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CONCEITOS BÁSICOS DE FONÉTICA ACÚSTICA Linguística Portuguesa I 2011/2012 – S2 – LC & LLC
CONCEITOS BÁSICOS DE FONÉTICA ACÚSTICA Linguística Portuguesa I 2011/2012 – S2 – LC & LLC

CONCEITOS BÁSICOS DE FONÉTICA ACÚSTICA

Linguística Portuguesa I 2011/2012 – S2 – LC & LLC Prof. Liliana Inverno

 

1. Fonética acústica

• Estudo do fenómeno de emissão do som.

• Fenómeno pode ser analisado em duas fases:

 

produção do movimento no corpo sonoro

transmissão e propagação desse movimento

o conceito fundamental de que parte a fonética acústica é o conceito de SOM

2. Som

2. Som No seu estado normal, as partículas de ar encontram-se equidistantemente distribuídas. Este estado, que
2. Som No seu estado normal, as partículas de ar encontram-se equidistantemente distribuídas. Este estado, que

No seu estado normal, as partículas de ar encontram-se equidistantemente distribuídas. Este estado, que corresponde à ausência de perturbação ou de movimento, designa-se por pressão zero ou pressão estática.

designa-se por pressão zero ou pressão estática. 30-03-2012   2. Som (cont). • Deslocação de

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2.

Som (cont).

• Deslocação de ar que atinge o ouvido.

Fenómeno físico: fenómeno vibratório que se propaga a uma determinada velocidade num meio elástico adequado.

Sensação auditiva: no final do processo está a interpretação da vibração pelo ouvido.

Som = um movimento de moléculas de ar que origina flutuações de pressão detectadas pelo tímpano, colocando-o em vibração. O sistema auditivo transforma posteriormente essas pressões em impulsos neuronais que resultam na sensação auditiva de som.

• 16 a 20 000 vibrações = som perceptível pelo ouvido e interpretável pelo cérebro humanos

infra-sons (não perceptíveis/audíveis – abaixo de 20 Hz)

ultra-sons (captados como sensação dolorosa – acima dos 20 Hz).

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2.

Som (cont).

Som = resultado de uma alteração momentânea de um corpo elástico (i.e. ar, no caso dos sons da fala) causada pela vibração de uma fonte vibratória (i.e. as cordas vocais) após activação de uma fonte de energia (i.e. pulmões – sopro fónico); essa alteração traduz-se num movimento repetido do corpo da fonte vibratória, provocando a deslocação das moléculas de ar, i.e. onda sonora.

A capacidade de vibração depende das características da fonte vibratória e da potência da fonte de energia. A propagação e as características do som são influenciadas pelo meio (gasoso, líquido e sólido).

3.

Onda sonora

movimento ondulatório através do qual o som é transmitido num meio elástico

consiste em pequenas alterações da pressão do ar que se sucedem e propagam rapidamente no tempo e no espaço.

é uma sucessão de estados de compressão (picos) e rarefacção (vales) nas partículas de ar que se propagam a partir de uma determinada fonte.

No caso das ondas sonoras simples e periódicas, esta variação ocorre em intervalos de tempo regulares e periódicos e é representada numa curva sinusoidal

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Fig. 2 – Onda sonora simples - periódica

Fig. 2 – Onda sonora simples - periódica

4. Propriedades da onda sonora

sonora simples - periódica 4. Propriedades da onda sonora Fig. 3 - Ciclo Ciclo ou oscilação
sonora simples - periódica 4. Propriedades da onda sonora Fig. 3 - Ciclo Ciclo ou oscilação
sonora simples - periódica 4. Propriedades da onda sonora Fig. 3 - Ciclo Ciclo ou oscilação

Fig. 3 - Ciclo

Ciclo ou oscilação dupla

Movimento que a

executa desde o ponto de repouso até ao ponto máximo de afastamento, regressando ao ponto de repouso, ultrapassando-o e atingindo o ponto extremo na outra direcção e regressando ao ponto de repouso

onda sonora

Período Tempo de duração de um ciclo.

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Amplitude

Distância entre o ponto de repouso das partículas de ar e o ponto máximo atingido durante a oscilação.

Depende da quantidade de energia utilizada para pôr o corpo em movimento.

Da amplitude e da intensidade depende a intensidade acústica do som, com a qual está relacionada a sensação sonora de volume do mesmo (i.e. fraco, forte).

Comprimento de onda Distância entre valores repetidos num modelo de onda. Esta medida é normalmente representada pela letra grega lambda (λ)

entre valores repetidos num modelo de onda. Esta medida é normalmente representada pela letra grega lambda

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Fig. 5 – Ondas sonoras com diferentes frequências, amplitudes e comprimentos
Fig. 5 – Ondas sonoras com diferentes frequências, amplitudes e comprimentos

Frequência

número de ciclos por segundo apresentados pela onda (i.e.

quanto menores os ciclos, maior a frequência);

depende das propriedades físicas da fonte vibratória (ex.

tensão, comprimento, espessura), pelo que quanto mais tensa, curta e

fina a fonte, mais alta a frequência;

mede-se em Hertz (Hz)

da frequência depende o tom do som (ex. grave, agudo);

a combinação da frequência com a amplitude contribui para a sensação auditiva de altura do som (i.e. alto, baixo);

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Fig. 6 – Ondas sonoras com diferentes frequências

Fig. 6 – Ondas sonoras com diferentes frequências

Intensidade

quantidade

energia

transportada pela onda em função de uma área percorrida num determinado

período de tempo;

de

mede-se em decibéis (dB)

Valores limiares de audição humana variam entre 0 dB e 160 dB;

período de tempo; de • mede-se em decibéis (dB) • Valores limiares de audição humana variam

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Timbre

Qualidade do som que nos faz

distinguir dois sons

de

igual

volume (i.e.

amplitude

+

intensidade) e de igual altura

(i.e.

frequência

+

amplitude)

quando

produzidos

por fontes

sonoras distintas.

Exemplo:

Nota musical do piano e da flauta não se confundem devido aos diferentes timbres

fontes sonoras distintas. Exemplo: Nota musical Dó do piano e da flauta não se confundem devido
 

5. Tipos de onda sonora

Onda sonora simples

 

uma só amplitude e uma só frequência

é sempre periódica

resulta de sons musicais ou tons

Complexas

 

diferentes amplitudes e frequências;

compostas de diferentes sons simples que recebem a designação de harmónicos, cada um com uma fase de vibração diferente.

o número de harmónicos depende da estrutura do corpo em vibração;

a frequência fundamental da onda (F0) corresponde à frequência mais baixa que a compõe;

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Onda sonora complexa periódica (ex. vogais)

constituídas pela combinação de ondas simples;

vibração repete-se regularmente em intervalos de tempo constantes (na mesma unidade de tempo, ocorre sempre o mesmo número de vibrações);

as frequências dos harmónicos são múltiplos inteiros da frequência fundamental (se uma corda tem uma F0 de 20Hz, metade da corda tem uma F0 de 40Hz);

Onda sonora complexa aperiódica (ex. consoantes)

resultam de vibrações cuja frequência fundamental não estabelece qualquer relação matemática simples com as frequências dos restantes harmónicos;

resultado é vibração irregular, uma onda que varia constantemente – nenhum padrão é repetido

As ondas complexas aperiódicas podem ser:

contínuas

formadas sem interrupção total à passagem do sopro fónico

Exemplo: consoantes fricativas.

não-contínuas

Formadas com interrupção à passagem do sopro fónico

Exemplo: consoantes oclusivas

6. Onda sonora e ressonância

6. Onda sonora e ressonância Ressonância Modificação acústica introduzida na onda sonora periódica pela passagem
6. Onda sonora e ressonância Ressonância Modificação acústica introduzida na onda sonora periódica pela passagem

Ressonância Modificação acústica introduzida na onda sonora periódica pela passagem nas cavidades supraglotais

modificam a amplitude (i.e. ampliam) dos harmónicos da onda complexa periódica

ressoadores funcionam como filtros acústicos, pois ampliam as frequências que estão mais próximas da sua frequência fundamental

as zonas de frequência ampliadas pelos ressoadores chamam-se formatantes.

A resposta de ressonância varia segundo as características do corpo ressoador, da natureza da onda que o atinge e dos meios de propagação.

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7. Representações visuais do sinal acústico

oscilograma (ou forma da onda)

 

permite visualizar a variação da pressão atmosférica do sinal acústico

eixo vertical = amplitude

eixo horizontal = tempo

 

Espectro

 

permite visualizar a distribuição da frequência (Hz) e da amplitude (dB) num determinado momento no tempo;

Espectrograma

 

permite observar a evolução da frequência e da amplitude ao longo do tempo;

8. Teoria acústica da produção da fala ou teoria da fonte-filtro

acústica da produção da fala ou teoria da fonte-filtro i.e. o aparelho fonador constitui um sistema
acústica da produção da fala ou teoria da fonte-filtro i.e. o aparelho fonador constitui um sistema

i.e. o aparelho fonador constitui um sistema de fontes sonoras (periódicas e aperiódicas), que geram som, e de filtros (cavidades supraglotais), que modelam o som produzido pelas fontes sonoras, amplificando diferentes componentes do sinal.

Fontes sonoras:

Harmónicas ou periódicas (cordas vocais ou fonte glotal) Fontes de ruído ou aperiódicas (obstáculos à passagem do ar ao longo do tracto vocal)

Filtros diferentes configurações das cavidades supraglotais

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