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Faculdade Católica do Tocantins Direito Penal IV João Gabriel Ribeiro - NOTURNO

01 – Disserte sobre os crimes contra a fé pública, em especial o de moeda falsa. São aqueles atos humanos que ferem a autenticidade e a soberania do Estado de Direito. O crime é definido como uma conduta típica, antijurídica e culpável que gera um resultado danoso a algum bem jurídico, público ou privado, e nesse tipo criminoso o bem jurídico atingido é a fé pública. Crime de moeda falsa (art. 289) “Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro.” Pena – Reclusão de três a doze anos e multa. Falsificar: aquele que reproduz de forma fraudulenta moeda verdadeira de forma que cause engano. O objeto a ser tutelado nesse crime é a moeda metálica ou o papel-moeda que tem curso legal no país ou até mesmo no estrangeiro. Fabricar: Mesmo reproduzindo moeda ou papel-moeda verdadeiro também responderá pelo crime.

Alterar: Caso o papel-moeda ou a moeda já existam integralmente, mas são realizadas qualquer tipo de alterações aptas a iludir qualquer pessoas, sendo que esta alterações poderão apresentar valor superior, alterações de letras, números indicativos no valor da nota. A falsificação desse crime não é necessária que seja grosseira a falsificação e sim que seja apta a enganar e iludir a vítima de forma que lhe cause engano. 02 – Diferencie as diversas falsidades identificando suas principais características.  Falsificação de papéis públicos

293 – Tem como alvo punir falsificação de papéis públicos por meio de alteração ou fabricação do título. É passível de repreensão penal por meio de reclusão e admite causa de aumento de pena. É um crime comum, tratando de crime contra a fé pública, tanto no que diz respeito ao sujeito ativo e ao sujeito passivo. É um crime doloso que não prevê modalidade culposa.  Petrechos de falsificação

294 – Protegendo a fé pública, desta feita punindo atos preparatórios a da falsificação de documentos e papéis públicos. Sujeito ativo é qualquer pessoa que realizar uma das condutas incriminadas. Sujeito passivo é o Estado. Consuma-se no momento em que o objetio é fabricado, recebido pelo agente, entregue à outra pessoa, possuído ou guardado pelo sujeito ativo.  Falsificação do selo ou sinal público

296 – O bem jurídico protegido é a fé pública, a confiança das pessoas em selos ou sinais públicos. Sujeito ativo do crime é qualquer pessoa que realizar a conduta típica. Sujeito passivo é o Estado e o crime sempre será doloso.

Por ser delito comum.quando o documento objeto da fraude é público. o titular do bem atingido também será sujeito passivo. a fé pública. e multa .O bem jurídico protegido é. O objeto material do crime é o documento público. Sendo admitido a figura da tentativa. É consumado quando o agente incorre em uma das condutas nucleares do tipo penal descrito no artigo acima. Reclusão de um a cinco anos. 2.  Falsificação de documento particular 298 . Sujeito ativo é apenas o funcionário público que tem a atribuição de reconhecer firmas e letras. Consuma-se no instante em que o agente declara. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.Para que o delito se configure é necessário que a forma do documento seja verdadeira. ao passo que a fraude esteja inserida no seu conteúdo. São duas as condutas incriminadas: falsificar e alterar documento público. a confiança que as pessoas depositam no reconhecimento de firma ou letra pelo funcionário público. caso contrário não há crime. Não havendo previsão para o delito de natureza culposa. estando prestes a concluir a declaração de veracidade da firma falsa. Se há lesão. É o tabelião ou outro servidor a quem seja legalmente deferida essa atribuição. O crime é doloso. A doutrina reconhece como sendo a fé publica. o reconhecimento da firma como verdadeira. pois o bem jurídico tutelado é a fé pública dos documentos particulares. apenas o Estado pode ser o sujeito passivo.O bem jurídico protegido é a fé pública. São duas as condutas incriminadas: atestar ou certificar. se o a falsificação é interrompida por força maior. a confiança depositada nos atestados ou certidões emitidos por funcionário público. Reclusão de um a três anos. qualquer pessoa pode ser o sujeito ativo.  Falsidade ideológica 299 . mediante a aposição de um carimbo ou outra fórmula.O bem jurídico protegido é a fé pública. A tentativa é possível se o agente. 1. A falsificação de documento público é crime doloso.Sendo permitida a tentativa e a consumação acontece no momento em que o corre a falsificação e sendo possível a tentativa. Sujeito passivo é o Estado e a pessoa que sofrer prejuízo em virtude da falsidade. A consumação ocorre no momento em que o funcionário conclui . Tendo. por exemplo. e multa . bem como altera o seu conteúdo. a quem o incumbe.  Falso reconhecimento de firma ou letra 300 . Sujeito ativo é qualquer pessoa que realizar o tipo. Sujeito passivo é o Estado. Sujeito ativo é o funcionário público. Sujeito passivo é o Estado. por escrito. no próprio documento. Ao passo que. a confiança que as pessoas depositam nos documentos públicos. portanto ação penal pública incondicionada. outra vez.se o documento for particular. também é imprescindível que a finalidade da declaração seja prejudicar direito. Sendo quem cria documento apócrifo ou falsifica parte de documento verdadeiro.Elemento subjetivo é o dolo. é impedido por ação de terceira pessoa.  Certidão ou atestado ideologicamente falso 301 .  Falsificação de Documento Público 297 .

e multa de três a dez dias-multa. com o emprego do documento falso. a supressão ou a ocultação do documento. Sujeito ativo é o médico tratando-se. a confiança das pessoas nos documentos públicos e particulares. possível a suspensão condicional do processo penal. A consumação coincide com o momento em que é concluída a reprodução ou a alteração da peça de coleção. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. O benefício ou o prejuízo pode ter natureza moral ou patrimonial ou econômica. A tentativa é possível em todas as formas típicas. quando há perda de sua qualidade documental. público ou particular.  Reprodução ou adulteração de selo ou peça filatélica 303 . O agente deve ter consciência de que age em relação a um documento. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. como no tipo do caput. é aquele fornecido pelo médico. e destruí-lo. independentemente da obtenção. Sujeito passivo é o Estado e. seu titular.O bem jurídico protegido é a fé pública. O objeto material do crime é o selo ou a peça filatélica. O objeto material da conduta é o documento. pois. de crime próprio. pois o uso será post factum impunível do delito de falso.  Falsidade de atestado médico 302 . a confiança que os colecionadores depositam nos selos e peças de filatelia. não se exigindo. A ação penal é. O bem jurídico protegido é a fé pública. Trata-se de crime muito comum. Sujeito passivo é o Estado. A conduta é dolosa. não consegue chegar à conclusão da falsificação. Não é possível a tentativa. e é possível a suspensão condicional do processo penal. porem ideologicamente falso.  Supressão de documento 305 . Sujeito ativo é qualquer pessoa. público ou particular. de iniciativa pública incondicionada. O momento consumativo coincide com a destruição.Cuida-se de crime que qualquer pessoa pode cometer. Consuma-se no momento em que o agente conclui a formação do documento falso ou quando conclui a alteração do documento verdadeiro. visando-se impedir que o médico ofereça atestado falso. Tentativa é admissível.O bem jurídico protegido é a fé pública. do cotidiano social. O agente não pode ser o agente ou partícipe do crime do qual resultou o documento falso. A consumação coincide com a utilização. pelo agente. e portanto. Sujeito passivo é o Estado. Sujeito ativo é qualquer pessoa que usar documento falsificado. inclusive o dono do documento. pois o primeiro ato ou a tentativa de sua utilização já é dele fazer uso. por circunstâncias .O crime em tela tem por objetividade jurídica a fé-pública. A tentativa é possível quando ele. Atestado no caso do artigo.a formação do atestado ou da certidão A tentativa é possível quando o agente não consegue concluir a formação do atestado ou certidão. salvo o falsificador. segundariamente o particular eventualmente lesado. por circunstâncias alheias a sua vontade. materialmente verdadeiro.  Uso de documento falso 304 . Selo é a estampilha postal que comprova o pagamento da prestação de um serviço postal. se houver lesão a algum bem jurídico. a pessoa lesada. competente o juizado especial criminal. a competência é do juizado especial criminal. suprimi-lo ou ocultálo com vontade livre. Consumação Trata-se de crime doloso. se for o caso. até dois anos. por circunstâncias alheias a sua vontade. Sujeito ativo é qualquer pessoa. a qualidade de funcionário público. de qualquer proveito ou vantagem decorrente da utilização. consumando-se com o fornecimento do atestado ideologicamente falso. Sujeito passivo é o Estado e também a pessoa prejudicada em razão da falsificação. em qualquer caso. Haverá tentativa quando o agente não consegue. A diferença é que aqui se incrimina a falsificação material de atestado ou certidão.  Falsidade material de atestado ou certidão 301 . e.A pena é detenção.

e multa. impossível a tentativa. possível a suspensão condicional do processo penal. estado civil. Sujeito passivo é o Estado. O tipo do parágrafo único pode ser realizado por qualquer pessoa. consuma-se com o primeiro ato de utilização. sexo. O parágrafo único tipifica a conduta consistente em falsificar. Em relação ao uso. Sujeito ativo é qualquer pessoa. neste caso não é necessário haver o dano configurado. As condutas são falsificar. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. em relação aos elementos identificadores de veículos automotores. e também o uso de marca ou sinal falsificados. A consumação ocorre no exato momento em que ocorre a conclusão da fabricação ou alteração da marca ou do sinal. marca ou sinal que a autoridade pública usa para o fim de fiscalização sanitária ou para autenticar ou encerrar determinados objetos ou comprovar o cumprimento de formalidade legal. Sujeito passivo é o Estado e também o particular que venha ser lesado.A pena é reclusão. A pena. não consegue concluí-lo por circunstâncias alheias a sua vontade. sofrerá aumento de pena.alheias a sua vontade.  Adulteração de sinal identificador de veículo automotor O bem jurídico protegido é a fé pública. mas este ou a vontade em obter vantagem.  Falsificação do sinal empregado no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária. fabricando ou alterando. e multa. tipo de fraude criminosa. etc. profissão. idade. qualquer dos elementos que configuram a identidade da pessoa. fabricando ou alterando. de um a três anos. qualidade falsa. que a também exista manifesta vontade (dolo) em obter vantagens (não necessariamente patrimoniais) ou. concluir o procedimento típico. Sujeito ativo do crime é qualquer pessoa que realizar a conduta típica. O crime do estrangeiro consuma-se no instante em que ele usa o nome falso. desta feita no que diz respeito à identidade de estrangeiro que ingressa ou permanece no país. tais como o nome. é reclusão ou detenção. É crime próprio. para causar prejuízo à vítima. 306. ou para outros fins 306 . suprimindo ou ocultando. não sendo necessário que. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. quando o agente. em razão da conduta. O bem jurídico protegido é a fé pública. O crime do parágrafo único consuma-se no momento em que o agente atribui. pessoa estrangeira. não sendo possível a tentativa. A tentativa é possível. efetivamente. e usar. O parágrafo único a do agente que atribui. nesse caso. Consuma-se no momento em que o número ou sinal é adulterado ou remarcado.  Falsa identidade 307 . de qualquer nacionalidade. ainda. ou seja. a estrangeiro.  Contribuição para licenciamento ou registro . No § 1º há uma causa de aumento de pena e no § 2º é descrita a contribuição de funcionário público para o licenciamento ou registro de veículo remarcado ou adulterado. caso em que não há perda irreparável de sua qualidade probatória de fato juridicamente relevante.Ocorre a falsa identidade. A conduta prevista no caput tem como sujeito ativo. possível a suspensão condicional do processo penal apenas nas hipóteses contempladas no parágrafo único do art. necessariamente. possível a tentativa. A tentativa não é possível. ao estrangeiro. no território nacional. Sujeito passivo é o Estado. quando afirma ou escreve nome que não é seu. com o fim de obter para si ou para outro alguma vantagem. Sendo funcionário público no exercício de função pública ou em razão dela. de dois a seis anos.  Fraude de lei sobre estrangeiro O bem jurídico protegido é a fé pública. condição social. O caput descreve a conduta do estrangeiro. iniciando o procedimento de alteração ou remarcação. quando o autor se atribui ou atribui a um terceiro uma falsa identidade. destruindo. ou ainda para prejudicar a terceiro. própria ou de outra pessoa. filiação. consiga ele ingressar. falsa qualidade. que usa nome falso. Para que o delito se configure é necessário que haja além da falsificação da identidade.

fornecendo indevidamente material ou informação oficial”.é um dos tipos penais próprios de funcionário público contra a administração em geral. não é o veículo licenciado ou registrado por circunstâncias alheias o seu vontade. não chega a fornecer efetivamente a informação ou o material. isto é. 311: “incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro de veículo remarcado ou adulterado. e dela se apropria. ou a distrai do seu destino. só pode ser praticado por servidor público. contido na fórmula indevidamente. O tipo contém dois verbos: modificar e alterar. o funcionário público se apropria do dinheiro. Peculato é o fato do funcionário público que. por causa da facilidade proporcionada pela posse do cargo.  Peculato . Três são as modalidades: Peculato-apropriação. embora admita participação de terceiros. em proveito próprio ou de outrem". o funcionário público não tem a posse do objeto material e o subtrai. Haverá tentativa quando ele. empregados alternativamente. Sujeito ativo é o funcionário público. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. A tentativa é possível Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações O bem jurídico protegido é a segurança dos sistemas de informação e programas de informática da Administração Pública. O caput descreve a conduta típica e o parágrafo único contém causa de aumento de pena. só o funcionário público pode cometê -lo. São as seguintes as condutas incriminadas: inserir dados falsos ou facilitar sua inserção O crime é doloso. lhe foi Peculato-furto.  Inserção de Dados Falsos em Sistema de Informações A proteção da norma recai sobre a segurança das informações de interesse da Administração Pública. o particular que sofre lesão. Extravio. Sujeito ativo é apenas o funcionário público que esteja autorizado a acessar o sistema informatizado ou o banco de dados da Administração Pública. Crime próprio. ou concorre para que outro o subtraia. Consuma-se o crime no momento em que o veículo é licenciado ou registrado. Sujeito passivo é o Estado e. Sujeito passivo é o Estado e também o particular que vier a sofrer dano em razão da conduta típica. contidas nos sistemas informatizados e nos bancos de dados. Peculato-desvio. Outro funcionário ou o não-funcionário pode ser coautor ou partícipe do crime. bem assim quando. O não-funcionário pode ser co-autor ou partícipe do crime. se houver. valor ou qualquer outro bem móvel. público ou particular de que tem o agente a posse em razão do cargo. 03 – Fale sobre as principais características dos crimes contra a administração pública.Dispõe o § 2º do art. Não há previsão de crime culposo. A conduta incriminada é fornecer material ou informação oficial acerca de um veículo cujo chassi tenha sido remarcado ou adulterado ou que teve adulterado ou remarcado um sinal identificador próprio ou de um seu componente ou equipamento. sonegação ou inutilização de livro ou documento   . em razão do cargo. tem a posse de coisa móvel pertencente à administração pública ou sob a guarda desta (a qualquer título). o funcionário público aplica ao objeto material destino diverso que determinado em benefício próprio ou de outrem. O dolo deve abranger também o elemento normativo. a ilicitude da conduta. iniciando os atos executórios. Há crime consumado quando o sistema ou o programa é modificado ou alterado. em proveito próprio ou alheio. com a prévia contribuição do agente. A tentativa é possível. O objeto material é o sistema ou programa de informática. apesar de fornecê-lo.

possível a suspensão condicional do processo penal. Pode existir. O não-funcionário pode ser co-autor ou partícipe do crime. Não é necessário que o sujeito efetue o recolhimento. autarquia. O sujeito passivo é o Estado e também o particular de quem é exigido o tributo ou contribuição social. O excesso de exação é um crime doloso. funcionário ou não. Estado. A tentativa é possível. especialmente a integridade física dos documentos e livros públicos. ao recolhimento de tributo ou contribuição social. Emprego irregular de verbas ou rendas públicas O bem jurídico protegido é a Administração Pública. Na segunda modalidade típica a consumação ocorre no momento em que é empregado o meio vexatório ou gravoso. A conduta é a mesma do delito de concussão: exigir. podendo qualquer outro. União. Sujeito passivo é o Estado e também o particular. Sujeito ativo é somente o funcionário público que tem poder de decidir sobre a aplicação de verbas ou rendas públicas. por circunstâncias alheias à vontade do agente. obrigar ou constranger o particular. mediante induzimento. especialmente a regularidade da aplicação das verbas e rendas públicas. ordenar. A tentativa é possível se. Município. no direito penal brasileiro. ou seja. se a conduta der causa a um dano para este. ainda que só parcialmente. O bem jurídico protegido é a Administração Pública. Sujeito passivo é o Estado. Sujeito ativo é o funcionário público. que significa intimar. portanto. A consumação acontece quando o livro ou o documento é extraviado.    Facilitação de contrabando ou descaminho Sujeito ativo é o funcionário público que tem o dever de reprimir o contrabando ou o descaminho. O objeto material é livro oficial ou documento. o ente público. São as seguintes as condutas típicas: extraviar. quando se refere ao corruptor. a exigência do tributo ou contribuição indevido ou o emprego do meio proibido de cobrança. Na primeira modalidade típica o crime se consuma no instante em que o sujeito passivo é comunicado da exigência. Cuida-se de crime doloso. Trata-se de um crime próprio. sonegar ou inutilizar livro oficial ou documento. A consumação acontece no instante em que a verba ou renda pública é efetivamente aplicada. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. sonegado ou inutilizado. participar ou ser co-autor do delito. é um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. Sujeito passivo é o Estado. ou 2. empresa pública etc. Excesso de exação Sujeito ativo é o funcionário público que realiza uma das condutas incriminadas. especialmente a regularidade do . impor. O crime pode ser cometido também com dolo eventual referido na expressão deveria saber. seus ministros ou secretários. no sentido de empregar ou aplicar verbas ou rendas públicas. O núcleo do tipo é o verbo dar. O bem jurídico protegido é a Administração Pública. desta feita. só pode ser cometido por alguém que detenha a qualidade de funcionário público. A corrupção pode ser de dois tipos: 1. que se refere ao funcionário público corrompido. O bem jurídico protegido é a Administração Pública. competente o juizado especial criminal. O não-funcionário pode ser co-autor ou partícipe do crime. dirigentes de empresas públicas etc. passiva. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. ativa. O não-funcionário pode ser co-autor ou partícipe do crime. A tentativa é possível desde que haja início de execução do procedimento típico. contudo. A conduta é dolosa. o chefe do poder executivo. a exigência não chega ao conhecimento do contribuinte. instigação ou auxílio secundário. Basta. a participação de particular. Corrupção passiva Corrupção passiva.

Contrabando é a importação ou exportação de mercadorias cuja entrada é proibida no país. ou multa. A consumação coincide com a realização da conduta. possível. a pena é cumulativa. Usa o seu poder funcional junto a um órgão público. Cabe transação penal e sursis (Suspensão Condicional da Pena). total ou parcialmente (art. Facilitação de Contrabando ou Descaminho . possível a suspensão condicional do processo penal. não sendo possível de ser praticada por funcionário de mesmo nível hierárquico. nunca em proveito próprio  Violência Arbitrária Sujeito ativo é o funcionário público. O agente deve atuar dolosamente. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. Consuma-se no instante em que é empregada a violência. Na Administração Pública o funcionário. Protege a norma também a integridade física das pessoas. no auxílio ou na colaboração para o contrabando ou descaminho. independentemente da consumação de um desses crimes. Não admite tentativa. A tentativa somente é possível quando a conduta for positiva e desde que. sempre em favor de terceiros. fazer influir o seu peso funcional com relação aos atos administrativos a serem praticados por seus colegas.3 consistentes na facilitação. "Deixar o funcionário. Só se aplica ao agente superior hierárquico. portanto. Sujeito passivo é o Estado e também a pessoa que sofrer a violência.Detenção.  Advocacia administrativa O crime de Advocacia administrativa está previsto no artigo 321 do Código Penal Brasileiro. Sujeito ativo: Funcionário público que retarda ou deixa de fazer seu trabalho Sujeito passivo: a Administra.  Abandono de função . deve ser cumpridor da lei. iniciada. A prevaricação consiste em retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. comissiva ou omissiva. qualquer ação lesiva de sua integridade corporal. por indulgência. O bem jurídico protegido é a normalidade da atividade da Administração Pública. de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês. O funcionário público pretende fazer prevalecer. quando lhe falte competência.  sistema de importação e exportação de mercadorias. Condescendência criminosa De acordo com o descrito no CP. 334. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. a lesão corporal ou o homicídio. que deve ser desenvolvida com respeito às leis vigentes no país. podendo o particular concorrer para o crime. CP).O autor do fato pede algum favor para seu colega do próprio órgão público ou de outro. praticado por funcionário público contra a Administração Pública. não venha-se consumar por circunstâncias alheias à vontade do funcionário público. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:" Pena . O núcleo do tipo é o verbo facilitar. com as vias de fato.o Publica Objeto material: é o ato de ofício que couber ao funcionário. essencialmente aqueles que ocupam cargos com poder de mando. A tentativa é. especialmente em relação aos particulares que não podem sofrer. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. Prevaricação Prevaricação é um crime funcional. por parte dos funcionários públicos. A conduta incriminada é a prática de violência no exercício de função pública. É a utilização indevida das facilidades do cargo ou das funções.

sabendo que faz injustificadamente. por circunstâncias alheias à vontade do agente. em qualquer das duas modalidades. No caput do art. 342 – Falso testemunho ou Falsa perícia . A tentativa é possível e a Ação Penal pública é incondicionada. uma vez que somente o estrangeiro expulsa do território pode praticá-lo.Reingresso de Estrangeiro Expulso Reingressar no território nacional o estrangeiro que dele foi expulso. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. o sigilo da proposta não é desvendado. a fim de preservar o sigilo das propostas apresentadas. É consumido com a instauração da investigação e a tentativa é possível. É consumido no momento que reingressou ao território. O elemento subjetivo é doloso junto com a vontade do agente de voltar ao território que foi expulso. para as formas típicas do caput e do § 1º. A conduta incriminada é abandonar cargo público. com consciência de que abandona o cargo. deixando-o acéfalo.Comunicação falsa de crime ou de contravenção Provocar a ação de autoridade. O crime é doloso. Existe a possibilidade de tentativa e a ação Penal pública é inconidicionada. 338 . sem qualquer outro fim. Sujeito Passivo é o Estado. 323 está o tipo fundamental. Art. Ele é consumido no momento em que a autoridade pratica alguma ação. A suspensão condicional do processo penal é possível em todas as modalidades típica  Violação do sigilo de proposta de concorrência A proteção incide sobre a lisura dos procedimentos licitatórios realizados pela Administração Pública. O elemento subjetivo é o dolo consistente na vontade livre. Sujeito ativo é o funcionário público. Nos §§ 1º e 2º estão definidas duas formas qualificadas. é do juizado especial criminal. crime próprio. instauração de investigação administrativa. A consumação ocorre quando o funcionário tenha se afastado do exercício do cargo por um tempo juridicamente relevante. de processo judicial. O não-funcionário pode ser co-autor ou partícipe do crime. Art 339 – Denunciação Caluniosa Dar causa à instauração de investigação policial. O elemento subjetivo é doloso a consumação trata de crime formal.341 – Auto acusação falsa Acusar-se de crime perante a autoridade de crime inexistente ou praticado por outrem. A ação Penal Pública é incondicionada. A consumação acontece no momento em que o agente ou a terceira pessoa toma conhecimento do conteúdo da proposta.A proteção dirige-se para a regularidade e o normal funcionamento da Administração Pública. Sujeito ativo é o funcionário público encarregado do recebimento e guarda das propostas. Art. Sujeito passivo é o Estado e o licitante que vier a ser prejudicado com a quebra do sigilo. e realizar a conduta com vontade livre. comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado. Sujeito ativo é de crime comum o sujeito passivo é o Estado. O sujeito ativo é qualquer pessoa. Sujeito passivo o Estado. Tentativa só é admita no auto-acusação escrita e a ação penal é incondicionada. Sujeito ativo crime comum e o Sujeito passivo é o Estado. A tentativa é possível. A ação penal é de iniciativa pública incondicionada. Art. Deve atuar com dolo. Sujeito ativo. 04 – Explique os crimes contra a Administração do Trabalho. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. Art. Sujeito passivo é a administração pública. 340 . Elemento subjetivo é doloso. quando. A competência.

Consumido pela praticas da ação nuclear e a tentativa é admita. A tentativa é possível e Ação penal pública é incondicionada. destruir ou danificar coisa própria.Fraude processual Tirar. contador. 344 – Coação no Curso de Processo Usar de violência ou grave ameaça. parte. Sujeito ativo pode ser qualquer pessoa e o Sujeito assivo é o estado e a pessoa lesada com a ação. o contador. Consumação. como testemunha. Sujeito ativo qualquer pessoa pode praticá-lo. para satisfazer pretensão. 347 – Fraude processual Inovar artificiosamente. Sujeito Passivo – o Estado é o sujeito imediato. Sujeito ativo é o proprietário da coisa e o Sujeito passivo é o Estado e também a pessoa lesada pela ação do sujeito ativo. o Sujeito passivo é o Estado. Sujeito ativo é qualquer pessoa e o Passivo é o estado e vitima prejudica com a ação. Sujeito ativo – tratase de crime de mão própria (conduta infungivel. 346 . O elemento subjetivo é o dolo e a consuma-se com a efetiva satisfação da pretensão. 348 Favorecimento Pessoal . tradutor ou intérprete. cálculos. o estado de lugar. na pendência de processo civil ou administrativo. ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha. 345 – Exercícios arbitrários das próprias razões Fazer justiça pelas próprias mãos. O Elemento subjetivo é o dolo e a consumação pode se dá com a simples dação. Dar. Sujeito ativo é qualquer pessoa e o Sujeito passivo é o estado e a pessoa que sofre a violência.Consuma-se com o falso testemunho com o encerramento do depoimento. tradutor ou intérprete. embora legítima. Art. perito. ou negar ou calar a verdade. suprimir. tradutor ou intérprete em processo judicial. Art. inquérito policial. Elemento subjetivo – é dolo consubstanciado com a vontade livre e consciente de fazer afirmação falsa. Tentativa – a questão não é pacifica na doutrina qto ao crime de falso testemunho – alguns sustentam ser inadmissíveis como é o caso de Noronha . Crime doloso. tradução ou interpretação. Consumido com a realização da fraude e a tentativa é possível. são sujeitos ativos desse delito a testemunha. com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio. perito. Art. oferta ou promessa de vantagem. mas considera-se tb o ofendido. ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial. ou em juízo arbitral. negar ou calar a verdade em depoimento. contador. contador. O elemento subjetivo é doloso e a consumação é feita através da pratica da violência ou grave ameaça. 343 – Corrupção ativa de testemunha. A tentativa é admissível.Fazer afirmação falsa. ou em juízo arbitral . A tentativa é admissível. salvo quando a lei o permite. o tradutor ou interprete. oferecer. o perito. ou administrativo. que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção.já Hungria e Damásio admitem a tentativa Art. policial ou administrativo. contra autoridade. de coisa ou de pessoa. perito. atuação pessoal). perícia. para fazer afirmação falsa. com o fim de induzir o erro o juiz ou o perito.

349 Favorecimento Real Prestara criminoso. Tentativa admitida. Doloso. 351 Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança Promover ou facilitar a fugade pessoa legalmente presa ou submetida a medida de segurança detentiva Sujeito ativo qualquer pessoa e o sujeito passivo é o estado ou administração pública. Art. lhe é confiado Sujeito ativo é somente os advogados inscritos na OAB. sem as formalidades legais ou com abuso de poder. 354 Motim de presos Amotinarem-se presos. o sujeito passivo é o estado. Art. Dolo. perturbando a ordem ou disciplina da prisão Sujeito ativo é os presos necessariamente coletivo e o passivo é o Estado e as pessoas que vivem próximas aos presos vitimam da violência do movimento. Art. fazendo uso da violência. Consumido pela fuga e a tentativa é possível. Consumido quando o favorecido consegue o favor. ou procurador pode pratica-lo e o passivo é o Estado. 350 Exercício arbitrário ou abuso de poder Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual. Consumido ao prestar auxilio e a tentativa é possível Art. Sujeito ativo só pode ser pratico por funcionário público que exerce função de carcereiro. Tentativa somente na modalidade comissiva. em “juízo”. a fim de maltratá-lo. Consumido com o recolhimento e a tentativa é admitida. usando de violência contra a pessoa. Doloso. do poder de quem o tenha sob custódia ou guarda. 353 Arrebatamento de preso Arrebatar preso. Sujeito ativo é o preso ou detento. Doloso. Elemento subjetivo dolo. Art. Tentativa é possível. Consumido pela perturbação da ordem e a tentativa é admissível. Sujeito ativo qualquer pessoa pois é um crime comum e o sujeito passivo é o Estado e o sujeito que sofreu o crime. Consumado quando causa o prejuízo. auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime. 355 Patrocínio Infiel Trair na qualidade de advogado ou procurador. Elemento subjetivo doloso. fora dos casos de co-autoria ou de receptação. 352 Evasão mediante violência contra a pessoa Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido a medida de segurança detentiva. o dever profissional. Sujeito ativo é qualquer pessoa e o Sujeito Passivo é o estado. A tentativa não é admitida. prejudicando interesse. cujo patrocínio. Art. Sujeito ativo qualquer pessoa e o sujeito passivo é o Estado. . Doloso. Sujeito Passivo o Estado e o sujeito que sofreu a ação. Art. Consumido com a retirada do peso. Consumido no momento que tenta evadir-se.Auxiliara subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão.

Sujeito ativo é qualquer pessoa e o passivo é o estado. Sujeito ativo é de crime próprio pois só pode ser praticado por advogados ou procuradores e o sujeito passivo é o Estado. Art. total ou parcialmente. que recebeu na qualidade de advogado ou procurador. tradutor. Doloso. afastar ou procurar afastar concorrente ou licitante. . perturbada ou no caso de fraude sobre o emprego de violência. documento ou objeto de valor probatório. Consumido no momento que consegue que a arrematação judicial seja impedida. Doloso. ou deixar de restituir autos. Art. Art. perito. Consumido no momento que é solicitado o dinheiro ou outra vantagem. atividade. Sujeito ativo qualquer pessoa e o Passivo é o Estado. 358 Violencia ou fraude em arrematação judicial Impedir. É admitido a tentativa. órgão do MP. jurado. Tentativa admitida. Doloso. funcionário de justiça. 357 Exploração de prestigio Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade. grave ameaça fraude ou oferecimento de vantagem.Art. perturbar ou fraudar arrematação judicial. 359 Desobediencia a decisão judicial sobre perda ou suspensão de direito Exercer função. Inutilizar. por meio de violência. de que foi suspenso ou privado por decisão. Doloso. Consumido com a primeira realização do primeiro ato a tentativa é permitida apenas na modalidade comissiva. intérprete ou testemunha: Sujeito ativo qualquer pessoa e o passivo é o estado e também a vitima iludida lesada em seu patrimônio. autoridade ou múnus. Consumado no momento em que o agente começa a exercer ou praticar a atividade que foi suspenso. direito. 356 Sonegação de papel ou objeto de valor probatório. a pretexto de influir em juiz. Tentativa admitida.