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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTAP '" >'--vLt-- ~
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Processo TC. N o 2550/06

Administração Direta Municipal. Câmara Municipal


de Monteiro. Exercício 2005. Pedido de
parcelamento de multa. Negativa do pleito, em
virtude de sua intempestividade. Determinação de
encaminhamento à Corregedoria para
acompanhamento a seu cargo.

ACÓRDÃO APL TC 5:l).r 12009

1. RELATÓRIO

Examina-se o pedido de parcelamento de multa aplicada ao senhor Inácio Teixeira de


Carvalho, ex-presidente da Câmara Municipal de Monteiro, através do Acórdão APL TC 727/2007 e
confirmada em grau de Recurso de Reconsideração através do Acórdão APL TC 74/2008.

Em 03 de outubro de 2007, esta Corte apreciou as contas anuais do ex-presidente da


Câmara Municipal de Monteiro, exercício 2005, emitindo o Acórdão PLL TC 727/2007 (fls. 168/169),
decidindo, entre outras determinações, aplicar multa pessoal ao mencionado ex-gestor, no valor de R$
2.805,10.
Em 27 de fevereiro de 2008 esta Corte, em grau de Recurso de Reconsideração,
confirmou a decisão, através do Acórdão APL TC N.o 74/2008 (fls. 216/217), publicado no DOE em
04/03/2008.

Em 08 de abril de 2009, o interessado protocolizou o expediente TC nO05512/09, fls. 227,


requerendo o parcelamento da multa, no valor de R$ 2.805,10, em 24 (vinte e quatro) parcelas, sem
documentação comprobatória da impossibilidade de pagamento do débito de uma só vez.

O Acórdão não foi enviado a Procuradoria Geral de Justiça para propositura da


competente Ação de Cobrança.

Os autos não foram submetidos a análise técnica nem encaminhados ao Ministério Público
junto ao TCE/PB.
É o relatório, informando que as notificações de praxe foram efetuadas.

2. VOTO DO RELATOR

A Resolução Normativa RN TC 05/95, alterada pela Resolução RN TC 33/97, dispõe que


o pedido de parcelamento de multa deve ser formulado no prazo de 60 (sessenta) dias da data da
publicação da decisão em que foi aplicada, acompanhada de documentação comprobatória da
impossibilidade de pagamento de uma só vez. (

O Acórdão APL Te 74/2008 referente ao Recurso de Reconsideração, fo~~dO


04/03/2008, e o pleito de parcelamento foi formulado somente em 08/04/2009.
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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Processo TC. N ° 2550/06

Em face exposto, o Relator vota pela não concessão do parcelamento, em virtude da


intempestividade do pedido, determinando à Secretaria do Pleno que se dê ciência ao interessado,
devolvendo-se os autos à Corregedoria com vistas ao acompanhamento ao seu cargo.

3. DECISÃO DO TRIBUNAL PLENO

Vistos, relatados e discutidos os autos do Processo TC nO02550/06, no tocante ao pedido de


parcelamento de multa aplicada ao ex-presidente da Câmara Municipal de Monteiro, senhor Inácio Teixeira
de Carvalho, através do Acórdão APL TC 727/2007 e confirmado através do Acórdão APL TC N.O 74/2008,
ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, por unanimidade, nessa sessão
de julgamento, acompanhando o voto do Relator, com declaração de suspeição do Conselheiro José
Marques Mariz, em NÃO CONCEDER o parcelamento, em virtude da intempestividade do pleito, dando
ciência ao interessado e devolvendo-se os autos à Corregedoria com vistas ao acompanhamneto a seu
cargo.

Publique-se e cumpra-se.
TCE-PB - Plenário Min. João Agripino.
João Pessoa, 10 de junho de 2009.

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Procurador André Carlo Torres Pontes


Representante do Ministério Público junto ao TCE
Publicado no D. O. E.
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ia do Tribunal Pleno

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

I PROCESSO TC 02293/07 !Pág. 1/31 J


ADMINISTRAÇÃO DIRETA MUNICIPAL - MUNICípIO DE
CAMPO DE SANTANA - PRESTAÇÃO DE CONTAS DO
PREFEITO, SENHOR TARGINO PEREIRA DA COSTA NETO,
RELA TlVA AO EXERCíCIO FINANCEIRO DE 2006 - EMISSÃO
DE PARECER CONTRÁRIO À APROVAÇÃO DAS CONTAS-
APLICAÇÃO DE MULTA - ASSINAÇÃO DE PRAZO -
REPRESENTAÇÃO À RECEITA FEDERAL DO BRASIL -
RECOMENDAÇÕES.
A TENDIMENTO INTEGRAL ÀS EXIGÊNCIAS DA LRF.
RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO - CONHECIMENTO E
PROVIMENTO PARCIAL.

ACORDÃO APL Te 5/1 5" 12009


RELATÓRIO
Esta Corte de Contas, em Sessão Plenária realizada em 08 de outubro de 2008, nos
autos que trataram da PRESTAÇÃO DE CONTAS do Município de CAMPO DE SANTANA,
sob a responsabilidade do Senhor TARGINO PEREIRA DA COSTA NETO, relativa ao
exercício de 2006, decidiu, através do Acórdão APL TC 806/2008, em:
1. "APLICAR multa pessoal ao Senhor TARGINO PEREIRA DA COSTA NETO, no valor
de R$ 2.805,10 (dois mil e oitocentos e cinco reais e dez centavos), em virtude de
grave infração a preceitos e disposições constitucionais e legais, especialmente
quanto à não aplicação minima na Remuneração e Valorização do Magistério, bem
como por ter deixado de executar procedimentos Iicitatórios que estaria obrigado a
realizá-los, configurando a hipótese prevista no artigo 56, inciso li, da LOTCE (Lei
Complementar 18/93) e Portaria 39/2006;
2. ASSINAR o prazo de 60 (sessenta) dias para o recolhimento voluntário da multa ora
aplicada, aos cofres estaduais, através do FUNDO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E
ORÇAMENTÁRIA MUNICIPAL, sob pena de cobrança executiva, desde já
recomendada, inclusive com a interveniência da Procuradoria Geral do Estado ou da
Procuradoria Geral de Justiça, na inação daquela, nos termos dos parágrafos 3° e 4°,
do artigo 71 da Constituição do Estado, devendo a cobrança executiva ser promovida
nos 30 (trinta) dias seguintes ao término do prazo para recolhimento voluntário, se
este não ocorrer;
3. ASSINAR o prazo de 60 (sessenta) dias para que o gestor, Senhor TARGINO PEREIRA
DA COSTA NETO, comprove a efetiva aprovação e conseqüente publicação do
Projeto de Lei 118/2008, regulamentando a forma e os procedimentos para realização
de despesas com doações a pessoas carentes, sob pena de aplicação de multa e
outras cominações legais aplicáveis à espécie;

4. REPRESENTAR à Receita Federal do Brasil, com relação aos fatos atrelados às


contribuições previdenciárias;
5. RECOMENDAR à Administração Municipal de CAMPO DE SANTANA, no sentido de
que não mais repita as falhas constatadas nos presentes autos, especialmente no que
toca à observância aos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, dos inctpios
constitucionais e administrativos e à necessidade de organizar anter a
Contabilidade em estrita consonância com as normas pe . entes, co v' tas a evitar
conseqüências adversas em futuras prestações de contas.
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
I PROCESSO TC 02293/07 jPág.2/311

Inconformado com a decisão, o responsável, Senhor TARGINO PEREIRA DA COSTA


NETO, interpôs o presente Recurso de Reconsideração (fls. 1931/2018) que a Auditoria
analisou e conclui às fls. 2021/2025 pela manutenção das seguintes irregularidades:
1. Aplicação de 59,35% dos recursos oriundos do FUNDEF na Remuneração e
Valorização do Magistério;
2. Realização de despesas sem licitação, no montante de R$ 433.967,43,
correspondente a 7,09% da despesa orçamentária do Poder Executivo;
3. Ausência de repasse ao INSS das contribuições previdenciárias retidas dos
servidores no montante de R$ 16.694,90.
Encaminhados os autos para oitiva ministerial, a ilustre Procuradora Elvira Samara
Pereira de Oliveira, após considerações, opinou, preliminarmente, pelo conhecimento do
Recurso de Reconsideração, posto que tempestivo, e, no mérito, pelo seu não provimento,
ressaltando-se o cumprimento à determinação exposta no item 3 da decisão recorrida.
Estes autos estavam agendados para a Sessão Plenária de 10/06/2009 tendo sido
adiados para a presente Sessão a pedido da defesa.
Foram efetuadas as comunicações de praxe.
É o Relatório.

PROPOSTA DE DECISÃO
o Relator em harmonia com a Unidade Técnica de Instrução tem a destacar os
seguintes aspectos:
1. No que tange à aplicação de 59,35%, abaixo do mínimo, na Remuneração e
Valorização do Magistério, o recorrente limita-se à tentativa de acolhimento do
valor de R$ 2.979,20, excluído pela Auditoria, totalizando, assim, um gasto de R$
788.669,83, o que elevaria o percentual para 60,15%. No entanto, verificando-se
as peças destes autos, resta evidenciado que tais despesas não merecem ser
computadas, haja vista referir-se a dívidas previdenciárias de pessoal de apoio,
bem como a despesa de exercício anterior (2004), além do fato de que tal
quantia não é suficiente para o atingimento da aplicação mínima exigida.
Destaque-se que, o montante total aplicado no Magistério, apontado pela
Auditoria, baseou-se no SAGRES (R$ 778.059,63), e portanto divergente do valor
indagado pelo interessado, além do que serviu para o Movimento Financeiro do
FUNDEF, para o qual não se verificou qualquer divergência, não havendo, por todo
o exposto, razões para modificação da presente irregularidade;
2. Os esclarecimentos prestados acerca das despesas não licitadas não foram
suficientes para modificar a irregularidade, no valor remanescente de
R$ 433.967,431, além do recorrente ter ratificado sua exposição de motivos
constante de sua defesa, não se vislumbrando, igualmente, retificação da pecha
questionada.

. e cios, de materiais de construção, serviços de


;r"-' rr_priamente dito, além de serviços de transportes de
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

I PROCESSO TC 02293/07 Ipág.3/311

Por outro lado, ousa discordar do entendimento da Unidade Técnica de Instrução no


que se refere à retenção e não recolhimento ao INSS - parte segurado, do valor de
R$ 16.694,90, uma vez que o gestor procedeu ao parcelamento do débito, não só da parte
segurado, mas também da parte empresa, conforme documentação acostada aos autos às
fls. 1949/2018, incluindo-se naquela ocasião diferenças não recolhidas durante os meses de
fevereiro a setembro do exercício sob análise (2006). Atente-se ao fato de que a solicitação
do parcelamento deu-se em momento anterior à decisão consubstanciada no Acórdão APL
TC 806/2008, objeto do presente Recurso, não sendo considerado, por isto mesmo, mero
cumprimento de decisão desta Corte.
Com efeito, o Relator propõe no sentido de que os integrantes deste Egrégio Tribunal
Pleno CONHEÇAM do Recurso de Reconsideração interposto, por atendidos os
pressupostos de admissibilidade, CONCEDENDO-LHE PROVIMENTO PARCIAL para
afastar a irregularidade pertinente às contribuições previdenciárias, ressaltando-se.o
cumprimento da determinação contida no item "3" (efetiva aprovação e conseqüente
publicação do Projeto de Lei 118/2008), mantendo-se incólumes os demais itens da decisão
guerreada (Acórdão APL TC 806/2008).
É a Proposta.
DECISAo DO TRIBUNAL
Vistos, relatados e discutidos os autos do PROCESSO TC 02293/07; e
CONSIDERANDO os fatos narrados no Relatório;
CONSIDERANDO o mais que dos autos consta;
ACORDAM os MEMBROS do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAíBA
(TCE-Pb), à unanimidade, de acordo com a Proposta de Decisão do Relator, na Sessão
desta data, em CONHECER do RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO interposto, por
atendidos os pressupostos de admissibilidade, CONCEDENDO-LHE PROVIMENTO
PARCIAL para afastar a irregularidade pertinente às contribuições previdenciárias,
ressaltando-se o cumprimento da determinação contida no item "3" (efetiva
aprovação e conseqüente publicação do Projeto de Lei 118/2008), mantendo-se
incólumes os demais itens da decisão guerreada (Acórdão APL TC 806/2008).

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