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Sobre o Autor

Ivan Illich nasceu em Viena no ano de 1926 e faleceu em Bremen, na Alemanha


em Dezembro de 2002. Formado em física (Florença), filosofia e teologia (Roma) e
doutoramento em História (Salzburgo). Foi também em Roma que Illich entrou para o
seminário (1951), onde teve como colegas muitos dos futuros diplomatas do Vaticano e
onde se ordenou sacerdote.Por ser fluente em dez línguas, Illich tornou-se intérprete do
Cardeal e teve como função preparar sacerdotes e religiosas para a comunidade hispano-
americana. Nos anos 60 mudou-se para o México onde criou o Centro Intercultural de
Formação (CIF), com o objectivo de sensibilizar missionários para trabalhar na América
Latina. Foi co-fundador do Centro de Informação e Documentação (CIDOC), espécie de
universidade aberta, especialmente voltada para os problemas da educação e
independência cultural do Terceiro Mundo, sobretudo da América Latina. Foi professor
convidado de filosofia, de ciência, tecnologia e sociedade no estado da Pensilvânia,
sendo também docente na Universidade de Bremen onde morreu no dia 2 de Dezembro
de 2002.

Perspectivas mundiais: o sentido da série


"É tese de perspectivas mundiais que o homem está em via de desenvolver nova
consciência que, poderá levar a raça humana para além das coisas que a bloqueiam".
Este tema, foi planejado para aprofundamento do sentido da vida humana, que
ajuda na determinação da História, dedicando-se ao fato de considerar que o homem
nasceu através de uma nova visão da realidade, define a força da mente e do coração
como capacitação da recriação da vida humana, procurando encorajar a esperança social
e o orgulho decisivo do homem quanto ao seu destino. Também reconhece as mudanças
que precedem vigorosa reavaliação e reorganização intelectual, atuando na compensação
que recusa violação da força moral no universo, dependente do esforço humano.
Desde a intervenção humana no processo evolutivo, o homem está lutando por
uma mudança fundamental, "sabendo dirigir o processo para sua consumação e não para
sua destruiçao." Tendo o homem intervido no processo evolutivo de maneira inteligente,
acelerou e amplioua campo de possibilidades, assim não modificando o fato de continuar
sendo um processo experimental, concluímos que vivemos num "mundo de processos e
estruturas dinâmicas." Nenhuma civilização anterior a nossa enfrentou a especialização
científica, o nosso único problema é a diferenciação, denominada crise do conhecimento.
O conhecimento irá libertar o ser humano do medo, orientando-o para a
reabilitação do seu querer e do "renascimento da fé e da confiança na pessoa humana." A
realidade é que a pessoa coletiva e a pessoa individual se completam, a humanidade não
pode mais contar com o autoritarismoproletário, e sim em uma "fraternidade sacramental
e na unidade do conhecimento."
A atual geração está contribuindo com o descobrimento de que a História não se
conforma com a animação social e que a "organização de comunidades humanas e o
estabelecimento de liberdade e paz não são apenas conquistas imtelectuais mas também
conquistas espirituais e morais."
Com a igualdade sendo identificada permutabilidade, se negará a pessoa humana
e a individualidade ficará reduzida a uma máscara sem face.

Introdução
O autor deve seu interesse pela educação a Everett Reimer, nunca havia
questionado a extensão da obrigatoriedade escolar a sociedade. Juntos, concluiram que a
maioria do povo tem direito de aprender, sem ser obrigado a frequentar a escola. Valentini
Borremans, também participava dos diálogose insistia para esta reflexão fosse testada na
América Latina e na África.
A universalização escolar não é possível na escola, sendo mais acessível se outras
instituições tentassem usando o modelo de escola atual. O relacionamento entre
professores e alunos, nem aumento de práticas educacionais, nem o prolongamento da
responsabilidade pedagógica vai contribuir para a universalização escolar. A teia
educacional aumenta a chance de transformação num instante aprendizado, de
participação e cuidado.
O autor pretende abordar discussões sobre enfoques que nos levam a perplexidade ao
aceitarmos a hipótese da descolarização social, procurando argumentos para a distinção
das instituições merecedoras de progressão por promoverem aprendizado num meio
desescolarizado e, esclarecendo os objetivos pessoais podendo fomentar a escola sendo
oposto a economia das indústrias de serviço.

1. Por Que Devemos Desinstalar a Escola


Nesse capítulo, o autor faz uma reflexão sobre a escola como fator determinante
para a educação didática e social do cidadão. Muitos estudantes, principalmente os da
classe mais pobre, tem a concepção de que a escola os faz bem incondicionalmente.
Então, uma lógica é tomada: Quanto mais longa e extensa a escolaridade, melhores os
resultados profissionais. A graduação amplia o sucesso.
A maioria das pesquisas realizadas indicam que o sucesso provém da graduação,
porém necessitamos de pesquisas que não se voltem para o sucesso profissional e sim
para a formação de caráter do ser.
Ilustrando, há uma década atrás no México, era normal nascer e morrer em sua
própria casa. Atualmente, "agonia e morte passaram à administração institucional de
médicos e agências funerárias."
Socialmente, os pobres sempre foram impotentes, a confiança nos cuidados
institucionais dão uma nova dimensão a essa impotência.
Hoje em dia, nos EUA, imigrantes, pobres e negros podem usufruir de assistência
profissional que antes nem se imaginava em ter. Os gastos com assistência profissional
feitas pelo Governo aumentaram significamente nessas últimas décadas cerca de 3
bilhões de dólares foram destinados a investimento para o bem estar de 6 milhões de
crianças, porém não foi suficiente e o fracasso foi eminente, com a solicitação de mais
verba por parte das escolas.
Essas verbas foram destinadas aos gastos escolares, mas seu uso foi
desproporcional, além do preconceito de famílias ricas, pois seus filhos iriam conviver
com outras crianças menos desprovidas.
Um paradoxo se define, pois a escolaridade é absolutamente necessária e esse
movimento se mantém nos países do Terceiro Mundo através das pessoas que serão
favorecidas por tal idéia. De um modo geral, a escola tem um efeito anti-educacional
sobre a sociedade, pois a escola se prende apenas no âmbito didático e não se volta a
formação do cidadão na sociedade em que vive.
O custo per capita da escolarização de um estudante nos EUA tomou as mesmas
proporções monetárias que o atendimento médico. "A escolarização obrigatória, igual
para todos, deve ser reconhecida como impraticável, ao menos economicamente, pois
polariza, inevitavelmente a sociedade e quanto maior os gastos na educação, maiores os
gastos com vandalismo e reconstrução de patrimônio."
Uma alternativa de se pensar em igualdade escolar é não aceitar limites lógicos
que a sociedade impõe. A igualdade na educação é realizável, porém não se deve
confundir com religião ou com salvação divina.
A escolaridade não promove a aprendizagem e nem a justiça, uma vez que o corpo
docente geralmente preocupa-se apenas com a formação acadêmica do aluno e
esquecem que aprender é ter apto a ter uma nova habilidade ou a exercer uma nova
compreensão sobre uma situação presenciável.
Como o próprio texto diz, "Instrução é a escolha de circunstâncias que facilitam a
aprendizagem." É ilusão dizer que o aprendizado do cotidiano é fruto da aprendizagem
em sala de aula.
Na verdade, é uma contemplação que se torna necessária. O aprendizado, em grande
parte, é desenvolvido casualmente e intencionalmente. Contudo, pelo fato de a
aprendizagem ser algo ocasional, não quer dizer que não necessite de aprimoramento
através da instrução acadêmica.
Uma explicação para o não comprometimento em ensino de habilidades é porque a
escola é ineficiente por ser amplamente curricular, e também por a escola ser vista por
grande parte dos alunos como uma estada forçada pelos mais, ou seja,
eles não encontram uma vantagem em ir para a escola e assim privam-se de aperfeiçoar
suas habilidades.
Os exercícios práticos são a melhor forma de aperfeiçoamento das habilidades do
corpo discente. O ensino das habilidades pode se basear em fatos reais em que os
alunos irão usar de inteligência e bom senso para contornar tal situação. A educação,
portanto, sendo fruto de uma instrução somada com um treino prático.
Outra proposta do autor é uma forma de compartilhar o conhecimento adquirido,
através de uma congregação com pessoas que tenham interesses sobre os mesmos
assuntos. Assim, permite a identificação através do debate de idéias e de pontos de vista.
Finalizando, o que impede a sociedade de integrar-se com a escolarização é,
simplificando, a desescolarização da imaginação atual, pois o simples pensar em
escolaridade obrigatória e homogênea abre debates e divergência de idéias em qualquer
sociedade nos contra e nos a favor dessa idéia. Porém, é de grande relevância o estudo e
a compreensão desse fato.

2. Fenomenologia da escola
"Algumas palavras tornam-se tão flexíveis que deixam de ser
úteis. «Escola» e «ensino» são palavras desse tipo.Elas se ajustam
dentro de qualquer interstício da linguagem como uma ameba." A busca de recursos para
a educação precisa de um entendimento para um bom começo, podendo fazer isso de
diversos modos. Seria conveniente fazer uma análise para verificar as funções que
prestam serviços ou não as pessoas relacionadas a escola, prosseguindo com um
levantamento da história cultural ocidental e das informações que levaram ao
descobrimento de instituições com o desempenho siilar ao da escola atual, enfim o mais
interessante é recordar "inúmeras afirmações desde o tempo de Comenius ou de
Quintiliano" e descobrir quais se aproximam mais da escola. Qualquer um dos assuntos
nos levará a um começo com uso de certas suposições sobre a escola e educação.
"A escola é um processo que requer assistência de tempo integral a um currículo
obrigatório em certa idade e com a presença de um professor." A escola organiza seus
alunos de acordo com a idade, isso surge a partir 3 condições inquestionáveis: "O lugar
de criança é na escola, as crianças aprendem na escola e só se pode ensinar as crianças
na escola." Decidimos que as crianças deverão ir à escola para aprenderem o que lhes é
ensinado, esperando que conheçam seu lugar e tenham comportamento espontâneo.
A meninice era desconhecida dos períodos históricos, e no nosso atual conceito
desenvolveu-se recentemente na Europa Ocidental e nas Américas.
Antes do século XIX as classes sociais não entediam sobre nada de criança, "o ser
criança era coisa da burguesia.", depois da descoberta burguesa, tudo mudou. O Concílio
Vaticano ensinava as crianças que aos sete anos era concebido-lhes a liberdade e o
discernimento moral e com isso era capaz de cometer pecados que por consequência
fariam-lhes serem castigados no inferno eterno; em meados do século XX os pais
começaram a evitar a doutrina em seua filhos. Até o século XIX, as crianças de classe
média eram instruídas por preceptores e escolas particulares, isso só mudou com o
advento, porque com isso a sociedade industrial tornou-se acessível e possível às
massas.
Algumas pessoas, não podem ou não querem qu seu filho tenha uma infância
moderna, mas a infância para os poucos que têm pareece ser um peso, muitos sendo
forçados passarem por ela e não se divertir, automaticamente deixando de exercer seu
papel. A infância é a passagem de um processo entre a autoconsciência e o papel que a
sociedade impõe, invadindo até a idade escolar.
Sem uma instituição escolar obrigatória os jovens das nações desenvolvidas
estariam liberados de sua destrutividade e nações subdesenvolidas não teriam como e
nem o porque de competir com a infantilidade desenvolvida. Com a desinstalação escolar
o preconceito contra recém-nascidos, adultos e velhos acabria e deixaria de favorecer os
jovens.
A sabedoria típica das instituições nos leva a pensar que as crianças necessitam
da escola e o que elas aprendem, devem tudo a escola. Contudo, essa sabedoria é
produto da ideologia das escolas. A demanda de alunos por conhecimento aquece o
mercado de professores qualificados e a escola é a instituição que aproxima os dois
lados.
Porém, a maior parte do conhecimento, adquirimos fora da escola, no nosso
cotidiano e sem o apoio de professores. Todos nós encontramos uma forma de aprender
sem o auxílio de professores. Aprendemos a falar, andar, pensar, brincar, realizar
necessidades básicas longe de professores. Pesquisas atentam que metade da
população mundial nunca tiveram acesso à escola, não tiveram apoio de professor algum.
Os alunos não valorizam o papel do professor, reconhecendo a ajuda do corpo
docente sobre o que aprenderam. Alunos mais brilhantes recorrem a livros e vontade
própria e alunos menos desprovidos recorrem a sorte e meios ilícitos para passar nos
exames, nunca reconhecem a ajuda do professor. As instituições, no entanto, interessam-
se em criar empregos para seus professores, não importa o que os alunos acham ou
opinem sobre isso. A escola, por exigir o máximo dos alunos através das aulas em tempo
integral faz com que os professores assumam papéis de terapeutas, psicólogos e
guardiões. As crianças, por sua vez, são submetidas a um poder involuntário por parte
dos novos psicólogos e guardiões. Através da frequência escolar, as crianças são
cuidadas para não perder a cultura do cotidiano ocidental, ao mesmo tempo são
mergulhadas em um ambiente mágico e sério. Com a lei da frequência obrigatória, as
crianças libertam-se ao fim do dia ou no fim do ano letivo, sendo finalmente expelida
quando adulta.
Por via das circunstâncias, no currículo escolar incluem-se preconceitos e culpa
contra a discriminação social, concedendo aos privilegiados condescendência com a
maioria.

3. A ritualização do progresso
“O universitário foi escolarizado para desempenhar funções
seletas entre os ricos do mundo.”
Com a modernização. da universidade houve discordância sobre os privilégios
dados aos que forram testados e classificados como poderosos. Os etabelecimentos
escolares utilizam os que foram bem nos primeiros estágios para lhes investirem como no
previsto. Os portadores de diploma são enquadrados em etiquetas comerciais que
constroem em seu interior, e com isso definem o seu lugar na sociedade.
O fixação de metas é um novo direito das universidades. Na década de 60 as
universidades tinham o poder de fixar metas, com o apoio da ilusão de que a educação é
pra todos.
“Os estudantes e professores que questionam a legitimidade da
universidade, com grandes riscos pessoais, certamente não pensam
estar definindo padrões de consumo ou incentivando um sistema de
produção.”
Atualmente a universidade propicia aos seus membros uma crítica social em geral,
concedendo vários privilégios não concedidos a outras partes da população. Hoje em dia
ela oferece oportunidades de crítica ao mito e rebel-se contra perversões das instituições.
O tríplice função do sistema escolar atual é : simultaneidade da reposição
mitológica da sociedade, contradições do mito social e o ritual de reprodução que envolve
mito e realidade. Mas o ritual tolerante as contradições entre mito e instituição continua
inquestionável, porque nem a ideologia e nenhuma ação social fazem surgir uma nova
sociedade, só a reforma deste rito poderá mudar radicalmente a sociedade.

O MITO DOS VALORES INSTITUCIONALIZADOS


“A escola nos inicia também no Mito do Consumo Interminável.”
Este mito moderno prouduz valores, e consequentemente a produção cria
demanda. “A escola ensina que a instrução produz aprendizagem.”
A aprendizagem necessita de manipulação de terceiros, sendo resultado de
participação significativa; as instituições escolares nos ajuda na identificação do
crescimento pessoal refinando planejamento e manipulação.
O acarretamento de regressão social, se dá através da transferência de
responsabilidade do eu para a instituição quando aceita como obrigação.

O MITO DA MENSURAÇÃO DOS VALORES


As instituições inculcados pela escola são quantificados. “A escola inicia os jovens
num mundo onde tudo pode ser medido, inclusive a imaginação e o próprio homem.” O
conhecimento adquirido não pode ser medido por metro, currículo e nem realizações
terceiras, nesta aprendizagem pode haver rivalidade apenas em esforço imaginativo, com
seguimento de seus passos, mas nunca imitação de procedimentos. “A aprendizagem
que eu prezo é re-criação imensurável.” A escola tem a pretensão de passar o
aprendizado através de matérias, construindo no interior do aluno um currículo com intuito
de avaliar o resultado com parâmetros internacionais.
“As pessoas que foram escolarizadas até atingirem o tamanho previsto deixam
fugir de suas mãos uma experiência incomensurável.” Para essas pessoas tudo torna-se
secundário quando não pode ser medido, sob o julgamento de instrução desaprendem
como ser espontâneas, valorizando coisas feitas e o que é permitido fazer. As pessoas
que aceitam qualquer tipo de hierarquização têm em sua cabeça que valores podem ser
mensurado e produzidos

O MITO DOS VALORES EMPACOTADOS


“A escola vende currículo.” O currículo é produzido na escola com pretensão em
pesquisas científicas baseadas predizendo demanda futura e acompanhando os limites
de orçamentos e tabus. O currículo é entregado pelo professor-distribuidor ao aluno-
consumidor na qual reações são analisadas para preparação de outro modelo podendo
ser denominado: “nãograduado, destinado ao estudante, estudo dinâmico,
complementado visualmente ou centrado na matéria.”
Quando estudantes se veêm manipulados redobram sua resistência a
aprendizagem, e com isso são denominados sadios.

O REINO QUE HÁ DE VIR:


A UNIVERSALIZAÇÃO DAS EXPECTATIVAS
A escola é a harmonizadora das esperanças consumistas, expressadas em
exigências na crença produtora, expressadas através de rituais, aumentando e
extendendo o crescimento da dependência de um professor em relação ao crescimento
fútil sobre senso de onipotência, sendo isso características de um aluno que tem
pretensões de expandir o caminho da salvação através dos ensinamentos. Sendo sua
meta a celebração mitológica do paraíso terrestre ondeseja interminável, o consumo.

A NOVA ALIENAÇÃO
“A escola não é apenas a nova religião do mundo.” Tem denominações como:
indústria de conhecimento fornecedora de ópio e é considerada o lugar onde pessoas
passam anos de sua vida.
A alienação era vista como consequência da conversão do trabalho assalariado,
poque assim o homem não teria capacidade de criar e ser criado. Os atuais jovens se
tornam pré-alienados graças as escolas que os isolam, quando eles têm a pretensão do
produzirem e consumirem seu conhecimento. A escola a usa como preparação de uma
vida, com separação educacional real do trabalho criativo, ensinando a necessidade do
ensino, para instituições alienadas. Indiretamemte, ou diretamente emprega o povo ou
retém pessoas pore toda vida, assegurando o ajuste a alguma instituição.

O POTENCIAL REVOLUCIONÁRIO DA DESESCOLARIZAÇÃO


A escola não é a única instituição que atrasa a visão humana da realidade, tendo
colaborações da vida familiar, do recrutamento militar, da assistência médica e dos meios
de comunicação, isto tudo nos leva a crer que tendo uma boa aprendizagem podemos
absorvr melhos e transmití-la aos outros.
Contando com nossa tentativa de afastamento da escola, vamos ter revelações
sobre resistência que acharemos em nosso interior com a tentativa de renúncia do
consumo ilimitado e pela hipótese de que outros podem ser manipulados para seu próprio
bem.
“No processo escolar, ninguém está totalmente livre de ser explorado pelos outros.”
“A escola tornou-se problema social; é atacada por todos os lados.”
As reinvidicações estudantis que fazem exigências de sua participação na escolha
dos pastores, colocaria em perigo a sobrevivência da economia e, da política. Possuímos
duas opções que são a crença na apredizagem institucionalizada e o redescobrimento do
uso principal da legislação, planejamento e investimento. Não havendo o questionamento
de que o conhecimento é uma mercadoria, a sociedade será mais dominada por pseudo-
escolas e pelo totalitarismo dos gerentes informativos.

4. O espectro institucional
“A maior parte dos esquemas utópicos e cenários futuristas requer novas e
dispendiosas tecnologias que deveriam ser vendidas tanto às nações pobres quanto às
ricas.”
A vida ativa colaborará para um futuro promissor, com issso ganharemos
espontaneidade, independência, em vez de continuarmos fazendo e desfazendo,
produzindo e consumindo.
O futuro é dependente da escolha de instituições, que nos dê uma vida ativa, e não
desenvolvimento ideológico e tecnológico. É preciso um conjunto de critérios que nos faça
reconhecer instituições favoráveis ao nosso crescimento pessoal, tendo em vista
investimento os recursos tecnológicos nessas instituições.
O espectro institucional foi usado para dar característica ao homem e suas
ideologias, isso “muitas vezes gera mais calor do que luz.” O espectro conta com a ajuda
das agências manipuladoras. O militarismo é um exemplo disso pois constrói efeitos
contrários as ideologias individuais colocando em prática sua própria ideologia, mesmo
atuando indiretamente. As instituições que utilizam espontaneidade se encontram em
oposição com este espectro.
“Os produtores de gêneros de primeira necessidade e dos bens perecíveis
pertencem ao centro de nosso espectro.” Satisfazendo a demanda geral e adicionando ao
custo de produção e distribuição, o produto sendo básico a competição limita os custos de
venda.

FALSOS SERVIÇOS PÚBLICOS


O sistema rodoviário prevê a locomoção por longos percursos, não se tornando
igualitária para quem está aprendendo a dirigir, servindo como acessório aos carros
particulares; é preciso fazer distinção esclarecedora entre rodovias e serviços públicos,
sendo um serviço público para donos de automóveis, caminhões e ônibus, existindo em
consequência de um produto. Este sistema colabora na produção de demanda
automobilística.
“A escola é o mais insidioso de todos os falsos serviços.” Produzem uma demanda
de instituições modernas que complementam o lado direito do espectro.
O questionamento da necessidade de rodovias é visto como romântico, e o
questionamento da necessidade escolar é tido como imperialismo.

AS ESCOLAS COMO FALSOS SERVIÇOS PÚBLICOS


A escola para ter uma semelhança com as rodovias mostra-se aberta a todos, mas
se contradiz, pois está aberta somente aos que renovam as matrículas constantemente. O
atual nível de custo rodoviário é se faz necessário para a locomoção das pessoas, com
isso as escolas se fazem necessárias para que cheguem até a competência que a
sociedade exige, através da tecnologia. Resumindo, as rodovias são serviçoes públicos
espúrios e as escolas se baseiam na espuriedade, tendo como base a hipótese “de que a
aprendizagem é resultado do ensino curricular.”
“Hoje em dia todas as escolas são obrigatórias, intermináveis e competitivas.”

5. Concordâncias irracionais²
A atual crise educacional exige revisão da ideologia da aprendizagem escrita na lei
pública e não apenas em seus métodos.
A tentativa de mudanças comportamentais parecem ser mensuradas e
responsáveis pelo processo de apenas “um lado da moeda”, o outro lado da moeda é a
pacificação da nova geração para atrair o mundo de sonhos antepassados.
“As dissidências encobrem as contradições inerentes ao próprio conceito de
escola. Os sindicatos de professores, os feiticeiros da técnica e o movimento de
libertação educacional reforçou o enganjamento da sociedade toda nos axiomas
fundamentais do mundo escolarizado.”
Os estudantes sentem-se paranóicos quando são submetidos ao currículo, estando
mais assustados que seu interior, porque seus objetivos estão marcados
inescrutavelmente.
“Os inovadores educacionais ainda acham que as instituições educacionais
funcionam como funis para os programas por eles empacotados.”
A educação é considerada consequência de um processo institucional feito pelo
educador, as relações sendo do fornecedor e consumidor, a pesquisa da educação
continuará como processo circular, reunindo alguns argurmentos favoráveis à
necessidade de embalagens educacionais para que a entrega ao consumidor seja mortal.
Para ocorrer uma revolução na educação é preciso um dupla inversão: “nova
orientação das pesquisas e nova compreensão do estilo educacional de uma
contracultura emergente.”
Nossas instituições estão a serviço do professor. As estruturas relacionadas com
nossa necessidade nos capacita descobrir a definição de si mesmo através da
aprendizagem e contribuição de terceiros.

6. Teias de aprendizagem
Quando pessoas são pressionadas na especificação de seu saber e valores,
admitem que aprederam, fora da escola. O conhecimento dos fatos, a compreensão vital
e trabalhista vêm de vários fatores como: amizade ou amor, televisão ou leitura,
exemplos, etc.
“As atitudes já estão mudando. A orgulhosa dependência da escola desapareceu. A
resistência do consumidor aumenta na indústria do conhecimento.” Muitas pessoas
gostariam de ser independentes da escola, isso é um impedimento da criação da
frustação, pois não têm linguagem adequada e próprio interesse esclarecido, não
conseguindo assim visarem uma sociedade sem escolas ou escolas numa sociedade que
a desinstalou.
Só obteremos o inverso da escola quando admitirmos que podemos depender da
aprendizagem automotivada, assim podendo oferecer relações com o mundo.

UMA OBJEÇÃO: QUEM PODE SERVIR-SE DE PONTES QUE NÃO CONDUZEM A


LUGAR ALGUM?
As instituições educacionais propostas estão concebidas a serviços de uma
sociedade que não existe, sendo que a frustração contra às escolas é grande força
impulsionante para mudar e permitir novos arranjos sociais.
“Uma objeção óbvia foi levantada contra essa abordagem: por que canalizar
energias para construir pontes que não levam a lugar algum, em vez de orientá-las
primeiro para mudar o sistema político e econômico e não as escolas?”
As escolas se tornaram independentes da ideologia professada através do
determinado governo ou organização do mercado.
As escolas são bem parecidas em todos os países, “sejam fascistas, democráticos
ou socialistas, pequenos ou grandes, ricos ou pobres.” A identidade do sistema escolar
nos faz reconhecer a identidade mitológica, o modo produtivo e o modo de controle social,
mesmo existindo variação na mitologia, mesmo com esta identidade é ilusão ter as
escolas como variáveis dependentes, sendo ilusão também esperar que a mudança da
escola ocorra graças a mudanças na economia ou na sociedade.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DE NOVAS INSTITUIÇÕES EDUCATIVAS E FORMAIS


Um sistema escolar para ser bom tem que ter 3 lemas que são, acesso aos
recursos aos que querem aprender, capacitação de encontro dos que queiram
compartilhar sua aprendizagem com os que queiram aprender algo e dar oportunidades
para os que queiram apresentar projetos ao público tendo possibilidade de ser conhecido.
“As escolas estão baseadas na suposição de que há um segredo para tudo nesta
vida; de que a qualidade da vida depende do conhecimento desse segredo; de que os
segredos só podem ser conhecidos em passos sucessivos e ordenados; de que apenas
os professores sabem revelar corretamente esses segredos.”
O termo ”teia de oportunidades” designa modalidades de acesso a cada conjunto
de recursos, a palavra “rede” designa canais reservados ao material para a doutrina.
O público precisa de novas redes, que sejam elaboradas para darem oportunidade
a aprendizagem e ao ensino.

QUATRO REDES
“O planejamento de novas instituições educacionais não deve começar com as
metas administrativas de um príncipe ou presidente, nem com as metas de ensino de um
educador profissional e nem com as metas de aprendizagem de alguma classe hipotética
de pessoas. Não deve começar com a pergunta: O que deve alguém aprender?, mas com
a pergunta: Com que espécie de pessoas e coisas gostariam os aprendizes de entrar em
contacto para aprender?”
Os recursos de educação em geral são intitulados de acordo com metas
curriculares. Uma proposta a ser feita é rotular diferentes abordagens para os estudantes
terem acesso aos recursos educacionais visando sua própria ajuda com a definição e
obtenção de seus objetivos.

SERVIÇO DE CONSULTAS A OBJETOS EDUCACIONAIS


“Se quisermos desescolarizar, devemos inverter ambas as tendências.” O ambiente
deve-se tornar acessível e os recursos devem tornar-se disponíveis para a aprendizagem
autodirigida. A utilização de coisas apenas como parte de um currículo pode ser pior do
que eliminá-la do ambiente, isto pode ajudar no rompimento de procedimentos dos
alunos.
“Os jogos são um bom exemplo.” Não falo de jogos de basquete ou futebol, mas
sim de jogos educativos que ofereçam maneiras para envolvimentos com sistemas
formais; são simples, baratos e podem ser organizados por próprios jogadores. Estes
jogos são vistos peor algumas crianças veêm como uma forma libertação, pois aumenta
sua consciência em relação aos sistemas formais.
“O planejamento, os incentivos e a legislação podem ser usados para liberar o
potencial educativo.”

INTERCÂMBIO DE HABILIDADES
É muito raro as escolas produzirem pessoas com habilidades.
“Uma forma bem mais radical seria criar um banco para intercâmbio de
habilidades.” Onde cada cidadão teria direito ao crédito básico de aquisição à habilidades
principais, tendo bonificações aos que ganhassem ensinando, seguindo modelos de um
centro organizado, ensinando em casa ou em campos esportivos.

ENCONTRO DE PARCEIROS
“O sistema escolar vai em breve defrontar-se com o mesmo problema que tiveram
as igrejas : o que fazer com a sobra de espaço, após a deserção dos fiéis.”

EDUCADORES PROFISSIONAIS
“O relacionamento de mestre e aluno não está restrito. à disciplina intelectual.” Isso
se contradiz nos campos artísticos, físicos, religiosos, psicanalistas e pedagógico,
cabendo também em outros campos utilizados fora da escola. A fator comum entre aluno
e professor é seu relacionamento incalculável, tendo diversas maneiras e um privilégio
ambíguo.
A dependência de um estudante pode ser facilmente rompida com o o professor
titular do que com os outros profissionais relacionados a escola. As escolas deixando a
compulsividade de lado, ajudarão os professores a encontrarem satisfação em seu
exercício, fazendo assim os alunos se interessarem pelo seu jeito de conduzir a aula.
Com a desinstalação de nossa atual estrutura poderia ocorrer a evasão dos
profissionais atuantes da escola, isso se dará brevemente, sendo necessário sua
promoção, que já começou a ocorrer. “O que vale é tentar orientá-la numa direção
promissora, pois ela pode encaminhar-se para duas direções diametralmente opostas.”
Por outro lado, várias pessoas têm a certeza que o ensino curricular utiliza nada
mais que a busca por certificados, tornando-se prejudicial, pois assim ofereceria as
massas opotunidades de preservar a igualdade de acesso à aprendizagem e o de
partilhar o que sabem e o que acreditam.

7.Renascimento do homem epimeteu


“Precisamos re-descobrir a distinção entre esperança e expectativa.” Esperança
significa confiança noa resultado planejados e controlados humanamente, concentrando o
desejo em uma pessoa qual espera-se algo; expectativa procura satisfação em um
processo previsível de produção que temos direito de reclamar. “A sobrevivência da raça
humana depende de sua redescoberta como força social.”
“Os gregos contavam a história de dois irmãos, Prometeu e Epimeteu. Prometeu
sempre admoestava Epimeteu para que deixasse Pandora em paz. Mas este acabou
casando-se com ela. No grego clássico, o nome Epimeteu, que significa «olhar para
trás», foi traduzido por «bobo» ou «estúpido». Na época em que Hesíodo recontou a
história em sua forma clássica, os gregos haviam-se tornado patriarcas moralistas e
misógenos que se atemorizavam só em pensar na primeira mulher. Construíram uma
sociedade racional e autoritária. Os homens planejaram instituições com que pretendiam
fazer frente aos males disseminados.” Conscientizando-se de que seu poder modelador
do mundo produz serviços que aprenderam com esperança. Querendo que suas
necessidades e demandas fossem modeladas por artefatos. Ocupando várias funções na
scoiedade, conseguiram servir de exemplo para seus descendentes. “O homem primitivo
confiava na participação mítica dos ritos sagrados para iniciar pessoas na doutrina da
sociedade, mas os gregos da era clássica reconheciam como verdadeiros homens
apenas os cidadãos que se houvessem adaptado, através da «paideia» (educação) às
instituições de seus maiores.”
A evolução mitológica faz reflexão sobre a transição do mundo que intrepretava
sonhos para um mundo feito de oráculos.
O mundo visto da forma primitiva é governado por destino, fatos e necessidades.
“O homem da era clássica forjou um contexto civilizado para a perspectiva humana.“
Sabendo que poderia desafiar elementos concretos e abstratos, correndo risco. “O
homem contemporâneo vai além; tenta criar um mundo à sua imagem, construir um meio-
ambiente totalmente feito pelo homem e depois descobre que só pode proceder assim se
constantemente se reajustar para então nele se enquadrar. Temos que encarar o fato de
que o próprio homem está em jogo.”
Na antiguidade clássica, o homem descobriu que o mundo poderia ser de acordo
com seu planejamento, e isso fez com que a precaridade, a dramaticidade e a comicidade
fossem descobertas e tragas ao mundo. As intituições democráticas evoluíram e
acreditavam na dignidade humana, as expectativas em relação a este processo se
equilibravam.
“Os consumidores defrontam-se com a realidade de que quanto mais podem
comprar, mais decepções têm que engolir.” As reclamações contra a pandemônica
inflação pareciam lógicas, podendo atribuir a claudicância de descobertas científicas que
não atendem à demanda tecnológica e à perversidade inimiga.
“Finalmente, os professores, doutores e assistentes sociais acham que seus
distintos serviços profissionais têm um aspecto — ao menos — em comum.”
Toda lógica do saber está suspeita, até as próprias leis econômicas não estão
convencendo os que estão fora dos parâmetros sociais onde está concetrada o maior do
dinheiro. O dinheiro é o câmbio mais barato, mas só em uma economia que a eficiência é
mensurada. Em todos os países a medida de eficiência dos termos de benefício-custo são
comprometimento.
A identificação da produção de bens e serviços se deve a uma sociedade
comprometida com a institucionalização, a educação que auxilia na necessidade do
produto, está incluída em seu próprio preço, sendo a escola a agência publicitária que nos
faz acreditar na sociedade como ela é.

Análise crítica
O livro apresenta crítica à instituicionalização educacional em nossa sociedade,
mostrando exmplos da natureza da educação institucionalizada, mostrando-se favorável à
auto-aprendizagem.
A educação universal, não é possível por meio da escolaridade, nem com a ajuda
de outras instituições, nem com novas atitudes profissionais, nem com o aumento de
novos métodos, nem mesmo com a intenção do aumento de responsabilidade
pedagógica.
Sugerindo uma institucionalização educacional marcadora na sociedade, e com a
idéia de uma desinstitucionalização educacional poderia também desinstitucionalizar a
sociedade.
O livro também apresenta críticas para a reinvenção da aprendizagem, com criação
de redes apoiadas com o avanço da tecnologia.