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Elaborada especialmente para o Concurso 2012 Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas Wagner Soares
Elaborada especialmente para o Concurso 2012 Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas Wagner Soares
Elaborada especialmente
para o Concurso 2012
Legislação
Específica
da Polícia
Militar de
Alagoas
Wagner Soares de Lima
Professor Wagner Soares

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

Sumário

1. Introdução ao Estudo Dirigido

3

2. Legislação Básica

 

4

2.1.

Condição Constitucional do Militar Estadual

4

2.1.1. Militares dos Estados

2.1.4.a)

4

2.1.2. Criação de uma categoria especial e a Emenda Constitucional n.º 18

6

2.1.3. Atribuição Constitucional da Polícia Militar

6

2.1.4. Direitos trabalhistas dos militares

8

Típicos Direitos Trabalhistas que não cabem ao militar:

10

2.1.5.

Dispositivos constitucionais sobre a Administração Pública que cabem ao Militar

10

 

2.1.5.a)

Limites De Remuneração do Servidorismo Público (TetoRemuneratório)

10

2.1.6.

Justiça Militar

11

 

2.1.6.a)

Justiça Militar Estadual

11

Caderno de Questões I

12

2.2.

Polícia e o Policial Militar na Constituição Estadual de Alagoas

15

2.2.1. Prerrogativas Gerais dos Servidores Públicos

15

2.2.2. Servidores Públicos Militares

17

2.2.3. Segurança Pública

19

2.2.4. Outras disposições

20

2.2.4.a)

Prerrogativa exclusiva do governador em propor lei que altere fixação do efetivo da PM 20

2.2.4.b)

Atribuição exclusiva do governador em nomear e exonerar o Comandante da PM

20

2.2.4.c)

Justiça Militar Estadual de Alagoas

20

3.

Legislação Peculiar e Específica

21

3.1. Vínculo entre os dispositivos legais

21

3.2. Estatuto dos Policiais Militares do Estado de Alagoas

22

3.2.1. Alterações e vínculos

22

3.2.2. Generalidades

23

3.2.3. Ingresso

26

3.2.4. Hierarquia e Disciplina

27

Caderno de Questões II

30

3.2.5.

Cargo e Função

33

3.2.6.

Comando e Subordinação

36

3.2.7.

Direitos e Prerrogativas

37

3.2.9.

Violação à disciplina

39

Caderno de Questões Iii

43

3.2.10. Ética Policial Militar - Deontologia

47

3.2.11. Afastamentos anômalos

3.2.11.a)

3.2.11.b)

47

Ausência e Deserção

47

Desaparecimento e Extravio

48

3.2.12.

Exclusão do Serviço Ativo

3.2.12.a)

3.2.12.b)

3.2.12.c)

3.2.12.d)

48

Transferência para a reserva remunerada

49

Reforma

51

Demissão

53

Licenciamento

53

3.2.12.e)

Anulação de Incorporação

54

3.2.13. Remuneração

54

3.2.14. Promoção

54

3.2.15. Uniformes da Polícia Militar

3.2.18.a)

3.2.18.b)

3.2.18.c)

3.2.18.d)

3.2.18.e)

55

3.2.16. Agregação

56

3.2.17. Reversão e Excedente

57

3.2.18. Afastamentos Temporários

58

Férias

58

Núpcias

59

Luto

59

Trânsito

59

Instalação

60

3.2.19.

Licenças

60

3.2.19.a)

Licença Especial

60

3.2.19.b)

3.2.19.c)

3.2.19.d)

3.2.19.e)

Licença para trato de interesse particular

61

Licença para acompanhar tratamento de saúde de pessoa da família

61

Licença para tratamento de saúde própria

61

Licença à maternidade

62

3.2.19.f) Licença à paternidade

62

3.2.19.g)

Licença para acompanhar o cônjuge

62

3.2.20. Recompensas

64

3.2.21. Apuração do Tempo de Serviço

65

3.2.22. Disposições Diversas e Finais

66

3.3. Correlações

70

Caderno de Questões Revisão

71

Gabarito

74

Caderno de Questões I

74

Caderno de Questões Revisão

75

Caderno de Questões II

76

Caderno de Questões III

77

ANEXO I DIAGRAMA DOS DISPOSITIVOS CONSITUCIONAIS

0

Sobre o autor

Wagner Soares de Lima

Oficial da Polícia Militar de Alagoas, no posto de 1º Tenente. Formado no Curso de

Oficial da Polícia Militar de Alagoas, no posto de 1º Tenente. Formado no Curso de Formação de Oficiais em 2003, pela Academia de Polícia Militar de Alagoas. Graduando em Administração e Pós-graduando em Especialização em Gestão Pública pela Ufal. Foi instrutor da Academia de Polícia e do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças. Tem lecionado Noções de Direito Penal e Legislação Específica em cursos preparatórios de Arapiraca/AL.

www. cidadaossp .wordpress.com wagnersoaresdelima @yahoo.com.br

wagnersoaresdelima@yahoo.com.br

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

1. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DIRIGIDO

Estudar a Legislação Específica de um órgão ou de uma área de atividade, significa ser conhecedor dos fundamentos da existência do órgão ou da atividade, dos princípios que regem o seu funcionamento e como se procedem situações tais, por exemplo: ingresso, aposento, demissão, movimentação, promoção etc.

Alguns concursos para Polícia Militar de outros Estados realizados por outras bancas há a cobrança por legislação específica, seja ela o Estatuto ou o Código de Ética. Parece ser um elemento característico dos atuais concursos cobrar do candidato conhecimento sobre os dispositivos legais próprios da carreira pretendida, assim o candidato já entra sabendo seus direitos e obrigações. Para quem está acostumado com os concursos da esfera federal, sabe que sempre se cobra o RJU, o regime jurídico único. No caso dos militares estaduais de Alagoas, a lei equivalente a 8.112 do RJU é a Lei Estadual n.º 5.346, de 26 de maio de 1992, o Estatuto dos Policiais Militares de Alagoas.

Então para fazer questões baseadas nos últimos concursos, a banca que elaborar a prova precisará recorrer ao Estatuto para perguntas coisas tais como: férias, licença à maternidade, à paternidade, férias, sobre licenciamento, exclusão do serviço ativo, promoção etc.

Então concluímos que os policiais militares estão sob um tipo de regime, denominado de estatutário. A consolidação da legislação trabalhista geral não se aplica a eles pela condição de servidor público. E mesmo assim os regimes gerais que costumam incidir sobre o servidorismo público civil federal e estadual, também a eles não se aplicam diretamente. Em algumas raras oportunidades, recorreremos a legislação específica do servidorismo público civil, quando em uma matéria relevante, a legislação geral peculiar aos militares estaduais e aquela específica aos de uma dada Unidade da Federação for omissa e provocar uma gravosa lacuna, tudo pelo instituto da analogia, que não permitirá que se use a legislação civil em matéria que a específica seja expressamente contrária.

Um exemplo desse tipo de situação vivenciado no dia-a-dia da Polícia Militar é o caso da adequação de horário para estudar, que tem previsão legal para os servidores públicos civis federais, mas não tem por exemplo para os militares estaduais de Alagoas. Outros direitos que são considerados universais aos trabalhadores brasileiros, para quem está habituado com as relações regidas pela CLT, são inexistentes na relação estatutária dos militares, a saber, hora-extra, descanso semanal remunerado (comumente sendo o Domingo). Nesse contexto, lembremos que em contrapartida, há prerrogativas e direitos que outras classes não têm: tempo de serviço diferenciado de 30 anos para homens e 25 para mulheres, no caso alagoano; porte de arma de fogo; Licença Especial, descanso de três meses a cada cinco anos entre outros.

Bem, vamos esmiuçar então a pirâmide da Legislação Peculiar e Específica da Polícia e do policial do Estado de Alagoas. Primeiramente, precisamos pesquisar na Constituição Federal os dispositivos dispersos que discorrem sobre: o militar das Forças Armadas (art. 142), o militar dos Estados (art. 42), o servidor e servidorismo público (art. 37), a segurança pública e a Polícia Militar (art. 144). Feito isso, faremos uma parada na Constituição Estadual, que estabelece disposições específicas para Alagoas e foi tópico do edital do último concurso para a Polícia Militar de Alagoas em 2006. Por fim faremos um estudo dirigido, artigo por artigo do Estatuto dos Policiais Militares, que faz inúmeras vezes referência a outros diplomas legais e atos normativos infralegais que dispõe de assuntos pormenorizados, que no Estatuto estão de forma generalista.

Legislação Federal •Constituição Federal Básica Militar Legislação Federal Específica •Código Penal
Legislação
Federal
•Constituição Federal
Básica
Militar
Legislação
Federal
Específica
•Código Penal Militar e de Processo Penal Militar
•Decreto Presidencial n.º 667
•Regulamento para as Polícias Militares e Corpos de
Bombeiros Militares (R-200)
Legislação Estadual
Básica
•Constituição Estadual
•Lei de Organização Básica da PMAL
Legislação Estadual Peculiar
•Estatuto dos Policiais
Militares
Legislação Estadual Específica
•Regulamentos de Uniforme
e Movimentação
•Lei sobre Remuneração e
Promoção
2. LEGISLAÇÃO BÁSICA

2.1. CONDIÇÃO CONSTITUCIONAL DO MILITAR ESTADUAL

DISPOSITIVOS REFERENTES AOS MILITARES ESTADUAIS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Art. 37

Administração Pública e servidores públicos

Art. 42

Militares dos Estados (Subsidiário: Art. 14, §8º; Art. 40, §9º)

Art. 142

Forças Armadas e o militar

Art. 144

Segurança Pública

Art. 144, §5º

Atribuição da Polícia Militar

Art. 122-124

Justiça Militar e Superior Tribunal Militar

Art. 125

Justiça Militar Estadual

2.1.1.Militares dos Estados

Seção III - Dos Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios

Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

§ 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser

fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei

estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores.

§ 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal.

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

[ ] I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular.

§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:

I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito,

passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.

§ 9º O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade.

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

§ 1º Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego das Forças Armadas.

§ 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares.

§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições:

I - as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente

da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-

lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente com os demais membros, o uso dos

uniformes das Forças Armadas; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente será

transferido para a reserva, nos termos da lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

III - o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública

civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por antigüidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva,

sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para a reserva, nos termos

da

lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

IV

- ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de

1998)

V - o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos; (Incluído pela

Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

VI - o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele

incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal

especial, em tempo de guerra; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

VII - o oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois

anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

IX - aplica-se aos militares e a seus pensionistas o disposto no art. 40, §§ 4º,5º e 6º; (Incluído pela Emenda

Constitucional nº 18, de 1998) IX - aplica-se aos militares e a seus pensionistas o disposto no art. 40, §§ 7º

8º; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 11998)(Revogado pela Emenda Constitucional nº 41, de 19.12.2003)

e

(cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores)

X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra.

2.1.2.Criação de uma categoria especial e a Emenda Constitucional n.º 18

A Constituição Federal de 1998 inspirou-se, principalmente, em estabelecer uma igualdade no tratamento dispensado pelo Estado aos seus servidores públicos consagrando o regime estatutário como forma de vinculação destes com o ente administrativo correspondente. Entretanto, a emenda constitucional de n.º 18 criou uma categoria de servidores específica, a dos agentes militares estaduais, os quais deixaram de ser servidores públicos, sendo, na atual sistemática constitucional, uma espécie de agente público militar, ou simplesmente militar, agente militar. A vinculação destes servidores é estatutária, porém, com lei própria, diferenciada dos demais servidores públicos.

Dessa forma, a Constituição Federal passou a tratar em capítulos diversos os Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios (CF, art. 42) e os das Forças Armadas (CF, art. 142). A organização e o regime único dos servidores públicos militares já diferia entre si, até porque o ingresso nas Forças Armadas dá-se tanto pela via compulsória do recrutamento oficial, quanto pela via voluntária do concurso de ingresso nos cursos de formação oficiais, enquanto o ingresso dos servidores militares das policiais militares ocorre somente por vontade própria do interessado, que se submeterá a obrigatório concurso público. (MORAES, Alexandre. Direito Administrativo. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 1999, p. 339)

Importante mencionar, a fim de esclarecer a solução da controvérsia posta sob exame, que até a Emenda Constitucional de nº 18/98 os militares eram considerados servidores públicos. Entretanto, a partir da vigência dessa Emenda ficaram eles excluídos desta categoria, sendo-lhes aplicáveis, tão somente, as normas referentes aos servidores públicos quando existente previsão expressa nesse sentido. Daí, concluir-se que, os servidores militares dos Estados, compreendidos os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, possuem regime jurídico próprio não estando vinculados ao regime dos servidores civis. (ADIN 70010738607, despacho do presidente do TJRS, Dês. Osvaldo Stefanello)

Singela leitura do teor conferido à Constituição Federal pela Emenda Constitucional nº 18 de 6 de fevereiro de 1998, não deixa dúvidas acerca da distinção impressa aos servidores públicos civis em referência aos militares. Não há como se argumentar que se possa, de maneira, conjunta, ditar regras a ambos os regimes jurídicos (civil e militar, ao mesmo tempo). Isso porque, pelas peculiaridades que marcam cada uma das esferas, a Constituição Federal explicitamente afastou os dois âmbitos.

Mesmo sendo retirados topograficamente da seção II, capítulo VII do título III da CF/88 pela EC nº 18, há entendimento diverso, considerando que os militares estaduais continuam a fazer parte da categoria de servidores públicos, reconhecendo apenas a distinção entre servidores públicos e servidores de Estado.

Ainda anteriormente a EC n.º 18, havia a distinção entre os servidores públicos civis, militares e entre os militares estaduais e federais, ante dispositivos constitucionais pertinentes apenas aos últimos. O tratamento específico determinado pelo legislador constituinte derivado aos militares dos Estados possibilita que sejam aplicadas regras relativas aos demais servidores públicos SOMENTE quando haja previsão, ou seja, subsidiariamente, pois como visto, são regidos por estatuto próprio.

2.1.3.Atribuição Constitucional da Polícia Militar

O artigo 144 define o contexto jurídico dos órgãos responsáveis pela Segurança Pública, é nele que se consubstancia a atribuição da Polícia Militar, especificamente na parte A do §5º. Já no §6º surge o principal dispositivo vinculador da Polícia Militar ao Exército Brasileiro, definindo ela e o Corpo de Bombeiros Militar como forças auxiliares e reserva do Exército.

Há que se saber que “Polícia” é a denominação das corporações governamentais incumbidas da aplicação de determinadas leis destinadas a garantir a segurança de uma coletividade, a ordem pública e a prevenção e elucidação de crimes. O termo provém do vocábulo grego ("politeia"), donde derivou para o latim ("politia"), ambos com o mesmo significado: governo de uma cidade, administração, forma de governo.

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

Atribuições constitucionais da Polícia Militar

Polícia Ostensiva - é o ramo da polícia administrativa que tem atribuição na prática de atos de prevenção e repressão destinadas à preservação da Ordem Pública. Tal competência define caráter híbrido de policiamento preventivo-repressivo. É a polícia uniformizada, fardada e identificada, tanto para coibir o crime pela simples ação de presença, bem como reprimi-lo tão logo ele aconteça na atividade de policiamento.

desenvolvida

intencionalmente à mostra, visível - em contraposição ao policiamento velado, secreto. Caracteriza-se pela evidência do trabalho da polícia à população, pelo uso de viaturas caracterizadas, uniformes, ou até mesmo distintivos capazes de tornar os agentes policiais identificáveis por todos. A atividade de policiar consiste resumidamente em fiscalizar comportamentos e atividades, regular, ou manter a ordem pública, reprimindo crimes, contravenções, infrações de trânsito etc., zelando pelo respeito à legislação pelos indivíduos.

Policiamento

ostensivo

é

a

modalidade

de

exercício

da

atividade

policial

Ordem Pública - é a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população, fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade. A preservação da ordem pública é o exercício dinâmico do poder de polícia, no campo da segurança pública, manifestado por atuações predominantemente ostensivas, visando a prevenir, dissuadir, coibir ou reprimir eventos que violem a ordem pública. Sendo este visto o conceito de preservação da ordem ligado à atividade policial, há de se entender também que tal movimento de preservação é realizado de outras formas por instrumentos judiciais, prisionais e na atuação das promotorias públicas.

CAPÍTULO III DA SEGURANÇA PÚBLICA

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

I - polícia federal;

II

- polícia rodoviária federal;

III

- polícia ferroviária federal;

IV

- polícias civis;

V

- polícias militares e corpos de bombeiros militares.

§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e

interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações

cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;

II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;

III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação dada pela Emenda

IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.

§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em

carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em

carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. (Redação dada pela

§ 4º - às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a

competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.

§ 5º - às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos

corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.

§ 6º - As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do

Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

§ 7º - A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança

pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.

§ 8º - Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens,

serviços e instalações, conforme dispuser a lei.

§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será

fixada na forma do § 4º do art. 39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

 

SEGURANÇA PÚBLICA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

 

Art. 144, caput

1

De quem é a responsabilidade sobre Segurança Pública?

Todos

2

Quem tem direito a Segurança Pública?

Todos

3

De quem é o dever de prestar Segurança Pública?

do Estado

   

1. Preservação da ordem pública

5

Quais as finalidades da Segurança Pública?

2. Incolumidade:

a) das pessoas

   

b) do patrimônio

4

Através de quais órgãos?

Inciso I PF Inciso II PRF Inciso III PFF Inciso IV PC Inciso V PM/CBM

2.1.4.Direitos trabalhistas dos militares

Sobre os direitos de cunho sócio-trabalhista, aos militares não se aplicam o rol completo do art. 7º da Constituição, mas apenas uma seleção, conforme o inciso VII do §3º do artigo 142:

VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

Agora observe o artigo 7º da Constituição que versa sobre os direitos dos trabalhadores, aqueles que estão em negrito são os que cabem aos militares, os sem destaque são os que são assegurados a todos os trabalhadores, mas não os são aos militares:

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;

II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;

III - fundo de garantia do tempo de serviço;

IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades

vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene,

transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

V

- piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;

VI

- irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;

VII

- garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;

VIII

- décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;

IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;

XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;

XII

- salário-família para os seus dependentes;

 

XII

- salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da

lei;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo

negociação coletiva;

XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal;

XVII

- gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário

normal;

XVIII

- licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte

dias; XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;

XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei;

XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;

XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;

XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;

XXIV - aposentadoria;

XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em

creches e pré-escolas;

XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de

XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;

XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que

este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

XXIX

 

- ação, quanto a créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de:

XXIX

- ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco

anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 25/05/2000) a) cinco anos para o trabalhador urbano, até o limite de dois anos após a extinção do contrato; b) até dois anos após a extinção do contrato, para o trabalhador rural; (Revogado pela Emenda Constitucional nº 28, de 25/05/2000)

XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo

de sexo, idade, cor ou estado civil;

XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador

portador de deficiência;

XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais

respectivos;

- proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de dezoito e de qualquer

trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz;

XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer

trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; (Redação

dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.

XXXIII

Tabela dos Direitos Trabalhistas garantidos pela Constituição ao militar (13FF)

Direitos Trabalhistas garantidos pela Constituição ao militar

13

F

F 4

13º salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria

gozo de Férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal

Família:

Salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei

Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias

Licença-paternidade, nos

termos fixados em lei; Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5
termos fixados em lei; Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5
termos fixados em lei; Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5
termos fixados em lei; Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5

termos fixados em lei;

Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas;

2.1.4.a)

Típicos Direitos Trabalhistas que não cabem ao militar:

FGTS

Seguro-desemprego

Jornada de trabalho

Hora-extra

Salário noturno

Aviso prévio

Repouso semanal remunerado*

Adicional de insalubridade, periculosidade e atividade penosa.*

!Observação!

A Constituição Estadual concede o repouso semanal remunerado ao servidor público militar. O Estatuto se omite sobre o tema.

O Estatuto sem nunhuma indicação de lei superior, assegura o direito ao adicional de atividades insalubres, penosas ou perigosas. Art. 30, §1º, inciso XXIV

2.1.5. Dispositivos constitucionais sobre a Administração Pública que cabem ao Militar

Art. 37 da CF

XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

2.1.5.a)

Limites De Remuneração do Servidorismo Público (TetoRemuneratório)

Constituição Federal

Artigo 37, inciso XI

Executivo Legislativo Judiciário

Executivo

Legislativo

Judiciário

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

União

Ministro do Supremo Tribunal Federal

Estados e DF

Governador

Deputado

Estadual

Desembargador do Tribunal de Justiça

90,25% do salário do Ministro do STF

Municípios

Prefeito

Constituição Estadual

Artigo 37, inciso XI

Os proventos ou qualquer outra espécie remuneratória, excluídas as vantagens de caráter individual, observarão como limite máximo, em cada Poder, o valor devido, em espécie, a título de remuneração mensal, ao Secretário de Estado, ao Deputado Estadual e ao Desembargador do Tribunal de Justiça.

 

Executivo

Legislativo

Judiciário

em

Secretário de

Deputado

Desembargador do Tribunal de Justiça

Alagoas

Estado

Estadual

2.1.6.Justiça Militar

Seção VII DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES Art. 122. São órgãos da Justiça Militar:

I - o Superior Tribunal Militar;

II - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei.

Art. 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal, sendo três dentre oficiais-

generais da Marinha, quatro dentre oficiais-generais do Exército, três dentre oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco dentre civis. Parágrafo único. Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República dentre brasileiros maiores de trinta e cinco anos, sendo:

I - três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva

atividade profissional;

II - dois, por escolha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar. Art. 124. à Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.

Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar.

2.1.6.a)

Justiça Militar Estadual

Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. ]

§ 3º A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual,

constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo

[

próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares

definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares

cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo ao Conselho de Justiça, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes militares. (Incluído pela

Justiça Militar da União

Justiça Militar dos Estados

CF, art. 124

CF, art. 125, §§ 4º e 5º

Julga crimes militares

Julga crimes militares

Não tem competência cível. Quem julga é a Justiça Federal. Ex.: questões relacionadas ao recebimento de uma pensão de militar

Tem competência para ações judiciais contra atos disciplinares militares (EC 45/2004). Ação de Improbidade administrativa contra PM é da competência da Justiça Comum estadual

CADERNO DE QUESTÕES I

Copeve/Ufal 2006 PM-AL Soldado Combatente

01. Sobre as Forças Armadas na Constituição Federal, é INCORRETO afirmar:

A) Ao militar são proibidas a sindicalização e a greve.

B) Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares.

C) O oficial somente perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele

incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra.

D) O militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente, será transferido

para a reserva, a não ser que os horários sejam compatíveis.

E) O militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos.

Consulplan - 2010 - Prefeitura de Campo Verde - MT Contador

02. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a cargo privativo de brasileiro nato:

A) Oficial das Forças Armadas.

B) Ministro de Estado da Defesa.

C) Presidente do Senado Federal.

D) Ministro do Supremo Tribunal Federal.

E) Ministro da Saúde

CESPE - 2008 - PC-TO - Delegado de Polícia

03. A respeito das normas constitucionais no âmbito da segurança pública, julgue os itens que se seguem.

As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, apesar de serem forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos governadores. Isso é válido também para a polícia militar e a polícia civil do Distrito Federal (DF), que também são subordinadas ao governador do DF.

(

) Certo

(

) Errado

CESPE - 2005 - SEAD-PA - Procurador

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

A) contém normas programáticas, como o princípio da igualdade e o da legalidade.

B) determina que o presidente da República somente pode decretar estado de sítio caso essa decretação

seja previamente autorizada pelo Congresso Nacional. C) determina que as polícias militares, por serem forças auxiliares do exército, são subordinadas diretamente ao presidente da República.

D) não recepcionou decretos-leis, pois essa espécie normativa não mais existe no sistema constitucional

brasileiro.

E) causou a repristinação das normas que haviam sido revogadas pela legislação que não foi por ela

recepcionada.

CESPE - 2010 - DPE-BA - Defensor Público

05. Julgue o item seguinte, no que se refere à organização e aos poderes do Estado no ordenamento

jurídico nacional. A Constituição da República de 1988:

No que diz respeito ao Poder Judiciário, a CF atribui à justiça militar, no âmbito da União, dos estados e do Distrito Federal e territórios, competência exclusivamente penal, restrita aos crimes militares definidos em lei.

(

) Certo

(

) Errado

CESPE - 2010 - DPE-BA - Defensor Público

06. Com relação aos tribunais e juízes militares e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), julgue os itens a

seguir:

Compete à justiça militar processar e julgar os crimes militares definidos no texto constitucional, cabendo à lei complementar dispor sobre a organização e o funcionamento dos tribunais militares.

(

) Certo

(

) Errado

CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário - Taquigrafia - Específicos

07.

Considerando a organização do Poder Judiciário e as suas funções essenciais, julgue os próximos

itens.

Supondo-se que determinado estado-membro tenha mais de 20.000 militares integrantes da polícia militar e do corpo de bombeiros militar, é possível que lei estadual, de iniciativa do tribunal de justiça desse estado, preveja a criação da justiça militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos conselhos de justiça e, em segundo grau, pelo próprio tribunal de justiça, ou por tribunal de justiça militar do estado.

(

) Certo

(

) Errado

VUNESP - 2011 - TJ-SP - Juiz

08. Leia as afirmativas quanto à segurança pública.

I. É exercida pela polícia federal, polícia rodoviária federal, polícia ferroviária federal, polícias civis, polícias militares e corpos de bombeiros militares. II. Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações. III. Compete à União organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal.

IV. Compete à polícia federal exercer, em concorrência com as polícias civis estaduais, as funções de polícia judiciária da União.

A) II, III e IV.

B) I, III e IV.

C) I e II.

D) IV.

E) I, II e III.

NUCEPE - 2010 - SEJUS-PI - Agente Penitenciário

09. Nos termos da Constituição de 1988, pode ser afirmado como INCORRETO sobre a segurança pública:

A) todos têm responsabilidade pela segurança pública;

B) as infrações penais militares são apuradas pelas polícias civis;

C) a preservação da incolumidade das pessoas e do patrimônio constitui função da segurança pública;

D) compete à polícia federal exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União;

E) aos corpos de bombeiros militares incumbe a execução de atividade de defesa civil, além das atribuições

definidas em lei.

FGV - 2010 - PC-AP - Delegado de Polícia

10. Os Órgãos apresentados nas alternativas a seguir estão incluídos no art. 144 da Constituição como

responsáveis pelo exercício da preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, à exceção de um. Assinale-o:

A) Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares.

B) Polícia Ferroviária Federal.

C) Polícias Civis.

D) Forças Armadas.

E) Polícia Federal.

Funcab - 2010 - PM-GO Soldado da Polícia Militar Masculino

11. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a

preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Sobre o tema, é correto afirmar que:

A) as polícias militares e corpos de bombeiros militares subordinam-se, juntamente com as polícias civis,

aos Governadores dos Estados, dos Distritos Federais e dos Territórios.

B) às polícias militares, dirigidas por delegados de carreira, incumbem as funções de polícia judiciária e a

apuração de infrações penais.

C) às polícias civis cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.

D) à polícia rodoviária federal destina-se, com exclusividade, a exercer as funções de polícia marítima,

aeroportuária e de fronteira.

E) cabe aos Estados e ao Distrito Federal instituir guardas municipais destinadas

Copeve/Ufal 2006 PM-AL Soldado Combatente

12. Sobre os servidores públicos militares na Constituição do Estado de Alagoas, é FALSO afirmar:

A) O militar da ativa que aceitar cargo público civil permanente será transferido para a reserva, com os

direitos e deveres definidos em lei.

B) O militar, enquanto em serviço ativo, não poderá estar filiado a partido político.

C) Gozo de férias anuais remuneradas com pelo menos um terço a mais do que a remuneração do período

correspondente, paga a vantagem até a data do início do período de repouso.

D) O servidor militar estadual faz jus à assistência judiciária integral e gratuita por parte do Estado, através

do órgão competente da Polícia Militar, nos casos previstos em lei, em que se veja indiciado ou processado.

E) Têm direito ao repouso eventual remunerado.

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

2.2. POLÍCIA E O POLICIAL MILITAR NA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL DE ALAGOAS

DISPOSITIVOS REFERENTES AOS MILITARES ESTADUAIS NA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL DE ALAGOAS

Art. 49

Prerrogativas gerais dos servidores públicos

Art. 63 67

Dos Servidores Públicos Militares

Art. 86

Prerrogativa exclusiva do governador em propor lei que altere fixação do efetivo da PM

Art. 107

Atribuição exclusiva do governador em nomear e exonerar o Comandante da PM

Art. 127

Sobre a Justiça Militar

Art. 244

Segurança Pública

A Constituição Estadual apresenta dentro do capítulo sobre a Administração Pública, uma seção que estabelece as relações para com o Servidor Público e numa clara distinção de classes, uns são os direitos e as condições do exercício da atividade dos Servidores Públicos Civis (Artigos de 54 a 62), outros são aqueles inerentes aos Servidores Públicos Militares (Artigos de 63 a 67). Cada classe disposta em uma subseção própria. Ao se falar de direitos comuns entre as duas classes, devemos observar o artigo 49 da Constituição Alagoana. Apesar que por força da CF/88, emendada (EC18) essa disposição conjunta não tem aplicabilidade plena.

2.2.1.Prerrogativas Gerais dos Servidores Públicos

Há um rol de direitos comuns assegurados aos servidores da Administração Direta, Civis ou Militares, Autárquica ou Fundacional Pública no artigo 49 da Constituição Estadual de Alagoas, entre eles férias, abono família, licença à maternidade, à paternidade e a especial.

Constituição Estadual

Art. 49. São direitos comuns assegurados aos servidores da Administração Direta, Civis ou Militares, Autárquica ou Fundacional Pública:

I - irredutibilidade de remuneração, salvo nas hipóteses de extrapolação do limite remuneratório superior, violação à paridade com o Poder Executivo ou descontos decorrentes de obrigações tributárias ou previdenciárias, ou de ordem judicial, ressalvados os casos de retenções autorizadas pelo servidor, resguardados os limites e as condições que a lei estabelecer;

II - piso vencimental nunca inferior a 1/40 (um quarenta avos) da maior remuneração estadual fixada em

lei;

Inciso II com redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 26.06.2003, DOE de 26.06.2003, em vigor na data de sua publicação. O inciso alterado dispunha o seguinte:

"II - piso vencimental nunca inferior a 1/40 (um quarenta avos) do maior vencimento-base ou soldo, e limite máximo de remuneração auferível pelo cargo, função ou emprego ocupado, correspondente, em cada Poder, ao valor devido como remuneração em espécie, a qualquer título, ao Secretário de Estado, ao Deputado Estadual e ao Desembargador, respectivamente, inclusive as vantagens de caráter individual, ressalvadas a gratificação natalina e a remuneração de férias."

* Vide Emenda Constitucional nº 15, de 02.12.1996, que altera este inciso.

* Vide Emenda Constitucional nº 12, de 30.05.1995, que altera este inciso.

III - previsão, por lei, de todos os acréscimos pecuniários auferíveis a qualquer título, bem assim dos

critérios de cálculo das correspondentes parcelas, vedada a computação ou a acumulação destas para fins de concessão de acréscimos posteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento;

IV - décimo terceiro salário, em valor apurado com base na retribuição integral devida no mês de

dezembro, aos servidores ativos, inativos e pensionistas;

V - abono-família, pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;

Inciso V com redação dada pela Emenda Constitucional nº 31, de 15.12.2004, DOE de 22.12.2004, em vigor na data de sua publicação.

O inciso alterado dispunha o seguinte: "V - abono-família, em relação a cada um dos seus

dependentes, em valor nunca inferior a dez por cento do piso vencimental do Poder Executivo

Estadual, observado o disposto no art. 55, I;"

VI - gozo de férias anuais remuneradas com pelo menos um terço a mais do que a remuneração do

período correspondente, paga a vantagem até a data do início do período de repouso;

VII - licença à maternidade sem prejuízo do cargo, de função ou de emprego ocupado, com duração de

cento e oitenta dias, a contar da data do parto, ou, se o requerer a servidora, a partir do oitavo mês de

gestação, ou ainda da data em que aceitar a guarda de criança de idade inferior a trinta dias, por determinação judicial ou recebê-la como filho adotivo.

Inciso VII com redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 11.12.2007, DOU de 27.12.2007, em vigor na data de sua publicação.

O inciso alterado dispunha o seguinte: "VII - licença à maternidade, sem prejuízo do cargo, de

função ou do emprego ocupado, com duração de cento e vinte dias, a contar da data do parto, ou, se

o requerer a servidora, a partir do oitavo mês de gestação, ou ainda da data em que aceitar a guarda

de criança de idade inferior a trinta dias, por determinação judicial ou recebê-la como filho adotivo;"

VII

- licença à paternidade, nos termos que a lei especificar;

IX

- licença especial, com duração correspondente a três meses ao fim de cada qüinqüênio de efetivo

exercício do cargo público permanente, facultada a opção pela conversão em abono pecuniário ou pela contagem dobrada do período não gozado, para fins de aposentadoria e adicionais por tempo de serviço;

X - transposição, a pedido, de um para outro cargo público permanente, para cujo exercício haja obtido

qualificação profissional suficiente, desde que, existente a vaga, comprove sua aptidão em exame seletivo

interno;

XI - percepção dos vencimentos e salários até o dia 10 (dez) do mês subseqüente ao vencido;

Inciso XI com redação dada pela Emenda Constitucional nº 03, de 24.01.1991, em vigor na data de sua publicação.

XII - repouso semanal remunerado;

XIII - computação, para efeito de aposentadoria, do tempo de serviço público federal, estadual e

municipal, bem como do prestado em atividade privada, de acordo com a lei pertinente;

XIV - participação nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais,

remuneratórios ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação, através de representantes devidamente indicados pelos correspondentes órgãos de classe;

XV - adicional por tempo de serviço, observados uniformes critérios de concessão e cálculo para os

servidores públicos em geral.

XVI - o valor bruto da remuneração e do subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos

públicos da administração direta, indireta e fundacional pública e dos proventos ou qualquer outra espécie remuneratória, excluídas as vantagens de caráter individual, observarão como limite máximo, em cada Poder, o valor devido, em espécie, a título de remuneração mensal, ao Secretário de Estado, ao Deputado Estadual e ao Desembargador do Tribunal de Justiça.

Inciso XVI acrescido pela Emenda Constitucional nº 28, de 26.06.2003, DOE de 26.06.2003, em vigor na data de sua publicação.

§ 1º Sempre que ocorrer vaga em cargo público permanente, inicial de carreira ou isolado, dar-se-á

preferência ao preenchimento mediante provimento de quem já seja servidor público estadual, desde que, satisfazendo os requisitos indispensáveis fixados em lei, obtenha aprovação em exame seletivo interno,

observada a ordem de classificação.

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

Vide ADIn nº 127-2 que por maioria suspendeu liminarmente os efeitos, até o julgamento final da ação, deste parágrafo.

§ 2º Nenhuma vantagem pecuniária, exceto adicional por tempo de serviço e gratificação de representação,

prêmio de produtividade fiscal e aqueles de que trata o inciso VII, do art. 55, será concedida por prazo

superior a seis meses, admitida à renovação, desde que devidamente motivada.

§ 3º Para os fins do inciso XVI deste artigo, consideram-se vantagens de caráter individual exclusivamente

os adicionais por tempo de serviço, até o limite total de 35% (trinta e cinco por cento) sobre a remuneração do servidor.

§ 3º acrescido pela Emenda Constitucional nº 28, de 26.06.2003, DOE de 26.06.2003, em vigor na data de sua publicação.

§ 4º Além do disposto no parágrafo anterior e observado o § 5º, excluem-se do limite previsto no inciso XVI deste artigo, apenas:

I - a gratificação natalina; II - o adicional de férias;

III

- a ajuda de custo, as diárias e a indenização de transporte, vedada qualquer espécie de incorporação;

IV

- o valor devido, ao servidor efetivo, pelo exercício de função gratificada e pela opção de que trata o art.

da Lei Estadual nº 5.665, de 18 de janeiro de 1995, com a redação dada pela Lei Estadual nº 5.698, de

02 de junho de 1995, vedada qualquer espécie de incorporação.

§ 4º acrescido pela Emenda Constitucional nº 28, de 26.06.2003, DOE de 26.06.2003, em vigor na data de sua publicação.

§ 5º Consideradas individualmente ou somadas, as vantagens mencionadas no inciso IV do parágrafo

anterior e no § 3º deste artigo, não poderão exceder a 35% (trinta e cinco por cento) do limite máximo fixado

para cada Poder.

§ 5º acrescido pela Emenda Constitucional nº 28, de 26.06.2003, DOE de 26.06.2003, em vigor na data de sua publicação.

§ 6º As vantagens a que se referem os incisos I e II do § 4º não poderão ser calculadas com base em valor

superior ao limite máximo previsto no inciso XVI deste artigo, excetuando-se, para os fins de base de cálculo, a aplicação dos adicionais por tempo de serviço a que fizer jus o servidor, na forma e limites do §

3º.

§ 6º acrescido pela Emenda Constitucional nº 28, de 26.06.2003, DOE de 26.06.2003, em vigor na data de sua publicação.

2.2.2.Servidores Públicos Militares

Na sub-seção específica sobre os militares a Constituição Estadual estabelece a condição especial dos servidores públicos militares. E passa discorrer de itens correlatos à Constituição Federal, tais como a prerrogativa das patentes conferidas aos oficiais. A questão do servidor público aceitar e tomar posse em cargo ou emprego público civil.

Outro ponto abordado é a definição da equivalência de funções externas como sendo policiais militares, para que o policial as possa exercer como se à sua atividade precípua estivesse e não incorra do dispositivo anterior que o afasta. A Constituição prossegue abordando a proibição de filiação a partido político, sobre as condições da perda da patente do oficial e sobre os efeitos da condenação em sentença irrecorrível superior a 2 (dois) anos para o oficial.

A Constituição determina que questões relacionados à estabilidade, limites de idade e condições de transferência do militar para a inatividade e exclusão sejam tratadas por lei específica. Em termos gerais, isso é satisfeito pela Lei Estadual n.º 5.346, de 26 de maio de 1992 (Estatuto dos Policiais

Militares do Estado de Alagoas). A existência de lei como essa é uma exigência do §1º do Art. 42 que se referencia ao inciso X do §3º do Art. 142 da Carta Magna.

Em relação à questão vencimental dos militares ainda abordada pela Constituição das Alagoas, o Estatuto deixa a cargo de lei específica, que nesse caso vem a ser a Lei n.º 6.456, de 20.01.2004 Lei de Subsídio PMAL e CBMAL, que trata do Auxílio-invalidez, bem como do Sistema de Remuneração como um todo.

Tópico interessante pela contradição de sua elevação à assunto constitucional estadual, é a Assistência Jurídica, denominado de assistência judiciária integral e gratuita que deve ser ofertada por parte do Estado ao policial que se veja envolvido em fato ocorrido em serviço. Esse dispositivo chama a atenção pois tem seu reflexo dentro do rol do artigo das prerrogativas no Estatuto e infelizmente não há nenhum movimento no sentido de aplica-lo na prática, inclusive foi uma das assertivas de uma questão da Prova do Consurso 2006 elaborado pela Copeve/Ufal. Típico caso em que, aqueles acostumados com a vivência prática da Instituição ignoram algum dispositivo legal específico, pois não estão habituados com ele. Mas na prova o que cobra-se aquilo que se vê na lei.

Subseção II Dos Servidores Públicos Militares

Art. 63. São servidores públicos militares os integrantes da Polícia Militar Estadual.

§ 1º As patentes, conferidas pelo Governador do Estado, com as prerrogativas, os direitos e os deveres a

elas inerentes, são asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares.

§ 2º O militar da ativa que aceitar cargo público civil permanente será transferido para a reserva, com os

direitos e deveres definidos em lei.

§ 3º O militar da ativa que aceitar cargo, função ou emprego público temporário, não eletivo, ainda que na

Administração Indireta ou Fundacional Pública, ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nesta situação, ser promovido por antigüidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela modalidade de promoção e transferência para a reserva, sendo, depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não. transferido para inatividade.

Administração Indireta ou Fundacional Pública, ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nesta situação, ser promovido por antigüidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela modalidade de promoção e transferência para a reserva, sendo, depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não. transferido para inatividade.

§ 4º O militar, enquanto em serviço ativo, não poderá estar filiado a partido político.

§ 5º O oficial militar só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele

incompatível, por decisão do Conselho de Justiça de caráter permanente, devendo a lei especificar os casos de submissão a processo e o rito deste.

§ 6º O oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos,

porsentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no parágrafo precedente.

§ 7º A lei disporá sobre a estabilidade do servidor militar, bem como sobre os direitos de idade e outras

condições de transferência para a inatividade.

§ 8º A lei estabelecerá as condições em que a praça perderá a graduação.

§ 9º O Chefe do Poder Executivo Estadual, encaminhará à Assembléia Legislativa de Alagoas, no prazo de

45 (quarenta e cinco) dias, da aprovação desta Emenda, para fins de deliberação pelos seus Deputados, de Projeto de Lei que defina, na forma prescrita pela parte final do inciso LXI do Art. 5º da Constituição Federal, as transgressões militares a que estão sujeitos os servidores públicos militares do Estado de Alagoas.

§ 9º acrescido pela Emenda Constitucional nº 22, de 26.12.2000, DOE de 28.12.2000, em vigor na data de sua publicação.

Art. 64. O servidor militar estadual faz jus à assistência judiciária integral e gratuita por parte do Estado, através do órgão competente da Polícia Militar, nos casos previstos em lei, em que se veja indiciado ou processado. Art. 65. São considerados cargos, funções ou comissões policiais militares os constantes dos quadros de organização da corporação previstos em lei e contidos na lei de Organização Básica. Parágrafo único. São considerados cargos, funções e comissões de natureza policial-militar os exercidos

e comissões de natureza policial-militar os exercidos pelos integrantes da Polícia Militar. I - em órgãos

pelos integrantes da Polícia Militar. I - em órgãos federais relacionados com as missões das Forças auxiliares;

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

II - na Casa Militar do Palácio do Governo e nas Assessorias Militares da Assembléia Legislativa, Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, da Procuradoria Geral do Estado e da Prefeitura Municipal de Maceió;

III - no Gabinete do Vice-Governador.

Artigo com redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 16.07.1997, em vigor na data de sua publicação.

Art. 66. Aos policiais militares inativados por incapacidade temporária ou definitiva, fica assegurado direito ao auxílio invalidez, na forma do que dispuser a lei. Art. 67. O sistema de remuneração do pessoal da Polícia Militar será estabelecido em lei, não podendo o soldo do posto de Coronel ser inferior a quarenta por cento do vencimento base atribuído ao Comandante Geral da Corporação.

2.2.3.Segurança Pública

TÍTULO VII DA SEGURANÇA PÚBLICA

Art. 244. A segurança pública, dever do Estado e direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

§ 1º São responsáveis pela segurança pública, respeitada a competência da União:

I - a Polícia Civil; II - a Polícia Militar e III - o Corpo de Bombeiros Militar.

§ 1º com redação dada pela Emenda Constitucional nº 09, de 26.05.1993, em vigor na data de sua publicação.

§ 2º A Polícia Civil, dirigida por delegados de polícia, incumbe as funções de polícia judiciária e a apuração das infrações penais, exceto as militares.

§ 3º À Polícia Militar cabem a polícia ostensiva, a preservação da ordem pública, além de outras atribuições definidas em lei.

§ 4º O Corpo de Bombeiros Militar é instituição permanente, força auxiliar e reserva do Exército, organizada segundo hierarquia e disciplina militares e subordinada ao Governador do Estado, competindo-lhe as atividades de prevenção e extinção de incêndios, de proteção, busca e salvamento e de defesa civil, além de outras estabelecidas em Lei.

§ 4º com redação dada pela Emenda Constitucional nº 09, de 26.05.1993, em vigor na data de sua publicação.

§ 5º A Polícia Militar, força auxiliar e reserva do Exército, subordina-se, juntamente com a Polícia Civil, ao Governador do Estado.

§ 6º O cargo de Comandante-Geral da Polícia Militar e de Comandante-Geral do Corpo de Bombeiro Militar

são privativos de Oficiais da ativa das respectivas Corporações, no último posto do correspondente quadro de Combatentes, ressalvado o disposto na legislação federal pertinente.

§ 6º com redação dada pela Emenda Constitucional nº 09, de 26.05.1993, em vigor na data de sua publicação.

Art. 245. A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de modo a garantir a eficiência de suas atividades.

§ 1º As funções de Polícia Judiciária são privativas dos integrantes das respectivas carreiras funcionais.

§ 2º A lei organizará, em carreira, os cargos da Polícia Civil.

Art. 246. Aplica-se, aos delegados de polícia de carreira a isonomia de vencimentos assegurada às carreiras funcionais a que correspondem funções essenciais à Justiça, em relação aos cargos do Poderes Legislativos e Judiciário de atribuições iguais ou assemelhadas.

Art. 247. Os municípios, respeitado o que estabelecer lei complementar estadual específica, poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações.

§ 1º As guardas municipais, quanto às atividades operacionais, serão supervisionadas pela Polícia Militar.

§ 2º Ao guarda municipal é vedado o porte de arma, ressalvada a hipótese de específica autorização do Secretário de Segurança, para condução exclusivamente em objeto de serviço.

2.2.4.Outras disposições

2.2.4.a)

Prerrogativa exclusiva do governador em propor lei que altere fixação do efetivo da PM

Subseção III

Das Leis

Art. 86. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas, ao Procurador Geral de Justiça, ao Defensor Público-Geral do Estado e aos cidadãos, na forma prevista nesta Constituição.

§ 1º São de iniciativa privada do Governador do Estado as leis que:

I - fixem ou modifiquem o efetivo da Polícia Militar;

II - disponham sobre:

a) criação, transformação e extinção de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta, autárquica e fundacional pública, e fixem ou aumentem a sua remuneração;

2.2.4.b)

Atribuição exclusiva do governador em nomear e exonerar o Comandante da PM

Art. 107. Compete privativamente ao Governador do Estado:

[

]

IX - nomear, após aprovação pela Assembléia Legislativa Estadual, o Procurador-Geral do Estado, o Procurador-Geral de Justiça, o Comandante-Geral da Polícia Militar e os Conselheiros do Tribunal de Contas, bem como outros servidores, quando assim disposto nesta Constituição e na lei;

Vide ADIn nº 127-2 que por maioria suspendeu liminarmente os efeitos, até o julgamento fina da ação, da expressão "O Procurador-Geral do Estado, o Comandante Geral da Polícia Militar" contida neste inciso.

2.2.4.c)

Justiça Militar Estadual de Alagoas

A 13ª Vara Criminal da Capital é a Auditoria Militar, onde são processados os crimes militares e os recursos contra atos disciplinares de correição a transgressões, cometidas por militares.

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

Parágrafo único. A Justiça Militar Estadual é constituída, em primeira instância, pelo Conselho da Justiça Militar, que terá como órgão de Segunda instância o Tribunal de Justiça.

3. LEGISLAÇÃO PECULIAR E ESPECÍFICA

3.1. VÍNCULO ENTRE OS DISPOSITIVOS LEGAIS

QUADRO COMPARATIVO DOS DISPOSITIVOS LEGAIS

 

Constituição Federal

Constituição Estadual

 

Legislação Estadual Peculiar e Específica da PMAL

Oficialato privativo a brasileiro nato

Art. 12, §3º, VI

-

 

Art. 5º, §2º Art. 68, II do Estatuto

Patentes conferidas aos oficiais

Art. 142, §3º, I Art. 42, §1º, parte final

Art. 63, §1º

 

Art. 30, §1º, I do Estatuto

Militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente

 

Art. 142, §3º, II

Art. 63, §2º

 

Art. 62, I do Estatuto Art. 73 do Estatuto

Militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil temporário

 

Art. 142, §3º, III

Art. 63, §3º

 

Art. 51, VI do Estatuto

Proibição à sindicalização

Art. 142, §3º, IV

-

 

Art. 32, XXX do RDPMAL

Proibição de filiação a partido político

 

Art. 142, §3º, V

Art. 63, §4º

 

-

Perda da patente do oficial

Art. 142, §3º, VI

Art. 63, §5º

 

Art. 63 do Estatuto Art. 64, II e III do Estatuto

Oficial condenado pela justiça a pena superior a 2 anos

 

Art. 142, §3º, VII

Art. 63, §6º

 

Art. 64, I do Estatuto

Regulamentação por parte da lei sobre outras condições

 
     

Ingresso Art. 7º e 8º do Estatuto Limites de idade Art. 7º, §§1º e 3º do Estatuto Art. 51, I e Art. 54 do Estatuto

Estabilidade, Limites de idade e Condições de transferência do militar para a inatividade Art. 63, §7º

Art. 122 do Estatuto Estabilidade Art. 30, §1º, XII do Estatuto Art. 38, caput e §1º do Estatuto Art. 42, §§1º, 2º, 3º e 4º, III do Estatuto Condições de transferência do militar para a inatividade Art. 47 ao 59 do Estatuto Art. 91, §3º; 110; 114; 117, PU, a) do Estatuto Direitos e Prerrogativas Art. 30 do Estatuto Deveres Art. 31ao 36 do Estatuto Decreto Estadual n.º 37.042, de 06.11.1996 - RDPMAL Remuneração Art. 75 do Estatuto Lei n.º 6.456, de 20.01.2004 Lei de Subsídio PMAL e CBMAL

Art. 142, §3º, X Art. 42, §1º

Estabilidade e Exclusão Art. 63, §8º

Remuneração

Art. 67

Assistência Jurídica

Art. 5º, LXXIV

Art. 64

 

Art. 30, §1º, XVIII do Estatuto

Equivalência de funções externas como sendo policiais militares

 
 

-

Art. 65

Art. 18 do Estatuto

Auxílio-invalidez

 

*

Art. 201, I

Art. 66

Art. 14 da Lei de Subsídio

Décimo Terceiro

 

*

Art. 7º, VIII

Art. 49, IV

Art. 30, §1º, XIII do Estatuto

Férias

 

*

Art. 7º, XVII

Art. 49, VI

Art. 30, §1º, XV do Estatuto Art. 90 ao 92 do Estatuto

Licença à maternidade

 

*

Art. 7º, XVIII

Art. 49, VII

Art. 30, §1º, XVI do Estatuto Art. 97, V do Estatuto Art. 102 do Estatuto

Licença à paternidade

 

*

Art. 7º, XVIX

Art. 49, VIII

Art. 30, §1º, XVII do Estatuto Art. 97, VI do Estatuto Art. 103 do Estatuto

Licença especial

 
 

-

Art. 49, IX

Art. 97, I do Estatuto Art. 98 do Estatuto

Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas

*

Art. 7º, XXIII

-

Art. 30, §1º, XXIV do Estatuto

Repouso semanal remunerado

 

*

Art. 7º, XV

Art. 49, XII

-

3.2. ESTATUTO DOS POLICIAIS MILITARES DO ESTADO DE ALAGOAS

LEI ESTADUAL Nº 5.346, DE 26 DE MAIO DE 1992

DOS

POLICIAIS MILITARES DO ESTADO DE

DISPÕE

SOBRE

O

ESTATUTO

ALAGOAS

E

OUTRAS

PROVIDÊNCIAS.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS Faço saber que o Poder Legislativo decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

3.2.1. Alterações e vínculos

Costa (2008) prudentemente comenta que há um número expressivo de leis estaduais e de normatização administrativa, em caráter esparso, e que são muitas vezes editadas de modo absolutamente casuístico, sem uma compilação apropriada e com pouca divulgação.

Impõe-se, por parte dos atores que compõem o espectro da segurança pública, o reconhecimento de que está implementado na Constituição Federal e na legislação um regime jurídico próprio dos militares dos Estados. Assim, o disciplinamento das matérias, o planejamento, desenvolvimento e execução das atividades devem ser formulados a partir deste pressuposto.

Complementação da legislação peculiar

COMPLEMENTAÇÃO DA LEGISLAÇÃO PECULIAR

COMPLEMENTAÇÃO DA LEGISLAÇÃO PECULIAR

COMPLEMENTAÇÃO DA LEGISLAÇÃO PECULIAR

Assunto

Remuneração

Uniforme

Promoção

Artigo do

Estatuto

Art. 75

Art. 78

Art. 76, caput

Legislação Específica

Lei Estadual n.º 6.824, de 13 de julho de 2007 (Lei de Subsídio)

Decreto Estadual n.º 3.483, de 21 de novembro de 2006 (Regulamento de Uniformes da Polícia Militar do Estado de Alagoas RUPMAL)

Lei Estadual n.º 6.544, de 21 de dezembro de 2004 (Lei de Promoções das Praças)

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

   

Decreto Estadual n.º 37.042, 06 de novembro de

1996

(Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de

Alagoas RDPMAL)

Disciplina e Violação à Disciplina

Art. 35, caput

Lei Estadual n.º 4.000, de 19 de dezembro de 1978 (Conselho de Disciplina - CD)

Portaria n.º 01/2000-ASS/CG (Instruções Normativas para a Elaboração de Processo Administrativo Disciplinar através de Sindicância)

   

Decreto Estadual n.º 33.376, de 09 de março de

Movimentação

Art. 95, P. Único

1989

(Regulamento para Movimentação de Oficiais

e Praças da Polícia Militar do Estado e Alagoas REMOP)

Alterações ao Estatuto

ALTERAÇÕES AO ESTATUTO DOS POLICIAIS MILITARES DE ALAGOAS (Lei Estadual n.º 5.346, de 26 de maio de 1992)

Diploma Legal

Lei nº 5.358, de 01.07.1992 (Publicada no DOE nº 120, de 02.07.1992);

Lei nº 5.729, de 18.09.1995 (Publicada no DOE nº 178, de 20.09.1995);

Lei nº 5.751, de 28.11.1995 (Publicada no DOE nº 224, de 29.11.1995);

Lei nº 5.941, de 31.07.1997 (Publicada no DOE nº 140, de 01.08.1997);

Lei nº 6.150, de 11.05.2000 (Publicada no DOE nº 088, de 12.05.2000);

Lei nº 6.290, de 03.04.2002 (Publicada no DOE nº 062, de 04.04.2002 e reproduzida no DOE nº 063, de

08.04.2002);

Lei nº 6.543, de 21.12.2004 (Publicada no DOE nº 238, de 22.12.2004);

Lei nº 6.803, de 14.02.2007 (Publicada no DOE nº 034, de 15.02.2007);

Ação Direta de Inconstitucionalidade (Med. Liminar) 13807;

Ação Direta de Inconstitucionalidade (Med. Liminar) 13815;

Ação Direta de Inconstitucionalidade (Med. Liminar) 23632;

Ação Direta de Inconstitucionalidade (Med. Liminar) 26208.

3.2.2.Generalidades

Ativo e Inativo - Militar pode se posicionar em duas condições:

Ativo: militar de carreira; alunos de cursos de formação e de adaptação procedentes do meio civil e componentes da reserva remunerada quando em serviço especificado Inativo: componentes da reserva remunerada ou reformados

Expressão “meio civil” é de cunho legal e significa aqueles que não são militares.

Militar de carreira e temporário

Militar somente é considerado de carreira após conclusão de curso de formação ou de adaptação, antes disso ele é denominado militar temporário, em grau hierárquico especial denominado:

comissionado

TÍTULO I GENERALIDADES

CAPÍTULO I

DA FINALIDADE

Art. 1º O presente Estatuto tem o fim de regular a situação, deveres, direitos e prerrogativas dos servidores públicos militares do Estado de Alagoas.

Art. 2º A Polícia Militar do Estado de Alagoas, Força Auxiliar e reserva do Exército, é uma instituição permanente, organizada com base na hierarquia e na disciplina, subordinada administrativa e operacionalmente ao Governador do Estado, incumbida das atividades de polícia ostensiva e da preservação da ordem pública. Parágrafo Único - A Polícia Militar, para fins de defesa interna, subordina-se diretamente ao Exército Brasileiro e deverá estar adestrada para desempenhar os misteres pertinentes a missão supra. Art. 3º Os integrantes da Polícia Militar do Estado de Alagoas, em razão da destinação constitucional da Corporação e em decorrências das leis vigentes, quer do sexo masculino ou feminino, constituem uma categoria especial de servidores públicos, denominados "policiais militares".

 

§ 1º - Os policiais militares posicionam-se em uma das seguintes condições:

a) na ativa:

 

I - os policiais militares de carreira;

 

II

- os alunos dos cursos de formação militar, em todos os níveis, e os alunos dos cursos de

adaptação de oficiais, quando procedente do meio civil;

 
 

III

- os componentes da reserva remunerada, quando convocados e designados para serviço

especificado.

 
 

b)

na inatividade

 

I - quando transferido para reserva remunerada, permanecem percebendo remuneração do Estado, porém sujeitos à prestação de serviço ativo, mediante convocação e designação;

 

II

- reformados, quando tendo passado por uma ou duas situações anteriores, ativa e reserva

remunerada, estão dispensados definitivamente da prestação de serviço ativo, continuando a perceber remuneração do Estado.

 

II

- Os Policiais Militares reformados (doença invalidez) ou que passarem para a reserva

 

remunerada por ter concluído seu tempo de serviço permanecerão na inatividade, continuando a perceber a remuneração do Estado. (Redação dada pela Lei nº 5.729, de 18.09.1995, Art. 1º)

 

III

- O Policial Militar que assumir cargo público eletivo, será afastado do serviço ativo

temporariamente, podendo voltar ao serviço ativo no mesmo posto ou graduação em que foi afastado,

desde que: (Redação dada pela Lei nº 5.729, de 18.09.1995, Art. 1º, acrescentando o presente inciso)

 

1 - Deseje voltar ao serviço ativo;

 

2 - Renuncie o cargo público para o qual foi eleito;

 
 

3 - Tenha terminado o mandato do referido cargo e não seja candidato a reeleição.

 

4 - Não tenha atingido as idades limites do Art. 51, “a” e “b”.

 

5 - Não esteja sub-júdice.

 
 

IV

- O Policial Militar eleito em cago público durante o mandato fará opção de qual fonte deve

receber sua remuneração. (Redação dada pela Lei nº 5.729, de 18.09.1995, Art. 1º, acrescentando o

presente inciso)

 
 

V

- O Policial Militar que for inativo por incapacidade física (REFORMADO), passará a perceber

vencimento igual ao que lhe era devido no serviço ativo e nunca inferior ao que percebe seu paradigma no

 

mesmo posto ou graduação em atividade. (Redação dada pela Lei nº 5.729, de 18.09.1995, Art. 1º, acrescentando o presente inciso)

 

VI

- O previsto no inciso anterior, aplica-se-á ao pessoal que já estejam na inatividade. (Redação

dada pela Lei nº 5.729, de 18.09.1995, Art. 1º, acrescentando o presente inciso)

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) 1381-5

Decisão Plenária da Liminar: “Por votação UNÂNIME, o Tribunal DEFERIU o pedido de medida liminar para suspender, até a decisão final da ação, a eficácia da Lei nº 5729, de 18.09.95, do Estado de Alagoas. Votou o Presidente. Ausente, ocasionalmente, o Ministro Octavio Gallotti. Plenário, 07.12.1995. Acórdão, DJ

06.06.2003.”

§ 2º - São policiais militares de carreira aqueles que, oriundo do meio civil, concluam cursos de

formação policial militar, em todos os níveis, ou de adaptação de oficiais, permanecendo no serviço policial militar.

§ 3º - São policiais militares temporários aqueles que, oriundo do meio civil, são matriculados, após

concurso público, para freqüentarem curso de formação policial militar ou de adaptação de oficiais. Art. 4º O serviço policial militar consiste no exercício das atividades inerentes à Polícia Militar e a

sua condição de força auxiliar e reserva do Exército, compreendendo todos os encargos previstos na legislação específica e peculiar, relacionados com a preservação da ordem pública e o policiamento ostensivo.

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

Art. 5º A carreira policial militar é caracterizada pela atividade continuada e devotada às finalidades da Corporação.

§ 1º - A carreira policial militar é privativa do pessoal da ativa.

§ 2º - É privativa de brasileiro nato a carreira de oficial da Polícia Militar.

O serviço policial militar é um serviço especial do simplesmente militar ele engloba encargos pertinentes à condição de auxiliar e reserva do Exército e as inerentes as atividades precípuas da Polícia Militar.

Serviço policial militar: exercício das atividades. Carreira policial militar: atividade continuada e devotada privativa do pessoal da ativa e ainda privativa ao brasileiro nato, no caso do oficialato.

Constituição Federal 1988

Art. 12. São brasileiros:

I - natos:

a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes

não estejam a serviço de seu país;

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que qualquer deles

esteja a serviço da República Federativa do Brasil;

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados

em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em

qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;

] [

§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:

] [

VI - de oficial das Forças Armadas;

CAPÍTULO II CONCEITUAÇÃO

Art. 6º Para efeito deste estatuto serão obedecidas as seguintes conceituações:

I - Polícia Ostensiva - é o ramo da polícia administrativa que tem atribuição na prática de atos de prevenção e repressão destinadas à preservação da Ordem Pública; II - Ordem Pública - é a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população, fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade;

III - Serviço ativo - é aquele desempenhado pelo policial militar nos órgãos, cargos e funções

previstas na legislação pertinente;

IV - Posto - é o grau hierárquico privativo do oficial, conferido por ato do Chefe do Poder Executivo;

V - Graduação - é o grau hierárquico privativo das praças, conferido por ato do Comandante Geral;

VI - Precedência - é a condição hierárquica assegurada entre os quadros e dentro destes, pela

antigüidade do posto ou graduação; VII - Agregado - situação na qual o policial da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica do

seu Quadro ou Qualificação, nela permanecendo sem número conforme estabelece este estatuto; (REVOGADO Incidência da Lei nº 6.150, de 11.05.2000, Art. 2º, I) VIII - Policial Militar Temporário - condição de serviço ativo transitório, exercido por policial militar, quando oriundo do meio civil, para freqüentar curso de formação ou adaptação de oficiais;

IX - Cargo - é o encargo administrativo previsto na legislação da Corporação, com denominação

própria, atribuições específicas e estipêndio correspondente, devendo ser provido e exercido na forma da

lei;

X - Função - é o exercício do cargo, através do conjunto dos direitos, obrigações e atribuições do

policial militar em sua atividade profissional específica;

XI - Hierarquia - é a ordenação da autoridade nos diferentes níveis, dentro da estrutura policial

militar;

XII - Disciplina - é a rigorosa observância e acatamento integral das leis, regulamentos, normas e

dispositivos que fundamentam a Organização Policial Militar;

XIII - Matrícula - é o ato administrativo do Comandante que atribui direito ao policial militar

designado para freqüentar curso ou estágio;

XIV - Nomeação - é a modalidade de movimentação em que o cargo a ser ocupado pelo policial

militar é nela especificado;

XV - Extraviado ou Desaparecido - é a situação do desaparecimento do policial militar quando não

houver indícios de deserção;

XVI - Deserção - é a situação em que o policial militar deixa de comparecer, sem licença, à unidade

onde serve por mais de oito dias consecutivos;

XVII - Ausente - é a situação em que o policial militar deixa de comparecer ou se afasta de sua

organização por mais de vinte e quatro horas consecutivas;

XVIII - Organização Policial Militar (OPM) - é a denominação genérica dada aos órgãos de

direção, apoio e execução, ou qualquer outra unidade administrativa da Corporação;

XIX - Efetivação - é o ato de tornar o policial militar efetivo no seu respectivo quadro;

XX - Serviço Temporário - é o período de tempo vivenciado no serviço ativo, para onde os policiais

militares, quando oriundo do meio civil, se encontram matriculados nos cursos de formação ou adaptação;

XXI - Comissionado - é o grau hierárquico temporário, atribuído pelo Comandante Geral ao policial

militar oriundo do meio civil, matriculado em curso de formação ou adaptação;

XXII - Interinidade - é a situação em que se encontra o policial militar no exercício de cargo cujo

provimento é de grau hierárquico superior ao seu;

XXIII - Legislação Básica - é a legislação federal ou estadual que serve de base na elaboração da

legislação peculiar;

XXIV - Legislação Peculiar - é a legislação inerente às atividades ou administração da Polícia

Militar, legislação própria da Corporação;

XXV - Legislação Específica - é a legislação que trata de um único assunto.

Parágrafo Único - São equivalentes as expressões: "serviço ativo", "em atividade", "na ativa", "da ativa", "em serviço ativo", "em serviço na ativa", "em serviço", e "em atividade policial militar".

3.2.3.Ingresso

O Artigo 7º e 8º são justamente os mesmos critérios de ingresso, que muito provavelmente serão cobrados no edital do concurso: idade mínima e máxima e altura mínima.

TÍTULO II DO INGRESSO, HIERARQUIA E DISCIPLINA

CAPÍTULO I DO INGRESSO NA POLÍCIA MILITAR

Art. 7º O ingresso na Polícia Militar do Estado de Alagoas é facultado a todos os brasileiros, sem

distinção de raça, sexo, cor ou credo religioso, mediante matrícula ou nomeação, após aprovação em concurso público de prova ou provas e títulos, desde que observadas as seguintes condições: (Redação dada pela Lei nº 6.803, de 14.02.2007, Art. 1º) I - grau de instrução de nível médio ou superior;

II - idade dentro dos limites estabelecidos nos parágrafos deste artigo;

III - altura mínima de 1,65m (um metro e sessenta e cinco centímetros), se do sexo masculino, e

1,60m (um metro e sessenta centímetros), se do sexo feminino;

IV

- aptidão física e intelectual comprovadas através de exames específicos;

V

- sanidade física e mental;

VI

- idoneidade moral; e

VII

- não estar exercendo nem ter exercido atividades prejudiciais ou perigosas à Segurança

Nacional.

§ 1º Os limites de idade para ingresso serão estabelecidos de acordo com o cargo a ser preenchido, da seguinte forma:

I - Aspirante a Oficial 18 (dezoito) a 40 (quarenta) anos;

II - Cadete 18 (dezoito) a 30 (trinta anos) anos; e

III - Soldado 18 (dezoito) a 30 (trinta) anos.

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

§ 2º O cargo de Aspirante a Oficial especificado no inciso I deste artigo refere-se aos Quadros de Oficiais de Saúde e Quadro de Oficiais Especialistas (Capelão e Assistente Social).

§ 3º O limite de idade para ingresso no cargo de Cadete para os que já são praças da Corporação obedecerá aos seguintes limites:

I - Sexo masculino:

a) Subtenente

b) 1º Sargento

c) 2º Sargento

d) 3º Sargento, Cabo e Soldado

II - Sexo feminino:

a) Subtenente

b) 1º Sargento

c) 2º Sargento

d) 3º Sargento, Cabo e Soldado

até (cinqüenta) 50 anos; até (quarenta e nove) 49 anos; até (quarenta e oito) 48 anos; e até (quarenta e sete) 47 anos.

até (quarenta e dois) 42 anos; até (quarenta) 40 anos; até (trinta e nove) 39 anos; e até (trinta e sete) 37 anos.

Art. 8º A matrícula nos cursos de formação e adaptação de militares, serviço temporário, necessária para o ingresso nos quadros da Polícia Militar, obedecerá às normas e regulamentos da Corporação. (Redação dada pela Lei nº 6.803, de 14.02.2007, Art. 1º)

§ 1º - Com a incorporação ao serviço temporário, o voluntário selecionado será comissionado pelo Comandante Geral da Polícia Militar: (Redação dada pela Lei nº 6.803, de 14.02.2007, Art. 1º)

I - soldado 3ª classe - para os alunos do curso de formação de soldados de ambos os sexos;

II - cabo - para os alunos do curso de formação de sargentos, quando oriundos do meio civil ou

soldado da Corporação; III - cadete do 1º, 2º e 3º ano respectivamente, para os alunos do curso de formação de oficiais; (Redação dada pela Lei nº 6.803, de 14.02.2007, Art. 1º) IV - Aspirante a Oficial - para os alunos de curso ou estágio de adaptação de oficiais; (Redação dada pela Lei nº 5.358, de 01.07.1992, Art. 1º, I)

§ 2º - Após a conclusão, com aproveitamento, dos cursos referidos no parágrafo anterior, os

policiais militares neles matriculados terão suas situações de serviço regularizadas, com a efetivação da seguinte forma:

a) os policiais militares inseridos nos itens I e II serão, por ato do Comandante Geral, efetivados e

promovidos ao grau hierárquico que o curso o habilite;

b) os policiais militares após concluírem com aproveitamento o último ano do curso de formação de

oficiais, serão por ato do Comandante Geral declarados Aspirantes a Oficial;

c) os policiais militares inseridos no item IV do parágrafo 1º deste artigo, após a conclusão do curso

ou estágio de adaptação de oficiais, serão promovidos ao posto de 2º tenente exceto os classificados em primeiro lugar, por especialidade, que serão promovidos ao posto de 1º Tenente, por ato do Governador do Estado, mediante proposta do Comandante Geral. (Redação dada pela Lei nº 5.358, de 01.07.1992, Art.

1º, I)

3.2.4.Hierarquia e Disciplina

CAPÍTULO II DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA

Art. 9º A hierarquia e disciplina são a base institucional da Polícia Militar.

§ 1º - A hierarquia é estabelecida por postos e por graduações.

§ 2º - A autoridade e a responsabilidade crescem com o grau hierárquico.

§ 3º - A disciplina baseia-se no regular e harmônico cumprimento do dever de cada componente da

Polícia Militar.

§ 4º - A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias entre os

policiais militares da ativa, da reserva remunerada e reformados. Art. 10. Os círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os policiais militares de uma mesma categoria e têm a finalidade de desenvolver o espírito de camaradagem em ambiente de estima e

confiança, sem prejuízo do respeito mútuo. Art. 11. A escala hierárquica na Polícia Militar está agrupada de acordo com os círculos seguintes:

a) os círculos hierárquicos de oficiais:

I - círculo de oficiais superiores:

Coronel

Of

os

ici

ai

s

Tenente-Coronel Major

II - círculo de oficiais intermediários:

Capitão III - círculo de oficiais subalternos:

Primeiro Tenente

Segundo tenente

b) os círculos hierárquicos de praças:

I - círculo de subtenentes e sargentos:

Subtenente Primeiro Sargento Segundo Sargento Terceiro Sargento

II - círculo de cabos e soldados:

Cabo Soldado

§ 1º - Condições para a freqüência dos círculos:

I - freqüentam o círculo de oficiais subalternos:

O aspirante a oficial e, excepcionalmente ou em reuniões sociais, o cadete e o aluno do CHO.

II - freqüenta o círculo de subtenentes e sargentos:

Excepcionalmente ou em reuniões sociais, o aluno do Curso de Formação de Sargentos. III - freqüentam o círculo de cabo e soldado:

Os alunos dos cursos de formação de cabos e soldados.

§ 2º - Os aspirantes a oficial e os cadetes são denominados "Praças Especiais".

§ 3º - Os graus hierárquicos, inicial e final, dos diversos Quadros e Qualificações são fixados

separadamente, para cada caso, em legislação específica.

§ 4º - Sempre que o policial militar da reserva ou reformado fizer uso do posto ou da graduação,

deverá mencionar esta situação. Art. 12. A precedência entre os policiais militares da ativa do mesmo grau hierárquico, é assegurada

pela antigüidade no posto ou graduação, ressalvado os casos de precedência funcional estabelecido em Lei ou regulamento. Art. 13. A antigüidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data da publicação do ato da respectiva promoção, declaração, nomeação ou inclusão.

§ 1º - Caso haja igualdade na antigüidade referida no caput deste artigo, a mesma será estabelecida através dos seguintes critérios:

a) promoção na mesma data, o mais antigo será aquele que o era no posto ou graduação anterior, e

assim sucessivamente até que haja o desempate;

b) declaração na mesma data, o mais antigo será aquele que obteve maior grau intelectual no final

do curso;

c) nomeação na mesma data, o mais antigo durante a realização do curso ou estágio de adaptação

será aquele que obteve maior grau no concurso público, e quando da sua efetivação, será mais antigo aquele que o concluir com maior grau;

d)

inclusão na mesma data, o mais antigo será aquele que obteve maior grau no concurso de

admissão;

e)

promoção por conclusão de curso de formação na mesma data, o mais antigo será aquele que

obteve maior grau intelectual no final do curso; f) entre os cadetes a antigüidade será estabelecida pelo ano em que o mesmo se encontre cursando;

§ 2º - Caso persista o empate na antigüidade, a mesma será definida através da data do

nascimento, onde o mais idoso será o mais antigo.

§ 3º - Em igualdade de posto ou graduação, os policiais militares da ativa têm precedência sobre os da inatividade.

§ 4º - O aluno do Curso de Habilitação a Oficial será equiparado hierarquicamente ao Cadete do último ano. Art. 14. A precedência entre as Praças Especiais e as demais praças, é assim regulada:

I - o aspirante a oficial é hierarquicamente superior as demais praças;

II - o cadete é hierarquicamente superior ao subtenente.

ESCALA HIERÁRQUICA DA POLÍCIA MILITAR

Círculo

hierárquico

Círculo

Posto/Graduação

Coronel Cel

Oficiais Superiores

Tenente-Coronel Ten Cel (TC)

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

   

Major Maj

 

Oficiais Intermediários

Capitão Cap

Oficiais Subalternos

Primeiro Tenente 1º Ten

Segundo Tenente 2º Ten

   

Aspirante a Oficial Asp Of

 

Praças Especiais

Cadete 3º Ano Cad. CFO III (Aluno CHO) (Aluno EAO)

Cadete 2º Ano Cad CFO II

Cadete 1º Ano Cad. CFO I

Graduação

Praças

 

Subtenente SubTen

Subtenentes e Sargentos

Primeiro Sargento 1º Sgt

Segundo Sargento 2º Sgt

   

Terceiro Sargento 3º Sgt

 

Cabo Cb

 

Cabos e Soldados

Soldado 1ª Classe Sd

Soldado 2ª Classe Sd

 

Soldado 3ª Classe Sd (Aluno CFP)

CADERNO DE QUESTÕES II (Fixação da Aprendizagem)

Estatuto - Generalidades

Julgue as proposições a seguir conforme a Lei Estadual n.º 5.346/1992 (Estatuto dos Policiais Militares de Alagoas):

01. A Polícia Militar de Alagoas está sob dupla subordinação. Administrativamente e operacionalmente

subordina-se ao Governador do Estado, contudo, para fins de defesa interna subordina-se diretamente ao Exército Brasileiro.

(

) Certo

(

) Errado

02. Os policiais militares posicionam-se em duas condições: na ativa ou na inatividade. Entre aqueles que

se encontram na inatividade, há os transferidos para a reserva remunerada, ainda sujeitos à prestação de serviço ativo, mediante convocação e designação, porém os reformados estão dispensados definitivamente da prestação de serviço ativo. Em ambos os casos da inatividade, o policial militar percebe remuneração do Estado.

(

) Certo

(

) Errado

03.

Diz ser policial militar de carreira, aquele que, oriundo do meio civil, é matriculado, após concurso

público, para frequentar curso de formação policial militar ou de adaptação de oficiais.

(

) Certo

(

) Errado

04. Tendo em vista que a carreira de oficial da Polícia Militar é privativa de brasileiro nato, a legislação

peculiar dispõe sobre agregação para o Aspirante a Oficial que perca ou tenha perdido a nacionalidade brasileira.

(

) Certo

(

) Errado

05.

O exercício das atividades inerentes à Polícia Militar combinadas com aquelas decorrentes da condição

de força auxiliar e reserva do Exército é aquilo que se denomina de serviço policial militar.

(

) Certo

(

) Errado

06. Apenas os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes

não estejam a serviço de seu país; os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira podem seguir na carreira de Oficial da Polícia Militar.

(

) Certo

(

) Errado

Adaptada de Cespe/UnB 2009 PM-DF Soldado da Polícia Militar

07. O soldado do sexo masculino, aos 57 anos de idade, deve ser transferido para reserva remunerada, de

ofício, enquanto o coronel da PMAL pode permanecer no posto até os 67 anos de idade.

(

) Certo

(

) Errado

08. As polícias militares e os corpos de bombeiros militares são considerados pela CF reserva do Exército e

forças auxiliares.

(

) Certo

(

) Errado

Estatuto - Ingresso

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

De acordo com o Estatuto dos Policiais Militares de Alagoas, julgue como Certo ou Errado as afirmações abaixo:

09. O ingresso na Polícia Militar do Estado de Alagoas é facultado a todo aquele que comprove residência

em Alagoas, sem distinção de raça, sexo, cor ou credo religioso, mediante matrícula ou nomeação, após aprovação em concurso público de prova, desde que observadas algumas condições previstas no Estatuto.

(

) Certo

(

) Errado

10.

Conforme o que está previsto no Art. 7º do Estatuto, todo aquele proveniente do meio civil, para

ingressar na Polícia Militar de Alagoas como cadete ou soldado, deverá ter entre 18 (dezoito) e 30 (trinta) anos de idade, já para aqueles que prestam concurso para os Quadros de Oficiais de Saúde e Quadro de Oficiais Especialistas, devem ter 18 (dezoito) anos no mínimo e 40 (quarenta) anos no máximo.

(

) Certo

(

) Errado

11.

O limite de idade para ingresso no cargo de Cadete para os que já são praças da Corporação obedece

os mesmos critérios daqueles previstos aos provenientes do meio civil. Face à previsão constitucional de igualdade de condições.

(

) Certo

(

) Errado

12.

Após a conclusão, com aproveitamento, do curso de formação, o soldado de 3ª classe será, por ato do

Comandante Geral, efetivado e promovido ao grau hierárquico que o curso o habilita. Diferentemente, do cadete do último ano do curso de formação de oficiais, que depois de ter concluído o curso, também com aproveitamento, será por ato do Comandante Geral declarado Aspirante a Oficial.

(

) Certo

(

) Errado

Estatuto Hierarquia e Disciplina

Tendo em vista, que segundo o Estatuto dos Policiais, a hierarquia e disciplina são a base institucional da Corporação, julgue as proposições abaixo:

13. A hierarquia é estabelecida por postos e por graduações, que formam uma escala agrupada de acordo

com âmbitos de convivência entre os policiais militares da mesma categoria, denominados de círculos hierárquicos. Há o círculo hierárquico dos oficiais (superiores, intermediários e subalternos) e das praças, sendo um dos subtenentes e sargentos e outro dos cabos e soldados.

(

) Certo

(

) Errado

14.

A disciplina baseia-se no regular e harmônico cumprimento do dever de cada componente da Polícia

Militar. A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias entre os policiais militares da ativa, sendo a isso desobrigados os policiais militares inativos.

(

) Certo

(

) Errado

15. Tendo em vista que, em igualdade de posto ou graduação, os policiais militares da ativa têm precedência sobre os da inatividade. Um terceiro sargento da ativa, em serviço, tem precedência a um segundo sargento da reserva remunerada.

(

) Certo

(

) Errado

16.

Posto é o grau hierárquico privativo do oficial, conferido por ato do Governador do Estado e a graduação

é o grau hierárquico privativo das praças, conferido por ato do Comandante Geral. Aos cadetes e aos aspirantes a oficiais é conferido posto, por frequentarem excepcionalmente o círculo dos oficiais subalternos.

(

) Certo

(

) Errado

Contradições entre diplomas legais

Constituição Federal e Estatuto dos Policiais

17. Apesar de a Constituição Federal prever que o militar em atividade que tomar posse em cargo ou

emprego público civil permanente será transferido para a reserva, a lei específica, no caso dos militares estaduais alagoanos, determina o licenciamento das praças e a demissão dos oficiais, em ambos os casos “ex-officio”.

(

) Certo

(

) Errado

Constituição Federal e Constituição Estadual

18. Ao abordar os direitos de cunho trabalhistas dos militares, a Constituição Federal concede também aos

militares estaduais o direito ao adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas. Essa mesma espécie de adicional de remuneração é concedida aos policiais militares de Alagoas, tendo em vista que a Lei Estadual n.º 5.346/1992 reproduziu a vontade do constituinte federal e estadual.

(

) Certo

(

) Errado

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

3.2.5.Cargo e Função

I Cargo (Art. 6º, IX, Art. 15, Art. 16, Art. 17, I e II, Parágrafo Ùnico, I e II e Art. 20, do

Estatuto do Estatuto): É o encargo administrativo previsto na legislação da Corporação, com denominação

própria, atribuições específicas e estipêndio correspondente, devendo ser provido e exercido na forma da lei. É especificado nos Quadros de Organização da Corporação.

a. Do Provimento: O provimento do cargo em caráter efetivo ou interino será efetuado

por ato da autoridade competente, obedecendo aos critérios de confiança e habilitação com o que a

legislação especificar. Isto implica dizer que os cargos policiais militares serão providos com pessoal que satisfaça aos requisitos de grau hierárquico e qualificação exigida para seu desempenho.

b. Da Vacância: Dar-se-á a partir das seguintes situações:

1)

Na data de sua criação.

2)

Na data da exoneração do titular.

3)

Nos casos em o ocupante tenha falecido, a partir da data do falecimento.

4) Nos casos em o ocupante tenha sido considerado extraviado ou desertor, a partir da data do termo de deserção ou extravio.

II Função (Art. 6º, X e Art. 18, Parágrafo Único, §1º, I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII, §2º e §3º,

do Estatuto do Estatuto): É o exercício do cargo (previsto no Quadro de Organização da Corporação), através do conjunto dos direitos, obrigações e atribuições do policial militar em sua atividade profissional específica.

São consideradas funções policiais militares ou de interesse policial militar o exercício do cargo nos seguintes órgãos:

a. Em órgãos federais relacionados com as missões das Forças Auxiliares.

b. Na Casa Militar do Governador.

c. Nas Assessorias Militares.

d. No Gabinete do Presidente da República ou do Vice-Presidente da República.

e. Estabelecimentos de Ensino das Forças Armadas ou de outra Corporação Policial

Militar, no país ou no Exterior, como instrutor ou aluno.

f. Outras Corporações Militares, durante o período passado à disposição.

g. Em função de Subdelegado de Polícia e no DETRAN (Redação dada pela Lei nº 5.751,

de 28/11/1995).

h. Em órgãos internacionais quando em missão de Paz (Redação dada pela Lei nº 5.751,

de 28/11/1995). OBSERVAÇÃO: Os militares nomeados ou designados para o exercício dos cargos previstos no Art. 18, § 1º, do Estatuto, só poderão permanecer no máximo, nesta situação por um período de quatro anos, contínuos ou não, exceto quando no exercício da chefia do gabinete ou da assessoria, de modo que ao término de cada período previsto no Art. 18, § 2º, do Estatuto, o policial militar terá que retornar a Corporação, onde aguardará, no mínimo, o prazo de dois (02) anos para um novo afastamento. III Encargo (Art. 21, do Estatuto do Estatuto): É cumprimento de qualquer função que, pela sua natureza, generalidade, peculiaridade, vulto ou duração não foi catalogada no quadro de Organização da Corporação. IV Exercício do Cargo ou da Função de Natureza Civil (19, Parágrafo Único, do Estatuto do Estatuto): O exercício, por policial militar, de cargo ou função não especificado na legislação da Corporação será considerado de natureza civil. Assim, o policial militar da ativa que aceitar cargo, função ou emprego público temporário, não eletivo, ainda que na administração indireta ou fundacional pública, ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nesta situação, ser promovido pelo critério de antigüidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela modalidade de promoção e transferência para reserva, sendo, depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido, ex-offício, para a inatividade.

TÍTULO III DO CARGO, FUNÇÃO, COMANDO E SUBORDINAÇÃO

CAPÍTULO I DO CARGO E DA FUNÇÃO

Art. 15. O cargo policial militar é aquele especificado nos Quadros da Organização da Corporação. Art. 16. Os cargos policiais militares serão providos com pessoal que satisfaça aos requisitos de grau hierárquico e qualificação exigidas para seu desempenho. Art. 17. O cargo policial militar é considerado vago a partir das seguintes situações:

I - na data de sua criação;

II - na data da exoneração de titular.

Parágrafo Único. - Considera-se também vago, cujo ocupante tenha:

I - falecido, a partir da data do falecimento;

II - sido considerado extraviado ou desertor, a partir da data do termo de deserção ou extravio. Art. 18. São funções policiais militares o exercício dos cargos previstos nos Quadros de

Organização da Corporação.

§ 1º - São consideradas funções policiais militares ou de interesse policial militar o exercício do cargo nos seguintes órgãos:

I - em órgãos federais relacionados com as missões das Forças Auxiliares;

II - na Casa Militar do Governador;

III - nas Assessorias Militares;

IV - no Gabinete do Presidente da República ou do Vice-Presidente da República;

V - estabelecimentos do Ensino das Forças Armadas ou de outra Corporação Policial Militar, no país

ou no Exterior, como instrutor ou aluno;

VI

- outras Corporações Policiais Militares, durante o período passado à disposição.

 

VI

outras Corporações Policiais Militares, durante o período passado à disposição; (Redação

dada pela Lei nº 6.543, de 21.12.2004, Art. 3º)

VII - em função de Sub Delegado de Polícia e no Departamento Estadual de Trânsito; (Redação dada pela Lei nº 5.751, de 28.11.1995, Art. 1º, acrescentando o presente inciso)

VIII - em órgãos internacionais, quando em missão de paz. (Redação dada pela Lei nº 5.751, de

28.11.1995, Art. 1º, acrescentando o presente inciso)

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) 2363-2 Resultado da Liminar: Aguardando julgamento.

VII na Secretaria Coordenadora de Justiça e Defesa Social; (Redação dada pela Lei nº 6.543, de 21.12.2004, Art. 3º, acrescentando o presente inciso)

VIII na Secretaria Executiva de Ressocialização; (Redação dada pela Lei nº 6.543, de

21.12.2004, Art. 3º, acrescentando o presente inciso)

IX na Polícia Civil do Estado de Alagoas; (Redação dada pela Lei nº 6.543, de 21.12.2004, Art.

3º, acrescentando o presente inciso)

X no Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas; e (Redação dada pela Lei nº 6.543, de

21.12.2004, Art. 3º, acrescentando o presente inciso)

XI na Secretaria Especializada de Cidadania e Direitos Humanos. (Redação dada pela Lei nº

6.543, de 21.12.2004, Art. 3º, acrescentando o presente inciso)

§ 2º - Os policiais militares nomeados ou designados para o exercício dos cargos previstos no

parágrafo primeiro deste artigo só poderão permanecer no máximo, nesta situação por um período de quatro anos, contínuos ou não, exceto quando no exercício da chefia do gabinete ou da assessoria.

§ 3º - Ao término de cada período previsto no parágrafo segundo deste artigo, o policial militar terá

que retornar à Corporação, onde aguardará, no mínimo, o prazo de dois (02) anos para um novo afastamento. Art. 19. O exercício, por policial militar, de cargo ou função não especificado na legislação da Corporação será considerado de natureza civil. Parágrafo Único. - O policial militar da ativa que aceitar cargo, função ou emprego público temporário, não eletivo, ainda que na administração indireta ou fundacional pública, ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nesta situação, ser promovido pelo critério de antigüidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela modalidade de promoção e transferência para reserva, sendo, depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido, ex- offício, para a inatividade. Art. 20. O provimento do cargo em caráter efetivo ou interino será efetuado por ato da autoridade competente, obedecendo os critérios de confiança e habilitação com o que a legislação especificar. Art. 21. Qualquer função, que, pela sua natureza, generalidade, peculiaridade, vulto ou duração não foi catalogada no Quadro de Organização da Corporação, será cumprida como encargo, serviço ou comissão de atividade policial militar.

Legislação Específica da Polícia Militar de Alagoas

Conceitos sobre Cargo e Função

 

CONCEITOS SOBRE CARGO E FUNÇÃO

Nomenclatura

Dispositivo

 

Definição

   

É

o encargo administrativo previsto na legislação da

Art. 6º, IX

Corporação, com denominação própria, atribuições específicas e estipêndio correspondente, devendo ser provido e exercido na forma da lei.

Cargo policial militar

 

É

aquele especificado nos Quadros da Organização da

Art. 15 e 16

Corporação e provido com pessoal que satisfaça aos requisitos de grau hierárquico e qualificação exigidas para seu desempenho.

   

É

o exercício do cargo, através do conjunto dos direitos,

Função policial miliar

Art. 6º, X

obrigações e atribuições do policial militar em sua atividade profissional específica.

Art. 18, caput

O

exercício dos cargos previstos nos Quadros de Organização

da

Corporação.

   

O

exercício de cargo, que apesar de não está previsto nos

Função de interesse policial militar (considerada policial militar)

Art. 18, §1º

Quadros de Organização próprio, são incumbências temporárias em órgãos correlatos às funções da Polícia Militar:

na segurança pública ou relativo à condição de auxiliar e reserva do Exército.

   

O

exercício, por policial militar, de cargo ou função não

Função de natureza civil

Art. 19, caput

especificado na legislação da Corporação.

Encargo, serviço e comissão de atividade policial militar

Art. 21

Qualquer função, que, pela sua natureza, generalidade, peculiaridade, vulto ou duração não foi catalogada no Quadro

de

Organização da Corporação.

Situações que geram vacância de cargo

 

SITUAÇÕES QUE GERAM VACÂNCIA DE CARGO

Ordem

Dispositivo

Situação

 

1 Art. 17, I

Na data de sua criação (enquanto ninguém é designado ou nomeado a ele)

 

2 Art. 17, II

Na data da exoneração de titular (enquanto ninguém é designado ou nomeado a ele)

 

3 Art. 17, PU, I

Ocupante do cargo falecido, a partir da data do falecimento.

 

4 Art. 17, PU, II

Ocupante sido considerado extraviado ou desertor, a partir da data do termo de deserção ou extravio.

Funções Policiais Militares ou de Interesse Policial Militar

FUNÇÕES POLICIAIS MILITARES OU DE INTERESSE POLICIAL MILITAR (ART. 18, §1º)

 

Fora do Estado

 

No Estado

   

Outras

   

Órgãos federais

Forças Armadas

Corporações

 

Assessorias

Secretarias e Órgãos Estaduais

Policiais

   

Militares

   

Gabinete do

Estabelecimentos de Ensino, como instrutor ou aluno (inciso V)

Estabelecimentos de Ensino, como instrutor ou aluno (inciso V)

 

Casa Militar do Governador (inciso II)

Secretaria Coordenadora de Justiça e Defesa Social (inciso VII)

Presidente e

Vice-Presidente

(inciso IV)

   
     

Assessorias

Secretaria Executiva de Ressocialização (inciso VIII)

Órgãos relacionados com as missões das Forças Auxiliares (inciso I):

Durante o

Militares

período passado

(inciso III):

 

à disposição

 

Polícia Civil do Estado de

(inciso VI)

-

Assembleia

Alagoas

Legislativa,

(inciso IX)

-

Tribunal de

 

Justiça,

Corpo de Bombeiros Militar

- Força Nacional,

-

Tribunal de

do Estado de Alagoas (inciso

- Ministério da

Contas,

X)

Justiça,