão sofreu, desde cedo! Primeiro por parte dos irmãos, depois por parte da mulher de Potifar, posteriormente pela injustiça do abandono e esquecimento na prisão até tornar-se o governador do Egito. Como podemos ver, tal qual Abraão e Jó, ele resistiu à pressão e, finalmente, foi honrado. As vidas de tantos outros servos de Deus foram “trazidas à superfície” pelo calor das aflições, da mesma maneira que os diamantes o foram pelo magma em ascensão a partir dos fenômenos vulcânicos violentos. Somos nós feitos de alguma matéria diferente da qual eram feitos Abraão, Jó, José e tantos outros? Não. Somos de carne e osso, tanto quanto eles e dizemos servir ao mesmo grande e majestoso Deus a quem eles serviam. Portanto, se estivermos atentos, achegados e confiados no Todo Poderoso, poderemos dizer, ao final de cada etapa difícil de nossas vidas: “Foi bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Salmo 119.71) ou “Antes de ser afligido andava errado, mas agora guardo a Tua Palavra” (Salmo 119.67). Que nos lembremos de que um quarto “Homem” estava na fornalha de fogo ardente com Ananias, Misael e Azarias e os livrou, assim como pode estar conosco também, enquanto estivermos no processo de purificação, basta o buscarmos continuamente. E, quando Ele terminar o que precisa fazer em nós, nos tornaremos diamantes valiosos em suas mãos. Viver sob pressão pode ser uma aventura para o cristão genuíno. Talvez esteja na hora de vivermos como um Indiana Jones da Fé, não é mesmo? E, ao final de cada aventura, nos depararemos com os tesouros preciosos que elas nos trarão.

Rônia de Almeida Malafaia Souza

64

NÃO MEÇAS PARA NÃO SERES MEDIDO

Leitura bíblica: Mateus 7.1-5 Versículos-chave: Mateus 7.1-2 – “Não julgueis, para que não sejais julgados, porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.

Conhecemos o velho hábito de pegar emprestado com a vizinha uma xícara de açúcar. A mesma medida que foi emprestada será devolvida, não é assim? Pois é, o mesmo acontece com as críticas e julgamentos que saem dos nossos lábios. Se “despejamos” uma xícara de críticas, receberemos de volta uma xícara, se uma balde, é essa medida que retornará, se um “caminhão” de julgamentos, é essa quantidade que teremos em retorno. Creio que todos conhecemos a fábula da festa dos bichos no céu, onde o sapo não poderia entrar por causa de sua boca grande. Se a fábula correspondesse à nossa realidade “cristã”, cada um deveria se perguntar: “eu e minha boca grande” teríamos lugar na festa no céu? Como é fácil falar da vida alheia e quão difícil é ouvir alguém nos criticar. Mais difícil ainda é pararmos para nos auto-analisar. Ao longo da vida, observando os motivos que levam o ser humano a tecer críticas, cheguei a três principais: ciúme, inveja, auto-exaltação. Encarando o ciúme sob o conceito de receio de perda do objeto amado ou sentimento de posse absoluta, concluí que criticamos, muitas vezes, por ciúme. Quando imaginamos estar “perdendo” nosso(a) amigo(a) para outra pessoa ou se alguém que é um parceiro de todas as horas ingressa num projeto que não é de iniciativa nossa, se aquele irmão(ã) que temos em alta estima não nos deu a atenção que esperávamos, começamos a desferir golpes de críticas. Essa atitude pertence ao velho homem, não cabe à nova criatura em Cristo Jesus. Paulo disse aos coríntios que não podia falar-lhes como a espirituais, visto que ainda eram carnais, pois havia entre eles ciúmes, inveja, contendas e dissensões. (I Coríntios 3.1-3). Isso é mau!

Inveja é o desejo de ter um bem alheio ou de ser como alguém, acompanhado de sofrimento pela incapacidade de realizá-lo. Que sentimento maléfico é esse o da inveja! E, por incrível que pareça, o mal advém sobre aquele que o alimenta. Em Provérbios 14.30 lemos que a inveja é a podridão dos ossos. E é mesmo! Muitas vezes ela leva àquele que a cultiva a enfermar. Se temos inveja de alguém, se gostaríamos de ser como uma pessoa é e não somos, se queremos ter algo que o outro tem e não temos, atacamos com críticas, achando que realçar os erros nos outros, minimizará nosso sentimento de inferioridade. Isso é péssimo! Auto-exaltação. Talvez você não tenha entendido quando mencionei esse motivo que nos leva a criticar. Vou esclarecer. Quando depreciamos alguém com nossos comentários negativos, apontamos os defeitos dos outros, normalmente, no outro prato da balança, evidenciamos nossos méritos, nossas qualidades e tentamos mostrar quão bons somos por não possuirmos os mesmos defeitos que criticamos. Isso é auto-exaltação. A ordem do Senhor para não julgar em Mateus 7 tem por objetivo, justamente, combater tal tipo de hipocrisia e, não, encobrir o mau comportamento de quem quer que seja. Esse é um alerta de Cristo para que abramos os olhos para discernir nossas faltas, nossas motivações distorcidas. Procuremos nos disciplinar a fim de que não nos peguemos fazendo o que condenamos. E não nos esqueçamos de que com a mesma medida com que medirmos sermos medidos.

Rônia de Almeida Malafaia

O presente material pode ser reproduzido e distribuído para abençoar vidas!

Proibido a reprodução para vendas!

CASA DE ORAÇÃO DA CEHAB

Adoradores que proclamam vida!