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Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR Curso de Bacharelado em Direito I Semestre Disciplina: Hermenêutica Discentes: Débora Valim Sinay Neves, Juvenal Wanderley Neto, Graciella de tima Rocha Santos, Fabiana, Mikalle Castro Pereira, Greissy, Elen Oliveira Brito, Ângela.

Castro Pereira, Greissy, Elen Oliveira Brito, Â ngela. HERMENÊUTICA Vig ê ncia A vigência é a

HERMENÊUTICA

Vigência

A vigência é a propriedade das regras jurídicas que estão prontas para propagar efeitos, tão logo aconteçam no mundo fáctico, os eventos que elas descrevem. Há normas que existem e que são válidas no sistema, mas não estão vigentes. A despeito de ocorrerem os fatos previstos na hipótese da norma, não se desencadeiam as consequências estipuladas no mandamento. Tais regras de direito não têm vigor, seja porque já o perderam, seja porque ainda não o adquiriram 1 . Em suma, a vigência é uma "característica da norma que indica o lapso de tempo no qual a conduta por esta prescrita é exigível. Em outras palavras, a vigência indica o período no qual as prescrições jurídicas têm efeito "

Início da vigência

Geralmente, uma norma entra em vigor no momento de publicação do texto legal que a

veicula. No entanto, pode ser estabelecido no próprio texto legislativo que a norma só passará

a viger após certo período de tempo contado a partir da publicação. Tal período é denominado

vacatio legis. Como explica Dimitri Dimoulis, "justifica-se por razões de divulgação das novidades jurídicas, permitindo que os operadores jurídicos preparem-se para a aplicação da nova regulamentação"

Fim da vigência

Em certos casos, o texto legislativo determina um período de vigência para a norma que veicula. Com a fluência desse prazo, a norma automaticamente é "expulsa" do ordenamento jurídico, deixando de viger. No entanto, na maioria dos casos, não há um lapso temporal de

vigência pré-estabelecido. Nessas hipótese a vigência da norma se prolonga até que norma posterior venha aboli-la ou substituí-la. A esse ato que põe fim à vigência de uma norma dá-se

o nome de revogação.

Vigência e aplicação das normas jurídicas

Como ensina Paulo de Barros Carvalho, "não devemos confundir vigência e aplicação das normas jurídicas. Norma vigente pode não ser aplicada, ao mesmo tempo em que nos

deparamos com a aplicação de regras que já perderam seu vigor para o futuro. (

Nessa

hipótese, tais normas passarão a ter apenas vigor sobre acontecimentos anteriores à sua revogação, não podendo, portanto, alcançar fatos novos que porventura ocorram. Nada obstante, continuam válidas no sistema, para aplicação a sucessos passados, sobre os quais concentrarão o inteiro teor de sua vigência"4 . Ademais, embora uma norma vigente deva ser normalmente aplicada, a sua não aplicação não altera seu status de vigente. Trata-se de uma questão de eficácia social da norma, inexistindo alteração do mundo social que o legislador prescreveu.

)

Revogação

A questão de quando as normas deixam de valer, de pertencer ao ordenamento jurídico, tem

uma relevância especial na dogmática.

São duas regras estruturais; a mais importante que regula a dinâmica, diz que uma norma

perde a validade se revogada por outra. Essa regra especifica-se em outras três: a lex superior,

a lex posterior e a lex specialis.

Assim, afirma-se que "revogar significa retirar a validade por meio de outra norma". A norma revogada sai do sistema, interrompendo o curso de sua vigência.

Mas revogar não significa sempre eliminar toda a eficácia, pode ocorrer que uma norma tenha sido revogada, mas que seus efeitos permaneçam (aliás, a eficácia não é revogada, mas anulada).

Ordenamento

Ordenamento jurídico é o conjunto organizado de normas jurídicas, para ser eficaz o ordenamento deve ser unitário (com as fontes e normas obedecendo a uma hierarquia), coerente (evitando antinomias) e completo (evitando as lacunas).

O ordenamento jurídico não se confunde com ordem jurídica.

A compreensão de ordenamento jurídico exige que seja examinada a relação entre as normas

jurídicas e, inclusive, os elementos não normativos (definições, critérios classificatórios,

preâmbulos, etc.).

Nesse sentido, como a compreensão do ordenamento jurídico é eminentemente relacional, discute-se a unidade e o fundamento do sistema.

Direito no Tempo e no Espaço - Conflito de Leis no tempo

Nos conflitos de leis no tempo, acontece quando vem uma lei e revoga outra.

Eu tenho um determinado caso concreto. Qual lei que vou aplicar? A anterior (revogada) ou a posterior (revogadora)?

Por exemplo, celebrei um contrato na vigência do Código Civil de 1916 e agora mudou a lei, está em vigor o Código Civil de 2002. Qual lei vai usar?

Isso é o conflito de leis, ou seja, o conflito que pode surgir nos casos concretos em relação à aplicação ou de lei anterior ou de lei posterior.

Nos conflitos de leis no espaço, aplica-se o princípio da territorialidade previsto nos artigos 8º

e

9º da LICC e o da extraterritorialidade previsto nos artigos 7º, 10, 12 e 17, da LICC.

O

conflito de leis no espaço tem duas causas fundamentais, o intercâmbio entre os diferentes

países e a diversidade legislativa, pois cada país tem suas leis.

O Direito Internacional privado fornece os elementos para que se decida qual a legislação que

deve ser aplicada ao caso concreto, para dirimir os conflitos que envolvem as partes de vários países. Por exemplo, Um francês, de 17 anos, domiciliado no Paraguai, está no Brasil e pretende celebrar testamento. Pergunta-se: Ele tem capacidade civil? No caso, precisará analisar três leis envolvidas.

O

Direito Internacional Privado, resolve essencialmente, conflitos de leis no espaço, ou seja, é

o

ramo do direito que contém normas sobre aplicação da lei no espaço. Por exemplo, a

questão do divórcio no direito internacional privado é tratada no § 6° do art. 7° da LICC.

Ao analisarmos a lei de introdução ao código civil, vimos que é um instrumento que orienta a sua própria aplicação, definindo e compondo diferentes situações. Constituem uma base de suma importância para entendermos algo mais sobre o mundo jurídico, que constitui objeto da disciplina de Instituições de Direito Público e Privado.

Na verdade, é uma lei de introdução às leis, por conter princípios gerais sobre as normas sem qualquer discriminação. Trata-se de uma norma preliminar a totalidade do ordenamento jurídico. Não rege as relações da vida, mas sim as normas, indicando como aplicá-las, determinando a vigência e eficácia, assinalando suas projeções nas situações conflitantes do ordenamento jurídico.

Assim, a LICC é aplicável a toda ordenação jurídica, já que tem as funções de regular a

vigência e a eficácia das normas jurídicas (arts. 1°e 2°), apresentando soluções aos conflitos

de normas no tempo (art. 6°) e no espaço (art. 7° a 19), fornecer critérios de hermenêutica

(art. 5°), estabelecer mecanismos de integração de normas, quando houver lacunas (art. 4°),

garantir não só a eficácia global da ordem jurídica, não admitindo erro de direito (art. 3°) que

a comprometeria, mas também a certeza, segurança e estabilidade do ordenamento,

preservando as situações consolidadas em que o interesse individual prevalece (art. 6°).

Referências:

PORTAL DA EDUCAÇÃO. Conflitos de leis no tempo e no espaço. Disponível em:

<http://www.portaleducacao.com.br/direito/artigos/20064/conflitos-de-leis-no-tempo-e-no-

espaco>. Acesso em: 23 ago. 2013.

Vigência. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Vigência>. Acesso em: 23 ago. 2013.