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MIISTÉRIO PÚBLICO DO CEARÁ PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA CAOCRIM - Centro de Apoio Operacional Criminal,

MIISTÉRIO PÚBLICO DO CEARÁ PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA

CAOCRIM - Centro de Apoio Operacional Criminal, da Execução Criminal e Controle Externo da Atividade Policial

RECOMENDAÇÃO N.º 001/2011 – PGJ/CAOCRIM

O Promotor de Justiça de entrância final JOSÉ FRANCISCO DE OLIVEIRA FILHO, respondendo pela Coordenação do Centro de Apoio Operacional Criminal, da Execução Criminal e Controle Externo da Atividade Policial, com arrimo no que propala o art. 5. º, inciso VII, da Constituição Federal, arts. 26, incisos V e VII, da Lei Federal n.º 8.625/93, arts. 115, inciso I, 116, V e VII, da Lei Complementar n.º 72/2008, e no uso de suas atribuições legais, etc.;

Considerando que compete ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais (art. 127, caput, da CF/88);

Considerando que é função institucional do Ministério Público zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição Federal (art. 129, II, da CF/88);

Considerando que constitui uma das funções institucionais do Ministério Público, exercer o Controle Externo da Atividade Policial (art. 129, inciso VII, da CF/88.);

Considerando que às polícias militares cabem a atividade de polícia ostensiva/preventiva na preservação da ordem pública e que, somente lei oriunda de poder competente disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades (art.144, §§ 5.º e 7.º, da C.F.);

Considerando que o Dec. Lei n.º 667/69, em seu art. 3.º, alínea “a”, recita que: as polícias militares são instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Estados, nos Territórios e no Distrito Federal, competindo-lhes, no âmbito de suas respectivas jurisdições, executar com exclusividade, ressalvadas as missões peculiares das Forças Armadas, o policiamento ostensivo, fardado, planejado pelas autoridades policiais competentes, a fim de assegurar o cumprimento da lei, a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos(Nova redação dada pelo Dec. Lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983).

Considerando que a Constituição do Estado do Ceará no seu art. 188, incumbe à Polícia Militar a atividade de preservação da ordem pública em todas as suas modalidades e proteção individual, com desempenhos ostensivos para inibir os atos atentatórios a pessoas e bens;

MLLM

CAOCRIM - Centro de Apoio Operacional Criminal de Execução Criminal e Controle Externo da Atividade Policial Rua 25 de Março, nº 280- Centro – CEP: 60060-120 – Fortaleza-CE -Fone/fax 3452-3716

“ O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.”

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Considerando que a Lei nº 10.145/77, foi recepcionada pelas Constituições Federal e do Estado do Ceará, e que no seu art. 2º, assevera competir à Polícia Militar: I – executar com exclusividade, ressalvadas as missões peculiares das forças armadas, o policiamento ostensivo,

fardado, planejado pelas autoridades policiais competentes, a fim de assegurar o cumprimento da lei,

a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos; II – atuar de maneira

preventiva, com força de dissuasão, em locais ou áreas específicas, onde se presuma ser possível a

perturbação da ordem;

Considerando que, com o advento da Lei Estadual n.º 12.691, de 16 de maio de 1997, ficou estabelecido no seu Art.3º, caput, que a polícia Militar, vinculada operacionalmente à Secretaria da Segurança Pública e Defesa da Social, integrando a estrutura organizacional da Governadoria, exercerá as funções de polícia de segurança, competindo-lhe as atividades de segurança interna do território estadual e de policiamento ostensivo fardado, destinado à proteção e defesa da cidadania, à manutenção da lei e da ordem, à prevenção da criminalidade, à guarda e vigilância do patrimônio público e das vias de circulação, à garantia das instituições da sociedade civil, à defesa dos bens públicos e privados;

Considerando que o exercício de polícia judiciária estadual e da apuração das infrações penais e de sua autoria, através de inquérito policial e de outros procedimentos é de competência exclusiva da polícia civil (ex vi do Art. 184, da Constituição do Estado do Ceará, e Art. 4º, inciso I, da Lei Estadual n.° 12.124, de 06.07.93 – Estatuto da Polícia Civil de Carreira), salvo se norma superveniente e constitucional vier modificar a regra legal vigente.

Considerando que, com a implantação de um novo sistema de segurança pública nesta unidade federativa, com a instalação dos novos Distritos Modelos que, dentre outras vantagens, são para uma melhor prestação de serviços de segurança pública, estimulou a integração das instituições policiais civil e militar, porém, essa atuação conjunta não permite, com base na lei, a invasão de atribuições entre seus integrantes, nem que sejam desviadas suas reais finalidades institucionais, previamente estipuladas na Constituição Federal, Constituição Estadual e Normas infraconstitucional.

Considerando que o serviço de inteligência no âmbito da Polícia Militar do Ceará, é desenvolvido na capital e região metropolitana, única e exclusivamente pela 2.ª Seção, que é vinculada diretamente ao Comando Geral da Polícia Militar do Ceará, e que tem como objetivo colher informações sigilosas de comportamento e conduta dos próprios integrantes dessa instituição militar e que, no interior do Estado, a critério do Comando Geral da PMCE, usando do princípio da conveniência, poderá ser exercido tão somente nos Batalhões da PMCE(art. 14, §§ 1.º e 2º, da Lei n.º

10.145/97);

Considerando a legitimidade e o amparo legal da Portaria n.º 1.492/2007-GS/SSPDS,

da lavra do Ex-Secretário da Segurança Pública e Defesa Social – Dr. Roberto das Chagas Monteiro, emitida na mais lídima obediência as legislações pertinentes ao assunto, onde estabeleceu e fez valer

as regras exigidas legalmente para a atividade de inteligência pela Polícia Militar do Ceará;

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“ O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.”

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Considerando que a Portaria 0034/2011, da lavra do Exm.º Sr. Secretário da Segurança Pública e Defesa Social – SSPDS – Cel/QOPM Francisco José Bezerra Rodrigues, tornou sem efeito a Portaria n.º 1492/2007 – GS, da lavra do Secretário da Segurança Pública anterior, onde estabelece essa nova portaria, que a matéria objeto da Portaria revogada será regulamentada através de nova publicação do atual Secretário da Segurança Pública e Defesa Social;

R E C O M E N D A:

1.º) À sua Excelência senhor Secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará – SSPDS/CE, que embora revogando a legítima e legal Portaria n.º 1492/2007, do Ex-Secretário da Segurança Pública e Defesa Social – Dr. Roberto das Chagas Monteiro, que no momento de regulamentação da matéria(serviço de inteligência pela PMCE), sejam observadas todas as regras jurídico-legais, principalmente, de que essa atividade de Inteligência no âmbito da sociedade cearense, deve continuar sendo de exclusividade da polícia judiciária civil, e que no âmbito da instituição militar deverá limitar-se na coleta de informações de atividades desenvolvidas pelos próprios integrantes da Polícia Militar do Ceará, sob pena de afronta às normas constitucionais e infraconstitucionais.

2.º) Que reativada a atividade de inteligência pela 2ª Seção da PMCE, esta permaneça vinculada na capital e região metropolitana, ao próprio Comando Geral da PMCE, através de seu Estado Maior, vedando-se a implantação de seções de inteligência junto às companhia e batalhões militares, excetuando-se os batalhões sediados no Interior do Estado do Ceará, que poderá exercer a atividade, à critério do Comando Geral da PMCE.

3.º) Que fique vetado o exercício de qualquer atividade investigatória por parte de policiais militares integrantes do serviço de inteligência da PMCE, por ser privativa da polícia judiciária civil e que qualquer modificação das normas atuais dependerá de legislação federal, salvo se a investigação à ser levada a efeito for com relação a integrantes da Polícia Militar do Ceará e isso, em crimes propriamente militares, de competência exclusiva da Justiça Militar do Estadual.

4.º) A presente RECOMENDAÇÃO tem por objetivo prevenir responsabilidades no campo Administrativo e Penal, e sua inobservância violará, induvidosamente, a Constituição Federal, a Constituição do Estado do Ceará e demais legislações infraconstitucionais, o que obrigará o Ministério Público do Ceará, através do CAOCRIM, buscar a via jurisdicional para provável recomposição da ordem jurídica porventura ameaçada.

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“ O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.”

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Registre-se e cientifique-se o Excelentíssimo Senhor Secretário da Segurança Pública e Defesa Social, o ilustre Procurador Geral do Estado do Ceará, os Ilustres Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Ceará e Chefe da Casa Militar do Governo do Estado do Ceará, o Senhor Superintendente da Polícia Civil do Estado do Ceará, o Senhor Corregedor Geral dos Órgãos da Segurança Pública e Defesa Social, a Douta Procuradoria Geral da República no Ceará e o Senhor Superintendente Regional do Departamento de Polícia Federal no Ceará, para providências preventivas no campo de suas competências.

Fortaleza(CE), 13 de janeiro de 2011.

JOSÉ FRANCISCO DE OLIVEIRA FILHO Coordenador Adjunto do Centro de Apoio Operacional Criminal, da Execução Criminal e Controle Externo da Atividade Policial.

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“ O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.”