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TTA – DIREITO – 13/11/8

JURISDICÃO/IMUNIDADE SOBERANA OU ESTATAL /


IMUNIDADE DAS ORGANIZACOES INTERNACIONAIS
JURISDICAO CONCEITO
Termo utilizado para designar os poderes que um estado exerce sobre pessoas bens e
fatos ou eventos.
Termo que descreve os limites à competência jurídica de um estado para criar aplicar e
implementar normas de conduta sobre particulares.

Soberania dos estados é relativa.

Três modalidades de jurisdição de um estado:


1. jurisdição legislativa ou prescritiva = prescriptive jurisdiction = poderes que
possui um estado para criar leis para legislar sobre essas pessoas sobre esses bens
e sobre esses fatos ou eventos = a regra é a aplicação no território nacional =
jurisdição territorial. Contudo pode ser aplicado extraterritorialmente crimes
praticados por brasileiros no exterior por exemplo.
2. jurisdição adjudicatória ou judicial = adjudicative jurisdiction = envolve os
poderes que possuem os tribunais de um estado para julgar processos que
envolvam essas pessoas, bens, fatos ou eventos. = territorial /extraterritorial =
CPC ART. 88 E 89
COMPETÊNCIA INTERNACIONAL CONCORRENTE (tanto tribunais
brasileiros como de outros estados podem julgar esses casos =
a. réu domiciliado no Brasil,
b. se a obrigação tiver de ser cumprida no Brasil,
c. se a ação resulta de fato ocorrido ou de ato praticado no Brasil
NÃO HÁ AQUI LITISPENDÊNCIA (art. 90 CPC) dois processos iguais correrem
simultaneamente = se houver coisa julgada em um pais ou em outro extinguem-se os
demais processos
COMPETÊNCIA INTERNACIONAL EXCLUSIVA
d. competência exclusiva do Brasil se imóveis estão no Brasil
e. inventario ou partilha de bens que estejam no Brasil.

3. jurisdição implementadora = enforcement jurisdiction = permite ao governo de


um estado utilizar a forca física parra assegurar o cumprimento de suas leis e
julgamentos (territorial) principio da representatividade (estado que enviou
missão diplomatica pode fazer uso da forca na missao diplomatica = crime na
missao diplomatica autoridades da propria autoridade diplomatica podem usar a
forca pode prender).

CASAMENTO GAYY
Níveis da ordem publica
Três níveis (art. 17 da LICC)
1. ORDEM PUBLICA INTERNA = no âmbito interno dos estados há normas que
jamais podem ser afastadas pela vontade dos particulares.
2. ORDEM PUBLICA INTERNACIONAL = haverá aqui a impossibilidade de
reconhecimento dos efeitos jurídicos de atos e sentenças estrangeiras que
choquem os valores do estado em questão
3. RECONHECIMENTO DE DIREITOS ADQUIRIDOS NO ESTRANGEIRO =
flexibilização ainda maior da ordem publica = ato praticado no estrangeiro não
poderia ser admitido no Brasil = mas os efeitos podem ser objeto de
concretização.

casamento gay não seria reconhecido no Brasil por que é chocante mas os efeitos
decorrentes desse casamento na medida que autorizada pela nossa legislação pode ser
reconhecido. Casamento bígamo não pode ser reconhecido mas alimentos solicitados
por uma das esposas podem ser executados no Brasil se os bens estiverem aqui por
exemplo.

Divida de jogo não choca mais a sociedade então pode ser executado aqui.

É o próprio estado que fixa a sua jurisdição = para assegurar as leis e julgamentos
pois decorre da soberania = normalmente o direito internacional não gera em relação
ao exercício da jurisdição obrigações positivas para os estados mas sim obrigações
negativas = cria limites ao exercício de jurisdição dos estados.
LIMITES À JURISDICAO DOS ESTADOS
1. IMUNIDADES
2. NECESSIDADE DE UM VÍNCULO ENTRE O ESTADO E A SITUACAO
SOBRE A QUAL DESEJA ESTE EXERCER JURISDICAO = temas de
direito criminal = direito internacional atua = principio de jurisdição criminal
que estado pode evocar para julgar determinado crime.= territorial,
nacionalidade, protetivo ou universalidade (Bélgica = preveu universalidade =
processo contra o Bush por crimes contra humanidade guerra ou genocídio =
agora Bélgica mudou a legislação)
Universalidade pode ser invocada
- pirataria clássica
- genocídio, crimes contra humanidade e crimes contra a guerra
- escravidao e tortura
- terrorismo
AUT DEDERE, AUT IUDICARE = OU JULGA OU EXTRADITA PARA QUEM FOR
JULGAR.

IMUNIDADE SOBERANA OU ESTATAL


É tanto uma imunidade de jurisdição como uma imunidade de execução. Fundamento
consuetudinário até hoje = há tratados regionais mas no âmbito universal disciplinado por
costume há convenção da ONU que ainda não esta em vigor.
Imunidade de jurisdição encontra-se hoje relativizada pelo costume internacional = atos
de império (permanece a imunidade)e atos de gestão (não permanece a imunidade).

Imunidade de execução não foi relativizada ainda é absoluta = Antenor Madruga na


banca = em livro defende que foi relativizada visto o art. 19 da convenção da ONU sobre
as imunidades jurisdicionais dos estados e seus bens. Bens comerciais sem função
publica que estejam no território do foro de execução, renuncia a imunidade de execução
não é necessária = então há relativização da imunidade de execução.

No Brasil art 11, parag. 2 LICC proíbe estados de terem imóveis

Código de Bustamante = pode ser revogado pelo costume = mesma hierarquia entre
tratado e costume

IMUNIDADE DAS ORGANIZACOES INTERNACIONAIS = natureza convencional


não costumeira = prevista tanto em tratados bilaterais como em tratados multilaterais =
tem imunidades para permitir que as organizações alcancem as finalidades para as quais
foram constituídas.

Acordos de Sede = fundamentais = ex ONU com Suíça (em 1946 não era membro da
ONU ingressou quase 5 décadas depois dos acordos sede) e com EUA.

Normas especificas para uma Organização Internacional = convenção geral sobre


privilégios e imunidades da ONU em 1946.

Territorialidade

Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido no território nacional. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
1984)

§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as


embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro
onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes
ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou
em alto-mar. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)

§ 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou


embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território
nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do
Brasil.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)

Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)

Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no


todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.(Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
Extraterritorialidade (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)

Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 1984)

I - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; (Incluído pela Lei nº 7.209, de


1984)

b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território,


de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação
instituída pelo Poder Público; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei nº 7.209,
de 1984)

d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 1984)

II - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (Incluído pela Lei nº 7.209,
de 1984)

b) praticados por brasileiro; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade


privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)

§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido
ou condenado no estrangeiro.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das
seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

a) entrar o agente no território nacional; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)

c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 1984)

e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a
punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro
fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: (Incluído pela Lei nº
7.209, de 1984)

a) não foi pedida ou foi negada a extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

b) houve requisição do Ministro da Justiça. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)