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VIEIRA, Alberto(2003): (coordenação, com


colaboração de Abel Soares Fernandes, Emanuel
Janes e Gabriel Pita) Manual de História da
Madeira. Caderno de apoio – 8º e 9º ano de
Escolaridade,

COMO REFERENCIAR ESTE TEXTO:

VIEIRA, Alberto (coordenação, com colaboração de Abel Soares Fernandes, Emanuel Janes e
Gabriel Pita),2003: Manual de História da Madeira. Caderno de apoio – 8º e 9º ano de
Escolaridade,Funchal, CEHA-Biblioteca Digital, disponível em: http://www.madeira-
edu.pt/Portals/31/CEHA/bdigital/avieira/ 2003-av-Cadern-Professor.pdf, data da visita: / /

RECOMENDAÇÕES
O utilizador pode usar os livros digitais aqui apresentados como fonte das suas próprias obras,
usando a norma de referência acima apresentada, assumindo as responsabilidades inerentes ao
rigoroso respeito pelas normas do Direito de Autor. O utilizador obriga-se, ainda, a cumprir
escrupulosamente a legislação aplicável, nomeadamente, em matéria de criminalidade informática,
de direitos de propriedade intelectual e de direitos de propriedade industrial, sendo exclusivamente
responsável pela infracção aos comandos aplicáveis.
HISTÓRIA DA MADEIRA

CADERNO DE APOIO AOS PROFESSORES

SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO


2

HISTÓRIA DA MADEIRA

CADERNO DE APOIO AOS PROFESSORES


3

HISTÓRIA DA MADEIRA
CADERNO DE APOIO AOS PROFESSORES

COORDENAÇÃO

Alberto Vieira

COLABORAÇÃO

Abel Soares Fernandes


Emanuel Janes
Gabriel Pita

Secretaria Regional de Educação


FUNCHAL. 2001
4

TÍTULO

História da Madeira
CADERNO DE APOIO AOS PROFESSORES
1ª Edição

Setembro de 2001

AUTORES

Coordenação: Alberto Vieira


Colaboração: Abel Soares Fernandes, Emanuel Janes, Gabriel Pita

EDIÇÃO

Secretaria Regional de Educação

TIRAGEM

exemplares

CAPA

Painel de Max Romer. Palácio de S. Lourenço. Fotografia de Duarte Gomes

IMPRESSÃO

Deposito Legal

ISBN:
5

O PORQUÊ DA DISCIPLINA “HISTÓRIA E AUTONOMIA DA MADEIRA”

O volume História e Autonomia da Madeira foi elaborado no sentido de ser uma orientação de
leitura e de exposição do tema. O mesmo está organizado em duas partes, sendo a primeira uma visão
global e sectorial da História da Madeira e a segunda uma abordagem da questão da autonomia
inserida na conjuntura política decorrente da Revolução Liberal. O remate com o momento após o 25
de Abril de 1974 pretende ser uma introdução para uma abordagem mais alargada da actual situação
que deve ser enriquecida através de actividades práticas como o recurso à História Oral, seguindo as
orientações que aqui se apresentam. O ano lectivo poderá terminar com a organização de um “parla-
mento jovem” em que estejam representados os alunos de todas as escolas da Região de acordo com a
representatividade parlamentar em vigor.
Na apresentação dos temas, faz-se recurso a informação subsidiária escrita ou visual, de apoio
ao texto principal ou a documentar o que é dito. A tudo isto junta-se no final de cada capítulo uma
rubrica “Para saber mais...” em que se aprofundam algumas questões ou temas e se dão orientações no
sentido de visitas de estudo. Todos os capítulos terminam com a selecção da bibliografia fundamental,
a que se juntam novas fontes de informação como a Internet, a toponímia, monumentos, edifícios e
museus. Isto permitirá uma redescoberta da História através destes diversos elementos com quem
convivemos no nosso dia a dia e a que quase nunca damos atenção. No sentido de uma maior
motivação dos alunos deverá apostar-se por uma avaliação baseada em trabalhos práticos, de acordo
com as unidades temáticas. Neste contexto sugere-se para a 1ª parte, visitas aos museus, edifícios
assinalados, monumentos ou a descoberta da História através da toponímia da cidade.
Quanto à segunda parte, a solução mais desejável será a aposta na História Oral, como
instrumento para o melhor conhecimento da dimensão actual da autonomia. Deste modo, sugere-se
entrevistas com políticos locais, que sob diversas formas intervieram ou intervêm no processo. As
mesmas entrevistas, depois de elaboradas e aperfeiçoadas, consoante a riqueza de conteúdo, poderão
constar de um Arquivo Virtual da Autonomia a disponibilizar na Internet. Desta forma, o aluno
interage com o programa da disciplina sendo também um participante activo no aumento e
enriquecimento dos conteúdos.
Uma vez que os conteúdos da “História e Autonomia da Madeira” podem ser trabalhados de
uma maneira autónoma ou integrados nos programas do 8.º e 9.º anos, apresenta-se uma proposta de
planificação, como disciplina autónoma e, no segundo caso, estabelecemos um paralelo entre os
conteúdos nacionais e regionais de modo a serem integrados de uma maneira sistemática.
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SUPORTE LEGISLATIVO

Os conteúdos programáticos da “História e Autonomia da Madeira” poderão ser


ministrados como disciplina autónoma ou integrados nos programas do 8.º e 9.º anos de
escolaridade.

“Ao Conselho Pedagógico compete:

g) Propor aos órgãos competentes da Secretaria Regional de Educação a criação de áreas disciplinares
ou disciplinas de conteúdo regional e local, bem como as estruturas programáticas e a integração no
respectivo departamento curricular”.

[Diário da República – I Série -A, n.º 25 de 31 de Janeiro de 2000, artigo n.º 33.º]

“As escolas, no desenvolvimento do seu projecto educativo, devem proporcionar aos alunos
actividades de enriquecimento do currículo, de carácter facultativo e de natureza eminentemente
lúdica e cultural, incidindo, nomeadamente, nos domínios desportivos, artístico, científico e
tecnológico, de ligação da escola com o meio, de solidariedade e voluntariado e da dimensão europeia
na educação”.
[Diário da República – I Série-A, n.º 15 de 18 de Janeiro de 2001, Artigo 9.º]

“Compete às escolas, no desenvolvimento da sua autonomia e no âmbito do seu projecto


educativo, conceber, propor e gerir outras medidas específicas de diversificação da oferta curricular”.

[Diário da República – I Série-A, n.º 15 de 18 de Janeiro de 2001, Artigo 11.º, 2]


7

I
OBJECTIVOS GERAIS DO ENSINO

Os objectivos gerais do 3.º ciclo do ensino básico vão ao encontro das necessidades de desenvolvimento
do ser humano nos mais variados domínios: comunicação e expressão, recolha e tratamento da informação,
aptidões intelectuais, físicas, espirituais e atitudes.
Aqui, fizemos uma selecção tendo em conta aqueles objectivos que se podem desenvolver na disciplina
de História da Madeira.

APTIDÕES INTELECTUAIS E ESTRATÉGIAS COGNITIVAS

• Aplicar noções operatórias de espaço, quantidade, • Interpretar situações novas, através da análise das
tempo, na organização e interpretação dos dados do suas componentes e do estabelecimento de relações,
conhecimento. integrando oportunamente experiências e
conhecimentos adquiridos.
• Realizar observações rigorosas, utilizando os
procedimentos requeridos pelas diferentes áreas do • Aplicar conceitos, generalizações, teorias e
conhecimento científico, tendo em vista a análise e modelos, na exploração e explicação de situações,
interpretação dos factos. fenómenos e processos relativos a diferentes do-
mínios da realidade.
• Inferir regras, propriedades e relações gerais, a
partir da análise de factos e situações. • Planear e resolver actividades experimentais ou de
pesquisa, utilizando as técnicas e os processos
• Inferir consequências de princípios, utilizando o apropriados e mobilizando os conteúdos teóricos
raciocínio dedutivo. necessários à formulação de hipóteses explicativas e
ao desenvolvimento de procedimentos de verificação
• Justificar conclusões e juízos mediante uma que integrem a previsão e a análise crítica dos
argumentação lógica e com recurso a razões resultados.
teóricas, a resultados experimentais e a factos ou
documentos comprovativos

RECOLHA E TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO

• Seleccionar e consultar em (bibliotecas, arquivos, pensamento.


museus, Internet ...), documentos de natureza diversa
para recolher informação necessária à concretização • Utilizar técnicas de pesquisa e tratamento da
do projecto de trabalho. informação (inquéritos, entrevistas, fichas de dossiers
temáticos, recolha e classificação de documentos,
• Produzir, em função dos contextos, diferentes tipos guiões de roteiros, tabelas e gráficos ...), servindo-se
de escritos (esquemas, notas, relatos informativos de recursos audiovisuais e informáticos.
...), como processo de auto aprendizagem , de
regulação das actividades e de organização do

COMUNICAÇÃO / EXPRESSÃO

• Exprimir-se em língua portuguesa, oralmente e por • Comunicar criativamente ideias, sentimentos e


escrito, com clareza e correcção, de acordo com vivências, seleccionando os meios em função da
finalidades e situações comunicativas diversificadas. intenção comunicativa e dominando técnicas de
expressão das diversas linguagens.
• Identificar ideias e apreender intenções contidas
em diferentes tipos de discurso oral e escrito em • Evidenciar sensibilidade estética no exercício de
língua portuguesa, incluindo os de domínio actividades criativas e na apreciação de manifestações
específico. artísticas, quer da cultura em que está inserido, quer da
de povos e épocas diferentes, utilizando as suas
• Identificar e utilizar, com rigor, vocabulário experiências e os conhecimentos adquiridos para
específico, no contexto do discurso próprio das fundamentar juízos pessoais.
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diferentes áreas do saber.


• Recolher, reproduzir e / ou criar produções do
• Utilizar técnicas de comunicação verbal, iónica, património tradicional português (literatura oral,
musical e corporal (diálogo, debate, exposição oral, artesanato, música, jogos, indumentária ...), assumindo-
mesa redonda, narração, descrição, relatório, cartaz, se como elo na cadeia de transmissão desse património.
fotografia, vídeo ...), respeitando as regras inerentes.

AQUISIÇÃO ESTRUTURADA DA INFORMAÇÃO

• Dominar conceitos básicos das ciências sociais processo evolutivo, compreendendo condições e
necessárias à compreensão dos factos históricos. motivações de factos históricos, bem como o papel dos
indivíduos e dos grupos na dinâmica geral das
• Caracterizar as principais fases da evolução sociedades.
histórica, distinguindo e inter-relacionando, em cada
uma delas, os aspectos de ordem demográfica, • Relacionar a história regional com a história nacional,
económica, social, política e cultural. europeia e mundial, destacando as especificidades do
percurso histórico madeirense.
• Identificar os grandes momentos de ruptura no

ATITUDES

• Mostrar autoconfiança nas relações interpessoais e • Respeitar e valorizar o património natural e cultural,
na realização de tarefas diversificadas, mobilizando enquanto recurso para o desenvolvimento individual e
a experiência e as competências adquiridas para colectivo, e assumir responsabilidades na sua
resolver por si próprio as dificuldades. preservação.

• Revelar capacidade de adaptação a situações novas • Valorizar os contributos do desenvolvimento


em contextos diversificados, evidenciando científico e tecnológico para o progresso histórico das
autonomia e esforço pessoal. sociedades, analisando criticamente as implicações
desse desenvolvimento nas sociedade actual.
• Manifestar curiosidade e desejo de saber,
empenhando-se no aprofundamento dos seus • Avaliar a projecção social do trabalho,
conhecimentos e na descoberta de novas áreas de perspectivando-o na sua dimensão histórica, económica
experiência. e cultural.
• Tomar iniciativas e fazer opções perante • Mostrar-se consciente dos problemas que afectam o
alternativas diversas, relativas a projectos, indivíduo e a sociedade, empenhando-se na melhoria da
actividades, modos de trabalho, situações qualidade de vida nomeadamente nos domínios da
problemáticas, responsabilizando-se pelas escolhas saúde, do equilíbrio ecológico, das condições de
efectuadas. trabalho e da organização do tempo livre.
• Identificar e cumprir tarefas necessárias à
construção do seu percurso de aprendizagem, • Demonstrar compreensão e solidariedade para com
manifestando atitudes e hábitos de trabalho. povos, grupos e pessoas, valorizando as diferenças
(perseverança, assiduidade, pontualidade, respeito culturais e denunciando atitudes e situações
pelo cumprimento de prazos. discriminatórias ou injustas.

• Assumir as suas responsabilidades nas tarefas • Conhecer aspectos fundamentais da organização e do


requeridas pelo trabalho de grupo, manifestando funcionamento da sociedade democrática, de modo a
atitudes de compreensão e cooperação, integrando aplicar as suas regras nas estruturas em que se encontra
diferentes contributos e superando inibições, inserido.
preconceitos e conflitos.
• Evidenciar consciência nacional, valorizando a
• Participar de forma construtiva em projectos da identidade cultural portuguesa, no quadro europeu e
escola ou da comunidade, integrado em estruturas mundial.
organizativas, evidenciando consciência do sentido
da sua intervenção.
9

II

OBJECTIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA

DOMÍNIO DAS ATITUDES E VALORES

1 – Desenvolver valores pessoais e atitudes de autonomia

1.1 - Adquirir hábitos de discussão e posicionamento 1.3 – Responsabilizar-se pelas suas decisões.
crítico em relação à realidade social passada e 1.4 – Desenvolver a sensibilidade estética e criativa.
presente. 1.5 – Desenvolver o gosto pela investigação e pelo
1.2 - Desenvolver o raciocínio moral a partir da estudo do passado
análise das acções dos agentes históricos.

2 – Desenvolver atitudes de sociabilidade e solidariedade

2.1 – Desenvolver o espírito de tolerância. 2.5 – Interessar-se pela construção da consciência


2.2 – Desenvolver a capacidade de diálogo. europeia.
2.3 – Cooperar na realização das tarefas. 2.5 – Valorizar a identidade cultural da sua região e do
2.4 – Empenhar-se na defesa dos direitos humanos seu país.
com atitudes de respeito para com os outros 2.6 – Intervir no meio em que se insere defendendo o
independentemente da origem e cultura. património cultural e a melhoria da qualidade de vida.

DOMÍNIO DAS APTIDÕES E CAPACIDADES

1 – Iniciar-se na metodologia específica da História

1.1 – Seleccionar informação sobre temas em 1.4 – Formular hipóteses simples de interpretação de
estudo. factos históricos.
1.2 – Distinguir fontes históricas do discurso 1.5 – Utilizar conceitos e generalizações.
historiográfico. 1.6 – Realizar trabalhos simples de pesquisa, individual
1.3 – Interpretar documentos de índole diversa ou em grupo.
(textos, imagens, gráficos, mapas, diagramas).

2 – Desenvolver capacidades de comunicação

2.1 – Aperfeiçoar a expressão oral e escrita. 2.4 – Utilizar novas tecnologias da informação
2.2 – Utilizar técnicas de comunicação oral, de (CDRom, Internet)
organização de textos e de expressão gráfica. 2.5 – Recriar acontecimentos históricos recorrendo à
2.3 – Elaborar sínteses orais ou escritas a partir da dramatização e expressão plástica.
informação recolhida.
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DOMÍNIO DOS CONHECIMENTOS

1 – Desenvolver a noção de evolução

1.1 – Caracterizar as principais fases da evolução 1.2 – Identificar os grandes momentos de ruptura no
histórica. processo evolutivo.

2 – Alargar e consolidar as noções de condicionalismo e de causalidade

2.1 – Compreender condições e motivações dos 2.3 – Compreender o papel dos indivíduos e dos grupos
factos históricos. na dinâmica social.
2.2 – Distinguir, numa dada realidade, os aspectos 2.4 – Compreender a importância do desenvolvimento
de ordem demográfica, económica, social, política e científico e tecnológico e dos movimentos culturais para
cultural, estabelecendo relações entre eles. a evolução da humanidade.

3 – Desenvolver a noção de multiplicidade temporal

3.1 – Localizar no tempo e no espaço, eventos e 3.3 – Estabelecer uma relação entre passado e presente.
processos. 3.4 – Relacionar a história da Madeira com a história
3.2 – Distinguir ritmos de evolução em sociedades nacional e universal destacando a especificidade da
diferentes e no interior de uma mesma sociedade. história madeirense.

4 – Desenvolver a noção de relativismo cultural

4.1 – Reconhecer a simultaneidade de diferentes 4.2 – Compreender o carácter relativo dos valores
valores e culturas. culturais em diferentes tempos e espaços históricos.
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III

PROPOSTA DE PLANIFICAÇÃO COMO DISCIPLINA AUTÓNOMA


12

UNIDADE 1 O CONHECIMENTO DO ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

• O conhecimento até ao séc. XV Nesta unidade procura-se informar sobre as primeiras referências
- Egípcios e Fenícios às ilhas do Atlântico, desde a literatura mais antiga até ao seu
- Gregos e Romanos descobrimento, ocupação e povoamento pelos portugueses.
- Árabes
- As viagens do séc. XIV 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem
- Lendas
Propõe-se que se faça uma breve referência à literatura antiga
• A cartografia do arquipélago do desde as primeiras civilizações até à literatura árabe. O destaque deve
séc. XIV a XVI. incidir sobre o descobrimento e ocupação do Arquipélago pelos
portugueses no séc. XV.
• As versões do descobrimento
Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, que os alunos:
• conheçam algumas referências da literatura antiga e relato dos
• A ocupação e povoamento
árabes sobre as ilhas do Atlântico;
- As primeiras povoações
- A distribuição das terras • descubram as ilhas que se identificam com as ilhas do Arquipélago
- Vínculos e capelas da Madeira;
- O contrato de colonia • interpretam a lenda de Machim e de S. Brandão;
• interpretem as várias versões do descobrimento do Arquipélago da
• Para saber mais... Madeira,
- Machim e a Madeira • reconheçam a acção empreendedora dos portugueses na ocupação e
- O Algarve e a Madeira povoamento do Arquipélago da Madeira;
- O contrato de colonia • compreendam como se processou a ocupação e povoamento tendo
_______________________________ em conta os condicionalismos geográficos, sociais e culturais;
• interpretem a evolução da representação cartográfica do
CONCEITOS Arquipélago da Madeira.
- Barca
- caravela 2 – Estratégias / Actividades
- Portulano
Propõe-se:
- Carta de marear
- Navegação • leitura e análise do texto base do compêndio do aluno e elaboração
- Cartografia de uma pequena síntese;
- Povoamento • análise de mapas procurando localizar as ilhas do Atlântico e
- Colonização especificamente do Arquipélago da Madeira;
- Colonia • análise de tabelas tendo em conta o evoluir histórico;
- Vínculo • interpretação de documentos conforme os interesses dos alunos;
_______________________________ • observação e interpretação de gravuras;
• elaboração de uma biografia sobre uma das personagens implicadas
MATERIAIS / RECURSOS no descobrimento, ocupação e povoamento do Arquipélago;
• Compêndio • pesquisa sobre a origem toponímica da localidade, paróquia,
• Bibliografia freguesia ou concelho em que o aluno vive.
• CDRom
3 – Avaliação
• Internet
• Pela participação do aluno nas actividades propostas
• Pelos trabalhos de pesquisa
• Fichas de trabalho
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UNIDADE 2 A ADMINISTRAÇÃO

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

• O senhorio das ilhas Nesta unidade pretende-se o estudo da organização administrativa do


Arquipélago da Madeira desde o início do povoamento até à actualidade.
• As capitanias Os alunos poderão descobrir as relações existentes entre o poder regional e
central e suas competências. O campo de ensaio de um novo sistema
• As autoridades superiores administrativo aplicado à Madeira, será um factor de motivação para o
estudo desta unidade.
• A fazenda senhorial e régia
1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem
• A justiça senhorial e régia
Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:
• O poder municipal: • identifiquem as várias estruturas do poder administrativo desde o início
- Os funcionários do povoamento até à actualidade;
- A alçada • descubram a relação de poder existente entre os vários órgãos
- A divisão administrativa administrativos;
• identifiquem as várias alterações administrativas seguindo uma ordem
• Para saber mais ... cronológica,
- Evolução e estrutura • expliquem as competências de cada um dos órgãos da administração
dos municípios no central, regional e local;
século XIX e XX • Reconheçam os direitos e dos deveres dos capitães donatários;
_________________________ • descubram as especificidades da organização administrativa do
Arquipélago da Madeira;
CONCEITOS • tomem consciência da importância de uma organização administrativa
para o progresso e bem estar das sociedades.
- Senhorio
- Capitania
2 – Estratégias / Actividades
- Capitão do donatário
- Posturas
Propõe- se:
- Vereadores
- Município • leitura do texto base e elaboração se sínteses;
- Paróquia • leitura e interpretação de documentos que evidenciem as competências
- Homens bons dos órgãos administrativos;
- Ouvidor • observação e interpretação dos organigramas referentes à organização do
- Contador poder administrativo;
- Tabelião • recolha pelos alunos de dados biográficos sobre algumas das
- Almoxarife personagens que se distinguiram na administração:
- Corregedor • interpretação dos brasões dos concelhos da Região Autónoma da
- Alçada Madeira;
_________________________ • elaboração de uma tabela cronológica com os acontecimentos marcantes
sobre a administração central e local.
MATERIAIS / RECURSOS
• Compêndio 3 – Avaliação
• Bibliografia
• CdRom • Pela participação do aluno nas actividades propostas
• Internet • Pelos trabalhos de pesquisa
• Fichas de trabalho
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UNIDADE 3 A IGREJA E SUAS INSTITUÇÕES

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

• O início Nesta unidade apresentamos a estrutura, funções e a importância que a


Igreja teve na Madeira ao longo dos séculos. Pretende-se que os alunos
• A Ordem de Cristo tenham conhecimento sobre o seu estabelecimento, organização e
competências na formação cultural e espiritual e na assistência aos mais
• A criação das paróquias necessitados.

• Os franciscanos da Madeira 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem

• O bispado do Funchal Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:


- Fundação e • identifiquem as várias etapas do estabelecimento da Igreja no
organização Arquipélago da Madeira;
- A formação do clero • localizem as primeiras ermidas, capelas e igrejas construídas na Madeira
e Porto Santo;
• Formas de devoção popular • descubram as competências das instituições da Igreja;
- Nossa Senhora do • reconheçam a acção das ordens religiosas que se instalaram no
Monte arquipélago desde os descobrimentos nomeadamente os Franciscanos, a
- São Tiago Menor Ordem de Cristo e os Jesuítas;
- O Senhor Bom Jesus • avaliem a acção da Igreja nas áreas da cultura e da assistência;
- O Senhor dos Milagres • reconheçam a importância das devoções e piedade tradicionais na vida
das populações.
• As escolas, o ensino e a
literatura 2 – Estratégias / Actividades
• A assistência
Propõe- se:
_________________________
• leitura do texto base a fim de recolherem os elementos mais importantes
CONCEITOS
desta unidade;
- Ordem de Cristo
- Bispado • interpretação de documentos de modo a recolher informação sobre a
- Diocese implantação das instituições eclesiásticas no novo espaço;
- Franciscano • recolha de história oral sobre as tradições e devoções populares;
- Jesuíta • elaboração de um pequeno inquérito sobre a acção da Igreja na
- Padroado actualidade;
- Inquisição • elaboração de um relatório sobre uma das práticas de piedade e devoções
- Protestante populares na actualidade (romaria, procissão, etc.)
- Romaria
- Padroeiro 3 – Avaliação
- Bula
- Côngrua • Pela participação do aluno nas actividades propostas
- Fábrica da Igreja • Pelos trabalhos de pesquisa
_________________________ • Fichas de trabalho

MATERIAIS / RECURSOS
• Compêndio
• Bibliografia
• CdRom
• Internet
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UNIDADE 4 A ARTE

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

Nesta unidade pretende-se o estudo das manifestações artísticas


• O Funchal, de povoado a cidade que se verificaram no Arquipélago da Madeira até à actualidade.
Procura-se dar uma visão da arte integrada no meio ambiente e
• Investimento e ostentação transformação do espaço urbano ocorrida ao longo dos tempos sob
a influência da evolução económica: arte do açúcar, arte do vinho e
• A arte do vinho arte do turismo.

• O Funchal dos séculos XIX e XX 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem

• Para saber mais ... Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:
- A arquitectura militar • identifiquem as várias manifestações artísticas tendo em conta o
- Os Museus da Madeira e evoluir histórico e as transformações do meio e espaço urbano:
Porto Santo • relacionem as manifestações artísticas com as economia de cada
______________________________ época;
• caracterizem os vários estilos: o gótico, o manuelino, o
CONCEITOS classicismo, o barroco, o neoclassicismo e a arte moderna e
• façam o enquadramento de cada obra na sua época e no seu
contemporânea;
- Gótico estilo;
- Manuelino • reconheçam os artistas que mais de distinguiram pelas suas obras;
- Classicismo • descubram as personagens representadas na escultura mais
- Barroco significativa e a razão de ser de sua representação;
- Talha dourada • desenvolvam a sensibilidade estética através da identificação e
- Arquitectura apreciação de criações artísticas.
- Escultura
- Pintura 2 – Estratégias / Actividades
- Pintura flamenga
- Museu Propõe- se:
- Etnografia • leitura do texto base a fim de recolher as informações mais
- Arte Sacra importantes sobre o tema;
- Restauro • análise de documentos relacionados com as transformações
______________________________ verificadas na paisagem humanizada;
• observação de gravuras representativas de algumas das principais
MATERIAIS / RECURSOS manifestações artísticas da Madeira e Porto Santo;
• observação directa das obras de arte através de visitas de estudo
• Compêndio individual ou em grupo;
• Bibliografia • elaboração de relatórios sobre as visitas de estudo aos
• CdRom monumentos mais significativos e museus da Madeira;
• Internet • elaboração de textos descritivos das obras de arte;
• Museus • elaboração de textos sobre o historial de alguns monumentos
• Monumentos (Convento de Santa Clara, Sé do Funchal, Igreja do Colégio, etc.)

3 – Avaliação

• Pela participação do aluno nas actividades propostas


• Pelos trabalhos de pesquisa
• Fichas de trabalho
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UNIDADE 5 A SOCIEDADE MADEIRENSE

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

• A estrutura social Neste tema pretende-se o estudo da estrutura da sociedade


madeirense nos aspectos da organização que, com o desen-
• Os estrangeiros na Madeira volvimento, se torna mais complexa; as relações de dependência entre
- Italianos os vários grupos e a sua importância no desenvolvimento económico.
- Franceses e flamengos Como reflexo das crises económicas dos séc. XIX e XX, é de desta-
- Ingleses car o estudo da emigração.

• Colonização e emigração 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem


- A emigração no séc. XIX
- A emigração no séc. XX Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:
• identifiquem os grupos que fizeram parte da sociedade madeirense
• Para saber mais ... ao longo dos séculos;
- Os escravos • expliquem as funções de cada um desses grupos;
- Os guanches • descubram as relações de dependência existente entre as várias
- A emigração insular a partir ordens sociais;
da Madeira • relacionem a presença de estrangeiros com o desenvolvimento
económico da Madeira;
______________________________ • compreendam as causa da emigração madeirense;
• identifiquem o destinos da emigração
CONCEITOS • reconheçam o contributo da presença dos madeirenses para o
desenvolvimento dos povos de acolhimento, nos aspectos económico,
- Clero social e cultural e religioso;
- Nobreza • desenvolvam atitudes de solidariedade e respeito por outras culturas
- Terceiro Estado e povos.
- Esclavagismo
- Guanche 2 – Estratégias / Actividades
- Homens bons
- Mesteres Propõe- se:
- Colono • leitura do texto base para recolha das principais informações e
- Feitor elaboração de sínteses;
- Emigração • análise de documentos sobre a estrutura social, funções dos grupos,
a presença de estrangeiros na Madeira e emigração;
______________________________ • interpretação de gráficos e tabelas sobre a emigração madeirense;
• observação e descrição de gravuras;
MATERIAIS / RECURSOS • elaboração de mapas, tabelas e gráficos relacionados com a
emigração;
• Compêndio • recolha de testemunhos relacionados com a vida de emigrantes na
• Bibliografia actualidade.
• CD Rom
• Internet 3 – Avaliação

• Pela participação do aluno nas actividades propostas


• Pelos trabalhos de pesquisa
• Fichas de trabalho
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UNIDADE 6 A ECONOMIA

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

• O começo ... Pretende-se, com este tema, o estudo das transformações


económicas que ocorreram no Arquipélago nos seus vários domínios:
• As plantas tintureiras aproveitamento dos recursos naturais; introdução de novas culturas de
subsistência e de produção de riqueza; aplicação de novas técnicas;
• O mar e os recursos piscícolas desenvolvimento da pecuária e pescas; as relações de comércio entre
o Arquipélago e outras regiões. Considerando as suas condições
• O pão nosso de cada dia ... ambientais e geográficas, pretende-se dar destaque aos produtos de
exportação que a tornaram conhecida e famosa em todo o mundo.
• A riqueza arrancada à terra
- O açúcar 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem
- A vinha e o vinho Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:
• identifiquem as principais actividades económicas praticadas no
• O gado e animais domésticos
Arquipélago da Madeira:
• O comércio • reconheçam a importância da exploração dos recursos naturais:
- A intervenção da coroa e madeiras, plantas tintureiras e os recursos piscícolas.
municípios • avaliem a necessidade da produção de cereais para a subsistência, e
- O comércio de cabotagem abastecimento do reino, Norte e Costa Ocidental de África;
- O comércio inter-insular • expliquem o processo de exploração do açúcar desde a sua origem,
- O comércio atlântico as condições favoráveis, as técnicas de produção, a comercialização e
decadência;
• Para saber mais ... • relacionem a produção do açúcar com o desenvolvimento social e
- As levadas cultural da Madeira;
- As indústrias e artesanato • reconheçam a importância do vinho na economia da Madeira nos
- O dever e haver da riqueza séculos XVII e XVIII;
da ilha • expliquem as técnicas de produção do vinho desde a cultura da
- Técnicas e fontes de energia vinha até à sua exportação;
- As técnicas de vinificação • relacionem o comércio do vinho com a hegemonia marítima e
______________________________ colonial da Inglaterra;
• descubram as especificidades da produção vinícola madeirense;
CONCEITOS • reconheçam a pecuária como uma actividade de subsistência e
- Trapiche relacionada com a agricultura;
- Alçaprema • comparem os tipos de comércio praticado no Arquipélago;
- Engenho de água • avaliem a importância do comércio no desenvolvimento económico
- Pão de açúcar e no estabelecimento de relações sociais e culturais entre vários povos
- Balseira e o povo madeirense.
- Latada
2 – Estratégias / Actividades
- Vinha aramada
- Lagar de cocho Propõe- se:
- Mosto • leitura do texto base para recolha de informação elementar e
- Borracho elaboração de sínteses;
- Canteiro • recolha de informação a partir de documentos, gravuras e tabelas;
- Vinho de roda
• interpretação de gráficos sobre a produção e exportação do açúcar e
- Clarificação
vinho da Madeira;
______________________________
• leitura de mapas sobre as áreas de produção e exportação dos
MATERIAIS / RECURSOS produtos da Madeira;
• visitas de estudo aos museus do açúcar, do vinho e da baleia.
• Compêndio
• Bibliografia 3 – Avaliação
• CdRom • Pela participação do aluno nas actividades propostas
• Internet • Pelos trabalhos de pesquisa
• Pelas fichas de trabalho
18

UNIDADE 7 A MADEIRA E O MUNDO DOS DESCOBRIMENTOS

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

• Ocupação e defesa dos novos Nesta unidade pretende-se destacar a contribuição do povo
espaços madeirense na expansão do séc. XV, na ocupação e defesa dos
- Nas primeiras expedições novos espaços e a importância da Madeira como ponto de
- No Norte de África passagem e apoio às novas rotas oceânicas. O ataque dos corsários,
- No Império Português do a necessidade da sua defesa e a procura da Madeira como refúgio e
Oriente desfrute do clima e das belezas naturais, são o reflexo da
- Na ocupação e defesa do importância que teve na conjuntura internacional dos séculos XV a
Brasil XX.
- Na ocupação e defesa de 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem
Angola
Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:
• As rotas oceânicas e a Madeira • descubram a acção dos madeirenses na expansão, ocupação e
defesa dos novos espaços;
• A cobiça da riqueza madeirense • identifiquem as principais personagens madeirenses relacionadas
- A guerra do corso com a expansão e defesa do Império Português;
- A defesa do Arquipélago • expliquem os ataques dos corsários ao Arquipélago da Madeira e
a estratégia de defesa através da construção das fortalezas;
• A Madeira na rota das migrações • descubram a importância da Madeira nas rotas do Atlântico como
centro de abastecimento e de divulgação de novas culturas no
• O turismo e a descoberta da espaço atlântico;
natureza • relacionem as condições naturais com o desenvolvimento do
turismo;
• Para saber mais ... • tomem consciência da necessidade da defesa do património
- A Madeira modelo de natural;
expansão • desenvolvam atitudes de respeito e convívio com outros povos.
- Colombo na Madeira
- O Madeirense Diogo 2 – Estratégias / Actividades
Colombo
______________________________ Propõe- se:
• leitura do texto base do compêndio a fim de recolher as
CONCEITOS informações essenciais e elaboração de sínteses;
- Corso • recolha de informação através da análise de documentos,
- Pirataria gravuras, tabelas e mapas;
- Fortaleza
• visita de estudo a uma das fortalezas;
- Expedições
• visita de estudo a um dos empreendimentos turísticos, por
- Colónia
exemplo à Escola de Hotelaria e Turismo da Madeira;
- Feitoria
- Migrações • visita de estudo a uma Quinta Madeirense;
- Turismo terapêutico • elaboração de um inquérito a turistas sobre as suas impressões
- Quinta Madeirense relativas à Madeira;
- Sanatório • elaboração de uma biografia de Mary Jane Wilson;
- Hospício • recolha de dados sobre o turismo na actualidade e seu tratamento
- Lazareto através da elaboração de tabelas, gráficos e mapas.
______________________________
3 – Avaliação
MATERIAIS / RECURSOS
• Compêndio • Pela participação do aluno nas actividades propostas
• Bibliografia • Pelos trabalhos de pesquisa
• CdRom • Fichas de trabalho
• Internet
19

UNIDADE 8 O LIBERALISMO NA MADEIRA

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

• A implantação do liberalismo na Nesta unidade pretende-se que o aluno tome conhecimento das
Madeira implicações da Revolução Liberal na Madeira, das transformações
- Os acontecimentos políticas verificadas a nível local e da luta do povo madeirense pela
- A aspiração autonómica sua autonomia.

• A reacção absolutista 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem

• A regeneração Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:


• identifiquem as transformações políticas derivadas da Revolução
• A autonomia no último quartel Liberal;
do séc. XIX • reconheçam as dificuldades de aceitação dos ideais do liberalismo
- A reivindicação pela pelas ordens sociais privilegiadas;
autonomia • avaliem a importância das transformações políticas para a aspiração
- A autonomia administrativa autonómica do Arquipélago da Madeira;
• identifiquem as personagens que se debateram pela autonomia
• Para saber mais... regional;
- As eleições e os deputados • descubram as conquistas autonómicas durante o período da
- Organizações e partidos Monarquia Liberal.
políticos
- A imprensa e a Revolução 2 – Estratégias / Actividades
Liberal – O Patriota
Funchalense Propõe- se:
- A cidade e a toponímia do • leitura do texto base do compêndio e recolha da informação
Liberalismo essencial;
______________________________ • análise de documentos com vista à recolha de informação sobre a
CONCEITOS situação social, económica e política do Arquipélago durante este
- Liberalismo período;
- Absolutismo • consulta de jornais da época a fim de conhecer a sensibilidade do
- Constituição povo da Madeira face à política do governo central para com a
- Carta constitucional Madeira;
- Maçonaria • visita de estudo a uma das ruas relacionadas com a época do
- Eleições Liberalismo.
- Deputado • elaboração da biografia de uma das personagens que mais de
- Regeneração destacou pela luta autonómica durante a Monarquia Liberal.
- Autonomia
- Junta Geral 3 – Avaliação
______________________________

MATERIAIS / RECURSOS • Pela participação do aluno nas actividades propostas


• Compêndio • Pelos trabalhos de pesquisa
• Bibliografia • Fichas de trabalho
• CdRom
• Internet
20

UNIDADE 9 A 1.ª REPÚBLICA

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

• O Contexto Histórico Nacional Nesta unidade damos destaque às transformações políticas


verificadas em Portugal neste período e as suas implicações na
• O debate e o combate pela sociedade, economia e política da Madeira.
autonomia
- Os acontecimentos 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem
- O regionalização
Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:
- O federalismo
• identifiquem as transformações políticas derivadas da implantação
da República;
• A política administrativa da 1.ª
• descrevam as implicações da participação na 1.ª Guerra Mundial;
República
• descubram os avanços que se deram nas aspirações autonómicas;
Para saber mais... • identifiquem as personagens que se debateram pela autonomia
- Figuras que se destacaram regional neste período.
na luta pela autonomia
- Deputados e senadores 2 – Estratégias / Actividades
madeirenses
- Toponímia alusiva à 1.ª Propõe- se:
República • leitura do texto base do compêndio e recolha da informação
______________________________ essencial;
• análise de documentos com vista à recolha de informação sobre a
CONCEITOS situação social, económica e política do Arquipélago durante este
- República período;
- Sidonismo • consulta de jornais da época a fim de conhecer a sensibilidade do
- Regionalização povo da Madeira face à política do governo central para com a
- Federalismo Madeira;
- Autonomia • levantamento da toponímia relacionada com a 1.ª República;
- Separatismo • levantamento dos monumentos relacionados com a 1.ª Guerra
______________________________ Mundial;
• elaboração da biografia de uma das personagens que mais de
MATERIAIS / RECURSOS destacou pela luta autonómica durante a 1.ª República.
• elaboração de um texto sobre o Monumento: “Nossa Senhora da
• Compêndio Paz”.
• Bibliografia
3 – Avaliação
• CdRom
• Internet • Pela participação do aluno nas actividades propostas
• Pelos trabalhos de pesquisa
• Fichas de trabalho
21

UNIDADE 10 O ESTADO NOVO

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

Pretende-se que os alunos tomem conhecimento das


características essenciais do Estado Novo, das suas realizações e da
______________________________ recusa das aspirações autonómicas do povo madeirense.

CONCEITOS 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem

______________________________ Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:


• expliquem as principais características do Estado Novo;
MATERIAIS / RECURSOS • identifiquem as realizações económicas deste período;
• descrevam a política do poder central para com o Arquipélago da
• Compêndio Madeira face às aspirações autonómocas.
• Bibliografia
• CdRom 2 – Estratégias / Actividades
• Internet
Propõe- se:
• leitura do texto principal do compêndio e recolha da informação
necessária;
• elaboração de uma listagem das principais obras efectuadas
durante o Estado Novo e a sua localização;
• análise do estatuto para as ilhas adjacentes;
• recolha de testemunhos orais sobre o período em estudo através
de entrevistas.

3 – Avaliação

• Pela participação do aluno nas actividades propostas


• Pelos trabalhos de pesquisa
• Fichas de trabalho
22

UNIDADE 11 AS REVOLTAS NA MADEIRA

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

Nesta unidade pretende-se que os alunos tomem consciência que


• Revoltas e motins populares as injustiças levam à revolta da população e tenham conhecimento
das várias manifestações ocorridas na Madeira.
• Para saber mais ...
- A Revolta da Farinha 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem
- A Revolta Político Militar
de Abril de 1931 Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:
- A Revolta do Leite • identifiquem as principais revoltas na Madeira;
______________________________ • descubram as razões dessas revoltas;
• expliquem a reacção do poder central perante essas revoltas;
CONCEITOS • interpretem a “Revolta da Farinha” como um anseio do povo pela
- Revolta sua autonomia;
- Motim • distingam as revoltas de carácter popular e espontâneo das revoltas
- Imposto ad valorem político militares
- Revolta da Farinha
- Presídio 2 – Estratégias / Actividades
- Revolta da Parreca
- Revolta da Pedrada Propõe- se:
- Revolta do Leite • leitura do texto do compêndio para recolha de informação;
• observação das gravuras;
______________________________
• análise de documentos a fim de extrair a devida informação;
MATERIAIS / RECURSOS • elaboração de um questionário, a alguém ainda vivo, sobre a
“Revolta da Farinha” e a revolta político militar de 1931.
• Compêndio
• Bibliografia 3 – Avaliação
• corda
• Pela participação do aluno nas actividades propostas
• Internet
• Pelos trabalhos de pesquisa
• História Oral
• Fichas de trabalho
23

UNIDADE 12 A REVOLUÇÃO DE ABRIL E A CONQUISTA DA AUTONOMIA

CONTEÚDOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS / MÉTODOS DE TRABALHO

Propõe-se que os alunos, nesta unidade, tomem conhecimento do


• Do Estado Novo à Revolução de processo que levou à autonomia da Madeira, saibam explicar essa
Abril autonomia e por ela sintam orgulho dentro do todo nacional.

• Os acontecimentos na Madeira 1 – Clarificação de conteúdos / especificações de aprendizagem


- As primeiras manifestações
- Grupos políticos e autono Sugere-se que entre as aprendizagens relevantes, os alunos:
mistas • descrevam a conjuntura que levou à Revolução do 25 de Abril de
1974;
• A institucionalização da autono • descrevam os acontecimentos na Madeira nos anos de 1974 e
mia 1975;
- A Constituição de 1976 • interpretem os artigos das Constituição de 1976 que dizem
- O reforço da autonomia respeito à autonomia regional;
- Os órgãos do poder regional • descubram as alterações da Constituição que reforçaram a
- Os símbolos da autonomia autonomia regional;
• expliquem os símbolos da Região Autónoma da Madeira;
• Os partidos políticos e as eleições • identifiquem as competências dos órgãos políticos da Região
Autónoma da Madeira: Assembleia Regional, Governo Regional e
• O Governo e a prática governa Ministro da República;
tiva • reconheçam o desenvolvimento da Madeira após a conquista da
autonomia;
• A Madeira na União Europeia • compreendam a importância da União Europeia no
desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira;
Para saber mais... • tomem consciência da importância da autonomia para a
______________________________ valorização do povo e desenvolvimento da economia e bem estar da
sociedade.
CONCEITOS
- Revolução 2 – Estratégias / Actividades
- Autonomia
- Ministro da República Propõe- se:
- CEE • leitura do texto do compêndio e recolha da informação básica;
- Tratado de Roma • análise de documentos sobre a evolução da autonomia regional
- Tratado de Maastricht • observação e interpretação dos símbolos da Região Autónoma da
- Tratado de Amesterdão Madeira;
- FEDER
• elaboração de inquéritos sobre os acontecimentos verificados
- FEOGA
após a Revolução do 25 de Abril de 1974;
- FSE
• visita de estudo à Assembleia Regional;
______________________________
• realização do “Parlamento jovem”;
MATERIAIS / RECURSOS • conferência sobre as realizações da autonomia;
• conferência sobre o funcionamento do poder autonómico;
• Compêndio • conferência sobre a União Europeia e as ajudas à Madeira.
• Bibliografia
3 – Avaliação
• CdRom
• Internet • Pela participação do aluno nas actividades propostas
• História Oral • Pelos trabalhos de pesquisa
• Fichas de trabalho
24

IV

INTEGRAÇÃO DA HISTÓRIA DA MADEIRA NO PROGRAMA NACIONAL


25

8.º ANO

TEMA 5 – EXPANSÃO E MUDANÇAS NOS SÉCULOS XV E XVI

5.1 – A abertura ao mundo

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.

5.1.1 - Rumos da expansão - O conhecimento do Arquipélago da Madeira 4-25


quatrocentista - O conhecimento até ao século XV
- A cartografia
- Descobrimentos e conquistas no - A questão do descobrimento
período henriquino: áreas e processos de - A ocupação e o povoamento
exploração.
- A administração 31-71
- A primeira organização administrativa
- O arquipélago e o poder central
- O poder municipal

- A Igreja
- A Ordem de Cristo
- A criação das paróquias
- O bispado do Funchal
- Formas de devoção e piedade

- A economia 148-168
- O começo...
- O gado e animais domésticos.
- Madeiras e plantas tintureiras.
- O mar e os recursos piscícolas.
- O pão nosso de cada dia...
_________________________________ ______________________________________________ _______

5.1.2 – A afirmação do expansionismo - A Madeira e o mundo dos descobrimentos 216-220


europeu: os impérios peninsulares - Ocupação e defesa dos novos espaços
. As primeiras expedições
- Os Portugueses no Norte de África . O Norte de África
. A Costa Ocidental Africana
- Os portugueses na África Negra . O Império Português do Oriente

- A penetração portuguesa no mundo


asiático.
_________________________________ ______________________________________________ _______

5.1.3 – O comércio à escala mundial - A economia


- A riqueza arrancada à terra: 156-168
- As novas rotas do comércio . O açúcar
intercontinental: dinamização dos . Núcleo museológico – a cidade do açúcar. 208
centros económicos europeus.
- O comércio. 182
- Circulação de produtos e suas . O comércio de cabotagem
repercussões no quotidiano. . O comércio inter-insular
. O comércio atlântico

5.2 – Os novos valores europeus

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.


26

5.2.1 – O Renascimento e a formação da - A arte


mentalidade moderna - O Funchal: 87-93
. A Igreja de Santa Clara 91
- A arte renascentista; persistência do . A Sé do Funchal 92
gótico em Portugal. . O Museu de Arte Sacra 107
- A rota do açúcar 201-205

TEMA 6 – PORTUGAL NO CONTEXTO EUROPEU DOS SÉCULOS XVII E XVIII

6.1 – O Império Português e a concorrência internacional

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.

6.1.1 – A disputa dos mares e a - A Madeira e o mundo dos descobrimentos


afirmação do capitalismo comercial - As rotas oceânicas e a Madeira 223
- A cobiça das riqueza madeirense 225
- A crise do Império Português do . A guerra do corso
Oriente e o apogeu do Império Espa- . A defesa do arquipélago
nhol: a União Ibérica - A arquitectura militar 102-106
- A Madeira na rota das migrações 227
- A ascensão económica e colonial da
Europa do Norte: Holandeses e Ingleses.
_________________________________ _____________________________________________ _______

6.1.2 – A prosperidade dos tráficos - Ocupação e defesa do Brasil 220


atlânticos portugueses e a Restauração

6.2 – Absolutismo e mercantilismo numa sociedade de ordens

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.

6.2.1 – O Antigo Regime português no


século XVIII - A Economia
- A riqueza arrancada à terra: o vinho 169-183
- O peso da agricultura e o - A rota do vinho 207
desenvolvimento dos tráficos comerciais. - O museu do vinho da Madeira 209

- A sociedade de ordens e o poder - A sociedade madeirense


absoluto. - A estrutura social 117-122
- Os estrangeiros 123-129
- Os guanches
- Os escravos

- A Igreja
- Escolas, ensino e literatura 71- 75
- A assistência

- A arte e a mentalidade barroca. - A arte


- A arte da época do vinho 93-98
- A Igreja e o Convento dos Jesuítas 95
27

TEMA 7 – AS TRANSFORMAÇÕES DO MUNDO ATLÂNTICO: CRESCIMENTOS E RUPTURAS

7. 2 – O triunfo das revoluções liberais

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.

7.2.3 – A revolução liberal portuguesa


- O liberalismo e a Madeira
- Condicionalismos da revolução; o - A implantação do liberalismo na Madeira
movimento revolucionário de 1820.
- A reacção absolutista
- A reacção absolutista: a guerra civil.
- A autonomia no último quartel do século XIX
- O triunfo da monarquia constitucional
e das instituições liberais.

TEMA 8 – A CIVILIZAÇÃO INDUSTRIAL DO SÉCULO XIX

8. 2 – Os países de difícil industrialização: o caso português

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.

8.2.2 – As tentativas de modernização - A economia


- A Regeneração
- A política regeneradora e o incremento - Os transportes
dos transportes. - O artesanato e as indústrias 192-197
- Técnicas e fontes de energia 198-200
- A tímida industrialização: a
dependência face ao estrangeiro. - O turismo e o descoberta da natureza 230-233
- O Museu de História Natural 208
- Núcleo museológico do IBTAM 209
- Museu da Electricidade 210
_________________________________ ____________________________________________ _______

8.2.3 – Alterações nas estruturas sociais

- A ruína dos pequenos produtores; a - A emigração madeirense 130-135


emigração.
28

9.º ANO

TEMA 9 – A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉCULO XX

9.1 – Hegemonia e declínio da influência europeia


9.2

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.

9.1.2 – A Primeira Grande Guerra - A 1.ª República e a Madeira


- Os acontecimentos
- Intervenção de Portugal na 1.ª Grande . A Madeira e a 1.ª Guerra Mundial 271-273
Guerra.

9.3 – Portugal da 1.ª República à ditadura militar


9.4

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.

9.3.2 – A 1.ª República - A 1.ª República e a Madeira


- O contexto histórico-nacional 270-272
- Realizações e dificuldades da acção - O debate e combate pela autonomia 272-275
governativa. - A política autonómica da 1.ª República 275-283

- A reacção autoritária e a ditadura - As revoltas na Madeira


militar. - A Revolta da Farinha
- A Revolta político-mititar

TEMA 10 – DA GRANDE DEPRESSÃO À SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

10.2 – Entre a ditadura e a democracia

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.

10.2.2 – Portugal e a ditadura salazarista - O Estado Novo e a Madeira


- O contexto histórico nacional 296-298
- A edificação do Estado Novo - A Madeira durante o Estado Novo 298-303
- O Estado Novo e a autonomia regional 303-307
- Corporativismo e colonialismo
29

TEMA 11 – DO SEGUNDO PÓS-GUERRA AOS ANOS 80

11.3 – Portugal: do autoritarismo à democracia

Conteúdos do programa nacional História da Madeira Pág.

11.3.2 – Portugal democrático - A Revolução de Abril e a Madeira

- A Revolução de Abril e o processo - Do Estado Novo à Revolução de Abril 333-334


revolucionário. - Os acontecimentos na Madeira 337

- As novas instituições democráticas. - A institucionalização da autonomia 338-342


- Os partidos políticos e as eleições 343
- O governo e a prática governativa 343-345

- Os problemas do desenvolvimento - A Madeira na União Europeia 346


económico; a integração europeia.
30

TÉCNICAS E MÉTODOS DE TRABALHO

O conhecimento da História da Madeira passa também pelo trabalho prático de pesquisa. Para que isso
aconteça é necessário estabelecer as regras que orientem a sua realização. Deste modo, juntam-se instruções
sobre as técnicas de apoio considerados fundamentais para a sua concretização.
A História Oral assume um papel fundamental na pesquisa de História Contemporânea sendo a via que
permite um conhecimento mais alargado dos acontecimentos próximos de nós para os quais existem testemunhos
presenciais. A História Oral não é uma entrevista jornalística. Está sujeita a regras, de que se junta um texto de
apoio e procedimentos.
As presentes recomendações são também feitas a pensar na importância que assumem hoje a Internet e
a necessidade de fazer com que este meio entre nos nossos domínios de trabalho, como um meio de acesso
privilegiado. Por isso juntam-se as necessárias normas sobre a referência a estes documentos.
31

1 - HISTÓRIA ORAL

Considerações gerais
A História Oral surgiu na década de cinquenta do século XX como forma de valorização das memórias
e recordações dos indivíduos. Com a criação em 1966 da Associação de História Oral, abriu-se o caminho para a
afirmação desta nova técnica de recolha da informação oral.
A História Oral é entendida como um método de recolha e preservação da informação histórica através
do registo de acontecimentos vividos. A sua realização obedece às técnicas da entrevista, mas não pode ser
considerada como um acto jornalístico. Os seus métodos conferem, a quem quer que seja, a possibilidade de
acesso a esses registos o que implica a existência de um Laboratório e Arquivo de História Oral. Este facto
importante, permite que o testemunho oral assuma o atributo de documento histórico.
Note-se que uma disciplina só se forma pela credibilidade dos seu métodos de pesquisa, selecção e
prova da informação. No caso da recolha oral, deverá ter-se em conta que os registos só se tornam credíveis e
fontes abalizadoras do trabalho se estiveram disponíveis para os demais para atestar a sua veracidade. Neste
contexto, a aposta na História Oral deve ser também seguida da criação do Arquivo de História Oral.
A popularização da História Oral nos EUA tornou-se mais clara com a publicação de “Roots: the Saga
of an American Family” (1976)” de Alex Haley. O livro e a série televisiva lançaram o sucesso de História
pessoal e da genealogia da qual se alimenta a História Oral.
São múltiplos e variados os exemplos em que este método pode e merece ser aplicado. No caso da
História da Madeira temos alguns acontecimentos importantes do século XX de que ainda existem testemunhos
presenciais que rapidamente podem desaparecer. São eles a Revolta da Farinha de 1931, a Revolta do Leite de
1936, do Estado Novo e dos primeiros momentos da transformação política de 1974.

Uma aula deverá ser dedicada à consciencialização dos alunos para a importância desta forma de
conhecimento da História aproveitando-se a oportunidade para dar algumas orientações sobre a forma de realiza-
ção da entrevista, de acordo com o que a seguir se apresenta.
As entrevistas poderão incidir sobre políticos locais, com participação na vida e instituições municipais
(vereadores, presidentes de Câmara e Juntas de Freguesia) e regionais (deputados à Assembleia Regional).
Os trabalhos práticos deverão acontecer na fase final da leccionação em que se abordam as instituições
autonómicas e deverão ser a primeira fase de um plano de consciencialização do aluno para a História e
importância das instituições autonómicas que culminam com uma assembleia regional dos jovens. Esta
assembleia poderá ser constituída por Concelhos, de acordo com o número de deputados atribuídos. Os alunos
serão escolhidos entre aqueles que apresentarem os melhores trabalhos de História Oral a serem classificados de
acordo com as regras que aqui se apresentam.
As entrevistas poderão ser feitas num gravador comum, mas o ideal será a utilização de gravadores de
MP3, tendo em conta a facilidade de sua manipulação na Internet ou no arquivo de História Oral que cada escola
deverá criar. Todas as escolas deverão criar um arquivo de História Oral que poderá ser uma iniciativa do Clube
de História ou da Autonomia. Um dos aspectos que dá razão de ser à História Oral é o arquivo organizado que
permite a todos os interessados a possibilidade de consulta.
Por outro lado, pretende-se criar na Internet um espaço ao arquivo da autonomia que reunirá as
melhores entrevistas e com mais interesse, que ficarão disponíveis aos alunos e público interessado.

1 – A entrevista

A História Oral, assente fundamentalmente nos testemunhos individuais, é resultado do recurso à


técnica da entrevista. O sucesso deste método depende do cuidado posto nesta técnica de recolha da informação
através dos testemunhos, deste modo, a principal preocupação dos especialistas e da produção literária da temá-
tica insiste nas recomendações sobre a técnica e cuidado da própria entrevista. No sentido de favorecer o sucesso
desta forma de fazer História reunimos um conjunto de recomendações fruto da informação recolhida em livro
ou páginas didácticas da Internet.
A entrevista não se pode resumir apenas ao registo fonográfico da conversa entre os dois interlocutores,
uma vez que a ela estão associados vários procedimentos, que vão desde as autorizações do entrevistado para uso
da informação, à ficha de registo da entrevista e sua transcrição.
32

1- Equipamento
Preparação do equipamento de gravação (gravador, pilhas, cassetes) de modo a que nada falte ou deixe
de funcionar no momento da entrevista.

2- Leituras
Leitura de jornais e livros e outra informação conducente a esclarecer e a apoiar o entrevistador na
condução da entrevista, nomeadamente no enunciado adequado das questões da formular. É necessário conhecer
muito bem o entrevistado e as questões que o mesmo domina para assim se poder retirar o máximo.

3- condução da entrevista
A forma como a entrevista é conduzida é fundamental para o sucesso da iniciativa que está em
conseguir testemunhos inovadores e com significado para a reconstituição do discurso histórico recente. Apenas
algumas recomendações genéricas:

• As questões devem ser formuladas de forma que a resposta não se resuma ao sim ou não.
• As perguntas devem ser formuladas de forma breve e precisas.
• Nunca se deve começar uma entrevista com as questões polémicas, que devem ser reservadas sempre para o
final.
• Nunca interromper o entrevistado, nomeadamente quando conta um facto ou história de interesse.
• A entrevista não deverá ultrapassar uma hora.
• Na entrevista quem brilha é o entrevistado e não o entrevistador.
• Seja paciente com o entrevistado.
• Nunca se corrige o entrevistado.

4 – Fases da entrevista
1. Introdução do entrevistador - dando conta do seu nome, idade, turma, escola e o projecto a que se
destina.
2. Começar sempre a entrevista com identificação do entrevistado: nome, data, local de nascimento.

3. Autorização
Autorização do autor, de acordo com modelo anexo, de uso ao nível académico e de divulgação sob a
forma de livro ou arquivo digital.

4. Concretização
Dados pessoais que identifiquem o autor, a que se poderão juntar alguns de apoio, como fotos,
diplomas, curriculum, publicações, recortes de impressa.

5. As primeiras questões são para:


• a data e local de nascimento
• Residência
• Habilitações académicas
• Actividades profissionais

6 - A entrevista deve prosseguir com as vivências da infância até à idade adulta. Neste caso deverá ter-
se em conta a data de nascimento e alguns acontecimentos e situações que poderão ter sido marcantes para a vida
do entrevistado. As recordações de infância devem ser solicitadas de acordo com o perfil conhecido da
personalidade em causa. Neste caso incluem-se as apetências pelas áreas disciplinares da escola, as brincadeiras
preferidas, a ideia que fazia para o seu futuro.

7. A terceira fase da entrevista deverá incidir sobre os elementos que definem a personalidade e nível
de conhecimentos. Deste modo deverá dar-se atenção ao nível de conhecimentos, às suas crenças religiosas e
primeiras experiências políticas.

8. Questões a formular:
• habilitações académicas
• Religião: praticante ou não
• Primeiras experiências políticas: que motivação ?

9. O perfil do entrevistado
O perfil do entrevistado desenha-se através de um conjunto de preferências e definições resultantes de
uma resposta directa.
33

- Preferências
Actividade desportiva, Animal, Bebida, Filme, Livro - poesia e prosa, Local férias, Marca de vestuário
preferida, Música Refeição, TV - programas favoritos

- Definições
Deputado, Eleições, Governo, Imprensa: rádio, TV e jornais, Leis, Parlamento, Política.

- Perfil político
A última parte é dedicada a traçar o perfil político do entrevistado e o seu protagonismo no panorama
político.
As questões deverão incidir sobre: Filiação partidária: partido e data, Início da actividade política,
Actividades que desenvolveu, Actividade actual – municipal, parlamentar ou governamental, Deputado –
funções: presidência, mesa e comissões, Intervenção na Assembleia e temas, Factos mais destacados da vida
política, Participação campanhas eleitorais, Papel imprensa, Utilidade parlamentar e governo, O que é que o
governo deve fazer para o povo.

5 – As fichas da entrevista
Terminada a entrevista deverá elaborar-se uma ficha que identifica a fita ou cassete com as seguintes
indicações: Data e local da entrevista, entrevistado, entrevistador, tema da entrevista, lista de palavras chave
sobre temas da entrevista, aspectos pessoais do entrevistado: fotos, curriculum, recortes de imprensa...

FICHA DE AUTORIZAÇÃO
DATA

Por este meio cedo os direitos à (nome da escola), para qualquer fim académico ou
educativo, das gravações, transcrições e conteúdos desta entrevista de história oral

NOME

Assinatura do Entrevistado

NOME

Assinatura do Entrevistador

MORADA:

LIMITAÇÕES ESPECIAIS:

FICHA DE DADOS DA ENTREVISTA DE HISTÓRIA ORAL

ENTREVISTADO:

MORADA:

TELEFONE:

NASCIMENTO- DATA:

LOCAL:
34

ENTREVISTA – DATA:

LOCAL:

ENTREVISTADO:

N.º I CASSETES:

NÚMERO DE ARQUIVO:

6 - Avaliação
A avaliação da entrevista deverá incidir sobre o aspecto formal de apresentação da entrevista, tendo em
conta o respeito a regras estabelecidas e antecipadamente enunciadas. A isto juntar-se a capacidade criativa.

1 – Técnicas para avaliar a gravação da entrevista de História Oral (80 pontos)

1.1 - Identificação 1.4 – Técnicas da entrevista (30 pontos)


- Escola: - Faz perguntas individuais ( valores 1-5)
- Aluno: - Solicita ampliação da resposta
- Turma: - Não faz perguntas que oriente uma
- Data: resposta
- O entrevistador não faz comentários
1.2 – Rotulação da cassete (4 pontos) tendenciosos
- Entrevistador - Conhece bem o tema
- Entrevistado
- Tema de entrevista 1.5 – Estilo da entrevista (15 pontos)
- Data de entrevista - Tem pressa
- Interrompe o entrevistado
1.3 – Início da gravação (6 pontos)
- Identificação do entrevistador 1.6 – Qualidade auditiva da gravação (10 pontos)
- Data - A gravar tem problemas
- Identificação entrevistado - Evitou-se distorção que podem prever
- Identificação propósito de
entrevista 1.7 - Valor histórico da entrevista (15 pontos)
- Identificação lugar de entrevista - Excelente: 15-14-13-12
- Pedir entrevistado biografia - Boa: 11-10-9-8
- Regular: 7-6-5-4-
- Má: 3-2-1

Total de pontos:

Comentário:

2 – Critérios para avaliar a transcrição da entrevista (20 Pontos)


35

ESCOLA: 2.2 – Formas de apresentação da transcrição (5


pontos)
TURMA:
- Capa (1 pontos)
ALUNO: - Identificação comentários entrevistado e
entrevistador à margem (2 pontos)
DATA:
- Tem índice das pessoas, lugares e coisas
importantes (2 pontos)
2.1 - Facilidade de leitura do texto da
transcrição (10 pontos)
2.3 – Apresentação de autorização legal (5 pontos)
- Eliminação pausas (1 a 5)
- Forma gramatical (1 a 5)
- Correcção de nomes, datas (1 a 5)
- Exactidão de transcrição (1 a 5)
Total de pontos:

Comentário:

MATERIAIS DE APOIO

BIBLIOGRAFIA :

ALBERTI, V. História oral: a experiência do CPDOC. Rio de Janeiro, Instituto de


Documentação, Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1990.

BOSI, E.. Memória e sociedade. Lembranças de velhos. 3ª ed., São Paulo, Cia. das Letras, 1995.

CORREIA, C.H.P.. História Oral: teoria e técnica. Florianópolis, Ed. Univ. Federal de Santa
Catarina, 1978.

FERREIRA, M.M (org.)..Historia oral e multidisciplinaridade Rio de Janeiro, Diadorim, 1994.

FERREIRA, M.M et al.. Entre-vistas :abordagens e usos da história oral . Rio de Janeiro,
Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1994.

GATAZ, A.C.. Braços da resistência, uma história oral da imigração espanhola, São Paulo,
Xamã, 1996

HON, Thad S., e George L. Mehaffy, O. L. Davis J. R., História Oral. Um guia para professores
(y otras personas), México, 1989

LANG, A.B.S.G. et al.. História oral e pesquisa sociológica :a experiência do CERU. São
Paulo, Humanitas, 1998.

LAURENCE, Stephen, Oral history and the local historian, London, 1994

LIMA, V.R. (coord.)Getúlio :uma história oral. Rio de Janeiro, Editora Record, 1986.

MEIHY, J.C.S.B.. Manual de história oral. 2ª ed., São Paulo, Loyola, 1998.

MONTENEGRO, A.T. História oral e memória :a cultura popular revisitada. São Paulo,
Editora Contexto, 1992.

NADER, A.B.. Autênticos do MDB, semeadores da democracia :história oral de vida política.
São Paulo, Paz e Terra, 1998.

PERKS, Robert e Alistair Thomson, the oral history reader, N. York, 1998

THOMPSON, P.. A voz do passado. 2ª ed., Rio de Janeiro, Paz & Terra, 1992

INTERNET
36

Páginas em Português :

Memorial do Imigrante, [online], USP, [disponível na Internet via WWW


http://www.memorialdoimigrante.sp.gov.br/] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001,

Museu da Pessoa, [online], [disponível na Internet via WWW,


http://www.museudapessoa.com.br/] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001,

NEHO – Núcleo de Estudos em História Oral, [online], [disponível na Internet via WWW.
http://www.fflch.usp.br/dh/neho/home.htm] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001,

Programa de Historia oral, [online], Fundação Getúlio Vargas, [disponível na Internet via
WWW. http://www.fgv.br/cpdoc/historal.htm] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001,

Projeto de História Oral Sobre Cidadania: Brasileira, [online], [disponível na Internet via
WWW. url: http://www.as.miami.edu/las/oralhistoryport.htm] Arquivo capturado em 7 de
Janeiro de 2001,

Páginas noutras línguas

Asociación Internacional de Historia Oral, [online], [disponível na Internet via WWW.


http://www.filo.uba.ar/Institutos/ravignani/historal/iohacast.htm]. Arquivo capturado em 7 de
Janeiro de 2001,

Oral History Association Home Page 1966[online], [disponível na Internet via WWW.
http://www.baylor.edu/~OHA/Welcome.html]. Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001,

Oral History Listservs[online], [disponível na Internet via WWW. http://www.h-


net.msu.edu/~oralhist/]. Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001,

EVERETT, Stephen E., ORAL HISTORY TECHNIQUES AND PROCEDURES [online],


[disponível na Internet via WWW. http://www.army.mil/cmh-pg/books/oral.htm]. Arquivo
capturado em 7 de Janeiro de 2001,

Columbia: links, [online], [disponível na Internet via WWW.


http://www.columbia.edu/cu/libraries/indiv/oral/offsite.html]. Arquivo capturado em 7 de Janeiro
de 2001,

University Of California, Santa Barbara Oral History Program, [online], [disponível na Internet
via WWW. http://www.library.ucsb.edu/speccoll/oralhlec.html]. Arquivo capturado em 7 de
Janeiro de 2001,

Oral History Society Resources and Organisations in Britain and Abroad, [online], [disponível na
Internet via WWW. http://www.essex.ac.uk/sociology/oralhi3.htm]. Arquivo capturado em 7 de
Janeiro de 2001,

Allan Nevins, founded the Columbia University Oral History Research Office in 1947, [online],
[disponível na Internet via WWW. http://www.columbia.edu/cu/libraries/indiv/oral/index.html].
Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001,
37

2 - A INTERNET

Sendo hoje a Internet um meio privilegiado de informação deverá ter-se em conta o seu uso nos
trabalhos práticos dos alunos. Todavia isto deverá ser acompanhado de algumas explicações sobre as regras
estabelecidas para a referenciação dos diversos suportes disponíveis, de acordo com as normas aqui
apresentadas.
É necessária a consciencialização dos alunos para a importância que assume a Internet como mais um
dos meios e instrumentos de trabalho disponíveis. Para que isso aconteça deverá haver uma orientação no
sentido de facilitar o acesso dos alunos à informação desejada. Tendo em conta o caos que é a Internet, os
motores de pesquisa e as páginas temáticas para navegação na WEB são a forma de obviar esta situação.
Lamentavelmente a Internet não dispõe de toda a informação que nos interessa e em língua portuguesa
os conteúdos são escassos.
Hoje a Internet é considerada um instrumento de trabalho fundamental para o ensino e investigação
científica. A disponibilização de conteúdos avançou de forma espectacular e ninguém dispensa no seu trabalho o
recurso a este novo meio. Todavia o uso destes documentos em novos suportes coloca alguns problemas sobre as
normas para a citação. Todas as fontes de informação devem ser referidas, mesmo as disponíveis na Internet o
que permite aos demais terem acesso e poderem confirmar as afirmações.
As regras para a referência dos documentos no suporte tradicional de papel não servem para os novos
suportes em que a informação é actualmente fornecida. Nos anos noventa a plena afirmação da Internet levou ao
estabelecimento de normas para a citação destes novos documentos. Face à inexistência de padrão para
referenciar estes documentos ISO – International Standard Organization apresentou a norma ISO 690-2-
Information and documentation - Bibliographic references.
Nos USA surgiram entretanto alguns sistemas para referenciar documentos: APA -
AmericanPsychologicalAssociation(1994): usado para as disciplinas de Psicologia, Educação e outras Ciências
Sociais, ACS(American Chemical Society) Style Guide, AMA: medicina, Saúde, e Ciencias biologicas,
CBE(Council of Biology Editors)Manual for Authors, Editors and Publishers (1994), Chicago Manualof
Style(1993): a usar em livros revistas e jornais, for a do âmbito académico, Turabian, Kate L., A Manual for
Writers of Term Papers, Theses, and Dissertations(1987): a usar no ensino em todas as áreas, Microsoft Manual
of Style for Technical Publications(1997), MLA –Modern Language Association (1995) : Literatura, Artes e
Humanidades, NORMA ISO 690-2 (1996)
Em língua portuguesa não é notória qualquer intenção neste domínio, faltando normas ou adaptação do
ISO à língua portuguesa. A mais antiga referencia de uma preocupação neste campo surgiu em 1996 por
Gevilacio Aguiar Coelho de Moura a que se junta no ano imediato Jorge Reis Lima.
Estas normas que aqui apresentamos foram estabelecidas de acordo com MLA -Modern Language
Association (1995), estabelecidas especificamente para a área de Humanidades e não se afastam do standard,
norma ISO 690-2, aprovada em 1997.

DOCUMENTOS DA INTERNET:

WWW . DOCUMENTOS
Autor/Editor: apelido, nome, título, assunto:”...”,
Titulo da pagina: em itálico, DATA da última revisão, quando existe, Meio: online, Fonte: entidade, Protocolo e
endereço [disponível em: http://], Data da visita: (-/-/-)
Exemplo: VIEIRA, Alberto. Como Citar Um Documento Da Internet [online], CEHA, [disponível na Internet
via WWW.URL:http://www.ceha-Madeira.net/internet/ regrascitar.htm] Arquivo capturado em 1 de Julho de
2000

USENET / MENSAGENS DE GRUPOS DE


DEBATE :
Autor: apelido, nome, assunto da mensagem em itálico, Data de envio da mensagem, Grupo de discussão
[disponível em mailto:/online via http:], Data da visita: (-/-/-)
Exemplo: TAYLOR, Diana. WWW weather fax images, April 17, 1996, [Disponível na Internet. Mensagem
recebida da lista YACHT-L administrada pelo servidor listserv@hearn.bitnet], April 17, 1996

EMAIL: MENSAGENS
Nome do autor da mensagem, Assunto da mensagem em itálico, Endereço de correio: mailto:, data de envio,
tipo de comunicação: mensagem pessoal, distribuição de lista, profissional , Nome do destinatário: E-mail para:,
Endereço de correio: mailto:
38

Exemplo: VIEIRA, Alberto, Seminário Internacional: o Município no Mundo Português, [online], [Disponível
na Internet via correio electrónico: albvieira@madinfo.pt], Julho, 1, 1994, mensagem, E-mail para
avieira@nesos.net, Julho 4, 1994.

FTP (FILETRANSFER PROTOCOL)


Autor: apelido, nome, titulo em itálico, Data última revisão: [online], Protocolo e endereço[disponível via:
fttp://], Data da visita: (acesso em -/-/-)
Exemplo: HAUBEN, Ronda. Unix and computer science. (From work in progress.) [online], [Disponível na
Internet via FTP. URL: ftp.umcc.umich.edu/pub/users/ronda. Arquivo:x.1_unix_cs.] Acesso em 06 de Maio de
1996.

TELNET
Autor: apelido, nome, título em itálico, Data última revisão, Protocolo e endereço [disponível via: telnet://],
Data da visita: (acesso em -/-/-)

IRC (Internet Relay Chat)


Nome do interlocutor: apelido, nome, online, Protocolo e endereço telnet sitio[disponível via irc: telnet://], Canal
IRC:#..., Data da sessão: ( em -/-/-)
ARTIGOS DE REVISTAS/JORNAIS ELECTRÓNICOS
Autor: apelido, nome, titulo do artigo em itálico, titulo da publicação(em itálico), Data última revisão, Protocolo
e endereço [disponível em: http://], da visita: (acesso em -/-/-)
Exemplo: The computists' comunique: Full moon edition. [online], [Disponível na Internet via correio
electrónico: laws@ai.sri.com Publisher/Editor Dr. Keneth I. Laws. V. 6, n. 32. May 2 1996], acesso em Julho 4,
1996

DOCUMENTOS TRADICIONAIS DISPONÍVEIS NA INTERNET:

TEXTOS
Autor: apelido, nome, Título em itálico, Data, Título da colecção, Protocolo e endereço[http://], Número de
referência: [id:], Data da visita: (-/-/-)
Exemplo: VIEIRA, Alberto, S. Vicente um século de Vida Municipal, 1998, Livros, (http:// www.madinfo.pt/
organismos/ceha/municipio/ sv.html], 25/01/2001.

ARTIGO DE ENCICLOPÉDIA
Tema, título obra em itálico, data disponibilização, título em papel, data de acesso, endereço<>
Exemplo: Madeira Islands, Encyclopedia Britannica, 1999, Encyclopedia Britannica, 23/01/201, <http://search.
britannica.com/search?query =madeira>

LIVRO
Autor: apelido, nome, Título: título em itálico, local, Data, Título da colecção WEB, Data, Data de acesso,
Protocolo e endereço <http:// >
Exemplo: VIEIRA, Alberto, Arquipélago da Madeira no século XV, Funchal, 1987, Madeira, 1994,
23/01/2001, < http://www.madinfo.pt/organismos/ceha/livros/madeira. html>

ARTIGOS / LIVROS DE BASE DE DADOS


Autor: apelido, nome, Título: título em itálico, Data, NOME base dados: e palavras chave de pesquisa:,
Protocolo e endereço[online http://], data da visita: (-/-/-)

FILME
Autor: apelido, nome, Título: título do filme em itálico, Data, Título da colecção, Protocolo e endereço[http://],
Número registo: [id:], Data da visita: (-/-/-)

DOCUMENTAÇÃO OFICIAL

Autor: apelido, nome, Título: título do documento, Título da colecção ou obra, em itálico Protocolo e
endereço[http://], Caminho:[...html], Data da visita:(-/-/-)

MAPAS
Fotógrafo: apelido, nome, Título em itálico:, Data, Título da colecção, Protocolo e endereço[http://], Número
registo: [id:], Data da visita: (-/-/-)
39

FOTOGRAFIA
Fotógrafo: apelido, nome, Título em itálico:, Data, Título da colecção, Protocolo e endereço[http://], Número
registo: [id:], Data da visita: (-/-/-)

VIDEOCLIPS
Autor: apelido, nome, Título em itálico:, Data, Título da colecção, [video clip online], Protocolo e endereço
[disponível em http://], Data da visita ou de download: (-/-/-)

SOM
Autor: apelido, nome, Título em itálico:, Data, Título da colecção, [som online], Protocolo e endereço
[disponível em http://], Data da visita ou de download: (-/-/-)

3 - DOCUMENTOS EM SUPORTE NÃO TRADICIONAL


CDROM
Autor, Título em itálico, Editor, [Cdrom], data
Exemplo: Fernando Augusto da Silva//Carlos Azevedo Menezes, Elucidário Madeirense, CEHA [Cdrom], 1994

CASSETE AUDIO E VIDEO


Autor, Título em itálico, Editor, [audio ou video], data
Exemplo: Carlos Brandão Lucas, As Ilhas Atlânticas e o Brasil, CEHA[video], 2000

FICHEIRO NUMÉRICO DE COMPUTADOR


Autor, Título em itálico, data, [Ficheiro de computador], editor, Produtor, Distribuidor, Data.
Exemplo: VARIOS, IV Coloquio Internacional de Historia de las Islas Del Atlántico. Actas, 1997, [Ficheiro de
computador], Fundacion Mapfre Guanarteme, Digibis, 1997,

MATERIAIS DE APOIO

INTERNET

Páginas em Português
Lima, Jorge Reis, Tratamento informático das normas bibliográficas portuguesas e da documentação
electrónica, [online], [disponível na Internet via WWW.
http://www.uportu.pt/~pauloc/refbibli/tinfbib.html] 1997 Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

MOURA, Gevilacio Aguiar Coêlho de. Citações e referências a documentos eletrônicos.[online]


Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.quatrocantos.com/tec_web/refere/index.htm],
Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

VIEIRA, Alberto, Como Citar um Documento da Internet, 1999, [online], [disponível na Internet via
WWW http://ceha-madeira.net/internet/regrascitar.htm]. Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

Páginas noutras línguas


American Psychological Association, [online], [disponível na Internet via WWW
http://www.apa.org/journals/webref.html] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

Dewey. Russell, APA Style Resources [online], [disponível na Internet via WWW.
http://www.psychwww.com/resource/apacrib.htm] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

Excerpts from ISO draft international standard 690-2 . ISO, 1996. [online], [disponível na Internet via
WWW http://www.nlc-bnc.ca/iso/tc46sc9/standard/690-2e.htm ] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de
2001

Harnack, Andrew and Gene Kleppinger, Beyond the MLA Handbook [online], [disponível na Internet
via WWW. http://falcon.eku.edu/honors/beyond-mla] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

Harnack, , Andrew e Eugene Kleppinger, “Using CBE Style to Cite and Document Sources from the
Web site” for the book Online!:A Reference Guide to Using Internet Sources, do 1994 CBE Manual
forAuthors, Editors, and Publishers. [online], [disponível na Internet via WWW
http://www.bedfordstmartins.com/online/index.html]. Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001
40

PAGE, Melvin E., A Brief Citation Guide forInternet Resources in History and the Humanities,
[online], [disponível na Internet via WWW. http://h-net.msu.edu/~africa/citation.html] Arquivo
capturado em 7 de Janeiro de 2001

Sample Internet CitationsTurabian Style - Short and clear. Washburn University, Topeka Kansas.
[online], [disponível na Internet via WWW. http://www.wuacc.edu/services/mabee/ inet_turabian.html]
Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

Turabian's and Chicago Manualof Style Guidelines for Citing Electronic Resources in a Bibliography -
[online], [disponível na Internet via WWW. http://www.isr.bucknell.edu/research/ turabian.html]
Bucknell University. Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

Using Modern LanguageAssociation (MLA) Format - Purdue Online Writing Lab. Concise and
recentlyupdated, with good examples. [online], [disponível na Internet via WWW.
http://owl.english.purdue.edu/Files/33.html] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

WALKER, Janice, MLA-Style Citations of Electronic Sources [disponível na Internet via WWW.
http://www.columbia.edu/cu/cup/cgos/idx_basic.html] Arquivo capturado em 7 de Janeiro de 2001

WALKER, Janice R. Walker and Todd Taylor. Columbia Guide to Online Style [online], [disponível
na Internet via WWW http://www.columbia.edu/cu/cup/cgos/ idx_basic.html] Arquivo capturado em 7
de Janeiro de 2001.
41

4 – AS VISITAS DE ESTUDO

1. A sua importância

As visitas de estudo são imprescindíveis no estudo da História local. O ensino abstracto com base na
observação de testemunhos concretos não só facilita a aprendizagem como também estimula as aptidões e
desenvolve atitudes nos mais diversos domínios. Os alunos desenvolvem a sua capacidade de observação
segundo princípios metodológicos; a capacidade de pesquisa científica; o espírito de responsabilidade na
conservação do património cultural e natural; a sociabilidade, uma vez que proporcionam uma relação aluno-
aluno e aluno-professor num ambiente fora das salas de aula. Também as visitas de estudo podem proporcionar
um trabalho multidisciplinar ou interdisciplinar.

As visitas de estudo contribuem essencialmente para o aluno:

- adquirir conhecimentos sobre um determinado tema.

Ela é, então, um ponto de partida. Pode servir de motivação, aquisição ou compreensão de


conhecimentos sobre determinado tema em estudo e que o professor, segundo as necessidades da turma, julga
melhor começar pelo contacto directo com a realidade, testemunha do passado, quer seja um monumento, local
ou um museu onde se encontram esses testemunhos. Por exemplo ao iniciar o estudo sobre o açúcar na Madeira
no séc. XV e XVI, efectuar uma visita de estudo ao núcleo museológico – A Cidade do Açúcar, etc..

- aprender e / ou aplicar técnicas de trabalho.

A aquisição de técnicas de trabalho que torne o aluno responsável e autónomo é tão importante como a
aquisição e compreensão de conhecimentos, porque dá ao aluno técnicas de trabalho que servirão para a sua
realização na vida futura. Aprendem a observar, tomam notas, compilam informação, fazem relatórios,
executam as técnicas de trabalho de grupo, etc..
Entre as técnicas que o aluno pode aprender fazendo, damos destaque à observação orientada, à
pesquisa de dados, ao trabalho em equipa ou em grupo; à organização do trabalho e ao treino na colocação de
questões.

- melhorar a relação professor / aluno.

As relações professor / aluno dentro de uma sala de aulas é muito limitativa. Um contacto aberto e fora
do espaço habitual da aula, proporciona um melhor conhecimento da maneira de ser do aluno sem inibições. As
tensões entre os alunos e o professor atenuam-se e cria-se um clima de confiança. Por isso as visitas de estudo
são muito importantes principalmente para as turmas tidas como difíceis a nível de comportamento.

2. Preparação

Para que uma visita de estudo tenha sucesso, tem de ser devidamente preparada pelo professor e alunos.
Apresentamos aqui alguns passos importantes.

Ao professor compete:

1- Fazer uma visita prévia ao local, se não o conhece bem, e recolher os dados que julgue mais importantes para
os alunos trabalharem durante a visita.

2 – Contactar os responsáveis do locar a visitar caso seja um museu, etc., e pedir a respectiva autorização e apoio
do serviço educativo, caso a instituição o tenha, para a concretização da visita.

3 – Comunicar e pedir autorização e apoio ao Conselho Directivo da Escola que proporcionará o transporte
devido e dará outros apoios necessários.
42

4 – Elaborar o material necessário para a visita: policopiados, fichas informativas, mapas, etc., e determinar as
tarefas concretas que os alunos deverão executar.

5 – Planificar, com a turma, os objectivos concretos, o tempo e a duração da visita, o local de partida, etc., O
programa deverá ser distribuído pelos alunos depois do esclarecimento de todas as dúvidas.

6 – Os encarregados de educação deverão ser previamente informados, por escrito, de todo o programa. Estes
deverão dar o seu consentimento através de assinatura confirmada pelo professor antes da partida para a visita.

Aos alunos compete:

1 – Recolher informação prévia sobre o tema a estudar ou local a visitar.

2 – Participar na preparação do programa com sugestões.

3 – Elaborar algum material necessário como inquéritos, preparação de entrevistas ou outro material necessário.

4 – Compilar outro material como notícias, gráficos, textos, mapas, etc. conforme o local a visitar e os objectivos
da visita de estudo.

3. Realização

No local, alguns professores, ou alguém no seu lugar, poderão dar uma aula expositiva sobre o assunto a
tratar. Não é este o conceito que temos da realização de uma visita de estudo apesar de , por vezes, as
circunstâncias assim o exigirem. Se a visita for bem preparada, após uma breve introdução, cada aluno sabe qual
a tarefa que tem para executar livre e activamente. O professor e os responsáveis pelo serviço de apoio educativo
devem ser consultores prontos para esclareceram as dúvidas que vão surgindo e observadores atentos aos
trabalhos dos alunos.
Os alunos farão registos para posteriormente serem trabalhados.

4. Apuramento dos resultados e avaliação

O trabalho só se dará por concluído após o apuramento dos resultados. A partir da visita, conforme a
metodologia previamente estabelecida, em grupo ou individualmente, os alunos deverão completar o
preenchimento dos materiais utilizados e elaborar um relatório sobre a visita efectuada destacando os aspectos
positivos e negativos com a respectiva crítica.
Os relatórios poderão ser apresentado à turma para debate.
Com os materiais elaborados pelos alunos, fotografias, mapas, relatórios, etc. poderão fazer uma
exposição escolar.
43

5 – OS MUSEUS DA MADEIRA

1. O MUSEU DE ARTE SACRA

O Museu está instalado no edifício construído por ordem de D. Luís de Figueiredo de Lemos (1586-1608). São
coevos a arcaria que dá para a Praça do Município e a capela. A Capela junta é dedicada a S. Luís de Tolosa, onde
ficou sepultado este bispo, depois trasladado para a Sé. A Capela apresenta um belo pórtico da cantaria negra. O
Bispo D. José de Sousa de Castelo Branco (1698-1721) anexou-lhe o Seminário. Com o terramoto de 1748 tornou-se
necessária uma nova construção que chegou à actualidade. A República em 1910 atribuiu-lhe novas funções, pois aí
funcionou o liceu até 1942. A construção do novo liceu em 1950 levou a sua recuperação pela diocese que aí fez
instalar o Museu Diocesano de Arte Sacra.
Do recheio do museu de arte sacra, proveniente das igrejas de toda a ilha, chama a atenção do visitante as
colecções de pintura, escultura flamenga , ourivesaria e paramentos.

BIBLIOGRAFIA:
Museu de Arte Sacra do Funchal. Arte Flamenga, Funchal, Edicarte, 1997

LOCALIZAÇÃO: R. Do Bispo, 21, 9000 - Funchal

TELFONE: 291 22 89 00

FAX: 291 23 13 41

2. FOTOGRAFIA MUSEU VICENTES

É o museu de fotografia da região autónoma da Madeira que reúne o espólio de vários fotógrafos da região.
Está instalado no antigo estúdio fotográfico da Photografia Vicentes.
O Atelier propriedade de Vicente Gomes da Silva, foi instalado no edifício da Rua da Carreira a partir de
1887.Aponta-se o ano de 1846 como o de abertura do primeiro estúdio fotográfico à rua de João Tavira, o que
quererá dizer que estamos perante um dos mais antigos do país que se manteve em actividade na família até
1972. Em 1979 o Governo Regional da Madeira adquiriu o Estúdio com o objectivo de aí criar um museu, que
abriu as portas em 1982.
Poderá considerar-se o Museu de Fotografia da Região, pois alberga os negativos e chapas de João
Francisco Camacho, José Júlio Rodrigues, Joaquim Augusto de Sousa, Álvaro Nascimento Figueira e
Photographia Perestrelos(1879).
No vasto espólio disponível é possível encontrar retratos de personalidades locais e internacionais,
reportagens dos principais eventos do presente século.

BIBLIOGRAFIA:

Fotografia e Fotógrafos Insulares. Açores, Canárias e Madeira, Funchal, sd.

MELO, Luís de Sousa, Vicentes Photographos, Funchal, 1978

LOCALIZAÇÃO: R. da Carreira, 43, 9000 - Funchal

TELEFONE: 291 22 50 50

FAX: 291 23 27 14

3. NUCLEO MUSEOLÓGICO – A CIDADE DO AÇÚCAR

Este núcleo museológico inaugurado em 1996 pretende ser a ligação às memórias vivas da época áurea do
açúcar na Madeira, isto é, os séculos XV e XVI. A sua concretização resultou da recuperação dos vestígios da
chamada casa de Colombo no Funchal, construída no século XV pelo fidalgo flamengo João de Esmeraldo
João Esmeraldo fixou-se no funchal a partir de 1480, transformando-se num dos principais lavrador e
comerciante de açúcar. Em adquiriu a Lombada na Ponta Sol a Rui Gonçalves da Câmara, onde ergueu um
imponente palácio servido de capela e engenho. A sua casa de residência no Funchal foi construída a partir de
44

1495. A ele associa-se o convívio de Cristóvão Colombo, o navegador italiano que aportou à ilha por diversas
vezes entre 1476 e 1482.
A passagem do navegador pelo Funchal em 1498, aquando da sua terceira viagem, é um testemunho da sua
profunda ligação à ilha. Nesta data teria privado com João Esmeraldo nestes imponentes palácios.
A casa dita de Colombo foi demolida em 1876 para dar lugar a um novo arruamento com o nome de
Cristóvão Colombo. Do palácio perdurou apenas uma das principais janelas que se encontra na Quinta da
Palmeira.
Em 1989 o espaço foi alvo de uma prospecção arqueológica de que resultou a recuperação do poço, que
domina uma das salas do museu, algumas peças de cerâmica dos séculos XVI e XVII e outros vestígios, que se
encontram disponíveis numa das salas do museu.
O museu alberga, para além da exposição do espólio resultante das escavações arqueológicas de 1989,
elementos sugestivos da economia açucareira e da sua influência artística

BIBLIOGRAFIA:
Roteiro, Funchal, CMF, sd.
A cidade do Açúcar- Roteiro, Funchal, sd

LOCALIZAÇÃO: Praça Colombo, 5, 9000 - Funchal

TELEFONE: 291 23 69 10

4. CASA MUSEU FREDERICO DE FREITAS

Na Casa Museu Frederico de Freitas é constituída pelo espólio legado à região por este benemérito
advogado que lhe dá o nome, falecido em 1978
O museu, aberto ao público em 1988, ficou instalado na residência do seu doador, conhecida como a Casa
da Calçada, em memória do anterior proprietário, os condes da Calçada.
O museu apresenta ao público uma variada colecção de mobiliário, artes decorativas e estampas, reunidas
com grande carinho pelo seu proprietário ao longo de mais de quarenta anos..
A merecer a atenção do visitante é a colecção de gravuras antigas, na sua maioria da mão dos ingleses, onde
é possível rever os ambientes, as vivências e as figuras madeirenses dos séculos XVIII e XIX.
Outra colecção de inegável valor é a de História do azulejo. Aí estão reunidos painéis de azulejos desde o
século XIII, sendo possível reconstituir a sua História até ao século XIX.
Ainda, poderá admirar-se um conjunto variado de escultura religiosa dos séculos XVII e XVIII.
O mobiliário, os utensílios de uso doméstico, permitem reconstruir ambientes de variadas épocas e traçar o
perfil deste coleccionador madeirense.

LOCALIZAÇÃO: Calçada de Santa Clara, 7, 9000 - Funchal

TELEFONE: 291 22 05 78

5. QUINTA DAS CRUZES MUSEU

Próximo do Convento de Santa Clara está o Museu da Quinta das Cruzes, aberto ao publico na década de
cinquenta com base nas Colecções de César Gomes, a que se juntou em 1964 a de João Wetzler. O espaço
engloba a casa de morada, a capela de Nossa Senhora da Piedade(1692) e um amplo parque ajardinado.
O local tem grande significado na História da ilha, pois terá sido aqui que João Gonçalves Zarco fez erguer
a sua casa. A História do imóvel liga-se assim à família dos capitães do Funchal.
O edifício insere-se numa típica quinta madeirense servida de um majestoso jardim, onde a flora de diversa
origem convive com algumas pedras lavradas oriundas de igrejas e outros edifícios que foram demolidos,
constituído por pedras de armas, lápides comemorativas e outros elementos arquitectónicos. Aqui estão reunidos
vestígios do antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade de Santa Cruz, uma janela manuelina em basalto do
Hospital velho(1507).
O recheio do museu é diversificado podendo destacar-se o mobiliário inglês e português, composto por
mesas, canapés, cadeiras , armários e arcas.
Os armários e arcas feitos na ilha, conhecidos de "caixa de açúcar" são uma referência obrigatória. Parte
significativa provem do recheio dos conventos da cidade (Santa Clara e Mercês). A designação resulta do
aproveitamento das madeiras das caixas que transportavam o açúcar do Brasil até ao Funchal. Depois
generalizou-se a todo o mobiliário em madeira de vinhático e til.
45

Na escultura merecem referência: a Virgem com o menino, uma escultura flamenga do século XVI e o
retábulo da Natividade, também de origem flamenga, do século XV.
A colecção de ourivesaria é variada, abarcando os períodos do séc. XVI a XIX. No conjunto destacam-se
algumas salvas e o porta paz em prata dourada da igreja de Santa Cruz.
O mesmo poderá ser dito da colecção de porcelana, com especial relevo para a Chamada porcelana da
"companhia das Índias".

BIBLIOGRAFIA:

ARAGÃO, António, O Museu da Quinta das Cruzes, Funchal, 1970

LUCENA, Vasco de, "Quinta das Cruzes. Museu César Gomes", in DAHM, III, n1.15(1953)

Quinta das Cruzes- Museu, Funchal, sd.

SOUSA, Amândio, Visitas Guiadas - Casa-Museu César Gomes. Quinta das Cruzes, Funchal, 1983.

LOCALIZAÇÃO: Calçada do Pico, 1, 9000 - Funchal

TELEFONE: 291 74 13 82 / 88

FAX: 291 74 13 84

6. MUSEU DO VINHO DA MADEIRA

O vinho Madeira dispõe hoje de dois museus pois ao do Instituto de Vinho da Madeira, inaugurado em 18
de Setembro de 1984, veio juntar-se o da Madeira Wine Company. Em ambos o visitante pode recordar o
passado da faina viti-vinicola através de fotografias e objectos a ela alusivos. A par distes, algumas empresas,
pelo seu carácter secular e preservação das tradições podem ainda ser considerados museus-vivos. Aqui, o
passado convive de forma amena com o presente, permitindo ao visitante uma maior envolvência na realidade
vitivinícola.
O Museu oficial do Vinho da Madeira é um dos retratos vivos da história e tradição do vinho da Madeira. A
história do vinho da Madeira afirma-se através da tradição oral ou escrita, dos materiais que ao longo dos tempos
corporizavam a sua realização. Deste modo para podermos recriar a sua ambiência temos que agarrar os restos
materiais e fazê-los reviver a labuta diária. Aquilo que para muitos é sinónimo de velharia assume aqui uma
relevante missão. É o único elo de ligação com os momentos de esplendor e forma de preito e homenagem a
todos aqueles que lutaram pela sua afirmação. Os materiais ora expostos traçam-nos a História e ciclo de vida do
vinho da Madeira.
As imponentes instalações do Instituto do Vinho da Madeira evocam também a História do vinho da
Madeira. O imóvel, de volumetria característica, foi construído pelo mercador de vinhos o cônsul inglês, Henry
Veitch, na primeira metade do século XIX para servir de morada. Antes de chegar aos actuais inquilinos foi casa
de vinhos de Izidro Gonçalves. Assim temos um espaço carreado de História como palco da definição dos rumos
actuais e futuros deste importante sector da economia do arquipélago.

BIBLIOGRAFIA:

INTERNET Instituto do Vinho da Madeira, http://www.gov-madeira.pt/sra/ivm/infgeral/hist__instituto.htm


Rota do vinho da Madeira, http://www.gov-madeira.pt/sra/ivm/rota.htm

LOCALIZAÇÃO: Rua 5 de Outubro, 78, 9000 – Funchal

TELEFONE: 291 20 46 00

FAX: 291 22 86 85

7. NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO IBTAM

O Núcleo reúne o espólio do IBTAM que inclui peças desde o último quartel do século XIX e princípios do
séc. XX.
46

As peças estão dispostas em forma de encenação, reconstituindo o interior de uma casa madeirense do
período romântico. Tendo em conta os aspectos utilitários das peças de bordado relacionados com a mesa e
vestuário temos uma sala de jantar, um quarto de dormir. Um sector foi dedicado à explicação dos diversos
pontos do bordado madeira e ao historial do bordado.

INTERNET:
Instituo do Bordado e da Tapeçaria, http://www.madinfo.pt/organismos/ibtam/bord.html

LOCALIZAÇÃO: Rua do Anadia, 44, 9050 - Funchal

TELEFONE: 291 22 31 41

FAX: 291 22 84 05

8. MUSEU HENRIQUE E FRANCISCO FRANCO

A 21 de Agosto de 1987 inaugurou-se o museu, numa iniciativa da Câmara Municipal do Funchal, com o
objectivo de expor a colecção adquirida em 1966.
São dois irmãos dedicados às artes. Henrique ficou-se pela pintura e desenho, enquanto Francisco juntou-
lhe a escultura.
Francisco Franco de Sousa (1885-1955) ganhou fama como estatuário do Estado Novo. A sua obra
escultórica está espalhada por todo o país e incide de forma especial sobre as personagens históricas.
Dos reis de Portugal temos: D. Dinis (1943) e D. João III (1948) em Coimbra, D. João I e D. João II em
Lisboa. A estas junta-se o infante D. Henrique (1931) para Vincennes, a Rainha D. Leanor (1935) para as Caldas
da Rainha e do Bispo D. Miguel de Portugal (1950) para a cidade de Lamego. A sua vasta obra escultórica
completa-se com vários bustos e uma série de relevos e medalhas.
Henrique Franco (1883-1961) acompanha o irmão na Academia de Belas- Artes, mas foi na pintura que
encontrou a sua vocação e desusado êxito. Foi professor da Escola Industrial do Funchal (1920-1934),
terminando a carreira na Escola de Belas Artes de Lisboa.
Merece destaque especial a sua intervenção em edifícios públicos na cidade de Lisboa, com pintura a fresco:
igrejas de Nossa Senhora de Fátima e de S. João de Brito, Casa da Moeda e Palácio de Estatística.
As primeiras obras escultóricas que executou para a sua ilha foram:
• O busto simbólico do aviador (1923) em honra da primeira travessia aérea do Atlântico por Gago
Coutinho e Sacadura Cabral.
• O torso, alusivo ao ataque dos submarinos alemães ao Funchal (1916-17),
• O busto de Gonçalves Zarco (1919) no Terreiro da Luta
Mas a sua força escultórica está testemunhada na estátua de João Gonçalves Zarco(à avenida Arriaga) e a
do Semeador. A primeira, uma encomenda da Junta Geral de 1918, foi inaugurada em 28 de Maio de 1934,
consta da estátua do navegador e o pedestal e baixos relevos alusivos ao infante D. Henrique, Conquista, Valor e
Ciência. A segunda feita em 1923 em honra de Vieira de Castro foi inaugurada em 1936 no Campo da Barca,
donde transitou em 1966 para o edifício da antiga Junta Geral(hoje, Governo Regional). Hoje encontra-se no
Parque de Santa Catarina.
A sua ultima obra inacabada foi o gigantesco monumento ao Cristo Rei do Corcovado.
O museu está baseado no seguinte espólio:
Henrique Franco: desenhos, gravuras, aguarelas e pastéis, frescos, óleos
Francisco Franco: carvões, desenhos, aguarelas e desenhos aguarelados, gravuras, álbuns de desenhos e
esculturas em gesso(em especial réplicas e estudos das peças escultóricas), madeira e cobre.

BIBLIOGRAFIA:

LOCALIZAÇÃO: Rua do Bom Jesus, 13, 9050 - Funchal

TELEFONE: 291 23 06 33

9. MUSEU DA ELECTRICIDADE
47

A empresa de electricidade da Madeira(SA) decidiu criar em 1997 o Museu da electricidade, que ficou
conhecido como Casa da Luz, como forma de evocação do centenário da introdução da luz eléctrica na ilha.
O museu foi criado nas antigas instalações da antiga “casa da Luz”, onde em 1897 surgiu a primeira central
térmica, construída pela Madeira Electric Ligting Company Limited. Em 1925 juntou-se novos geradores para
poder atender a maior procura de energia eléctrica.
A partir de 1949 a concessão passou para os Serviços Municipalizados de Electricidade que passaram em
1974 a empresa pública. Em 1943 deu-se início ao plano de construção de centrais hidroeléctricas, no
seguimento do estudo feito a partir de 1939.
É o primeiro museu industrial da região, sendo possível acompanhar a história da iluminação da cidade e da
electrificação do arquipélago.

BIBLIOGRAFIA:

PÁGINA WEB: http://www.madinfo.pt/eem/

LOCALIZAÇÃO: Av. do Mar e das Comunidades Madeirenses , 9050 - Funchal

TELEFONE: 291 22 11 87 / 88

FAX: 291 23 33 24

10. MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Com a cedência da fortaleza de Santiago à Região Autónoma da Madeira o governo instalou em 1992 um
Museu de Arte Contemporânea com o espólio de obras adquiridas ou doadas pelos artistas.
A colecção esteve primeiro exposta desde 1984 numa sala improvisada da Quinta Magnólia.
Do acervo artístico fazem parte obras de pintores madeirenses, como Lurdes de Castro e Marta Teles.

BIBLIOGRAFIA:

LOCALIZAÇÃO: Fortaleza da S. Tiago, 9050 - Funchal

TELEFONE: 291 22 64 56

FAX: 291 22 69 06

11. MUSEU DA BALEIA

A baleação na Madeira não foi tão activa na Madeira como aconteceu nos Açores e Brasil. O abastecimento
deste azeite. As primeiras fábricas surgiram apenas com a Segunda Guerra Mundial. Temos notícia de uma na
Ribeira da Janela e outra no Garajau. A do Caniçal foi construída em 1947 e funcionou até 1981. No sentido de
recordar esta actividade foi criado o museu da Baleia.
O museu apresenta-nos a história da caça à baleia bem como do artesanato em osso e dente de cachalote. A
isto junta-se uma réplica de uma “fábrica das baleias”.

BIBLIOGRAFIA:

LOCALIZAÇÃO: 9200 - Caniçal

TELEFONE: 291 96 14 07

FAX: 291 96 14 07

12. MUSEU ETNOGRÁFICO DA RIBEIRA BRAVA


48

O museu está instalado no antigo solar e capela de S. José, morada do capitão Luis Gonçalves da Silva. Em
1853 acopolou-se um engenho de açúcar e uma azenha, ambos movidos por mecanismo hidráulico.
Em 1983 o edifício em ruínas foi adquirindo pelo Governo Regional para aí instalar o Museu Etnográfico, o
que só veio a acontecer em 1996.
O museu reúne as peças mais significativas do artesanato e tecnologia tradição agrícola madeirense. Aqui o
visitante poderá tomar contacto com as técnicas ligadas ao fabrico do pão, vinho, fiação, etc.

BIBLIOGRAFIA:

LOCALIZAÇÃO: Rua de S. Francisco, 24, 9350 - Ribeira Brava

TELEFONE: 291 95 25 98

FAX:

13. MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL

O Museu encontra-se aberto ao público desde 5 de Outubro de 1933 no Palácio de S: Pedro, casa que foi do
Conde de Carvalhal e que havia sido adquirida em 1929 pelo município para esse efeito.
O imóvel alberga o museu de História Natural, um aquário, sugestão de Adão Nunes em 1930, a Biblioteca
Municipal (1938) e o Arquivo Regional da Madeira a partir de 1933. Mas aos poucos foi-se especializando na
sua actual função de museu de História Natural das ilhas da Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens.
A ideia de criação deste museu surgiu durante o Governo de José Silvestre Ribeiro(1840-1852). Ainda se
reuniram alguns dos elementos indispensáveis à sua abertura, que só veio a ocorrer passados quase cem anos.
Aqui o visitante no percurso das seis salas pode tomar contacto, de forma intuitiva, da fauna, flora e
geologia do Arquipélago da Madeira.
A exposição permanente consta do seguinte: espécies de peixes, aves, mamíferos terrestres e marinhos,
répteis marinhos, insectos e outros invertebrados.
A isto associa-se algumas demonstrações geológicas, com uma colecção de rochas e minerais do
Arquipélago e de fósseis marinhos do Porto Santo.
O projecto do museu pertence a Adolfo César de Noronha, um dos destacados estudiosos da história natural
do arquipélago. A ideia concretizou-se a partir de 1929, como Museu Regional, que albergava as colecções de
História Natural, Etnografia e Arqueologia.

BIBLIOGRAFIA:

LOCALIZAÇÃO: R. da Mouraria, 31, 9000 - Funchal

TELEFONE: 291 22 97 61

FAX: 291 22 51 80

14. CASA MUSEU CRISTÓVÃO COLOMBO

O museu inaugurado em 1988 na casa onde segundo a tradição terá pertencido aos familiares da mulher de
Cristóvão Colombo, Filipa de Moniz. Aí terá vivido Cristóvão Colombo na década de oitenta do século XV e
também nascido, segundo Bartolomé de Casas, o único filho deste enlace, Diogo Colombo.
A memória da passagem do navegador pela ilha está expressa neste espaço museológico que apresenta
retratos e gravuras alusivos, bem como réplicas das embarcações. No rés-do-chão temos uma matamorra,
construções feitas pelos portossantenses no solo das casas para guarda dos cereais e dos haveres em momentos
de assalto de piratas.

BIBLIOGRAFIA:

LOCALIZAÇÃO: Trav. da Sacristia, 4, 9400 - Porto Santo

TELEFONE: 291 98 34 05
49

ANEXO

1. FICHAS DE TRABALHO
50

FICHAS DE TRABALHO

Ficha de trabalho n.º 1 - A conhecimento do Arquipélago

1 – O Conhecimento até ao Séc. XIII

1.1 - Faça uma pequena síntese sobre as referências feitas ao possível conhecimento da Madeira pelos
autores:
- Gregos - romanos - árabes
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

1.2 – Elabore um pequeno texto sobre a “Lenda de Machim”.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2 – A cartografia do Séc. XII a XVI

2.1 – Localize, na carta, o Arquipélago da Madeira.

2.2 – Descreva a sua localização geográfica.


__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
2.3 – Desenhe um mapa com o arquipélago da Madeira
51

2.4 – Indique as cartas que se referem ao arquipélago da Madeira tendo em conta a seguinte
cronologia:

1339 1351 1367 1375 1413 1426

2.5 – Faça um levantamento dos nomes por que eram conhecidas as ilhas do arquipélago da Madeira
segundo a cartografia dos séculos XIV e XV, antes do achamento pelos portugueses.

Madeira Porto Santo Desertas Selvagens

3 – As versões dos descobrimentos

Tese quatrocentista Tese trecentista


Os que argumentam, a partir de Os que opõem ao conhecimento quatrocentista a prova
Zurara, João de Barros, Jerónimo documental e cartográfica do achamento no século XIV.
Dias Leite ou Gaspar Frutuoso, que o Divergem entre si, quanto à autoria das expedições. Para
arquipélago foi descoberto pelos uns, a descoberta deveu-se a genoveses, catalães ou
portugueses no século XV, por venezianos; enquanto outros apontam as mesmas
iniciativa do infante D. Henrique com expedições, mas ao serviço da coroa portuguesa,
apoio de J. G. Zargo e Tristão Vaz valorizando a iniciativa nacional do empreendimento.

3.1 – Relacione a tese trecentista e quatrocentista sobre o descobrimento da Madeira.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.2 – Tendo em conta as palavras “descobrimento” e “redescobrimento” atribua uma delas ao
acontecimento feito pelos portugueses em 1419. Justifique.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

4 – A ocupação e povoamento
52

Povoadores: origem geográfica 4.1 – Interprete o gráfico.


_______________________________________________
25
20 _______________________________________________
15
10
5
_______________________________________________
0
4.2 – Estabeleça uma relação entre as diversas origens dos
Minh

Beir

Alen

Alga

povoadores tendo em conta as suas atribuições.


as

tejo

rve
o

_______________________________________________
____________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
4.3 – Justifique a predominância da população do norte de Portugal no povoamento da Madeira.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
5 – A distribuição das terras
“(...) por esta dou para sempre (...) aos novos povoadores da ilha da Madeira que por meu
mandato, João Gonçalves Zarco foi distribuir, que as terras lhe sejam dadas forras sem pensão
alguma, àqueles que maior qualidade e a outros que tiverem posses para as aproveitar, e aos de
menor posse que vivam do seu trabalho e de cortar e de talhar madeiras e das criações de gado e as
terras serão repartidas pelos capitães e as aproveitarão em dez anos.”
1426 (?) Capítulo de uma ordenação sobre a concessão de terras aos primeiros povoadores da
ilha da Madeira, inserto em carta de confirmação de 7 de Maio de 1493.

5.1 – Em relação ao documento, indique quem tinha o poder de distribuir as terras


. antes de 1433?
. a partir de 1433?
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
5.2 – Nomeie as condições estabelecidas na distribuição das terras.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
________________________________________________________________
6 – Pesquisa

6.1 – Procure saber o significado toponímico da sua localidade e a origem dos seus povoadores.
6.2 – Registe as conclusões da sua pesquisa.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
53

Ficha de trabalho n.º 2 - A administração

11 – O poder régio, do donatário e do capitão do donatário

“Eu o infante D. Henrique (...) faço saber (...) que dou cargo a João
“(...) Temos por bem e Gonçalves Zarco,(...) da ilha da Madeira da terra desde aquém do Caniço,
damos-lhe (ao infante D. dez passos como se vai pela ribeira acima, e daí atravessa a serra até à
Henrique) as nossas ilhas ponta do Tristão. Que ele a mantenha por mim em justiça e direito e
a saber, a ilha da Madeira morrendo ele, a mim praz, que seu filho primeiro ou segundo, se tal for,
e do Porto Santo e da tenha este cargo. (...) Ele tenha nessa sobredita terra a jurisdição por mim,
Deserta com todos os em meu nome, do cível e do crime ressalvando morte ou talhamento de
direitos e rendas (...), a membros.
sua jurisdição do cível e O dito João Gonçalves haja para si todos os moinhos de pão que
crime salvo em sentença houver na parte da dita ilha (...) e que ninguém faça aí moinhos senão ele
de morte ou talhamento ao quem ele prouver (...). Me praz que tenha de todas as serras de água,
de membros (...) e que aí se fizeram, de cada, um marco de prata em cada ano ou seu certo
reservamos para nós que valor ou duas tábuas cada semana das que costumam serrar nas serras,
o dito infante não possa pagando, porém, a mim, o dízimo de todas as ditas serras segundo pagam
mandar fazer nelas das outras coisas(...). Também me praz que todos os fornos de pão sejam
moeda mas apraz-me que seus. Porém não embarque quem quiser fazer fornalha para seu pão, que a
a nossa corra nela (...).” faça. (...) Também me praz que tendo ele sal para vender que o não possa
Carta de doação de vender outro senão ele. (...) Outro sim me praz que de tudo o que eu
D. Duarte (26 de Set. de houver de renda na dita terra da ilha que ele tenha, de dez, um (...).”
1433) Carta de doação da capitania do Funchal (1 de Nov. de 1450)

1.1 – Nomeie os donatários do Arquipélago da Madeira.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
1.2 – Em relação à administração do arquipélago da Madeira, faça uma síntese sobre as competências
do monarca, do donatário e do capitão do donatário.

Monarca Donatário Capitão do donatário

1.3 – Indique os direitos dos donatários.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
1.4 – Distinga os direitos e deveres do capitão do donatário.
Direitos Deveres

1.5 – Descreva a passagem da posse do arquipélago, da coroa para o donatário e o seu retorno à coroa.
54

__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2 – O poder municipal

“E ao que requereis que mande que vos dê terra (...)


em que possais mandar fazer umas casas para fazer
relação e outra para fazer audiência, eu o hei por bem
feito e me praz e mando ao capitão e meu almoxarife que
vos ordenem lugar para fazerdes as ditas casas onde a
ele e a vós melhor parecer.” (1)
Em 1461 D. Fernando concedeu ao povo a mercê de
eleger procuradores do concelho, juizes, vereadores e o
uso de selo e bandeira.
(1) – “Apontamentos e capítulos do Infante D.
Fernando para esta Ilha”, A.H.M, Vol. XV, doc.4, p.18
(adaptado)

2.1 – Interprete o significado do pelourinho.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.2 – Indique os outros símbolos do poder municipal.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.3 – Refira as funções do poder municipal.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.4 – Indique dois cargos titulares dos municípios e a função de cada um deles.
Cargos titulares Funções

2.5 – Descreva o brasão de armas do seu município e interprete-o tendo em conta a economia e cultura
em que se insere.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3 – Pesquisa
3.1 – Faça uma pesquisa sobre o seu município tendo em conta:
- Data da sua fundação e do feriado municipal
- Biografia do seu patrono
- Acontecimentos que marcaram a sua história
55

Ficha de trabalho n.º 3 - A Igreja e suas instituições

1 – A Ordem de Cristo

“D. Duarte pela graça de Deus Rei de Portugal e 1.1 – Explique a transmissão da
do Algarve e senhor de Ceuta. A quantos esta carta jurisdição eclesiástica da Madeira para a
virem fazemos saber que nos por serviço de Deus e Ordem de Cristo.
honra de Cristo e por o infante D. Henrique meu ______________________________
irmão regedor e governador da dita ordem que nos
______________________________
requereu, outorgamos e damos à dita Ordem, deste
dia para todo sempre, todo o espiritual das nossas ______________________________
ilhas da Madeira e do Porto Santo e da ilha Deserta
______________________________
(...). E por certidão disto lhe mandamos dar a nossa
carta assinada por nós e selada do nosso selo de 1.2 – Descreva a acção da Ordem de
chumbo. E pedimos ao padre santo que haja a sua Cristo no Arquipélago da Madeira.
santidade outorgar e confirmar à dita ordem de Cristo ______________________________
as ditas ilhas pela guisa acima dita. Dada em Sintra
______________________________
26 dias de Setembro o rei o mandou Lopo Afonso a
fez era de 1433 anos » . ______________________________
[Publ. João M. Da Silva Marques, Descobrimentos
______________________________
Portugueses, vol. I, Lisboa, 1988, p. 273]

2 – Os Franciscanos na Madeira

Gravura do Brasão 2.1 – Explique a organização da Ordem franciscana.


Franciscano existente no _________________________________________________
Jardim Municipal _________________________________________________
_________________________________________________
_________________________________________________

_________________________________________________

2.2 – Refira os principais conventos franciscanos que existiram na Madeira entre o século XV e o
século XX, da Ordem dos Frades Menores e das Irmãs Clarissas.

Convento dos frades menores Conventos das irmãs clarissas

2.3 – Interprete o brasão representado na gravura.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

2.4 – Relacione a extinção desses conventos com a conjuntura política dos séculos XIX e princípios do
séc. XX.
56

__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.5 – Pesquise e faça um pequeno texto sobre os franciscanos na Madeira, na actualidade.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3 – O Bispado da Funchal

3.1 – Refira o nome da bula: “Leão, Bispo, servo dos servos de Deus, aos amados
- da fundação da Diocese do filhos e ao clero da cidade do Funchal, saúde e bênção
Funchal. apostólica.
_________________________ Hoje, à Igreja do Funchal, que nós erigimos e instituímos
em Igreja Catedral, a qual não gozava de semelhante honra
_________________________
desde a sua fundação, provemos, de igual modo e com
- da nomeação do 1.º Bispo do autoridade apostólica na pessoa do nosso dilecto filho Diogo,
Funchal. bispo eleito do Funchal (...) e ao mesmo tempo constituímos
_________________________ Bispo e Pastor dela encomendando-lhe plenamente o cuidado e
_________________________ a administração dessa mesma igreja funchalense no espiritual e
temporal (...)
3.2 – Explique o que é uma
Dada em Roma, em São Pedro, ano da Encarnação de
Diocese.
Nosso Senhor Jesus Cristo, no dia 12 de Julho de 1514 (...) ».
_________________________
[Papa Leão X, Bula Hodie Ecclesiae Funchalensis
_________________________ (adaptado)]
_________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.3 – faça um pequeno texto sobre a organização estrutural de uma Diocese.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.4 – Descreva as competências dos bispos e sacerdotes.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
57

3.5 – Indique as ordens religiosas existentes actualmente na Madeira.


Ordens religiosas masculinas Ordens religiosas femininas

3.6 – Descreva a acção dessas ordens religiosas no:


Ensino Assistência Religião

4 – A devoção popular e as rumarias


Gravura do Gravura da Gravura de
crucifixo do imagem de Nossa
Senhor dos São Tiago Senhora da
Milagres piedade do
Porto Santo

1 2 3 4 5
4.1 – Identifique as gravuras e relacione cada uma com a respectiva devoção popular.
n.º Gravura Descrição da devoção popular

5
58

4.2 – Explique a origem de uma dessas devoções populares.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
4.3 – Pesquise e faça um pequeno registo sobre a devoção popular mais celebrada na sua paróquia.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
59

Ficha de trabalho n.º 4 - A arte

1 – Investimento e ostentação

1.1 – Indique as principais obras de arquitectura construídas nos séculos XV e XVI.

1.2 - Refira os monumentos onde ainda se encontram vestígios do


manuelino.
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
1.3 - Em relação à Sé do Funchal, preencha o cruzadismo

1 – Frente de um edifício. 2 – 24
Estilo desenvolvido no reinado de 1 S
D. Manuel I. 3 – Fundo onde está 2 E
o altar mor. 4 – Arcos do estilo
gótico. 5 – Lavores na cabeceira. 6 28 3 C 23
– Local onde está a pia baptismal. 27 4 A
7 – Objecto onde se coloca uma 20 5 T
lamparina. 8 – Conjunto de 6 E 21
cadeiras na cabeceira. 9 – Partes
7 D
do interior da Sé. 10 – Janela com
8 R 22
vidros pintados. 11 – Matéria
9 A
prima do tecto. 12 – Estilo
posterior ao românico. 13 – 10 L
Formato do tecto. 14 – Estilo 26 25
árabe do tecto. 15 – Parte que 11 D
separa as naves da cabeceira. 16 – 12 O
pedra trabalhada das paredes. 17 –
Parte superior da torre coberta de 13 F
azulejos. 18 – Entrada luminosa 14 U
na fachada principal. 19 – 15 N
Elementos decorativos no exterior 16 C
e parte superior da cabeceira. 20 – 17 H
Estilo muito exuberante de 18 A
algumas capelas. 21 – Material de 19 L
construção das paredes. 22 –
Local onde se celebra a Eucaristia.
23 – Entrada principal. 24 – Cada
um dos lados exteriores de um
edifício 25 – Rei que ofereceu o
púlpito à Sé. 26 – Formato da Sé.
27 – Material dos lampadários. 28
– local onde o sacerdote fazia a
pregação.

2 – A pintura flamenga
Retábulo flamengo Escultura flamenga 2.1 – Relacione a existência desta pintura
com a economia madeirense dos séculos XV
e XVI.
____________________________________
____________________________________
____________________________________
____________________________________
60

____________________________________

2.2 – Descreva as características desta pintura.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.3 – Faça uma visita de estudo ao Museu de Arte Sacra e registe as suas impressões.
3 – A arte do Vinho
3.1 - Descreva o historial e as características deste edifício.
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________

3.2 – Relacione as construções dos séculos XVII e XVIII com a economia dessa época.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
________________________________________________________________ _________________
3.3 – Indique outros edifícios onde se encontra a arte barroca.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.4 – Caracterize a arte barroca.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.5 - Investigue sobre a escultura e a pintura da Igreja Matriz do seu concelho ou freguesia e registe as
suas conclusões.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________
3.6 – Indique os principais edifícios da arquitectura civil relacionados com a produção vinícola.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
4 – Visitas de Estudo

Com o seu professor, programe uma visita de estudo guiada aos principais museus, conforme
os interesses da turma. Faça um registo desta actividade onde conste:
61

- os objectivos,
- os conteúdos,
- os meios,
- um questionário,
- o registo das conclusões e avaliação.

Ficha de trabalho n.º 5 - A sociedade madeirense

11 – A Sociedade Madeirense

“Eu a Infanta D. Beatriz faço saber a quantos esta minha carta for mostrada, que João do Porto,
sapateiro, morador na ilha da Madeira, como procurador dos sapateiros, barbeiros, alfaiates
carpinteiros e ofícios da dita ilha, apresentou perante mim três cartas do Infante D. Fernando, as quais
pareciam ser por ele assinadas e seladas pelo seu selo.”
Carta de D. Beatriz, 1481, in A.H. M., Vol. XV (adaptado)

“Fidalgos, cavaleiros e homens bons. (...) Vi a carta que o capitão dessa parte do Funchal me escreveu
que vindo dessa ilha grande soma de gente ela ficará em algum perigo por causa de muitos negros
(escravos) que aí há, pelo que vos rogo e encomendo, se tenha cuidado de maneira que a terra possa
ficar segura (...)”.
Carta do duque D. Manuel, 1489, in A.H. M., Vol. XVI (adaptado)

“(...) a vila do Funchal na nossa ilha da Madeira, tem crescido em mui grande povoação e como vivem
nela muitos fidalgos cavaleiros e pessoas honradas e de grandes fazendas, pelas quais e pelo grande
trato da ilha, esperamos (...) que a dita vila muito mais cresça em nobreza (...).”
Carta de El Rei D. Manuel, 1508, in A.H. M., Vol. XVIII (adaptado)

1.1– Com base nos documentos, indique a estrutura social da Madeira nos séculos XV e XVI.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

1.2 – Descreva as actividades desempenhadas pela nobreza e burguesia.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
1.3 – Demonstre a crescente importância dos mesteres na sociedade madeirense.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
1.4 – Explique a importância dos escravos na sociedade madeirense dos séculos XV e XVI.
62

__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2 – Os estrangeiros na Madeira
2.1 – Refira a origem dos estrangeiros que se fixaram na
“ (...) Havemos por bem e nos Madeira.
praz que possam estar e tratar nela _____________________________________________
de assento e como lhe mais
_____________________________________________
aprouver quaisquer estrangeiros
que quiserem como quer que até 2.2 – Relacione a sua fixação com a economia da época.
aqui tenhamos mandado o contrario _____________________________________________
(...).” [Alvará régio de 22 de _____________________________________________
Março de 1498, pul. In Arquivo
_____________________________________________
Histórico da Madeira, vol. XVII,
1973, p.369-370]

2.3 – Descreva o modo como se integraram na sociedade madeirense.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.4 – Escolha uma dessas personagens e faça a sua biografia.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3 – A emigração
Destinos da emigração “O governo inglês foi o primeiro que em 1817, suscitou a supressão
madeirense. da escravatura negra da costa d’África,(..)Todavia alguns súbditos
1834-1871 daqueles governo(...) são hoje os que, por um infernal espirito de
ambição, se desvelam em comprar, e vender, - como escravos, - homens
Destino N.º brancos, filhos da lha da Madeira!... Para lhes darem fim com maus
Emigrantes tratos nas mais árduas tarefas em suas possessões, - que são piores, que
África 12 terras de degredo!” [in Echo da Revolução, nº.7]
América 55
“A emigração é um grande mal; esta pobre terra vai ficar deserta, mas
do Sul
antes contemplá-la no seu estado primitivo do que coberta de cadáveres
Europa 7 emaciados pela fome.”
Índia 10 [José Silvestre Ribeiro, doc. De 6 de Fevereiro de 1847]
Demerara 16400
Antilhas 35151 “Não, dizemos nós, não emigrem, não se vendam aos traficantes da
em geral carne, não vão ser escravos em Demerara e no Brasil, não é lá que está o
remédio aos males que sofrem; é aqui que hão-de encontrar,
Brasil 2726
conservando-se como cidadãos livres, e usando do direito que a lei
EUA 418 fundamental do estado faculta.” [O Funchalense, nº.24, 1859

3.1 – Indique os principais destinos da emigração madeirense nos séculos XIX e XX.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
________________________________________________________________ _________________
63

3.2 – Explique as causas dessa emigração.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.3 – Descreva a vida dos emigrantes no seu destino.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.4 – Refira as medidas tomados pelos governos para facilitar a emigração.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.5 – Distinga emigração legal de emigração clandestina.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
64

Ficha de trabalho n.º 6 - A Economia

11 – Os recursos naturais

“A natureza produziu nesta ilha (Porto Santo) 1.1 – Refira os produtos naturais
muitos dragoeiros de que se faz muita coisa do explorados logo após o povoamento do
tronco deles que muitos são tão grossos que se Arquipélago.
fabricam de um só pau barcos que são capazes de _________________________________
levar seis a sete homens que vão pecar neles.
_________________________________
Também se fazem gamelas que levam um moio de
trigo. Tira-se desta coisa bom proveito de que se 1.2 – Indique as utilidades do dragoeiro.
paga dízima a el-rei e se aproveitam muito do _________________________________
sangue do dragão, muito prezado nas boticas.”
_________________________________
[Jerónimo Dias Leite, Descobrimento da Ilha da
Madeira, p. 71 (adaptado)] _________________________________

1.3 – Sobre as madeiras indígenas, preencha o seguinte crucigrama:

1.4 – Faça um pequeno texto sobre o desenvolvimento das


pescas nos séculos XIX e XX.
______________________________________________
______________________________________________
R
______________________________________________
______________________________________________
N ______________________________________________

2 – O trigo

“Esta segunda ilha (Madeira) acharam 2.1 – Explique a razão do incremento da cultura dos
boa, especialmente de mui nobres águas cereais na Madeira logo após a ocupação.
corredias, que levam para regar a qualquer ______________________________________
parte que querem; e começaram ali a fazer
______________________________________
as suas sementeiras muito grandes, de que
lhes vieram muitas abastadas novidades ______________________________________
(...)”[Gomes Eanes de Zurara, Crónica dos
______________________________________
Feitos da Guiné, p. 362 (adaptado)]

2.2 – Estabeleça uma relação entre a expansão portuguesa e a produção e exportação dos cereais da
Madeira.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
65

2.3 – Justifique a decadência da cultura dos cereais na Madeira.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3 – O açúcar

PRODUÇÃO DE AÇÚCAR. CAPITANIAS . “Determinamos que daqui em diante se não


1508-1537 rompa em toda essa ilha terra para em ela se lavrar e
semear pão nem para outra coisa somente para se
120000

100000
fazer canaviais para açúcar. E isto dos canaviais
80000 naquelas terras que pareçam ser para isso
60000 proveitosas.”
40000
[Ordem de D. Manuel, (1508) in Tombo 1.º do
20000

0
Registo Geral da Câmara do Funchal.]
1508 1509 1521 1526 1527 1529 1530 1536 1537
ANOS

3.1 – Estabeleça uma relação entre o documento e o gráfico.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.2 – Justifique o desejo de D. Manuel em aumentar a produção do açúcar.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

3.3 – Refira as condições naturais favoráveis à cultura da cana de açúcar.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

“Eu o infante D. Fernando (...) faço saber (...) que perante mim
compareceram Luís Eanes, procurador de João Gonçalves da
Câmara e Duarte Pestana e Martim Mendes de Vasconcelos,
procuradores do povo da ilha da Madeira e ouvidas perante mim as
ditas partes, declaro e determino achar-se em direito o povo e
moradores da ilha da Madeira de não serem obrigados a pagarem
coisa alguma ao capitão por razão das ditas alçapremas, engenhos
de água e trapiche de bestas, de fazerem açúcar (...).” [Arquivo
Histórico da Madeira, Vol. XV, p. 44 e 45 (adaptado)]
66

3.4 – Estabeleça as diferenças entre alçaprema, trapiche de bestas e engenhos de água.


Alçaprema Trapiche Engenho de água

3.5 – Investigue e faça um pequeno texto sobre as técnicas de produção de açúcar desde o cultivo da
cana, a extracção do sumo, a cozedura, a refinação, a secagem e acondicionamento.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.6 – Refira os principais locais de exportação
do açúcar da Madeira.
_______________________________
_______________________________
3.7 – Indique o quantitativo exportado para
cada local segundo o rateio de D. Manuel I
de 21 de Agosto de 1498.
_______________________________
_______________________________

3.8 – Justifique o facto de uma grande quantidade do nosso açúcar ser exportado para a Flandres.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.9 – Relacione a produção do açúcar com o desenvolvimento social e cultural da Madeira.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.10 – Contudo, a partir de meados do século XVI, deu-se uma decadência da sua produção. Justifique
esse facto.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
67

4 – O vinho
“O principal produto da ilha é o vinho. As videiras que 4.1 – Indique a origem das
trouxeram de Creta apresentam três ou quatro castas com as principais castas do vinho da
quais produzem o vinho. Um, menos apreciado, é da cor do Madeira.
champanhe; outro mais forte e cor mais clara, é semelhante ao _______________________
vinho branco; a terceira espécie, rica e deliciosa é designada
_______________________
por malvasia; a quarta é o tento, igual ao tinto em cor, mas
muito inferior em gosto (...). O vinho da Madeira tem uma 4.2 – Refira a característica
qualidade muito peculiar de , quando está a fermentar, ser peculiar do vinho Madeira.
muito melhorado pelo calor do sol se o batoque for desviado _______________________
da abertura da pipa e, desta maneira, o vinho ficar exposto ao
_______________________
ar.”
[ John Ovington, Uma Viagem a Surat, 1689 (adaptado)] _______________________

4.3 – Refira características de cada uma das castas.


Casta Características

4.4 – Indique outros testemunhos sobre a qualidade e produção do Vinho Madeira.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________
4.5 – Explique em que consiste a: balseira, latada, vinha de pé rastejante e vinha aramada.

Balseira

Latada

Vinha de pé rastejante
68

Vinha aramada

4.6 – Descreva as técnicas de transformação


da uva em mosto.
____________________________________
____________________________________
____________________________________
4.7 - Interprete a gravura do “borracheiro”.
____________________________________
____________________________________

4.8 – Distinga os vários tipos de lagar utilizados pelos madeirenses no processo de vinificação.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
4.9 – Investigue e faça um pequeno texto sobre as técnicas de envelhecimento do vinho tendo em
conta os sistemas de “canteiro”, “vinho de roda” e “estufa”.

Canteiro

Vinho de roda

Estufa

“Os testemunhos de viajantes quatrocentistas e


quinhentistas atestam que o mercado europeu,
nomeadamente o inglês, firmou-se no início como o
consumidor preferencial, depois, nos séculos XVII a XIX, a
documentação alfandegária dá conta de o principal
comprador se situava nas colónias inglesas, e, finalmente, a
conjuntura de independência no continente americano aliada
à extrema vulnerabilidade das rotas de ligação, mercê da
incidência do corso, trazem-no de retorno à Europa,
4.10 – Interprete a gravura.
nomeadamente nórdica, que se afirmará, desde a segunda
metade do século XIX, como o principal destino do nosso _________________________
vinho.”
_________________________
[Alberto Vieira,Breviário da Vinha e do Vinho na
Madeira, p. 11 e 12]

4.11 – Indique e justifique o destino do vinho da Madeira ao longo dos séculos.

Séc. XVI
69

Séc. XVII e XVIII

Séc. XIX

4.12 – Explique as circunstâncias que levaram os ingleses a dominarem o comércio do vinho da


Madeira.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
VISITAS DE ESTUDO
Tendo em conta a programação estabelecida, faça uma visita de estudo ao Museu do Açúcar e
ao Instituto do Vinho da Madeira ou às Adegas de São Francisco e elabore o respectivo relatório.
70

Ficha de trabalho n.º 7 - A Madeira e o novo mundo

1 – Ocupação e defesa dos novos espaços

“A ilha da Madeira, (...) tão afamada e guerreira 1.1 – Descreva a acção dos
com seus ilustres e cavaleirosos capitães, e tão madeirenses na descoberta, ocupação
magnânimos, e com generosos e grandiosos ou defesa:
moradores; rica com seus frutos; celebrada com seu - do Norte de África
comércio, que Deus pôs no mar oceano ocidental _______________________________
para escala, refúgio, colheita e remédio dos
_______________________________
navegantes, que de Portugal e de outros reinos vão, e
de outros portos e navegações vêm para diversas _______________________________
partes, além dos que para ela somente navegam,
_______________________________
levando-lhe mercadorias estrangeiras e muito
dinheiro para se aproveitar do retorno que dela levam - da Costa Ocidental de África
para suas terras (...) por ser tal e parecer nele um
_______________________________
único horto terreal tão deleitoso, em tão bom clima
situada ou criada, disse um estrangeiro que parecia _______________________________
que, quando Deus descera do Céu, a primeira terra
_______________________________
em que pusera seus santos pés fora ela.”
[Doutor Gaspar Frutuoso, Livro Segundo das _______________________________
Saudades da Terra, Ponta Delgada, 1979, pp.99-100]

- do Império Português do Oriente.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
- do Brasil
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
1.2 – Indique algumas personagens madeirenses que se destacaram na ocupação e defesa dos novos
espaços e faça a biografia de uma delas.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
1.3 – Comente o texto de Gaspar Frutuoso.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
71

2 – A cobiça da riqueza madeirense

“Aos três dias de Outubro do ano de mil e quinhentos


sessenta e seis, véspera do seráfico S. Francisco, aportaram a esta
ilha da Madeira oito poderosos galeões de França, em que vinham
por todos mil soldados arcabuzeiros, afora outra gente do mar, com
tenção de saquear a a dita cidade, pela fama que de sua riqueza
soava, (...)
Mataram na entrada da cidade, até ficarem em posse dela, quase
duzentos portugueses, e dos seus morreram cinquenta e o capitão-
mór. (...)
Assim ficaram os naturais desterrados e os corsários senhores da
cidade, onde estiveram de assento onze dias, nos quais carregaram
2.1 – Identifique a gravura.
as naus de quanta riqueza havia na ilha, (...)”
_________________________
[Gaspar Frutuoso, Livro Segundo das Saudades da Terra,
Ponta Delgada, 1979, pp.328-333] _________________________

2.2 – Estabeleça uma relação entre o documento e a gravura.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.3 – Faça uma tabela cronológica sobre os ataques dos corsários à Madeira e Porto Santo.

Tabela cronológica
2.4 – Explique as razões desses ataques.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.5 – Distinga corso de pirataria.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.6 – Indique as principais fortificações, numa ordem cronológica.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.7 – Faça uma visita de estudo a uma das fortalezas e registe as suas conclusões.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
72

3 – O turismo e a descoberta da natureza


“Havia muita gente mais disponível para as diversões, se bem que
Lopo dissesse que os tuberculosos eram mais alegres . No fundo,
quem fez a fama da Madeira foram os enfermos até os mais perdidos
de esperança e os incuráveis. Pessoas deliciosas, em geral cultas e
que tinham particular inclinação para novidades e coisas pagãs: para
a ciência, o amor e boa mesa. Também gostavam de música.(...)
Alguns morriam na ilha, serenamente, (...).”
[Agustina Bessa Luís, A Corte do Norte, Lisboa, 1987]

3.1 – Faça a descrição de uma quinta madeirense.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.2 – Explique a formação das quintas madeirenses.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.3 – Explique o que entende por “Turismo terapêutico”.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.4 – Refira algumas personagens famosas que estiveram na Madeira no séc. XIX e indique os
motivos da sua permanência.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
“Atendendo às vossas distintas qualidades e circunstâncias, e querendo dar-
vos um testemunho autêntico do apresso em que tenho a vossa pessoa e os
relevantes serviços que tendes prestado com a maior abnegação e caridade à
causa da humanidade e beneficência, internando-vos no Lazareto do Funchal
para tratamento, alívio e amparo dos variolosos ali recolhidos, arriscando assim
a cada momento a vossa vida sem recompensa mais que as bênçãos de tantos
desgraçados a que tão solícita e carinhosamente tendes acudido: Hei por bem
fazer-vos a mercê do grau de Cavaleiro da Antiga e Mui Nobre Ordem da Torre
e Espada do Valor, Lealdade e Mérito (...)”[Carta do rei D. Carlos (4 de Julho
de 1907]

3.3 – De entre as personagens estrangeiras que no século XIX se estabeleceram na Madeira, Mary Jane
Wilson foi a que mais se distinguiu pela sua personalidade e obras. Descreva a acção por ela
desenvolvida.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
3.4 – Faça uma visita de estudo ao museu “Mary Jane Wilson”, à rua do Carmo. Registe as suas
conclusões.
73

Ficha de trabalho n.º 8 – 0 Liberalismo na Madeira

1 – A aclamação do Liberalismo na Madeira


“Correu o dia 28 de Janeiro (1821) em acção de graças a Deus, em juramento na Câmara e em
alegria que durou três dias contínuos, exprimindo cada um seus sentimentos, rematando todas as
noites com teatro franco a que o povo afluía sem provocar o mínimo distúrbio (...).
Em 31 de Janeiro correu a notícia que sua majestade havia aprovado a constituição. De súbito,
foi a residência (do governador) ocupada por grande número de pessoas de todas as classes que, por
movimento espontâneo tiraram o retracto de el-rei e o conduziram à catedral em triunfo entre
aclamações e com o maior acatamento e entusiasmo. Ali ficou até ao dia 4 de Fevereiro que, por
entre alas de tropa e inumerável povo e as mesmas aclamações, foi conduzido ao seu lugar.”
Ofício de Sebastião Botelho à Regência, 28/03/1821(adaptado)
1.1 – Tendo em conta o contexto em que se vivia, justifique a aclamação dada à Revolução Liberal na
Madeira
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
1.2 – Descreva como foi aclamada a Revolução Liberal.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2 – A Guerra Civil
“A 16 de Agosto de 1828, apareceu de novo em frente da baía do Funchal a esquadra realista
que se compunha de uma nau, duas fragatas, duas corvetas, dois brigues e duas charruas. (...) trazia a
bordo, além das equipagens, cerca de mil homens (...).
Ao alvorecer do dia 22 de Agosto, tomava a esquadra o rumo da baía de Machico, e às 11 horas
da manhã o brigue Infante D. Sebastião rompia fogo contra o forte do Ancoradouro e em seguida
contra a bateria do Amparo (...). Realizou-se em seguida o desembarque das tropas miguelistas sem
a menor resistência e com toda a comodidade (...). Pela manhã do dia 23, saíram de Santa Cruz em
direcção ao Funchal, não encontrando a mais pequena resistência e entraram na cidade na tarde
daquele mesmo dia.”
Fernando Augusto da Silva, Elucidário Madeirense, Vol. III, pp. 6/7
2.1 – Tendo em conta o texto e a tabela, caracterize, no 23/08/1828 – Os absolutistas ocuparam a
aspecto político e militar, o período da Guerra civil e as Madeira
04/04/1832 – As forças constitucionais
suas influências na Madeira. ocuparam o Porto Santo
____________________________________________ 28/05/1832 – Os miguelistas ocuparam o Porto
Santo
____________________________________________ 05/06/1834 – D. Maria II foi aclamada na
Madeira
____________________________________________ 07/06/1834 – D. Maria II foi aclamada no Porto
____________________________________________ Santo

2.2 – Explique a posição tomada na Madeira por cada grupo social no conflito.
74

__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.3 – Justifique os nomes atribuído a esta praça durante a
Monarquia Liberal.
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________

3 –A luta pela autonomia


"A escravidão consiste em “Este povo trabalhador tem sede de justiça, porque a ele,
viver algum sujeito absolutamente contribuindo largamente para as despesas do Estado à custa
à vontade de outrem; uma de enormes sacrifícios, só lhe tem cabido uma parte
província, que deve sujeitar seus insignificante nos benefícios e regalias concedidos aos seus
interesses aos da metrópole, que a irmãos do continente do reino e do arquipélago açoriano.(...)
seu turno a não interessa deixa de Este bom povo(...) sujeita-se a grandes privações, sem
ser província, é de facto colónia e um queixume e sem uma revolta, alimentando a doce
vive escrava" [Patriota esperança que um dia lhe seja feita justiça. [Diário de
Funchalense, 1822] Notícias, 23 de Junho de 1901]
3.1 – Com base nos documentos, explique as razões da reivindicação pela autonomia no séc. XIX
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.2 – Indique as personagens que mais se destacaram na luta pela autonomia.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.3 – Descreva a acção de uma dessas personagens nas Cortes.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
“Art.18º. A Junta geral tem a seu cargo administrar os bens e interesses peculiares distrito, promover e
realizar todos os seus melhoramentos morais e materiais, que por disposição de lei não estejam
especialmente incumbidos e outras corporações ou autoridades.
Art.º 19º. À Junta geral pertencem também atribuições, tanto deliberativas como consultivas, na
execução de serviços do interesse geral do estado, em todos os casos declarados nas leis”. [decreto de
2 de Março de 1895, publ. J. G. Reis Leite, A Autonomia dos Açores na Legislação Portuguesa 1892-
1947, Horta, 1987, p.101

3.4 – Explique a autonomia administrativa aplicada à Madeira em 1901.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
75

Ficha de trabalho n.º 9 – A 1.ª República


76

Ficha de trabalho n.º 10 – O Estado Novo


77

Ficha de trabalho n.º 11 – As revoltas na Madeira

1 – As revoltas e motins populares

“No dia 25 de Janeiro de 1641, o povo em 1.1 – Interprete o documento estabelecendo


multidão dirigiu-se à Câmara e lançou fora o juiz Luís uma relação entre os acontecimentos e a
Fernandes de Oliveira, por ser castelhano; fez novo situação política e económica da época.
juiz, procurador do concelho, um vereador e almotacel, __________________________________
e de ali passando à casa de Paio Rodrigues Paes da
___________________________________
Cunha, escrivão da Câmara, suspenso por culpas, o fez
entrar no ofício e lançou fora o serventuário Manuel ___________________________________
Teixeira Pereira. Um Manuel da Ceia e um seu
___________________________________
sobrinho, que por indiscrição falavam do novo tributo,
com muita dificuldade escapariam da morte e do furor 1.2 – Faça um levantamento sobre as
do povo, a não ser os esforços do governador, bispo e revoltas e motins dos séculos XVII, XVIII
cabido, a quem respeitava o povo. Daqui passou o de carácter essencialmente económico.
povo amotinado à Alfândega, e lançou fora o provedor ___________________________________
Manuel Vicente Cardoso e pôs em seu lugar João
___________________________________
Rodrigues de Teive (...)”
___________________________________

1.3 – Indique as revoltas de carácter religioso e explique-as.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________
1.4 – Contudo, no século XIX assistimos a um aumento dos motins. Investigue e explique as causas
desse aumento.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2 – A Revolta da Farinha

Ao Povo da Madeira Maldito para sempre


“O governo da ditadura depois de arrasar o “(...) É necessário que o comércio
comércio e as indústrias madeirenses com continue com as suas portas encerradas e que
pesadíssimas contribuições e depois de esmagar ninguém retome o trabalho, não só como sinal
toda a economia regional não financiando os bancos de luto e de protesto contra os crimes
ainda encerrados; depois de amesquinhar a nossa cometidos , mas também para que se aproveite
personalidade insular destruindo a liberdade esta ocasião a fim de que as reivindicações da
absolutas do regime cerealífero, acaba de insultar- Madeira sejam totalmente conseguidas.
nos no nosso brio de povo livre a braços com a Honra ao heróico povo da Madeira!
tuberculose, mandando agora para nos algemar o Glória aos que foram imolados na defesa
coronel Silva Leal representante dos execráveis dos direitos do Povo”.
déspotas do Terreiro do Paço. (...)” Panfleto distribuído no Funchal, Fevereiro de
Panfleto distribuído no Funchal, Fevereiro de 1931
1931
78

2.1 – Com base nos documentos, descreva as causas da Revolta da Farinha de Fevereiro de 1931.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
2.2 – Indique qual foi a resposta do Governo Central face a este levantamento popular.
__________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
2.3 – Transcreva dos documentos, frases que comprovem a ânsia autonomista do povo da Madeira.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.4 – Integre este acontecimento no contexto da conjuntura económica nacional e internacional.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

3 – A Revolta político militar de Abril de 1931

“Desde as primeiras horas da manhã de ontem que


para leste se ouviu intenso canhoneio.
As forças expedicionárias atacavam Machico – corria
de boca em boca. (...)
Chegados a Machico soubermos que um transporte de
guerra, às 4.30 da manhã desembarcaram tropas que
haviam seguido para o Caniçal. (...)”
Notícias da Madeira, 1 de Maio de 1931

3.1 – Explique as causas desta revolta militar que aconteceu na Madeira contra o poder central.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.2 – Descreva como se desenrolou este acontecimento.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.3 – Justifique o apoio popular a este movimento político-milita
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
79

Ficha de trabalho n.º 12 – A revolução de Abril e a Autonomia da Madeira

1- Do Estado Novo à Revolução de Abril

Gravura do Monumento Doc. Sobre a participação de soldados madeirenses na guerra colonial


ao combatente no e o descontentamento da população
Ultramar

1 – Indique as principais causas da Revolução de Abril de 1974.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2 – Relacione o documento com o descontentamento da população madeirense face à Guerra Colonial.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
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2 – Os acontecimentos na Madeira

Gravura – busto de D. Doc. Notícia sobre uma manifestação na Madeira


Francisco Santana

2.1 – Descreva os principais acontecimentos verificados na Madeira após a Revolução do 25 de Abril.


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__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.2 – Refira a acção de D. Francisco Santana na consolidação da democracia na Madeira.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2.3 – Preencha a tabela sobre:
Grupos políticos e autonomistas Partidos que se consolidaram
80

3 – A institucionalização da autonomia

Doc. da parte da Constituição que se refere à autonomia Estátua da autonomia

3.1 – Indique as principais razões para a formação das Regiões Autónomas.


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__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.2 – Explique em que consiste a autonomia da Madeira.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3.3 – Descreva as transformações verificadas na Constituição de 1976, na sua revisão, que
consolidaram a autonomia.

Gravura da Assembleia Gravura da bandeira da RAM Gravura do escudo da RAM


regional

3.4 – Explique os poderes dos órgãos políticos da Região Autónoma da Madeira.

Assembleia legislativa regional Governo regional

3.5 – Interprete:

A bandeira da Região Autónoma da Madeira O escudo da Região Autónoma da Madeira

4 – Os partidos políticos e as eleições


81

Partido 1976 1980 1984 1988 1992 1996 2000 4.1 – Interprete a tabela.
PPD/PSD 29 35 40 41 40 41 41
PS 8 5 6 7 12 13 13 ____________________________________
UDP 2 2 2 3 2 1 2
CDS 2 1 1 2 2 2 3 ____________________________________
PCP - 1 1 - 1 2 2
Total 41 44 50 53 57 59 61 ____________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
4.2 – Explique:
- o papel do partido da maioria na Assembleia.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
- o papel dos partidos da oposição na Assembleia.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
5 - O Governo e a prática governativa

Gravura de Alberto 5.1 – Indique as competências do presidente do Governo Regional.


João Jardim _____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________

5.2 – Indique as principais secretarias regionais e as suas competências.

5.3 – Faça um pequeno texto sobre o desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira após a
conquista da autonomia.
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__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
82

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__________________________________________________________________________________

6 – A Madeira na União Europeia

Doc. do tratado de Amesterdão que criou as zonas ultraperiféricas

6.1 – Indique as áreas de acção dos programas comunitários:

FEOGA FEDER FSE

6.2 – Faça uma síntese sobre os benefícios para a Madeira derivados da sua integração na União
Europeia.
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__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
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6.3 – Descreva as implicações para a Madeira da criação das zonas ultraperiféricas no Tratado de
Amesterdão.
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__________________________________________________________________________________
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__________________________________________________________________________________

7 – Visita de Estudo

7.1 – Faça uma visita de estudo à Assembleia Regional e elabore um relatório.


83

Ficha de trabalho n.º 13 – A evolução dos transportes

Desde sempre, a força humana foi utilizada no transporte de produtos


Pelas encostas desciam, com destreza, homens e mulheres com carregamentos de lenha à cabeça
ou às costas para serem transportados numa corsa até à cidade. Os produtos agrícolas eram,
igualmente, transportados aos ombros, à cabeça ou às costas para a corsa ou levados directamente ao
consumidor. É de mencionar o ceboleiro que saía da sua freguesia transportando aos ombros um
cajado carregado de cabos de cebolas e alhos ; o borracheiro, homem que com a ajuda do bordão,
transportava o mosto do lagar para a adega ou armazém ; o leiteiro que do interior, descia à cidade
com vasilhas de leite e medidas transportadas aos ombros dependuradas num cajado, para fazer a
distribuição do leite ao domicílio.
O peixe, hoje vendido nos mercados e centros comerciais, outrora era distribuído por
vendedores ambulantes – o pesquito de ambos os sexos, que carregava o peixe em selhas à cabeça e
percorriam, a pé, as povoações da Madeira.

Ceboleiro Leiteiro Pesquito

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1 – Faça a legenda das gravuras.

2 – Relacione-as com as actividades económicas.


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__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
Os animais, cavalo, boi e burro, também foram utilizados no transporte de produtos.
A corsa, veículo de arrasto puxada por bois servia para transportar carga, principalmente,
produtos agrícolas de subsistência e de rendimento económico, caso da cana sacarina, barris de
vinho e banana.
Em 1687, Hans Sloan refere-se a este meio de transporte:
“Transportam tudo numa corsa puxada por bois, sendo este o único meio de transporte pelo
facto desta terra ser tão acidentada e íngreme, com ruas estreitas que não permitem outro meio de
transporte”.

Gravura da corsa a transportar cana de 3 – Descreva este meio de transporte.


açúcar
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________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
84

________________________________________________

4 – Explique a razão da sua utilização.


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
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A força humana também era utilizada no transporte de pessoas
John A. Dix que esteve na Madeira em 1842, refere-se ao palanquim:
“Muitos inválidos, que não podem passear a pé, nem têm forças para andar a cavalo têm um
único recurso (...)um palanquim, um pranchão em forma se sapato, cercado por uma gradinha de
seis polegadas de altura e com um recosto. O comprimento é suficiente para uma pessoa se sentar e
estender as pernas. É usualmente atapetado (...) com um pano a cobrir o pau em que está suspenso
(...) revelando bom gosto no seu acabamento e riqueza na ornamentação”

Palanquim Rede

A rede foi outro meio de transporte usado em quase toda a Ilha, na deslocação de pessoas.
Consistia numa espécie de maca formada de tecido de malha forte, fabricado na ilha, preso pelas
duas extremidades a uma vara que assentava no ombro de duas pessoas.
Os portadores trajavam camisa branca e calça da mesma cor ou preta, bota chã e chapéu de palha
fito na ilha. Levava sempre um bordão forquilhado que servia de apoio, de sustento da rede quando
em descanso.

Carro de cesto do Monte


“Assemelha-se a um canapé muito curto, feito de vimes,
bem forrado e almofadado, o qual está fixo a um trenó e
ligado a cordas; dois homens dão-lhe um empurrão e ele
desce a calçada pelo seu próprio peso (...) enquanto os
ditos homens seguram as cordas e correm atrás a grande
velocidade, fazendo o possível para evitar que o trenó se
precipite (...). Alguns destes veículos têm assentos duplos,
para quatro pessoas (...).”
Isabella de França, Jornal de uma Visita à
Madeira e Portugal, (1853-1854), p. 64

5 – Com base nos textos e nas gravuras, preencha a tabela:

Nome das
Gravuras

Descrição
85

Utilidade

6 – Procure informar-se sobre o carro de cestos do Monte na actualidade – percurso, utilização,


custos, etc. e registe as suas conclusões.
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__________________________________________________________________________________
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A força de tracção animal também foi utilizada no transporte de pessoas

trem Carro de bois

Este meio de transporte (trem), de Sem rodas, o caro de bois madeirense era
tracção animal, era formado por uma formado por uma caixa de madeira com
carruagem puxada por uma mula ou entrançado de vime, feito de madeira de
cavalo. castanheiro, til ou vinhático. Assentava em
Este veículo de rodas fazia a ligação molas sobre a soleira revestida revestida por
entre o Funchal, São Martinho, Câmara uma fita metálica.
de Lobos e outros locais. Partia do Largo O carro era puxado por bois e levava quatro
da Restauração onde fazia praça como pessoas em dois assentos fronteiros. Era
refere o Diário de Notícias de 1896: coberto por um toldo e cortinas.
“No próximo domingo por ser dia de Além do boieiro, cada carro era
festa do Espírito Santo, em São Gonçalo, acompanhado por um rapaz, candeeiro, que ia
haverá serviço de trens desde a entrada diante dos bois, com um trapo que molhava e
da cidade até ao Lazareto, das 4 horas da atirava de vez em quando para debaixo do
tarde até às 7 horas.” trenó a fim de o fazer deslizar melhor.

7 – Compare estes meios de transporte.


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__________________________________________________________________________________
________________________________________________________________
No séc. XIX, novos meios de transporte aparecem no Funchal: o comboio e o carro
americano.
Comboio
O projecto do caminho de ferro do Monte foi
aprovado em 1891. A sua construção fez-se por fases:
primeiro entre o Pombal e a Levada de Santa Luzia,
depois até ao Monte e em 1910 a linha expandiu-se até
ao Terreiro da Luta.
86

A 10 de Setembro de 1919 houve um grave acidente,


explosão de uma caldeira provocando vários mortos. Por
isso a sua circulação esteve interrompida até Fevereiro
de 1920.
Este meio de transporte manteve-se em
funcionamento até 1943, sendo definitivamente
substituído pelo automóvel. Dele ficou o nome da rua
que vai do Pombal até ao Monte – “Rua do Comboio”.

Entre 1896 e 1915, o Carro Americano ligou a Praça da


Constituição e o Pombal.
O Diário de Notícias de 4 de Junho de 1896, noticiou a
sua inauguração:
“Realizou-se, ontem, cerca da 1 hora da tarde, a
inauguração do carris de ferro americano entre a entrada
da cidade e o Pombal.
Vimos no carro, na primeira vez que chegou à entrada
da cidade, os directores da respectiva Companhia (...) e o
representante da Câmara Municipal deste concelho(...).
Em seguida foi posto à exploração do público(...). Um
curioso teve a pachorra de contar o número de
passageiros que ontem transitaram no Carro Americano
desde a 1 hora e meia da tarde às 7 horas e contou 268.”

8 – Explique a importância destes dois meios de transporte para o desenvolvimento do Funchal.


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__________________________________________________________________________________
________________________________________________________________
9 – Refira qual o meio de transporte que, além do automóvel , actualmente, faz a ligação entre a cidade
do Funchal e o Monte, inaugurado no ano 2000.
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O automóvel chegou à Madeira no princípio do séc. XX. Depressa se afirmou como o


principal meio de transporte público.

O Diário de Notícias de 22 de Janeiro de 1910 diz-nos


que foi i inglês Harvey Foster quem, pela primeira vez
trouxe à ilha este meio de transporte:
“Chegou ontem de Liverpool, a bordo do vapor inglês
Dahomey, duas caixas contendo um automóvel para Mr.
Foster, nosso hóspede que reside no New Reids Hotel.”
Só em Novembro de1907 chegou à cidade do Funchal
“um automóvel para o transporte de passageiros”, como
refere o mesmo periódico.

Um dos primeiros autocarros Praça de taxis junto ao palácio de S. Lourenço


87

“São esperados, brevemente, mais três automóveis para a empresa Funchalense, um dos quais
comporta 16 pessoas e sobe qualquer rampa”. Diário de Notícias, (2- 12-1907)
“A partir de segunda-feira próxima o carro de 24 pessoas da empresa Funchalense de
Automóveis fará duas viagens regulares até Câmara de Lobos com o número de passageiros que
comparecerem.” Diário de Notícias, (15- 3-1913)

10 – Faça um pequeno texto síntese sobre o automóvel tendo em conta o aspecto histórico e a sua
importância.
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__________________________________________________________________________________
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O barco, desde o início, foi o principal meio de transporte entre as povoações do litoral
Devido ao acidentado do solo e às poucas estradas, os transportes entre os vários concelhos
fazia-se principalmente por via marítima. Barcos à vela e a remo, os “carreireiros” eram utilizados
tanto no transporte de carga como de passageiros. Por falta de cais, os barcos tinham de ir à beira mar
onde as respectivas cargas e passageiros eram transportados às costas para terra por homens que a isso
se dedicavam. No Funchal, o desembarque era feito na praia chamada “calhau”.
O molhe da Pontinha :

“Na parte ocidental da baía do Funchal, vários rochedos formavam uma pequena abra, onde as
embarcações se abrigavam do mau tempo. Foi nesta ponta de rocha, chamada Pontinha, que
talharam o primeiro cais de desembarque, em 1766, protegido por uma muralha iniciada em 1757,
que ligava à terra o Ilhéu de São José (...).
Mas as obras na zona da Pontinha continuaram efectuando-se, entre 1885 e 1889, a ligação do
Ilhéu de São José ao de Nossa Senhora da Conceição, originando o primeiro porto de abrigo.
Entre 1934 e 1939, teve lugar a terceira fase de ampliação que incluiu a abertura de um túnel
através do Ilhéu de Nossa Senhora e, finalmente, de 1957 a 1962 (...) construiu-se o último troço do
molhe.”
Iolanda Silva, “Resenha Histórica” in Os Transportes na Madeira ,pp. 37 /38
88

O molhe da Pontinha em construção, 1.ª fase O molhe da Pontinha, 2.ª fase.

O cais da cidade:

“Em 1843, na Vereação da Câmara Municipal de 22 de Abril, ficou resolvido que, à frente
da cidade do Funchal, se construísse um cais de pedra, que iria permitir um maior movimento
de passageiros ( mas tornou-se impraticável). Em 1889 procedeu-se ai início dos trabalhos,
onde existiam vestígios da construção de 1843, ficando a primeira parte concluída a 27 de Abril
de 1892. Finalmente, em 1932, teve lugar o seu prolongamento em mais de 80 metros.”
Iolanda Silva, “Resenha Histórica” in Os Transportes na Madeira ,pp. 37

O desembarque no calhau O cais do Funchal com o pilar de Banger

11- Descreva o modo como as pessoas e mercadorias eram desembarcadas antes da construção do
molhe da Pontinha e do cais da Cidade.
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__________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________
12 – Faça uma barra cronológica sobre as fases da construção do molhe da Pontinha e do cais do
Funchal.
Datas

Acontecimentos

13 – Numa das gravuras pode observar o “Pilar de Banger”. Investigue e registe as conclusões do seu
trabalho sobre este pilar.

Data da sua construção

Quem o mandou construir

Que utilidade tinha


89

Com os transportes aéreos o Arquipélago viu diminuído o seu isolamento


A 22 de Março de 1921, desceu na baía do Funchal o primeiro hidroavião que realizou um voo
completo entre Lisboa e a Madeira, tripulado por Gogo Coutinho e Sacadura Cabral. Contudo, só a
25 de Março de 1949 é que, por iniciativa da companhia “Aquila Airways” de Lodres, amarou o
“Hampshire” fazendo o primeiro voo comercial experimental. Assim, a partir de 15 de Maio do
mesmo ano, iniciou-se uma carreira regular entre a Madeira e a Inglaterra, com escala em Lisboa.
Entretanto a Companha “Aquila Airways” foi substituída pela “Artop”, empresa nacional que,
na sua primeira viagem para a Ilha, perdeu o hidroavião “Porto Santo” a 9 de Novembro de 1958
que caiu no Oceano.
A Madeira não podia viver sem comunicações aéreas. A escolha recaiu no Porto Santo que no
dia 28 de Setembro de 1960 viu inaugurado o seu aeródromo.
As obras para a construção do aeroporto de Santa Catarina iniciaram-se a 5 de Junho de 1961 e
foi inaugurado a 8 de Julho de 1964. O Diário de Notícias do mesmo dia, refere-se a esse
acontecimento como “a data que muitas gerações de madeirenses irão lembrar com o início da
nova época que todos esperamos se abra agora à Madeira”.
O aeroporto de Santa Catarina sofreu várias ampliações sendo as últimas obras inauguradas no
ano 2000 tornando-o intercontinental.
14 – Faça uma tabela cronológica sobre as comunicações aéreas para o Arquipélago da Madeira.
Datas

Acontecimentos

15 – Explique a importância dos aeroportos do Porto Santo e da Madeira com o seu desenvolvimento
económico.
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__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
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90

Ficha de trabalho n.º 14 – O traje na Madeira

O traje da aristocracia madeirense seguia os modelos europeus


A Madeira, no século XVI teve uma grande relação com os principais centros europeus
devido à conjuntura económica da época. O Funchal era frequentado principalmente por
italianos e flamengos.
Ao analisarmos os testamentos e outros documentos de então, referentes à Madeira,
deparamo-nos com uma série de peças de vestuário que se encontram visualizadas no tríptico
flamengo “São Tiago, São Filipe e os Doadores”. Na parte referente à família de Simão
Gonçalves, identificamos as peças do trajo masculino e feminino da aristocracia do século XVI.
O traje masculino
“(...) em primeiro plano, o terceiro capitão donatário,
Simão Gonçalves da Câmara, de joelhos, traja camisa
branca franzida junto à pequena gola que sobe rente ao
pescoço (...). Sobre a camisa tem um gibão negro de
mangas compridas e bem justas ao punho. Por cima, um
saio acastanhado sem mangas e com bandas pretas,
descendo até cima dos joelhos. Colocada sobre os ombros
tem uma capa preta e a cobrir-lhe as pernas umas meias
calças castanho escuro. Calça sapatos de pele do mesmo
tom que as calças. À sua direita, seu filho (...) veste camisa
branca, saio verde escuro e um pelote bandado sem mangas
e de cor castanho escuro”.
Abel Fernandes e outros, O Traje na Madeira, p.156

O traje feminino
“Em primeiro plano, (…) a mulher veste camisa branca
decotada, cota negra com decote quadrado e mangas
compridas muito justas, guarnecidas no punho com renda
branca e sobre os ombros uma capa negra. Cabelo
apartado ao meio e preso em bandós sobre as orelhas.
Toucada com um coifa branca bem justa à cabeça e
mostrando as saliências laterais. A coifa está decorada
com um véu transparente que cobre a cabeça e enrola-se
no pescoço. (...) uma criança traja cota branca decotada de
mangas compridas e largas em forma de funil, opa
castanha decotada em quadrado à frente e atrás, sem
mangas (...)”
Idem, p. 159

1 – Identifique as principais peças do vestuário no século XVI.


Masculino Feminino
91

No século XVII o traje masculino e feminino sofreu grandes alterações

Gravura Traje masculino do séc. XVII Gravura do traje Masculino, séc. XVII

“O traje masculino, referidos nos testamentos, compunha-se de meias, ceroilas, camisa, almilha,
calção, gibão, roupeta, colete, capote, farragoulo, casaca, chapéu, sapato e bota.
As meias que se vestiam sobre as bragas, podiam ser de olaia fina, algodão, de renda de Flandres,
de seda preta, etc.
A camisa era uma peça que vinha do século anterior e desempenhava a mesma função. Sobre a
camisa e debaixo do gibão vestiam a almilha.
O gibão cobria os homens desde o pescoço até à cintura. Hans Sloane, em 1687 faz notar que
todos os comerciantes usavam gibão curto.
O calção e a roupeta generalizaram-se, usando-os todos os grupos sociais. O colete, peça de
vestuário curto e sem mangas, apertado ao peito e abotoado na frente é ainda pouco referenciado.
Por cima desta indumentária, o homem do século XVI, vestia, como agasalho, uma capa, um
capote, um farragoulo ou uma casaca.
Na cabeça usavam habitualmente um chapéu de origem e formato diversos.
Ovington, em 1689, observa que «as pessoas adoptaram uma maneira de vestir extremamente
solene, trajando todos de negro, à semelhança dos que desempenham a função sacerdotal».”
Idem, pp 174/179

2 – identifique as principais peças do vestuário masculino do século XVII


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______________________________________________________________________
3 – Descreva o traje usado pelas personagens das gravuras masculinas do século XVII.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
________________________________________________________________
O vestuário feminino compunha-se essencialmente Gravura de traje feminino no séc. XVII
de camisa de camisa, corpinho o corpete, saia, saio,
gibão, saínho, vasquinha e manto. Tal como o homem,
as mulheres costumavam vestir bonitos gibões. O seu
uso era generalizado tal como a saia, o saínho e a
camisa. Sobre estas peças, a mulher madeirense vestia o
manto, espécie de capa de cauda e roda.
Na cabeça usavam toalhas de cabeça, chapéus,
coifas.
Calçavam chapins, botinas e sapatos.
A menina usava vestido de duas peças com corpete
92

muito justo, em bico e sais dupla acolchoada em forma


de sino.
Idem, pp. 171/179/ 180

4 – Descreva a gravura
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__________________________________________________________________________________
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5 – Indique outras peças do vestuário feminino do séc. XVII.
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______________________________________________________________________
Novas transformações se deram na indumentária do século XVIII

Gravura de traje masculino do sé. XVIII Gravura de traje feminino do século X VIII

O traje masculino O traje feminino


O traje masculino madeirense Mulher rica vestia de pomposo traje e enfeitava-se de
do século XVIII consistia ricos adornos. Dona Inácia da Câmara e Vasconcelos, deixa
essencialmente de: casaca de pano em testamento as seguintes peças de vestuário e adornos: “8
forrado de seda ou de outra camisas de mulher; 6 panos de cabeça; 1 vestido, saia e
qualquer coisa, toda cosida e colete de baeta;1manto der sarja, 1 saia de crepe, 1 saia de
abotoada de tresol ou lã, véstia de seda parda, 2 sais de estofo, 1 saia de baeta preta, 1 capote
pano forrado de seda, calção de de pano preto, 1 capote de baeta azul e ainda 2 cordões no
três algibeiras e caseado nas valor de 88 000rs; 1 anel com uma esmeralda; cadeados de
pernas com os seus tufos, capa ouro no valor de 6 000rs; 2 pares de botões de 4 000
curta, capote de pano com capelo e rs; 3 oitavas de aljôfar miúdo;1 afogador com 30 pérolas
de camelão com forro guarnecido de 30 000rs.”
de ouro ou prata, capotinho As posturas de 1738 referem algumas peças de vestuário
pequeno de seda liso, sapatos de feminino: capote de mulher grande, saia de baeta, um manto
homem de cordovão com palmilha de mulher de seda ou sarja, justilho espartilhado e casaca de
e sola de fora, botas mouriscas, mulher.
botas de montar de bezerro. O calçado era composto por sapatos feitos com couro da
Na cabeça usavam cabeleiras terra preto, encarnado ou de qualquer outra cor, com
vindas do Continente ou palmilha e sola de fora, com salto de pau.
Inglaterra.

6 – Identifique as principais peças de vestuário do traje do século XVIII:


- masculino
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93

- feminino
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7 – Comente a frase: No século XVIII a mulher da aristocracia vestia-se pomposamente.
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No século XIX, o traje tende a tomar as formas actuais.


O inventário de bens de Henrique Crawfford feito em 1869, dá-nos uma listagem completa das
peças de vestuário do homem e respectivos atavios usados nessa época: jaqueta, colete, calças de
casimira, casaco de casimira, ,camisa e cuecas de pano de linho, colete de seda, colete de pano,
camisas de algodão, calças de pano da Rússia, capa de inverno, ceroulas, chapéus, gravatas , luvas
de lã, lenços brancos, polainas, botas, sapatos, chinelas, bandas de lã, botões de ouro e de pedra
branca para camisa, fivelas para suspensórios; bengalas de estoque, cana da Índia, marmeleiro, buxo,
de baleia e de aço; charuteira, luneta de prata galvanizada, sinetes de ouro baixo para relógio, óculos
de ouro, bolsa para dinheiro, anéis e cordões de ouro
Traje masculino de meados do século XIX Traje masculino dos fins do século XIX

8 – Descreva o traje masculino do século XIX, conforme as gravuras


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O traje feminino em meados do séc. XIX O traje feminino em fins do séc. XIX
94

O traje da mulher requintada era o seguinte:


“Para a cabeça – cabelos postiços, uma coifa para segurar os cabelos, dez alfinetes para o mês
mo uso (...) um chapéu com flores, frutos, pássaros e rendas (...).
Para o pescoço – um colar de pérolas e pó de arroz.
Para a toalete – camisa de rendas, colete de flanela, punhos de cambraia para a camisa, uma
anágua, uma saia, uma anágua com rendas, uma crinolina de aço para dar elegância, um vestido de
seda com três ordens de bordados, um espartilho de baleia destinado apertar, duas braceletes, um
broche de diamantes, calcinhas de renda, meias de seda, botinhas de tacão encarnado, ligas com
fivelas de prata, relógio de ouro com cadeias , um lenço de cambraia e um porta moedas.”
Abel Fernandes e outros, O Traje na Madeira, p. 255
9 – Descreva as gravuras correspondentes ao traje feminino do século XIX.
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No século XIX afirmou-se o traje regional ou popular.
O traje popular masculino era essencialmente um fato branco composto de camisa de linho ou
estopa, calção e colete do mesmo, carapuça pontiaguda no alto da cabeça e bota chã. Nas freguesias
de clima mais agreste, o fato de seriguilha era uma alternativa: Vestiam calças e colete deste tecido e
na cabeça a carapuça ou barrete de orelhas em lã escura.
A camisa, de fabrico caseiro, permitia uma fácil circulação do ar devido ao seu pitoresco feitio de
amplos bofes franzidos.
Os calções de linho puro ou misturado com estopa eram tufados e apertados na cintura por um
nastro amarrado à frente e franzidos no joelho.
O colete trazia-se sobre a camisa, aberto e descia até meio do tronco.
A cobrir a cabeça, conforme a localidade, colocavam um barrete de lã ou o tão apreciada
carapuça que se tornou a característica mais notável do traje madeirense.
Idem, p.296 - 298
Traje típico madeirense masculino Traje típico madeirense masculino Traje típico madeirense masculino de
de linho de linho seriguilha

A indumentária da mulher camponesa madeirense compunha-se de camisa, saia listada, mesclada


ou de barras, corpete vermelho, capa vermelha ou azul, carapuça e bota chã.
Traje regional de mulher Traje regional de mulher Traje regional de mulher
95

10 – Caracterize o traje regional:


- da mulher
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__________________________________________________________________________________
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- do homem
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__________________________________________________________________________________
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96

PROPOSTAS DE VISITAS DE ESTUDO

MUSEU DE ARTE SACRA

O Museu de Arte Sacra foi fundado a 1 de Junho de 1955 e instalado no antigo paço episcopal,
depois liceu, à rua do Bispo, n.º 21.
Neste museu estão reunidas várias colecções de objectos de arte que pertencem à Madeira e
constituem padrões vivos da sua História como pintura, ourivesaria, mobiliário, escultura, e
paramentos.

1 – Localize o Museu de Arte Sacra.


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2 – Refira as funções para que serviu este edifício.
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De entre as peças de ourivesaria, destaca-se a Cruz Manuelina


A Cruz Manuelina, mandada fazer no século XVI por D.
Manuel I e oferecida à Sé do Funchal, é de prata dourada.
Ao braços da cruz representam, em relevo, Jesus Cristo
no Horto, o beijo de Judas, a flagelação e o Ecce Homo.
No centro, a figura de Cristo, em alto relevo, está
encostada a uma decoração de folhas de carvalho.
Na outra face da cruz está a imagem de Cristo em pé
segurando na mão um globo e nos braços da cruz estão Cruz Manuelina
representados os quatro evangelistas.
No remate inferior, antes do nó, encontram-se as armas
reais de Portugal.
No pé da cruz aparecem umas ramadas de carvalho. O
nó ergue-se em forma de templo gótico com três andares
muito decorado com estatuetas cobertas por baldaquinos,
floreados, armas reais e esferas armilares.”

3 – Em relação à Cruz Manuelina, preencha a tabela:

Século Doador Matéria Prveniência

4 – Faça a descrição artística desta cruz.


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__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
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97

5 – Seleccione duas peças de ourivesaria de que mais tenha gostado e preencha a tabela:

Nome Século Matéria Proveniência Utilidade

Os paramentos que se encontram neste museu destacam-se pelo material em que


foram confeccionados

6 – Indique os materiais de que são confeccionados estes paramentos.


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7 – Indique o nome de alguns paramentos e qual a sua utilidade.
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__________________________________________________________________________________
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De grande valor artístico são as peças de escultura de vários séculos e de origem diversa

Escultura do século XVI Escultura do século XVII Escultura do século XVIII

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3

8 – Procure as esculturas aqui representadas e em relação a elas preencha a tabela:


Figuras Personagens Séculos Matéria
Fig. 1
Fig. 2
Fig. 3
98

9 – Distinga, no aspecto artístico, as esculturas dos séculos XVI, XVII e XVIII.


- Fig. 1
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__________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________
- Fig. 2
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___________________________________________________________________
- Fig. 3
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Entre os núcleos de obras deste museu é de grande destaque a pintura de diversa origem.

10 – Seleccione dois retábulos de diferentes escolas e preencha a tabela.

Retábulo Escola Século Assunto

11 – Descubra as personagens mais representadas nas pinturas.


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12 – Relacione a presença da pintura flamenga neste museu com a economia madeirense do séculos
XV e XVI.
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Avaliação
13 – Dê a sua opinião sobre a visita de estudo que efectuou destacando os aspectos positivos e
negativos.
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MUSEU DO VINHO
99

O vinho teve uma grande importância na economia da Madeira a partir do século


XVI. Por isso justifica-se a existência de um Museu do Vinho, na cidade do Funchal.

1 – Em relação a este museu, investigue e preencha a tabela.


Onde fica situado Quando foi fundado Quem o fundou

Lagar de vara com parafuso Borracheiros

Fig. 1 Fig. 2

2 – Identifique as gravuras.
- Fig. 1
__________________________________________________________________________________
- Fig. 2
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3 – Descreva a utilidade de cada um destes instrumentos.
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__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
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Neste museu encontra outros instrumentos relacionados com o cultivo da vinha, fabricação,
transporte e engarrafamento.

4 – Preencha a tabela identificando instrumentos relacionados com:

O cultivo da vinha A fabricação O transporte O engarrfamento

5 – Escolha um dos instrumentos e faça a sua representação visual.


6 – Exponha o seu trabalho no “placard” da sua escola.
100

Foram diversas as casas de fabricação e exportação do vinho da Madeira


7 – Refira o, nome de algumas dessas casas dos séculos XVIII e XIX.
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8 – Identifique algumas marcas de qualidade do vinho da Madeira.
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9 – Elabore um pequeno texto tendo em conta a seguinte ordem: cultivo da vinha, transformação em
mosto, transporte, maturação e exportação.
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10 – Informe-se sobre a crise da vinha no século XIX e descreva-a.
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Avaliação
13 – Dê a sua opinião sobre a visita de estudo que efectuou destacando os aspectos positivos e
negativos.
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101

QUINTA DAS CRUZES-MUSEU

A Quinta das Cruzes tem um longo historial e aí desenvolveram-se diversas actividades

Breve historial Breve estudo Arquitectónico


No local ou nas suas imediações, João É uma casa solarenga dos séculos XVII e
Gonçalves Zarco construiu uma residência. XVIII. Tem 3 pisos: rés do chão, primeiro
Em 1678, a propriedade desta quinta andar e torre. A fachada principal é do século
passou a pertencer ao Morgado dos XVIII, com um pequeno corpo avançado
Lomelinos. Em 1892 foi adquirida por assente sobre uma arcaria dos fins do século
Tristão Vaz Teixeira Bettencourt e Câmara XVII, que teria sido terraço e coberto no
e seus descendentes. Em 1909 foi século XIX. No primeiro piso existiam duas
instalação do “Club Madeira”. Em 1912 foi portas manuelinas que com as obras de
consultório do médico Nuno de adaptação a museu, foram transformadas em
Vasconcelos Porto. Em 1916 transformou- janelas.
se em casa de bordados de “ ª J. Froes e C.ª Nos jardins da Quinta, encontra-se a
Suc.” Em 1929 foi sede da “Banda Capela de Nossa Senhora da Piedade,
Municipal do Funchal”. Em 1838 a mandada edificar por Francisco Esmeraldo
comunidade alemã instalou aí uma escola. Correia Henriques em 1692. No seu interior
Em 1940 era uma pensão. Em 1945 foi sede encontra-se uma pintura em tela de Nossa
de uma fábrica de bordados da firma Senhora da Piedade da autoria de Bento
“Fortunato Eleutério Miguéis”. Finalmente, Coelho da Silveira e o túmulo, da época
em 1948 foi adquirida pela Junta Geral para manuelina, de Urbano Lomelino, fundador do
aí instalar um museu. Mosteiro de Nossa Senhora da Piedade de
Santa Cruz.

Gravura da Fachada Principal da Quinta Gravura da capela da Quinta

Fig. 1 Fig. 2

1 – Identifique as gravuras
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2 – Faça uma síntese do estudo arquitectónico do edifício principal.
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102

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3 - Em relação à capela, preencha a tabela:


A quem é dedicada Século da sua edificação Fundador

No Jardim arqueológico, montado a partir de 1956, destacamos os restos do pelourinho do


Funchal, duas janelas manuelinas, várias pedras tumulares, escudos com as armas nacionais e
diversos brasões.

4 – A seu gosto, escolha uma das peças do jardim arqueológico e faça a sua descrição.
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5 – Represente essa peça numa folha de desenho.

No interior da casa nobre deparamos com várias salas onde podemos admirar uma enorme
variedade de obras de arte de diversas épocas, estilos, materiais e origens.

6 – Sobre a observação geral que fez, preencha o esquema:


uma peça de cerâmica uma peça de ourivesaria uma peça de mobiliário

Origem

Material

Século

descrição

7 – Faça a representação visual de uma das peças numa folha de desenho.


8 – Em relação à visita que efectuou, apresente os aspectos que considera:
- positivos
103

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- negativos
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VISITA DE ESTUDO A UMA ESTÁTUA


1 – Faça a biografia da personagem representada.
Gravura da estátua a visitar

2 – Descreva o acontecimento histórico que mais directamente se relaciona com a estátua


representada.
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3 – Em relação à escultura indique:


material utilizado dimensões escultor data da inauguração

4 – Faça a biografia do escultor.


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__________________________________________________________________________________
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5 – Represente a estátua numa folha de desenho.


104

VISITA DE ESTUDO A UMA RUA

1 – Identifique o nome da rua a visitar.


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2 – Através de um pequeno questionário aos moradores, procure saber a razão do seu nome. Registe as
conclusões.
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3 – Relacione o nome da rua com a História local, regional, nacional ou internacional.
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4 – faça um levantamento relativo aos elementos que observa na rua:
Actividades económicas Edifícios públicos Residências

5 – Descreva o estado em que se encontra tendo em conta a higiene, arborização e estacionamentos.


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6 – A seu gosto, descreva um dos edifícios.
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7 – Represente-o numa folha de desenho.