APOSTILA DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

E.T.E. João Luiz do Nascimento Disciplina: Instalações elétricas Professora: Delirose Ramos Etapa 2 – Projeto Industrial

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1.1

LUMINOTÉCNICA
Apresentação

A principal função das lâmpadas é fornecer energia luminosa. Para tanto, elas contam com o auxílio das luminárias e, eventualmente, de outros componentes auxiliares. A função das luminárias é melhorar a distribuição luminosa, fornecer proteção contra intempéries, além de possibilitar a ligação da lâmpada à rede elétrica. Os ambientes (industriais, comerciais, escritórios, salas de aula, etc) devem ser suficientemente iluminados para se obter o melhor rendimento possível nas tarefas a executar. Um bom projeto de iluminação requer a adoção dos seguintes pontos fundamentais:  Nível de iluminamento suficiente para cada atividade específica;  Distribuição espacial da luz sobre o ambiente;  Escolha da cor da luz e seu respectivo rendimento;  Escolha apropriada dos aparelhos de iluminação;  Tipo de execução das paredes e pisos;  Iluminação de acesso. Para execução de um projeto de iluminação, o eletrotécnico deverá dispor de informações tais como atividades a serem executadas no local, cores do piso, parede e teto, altura de trabalho, além dos projetos existentes do local.

1.2

Grandezas fundamentais
 FLUXO LUMINOSO (Φ) – É a potência de radiação total emitida por uma fonte de luz, ou seja, é a potência de energia luminosa de uma fonte percebida pelo olho humano. Sua unidade de medida é o lúmen [lm]. Cada lâmpada apresenta fluxo luminoso diverso. EFICIÊNCIA LUMINOSA – É a relação entre o fluxo luminoso e a potência elétrica de uma mesma lâmpada. É medido em lumens/Watt [lm/W]. INTENSIDADE LUMINOSA (I) – É a potência da radiação luminosa em uma dada direção. A intensidade luminosa é a grandeza de base do Sistema Internacional (SI) para iluminação e a sua unidade de medida é a candela (cd).

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 ILUMINÂNCIA OU ILUMINAMENTO (E) – É a relação entre o fluxo luminoso incidente em uma superfície e a área da superfície sobre a qual este incide. Sua unidade é o LUX. ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE CORES (IRC) – Representa o valor percentual médio referente à sensação de reprodução da cor, baseado em uma série de cores padrão. A partir desse conceito, considera-se razoável uma lâmpada com IRC em torno de 60, 80 pode ser considerado bom e 90 excelente. Porém, a utilização ou descarte de uma opção de lâmpada pelo seu IRC dependerá da aplicação de projeto da mesma.

TEMPERATURA DE COR – Existe uma correlação entre a temperatura de uma fonte luminosa e sua cor. Essa correlação obedece a Lei de Planck, conforme o gráfico abaixo.

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As cores quentes vão até 3.000K e realçam os vermelhos e seus derivados, são empregadas quando se deseja uma atmosfera íntima, como em residências, bares e restaurantes. As cores neutras situam-se entre 3.000K e 4.000K, ficam entre os tons vermelhos e azuis e são mais utilizadas em ambientes comerciais. As cores frias possuem temperatura acima de 4.000K e realçam os azuis e seus derivados, são empregadas onde se deseja uma atmosfera formal, precisa e limpa, como em escritórios e fábricas.

1.3

Tipos de lâmpadas
 LÂMPADAS INCADESCENTES – Consistem num filamento de tungstênio espiralado que é levado à incandescência pela passagem da corrente (efeito joule), nesse filamento. A oxidação desse filamento é evitada pela presença de gás inerte (Níquel ou Argônio) ou vácuo dentro do bulbo. As lâmpadas incandescentes são sensíveis à variação de tensão. Quando submetidas à sobretensão, sua eficiência, sua corrente elétrica e seu fluxo luminoso se elevam, ao passo que sua vida útil cai drasticamente.

- Efeitos da variação de tensão nas lâmpadas incandescentes: sobretensões e subtensões podem ter efeitos drásticos em determinadas
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características das lâmpadas incandescentes, como por exemplo alteração da sua vida útil ou do seu fluxo luminoso, esses valores podem ser calculados de acordo com as fórmulas que se seguem:

Onde,

LÂMPADAS DICRÓICAS – São lâmpadas incandescentes com elementos halógenos como o Bromo e o Iodo adicionados ao seu bulbo, desta forma obtém-se um fluxo luminoso com maior temperatura de cor e maior eficiência luminosa, nesses casos, se faz necessária a utilização de bulbo de quartzo, pois o mesmo suporta temperaturas mais elevadas. Possuem refletor com espelho multifacetado numa base bipino. São ótimas para fins decorativos.

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LÂMPADAS FLUORESCENTES – São lâmpadas que utilizam a descarga elétrica através de um gás para produzir energia luminosa. Para as chamadas lâmpadas de partida lenta são necessários dois equipamentos auxiliares: reator e starter. As de partida rápida dispensam o starter.

LÂMPADAS VAPOR DE MERCÚRIO - Constam de um tubo de descarga feito de quartzo para suportar elevadas temperaturas, tendo em cada extremidade um eletrodo principal, de tungstênio recoberto com material emissor de elétrons. Quando uma tensão é aplicada à lâmpada cria-se um campo elétrico entre o eletrodo auxiliar e o principal. Forma-se um arco elétrico entre eles provocando o aquecimento dos óxidos emissores, a ionização do gás e a formação de vapor de mercúrio. Depois que o meio interno tornou-se ionizado, a impedância elétrica torna-se reduzida e, como a do circuito de partida é elevada (devido ao resistor), este torna-se praticamente inativo, passando a descarga elétrica a ocorrer entre os eletrodos principais. Página 6

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Com o aquecimento do meio interno a pressão dos vapores cresce com o conseqüente aumento do fluxo luminoso. O período de partida leva alguns segundos, e a lâmpada só entra em regime aproximadamente 6 minutos após ligada a chave. Se a lâmpada é apagada, o mercúrio não pode ser reionizado até que a temperatura do arco seja diminuída suficientemente, isto leva de 3 a 10 minutos, dependendo das condições externas e da potência da lâmpada.

 LÂMPADAS VAPOR DE SÓDIO – Produzem uma luz monocromática amarela, sem ofuscamento, e são apresentadas como a melhor solução para iluminação em locais onde existe névoa ou bruma. As lâmpadas a vapor de sódio a alta pressão têm um tubo de descarga de óxido de alumínio sinterizado, encapsulado por um bulbo oval de vidro. O tubo de descarga é preenchido por uma amálgama de sódio-mercúrio, além de uma mistura gasosa de neônio e argônio, utilizada para a partida. As lâmpadas de sódio são produzidas para substituir as lâmpadas vapor de mercúrio diretamente nas potências equivalentes, devendo-se observar que as luminárias não devem causar um excessivo aumento da tensão de arco.

LÂMPADAS VAPOR METÁLICO – São lâmpadas de vapor de mercúrio nas quais se introduzem outros elementos (iodetos, brometos) em seu tubo de descarga, de forma que o arco elétrico se realize numa atmosfera de vários vapores misturados. Obtém-se assim maiores eficiências luminosas, até 90 lm/W e melhor composição espectral. São especialmente recomendadas quando se quer ótima qualidade na reprodução de cores como em lojas,
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shoppings, estádios, pistas de corrida, principalmente quando se pretende televisionamento em cores. Todas as lâmpadas a vapor metálico requerem um reator e um ignitor, os quais influenciam sua performance, ademais a tensão não deve flutuar mais que ± 5% da tensão do reator.

LÂMPADAS DE LUZ MISTA – Constam de um tubo de arco de vapor de mercúrio em série com um filamento incandescente de tungstênio que, além de produzir fluxo luminoso, funciona como elemento de estabilização da lâmpada. Reúne características das lâmpadas incandescentes, fluorescentes e vapor de mercúrio, pois: - A luz do filamento emite luz incandescente; - A luz do tubo de descarga a vapor de mercúrio emite intensa luz azulada - A radiação invisível (ultravioleta), em contato com a camada fluorescente do tubo, transforma-se em luz avermelhada.

LÂMPADAS DE LUZ NEGRA – São similares às lâmpadas vapor de mercúrio, a única diferença é o vidro utilizado na confecção da ampola externa. O bulbo é de vidro com óxido de níquel (vidro de Wood), que sendo transparente ao ultra-violeta, absorve grande parte do fluxo emitido. Estas lâmpadas são utilizadas em setores de qualidade, para melhor análise de erros de fabricação, em institutos de criminalística para verificação de impressões digitais, etc.

1.4

Tipos de luminárias

Luminárias são aparelhos destinados a proteger as lâmpadas, orientar ou concentrar o facho luminoso, difundir a luz, reduzir o ofuscamento, e proporcionar um bom efeito decorativo.

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 ILUMINAÇÃO RESIDENCIAL – Neste tipo de iluminação as luminárias para lâmpadas incandescentes e fluorescentes compactas possuem larga utilização, porém estas últimas, por sua notória eficiência energética tem ganhado muito espaço nesse tipo de iluminação. Também as fluorescentes tubulares são utilizadas, mas, por causa de sua complexidade, em escala bem menor.

ILUMINAÇÃO INDUSTRIAL – Na indústria, a aplicação das luminárias é distinta de acordo com o tipo de indústria, o tipo de área interna, a atividade a ser exercida, a atmosfera de trabalho, dentre outras. De um modo geral, para galpões com alto pé direito têm sido bastante utilizados os refletores com lâmpadas vapor de mercúrio ou vapor metálico. Para indústrias com pé direito mais baixo, as luminárias fluorescentes têm sido mais utilizadas. Em áreas externas utiliza-se com grande freqüência projetores com lâmpadas vapor de sódio, metálico ou mercúrio.

ILUMINAÇÃO COMERCIAL – Os escritórios, lojas e shoppings, em sua maioria, utilizam luminárias para lâmpadas fluorescentes. É uma solução simples, de baixo custo e eficiência razoável.

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ILUMINAÇÃO PARA ESTÁDIOS E VIAS PÚBLICAS – Para essas aplicações são utilizadas luminárias próprias, sendo o mais indicado para estádios a utilização de conjuntos de projetores, que podem ser instalados em um único pórtico ou distribuídos, e para iluminação pública luminárias próprias para poste.

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 ILUMINAÇÃO DECORATIVA – De forma geral são utilizadas luminárias para lâmpadas dicróicas com fachos direcionados para enfatizar determinado objeto.

1.4.A ILUMINAÇÃO DE FACHADAS – São utilizados projetores mais baixos que os prédios, com vidros em cores, para realçar a edificação.

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1.5 Cálculo luminotécnico
 MÉTODO DOS LÚMENS OU MÉTODO DO FLUXO LUMINOSO É o método mais utilizado para calcular e consiste em determinar a quantidade de fluxo luminoso para determinado ambiente, levando em consideração a atividade a ser desenvolvida no ambiente, cores de piso e teto, altura, etc. A utilização deste método é realizada conforme os passos a seguir: 1º Passo: Verificação do fluxo luminoso necessário:

ILUMINÂNCIA: Depende do tipo de atividade a ser executada no local, a tabela abaixo sugere alguns valores, porém, a mesma pode variar de uma norma para outra.

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FATOR OU COEFICIENTE DE DEPRECIAÇÃO: É a relação entre o fluxo luminoso emitido por uma luminária no fim do período considerado para iniciar o processo de manutenção e o fluxo emitido no início de sua operação. As tabelas abaixo trazem exemplos de como pode ser verificado o coeficiente de depreciação, no entanto, a metodologia varia entre autores e fabricantes.

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COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO: Representa a relação entre o fluxo luminoso que chega ao plano de trabalho e o fluxo luminoso total emitido pelas lâmpadas. Depende das dimensões do ambiente, do tipo de luminária e da pintura das paredes. São utilizados os seguintes parâmetros: a) Teto:  Branco = 70%  Claro = 50%  Escuro = 30% b) Paredes:  Claro = 50%  Escuro = 30% c) Piso:  Escuro = 10% Feito isso, calcula-se o fator K, que é o chamado índice do recinto, a partir das dimensões do mesmo.

Onde: K – Índice do recinto A – Comprimento do recinto (em metros) B – Largura do recinto (em metros) H – altura da fonte de luz ao plano de trabalho (em metros). Encontrados os valores de reflexão do teto, parede e piso, e com o índice do recinto calculado, basta procurar na tabela abaixo o valor de fator de utilização a ser utilizado.

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OBS: Na tabela constam valores médios de luminárias fluorescentes, porém, para cada tipo específico de luminária a um conjunto de valores a ela agregados. 2º Passo: Cálculo da quantidade de luminárias:

3º Passo: Distribuição das luminárias: A distribuição das luminárias deve ser uniforme, de modo que não haja no ambiente pontos escuros. Essa distribuição faz-se, via de regra, respeitando-se as dimensões conforme figura a seguir:

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MÉTODO PONTO POR PONTO
Este método permite o cálculo da iluminância em qualquer ponto da superfície, especificamente, para cada projetor cujo facho atinja o ponto considerado. O somatório de todas as contribuições individuais irá compor a iluminância total.

ILUMINAMENTO HORIZONTAL: É a soma das contribuições do fluxo luminoso de todas as luminárias num ponto do plano horizontal. Pode ser calculado conforme equação abaixo:

I – Intensidade do fluxo luminoso (em candelas) α – ângulo entre uma dada direção do fluxo luminoso e a vertical que atravessa o centro da lâmpada. H – Altura vertical da luminária ao plano de trabalho (em metros)

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O iluminamento total será o somatório do iluminamento correspondente a cada luminária cujo fluxo luminoso incida sobre o plano. ILUMINAMENTO VERTICAL: É a soma das contribuições do fluxo luminoso de todas as luminárias num ponto do plano vertical. Pode ser calculado conforme equação abaixo:

I – Intensidade do fluxo luminoso (em candelas) α – ângulo entre uma dada direção do fluxo luminoso e a vertical que atravessa o centro da lâmpada. D – Distância entre a luminária e o ponto localizado na vertical (em metros)

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2.1

ATERRAMENTO INDUSTRIAL
Apresentação
Um sistema de aterramento visa à:  Segurança de atuação da proteção;  Proteção das instalações contra descargas atmosféricas;  Proteção do indivíduo contra contatos com partes metálicas da instalação energizadas acidentalmente;  Uniformização do potencial em toda área do projeto, prevenindo contra lesões perigosas que possam surgir durante ma falta faseterra.

Os problemas gerados pelo mau aterramento em uma instalação são inúmeros, podem ser citados alguns, conforme abaixo:  Falhas no sistema de comunicação entre máquinas, principalmente se o protocolo de comunicação for RS-232;  Excesso de interferências eletromagnéticas;  Aquecimento anormal de equipamentos como conversores e inversores;  Funcionamento irregular de computadores, constantes travamentos;  Queima de Circuitos Integrados e placas eletrônicas sem razão aparente;  Possíveis interferências nas imagens de monitores de vídeo.

2.2

Conceitos

Tensão de contato: é a tensão que pode aparecer acidentalmente, quando da falha de isolação entre duas partes simultaneamente acessíveis. Tensão de toque: ocorre quando há um contato entre uma pessoa e um equipamento sujeito a uma tensão de contato.

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Tensão de passo: quando uma corrente elétrica é descarregada para o solo, ocorre uma elevação do potencial em torno do eletrodo de aterramento, formando-se uma distribuição de queda de tensão, mais intensa próximo ao eletrodo e de menor intensidade a medida em que se afasta deste. Nessas condições, uma pessoa que esteja nesta área e afaste as pernas para caminhar poderá ter um pé exposto a um nível de tensão e o outro, em outro nível de tensão, a esta ocorrência é dado o nome de tensão de passo.

Massas: são partes metálicas do intencionalmente energizadas.

sistema,

mas

que

não

são

2.3

Choque Elétrico

Choque elétrico é uma perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no corpo humano, quando por ele circula uma corrente elétrica. Os efeitos dependem de diversos fatores, tais como:  Percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: é mais perigoso quando passa pelo coração.

 Intensidade da corrente elétrica: quanto maior a intensidade maior será a possibilidade de causar contração muscular.
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 Tempo de duração do choque elétrico: quanto maior for o tempo que uma pessoa for submetida ao choque elétrico, piores serão os efeitos.  Área de contato do choque elétrico: quanto maior a área, maior a corrente elétrica.  Pressão de contato: quanto maior a pressão, menor é a resistência do contato.  Frequência da corrente elétrica: As frequências situadas entre 20 e 100Hz são especialmente perigosas para o corpo humano, uma vez que estas se situam na faixa em que a probabilidade de ocorrência de fibrilação ventricular é maior.  Tensão elétrica: quanto maior a tensão, maior a corrente e piores os efeitos.  Espraiamento da corrente de choque pelo corpo humano: quais são os órgãos do indivíduo atingidos pela corrente elétrica?  Condições da pele do indivíduo: quanto mais úmida estiver a pele, menor a resistência.

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 Constituição física do indivíduo: indivíduos de menor peso possuem menor resistência, consequentemente, mais corrente passará por ele.  Estado de saúde do indivíduo: quanto mais saudável, menores os danos causados.

As manifestações em decorrência de um choque elétrico são:  Asfixia: quando ocorre o choque elétrico, o diafragma da respiração se contrai tetanicamente, cessando assim a respiração.  Fibrilação ventricular: a atividade elétrica do coração fica desordenada, as fibras musculares tremulam ao invés de pulsarem ordenadamente e o sangue acaba não sendo bombeado adequadamente, o que pode resultar em parada cardíaca.  Queimaduras profundas (necrose): com a passagem da corrente ocorre o efeito joule, que produz queimaduras no corpo humano. A resistência do corpo humano normalmente varia de uma pessoa para outra e cada parte do corpo possui um valor distinto, a figura a seguir traz valores típicos de resistência do corpo humano considerando um adulto médio.

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A pele úmida possui resistência praticamente nula, o que agrava ainda mais os efeitos do choque elétrico, uma vez que quanto menor for a resistência, maior será a corrente elétrica a qual o indivíduo será submetido. O choque elétrico pode acontecer de duas formas: por contato direto ou por contato indireto. Contato direto: o indivíduo entra em contato com uma parte do sistema que deveria estar energizadas, como por exemplo, barramentos, cabos elétricos, etc. Contato indireto: o indivíduo entra em contato com uma parte do sistema que naturalmente não deveria estar energizada, como por exemplo, portas de geladeira, tubulações metálicas, quadros elétricos metálicos, etc. A figura a seguir mostra graficamente os efeitos dos níveis de corrente x tempo no corpo humano.

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2.4 Materiais utilizados em aterramento industrial

Para construção do sistema de aterramento são necessários alguns componentes, os principais são:  Eletrodo de terra (ou eletrodos verticais): podem ser de aço galvanizado ou aço cobreado. O de aço galvanizado tem seu uso restrito, devido ao fato do mesmo sofrer corrosão. O de aço cobreado possui elevada resistência à corrosão e é mais utilizado.

 Condutor de aterramento: são utilizados condutores de cobre nu, cujas bitolas mínimas são definidas de acordo com o solo. Para solos ácidos a seção não deve ser inferior a 16mm², para solos de natureza alcalina ou em subestações a seção mínima deve ser de 25mm².

 Caixa de inspeção: as caixas de inspeção são necessárias, como o próprio nome já diz, para futuras inspeções do sistema de aterramento. Devem possuir tampa removível.

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 Conexões: são elementos metálicos utilizados para conectar os condutores nas emendas ou derivações. Os tipos mais utilizados são os conectores aparafusados e as conexões exotérmicas.

Os conectores aparafusados, mostrados na figura a seguir, são peças metálicas utilizadas na emenda de condutores, sempre que possível deve ser evitado o seu uso em condutores de aterramento.

Conexões exotérmicas são um processo de conexão a quente onde se verifica uma fusão entre o elemento metálico de conexão e o condutor. A figura a seguir mostra alguns modelos de conexão exotérmica.

 Condutor de proteção: é o condutor utilizado para a ligação das massas aos terminais de aterramento parcial e principal.

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2.5 Projeto de aterramento industrial

Devido à incerteza e à dificuldade na obtenção dos dados, é suficiente que o dimensionamento do aterramento forneça, no mínimo, as seguintes indicações:  Os materiais a utilizar  A geometria do eletrodo  A locação no terreno Na prática, utiliza-se um eletrodo em anel, ao redor da edificação, que pode ser constituído por condutores horizontais e hastes interligadas entre si, diretamente enterrados no solo e/ou pelas próprias ferragens das fundações da edificação A geometria das hastes de terra normalmente é realizada conforme a figura a seguir.

Já a malha de terra é composta pela combinação de hastes e condutores que tem também a função de equalizar os potenciais na superfície do terreno, controlando as tensões de passo e de contato em níveis suportáveis ao corpo humano. A resistência de aterramento não deve ser superior a 10 ohms a qualquer época do ano, e no caso de atmosferas explosivas, essa resistência não deve ser superior a 1ohm a qualquer época do ano. A figura a seguir mostra as dimensões mínimas de eletrodos de aterramento de acordo com a NBR-5410.

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2.6

Procedimentos para medição do aterramento

A resistência elétrica de um sistema de aterramento depende de dois fatores:  A resistividade aparente do solo para aquela malha de terra específica;  A geometria e a forma que foram adotadas no projeto da malha de terra. Resistividade aparente do solo é a resistividade vista por um particular sistema de aterramento. O solo é composto por diversas camadas horizontais com formação geológica diferente, e, naturalmente, resistividades distintas. Embora existam diversas camadas, para efeitos de modelagem, considera-se o solo estratificado em duas camadas, a partir da superfície. A medição deve ser realizada após a terraplanagem e depois de decorrido algum tempo para a estabilização físico-química do solo. A medição de terra é realizada através do equipamento chamado terrômetro, utilizando hastes de aterramento auxiliares. Consiste em aplicar
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uma tensão entre o sistema a ser medido e um terra auxiliar e medir a resistência de terra até o ponto desejado. A figura a seguir esquematiza uma medição de aterramento utilizando o terrômetro.

Caso o eletrotécnico não possua um terrômetro, ele ainda pode ter uma noção da qualidade do aterramento ligando uma lâmpada a uma fase e à haste de aterramento. Quanto maior a luminosidade apresentada pela lâmpada, melhor será a qualidade do aterramento. Essa montagem pode ser verificada na figura a seguir.

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3.1

SPDA INDUSTRIAL
Introdução e conceitos

O SPDA (Sistema de Proteção contra Descarga Atmosféricas) é um sistema completo destinado a proteger uma estrutura contra os efeitos das descargas atmosféricas. É composto de um sistema externo e de um sistema interno de proteção.  Sistema externo de proteção: consiste em subsistema de captores, subsistema de condutores de descida e subsistema de aterramento.  Sistema interno de proteção: conjunto de dispositivos que reduzem os efeitos elétricos e magnéticos da corrente de descarga atmosférico dentro do volume a proteger (DPS – Dispositivo de Proteção contra Surtos). O SPDA possui duas funções principais:  Oferecer à descarga atmosférica um caminho preferencial à terra, reduzindo os riscos de sua incidências sobre as estruturas;  Diminuir o crescimento da distribuição de potencial elétrico entre o solo e as nuvens, por meio do permanente escoamento de cargas do meio ambiente para a terra. Descarga atmosférica: descarga elétrica de origem atmosférica entre uma nuvem e a terra ou entre nuvens, consistindo em um ou mais impulsos de vários kA. Raio: um dos impulsos elétricos de uma descarga atmosférica para a terra. Relâmpago: luz gerada pelo arco elétrico do raio. Trovão: ruído produzido pelo deslocamento do ar devido ao súbito aquecimento causado pela descarga do raio. Poder das pontas: refere-se à propriedade das pontas metálicas de propiciar o escoamento das cargas elétricas para a atmosfera.

3.2

Formação das descargas atmosféricas

Pensando a nuvem como um imenso bipolo, em que as cargas positivas se situam na parte superior e as cargas negativas na parte inferior, a nuvem
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carregada induz no solo cargas positivas, que ocupam uma área correspondente ao tamanho da nuvem. Como a nuvem é arrastada pelo vento, a região de cargas positivas no solo acompanha o deslocamento dela, formando uma forma de sombra de cargas positivas que seguem a nuvem. O bipolo possui uma altura de 10 a 15 quilômetros. A diferença de temperatura entre a base e o teto da nuvem provoca a formação de correntes ascendentes no centro da nuvem e descendentes nas bordas. Essas correntes de ar deslocando as partículas provocaria o atrito e consequente carregamento, formando o bipolo. Ocorre um raio quando a diferença de potencial entre a nuvem e a superfície da terra ou entre duas nuvens é suficiente para ionizar o ar. Os átomos do ar perdem alguns de seus elétrons, dando início a uma corrente elétrica (descarga).

3.3

Tipos de SPDA

Edificações em geral e linhas de transmissão devem ser protegidas contra a incidência direta de raios. Os requisitos básicos para a instalação de um SPDA depende do tipo de estrutura que se quer proteger. As estruturas consideradas comuns são as edificações residenciais, comerciais e industriais com exceção de chaminés. Os principais elementos utilizados num SPDA são:

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 Captor: podem ser do tipo natural ou não natural. Captores naturais são aqueles elementos condutores potencialmente expostos a uma descarga atmosférica, podemos citar como exemplo as estruturas metálicas constituídas por tanques e tubos com espessura mínima da parede de 0,5mm de aço galvanizado. Os captores não naturais são constituídos de elementos metálicos como uma haste condutora.  Mastro ou haste: é o suporte do captor do tipo Franklin, sendo constituído de um tubo de cobre de comprimento entre 3 e 5 metros e 55 milímetros de diâmetro.  Isolador: é a base de fixação o mastro ou haste. Normalmente é utilizado um isolador de porcelana vitrificada ou vidro temperado, para 10kV.  Condutor de descida: é o condutor metálico que faz a ligação entre o mastro ou captor e o eletrodo de terra.  Aterramento: conjunto de eletrodos e cabos conectados que compõem o sistema de ligação à terra. A norma brasileira admite 3 modelos de proteção contra descargas atmosféricas: Método de Franklin, Método de Faraday e Modelo Eletrogeométrico,  Método de Franklin: consiste em se determinar o volume de proteção propiciado por um cone, cujo ângulo da geratriz com a vertical varia segundo o nível de proteção desejado e para uma determinada altura da construção. A tabela a seguir fornece o ângulo máximo de proteção para uma altura da construção não superior a 20 metros.

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(A) – Aplicam-se somente os métodos eletrogeométrico, malha ou gaiola de Faraday. (B) - Aplica-se somente o método da gaiola de Faraday. O Método de Franklin é indicado para aplicação em estruturas muito elevadas e de pouca área horizontal, onde se podem utilizar uma pequena quantidade de captores, o que torna o projeto economicamente interessante. O cálculo para instalação de pára-raios pelo Método de Franklin começa com a verificação da zona de proteção. A proteção é dada por um cone cujo vértice corresponde à extremidade superior do captor e cuja geratriz faz um ângulo α com a vertical, propiciando um raio de base do cone de valor dado pela equação a seguir.

Onde: Rp – Raio da base do cone de proteção, em metros; Hc – Altura da extremidade do captor, em metros; α – Ângulo de proteção com a vertical, de acordo com a tabela de altura do captor. Se houver mais de um captor, pode-se acrescer 10 graus ao ângulo α. O número de condutores de descida é dado em função do nível de proteção desejado e do afastamento entre os condutores de descida.

Onde: Ncd – Número de condutores de descida; Pco – Perímetro da construção, em metros; Dcd – Distância entre os condutores de descida, conforme tabela a seguir.

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 Método de Faraday: consiste em envolver a parte superior da construção com uma mala captora de condutores elétricos nus, cuja distância entre eles é função do nível de proteção desejado. O comprimento do módulo deve ser menor ou igual ao fator de multiplicação (normalmente 1,5) multiplicado pela largura do módulo, que é dada pela tabela a seguir, de acordo com o nível de proteção.

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É indicado para edificações com altura relativamente baixa, porém com grande área horizontal, no entanto, para edificações com altura superior a 60 metros, é obrigatório o emprego do Método de Faraday. Recomenda-se a instalação de captores de 50cm com distância não superior a 8 metros entre captores. A figura a seguir mostra um exemplo de instalação completa do Método de Faraday.

 Modelo Eletrogeométrico: é baseado na delimitação do volume de proteção dos captores de um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, podendo ser utilizadas hastes, cabos ou
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mesmo uma combinação de ambos. É empregado especialmente em estruturas de grande altura e/ou formas arquitetônicas complexas. Também é conhecido como método das esferas rolantes. Ao rolar a esfera fictícia sobre o solo e sobre o sistema de proteção se delimita a região em que ela não toque, formando assim a zona protegida. O raio da esfera pode ser determinado a partir da equação a seguir.

Onde: Re – Raio da esfera (em metros) Imax – Valor máximo da corrente de crista do primeiro raio negativo (em kA) Os valores do raio são limitados em função do nível de proteção desejado, conforme tabela a seguir.

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4.1

MATERIAIS UTILIZADOS NA INDÚSTRIA
Tomadas elétricas

Além das tomadas universais 2P+T utilizadas tanto nos sistemas prediais quanto industriais, na indústria são muito utilizadas as tomadas com IP (grau de proteção) elevado, não apenas monofásicas, mas também trifásicas.

4.2

Eletrodutos

Os eletrodutos mais utilizados na área industrial são os de PVC, os do tipo kanalex e os em ferro galvanizado.

Eletroduto rígido

em

PVC Mais utilizados em instalações aparentes ou subterrâneas, em áreas pouco propícias a choques mecânicos Mais utilizados enterrados no chão, com ou sem envelopamento.

Kanalex

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Eletroduto em galvanizado ferro Utilizados de forma aparente, especialmente em instalações industriais.

Os eletrodutos rígidos são montados com o auxílio das caixas de ligação, que podem ser adquiridas de acordo com o tipo, dependendo da necessidade do projeto, conforme pode ser verificado a seguir.

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4.3

Leitos, eletrocalhas e perfilados

Nos trechos em que passam grandes quantidades de cabos, uma solução prática e econômica é a utilização dos leitos e eletrocalhas. Podem ser utilizadas nas áreas internas e externas, tanto em ambientes comerciais quanto industriais. Normalmente são galvanizadas a fogo, mas eventualmente podem ser em PVC. A NBR-5410 determina que a instalação só seja utilizada em estabelecimentos industriais ou comerciais em que a manutenção seja sistemática e executada por “pessoas advertidas ou qualificadas”. Os cabos a serem colocados em prateleiras são isolados e com cobertura. Deve haver, acima do leito ou prateleira, espaço suficiente para que sejam feitas a instalação e a manutenção dos cabos.  Eletrocalha: via de regra, suportam menor peso do que os leitos para cabos, podem ser no formato U ou C, a figura a seguir mostra uma eletrocalha do tipo U.

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 Leito: são utilizados quando é necessário que grande peso seja suportado. A figura a seguir mostra um leito para cabos.

 Acessórios: Para conexão de leitos e eletrocalhas, existem peças pré-fabricadas que auxiliam no processo. As figuras a seguir mostram algumas das peças utilizadas.

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4.4

Canaletas PVC

Servem para organizar os cabos dentro dos quadros elétricos, disponíveis em diversos tamanhos de largura e altura.

4.5

Disjuntores
Servem para proteção contra curto-circuito e sobrecarga.

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4.6 Quadros de Distribuição

Abrigam os alimentadores e demais componentes elétricos força e comando.

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APOSTILA DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EXERCÍCIOS
1) Assinale a opção correspondente a tipo ou material que não é aceitável como eletrodo de aterramento. a) b) c) d) Fita de cobre zincada Canalização metálica de água Haste de seção circular de aço zincada a quente ou inoxidável Haste de seção circular de aço revestida de cobre pó eletrodeposição e) Tubo de cobre nu 2) Os dados nominais referentes à potência e fluxo luminoso de cinco lâmpadas são mostrados na tabela a seguir.

As duas lâmpadas que apresentam as maiores eficiências luminosas, em lm/W, são a) b) c) d) e) I e IV IeV II e III II e IV III e V

3) O fusível tipo NH possui elevada capacidade de interrupção, sendo projetado para algumas faixas de corrente e apropriados para uso industrial. Para substituir esse fusível com maior agilidade e segurança, é apropriado utilizar: a) b) c) d) Chave de fenda Alicate de bico curvo Punho saca-fusível Luva para extração de fusível
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e) Tarraxa universal

4) Em relação aos disjuntores, analise as afirmativas abaixo: I – Os disjuntores termomagnéticos têm atuação pelo efeito térmico, caso o tipo de falha seja por curto-circuito; II – Os disjuntores termomagnéticos têm vantagens sobre os fusíveis, na proteção contra curto-circuito, por não serem destruídos quando de uma atuação. III – Os disparadores eletromagnéticos dos disjuntores podem ser do tipo instantâneo ou temporizado. IV – Os disjuntores DR garantem a proteção contra choque elétrico, além da proteção contra corrente de sobrecarga e de curto-circuito. Assinale, a) b) c) d) e) Se apenas as afirmativas II e IV estão corretas. Se apenas as afirmativas II, III e IV. Se apenas afirmativas I, II e III estão corretas. Se apenas as afirmativas III e IV estão corretas Se todas as afirmativas estão corretas.

5) Para que o aterramento desempenhe satisfatoriamente a sua finalidade, é necessário que sua resistência seja a menor possível. No caso da resistência desse aterramento apresentar valor elevado, é preciso melhorar o aterramento baixando esse valor. Em relação aos processos utilizados para essa melhora, analise as afirmativas a seguir: I – Aprofundamento da haste de aterramento II – Tratamento do solo III – Aumento da quantidade de hastes em paralelo IV – Aumento da área própria das hastes de aterramento Assinale: a) b) c) d) e) Se apenas as afirmativas II e IV estão corretas Se apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas Se apenas as afirmativas I, II e III estão corretas Se apenas as afirmativas III e IV estão corretas Se todas as afirmativas estão corretas

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6) De acordo com a norma NBR-5410 – Instalações Elétricas em Baixa Tensão, assinale a alternativa que apresenta o tipo de aterramento que a figura a seguir ilustra:

a) b) c) d) e)

Esquema de aterramento TN-S Esquema de aterramento TN-C Esquema de aterramento TN-C-S Esquema de aterramento IT Esquema de aterramento TR

7) O diagrama unifilar de acionamento de uma lâmpada, ilustrado na figura a seguir, representa um:

a) b) c) d) e)

Acionamento via dois interruptores intermediários e um paralelo Acionamento via dois interruptores paralelos e um intermediário Acionamento via dois interruptores paralelos e um relé Acionamento por três interruptores simples Acionamento por dois interruptores simples e um paralelo

8) Existe um conceito de luminotécnica que exprime a relação entre a intensidade luminosa com a qual irradia, em uma direção determinada, uma superfície elementar contendo um ponto dado e a área aparente
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desta superfícia para uma direção considerada, quando esta área tende para zero, sendo sua unidade expressa em candela por metro quadrado. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o nome desse conceito: a) b) c) d) e) Luminância Emitância Fluxo Luminoso Eficiência Luminosa Intensidade Luminosa

9) Qual o nível de iluminamento médio, segundo a NBR 5413, indicado para salas de aulas? a) b) c) d) e) 150 lux 200 lux 300 lux 350 lux 500 lux

10)Um escritório comercial apresenta os seguintes dados: - Comprimento do ambiente = 8 metros; - Largura do ambiente = 5 metros; - Pé direito do ambiente = 2,8 metros - Altura de suspensão da luminária = 0 metros; - Plano de trabalho visual = 0,8 metros; - Fluxo luminoso da lâmpada fluorescente = 2.700 lm; - Fator de utilização da luminária = 0,62; - Fator de perdas luminosas = 0,8. O número de luminárias para duas lâmpadas fluorescentes necessárias para iluminar corretamente este ambiente é: a) b) c) d) e) 4 6 8 10 12

11)A norma técnica brasileira que cuida da especificação dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) é a:

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a) b) c) d) e) NBR-5413 NBR-5410 NBR-5415 NBR-5419 NBR-5440

12)Com relação a sistemas de iluminação, assinale a alternativa correta: a) A lâmpada multivapor metálica usada principalmente em iluminação de vias públicas, possui um péssimo “índice de reprodução de cor” b) A lâmpada vapor de sódio de alta pressão possui uma reprodução de cor melhor do que a lâmpada vapor de mercúrio c) A lâmpada vapor de sódio de alta pressão possui uma eficiência energética melhor do que a lâmpada vapor de mercúrio d) A lâmpada vapor de mercúrio possui uma reprodução de cor melhor do que a lâmpada multivapor metálica e) A lâmpada mista é a que apresenta a melhor eficiência energética para iluminação de áreas externas

13)A norma brasileira fixa quantos níveis de proteção para os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA)? a) b) c) d) e) 1 2 3 4 5

14)Qual o espaçamento médio para os condutores de descida não naturais para os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), recomendado pela norma brasileira? a) b) c) d) e) 30 25 20 15 10

15)Qual o tipo de lâmpada mais adequada e eficiente para ser usada em projetos de iluminação de áreas externas que exijam uma boa reprodução de cor?
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a) b) c) d) e) Vapor de sódio de alta pressão Vapor de sódio de baixa pressão Vapor multimetálica de alta pressão Vapor multimetálica de baixa pressão Fluorescentes eletrônicas

16)Segundo a norma NBR-5410, a infraestrutura de aterramento em instalações de baixa tensão admite o uso de eletrodos do tipo a) Hastes de seção circular de grafite com resistência mecânica adequada b) Canalizações metálicas de distribuição de água c) Canalizações metálicas de distribuição de GLP d) Armaduras metálicas embutidas no concreto das fundações (armaduras de aço das estacas, dos blocos de fundação e vigas baldrames) e) Tubo de PVC, preenchido por solução salina de alta densidade.

17)De acordo com a NBR 5410, no que diz respeito a eletrodutos, a mesma veda o uso de produtos que sejam caracterizados por seus fabricantes como: a) b) c) d) Eletrodutos rígidos Eletrodutos flexíveis Eletrocalhas Mangueiras

18)Para programação de CLP’s da atual geração foram utilizados programas que contemplam escalonamento de tarefas e tratamento de interrupções, contudo, podemos afirmar que os programas mantêm a característica da linguagem de diagrama de: a) b) c) d) Sequência Sensores Relés Transdutores

19)Com relação a aspectos de automação elétrica é correto afirmar que os CLP’s:

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a) São dispositivos que, por meio da aplicação de programas dedicados, possibilitam alterações rápidas na forma de operação das máquinas e equipamentos b) Não substituem contactores e chaves comutadoras num processo de comando de máquinas c) São alimentados somente com tensão de corrente alternada d) Trabalham somente com memórias RAM, PROM e ROM

20)De acordo com a NBR 5419, a menor secção para um condutor de cobre que faça parte de um sistema de aterramento de um SPDA deve ter a seguinte bitola: a) b) c) d) 25mm² 35mm² 50mm² 70mm²

21)Conforme a norma NBR 5410/2004, as dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir instalar e retirar facilmente os condutores, ou cabos, após a instalação dos eletrodutos e acessórios. Para isso, é necessário que não haja trechos contínuos (sem interposição de caixas ou equipamentos), retilíneos, de tubulação maiores que: a) b) c) d) 5m 10m 15m 20m

22)De acordo com a norma NBR 5410:2004, a proteção contra sobretensões transitórias em linhas de energia deve ser feita pelos: a) b) c) d) dispositivos de proteção contra surtos (DPSs) fusíveis disjuntores termomagnéticos disjuntores diferenciais residuais (DR´s)

23)De acordo com a NBR 5419 – Em relação à Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas é correto afirmar:

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1- O sistema externo de proteção contra descargas atmosféricas é composto pelos subsistemas: Captores, Condutores de descida e Aterramento. 2- Os captores podem ser formados pela combinação de hastes e cabos esticados. 3- Os pilares metálicos da estrutura podem ser utilizados como condutores de descida naturais. 4- Sistemas de aterramento distintos não deverão ser interligados. O correto está em: a) b) c) d) 1, 2 e 3, apenas 2, 3 e 4, apenas 1 e 4, apenas 1, 2, 3 e 4

24)De acordo com a NBR 5410:2004 os dispositivos capazes de prover, simultaneamente, proteção contra correntes de sobrecarga e correntes de curto-circuito são: a) b) c) d) Relés e Disjuntores Relés e Fusíveis Chaves e Disjuntores Disjuntores e Fusíveis

25)Em relação ao dimensionamento da bitola dos condutores e o dispositivo de proteção de um circuito, sabemos que:

IB – Corrente de projeto do circuito. IZ – Capacidade de condução de corrente dos condutores. IN – Corrente nominal do dispositivo de proteção.
A fim de que se tenha a coordenação entre condutores e dispositivo de proteção é correto afirmar: a) b) c) d) IN ≤ IB ≤ IZ IZ ≤ IB ≤ IN IB ≤ IN ≤ IZ IZ ≤ IN ≤ IB

26)O método de Wenner para leitura de resistividade do solo utiliza um terrômetro, no qual são conectados em seus terminais:

a) 3 hastes de medição, sendo duas de corrente e uma de potencial
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b) 3 hastes de medição, sendo uma de corrente e duas de potencial c) 4 hastes de medição, sendo duas de corrente e duas de potencial d) 2 hastes de medição, sendo uma de corrente e uma de potencial

27)Em relação a NBR 5410:2004, no que diz respeito ao condutor neutro, é verdadeiro afirmar que o (a):

a) condutor neutro pode ser comum até três circuitos b) condutor neutro de um circuito monofásico deve ter a mesma seção do condutor fase c) seção do condutor neutro em circuitos trifásicos será sempre metade da seção do condutor fase d) taxa de terceira harmônica e seus múltiplos não influenciam no dimensionamento do condutor neutro

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APOSTILA DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABNT. NBR-5410: instalações elétricas de baixa tensão. 2005. ABNT. NBR-5419: atmosféricas. 2005. proteção de estruturas contra descargas

CAPELLI, Alexandre. Aterramento elétrico. Revista Saber Eletrônica, n 329. 2000. COTRIM, Ademaro A. M. B. Instalações elétricas. Editora Pearson: 2003. 4 edição. CREDER, Hélio. Instalações elétricas. Editora LTC: 2012. 15 edição ELEKTRO e PIRELLI. Instalações elétricas residenciais. 2003 KINDERMANN, Geraldo. CAMPAGNOLO, elétrico. Clube dos Editores: 1995. 3 edição. LEGRAND. Catálogo de produtos e sistemas. LIMA Filho, Domingos Leite. Projetos de instalações elétricas prediais. Editora Érica: 2007. 11 edição. MAMEDE Filho, João. Instalações elétricas industriais. Editora LTC: 2007. 7 edição. MAMEDE Filho, João. Manual de equipamentos elétricos. Editora LTC: 2005. 3 edição. MOPA. Catálogo de canais para fios e cabos. MORENO, Hilton. COSTA, Paulo F. Aterramento elétrico. PROCOBRE – Instituto Brasileiro do Cobre. NISKIER, Julio. Manual de instalações elétricas. Editora LTC: 2010. WETZEL. Catálogo de produtos. Fotos: acervo próprio. Jorge M. Aterramento

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Questões: provas de concurso público para as áreas de eletrotécnica e engenharia elétrica.

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