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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

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PROCESSO TC - 01.999/99
ADMINISTRAÇÃO DIRETA ESTADUAL E
MUNICIPAL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E
CULTURA DO ESTADO e a PREFEITURA DE
MONTEIRO. PRESTAÇÃODE CONVÊNIO (Convênio
nO. 72/98). Verificação de irregularidade que não
foi sanada durante a instrução constituída de falta
de aplicação dos recursos obtidos no mercado de
capital.
IRREGULARIDADE DAS CONTAS - DEVOLUÇÃO
COM RECURSOSDO PRÓPRIO GESTORDO VALOR
NÃO APLICADO (R$ 21.800,30) - IMPqSIÇÃO DE
MULTA DE R$1.000,00 - RECOMENDAÇAOA ATUAL
PREFEITA COM VISTAS À COBRANÇADO VALORA
SERDEVOLVIDO (ACÓRDÃOACl TC984/2005).
EMISSÃO DA RESOLUÇÃO RCl TC - 08412006,
ASSINANDO PRAZO DE 30 DIAS À ATUAL PREFEITA
PARA PROCEDER E COMPROVAR PROVIDÊNCIAS
VISANDO O CUMPRIMENTO DO ITEM IV DO
ARESTOANTES REFERENCIADO.
RECURSO DE REVISÃO - CONHECIMENTO E
PROVIMENTO PARCIAL PARA REFORMAR AS
DECISÕES DOS ITENS I e II e TORNAR
INSUBSISTENTE A CONTIDA NO ITEM IV, TODOS
DO ACÓRDÃO DO ACl TC 984/2005 E A
RESOLUÇÃORCl TC- -84/2006.

1. RELATÓRIO

1.01. A la. Câmara deste Tribunal, na sessão de 1°. de setembro de 2005, através do
Acórdão AC1-TC- 984/2005;
1.01.1. julgou irregulares as contas pertinentes ao Convênio nO 72/1998; celebrado
em 26.06.1998, entre Secretaria de Educação e Cultura do Estado e a
Prefeitura Municipal de Monteiro, objetivando a conclusão das obras do Centro
Integrado de Educação Física e Desportos daquele Município, no valor de
R$185.000,00.
1.01.2. determinou ao ex-Prefeito Municipal de Monteiro, Sr. CARLOS ALBERTO
BATINGA CHAVES, que devolvesse aos cofres do município, com recursos
próprios, o valor de R$21.800,30 (vinte e um mil, oitocentos reais e trinta
centavos), relativo a devolução desta quantia ao tesouro estadual com
recursos municipais, quando deveria ter sido com recursos do próprio
responsável;
1.01.3. aplicou multa, ao ex-prefeito antes nomeado, no valor de R$1.000,00,
(hum mil reais) prevista no art. 56 da Lei Orgânica do Tribunal por incursão
nos incisos II e III, con endo-Ihe o prazo de 60 (sessenta) dias para
recolhimento luntário (j débito e da multa sob pena de execução, nos
termos de p x ,.\
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1.01.4. recomendou à atual Prefeita, Senhora Maria de Lourdes Aragão Cordeiro, para
que procedesse à cobrança ao ex-prefeito, do débito a ele imputado, sob pena
de responsabilidade solidária;
1.01.5. recomendou à Secretaria da Educação e Cultura do Estado, para fiscalizar de
forma mais eficaz à aplicação dos recursos por ela repassados a outras
entidades através de convênios.
1.02. Em 31 de março de 2006, a Corregedoria deste Tribunal remeteu cópia do referido
acórdão à Procuradoria Geral de Justiça para propositura da competente Ação de
Cobrança.

1.03. Em 25 de maio de 2006, a la. Câmara, através da Resolução RCi -


TC - 084/2006, assinou o prazo de 30 (trinta) dias à Prefeita do Município de
Monteiro, Maria de Lourdes Aragão Cordeiro, para que procedesse à cobrança do
débito imputado pelo Acórdão ACl - TC- 984/05 ao Sr. Carlos Alberto Batinga Chaves
ou comprovasse documentalmente que está proibida de fazê-lo por determinação
judicial, de tudo dando ciência a esta Corte, sob pena de multa e de responsabilidade
solidária pelo débito imputado.
1.04. Em 03.07.2006, a Prefeita, Sra. Maria de Lourdes Aragão Cordeiro, encaminhou
(fls. 298 a 317) cópia da ação ordinária desconstitutiva com pedido de antecipação de
tutela feita pelo ex-prefeito municipal em que invoca o sobrestamento de toda e
qualquer execução baseada na decisão deste Tribunal.
1.05. Em 11.05.2007, o interessado interpôs recurso de revisão, no qual alega que a
irregularidade apontada no Acórdão ACi-TC- nO. 984/05 não contém nota de
improbidade administrativa, bem como não afirma desvio de recurso, mas tão
somente, a não aplicação financeira do saldo do convênio, que foi devolvido à
Secretaria de Educação da Paraíba e frisa que, em recente decisão (06.02.2007) este
Tribunal evoluiu seu posicionamento e entendeu em afastar das irregularidades
aquela referente à não aplicação no mercado de capital, desta forma pede
reformulação do decisum.
1.06. A Unidade técnica de Instrução deste Tribunal entendeu não merecerem acolhimento
os argumentos do recorrente visto que a decisão deste Tribunal está fundamentada
no Art. 116, § 4° da Lei 8.666/931 e sugeriu encaminhamento dos autos à
Corregedoria para adoção das medidas cabíveis.

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1 §40 do Art. 116 da Lei 8.666/93- Os saldos de convênio, enquanto não utilizados, serão obrigatoriamente
aplicados em cadernetas de poupança de instituição fi eira oficial se a previsão de seu uso for igualou
superior a um mês, ou em fundo de apli ção fina ei de curto prazo ou operação de mercado aberto
lastreada em títulos da dívida pública, quan o a iz ão dos mesmos verificar-se em prazos menores que
um mês.
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1.07. O Ministério Público especial junto ao Tribunal emitiu parecer da lavra do Procurador
MARCILIO TOSCANO FRANCAFILHO, no qual observou que o requerente reveste-se
de legitimidade para interpor o recurso, todavia, este não deverá ser conhecido, ante
sua atipicidade, por não se adequar em nenhuma das hipóteses elencadas no Art. 35
da Lei Orgânica desta Corte de Contas. Ademais, mesmo adentrando no mérito do
recurso, seria de se pugnar pela manutenção do Acórdão ACl-TC- nO. 984/05 em seu
inteiro teor, por estar demais comprovado nos autos que o valor de R$21.800,00 foi
devolvido à Secretaria de Educação com recursos da Prefeitura, além do
descumprimento do § 4°. do Art. 116 da Lei nO. 8.666/93, ocorrendo apropriação
indevida de recursos.
1.08. O processo foi incluído na pauta desta sessão com notificação do interessado.

2. VOTO DO RELATOR
De fato, o parágrafo quarto do artigo 116, da Lei 8.666/93 (Estatuto das Licitações)
prevê a aplicação de saldos de convênios em cadernetas de poupança se a utilização se der
por prazo superior a um mês, como cobrado na espécie ora em análise ou no mercado de
capital se o prazo for inferior.
Observa-se, nos autos (fls. 122), no documento denominado de EXTRATO PARA
SIMPLESVERIFICAÇÃO, datado de 31/07/1998, que os R$ 74.000,00 liberados pelo Primeiro
Convenente foram depositados na Conta Corrente 5434-8, da Prefeitura Municipal de
Monteiro, no Banco do Brasil, agência 0229-1, estando consignados os seguintes
registros:
DATA HISTORICO DOCUMENTO VALOR(R$)
30/06 Saldo anterior -
01/07 Bloqueio de 1 dia útil 161801 74.000,00
02/07 Liberação do Depósito Bloqueado - 74.000,00
10/07 Cheque 972942 9.750,00
17/07 Cheque 972943 1.800,00
29/07 Aplicação CP 6226638 62.000,00
31/07 Saldo - 450,00 (c)

DISPONIVEL
450,00 C
Juros 0,00 IOF 0,00
CPMF 000
SALDO EM APLICAÇAOFINANCEIRA
BB-APLICAÇÃOFINANCEIRACURTOPRAZO 62.082,02
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A Unidade Técnica de Instrução, às fls. 230, manifestou-se acerca deste e de outros
documentos de movimentação financeira, para detectar quem houvera devolvido a correção
cobrada de R$ 21.800,30, tecendo iniciais considerações, que transcrevo in verbis.
...1 - após o ingresso dos recursos do convênio na conta bancária nO 5434-8
(fls. 123)/ além dos descontos dos cheques que foram utilizados no objeto do convênio
(cheques 972943/4.5, fls 77) foi descontado mais 01 cheque no valor de R$ 9.750/00
(cheque nO 972942)/ bem como ocorreram diversas transferências de recursos tanto
para a aplicação em caderneta de poupança como para créditos em contas correntes da
Prefeitura/ a exemplo de transferência para conta corrente de movimento nO 41144-88/
2 - não há evidências na documentação apresentada de que o valor recolhido aos
cofres da SEC em 08/03/2002 (fls. 111) foi sacado da mesma conta da Prefeitura/ que
foi utilizada para recolhimento do saldo nominal do convênio (conta 4.144-0J haja vista
que não tocelisemos, no mês de março/2002 (fls. 217J nenhuma transferência a débito
desta conta no mesmo o valor do recolhimento (R$ 21.800/30);
3 - na época de devolução dos recursos não utiüsedos. ou seja/ em julho/2001/ e
em meses anteriores a conta 5434-8 estava sem movimentação/ e/ com saldo de apenas
R$ .5,41/ conforme extratos às fls. 139/140, dados estes confirmados pelo SAGRES(fls.
219). Confirmando que os recursos liberados do convênio foram totalmente utilizados/
sendo que apenas R$ 8.500/00 foram aplicados no objeto do convênio (ver relatório às
fls. 93) e o saldo de R$65.000,00 foi movimentado sem nenhum critério pelo gestor.
Às fls. 107, após considerar a não aplicação em caderneta de poupança do sistema
bancário oficial, como de fundamental importância à análise do multireferenciado convênio,
daí a merecer restrições, pugnou o Perquet; através da ilustre Procuradora Sheyla Barreto
Braga de Queiroz, pela restituição do valor de R$ 21.800,30, referentes a rendimentos não
auferidos pelo erário estadual e REGULARIDADE COM RESSALVAS da prestação de
contas (grifei), posição reiterada às fls. 259, naquela oportunidade, acrescida da proposta
de aplicação de multa e que a devolução devesse se dar pelo gestor às suas próprias
expensas.

Como já narrado anteriormente, o julgamento se deu na sessão de 10 de setembro de


2.005, decidindo a Primeira Câmara pela irregularidade da prestação de contas, aplicação de
multa ao gestor de R$ 1.000,00, com base nos incisos II e III do artigo 56, da LOTCE-PB,
atribuindo-lhe a reposição do valor de R$ 21.800,30, a título de correção dos recursos que
deixaram de ser aplicados em caderneta de poupança e recomendações.

Como se vê, comprovado está que os recursos obtidos através do Convênio 72/98,
foram objeto de aplicação financeira de curto prazo e a correção auferida foi utilizada,
INDEVIDAMENTE, pela PREFEITURA e não PELO GESTOR, mas que aquela restituiu,
comprovadamente, ao Tesouro Estadual, o valor reiteradamente informado de R$
21.800,30.
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Ora, querer que o Gestor restitua tal valor com recursos seus, quando foi a Prefeitura a
única beneficiária de todas as vantagens que aqueles propiciaram, soa ao Relator como
descabida, injusta e ilegal, posto que a Prefeitura, comprovadamente, já o fez, compensando
o erário estadual dos benefícios que este deixara de usufruir. Ao contrário, seria o bis in idem/
incorrendo o município em enriquecimento sem justa causa.

Realmente, houve a realização de gastos fora do objeto do convênio, mas o Gestor por
isto já fora sancionado com a imposição de multa de R$ 1.000,00 e outra restrição não há
na prestação de contas, inclusive de ordem material.

Isto posto, o Relator vota no sentido de que:

1. PRELIMINARMENTE, seja o presente RECURSO DE REVISÃO CONHECIDO,


porquanto presentes os requisitos de admissibilidade2;

2. NO MÉRITO seja PARCIALMENTEPROVIDO, para que as decisões contidas nos


itens I, II e IV, do Acórdão ACl TC 984/2005 sejam modificadas de
modo que a Prestação de Contas do Convênio 72/98, desta feita, seja
julgada REGULAR COM RESSALVASe a restituição do valor de
R$ 21.800,30 (vinte e um mil e oitocentos reais e trinta centavos) se
dê com recursos do Município de Monteiro, como, comprovadamente,
já ocorreu, bem assim, tornada insubsistente a decisão que
recomendou e posteriormente determinou à atual Prefeita, através da
Resolução RC1TC 084/2006 (fls. 293/294), a cobrança ao recorrente
da importância retro indicada, assinando, para isto, o prazo de 30
(trinta) dias; mantendo-se incólumes os demais itens das decisões
atacadas.

É como Voto.
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2 REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL:


Art .• 173. Os recursos poderão ser interpostos pelo Interessado ou pelo Ministério Público.
Art. 192. De decisão definitiva, proferida nos processos sujeitos a julgamento pelo Tribunal de Contas, cabe
Recurso de Revisão para o Tribunal Pleno, sem efeito suspensivo, interposto por escrito, uma só vez, dentro
do prazo de cinco anos, contado na forma prevista neste Regimento, tendo como fundamentos um ou mais
dos seguintes fatos:
I - erro de cálculo nas contas;
11 - falsidade ou insuficiência de documentos em que se tenha funda ntado a decisão recorrida;
111 - superveniência de documentos novos com eficácia sobre a pr produzida.
Parágrafo único. A decisão que der provimento a rec so de r i O ensejará a correção de todo
qualquer erro ou engano apurado.
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3. DECISÃO DO TRIBUNAL
Vistos, relatados e discutidos os autos do PROCESSO
TC-Ol.999/99, os MEMBROS do TRIBUNAL DE CONTAS DO
ESTADO DA PARAÍBA (TCE-Pb), à unanimidade, na sessão
realizada nesta data, ACORDAM em:
I. Tomar conhecimento do presente RECURSO DE
REVISÃO, porquanto presentes os requisitos de
admissibilidade3;
11 NO MÉRITO, dar PROVIMENTO PARCIAL para que as
decisões contidas nos itens I, II e I~ do Acórdão ACl
TC 984/2005 sejam modificadas de modo que a
Prestação de Contas do Convênio 72/98, desta feita,
seja julgada REGULAR COM RESSALVAS e a
restituição do valor de R$ 21.800,30 (vinte e um mil
e oitocentos reais e trinta centavos) se dê com
recursos do Município de Monteiro, como,
comprovadamente, já ocorreu, bem assim, tornada
insubsistente a decisão que recomendou e
posteriormente determinou à atual Prefeita, através
da Resolução RCI TC 084/2006 (fls. 293/294), a
cobrança ao recorrente da importância retro
indicada, assinando, para isto, o prazo de 30 (trinta)
dias; mantendo-se incólumes os demais itens das
decisões atacadas.
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3 LEI ORGÂNICA DO TCE:

Art. 35. De decisão definitiva cabe Recurso de Revisão ao Plenário, sem efeito suspensivo, interposto por escrito,
uma só vez, pelo responsável, seus sucessores, ou pelo Ministério, dentro do prazo de cinco anos, contado na
forma prevista no inciso" do art. 30 desta lei, e fundar-se-à:

I - em erro de cálculo nas contas;


" -em falsidade ou insuficiência de documentos em que se tenha fundamentado a cisão recorrida;
11I- na superveniência de documentos novos com eficácia sobre a prova produzi .
Parágrafo único. A decisão que der provimento a recurso de revisã ensejará a rreção de tod
erro ou engano apurado.

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registre-se e cumpra-se.

n '5 Antonio da Costa - Relator

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