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24/02/2013

Ascaris lumbricoides Prof. Ednaldo Almeida Gomes edalgomes@yahoo.com.br DISCIPLINA DE PARASITOLOGIA CAMPUS ARAPIRACA 2013

Ascaris lumbricoides

Prof. Ednaldo Almeida Gomes

edalgomes@yahoo.com.br

DISCIPLINA DE PARASITOLOGIA CAMPUS ARAPIRACA

2013

ASCARIDÍASE

  • CLASSIFICAÇÃO:

    • Filo : Aschelminthes;

    • Classe: Nematoda;

    • Família : Ascaridadae

    • Subfamília: Ascaridinae

    • Espécie: Ascaris lumbricoides

24/02/2013

 
   

ASCARIDÍASE

   

É o parasitismo desenvolvido no homem pelo A. lumbricoides;

O

A. lumbricoides

é encontrado em quase todos os países do

mundo e ocorre com frequência variada em virtude das

condições climáticas, ambientais e, principalmente do grau de desenvolvimento da população;

Para manter a enorme produção ovos férteis, esses helmintos

consomem grande

quantidade

de

nutrientes, espoliando o

hospedeiro;

 
 
 
   

ASCARIDÍASE

   

A OMS

estimou em um bilhão

e

meio

o

número de pessoas

infectadas das quais 400 milhões apresentavam sintomatologia;

 

Havendo

cerca

de

100

mil

mortes concentradas nos

países subdesenvolvidos da África, Ásia, Oceania e Américas;

 

Os

ovos

do

Ascaris lumbricoides

são envolvidos por três

membranas protetoras:

 

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ASCARIDÍASE

o Interna: impermeável constituída por 25% de proteína, 75% de lipídeos, que confere grande resistência ao ovo contra dessecação;

o Membrana média: constituída por quitina e proteínas;

o Membrana externa: constituída por mucopolissacarídeos.

ASCARIDÍASE

  • Os ovos

infectantes

resistem

no

meses, talvez mais de um ano;

meio ambiente por vários

  • Ascaris lumbricoides: Parasito do homem;

  • Ascaris suum: Parasito comum em suínos e pode acometer os

humanos também;

  • Toxocara canis: Parasito comum de cães e que pode causar em

humanos a síndrome denominada de larva migrans visceral.

24/02/2013

ASCARIDÍASE

Morfologia

Macho:

  • Mede cerca de 20 a 30 cm de comprimento;

  • Apresenta cor leitosa;

  • Apresenta extremidade posterior fortemente encurvada para a face

ventral.

  • Fêmea:

    • Mede cerca de 30 a 40 cm de comprimento;

    • É mais robusta que o macho;

    • Apresenta extremidade posterior retilínea.

ASCARIDÍASE  Morfologia  Macho:  Mede cerca de 20 a 30 cm de comprimento; 
24/02/2013 ASCARIDÍASE  Morfologia  Macho:  Mede cerca de 20 a 30 cm de comprimento;

24/02/2013

ASCARIDÍASE

  • Morfologia

Ovos: Cor castanha, grandes, ovais mede cerca de 50 µm de diâmetro, com cápsula espessa e com membrana externa mamilonada

ASCARIDÍASE  Morfologia  Ovos: Cor castanha, grandes, ovais mede cerca de 50 µm de diâmetro,
ASCARIDÍASE  Morfologia  Ovos: Cor castanha, grandes, ovais mede cerca de 50 µm de diâmetro,
ASCARIDÍASE  Morfologia  Ovos: Cor castanha, grandes, ovais mede cerca de 50 µm de diâmetro,

ASCARIDÍASE

  • Ovo

Mede cerca

50 μm, cor castanha possuindo duas

membranas internas e uma externa manilonada (que confere grande resistência ao ovo contra dessecação);

  • Larva rabditóide;

  • Larva filarióide

24/02/2013

24/02/2013 CICLO BIOLÓGICO  Os ovos não embrionados chegam ao ambiente e em torno de 15
24/02/2013 CICLO BIOLÓGICO  Os ovos não embrionados chegam ao ambiente e em torno de 15

CICLO BIOLÓGICO

  • Os ovos não embrionados chegam ao ambiente e em torno de 15

dias tornam-se embrionados;

  • L1 é rabditóide e se forma dentro do ovo (cerca de 1 semana) muda

para L2 e após muda para L3;

  • no

Ela permanece

solo

por

vários meses

até

ser

ingerido pelo

hospedeiro;

ingestão os

  • a

Após

ovos contendo L3 atravessam todo o trato

digestivo e as larvas eclodem no ID;

  • As larvas liberadas atravessam a parede intestinal na altura do ceco,

caem nos vasos linfáticos e veias e invadem o fígado (em torno de 1 dia após a infecção);

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CICLO BIOLÓGICO

  • Dois a três dias após, chegam ao coração, através da veia cava superior

ou inferior e em quatro a cinco dias são encontrados nos pulmões;

  • Cerca de 8 dias após a infecção, as larvas muda para L4, rompem os

capilares e caem nos alvéolos, onde sofrem mudança para L5;

  • Vão para a árvore brônquica e traquéia, chegando até a faringe;

  • Podendo

ser

expelidas

com

a

expectoração

ou

ser deglutidas,

atravessando o estômago e chegando no ID;

  • Transformam em adultos jovens 20 a 30 dias após a infecção.

  • Em torno de 60 dias pode ser encontrados ovos nas fezes do hospedeiro.

CICLO BIOLÓGICO

SOLO:

 

fezes

Homem

 Homem Ovos não embrionados (férteis)

Ovos não embrionados (férteis)

CICLO BIOLÓGICO  SOLO: fezes  Homem Ovos não embrionados (férteis) Ovos embrionado (não infectante) Ovos

Ovos embrionado (não infectante)

CICLO BIOLÓGICO  SOLO: fezes  Homem Ovos não embrionados (férteis) Ovos embrionado (não infectante) Ovos

Ovos embrionado (infectante) (15 dias)

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CICLO BIOLÓGICO

  • HOMEM:

    • Ovos embrionados

ingestão

CICLO BIOLÓGICO  HOMEM:  Ovos embrionados ingestão Intestino delgado (eclosão) Vasos sanguíneos e linfáticos Fígado

Intestino delgado (eclosão)

Vasos sanguíneos e linfáticos

Fígado

Coração

Coração Pulmão Traquéia e laringe (deglutição)

Pulmão

Coração Pulmão Traquéia e laringe (deglutição)

Traquéia e laringe (deglutição)

Estômago

Intestino (machos e fêmeas).

24/02/2013 CICLO BIOLÓGICO  HOMEM:  Ovos embrionados ingestão Intestino delgado (eclosão) Vasos sanguíneos e linfáticos

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ASCARIDÍASE

Hábitat:

Formas

adultas

hospedeiros (jejuno e íleo);

vivem

no

intestino

delgado

dos

Transmissão o Ingestão de ovos com L3 (larva filarióide infectante);

o Poeiras e insetos são capazes de veicular mecanicamente ovos infectantes;

o Depósito subungueal; o Manipuladores de alimentos.

ASCARIDÍASE

PATOGENIA

  • LARVAS Lesões hepáticas e pulmonares (infecções maciças)

    • No fígado

pode ser vistos pequenos focos de necrose e focos

hemorrágicos que depois tornam-se fibrosados;

  • Nos pulmões são vistos pontos hemorrágicos na passagem das larvas para os alvéolos (quadro pneumônico);

  • Edema nos alvéolos com infiltrado parenquimatoso eosinofílico;

  • Manifestações alérgicas, febre, bronquite e pneumonia (Síndrome de Loeffler);

  • O catarro pode ser sanguinolento e apresentar larvas de helminto;

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ASCARIDÍASE  Fase de invasão larvária: Síndrome de Loeffler (tosse, febre, eosinofilia, pneumonia);  Fase intestinal:
ASCARIDÍASE
Fase
de
invasão
larvária:
Síndrome
de
Loeffler
(tosse,
febre,
eosinofilia, pneumonia);
Fase
intestinal:
digestão,
dores
abdominais, perda de peso,
irritabilidade;
Obstrução intestinal: enovelamento de vermes adultos;
Migração de vermes adultos para outros locais (apêndice, fígado) –
detectável por raios X;

ASCARIDÍASE

  • PATOGENIA

    • VERMES ADULTOS

      • Ação Tóxica: causa edema, urticária, convulsões epileptiformes;

      • Ação espoliadora: os vermes consomem grande quantidade de proteínas, carboidratos, lipídios e vitaminas A e C;

      • Ação mecânica: causam irritação na parede e podem enovelar-se na luz intestinal, levando a obstrução;

      • Localização ectópica: Áscaris errático;

Apêndice cecal, pancreatite aguda, eliminação dos vermes pela boca e narinas, ouvido médio.

24/02/2013

Vermes adultos removidos do intestino de um paciente com infecção

Vermes adultos removidos do intestino de um paciente com infecção

ASCARIDÍASE

Aspectos clínicos

o O aparecimento das lesões depende : número de larvas, tecido onde se encontrem, sensibilidade do hospedeiro;

o Intestinal: desconforto abdominal, dor epigástrica, má digestão; náuseas, perda de apetite, emagrecimento; irritabilidade, sono intranquilo, manchas branca na pele;

o Em crianças subnutridas e altamente parasitadas é comum o aumento exagerado do volume abdominal (abdome proeminente) além do aspecto geral de depalperamento físico, palidez e tristeza.

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ASCARIDÍASE

  • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

    • Reconhecimento de formas adultas nas fezes

    • Detecção de ovos

o Métodos quantitativos Stoll e Kato – Katz;

o Métodos qualitativos Willis, Hoffmann, Ritchie, etc.

ASCARIDÍASE

ASCARIDÍASE

24/02/2013

ASCARIDÍASE

ASCARIDÍASE

PARASITOLOGIA

  • Causas que contribuem para o aumento das parasitoses

Crescimento desordenado das cidades; Condições de vida e higiene das comunidades; Hábitos e costumes das pessoas; Falta de: abastecimento de água, esgoto, coleta de lixo, tratamento dos dejetos; Moradia inadequada; Salários insuficientes; Nutrição deficiente.

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ASCARIDÍASE

EPIDEMIOLOGIA:

Cosmopolita (encontrado em paises de clima tropical e semi-

tropical);

Fatores que interferem na prevalência do Ascaris lumbricoides:

Baixo nível socioeconômico;

Precárias condições de saneamento básico;

Má educação sanitária;

Grande produção de ovos pela fêmea do parasito (200.000 ovos por dia durante 1 ano);

ASCARIDÍASE

Contaminação

fecal

do

de instalações sanitárias;

solo

ou

piso das habitações, por falta

  • Disseminação

de

ovos

através de poeira, chuvas, insetos;

  • Viabilidade dos ovos no solo durante meses ou anos,

quando

em

condições favoráveis de temperatura e umidade;

 
  • Resistência

dos

ovos

aos

desinfetantes

usuais

devido à

sua

membrana lipídica interna.

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ASCARIDÍASE

  • PROFILAXIA

Melhoria das condições de saneamento básico; Construção de fossas sépticas; Educação sanitária; Lavar as mãos antes de tocar os alimentos; Tratamento das pessoas parasitadas; Proteção dos alimentos contra insetos.

ASCARIDÍASE

Mebendazol

o Inibição seletiva da assimilação de glicose em nematóides e cestóides, determinando maior utilização de glicogênio pelo parasita; assim, os parasitas ficam privados de sua principal fonte de energia;

o O

Mebendazol

é

ativo

contra

e empregado

nematóides

principalmente

para

tratamento

tricuríase,

de

ascaríase,

ancilostomíase e estrongiloidíase;

 

o É pouco absorvido no trato gastrointestinal de modo que é muito

 

em casos de helmintoses intestinais.

eficaz

 

Albendazol