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Capítulo II: As Leis Antigas e o sentido da tradição 1.

As leis tem uma linguagem imutável e toma o lugar da justiça administrada pelos Reis (Basileus). A sociedade concebida como ordem natural, que engloba a família e o Estado, em cuja ordem social reflete a racionalidade cósmica da lei natural. A questão da justiça e do direito dos conquistados será central na reflexão do século II e III. 2. Políbio ao descrever a constituição política e Roma desloca sua novidade para a convivência e o hibridismo dessas formas (Realeza, Aristocracia e Democracia) que concorrem juntas. A República formou-se com o tempo e com lutas, tendo como ponto fundamental os decênviros e a lei das doze tábuas. 3. Um dos elos que unem os cidadãos é a lege e o iura. Tomados em conjunto, formam o elo cambiante que une os cidadãos atuais com a origem da cidade – sem no entanto imobilizála. A lei representa a mudança estável da constituição social e política de Roma. 4. As XII tábuas, afastada no tempo será ainda objeto de interpretação e atualização até o império, pelo sentido fundador e constitutivo que possui em Roma.

Capítulo III: O costume e a Lei na experiência Arcaica 2. A lei nas sociedades antigas tem uma duração longa; seus ditames devem ser observados permanentemente. Em Roma, a ligação entre lei e costume é complexa e o tira da visão imutável e imobilista das outras leis arcaicas. 3. O fato das XII tábuas serem escritas reflete a disputa social que a originou. Em busca da fixação unívoca das regras, ainda que contenha desvantagens à Plebe, garante-se uma estabilidade processual à classe que não controla o Direito. A Lei escrita é então um abalo à forma arcaica de administração da justiça, fomentando a mudança nas formas do direito da qual ela já é parte. 5. Uma das mudanças é no sentido do formalismo processual. Anteriormente, a rigidez gestual e nas formulas a serem ditas é símbolo da impenetrabilidade e do monopólio do direito pela casta sacerdotal. Depois das XII tábuas, o formalismo tenta fixar o procedimento de modo que não mude conforme a vontade dos aristocratas; 6. As XII tábuas como código agrário; preocupação com a propriedade, sua rigorosa demarcação, os rituais fixados para sua transmissão, sua partilha. As XII tábuas não são um código, elas não trazem em normas escritas toda a organização da cidade. A lei não contradiz os costumes, que continuam a ter centralidade na experiência jurídica Romana. Porem, seu caráter inovador é substancial. Capítulo IV – Sacerdotes e intérpretes 1. Entre a classe sacerdotal, o pontífice aparece como regulador da sociedade – aplaca os deuses, dirige as cerimônias públicas e privadas, controla o calendário e declara o fas e o nefas. Os pontífices são os guardiães das fórmulas rituais que garantem a eficácia e a validade

. coloca-se sua dimensão social. um arcabouço de conceitos e linguagem. À essa forma aplica-se a técnica. O veredito dos pontífices orienta a administração a justiça. Mas não só. Aposto a dimensão ritual e a sua intenção de assegurar uma certeza jurídica no procedimento.dos atos jurídicos. veredito esse secreto e cercado do repertório mágico-religioso. O formalismo funciona como uma maneira de ligar o mundo cotidiano ao mundo invisível do sagrado. o formalismo alimenta-se na forma da tradição e satisfaz necessidades práticas. regulado pelo ritual. 2. Dois termos-chave: formalismo e tecnicismo. oracular e público que paulatinamente deixa de ser misterioso e passa a ocupar cada vez mais o espaço público. verbal e gestual.