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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO

PARANÁ
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE INFORMÁTICA
CURSO DE SISTEMAS DA INFORMAÇÃO

FORMAS NORMAIS

CURITIBA
2009
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO
PARANÁ
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE INFORMÁTICA
CURSO DE SISTEMAS DA INFORMAÇÃO

EMERSON SHIGUEO SUGIMOTO


RODRIGO CIRINO DE ANDRADE
VAGNER VENGUE

FORMAS NORMAIS

Trabalho acadêmico apresentado à


disciplina de Lógica para Computação.

Universidade Tecnológica Federal do


Paraná. Unidade de Curitiba.

Professor: Adolfo.

CURITIBA
2009
SUMÁRIO

SUMÁRIO ....................................................................................................................................... 3
LISTA DE FIGURAS.......................................................................................................................... 4
LISTA DE TABELAS.......................................................................................................................... 5
LISTA DE ALGORITMOS .................................................................................................................. 6
1 FORMAS NORMAIS ................................................................................................................ 7
1.1 FNC ou FORMA CLAUSAL............................................................................................... 7
1.1.1 CONVERSÃO COM TABELAS VERDADE ................................................................ 11
2 CLÁUSULAS DE HORN .......................................................................................................... 12
2.1 FÓRMULAS DE HORN .................................................................................................. 12
3 FORMA NORMAL DISJUNTIVA (FND) .................................................................................. 13
4 REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 17

3
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 – EXEMPLO DE FÓRMULA CLAUSAL .. 7


REPARE NO CONECTIVO DE CONJUNÇÃO Λ:

FIGURA
2 - FNC DO ALGORITMO 2 .................................................................................................................... 9
FIGURA 3 - LEI DE MORGAN ........................................................................................................................ 10
FIGURA 4 - DISTRIBUIÇÃO DE V SOBRE Λ .................................................................................................... 10

4
LISTA DE TABELAS

TABELA 1 - (X → Y) (¬X V Y) ............................................................................................................. 8


TABELA 2 - ¬ (X V Y) ¬X Λ ¬Y ................................................................................................................... 8
TABELA 3 - ¬ (X Λ Y) ¬X V ¬Y ..................................................................................................................... 8
TABELA 4 - ¬¬ X X .................................................................................................................................... 9
TABELA 5 - X V (Y Λ Z) (X V Y) Λ (X V Z) ...................................................................................................... 9
TABELA 6 - VALORAÇÃO DE (¬P V Y) Λ (¬P V Z) ............................................................................................ 10
TABELA 7 - VALORAÇÃO DE (¬P V Y) Λ (¬P V Z) ............................................................................................ 10
TABELA 8 - TABELA VERDADE ((P → Q) Λ R) ................................................................................................ 11
TABELA 9 - DISJUNÇÃO ENTRE DUAS FÓRMULAS ....................................................................................... 13
TABELA 10 - DISJUNÇÃO COMUTATIVA ...................................................................................................... 13
TABELA 11 - TAUTOLOGIA ........................................................................................................................... 15
TABELA 12 - TABELA VERDADE ((P → Q) Λ R) .............................................................................................. 15

5
LISTA DE ALGORITMOS

ALGORITIMO 1 - TRANSFORMAÇÃO DA FNC SEM NOVOS ÁTOMOS ........................................ 8


ALGORITIMO 2 - TRANSFORMAÇÃO LINEAR PARA FNC COM ADIÇÃO DE NOVOS ÁTOMOS......................... 9
ALGORITIMO 3 - TRANSFORMAÇÃO NA FND SEM ADIÇÃO DE NOVOS ÁTOMOS ....................................... 16

6
1 FORMAS NORMAIS

Uma fórmula normal são as fórmulas da lógica proposicional apresentadas num


formato definido, ou seja, são fórmulas que são moldadas para serem exibidas em um formato
definido. Sendo duas as principais formas normais: FNC – forma normal conjuntiva e a FND –
forma normal disjuntiva, exemplos:

H = (¬P Λ Q) V (¬R Λ ¬Q Λ P) V (P Λ S) – forma normal disjuntiva (V).


G = (¬P V Q) Λ (¬R V ¬Q V P) Λ (P V S) – forma normal conjuntiva (Λ).

1.1 FNC ou FORMA CLAUSAL

A FNC (forma normal conjuntiva) também é chamada de forma clausal. É empregada


no método de inferência chamado de resolução, que serve de base ao PROLOG (linguagem de
programação) e a programação lógica.

O elemento básico da FNC é o literal que é uma fórmula atômica (por exemplo: p,
chamado de positivo) ou sua negação (como exemplo: ¬p, chamado de negativo).

Uma cláusula é a disjunção1 de literais: L1 V L2 V ... Ln

Exemplo:

FIGURA 1 – EXEMPLO DE FÓRMULA CLAUSAL

Onde n é o tamanho da cláusula, se n = 1, a cláusula é dita unitária, se n = 0, é dita


vazia, neste caso, convenciona-se que uma cláusula vazia é dita falsa, .

Uma cláusula: ¬q1 V ... V ¬qk V p1 V ... V p1, pode ser reescrita na forma implicativa:

(q1 Λ ... Λ qk) → (p1 V ... V p1)

Quando em uma fórmula a negação só pode estar aplicada aos átomos, ela é dita
Forma Normal de Negação – FNN, isto significa que não pode haver uma negação de uma
cláusula, a negação deve ser empurrada para os átomos, conforme a lei De Morgan.

1
Disjunção: exemplo p V q.

7
ALGORITIMO 1 - TRANSFORMAÇÃO DA FNC SEM NOVOS ÁTOMOS

Entrada: Uma fórmula B.


Saída: Uma fórmula A na FNC, B A2.
1: para todas as subfórmulas X, Y, Z de B faça
2: Redefinir ―→‖ em termos de ―V‖ e ―¬‖:
(X → Y) (¬X V Y)
3: Empurrar as negações para o interior por meio das leis De Morgan3:
¬ (X V Y) ¬X Λ ¬Y
¬ (X Λ Y) ¬X V ¬Y
4: Eliminação da dupla negação:
¬¬ X X
5: Distributividade de V sobre Λ:
X V (Y Λ Z) (X V Y) Λ (X V Z)
6: fim para
7: A fórmula A é obtida quando não há mais substituições possíveis.

Apesar de gerar uma fórmula FNC, ele pode gerar fórmulas exponencialmente maiores
que a fórmula de entrada. O problema esta no passo 5 da distributividade, que causa a
duplicação da subfórmula X, que por sua vez pode ser no formato (X1 Λ X2), que poderá gerar
uma nova duplicação.

TABELA 1 - (X → Y) (¬X V Y)

X ¬X Y X→Y (¬X V Y)
0 1 0 1 1
0 1 1 1 1
1 0 0 0 0
1 0 1 1 1

TABELA 2 - ¬ (X V Y) ¬X Λ ¬Y

X ¬X Y ¬Y XVY ¬ (X V Y) ¬X Λ ¬Y
0 1 0 1 0 1 1
0 1 1 0 1 0 0
1 0 0 1 1 0 0
1 0 1 0 1 0 0

TABELA 3 - ¬ (X Λ Y) ¬X V ¬Y

X ¬X Y ¬Y XΛY ¬ (X Λ Y) ¬X V ¬Y
0 1 0 1 0 1 1
0 1 1 0 0 1 1
1 0 0 1 0 1 1
1 0 1 0 1 0 0

2
B A, sig. Equivalência lógica, ou seja, para valorações que satisfaçam A, são exatamente as mesmas
valorações que satisfazem B, A B, sse, A B e B A.
3
Fonte: Wikipédia <http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_De_Morgan>, Acesso em 26/03/2009, às 10h50m.

8
TABELA 4 - ¬¬ X X

X ¬X ¬¬X
0 1 0
1 0 1

TABELA 5 - X V (Y Λ Z) (X V Y) Λ (X V Z)

X Y Z YΛZ X V (Y Λ Z) XVY XVZ (X V Y) Λ (X V Z)


0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0 1 0
0 1 0 0 0 1 0 0
0 1 1 1 1 1 1 1
1 0 0 0 1 1 1 1
1 0 1 0 1 1 1 1
1 1 0 0 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 1

ALGORITIMO 2 - TRANSFORMAÇÃO LINEAR PARA FNC COM ADIÇÃO DE NOVOS


ÁTOMOS

Entrada: Uma fórmula B.


Saída: Uma fórmula A na FNC, B A.
1: para todas as subfórmulas X, Y, Z de B faça
2: Redefinir ―→‖ em termos de ―V‖ e ―¬‖:
(X → Y) (¬X V Y)
3: Empurrar as negações para o interior por meio das leis De Morgan:
¬ (X V Y) ¬X Λ ¬Y
¬ (X Λ Y) ¬X V ¬Y
4: Eliminação da dupla negação:
¬¬ X X
5: Inserção de novo átomo p:
X V (Y Λ Z) (X V p) Λ (¬p V Y) Λ (¬p V Z) Λ (¬Y V ¬Z V p)
6: fim para
7: A fórmula A é obtida quando não há mais substituições possíveis.

Repare no conectivo de conjunção Λ:

FIGURA 2 - FNC DO ALGORITMO 2

No ALGORITMO 2, foi introduzido um novo símbolo atômico p, de forma que p ↔ (Y Λ


Z), ou seja, p têm a mesma valoração de (Y Λ Z), desmembrando ↔ em dois:

(p → (Y Λ Z)) Λ (Y Λ Z → p).

9
Eliminando ―→‖, aplicando a redefinição de ―→‖ em termos de ―V‖ e ―¬‖(X → Y) (¬X
V Y):

(¬p V (Y Λ Z)) Λ (¬(Y Λ Z) V p).

Em seguida por meio das leis De Morgan, empurramos a negação adentro


(convertendo V em Λ): (¬p V (Y Λ Z)) Λ (¬Y V ¬Z V p), representado pela FIGURA 3.

FIGURA 3 - LEI DE MORGAN

O segundo elemento já esta já está no formato clausal, no primeiro elemento não há


dupla negação, e será aplicada a distribuição de V sobre Λ, obtendo-se:

FIGURA 4 - DISTRIBUIÇÃO DE V SOBRE Λ

A vantagem das fórmulas clausais esta na representação e solução de problemas


envolvendo fórmulas proposicionais, pois para se satisfazer uma fórmula do formato clausal,
basta satisfazer um literal em cada uma das suas cláusulas, e para falsificar uma fórmula no
formato clausal, basta falsificar todos os literais de uma única cláusula, ou seja, falsificar uma
cláusula.

Por exemplo, para satisfazer a fórmula (¬p V Y) Λ (¬p V Z):

TABELA 6 - VALORAÇÃO DE (¬P V Y) Λ (¬P V Z)

p ¬p Y Z (¬p V Y) Λ (¬p V Z)
0 1 1
1 0 1 1 1

E para falsificá-la:

TABELA 7 - VALORAÇÃO DE (¬P V Y) Λ (¬P V Z)

p ¬p Y Z (¬p V Y) Λ (¬p V Z)
0 1 0 0
0 1 0 0
1 0 0

10
1.1.1 CONVERSÃO COM TABELAS VERDADE

Considere a fórmula: H = (P → Q) Λ R, sua tabela verdade é:

TABELA 8 - TABELA VERDADE ((P → Q) Λ R)

Linhas P Q R (P → Q) Λ R
1 T T T T
2 T T F F
3 T F T F
4 T F F F
5 F T T T
6 F T F F
7 F F T T
8 F F F F

As linhas que interpretam a fórmula (P → Q) Λ R como Falsa são as linhas 2,3,4,6 e 8.

De acordo com a linha 2, {I[P]=T e I[Q]=T e I[R]=F}, na elaboração da FNC I[P] = T,


considera-se ¬P e I[R] = F, considera-se R. Assim:

2ª linha: ¬P V ¬Q V R
3ª linha: ¬P V Q V ¬R
4ª linha: ¬P V Q V R
6ª linha: P V ¬Q V R
8ª linha: P V Q V R

A Fórmula normal de (P → Q) Λ R é: (¬P V ¬Q V R) Λ (¬P V Q V ¬R) Λ (¬P V Q V R) Λ (P


V ¬Q V R) Λ (P V Q V R).

11
2 CLÁUSULAS DE HORN

As Cláusulas de Horn são cláusulas (conjunto de literais) na forma disjuntiva com no


máximo um literal positivo, exemplo:

¬ p V ¬ q V. . . V r

Estas cláusulas podem ser divididas em três formas: Fatos, Regras e Consulta ou
Restrições.

Fatos são cláusulas com apenas um literal positivo e são usadas para afirmar que um
literal é válido, exemplo:

{p}

Regras são cláusulas com exatamente um literal positivo, exemplo:

¬p V¬qVr

Ou, de acordo com as equivalências notáveis:

¬ (p Λ . . . Λ q) V r, (lei de De Morgan).

(p Λ . . . Λ q) → r (definição de → em termos de V e ¬)

Na qual, p Λ . . . Λ q é chamado de corpo da regra e r é chamado de cabeça da regra.

Consultas ou Restrições são cláusulas com apenas literais negativos. Este tipo de
cláusula pode ser manipulada através de um sistema de refutação, contudo, dependendo das
restrições de um sistema pode gerar inconsistências, exemplo:

¬ p \/ ¬ q \/ ¬ r \/ ¬s

2.1 FÓRMULAS DE HORN

Fórmulas de Horn são um conjunto de cláusulas de Horn na forma normal conjuntiva,


exemplo:

(¬ p \/ q) /\ (r \/ ¬ s) /\ (a \/ ¬a) /\ (a \/ ¬b)

Uma das propriedades das cláusulas de Horn é a respeito do princípio da resolução:


duas cláusulas de Horn regras inferem outra cláusula de Horn e uma cláusula do tipo consulta
ou restrição com uma cláusula regra infere uma cláusula também do tipo consulta ou restrição.

As cláusulas de Horn receberam este nome em homenagem ao lógico matemático Alfred


Horn, que em 1951 publicou no jornal Journal of Symbolic Logic o artigo ―On sentences which

12
are true of direct unions of algebras‖. Alfred Horn foi o primeiro a chamar a atenção para estes
tipos de cláusulas, que hoje, através de suas propriedades, com o princípio da resolução dão
base à programação lógica e a linguagem de programação Prolog.

3 FORMA NORMAL DISJUNTIVA (FND)

Na lógica booleana, uma forma normal disjuntiva (FND) é uma normalização de uma
fórmula lógica no qual temos uma disjunção de conjunções de literais. Também chamada
cláusula dual.

Uma conjunção de literais disjuntivos tem a forma de:


A1 Λ A2 Λ... Λ An

Podemos encontrar na forma de polinômios, em que a conjunção é representada pela


multiplicação (*), e a disjunção pela adição (+) e a negação por uma barra sobre o átomo (Ū)
por exemplo a fórmula ( ¬p1Λ p2 ) V ( p1Λ¬p2 ) pode ser expresso em notação matemática da
seguinte forma:
Ū1 U2 + Ū1 U2
Toda fórmula proposicional podemos transformar em uma forma do tipo disjuntiva para
isso podemos usar meios como as Lei da Dupla Negação, as Leis de De Morgan, e a
distributividade de átomos.

A disjunção entre duas fórmulas só é verdadeira quando ao menos uma delas é


verdadeira. A saber:
TABELA 9 - DISJUNÇÃO ENTRE DUAS FÓRMULAS

PQ P∨Q
VV V
VF V
FV V
F F F

Repare que a disjunção também é comutativa, ou seja que pode haver troca na ordem
dos operadores sem perda do resultado:

TABELA 10 - DISJUNÇÃO COMUTATIVA

P Q P∨Q Q∨P
VV V V
VF V V
FV V V
F F F F

13
Interpretação: "pVq" pode ser interpretada como "p ou q", "Entre as proposições p e q,
ao menos uma é verdadeira".

Assim, se p significa "Fulano estuda filosofia" e Q significa "Fulano estuda matemática",


P V Q pode ser interpretada como "Fulano estuda filosofia ou matemática"; o que só é falso se
nem P nem Q forem verdadeiras.

Com a disjunção é preciso tomar muito cuidado tanto na interpretação de fórmulas


quanto na formalização de proposições, pois na linguagem natural muitas vezes os disjuntos
são excludentes. Por exemplo: "Uma moeda ao ser lançada resulta em cara ou coroa".

Veja essas proposições:

Proposição I - «Gosta de lógica e/ou gosta de método» ( L V M )


Proposição E - «Ou gosta de lógica ou gosta de métodos» ( L VV M )

Ambas as proposições são o resultado da disjunção das duas proposições simples:


«Gosta de Lógica» - proposição L
«Gosta de Métodos» - proposição M

Considera que estas proposições são idênticas? Dirão elas uma e a mesma coisa?

A proposição I diz que é possível que goste quer de lógica, quer de métodos; pode
acontecer que goste das duas disciplinas.
A proposição E diz que se gosta de lógica, então não gosta de métodos. Mas, se for o
caso que goste de métodos, então não gosta de lógica. As duas proposições M e L não são
compatíveis uma com a outra; isto é, a verdade de uma significa a falsidade da outra.
Logo sabemos que há:
A proposição I é a que podemos chamar de disjunção inclusiva (V).
A proposição E é a que podemos chamar de disjunção exclusiva (VV)

Finalizando (A VV B) só é V se, e somente se, A e B têm valores-verdade diferentes.


Exemplos de forma normal disjuntiva:

Todavia, as seguintes fórmulas não estão na FND:

— NÃO é o operador mais extremo

14
— um OU está aninhado com um E

De acordo com o que vemos nas leis de Morgan, numa expressão da forma conjuntiva
temos:
¬(P Λ Q) ↔ (¬P V ¬Q)

Podemos aferir o contrário pela bi-implicação (↔), obtendo uma formula disjuntiva:
(¬P V ¬Q) ↔ ¬(P Λ Q)
E por tabelas da verdade conseguimos provar que se trata de uma a tautologia para
ambas as formulas de conjunção e disjunção de literais.

TABELA 11 - TAUTOLOGIA

Linhas p q ¬(p v q) (¬p Λ ¬q) (¬p Λ ¬q) ↔ ¬(p v q)

1 T T F F T
2 T F F F T
3 F T F F T
4 F F T T T

 Usando o mesmo raciocínio podemos fazer o mesmo em outras fórmulas.

Considere a fórmula: H = (P → Q) Λ R, sua tabela verdade é :

Obs. (a forma esta na forma normal conjuntiva e será transformada no final em formal
normal disjuntiva)

TABELA 12 - TABELA VERDADE ((P → Q) Λ R)

Linhas P Q R (P → Q) Λ R
1 T T T T
2 T T F F
3 T F T F
4 T F F F
5 F T T T
6 F T F F
7 F F T T
8 F F F F

As linhas que interpretam a fórmula (P → Q) Λ R como Verdade são as linhas 1, 5 e 7.

De acordo com a linha 1, {I[P]=T e I[Q]=T e I[R]=T}, ou seja para que a fórmula (P → Q) Λ
R seja verdade: P Λ Q Λ R, a linha 5 diz que {I[P]=F e I[Q]=T e I[R]=T}, ou seja, ¬P Λ Q Λ R e a
linha 7 diz que: {I[P]=F e I[Q]=F e I[R]=T}, ou seja ¬P Λ ¬Q Λ R.

15
Apartir das três linhas (1, 5 e 7), obtêm-se: P Λ Q Λ R, ¬P Λ Q Λ R e ¬P Λ ¬Q Λ R. A
fórmula (P → Q) Λ R é interpretada como verdade quando ocorre a linha 1 ou a linha 5 ou a
linha 7 (observe a palavra ou). Convertendo a fórmula (P → Q) Λ R em FND, fica:

(P Λ Q Λ R) V (¬P Λ Q Λ R) V (¬P Λ ¬Q Λ R).

 Usando métodos de transformação façamos assim:

Obtemos uma fórmula na FNC de forma muito parecida com a FND, apenas mudando a
forma do conector.

Exemplo:

ALGORITIMO 3 - TRANSFORMAÇÃO NA FND SEM ADIÇÃO DE NOVOS ÁTOMOS

Entrada: Uma fórmula B.


Saída: Uma fórmula A na FND, B ≡ A.
1: para todas as subfórmulas X, Y, Z de B faça
2: Redefinir ―→‖ em termos de ―V‖ e ―¬‖:
(X → Y) (¬X V Y)
3: Empurrar as negações para o interior por meio das leis De Morgan:
¬ (X V Y) ¬X Λ ¬Y
¬ (X Λ Y) ¬X V ¬Y
4: Eliminação da dupla negação:
¬¬ X X
5: distributividade de Λ sobre V :
XΛ(YVZ) ( X Λ Y ) V ( X Λ Z)
6: fim para
7: A fórmula A é obtida quando não há mais substituições possíveis.

Repare no conectivo de disjunção V:

XΛ(YVZ) ( X Λ Y ) V ( X Λ Z)

Aqui vemos o mesmo problema na FNC, que é o aumento proporcional da fórmula,


mesmo sem adicionarmos novos átomos, ela aumenta exponencialmente com a
distributividade dos átomos em novas cláusulas fora isso difere da FNC na mudança do
conectivo, como vemos na regra número 5.

16
4 REFERÊNCIAS

DIAS, Carlos Magno Corrêa. Lógica Matemática: Introdução ao Cálculo Proposicional. Curitiba,
C. M. Corrêa Dias, 1999.

SOUZA, João Nunes de. Lógica para ciência da Computação: Fundamentos de linguagem,
semântica e sistemas de dedução. Rio de Janeiro: Campus, 2002.

SILVA, Flávio Soares Corrêa da; FINGER, Marcelo; MELO, Ana Cristina Vieira de. Lógica para
computação. São Paulo: Editora Thompson, 2006. 234 p. ISBN 85-221-0517-0

Augustus Morgan matemático e lógico britânico. Disponível em:


<http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/augustus-de-morgan/augustus-de-morgan.php>
Acesso em 12.abr.2009.

Formas normais: Disponível em:


<http://polo1.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/RicardoTassinari/LI08.pdf> Acesso
em 12.abr.2009.

WIKIPÉDIA. Enciclopédia multilíngüe on-line livre. Teoremas De Morgan.


Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_De_Morgan> Acesso em 28.mar.2009.

WIKIPÉDIA. Enciclopédia multilíngüe on-line livre. Teoremas De Morgan.


Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A1usula_de_Horn> Acesso em
04.abr.2009.

WIKIPÉDIA. Enciclopédia multilíngüe on-line livre. Teoremas De Morgan.


Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A1usula_de_Horn> Acesso em
04.abr.2009.

WIKIPÉDIA. Enciclopédia multilíngüe on-line livre. Distributividade. Disponível em:


<http://pt.wikipedia.org/wiki/Distributividade> Acesso em 12.abr.2009.

WIKIPÉDIA. Enciclopédia multilíngüe on-line livre. lei da dupla negação. Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Dupla_nega%C3%A7%C3%A3o> Acesso em 12.abr.2009.

WIKIPÉDIA. Enciclopédia multilíngüe on-line livre. Formal normal disjuntiva. Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Forma_normal_disjuntiva> Acesso em 12.abr.2009.

17
Exercícios

3.5) Transformar no formato clausal, introduzindo, se necessário, novos átomos.

((p → q) → p) → p

¬((p → q) → p) V p
¬(¬(p → q) V p) V p
¬(¬(¬p V q) V p) V p
¬((p Λ ¬q) V p) V p
(¬(p Λ ¬q) Λ ¬p) V p
((¬p V q) Λ ¬p) V p
(p V (¬p V q) Λ (p V ¬p))
(p V ¬p V q) Λ (p V ¬p)

¬(p Λ ¬p)

(¬p V p)
((¬p V p) → r) Λ (r → (¬p V p))
(¬(¬p V p) V r) Λ (¬r V (¬p V p))
((p Λ ¬p) V r) Λ (¬r V ¬p V p)
(p V r) Λ (¬p V r) Λ ( ¬r V ¬p V p)

(p V q) → ¬(q V r)

¬(p V q) V ¬(q V r)
(¬p Λ ¬q) V (¬q Λ ¬r)
((¬p Λ ¬q) V A) Λ (¬A V ¬q) Λ (¬A V ¬r) Λ (q V r V A)
(¬p V A) Λ (¬q V A) Λ (¬A V ¬q) Λ (¬A V ¬r) Λ (q V r V A)

3.6) Verificar qual das fórmulas anteriores, no formato clausal, é uma cláusula de Horn.

As cláusulas de Horn encontradas são:


{(p V ¬p)}
{(¬p V r), ( ¬r V ¬p V p)}
{(¬p V A), (¬q V A), (¬A V ¬q), (¬A V ¬r)}
Mas nenhuma fórmula de Horn (conjunto de cláusulas de Horn)

3.7) Apresentar uma fórmula cuja forma clausal sem adição de novos átomos seja
exponencialmente maior no tamanho. Apresentar, em seguida, a mesma fórmula no formato
clausal com adição de novos átomos.

(A V R) Λ (A V B)

(A V c) Λ (¬ c V R) Λ (¬ c V B) Λ (¬ R V ¬ B V c)
3.8) Verificar se as fórmulas a seguir são satisfazíveis.

p1 V ¬p2 V ¬p3
p2 V ¬p4
p3 V ¬p4
p4 V ¬p5 V ¬p6
p5 V ¬p7
p6 \/ ¬p7

São todas fórmulas satisfazíveis, basta valorar todos os literais como True.

p1 \/ ¬p2 \/ ¬p3
p2 \/ ¬p4
p3 \/ ¬p4
p4 \/ ¬p5 \/ ¬p6
p5 \/ ¬p7
p6 \/ ¬p7
¬p7 \/ ¬p1
p7 \/ p4

São todas fórmulas satisfazíveis, basta valorar todos os literais como True ou False.
(não corrigidos! Ou incompletos!)
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO
PARANÁ
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE
INFORMÁTICA
CURSO DE SISTEMAS DA INFORMAÇÃO

Apresentação em Sala
FORMAS NORMAIS

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RODRIGO CIRINO DE ANDRADE
VAGNER VENGUE

CURITIBA
2009