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Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Edição Julho/2008 Gerência de Comunicação Ana Paula Costa Transcrição: Else Albuquerque Copidesque: Jussara Fonseca Revisão: Adriana Santos Capa e Diagramação: Luciano Buchacra 5 Introdução D eus tem muitas bênçãos para cada um dos seus filhos, mas muitos ainda não desfrutam nem de um milésimo de tudo que o Pai lhes tem preparado. Por que isso acontece? O que fazer para desfrutar tudo que Deus tem preparado para nós? Esse é um assunto muito vasto, mas neste livro va- mos nos ater a dois pontos muito importantes: a amizade e a história de cada pessoa. Qual o valor de uma amizade sincera e como podemos mudar nos- sa história? Leia e deixe Deus falar ao seu coração. Boa leitura! 6 7 1ª PARTE AMIGOS VERDADEIROS E u não tenho ninguém. “Respondeu-lhe o enfer- mo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.” (João 5.7). A solidão é um sentimento terrível, pois uma pessoa solitária é alguém que vive isolado, sem ninguém por ele, ninguém que possa ajudá-lo em uma eventual necessidade. E esse episódio, que está registrado no livro de João, relata a história de um homem que há mais de trinta e oito anos se encontrava naquele mesmo lugar, junto ao tanque 8 de Betesda. É interessante notarmos que Jesus en- tra naquele local e dirige sua palavra diretamente para aquele homem que não tinha ninguém para conversar com ele como amigo. Uma pessoa sem alguém para lhe fazer companhia ou lhe estender a mão como amigo. Quando aquele paralítico disse: “Eu não tenho ninguém. Não tenho um amigo, não tenho ninguém que me carregue, quando a água é agitada, e me coloque no poço”, penso que aquele moço estava revelando a amargura que havia em seu interior. A Palavra de Deus cita muitas pessoas cujos no- mes têm um significado muito interessante. Jó é co- nhecido pela sua paciência. Jacó como enganador. Moisés como aquele que foi tirado das águas. No capítulo 11 do livro de Hebreus, encontramos uma galeria de homens da fé. E Abraão é um nome es- pecial entre eles. Deus deu a Abrão o título de ami- go de Deus. “E se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus.” (Tiago 2.23). Ainda que não tivesse ninguém por ele, Abraão nunca poderia dizer “eu não tenho ninguém por mim”, porque ele tinha um amigo muito especial: Deus, o todo-poderoso. Aquele paralítico se lamentava: “Eu não tenho ninguém”. Ali, naquele lugar, junto ao tanque de Be- tesda, havia muita gente à sua volta, mas mesmo as- 9 sim, aquele paralítico estava sozinho. Acredito que todas as pessoas ali conversavam, trocavam idéias, dividiam suas dores e suas penúrias, mas quando a água era agitada, todos disparavam em uma corrida de “cada um por si”. Até mesmo os cegos tentavam chegar até o tanque, pois somente o primeiro que entrasse nele é que seria curado. Aquele paralítico, contudo, permanecia no mesmo lugar, sem qual- quer chance de alcançar o tanque. Imagine não ter ninguém para ajudá-lo na hora que você mais precisar. Você já parou para contar os amigos com os quais você realmente poderia contar? Aqueles aos quais você poderia abrir seu coração totalmente? Vamos ver o que a Bíblia fala sobre amigos. QUEM É O IRMÃO? Não tenho dúvida alguma da amizade do Se- nhor Jesus com você. E sei que você pode perceber a realidade incontestável do amor do Senhor. E a Bíblia também fala a respeito de amigo: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.” (Provérbios 17.17). Uma grande dificuldade encontrada é que ape- sar de amarmos nossos irmãos, nem todos são nos- sos amigos. Quantas vezes você tem chamado de irmão aqueles que não o são? O texto da Palavra de Deus diz: “Em todo tempo ama o amigo, e na angús- 10 tia se faz o irmão.” O que esse texto está dizendo é que um irmão não é apenas aquele que nasce da mesma mãe, que faz parte da mesma família. Não é apenas o irmão biológico ou aquele que é mem- bro da igreja. Um irmão pode ser aquele que entra em sua história e se torna irmão em um momento de dor, de angústia e desespero. Ele era um amigo, mas tornou-se seu irmão exatamente no tempo de angústia. Aquele paralítico, no tanque de Betesda, estava cercado de amigos de infortúnio, mas mesmo assim ele se lamentava: “Eu não tenho ninguém”. Por quê? Porque no momento em que a água era agitada, fal- tava-lhe um amigo “mais chegado”. Faltava-lhe um irmão que não procurasse o próprio interesse, mas considerasse o dele em primeiro lugar e o levasse para as águas do tanque. Por isso é que a Palavra diz que “na angústia se faz o irmão”. O lugar mais fácil para não se envolver pode ser exatamente a igreja, porque as pessoas vêm para as reuniões, se cumprimentam, mas o envolvimento não passa disso. Entretanto, o Espírito Santo tem nos inquietado para que nos envolvamos de manei- ra mais próxima com nossos amigos, com os irmãos de fé para que nos tornemos verdadeiros irmãos uns para os outros. “Em todo tempo ama o amigo”. Amar o amigo é estar presente, é estar junto tanto nos momen- 11 tos de alegria quanto nos de angústia. É abraçá-lo em seu aniversário, mas também saber confortá-lo pela perda de um ente querido. É estar disposto a caminhar com ele quando aparentemente parece que não há caminho a seguir; quando ele está em pecado e está lá embaixo, no abismo. É nesta hora que ele mais precisa de um verdadeiro irmão. Este é o momento de estarmos juntos. É nesta hora que se faz o irmão. É por isto que a Palavra diz: “E na angús- tia se faz o irmão.” No sentido pleno da Palavra de Deus, quando nos entregamos para o Senhor Jesus, nos tornamos irmãos de fé. Entretanto, é preciso que nos transfor- memos em verdadeiros irmãos, que sejamos bên- çãos uns na vida dos outros. Quando você estiver em sua igreja, creia que você não está assentado ao lado de uma pessoa por acaso. Deus pensa nos de- talhes e, com certeza, você pode ajudar aquele que está ao seu lado. Na vitória é muito fácil se fazer amigos. Quando tudo vai bem, é muito fácil fazer amigos. Quando o dinheiro está sobrando e se está lá em cima, no topo, é muito fácil ter amigos. Mas quando se está lá embaixo, quando a angústia chega, quem se re- vela como verdadeiro irmão? Quando o marido foi embora, quando a esposa traiu, ou o desemprego bateu à sua porta ou a enfermidade chegou sem avisar, quem se dispõe a caminhar junto como um 12 irmão de verdade? Nesses momentos, quando até mesmo a relação de amor com Deus é questiona- da é exatamente quando o amigo deve chegar e se mostrar como irmão. “O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.” (Pro- vérbios 18.24). Um homem pode ter muitas pessoas ao seu lado que se dizem seus amigos, mas que, de fato, são ami- gos apenas de seus bens. Esse homem sai perdendo porque não pode contar com nenhum deles se acaso lhe faltar os bens. Já vimos que na angústia é que se faz o irmão, mas a Bíblia, aqui, diz que há amigo mais chegado que um irmão. E isso foi realidade na vida de Jesus. Ele é o nosso maior amigo, mais chegado, mais íntimo que todo bom irmão que possamos ter aqui nesta terra. Ele deu a sua vida por amor a nós sem que o merecêssemos. E nós devemos nos espe- lhar no Senhor Jesus para que sejamos este amigo mais chegado que um irmão. SEJA AMIGO Você precisa ter amigos, mas para isso, é essen- cial que você também seja amigo. “Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua ad- versidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe.” (Provérbios 27.10). 13 Além dos amigos que fazemos, recebemos ami- gos de herança dos nossos pais, e a Palavra nos diz para não os abandonarmos. E ainda diz mais, que o vizinho perto é muito mais precioso do que o irmão longe. Assim como o próximo da parábola de Jesus em Lucas 10.33-37. E se quisermos ter amigos, te- mos de fazer a nossa parte, sendo amigo, próximo, irmão, amigo mais chegado que um irmão, assim como Jesus. Assim como nós, os homens de Deus também eram seres humanos normais, feitos de carne e osso, com sentimentos e emoções. Paulo tinha amigos, mas quando eles o traíam, Paulo sofria. Houve um momento quando ele disse: “Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia. Somente Lucas está comigo.” (2 Timóteo 4.10-11). Momento de abandono, mas que Paulo superou na força do Senhor. Lucas foi para Paulo o amigo mais chegado que um irmão. Nós precisamos de gente. A Igreja de Jesus não é composta por prédios. Os prédios são feitos de ferro, cimento, areia e tijolos. Não há vida nas pa- redes; não há corações pulsando por entre as ferra- gens das construções. Igreja não é isso. Nós somos a Igreja de Jesus, pessoas com coração que bate; gente que sorri, que chora, que anda, que tropeça, que cai, mas que também se levanta e tem vitórias 14 porque é fortalecida pela força do Senhor (Efésios 6.10). Paulo nunca abandonou seus amigos, mas seus amigos o abandonaram. Jesus nunca abandonou seus amigos, mas alguns foram capazes de negá-lo e até de traí-lo. Portanto, se algum dia algum amigo o abandonar, não deixe a tristeza tomar conta do seu coração, pois até mesmo Paulo e Jesus foram abandonados por seus amigos. A Palavra também diz para não abandonarmos o amigo de nosso pai. Talvez seu pai já tenha mor- rido, mas os amigos dele ainda estão vivos e de vez em quando ligam para você, ou você os en- contra. O problema é que, muitas vezes, você não quer nada com os amigos do seu pai. Mas não os esqueça, não os abandone, conserve os vínculos, pois isso é bom, porque é assim nos orienta a Pa- lavra de Deus. AFIADOS “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.” (Provérbios 27.17). Quem afia o homem? Na verdade, é Deus que faz toda boa obra em nós (Filipenses 1.6), mas Ele usa os amigos para nos afiar. Os amigos fazem com que nos sintamos úteis e são capazes de nos dizer verdades que outras pessoas não teriam liberdade para falar. 15 Certa vez, eu estava almoçando com um pastor e ele mastigava de boca aberta. Era algo muito de- sagradável, entretanto, ninguém tinha coragem de chegar até ele e dizer: “Amigo, feche a boca, é tão feio comer assim”. Um amigo teria liberdade para chegar até ele e lhe dizer isso; afinal, ele o estaria livrando de um ridículo, de uma situação bem cons- trangedora. A Palavra diz exatamente isso: “Como o ferro com ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.” Se te- mos amigos mais chegados que um irmão, certa- mente vamos ouvi-lo. Não vamos considerar a sua exortação como uma intromissão em nossa vida, mas como um conselho valioso de alguém que nos ama de verdade. Quando você tem amigos que são irmãos, você tem uma bênção muito grande! Uma das coisas mais bonitas é que nós não podemos viver sozi- nhos. Você pode estar casado, mas precisa de ami- gos. Homens e mulheres precisam de amigos. MELHOR É SEREM DOIS “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.” (Eclesiastes 4.9-10). Segundo o princípio da Palavra, você conse- gue mencionar, rapidamente, quem vai levantá-lo 16 se você cair? Você consegue se lembrar de alguma vez em que você sofreu uma queda e alguém o le- vantou? Se você pôde responder “sim”, com certeza foi um amigo mais chegado que um irmão, alguém que lhe trouxe carinho, calor humano, esperança e conforto. Jesus se revelou aos seus discípulos de maneira gloriosa! A relação de Jesus Cristo com seus discí- pulos não era uma relação de mestre e alunos, ape- nas. Havia uma relação de amizade muito profunda, e Jesus é o paradigma universal, único e insubsti- tuível desse amor fraternal, de amigo mais chega- do que um irmão. Por isso Ele disse: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.” (João 15.13-14). Se já é difícil um amigo dar a vida pelo outro, quanto mais se esse outro for um inimigo, ou um mero desconhecido. Contudo, Jesus deu a sua vida até pelos seus inimigos. O verdadeiro amigo é aque- le que se dispões a doar um de seus rins a um amigo que está na fila dos transplantes; que se dispõe a doar sangue porque sabe que muitos estão preci- sando. O verdadeiro amigo está sempre disposto a dar o seu tempo para o amigo. Ele oferece o seu ombro e é capaz de ficar a noite inteira conversan- do se for preciso. Na ceia, João reclinou a cabeça no peito de Jesus, e Jesus o abraçou. 17 Segundo os profetas, a vontade do Senhor é que os homens sejam amigos e que andem juntos. Deus quer que seus filhos e suas filhas vivam a ver- dadeira amizade bíblica, sem qualquer deturpa- ção das trevas que gere conflitos, inveja, maldade, ciúme etc. A Bíblia nos fala de dois irmãos que foram pro- fundamente amigos e, muito mais do que amigos ou conhecidos de vista. Foi na angústia que se tor- naram irmãos. Eles são Davi e Jônatas. “Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.” (1 Samuel 18.1). Existem aqueles encontros divinos, pessoas que entram na nossa história, que se assentam ao nosso lado, dentro de um propósito de Deus e, ali, inicia- se uma profunda amizade. Relacionamento este que vai se estreitando a ponto de se tornar uma amizade de amigos mais chegados que um irmão. Diz a Palavra que “Jônatas o amou como à sua pró- pria alma”. “Jônatas fez jurar a Davi de novo, pelo amor que este lhe tinha, porque Jônatas o amava com todo o amor da sua alma.” (1 Samuel 20.17). “Indo-se o rapaz, levantou-se Davi do lado do sul e prostrou-se rosto em terra três vezes; e beijaram-se um ao outro e choraram juntos; Davi, porém, muito mais.” (1 Samuel 20.41). 18 O pai de Jônatas era o rei Saul, que havia promo- vido uma terrível perseguição contra Davi, e Jônatas estava ali, no meio do fogo, mas era amigo de Davi. Diz a Palavra de Deus que os dois se abraçaram, se beijaram e Davi chorou muito mais. Quando Jônatas foi morto junto com seu pai, Saul, os corpos de ambos tinham sido mutilados. Davi, então, mandou transportá-los para os sepul- tar. Davi fez um lamento e chorou: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.” (2 Samuel 1.26). Davi tinha o coração puro, santo e reto. Davi e Jônatas eram homens, na essência dessa palavra, mas eles tinham uma relação de profunda amiza- de. Eles não eram apenas amigos, mas eram amigos mais chegados que irmãos. Davi dizia: “Angustiado estou por ti, meu irmão”. Quando Jônatas morreu, era como se uma parte de Davi tivesse morrido também. E isso é percebido na vida de Davi pela fal- ta que lhe fazia aquele referencial de amigo. Dentro da igreja, Deus quer restaurar e está restaurando vínculos de amizades. Mas é necessá- rio ser prudente quando essa amizade é entre um homem e uma mulher para que isso não gere con- fusão no coração de um ou de outro, ou até de am- bos. Para se estabelecer essa amizade de Provérbios 19 18.24, “amigo mais chegado que irmão”, é bom que seja irmã sendo amiga de uma irmã e irmão sendo amigo de um irmão. Uma mulher casada não pode ter um amigo maior do que o seu marido. Você pode ter conhe- cidos, mas não um amigo com quem você abra o seu coração, para isso você precisa é de uma amiga. Se você é casada, seu melhor amigo tem de ser seu marido. É ele que tem de saber tudo: seus sonhos, seus fracassos, seus ideais, suas vitórias, tudo. Ago- ra, isto não impede que a irmã tenha amigas, várias amigas. Você também, meu irmão, precisa ter um amigo, mas um amigo que chegue ao nível de ser um verdadeiro irmão. Mas ainda assim, sua esposa tem de ser sua melhor amiga, sua fiel confidente. A Bíblia diz que temos que evitar toda a aparência do mal. É importante notarmos o quanto a Bíblia fala de amigos. Todos os homens que foram bem-suce- didos na vida tinham amigos neste nível de irmãos. AMIGO É PARA SEMPRE “Enviou também Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), pois Hirão sempre fora amigo de Davi.” (1 Reis 5.1). Amigo é ou não é amigo. Um amigo é para sem- pre ou, então, nunca foi amigo. A verdadeira ami- zade não se desfaz. Quando a amizade termina é 20 porque o nível dessa amizade era só de conhecido, ou porque trabalhavam juntos, ou porque eram vi- zinhos. Se uma amizade termina, ela nunca foi forja- da na angústia. O verdadeiro amigo é muito impor- tante, pois ele nos dá força e incentivo. “Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e uma porta se me abriu no Se- nhor, não tive, contudo, tranqüilidade no meu espíri- to, porque não encontrei o meu irmão Tito; por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia.” (2 Co- ríntios 2.12-13). Paulo chegou a Trôade para pregar o Evangelho. Uma porta se abrira e já estava tudo preparado, mas ele não teve tranqüilidade no seu espírito, porque não havia encontrado o seu irmão Tito. Por isso, Paulo se despediu deles e partiu para a Macedônia. Tito era aquele amigo forjado na aflição. Ele não era irmão de sangue de Paulo, mas era este amigo mais chegado que um irmão. E Paulo não queria es- tar sozinho em Trôade. Por isso, ele deixou aquela porta aberta e foi para outro lugar; ele precisava da companhia de Tito. “Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesí- foro, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas.” (2 Timóteo 1.16). Paulo menciona esse seu amigo que muitas ve- zes havia lhe dado ânimo. Nós imaginamos o após- tolo Paulo um homem forte, um pregador vigoroso, 21 mas Paulo tinha uma saúde frágil. Ele tinha uma enfermidade e andava muito angustiado. Por isso Paulo disse “muitas vezes ele me deu ânimo”. E verdade que nossa força vem de Deus (Isaías 41.10), que o Espírito Santo nos assiste em nossas fraquezas (Romanos 8.26), mas muitas vezes preci- samos de um amigo mais chegado que um irmão para nos oferecer o ombro, para nos dar a mão e caminhar conosco. Amigos que tocam o nosso co- ração com atitudes simples, mas que falam muito pela profunda expressão de carinho que encer- ram. Paulo disse de Onesíforo: “Muitas vezes me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas.” Quem sabe você tem sofrido pelas algemas de sua vida? Pode ser o seu casamento que se desfez e você esteja aí, sozinho, ou uma doença, ou um fra- casso. Essas são algemas que muitas vezes fazem com que as pessoas o abandonem. Mas existe um amigo mais chegado que um irmão que nunca vai abandonar você. Ele é o próprio Filho de Deus, o Se- nhor Jesus. Aquele homem, junto ao taque de Betesda di- zia: “Eu não tenho ninguém.” Talvez, na sua própria história, você sinta a ausência deste tipo de ami- go que é mais chegado que um irmão, mas, neste momento, Deus está falando ao seu coração, não apenas do privilégio e da necessidade de você ter 22 um amigo, mas o privilégio, acima de tudo, de ser um amigo. Um amigo pode mudar o nosso destino. Dei- xe Jesus ser o seu maior amigo e Ele vai trazer luz onde ainda existem trevas. E você será uma bênção na vida de muitas pessoas, de muitos que sofrem pela ausência deste amigo mais chegado que um irmão. 23 2ª PARTE MUDE SUA HISTÓRIA A FORÇA DO NOME Existem pessoas que têm vergonha do próprio nome. No entanto, vamos encontrar na Bíblia algu- mas páginas com relação de nomes, que são as ge- nealogias. Ao escolher o nome dos filhos, os judeus não escolhiam os mais bonitos, mas aqueles que po- deriam traduzir o caráter deles, que revelasse algum evento ocorrido durante a gestação ou durante o nascimento ou ainda na história daquela criança. “Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o 24 dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe con- cedeu o que lhe tinha pedido.” (1 Crônicas 4.9-10). Jabez, em grego, é Ubey Ya‘bets, “pesar”, prova- velmente significando afligir. Talvez, embora não tenha o mesmo nome de Jabez, você pode estar vivendo uma situação semelhante ao que revela o significado desse nome e não saiba como mudar a sua história. Algumas pessoas crêem que existe um destino previamente traçado; são adeptos do fatalismo. Elas acreditam que curso dos acontecimentos está previamente fixado e nada poderá alterá-lo. A Bí- blia não diz que o homem tem seu destino traçado, pré-determinado. Ao contrário, nós traçamos nosso destino a partir do nosso livre arbítrio. Deus nos dá liberdade para escolher entre a bênção e a maldi- ção, entre a ansiedade e a paz, entre carregar pesa- dos fardos e levar os leves e suaves e muitas outras escolhas. Deus ainda nos concede a liberdade para escolher entre a vida e a morte, ambas eternas. Tra- çamos nosso destino com nossas escolhas. Se uma pessoa estendesse sua mão para um ju- deu e lhe dissesse “eu me chamo Jabez”, ele estaria entendendo, “eu me chamo o que causa dor, o que traz sofrimento, o que provoca incômodo”. Muitos 25 têm se acomodado ao que ele chama “seu destino” e vivem dizendo: “Esta é a minha vida, é assim que eu tenho de viver; eu nasci para causar sofrimento, dor, para ser um incômodo até para mim mesmo. Não tem outro jeito, eu tenho de me resignar e viver assim”. Eu quero que você saiba que Deus é Deus de milagres. Ele é o Todo-Poderoso hoje e para todo o sempre! Deus é aquele que intervém com sua gra- ça, com seu amor e sua misericórdia para satisfazer os desejos do nosso coração (Salmo 37.4). ANULANDO O ESTIGMA Você não precisa se acomodar dentro da frontei- ra limitada do seu nome ou de qualquer situação de dor que esteja vivendo. Talvez você viva repetindo: “Ah, se eu tivesse tido outros pais, se tivesse nasci- do em outra família ou se tivesse nascido em outro país. Ah, se não tivesse me casado com aquela pes- soa, se eu não tivesse dado aquele passo errado, se eu tivesse estudado!” Preste bastante atenção nisto: Jabez não escolheu o seu nome. Quem escolheu esse nome, que traduzia miséria, dor, angústia e o que causa sofrimento, foi sua mãe. Os irmãos de Jabez não receberam um nome cujo significado era tão terrível. O nome deles não tinha o estigma como o de Jabez. Mas Jabez se tor- nou o mais ilustre entre seus irmãos. Por quê? O que ele fez para que isso acontecesse? 26 Muitas vezes, você se acomoda com uma situa- ção dizendo: “É meu destino. É meu destino ficar sol- teira, é meu destino ficar viúva o resto da vida. É meu destino sofrer, é meu destino viver na pobreza”. Não! Isso é a voz do diabo soprando em seu ouvido. Deus é soberano. E para aqueles que conhecem o Senhor, o que existe é uma vida repleta de bênçãos, de força, alegria e paz que perdura mesmo nas adversidades. Ainda que a vida esteja lhe trazendo circunstâncias muito difíceis, sem importar qual seja o seu nome, o que você precisa saber é que pode transformar a sua história como Jabez. A Palavra diz que ele não se acomodou ao seu nome, àquela situação de des- graça que lhe havia sido imposta e se transformou no mais ilustre entre seus irmãos. O problema é que existe muita gente que se acomoda. Ele lutou. Ele queria ser outro homem. E a verda- de da Bíblia é que você pode mudar aquilo que não foi você que procurou. Na verdade, ainda que você tenha gerado uma situação difícil, em Deus, você pode transformá-la. Não foi Jabez que procurou essa desgraça na sua vida, mas mesmo assim ele ti- nha essa marca estampada em si. Talvez ele tivesse passado toda a sua infância, adolescência e mocida- de e já fosse adulto, mas era aquele homem infeliz. Talvez ele até tenha dito: “Eu não suporto mais, não agüento mais, não quero mais viver com esse peso sobre mim”. Ele havia chegado ao seu limite. 27 Talvez você não se chame Jabez, mas ainda as- sim esteja se identificando com ele, como alguém que causa dor e que sofra também. Como alguém cuja vida não tenha luzes, cores; uma existência sem sorrisos, alegrias e paz. Quantas vezes você se olha no espelho e diz: “Mas o que está acontecen- do comigo?” E muitos são envenenados pela idéia estúpida de acabar com tudo, de dar um fim na sua vida, como se isso fosse resolver alguma coisa. Você pode continuar vivendo como Jabez e morrer como Jabez, você pode continuar com o seu nome até o túmulo, mas você pode mudar, se esco- lher mudar. Você pode lutar exatamente como Ja- bez fez. Como ele saiu lá debaixo, da desgraça e se transformou no mais ilustre entre os seus irmãos? O que ele fez? “Jabez invocou o Deus de Israel [...]” (1 Crônicas 4.10). Ele invocou o Senhor. Na Palavra de Deus lemos que Enos foi o primei- ro homem que invocou o nome do Senhor. Desde então, o nome do Senhor passou a ser invocado. “A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do Senhor.” (Gênesis 4.26). No livro dos Salmos vamos encontrar o Senhor sendo invocado muitas vezes: “Invoquei o nome do Senhor” (Salmo 116.4). “Invoca-me no dia da angústia; eu te ouvirei e tu me glorificarás.” (Sal- mo 50.15). “Em meio à tribulação, invoquei o Senhor, e o Senhor me ouviu e me deu folga.” (Salmo 118.5). 28 E tantas outras citações. A palavra “invocar” é dita várias vezes tanto no Antigo quanto no Novo Tes- tamento, mas, nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João não há uma só vez a expressão “invo- car o nome do Senhor”. Nos evangelhos não há in- vocação porque o Deus que era invocado se fez car- ne e viveu entre os homens. Nos evangelhos, não encontramos o “invocar o nome do Senhor” porque Deus se encarnou e se identificou com o homem. Ele veio até nós. NOSSO REFERENCIAL DE MUDANÇA O que fez Jabez? Ele disse: “Eu vou mudar esta situação”. Você também pode mudar a sua situação, pode transformar a história da sua vida. Tudo que tem sido ruim, que tem lhe trazido dor, desesperan- ça, perdas, desânimo e frustração pode ser muda- do. Deus quer mudar essa situação de miséria e de pobreza. Ele pode fazer infinitamente mais do que você pensa, mas antes de tudo você precisa deci- dir: “Eu não quero mais essa vida de Jabez. Eu quero uma vida que revele Deus em mim”. Jabez conhecia algumas pessoas que tiveram os nomes mudados. Seu pai chamava-se Jacó, e Jacó significa enganador, suplantador, trapaceiro, men- tiroso. Quando Jacó dizia “eu sou Jacó”, a pessoa en- tendia “eu sou trapaceiro”. Mas houve um instante em que Jacó também disse: “Eu estou cansado, eu 29 não quero mais ser Jacó”. Então ele invocou o Se- nhor e ele lutou com Ele no vau de Jaboque e disse: “Eu não deixarei passar esta oportunidade. Eu não quero mais ser Jacó”. Ele lutou e triunfou, e na ma- drugada, quando o sol nasceu, não era mais Jacó que estava ali, mas era um homem com o nome mudado para Israel, que significa Príncipe de Deus. Aleluia! (Gênesis 32.22-28). Jacó poderia ter dito: “É a minha sina. Este é o meu destino, vou ser Jacó para o resto da vida”. Mas, existe um momento quando você pode definir as coisas. Existe um momento quando você pode to- mar uma decisão lutando com Deus, porque invo- car o nome do Senhor é o maior exercício espiritual que você pode fazer. Isso é batalha, é guerra, é luta, é disposição, é arrependimento, é conversão, é mu- dança. A Palavra de Deus conta que “ele invocou o nome do Senhor”. Ele viu a sua necessidade, ele en- tendeu que podia confiar no Senhor e experimen- tar o prazer que existe na presença do Senhor, onde há plenitude de alegria e delícias perpetuamente (Salmo 16.11). Por isso ele orou ao Deus de Israel, a um Deus vivo. E ele assim orou: “Oh, tomara que me abençoes”. É a bênção de Deus que faz toda mudança na nossa vida. A bênção do Senhor é o referencial dessa mudança. É a bênção do Senhor, como semente viva plantada no nosso coração, 30 que provoca essa mudança. O Senhor já tem nos abençoado com toda a sorte de bênçãos espirituais nos lugares celestiais (Efésios 1.3), mas você precisa querer receber essas bênçãos. TOMANDO POSSE O que é invocar? O que é orar trazendo a bênção do Senhor? É buscar aquilo que já foi liberado no mundo espiritual e que já é nosso, é tomar posse de todas as bênçãos. Orar é buscar em Deus aquilo que está plantado no seu coração e que já foi con- quistado para você nas regiões celestiais (Efésios 1.3-14). Jabez queria invocar não uma bênção ape- nas, ele queria ser a bênção, ele queria comunicar a bênção. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cris- to, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de fi- lhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério 31 da sua vontade, segundo o seu beneplácito que pro- pusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispen- sação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa he- rança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.” (Efésios 1.3-14). A bênção que você está buscando, o Senhor já liberou para você nas regiões celestiais. Ela não vai acontecer como se nunca tivesse existido, ela já está lá, e é a bênção do Senhor que faz a diferença. Não importa qual seja o seu nome, mas se você é um Jabez, alguém que causa dor, sofrimento e in- cômodo, você que carrega este estigma de miséria na sua vida, não importa quem você seja, não im- porta o que você tenha, comece agora a mudar a sua história! Quando trouxeram para Jesus cinco pães e dois peixes, havia uma necessidade enorme para ser su- prida. Havia uma multidão faminta. Mais de cinco mil pessoas precisavam comer, e tudo que tinham 32 eram cinco pães e dois peixinhos. Jesus os tomou e os abençoou. Talvez porque o seu salário seja apenas um salário mínimo você amaldiçoa o seu emprego e é por isso que a bênção não vem. Jesus falou que se alguém não é fiel no pouco, não será fiel no muito. Você mora em um barracão de dois cômodos e o amaldiçoa todas as vezes que você entra nele? Faça diferente. Tome o que você tem e abençoe, apresente tudo isso diante do Senhor e diga: “Senhor, são cinco pães e dois peixes, mas eu lhe agradeço por eles e os abençôo”. Então, a partir daí começa a multiplicação. A multiplicação vem para corações gratos. Muitas vezes, você tem até mesmo se amaldiço- ado. Talvez tenha amaldiçoado o tamanho do seu nariz, tem amaldiçoado a cor da sua pele, mas a Pa- lavra de Deus afirma que o seu corpo é o templo do Espírito Santo. O Senhor pensou em você antes que você existisse. Você é o poema de Deus. Você é uma pessoa linda para Deus, mas enquanto você estiver se amaldiçoando, a graça do Senhor não flui- rá. Comece a abençoar o que você tem e as coisas começarão a mudar. Jabez se tornou o mais ilustre quando ele invocou o Senhor dizendo: “Tomara que me abençoes”. E o Senhor já tem nos abençoado. Qual é a bênção que você está buscando? Ela já está lá em cima e você precisa apenas tomar posse, em nome de Jesus. 33 “Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras”. Eu quero mais de ti, Senhor, alarga-me as fronteiras da comunhão contigo, as fronteiras do teu amor, da tua glória”. Quando Eliseu ouviu falar que Elias ia partir, ele chegou até ele, que lhe perguntou: “O que você quer?” Eliseu conhecia Elias, tinha visto os sinais, os prodígios e as maravilhas no ministério tão rico de Elias e ele poderia ter dito: “Eu quero o que você tem, mas Eliseu disse: “Eu quero porção dobrada do Espírito que há em você”. Você pode se acostumar a viver uma vidinha medíocre, mas o Senhor tem muito para lhe dar. Você não pode se acomodar dizendo: “É meu des- tino, a minha vida é esta, eu vou continuar sempre assim”. Seja na sua profissão, na sua casa, no seu ca- samento ou nas suas finanças. Quantas vezes você já disse: “Eu nasci para ser deste tamanho, então eu serei deste tamanho”. Você é e recebe o que você diz. É um princípio da Palavra de Deus. Nós recebe- mos o que nós profetizamos. Há poder em nossas palavras. Por isto é que Jesus disse: “Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.” (Mateus 17.20). Jabez disse: “Me alargues as fronteiras”. O Se- nhor quer que o seu povo tenha fronteiras ilimita- 34 das, porque Ele é ilimitado. Deus não tem frontei- ras, Deus não tem limites e para Deus não existe o momento em que Ele diz: Bem, eu posso chegar somente até aqui. Deus não conhece impossíveis (Lucas 1.37; 18.27). Muitas vezes, chegamos até nossas fronteiras e falamos: “Acabou, não tem mais jeito. A doença está me corroendo. Meu lar tem de acabar mesmo. Mas quando você tem a atitude de não se conformar em ser um Jabez, dizendo: “Eu quero tudo que Deus tem para mim. Não quero só ouvir falar da terra que mana leite e mel, eu quero pisar na terra, quero desfrutar as riquezas do Senhor, quero desfrutar sua graça, sua glória; quero tomar posse daquilo que Ele tem para mim”. Então, as coisas começarão a acontecer. O Senhor não chamou você para ser um Jabez, mas para ser conforme a imagem de Jesus Cristo. Jesus é o nosso limite, e Ele não tem limites. A fé, não tem fronteiras. Mas no momento em que você coloca fronteiras, você fica preso. Jabez estava pre- so, mas ele se rebelou contra aquela situação, in- vocando o nome do Senhor e disse: “Me alargue a fronteira”. A MÃO DO SENHOR Ele disse mais: “E que seja comigo a tua mão.” Porque se a mão do Senhor não estiver sobre você, não adianta a bênção, não adiantam as fronteiras 35 infinitas. A mão do Senhor significa a presença dele. Com as mãos oferecemos carinho, disciplinamos, conduzimos e orientamos. Somos guardados e pro- tegidos pelo Senhor. Assim como Jabez temos de reconhecer que sem o Senhor nada podemos fazer (João 15.5). É a mão do Senhor que faz a diferença. Jabez orou: “Que seja comigo a tua mão”. E ele continuou orando dizendo: “E me preserves do mal”. Jabez pedia a Deus que o preservasse do maligno, das ciladas do diabo. Jesus, quando nos ensinou a orar, disse: “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.” (Mateus 6.9-13). Existe uma bata- lha espiritual que é travada enquanto é ministrada a Palavra de Deus. Há inimigos tentando enganar você, ou fazer a Palavra de Deus chegar distorcida até você. Existem mil situações querendo distrair sua atenção, mas nós, em nome de Jesus, profetiza- mos que a Palavra do Senhor caia em seu coração, encontrando boa terra para frutificar a boa semente do Senhor. A Palavra diz: “Não deis lugar ao diabo” (Efésios 4.27). Tenha uma vida bonita, não abra brechas para o inimigo. A Palavra diz que sem santificação, nin- guém verá o Senhor (Hebreus 12.14). Ver Deus atu- ando na sua vida é vê-lo alargando suas fronteiras, é vê-lo abençoando, atuando, guiando, é ver Deus em você. “E me preserves do mal”, e o Senhor nos tem preservado. 36 Houve um instante em que Jesus chegou para Pedro e disse: “Simão, Simão, eis que Satanás vos re- clamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, ro- guei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos.” (Lu- cas 22.31-32). Você pode ser preservado do mal, mas não busque o mal, afaste-se, abandone o pe- cado, abandone essa vida em que o inimigo está achando brecha. Certa vez, o pastor Jonas Neves esteve na Argen- tina e, uma das coisas que o impressionou muito, foi quando visitou uma igreja com cerca de oito mil membros, onde não havia um só casal que tivesse se separado. Ele começou a observar e perguntou: “Como vocês alcançaram isto?” Havia alguns princí- pios e um deles é que os adolescentes não namo- ram. A moça começa a namorar aos dezoito anos e o rapaz aos vinte. O novo convertido só namora depois de um ano de convertido, tempo este de- dicado a buscar o Senhor. Durante todo o período de namoro, os dois são como irmãos, só se beijam na face, não tem o beijo na boca. O beijo na boca é uma preparação para o ato sexual e muitos entram pela defraudação e o que acontece? Vão se defrau- dando mutuamente e muitos casam para resolver uma situação e não pela direção do Senhor. É interessante que aqueles moços começaram a viver esta realidade e quando casam têm um casa- 37 mento totalmente estável. A fonte desta felicidade está desde o namoro. Muitas vezes a pessoa entra por um caminho de licenciosidade, ou de imora- lidade, e abre o caminho para o mal. Se você está vivendo cheio da graça, do Espírito, o diabo encon- trará qualquer brecha em sua vida. Agora, se você começa a alimentar a sua mente com pornografia, com a mentira, com a licenciosidade, com coisas inconvenientes, o diabo irá encontrar um alvo fácil para lançar seus dardos. Por isso Jabez orou dizendo: “E me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição.” Sabe o que é aflição? Aflição é tudo o que incomoda. E o que Deus fez? Deus não cruzou os braços, não ficou olhando e falando: “Mas que moço petulante este, me pedindo tantas coisas!” Antes, “Deus lhe conce- deu o que lhe tinha pedido”. Deus não faz acepção de pessoas, se Ele deu para Jabez, dará também para você. Jabez continuou sendo chamado de Jabez, mas era apenas o nome dele, seu caráter era outro e ele se transformou no mais ilustre entre seus irmãos. Nós queremos que você seja em um irmão ilus- tre de Jesus Cristo, deixando para trás toda mentira do diabo que diz: “Você nasceu assim, não tem jeito, você vai viver assim, esta situação é irremediável”. Esqueça isso e se lembre do que Deus diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vos- so respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz 38 e não de mal, para vos dar o fm que desejais.” (Jeremias 29.11). Deus abençoe, Pr. Márcio Valadão 39 Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão CEP 31110-440 - Belo Horizonte - MG www.lagoinha.com