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Publicado O.O.E
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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO ~
PROCESSO TC N° 1922/06 S~cretaria do-::'í-l;--c""-c,,
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Poder Legislativo Municipal. Câmara de Campo de Santana.
Prestação de Contas Anual relativa ao exercício de 2005.
RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO contra decisão
consubstanciada no Acórdão APL-TC-825/2007. Conhecimento do
recurso. Não provimento.

ACÓRDÃO APL-TC-

RELATÓRIO:
O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, em 24/10/2007, analisou a Prestação de Contas Anual
da Câmara Municipal de Campo de Santana, relativa ao exercício de 2005, de responsabilidade do
Senhor Orisvaldo Barbosa de Miranda, emitindo o Acórdão APL-TC-825/2007, publicado em
14/11/2007, com o seguinte teor:
a) JULGAR IRREGULAR a Prestação de Contas Anual, relativa ao exercício de 2005, da
Câmara Municipal de Campo de Santana, sob a responsabilidade do Senhor Orisvaldo
Barbosa de Miranda, atuando como gestor do Poder Legislativo, dado o não cumprimento do
que dispõe o Parecer Normativo PN-TC-52/2004;
b) CONSIDERAR o atendimento integral às exigências essenciais da LRF;
c) APLICAR MULTA ao Sr. Orisvaldo Barbosa de Miranda, no valor de R$ 1.402,55 (um mil,
1
quatrocentos e dois reais, cinqüenta e cinco centavos), com supedâneo no art. 56, inciso 11 ,
da LOTCE/PB, por infração grave à norma legal, assinando-lhe o prazo de 60 (sessenta) dias
para recolhimento voluntário (...);

d) RECOMENDAR ao atual Presidente da Câmara Municipal de Campo de Santana, no sentido


de evitar qualquer ação administrativa que, em similitude com as ora debatidas, venham
macular as contas do Poder Legislativo Municipal;
e) REPRESENTAR o INSS acerca da não retenção e do não recolhimento das contribuições
previdenciárias devidas aos agentes políticos.

Em 28/11/07, inconformado com a decisão, o Sr. Orisvaldo Barbosa de Miranda, interpôs,


tempestivamente, RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO contra a decisão consubstanciada no Acórdão
supracitado, meritoriamente argüindo apenas a constitucionalidade da contribuição previdenciária
referente à remuneração dos agentes políticos, alegando a inconstitucionalidade declarada pelo
Supremo Tribunal Federal, sendo recebido nos autos pelo Relator e, em seguida, tendo em vista
tratar-se de questões meramente jurídicas, exarou despacho encaminhando os autos ao Ministério
Público para emissão de parecer (Fls. 338).

Instado a manifestar-se, o MPjTCE ofereceu Parecer às fls. 339-340, em 30/01/2008, da lavra da


ilustre Procuradora Sheyla Barreto Braga de Queiroz, opinando, preliminarmente, pelo conhecimento
do recurso intentado, posto que legítimo e tempestivo e, no mérito, pelo seu não provimento ante a
subsistência dos fundamentos da decisão recorrida, ratificando-se o inteiro teor do Acórdão APL TC
825/2007.

O processo foi agendado para esta sessão, com as notificações necessárias.

VOTO DO RELATOR:
Pelo que se pode abstrair da leitura do Parecer Ministerial e da análise da jurisprudência acerca da
matéria é de que a Lei n.? 9.506/97 confrontava o artigo art. 195, li, da CF, na medida em que tornou,
segurado obrigatório do regime geral de previdência social, o exercente de mandato eletivo. Cabe
também destacar que o art. 13 da citada lei criou fonte nova de custeio da seguridade social, ferindo a@)

1 Art. 56, 11- infração grave a norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patri-
monial;
PROCESSO TC nO 1922/06 ...JI.s.2..

norma constitucional disposta nos art. 195, 11,e no art. 154, I, que determinava a instituição de novas
espécies contributivas apenas através de lei complementar.
Com advento da E.C 20/98, foi modificado o art. 195, 11,da CF, permitido a instituição de contribuição
previdenciária para beneficiários da Previdência Social que não se enquadra na categoria
"trabalhadores". Sucedâneamente a edição da EC 20/98 foi publicada a Lei 10.887/04, possibilitando
juridicamente a obrigatoriedade de se instituir contribuição previdenciárias incidente sobre os
subsídios dos ocupantes de mandatos eletivos nas três esferas governamentais, desde que não
vinculados a regime próprio de previdência social. Assim, no exercício financeiro de 2005, os
Vereadores do município de Campo de Santana deveriam, nos termos constitucionais e legais, efetuar
o recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de pagamento dos edis daquela comuna.
Desta forma, acosto-me ao entendimento do Ministério Público Especial junto a este Tribunal de
Contas, votando pelo conhecimento do presente recurso, por estarem configurados os pressupostos
de tempestividade e legitimidade, e, no mérito, pelo seu não provimento, tendo em vista que o
recorrente não apresentou documentos ou fatos novos que pudessem modificar a decisão
inicialmente prolatada.

DECISÃO DO TRIBUNAL PLENO:


Vistos, relatados e discutidos os autos do Processo TC-1922/06, ACORDAM, à unanimidade, os
Membros do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAIBA (TCE/Pb), em tomar
conhecimento do RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO acima caracterizado, por atendidos os
pressupostos da tempestividade e legitimidade e, no mérito, pelo seu não provimento, mantendo-se,
na íntegra, a decisão recorrida.
Publique-se, registre-se e cumpra-se.
TCE-Plenário Ministro João Agripino
, ;

Pessoa, ri l: de P/VVtUh1) de 2008

Conselhei
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Conselheiro Fábio Túlio Filgueiras Nogueira
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Relator

Fui presente,
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Ana Teresa Nóbrega


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Procuradora Geral do Ministério Público junto ao TCE-Pb


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