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Prof. Ismael Dantas Era Medieval Trovadorismo Humanismo . . . (1189) XII XV (1418/1434) XVI

Prof. Ismael Dantas

Era Medieval

Era Medieval

Trovadorismo

Humanismo

.

.

.

(1189)

XII

XV

(1418/1434)

XVI

.

.

.

(1527)

Humanismo . . . (1189) XII XV (1418/1434) XVI . . . (1527) Santo António –

Santo António – [ de José António da Silva ]

Trovadorismo

02

Contexto Histórico-Cultural

03

A

Poesia Trovadoresca

06

Cantares de Amor

09

Cantares de Amigo

16

Cantigas d’Escárnio .e Maldizer

26

Músicas contemporâneas que se relacionam com as «cantigas medievais»

29

Artistas Medievais

32

Os Cancioneiros

33

Poetas da Primeira Época Medieval

34

A

Prosa Medieval

35

Filmes que se Relacionam com a Idade Média

38

Leituras Relacionadas com a Idade Média

39

Atividades

40

Fonte de Consulta

55

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I-TROVADORISMO

“Movimento poético iniciado no século XI, na Provença, e difundido pela Península Ibérica, Itália e Alemanha entre os séculos XII e XIV. O nascimento da lírica trovadoresca vincula-se às modificações dos costumes no princípio da Alta Idade Média: os senhores feudais, recolhidos nos seus castelos e fruindo os ócios que a prosperidade e a paz condicionavam, entraram a estimular as atividades culturais: par a par com o requinte social, despontava o gosto pela poesia, a música, a pintura e as artes manuais.”¹

pela poesia, a música, a pintura e as artes manuais.”¹ Causas que influenciaram a entrada da

Causas que influenciaram a entrada da poesia provençal na Literatura Portuguesa:

- Vários reis lusos casaram com donzelas de Provença – as quais, por sua vez, no séquito, sempre traziam um trovador.

-

culturalmente.

As

romarias

religiosas

aos

santuários,

onde

vários

povos

se

confraternizavam

Em Portugal, a época trovadoresca é o período que se estende de 1189 (ou 1198), com a «Cantiga da Ribeirinha» de Pai Soares de Taveirós, dedicada a Maria Pais Ribeiro, “A Ribeirinha”, amante de Dom Sancho I, e esmorece em 1418, quando Fernão Lopes é nomeado Guarda-Mor da Torre do Tombo por Dom Duarte.

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II – CONTEXTO HISTÓRICO-CULTURAL

- A Idade Média

Período da história da Europa, que tradicionalmente se situa entre a data da queda do último imperador romano do Ocidente (476) e da descoberta da América (1492).

- Teocentrismo

Crença ou doutrina que vê em Deus o centro do universo, de todas as cousas. [Do Gr. theos, deus + kentron, centro]

- As Cruzadas

Expedição militar de caráter religioso que se fazia na Idade Média, contra hereges ou infiéis.

- Feudalismo

Sistema político, econômico e social que vigou na Europa durante a Idade Média, baseado na propriedade da terra do senhor feudal, trabalhada pelos vassalos em regime servil.

- Tomás de Aquino (1225-1274)

Empenhou-se em ordenar o saber teológico e moral acumulado na Idade Média.

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- Manifestações Artísticas

- Manifestações Artísticas Fachada da Catedral de Notre-Dame. Século XII I Virgem com o Menino e

Fachada da Catedral de Notre-Dame. Século XII

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I

Virgem com o Menino e Santos

Giotto (1267-1337)

XII I Virgem com o Menino e Santos Giotto (1267-1337) O Castelo de Vaduz, residência medieval

O Castelo de Vaduz, residência medieval onde se sediou a família de Liechtenstein, uma das mais antigas da Europa

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Formação de Portugal

Formação de Portugal “ Não há meio-termo: o homem ou é bom ou é mau”. 5

Não há meio-termo: o homem ou é bom ou é mau”.

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[Telles]

III – A POESIA TROVADORESCA

A poesia trovadoresca era cultivada por «trovadores», poetas- cantores. As composições eram sempre cantadas e acompanhadas de instrumentos musicais (lira, viola, pandeiro, alaúde, flauta entre outros). Por isso eram denominadas de «cantigas» ou «cantares». Também conhecida como «poesia provençal». (Provença, região ao de França). O idioma empregado era o galego- português, em virtude da unificação linguística ocorrida entre Portugal e Galiza.

unificação linguística ocorrida entre Portugal e Galiza. As cantigas estão divididas em dois gêneros: cantigas

As cantigas estão divididas em dois gêneros:

cantigas

As cantigas estão divididas em dois gêneros: cantigas líricas satíricas de amor de amigo de escárnio

líricas

satíricas

de amor

de amigo de escárnio de maldizer
de amigo
de escárnio
de maldizer
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IV CANTIGAS LÍRICAS

As Cantigas de Amor – têm ascendência na poesia provençal. O ambiente das cantigas é sempre palaciano. O poeta, em tom de confissão, quase sempre se dirige à dama cortejada com tais expressões «mia senhor», «fremosa senhor» e «mia pastor». O tema constante dessas cantigas – e por isso monótono - é a «coita», a paixão vivida pelo homem que está a serviço duma dama.

As Cantigas de Amigo – têm raízes na própria Península Ibérica. O ambiente descrito nas cantigas é sempre rural ou popular. De acordo com o assunto, as cantigas são classificadas em «albas» (falam do amanhecer), «bailadas» (dança e baile), «barcarolas» (vida marítima), «pastorelas» (vida pastoril), «romarias», (peregrinação religiosa). Nelas sempre está presente a palavra «amigo» (namorado ou amante).

Quanto à fôrma:

Cantigas de maestria – não têm refrão

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está presente a palavra « amigo » (namorado ou amante). Quanto à fôrma: Cantigas de maestria
está presente a palavra « amigo » (namorado ou amante). Quanto à fôrma: Cantigas de maestria

Cantigas de refrão – apresentam refrão ou estribilho

Cantigas paralelísticas – apresentam paralelismo

V – CANTIGAS SATÍRICAS

1. Cantigas de Escárnio

- sátiras indiretas, com palavras ambíguas.

2. Cantigas de Maldizer

- sátiras diretas, com linguagem obscena.

de Maldizer - sátiras diretas, com linguagem obscena. “CANTIGAS de portugueses São como barcos no mar

“CANTIGAS de portugueses São como barcos no mar – Vão de uma alma para outra Com riscos de naufragar.”

[Fernando Pessoa]

de portugueses São como barcos no mar – Vão de uma alma para outra Com riscos
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CANTARES DE AMOR

(*)

CANTARES DE AMOR (*) Como morreu quen nunca ben ouve da ren que mais amou, e

Como morreu quen nunca ben ouve da ren que mais amou,

e quen viu quanto receou

d'ela, e foi morto por én:

Ay mia senhor, assi moir' eu!

Como morreu quen foi amar

quen lhe nunca quis ben fazer,

e de quen lhe fez Deus veer

de que foi morto con pesar:

Ay mia senhor, assi moir' eu!

Com' ome que ensandeceu.

senhor, con gran pesar que viu,

e non foi ledo nen dormiu

depois, mia senhor, e morreu:

Ay mia senhor, assi moir' eu!

Como morreu quen amou tal

dona que lhe nunca fez ben,

e quen a viu levar a quen

a non valia, nen a val:

Ay mia senhor, assi moir' eu!

Como morreu quem nunca amar se fez pela coisa que mais amou,

e quanto dela receou

sofreu, morrendo de pesar, Como morreu quem amou tal

mulher que nunca lhe quis bem

e a viu levada por alguém

que a não valia nem a vale, ai, minha senhora, assim morro eu. ai, minha senhora, assim morro eu.

Como morreu quem foi amar quem nunca bem lhe quis fazer,

e de quem Deus lhe fez saber

que a morte havia de alcançar, ai, minha senhora, assim morro eu.

Igual ao homem que endoideceu com a grande mágoa que sentiu, senhora, e nunca mais dormiu, perdeu a paz, depois morreu, ai, minha senhora, assim morro eu.

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No mundo non me sei parelha, mentre me for como me vai, ca já moiro por vós - e ai! mia senhor branca e vermelha, queredes que vos retraia, quando vos eu vi en saia! Mau dia me levantei, que vos enton non vi fea!

E, mia senhor, dês aquel dia, ai! me foi a mi mui mal, e vós, filha de don Paai Moniz, e ben vos semelha d`haver eu por vós guarvaia, pois eu, mia senhor, d’alfaia nunca de vós houve nen hei valia d’ũa correa".

No mundo ninguém se assemelha a mim enquanto a minha vida continuar como vai porque morro por vós, e ai minha senhora de pele alva e faces rosadas, quereis que vos descreva quando vos eu vi sem manto Maldito dia! me levantei que não vos vi feia

E, minha senhora, desde aquele dia, ai tudo me foi muito mal e vós, filha de don Pai Moniz, e bem vos parece de ter eu por vós guarvaia pois eu, minha senhora, como mimo de vós nunca recebi algo, mesmo que sem valor.

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[Pai Soares de Taveirós]

guarvaia pois eu, minha senhora, como mimo de vós nunca recebi algo, mesmo que sem valor.

Quantos an gran coita d’amor eno mundo, qual og’ eu ei, querrian morrer, eu o sei,

o averian én sabor.

Mais mentr’ eu vos vir’, mia senhor, sempre m’eu querria viver, e atender e atender!

Pero ja non posso guarir, ca ja cegan os olhos meus por vos, e non me val i Deus nen vos; mais por vos non mentir, enquant’ eu vos, mi senhor, vir’, sempre m’eu querria viver,

e atender e atender!

E tenho que fazen mal-sen

quantos d’amor coitados son de querer sa morte, se non ouveron nunca d’amor ben,

com’ eu faç’. E, senhor, por én sempre m’eu querria viver,

e atender e atender!

[Pai Soares de Taveirós ?]

Quantos o amor faz padecer penas que tenho padecido, querem morrer e não duvido que alegremente queiram morrer. Porém enquanto vos puder ver, vivendo assim eu quero estar

e esperar, e esperar.

Sei que a sofrer estou condenado e por vós cegam os olhos meus. Não me acudis; nem vós, nem Deus. Mas, se sabendo-me abandonado, ver-vos, senhora, me for dado, vivendo assim eu quero estar

e esperar, e esperar.

Esses que vêem tristemente

desamparada sua paixão, querendo morrer, loucos estão. Minha fortuna não é diferente; porém eu digo constantemente:

vivendo assim eu quero estar

e esperar, e esperar.

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Estes meus olhos nunca pederá

senhor, gran coita, mentr' eu vivo fôr;

e direi-vos fremosa mia senhor,

destes meus olhos a coita que han:

choran e cegan, quand’ alguen non veen,

e ora cegan por alguen que veen.

Guisado tẽen de nunca perder meus olhos coita e meu coraçon,

e estas coitas, senhor, mĩas son:

mais los meus olhos, por alguen veer,

choran e cegan, quand’ alguen non veen,

e

ora cegan por alguen que veen.

E

nunca já poderei haver ben,

pois que amor já non quer nen quer Deus; mais os cativos destes olhos meus morrerán sempre por veer alguen:

choran e cegan, quand’ alguen non veen,

e ora cegan por alguen que veen.

NOTAS:

perderán – perderã mantre – enquanto fremosa – formosa han – têm

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[João Garcia de Guilhade]

NOTAS: perderán – perderã mantre – enquanto fremosa – formosa han – têm 12 [João Garcia

coita – pena, dor, aflição; desgraça. guisado – arranjado, resolvido; disposto, preparado, pronto. son – tom, toada, melodia, música. cativo – infeliz, desventurado, coitado.

Amigos, non poss’ eu negar

a gran coita que d’amor hei, me vejo sandeu andar,

e con sandece o direi:

os olhos verdes que eu vi me fazen ora andar assi.

Pero quen quer x’ entenderá aquestes olhos quais son,

e d’est’alguen se queixará;

mas eu já quer moira quer non:

os olhos verdes que eu vi

me fazen ora andar assi.

Pero non devia a perder ome que já o sen non há de con sandece ren dizer,

e con sandece digu’eu já:

os olhos verdes que eu vi me fazen ora andar assi.

Amigos, não posso negar

O grande sofrimento de amor que tenha

Cá me vejo louco andar

E com loucura o direi:

Os olhos verdes que eu vi

Me fazem andar assim.

Mas que quer se entendera Aqueles olhos quais são

E deste alguém se queixará

Mas se eu morra, quer não:

Os olhos verdes que eu vi

Me fazem andar assim.

Mas não a devia perder

Homem que já não tem senso De com loucura dizer

E com loucura digo eu já:

Os olhos verdes que eu vi Me fazem andar assim.

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13

[João Garcia de Guilhade]

digo eu já: Os olhos verdes que eu vi Me fazem andar assim. 13 [João Garcia

[João Garcia de Guilhade]

Proençais soen mui ben trobar e dizen eles que é con amor, mays os que

Proençais soen mui ben trobar

e dizen eles que é con amor,

mays os que troban no tempo da flor

e non en outro sey eu ben que non

am tam gran coyta no seu coraçon qual m’ eu por mha senhor vejo levar.

Pero que troban e saben loar sas senhores o mays e o melhor que eles podem, sõo sabedor

que os que troban, quand’a frol sazon

á e non ante, se Deus mi perdon,

non an tal coyta qual eu sey sen par.

Ca os que troban e que ss’ alegrar van eno tempo que ten a color

a frol consigu’ e, tanto que se fôr

aquel tempo, logu’ en trobar razon non an, non viven (en) qual perdiçon oj’eu vyvo, que poys m’ á de matar.

Os provençais que bem sabem trovar!

e dizem eles que trovam com amor,

mas os que só na estação da flor vejo trovar jamais no coração semelhante tristeza sentirão qual por minha senhora ando a levar.

Muito bem trovam! Que bem sabem louvar as suas bem-amadas! Com que ardor os povençais lhes tecem um louvor! Mas os que trovam durante a estação da flor e nunca antes, sei que não conhecem dor que à minha se compare.

Os que trovam e alegres vejo estar quando na flor está derramada a cor

e que depois quando a estação se for, de trovar não mais se lembrarão, esses, sei eu que nunca morrerão da desventura que vejo a mim matar.

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[D. Dinis]

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Vós me defendestes, senhor, que nunca vos dissesse ren de quanto mal mi por vós ven, mais fazede-me sabedor, por Deus, senhor, a quen direi quam muito mal [lev’ e] levei por vós, se non a vós, senhor?

Ou a quen direi o meu mal , se o eu a vós non disser?

pois calar-me non m’ é mester

e dizer-vo-lo non m’ er val.

E, pois tanto mal sofr’ assi, se con vosco non falar i, por quen saberedes meu mal?

Ou a quen direi o pesar que mi vós fazedes sofrer, se o a vós non fôr dizer, que podedes conselh’ i dar?

E, por en, se Deus vos perdon, coita dêste meu coraçon,

a quen direi o meu pesar

Você me proibiu, senhora, de que lhe dissesse qualquer coisa sobre o quanto sofro por sua causa. Mas então me diga, por Deus, senhora: a quem falarei

o quanto sofro e já sofri por você senão a você mesma?

Ou a quem direi o meu amor se eu não o disser a você? Calar-me não é o que quero mas dizê-lo também não adianta. Sofro tanto de amor por você Se eu não lhe falar sobre isso como saberá o que sinto?

Ou a quem direi o sofrimento que me faz viver, se eu não for dizê-lo a você? Diga-me: o que faço?

E, assim, se Deus lhe perdoa, coita do meu coracão,

a quem direi o meu amor?

CANTARES DE AMIGO (*)

- Ai flores, ai flores do verde pinho, se sabedes novas do meu amigo! Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado! Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo! Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi á jurado! Ai Deus, e u é?

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[D. Dinis]

e u é? Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi á

by Dantas

- Vós me preguntades polo voss’ amigo, e eu ben vos digo que é san’ e vivo:

Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’ amado,

e

eu ben vos digo que é viv’ e sano:

Ai Deus, e u é?

E

eu ben vos digo que é san’ e vivo

e

seerá vosc’ ant’ o prazo saído:

Ai Deus, e u é?

E

eu ben vos digo que é viv’ e sano

e

seerá vosc’ ant’ o prazo passado:

Ai Deus, e u é?

- Ai flores, ai flores do verde pinheiro, se por acaso sabeis novidades do meu amigo, ai, Deus, onde está ele?

Ai flores, ai flores do verde ramo, se por acaso sabeis novidades do meu amado, ai, Deus, onde está ele?

Se sabeis novidades do meu amigo, aquele que mentiu no que prometeu para mim, ai, Deus, onde está ele?

Se sabeis novidades do meu amado, aquele que mentiu no que me jurou, ai, Deus, onde está ele?

- Vós perguntais pelo vosso amigo? Eu bem vos digo que ele está são e vivo. ai, Deus, onde está ele?

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Vós perguntais pelo vosso amado? Eu bem vos digo que ele está vivo e são. ai, Deus, onde está ele?

E

eu bem vos digo que ele está são e vivo,

e

estará convosco no prazo combinado. ai, Deus, onde está ele?

E

eu bem vos digo que ele está vivo e são,

e

estará convosco no prazo combinado. ai, Deus, onde está ele?

[D. Dinis]

no prazo combinado. ai, Deus, onde está ele? [D. Dinis] Ũa pastor se queixava muit’ estando

Ũa pastor se queixava muit’ estando noutro dia,

Uma pastora que estava lamentando-se outro dia

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18

e

sigo medês falava

consigo mesma falava

e

chorava e dizia

muito chorava e fazia

con amor que a forçava:

queixas que amor lhe ditava:

«par Deus, vi-t' en grave dia, ai, amor!»

Ela s’ estava queixando,

come molher con gram coita

e que a pesar, des quando

nacera, non fôra doita, por en dezia chorando! «Tu non és se non mia coita,

ai, amor!»

Coitas lhi davam amores,

que non lh’ eran se non morte,

«Por Deus vi-te em triste dia, ai, amor!»

Em mágoas se consumia como mulher com tristeza que melhor sabedoria não devia à natureza; chorando estava e dizia:

« Tu só és minha tristeza, ai, amor!»

Penas lhe davam amores que lhe traziam a morte

e

deitou-sy’ antr’ ũas flores

e

deitando-se entre as flores

e

disse con coita forte:

disse num triste transporte:

«Mal ti venha per u fores, ca non és se non mia morte, ai, amor!»

«Mal hajas onde tu fores pois de ti me vem a morte. ai, amor!»

[D. Dinis]

Bailemos nós já todas tres, ai amigas, so aquestas avelaneiras frolidas

e quen fôr velida, como nós, velidas, se amig’amar, so aquestas avelaneiras frolidas verrá bailar.

Bailemos nós já todas tres, ai irmãas, so aqueste ramo destas avelãas

e quen fôr louçãa, como nós, louçãas se amig’amar, so aqueste ramo d’estas avelãas verrá bailar.

Por Deus, ai amigas, mentr’al non fazemos, so aqueste ramo frolido bailemos

e quen ben parecer, como nós parecemos, se amig’amar, so aqueste ramo so l(o) que nós bailemos verrá bailar.

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e quen ben parecer, como nós parecemos, se amig’amar, so aqueste ramo so l(o) que nós

Bailemos nós todas três, ai amigas, debaixo destas aveleiras floridas

e quem for bonita como nós bonitas, se amigo amar, debaixo destas aveleiras floridas virá bailar.

Bailemos nós todas três, ai irmãs, sob este ramo florido de avelãs

e quem for louçã como nós louçãs, se amigo amar, sob este ramo florido de avelãs, virá bailar.

Sem outros cuidados, nós as amorosas

bailemos sob estas ramagens frondosas

e quem for formosa como nós formosas, se amigo amar, debaixo destas aveleiras frondosas virá bailar.

Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo!

E ai Deus, se verrá cedo!

Ondas do mar levado,

se vistes meu amado!

E ai Deus, se verrá cedo!

Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro!

E ai Deus, se verrá cedo!

Se vistes meu amado,

por que ei gran cuidado!

E ai Deus, se verrá

cedo!

Ai ondas do mar de Vigo, se vistes o meu amigo, dizei-me: voltará cedo?

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[Airas Nunes]

! Ai ondas do mar de Vigo, se vistes o meu amigo, dizei-me: voltará cedo? 20

Guarujá Beach [By Dantas]

Ondas do mar levantado se vistes o meu amado, dizei-me: voltará cedo?

Se vistes o meu amigo, aquele por quem suspiro dizei-me: voltará cedo?

Se vistes o meu amado, que me pôs neste cuidado, dizei-me: voltará cedo?

Pois nossas madres van a San Simon de Val de Prados candeas queimar, nós, as meninhas, punhemos d’andar con nossas madres, e elas enton queimen candeas por nós e por si

e nós, meninhas, bailaremos i.

Nossos amigos todos lá iran por nos veer, e andaremos nós

bailand’ ant’ eles, fremosas en cós,

e nossas madres, pois que alá van, queimen candeas por nós e por si

e nós, meninhas, bailaremos i.

Nossos amigos iran por cousir

como bailamos, e poden veer bailar moças de [mui] bon parecer,

e nossas madres, pois lá queren ir, queimen candeas por nós e por si

e nós, meninhas, bailaremos i.

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[Martim Codax]

e nossas madres, pois lá queren ir, queimen candeas por nós e por si e nós,

Pois nossas mães vão a San Simon De Val de Prados candeias queimar, Nós, as meninas, poderemos andar Com as nossas mães e elas então

Queimem candeias por nós e por vocês,

E nós, meninas, bailaremos aí.

Nossos amigos todos lá irão Para nos ver e andaremos nós

Bailando ante eles formosas, sem manto,

E as nossas mães, pois, que vão lá,

Queimem candeias por nós e por vocês

E nós, meninas, bailaremos aí.

Nossos amigos irão para apreciar Como bailamos e podem ver Bailar moças de bom parecer,

E nossas madres, pois lá querem ir,

Queimem candeias por nós e por vocês

E nós, meninas, bailaremos aí

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22

[Pero de Viviães]

Levad', amigo, que dormides as manhãas frias; toda-las aves do mundo d'amor dizian. leda m'and'eu.

Levad', amigo, que dormides as manhãas frias; toda-las aves do mundo d'amor dizian. leda m'and'eu.

Levad', amigo, que dormide`-las frias manhãas; toda-las aves do mundo d'amor cantavan:

leda m'and'eu.

Toda-las aves do mundo d'amor dizian; do meu amor e do voss'en ment'avian. leda m'and'eu.

Toda-las aves do mundo d'amor cantavan; do meu amor e do voss'i enmentavan:

leda m'and'eu.

Do meu amor e do voss'en ment'avian; vós lhi tolhestes os ramos en que siian. leda m'and'eu.

Do meu amor e do voss'i enmentavan; vós lhi tolhestes os ramos en que pousavan:

leda m'and'eu.

Vós lhi tolhestes os ramos en que siian e lhis secastes as fontes en que bevian. leda m'and'eu.

Vós lhi tolhestes os ramos en que pousavan lhis secastes as fontes u se banhavan. leda m'and'eu.

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23

Ergue-te, amigo que dormes nas manhãs frias! Todas as aves do mundo, de amor, diziam:

alegre eu ando

Ergue-te, amigo que dormes nas manhãs claras! Todas as aves do mundo, de amor, cantavam; Do meu amor e do teu se lembrariam:

alegre eu ando

Todas as aves do mundo, de amor, cantavam; Do meu amor e do teu se lembrariam:

alegre eu ando.

Todas as aves do mundo, de amor, cantavam:

Do meu amor e do teu se recordavam:

alegre eu ando.

Do meu amor e do teu se lembrariam:

Tu lhes tolheste os ramos em que eu as via:

alegre eu ando.

Do meu amor e do teu se recordavam:

Tu lhes toalheste os ramos em pousavam:

alegre eu ando.

Tu lhes toalheste os ramos em que eu as via;

E lhes secaste as fontes em que bebiam:

alegre eu ando.

Tu lhes toalheste os ramos em que pousavam;

E lhes secaste as fontes que as refrescavam:

alegre eu ando.

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24

[Nuno Fernandes Torneol]

-Digades, filha, mia filha velida:

porque tardastes na fontana fria? os amores ei.

Digades, filha, mia filha louçana:

porque tardastes na fria fontana? os amores ei.

-Tardei, mia madre, na fontana fria, cervos do monte a augua volvian:

os amores ei.

Tardei, mia madre, na fria fontana, cervos do monte volvian a augua:

os amores ei.

-Mentir, mia filha, mentir por amigo; Nunca vi cervo que volvess'o rio:

os amores ei.

Mentir, mia filha, mentir por amado; Nunca vi cervo que volvess'o alto:

os amores ei.

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25
os amores ei. Mentir, mia filha, mentir por amado; Nunca vi cervo que volvess'o alto: os

[Pero Meogo]

- Responde, filha, formosa filha, porque tardaste na fonte fria? Amores eu tenho!

Filha, formosa filha, responde:

porque tardaste na fria fonte Amores eu tenho!

-Tardei, minha mãe, na fonte fria, cervos do monte a água volviam. Amores eu tenho!

Tardei, minha mãe, na fria fonte; volviam a água cervos do monte. Amores eu tenho!

-Que escondes,filha,por teu amigo? cervos do monte não volvem o rio. Amores eu tenho!

Por teu amado, filha, que escondes? o mar não volvem cervos do monte. Amores eu tenho!

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CANTIGAS D’ESCÁRNIO E MALDIZER

(*)

Ai, dona fea, fostes-vos queixar que vos nunca louv’en (o) meu cantar; mais ora quero fazer un cantar en que vos loarei toda via;

e vedes como vos quero loar:

dona fea, velha e sandia!

Dona fe, se Deus mi pardon, pois avedes (a) tan gran coraçon que vos eu loe, en esta razon vos quero já loar toda via;

e vedes qual será a loaçon:

dona fea, velha e sandia!

Dona fea, nunca vos eu loei en meu trobar, pero muito trobei; mais ora já un bon cantar farei, en que vos loarei toda via;

e direi-vos como vos loarei:

dona fea, velha e sandia!

via; e direi-vos como vos loarei: dona fea, velha e sandia! [João Garcia de Guilhade] Ai,

[João Garcia de Guilhade]

Ai, dona feia, foste-vos queixar

de que vos nunca louvo em meu trovar;

e umas trovas vos quero dedicar

em que louvada de toda a maneira sereis, tal é o meu louvar:

dona feia, velha e gaiteira.

Ai, dona feia, se com tanto ardor quereis que vos louve, como trovador, trovas farei e de tal teor em que louvada de toda a maneira sereis, tal é o meu louvor:

dona feia, velha e gaiteira.

Ai, dona feia, nunca vos louvei em meu trovar eu que tanto trovei

e eis que umas trovas vos dedicarei em que louvada de toda a maneira sereis e assim vos louvarei:

dona feia, velha e gaiteira.

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Roi Queimado morreu con amor en seus cantares, par Santa Maria, por ũa dona que gran ben queria; e, por se meter por mais trobador, por que lh’ela non quis(o) ben fazer, feze-s'el en seus cantares morrer; mais resurgiu depois ao tercer dia.

Esto fez el por ũa sa senhor que quer gran ben; e mais vos en diria:

por que cuida que faz i maestria, enos cantares que fez, á sabor de morrer i e des i d'ar viver. Esto faz el, que x'o pode fazer, mais outr'omen per ren nono faria.

E non á já de sa morte pavor,

se non sa morte mais la temeria, mais sabe ben, per sa sabedoria, que viverá, des quando morto for; e faz-(s’) en seu cantar morte prender, des i ar vive. Vedes que poder que lhi Deus deu,- mais queno cuidaria!

E se mi Deus a mi desse poder

qual oj'el á, pois morrer, de viver,

já mais morte nunca (eu) temeria.

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28
a mi desse poder qual oj'el á, pois morrer, de viver, já mais morte nunca (eu)

[Pero Garcia Burgalês]

Foi Rui Queimado morrer de amor em seus cantares, ao que dizia , por uma dama e porque queria mostrar engenho de trovador. Como ela lhe não quis valer, fez-se ele em seus cantares morrer, mas ressurgiu ao terceiro dia.

Demonstrar quis o seu fervor por uma dama, mas eu diria:

preocupado com a mestria dos seus cantares, tem o pendor de, embora morto, lograr viver. Isto só ele pode fazer porque outro homem não o faria.

E já da morte não tem pavor,

se não mil vezes a temeria. Próprio é da sua sabedoria viver enquanto morto for. Em seus cantares pode morrer estando vivo. Maior poder obter de Deus não poderia.

Desse-me Deus igual poder

de, embora morto, poder viver,

e nunca a morte me assustaria.

(*) CORREIA, Natália. Cantares dos trovadores galego-portugueses. Lisboa: Editorial Estampa, 1998.

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Músicas contemporâneas que se relacionam com as «cantigas medievais»

que se relacionam com as «cantigas medievais» QUEIXA Edvard Munch   Princesa Um amor assim

QUEIXA

Edvard Munch

 

Princesa

Um amor assim delicado

Surpresa

Você pega e despreza

Você me arrasou

Não o devia ter despertado

Serpente

Ajoelha e não reza Dessa coisa que mete medo

Nem sente que me envenenou Senhora e agora

Pela sua grandeza

Me diga onde eu vou

Não sou o único culpado

Senhora

Disso eu tenho a certeza

Serpente

Princesa

Princesa

Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou

Um amor assim delicado Nenhum homem daria Talvez tenha sido pecado Apostar na alegria

Senhora e agora

Você pensa que eu tenho tudo

Me diga onde eu vou

E

vazio me deixa

Senhora

Mas Deus não quer que eu

Serpente

fique mudo

Princesa

E

eu te grito esta queixa

Um amor assim violento

Princesa

Quando torna-se mágoa

Surpresa

É o avesso de um sentimento

Você me arrasou

Oceano sem água

Serpente

Ondas: desejos de vingança

Nem sente que me envenenou

Nessa desnatureza

Senhora e agora

Batem forte sem esperança

Me diga onde eu vou

Contra a tua dureza

Amiga

Me diga

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30

[Cetano Veloso]

CANTIGA DE AMIGO

Lá na Casa dos Carneiros onde os violeiros vão cantar louvando você em cantiga de amigo cantando comigo somente porque você é minha amiga, mulher lua nova do céu que já não me quer dezessete é minha conta vem minha amiga e conta uma coisa linda pra mim conta os fios dos teus cabelos sonhos e anelos conta-me se o amor não tem fim madre amiga é ruim me mentiu jurando amor que não tem fim

Lá na Casa dos Carneiros sete candeeiros iluminam a sala de amor sete violas em clamores sete cantadores são sete tiranas de amor para amiga em flor que partiu e até hoje não voltou dezessete é minha conta vem minha amiga e conta uma coisa linda pra mim pois na Casa dos Carneiros violas e violeiros só vivem clamando assim madre amiga é ruim me mentiu jurando amor que não tem fim

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[Elomar Figueira de Melo]

Avenida São João – São Paulo [by Dantas - 09/02/10] RONDA De noite eu rondo

Avenida São João – São Paulo [by Dantas - 09/02/10]

RONDA

De noite eu rondo a cidade

A te procurar sem encontrar

No meio de olhares espio

Em todos os bares você não está Volto pra casa abatido Desencantado da vida

O sonho alegria me dá

Nele você está Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse

Esse alguém me diria Desiste dessa busca inútil Eu não desistia Porém com perfeita paciência

Volto a te buscar, hei de encontrar Bebendo com outras mulheres Rolando dadinhos, jogando bilhar

E nesse dia então

Vai dar na primeira edição:

Cena de sangue num bar da Avenida São João

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[Cláudia Moreno / Paulo Vanzolinni]

VI – ARTISTAS MEDIEVAIS

Os textos poéticos da época trovadoresca eram acompanhados por música, e normalmente cantados em coro. Nessa época os artistas eram classificados, de acordo com a posição social:

eram classificados, de acordo com a posição social: a) Trovadores - eram poetas, em geral nobres,

a) Trovadores - eram poetas, em geral nobres, que faziam poesias, simplesmente por

amor.

b) Jograis-

castelos e aldeias.

eram recitadores, cantores e músicos que perambulavam pelas feiras,

c) Segréis- profissionais que faziam poesias como meio de vida.

d) Menestréis - músicos agregados a uma corte.

e) Soldadeiras ou jogralesas - moças que dançavam, cantavam e tocavam castanholas ou

pandeiros.

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VII – OS CANCIONEIROS

A produção literária da época trovadoresca, entre 1250 e 1350, chegou até os nossos dias através dos Cancioneiros – coletâneas de cantigas ou canções de variados tipos de poemas, com participação de vários autores.

tipos de poemas, com participação de vários autores. Os Cancioneiros mais importantes são: - o Cancioneiro

Os Cancioneiros mais importantes são:

- o Cancioneiro da Ajuda – compilado provavelmente no reinado de Afonso III, ou seja, em fins do século XIII e princípios do século XIV. Reúne 310 cantigas, no geral de amor. Encontra-se hoje, na Biblioteca do Palácio da Ajuda, em Lisboa.

- o Cancioneiro da Biblioteca Nacional – compilado provavelmente em fins do século XV e princípios do XVI. É o mais completo dos cancioneiros, com 1647 cantigas.

- o Cancioneiro da Vaticana – compilado em fins do século XV e inícios do XVI, com 1205 cantigas. Nesse cancioneiro encontram-se as composições do rei Dom Dinis, o mais notável trovador medieval.

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VIII – POETAS DA PRIMERA ÉPOCA MEDIEVAL

Dom Dinis (1261-1325). Rei de Portugal entre 1279 e 1325, D. Denis foi o mais fecundo dos travadores em galego-português. Deixou 138 composições, sendo 76 d`amor, 52 d`amigo e 10 de maldizer. Fundou, em 1290, a Universidade portuguesa.

10 de maldizer. Fundou, em 1290, a Universidade portuguesa. Pai Soares de Taveirós - Trovador de

Pai Soares de Taveirós - Trovador de origem galega (Da Galiza), da primeira metade do século XIII, de família nobre. É considerado o autor da mais antiga composição poética em Língua Portuguesa: «Cantiga da Guarvaia» ou «Cantiga da Ribeirinha». Provavelmente escrita em 1189 ou 1198.

João Garcia de Guilhade Trovador do século XIII, provavelmente de naturalidade galega. É dos trovadores que possuem maior produção poética compilada nos «Cancioneiros» (15 cantigas de amor, 21 de amigo, 15 de maldizer e 2 tenções).

Pêro Garcia Burgalês – Trovador assim chamado por ser natural de Burgos. Poeta na corte de Afonso X (fins do século XIII). Os Cancioneiros registram grande número de cantigas suas (37 de amor, 2 de amigo e 14 de escárnio. Foi um dos trovadores mais produtivos nos três gêneros, menos fecundo e inspirado nas cantigas de amigo.

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X – A PROSA MEDIEVAL

Novelas de cavalaria - são histórias tipicamente medievais, originárias da Inglaterra ou/e de França. Elas derivam das canções de gesta, poemas que narram heróicas aventuras de cavaleiros andantes.

que narram heróicas aventuras de cavaleiros andantes. As novelas de cavalarias são organizadas em três ciclos,

As novelas de cavalarias são organizadas em três ciclos, de acordo com o tema central:

- ciclo bretão ou arturiano – sobre o rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda.

- ciclo carolíngio – gira em torno de Carlos Magno e os doze pares de França.

- ciclo clássico – sobre temas greco-latinos.

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No final do século XIII, foram traduzidas em Portugal três novelas, todas do ciclo bretão ou arturiano: História de Merlim, José de Arimatéia e A Demanda do Santo Graal, a mais famosa e popular.

Demanda do Santo Graal

"Novela de cavalaria das mais importantes, gira em torno das aventuras dos cavaleiros da Távola Redonda, presidida pelo Rei Artur, os quais saem em «demanda» do Santo Vaso, isto é, o cálice em que José de Arimateia teria recolhido o sangue que Cristo derramou na Cruz. Era véspera de Pentecostes quando, em Camaalot, reunidos os cavaleiros para a ceia, surge misterioso vaso esparzindo esplêndida luz que a todos nutre de místico alimento. Resolvem empreender as aventuras que permitam reencontrá-lo e usufruir de sua celestial presença. A lenda, que remonta a origens célticas, foi inicialmente glosada em verso, e apresentava Perceval como o cavaleiro que «daria fim à demanda do Graal». Por volta de 1220, em França, decerto por influência clerical, o tema é posto em novela e Galaaz, filho de Lancelote, substitui Perceval. A lenda, até então, pagã, é cristianizada, passando os seus símbolos (o Vaso, a Espada e outros) a ter valor místico. E, em lugar de aventuras muitas vezes carregadas de realismo, a ascese passa a dominar, como processo de experimentação das forças físicas e espirituais no sentido de alcançar a Eucaristia. A Demanda torna-se, pois, uma novela de cavalaria mística e simbólica. Fazendo dos cavaleiros, na sua maioria, homens voltados para o símbolo da Comunhão, propicia apenas um deles, Galaaz, a sua realização. O cavaleiro escolhido, cujo nome bíblico se liga a Galaad (“puro dos puros”; o próprio Messias), simboliza um novo Cristo, atingindo o fim almejado depois de penosa via crucis de aventuras que põem à prova todas as suas virtudes”. ²

aventuras que põem à prova todas as suas virtudes”. ² 2) COELHO, Jacinto do Prado. (Org.)

2) COELHO, Jacinto do Prado. (Org.) Dicionário das literaturas portuguesa, brasileira e galega. 3º ed., Porto: Figueirinhas, 1978. p. 251

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Amadis de Gaula

A novela de cavalaria Amadis de Gaula pertence também ao ciclo de bretão. Infelizmente perdeu-se o texto original, causando o intrigado problema. Há críticos que afirmam que o texto foi originalmente escrito em Português, mas só aparece publicado em Espanhol, no ano de 1508, porém sua autoria é sempre omitida.

no ano de 1508, porém sua autoria é sempre omitida. “De argumento complicado, a obra narra

“De argumento complicado, a obra narra as façanhas de Amadis, filho do rei Perión de Gaula. Apaixonado por Oriana, realizada todas as suas acções pelo puro amor que tem por ela, com quem finalmente acaba por casar. Na sua procura do ideal amado, o herói deverá superar gigantes, monstros, encantadores, penitências e inúmeras provas, inclusivamente a rejeição de Oriana.” ³

Cronicões (ou crônicas) são os primeiros documentos históricos portugueses e datados do século XII, XIII e XIV. Quase sempre escritos em Latim.

Hagiografias são histórias da vida e dos milagres dos santos.

Livros de linhagens (ou nobiliários) são relatos genealógicos das famílias nobres. O mais importante nobiliário de Portugal é o Livro das Linhagens, organizado por Dom Pedro de Barcelos, filho de Dom Dinis, por volta de 1340.

(3) IÁÑEZ, Eduardo. Histórias da literatura universal – a idade média. Lisboa: Planeta, s/d. p. 256.

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Filmes que se relacionam com a Idade Média:

Filmes que se relacionam com a Idade Média: 39
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Leituras relacionadas com a Idade Média:

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ATIVIDADES

01)Leia e observe com atenção a composição seguinte:

- Ai flores, ai flores do verde pinho, se sabedes novas do meu amigo! Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado! Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo! Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi á jurado! Ai Deus, e u é?

aquel que mentiu do que mi á jurado! Ai Deus, e u é? A composição anterior,

A composição anterior, parcialmente transcrita, pertence à lírica medieval da Península Ibérica. Ela tem autor conhecido, arte poética própria e características definidas do lirismo trovadoresco, podendo-se ainda descobrir o nome pelo qual composições idênticas são conhecidas.

[A] O autor é Paio Soares de Taveirós. Destacam-se o paralelismo das estrofes, a

alternância vocálica e o refrão. O Poeta pergunta pelo seu amigo.

[B] O autor é Nuno Fernandes Torneol. Destaca-se o refrão como interpelação à natureza.

Trata-se duma cantiga de amigo.

[C] O autor é El-rei D. Dinis, Destacam-se o paralelismo das estrofes, a alternância

vocálica e o refrão. O poeta canta na voz duma mulher e pergunta pelo amado, porque é

uma cantiga de amigo.

[D] O autor é Fernando Pessoa. Destaca-se a alternância vocálica. Trata-se da teoria do

fingimento, que já existia no lirismo medieval.

[E] O autor é Martim Codax. Destaca-se o ambiente campestre. O poeta espera que os

pinheiros respondam à sua pergunta.

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02) Análise duma cantiga satírica: [p.34]

Ai, dona fea! Foste-vos queixar que vos nunca louv'en meu trobar; mas ora quero fazer um cantar en que vos loarei toda via; e vedes como vos quero loar:

dona fea, velha e sandia!

[

]

e vedes como vos quero loar: dona fea, velha e sandia! [ ] A)Estamos perante uma

A)Estamos perante uma cantiga satírica. Quem é satirizado? Em que consiste essa sátira?

B)Em que tipo de cantigas enquadra essa cantiga? Justifique a sua resposta.

C)Descreva a estrutura formal do poema.

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03)Análise duma cantiga lírica: [p. 28]

Pois nossas madres van a San Simon de Val de Prados candeas queimar, nós, as meninhas, punhemos d’andar con nossas madres, e elas enton queimen candeas por nós e por si e nós, meninhas, bailaremos i.

[

]

por nós e por si e nós, meninhas, bailaremos i. [ ] A)Faça um levantamento dos

A)Faça um levantamento dos aspectos fônicos dessa cantiga(coplas, metro, rima, musicalidade). Relacione esses aspectos fônicos com a expressão da mensagem.

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43

B)Faça um estudo da linguagem e estilo do texto a nível morfo-sintáctico e a nível semântico.

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C)Quais são os verdadeiros objectivos que incitam as donzelas dessa cantiga a irem à romaria de San Simon?

D)Como é que esses objectivos se vão revelando gradualmente ao longo do texto?

E)Que influências provençais pode encontrar nessa cantiga de amigo?

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04)Análise dum texto contemporâneo.

Atrás da porta

Quando olhaste bem nos olhos meus

E o teu olhar era de adeus

Juro não acreditei Eu te estranhei me debrucei,

Sobre o teu corpo e duvidei

E

me arrastei de te arranhei

E

me agarrei nos teus cabelos

Nos teus pelos, no teu pijama Nos teus pés, ao pé da cama.

Sem carinho, sem coberta No tapete atrás da porta Reclamei baixinho Dei pra maldizer o nosso lar

Pra sujar teu nome te humilhar

E me vingar a qualquer preço

Te adorando pelo avesso Pra mostrar que inda sou tua Só pra mostrar que inda sou tua

mostrar que inda sou tua Só pra mostrar que inda sou tua [HOLANDA, Chico Buarque de

[HOLANDA, Chico Buarque de & HIME, Francis]

Relacionando o texto de «Atrás da Porta» com as cantigas medievais, como você a classificaria? Justifique a resposta.

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05) São características duma cantiga de amigo:

[A]

Amor platônico e sentimento feminil.

[B]

Amor cortês e queixa da ausência do amado.

[C]

Amor de mulher e sentimento espontâneo.

[D]

Queixas de poeta e diversificação de assuntos.

06) A cantiga de amor reflete influência:

[A]

Espanhola

[C] Italiana

[E] Galega

[B]

Provençal

[D] Árabe

07) Explique com suas palavras o que foi o «Teocentrismo».

08)Qual a visão que as pessoas tinham da vida na Idade Média?

09)Em que língua foi escrita a poesia trovadoresca?

10)Como deve ser interpretação «A Demanda do Santo Graal»?

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11)Análise duma cantiga lírica? [p.19]

Amigos, non poss’ eu negar

a

gran coita que d’amor hei,

ca

me vejo sandeu andar,

e con sandece o direi:

os olhos verdes que eu vi me fazen ora andar assi.

Pero quen quer x’ entenderá aquestes olhos quais son,

e d’est’alguen se queixará;

mas eu já quer moira quer non:

os olhos verdes que eu vi

me fazen ora andar assi.

Pero non devia a perder ome que já o sen non há

de con sandece ren dizer,

e con sandece digu’eu já:

os olhos verdes que eu vi

me fazen ora andar assi.

já: os olhos verdes que eu vi me fazen ora andar assi. A)Logo nas primeiras linhas,

A)Logo nas primeiras linhas, como se apresenta o trovador?

B)Qual a causa da «gran coita»?

C)Qual o refrão do poema?

D)Há um distanciamento ou uma intimidade entre o trovador e sua amante?

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12)Análise duma cantiga lírica. [p.22]

- Ai flores, ai flores do verde pinho, se sabedes novas do meu amigo! Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado! Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo! Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi á jurado! Ai Deus, e u é?

-

Vós me preguntades polo voss’ amigo,

e

eu ben vos digo que é san’ e vivo:

Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’ amado,

e

eu ben vos digo que é viv’ e sano:

Ai Deus, e u é?

E

eu ben vos digo que é san’ e vivo

e

seerá vosc’ ant’ o prazo saído:

Ai Deus, e u é?

E

eu ben vos digo que é viv’ e sano

e

seerá vosc’ ant’ o prazo passado:

Ai Deus, e u é?

A)O eu-lírico é masculino ou feminil?

B)Com que a moça dialoga?

é masculino ou feminil? B)Com que a moça dialoga? C)Destaque uma expressão do texto que possa

C)Destaque uma expressão do texto que possa identificar a cantiga de amigo.

E)Qual o refrão do poema?

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13) São variantes das cantigas de amigo:

[A] Alba e escárnio

[B]Barcarola e pastorela

[C]

Bailia e maldizer

[D]

Romaria e provençal

[C] Bailia e maldizer [D] Romaria e provençal Posted by Ana Paula 14)Coloque certo [C] ou

Posted

by Ana Paula

14)Coloque certo [C] ou errado [E] para as afirmações abaixo: correções

[ ] As novelas de cavalaria constituem a prosificação das cantigas de gesta.

[ ] As novelas de cavalaria podem ser consideradas reproduções fiéis da vida dos cavaleiros medievais.

[ ] Os valores religiosos cristãos são mais evidentes em A Demanda do Santo Graal do que em Amadis de Gaula.

[ ] Ao agrupamento das novelas de cavalaria em torno dum assunto dá-se o nome de ciclo.

[ ] O amor cortês das cantigas de amor está presente também nas novelas de cavalaria.

15) Como se denominava o músico da Corte?

16)Com que expressões podemos identificar as «cantigas de amor»?

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17)Identifique as estrofes das cantigas abaixo como de amor, de amigo, de escárnio, ou maldizer:

Onda do mar Vigo

se vistes meu amado!

E ai Deus, se verrá cedo!

Se vistes meu amigo,

o por que eu sospiro!

E ai Deus, se verrá cedo levado,

[Martim Codax]

[A]

Vós me defendestes, senhor, que nunca vos dissesse ren de quanto mal mi por vós ven, mais fazede-me sabedor, por Deus, senhor, a quen direi quam muito mal [lev’ e] levei por vós, se non a vós, senhor?

[D. Dinis]

[B]

Ũa pastor se queixava

muit’ estando noutro dia,

e

sigo medês falava

e

chorava e dizia

con amor que a forçava:

«par Deus, vi-t' en grave dia,

ai, amor!»

[C]

[D. Dinis]

Deus, vi-t' en grave dia, ai, amor!» [C] [D. Dinis] Porto Beach [By Dantas] Roi Queimado

Porto Beach [By Dantas]

Roi Queimado morreu con amor en seus cantares, par Santa Maria, por ũa dona que gran ben queria; e, por se meter por mais trobador, por que lh’ela non quis(o) ben fazer, feze-s'el en seus cantares morrer; mais resurgiu depois ao tercer dia. [Pero Garcia Burgalês]

[D]

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18) ENEM -1999- Considere os textos abaixo. de modo particular, quero encorajar os crentes empenhados
18) ENEM -1999- Considere os textos abaixo. de modo particular, quero encorajar os crentes empenhados

18) ENEM -1999- Considere os textos abaixo.

de modo particular, quero encorajar os crentes empenhados no campo da filosofia

para que iluminem os diversos âmbitos da atividade humana, graças ao exercício de uma

razão que se torna mais segura e perspicaz com o apoio que recebe da fé."

"(

)

(Papa João Paulo II. Carta Encíclica Fides et Ratio aos bispos da Igreja católica sobre as relações entre fé e razão, 1998)

"As verdades da razão natural não contradizem as verdades da fé cristã."

(Santo Tomás de Aquino – pensador medieval)

Refletindo sobre os textos, pode-se concluir que:

a) a encíclica papal está em contradição com o pensamento de Santo Tomás de Aquino,

refletindo a diferença de épocas.

b) a encíclica papal procura complementar Santo Tomás de Aquino, pois este colocava a

razão natural acima da fé.

c) a Igreja medieval valorizava a razão mais do que a encíclica de João Paulo II.

d) o pensamento teológico teve sua importância na Idade Média, mas, em nossos dias,

não tem relação com o pensamento filosófico.

e) tanto a encíclica papal como a frase de Santo Tomás de Aquino procuram conciliar os

pensamentos sobre fé e razão.

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52

19)Uma das características a ser reconhecida no feudalismo europeu é:

[A]

A sociedade feudal era semelhante ao sistema de castas.

[B]

Os ideais de honra e fidelidade vieram das instituições dos hunos.

[C]

Vilões e servos estavam presos a várias obrigações, entre elas o pagamento anual de

capitação, talha e banalidades.

[D] A economia do feudo era dinâmica, estando voltada para o comércio dos feudos vizinhos.

[E] As relações de produção eram escravocratas.

20) A estrutura básica da sociedade feudal exprimia uma distribuição de privilégios e obrigações. Caracterize as três "ordens", isto é, camadas sociais que compunham essa sociedade.

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53
e obrigações. Caracterize as três "ordens", isto é, camadas sociais que compunham essa sociedade. 53
21)Estabelecer diferenças e semelhanças entre as cantigas líricas:   Cantigas de Amor Cantigas de Amigo
21)Estabelecer diferenças e semelhanças entre as cantigas líricas:   Cantigas de Amor Cantigas de Amigo

21)Estabelecer diferenças e semelhanças entre as cantigas líricas:

 

Cantigas de Amor

Cantigas de Amigo

autoria:

«masculina»

/

«masculina»

sentimento:

/

ambiente:

/

origem:

/

o homem:

/ a mulher:

a

mulher:

/

/

/ a mulher:

/

/

22)Como se classificam as «Cantigas de Amigo»?

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23) O texto em análise [p.16]

No mundo non me sei parelha, mentre me for como me vai, ca já moiro por vós - e ai! mia senhor branca e vermelha, queredes que vos retraia, quando vos eu vi en saia. Mau dia me levantei, que vos enton non vi fea!

E, mia senhor, dês aquel dia’, ai! me foi a mi mui mal, e vós, filha de don Paai Moniz, e ben vos semelha d’haver eu por vós guarvaia, pois eu, mia senhor, d’alfaia nunca de vós houve nen hei valia d’ũa correa".

[Paio Soares de Taveirós?]

hei valia d’ũa correa". [Paio Soares de Taveirós?] A] Como se classifica a « Canção da

A] Como se classifica a «Canção da Ribeirinha»?

B] Percebe-se a vassalagem amorosa? Em caso afirmativo, justifique a resposta.

C] Destaque uma passagem que caracteriza a sociedade patriarcal.

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Fonte de Consulta:

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BARBER, Richard. O santo graal. Rio de Janeiro: Record, 2007.

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CABRAL, Filomena. Madrigal. Lisboa: Difel, 1993.

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CORREIA, Natália. Cantares dos trovadores galego-portugueses. Estampa, 1998.

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DUBY, Georges. Idade média, idade dos homens: do amor e outros ensaios. São Paulo:

Companhia Das Letras, 2001.

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1988.

HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

IÁÑEZ, Eduardo. História da literatura da literatura – idade média. Lisboa: Planeta, 1992.

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