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Processo Ten. o 00085/04
a proposta de decisão do Relator e o mais que dos autos consta,
ACORDAM os integrantes
sessão plenária hoje realizada, em:
Presente ao julgamento a Exm", Procuradora Geral.
Publique-s cumpra-se.
3
TC - Plen ri
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ão Agripino, em 21 de maio de 2008.
CON .
AUDITOR OSCAR
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' E SANTIAGO MELO
LATOR

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/~RESANÓBREGA' PROCURADORA GERAL

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Secretaria de Educação do Estado. Recurso de Apelação. Provimento. Reforma da decisão recorrida para retirar a multa aplicada ao gestor e julgar regular o processo de inexigibilidade. Recomendações.

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos do processo TC N° 00085/04, que trata de Recurso de Apelação interposto pelo Secretário de Educação do Estado, Sr. Neroaldo Pontes de Azevedo, contra decisão consubstanciada no Acórdão ACI-TC 406/2005 julgando irregular o processo de inexigibilidade de licitação n." 2200/2003, assim como o contrato n." 26/2003 com a Editora Educarte, cujo objeto é a aquisição de 90.000 livros didáticos para alunos do Ensino Fundamental de Jovens e Adultos, inscritos no Programa EJA, no valor de R$ 1.575.000,00, e

CONSIDERANDO que ficou constatada a existência de decisões contraditórias das Câmaras Deliberativas sobre um mesmo tema;

CONSIDERANDO que o processo de inexigibilidade apresentado merece recomendações quanto à motivação, procedimento de escolha da comissão técnica e elaboração do laudo técnico;

CONSIDERANDO o relatório da Auditoria, o parecer do representante do Ministério Público,

do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, à maioria, em

1) Conhecer e dar provimento ao recurso de apelação para tornar insubsistente a multa aplicada ao Sr.

Neroaldo Pontes de Azevedo através do Acórdão ACI-TC 406/2005, haja vista as decisões contraditórias emitidas pelas Câmaras Deliberativas, gerando insegurança para os jurisdicionados, e a ausência de indícios de conduta dolosa ou má-fé; 2) Reformar a decisão recorrida para julgar regular o processo de inexigibilidade de licitação objeto deste processo; 3) Recomendar ao gestor, em casos futuros, o aperfeiçoamento do procedimento interno de escolha e formalização das comissões técnicas, cuja qualificação deve ser necessariamente apresentada, assim como dos requisitos mínimos para elaboração dos laudos técnicos, que devem ser suficientemente detalhados para permitir uma análise comparativa do material avaliado, afastando suspeitas de favorecimento.

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Processo Te n. o 00085/04

o presente processo trata

de Recurso de Apelação interposto pelo Secretário de Educação do

Estado, Sr. Neroaldo Pontes de Azevedo, contra decisão consubstanciada no Acórdão ACI-TC 406/2005, publicado em 10 de maio de 2005, julgando irregular o processo de inexigibilidade de

licitação n." 2200/2003 1 , assim como o contrato n." 26/2003 com a Editora Educarte, fls. 148/153, cujo objeto é a aquisição de 90.000 livros didáticos para alunos do Ensino Fundamental de Jovens e Adultos, inscritos no Programa EJA, no valor de R$ 1.575.000,00. Na mesma decisão, houve aplicação de multa ao gestor no valor de R$ 2.534,15, fls. 319/320, mantida na apreciação do Recurso de Reconsideração, fls. 342/343. Inconformado, o interessado interpôs o Recurso de Apelação sob análise, fls. 347/356, onde argumenta, em resumo, que:

1) Apesar da regra ser a realização de licitação, a possibilidade de contratação direta está prevista

na própria Constituição Federal

e regulada na Lei de Licitações e Contratos para

os casos em

que houver inviabilidade de competição; 2) A empresa contratada detinha de exclusividade na edição e distribuição dos livros didáticos apontados como sendo os mais adequados ao programa EJA pela comissão técnica constituída para tal finalidade; 3) As decisões insertas nos autos fundamentam-se no entendimento externado pela Auditoria, segundo o qual existiriam dezenas e dezenas de editoras que produzem e comercializam livros

4)

didáticos de excelente qualidade; A interpretação da Auditoria não é a melhor que deve ser dada ao caso, pois os livros que

vinham sendo utilizados na rede estadual de ensino

não estavam atendendo às expectativas

metodológicas de um ensino moderno e atraente a que se propõe a educação de jovens e adultos;

5) Foi designada uma comissão composta por educadores extremamente

qualificados e

experientes com finalidade exclusiva de analisar e emitir laudo técnico acerca dos livros didáticos almejados, cuja conclusão foi pela adequação do material produzido pela Editora Educarte; 6) Houve pareceres favoráveis tanto da Procuradoria Jurídica da Secretaria de Educação como da Secretaria de Controle Interno; 7) Há inúmeras decisões deste Tribunal de Contas julgando regulares inexigibilidades de licitação quando o objeto pretendido versa sobre a aquisição de material didático, inclusive um, de n." 00077/04, com objeto idêntico ao que agora se discute, e também com os mesmos critérios parâmetros para aquisição, caracterizando decisões paradoxais e antagônicas. Em sua análise, a Auditoria entendeu que o apelante repetiu as mesmas alegações da defesa

e

e

do recurso de reconsideração, trazendo como novidade a afirmação de que este Tribunal julgou regular casos semelhantes em outros processos. Apesar disso, o Tribunal pode a qualquer tempo modificar seu posicionamento, à luz de novos argumentos fundamentados em comandos legais e constitucionais, de forma que os argumentos e documentos apresentados pelo apelante não autorizam a reforma do

julgado.

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I Registrado sob os n.? 2200/2003 na Secretaria de Controle da Despesa Pública e 002 Educação.

3- /2003 na Secretaria de

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Processo Te n. o 00085104

Por sua vez, o Ministério Público observou que o apelante não juntou as decisões que citou como contraditórias, nem a Auditoria confirmou sua existência. Assim, é certo que o material didático utilizado na Educação de Jovens e Adultos possui natureza diferenciada, porém, diversas editoras produzem livros compatíveis com esse público alvo, não tendo o gestor logrado êxito na demonstração da inviabilidade de competição, ou seja, não se evidenciou em que o interesse público restaria

prejudicado se efetivada a contratação recurso e pelo seu não provimento.

com outra editora. Concluiu, ao final, pelo conhecimento do

Considerações do relator: sobre a existência de julgados contraditórios neste Tribunal, apesar de não haver juntado cópia das decisões o apelante os identificou adequadamente, de forma que uma busca no arquivo foi suficiente para constatar-se a veracidade da afirmação, pois, com fundamento no

mesmo laudo técnico que subsidiou a aquisição de material didático analisada neste processo para as series iniciais, houve outra aquisição para as séries mais altas, desta feita julgada regular pela 2 a Câmara Deliberativa através do Acórdão AC2- TC 288/06, de 04 de abril de 2006, fazendo-se imperiosa a pacificação dos julgados pelo Plenário. No mérito, entendo que o processo de inexigibilidade merece as seguintes restrições:

1)

É frágil e subjetivo

o Oficio que deu origem ao processo de compra, que se resume a afastar o

material então

para estimular

em uso, da Editora Claranto, dizendo-o inadequado "por não ter contribuído a participação ativa do aluno de EJA" sem qualquer informação de quais dados

ou fatos subsidiaram esta conclusão, isto é, sem apresentar os estudos e avaliações realizados pela Secretaria que fundamentem e permitam esta afirmação. 2) Apesar de insistir na qualificação técnica da comissão de três servidores designada para análise

3)

do material didático, em nenhum momento ao longo do processo o Secretário se dignou a apresentar o currículo dos componentes, justificando sua escolha. Aliás, sequer foram informados os cargos que ocupam. O laudo técnico fundamentador da decisão resume-se a duas páginas com elogios ao material das Editoras Educarte e Dinâmica. Era de se esperar que fossem apresentados resumos de todos os materiais avaliados, com a análise crítica pertinente a cada um deles e, ao final, a opinião sobre a melhor escolha. Distante disso, o laudo constante nos autos é mais bem definido como um resumo conclusivo das opiniões formadas pela comissão sobre o material eleito, sem dados e critérios comparativos. Em suma, é um documento por demais "ligeiro e superficial" frente aos valores que estão em questão.

É o relatório, informando que houve notificação ao interessado da inclusão do processo na presente sessão.

Ante o exposto, proponho que este Tribunal:

1) Conheça e dê provimento ao recurso de apelação para afastar a multa

aplicada ao gestor, haja

P

vista as decisões contraditórias emitidas pelas Câmaras Deliberativas deste Tribunal, gerando

insegurança para os jurisdicionados, e, ainda, a ausência nos autos dolosa ou má-fé;

de indícios de conduta

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Processo Te n. o 00085/04

2) Reforme a decisão recorrida para julgar regular com ressalva o processo de inexigibilidade de licitação objeto deste processo, pois sua fundamentação deu-se de forma precária e pouco adequada ao volume de recursos envolvido; 3) Recomende ao gestor, em casos futuros, o aperfeiçoamento do procedimento interno de escolha e formalização das comissões técnicas, cuja qualificação deve ser necessariamente apresentada, assim como dos requisitos mínimos para elaboração dos laudos técnicos, que devem ser suficientemente detalhados para permitir uma análise comparativa do material avaliado, afastando suspeitas de favorecimento.

É a proposta, em 21 de maio de 2008.

AUDITOR OSCAR ·~Á:TIAGO

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MELO

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