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ÍNDICE

1 Compreensão e interpretação de textos.

2 Tipologia textual.

3 Ortografia oficial.

4 Acentuação gráfica.

5 Emprego das classes de palavras.

6 Emprego do sinal indicativo de crase.

7 Sintaxe da oração e do período.

8 Pontuação.

9 Concordância nominal e verbal.

10 Regência nominal e verbal.

11 Significação das palavras.

12 Redação de correspondências oficiais.

1 – COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

NOÇÕES LINGÜÍSTICAS E TEXTOS

A Língua é um sistema de signos verbais

objetivando a comunicação de pessoas de uma mesma comunidade . A língua é o meio pelo qual a consciência concebe o mundo que a cerca e sobre ela age . Fica claro que por mais que a língua seja institucional ,a diferença de

costumes e de cultura , faz com que exista um complexo de variantes lingüísticas . A língua pode ser considerada como um instrumento de comunicação do qual temos como código a Palavra . Este código pode ser escrito ou falado , quando somos emissores e ouvido ou mesmo lido , quando somos receptores. Os Meios de Comunicação atuam como os mais variados códigos, entre eles: som, cor, fotografia, gestos e símbolos. Portanto, o jornal,

a televisão, o cinema e um diálogo além de

eficientes meios de comunicação são códigos bastante utilizados. Observe que em certas situações, mais de um código pode aparecer em um mesmo meio de comunicação, como por exemplo, no teatro, temos a atuação clara da palavra, da imagem e do som.

ELEMENTOS CONSTITUINTES DA COMUNICAÇÃO

É fundamental ao aluno que antes de se iniciar

no estudo de um texto ele reconheça os elementos que participam de um ato de

comunicação:

Por CONTEXTO, entenda-se o pano de fundo, seja, toda a situação que se encontra ao redor

dos agentes da comunicação, podendo se referir

a características físicas do local onde

dá-se a comunicação, a características

psicológicas referentes aos diversos agentes, ou mais ainda, por se tratar do assunto sobre o qual se quer comunicar.

O Emissor é o pólo ativo da comunicação, ou

seja, aquele que atua de forma a transferir sua mensagem, através de um código próprio, visando atingir o receptor e ao obter sucesso estará completo o contato. O emissor deve codificar as mensagens.

Já o Receptor é o pólo passivo da comunicação, ou seja, ele se prepara para receber a mensagem, através de um código próprio. Cabe ao receptor decodificar as mensagens. MENSAGEM é tudo aquilo que se deseja transmitir, podendo ser visual, oral, escrita, etc. O código varia conforme a forma que se deseja passar a mensagem, se for visual podemos utilizar gestos, se for escrita, usaremos as palavras e se for falada utilizaremos a linguagem. Linguagem pode ser definida como qualquer sistema de sinais que um indivíduo utilize para se comunicar. Contato – quando se utiliza o código correto e se estabelece a comunicação entre os dois agentes (emissor e receptor), teremos realizado o contato.

FUNÇÕES DA LINGUAGEM Conforme mudamos o enfoque da comunicação, ou seja, variando o enfoque sobre cada um dos elementos citados anteriormente, surgem diferentes funções da linguagem, conforme se pode observar a seguir:

Função emotiva ou expressiva: quando a ênfase é centrada no emissor, normalmente se refere diretamente a uma expressão do emissor em relação ao assunto do que se podendo ser uma interjeição, por exemplo:

Oh que bom. Calem-se.

Função denotativa ou referencial:quando a ênfase é centrada no contexto, a intenção é dar uma idéia generalizada sobre o assunto, por exemplo:

Em virtude da greve dos caminhoneiros, iniciada no presente mês, fruto da indignação destes em relação aos aumentos dos pedágios nas estradas, o Presidente da República ameaçou acionar os militares.

Função conotativa ou apelativa:quando a ênfase é centrada no receptor, a intenção é influenciar a pessoa com quem falamos, esta função pode ser bem representada quando aparecer os vocativos c/ou imperativos. Por exemplo:

Venha, José.

Função fática: quando a ênfase é centrada no contato, a finalidade é de prolongar ou interromper a comunicação e algumas vezes testar a eficiência. Como não estou lhe ouvindo, você poderia repetir/

Função metalingüística: quando a ênfase é

centrada no código, tem-se a finalidade de

verificar;

Se o emissor e o receptor estão usando o mesmo código de comunicação. Observe o exemplo a seguir.

Taxa é ato e/ou efeito de taxar?

Função Poética: quando a ênfase é centrada na mensagem. A mensagem toma a forma de emissor, fato que só ocorre quando estamos diante de uma realidade transfigurada, mais

precisamente, diante de uma obra artística.Vide

o exemplo:

"Stop! A vida parou/ ou foi automóvel". (Carlos

Drumont de Andrade)

2 - TIPOLOGIA TEXTUAL

A DIFERENÇA ENTRE DESCRIÇÃO,NARRAÇÃO E DISSERTAÇÃO

Existem três tipos de textos: descrição, narração

e dissertação. É importante que você consiga perceber a diferença entre elas. Leia , primeiramente , as seguintes definições. Três exemplos dessas modalidades:

Descrição Sua estatura era alta e seu corpo, esbelto. A pele morena refletia o sol dos trópicos. Os olhos negros e amendoados espalhavam a luz interior de sua alegria de viver e jovialidade. Os traços bem desenhados compunham uma fisionomia calma, que mais parecia uma pintura. Narração Em uma noite chuvosa do mês de agosto, Paulo

e o irmão caminhavam pela rua mal-iluminada

que conduzia sua residência .Subitamente foram

abordados por um homem estranho. Pararam, atemorizados, e tentaram saber o que o homem queria, receosos de que se tratasse de um assalto. Era, entretanto, somente um bêbado que tentava encontrar, com dificuldade, o caminho de casa.

Dissertação Tem havido muitos debates sobre a eficiência do sistema educacional brasileiro. Argumentam alguns que ele deve Ter por objetivo despertar no estudante a capacidade de absorver informações dos mais diferentes tipos e relacionadas com a realidade circundante. Um sistema de ensino voltado para a compreensão dos problemas socio-econômicos e que despertasse no aluno a curiosidade cientifica seria por demais desejável.

DISSERTAÇÃO Como você pode perceber, não há como confundir estes três tipos de textos. Enquanto a

NÍVEIS DE LINGUAGEM

É possível perceber que as pessoas em cada

falante faz da língua variar de acordo com social,

etc. Existem, portanto, vários níveis de em três:

O nível (linguagem) Coloquial (cotidiana,

popular, informal) – representada pelas formas de linguagem usadas na conversação diária, numa situação de informidade, existindo uma despreocupação com a norma gramatical.

O nível (linguagem) Culto (formal)—caracteriza-

se por uma sintaxe aperfeiçoada, pelo vocabulário escolhido e pelo excessivo rigor gramatical .

O nível (linguagem) literário (poético) –

caracteriza – se pela agramaticabilidade, ou

seja, existe a famosa ‘licença poética ",onde se aceita do artista a quebra das normas gramáticas".

A famosa "licença poética",onde se aceita .

descrição aponta os elementos que caracterizam OBS: Por ocasião da resolução das questões de análise os seres, objetos, ambientes e paisagens, a

e interpretação de textos, cabe ao candidato a análise narração implica uma idéia de ação, movimento

do texto segundo as normas do avaliador lance mão empreendido de pelos personagens da história. Já

textos de escritores linguagem coloquial.

da história. Já textos de escritores linguagem coloquial. a dissertação assume um caráter totalmente

a dissertação assume um caráter totalmente

diferenciado,na medida em que não fala de pessoas ou fatos específicos,mas analisa certos assuntos que são abordados de modo impessoal.

NARRAÇÃO Tipo de narrador Narrar é contar um ou mais fatos que ocorreram com determinados personagens, em local e tempo definidos. Em outras palavras, é contar uma história, que pode ser real ou imaginária. Quando você vai redigir uma história, a primeira decisão que deve tomar é se você vai ou não fazer parte da narrativa. Tanto é possível contar uma história que ocorreu com outras pessoas quanto narrar fatos acontecidos com você. Essa decisão determinação o tipo de narrador a ser utilizado em sua composição. Este pode ser, basicamente, de dois tipos:

Narrador em 1ª Pessoa : é aquele que participa da ação, ou seja,que se inclui na narrativa. Trata-se do narrador-personagem. Exemplo:

Estava andando pela rua quando de repente tropecei em um pacote embrulhado em jornais. Peguei-o vagarosamente, abri-o e vi, surpreso, que ali havia uma grande quantia em dinheiro. Narrador em 3ª pessoa: é aquele que não participa da ação, ou seja, não se inclui na narrativa. Temos então o narrador-observador. Exemplo:

João estava andando pela rua quando de repente tropeçou em um pacote embrulhado em jornais. Pegou-o vagarosamente;abriu-o e viu, surpreso, que ia havia uma grande quantia em dinheiro.

OBSERVAÇÃO:

Em textos que apresentam o narrador em 1ª pessoa, ele não precisa ser necessariamente o personagem principal;pode ser somente alguém que, estando no local dos acontecimentos, Presenciou-os.

Exemplo:

Estava parado no ponto de ônibus, quando vi, a meu lado,um rapaz que caminhava lentamente pela rua. Ele tropeçou em um pacote embrulhado em jornais. Observei que ele o pegou com todo o cuidado, abrindo-o e viu, surpreso, que lá havia uma quantia em dinheiro.

Elementos da narração

Depois de escolher o tipo de narrador que você vai utilizar, é necessário ainda conhecer os elementos básicos de qualquer narração. Todo texto narrativo conta um FATO que se passa em determinado TEMPO e LUGAR. A narração só existe na medida em que há ação; esta ação é praticada pelos PERSONAGENS. Um fato, em geral acontece por uma determinada CAUSA e desenrola-se envolvendo certas circunstâncias que o caracterizam. É necessário, portanto, mencionar o MODO Como tudo aconteceu detalhadamente, isto é, de que maneira o fato ocorreu. Um acontecimento pode provocar CONSEQÜÊNCIAS, as quais devem ser observadas. Assim, os elementos básicos do texto narrativo são:

FATO (o que se vai narrar):

TEMPO (quando o fato ocorreu); LUGAR (onde o fato se deu); PERSONAGENS (quem participou do ocorrido ou o observou); CAUSA (motivo que determinou a ocorrência); MODO (como se deu o fato); CONSEQÜÊNCIAS.

NARRAÇÃO OBJETIVA Observe agora um exemplo de narração sobre um incêndio, criado com o auxílio do esquema estudado. Lembre-se de que, antes de começar a escrever, é preciso escolher o tipo de narrador. Optamos pelo narrador em 3ª pessoa. Ocorreu um pequeno incêndio na noite de ontem, em um apartamento de propriedade do sr. Marcos da Fonseca. No local habitavam o proprietário, sua esposa e seus dois filhos. Todos eles, na hora em que o fogo começou, tinham saldo de casa e estavam jantando em um restaurante situado em frente ao edifício. A causa do incêndio foi um curto circuito ocorrido no precário sistema elétrico do velho apartamento. O Fogo despontou em um dos quartos que, por sorte,ficava na frente do prédio. O porteiro do restaurante, conhecido da família, avistou-o e imediatamente foi chamar o sr. Marcos. Ele, mais que depressa, ligou pa o Corpo de Bombeiros. Embora não tivessem demorado a chegar, Não obstante o prejuízo, a família consolou-

se com o fato de aquele incidente não Ter tomado maiores proporções, atingindo os apartamentos vizinhos. Vamos observar as características dessa narração. O narrador está em 3ª pessoa, pois não toma parte na história,não é nem membro da família, nem o porteiro do restaurante, nem um dos Bombeiros e muito menos alguém que passava pela rua na qual se situava o prédio . Outra característica que deve ser destacada é o fato de a história Ter sido narrada com objetividade: O narrador limitou-se a contar os fatos sem deixar que seus sentimentos, suas emoções transparecessem no decorrer da narrativa. Este tipo de texto denomina-se narração objetiva. É o que costuma aparecer nas "ocorrências policiais" dos jornais, na quais os redatores apenas informam os fatos, sem se deixar envolver emocionalmente com o que estio noticiando. Este tipo de narração apresenta um cunho impessoal e direto.

NARRAÇÃO SUBJETIVA Existe também um outro tipo de texto chamado narração subjetiva. Nela os fatos são apresentados levando-se em conta as emoções, os sentimentos envolvidos na história. Nota-se claramente a posição sensível e emocional do narrador ao relatar os acontecimentos.O fato não é narrado de modo frio e impessoal; ao contrário, são ressaltados os efeitos psicológicos que os acontecimentos desencadeiam nos personagens. É, portanto, o oposto da narração objetiva.

Com a fúria de um vendaval Em uma certa manhã acordei entediada .Estava em minhas férias escolares do mês de junho.Não pudera viajar.Fui ao portão e avistei, três quarteirões ao longe, a movimentação de uma feira livre. Não tinha nada para fazer, e isso estava me matando de aborrecimento. Embora soubesse que uma feira livre não constitui exatamente o melhor divertimento do qual um ser humano pode dispor, fui andando, a passos lentos, em direção aquelas barracas. Não esperava ver nada de original, ou mesmo interessante. Como é triste o

tédio ! Logo que me aproximei, vi uma senhora alta, extremamente gorda, discutindo com um feirante. O homem, dono da barraca de tomates, tentava em vão acalmar a nervosa senhora.Não sei por que brigavam, mais sei o que vi: a mulher, imensamente gorda, mais do que gorda (monstruosa),erguia seus enormes braços e, com os punhos cerrados, gritava contra o feirante. Comecei a me assustar, com medo de que ela destruísse a barraca (e talvez o próprio homem) devido a sua fúria incontrolável. Ela ia gritando e se empolgando com sua raiva crescente e ficando cada vez mais vermelha, assim como os tomates, ou até mais. De repente, no auge de sua ira, avançou contra o homem já atemorizado e, tropeçando em alguns tomates podres que estavam no chão, caiu,tombou, mergulhou, esborrachou-se no asfalto, para o divertimento do pequeno público que, assim Como eu, assistiu aquela cena incomum.

O DISCURSO DO NARRADOR Comparando os dois modelos de narração

apresentados você poderá perceber a diferença entre o narrador em 1ª e 3ª, essas, a maneira como se elabora uma narração utilizando o esquema estudado, a existência da narração objetiva em oposição á narração subjetiva e alguns outros aspectos.

É importante também que você observa um

outro fato sobre o qual ainda não fizemos qualquer comentário. Lendo as narrações O incêndio e Com a fúria de um vendaval, você notará com facilidade que o narrador contou cada uma das histórias com suas próprias palavras.

NARRAÇÃO E OS TIPOS DE DISCURSO

Discurso direto e discurso indireto

O discurso direto (registro da fala dos

personagens) em meio a uma narração, bem como transformá-lo em discurso indireto.

O primeiro passo é conseguir diferenciar o discurso indireto do discurso direto. Veja estes exemplos:

Discurso indireto

O rapaz, depois de estacionar seu automóvel

em um pequeno posto de gasolina daquela rodovia, perguntou a um funcionário onde ficava a cidade mais próxima. Ele respondeu que havia vilarejo a dez quilômetros dali.

Discurso direto

O rapaz, depois de estacionar seu automóvel

em um pequeno posto de gasolina daquela rodovia, perguntou:

-Onde fica a cidade mais próxima? -Há um vilarejo a dez quilômetros daqui – respondeu o funcionário.

Observe o exemplo de discurso direto. Antes do registro da fala do personagem existe um travessão (-) que inicia um novo parágrafo. No último período desse texto você notou que há também um outro travessão, colocado antes da palavra respondeu; ele serve para separar a fala do personagem da explicação do narrador ("respondeu o funcionário"). Quando o narrador quer informar qual o personagem que fala, o texto pode ser organizado de duas maneiras:

Primeiro explica-se quem vai falar. A frase termina por dois-pontos (: ). Abre-se então um novo parágrafo para nele colocar o travessão, seguido da fala do personagem.

Exemplo:

O funcionário respondeu:

-Há um vilarejo a dez quilômetros daqui. Em primeiro lugar, registra-se,depois de posto o travessão,a fala do personagem. Na mesma linha coloca-se um outro travessão e, em seguida, a frase pela qual o narrador explica quem está dizendo aquilo (iniciada por letra minúscula).

Exemplo:

-Há um vilarejo a dez quilômetros daqui – respondeu o funcionário.

O PRIMEIRO DIA NO CURSINHO Maria Helena acabava de matricular-se em um famoso

cursinho,desses que preparam os alunos para os exames vestibulares. Logo no primeiro dia de aula, depois de subir os seis lances de escadas que a conduziam à sua classe de duzentos e quarenta alunos, entrou na sala espantada com a quantidade de colegas. Assistiu às três primeiras aulas (ou conferências) que os professores deram com o auxílio de microfones.

Quando bateu o sinal do intervalo, Maria Helena perguntou a um colega de classe:

- Você, por acaso, sabe onde fica a lanchonete ?

- Fica no térreo – respondeu-lhe o colega gentilmente. Ela então começou a descer os seis lances de escadas, acompanhada por uma quantidade

incontável de pessoas, ou seja, os colegas das outras quinze salas de aula existentes em cada andar. Sentia-se como uma torcedora saindo do Morumbi depois de um clássico. Após algum tempo chegou ao térreo e lá avistou uma aglomeração comparável ao público que comparecia aos comidas das "Diretas".

- Por favor, você sabe onde fica a

lanchonete ? Disseram que ficava

no térreo – perguntou Maria Helena para uma moça que estava a seu lado .

- Mas você já está na lanchonete!

Descobriu então que estava no lugar procurado, mas não dava para ver a caixa registradora, situada a alguns metros dela, de tanta gente que havia. Ela já estava na fila da caixa e não sabia.

DISCURSO DIRETO verbos no presente do indicativo (fica, há) pontuação característica (travessão, dois pontos)

DISCURSO INDIRETO verbos no pretérito do indicativo (ficava, havia) ausência de pontuação característica. Tempos verbais No exemplo apresentando de discurso direto,os personagens utilizavam o verbo no presente do indicativo. E se eles estivessem se expressando no pretérito ou em outro tempo verbal ? Siga, na tabela da página seguinte, as correlações entre alguns tempos verbais e os tipos de discurso.

DISCURSO DIRETO presente do indicativo:

- Tenho pressa – disse o rapaz.

pretérito perfeito do indicativo:

- Presenciei toda a cena – declarou o jovem.

imperativo:

- Cala-te – ordenou o senhor a seu vassalo, futuro do presente do indicativo:

- Farei o possível - -disse o moço.

DISCURSO INDIRETO pretérito imperfeito do indicativo:

O rapaz disse que tinha pressa.

pretérito – mais - que – perfeito simples ou

composto:

O jovem declarou que presenciaria (tinha

presenciado) toda a cena.

pretérito imperfeito do subjuntivo:

O senhor ordenou a seu vassalo que ele se

calasse.

futuro do pretérito do indicativo:

O moço disse que faria o possível.

Não vamos relacionar todos os tempos de verbos e suas modificações. Acreditamos que

basta uma observação de caráter geral: ao transforma o discurso direto em indireto, você estará transcrevendo algo que alguém já disse; portanto,no discurso indireto, o tempo será sempre passado em relação ao discurso direto.

O mecanismo é basicamente o mesmo para

todos os casos. Preste atenção neste último

exemplo:

Discurso direto - Quero que você me siga – disse Pedro. (presente do indicativo, presente do subjuntivo)

- Se estiver disposta, eu o farei – replicou Paula. (futuro do subjuntivo, futuro do presente do indicativo)

Discurso indireto Pedro disse a Paula que queria que ela o seguisse. (pretérito imperfeito do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo) Paula replicou que, se estivesse disposta, ela o faria. (pretérito imperfeito do subjuntivo, futuro do pretérito do indicativo)

Pronomes e advérbios Outras classes de palavras, com os pronomes e alguns advérbios, podem igualmente requerer alterações. Observe o exemplo abaixo:

Discurso direto

- Venha cá,minha filha – disse a mãe, impaciente.

- Estarei aí daqui a cinco minutos.

Discurso indireto A mãe, impaciente, pediu a sua filha que fosse até . Ela respondeu que estaria lá dali a cinco minutos.

Discurso direto - Onde estão os meus ingressos para o espetáculo de patinação? – perguntou Pedro.

- Estavam aqui ainda neste instante! – replicou Maria.

Discurso indireto Pedro perguntou a Maria onde estavam os seus ingressos para o espetáculo de patinação. Ela replicou que eles estavam ali ainda naquele instante.

DESCRIÇÃO A DESCRIÇÃO DE PESSOAS Descrever uma pessoa não é tão simples quanto parece. Vários fatores precisam ser levados em conta quando nos dispomos a fazê-lo. Entretanto, todo o conjunto de elementos que compõem o perfil de um ser humano pode ser dividido basicamente em dois grupos: o das características físicas e o das características psicológicas. Entendemos por características físicas aa aparência externa, isto é, tudo o que pode ser observado externamente quando analisamos alguém: a altura, o peso, a cor da pele, a idade, os cabelos, os traços do rosto, a voz e o modo de se vestir (que, evidentemente, não é

componente físico de alguém, mas é um aspecto exterior). Por outro lado, entendemos por características psicológicas tudo o que se associa ao comportamento da pessoa, ou se, a personalidade, o temperamento, o caráter, as preferências (referentes a certas atividades esportivas ou artísticas), as inclinações (aptidões para determinadas tarefas), a postura em relação a si mesma e aos outros e os objetivos (metas profissionais ou pessoais a serem alcançadas no futuro). E, enfim, aquilo que caracterizam seu modo de agir ou ser. Uma boa descrição deve levar em conta se não todos, pelo menos a maioria dos aspectos físicos e também dos psicológicos. Devemos optar por aqueles que mais nos impressionam e mais fielmente podem fornecer um retrato da pessoa, de modo que o leitor do nosso texto possa visualizá-la ou reconhecê-la. A esta altura, você pode estar pensando em como organizar uma composição dispondo adequadamente esse número bastante grande de elementos. Vamos nos deter agora no esquema a ser utilizado para a descrição de pessoas, que tem por objetivo auxiliá-lo a organizar suas idéias – assim, ele é um ponto de partida para a sua redação. Esse esquema comporta duas variações no que se refere à ordem de apresentação das características físicas e psicológicas do retratado. A seguir, passaremos a detalhar essas possibilidades. No primeiro parágrafo, ou seja, na Introdução, você deve fornecer uma idéia geral da pessoa a ser descrita. Assim, evite, nesse momento, a referência a pormenores pouco significativos. Não seria conveniente você começar sua descrição com uma frase do tipo: "Ele tem uma pinta na face esquerda". Isso tornaria sua redação bastante inadequada. Por isso, procure começar por um aspecto capaz de apresentar o ser descrito como um todo. Por exemplo: "Ele parece ser uma pessoa simpática, que sempre faz amigo com facilidade". Esta ou outra afirmação da mesma natureza é o que denominamos aspecto de caráter geral. Um outro exemplo deste procedimento seria começar a redação dizendo qual foi a primeira impressão que lhe causou essa pessoa, quando você a conheceu.

No início do segundo parágrafo, começando, portanto, o Desenvolvimento, você apontará detalhadamente as características físicas do indivíduo. Essas características devem ser mencionadas segundo uma determinada ordem .Parece-nos adequado que o sentido da descrição seja de cima para baixo, uma vez que, em geral, observamos inicialmente o que está à altura de nossos olhos, ou seja, o rosto de alguém. Não teria cabimento começar o segundo parágrafo com uma frase como esta: "Seu pé era um tanto grande". Os outros elementos que compõem os traços do rosto não precisam ser descritos com tantos detalhes. São suficientes algumas poucas referências. Em seguida fala-se da voz. Em geral, o que se comenta neste item (profundamente relacionado com o aspecto psicológico,assim como alguns outros) diz respeito ao tom, entoação e volume. Explicando melhor, se a pessoa fala rapidamente ou de modo mais pensando, em um tom alto ou mais baixo e se demonstra um sotaque característico de qualquer região. Segue–se então a análise das roupas, ou seja, do modo como a pessoa se veste. Podemos comentar se costuma usar roupas esportivas ou sociais, fazendo referências a detalhes mais significativos dos trajes. É bom lembrar que o modo como alguém se veste costuma estar intimamente ligado a certos elementos das características psicológicas. Às vezes, através das roupas, podemos fazer uma vaga idéia do que a pessoa pensa ou de como se comporta. Analisando a personalidade de alguém, você fará comentários sobre a maneira como defende suas idéias:com firmeza ou deixando-se levar facilmente pelas opiniões dos outros. Dirá o quanto tem idéias formadas no que se refere a certos assuntos ou não. Convém mencionar também se demonstra vocação para exercer a liderança do grupo ou releva um tipo de comportamento mais passivo, que prefere acompanhar sugestões ou obedecer a ordens. Quanto ao temperamento, observamos se o indivíduo é extrovertido (expande suas emoções, demonstra seus sentimentos diante dos fatos e não tem por hábito emitir suas idéias, principalmente se não for solicitado). Ainda neste item analisamos se a pessoa parece ser alegre ou triste, entusiasmada ou derrotista, tranqüila

ou facilmente irritável, otimista ou pessimista, etc. Podemos tentar avaliar também o grau de sensibilidade que apresenta: se parece excessivamente sentimental ou se demonstra certa frieza.

O caráter trata, por sua vez, das qualidades ou

defeitos que uma pessoa possa apresentar. Aspectos como estes devem ser em conta:

honestidade, sinceridade, lealdade e

preocupação com seus semelhantes, por exemplo.

É interessante também que se fale das

preferências da pessoa descrita em vários

campos: música ou artes em geral, esportes, formas de lazer, leituras, etc. Sobre suas inclinações, falarmos a respeito de algumas aptidões facilmente observáveis. Certas pessoas demonstram grande interesse e vocação para atividades artísticas; outras gostam de executar trabalhos manuais; há as que apresentam extrema facilidade de comunicação, e assim por diante. É, dessa forma, um pequeno relato sobre a vocação que cada um tem para exercer determinada atividade. Ao próximo item damos o nome de postura. Explicamos anteriormente que é o posicionamento do indivíduo em relação a si mesmo e aos outros. Isso tem direta relação com o que se poderia chamar de visão de mundo ou ideologia. Na abordagem deste item, podemos captar alguns aspectos básicos que compõem o conjunto de suas idéias sobre a vida. Então, tentaremos perceber como ele se vê, enquanto ser faz parte de uma comunidade,

e como entende que deva ser sua atuação junto

à sociedade a que pertence. E importante notar como encara os problemas econômicos, sociais

e políticos que o envolvem e o que pensa das questões mais importantes que preocupam o seu meio.

O último item mencionado, dentre as

características psicológicas, é objetivos. Aqui diremos o que a pessoa espera alcançar na vida: exercer algum cargo em especial, ter uma profissão específica, viajar para determinado lugar ou qualquer outro sonho que possa ter. Por fim, a Conclusão. Neste último parágrafo não convém terminar a descrição com um detalhe insignificante, mas com uma afirmação de caráter geral, como foi feito na Introdução. Podemos sugerir que termine a redação falando

sobre a maneira como a pessoa descrita costuma relacionar-se com os outros; você pode também afirmar algo sobre sua simpatia e comunicabilidade. Enfim, faça qualquer observação final, procurando referir-se à pessoa como um todo.

A DESCRIÇÃO DE OBJETOS Inicialmente, é preciso distinguir dois tipos básicos de objetos:

aqueles que se constituem essencialmente de uma única parte. Exemplos:um pedaço de giz,uma pedra, um balão de gás, um cinzeiro, um clipe, etc; os que se constituem da reunião de várias partes. Exemplos: uma caneta, um aparelho de televisão, uma cadeira, um relógio, etc. Convém utilizar processos diferentes para descrever estes dois tipos de objetos.

Objetos constitutivos de uma parte Aqueles que se constituem basicamente de uma única parte poderiam ser descritos através do esquema abaixo:

DESCRIÇÃO DE AMBIENTES Toda vez que nós quisermos descrever um lugar, devemos primeiramente apontar se esse local é fechado ou aberto. Caso seja um local fechado, nós o denominaremos ambiente; se, entretanto, for um lugar a céu aberto, chamaremos paisagem. A paisagem por sua vez, pode ser rural (campestre) ou urbana (vista que se tem de uma cidade). Cumpre, dessa forma, elaborar dois esquemas básicos: o da descrição de ambientes e o da descrição de paisagens. No inicio do Desenvolvimento, tratamos da estrutura do ambiente. Falamos de como são suas paredes (cor, estado de conservação, etc.), apontando a existência e a localização de janelas e portas. Comentamos, em seguida, as características do chão e do teto, fazendo também observações acerca de sua cor, material com o qual são construídos, estado de conservação e outros detalhes relevantes. Ao falarmos sobre a luminosidade, podemos mencionar, por exemplo, a presença de lustres luxuosos ou, dependendo do local, de uma certa escuridão decorrente da má iluminação. Ainda é

possível fazer referência ao aroma de plantas lá existentes ou a outros menos agradáveis, como

o do mofo. Tudo dependerá do tipo de ambiente

que você estiver descrevendo. No segundo parágrafo do Desenvolvimento entramos em pormenores. Escolhemos uma ordem (ou direção) para descrever os móveis, utensílios ou adornos do local. A ordem tanto pode ser da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, como também de trás para frente, ou vice-versa, levando-se em conta a posição do observador e a disposição dos objetos. Na Conclusão, terminamos por fazer um comentário de caráter geral, que pode ser, por exemplo, sobre a atmosfera do ambiente descrito (de luminosidade, cor e alegria, ou de desolação e tristeza), ressaltando a impressão que causa em quem dele se aproxima ou o freqüenta.

DISSERTAÇÃO COM PREDOMINÂNCIA CRÍTICA

A técnica que você vai conhecer agora deve ser

aplicada a temas que contêm uma profunda crítica pode referir-se a algum aspecto da natureza humana,qualquer circunstância da nossa realidade nacional ou mundial; evidentemente pode tratar-se de uma questão política, um grave problema social, uma inadequação econômica, um conflito entre nações, ou qualquer assunto que permita uma análise cr´tica ao longo de toda a dissertação. Observe alguns temas que, a nosso ver, seriam desenvolvimentos de maneira bastante satisfatória, pela utilização desta técnica. No segundo parágrafo do desenvolvimento, é a vez dos comentários críticos, apresentados em seqüência associativa, ou seja, um comentário leva a outro, na continuidade natural do

raciocínio. Boa parte dos comentários refere-se diretamente às idéias do parágrafo anterior. Os demais são decorrência da abordagem do assunto . Convém que alguns recursos sejam usados para enriquecer os comentários críticos.

A comparação é um excelente recurso.

Comparar duas situações, regiões ou dois fatos similares, ou mesmo duas pessoas com características afins é bastante recomendável,inclusive para esclarecer certas afirmações ou tornar mais claro o que se quer retratar. Se possível, a metáfora seria um

recurso de grande valia em certos momentos da dissertação. Mas, acima de tudo, o recurso estilístico mais adequado a este tipo de composição é a ironia. Seu uso deve ser dosado, para não imprimir um tom cínico à redação. Algumas ironias bem colocadas em pontos estratégicos podem, em associação a uma linguagem formal, conseguir excelentes efeitos.

A conclusão é um comentário final, seguido de

uma expectativa. Nela, tanto você pode reafirmar sua perplexidade diante de situação tão adversa, quanto lamentar este estado de coisas. Da

mesma forma poderá expressar o desejo de transformações, a resignação diante dos fatos, ou mesmo sua total descrença, indignação ou qualquer outra expectativa que tiver, depois de expostas todas as circunstâncias que envolvem

o assunto.

É importante ressaltar que o esquema dado

sugere o desenvolvimento em duas etapas diferenciadas, conforme foi explicado. Entretanto, o desenvolvimento pode ser feito de outra maneira: em vez de dividir as idéias em

referências e comentários, você pode apresentar ao mesmo tempo estes dois componentes do esquema, ou seja, é possível fazer a referência ao fato de conhecimento público e tecer o comentário crítico logo a seguir.

É bom lembrar que, independentemente do

procedimento que você utilize, os dois parágrafos do desenvolvimento podem ser ampliados para três ou mais, de acordo com o espaço disponível para a dissertação, ou conforme o quanto você tenha a dizer. Leia agora uma composição escrita com base no esquema apresentado:

A IDADE DA HUMILHAÇÃO É claro que a corda sempre se rompe do lado mais fraco, mas para tudo existe um limite que, quando ultrapassado, causa-nos espanto, revolta e vergonha. Até quando, neste país, o aposentado será visto pelas autoridades como um cidadão de quinta categoria, sobre o qual podem recair todos os tipos de infâmia ? Não é segredo para ninguém que o salário do aposentado sempre esteve muito aquém de suas necessidades básicas. Ao longo dos

anos temos visto os indicadores financeiros apontando para uma vertiginosa queda do valor real recebido por esta categoria. Muito embora a constituição de 1988 tenha garantido o recebimento do mesmo número de salários mínimos daquele da data cada aposentadoria, é de causar vergonha o que fez o primeiro governo eleito pelo povo, após o período de exceção: a medida provisória que desvinculou o rendimento dos idosos do salário mínimo pago aos trabalhadores em atividade. Isso sem falar do confisco dos ativos financeiros daqueles que economizaram durante toda uma vida. Os que viram dificilmente esquecerão as enormes filas de idosos, que se comprimiram a duras penas nas agências bancarias, quando o

governo, atendendo a inúmeros pedidos, resolveu liberar o dinheiro de seus pais, avós e bisavós até então esquecidos no emaranhado de cálculos e fórmulas da tecnocracia. Exatamente como uma peteca, envolvido por uma seqüência interminável de informações contraditórias, o aposentado brasileiro tem vivido muito mais de promessas do que de pão. Levando em conta os valores da ética cristã

e a civilidade própria das

sociedades que alcançaram um mínimo de desenvolvimento, questionamos nossos valores, ao compararmos a situação desses idosos com a dos velhos em algumas aldeias indígenas do passado, que não conseguiam mais prover seu sustento e eram levados a um lugar distante da tribo, para encontrarem a morte.

Resta saber por quanto tempo mais

o aposentado e o indigente estarão

no mesmo patamar, depois das árduas décadas de empenho e sacrifício dos que acreditaram no

trabalho e na honestidade e, até o momento, receberam em retribuição somente humilhações.

ARGUMENTAÇÃO

Argumentar é um processo que apresenta dois aspectos: o primeiro, ligado à razão, supõe

ordenar idéias, justificá-las; o segundo, referente

à paixão, busca capturar o ouvinte, seduzi-lo e

persuadi-lo. Assim, argumentar é uma operação delicada, já que é necessário construir idéias e não uma realidade. Argumentação compreende um quadro constituído de um tema, assunto sobre o qual haja duvidoso quanto à legitimidade, um argumentador, que desenvolve um raciocínio a respeito do tema, em um receptor, a quem se dirigem os argumentos com a finalidade de que venha a participar da mesma opinião ou certeza do argumentador.

Entre os elementos da lógica argumentativa há alguns básicos: a asserção inicial (premissa), a asserção final (conclusão) e uma ou várias asserções intermediárias, que permitem passar de uma a outra (inferência, prova, argumento).

A asserção inicial (premissa) apresenta como

tipos mais comuns: afirmações factuais, que podem ter seu valor de verdade verificado pela

confrontação com os fatos que representam; julgamentos, que são inferências deduzidas

dos fatos, de menor confiança que as afirmações factuais; testemunhos de autoridade de responsabilidade de pessoas supostamente especialistas no assunto.

A indução pode ser dividida em três subtipos: a

generalização, a relação causal e a analogia. A generalização é uma conclusão sobre um conjunto a partir do estudo de alguns indivíduos

e, apesar de bastante útil, corre o risco de se

tornar falsa quando apoiada em poucos exemplos. A relação causal estabelece a relação entre dois fatos e conclui que um è a causa do outro: essas causas podem ser necessárias (quando estão presentes, o efeito ocorre), suficientes (podem produzir um efeito

involuntário) e contributiva (ajudam o efeito a ocorrer, mas não podem, sozinhas, produzi-lo).

A

analogia (correlação) combina generalização

e

relação causal, estabelecendo uma ligação

entre o efeito e uma causa hipotética.

A dedução tem como forma mais importante o

silogismo.

O silogismo é um argumento constituído de três proposições. a premissa maior, a premissa menor e a conclusão. Cada proposição contém dois termos, ligados por um verbo. Cada termo ocorre duas vezes no silogismo; assim, o conjunto contém três termos, cada um deles usado duas vezes. O silogismo só é verdade se satisfaz algumas condições. Ter somente três termos, cada um cada um usado duas vezes; esses termos não podem ser ambíguos; Apresentar premissas verdadeiras; Ser válido, ou seja, apresentar uma conclusão logicamente deduzida das premissas. Os erros de raciocínio são chamados tradicionalmente de falácias. Eles ocorrem com freqüência e devem ser conhecidos para que sejam evitados. As situações em que comumente se verificam as falácias São as seguintes. Quando premissas que deveriam ser comprovadas passam a ser aceitas como verdadeiras, sem provas. Quando a questão principal é abandonada, por digressão, tomando-se um argumento desimportante, fruto de desatenção ou de intuito deliberado de fugir do assunto. Generalização excessiva, que produz uma conclusão a partir de uma evidência insuficiente. Estereótipo, correspondente ao erro de dar muito valor a características ou traços supostamente apresentados por membros de um mesmo grupo e nenhuma atenção às diferenças individuais. Relação causa e efeito defeituosa, quando se supõe ser causal a relação entre dois fatos, sem que isso seja verdadeiro. Simplificação exagerada, que leva a um caminho mais fácil do que a procura trabalhosa de uma resposta mais adequada. Falsa analogia, quando os elementos comparados são diferentes em algum ponto essencial para essa analogia. Deduções falsas, que ocorrem quando alguma das condições de construção do perfeito silogismo não é respeitada. Estatística tendenciosas, que só podem ser detectadas com o total conhecimento dos dados em que se fundamentaram essas estatísticas e nos procedimentos empregados em sua realização.

Círculo vicioso, quando um aparente argumento

é, na verdade, repetição, com outras palavras,

do argumento anterior. Argumento autoritário, quando o uso de um depoimento que se julga inatacável, pela autoridade de seu autor, encobre falta de argumentos convincentes. Em geral, o termo argumento significa dar razões favoráveis ou desfavoráveis, a respeito de um tema. Na "linguagem comum equivale a apresentar razões a fim de persuadir ou convencer alguém". Pode-se, porém, fazer aqui uma distinção entre argumentar e persuadir: o primeiro se refere ao processo de chegar a conclusões; o segundo, à arte de fazer com que os outros aceitem essas conclusões. Um dos elementos discursivos mais empregados

para a persuasão do ouvinte consiste na conveniente seleção lexical. De fato, em muitos casos, uma mesma realidade pode ser apresentada por vocábulos positivos, neutros ou

negativos:

A Falta de outra designação, CORREÇÃO,COERÊNCIA, COESÃO e CLAREZA

É óbvio que uma boa parte desses exercícios

limita-se tão somente a conjugação; em uma

única alternativa, os mais diversos pontos de programas divulgados em edital, "desde erros de ortografia e formas equivocadas de Flexão Normal e Verbal até as construções sintáticas (Concordância, Regência e Colocação)".

A noção de CORREÇÃO, neste caso, pauta-se

pelas prescrições da norma culta do idioma, desconhecidas por grande parte dos seus usuários comuns, criando autênticas "armadilhas" para que participam da "competição". Os concursos, infelizmente, visam

sobretudo a eliminar o maior número possível de candidatos, sem preocupar-se com a devida avaliação do domínio concreto que o futuro profissional possui sobre a Língua Portuguesa- instrumento oficial de comunicação dos cidadãos deste País).

A escolha equivocada do conectivo determinou,

neste caso, uma falha de coesão seqüencial do

texto: a interpretação de um elemento do discurso dependerá sempre do outro, assegurando-se as relações de sentido existentes entre ambos a partir

fundamentalmente, de recursos do sistema léxico-gramatical a oportuna seleção de uma singela conjunção coordenativa. Redefine-se, em certa medida, o perfil das provas de Língua Portuguesa. Ainda que os conhecimentos mais usuais de Gramática não devam ser desprezados, valoriza-se a prática da Interpretação de Textos e confere-se uma inequívoca atenção a aspectos inusitados da "Gramática Textual". Assim, ao lado de velhas perguntas sobre compreensão de leitura e de exercícios convencionais de paráfrase de um texto, de um parágrafo ou de um curto período. Surgem questões sobre a adequação da mensagem ao registro culto, formal da língua, ou sobre o competente manuseio dos mecanismos que ensejam a plena coesão e coerência textual.

OS MECANISMOS DE COESÃO TEXTUAL Outra preocupação estimulada pelo advento da "Gramática Textual", a que os concursos públicos vêm paulatinamente se rendendo, é o reconhecimento dos mecanismos de coesão textual, ou seja, a identificação das "marcas lingüísticas" que se manifestam de forma linear na ordem seqüencial do texto,possibilitando uma perfeita conexão entre as frases (ou outros segmentos menores do texto) e o desenvolvimento proposicional do conjunto da enunciação discursiva. Em suma: as bancas examinadoras passaram a avaliar a compreensão que o leitor possui sobre articulação dos elementos superficiais do texto. Imbuídas deste objetivo, elaboram cada vez mais perguntas sobre as diversas relações semânticas e comunicacionais estabelecidas ao longo de uma sucessão coerente de frases e segmentos textuais. Há 5 mecanismos básicos de coesão textual: o uso de elementos de referência os recursos de substituição, elipse e conjunção, além de alguns expedientes de coesão lexical.

a) Elementos de Referência - pronomes (pessoais, possecivos, demonstrativo,) e estruturais correlativas (típicas de orações comparativas) que nos remetem a outros itens do discurso enunciado. Ex: O Nápoli é o Milan simbolizam duas faces distintas da Itália. Este é um legítimo

representante do norte, mais rico e industrializado; aquele é o orgulho do sul, de perfil mais popular e agrário. Os dois pronomes demonstrativos constituem uma clássica estrutura "anafórica", remetendo o leitor para 2 elementos anteriormente enunciados. Este refere-se mais próximo na cadeia linear do texto (Milan); aquele, ao mais distante Napoli).

b) substituição emprego de um determinado item

(um pronome, advérbio, uma palavra denotativa, etc.) em lugar de outro (s) elemento do texto,

conferindo-lhe (s) quase sempre um novo caráter dentro da enunciação

Ex: Os candidatos julgaram as provas difíceis, e os professores também.

O emprega de uma palavra denotativa de

inclusão (também) substitui satisfatoriamente o predicado da oração anterior "(Julgaram as probas difíceis), evitando a desnecessária repetição desse termo".

c) Elipse em última instância, consiste numa

espécie de recurso, ou seja, sinaliza a omissão elemento de fácil reconhecimento dentro do texto. Ex: Mariana foi ao cinema ?- Foi.[-foi-]

A Segunda frase omite dois elementos

explicitamente referidos pela primeira (o sujeito Mariana e o complemento ou adjunto locativo ao cinema), sem trazer qualquer embaraço à comunicação estabelecida entre os interlocutores.

d) Conjunção ou conexão uso de marcadores

formais (coordenativas e subordinativas, em

geral) que correlacionam o que àquilo que já foi enunciado. Ex: Assim que ela saiu, os dois começaram a brigar /ou Os dois começaram a brigar logo depois que ela saiu.

O emprego da conjunção subordinativa temporal

ou de outras construções variantes estabelece uma indiscutível conexão entre as duas proposições enunciadas, não nos permitindo dissociá-las do mesmo contexto sintático, semântico e pragmático.

e) Coesão Lexical emprego de vocábulo que expressam uma reiteração de elementos já enunciados no texto (o que se dá através da repetição de um mesmo vocábulo ou pelo emprego de sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos, etc) ou que estabelecem uma relação de contigüidade entre elementos de um mesmo campo significativo. As provas de Língua Portuguesa encerram inúmeros desafios aos candidatos. Submetida ás prescrições da gramática normativa, a disciplina toma-se um obstáculo para os seus próprios usuários.

toma-se um obstáculo para os seus próprios usuários. 3 – ORTOGRAFIA OFICIAL (orto = correto; grafia

3 – ORTOGRAFIA OFICIAL

(orto = correto; grafia = escrita)

É a parte da gramática que trata da escrita

correta das palavras. E, com certeza, não é uma das partes mais fáceis de nossa Língua Portuguesa. Para começar, deve-se saber que o nosso alfabeto oficial é formado por cinco vogais e dezoito consoantes. Estão descartadas, portanto, as letras K, W e Y. Um dos obstáculos na aprendizagem é a interferência do excesso de estrangeirismo. Brasileiro adora modismos e isso não é segredo para ninguém. Colocar nome em filhos, como Kelly, Sheila e Washington, é uma prática constante. Mas, por outro lado, é difícil de se imaginar esses nomes adaptados à nossa ortografia oficial, como Quéli, Uóxinton e Cheila, não é mesmo? Para os

substantivos próprios realmente o território é livre para criações. E quanto ao restante, aos comuns?

O que muitos não sabem é que há várias

adaptações já consagradas (outras ainda não consagradas, mas existentes) e palavras que passaram por uma reforma em 1943 Acredito que a dificuldade maior em aprender ortografia é a influência do cotidiano, carregado de erros. Você vai ao mercado, pega um ônibus, vai ao banco, lê placas de ruas, vai a um restaurante e está tudo errado! O que você será capaz de memorizar? O errado, que passa 24 horas pela sua

frente, ou ver o que é certo estudando algumas horas por dia para uma prova? O maior incômodo para o estudante de ortografia é que há regras e regras, mas logo após ele decobre que há uma série de exceções. Então como obter um estudo eficiente? Eu sugiro que você comece a ter o hábito da leitura em sua vida. Durante a leitura de um texto responsavelmente bem escrito aparecerão palavras com X, SC, Z, J, G, Ç, etc. Pegue-as e procure os seus significados no dicionário; volte ao texto e releia o trecho com o significado achado; escreva a palavra umas cinco vezes num caderno reservado para esta finalidade. Faça isto, pelo menos umas três vezes por semana. É uma conhecida técnica de memorização por repetição. Outra maneira é verificar como é o substantivo primitivo da palavra a ser escrita, assim os seus substantivos derivados terão a mesma letra:

rijo (enrijecer), gorja (gorjear, gorjeta), cheio (enchente), etc. Mas também é muito perigoso fazer disto uma regra fixa. Veja: anjo (angelical), catequese (catequizar), batismo (batizar), etc. Por esta você não esperava, heim?!?! Como eu já disse, há regras sim, mas há um caminhão de exceções. Seguem mais alguns exemplos.

Distinção Entre J e G 1. Escrevem-se com J:

a) As palavras de origem árabe, africana ou indígena: canjica, canjerê, pajé, Moji, jirau, jerimum etc. Exceção: Sergipe.

b) As formas dos verbos que têm o infinitivo

em -JAR: despejar: despejei, despeje; arranjar:

arranjei, arranje; viajar: eu viajei, que eles viajem, etc. Outras palavras grafadas com J (as ditas exceções): alfanje, alforje, berinjela, cafajeste, cerejeira, intrujice, jeca, jegue, Jeremias, jerico, Jerônimo, jérsei, jiu-jitsu, majestade, majestoso, manjedoura, manjericão, ojeriza, pegajento, rijeza, sabujice, sujeira, traje, ultraje, varejista.

2. Escrevem-se com G:

a) O final dos substantivos -GEM: a coragem,

a viagem, a vertigem, a ferrugem, etc. Exceções:

pajem, lambujem, lajem.

b) Os finais: -ÁGIO, -ÉGIO, -ÍGIO, -ÓGIO e

ÚGIO: estágio, privilégio, prodígio, relógio, refúgio, etc.

c) Os verbos em -GER e -GIR: fugir, mugir,

fingir.

Distinção Entre S e Z

1. Escrevem-se com S:

a) O sufixo: -OSO: cremoso (creme + oso),

leitoso, vaidoso, etc.

b) O sufixo -ÊS e as formas femininas

terminadas em –ESA ou –ISA, em palavras que indiquem

origem, profissão ou título honorífico:

português – portuguesa; camponês –

camponesa; marquês – marquesa; burguês – burguesa; sacerdote – sacerdotisa, montês, pedrês, princesa, etc.

d) Os finais -ASE, -ESE, -ISE e E -OSE, na

grande maioria se o vocábulo for erudito ou

de aplicação científica, não haverá dúvida:

hipótese, exegese, análise, trombose, etc.

e) As palavras nas quais o S aparece depois

de ditongos: coisa, Neusa, causa, maisena, etc. f) O sufixo -ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina em S:

pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso), etc.

g) Quando for possível a correlação ND - NS:

escaNDir - escaNSão; preteNDer - preteNSão;

repreeNDer - repreeNSão, etc. Grafam-se com S: alisamento, análise, ânsia, ansiar, ansioso, ansiedade, cansar, cansado, descansar, descanso, diversão, excursão, farsa, ganso, hortênsia, lasanha, pesquisa, pretensão, pretensioso, propensão, remorso, sebo, siso, tenso, utensílio, etc.

2. Escrevem-se em Z:

a) O sufixo -IZAR, de origem grega, nos

verbos e nas palavras que têm o mesmo radical: civilizar, civilização, civilizado; organizar, organização, organizado; realizar, realização, realizado,

etc.

b) Os sufixos -EZ e -EZA formadores de

substantivos abstratos derivados de adjetivos:

limpidez

(limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc.

c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e

-ZITO: cafezal, cinzeiro, chapeuzinho, cãozito, etc. Grafam-se com Z: azar, azeite, azáfama, azedo, amizade, aprazível, baliza, buzina, bazar, chafariz, cicatriz, ojeriza, prazer, prezado, proeza, vazar, vazamento, vazão, vizinho, xadrez.

Distinção Entre X e CH

1. Escrevem-se com X:

a) Os vocábulos em que o X é o precedido de

ditongo: faixa, caixote, feixe, etc. Exceção:

caucho.

b) Palavras iniciadas por ME: mexerico,

mexer, mexerica, México, mexilhão, etc.

Exceção: mecha (de cabelo).

c) Palavras iniciadas po EN: enxada, enxame,

enxotar, etc. Exceção: enchovas. Não serão consideradas exceções as palavras que tiverem CH na sua origem: cheio – encher, enchente; chumaço – enchumaçado; etc. Grafam-se com X: exceção, exceder, excelente, excelso, excêntrico, excessivo, excitar, inexcedível,

expectativa, experiente, expiar (remir, pagar), expirar (morrer), expoente, êxtase, extasiado, extrair, fênix, têxtil, texto, bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, mexer, mexerico, puxar, rixa, oxalá, praxe, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, xampu. 2. Grafam-se com CH: bucha, charco, charque, charrua, chávena, chimarrão, chuchu, cochilo, cochilar, tachada, ficha, flecha, mecha, mochila, pechincha, salsicha, recauchutagem, etc.

Distinção Entre S, SS, Ç e C Grafam-se com C ou Ç: acetinado, açafrão, almaço, anoitecer, censura, cimento, dança, contorção, endereço, Iguaçu, maçarico, maçaroca, maço, maciço, miçanga, muçulmano, muçurana, paçoca, pança, pinça, Suíça, vicissitude, muçarela, fogaça, Turiaçu, etc. Grafam-se com SS: acesso, acessível, acessório, assar, asseio, assinar, carrossel, cassino, concessão, discussão, escassez, escasso, essencial, expressão, fracasso, impressão, massa, massagista, missão, necessário, obsessão, opressão, pêssego, procissão, profissão, profissional, ressurreição, sessenta, sossegar, submissão, sucessivo, etc. Grafam-se com SC ou : acréscimo, adolescente, ascensão, consciência, consciente, crescer, cresço, cresça, descer, desça, disciplina, discípulo, discernir, fascinar, fascinante, florescer, imprescindível, néscio, oscilar, piscina, ressuscitar, seiscentos, suscetível, suscetibilidade, suscitar, víscera, etc, Grafam-se com E: arrepiar, cadeado, cadeeiro, cemitério, confete, creolina, cumeeira, desperdiçar, desperdício, destilar, disenteria, empecilho, encarnar, encarnação, indígena, irrequieto, lacrimogêneo, mexerico, mimeógrafo, orquídea, quase, quepe, senão, sequer, seriema, seringa,

umedecer, etc. Grafam-se com I: aborígine, açoriano, artifício, artimanha, camoniano, Cabriúva, Casimiro, Ifigênia, chefiar, cimento, crânio, criar, criador, criação, crioulo, digladiar, displicência, displicente, erisipela, escárnio, feminino, frontispício, inclinar, inclinação, incinerar, inigualável, invólucro, lajiano, lampião, pátio, penicilina, privilégio, requisito, silvícola, etc. Grafam-se com O: abolir, banto, boate, bolacha, boletim, botequim, bússola, chover, cobiça, cobiçar, concorrência, costume, engolir, goela, mágoa, magoar, mocambo, moela, moleque, mosquito, névoa, nódoa, óbolo, ocorrência, rebotalho, Romênia, romeno, tribo, etc. Grafam-se com U: bulício, buliçoso, bulir, burburinho, camundongo, chuviscar, chuvisco, cumbuca, cúpula, curtume, Cutia, cutucar, entupir, Juá, língua, jabuti, jabuticaba, lóbulo, Manuel, mutuca, rebuliço, tábua, Tabuão da Serra, tabuada, trégua, urtiga, etc. Conforme eu mencionei anteriormente, já existem alguns aportuguesamentos de palavras estrangeiras. Infelizmente algumas delas ainda sofrem certa resistência por parte de pessoas que insistem em continuar falando e escrevendo errado. Para mostrar e provar ao leitor que nada do que virá é invenção minha, terei como fonte de referência o que o gramático e professor pela Universidade de São Paulo (USP), Luiz Antonio Sacconi, retrata em seu livro Não Erre Mais (13ª. edição, páginas 41 e 256), citando algumas:

muçarela, bêicon, rímel, xortes, picape, estresse, Paiçandu, uísque, futebol, pufe, turfe, surfe, tíquete, ringue, estêncil, frízer, robife, laicra, iate, nocaute, Piraçununga, Piaçagüera, Pirajuçara, Susano, xampu, Guaianases, entre tantas outras.

Daí eu pergunto ao meu caro estudante: o que cai em uma prova? A ortografia oficial, aquela que

está nos livros de gramática, ou a oficiosa, a que está na boca do povo e muitas vezes veiculada pela mídia?

É ou não é para ser muito cauteloso na hora

de sua prova?

Uso dos PORQUÊS Este é um assunto que costumo não tratar teoricamente, mas sim usando macetes práticos. Não quero que você perca tempo tentando se

lembrar de teorias confusas, mas que resolva

a questão da

prova de maneira rápida e eficiente.

1 - Usa-se POR QUE sempre que puder ser

trocado por “pelo qual”. Você estará fazendo uma correlação visual: este POR QUE é

constituído por duas palavras separadas e sem acento, então será

trocado por outras duas palavras separadas e sem acento. Veja as frases:

Vá pelo caminho POR QUE te ensinei. Vá pelo caminho PELO QUAL te ensinei. Há uma variável para este macete, que é acrescentar a palavra MOTIVO logo após POR QUAL:

POR QUE ela não veio? POR QUAL MOTIVO ela não veio? Quero saber POR QUE ela não veio. Quero saber POR QUAL MOTIVO ela não veio.

2 – Usa-se PORQUE em substituição a POIS.

Você estará substituindo uma única palavra toda junta e sem acento por outra palavra toda junta e sem acento; é usado como resposta ao POR QUE. Veja:

Ela não veio PORQUE não quis. Ela não veio POIS não quis. Venha PORQUE precisamos de você. Venha POIS precisamos de você.

3 – Usa-se PORQUÊ (junto e com acento)

sempre quando puder ser substituído pela palavra RAZÃO (palavra toda junta e com acento), pois ambas têm valor de substantivo.

Quero que você me dê um PORQUÊ de seu atraso. Quero que você me dê uma RAZÃO de seu atraso. 4 - POR QUÊ (separado e com acento) é empregado em um ÚNICO caso: em final de frase ou quando a expressão estiver isolada:

Você não veio ontem, POR QUÊ?

ONDE x AONDE Emprega-se AONDE com os verbos que dão idéia de movimento. Equivale sempre a PARA QUE LUGAR. Aonde você vai? (Para que lugar você vai?) Aonde nos leva com tal rapidez? (Para que lugar nos leva com tanta rapidez?) Com os verbos que não dão idéia de movimento emprega-se ONDE e equivale a EM QUE LUGAR. Onde estão os livros? (Em que lugar estão os livros?) Não sei onde te encontrar (Não sei em que lugar te encontrar.).

MAU x MAL MAU (antônimo de bom). Escolheu um mau momento. Era um mau aluno. MAL (antônimo de bem) Estou passando mal. Mal chegou e foi dando as ordens.

SESSÃO x SEÇÃO x CESSÃO SESSÃO é o intervalo de tempo que dura uma reunião. Assistimos a uma sessão de cinema. Reuniram-se em sessão extraordinária. SEÇÃO significa parte de um todo, subdivisão. Lemos a noticia na seção (ou secção) de esportes. Compramos os presentes na seção (ou secção) de brinquedos. CESSÃO significa o ato de ceder. Ele fez a cessão dos seus direitos autorais. A cessão do terreno para a construção do estádio agradou a todos os torcedores.

HÁ x A

Na indicação de tempo passado emprega-se (equivale a FAZ). Há dois meses que ele não aparece. Ele chegou da Europa há um ano.

A para indicar tempo futuro.

Daqui a dois meses ele aparecerá. Ela voltará daqui a um ano.

À TOA x À-TOA

Á TOA é advérbio de modo: Ontem eu fiquei

à toa em casa. À-TOA é adjetivo: Deixa de ser um à-toa e vai trabalhar.

AFIM DE x A FIM DE AFIM DE significa ter afinidade: Sogra é afim do genro.

A FIM DE significa ter uma finalidade, um

objetivo: Eu estudo a fim de que possa ser aprovado.

FORMAS VARIANTES Existem palavras com duas grafias. Nesse caso, qualquer uma delas é considerada correta. Eis

alguns exemplos:

aluguel ou aluguer, hem ou hein? , aritmética ou arimética , geringonça ou gerigonça, alpartaca, alpercata ou alpargata ,imundície ou imundícia, amídala ou amígdala, infarto ou enfarte, assobiar ou assoviar, laje ou lajem, espuma ou escuma, leste ou este, assobio ou assovio, lantejoula ou lentejoula, azaléa ou azaléia, nenê ou nenen, bêbado ou bêbedo, nhambu, inhambu ou nambu, bílis ou bile, quatorze ou catorze, cãibra ou câimbra, surripiar ou surrupiar, carroçaria ou carroceria, taramela ou tramela, chimpanzé ou chipanzé, relampejar, relampear, relampaguear ou relampar, rasto ou rastro, degelar ou desgelar, debulhar ou desbulhar, porcentagem ou percentagem, fleugma ou fleuma, entonação ou entoação, toicinho ou toucinho, cotizar ou quotizar, líquido ou líqüido, xérox ou xérox, cociente ou quociente, cota ou quota, cotidiano ou quotidiano, maquiagem ou maquilagem, samambaia ou sambambaia, impigem ou impingem, imundice ou imundície, rastro ou rasto

impigem ou impingem, imundice ou imundície, rastro ou rasto 4 - ACENTUAÇÃO GRÁFICA Regras gerais 1)

4 - ACENTUAÇÃO GRÁFICA

Regras gerais

1) Acentuam-se as oxítonas terminadas em A, E, O, EM, ENS. Ex.: cajá, você, vovô, alguém, vinténs.

2) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em L, N, R, X, I, U, UM, UNS, PS, Ã, OM, ONS, DITONGOS (todos os tipos). Ex.: hífen, clímax, álbum, órfã, rádom, colégio.

3) Acentuam-se todas as proparoxítonas. Ex.: lâmpada.

4) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em A, E, O. Ex.: pá, pé, pó.

Obs.: Nas formas verbais com pronome enclítico ou mesoclítico, não se leva em conta o pronome átono, considerando-se o tema e as terminações como palavras autônomas.

Ex.:vendê-lo (vendê é oxítono). pô-lo (pô é monossílabo tônico). parti-la (parti é oxítono, mas termina em i). escrevê-la-ás (a terminação ás é um monossílabo tônico).

Obs.: A letra S, unida a uma vogal, não altera a acentuação da palavra. Ex.: você - vocês; bônus (é a letra U que pede acento). Casos especiais 1) Acentuam-se os ditongos abertos ÉI, ÉU, ÓI.

Ex.: idéia, troféu, herói, tetéias, chapéus, constróis.

2) Acentua-se a primeira vogal do grupo 00, quando tônica. Ex.: vôo, perdôo.

3) Acentua-se a primeira vogal do grupo EE, quando tônica, dos verbos VER, LER, CRER

e DAR, bem como de seus derivados.

Obs.: A única palavra em português que possui acento diferencial de timbre é PÔDE, pretérito perfeito de PODER.

Ex.: crêem, vêem, Lêem, dêem, relêem, descrêem.

4) Acentuam-se as letras I e U, tônicas,

Observações.

Prosódia É a parte da gramática que estuda a correta pronúncia dos vocábulos, levando em conta sua sílaba tônica.

quando são a segunda vogal de um hiato,

Ex.:

ínterim, e não interim

estando sozinhas ou formando sílaba com S. Ex.: saída, faísca, graúdo, balaústre. Mas: cairmos, Raul, ainda, juiz.

a) Mesmo sozinha na sílaba, a letra I não será acentuada quando seguida de NH.

Há palavras de pronúncia duvidosa, muitas vezes por se tratar de vocábulos pouco usados. Você precisa aprender a lista seguinte.

São oxítonas:

Ex.: moinho.

ureter

novel

Nobel

recém

b) Se for vogal repetida (II ou UU), não haverá

refém

ruim

acento.

condor

hangar

Ex.: vadiice.

mister

obus

5) Leva acento circunflexo a terceira pessoa

São paroxítonas:

do plural do presente do indicativo dos verbos

avaro

aziago

TER e VIR e seus derivados. O singular

algaravia

arcediago

segue as regras gerais.

azimute

barbaria

Ex.: eles têm, eles vêm, eles detêm, eles

batavo

caracteres

convém.

látex

índex

Mas: ele vem, ele convém, ele tem, ele

dúplex

ônix

detém.

decano

erudito

estalido

filantropo

6) Usa-se o trema (¨) na letra U dos grupos

misantropo

fluido (s.)

GUE, GUI, QUE e QUI, quando é pronunciada

fortuito

gratuito

e

átona.

ibero

celtibero

Ex.: agüentar, pingüim, seqüência, tranqüilo.

maquinaria

necropsia

nenúfar

Normandia

Obs.: Usar-se-á acento agudo quando a letra

Lombardia

opimo

U for pronunciada e tônica, também apenas

pegada

pudico

antes de E e I.

quiromancia

rubrica

Ex.: Averigúe, apazigúe, obliqúe, argúi.

São proparoxítonas:

 

aeródromo

aerólito

7) Levam acento diferencial de intensidade

ágape

álcali

(para diferençá-las das preposições, que são

alcíone

álibi

átonas) as seguintes palavras:

amálgama

anátema

pêlo, pêlos(s,); pélo, pélas, péla(verbo); péla,

éolo

crisântemo

pélas(s.); pôr(verbo); pára(verbo); pêra(s.);

cáfila

bólido

péra(s.); pólo, pólos(s.); côa, côas(verbo e s.)

bímano

quadrúmano

pôlo, pôlos(s.).

bávaro

azêmola

azáfama

arquétipo

protótipo

aríete

ômega

monólito

lêvedo

ínterim

-

do substantivo: artigo, adjetivo, numeral

ímprobo

zénite

adjetivo, pronome adjetivo.

réquiem

plêiade

-

do verbo: advérbio.

périplo

páramo

álacre

biótipo

c)

DE LIGAÇÃO: preposição e conjunção.

Obs.: Alguns autores incluem nessa lista palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente (barbárie, boêmia, estratégia, homonímia, sinonímia, paronímia, ambrósia etc.).

Palavras com dupla prosódia:

acrobata ou acróbata Oceania ou Oceânia alopata ou alópata ortoepia ou ortoépia anidrido ou anídrido projétil ou projetil autópsia ou autopsia réptil ou reptil hieroglifo ou hieróglifo sóror ou soror nefelibata ou nefelíbata zangão ou zângão xérox ou xerox

ou nefelíbata zangão ou zângão xérox ou xerox 5- EMPREGO DA CLASSES DE PALAVRAS H á

5- EMPREGO DA CLASSES DE PALAVRAS

Há dez classes gramaticais em português:

substantivo, adjetivo, pronome, artigo, numeral, verbo, advérbio, conjunção, preposição e interjeição. As seis primeiras são variáveis; as quatro últimas, invariáveis.

Uma palavra é variável quando sofre, por meio de desinências, modificação de gênero, número, pessoa ou modo. Ex.: livro - livros; alto - alta; andamos - andais; cantava - cantasse

Observando-se o relacionamento das palavras na frase, podemos dizer que existem classes:

a) BÁSICAS: substantivo e verbo.

b) DEPENDENTES:

Ex.: Os meus dois bons alunos saíram cedo.

Observe-se que o substantivo aluno (núcleo do sujeito) tem quatro palavras ligando-se a ele: o artigo os, o pronome adjetivo meus, o numeral adjetivo dois e o adjetivo bons. Por outro lado, o verbo saíram (núcleo do predicado) tem na sua dependência o advérbio cedo.

Dessa forma, numa frase do tipo Tenho muito dinheiro, a palavra muito não é advérbio de intensidade, como possa parecer. Se ela se liga a dinheiro (substantivo), só pode ser uma das classes dependentes do substantivo; nesse caso, trata-se de um pronome adjetivo indefinido. Veremos adiante a diferença entre pronome adjetivo e pronome substantivo. Vejamos, então, o que há de mais importante em cada uma das dez classes gramaticais. Substantivo Palavra com que nomeamos os seres de um modo geral. Ex.: cão, livro, árvore, menino.

O substantivo pode ser:

1) Comum: refere-se a toda uma espécie,

sem individualizar. Escreve-se com inicial minúscula. Ex.: cidade, homem, país.

2) Próprio: refere-se a um único ser em

especial. Escreve-se com inicial maiúscula.

Ex.: Salvador, Antônio, França.

3) Concreto: possui existência independente

dos outros seres. Pode ser real ou fictício. Ex.: flor, pedra, saci, Pato Donald, fada.

4) Abstrato: depende de outros seres para

existir. São as qualidades, características, sentimentos. Ex.: amor, saudade, simplicidade, ilusão.

5) Coletivo: refere-se a uma pluralidade de

indivíduos da mesma espécie. Eis os mais importantes:

alcatéia - de lobos

armada - de navios de guerra arquipélago - de ilhas cabido - de cônegos cáfila - de camelos concílio - de bispos convocados pelo Papa conclave - de cardeais, reunidos para eleger o Papa constelação - de estrelas, de astros enxame - de abelhas esquadra - o mesmo que armada esquadrilha - de aviões ou aeroplanos fato - de cabras feixe - de lenha, de raios luminosos flotilha - o mesmo que esquadrilha girândola - de foguetes de artifício junta - de dois bois emparelhados, de médicos, de examinadores, de militares malta - de gente ordinária em geral (o mesmo que caterva, corja, matula e súcia) manada - de gado grosso (bois, cavalos, búfalos, elefantes etc.) matilha - de cães de caça nuvem - de fumaça; de gafanhotos, mosquitos, insetos penca - de frutos ou flores pinacoteca - de quadros plêiade - de pessoas ilustres rebanho - de gado lanígero ou para corte (carneiro, ovelhas, cabras etc) récua - de animais de carga (burro, cavalo etc.) réstia - de cebolas, de alhos tertúlia - de pessoas íntimas reunidas vara - de porcos

Flexão do substantivo

1) Número: singular ou plural. Casos mais

importantes:

a) Acrescenta-se S, na maioria dos casos.

Ex.: livro - livros, lei - leis.

b) Acrescenta-se ES após S em sílaba tônica

e depois de Z ou R. Ex.: burguês - burgueses, cruz - cruzes, éter - éteres.

c) Palavras terminadas em AL, OL, UL:

trocam o L por IS. Ex.: farol - faróis.

d) Palavras terminadas em IL átono: trocam IL

por EIS.

Ex.: fóssil - fósseis.

e) Palavras terminadas em IL tônico: trocam o

L por S. Ex.: barril - barris.

f) Palavras terminadas em EL átono: plural em EIS.

Ex.: nível - níveis.

g) Palavras terminadas em EL tônico: plural

em ÉIS. Ex.: papel - papéis.

h) Não variam as palavras terminadas em X

ou S; no caso do S, apenas as paroxítonas e as proparoxítonas. Ex.: o tórax - os tórax; o lápis - os lápis; o

ônibus - os ônibus.

i) Em algumas palavras a sílaba tônica

avança. Ex.: júnior -juniores; caráter - caracteres.

j) Casos especiais:

mal e cônsul - males e cônsules. gol - goles e gois

mel - meles e méis cal - cales e cais aval - avales e avais cós - coses e cós fel - feles e féis

Obs.: Os substantivos terminados em ÃO merecem atenção especial. Eis alguns importantes:

tubarão - tubarões escrivão - escrivães bênção - bênçãos formão - formões tabelião - tabeliães órgão - órgãos grilhão - grilhões capelão - capelães cidadão - cidadãos balão - balões capitão - capitães cristão - cristãos botão - botões alemão - alemães pagão - pagãos gavião - gaviões pão - pães irmão - irmãos

Alguns admitem mais de um plural. Grave os exemplos abaixo.

corrimão - corrimões ou corrimãos anão - anões ou anãos vulcão - vulcões ou vulcãos verão - verões ou verãos charlatão - charlatões ou charlatães guardião guardiões ou guardiães cirurgião - cirurgiões ou cirurgiães refrão - refrãos ou refrães aldeão - aldeões, aldeãos ou aldeães ancião - anciões anciãos ou anciães ermitão - ermitões, ermitãos ou ermitães

Há controvérsias entre os principais autores, o que torna difícil esse estudo. Por isso, apresentamos uma lista pequena, de fácil assimilação.

Obs.: Veja, no Apêndice, o plural dos compostos.

2) Gênero: masculino ou feminino.

Ex.: gato - gata.

Eis uma pequena lista de femininos que poderiam causar problemas:

hortelão - horteloa sandeu - sandia bispo - episcopisa píton - pintonisa cônego - canonisa monge - monja prior - priora ou prioresa frade - freira ateu - atéia frei - sóror felá - felaína pigmeu - pigméia grou - grua sultão - sultana ilhéu - ilhoa tabaréu - tabaroa judeu - judia druida - druidesa marajá - marani pierrô - pierrete

Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero. Nesse caso, referindo-se a pessoas ou animais, temos:

a) Comum de dois gêneros: distingue-se o

masculino do feminino por meio de um artigo. Ex.: o artista - a artista; o colega - a colega.

b) Sobrecomum: um só gênero para pessoas

de sexos diferentes. Só admite um artigo. Ex.: a criança; a pessoa; a testemunha; o cônjuge.

e) Epiceno: só um gênero para animais de

sexos diferentes. Só admite um artigo. Ex.: o jacaré (macho ou fêmea); a cobra (macho ou fêmea).

Há substantivos de gênero duvidoso. Quando usar o ou a? Eis os mais importantes:

Femininos Masculinos cal telefonema cataplasma champanha faringe eclipse libido lança-perfume omoplata plasma alface apêndice dinamite clã comichão suéter radiovitrola grama (peso) aguardente soprano preá dó grafite formicida musse milhar

Observações

1- Alguns, sem mudar de sentido, podem ser masculinos ou femininos. E o caso de diabetes, laringe, personagem, usucapião etc.

2 - Alguns outros, mudando de gênero, mudam de sentido. E o caso de cabeça, capital, lente, rádio, moral, lotação etc.

Grau do Substantivo 1) Normal ou positivo: livro 2) Aumentativo:

• sintético (por meio de sufixo): livrão

• analítico (por meio de outra palavra): livro grande, enorme etc. 3) Diminutivo:

• sintético: livrinho

• analítico: livro pequeno, diminuto etc.

Adjetivo Palavra que confere ao substantivo ou pronome substantivo uma qualidade, um estado, uma característica, um aspecto. Ex.: aluno inteligente; céu azul; menina doente.

Flexão do Adjetivo 1) Número: singular ou plural. Ex.: muro alto - muros altos. 2) Gênero: masculino ou feminino. Ex.: livro caro - casa cara.

Alguns adjetivos são invariáveis em gênero:

4)

Fracionário: palavra que indica uma fração.

inteligente, grande, feliz, veloz etc.

Grau do Adjetivo

Ex.: meio, terço, quarto.

Pronome

1)

Normal ou positivo: Paulo é alto.

Palavra que substitui ou acompanha um

2)

Comparativo:

substantivo, tomado como pessoa do

a)

de superioridade. Paulo é mais alto que

discurso.

Antônio. (ou do que)

b) de inferioridade. Paulo é menos alto que

Antônio. (ou do que)

c) de igualdade: Paulo é tão alto quanto

Antônio. (ou como)

3) Superlativo:

a) absoluto:

• sintético: Paulo é altíssimo.

• analítico: Paulo é muito alto. (bastante alto,

alto demais etc.)

b) relativo:

• de superioridade: Paulo é o mais alto da

sala.

• de infèrioridade: Paulo é o menos alto da sala.

Obs.: Maior, menor, melhor e pior formam sempre graus de superioridade. Ex.: O cão é menor que o cavalo:

comparativo de superioridade (mais pequeno).

Artigos

Palavra que define ou indefine um substantivo.

1) Pronome substantivo: aparece sozinho,

tomado como pessoa do discurso.

Ex.: Todos saíram cedo. (As crianças saíram cedo).

2) Pronome adjetivo: acompanha um

substantivo. Tem função de adjetivo. Ex.: Aquela criança chorou. (A bela criança chorou.)

Classificação dos Pronomes

1) Pessoais:

a) Retos: funcionam como sujeito ou

predicativo (eu, tu, ele, ela nós, vós, eles, elas).

b) Oblíquos: funcionam como objetos ou

adjuntos. Podem ser:

• Átonos: aqueles que não são precedidos de preposição (me, te, o, a, lhe, nos vos).

• Tônicos: precedidos de uma preposição

(mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, nós,

conosco, vós, convosco).

• Reflexivos: quando indicam que o sujeito

pratica e sofre a ação verbal (me, te, se, si, consigo, nos, vos). Destes, se, si e consigo são sempre reflexivos. Ex.: Ele fez o trabalho. (pronome pessoal

reto)

1)

Definidos. o, a, os, as.

Deu-me o livro. (pronome pessoal oblíquo

2)

Indefinidos: um, uma, uns, umas.

átono)

Ex.: O trem chegou.

Um aluno te chamou.

Obs.: Se não acompanhar substantivo, a palavra não é artigo.

Numeral Palavra que indica os números.

1) Cardinal: o número certo de seres.

Ex.: um, dois, dez, mil.

2) Ordinal: palavra que estabelece uma

ordem.

Ex.: segundo, terceiro, milésimo.

3) Multiplicativo: palavra que indica uma

multiplicação. Ex.: duplo, tríplice.

Referiram-se a ela. (pronome pessoal oblíquo

tônico)

Eu me feri muito. (pronome pessoal oblíquo

reflexivo)

Obs.: As vezes o pronome reflexivo indica que a ação verbal é recíproca. Recebe, então, o nome de pronome recíproco. Ex.: Eles se abraçaram.

c) Pronomes de tratamento: são usados no

relacionamento social, de acordo com as circunstâncias. Eis alguns:

Você (V.) - para um seu igual. Vossa Alteza (V.A.) - para príncipes, duques,

arquiduques. Vossa Eminência (V.Em a ) - para cardeais Vossa Excelência (V.Ex a ) - para altas patentes militares e autoridades do governo; bispos e arcebispos. Vossa Majestade (V.M.) - para reis. Vossa Santidade (V.S.) - para o papa. Vossa Senhoria (V.S a ) - para oficiais até coronel, funcionários graduados e na linguagem comercial. Vossa Magnificência (V.Mag a ) - para reitores de universidades.

Obs.: Pode trocar o Vossa por Sua. Nesse caso, o pronome se refere à pessoa de quem falamos. Ex.: Carlos, Sua Alteza te aguarda. 2) Possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso,

minha, tua etc. São sempre possessivos. 3) Demonstrativos: este, esse, aquele (e flexões); isto, isso, aquilo. Podem ser demonstrativos ou não: o, a, tal, semelhante, mesmo, próprio. Ex.: Tal idéia me espanta. (Essa idéia) A que comprei é inferior. (Aquela que comprei) Quero o de cima. (aquele de cima) Pediram-me que voltasse, mas não o farei. (não farei isso). 4) Indefinidos:

• Variáveis: algum, nenhum, muito, pouco,

bastante, todo, certo etc.

• Invariáveis: tudo, nada, alguém, ninguém, outrem, cada etc.

Obs.: Encontrei certas pessoas. (pronome adjetivo indefinido) Encontrei pessoas certas. (adjetivo) Recebi muito apoio. (pronome adjetivo indefinido) Chorei muito. (advérbio de intensidade) 5) Relativos:

• São sempre relativos: o qual (e flexões) e cujo (e flexões). • Podem ser ou não relativos: que, quem, onde, como, quanto e quando Obs.: Estes últimos serão pronomes relativos quando puderem ser substituídos por o qual (e flexões). Ex.: O livro que comprei é bom. (o qual comprei) A casa onde morei desabou. (na qual morei)

A pessoa de quem lhe falei é aquela. (da qual

lhe falei)

O aluno cujo pai é médico chegou.

Como se nota pelos exemplos, o pronome relativo substitui um substantivo ou pronome colocado antes dele, na oração principal. É o antecedente do pronome relativo. 6) Interrogativos: que?, quem?, qual?,

quanto?

• Na interrogação direta: Quem fez isso?

• Na interrogação indireta: Não me disseram quem fez isso.

Na interrogação indireta não há ponto de interrogação. A frase provém de outra, em que a pergunta é feita diretamente.

Advérbio Palavra que modifica um verbo, um adjetivo ou outro advérbio, atribuindo a eles uma circunstância qualquer. Pode ser:

1) de tempo: agora, ontem, já, cedo, tarde, nunca, jamais etc. 2) de lugar: lá, aí, além, acolá, aqui etc. 3) de modo: assim, bem, depressa, alto, tranqüilamente etc. 4) de intensidade: muito, pouco, demais, bastante, bem etc. 5) de afirmação: certamente, realmente, mesmo etc. 6) de negação: não. 7) de dúvida: talvez, possivelmente, provavelmente etc.

Advérbios Interrogativos 1) de causa: por que?. 2) de lugar: onde? 3) de modo: como? 4) de tempo: quando? 5) de preço ou valor: quanto? Ex.: Por que ele chorou? (interrogação direta) Não sei por que ele chorou. (interrogação indireta)

Locuções Adverbiais Duas ou mais palavras com valor de advérbio. Eis as mais importantes:

1) de causa: Morreu de frio. 2) de meio: Viajou de avião. 3) de instrumento: Cortou-se com a faca. 4) de finalidade ou fim: Vivia para o trabalho.

5) de concessão: Saiu apesar da chuva.

c)

Futuro:

6) de companhia: Foi ao cinema com o

irmão.

• do presente: esperarei

• do pretérito: esperaria

7)

de condição: Sem estudo, não passarás.

8)

de conformidade: Agiu conforme a

situação. Obs.: Também as circunstâncias de lugar, tempo, modo etc., representadas muitas vezes por uma única palavra, podem aparecer

Obs.: A divisão do pretérito e do futuro só ocorre no modo indicativo. Perfeito e mais- que-perfeito do subjuntivo só existem nas formas compostas.

sob a forma de locuções.

5) Vozes: são três.

Ex.: Ele saiu às pressas. (locução adverbial

a)

Ativa: O sujeito pratica a ação.

de modo).

Ex.: Mário pintou a varanda.

Verbo Palavra que exprime estado, ação ou fenômeno e admite variação de tempo, modo, número, pessoa e voz. Ex.: andar: ando, andei, andarás, andavam.

Flexão dos verbos

1) Número: singular ou plural.

Ex.: falo, falas, fala (singular)

falamos, falais, falam (plural)

2) Pessoas: são três.

a) A primeira é aquela que fala; corresponde

aos pronomes eu (singular) e nós (plural).

b) A segunda é aquela com quem se fala;

corresponde aos pronomes tu (singular) e

vós (plural).

c) A terceira é aquela de quem se fala;

corresponde aos pronomes ele (singular) e

eles (plural).

3) Modos: são três.

a) Indicativo: apresenta o fato de maneira

positiva, real.

Ex.: ando, falei, irás.

b) Subjuntivo: apresenta o fato de maneira

duvidosa.

Ex.: Que eu estude, se eu corresse, quando nós sairmos.

c) Imperativo: apresenta o fato como objeto

de uma ordem, um pedido. Ex.: saia, espere, voltemos.

4) Tempos: são três.

a) Presente: espero.

b) Pretérito:

• perfeito: esperei

• imperfeito: esperava

• mais-que-perfeito: esperara

b) Passiva: O sujeito sofre a ação. Pode ser.

• verbal ou analítica: com um verbo auxiliar (ser, estar, ficar) mais o particípio. Ex.: A varanda foi pintada por Mário.

• pronominal ou sintético: com a partícula apassivadora SE. Ex.: Pintou-se a varanda.

c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação.

Ex.: Lúcia pintou-se.

Obs.: Muito importante para conjugar um verbo é o conhecimento das desinências verbais. Veja, no Apêndice, o ponto Estruturadas Palavras.

Formação do Imperativo

1) Afirmativo: TU e VÓS saem do presente do

indicativo menos o S; VOCE, NÓS e VOCÊS, do presente do subjuntivo. Ex.: Imperativo afirmativo do verbo VENDER. vendo venda vendes è vende (tu) vendas vende venda è venda (você) vendemos vendamos è vendamos (nós) vendeis è vendei (vós) vendais vendem vendam è vendam (vocês)

Assim, reunindo, temos: vende (tu), venda (você), vendamos (nós), vendei (vós), vendam (vocês).

Obs.: O verbo SER foge, na segunda pessoa (tu e vós), a essa regra. Seu imperativo afirmativo é: sê (tu), seja (você), sejamos (nós), sede (vós), sejam (vocês).

2) Negativo: todas as pessoas saem do

presente do subjuntivo mais apalavra NÃO. Ex.: Imperativo negativo do verbo VENDER

venda vendas è não vendas (tu) venda è não venda (você) vendamos è não vendamos (nós) vendais è não vendais (vós) vendam è não vendam (vocês)

Obs.: A primeira pessoa do singular do imperativo é, hoje em dia, desusada.

Formação do Imperativo

Alguns autores consideram defectivos os que indicam fenômenos da natureza (ventar, chover etc.) e vozes de animais (miar, latir etc.).

4) Abundante: é o verbo que possui duas ou mais formas equivalentes, geralmente no particípio. Ex.: acender: acendido e aceso; fritar: fritado e frito; aceitar: aceitado, aceito e aceite; expulsar: expulsado e expulso; morrer:

morrido e morto etc.

1)

Infinito: amar.

2)

Gerúndio: amando.

Haver, construir, reconstruir, destruir, entupir,

5) Anômalo: é o verbo formado por mais de

3)

Particípio: amado.

desentupir são abundantes no presente do

Obs.: O infinitivo pode ser pessoal ou impessoal. O pessoal ganha as mesmas terminações do futuro do subjuntivo (eu amar, tu amares etc.). Quando o verbo é regular, são idênticos o futuro do subjuntivo e o

indicativo. Ex.: haver: nós havemos ou nós hemos. construir: tu constróis ou tu construis.

um radical. Só existem dois verbos anômalos:

infinitivo pessoal.

ser e ir.

Classificação dos verbos

1) Regular: é o verbo cujo radical não sofre

alteração fonética durante a conjugação. Também as desinências ficam inalteradas.

Ex.: amar, amo, amava, amará.

2) Irregular: é o verbo que sofre alterações no

radical ou desinências ao ser conjugado Ex.: fazer, faço, fez, fiz.

3) Defèctivo: é o verbo que não se conjuga

em todas as pessoas, tempos ou modos. Os mais importantes são:

a) abolir, colorir, banir, ruir, extorquir, feder:

não possuem a 1ª pessoa do singular (eu) do presente do indicativo e não se conjugam no presente do subjuntivo; nos outros tempos são completos.

b) reaver, precaver-se, falir, remir, adequar:

no presente do indicativo, só se conjugam na 1ª e na 2ª pessoas do plural (nós e vós) e não se conjugam no presente do subjuntivo; nos outros tempos, são completos.

c) doer, acontecer, ocorrer: conjugam-se em

todos os tempos, mas somente nas terceiras

pessoas (ele e eles)

6) Auxiliar: é o primeiro verbo de uma locução verbal, aquele que se flexiona. Ex.: Estava lendo.

7) Principal: é o segundo verbo de uma locução, o que encerra o sentido básico do grupo. Está sempre numa forma nominal. Ex.: Quero sair.

Formas rizotônica e arrizotônica 1) Rizotônica: quando a vogal tônica recai no radical. Ex.: ando, luto, faço.

2) Arrizotônica: quando a vogal tônica está fora do radical. Ex.: esperamos, queriam, voltarei.

Conjugações 1) Primeira: quando a vogal temática é A. Ex.: andar.

2) Segunda: quando a vogal temática é E. Ex.: vender.

3) Terceira: quando a vogal temática é I. Ex.: partir.

Obs.: O verbo pôr e seus derivados pertencem à segunda conjugação, mas sua vogal temática não aparece no infinito, como nos demais verbos. Aparece, no entanto, quando são conjugados. Ex.: es, pusesse.

Tempos primitivos e derivados Considerando os verbos irregulares, notamos que há três tempos cujos radicais dão origem a outras formas. Assim, temos:

1) Tempos primitivos: presente do indicativo,

perfeito e infinitivo impessoal.

2) Tempos derivados:

a) do presente do indicativo (da primeira

pessoa do singular): presente do subjuntivo.

Ex.: faço: que eu faça.

b) do perfeito (da segunda pessoa do

singular): mais-que-perfeito, imperfeito do

subjuntivo e futuro do subjuntivo. Ex.: puseste: pusera, pusesse, puser.

c) do infinitivo impessoal:: imperfeito do

indicativo, futuro do presente, futuro do pretérito, gerúndio, particípio e infinitivo pessoal. Ex.: saber: sabia, saberei, saberia, sabendo, sabido, saber, (saberes, sabermos etc.).

Tempos Compostos São formados pelo verbo auxiliar (ter ou haver) e o particípio do verbo principal. São os seguintes:

1) Perfeito composto: formado pelo presente

do verbo auxiliar mais o particípio do principal.

Ex.: tenho cantado (perfeito composto do indicativo).

2) Mais-que-perfeito composto: formado pelo

imperfeito do auxiliar mais o particípio do

principal. Ex.: tinha cantado (mais-que-perfeito composto do indicativo).

Obs.: Se o auxiliar estiver no subjuntivo, teremos um tempo composto do modo subjuntivo.

Ex.: tenha cantado (perfeito composto do subjuntivo). tivesse cantado (mais-que-perfeito composto do subjuntivo).

Para classificar os demais tempos compostos, basta classificar o verbo auxiliar. Ex.: terei cantado: futuro do presente composto (terei é futuro do presente).

Conjugação dos verbos PÔR, TER, VER e VIR

MODO INDICATIVO

Presente Ponho Tenho Vejo Venho Pões Tens Vês Vens Põe Tem Vê Vem Pomos Temos Vemos Vimos Pondes Tendes Vedes Vindes Põem Têm Vêem Vêm

Pretérito perfeito Pus Tive Vi Vim Puseste Tiveste Viste Vieste Pôs Teve Viu Veio Pusemos Tivemos Vimos Viemos Pusestes Tivestes Vistes Viestes Puseram Tiveram Viram Vieram Pretérito imperfeito Punha Tinha Via Vinha Punhas Tinhas Vias Vinhas Punha Tinha Via Vinha Púnhamos Tínhamos Víamos Vínhamos Púnheis Tínheis Víeis Vínheis Punham Tinham Viam Vinham

Pretérito mais-que-perfeito Pusera Tivera Vira Viera Puseras Tiveras Viras Vieras Pusera Tivera Vira Viera Puséramos Tivéramos Víramos Viéramos Puséreis Tivéreis Víreis Viéreis Puseram Tiveram Viram Vieram

Futuro do presente Porei Terei Verei Virei Porás Terás Verás Virás Porá Terá Verá Virá Poremos Teremos Veremos Viremos Poreis Tereis Vereis Vireis

Porão Terão Verão Virão

Futuro do pretérito Poria Teria Veria Viria Porias Terias crias Virias Poria Teria cria Viria Poríamos Teríamos Veríamos Viríamos Poríeis Teríeis Veríeis Viríeis Poriam Teriam Veriam Viriam MODO SUBJUNTIVO

Presente Ponha Tenha Veja Venha Ponhas Tenhas Vejas Venhas Ponha Tenha Veja Venha Ponhamos Tenhamos Vejamos Venhamos Ponhais Tenhais Vejais Venhais Ponham Tenham Vejam Venham

Pretérito imperfeito Pusesse Tivesse Visse Viesse Pusesses Tivesses Visses Viesses Pusesse Tivesse Visse Viesse Puséssemos Tivéssemos Víssemos Viéssemos Pusésseis Tivésseis Vísseis Viésseis Pusessem Tivessem Vissem Viessem

Futuro Puser Tiver Vir Vier Puseres Tiveres Vires Vieres Puser Tiver Vir Vier Pusermos Tivermos Virmos Viermos Puserdes Tiverdes Virdes Vierdes Puserem Tiverem Virem Vierem

MODO IMPERATIVO

Afirmativo Põe (tu) Tem (tu) Vê (tu) Vem (tu) Ponha (você) Tenha (você) Veja (você) Venha (você) Ponhamos (nós) Tenhamos (nós) Vejamos (nós) Venhamos (nós) Ponde (vós) Tende (vós) Vede (vós) Vinde (vós) Ponham (vocês) Tenham (vocês) Vejam (vocês) Venham (vocês)

Negativo Não ponhas (tu) Não tenhas (tu) Não vejas (tu) Não venhas (tu)

Não ponha (você) Não tenha (você) Não veja (você) Não venha (você) Não ponhamos (nós) Não tenhamos (nós) Não vejamos (nós) Não venhamos (nós) Não ponhais (vós) Não tenhais (vós) Não vejais (vós) Não venhais (vós) Não ponham (vocês) Não tenham (vocês) Não vejam (vocês) Não venham (vocês)

FORMAS NOMINAIS

Infinitivo não flexionado Pôr Ter Ver Vir

Infinitivo flexionado Pôr Ter Ver Vir Pores Teres Veres Vires Pôr Ter Ver Vir Pormos Termos Vermos Virmos Pordes Terdes Verdes Virdes Porem Terem Verem Virem

Obs.: Usa-se o infinitivo flexionado com as preposições; o futuro do subjuntivo, com as conjunções e os pronomes relativos. Nos verbos regulares, infinitivo e futuro do subjuntivo são sempre idênticos.

Ex.: Trouxe o violão para você cantar. (infinitivo) Quando você cantar, ficaremos felizes. (futuro do subjuntivo)

Gerúndio Pondo Tendo Vendo Vindo

Particípio Posto Tido Visto Vindo Obs: Como se vê, o particípio e o gerúndio do verbo VIR têm urna única forma VINDO.

Alguns verbos problemáticos

• Caber presente do indicativo: caibo, cabes,

cabe, cabemos, cabeis, cabem.

• Valer, presente do indicativo: valho, vales,

vale, valemos, valeis, valem.

• Crer, pretérito perfeito: cri, creste, creu,

cremos, crestes, creram.

• Crer, pretérito imperfeito: cria, crias, cria,

críamos, críeis, criam.

• Roubar, estourar, inteirar, dourar, aleijar etc., presente do indicativo: roubo, estouro, inteiro,

douro, aleijo; esses verbos mantêm o ditongo do infinitivo.

• Aderir, competir, impelir, expelir, divergir,

discernir, preterir etc., presente do indicativo:

adiro, aderes, adere; impilo, impeles, impele;

discirno, discernes, discerne; pretiro, preteres, pretere.

• Aguar, desaguar, enxaguar, minguar,

presente do indicativo: águo, águas, água, aguamos, aguais, águam. (todos com essa pronúncia).

• Idem, presente do subjuntivo: ágüe, ágües, ágüe, agüemos, agüeis. ágüem.

• Argüir, presente do indicativo: arguo (u

tônico), argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem.

• Averiguar, apaziguar, obliquar, presente do subjuntivo: averigúe, averigúes. averigúe,

averigüemos, averigüeis, averigúem.

• Mobiliar, presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam.

• Mobiliar, presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie, mobiliemos, mobilieis,

mobíliem.

• Polir, presente do indicativo: pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem.

• Polir, presente do subjuntivo: pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam.

• Resfolegar, presente do indicativo:

resfólego, resfólegas, resfólega, resfolegamos, resfolegais, resfólegam.

• Passear, cear, recear, falsear, pentear, nomear (e demais verbos terminados em EAR), presente do indicativo: passeio, passeias, passeia, passeamos, passeais, passeiam.

• Idem, presente do subjuntivo: passeie,

passeies, passeie, passeemos, passeeis, passeiem. Obs.: O ditongo EI só aparece nas formas rizotônicas, por isso mesmo apenas nos dois presentes e no imperativo.

• Confiar, renunciar, afiar, arriar (e demais verbos terminados em IAR), presente do

indicativo: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam.

• Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar, presente do indicativo:

anseio, anseias, anseia, ansiamos, ansiais, anseiam. São os únicos terminados em IAR que apresentam o ditongo EI nas formas

rizotônicas, a exemplo dos verbos terminados em EAR.

• Reaver, presente do indicativo: reavemos, reaveis.

• Reaver, pretérito perfeito: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram.

• Reaver, futuro do subjuntivo: reouver,

reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes,

reouverem.

• Saudar, amiudar, abaular, presente do

indicativo: saúdo, saúdas, saúda, saudamos, saudais, saúdam.

• Repor, compor, impor, depor, contrapor etc.:

conjugam-se integralmente pelo verbo PÔR. Ex.: componho, compões, compõe; impus, impuseste, impôs; depuser, depuseres, depuser.

• Intervir, advir, provir, desavir, convir etc.:

seguem a conjugação do verbo VIR. Ex.: intervim, intervieste, interveio; provier, provieres, provier; advenha, advenhas, advenha.

• Conter, reter, manter, deter etc.: conjugam- se da mesma forma que o verbo TER. Ex.: contivera, contiveras, contivera; mantivesse, mantivesses, mantivesse; detive, detiveste, deteve.

• Rever, prever, antever etc.: são conjugados pelo verbo VER.

Ex.: prevejo, prevês, prevê; antevi, anteviste, anteviu; revir, revires, revir.

• Prover: segue o verbo VER, menos no

pretérito perfeito (provi, proveste, proveu), no pretérito mais-que-perfeito (provera, proveras, provera), no imperfeito do subjuntivo (provesse, provesses, provesse), no futuro do subjuntivo (prover, proveres, prover) e no particípio (provido).

• Requerer, da mesma forma que prover, não

segue o verbo primitivo no pretérito perfeito (requeri, requereste, requereu) e nos tempos dele derivados (requerera, requeresse, requerer); no presente do indicativo, faz requeiro, requeres, requer.

Preposição Palavra que liga duas outras numa oração ou expressão.

1) Preposições simples ou essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Ex.: Vim de casa. Fui a São Paulo. Redação sem erros.

2) Preposições acidentais: palavras de outras classes, funcionando, em certas circunstâncias, como preposição. Ex.: Tenho que sair. Outras: conforme, segundo, como, salvo, fora, mediante, durante etc.

3) Locuções prepositivas: grupo de palavras que funcionam como preposição. Terminam sempre por uma preposição simples. Algumas locuções prepositivas muito usadas:

à frente de, à espera de, a fim de, à beira de, graças a, de acordo com, à procura de etc. Ex.: Saiu à procura de um médico.

Qbs.: Às vezes, a preposição liga duas orações. Ex.: Ele vive para ajudar aos outros.

As preposições podem unir-se a outras palavras, formando um só vocábulo. Quando ela perde fonemas, temos uma contração; caso contrário, uma combinação. Ex.: ao, à, do, dum, no, daquele, dela, daí, nisto etc.

Conjunção Palavra que liga duas orações. 1) Coordenativas: ligam orações coordenadas. 2) Subordinativas: ligam uma oração subordinada à sua principal. Ex.: Entrei e fechei a porta (conjunção coordenativa). Sei que ela voltará. (conjunção subordinativa).

A conjunção, em certos casos, liga duas palavras. Ex.: Paulo e Antônio estudam muito.

Obs.: Veremos com mais detalhes as conjunções, no capítulo referente à classificação das orações.

Interjeição Palavra exclamativa com que traduzimos espontaneamente nossas emoções. Ex.: Ui! Puxa! Epa! Bis!

Palavras denotativas Existem palavras e locuções que se assemelham aos advérbios e locuções adverbiais, mas que não chegam a expressar circunstâncias. São chamadas denotativas. Eis as mais importantes:

a) de afetividade: felizmente, ainda bem etc.

b) de designação: eis

c) de exclusão: exceto, salvo, menos, fora, só,

somente, apenas etc.

d) de explicação: a saber, por exemplo etc.

e) de inclusão: também, inclusive, menos,

ainda, até, além disso etc.

f) de retificação: aliás, ou melhor, isto é etc.

g) de situação: afinal, em suma etc.

Para saber se existe o acento de crase,

afinal, em suma etc. Para saber se existe o acento de crase, 6 - EMPREGO DO

6 - EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE

Chama-se crase a fusão de duas vogais iguais em uma só. Quando essa união se dá entre a preposição A e o artigo ou demonstrativo A, usa-se o acento de crase. Ex.: Vamos a a praia. Vamos à praia.

usam-se dois artifícios, que resolvem boa parte do problema.

1) Com nomes próprios de lugar.

Troca-se o verbo que pede a preposição A pelo verbo VIR. Se aparecer DA, usa-se o acento na frase primitiva. Ex.: Fui à Bahia (vim da Bahia). Mas: Fui a Curitiba. (vim de Curitiba).

2) Com nomes comuns.

Troca-se o nome feminino por um masculino. Aparecendo AO, existe o acento de crase.

Ex.: Sejamos úteis à sociedade. (Sejamos úteis ao povo.) Mas: Encomendamos a revista. (Encomendamos o jornal.) IMPORTANTE: Só se usa acento de crase antes de palavra feminina, clara ou oculta. Ex.: Diga à professora que voltarei. Usava um chapéu à Napoleão. (à moda)

Iremos à Conde de Bonfim. (à Rua) Leve isto à José Olímpio. (à editora)

Casos obrigatórios 1) Nas locuções adverbiais formadas por palavras femininas. Ex.: Ele saiu às pressas. Foi levado à força. Às vezes íamos lá. Obs.: Não levam acento de crase as de instrumento, embora alguns autores recomendem seu emprego. Ex.: Escreveu o bilhete a máquina. Pintou a casa a tinta.

2) Nas locuções prepositivas formadas por palavras femininas. Ex.: Saiu à procura de um médico. Ficamos à frente do grupo. 3) Nas locuções conjuntivas formadas por palavras femininas. Ex.: Progrediremos à medida que trabalharmos. À proporção que estudares, progredirás. 4) Com a palavra HORA, quando indica o momento exato em que ocorre alguma coisa. Pode estar oculta.

Ex.: Saiu às duas horas. Ele voltará à unia. 5) Com os pronomes demonstrativos AQUELE, AQUELA, AQUILO. Ex.: Diga isso àquela senhora (a aquela). 6) Com o pronome demonstrativo A. Ex.: Refiro-me à que chegou agora. (a aquela; ao que) 7) Com o pronome relativo A QUAL. Ex.: Minha mãe, à qual sempre obedeci, ensinou-me a ser honrado.

(Meu pai, ao qual

)

Casos facultativos 1) Com os pronomes adjetivos possessivos no singular.

Ex.: Eu escrevi à sua irmã. Eu escrevi a sua irmã. Obs.: Se o pronome estiver no plural, temos:

Escrevi às suas irmãs. (obrigatório) Escrevi a suas irmãs. (proibido: o a é apenas preposição) 2) Antes de nome de mulher. Ex.: Direi isso à Luciana. (ou a) 3) Depois da preposição ATÉ. Ex.: Vamos até à praça. Vamos até a praça. 4) Antes das palavras França, África, Inglaterra, Ásia. Europa, Escócia, Espanha e Holanda. Ex.: Retornarás à França. Retornarás a França.

Casos proibitivos 1) Antes de masculino. Ex.: Eles foram a pé. Pediu um bife a cavalo. Estamos a par de tudo. 2) Antes de pronomes pessoais, de tratamento e indefinidos. Ex.: Mostre a ela a resposta. Jamais pedi tal coisa a V.Sa. Deu o livro a alguma colega. Obs.: Podem vir precedidos de à os pronomes de tratamento Senhora Senhorita, Madame e Dona, este último quando antecedido de adjetivo. Ex.: Entregue isto à Senhora Josefina. Referiu-se à simpática Dona Augusta. 3) Antes de verbo. Ex.: Pôs-se a chorar o menino. 4) Em qualquer frase que apresente sentido indefinido. Ex.: Jamais assisti a peça tão fraca. (a uma peça) 5) Em expressões formadas por palavras repetidas. Ex.: Tomou o remédio gota a gota. 6) Quando o A está antes de palavra no plural. Ex.: Só falava a pessoas de bom senso. 7) Com a palavra casa, quando não está determinada ou qualificada. Ex.: Irei a casa logo. Mas: Irei à casa de meus tios. Fui à casa nova. 8) Com a palavra distância, quando não está especificada. Ex.: Ele ficou a distância. Ficamos a grande distância.

Mas: O menino ficou à distância de cem metros. 9) Com a palavra terra, quando significa oposição a bordo. Ex.: Os marujos foram a terra. Mas: Irei à terra natal. 10) Antes de nomes de vultos históricos. Ex.: Fez alusão a Joana D’Arc. 11) Com a expressão a vista, significando o oposto de a prazo. Ex.: Comprou roupas a vista. Mas: Agiu à vista de todos.

Qbs.:Alguns autores admitem o acento, mesmo significando o contrário de a prazo. É questão polêmica. 12) Antes de Nossa Senhora e Maria Santíssima Ex.: Ele fez uma prece a Nossa Senhora Qbs.:Antes de Virgem Maria, existe crase. Ex.: Ele orou à Virgem Maria. Cuidado! Diz-se das sete às nove horas, ou de sete a nove horas. É errado: de sete às nove horas.

Suj.: Aquele menino (simples)

de sete às nove horas. Suj.: Aquele menino (simples) 7 - SINTAXE DA ORAÇÃO E DO

7 - SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO

Termos da oração Chama-se oração todo enunciado, com sentido completo ou não, que possui verbo, O conjunto de orações chama-se período. Ex.: Maurício escreveu uma bela carta (período simples: uma oração) Fabiano estudou e foi para a escola. (período composto: mais de uma oração)

Uma oração se divide, geralmente, em dois termos básicos, chamados de essenciais:

sujeito e predicado. Dentro de um e outro, aparecem termos diferentes, tais como objeto direto, predicativo, adjunto adnominal etc. Ex.: Teu amigo | disse a verdade sujeito Predicado Dentro do sujeito: teu (adjunto adnominal) Dentro do predicado: a verdade (objeto direto)

Modelo de análise sintática

Aquele menino trouxe um belo presente para a mãe ontem. Sujeito predicado

Núcleo do suj.: menino (a palavra mais importante do sujeito) Adj. adn.: Aquele Pred.: trouxe um belo presente para a mãe ontem (verbal) Núcleo do pred.: trouxe (v. trans. dir. e ind.) Obj. dir.: um belo presente Núcleo do obj. dir.: presente Adj. adn.: um, belo Obj. indir.: para a mãe Núcleo do obj. indir.: mãe Adj. adn.: a Adj. adv. de tempo: ontem

Obs.: Para é preposição: não tem função sintática

Termos essenciais

Sujeito

É o ser a respeito do qual se declara alguma

coisa. Ex.: Marcelo controlou a situação. Quem controlou a situação? Marcelo. Logo, Marcelo é o sujeito.

O sujeito se classifica em:

1) Simples: com apenas um núcleo. Ex.: O gato bebeu o leite. Alguém chegou agora. Vendem-se casas. (Casas são vendidas). Gostei muito da resposta. (sujeito simples:

EU)

Neste último caso, o sujeito se classifica como simples, mas se encontra subentendido, oculto ou elíptico. Mandei-o estudar. Aqui, o pronome o é sujeito do verbo estudar.

É o que se conhece como sujeito de infinitivo.

Isso só ocorre com os verbos cansativos (mandar, deixar, fazer) e sensitivos (ver, sentir, ouvir) seguidos de infinitivo. A oração começada pelo pronome átono é sempre objetiva direta. Assim, temos: lª or. - Mandei (principal); 2ª or. - o estudar (sub. substantiva obj. direta).

2) Composto: com mais de um núcleo. Ex.: Jairo e Mônica foram à escola juntos. Eu e você seremos felizes.

3) Indeterminado: quando há sujeito, mas não se pode precisar qual é. Ocorre em dois casos:

• Com verbos na terceira pessoa do plural, sem o sujeito presente no texto. Ex.: Batem à porta.

• Com verbos que não sejam transitivos

diretos, na 3ª pessoa do singular, mais o pronome SE (símbolo ou índice de

indeterminação do sujeito). Ex.: Precisa-se de ajudantes. Aqui se vive bem. Ficou-se triste.

Obs.: Se o verbo for transitivo direto, mas vier com objeto direto preposicionado, o sujeito também estará indeterminado. Ex.: Cumpriu-se com o dever. (sujeito indeterminado) Mas: Cumpriu-se o dever. (sujeito simples: o dever)

4) Oração sem sujeito: quando a oração possui apenas predicado. Alguns autores dizem sujeito inexistente. Ocorre nos seguintes casos principais:

• Com o verbo haver significando existir ou

indicando tempo. Ex.: Há muitos livros na estante. Há meses que não vou lá. (A primeira oração não tem sujeito.)

• Com o verbo fazer indicando tempo

decorrido ou meteorológico. Ex.: Faz três anos que não nos vemos. (A primeira oração não tem sujeito.)

• Com os verbos de fenômeno da natureza. Ex.: Ontem choveu muito.

• Com os verbos ser, estar e ir (este, seguido de para) indicando tempo. Ex.: São duas horas. Hoje são três de março. Era na primavera. Está muito frio hoje. Já vai para dois anos que não o vejo

Predicado

É tudo aquilo que se declara do sujeito.

Ex.: A onça é um animal feroz.

O predicado se classifica em:

1) Nominal: formado por um verbo de ligação e um predicativo do sujeito, que é seu núcleo. Ex.: Isabel está nervosa. Está: verbo de ligação. Nervosa: predicativo do sujeito.

2) Verbal: formado por um verbo transitivo ou intransitivo. O verbo é o núcleo do predicado. Ex.: Isabel fez os doces. Fez: verbo transitivo direto.

3) Verbo-nominal: formado por um verbo transitivo ou intransitivo e um predicativo (do sujeito ou do objeto). Ex.: Isabel fez os doces nervosa. Fez: verbo transitivo direto. Nervosa: predicativo do sujeito. Observe bem: Isabel fez os doces e estava nervosa.

Predicativo

É o termo que atribui ao sujeito ou objeto uma

qualidade, estado, característica etc. Pode ser:

1) Do sujeito. Ex.: Rodrigo é estudioso. Ela voltou cansada.

2) Do objeto. Ex.: Eu o considero inteligente. (predicativo de o, que é objeto)

Termos integrantes

Objeto direto É o termo que completa o sentido de um verbo transitivo direto. Ex.: Comprei um novo aparelho. Coloquei-o ali.

Ela pegou da agulha. (objeto direto preposicionado)

Observe que, neste caso, o verbo não exige a preposição de. Ele é transitivo direto.

O objeto direto pode ainda ser:

1) Pleonástico: repetição do objeto direto. Ex.: Sua irmã, ninguém a viu.

2) Interno ou cognato: do mesmo campo semântico ou lingüístico do verbo, que em condições normais é intransitivo. Ex.: Tu vives uma vida tranqüila.

Objeto indireto

É o complemento de um verbo transitivo

indireto. Ex.: Todos precisam de afeto.

Refiro-me a ela.

O objeto indireto também pode ser

pleonástico. Ex.: Ao colega, não lhe diga isso.

Complemento nominal

É o termo preposicionado que completa o

sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio. Ex.: Tenho medo dos exames. (medo é substantivo) Estava certo da vitória. (certo é adjetivo) Agiu contrariamente a meus interesses. (contrariamente é advérbio)

Obs.: Não se confunda o complemento nominal com o objeto indireto, que também tem preposição. O objeto completa o sentido de um verbo; o complemento nominal, de um nome. Ex.: Necessitamos de leis. (objeto indireto) Temos necessidade de leis. (complemento nominal)

Agente da passiva

É o termo que pratica a ação na voz passiva.

Corresponde ao sujeito da voz ativa. Vem introduzido pelas preposições POR (PELO, PELA) ou DE. Ex.: A história foi contada por vovó. (o sujeito é passivo: a história)

Mudando a voz do verbo, temos: Vovó contou

a história. O agente da passiva (por vovó)

transformou-se no sujeito da voz ativa (Vovó).

Termos acessórios

Adjunto adnominal

É o termo que determina, modifica um

substantivo. Ex.: O rapaz trouxe para a escola uma bela composição. Note bem: O rapaz (sujeito), rapaz (núcleo do sujeito), o (adjunto adnominal).

E assim por diante.

O adjunto adnominal pode ser representado:

1) Por um artigo.

Ex.: O cão latiu.

2) Por um pronome adjetivo.

Ex.: Minha tia é francesa.

3) Por um numeral adjetivo.

Ex.: Tenho três canetas.

4) Por um adjetivo.

Ex.: Ele sempre tira boas notas.

5) Por uma locução adjetiva.

Ex.: Achei um anel de ouro.

Cuidado para não confundir este último caso com o complemento nominal. Vejamos algumas diferenças:

a) O adjunto adnominal dá uma qualidade,

indica posse ou restrição. Ex.: Comprei copos de vidro. (qualidade ou

matéria)

Não encontrei o brinquedo do garoto. (posse)

Observe também que copos e brinquedo são substantivos concretos. Assim, não poderiam ter complementos nominais.

b) O complemento nominal completa o

sentido da palavra. Sem ele, seria possível uma pergunta do tipo: de quê? Ex.: Tenho certeza da vitória. (certeza de

quê?)

c)

Se a palavra precedida de preposição se

liga a adjetivo ou advérbio, só pode ser complemento nominal.

Ex.: Estava pronto para tudo. (pronto é um

adjetivo)

Atuou favoravelmente a nós. (favoravelmente é um advérbio)

d) Se a palavra que está sendo modificada é

proveniente de um verbo, o termo preposicionado será complemento nominal se se tratar de termo passivo, correspondendo a um objeto ou adjunto adverbial; sendo ativo,

trata-se de adjunto adnominal.

Ex.: A invenção do telégrafo beneficiou a humanidade. Pode-se dizer: Inventaram o telégrafo. Logo, o telégrafo é um termo que sofre a ação. Do telégrafo é complemento nominal.

A invenção do sábio beneficiou a

humanidade. Não se pode transformar invenção no verbo inventar, porque o sábio praticou a ação de inventar. Logo, do sábio é adjunto adnominal.

O adjunto adnominal representado por

adjetivo pode confundir-se com o predicativo.

Vejamos as diferenças:

a) Junto a verbo, será predicativo.

Ex.: Marta é inteligente. Mauro voltou

animado.

b) Unindo-se diretamente ao núcleo de uma

função (sujeito, objeto direto etc.), é adjunto adnominal.

Ex.: A bela criança sorriu. (está dentro do

sujeito)

c) Vindo depois de um substantivo, pode

haver confusão. Nesse caso, inverta-se a frase, pondo o adjetivo antes do substantivo. Se continuar ligado a ele, será adjunto adnominal; ficando afastado, será predicativo. Ex.: Comprei uma casa bonita. (Comprei uma bonita casa) adj. adn.

Considero o aluno inteligente. (Considero inteligente o aluno) pred.

Neste último caso, em que temos um predicativo, a palavra o ficou entre o substantivo e o adjetivo.

Adjunto adverbial

É o termo que modifica um verbo, adjetivo ou

advérbio, indicando a circunstância em que se

desenvolve o processo verbal. E representado geralmente por advérbio ou expressão adverbial. Ex.: Ontem fomos à praia. tempo lugar

Principais adjuntos adverbiais:

1) Afirmação: Certamente ele voltará. 2) Negação: Não o quero aqui. 3) Dúvida: Irei provavelmente à tarde. 4) Lugar: Deixamos o carro naquela esquina. 5) Tempo:Nós discutíamos uma vez ou outra. 6) Modo:Márcia saiu apressadamente. 7) Intensidade: Estava muito nervosa. 8) Causa: Ele tremia de frio. (por causa do frio) 9) Instrumento: Cortou-se com a lâmina. 10) Meio: Só viajavam de trem. (meio de transporte) 11) Companhia; Passeava com o pai. 12) Finalidade ou fim: Vivia para o estudo. 13) Concessão. Foi à praia apesar da chuva. 14) Assunto: Falavam de política. 15) Conformidade: Agimos conforme as ordens. 16) Condição: Sem estudo, não passarás.

Aposto Termo que se une a um substantivo ou pronome substantivo, esclarecendo-lhe o

sentido. Geralmente é separado por vírgula ou dois pontos. Ex.: O cão, melhor amigo do homem, é sempre fiel. (explicativo) Só queria uma coisa: compreensão. (explicativo) Glória, poder, dinheiro, tudo passa. (resumitivo ou recapitulativo)

O rio Amazonas é muito extenso. (apelativo

ou especificativo)

Obs.: O aposto apelativo ou especificativo é o nome de alguém ou alguma coisa.

Estudou o dia todo, o que deixou a mãe feliz. (aposto referente a toda uma oração). Nesse caso, o aposto é representado por palavras como o, fato, coisa etc.

Agora, atente bem para a seguinte

comparação:

Gosto de Petrópolis. (objeto indireto:

complemento do verbo) Vim de Petrópolis. (adj. adv. de lugar: vim é intransitivo) Tive medo de Petrópolis. (compl. nominal:

medo de quê?)

O clima de Petrópolis é bom. (adj. adn.: vale

por petropolitano)

A cidade de Petrópolis é linda. (aposto: é o

nome da cidade)

Vocativo Termo com valor exclamativo que serve para interpelar alguém ou algo. Não pertence nem ao sujeito, nem ao predicado. Sempre com vírgula. Ex.: Luís, empreste-me o martelo. (Ó Luís!) Veja, meu filho, que linda lagoa! (ó meu filho!) Não faça isso, garoto! (ó garoto!)

Classificação das orações

Absoluta

É a única oração de um período simples.

Ex.: O amor vence sempre.

Coordenada

É a oração que se une a uma outra, também

coordenada, sem lhe representar um termo sintático. É, portanto, independente.

A oração coordenada pode ser sindética ou

assindética. Chama-se assindética aquela que não é introduzida por conjunção. Chama- se sindética a que possui uma conjunção coordenativa. Ex.: Fazia muito frio, / mas não peguei o agasalho. assindética sindética O avião pousou, / e os passageiros respiraram aliviados. assindética sindética

Classificação das sindéticas 1) Aditivas: não acrescentam nenhuma idéia à coordenada assindética. Principais

conjunções: e, nem, não só

Ex.: Começou a chorar e trancou-se no quarto. Não só pintava, mas também fazia versos. (ou como também)

mas também.

2) Adversativas: expressam uma idéia contrária ao que se diz na outra coordenada. Principais conjunções: mas, porém, contudo, todavia, e, no entanto. Ex.: Corremos muito, mas não ficamos cansados. Estudou muito e não aprendeu nada. (e = mas)

3) Conclusivas: expressam uma conclusão, em face do que se diz na assindética. Principais conjunções: pois (entre vírgulas), logo, portanto. Ex.: "Penso, logo existo." Rodrigo revisou toda a matéria; está, pois, preparado.

4) Alternativas: indicam pensamentos ou

ações que se alternam ou excluem. Principais

conjunções: ou, ora

nem. Ex.: Entregue sua prova, ou ficará com zero. Ora ria, ora chorava. (As duas são alternativas)

ora, ou

ou, nem

5) Explicativas: dão uma explicação qualquer

a respeito da assindética. Geralmente o verbo da primeira está no imperativo. Principais conjunções: que, porque, pois. Ex.: Não saia agora, que vai chover. O chão está molhado, porque eu vi.

Subordinada

É a oração que representa um termo sintático

de uma outra oração, que se diz principal.

Ex.: Ele disse que voltaria.

A oração que voltaria é subordinada porque

representa o objeto direto da primeira.

Classificação das subordinadas 1) Adjetivas: iniciadas por um pronome relativo e funcionando como adjunto adnominal da oração principal. Podem ser:

a) Restritivas: restringem, limitam o sentido do

antecedente do pronome relativo. Não se separam da principal por meio de vírgula.

Ex.: A flor que te dei murchou. (a qual te dei).

A pessoa de quem lhe falei é aquela. (da

qual lhe falei) Nasci numa casa onde há muitas

Ninguém me disse que haveria reunião ontem.

c) Objetivas indiretas: funcionam como objeto

indireto. Ex.: Preciso de que me ajudem. Ele aspirava a que todos fossem felizes.

mangueiras. (na qual há

)

Obs.: A preposição DE pode ficar

b)

Explicativas: explicam alguma coisa sobre

subentendida. Ex.: Esqueceu-se que ia jogar.

o

antecedente. Têm menos importância no

período. Separam-se da principal por meio de

vírgula. Assemelham-se a um aposto explicativo. Ex.: A rosa, que é perfumada, enfeita o mundo. (a qual é perfumada) Carlos, cujo irmão é médico, está aí fora.

Obs.: Reconheça-se o pronome relativo e se terá descoberto a oração subordinada adjetiva.

d) Completivas nominais: representam o

complemento nominal. Ex.: Tinha medo de que o prejudicassem.

Não há necessidade de que o ajudemos.

Obs.: A preposição DE pode ficar subentendida. Ex.: Tínhamos certeza que iríamos.

e) Predicativas: desempenham a função de

2)

Substantivas: são orações que completam

predicativo.

o

sentido da principal, representando para ela

Ex.: A verdade é que ele se esforçou muito.

termos próprios de substantivo (sujeito, objeto direto etc.). Começam normalmente por uma

conjunção integrante (que ou se). Podem também ser introduzidas por um advérbio interrogativo (onde, quando etc.) ou pronome interrogativo (quem, qual etc.) Ex.: Todos notaram que ele estava nervoso.

Obs.: A oração substantiva pode ser substituída pela palavra ISTO. Aproveitando o exemplo anterior, poderíamos dizer: Todos notaram isto.

As orações subordinadas substantivas podem

ser:

a) Subjetivas: representam o sujeito da

oração principal, que estará sempre com o verbo na terceira pessoa do singular. Ex.: É necessário que sejam sinceros. Convém que falem baixo. Sabe-se que ele perdeu. Quem chegar atrasado não fará a prova.

b) Objetivas diretas: desempenham a função

de objeto direto. Ex.: Veja onde está o livro.

Obs.: O verbo da oração principal é sempre SER, acompanhado do seu sujeito. Compare os dois períodos:

É bom que venham todos. (subjetiva) O bom é que venham todos. (predicativa, pois o sujeito é o bom)

f) Apositivas: funcionam como aposto, geralmente depois de dois-pontos. Ex.: Só dizia uma coisa: que venceria os obstáculos.

3) Adverbiais: são as orações que

desempenham a função de adjunto adverbial da oração principal. São iniciadas por conjunções subordinativas adverbiais. Ex.: Quando o dia nasceu, César foi para o hospital. adj. adv. tempo

As orações subordinadas adverbiais podem ser:

a) Causais: funcionam como adjunto adverbial

de causa. Principais conjunções: porque,

como, pois, já que, uma vez que.

Ex.: Susana foi reprovada porque não estudou. Como ia chover, recolhemos a roupa.

b) Condicionais: indicam condição. Principais

conjunções: se, caso, sem que. Ex.: Irei ao jogo, se pagarem minha entrada. Sem que haja esforço, nada será possível.

c) Comparativas: estabelecem uma

comparação. Principais conjunções:

como, que (ou do que), quanto. O verbo,

muitas vezes, fica oculto, sendo o mesmo da oração principal. Ex.: Helena é linda como a mãe. Ele fala mais que um papagaio.

d) Conformativas: indicam conformidade ou

acordo, às vezes modo. Principais conjunções: como, conforme, segundo. Ex.: Agi como mandaram. Segundo me disseram, não haverá jogo.

e) Concessivas: são as que expressam idéia

contrária à da oração principal. Principais conjunções: embora, mesmo que, ainda que. Ex.: Ainda que gritasse, não seria atendida. Eles chegaram cedo, embora não fosse preciso.

f) Consecutivas: indicam uma conseqüência. Principal conjunção: que (precedida de tão, tal, tanto, tamanho). Ex.: Correu tanto, que caiu. Era tal seu medo, que desmaiou.

g) Finais: correspondem a um adjunto

adverbial de fim. Principais conjunções: para que, a fim de que. Ex.: Tirou a tampa para que o perfume se espalhasse. Ele desceu logo a fim de que pudéssemos vê-lo.

h) Proporcionais: são as que estabelecem

uma proporção. Principais conjunções: à proporção que, à medida que, quanto mais mais. Ex.: Progrediremos à medida que trabalharmos. Quanto mais estuda, mais aprende.

i) Temporais: funcionam como adjunto adverbial de tempo. Principais conjunções:

quando, logo que, depois que, antes que. Ex.: Eles se retiraram quando o sol aparecia. Assim que o ônibus parou, todos desembarcaram.

Observações finais

• Chamam-se orações reduzidas aquelas que

não possuem conjunção e apresentam o verbo numa forma nominal. Classificam-se da mesma forma que as desenvolvidas, bastando atentar-se para o seu significado e estrutura.

Alguns exemplos:

1) É importante falar-se com clareza. (subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo) 2) Estava certo de ser aproveitado. (subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo) 3) Estudou Letras para ser professor. (subordinada adverbial final reduzida de infinitivo) 4) Falando com educação, você não o irritará. (subordinada adverbial condicional reduzida de gerúndio) 5) Terminada a prova, os candidatos se retiraram. (subordinada adverbial temporal reduzida de particípio) 6) Vi um menino brincando no jardim. (subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio)

• Um período, como vimos até aqui, pode ser

composto por coordenação ou subordinação. Pode ser também misto, isto é, por coordenação e subordinação. Ex.: Denise disse que não voltaria, mas não resistiu. 1ª 2ª 3ª

1ª: principal 2ª: subordinada substantiva objetiva direta : coordenada sindética adversativa

• Algumas orações não aparecem na

Nomenclatura Gramatical Brasileira. Eis

algumas:

1) Subordinada substantiva agente da passiva. Ex.: O trabalho foi feito por quem conhece o assunto.

Note bem:

vírgulas; com apenas uma vírgula, haveria erro.

A expressão fica entre

Principais situações de uso da vírgula

2) Subordinada adverbial locativa.

1)

Para separar um aposto.

Ex.: Moro onde moras.

Ex.:

Teu irmão, aluno da primeira série,

está dispensado.

Neste caso, pode-se classificar a oração como adjetiva, considerando-se um

2)

Para separar o vocativo.

antecedente oculto: Moro no lugar onde moras (= no qual)

Ex.:

Aqui está, crianças, o que prometi.

3)

Para separar as orações coordenadas,

3) Subordinada adverbial modal. Ex.: Os náufragos salvaram-se nadando.

Neste caso, pode-se classificar a oração reduzida como adverbial conformativa.

exceto as começadas por E.

Ex.:

ficou satisfeito.

Pintou a casa de branco, mas não

4)

adverbiais deslocadas.

Para separar as orações subordinadas

• As orações subordinadas adjetivas podem,

Ex.:

Para que o notassem, subiu numa

excepcionalmente, ser introduzidas por um pronome indefinido precedido de preposição.

árvore.

Ex.: O trabalho de quem conhece o ofício é

Obs.:

Vindo depois da principal, a vírgula

sempre melhor.

torna-se facultativa.

a vírgula sempre melhor. torna-se facultativa. 8 - PONTUAÇÃO Emprego da vírgula A vírgula corresponde a

8 - PONTUAÇÃO

Emprego da vírgula

A vírgula corresponde a uma breve pausa. De um modo geral, podemos afirmar que:

1) Na ordem direta (sujeito, verbos, complementos ou adjuntos), não se usa a vírgula. Ex.: Aquela menina fez a redação no colégio. Assim, não se separa o verbo de seu sujeito ou de seus complementos por meio de vírgula.

2)

Na ordem inversa, normalmente se usa

vírgula.

Ex.:

No colégio, aquela menina fez a

redação.

3) Na ordem direta, haverá vírgulas quando uma expressão de valor explicativo ou adverbial ficar intercalada, separando o sujeito do verbo ou este de seus complementos. Ex.: Aquela menina, aluna exemplar, fez a redação no colégio.

Ex.: