Revista digital
Vivência espírita
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A Ciência e os espíritos
Revista Cristã de Espiritismo, ed. 114 Editorial - Por Victor Rebelo
Nº11
O Espiritismo pode, realmente, ser considerado como Ciência? Para os espíritas,
Março: edição 114
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resposta é sim. Mas vamos analisar um pouco a questão. |
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ciência moderna, que surgiu no século XVII – durante o período do Iluminismo |
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deduz a verdade a partir de fatos verificados pela experimentação metódica. Allan |
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Kardec procurou, ao elaborar as bases da doutrina espírita, cumprir as exigências dessa ciência moderna. Para isso, ele partiu de um ponto de vista cético com relação às manifestações de efeitos físicos. Somente após muita observação é que Kardec passou a aceitar os fatos como sendo de origem espírita, ou seja, de que as manifes- tações tinham como causa os espíritos desencarnados. Outro fato relevante é que não foram os pesquisadores que pensaram na hipótese de serem os espíritos os autores das manifestações de efeitos físicos que estavam ocorrendo na Europa e América. Foi o próprio fenômeno que se revelou. Isso tudo nos leva a crer que as investigações dos primeiros pesquisadores, em torno das manifestações espíritas, obedeceram às exigências da metodologia
científica. Para os espíritas, isso é inquestionável. Por outro lado, conheço pessoas ligadas à Ciência que são espiritualistas, clarividentes, aceitam a manifestação dos
espíritos, mas não reconhecem o Espiritismo como uma ciência. Bom
uma discussão aprofundada. Quem sabe nas próximas edições da Revista Cristã de
Espiritismo Mas por que a Ciência não aceita as pesquisas que Kardec, Willian Crookes
e outros pesquisadores realizaram no século XIX? Arrisco uma resposta: Será que
é porque tudo o que temos, daquela época, são apenas registros em livros, sendo
insuficientes para qualquer comprovação científica? Não conheço pesquisadores
analisando manifestações de efeitos físicos metodologicamente, hoje em dia, pois elas
pelo menos como ocorriam. A fase inicial, com manifestações
físicas, terminou já na época de Kardec. Foi apenas o início do processo, para chamar
a atenção das pessoas. Bom, para a Ciência, essa justificativa não vale. E por mais
que as evidências de comunicação com os espíritos sejam indubitáveis para nós, para
a Ciência ainda não são suficientes. Então, tentando responder a pergunta inicial, sinceramente, tenho dúvidas se podemos considerar o Espiritismo como Ciência. Talvez, o máximo que podemos fazer é utilizar métodos rigorosamente científicos para tentar analisar e comprovar os fenômenos espíritas. Acho que até mesmo falarmos em uma filosofia espírita é algo questionável. Criar uma doutrina ou visão de mundo não é a mesma coisa que fazer Filosofia. Para isso são necessários postura e método específicos. Atualmente, raros pesquisadores usam a Ciência para investigar fenômenos cuja origem possa ser espiritual. Um deles é o Dr. Julio Peres. Quando ouvi a entrevista que ele concedeu à rádio CBN-Globo, de São Paulo, não perdi tempo. Solicitei uma entrevista para que ele pudesse falar aos leitores um pouco sobre seu mais recente estudo, pioneiro, que envolveu algumas dezenas de médiuns experientes e aparelhos de última geração. Dr. Peres demonstrou que durante o processo mediúnico da psicografia, áreas responsáveis pela criatividade e planejamento foram muito pouco ativadas, em relação ao alto grau de complexidade dos textos psicografados. Vale a pena ler a entrevista para saber mais detalhes! Espero que o trabalho do Dr. Julio Peres possa inspirar outros pesquisadores
não acontecem mais
isso merece
a desenvolverem pesquisas realmente científicas, em torno dos fenômenos espíritas, e, quem sabe, um dia chegarmos a algum tipo de comprovação que seja aceita pela
Ciência e a sociedade em geral, independente da Religião.
Revista Cristã de Espiritismo e Caminho Espiritual
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Espiritualidade
RODA DE CURA NATIVA
Tudo de positivo pode acontecer, pois a roda é uma celebração única, sagrada
Roda de Cura é uma cerimônia xamânica sábia, ancestral e sagrada, onde as pessoas se reúnem no intuito de compartilhar suas energias, seus olhares, seus abraços de coração a coração, elevando seus pensamentos, abrindo seus corações e deixando fluir suas inspirações, sempre com respeito e muito amor. O objetivo principal das Rodas de Cura é promover um despertar profundo em cada pessoa, para que ela se reconheça e veja a sua capacidade de se autocurar. É o seu poder pessoal ativado. Neste Círculo Sagrado Xamânico, trabalhamos desblo- queios, limpeza energética, a purificação psíquica de cada participante, harmonização dos corpos sutis e também compartilhamos ensinamentos xamânicos, para enrique- cer e trazer soluções práticas para o dia a dia das pessoas. Permitir que o “Grande Espírito”, o “Pai Céu”, o Cria- dor, Deus (como queira chamar), abrace suavemente cada pessoa que está presente neste círculo mágico. Conectada a uma luz magnânima, promove através de sua energia a cura física, mental, emocional e espiri-
POR VITOR HUGO FRANÇA
tual necessária neste momento, para cada ser. Estar presente, conectado a essa linda “Dança do Todo” e ainda deixar gerar uma energia que possa ser compartilhada também com outras dimensões, com outros seres que podem estar distantes fisicamente, mas que também buscam uma forma de cura. Essa sensação é realizadora! É o comparti- lhar, é o semear, é curar. As Rodas de Cura são presentes divinos dos nossos ancestrais, um es- paço sagrado onde acontecem as manifestações do amor, da cura, da paz, da luz e que envolve suavemente cada um de nós. Conduzidos pelo som do Grande Tambor, pela força da maracá (chocalho) e pelo perfume sutil da espirituali- dade A postura interna das pessoas que participam das Rodas de Cura são fundamentais para que a harmonia e o equilíbrio estejam presentes. Por isso, a união dos pensamentos, dos sentimentos,
das energias, da sintonia espiritual cada vez mais elevada de cada participante, faz diferença para mantermos a força da linda egrégora que é formada. Canções, danças, palavras inspirativas, en- sinamentos que são compartilhados, silêncio
tudo de positivo pode acontecer,
da alma
pois a roda é uma celebração única, sagrada, plena e sem nenhuma conotação religiosa. Lembre-se: a Roda de Cura Nativa tem vida, pulsa fortemente, desperta em cada Ser o reconhecimento do Poder do Universo Inte- rior, alcançando, assim, o resgate da “plenitude natural” através da conexão com a essência da espiritualidade, evolutiva, universalista, pura simples. As inspirações são tão profundas que geram, indubitavelmente, várias formas de manifes- tações do nosso Ser. Sendo assim, quero com- partilhar algumas palavras poéticas com seus corações. Participem desta conexão!
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Especial
Mecanismos da obsessão
Entenda a questão da sintonia e afinidade e como isso influencia nos processos obsessivos. Como a terapia do amor podea nos reequilibrar?
Grandes temas | Por Dra. Irvênia Prada
Fornecido pela Associação Médico-Espírita do Brasil
E mmanuel disse que “A obsessão é o pior flagelo deste século”. De fato, as conquistas da tec-
nologia atual são tantas, que o apelo
material à mente humana é também muito forte. Somos estimulados a
obter valores materiais e a concorrer com as pessoas, para que cada vez mais tenhamos “coisas” e galguemos condições sociais que nos confiram prestígio e poder. Assim, muitas ve- zes acabamos por deixar em segundo plano, ou mesmo totalmente de lado,
a questão da fraternidade, da carida-
de, do convívio amistoso, sobrevindo, então, as oportunidades de instalação do processo obsessivo. O Espírito de Verdade nos orienta:
“Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o se- gundo”. Representando esses dois ensinamentos como as asas de um pássaro, concluímos que ele somente poderá alçar o seu voo se elas esti- verem igualmente desenvolvidas. Entretanto, na condição evolutiva em que nos situamos atualmente, temos
a asa do conhecimento (da razão) re-
lativamente muito mais desenvolvida, se comparada à asa do sentimento. Consequentemente, não sabemos ainda planejar e executar nossas ações em direção ao bem de tudo e de todos, do que resultam males dos quais, conforme se refere Emmanuel,
a obsessão é o pior deles. Orgulho, vaidade, ódio, uso impró- prio do poder, atos de desamor, inveja do bem, covardia moral, sede de vin- gança, aviltamento do sexo, vícios de conduta e distorção de compromissos afetivos são apenas alguns dos males que podemos oferecer como antenas aos nosso obsessores para a instalação de um processo obsessivo. Talvez, pudéssemos reunir todas as causas em uma só palavra: ego- ísmo. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Kardec, lemos que “O egoísmo, filho do orgulho, é a fonte de todas as misérias terrenas
)
) (
do homem (
Terra para que ela possa elevar-se na
escala dos mundos, pois já é tempo de
a humanidade vestir a sua toga viril,
e para isso é necessário, primeiro, expulsá-lo de vosso coração”. Mas voltemos à consideração dos males morais, que destacamos ante- riormente. Os males morais têm como
base a nossa imperfeição e o mal uso de nosso livre-arbítrio, isto é, da nossa livre vontade, de nossa decisão. Chico Xavier já referiu que “somos livres para decidir sobre o nossos atos, muito embora nos tornemos escravos de suas consequências”. Em O Livro dos Médiuns, questão 252, Kardec assevera que as imperfei- ções do obsedado são frequentemente um obstáculo à sua libertação, dis- correndo sobre notável exemplo que pode servir para a instrução de todos, conforme as suas próprias palavras. Trata-se do caso de duas senhoras ir- mãs, que, há anos, sofriam estranhas depredações em sua casa. O espíri- to responsável, uma vez evocado, mostrou-se de grande perversidade
e inacessível aos bons sentimentos.
A prece, porém, parecia exercer
sobre ele uma boa influência. Mas, após algum tempo, as depredações
Expulsai o egoísmo da
o maior obstáculo à felicidade
recomeçaram. Os conselhos dados por um espírito superior recomendaram às irmãs que contivessem a língua, pela qual fizeram muito mal uso, inclusive, em épocas passadas a esse seu obses- sor de agora. Se melhorarem, seus anjos da guarda voltarão para elas e a sua presença seria suficiente para afastar o espírito obsessor
Leia este artigo na íntegra, na edição 114 da Revista Cristã de Espiritismo. À venda nas bancas e no site www.rcespiritismo.com.br
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