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Ano VI • Nº 53 • Janeiro 2004 • R$ 9,00

www.embalagemmarca.com.br
Recuperação das margens
de lucro e lançamentos
premium ampliam
importância da embalagem
no mercado de

RECICLAGEM DE CAIXAS LONGA VIDA • LATAS DE AÇO SE RENOVAM


É aconselhável ter esperança
O ano parece estar co-
meçando no Brasil,
fato que assume grande
desta edição, com desta-
que na reportagem sobre
cervejas, de Leandro Ha-
lhinha de Taubaté, aquela
personagem de Luís Fer-
nando Veríssimo que acre-
importância, dada a demo- berli, e na relativa ao ve- ditava nas coisas mais ab-
ra com que costuma ocor- rão, de Guilherme Kamio. surdas, inclusive em pro-
rer. Como se sabe, por es- Em ambas, o que se perce- messas do governo. Mas
tas bandas o calendário be por trás das habituais queremos fazer aqui um
real não bate com o oficial, ações movidas pela sazo- voto de esperança no ano
e as atividades econômicas nalidade é uma tendência à que começa.
só se iniciam quando aca- inovação e à busca de ca- Qual é mesmo ele? Deve
ba o verão. minhos alternativos. ser 2003, pois esse número
Percebe-se por Há um certo clima de mu- Em suma, nota-se um sóli- aziago está sendo chama-
trás das habituais dança no ar. Já nos primei- do esforço para obter a do por muita gente de “o
ações movidas ros dias após os feriados consolidação e a sustenta- ano que não existiu”. Sen-
pela sazonalidade, prolongados de Natal e bilidade dos negócios. do assim, é aconselhável
uma tendência Ano Novo a redação to- Projeções empresariais e ter esperança em que será
mou contato com um ce- projetos governamentais um ano melhor. As alterna-
à inovação e à
nário movimentado por in- para o futuro próximo tam- tivas não devem sequer ser
busca de caminhos vestimentos, lançamentos bém levam a crer que imaginadas. Tóc-tóc-tóc!
alternativos. de produtos e projeções “desta vez vai”. Até fevereiro.
Será que “desta otimistas de crescimento. Talvez estejamos influen-
vez vai”? Isso está retratado ao longo ciados pelo espírito da Ve- Wilson Palhares
janeiro 2004
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

Reportagem

8 ENTREVISTA
Alfredo Sette, presidente
da Abipet, fala do cresci-
20 REPORTAGEM DE
CAPA: CERVEJA
Por trás das milionárias
redacao@embalagemmarca.com.br
Flávio Palhares
flavio@embalagemmarca.com.br
Guilherme Kamio
mento da presença e da campanhas publicitárias, guma@embalagemmarca.com.br
reciclagem das embala- “guerrra das Leandro Haberli Silva
leandro@embalagemmarca.com.br
gens de PET no país cervejas”
revela Colaboradores
Josué Machado e Luiz Antonio Maciel
estratégias
Diretor de Arte

12 INOVAÇÃO
Bandeira varejista Extra
lança, em parceria com
de reposicio-
namento de
marca e
Carlos Gustavo Curado
arte@embalagemmarca.com.br

Assistente de Arte
a Brasilata, edição limi- investimentos José Hiroshi Taniguti
tada de sabão em pó em embalagem
Administração
em embalagem de aço Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
Eunice Fruet (Diretora Financeira)
Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br
Karin Trojan

26 RECICLAGEM
Empresas nacionais se
unem para lançar
Wagner Ferreira
Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro
tecnologia inédita para a assinaturas@embalagemmarca.com.br
reciclagem de caixinhas Assinatura anual: R$ 60,00
longa vida Público-Alvo
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que
ocupam cargos técnicos, de direção, gerência

14 MERCADO
Latas e taças de vidro
destacam lançamentos
e supervisão em empresas fornecedoras, con-
vertedoras e usuárias de embalagens para ali-
mentos, bebidas, cosméticos, medicamentos,
materiais de limpeza e home service, bem
da Nestlé para o verão como prestadores de serviços relacionados
com a cadeia de embalagem.

Filiada ao

16 DISTRIBUIÇÃO
Coca-Cola
investe na
distribuição
das novas
garrafas
de vidro
28 ALIMENTOS
Requeijão Paulista
migra do vidro para
Impressa em Image Art 145 g/m2 (capa) e
Couché Mate 115g/m2 (miolo) da Ripasa
Impressão: Congraf
retornáveis um copo plástico da
de 1 litro na Huhtamaki com
praça do Recife propriedades multiuso EMBALAGEMMARCA é uma publicação
mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo
Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP
3 Editorial 30 Display Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
Atividade econômica começa Lançamentos e novidades – e
Filiada à
mais cedo em 2004 seus sistemas de embalagens

6 Cartas 32 Panorama
FOTO DE CAPA: STUDIO AG

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A opinião, a sugestão e os Movimentação na indústria de
O conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é
comentários dos leitores embalagens e seus lançamentos resguardado por direitos autorais. Não é permi-
tida a reprodução de matérias editoriais publi-
33 Painel Gráfico 34 Almanaque cadas nesta revista sem autorização da Bloco
de Comunicação Ltda. Opiniões expressas em
Novidades do setor, da criação Fatos e curiosidades do mundo
matérias assinadas não refletem necessaria-
ao acabamento de embalagens das marcas e das embalagens mente a opinião da revista.
duo e contínuo que a equipe de EM- isso, quero registrar minha satisfação
BALAGEMMARCA tem desenvolvido quando leio EMBALAGEMMARCA. De-
desde seu primeiro exemplar! Para- finitivamente, a revista não apenas
béns, mais uma vez, pela determina- forma opiniões, mas sim, registra,
ção e profissionalismo. concretiza, divulga-as e lhes dá con-
Silvia Fukuda sistência e, principalmente, credibili-
Marketing dade. Parabéns. Abraços a todos.
Incom Marco Antonio Dias de Oliveira
São Paulo, SP Diretor Comercial

P arabéns pela excelente revista,


E-Packing Group
São Paulo, SP

Parabéns
que na minha opinião é a melhor re-
vista do setor de embalagens. A em- P arabéns pelo conjunto da revista.

G ostaríamos de agradecer todo o


apoio que a Bloco de Comunicação
presa em que trabalho recebe a revis-
ta de vocês todos os meses mas, ain-
da assim, resolvi assiná-la, pois eu
É notório o equilíbrio entre a infor-
mação, a publicidade e a propaganda.
Vocês conseguem fazer sempre o me-
nos proporcionou em 2003 e parabe- acho que é o tipo de revista que vale lhor. Felizes os leitores.
nizá-los pelo excelente trabalho. a pena ter em casa, para uma coleção. Roberto Inson
Atualmente, EMBALAGEMMARCA ca- Laís Loureiro Gerente de Marketing
racteriza-se como uma mídia que Depto. de Design de Produto Multiformas Formulários
consegue reunir alta qualidade de in- Gerencial Merchandising São Paulo, SP
formação, seriedade e comprometi- Belo Horizonte, MG
mento com seus leitores e anuncian-
tes. Isto sim é um case de sucesso!
Principalmente, por nós, anunciantes
N ão podemos deixar de reconhe-
cer empresas, grupos ou pessoas que
Estudos e consultas

A gradecemos o envio da EDIÇÃO

"
e parceiros, sabermos do trabalho ár- formam opiniões no mercado. Por ESPECIAL LUXO EMBALAGEMMARCA.

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Aproveitamos para parabenizá-los rias com enfoque angular de inúmeros
pela excelente publicação, que enri- setores. Ressalto que EMBALAGEM- CORREÇÃO
quecerá o acervo específico de nossa MARCA tem me servido com subsí-
biblioteca e será de grande valia para dios para minhas ações profissionais Termo-encolhível
estudos e consultas por parte dos cor- dentro da estratégia de marketing. Na nota publicada na pág. 58 da
pos docente e discente deste centro. Boa sorte a toda equipe de grandes edição de outubro (nº 50) está in-
Leila Rabello de Oliveira profissionais de EMBALAGEMMARCA. formado, erradamente, que o ró-
Bibliotecária chefe Marcos Jankevicius tulo termo-encolhível do frasco
Centro Universitário Publicitário de polipropileno (PP) do Sal Li-
Belas Artes de São Paulo São Paulo, SP quido Cisne é de BOPP (poli-
propileno bi-orientado), da
São Paulo, SP
MENSAGENS PARA EMBALAGEMMARCA Propack. A informação corre-
ta, e mais completa, fornecida
Credibilidade, criatividade etc. Redação: Rua Arcílio Martins, 53 pelo gerente de vendas da

G ostaria de elogiar a edição de ou-


tubro (nº 50), que se destacou pela
CEP 04718-040 • São Paulo, SP
Tel (11) 5181-6533
empresa, Roberto Brandão,
é que o rótulo “foi impresso
em flexografia em quatro co-
Fax (11) 5182-9463
beleza e criatividade. res em filme de PVC mono
redacao@embalagemmarca.com.br orientado com 55 % de enco-
Mônica Ritter
As mensagens recebidas por carta, e- lhimento. Isso permitiu a de-
Sunnyvale
mail ou fax poderão ter trechos não es- coração total da embala-
São Paulo, SP gem, apesar de seu formato

P
senciais eliminados, em função do es-
diferenciado. Em função
paço disponível, de modo a dar o maior
arabenizo-os pela edição come- do perfil do frasco, a arte
número possível de oportunidades aos
morativa de nº 50 (outubro de 2003). foi previamente distorcida
leitores. As mensagens poderão tam- por anamorfismo para ob-
Pela qualidade editorial cada vez me-
bém ser inseridas no site da revista tenção da melhor imagem
lhor e também pela diagramação,
(www.embalagemmarca.com.br). após o encolhimento”.
além do fato de a revista trazer maté-
entrevista

Há espaço para crescer urpreende observar a rapidez com

S
que o polietileno tereftalato, mais
conhecido pela sigla PET, se trans-
formou numa das principais maté-
rias-primas de embalagens. A resi-
na, desenvolvida no início da déca-
da de 40 e estreada industrialmente pelo
ramo têxtil após a Segunda Guerra, passou a
servir de base para a fabricação de recipien-
tes somente a partir da década de 70. No
Brasil ela começou a se difundir apenas
uma década atrás, numa massificação capi-
taneada pelos refrigerantes. Cativado esse
mercado, a cadeia do PET agora busca ex-
pandir seus negócios junto a indústrias
como as de cosméticos e a farmacêutica.
Quem fala da investida sobre essas searas,
bem como de outras questões em voga a
respeito do PET, como reciclagem e novas
tecnologias de envase, é Alfredo Sette, pre-
sidente da Abipet – Associação Brasileira da
Indústria do PET, entidade que reúne a ca-
deia de valor da resina e que sucede a Abe-
DIVULGAÇÃO

pet – Associação Brasileira dos Fabricantes


de Embalagens PET. “O PET vem ganhan-
do a preferência daquele que é decisivo para
ALFREDO SETTE, o sucesso das embalagens, o consumidor,
mesmo quando ele é bombardeado por pro-
presidente da Abipet, fala pagandas massivas de outros materiais”,
da expectativa da cadeia dispara o executivo.

de valor do PET de Apesar de ser o material de embalagens


crescimento das “caçula” no país, o PET parece não ter
mais grande potencial de crescimento em
aplicações dessa resina segmentos que viraram cativos para si,
como o de refrigerantes. Essa sensação cor-
em embalagens, não
responde à realidade?
somente em mercados O PET para embalagem popularizou-se no
Brasil apenas a partir de 1993, quando acon-
nos quais ela já teceu o grande movimento das fabricantes
conquistou boa de refrigerantes para as embalagens de PET.
Ainda é considerado incipiente o uso da em-
participação, mas também balagem de PET no Brasil para outros usos
em novas áreas, que não refrigerantes. O PET conquistou
cerca de 77% do mercado de refrigerantes,
quem sabe até com uma número muito significativo e que, natural-
maior participação do mente, limita maiores crescimentos. Em ou-
tro nicho do mercado de bebidas, o de água
material reciclado mineral, mais de 50% da comercialização é

8 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


feita em garrafões de 20 litros, recipientes Que outros segmentos do mercado nacio-
atendidos pelo PET há apenas dois anos. nal o senhor acredita abrigarem potencial
Existe, portanto, bom espaço para crescer para embalagens desse material?
nesse segmento. Bebidas como os ices, que estão na moda,
podem usufruir os benefícios do PET para
Um esforço recente das embalagens de embalagem. E isso já está acontecendo. Be-
PET é a conquista de maior espaço na área bidas destiladas estão aos poucos migrando
de farmacêuticos, na substituição de fras- para o PET e há a promessa do mercado
cos de vidro. Como está esse mercado para cervejeiro, que já dispõe de várias alternati-
as embalagens do material? vas caso queira utilizar o PET como emba-
A indústria farmacêutica descobriu dois im- lagem. E além dos já citados cosméticos e
portantes benefícios da embalagem de PET: medicamentos, já é bastante comum encon-
leveza e resistência. Eles são importantes trarmos nas gôndolas produtos de limpeza
para a redução de custos e para a segurança, envasados em PET.
fator que tem conduzido as pesquisas para
embalagens do setor. A leveza proporciona O envase asséptico, o envase a quente e ou-
economia graças à facilidade no tras tecnologias de enchimento de
transporte e no armazenamento. Por garrafas de PET com esterilização
sua vez, a resistência também gera Destilados são atualmente coqueluches em mer-
economia, já que uma caixa que ve- cados internacionais, permitindo,
nha a cair da prateleira não represen-
estão migrando por exemplo, a obtenção de recipien-
tará perda de material. A segurança para o PET e há a tes de PET longa vida para produtos
fica tremendamente reforçada. Para o promessa do mer- lácteos. O senhor vê essas tecnolo-
consumo de resinas, o setor farma- gias como tendências para o merca-
cêutico ainda representa pequena
cado cervejeiro, que do brasileiro?
parcela, mas cada vez mais medica- já dispõe de várias Conforme já disse, existem vários
mentos adotam embalagens de PET, alternativas caso segmentos de mercado que podem
fazendo dessa resina um dos mate-
queira utilizar o PET usar a embalagem PET, mas em al-
riais de embalagem de maior cresci- guns casos a substituição das embala-
mento no segmento farmacêutico. como embalagem. E gens tradicionais desses segmentos
já é comum encon- depende também de investimentos
A difusão do PET no mercado de trarmos produtos em linhas de produção que sejam
cosméticos de alto valor agregado adequadas para operar com novas
vem sendo cada vez mais festejada de limpeza envasa- tecnologias de envase. Aliás, embala-
pelos transformadores e pelos forne- dos em PET gens de PET para essas novas aplica-
cedores de resinas na Europa e nos ções já estão disponíveis no Brasil.
Estados Unidos. Que perspectivas o
senhor vê para esse movimento no Brasil? O PET é majoritariamente utilizado para a
A indústria brasileira de cosméticos já utili- fabricação de frascos e garrafas. Há mui-
za o PET e está se valendo dos benefícios da tos mercados para os quais esses formatos
resina em suas embalagens. Assim como no não são muito adequados, como aqueles
mercado para fármacos, a resistência e a le- que utilizam estojos, em sua maior parte
veza são fatores importantes, mas, no caso celulósicos. A indústria do PET contempla
dos cosméticos, o design é fator primordial. a alternativa de atacar essa área?
O PET facilita o trabalho dos designers, A embalagem PET pode ser obtida além
uma vez que proporciona brilho e transpa- dos processos de injeção e sopro por extru-
rência aliados a uma grande facilidade para são, oferecendo boas alternativas para, por
a obtenção de formas e cores variadas, e exemplo, vacuum forming. Cabe lembrar
pode acondicionar diversos produtos. Cer- que, partindo da chapa de PET, todas as de-
tamente o segmento cosmético está atento mais etapas de produção (impressão e cor-
às tendências e teremos, no Brasil, movi- te) utilizam equipamentos comuns às de-
mento similar. A total reciclabilidade da em- mais resinas plásticas, não sendo demanda-
balagem PET é outro fator de destaque. dos investimentos extraordinários.

jan 2004 • EMBALAGEMMARCA – 9


Há bom tempo fala-se muito sobre a possi- Uma das maiores fabricantes de cordas no
bilidade de faltar matéria-prima para su- Brasil, associada à Abipet, é pioneira na uti-
prir o mercado nacional de transformação lização de PET reciclado em sua produção.
de PET. Como o senhor vê isso? Filmes para termoformagem e chapas para
Os fabricantes brasileiros de resina já têm sinalização, boxes e muitos outros usos são
planos de expansão. Certamente esse não obtidos através da extrusão do PET recicla-
será um evento importante. do. Utilidades domésticas e peças diversas
podem ser produzidas a partir da injeção do
Como tem evoluído o índice brasileiro de material. A demanda por embalagens de
reciclagem de embalagens de PET nos últi- PET reciclado é muito maior que a sua ofer-
mos anos? ta no mercado, e a implantação do sistema
A reciclagem de PET no Brasil cresce cer- bottle-to-bottle constituirá mais uma forma
ca de 20% ao ano. Com o volume de de reciclagem, devendo sempre vir acom-
105 000 toneladas recicladas em 2002 re- panhada de um programa próprio de coleta
gistramos um índice de 35%, o que nos co- – isto sim é o grande limitador do processo
loca em boa situação perante os mercados de reciclagem.
nacional e mundial. Vale lembrar que
uma diretiva européia pretende ter, Há rumores de que os fabricantes de
para 2005, um índice de reciclagem A reciclagem latas de aço querem aprovar no Bra-
para plásticos em geral de 25%. sil uma legislação ambiental que res-
de PET no Brasil trinja o uso de garrafas PET no mer-
Os projetos de reciclagem de PET cresce cerca de cado de óleos comestíveis. A Abipet
são conhecidos por resultarem na 20% ao ano. Com o teme essa possibilidade? Em algum
produção de roupas, cerdas de vas- país do mundo o PET enfrenta esse
volume de 105 000
soura, artesanatos e outros itens. Um tipo de restrição?
caminho mundial, no entanto, é o uso toneladas recicla- Sabemos que quem escolhe a emba-
crescente dos processos que permi- das em 2002 regis- lagem é o consumidor, que pondera
tam obter novas embalagens, como o tramos um índice de todos os aspectos envolvidos e a em-
chamado bottle-to-bottle, que recicla balagem PET tem se mostrado imba-
garrafas para a produção de novas 35%, o que nos tível, sempre ganhando a preferência
garrafas. Quando veremos essas tec- coloca em boa do consumidor, mesmo quando este é
nologias se difundirem no Brasil? situação perante os bombardeado por propagandas mas-
A tecnologia bottle-to-bottle já é co- sivas de outros materiais. Não acredi-
nhecida e dominada, mas no Brasil é
mercados nacional to que as regras de mercado possam
direcionada para a produção de em- e mundial ser alteradas por restrições legislati-
balagens para produtos não-alimentí- vas. A embalagem PET está presente
cios, em razão de determinação da em 80 países, não faltando nesta rela-
Anvisa de que somente material virgem ção nenhum dos países desenvolvidos.
veja mais: www.embalagemmarca.com.br

pode entrar em contato direto com alimen-


tos. O motivo de tal determinação é o cui- Por que a Abepet adotou o nome Abipet?
dado com a saúde pública. Aquela agência Quando a Abepet foi fundada, em 1995,
analisa atualmente alguns projetos a ela seus criadores eram somente fabricantes de
submetidos, mas é preciso imenso cuidado garrafas. O mercado de então era muito di-
quanto à certeza de eliminação de toda im- ferente. AAssociação cresceu e passou a in-
pureza ou de todo contaminante que possa tegrar toda a indústria do PET, desde os fa-
vir a constituir risco à saúde. Por outro lado, bricantes da resina virgem até o reciclador
a reciclagem de PET atende uma gama bas- do material pós-consumo, passando pelos
tante grande de usos. Ela dá origem à fibra transformadores e sopradores. Para identifi-
de poliéster, que atende a qualquer segmen- car melhor a entidade, aperfeiçoar seu foco
to do setor têxtil. Tapetes e carpetes, inclu- de atuação e abranger em sua nomenclatu-
sive automotivos, mantas geotêxteis, teci- ra toda a cadeia foi feita a alteração e passa-
dos e malhas são alguns exemplos de pro- mos a assinar Abipet – Associação Brasilei-
dutos fabricados com a fibra reciclada. ra da Indústria do PET.

10 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


inovação

Quebra de Rede Extra inova ao


lançar detergente

paradigma em pó acondicionado
em lata de aço

entro da cada vez mais in-

D tensa tendência de segmen-


tação de marcas e de diver-
sificação de apresentações,
o Grupo Pão de Açúcar tomou recente-
mente uma iniciativa inovadora, talvez
até classificável como ousada. Rom-
pendo com alta visibilidade os padrões
da categoria de produtos, o grupo lan-
çou, dentro de sua linha de marcas pró-
prias da rede de hipermercados Extra,
um detergente em pó acondicionado em
lata de aço, desenvolvida pela Brasila-
ta. Ao que se tem notícia, essa é uma
forma de uso até agora inédita no mun-
do.
Antonio Carlos Teixeira Alvares, di-
retor superintende daquela indústria
metalgráfica, entende que o lançamento
do detergente em pó Extra “talvez não
venha a se tornar um padrão de acondi-
cionamento para a categoria sabão em
pó, mas sem dúvida abriu um espaço
que antes não existia para a lata e mos-
tra que, quando se trata de embalagens
– um dos instrumentos mais fortes do
marketing –, vale a pena inovar e que-
brar paradigmas”. Entusiasmado com a
boa receptividade demonstrada inicial-
mente pelos consumidores, Teixeira
acredita que, “devido à sua grande fun-
cionalidade, em curto prazo a novidade
poderá conquistar uma fatia de 5% do
mercado de sabão em pó”.

Ambientes agressivos
Segundo a Brasilata, a embalagem ga-
rante um efeito barreira contra a absor-
ção de umidade pelo produto. Isso
FOTOS: DIVULGAÇÃO

ocorreria porque não só o corpo da lata,


mas também a tampa e o fundo, são re-
vestidos com um verniz especial, para
resistir aos ambientes agressivos de la-

12 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


vanderias. Para deter de forma mais efi-
caz também a oxidação, a tradicional
solda do corpo da lata foi substituída
por agrafagem com material termoplás-
tico.
O sistema de fechamento, batizado
pela Brasilata de Bat-plus, é constituído
por uma tampa plástica transparente
que permite visualizar o produto, cuja
concepção foi inspirada no sistema Bi-
plus, também desenvolvido pela empre-
sa e ganhador de diversos prêmios na-
cionais e internacionais (ver o quadro).
O novo fechamento tem o cordão do
anel localizado na parte externa, para
evitar retenção residual do produto den-
tro da lata, após a sua utilização. O anel
possui ainda uma pequena convexidade
(em forma de funil) para direcionar a
saída do produto envasado. É fabricado
em folha de aço reforçada (espessura
0,27mm), produzida pela CSN. Para
esse novo anel, foi desenvolvida uma
nova tampa plástica, com perfil adequa-
do ao cordão externo.

Fechamento: tampa
Bat-plus transparente
Tintas rendem novos prêmios permite visualizar o
produto
A Brasilata acaba de ganhar templada. Outra conquista da
novos prêmios por suas solu- empresa também diz respeito
ções em embalagens. Primei- ao setor de tintas: o Prêmio
ro, a empresa abocanhou o Artesp (Associação dos Re-
prêmio anualmente concedido vendedores de Tintas do Esta-
pelo Sindicato das Indústrias do de São Paulo), ganho pelo
de Tintas e Vernizes do Esta- terceiro ano consecutivo. Os
do de São Paulo (Sitivesp) ao lojistas entenderam que as li- Brasilata
seu melhor fornecedor de em- nhas de latas Plus e Biplus www.brasilata.com.br
(11) 3611-8122
balagens metálicas. É a 14ª são as que oferecem a melhor
vez, em quinze edições do praticidade e o melhor manu- CSN
prêmio, que a Brasilata é con- seio no mercado. www.csn.com.br
(11) 3049-7188
mercado

Vida após a mesa


Edições limitadas de sorvetes apelam ao reuso da embalagem
ara grande parte do setor pro-

P dutivo a sazonalidade da ativi-


dade econômica empurra para
o último trimestre do ano o pe-
ríodo de maior faturamento. Determinados
negócios, no entanto, dependem mesmo
das estações climáticas. É o caso de indús-
trias como as de sorvetes: nos primeiros
meses do ano, com o verão, têm seu melhor
momento e, claro, fazem lançamentos.
Na atual temporada, duas novidades de
um grande nome desse mercado, a Nestlé,
chamam a atenção pelo caráter de edições
limitadas, que trazem como fortes chamari-
zes de venda suas apresentações, nas quais
Lata promocional:
se destacam embalagens especiais. reuso, presente
ter outras utilidades após o consumo”, co-
e coleção menta Eduardo Meirelles, gerente de pro-
Tradição paulistana duto da Sorvetes Nestlé. Além do apelo de
Com vistas ao aniversário de 450 anos da M Design reutilização, o capricho do projeto da emba-
cidade de São Paulo, a empresa está colo- (11) 3833-0969 lagem estimula a compra para presentear e
cando no mercado uma edição promocio- www.mdesign.art.br colecionar.
nal, com sorvete no sabor crocante, em po- Metalgráfica Itaquá
tes de aço de 1,2 litro especialmente deco- (11) 4648-2699 Taça é nossa
rados com imagens alusivas à “terra da ga- www.metalgraficaitaqua.com.br Também explorando o apelo de reuso da
roa”. Fornecidos pela Metalgráfica Itaquá, Nadir Figueiredo embalagem, outro destaque da Nestlé é a li-
os recipientes reproduzem, em litografia, (11) 6967-1633 nha Sedução Collection, lançada nas ver-
www.nadir.com.br
tradicionais pontos turísticos da capital pau- sões Mousse de Chocolate e Creme Silves-
lista, um trabalho assinado pela M Design. tre, com previsão de perma-
A agência, que desenvolve o visual nência no mercado por três
de todas as embalagens dos sorvetes da meses. Sua apresentação é
Nestlé, criou quatro versões de layout fruto de parceria com a Na-
para as latas, todas em tons de vermelho dir Figueiredo: consiste
e de preto, numa alusão à bandeira do Es- num pack que aglutina três
tado. Elas trazem fotografias antigas do taças de vidro com desenho
Viaduto do Chá, da Praça da Sé, da Aveni- exclusivo, “um presente para o
da Paulista e do Teatro consumidor”, nas palavras de Meirelles.
Municipal, referenciais De acordo com o executivo da Nestlé,
da cidade. Ilustrações os dois lançamentos servem para mostrar
contemporâneas dessas que as edições especiais são hoje uma fer-
localidades acompanham ramenta indispensável para a indústria de
as fotos em branco e sorvetes. “Cada vez mais os consumidores
FOTOS: DIVULGAÇÃO

preto, proporcionando um buscam produtos inovadores, diferencia-


contraponto entre tradi- Linha Sedução: dos, e as edições limitadas cumprem a fina-
ção e modernidade. “Essa lata oferece uma “Presente para lidade de atendê-los, surpreendê-los e, con-
lembrança do aniversário da cidade e pode o consumidor“ seqüentemente, agregar valor à marca.”

14 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


distribuição

Pouso no NE
Coca-Cola difunde nova retornável em Pernambuco
plano da Coca-Cola de engrossar

O a participação das embalagens


retornáveis, como forma de au-
mentar as vendas entre as classes
de menor poder aquisitivo e, assim, tentar
frear o avanço das marcas regionais, está
dando as caras no Nordeste.
Depois do Rio de Janeiro e de Belo Hori-
zonte, Recife é o alvo da vez. Ações de mer-
chandising estão sendo feitas na capital per-
nambucana para destacar o apelo econômico
da garrafa de vidro retornável de 1 litro da
bebida, numa parceria da Coca-Cola com a
fornecedora regional dessa embalagem, a
Companhia Industrial de Vidros (CIV).

Preço simbólico
Sob o slogan “Poder levar a Coca-Cola para
casa por um desembolso menor”, as ações já
contam com o apoio dos supermercados
Arco Íris, Carrefour, Bompreço e Pão de
Açucar, além de estabelecimentos de menor
porte, nos quais é possível efetuar a troca de
vasilhames da bebida.
Os cascos são vendidos pelo preço sim-
bólico de 10 centavos, e o litro de Coca-
FOTO

Cola, para quem já os possui, custa atraentes


: STU

99 centavos.
DIO A

Um arsenal de peças de apoio nos pontos-


G

de-venda, como faixas, cartazes, wobblers,


flyers e displays, foi projetado para chamar a
atenção dos consumidores. Em adição, pro-
motoras divulgam a novidade nas lojas e
uma blitz itinerante visita os pontos-de-
venda participantes.
A CIV, por sua vez, também está reali-
zando ações promocionais que acontecem
juntamente com a apresentação dos vasilha-
mes nos revendedores de grande giro. O ob-
jetivo é chamar a atenção do público para a
garrafa de vidro de 1 litro, que, segundo a vi-
draria, “é retornável, totalmente reciclável,
proporciona preço final menor e garante um
uso racional da embalagem.”

16 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


Números mostram uma resposta conside- Baumann Thermofilms
rável à estratégia das retornáveis. Desde que (11) 4337-1990
www.filmesbaumann.com.br
foram relançadas no Recife, há doze meses,
elas ampliaram sua participação no mercado Cisper
(11) 6542-8000
de 1 500 para mais de 4 300 clientes e seu www.cisper.com.br
share no mercado recifense de refrigerantes
CIV
cresceu de 0,28% para 2,22%, segundo esti- (81) 3272-4484
mativa da AC Nielsen. www.civ.com.br
Mitri
Dobrar é a meta (14) 3252-3977
www.mitri.com.br
Segundo a Refrescos Guararapes, fabricante
de Coca-Cola nos Estados de Pernambuco e Narita
(11) 4352-3855
da Paraíba, o objetivo é dobrar essa partici- www.narita.com.br
pação ainda em 2004. Para tanto serão reali-
Plásticos Scipião
zados investimentos em novos vasilhames, (11) 3836-1533
materiais de ponto-de-venda e ações de mer-
Takano
chandising, ampliando a visibilidade do re- (11) 5694-9999
torno dessas embalagens ao público. www.takano.com.br

Coca-mimo informa a data


Para presentear sas, que se conse-
seus parceiros co- gue aplicar no
merciais no fim de Brasil um rótulo
2003, a Coca-Cola de PVC desse tipo
lançou mão de um com porcentual de
criativo brinde: encolhimento de
uma garrafinha de mais de 50%. Para
sua bebida cujo vestir a garrafinha
rótulo, de filme de vidro de 237ml,
plástico termoen- fabricada pela Cis-
colhível, tem es- per, a Takano pro-
tampado um ca- duziu o fotolito e
lendário de 2004. cuidou da distor-
Apesar do caráter ção de imagens,
não-comercial, tal enquanto a Bau-
embalagem trouxe mann Thermofilms
à luz duas novida- forneceu o filme
des. De acordo de PVC e o sol-
com as empresas vente para a sol-
envolvidas em sua da. A impressão e
obtenção, trata-se a confecção dos
da primeira garra- rótulos ficaram a
fa com rótulo cargo da Plásticos
“sleeve full body” Scipião, e sua
DIVULGAÇÃO

(que envolve o re- aplicação nos re-


cipiente por intei- cipientes foi feita
ro) totalmente pro- através de máqui-
duzido, aplicado e nas da Narita.
encolhido por em- Para o encolhi-
presas brasileiras. mento, utilizou-se
E é também a pri- tecnologia da
meira vez, dizem Mitri, de Pedernei-
as mesmas empre- ras (SP).
CONGRAF

18
CONGRAF

19
cerveja

Guerra das
Indústria cervejeira aposta em marca e em em
Por Leandro Haberli
omo até os abstê- constituiu apenas um fenômeno publicitá-

C mios puderam per-


ceber, o mercado de
cervejas viveu re-
centemente um dos períodos
rio. Aquela que vem sendo considerada a
maior disputa do mercado brasileiro desde
as acusações de monopolização surgidas
com o anúncio da fusão de Brahma e An-
mais agitados dos últimos anos. tarctica, em julho de 1999, seria antes de
Pontos de participação que repre- tudo uma bem-sucedida estratégia de re-
sentam vendas de milhões de reais posicionamento de marca.
trocaram de mãos em velocidade
recorde, num processo que culmi- Busca por rentabilidade
nou com a Nova Schin tomando da Nesse sentido, o exemplo da Nova
Antarctica o posto de terceira marca Schin ilustra antes de mais nada um es-
mais consumida do país, atrás apenas forço de recuperação das margens de
de Skol e Brahma. Com isso, a Am- lucro a partir de investimentos naquilo
Bev acabou amargando a menor parti- que se convencionou chamar de maior
cipação no cenário nacional desde patrimônio das empresas: suas mar-
sua criação, há três anos e meio – cas. Trata-se de um empenho que
62,6% em novembro último, contra não é exclusivo do Grupo Schinca-
a média histórica de mais de 70%. riol, mas se estende a todo o merca-
Tamanha movimentação aca- do cervejeiro.
bou suscitando uma dúvida: o que Na busca por maior rentabilida-
ocorreu é apenas mais uma batalha de, outras formas de atrair os con-
AG

publicitária, dentro da permanente sumidores ganham notabilidade


IO
UD

“guerra das cervejas”? Ou será além das milionárias campanhas


ST

algo mais estratégico, com vistas a publicitárias. Edições especiais e


(re)posicionamento de marcas? ações de segmentação de mercado
No noticiário econômico e até e de extensão de marca baseadas
nas conversas de botequim, a pri- em produtos com maior valor per-
meira opção parece ter sido a mais cebido ganham importância cres-
aceita, com boa parte das análises cente na indústria cervejeira, num
apontando para o chamado “fenô- processo que favorece o surgimen-
meno experimenta”, numa refe- to de novas oportunidades para o
rência ao mote criado para a cam- setor de embalagem.
panha de mídia da nova marca do Exemplo dessa tendência e do
Grupo Schincariol, que teve inves- que ela pode representar em termos
timentos anunciados de 140 mi- de apresentações mais nobres e
lhões de reais. chamativas é o crescimento do
Tal aporte em comunicação chamado mercado super pre-
sem dúvida ajudou a empresa de mium de cerveja. Já se es-
Itu (SP) a alcançar a inédita parti- tima que essa categoria,
cipação de mais de 15% das ven- cujos produtos custam
Nova Schin: salto
das de cerveja no Brasil. Mas impulsionado por em torno de 20% a
para quem acompanha o dia-a-dia estratégia de mais do que a marca
da indústria cervejeira, a movi- (re)posicionamento líder, tenha alcança-
mentação dos últimos meses não do participação de 5%

20 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


margens
balagem para ampliar rentabilidade

do setor no Brasil. É um espaço nada des-


prezível, sobretudo quando se considera
que as vendas de cerveja caíram 4% em
2003, quando a produção nacional recuou
para um patamar de pouco mais de 8 bi-
lhões de litros.
“Além de mostrar que o mercado cer-
vejeiro está menos comoditizado do que se
imagina, os nichos de maior valor agrega-
do se tornaram uma das melhores manei-
ras de recuperar as margens perdidas nos
últimos anos”, atesta Alexandre Loures,
gerente de comunicação da AmBev.
Para provar sua tese, o executivo lança
mão de uma série de ações empreendidas

VAIVÉM DO MERCADO DE
CERVEJAS NO 2º SEMESTRE DE 2003
Participação dos fabricantes no mercado nacional (%)

Variação de
novembro
em relação
à setembro

66,1 63,8 62,6 -5,5%

11,9 12,4 0%
12,4

11,5 14,1 15,2 32%

SET OUT NOV


INSTITUTO ACNIELSEN

AmBev
Molson
Schincariol
recentemente pela dona das marcas An- O case da Bohemia Weiss não deixa
tarctica, Brahma e Skol no mercado de dúvidas quanto a essa constatação. “Do
cervejas diferenciadas. Exemplos são a processo de fabricação da cerveja à garra-
Skol Beats, vendida na premiada garra- fa e a seus complementos, esse foi um típi-
fa sinuosa de 330ml da Cisper e cujas co lançamento que teve tudo de especial”,

BLOCO
vendas cresceram sete vezes no ano sintetiza André Liberalli, executivo da
passado, além do lançamento da Brahma Saint-Gobain, empresa que forneceu as
Extra, a chancela premium da Brahma. garrafas da cerveja de trigo da AmBev.
Uma das ações mais bem-sucedidas, Com design inspirado em marcas bel-
entretanto, se deu no segundo semestre gas, as embalagens da Bohemia Weiss
de 2003, quando a AmBev produziu contam com rótulos auto-adesivos, por
uma edição limitada de cerveja do tipo si só um diferencial em relação aos pro-
weiss, a famosa categoria alemã feita cessos de decoração feitos com cola a
de trigo. A marca escolhida para o pro- partir de magazines, predominantes no
jeto foi a Bohemia, que, além de ter fei- Brasil. O vidro não apresenta aquelas
to sucesso meses antes com uma versão emendas comuns em outras garrafas, e
escura também produzida em edição li- a área de rotulagem é rebaixada, para
mitada, comemorou 150 anos em 2003. evitar atrito entre as garrafas no processo
Também aquele lançamento baseou-se na Skol Beats, cujas de enchimento e no transporte.
diferenciação pela embalagem, de 550ml, vendas cresceram O sistema de fechamento, até então
sete vezes em 2003,
com formato que lembra uma garrafa de e Brahma Extra: inédito no mercado latino-americano, é
champanhe. Este objetivo, aliás, transpa- cervejas premium já outro diferencial. Trata-se de uma tampa
rece também no uso de uma cápsula alu- representam 5% do basculante com trava, chamada clip lock,
mercado brasileiro
minizada envolvendo parte da tampa tipo fixada à saída da garrafa por um anel me-
crown e o pescoço do recipiente. tálico, uma espécie de “gaiola”, como as
que se vê em certos potes de alimentos em
Edições especiais
Acima das expectativas da Bohemia conserva. Ela permite que a garrafa, com
O êxito da weiss foi ainda maior do que o desapareceram capacidade de volume de 550ml, inusitado
da Bohemia escura e surpreendeu, numa nas gôndolas: no Brasil, seja fechada novamente depois
demanda reprimida
demonstração de que há uma deman- de aberta, pois a tampa propriamente dita,
da reprimida por cervejas especiais feita de material plástico que imita cerâmi-
no Brasil. Com tiragem de 636 000 ca, é dotada de uma arruela de vedação.
garrafas, a Bohemia Weiss foi lan- Produzido pela Tapon France, uma das
çada sob a expectativa de que os maiores fabricantes de rolhas metálicas do
estoques durariam pelo menos mundo, o sistema demandou da Saint-Go-
quatro meses. Porém, em pouco bain uma bateria de testes e estudos técni-
mais de duas semanas já era difí- cos para viabilizar a vedação e evitar pro-
cil encontrar a marca nas gôndo- blemas durante o estágio de resfriamento
las. Em um mês praticamente do vidro. Nesse momento crucial, os dois
toda a produção havia sido orifícios em que as pontas da “gaiola” de
vendida.
“Trabalhando apropriada- Rolhas clip lock: facilidade de retam-
pamento e estréia na América Latina
mente o que chamamos de di-
ferentes ocasiões de consumo,
o potencial de crescimento do
mercado super premium tor-
na-se imenso”, assinala o ge-
rente de comunicação da Am-
Bev. “Para obter êxito, não há
dúvidas de que a embalagem
STUDIO AG

STUDIO AG

assume forte função diferen-


ciadora”, completa.

22 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


BLOCO
arame são fixados poderiam fechar, elimi- bahn (estrada de ferro, em
nando a possibilidade do necessário movi- alemão), a empresa ampliou
mento para abrir e fechar. a produção inicial de
Ainda que seja mais perceptível no 12 000 litros/mês para os
portfólio da AmBev, a aposta no nicho pre- atuais 110 000 litros
mium também vem dando as caras nas de- mensais. Já distribuídos
mais indústrias cervejeiras. A própria em supermercados de
Com Bavaria
Schincariol oferece nessa faixa de mercado nove Estados do país, os
Premium,
a marca Primus, enquanto a canadense canadense produtos contam com
Molson, dona da Kaiser, tem investido cada Molson também versões dunkel, pale ale
vez mais fichas na Bavaria Premium. De sinalizou e weiss. “As micro-cer-
interesse no
maneira geral, são produtos que têm dado mercado de vejarias estão crescendo
novo fôlego às long necks, sem com isso cervejas exatamente porque con-
interferir na participação das garrafas retor- especiais seguem oferecer uma va-
náveis de 600ml e das latinhas de alumínio. riedade de produtos que
as grandes indústrias não
Importância das pequenas possuem”, analisa Fábio
Outro fenômeno que começa a movimen- Ghedin, gerente de marketing da Sudbrack.
tar o panorama de embalagens no setor é Toda a produção da empresa é vendida
o crescimento das micro-cervejarias. Em em garrafas long neck da Cisper, decora-
todas as regiões do país vêm surgindo pe- das com rótulos da Baumgarten. “Feliz-
quenas fábricas dedicadas a oferecer al- mente os fornecedores de embalagem es-
ternativas às cervejas do tipo pilsen, que tão iniciando o desenvolvimento de proje-
dominam quase todo o mercado brasilei- tos especiais, a partir de um volume me-
ro. Embora a participação do segmento nor de compra”, aponta o gerente da Sud-
no cenário nacional ainda seja brack. “Isso resultará em garrafas exclusi-
tímida (cerca de 0,3%) já há vas, que podem ajudar o consumidor a
casos que indicam um pro- identificar os produtos e são muito co-
missor futuro para as micro- muns no mercado europeu de cervejas”,
cervejarias no Brasil. completa Ghedin.
Um deles é o da cervejaria Com boas chances de se consolidar no
Sudbrack, que foi fundada em mercado premium, tal estratégia ainda pa-
março de 2002, em Blumenau rece distante dos grandes volumes do setor
(SC). Dona da marca Eisen- cervejeiro no Brasil. Na verdade as emba-
lagens retornáveis, como as padronizadas
Lançada em 2002, cerveja garrafas âmbar de 600ml, continuam sendo
Eisenbahn ampliou produção as preferidas da indústria cervejeira. O mo-
de 12 000 litros/mês para os
atuais 110 000 litros mensais tivo é simples: como as marcas de maior
valor agregado, esse tipo de acondiciona-
mento assegura maiores margens ao setor.
“Isso acontece porque o custo é diluí-
do pelo número de vezes que a embala-
gem é utilizada”, explica Marcos Mesqui-
ta, superintendente do Sindicerv (Sindica-
to Nacional da Indústria da Cerveja). Por
essa razão, o setor defende maior partici-
AÇÃO

pação das embalagens retornáveis no


DIVULG

mercado brasileiro, hoje estimada em


71%. Para isso, a indústria cervejeira co-
meça a oferecer novos sistemas reutilizá-
veis de acondicionamento para as grandes
redes de supermercado, que abandonaram

24 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


as garrafas de 600ml alegando dificulda- náveis e ajudar a recuperar rentabilidade”, Baumgarten
(47) 321-6666
des logísticas e falta de espaço de exposi- completa Mesquita.
label@baumgarten.com.br
ção nas prateleiras. Independente do tipo de ação, o fato é
que a indústria cervejeira está investindo Cisper
(11) 6542-8000
Chope delivery para romper o processo de comoditização www.cisper.com.br
Uma iniciativa que se encaixa nessa estraté- que ameaça suas margens, além de rever-
gia foi recentemente anunciada pela Brah- ter a estagnação produtiva verificada desde Krones
(11) 4075-9630
ma, em parceria com o Pão de Açúcar. A o surgimento do plano Real, em 1994. Em www.krones.com.br
idéia é entregar chope diretamente na casa 2004, por exemplo, o setor espera crescer
dos consumidores, em barris de 12,5 litros, 4%, acompanhando as previsões de evolu- Rhodia-ster
(11) 5502-1309
acompanhados de uma extratora capaz de ção do PIB. Para aproveitar esse eventual www.rhodia-ster.com.br
manter a bebida gelada por seis horas. Os crescimento, a cadeia de embalagens pre-
pedidos podem ser feitos por telefone. cisa estar atenta às oportunidades de atua- Saint-Gobain Embalagens
(11) 3874-7626
O preço do pacote é de 60 reais, conta- ção que, como foi visto, podem aparecer www.saint-gobain-
bilizadas as despesas de entrega e a retira- nas diversas frentes do mercado cervejeiro. embalagens.com.br
da do material após o consumo. “Ainda é Também vale lembrar que a perspecti-
Sindicerv
um valor muito alto para o mercado brasi- va de crescimento do setor cervejeiro vai (11) 3071-3478
leiro”, acredita o superintendente do Sin- além de uma eventual melhora dos indica- www.sindicerv.com.br
dicerv. “Mas idéias como essa podem am- tivos macroeconômicos. Além do clima Tapon France
pliar a participação das embalagens retor- convidativo ao consumo da bebida, o Bra- No Brasil (11) 3743-5546
sil conta com uma população de 170 mi- pasp@pasp.com.br
lhões de pessoas, na qual o subconjunto de
consumidores maiores de 18 anos deverá
aumentar mais de 4% ao ano na próxima
década, contra uma taxa geral de cresci-
mento demográfico de 1,5% ao ano para o
mesmo período. Isso significa que mais de
2,5 milhões de potenciais consumidores
de cerveja podem chegar ao mercado bra-
sileiro a cada ano na próxima década. Haja
barris de chope, latinhas e garrafas de cer-
Brahma Express: comodidade e aumento
das margens com embalagem retornável
veja para tantos bebedores.

Chegada do PET continua sendo aguardada


A entrada das garrafas PET no mercado de cervejas ain- linha de resinas é oferecida no Brasil por uma das com-
da não ocorreu como gostariam os fabricantes da resi- panhias controladas pela M&G Polímeros, a Rho-
na, mas novos adeptos do material continuam aparecen- dia-ster. Segundo o departamento de marketing
do fora do Brasil. Assim, são alimentadas as perspecti- da empresa, “a família ActiTUF oferece as pro-
vas de que, até o final do ano que vem, 3,5% da produ- priedades de barreira requeridas pelo setor
ção mundial da bebida serão acondicionados nesse tipo cervejeiro, e pode ser processada sem nenhum
de embalagem. investimento adicional em equipamento”.
Para que isso aconteça, além de barreiras a gases Quem também se municiou de soluções para
mais eficientes, os provedores dos insumos das gar- um eventual avanço do PET no mercado de
rafas PET vêm divulgando novas gerações de resi- cervejas é a Krones. A empresa, que acaba de
nas que prometem fácil adaptação às linhas de pro- fornecer equipamentos para colocação de se-
dução de embalagens de PET já existentes. Esse é los higiênicos nas latinhas da cerveja Colônia,
um dos diferenciais da família de resinas ActiTUF, recentemente divulgou os atributos de um sistema
lançada há cerca de um ano pelo grupo italiano de enchimento que pode ser aplicado em cervejarias
Mossi & Ghisolffi, também conhecido como M&G interessadas em adotar garrafas PET. Volumétrico e
Polímeros. dotado de medidores de vazão indutivos, o equipa-
Já adotado pela cervejaria belga Interbrewer, atra- mento, chamado de VODM-L-PET, é recomendado
vés de marcas como a romena Bergenbier, a nova para envases de dimensões precisas.
reciclagem

Sangue novo
Tecnologia de plasma dá ânimo à reciclagem de caixas longa vida
pesar de esforços pontuais, o fina e o alumínio é totalmente recupera-

A Brasil parece ainda estar lon-


ge de definir regulamenta-
ções para manejar seus resí-
duos sólidos urbanos como nos últimos
do em forma de lingotes de alta pureza.
Segundo a Tetra Pak, a obtenção da
nova tecnologia de reciclagem, que con-
sumiu alguns anos em pesquisas e de-
anos vêm fazendo, por exemplo, os paí- senvolvimento, visa aumentar o índice
ses europeus. No entanto, mesmo sem de reciclagem das embalagens assépti-
pressões do braço forte da Lei, algumas cas cartonadas, que atualmente está em
provedoras nacionais de embalagens, 19% do total produzido. O processa-
numa postura pró-ativa, vêm investindo mento por plasma deverá aumentar em
para tentar amenizar o problema da de- até 30% o valor das caixinhas no merca-
posição do lixo através da diretiva dos do de reciclagem.
três erres (redução, reutilização e reci- “Esperamos, assim, estimular as coo-
clagem). perativas e centrais de triagem a recolhe-
Um exemplo recente desse caminho rem o material, tornando a reciclagem
é o lançamento de uma nova tecnologia das caixas longa vida um bom negócio
de reciclagem, pioneira no mundo, para para todos”, afirma Fernando von Zuben,
embalagens assépticas cartonadas, as diretor de meio ambiente da
populares caixinhas longa vida. Tetra Pak.
A implantação da nova
Tudo separado tecnologia ficará a cargo
Pelo fato de combinarem camadas de das quatro empresas envol-
materiais diferentes como papel, plástico vidas no projeto. Fornece-
e alumínio na estrutura de suas paredes, dora da folha fina de alumí-
as caixinhas longa vida sempre sofreram nio que compõe a embala-
limitações quanto a sua reciclagem. gem, a Alcoa usará o metal
O método até agora mais utilizado reciclado para a fabricação
para dar aos seus componentes um novo de novas folhas. Como já
ciclo de uso separa o papel, porém man- ocorre no método tradicio-
tém unidos o plástico e o alumínio, que
posteriormente são transformados em
utensílios como escovas, vassouras, pla-
cas e telhas para construção civil.
Com o novo processo de reciclagem,
totalmente nacional e desenvolvido em
conjunto pela Tetra Pak, a Klabin, a Al-
coa e a TSL Ambiental, empresa da área
de tratamento de resíduos, os três com-
ponentes da embalagem podem retornar
à cadeia produtiva como matéria-prima.
FOTOS: STUDIO AG

De modo resumido, a tecnologia uti-


liza energia elétrica para produzir um Os diferentes materiais que
jato de plasma que aquece a mistura de formam as paredes das
caixinhas – papel, plástico e
plástico e alumínio a 15 000º C. Com alumínio – são separados na
isso, o plástico é transformado em para- nova tecnologia de reciclagem

26 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


nal de reciclagem, a Klabin cuidará da Abipet
reciclagem do papel das caixinhas. Por (11) 3078-1688
www.abipet.com.br
Em busca do
sua vez, a parafina será vendida para a
indústria petroquímica nacional. Klabin
compartilhamento
(11) 3046-5800 O engenheiro Luiz de Mendonça, vice-pre-
www.klabin.com.br
Início em agosto sidente e responsável pela Unidade de Ne-
Plastivida gócios Poliolefinas da Braskem, é o novo
Uma primeira unidade recicladora com a
(11) 3242-1144 coordenador executivo do Programa Plas-
nova tecnologia será instalada na unida- www.plastivida.org.br tivida, comissão setorial da Associação
de da Klabin de Piracicaba (SP). Nela já
Brasileira da Indústria Química (Abiquim).
foram investidos 2,5 milhões de dólares Tetra Pak
(11) 5501-3200 Ele substitui Antonio Riera Costa. Segun-
só para a reciclagem da camada de papel www.tetrapak.com.br do Mendonça, entre suas principais metas
das caixinhas, e mais 10,5 milhões de estará a defesa da implementação de uma
reais serão injetados para integrar a uni- TSL Ambiental
legislação que estimule a responsabilida-
(11) 3049-4444
dade de plasma. www.tslambiental.com.br de compartilhada entre governo, iniciativa
Ela terá capacidade para processar privada e consumidores no manejo dos re-
8 000 toneladas anuais de plástico e alu- síduos sólidos urbanos. “Também prosse-
mínio, o equivalente à reciclagem de guiremos funcionando como um centro de
32 000 toneladas de embalagens carto- referência de educação ambiental, orien-
tando o público em geral sobre os benefí-
nadas assépticas por ano. De acordo com
cios trazidos pelos plásticos e a necessi-
as parceiras, a emissão de poluentes na
dade de sua correta deposição, para esti-
recuperação dos materiais é próxima de
mular a reciclagem e preservar o meio am-
zero. A planta começa a operar em agos- biente”, antecipa o executivo, que calcula
to de 2004. que atualmente 17,5% dos plásticos pós-
Ainda segundo a Tetra Pak, a tecno- consumo sejam reciclados no Brasil. “É
logia de plasma deverá ser exportada um índice próximo ao da Europa e bastan-
para outros países em que ela atua. Inte- te expressivo, levando-se em considera-
resse internacional não falta. Missões de ção que, diferentemente dos países da-
países como Suécia, Espanha e China, quele continente, ainda não temos uma le-
inclusive, já visitaram uma planta piloto gislação federal que obrigue a coleta sele-
do projeto, construída pela TSL Ambien- tiva e a reciclagem.”
tal em Osasco (SP).

Prêmio à reutilização inteligente do PET


No último dia 4 de dezembro, no Sa- de casas populares em tempo curto projetos empresariais que contri-
lão Nobre da Fiesp, em São Paulo, a e a um baixo custo. O projeto foi de- buam para a disseminação da reci-
Associação Brasileira da Indústria senvolvido no Centro Federal de clabilidade do PET. Desenvolvido
do PET (Abipet) realizou a entrega Educação Tecnológica (CEFET) de pela Empresa Brasileira de Recicla-
da quarta edição do Prêmio EcoPET, Curitiba (PR). Na categoria Ações da gem (EBR), de Diadema (SP), o pro-
criado com o objetivo de estimular coletividade que efetivamente incre- jeto reutiliza garrafas na construção
pessoas físicas ou jurídicas a de- mentam a coleta local de embala- de tubos para redes de esgoto, pro-
senvolver estudos, processos ino- gens pós-consumo, venceu o traba- porcionando a reciclagem de 100 to-
vadores e novas utilizações para o lho “Arte Mangue”, do fluminense neladas de plástico por mês, ou
PET reciclado. Célio Oliveira. Morador do município seja, cerca de meio milhão de garra-
Na categoria Pesquisas acadêmicas, de Magé, Célio construiu uma casa fas de dois litros.
processos inovadores, máquinas ou com 10 000 garrafas de PET pós-uso O vencedor de cada categoria foi es-
processos tecnológicos, venceu o cheias de areia e montou o projeto colhido, ao vivo, por um corpo de
trabalho de Cássio D. V. Silvério e Arte Mangue, reunindo crianças ca- jurados composto por 7 associados,
outros autores, “A utilização dos rentes da região e estimulando a 4 representantes de entidades em-
blocos ISOPET na construção de ca- preservação do ambiente. O “TUBO- presariais voltadas à reciclagem e 3
sas populares”. Tais blocos são fei- PET – A sua ação ecológica” , de formadores de opinião. O público
tos com concreto leve com EPS Guido F. Nigra, que introduz tubos presente também teve direito a um
(isopor) reciclado e garrafas de PET de PET reciclado para a construção voto como júri popular.
pós-uso, e permitem a construção civil, venceu na categoria Ações ou

jan 2004 • EMBALAGEMMARCA – 27


alimentos

Copo curinga
Paulista adota embalagem plástica multiuso para seu requeijão
mercado de requeijões cre- possui um sistema abre-e-fecha, que faci-

O mosos vem passando por sig-


nificativas transformações
nos últimos meses. Primeiro,
diversas marcas que atuam na área, mui-
lita o consumo e veda a embalagem por
completo. O copo pode ser levado ao
freezer e ao forno de microondas, o que,
além de facilitar a estocagem do produto
tas delas de indiscutível tradição, estão em domicílio, confere um apelo de
alterando suas fórmulas, fazen- reuso ao recipiente já vazio. “É
do requeijões cederem lugar às uma embalagem inquebrável,
“especialidades lácteas com re- portanto segura para as crianças
queijão cremoso”. Afora esse as- e também para a indústria, pois
pecto, que parece configurar um elimina problemas de quebras du-
downgrade de nobreza do produ- rante o transporte e o envase”, diz
to, movimentações também vêm Paulo Thomaz, diretor comercial e
ocorrendo no quesito embalagem de marketing da Huhtamaki. “Ade-
– o que, aliás, abordamos numa mais, o copo plástico pesa 21g, con-
edição recente (EMBALAGEMMAR- tra 150g do de vidro, e permite o
CA nº 47, julho de 2003). empilhamento e outras vantagens
Uma das principais constatações logísticas.”
daquela reportagem era o crescente Renato Galesi, diretor técnico da
assédio do plástico a esse mercado, fornecedora, explica que foi escolhi-
no qual as principais marcas sempre do para o projeto um polipropileno
bancaram uma hegemonia da apre- especial. Além de resistir a temperatu-
sentação em copos de vidro. Os es- ras em torno de 100º C a 110º C, ca-
forços dos transformadores de resi- racterística intrínseca da resina que foi
nas, porém, acabam de render um sig- reforçada com o aumento da espessura
nificativo dividendo. Uma atuante de da parede do copo, a conhecida fragili-
reconhecido peso na área de requeijões dade do material sob temperaturas baixas
cremosos e que sempre primara pelo foi superada. “A resina também sofreu
copo de vidro, a Paulista, acaba de migrar Hi Design
(11) 3171-0378 tratamento para clarificação, através de
para um copo plástico. um aditivo, para resultar num produto
Huhtamaki acabado de alta transparência, com as-
(11) 5504-3500
Sem quebras pecto próximo ao do vidro”, conta o pro-
www.huhtamaki.com.br
Quem fabrica o recipiente é a Huhtamaki, fissional.
e aí reside outra novidade. Trata-se da es- Pimaco O copo do requeijão da Paulista ainda
0800 252959
tréia da empresa, que detém ampla parti- www.pimaco.com.br agrega um lacre de alumínio sob a tampa,
cipação no fornecimento de embalagens o que garante a integridade do produto
plásticas para outros itens lácteos, como até o ponto-de-venda. Para orná-lo, op-
iogurtes, no segmento de requeijões cre- tou-se por um rótulo auto-adesivo. Dese-
mosos. nhado pela Hi Design e produzido pela
O novo copo, que acopla uma sobre- Pimaco em polipropileno bi-orientado
tampa azul, teve seu design desenvolvido (BOPP), ele destaca, através de um
FOTO: DIVULGAÇÃO

com a participação ativa do departamen- splash, os diferenciais que o laticínio


to de embalagem da Paulista. Segundo o quer transformar em chamarizes de ven-
laticínio, ela traz benefícios claros para o da: a maior resistência e o atributo mul-
consumidor. Primeiro, a sobre-tampa tiuso de sua embalagem.

28 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


Dois em um
A Assolan está lançando
os “Panos Umedecidos
Perfumados” nas versões
Multiuso, Lustra-Móveis,
Limpa-Vidros e
Desengordurante. Feitos com
tecido poroso e resistente
(viscose e poliéster), já umede-
cidos com elementos químicos ten- unidades e as demais com 24. As
soativos, eles substituem dois pro- embalagens, criadas pela M Design
dutos: os tradicionais paninhos de e fabricadas pela Bafema, são com-
algodão e o líquido de limpeza. A postas de PET, polietileno e
versão Lustra-Móveis vem com 20 alumínio.

Sucos e chás em lata com selo de proteção


A Cervejaria Sul Brasileira,
fabricante da cerveja Colônia,
está colocando em seus sucos
e chás em lata um selo de pro-
teção higiênico de alumínio,
aplicado pela rotuladora
Taxomatic, da Krones. As
bebidas, da marca Rayzes,
são produzidas na fábrica de
Santa Maria, no Rio Grande
do Sul. A cerveja Colônia, pro-
duzida em Toledo, no Paraná,
também terá o selo higiênico.

Domecq lança conhaque fino


A multinacional britânica Allied Domecq
iniciou a distribuição da versão premium do
conhaque Domecq, fabricado em Garibaldi,
no Rio Grande do Sul, que chega às
prateleiras com o nome Domecq Oro.
O lançamento faz parte da estratégia da
empresa de reposicionar e consolidar a
marca no País.
O rótulo foi desenvolvido pela Packaging
Design e é fabricado pela Gesa. A garrafa
de vidro na cor âmbar, de 1000ml, é da
Saint Gobain.
Com o lançamento, a Allied Domecq
pretende conquistar, em 2004, 5% do
mercado brasileiro de conhaques premium.
AdeS renova visual
A AdeS, da Unilever Bestfoods, muda a identidade
visual de sua linha e lança novos sabores (tangeri-
na e pêssego light). O desenho gráfico da linha de
embalagens procurou diferenciar os atributos das
versões originais, de leite de soja, das versões
com frutas. A inovação foi confi-
gurada também na troca da
embalagem da TetraPak, de
Tetra Brik Aseptic para Tetra Brik
Aseptic Square com tampa abre-
fácil, e no redesenho, as ilus-
trações de frutas, copos e ingredi-
entes foram substituídas por fotos.
O design é da Usina Escritório de
Desenho.

Lançamentos Yoki
A Yoki está incrementando sua linha pêssego.
de refrescos em pó, com novas em- As embalagens foram desenvolvidas
balagens, novos sabores com polpa pela Zauberas & Associados e são
de fruta e Vitamina C e o lançamento fabricadas em filmes de poliéster na
da versão light. A linha light chega própria Yoki.
com variedade e sabores
sofisticados: lima-limão,
maracujá, laranja, abacaxi,
morango silvestre, tangerina
e uva-itália. As novas emba-
lagens têm cores especiais
para cada sabor. Entre os
adoçados há os sabores
manga, abacaxi, laranja,
uva, limão, tangerina e ma-
rarcujá. Há ainda os sabo-
res mate diet de limão e

Parceria em long-neck
A parceria entre Prodesmaq e Cisper acaba
de gerar mais um fruto, o Whoops, uma nova
linha de isotônicos da Norim. A bebida foi
lançada nos sabores tangerina, kiwi-limão,
maracujá-camomila, abacaxi-hortelã, moran-
go-banana-laranja e laranja-cenoura-mel, em
garrafas long-neck de vidro de 473ml.
Os rótulos e contra-rótulos foram produzidos
em polipropileno transparente pela
Prodesmaq, que utilizou dois processos de
impressão: serigrafia e off-set.
O processo de rotulagem ficou a cargo da
própria Cisper.
Cachaça com arte
A cachaça Espírito de Minas está
homenageando pintores brasileiros
em seus rótulos. A primeira home-
nagem da série “Artistas Brasileiros”
é a reprodução de uma tela a óleo de
Aldemir Martins, que fez uma releitu-
ra do rótulo da cachaça. A série é
limitada e numerada (de 0001 a 9999).
A bebida vem de uma reserva espe-
cial armazenada durante seis anos, o
que lhe confere um tom mais amare-
lado do que o da Espírito de Minas
tradicional. O próximo rótulo da série
será do artista Gustavo Rosa.

CERA EM BISNAGA
A STP está lançando no mercado
brasileiro a primeira cera em pasta
para polimento automotivo em bis-
naga: a STP Tripla Ação. A nova
embalagem plástica, inédita no
mundo, tem a mesma quantidade
da lata, 200 gramas.
“O uso desta embalagem foi
desenvolvido pela STP no Brasil.
Por isso, o nosso mercado é o
primeiro a recebê-la, antes mesmo
dos Estados Unidos, reconhecido
centro mundial de cera automoti-
va”, explica Maria Aparecida
Prevedello, gerente de marketing
da empresa. A embalagem foi
desenhada na própria empresa e
também é fabricada internamente.

Alemão e mineiro
Está chegando ao merca-
do o energético On Line
0% kcal, envasado em lata
de alumínio de 255ml. A
embalagem é produzida
na Alemanha, mas todo o
layout foi feito no Brasil
pelo publicitário mineiro
Alexandre Mota.
Códigos íntegros, logística eficiente Para sacolas
Os verificadores Quick Check PC operadoras logísticas e de grandes
600/800, lançamentos da HHP Brasil, fabricantes de bens de consumo. Os mais nobres
realizam uma ampla gama de testes dispositivos são acompanhados de Maxi Film é o novo polietileno da Ipi-
para controlar a qualidade dos códi- leitores tipo caneta ou scanners, con- ranga Petroquímica que promete au-
gos de barras de embalagens, garan- forme opção dos usuários. mentar em até 50% a resistência de
tindo produtividade máxima nas vá- (11) 5016-3454 sacos e sacolas plásticas para super-
rias etapas da distribuição de produ- www.hhp.com.br mercados. Segundo a fabricante, a re-
tos. “Uma simples falha na impressão sina consegue esse diferencial sem im-
dos códigos de barras pode compro- plicar em aumento da espessura das
meter a produtividade em qualquer paredes do filme, rompendo um para-
fase da distribuição – da saída da fá- digma de mercado. O produto se an-
brica à boca do caixa nos supermer- tecipa à publicação da nova norma
cados, passando por armazéns onde da Associação Brasileira de Normas
milhares de itens são estocados”, Técnicas (ABNT), a NBR 14937, que
alerta Vera Jones, diretora de tecnolo- determina padrões técnicos e de quali-
gia da HHP Brasil. Os verificadores, dade para sacolas plásticas e que en-
diz ela, permitem a emissão de relató- trará em vigor em abril de 2004. O
rios sobre a qualidade dos códigos lançamento do produto foi feito em
impressos e ajuda nos controles rígi- um evento no fim de 2003, e reuniu
dos da indústria de embalagens, das oito grandes convertedores, que su-
prem as maiores redes varejistas do
país com sacolas. Um selo de qualida-
Auto-adesivo em curso gratuito
de, criado pela petroquímica, garanti-
Depois de muitos pedidos, a Novel- de materiais, processos, aplica-
rá que as sacolas produzidas com a
print vai dar continuidade, em 2004, ções, sistemas e recursos de im-
Maxi Film por essas oito autorizadas
ao Curso Básico de Tecnologia do pressão para as áreas de decora-
estarão alinhadas à nova norma.
Auto-adesivo. O curso deverá se ção de embalagem, marcação de
(11) 3265-4300 • www.ipiranga.com.br
tornar um programa permanente no dados variáveis, sistemas de segu-
calendário de atividades da Novel- rança e campanhas promocionais.
print, de acordo com a gerente de A carga horária é de 8 horas, dividi-
marketing da empresa, Walkiria da em dois dias, com aula prática,
Castro. Serão, no mínimo, mais teórica e demonstração industrial.
quatro edições do curso. A primeira No final do evento, cada participan-
será realizada nos dias 18 e 19 de te ganha um certificado. As inscri-
março. Voltado a profissionais das ções podem ser feitas através do
mais diferentes áreas, o curso é site www.novelprint.com.br ou pelo
gratuito. As vagas, porém, são limi- telefone (11) 3768-4111, ramal 306,
tadas. O conteúdo abrange os tipos diretamente com Walkiria.

Adesivos industriais I ça o ano com escritório Sinergia com o social 800 000 reais nessa progra-
Plantas industriais na Ve- novo em São Paulo. O tele- O Grupo de Sinergia, forma- mação, 150 000 reais a
nezuela e na Colômbia inte- fone também mudou: (11) do por dez empresas do mais que em 2003. A coor-
ressam à Artecola. Segundo 5112-9000. pólo petroquímico paulista denação do Grupo em 2004
Eduardo Kunst, diretor da do Grande ABC, irá ampliar muda: Arnaldo Joaquim Fer-
empresa, os negócios deve- Nome do novo dono em 2004 as ações sociais reira Jr., da Oxiteno, dá lu-
rão ser fechados em breve. Com a conclusão de sua dirigidas à população da re- gar a Sidney dos Santos, ge-
A Artecola já tem unidades aquisição pela Rexam, a La- gião. Um programa de edu- rente industrial da Polibra-
no México e na Argentina tasa, maior fabricante de cação ambiental e cidada- sil, e Édison Carlos, que
latas de alumínio do Brasil, nia e um festival cultural, coordena a área de Comu-
Adesivos industriais II alterou sua razão social ambos voltados a estudan- nicação, cede a vez a Mari-
Outra empresa do segmen- para Rexam Beverage Can tes, já estão confirmados. na Galvão, do marketing da
to, a Rohm and Haas, come- South America. Serão investidos cerca de Polietilenos União.

32 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004


Veloz também para recuperar imagens
A Epson lançou no Brasil um novo
scanner colorido de mesa desenvolvi-
do para uso profissional, o Perfection
1670 Photo. Com resolução máxima
de 3 200 dpi, o produto tem conexão
USB 2.0 e tecnologia de cor de 48 bits.
Segundo a empresa, o Perfection 1670
Photo é capaz de digitalizar fotografias,
negativos e slides envelhecidos. De
acordo com Fábio Menezes, gerente caneamento”, diz o executivo. O Per-
de produtos da Epson, esse tipo de tra- fection 1670 Photo é acompanhado
balho é facilitado pelo software Epson também por um adaptador para dispo-
Easy Photo Fix, que acompanha o pro- sitivos e tiras de película (adaptador de
duto. “Trata-se de um aplicativo que fa- slides) de 35mm, que acomoda tanto
cilita a digitalização e a restauração de positivos como negativos de filmes.
fotografias e negativos desgastados, (11) 4196-6350
sem comprometer a velocidade de es- www.epson.com.br

Em busca da cor perfeita


Criado pela Aeco (Associação Brasilei- cores combinadas em trabalhos gráfi-
ra de Artes e Apoio Ecológico), o Cecor cos. Impresso em cartão rígido e bati-
– Centro de Estudos da Cor lançou um zado de Fazendo Harmonias e Mistura
novo produto para facilitar a escolha de de Cores, o guia conta com 72 cores e
um disco giratório que permite ao usuá-
rio compor diferentes acordes cromáti-
cos. Também é possível obter 60 tonali-
dades a partir da mistura de doze cores
com cinza, branco e outras três cores
primárias. Coordenado pelo designer
Nelson Bavaresco, o disco acompanha
folheto de instruções e pode ser solici-
tado na Caetano Material do Artista.
(11) 3255-0990
caetano@uol.com.br

Atualização mais em conta


A Adobe Systems Brasil anunciou dois planos especiais para aquisição do
novo Adobe Creative Suite. A idéia é fornecer descontos para quem já adqui-
riu uma cópia do mais conhecido produto Adobe, o Photoshop. As condições
diferenciadas estão estendidas a quem comprou o produto isoladamente ou
em pacotes Adobe Collection. Na promoção, o Adobe Creative Suite Premium
Edition sai por 1 125 dólares. Já a Standard Edition pode ser adquirida por
853 dólares. “Queremos incentivar a atualização de nos-
sos clientes para produtos mais completos e com recur-
sos que garantirão ganho de qualidade e produtivida-
de”, declara Luís Maian, profissional de marketing da
empresa. Para os demais clientes, o preço sugerido
para a versão premium é 1 700 dólares, e para a stan-
dard, 1 368 dólares. 0800 161009
www.adobe.com.br • brasil@adobesupport.com
Almanaque
Idéia do paciente inglês A sabedoria
Já nos tempos do Império Roma- rier, um médico que estudava te- mandou ficar
no sabia-se da qualidade da rapias termais. Um paciente in-
água de uma certa nascente cha- glês de Perrier, o aristocrata Sir
mada Les Bouillens, situada em St-John Harmsworth, gostou tan-
Vergèze, na França. Em 1863, o to daquela água que comprou a
então imperador Napoleão III nascente e a rebatizou com o so-
permitiu o desenvolvimento des- brenome do doutor. Pouco de-
sa fonte, direito que trinta anos pois, em 1903, estreava na Euro-
depois foi passado a Louis Per- pa a famosa garrafa de vidro
verde da água mineral Perrier,
que se tornaria sua marca regis-
trada. A embalagem foi idéia de
Harmsworth: sua forma remetia
à das clavas indianas que o in-
glês utilizava em sessões de fisio-
terapia, pois ele ficara paralítico O exótico nome de um dos fárma-
em um acidente de automóvel. cos mais tradicionais do Brasil, a
Em tempo: a obra ao lado é do pomada Minancora, criada em
guru da pop-art Andy Warhol. 1913, nada mais é que uma combi-
nação de substantivos. Ele une Mi-
Rubrica, o primórdio da marca forte nerva, a deusa grega da sabedoria, à
Uma simplória tira de papel, propositalmente, o empresário palavra âncora, uma alusão à deci-
com a inscrição de seu sobre- começara ali, assinando os en- são do inventor do produto, o far-
nome, foi a primeira embala- voltórios de seus filões de pão, macêutico português Eduardo Au-
gem que o alemão Henrique a construir a imagem da marca gusto Gonçalves, de permanecer no
Wickbold utilizou para emba- que hoje, quase Brasil. Essa mistura também é ex-
lar os pães de centeio que co- 70 anos depois, é plicitada visualmente na embala-
meçou a fabricar em 1938, uma das principais gem da pomada, que durante muito
numa pequena padaria insta- entre a indústria tempo foi de aço e que, em 1992,
lada na garagem de sua casa, panificadora migrou para o plástico: nela, um de-
em São Paulo. Mesmo que não nacional. senho mostra a deusa escorada
numa grande âncora.

E no início eram rolos


Aos que indagam de onde vem o nome da mul- tos, a companhia resolveu mudar de nome em
tinacional Sonoco, a origem é simples. Hoje 1923 para Sonoco, usando as duas letras iniciais
grande provedora de embalagens, inclusive no de cada palavra do nome original. Já o desenho
Brasil, onde atua através de uma joint-venture do “S” que marca o seu logotipo desde 1964 e
com a For-Plas, a empresa foi fundada que pouco foi alterado desde então,
em 1899 em Hartsville, no Estado foi escolhido em parte por representar
americano da Carolina do Sul, como a mais básica tecnologia da empresa:
The Southern Novelty Company. No o papel correndo em espiral por um
início, produzia rolos cônicos de papel cilindro, base da manufatura tanto
destinados a carregar fios para a in- dos transportadores de fios quanto
dústria têxtil (foto). Com a diversifica- das latas cartonadas multifoliadas que
ção de atividades e da linha de produ- hoje ela distribui com sucesso.

34 – EMBALAGEMMARCA • jan 2004