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Conectividade entre fragmentos de matas ciliares no sudoeste da APA do Rio Curiaú- Amapá/AP

Marilene do Socorro Perna Sanches 1 Uanne Campos Marques 1 Guilherme Henrique Marques de Oliveira 1 Roberta Sá Leitão Barboza 1 Graciliano Galdino Alves dos Santos 1,2

1 Universidade Federal do Amapá-UNIFAP Caixa Postal 26 - CEP 68902-280 - Macapá-AP, Brasil. marymelsanches@hotmail.com

2 Secretária de Estado da Ciência e Tecnologia-SETEC Coordenadoria de Desenvolvimento Científico Gerente do Núcleo de Qualificação em C&T (NQCT) Caixa postal 190 CEP 68906-970 - Macapá-AP, Brasil.

Abstract. The APA of the Curiau River is a conservation unit of defensible use with one population traditionally Quilombola, located eight km from the Macapa city, between the parallel 00° 00N and 00° 15N cut by 51° 00W meridian, it present one area of the 21.676 ha and one perimeter of the 47,3 km and include in its area different vegetables types, where, where the central ecosystem area of he ciliary forest because its vegetations density and diversity of the species vary in according to area and width of the forest. The general objective of this research is check if there was a connection between tha stain of the ciliary forest for the maintenance of the fauna that dislocate in the 500m, 750m and 1000m radius. The area chosen for analysis is in southwest of the environment conservation area of the curiau river. One of the metricts used was of distance between the polygons vectorized to use obtain the measure of meter among the fragments. The distances among the fragments change of 33m (fragment 3-4) to 1.326m (fragment 20-24) was found one fragment that us call central stain, because was the bigger that was in area, the fragment that better preserve its ecosystem is that have the shape most round, as it has less effect of the rim. The fragmentation of habitat affects every biological diversity among they the animal and the ecological as a dispersal and pollination of arborea species and genetic diversity of fauna. Palavras- chaves: Unit of Conservation, remote sensing, metricts of landscape, fragmentation of the vegetation, Unidade de conservação, sensoriamento remoto, métricas da paisagem, fragmentação da vegetação.

1.

Introdução

A paisagem é um mosaico composto por unidades distintas de ecossistemas ou ecótopos. As unidades da paisagem compõem-se por uma matriz composta por um grupo de ecossistemas dominantes, contendo manchas ou fragmentos de outros ecossistemas, arranjados em padrões variáveis, conectados entre si ou isolados. As conexões entre os fragmentos são denominadas corredores ecológicos, pois funcionam como meio de passagem para a biota que ocupa os fragmentos. Forman (1995); Hobbs (1997); Putz et al. (2001). A conectividade é caracterizada pela capacidade da paisagem em facilitar ou impedir o fluxo entre fragmentos de habitat, sendo dessa forma, uma propriedade vital para a sobrevivência das comunidades em um ambiente fragmentado. Metzger e Décamps (1997). A APA do Rio Curiaú abrange em sua extensão diferentes tipos vegetacionais, onde o ecossistema central são as matas ciliares cuja densidade da vegetação e diversidade de espécies varia de acordo

com a extensão e largura dessas matas. Os objetivos desse trabalho são verificar se há conectividade entre os fragmentos florestais para a manutenção da fauna que se deslocam nos raios de 500m, 750m e 1000m. Verificar a área núcleo dos fragmentos georreferênciados, calcular a distancia entre as manchas através de cartas, demonstrar quais manchas estão conectadas e quais estão isoladas em relação à mancha central através de mapas. O trabalho se justificativa na ausência de pesquisas voltadas para ecologia da paisagem na APA do Rio Curiaú e a hipótese trabalhada é que as manchas da área escolhida estão separadas por mais de 1 km e não há variação relevante de conectividade entre os fragmentos estudados.

  • 2. Metodologia de Trabalho

A Área de Proteção Ambiental do Rio Curiaú está situada a 08 km da cidade de Macapá, capital do Amapá, entre os paralelos 00˚ 00’ N e 00˚ 15´ N e cortada pelo meridiano 51˚ 00’

W. Apresenta uma área de 21.676 ha e um perímetro de 47,3 km (Figura 01). Limita-se ao norte com Campina Grande do Curiaú, a oeste com a rodovia BR-156, ao sul com a cidade de Macapá, e a leste com o rio Amazonas. O acesso à área é feito por via terrestre (BR-156 pavimentada, e AP-070) e fluvial (pelo rio Curiaú, que atravessa a UC de leste a oeste). Cerca de 180 famílias vivem na unidade ou em seu entorno imediato em seis comunidades, denominadas Curiaú de Fora, Curiaú de Dentro, Casa Grande, Curralinho, Extrema e Mocambo. Há ainda, duas comunidades ribeirinhas ao norte da APA chamadas Pescada e Pirativa. Drummond et al. (2008). A área escolhida para o estudo fica a sudoeste da APA do Rio Curiaú.

com a extensão e largura dessas matas. Os objetivos desse trabalho são verificar se há conectividade

Figura 1. Delimitação da APA do Rio Curiaú (preto) e da área de estudo (branco).

A imagem utilizada no trabalho é uma Landsat 05 TM de 07 de Julho de 2008, órbita ponto 225/60, cedida pelo site do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais INPE. Os

shapes utilizados para o mapeamento da área de estudo foram cedidos pela Secretária de Estado do Meio Ambiente do Amapá SEMA/AP. O georreferenciamento foi feito com a ferramenta Georreferencing do ArcGis, adicionando os pontos de controle necessários para que o software obtenha a margem de erro desejada. Depois de ter sido feito o georreferenciamento, editamos a área escolhida dentro da APA do Rio Curiaú. Após o cumprimento da etapa de georreferenciamento, foi feita a identificação das Áreas fragmentadas através da poligonalização das mesmas. Esse passo do trabalho foi feito através da ferramenta editor Create New Feature do ArcGis, o que permitiu mapear todas as áreas de nosso interesse.

shapes utilizados para o mapeamento da área de estudo foram cedidos pela Secretária de Estado do

Figura 2. Mapa com as áreas de mata de galeria em polígonos vetorizados.

Com os fragmentos já mapeadas, foi feito um recorte da imagem, com a ferramenta clip do ArcToolbox Window. Uma das métricas utilizadas foi a de distanciamento entre os polígonos vetorizados, para obtermos a medida em metros entre os fragmentos. (Figura 3)

Figura 3. Mapeamento da distância entre os polígonos na área de estudo. Como métrica de paisagem

Figura 3. Mapeamento da distância entre os polígonos na área de estudo.

Como métrica de paisagem 06 polígonos foram escolhidos e neles contêm uma área núcleo em outras duas áreas núcleos e a média de distância entre elas. (Figura 4)

Figura 3. Mapeamento da distância entre os polígonos na área de estudo. Como métrica de paisagem

Figura 4: Mapa com polígonos com a área núcleo e a média das áreas núcleo em fragmentos com mais de uma.

O estabelecimento de 06 fragmentos foi feito a partir de sua área em hectares e por sua forma, sendo assim, as manchas que apresentaram maior área e um formato menos amebóide foram escolhidas. Para o cálculo das áreas núcleo, foi feita a métrica de distanciamento entre as bordas e foram estabelecidas não de forma exata, mais aproximadamente com seu interior, haja vista que nossas métricas foram feitas de forma manual no software ArcGis 9.3. Os raios estabelecidos foram colocados no limite dos fragmentos escolhidos (2, 21, 23, 11, 12 e 24).

O estabelecimento de 06 fragmentos foi feito a partir de sua área em hectares e por

Figura 5. Carta Temática com o raio de alcance de 500 metros

O estabelecimento de 06 fragmentos foi feito a partir de sua área em hectares e por

Figura 6. Mapa com o raio de alcance de 750 metros.

Figura 7. Mapa com raio de alcance de 1000 metros. Outra métrica estabelecida foi o cálculo

Figura 7. Mapa com raio de alcance de 1000 metros.

Outra métrica estabelecida foi o cálculo do distanciamento entre manchas em relação à mancha central.

Figura 7. Mapa com raio de alcance de 1000 metros. Outra métrica estabelecida foi o cálculo

Figura 8. Distanciamento entre as manchas com relação à mancha central.

3.

Resultados e Discussão

Após a análise dos dados e medição das métricas obtivemos os seguintes resultados: As distâncias entre os fragmentos variam entre 33 m (fragmentos 3-4) a 1.326 m (fragmentos 20- 24); A maior distância do fragmento central em relação às manchas é 3.282 m (12-22) e a

menor é 1.165 m (12-24); A maior mancha encontrada é a de 67 hectares (mancha central); Existem manchas com raio de alcance menor que 1 km. A hipótese trabalhada foi considerada nula a partir da existência de manchas conectadas a 500 m. Foram demonstradas na figura 08 as manchas que estavam desconexas à mancha central, pois diretamente não estavam ligadas, apresentando um elevado distanciamento em metros o que impossibilita a troca de indivíduos entre habitats vizinhos e processos como dispersão e polinização. Em um fragmento de poucos hectares a maioria das espécies estará representada por poucos indivíduos e, ainda que os processos de reprodução se mantenham, a diversidade genética tende a diminuir. Delamonica et al. (2001).

  • 4. Conclusões

A fragmentação de habitats na APA afeta toda diversidade biológica entre elas a animal e a ecológica como na dispersão e polinização de espécies arbóreas, pois alguns polinizadores não conseguem voar longas distancias fora das florestas, pois não estão adaptados a exposição direta do sol. Delamonica et al. (2001). A dispersão também não e garantida porque alguns pássaros dispersores não conseguem atravessar grandes áreas abertas limitando-se a florestas continuas e também na variabilidade genética da fauna, sendo que os fragmentos isolados encontrados têm menos probabilidade de manter a diversidade da fauna, devido ao tamanho dos polígonos e seus formatos suscetíveis a intemperes humanas como o efeito de borda, queimadas sem controle e caça a animais que atravessam de um polígono pra outro em busca de parceiros e alimentos.

  • 5. Referências Bibliográficas

DELAMONICA, P., LAURENCE, W.F. & LAURANCE, S.G. 2001. A fragmentação da paisagem. In Oliveira, A.A. & Daly, D.C. (org.). Florestas do Rio Negro. São Paulo: Editora Schwarcz, 2001. cap. 9,

p.285-301.

DRUMMOND, J. A.; DIAS, T. C. A. C. & BRITO, D. M. C. Atlas das Unidades de Conservação do Estado do Amapá. MMA/IBAMA-AP; GEA/SEMA, Macapá, 2008. 128p.

FORMAN, R. T. T. Land mosaics: the ecology of landscape end regions. Cambridge: Cambridge University Press. 1995. 632p.

HOBBS, R. Future landscape and the future of landscape ecology. Landscape and Urban Planning. v.37, n.1- 2, p. 1-9, June 1997.

METZGER, J. P.; DÉCAMPS, H. The structural connectivity threshold: an hypothesis in conservation biology at the landscape scale. Acta Oecologica,v.18, n.1, p.1-12, 1997.

PUTZ, F. E.; BLATE, G. M.; REDFORD, K. H.; FIMBEL, R.; ROBINSON, J. Tropical forest management and conservation of biodiversity: an overview. Conservation Biology, v. 15, n. 1, p. 7-20, Feb. 2001.