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I

Chamados a ser felizes...

Chamados à vida, todos somos também chamados à felicidade. E porque não somos
obra do ocaso, todos, sem excepção procuramos, mais ou menos activamente e de
diversas formas o caminho que nos conduza ao encontro desse difícil e ansiado projecto
– Ser Feliz.

Na verdade, o ser humano foi criado para isso mesmo, tenha disso consciência ou não.
A verdadeira felicidade dilata o coração, favorece o bem-estar bio-psico e social,
contudo não existe nenhuma fórmula mágica ou matemática para a obter; trata-se de
uma construção que exige esforço, luta, coerência, entrega e discernimento constantes.

Como todas as construções de grande valor, implica cuidados de “manutenção” e


sobretudo um cuidado trabalho interior para a potenciar e desenvolver, fazendo crescer
ao máximo capacidades e aptidões que postas ao serviço dos outros contribuem para o
seu crescimento.

Nascidos para a felicidade confrontamo-nos muitas vezes com a questão: que fazer com
a própria vida? Para onde orienta-la? Que caminho seguir?

Estas questões servem como pano de fundo numa busca de sentido que persiste sempre
no coração de cada um, numa sede insaciável de Absoluto e de significado.

1. Mas... em que consiste a felicidade?

Não é certamente fácil defini-la, nem isso é sequer importante, mais que uma definição
a felicidade é vivência, conquista, processo inacabado, aposta num ideal de vida, ao
qual se segue com confiança e firmeza. Tal processo implica abertura às diversas
oportunidades que a vida oferece e sobretudo que Deus concede para que o homem
realize plenamente a sua vocação ao amor!

Descobrir o caminho que torna possível e efectivo este projecto é de crucial importância
para todo o ser humano que busca um sentido para a sua vida!

Trata-se perceber a que ideal se é chamado e responder de forma pessoal e livre. O que
exige esforço e uma série de opções que forçosamente colocam de lado outras. Por isso
é importante reflectir, escolher, seleccionar, preferir e lutar pelo ideal escolhido.

Para isso é indispensável conhecer-se a si mesmo (energias e tendências, riquezas e


pobrezas, os diferentes elementos da própria personalidade) bem como os diversos tipos
de serviço da sociedade, contando também com a ajuda de alguém mais experiente, a
fim de se proceder a uma opção fundamental de encontro à felicidade.

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Deste dinamismo de descoberta e adesão, nasce a vocação que se insere num projecto
radical de salvação do homem inteiro, isto é em todas as suas dimensões: bio-psico-
sociais e espirituais; ou seja numa questão que dá sentido a todas as facetas do existir
histórico e singular de cada um.

A vocação entendida como realização pessoal, como plenitude humana e qualidade de


vida é também chamamento de Deus a um encontro pleno com Ele numa experiência de
amor que enche a pessoa de gozo e de alegria.

Mais que chamamento a fazer coisas ou a realizar determinadas tarefas, a vocação é


sobretudo chamamento a realizar-se no ser e no viver.

2. Sugestão de dinâmicas:

2.1 Canção de João Pedro Pais: Estou a aprender a ser feliz

Discussão sobre o conteúdo da canção: Felicidade, caminho de aprendizagem?


Como? Em que sentido? Com que finalidade? Que obstáculos encontras?

2.2 As três equipas...

Imagina três equipas de jovens para escalar uma alta montanha, a mais alta da
Europa. A primeira equipa parte, de manhã cedo, em direcção ao Monte Branco. Em
seguida, sai a segunda e, finalmente, sai a terceira equipa.
A primeira equipa, ao chegar ao sopé do monte e ao ver como era alto, nem
sequer tentou subir. Optou por se sentar na relva, por ali abundante, passar o tempo e o
dia a jogar e a divertir-se, naquele local para piqueniques. Comida a merenda, os
membros daquela equipa voltaram, em paz, para as suas casas.
A segunda equipa apareceu e viu os elementos da primeira equipa a jogar e a
divertir-se, na base do dito monte. Começou a subido, mas o suor e as dificuldades
apareceram logo em seguida.
Mais ou menos a metade do monte, sentaram-se, descansaram, comeram o
lanche abundante e voltaram para trás, pois as dificuldades aumentariam e já não teriam
forças para continuar a escalada.
Finalmente, chegou a terceira equipa. Saudou os colegas, já reconfortados com a
merenda comida. Não se deixou desiludir por eles e pelo seu exemplo de fracos
alpinistas. Subiu. Continuou a subir, sem desanimar diante das dificuldades do clima, do
sangue nas mãos e nos pés e do suor, a cair da fronte. Até os víveres vieram a faltar e as
energias também!
Pensou-se até em regressar, antes de chegar ao cume, coberto de neve. Mas, em
todos os elementos daquela equipa, havia grande uma grande força e união para superar
as dificuldades e continuar a subida.
Depois de longas horas de luta e duro sacrifício, ei-los orgulhosos, sentados no
cimo do monte, a contemplar um panorama imenso, atraente e variado, a respirar aquele
ar finíssimo e puríssimo. Sorte maravilhosa que os dois outros grupos tiveram, porque
se acomodaram e não lutaram! Todos afirmavam, cheios de alegria: “Mereceu bem a
pena!”

2
Manuel Santos Gouveia, “Jovens para o novo milénio”, p. 118, 119

Para discussão em grupo:

1. Que aspectos sublinhas neste texto?


2. Que “ingredientes” consideras importantes na construção de um a caminho
de felicidade
3. Estás disposto a lutar por isso?

II

3 Projecto de felicidade – convite a ser mais

Este projecto é no plano da fé um convite a ser mais e a viver segundo a vontade de


Deus (Is. 49, 6-7) para ser presença viva do Seu amor e predilecção para com cada
homem. Discernir e “acolher este projecto é pois, ser feliz e plenamente realizado,
levando a cabo a concretização do sonho do Criador sobre a criatura.” (Cf. Novas
Vocações para uma nova Europa, 7).

Qualquer vocação deve surgir de um desejo profundo em amar, em projectar-se para


além das próprias necessidades e desejos, na abertura e serviço aos outros e com sentido
de comunidade. É, pois necessário vencer a tentação do egoísmo que cerra os olhos e o
coração às realidades exteriores, na ilusão de buscar a felicidade onde realmente não se
encontra. E finalmente decidir-se, dar o passo, pois a indecisão vocacional prolongada é
factor de perturbação e inquietude.

Para o crente e à luz da fé, só Deus Criador e Salvador, possui a força de chamar a uma
maior plenitude de vida e esperança; Este chamamento é manifestamente claro e
concreto no testemunho e no convite feito em Seu Filho Jesus que tem o poder de “criar
novos céus e nova terra”, contando com a insubstituível colaboração e resposta pessoal
de cada um dos discípulos (Mt. 28, 18-20).

III

4 Vocação do cristão- seguir Jesus

Para o cristão, ser feliz é então procurar acertar cada dia o passo com Cristo, pois só Ele
é o verdadeiro Mestre que Se revela como a Verdade capaz de entender a nossa verdade
e de a iluminar segundo a Sua Luz: “Na realidade, o mistério do homem só no mistério
de Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente... Cristo, novo Adão, na própria
revelação do mistério do Pai e do seu amor, revela o homem a si mesmo e descobre-lhe
a sua vocação sublime.” (GS 22)

3
É o Espírito de Deus que abre o caminho para respostas corajosas, positivas e generosas
que vencendo hesitações e adiamentos, incertezas e temores capacita para a
disponibilidade: “Senhor, eis-me aqui, podes enviar-me!” citação?

O convite do Senhor é para todos, para que a partir das características individuais
possam voar mais alto, com confiança, apoiados na sua presença fiel e misericordiosa:
- Vai envio-te;
- Sê vista para os cegos...
- Ser comunicador de esperança num mundo onde há imenso desespero e
frustração,
- sê homem de gratuidade num mundo onde tudo se vende e se compra...

A decisão livre e pessoal que se pauta pelo seguimento de Jesus é força motriz que
conduz a vida do jovem cristão comprometido.

Nas sendas do Mestre, o discípulo vencerá os obstáculos que escurecem por vezes o
caminho. Confiado na sua mão Ele poderá dizer como S. Paulo: Já não sou eu que vivo,
é Cristo que vive em mim” e experimentar que a vida que vem de Jesus é abundante
como Ele mesmo prometeu: Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância
(Jo. ). O que significa que Jesus é oferta de vida, real e abundante, de felicidade
douradora e autêntica.

5 Seguimento e serviço

Mas é preciso descobri-Lo, prosseguir os seus passos, entrar em diálogo íntimo com a
sua Pessoa e não ter medo de O anunciar, proclamando com a vida a libertação que Ele
viveu e propôs no seu caminho de serviço incondicional e dirigido preferencialmente
aos mais pobres: “Todo Aquele que quiser tornar-se grande entre vós, faça-se vosso
servo.”(Mt 20, 26).

O serviço aparece na Igreja primitiva como algo constitutivo da sua estrutura (cf. )
É nesta linha que o crente ao viver a vida nova em Cristo, é chamado a ser testemunha
de liberdade e agente de libertação para os homens. Trata-se do serviço da caridade,
cujas possibilidades de expressão não têm limites, concretizando-se através da
diversidade de vocações e carismas (1Cr. 12, 4; Ef. 4, 11), porque animado pelo Espírito
de Deus que dá vida.

Nesta linha a vivência autêntica e consciente da vocação é sempre caracterizada pela


abertura a horizontes e realidades novas, criando e recriando motivações, capazes de
oxigenar a vida e favorecer a unificação da pessoa orientando-a para Deus e para os
outros.

Trabalho pessoal e possível partilha de grupo

Importa que cada um se pergunte:

- O que é que eu procuro neste mundo?

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- Em que quero empregar a minha vida?
- O que é que Deus deseja de mim?
- Qual é O seu projecto sobre mim?

Para terminar: Cântico 7 – Ser Farol

O Espírito de Deus desce sobre nós,


Vem e renova todo o nosso ser,
Ele é Luz que nos faz ver.
Entrega-te e vê o sinal que Ele quer dar
Também tu és chamado a cativar.
Tu és fruto que há-de dar,
És água viva a jorrar.

Refrão: Já pensaste que Cristo precisa de ti


Já pensaste, já pensaste?
Já pensaste que Cristo precisa de ti
Das tuas mãos, da tua boca do teu coração.

Tu, que possuis o dom da Esperança,


Faz com Cristo uma aliança,
Crê que Ele é o Salvador.
Tu, que és jovem e exultas de alegria,
Quando Cristo penetra na tua vida,
Vai com ele anunciar
A mensagem que quer dar.

Faz nos outros a tua descoberta


Tu és apóstolo, anuncia a tua meta, faz no outro a bondade.
Dá a mão ao pobre, ao oprimido,
Cura os enfermos, liberta os cativos,
Cristo em ti Se revelou,
Teu coração cativou.

(Letra e música: Víctor Pereira)