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PSICOPATOLOGIA EXAME DAS FUNÇÕES MENTAIS – I Profa. Dra. Marilene Zimmer Psicologia - FURG
PSICOPATOLOGIA
EXAME DAS
FUNÇÕES MENTAIS – I
Profa. Dra. Marilene Zimmer
Psicologia - FURG

ENTREVISTA DE AVALIAÇÃO

Identificação Queixa Principal Motivo do Atendimento História da Doença Atual História Pregressa História Fisiológica História Pessoal História Social História Familiar

EXAME DAS FUNÇÕES MENTAIS

Não há

uma configuração ideal da súmula

uma uniformidade quanto a

Nem quanto ao número ou ordem de apresentação dos itens

14/04/2011

EXAME DAS FUNÇÕES MENTAIS

Avaliação estruturada de sinais e sintomas, que permite a geração de hipóteses diagnósticas ou diagnósticos específicos Fonte: observação, anamneses, relato de terceiros Utiliza-se entrevistas semi-estruturadas ou estruturadas escalas de avaliação testes psicológicos e neuropsicológicos Realizado por profissionais da área de saúde mental

EXAME DAS FUNÇÕES MENTAIS

1 - Aparência 2 - Atitude 3 - Consciência 4 - Atenção 5 - Orientação 6 - Sensopercepção 7 - Psicomotricidade

8 - Memória 9- Pensamento 10 - Linguagem 11 - Inteligência 12 - Afeto 13 - Conduta

1 - APARÊNCIA ASPECTOS DO PACIENTE

Refere-se basicamente aos

higiênicos e estéticos relativos ao corpo do paciente Postura, roupa, cabelo, unhas, barba, dentes, higiene e cuidado pessoal, expressões faciais, olhar

cuidados

Aparência

1.1 - TRANSTORNOS

Depressão – desinterese ou falta de energia, roupas escuras, falta de cuidado com o corpo. Mania – roupas chamativas, coloridas, maquiagem forte, muitos acessórios, perfume em excesso, roupas muito curtas e decotadas, intensa agitação pode impedir que completem qualquer atividade – inclusive as relativas aos cuidados pessoais Esquizofrenia – aparência descuidada, pode ser bizarra (hebefrênica), barba, cabelo e unhas sujas. Demência – descuido Transt. Dissociativo/conversivo – exibicionista.

Atitude

2.1 - TRANSTORNOS

Mania – expansiva, desinibida, jocosa, irônica, arrogante, hostil. Depressão – lamuriosa, desinteresse, indiferença. Esquizofrenia – sint.(-) indiferença, oposição, quadros paranóides: hostil, desconfiança, querelante, fuga. Delirium/demência – indiferença em função da não- compreensão. Retardo mental – comportamento pueril, ingênuo. Epilepsia – gliscróide - viscoso, grudento. Histeria – teatral, sedução, dramaticidade, simulação, puerilidade, manipulação.

3 - CONSCIÊNCIA

Estado de alerta, capacidade de responder a estímulos e reconhecimento de si e da realidade Está relacionada à distinção do “eu” / “não eu” É o conhecimento – dar-se conta AVALIAÇÃO Expressão fisionômica – expressões sonolência, desinteresse Vigilância – vigil, desperto, alerta com o sensório claro Lucidez – clareza, vigilância plena

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2 - ATITUDE

Fala, gestos, mímica e os demais movimentos corporais Sedutora, hostilidade, de oposição, de fuga, desconfiança, querelante (sente-se prejudicado, ofendido), de reivindicação, arrogante, evasiva, invasiva, esquiva, inibida, desinibida, jocosa (piadas), irônica, lamurioso, dramática, teatral, pueril, simuladora, viscosa, dissimuladora, indiferente, manipulador, submissa, expansiva, amaneirada.

2.1 - TRANSTORNOS

Atitude

Fobia Social, T. Personalidade de Evitação – inibição quadro fundamental. T. Delirante, T. Personalidade Paranóide – querelante, reivindicativa, desconfinça. T. Personalidade Anti-Social – sedutor, manipulador, hostil. T. Personalidade Borderline – manipulador, hostil.

3.1 - ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA

CONSCIÊNCIA

 
  R e b a i x a m e n t o

Rebaixamento

  R e b a i x a m e n t o

Quantitativas

 
 

Coma

 

Qualitativas

Estreitamento

Obnubilação simples

Obnubilação oniróide

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3.2 - ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA

Obnubilação Simples Ausência de sintomas psicóticos, intensa sonolência, hipoprosexia (diminuição global da atenção), desorientação no tempo e no espaço, pensamento empobrecido, apatia, inibição psicomotora. Obnubilação Oniróide Sintomas psicóticos, alucinações visuais, idéias delirantes, desagregação do pensamento, dificuldade de compreensão do raciocínio, amnésia, agitação. Coma – sono profundo, abolição da consciência.

Consciência

3.4 - TRANSTORNOS

Delirium – prejuízo cognitivo global, problemas no metabolismo cerebral Esquizofrenia – ocorrem sob lucidez de consciência Epilepsia – oscilações ao longo do dia – rebaixamento, estado comicial pós-crise – abolição temporária da consciência Efeito de álcool ou drogas – rebaixamento, estreitamento, delirium tremens – obnublação oniróide Narcolepsia – ataques irresistíveis de sono T. Dissociativos – Histeria – estados crepusculares, de origem psicogênica Efeito de medicação – descrever medicamento e efeitos

4 - ATENÇÃO

Processo através do qual a consciência é direcionada para determinado estímulo. Capacidade de focar intencionalmente um estímulo específico externo ou interno

AVALIAÇÃO Observação - Vigilância – hipervigil ou hipovigil Enrevista Testagem – rápida MMSE – Mini-Exame do Estado Mental

MINI-EXAME DO ESTADO MENTAL - MMSE
MINI-EXAME DO ESTADO MENTAL - MMSE

4.1 - ALTERAÇÕES DA ATENÇÃO

Quantitativas

Hipoprosexia – diminuição global, afetando tanto a tenacidade como a mobilidade Aprosexia – abolição da atenção, encontrados no rebaixamento de consciência, coma, demência avançada, esquizofrenia, depressão.

Qualitativas

Rigidez – concentração em um único objeto, incapaz de desviar – interna ou externa Labilidade – hipotenacidade com hipermobilidade – incapaz de manter a atenção em um mesmo objeto. Mania, álcool-drogas, ansiedade, TDAH, delirium, RM, demência, delírios persecutórios.

Distratibilidade, hiperprosexia (incremento da atenção)

5 - ORIENTAÇÃO

Capacidade de se situar em relação a si mesmo e ao ambiente. Resultado dos rendimentos e da integração de diversas funções psíquicas:

percepção, atenção, memória, pensamento, inteligência e afeto.

Tipos Orientação autopsíquica – refere-se a própria pessoa Orientação alopsíquica – refere-se ao mundo externo

Temporal Espacial Quanto às outras pessoas Situacional

5.1 - TIPOS DE ORIENTAÇÃO

Orientação Temporal

Dia da semana, mês, ano, estação.

Orientação Espacial

Saber exatamente onde está: local, andar, sala, endereço.

Orientação Quanto às outras pessoas

Poder reconhecê-las e identificá-las.

Orientação Situacional

Saber a razão pela qual se está em determinado lugar e que tipo de relação se tem com as pessoas ali presentes.

6 - SENSOPERCEPÇÃO

Primeira etapa da cognição

conhecimento mundo externo

Sensação

fenômeno passivo, físico, periférico e objetivo

resultado alterações produzidas por estímulos externos sobre os órgãos sensoriais Percepção

fenômeno ativo, psíquico, central e subjetivo, consciente, resultado da integração das impressões sensoriais parciais e da associação destas às representações.

Distinção é artificial

pois chegam à consciência configurações globais, totalidades estruturadas

IMAGEM PERCEPTIVA

Sensopercepção

Corporeidade – objetos são tridimensionais Extrojeção – objetos localizados externo, fora da consciência Nitidez – contornos objetos precisos Frescor sensorial – percepção é vívida, cores são brilhantes Estabilidade – imagem é constante, não desaparece nem se modifica de uma hora para outra Ausência de influência da vontade – imagem aceita passivamente pelo indivíduo, que não pode evocá-la nem modificá-la arbitrariamente

14/04/2011

5. 2 - ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS Desorientação confusional

Orientação

Rebaixamento do estado de consciência. Delirium.

Desorientação Amnésica

Prejuízo da memória, capacidade de fixação. S. Korsakoff

Desorientação Apática

Prejuízo quantitativo do afeto ou da conação. Paciente não se situa em relação ao mundo externo em função de desinteresse. Esquizofrenia, depressão.

Desorientação Delirante

Não reconhece um familiar ou amigo – foi substituído por sósia, fisicamente idêntico.

Desorientação por Déficit Intelectivo

Demência, retardo mental.

Desorientação por Estreitamento de Consciência

Atenção prejudica apreensão do mundo externo .

Sensopercepção

QUALIDADES SENSORIAIS

Exteroceptivas

visuais, auditivas, gustativas, olfativas, cutâneas (táteis, térmicas, dolorosas).

Interoceptivas ou cenestésicas

bem-estar, mal-estar, fome, sede, sensibilidade visceral.

Proprioceptivas

cinestésicas (movimentos corporais), equilíbrio, barestesia (sensibilidade à pressão), palestesia (sensibilidade para vibrações).

Sensopercepção

IMAGEM REPRESENTATIVA OU MNÊMICA ??

Ausência de corporeidade – imagem é bidimensional Introjeção – objeto está localizado no espaço subjetivo interno, isto é, na mente Imprecisão Falta de frescor sensorial Instabilidade Possibilidade de influência pela vontade

ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS

Sensopercepção

Agnosia – distúrbio do reconhecimento de estímulos visuais, auditivos ou táteis. Sensações continuam aocorrer, porém não são associadas às representações e, assim, não se tornam significativas. Capaz de descrever cor e forma de um objeto, mas não o identifica. Hiperestesia (hiperpercepção) – aumento global da intensidade perceptiva: cores mais brilhantes, ruídos tornam-se incômodos. Ocorre: mania, depressão, cocaína, maconha, alucinógenos, epilepsia, hipertireoidismo, quadros dissociativos, ansiedade, enxaqueca e ressacas pós-intoxicação alcoólica.

ALTERAÇÕES QUALITATIVAS

Ilusão – latim = engano, fantasia, miragem, logro. Percepção falseada, deformada de um objeto real e presente – um outro objeto é percebido no lugar. Essa deturpação se dá em função de uma mescla com uma imagem representativa. Confundir árvores com figura de assaltante.

Sensopercepção

Pareidolia – Jaspers = para (ao lado) + eidos (figura). Imagem criada intencionalmente a partir de percepções reais de elementos sensoriais incompletos ou imprecisos. Ver figuras objetos em nuvens, manchas de paredes, no fog, na Lua, ou ouvir sons musicais a partir de ruídos monótonos – objeto real passa para segundo plano.

ALUCINAÇÕES VERDADEIRAS

Sensopercepção

Apresentam todas as características de uma imagem perceptiva real, incluindo a corporeidade e a localização no espaço objetivo externo. Irresistível força de convencimento – sçao aceitas pelo juízo da realidade, por mais que pareçam para o paciente estranhas ou especiais. Para Jaspers (1987) – só ocorrem sob lucidez de consciência, o que as torna pouco comuns.

14/04/2011

ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS

Sensopercepção

Anestesia – abolição sensibilidade. Ocorre em mesmos casos de hiperstesia, histeria, como alcoólica Alucinação negativa – ausência de registro sensorial – não ver uma pessoa que está próxima. Quadros conversivos. Macropsia – objetos aparecem aumentados de tamanho. Micropsia – objetos aparecem diminuídos de tamanho. Dismegalopsia – objetos aparecem deformados,.

Ocorem – quadros de delirium, epilepsia temporal, esquizofrenia, intoxicações por alucinógenos.

Anorexia nervosa – paciente extremamente magro se vê como gordo.

ALTERAÇÕES QUALITATIVAS

Alucinações – percepção sem objeto (Esquirol). Diferente das ilusões:

Sensopercepção

Não se originam de transformações de percepções reais. A atenção não remove as alucinações ao contrário do que acontece com as ilusões.

Alucinações verdadeiras Pseudo-alucinações

PSEUDO-ALUCINAÇÕES

Sensopercepção

Kandisnki, psiquiatra (1885) – 1ª descrição Ausência de corporeidade e localização no espaço subjetivo interno. Nitidez/imprecisão, presença ou ausência de frescor sensorial, constância/instabilidade e possibilidade ou impossibilidade de influência pela vontade – podem se parecer tanto com imagem perceptiva quanto com a imagem representativa.

ALUCINAÇÕES

Sensopercepção

Visuais Auditivas Olfativas Gustativas Cutâneas Cenestésicas (viscerais) Cinestésicas – falsas percepções de movimentos Sonorização do próprio pensamento Hipangógica – transição vigília-sono – adormecendo Hipnopômpica – sono-vigília – despertando Reflexa – ouvir miado de uma gato – imediatamente vê a cara do gato

7.1 - ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS

Psicomotricidade

Apraxia

Dificuldade ou incapacidade de realizar atos motores intencionais, voluntários, na ausência de paresia ou paralisia, de déficit sensorial e de incoordenação motora. Perda do movimento aprendido, relacionadas a lesões corticais , doenças vasculares cebrebrais, processos demenciais e neoplasias.

Ideomotora – perda da capacidade de realizar movimentos simples (bater em um prego com martelo) Ideativa – perda da capacidade de realizar movimentos seqüenciais (dobrar uma carta, colocá-la no envelope, lacrar envelope, colocar o selo.

7. 3 - ALTERAÇÕES QUALITATIVAS

Psicomotricidade

Ecopraxia

Repetição automática e despropositada, imitação gestos, postura, fala, expressão fisionômica.

Estereotipias

Ações motoras desprovidas de finalidade e de sentido para o próprio paciente, sendo repetidas de maneira uniforme e com freqüência.

Flexibilidade Cerácea

Rigidez muscular, o corpo do paciente é amoldável como se fosse de cera. Esquizofrenia catatônica, encefalite letárgica, parkinsonismo.

Maneirismo

Movimentos expressivos que servem para um propósito de comunicação (gestos, mímicas vocalização).

14/04/2011

7 - PSICOMOTRICIDADE

Ações psicomotoras possuem um conteúdo psicológico, são uma expressão do psiquismo. Voluntárias, conscientes quanto a motivação e finalidade.

Motilidade - via final de todo evento psíquico e é a única forma de acesso que temos ao psiquismo de uma outra pessoa.

7.2 - ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS

Psicomotricidade

Hipocinesia Acinesia

Diminuição acentuada e generalizada dos movimentos voluntários. Esquizofrenia catatônica, histeria, parkinsonismo, encefalite letárgica, demência avançada, retardo mental, ataque de pânico.

Hipercinesia

Aumento patológico da atividade motora voluntária:

inquietação, agitação e furor; acompanha logorréia, e heteroagressividade. Esquizofrenia catatônica, depressão ansiosa, delirium, estados crepusculares histéricos e epilépticos, ansiedade, retardo mental.

7.3 - ALTERAÇÕES QUALITATIVAS

Psicomotricidade

Interceptação Cinética

Interrupção brusca e incompreensível de uma ação motora já iniciada, que para no meio.

Perseveração Motora

Repetição sem sentido de uma ação motora de início executada adequadamente.

Avaliação Observação Solicitar pequenas tarefas – dobrar-colocar em determinado lugar, cortar (MMSE)

7.4 - TRANSTORNOS

Psicomotricidade

Mania – agitação psicomotora Depressão – hipocinesia, estupor, mímica de tristeza Delirium – hipocinesia ou hipercinesia, perseveração, ecopraxia. Demência – apraxia associada a afasia, perseveração, ecopraxia, agitação. Retardo mental – agitação, inibição psicomotora, maneirismos, ecopraxia. TDAH - agitação Epilepsia - estereotipias, hipercinesia, furor.

14/04/2011

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHINAUX, E. Manual de Psicopatologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.