Vous êtes sur la page 1sur 4

21

Leitura em sala de aula. Comentários, em plenário, sobre o conteúdo destas últimas páginas.

5. A proposta bíblico-cristã de humanização e o diálogo crítico com as ciência e com a cultura atuais (cf. ibid., p. 267-284).

Depois da leitura atenta dessas páginas, ressaltar por escrito as interpelações que v. percebe para o nosso trabalho teológico atual, na PUC/Rio.

6. Necessidade de repensar a fé em Deus criador e no ser humano criado à imagem desse Deus (cf. ibid., p. 284-295). Leitura comentada em sala de aula.

7. Humanização: a prioridade do pessoal sobre o natural,

Id., Unidade na pluralidade,

cap.7, p.303-317; Id., Elementos de Antropologia Teológica, cap. 5, p. 107-115;

7.1. Revisão do conceito e da realidade que é a pessoa (cf

Evangelização e maturidade afetiva, p.47-48).

Repensar Deus, conforme visto acima, leva consigo repensar o que significa ser humano. Se

o decisivo em Deus é o Amor, a Criatividade e a Liberdade, o ser humano deverá ser

valorizado sobretudo pela capacidade de se decidir com liberdade (finita, condicionada, mas

real), de amar e de criar algo novo na história e no cosmos. Criado à imagem desse Deus, o ser humano é chamado a se fazer, a tornar-se alguém capaz de viver a liberdade criativa e amorosa. No início, vimos, está a liberdade amorosa de Deus. Não é a natureza (necessidade), o acaso ou a fatalidade a governar a vida humana e os cosmo. O cosmo é criação de Deus: o ser humano, assim, é salvo do domínio da fatalidade e da repetição monótona e asfixiante da necessidade (natureza). A dimensão pessoal tem prioridade sobre

o

natural.

O

ser humano é criado à imagem de Deus: o ser humano é uma pessoa. Quais são as

características da pessoa? A seguir, procuro mostrar uma descrição simples do que seja a pessoa. Trata-se de uma descrição, não de uma definição:

Descrição da pessoa:

Eu sou uma pessoa, quer dizer, eu sou chamado a ser eu mesmo na relação. Vamos explicar esta afirmação. Como v. pode ver a frase tem dois elementos. Vejamos o primeiro:

a) Pelo fato de ser uma pessoa, eu sou único e irrepetível, distinto dos outros seres humano,

do cosmos e de Deus. E, assim, sou chamado a

- autopossuir a minha vida, isto é, a ser senhor da minha vida, procurando rejeitar todo tipo

de escravidão;

- desenvolver a minha capacidade de escolher por mim mesmo, isto é, a ser livre, procurando rejeitar todo tipo de manipulação;

pessoa (minha vocação pessoal),procurando

rejeitar a instrumentalização. O ser humano não é um objeto ou uma coisa, é uma pessoa valiosa por ela mesma para além de toda instrumentalização ou utilização.

- desenvolver o meu modo próprio de ser

b) Mas, eu sou pessoa na relação:

- com o mundo (mediante o trabalho, a celebração, a festa

-com os outros seres humanos ( mediante o diálogo, o amor, a amizade, a confrontação - com Deus (mediante a confiança, a fé, o amor, a obediência

);

•22,

);

c) É fácil concluir que na pessoa existem duas dimensões básicas: a interiorização e a abertura. Para que a pessoa possa amadurecer na sua personalidade, é indispensável a superação de toda dicotomia ou dualismo entre estas duas dimensões, de tal maneira que sejam desenvolvidas numa inter-relação dinâmica, cada uma aberta sempre à complementação crítica da outra. Cuidado com a "teoria do copo". Ressaltar, novamente, a pluralidade de dimensões ou aspectos que compõem a riqueza do ser humano. Riqueza vivida na unidade que é a pessoa concreta. Cada ser humano é chamado a acolher e a desenvolver a riqueza constitutiva do seu ser pessoa. Assumir o que significa ser pessoa, tal é a primeira e fundamental vocação de cada ser humano.

Contudo, a anterior descrição deve ser complementada. Na realidade, na pessoa tudo é relacionai. Também a relação do sujeito consigo mesmo é relacionai.

Esta prioridade da pessoa, aparece também claramente no comportamento de Jesus em relação à religião. Jesus está atento à chegada do Reinado de Deus, aberto ao Deus que vêem, enquanto que a religião olha para o passado, repete o passado, encontra nele sua identidade e sua permanência, fica instalada nele. Jesus vive a liberdade da fé, algo que a religião tem muita dificuldade para aceitar. Não é que Jesus negue todo valor à religião, mas não fica retido nela, ultrapassa-a guiado pelo espírito de liberdade próprio da fé. Deus não está encerrado no passado, no templo, na repetição de ritos e de observâncias. A religião quer enquadrar a fé, canalizá-la e institucionalizá-la. E, assim, Deus e religião tendem a se identificar. De fato, Jesus vive o conflito entre a fé e a religião que os profetas do AT já experimentaram, duramente.

Vejamos, mais concretamente, a relação de Jesus com o templo. Para Jesus, o templo não tem valor absoluto e não constitui uma garantia de salvação. Jesus supera a distinção clássica entre sagrado e profano: Jo 4,19-24. A relação com o Pai vai muito além do espaço

sagrado. O discípulo se liberta do medo do sagrado. Não é mais escravo, mas filho (cf. Gl 4, 1-4). Na realidade, ele transforma o significado do sagrado: trata-se de adorar a Deus em espírito e verdade, em qualquer lugar. A religião sente-se ameaçada com esta liberdade de Jesus, ela que se apresentava como o único caminha para o acesso a Deus. O verdadeiro templo é Jesus Cristo: Jo 2,19-22. Também a comunidade cristã e cada cristão (cf. Ef 2,19-

22; ICor 6, 19; 3,16-17; 2Cor 6,16

Sagrado, sobretudo, é o espaço humano. A pessoa

humana concreta é que é sacralizada. Pelo amor-serviço a ela passa o caminho da salvação, não pelo Templo. Lembremos, a este respeito, que as comunidades cristãs do século I não estavam vinculadas a um espaço sagrado. Certamente, Jesus não é contra o lugar do culto :

O que ele denuncia é a absolutização do templo, do lugar s sagrado. Como se este fosse garantia de salvação, independentemente da abertura do coração da pessoa.

).

Algo semelhante acontece com o sábado.Jesus cura intencionalmente em dia de sábado: Lc

dúvida, para Jesus, o ser humano é mais importante que o sábado: Mc 2,27-

28. Com outras palavras, para Jesus, fazer o bem é sempre o decisivo! Será que há outra

13,14-16

Sem

23

maneira melhor de viver o significado do sábado do que fazer o bem, neste caso, curar o doente? O sagrado encontra-se, sobretudo, no ser humano

7.2. Revisão da qualidade das relações inter-humanas (Cf. Id,Evangelização e maturidade afetiva, p.35-39; Id., Elementos de Antropologia Teológica, p. 147-155).

/. Modernidade e pós-modernidade: forte acentuação da subjetividade. Como focaliza a antropologia cristã a subjetividade?

2. Subjetividade fechada ou aberta?

2.1.Caracterização da subjetividade fechada: o outro é negado como outro. Aplicação às relações entre homem e mulher, entre pais e filhos etc. Deus também é rejeitado como Outro. Na realidade, o outro só é aceito na medida em que corresponde à minha expectativa.

2.2. Levados pela subjetividade fechada, desenvolvemos relações de dominação e de

instrumentalização do outro. Resultado: desumanização, "morte" do outro e desastre ecológico. 2.3 .Caracterização da subjetividade aberta: o outro é aceito e acolhido como outro. É respeitado e valorizado como outro. Mais ainda, é ajudado a ser outro, fiel à própria identidade. 2.4.Esta abertura-acolhimento nos questiona, nos desinstala e nos enriquece.

2.5. Como se realiza o encontro pessoa-pessoa na subjetividade aberta (alteridade)? (cf.

Unidade na pluralidade, p. 452-454; Id., Elementos de Antropologia

, p. 155-157)

a.- Encontrar-se significa olhar-se mutuamente nos olhos, "ver" e "ser visto" humanamente. Nada pode substituir este primeiro passo. A profissão de grandes ideais pode ser um pretexto para fugir de encontros no nível pessoa-pessoa. b.- Encontrar-se significa falar a um outro e escutá-lo, "falar" e "escutar" humanamente. Palavra reveladora da própria interioridade. Acolhimento da palavra reveladora do outro. c- Encontrar-se significa ajudar-se mutuamente no agir. É necessário saber oferecer e receber ajuda. Apoio mútuo. d.- Encontrar-se significa assumir voluntária e livremente que unicamente podemos ser humanos com os outros e junto a eles. Assumir que somos chamados a viver a co- humanidade, na liberdade.

-Significado especial do encontro com o rosto do empobrecido (cf. Id., Unidade

457; Id., Elementos de Antropologia

, p. 157-159).

,

p.456-

7.3. Revisão da qualidade da expressão de emoções e sentimentos (vida afetiva).

1 .A afetividade descuidada no mundo ocidental e na Igreja. Causas.

2. Identificando a afetividade: O dinamismo básico da pessoa (auto-conservação e expansão) repercute na consciência dela levando-a a reagir. A afetividade é o mesmo dinamismo básico na medida em que encontra ressonância no sujeito impulsionando-o a agir. O sujeito experimenta emoções e sentimentos, quer dizer, é afetado. Em resposta expressa sua interioridade (cf'Evangelização e maturidade afetiva, cap. 3.

24

3.A afetividade está enraizada no nível biológico, passando depois para o nível psíquico e, posteriormente, para o espiritual. As sensações mais elementares na origem da afetividade são o prazer e a dor( cf. ibid.).

4. Olhando para o nosso passado: a primeira infância. (Cf. ibid., cap. 4) 4.1. No primeiro ano: surge o sentimento de confiança. Importância do cuidado e da aceitação da mãe, do pai ou dos adultos que cuidam da criança. 4.2.No segundo e terceiro anos: surgem os sentimentos de independência e autonomia. Necessidade do apoio e do encorajamento por parte dos adultos. Quando predominam as atitudes rígidas e autoritárias, a criança tende a desenvolver sentimentos de insegurança, vergonha e timidez exagerada. 4.3.Com a independência e a autonomia, surge o sentimento de iniciativa, aproximadamente no terceiro ano. Necessidade de estímulo, atenção e respeito para acolher as perguntas da criança. Faltando este estímulo, desenvolve-se na criança o sentimento de culpa ( a criança sente-se indigna, sem valor, culpada). 4.4. Atitude fundamental do educador (a): acolhimento do outro(a) como outro(a),colocando-se a serviço do desenvolvimento da identidade pessoal dele ou dela, superando as tentações da superproteção e da permissividade.

5. A nossa situação, hoje (cf. Id., Evangelização

maturidade

,

p. 169ss.)

- Freqüentemente,

possibilidades e qualidades.

somos

mais

conscientes

das

,

p. 137-143; ; Id., A caminho da

nossas

falhas

do

que

das

nossas

- Quando a nossa auto-consciência é mais positiva(fundamentada na verdade, claro está), temos mais energia para viver um autêntico serviço libertador.

- Em conseqüência, amar consiste, freqüentemente, em ajudar a reconhecer e desenvolver as qualidades e dons que os outros(as) possuem.

- Para amadurecer afetivamente, todos precisamos saber expressar sentimentos sinceros de aprovação, estima e louvor. Também os sentimentos de desaprovação. Entretanto, o clima predominante deveria ser de aprovação e estima. Assim, a interpelação não é percebida como agressão.

- E importante também saber receber e integrar sentimentos sinceros de aprovação manifestados pelos outros.

-Na caminhada para a maturidade afetiva, é indispensável saber cultivar "o tempo e o espaço simbólicos". Cuidar da relação no nível simbólico (cf. Unidade na pluralidade, cap.

15).

6. Necessidade de comunidades reais fverld., Evangelização p. 169-183).

,

p.217ss.;Id., A caminho

,

Centres d'intérêt liés