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INTRODUÇÃO O CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO 1. As necessidades colectivas e a Administraç o !

"#lica Quando se fala em Administração Pública, tem-se presente todo um conjunto de necessidades colectivas cuja satisfação é assumida como tarefa fundamental para a colectividade, através de serviços por esta organizados e mantidos Onde uer ue e!ista e se manifeste com intensidade suficiente uma necessidade colectiva, a" surgir# um serviço público destinado a satisfaze-la, em nome e no interesse da colectividade$ As necessidades colectivas situam-se na esfera privativa da Administração Pública, trata-se em s"ntese, de necessidades colectivas ue se podem reconduzir a tr%s espécies fundamentais& a segurança' a cultura' e o bem-estar$ (ica e!clu"da do )mbito administrativo, na sua maior parte a necessidade colectiva da realização de justiça$ *sta função desempen+ada pelos ,ribunais, satisfaz inegavelmente uma necessidade colectiva, mas ac+a-se colocada pela tradição e pela lei constitucional -art$ ./01 23P4, fora da esfera da pr5pria Administração Pública& pertencer ao poder judicial$ Quanto 6s demais necessidades colectivas, encontradas na esfera administrativa e dão origem ao conjunto, vasto e comple!o, de actividades e organismos a ue se costuma c+amar Administração Pública$ $. Os v%rios sentidos da e&'ress o “Administração Pública” 7ão dois os sentidos em ue se utiliza na linguagem corrente a e!pressão Administração Pública& -84 org)nico' -.4 material ou funcional$ A Administração Pública, em sentido orgânico, é constitu"da pelo conjunto de 5rgãos, serviços e agentes do *stado e demais entidades públicas ue asseguram, em nome da colectividade, a satisfação disciplinada, regular e cont"nua das necessidades colectivas de segurança, cultura e bem-estar$ A administração pública, em sentido material ou funcional, pode ser definida como a actividade t"pica dos serviços e agentes administrativos desenvolvida no interesse geral da comunidade, com vista a satisfação regular e cont"nua das necessidades colectivas de segurança, cultura e bem-estar, obtendo para o efeito os recursos mais ade uados e utilizando as formas mais convenientes$ (. Administraç o !"#lica e Administraç o !rivada *mbora ten+am em comum o serem ambas administração, a Administração Pública e a Administração Privada distinguem-se todavia pelo objecto ue incidem, pelo fim ue visa prosseguir e pelos meios ue utilizam$ Quanto ao objecto, a Administração Pública versa sobre necessidades colectivas assumidas como tarefa e responsabilidade pr5pria da colectividade, ao passo ue a Administração Privada incide sobre necessidades individuais, ou sobre necessidades ue, sendo de grupo, não atingem contudo a generalidade de uma colectividade inteira$ Quanto ao fim, a Administração Pública tem necessariamente de prosseguir sempre o interesse público& o interesse público é o único fim ue as entidades

públicas e os serviços públicos podem legitimamente prosseguir, ao passo ue a Administração Privada tem em vista naturalmente, fins pessoais ou particulares$ ,anto pode tratar-se de fins lucrativos como de fins não econ5micos e até nos indiv"duos mais desinteressados, de fins puramente altru"stas$ 9as são sempre fins particulares sem vinculação necess#ria ao interesse geral da colectividade, e até, porventura, em contradição com ele$ Quanto aos meios, também diferem$ 2om efeito na Administração privada os meios, jur"dicos, ue cada pessoa utiliza para actuar caracterizam-se pela igualdade entre as partes& os particulares, são iguais entre si e, em regra, não podem impor uns aos outros a sua pr5pria vontade, salvo se isso decorrer de um acordo livremente celebrado$ O contracto é assim, o instrumento jur"dico t"pico do mundo das relaç:es privadas Pelo contr#rio, a Administração Pública, por ue se traduz na satisfação de necessidades colectivas, ue a colectividade decidiu c+amar a si, e por ue tem de realizar em todas as circunst)ncias o interesse público definindo pela lei geral, não pode normalmente utilizar, face aos particulares, os mesmos meios ue estes empregam uns para com os outros$ A lei permite a utilização de determinados meios de autoridade, ue possibilitam 6s entidades e serviços públicos impor-se aos particulares sem ter de aguardar o seu consentimento ou mesmo, faz%-lo contra sua vontade$ O processo caracter"stico da Administração Pública, no ue se entende de essencial e de espec"fico, é antes o comando unilateral, uer sob a forma de acto normativo -e temos então o regulamento administrativo4, uer sob a forma de decisão concreta e individual -e estamos perante o acto administrativo4$ Acrescente-se, ainda, ue assim como a Administração Pública envolve, o uso de poderes de autoridade face aos particulares, ue estes não são autorizados a utilizar uns para com os outros, assim também, inversamente, a Administração Pública se encontra limitada nas sua possibilidades de actuação por restriç:es, encargos e deveres especiais, de natureza jur"dica, moral e financeira$ ). A Administraç o !"#lica e as *+nç,es do Estado a) Política e Administração Pública: A Pol"tica, en uanto actividade pública do *stado, tem um fim espec"fico& definir o interesse geral da actividade$ A Administração Pública e!iste para prosseguir outro objectivo& realiza em termos concretos o interesse geral definido pela pol"tica$ O objecto da Pol"tica, são as grandes opç:es ue o pa"s enfrenta ao traçar os rumos do seu destino colectivo$ A da Administração Pública, é a satisfação regular e cont"nua das necessidades colectivas da segurança, cultura e bemestar econ5mico e social$ A Pol"tica reveste car#cter livre e prim#rio, apenas limitada em certas zonas pela 2onstituição, ao passo ue a Administração Pública tem car#cter condicionado e secund#rio, ac+ando-se por definição subordinada 6s orientaç:es da pol"tica e da legislação$ ,oda a Administração Pública, além da actividade administrativa é também e!ecução ou desenvolvimento de uma pol"tica$ 9as por vezes é a pr5pria administração, com o seu esp"rito, com os seus +omens e com os seus métodos, ue se imp:e e sobrep:e 6 autoridade pol"tica, por ual uer razão

enfra uecida ou incapaz, caindo-se então no e!erc"cio do poder dos funcion#rios$ b) egislação e Administração: A função ;egislativa encontra-se no mesmo plano ou n"vel, ue a função Pol"tica$ A diferença entre ;egislação e Administração est# em ue, nos dias de +oje, a Administração Pública é uma actividade totalmente subordinada 6 lei& é o fundamento, o critério e o limite de toda a actividade administrativa$ <#, no entanto, pontos de contacto ou de cruzamento entre as duas actividades ue convém desde j# salientar brevemente$ =e uma parte, podem citar-se casos de leis ue materialmente cont%m decis:es de car#cter administrativo$ =e outra parte, +# actos da administração ue materialmente revestem todos o car#cter de uma lei, faltando-l+es apenas a forma e a efic#cia da lei, para j# não falar dos casos em ue a pr5pria lei se dei!a completar por actos da Administração$ c) !ustiça e Administração Pública: *stas duas actividades t%m importantes traços comuns& ambas são secund#rias, e!ecutivas, subordinadas 6 lei& uma consiste em julgar, a outra em gerir$ A >ustiça visa aplicar o =ireito aos casos concretos, a Administração Pública visa prosseguir interesses gerais da colectividade$ A >ustiça aguarda passivamente ue l+e tragam os conflitos sobre ue tem de pronunciar-se' a Administração Pública toma a iniciativa de satisfazer as necessidades colectivas ue l+e estão confiadas$ A >ustiça est# acima dos interesses, é desinteressada, não é parte nos conflitos ue decide' a Administração Pública defende e prossegue os interesses colectivos a seu cargo, é parte interessada$ ,ambém a ui as actividades fre uentemente se entrecruzam, a ponto de ser por vezes dif"cil distingui-las& a Administração Pública pode em certos casos praticar actos jurisdicionalizados, assim como os ,ribunais 2omuns, pode praticar actos materialmente administrativos$ 9as, desde ue se manten+a sempre presente ual o critério a utilizar ? material, org)nico ou formal ? a distinção subsiste e continua poss"vel$ 2umpre por último acentuar ue do princ"pio da submissão da Administração Pública 6 lei, decorre um outro princ"pio, não menos importante ? o da submissão da Administração Pública aos ,ribunais, para apreciação e fiscalização dos seus actos e comportamentos$ d) "onclusão: A Administração Pública em sentido material ou objectivo ou funcional pode ser definida como, a actividade t"pica dos organismos e indiv"duos ue, sob a direcção ou fiscalização do poder pol"tico, desempen+am em nome da colectividade a tarefa de promover 6 satisfação regular e cont"nua das necessidades colectivas de segurança, cultura e bem-estar econ5mico e social, nos termos estabelecidos pela legislação aplic#vel e sob o controle dos ,ribunais competentes$ A função Administrativa é a uela ue, no respeito pelo uadro legal e sob a direcção dos representantes da colectividade, desenvolve as actividades necess#rias 6 satisfação das necessidades colectivas$

b) $stado de %ireito: culminando uma longa tradição iniciada na Magna Carta. /eneralidades Por 7istema Administrativo entende-se um modo jur"dico t"pico de organização. subordinadas ao =ireito$ @sto foi uma conse u%ncia simult)nea do princ"pio da separação de poderes e da concepção da lei ? geral.OS SISTEMAS ADMINISTRATI-OS .ribunais (“Common Law”). modificou esta situação& a Administração Pública passou a estar vinculada a normas obrigat5rias. os =ireitos. e foi proibido de dar ordens aos ju"zes. insufici%ncia do sistema de garantias jur"dicas dos particulares face 6 administração$ O advento do *stado de =ireito. por si ou por concel+os formados por funcion#rios da sua confiança. abstracta e de origem parlamentar ? como refle!o da vontade geral$ *m resultado desta modificação. com a 3evolução (rancesa. Sistema administrativo de ti'o #rit2nico o+ de administraç o 3+dici%ria As caracter"sticas do sistema administrativo brit)nico são as seguintes& a) #eparação dos poderes: o 3ei fica impedido de resolver. mediante o BAct of Settelement”. passou a revestir car#cter jur"dico.ribunais 2omuns' . por força da lei da BStar Chamber”. ine!ist%ncia de uma separação rigorosa entre os 5rgãos do poder e!ecutivo e do poder judicial' b4 Aão subordinação da Administração Pública ao princ"pio da legalidade e conse uentemente.iberdades e Carantias dos cidadãos brit)nicos foram consagrados no Bill of Rights. assumindo os particulares a posição de cidadãos. c) %escentrali&ação: em @nglaterra cedo se praticou a distinção entre uma administração central e uma administração local$ 9as as autar uias locais gozavam tradicionalmente de ampla autonomia face a uma intervenção central diminuta' d) #ujeição da Administração aos 'ribunais "omuns: a Administração Pública ac+a-se submetida ao controle jurisdicional dos . uest:es de natureza contenciosa. transferi-los ou demiti-los. titulares de direitos em face dela$ 1. resultante dos costumes sancionados pelos . conse uentemente. Sistema administrativo tradicional *ste sistema assentava nas seguintes caracter"sticas& a4 @ndeferenciação das funç:es administrativas e jurisdicional e. funcionamento e controlo da Administração Pública$ *!istem tr%s tipos de sistemas administrativos& o sistema tradicional' o sistema tipo brit)nico -ou de administração judici#ria4 e o sistema tipo franc%s -ou de administração e!ecutiva4$ 0. estando submetida a controlo judicial.. O 3ei ficou desde então claramente subordinado ao =ireito em especial ao =ireito 2onsuetudin#rio. a actividade administrativa pública. .

ue os colo uem ao abrigo de perseguiç:es ou m#s vontades dos interesses feridos' f) Pri*il. em conse u%ncia do “r le of law”. se o poder e!ecutivo não podia imiscuir-se nos assuntos da compet%ncia dos .oGe e de 9ontes uieu. uma nova classe social e uma nova elite c+ega ao poder' d) #ujeição da Administração aos 'ribunais Administrati*os: surgiu assim uma interpretação peculiar do princ"pio dos poderes. Sistema administrativo de ti'o *ranc5s o+ de administraç o e&ec+tiva As caracter"sticas iniciais do sistema administrativo (ranc%s são as seguintes& a) #eparação de poderes: com a 3evolução (rancesa foi proclamado e!pressamente. tanto o 3ei como os seus consel+os e funcion#rios se regem pelo mesmo direito ue os cidadão an5nimos' f) $(ecução judicial das decis)es administrati*as: de todas as regras e princ"pios anteriores decorre como conse u%ncia ue no sistema administrativo de tipo brit)nico a Administração Pública não pode e!ecutar as decis:es por autoridade pr5pria' g) +arantias jurídicas dos administrados: os particulares disp:em de um sistema de garantias contra as ilegalidades e abusos da Administração Pública$ 4. ue permite 6 Administração e!ecutar as suas decis:es por autoridade pr5pria' g) +arantias jurídicas dos administrados: também o sistema administrativo (ranc%s. completamente diferente da ue prevalecia em @nglaterra.*ia: o =ireito Administrativo confere. com todos os seus corol#rios materiais e org)nicos$ A Administração ficou separada da >ustiça' b) $stado de %ireito: na se u%ncia das ideias de . a efic#cia. o poder judicial também não poderia interferir no funcionamento da Administração Pública' e) #ubordinação da Administração ao %ireito Administrati*o: a força. fazendo desta uma espécie de e!ército civil com esp"rito de disciplina militar. por assentar num *stado de =ireito. no sistema (ranc%s. o princ"pio da separação dos poderes. não se estabeleceu apenas a separação dos poderes mas enunciam-se solenemente os direitos subjectivos públicos invoc#veis pelo o indiv"duo contra o *stado' c) "entrali&ação: com a 3evolução (rancesa. sem dúvida ue o mais importante é. levou o “conseil !" #tat” a considerar.ribunais. 6 Administração Pública um conjunto de poderes “e$orbitantes” sobre os cidadãos. logo em 8DEF.gio da $(ecução Pr. ao longo do séc$ H@H.e) #ujeição da Administração ao %ireito "omum: na verdade. por comparação com os poderes “normais” recon+ecidos pelo =ireito 2ivil aos particulares nas suas relaç:es entre si$ =e entre esses poderes “e$orbitantes”. ue l+es permitam impor as suas decis:es aos particulares. e devem por isso dispor uer de poderes de autoridade. pois. ue os 5rgãos e agentes administrativos não estão na mesma posição ue os particulares. uer de privilégios ou imunidades pessoais. o “%ri&il'gio !e e$ec ()o %r'&ia”. e!ercem funç:es de interesse público e utilidade geral. oferece aos . a capacidade de intervenção da Administração Pública ue se pretendia obter.

nasceu em (rança. uanto 6s garantias jurídicas dos administrados. vigora +oje em uase todos os pa"ses continentais da *uropa Ocidental e em muitos dos novos *stados ue acederam 6 independ%ncia no séc$ HH depois de terem sido col5nias desses pa"ses europeus$ 6.ribunais Administrativos$ *m @nglaterra +# pois. a @nglaterra confere aos . ficando a Administração independente do poder judicial$ O DIREITO ADMINISTRATI-O O DIREITO ADMINISTRATI-O COMO RAMO DE DIREITO 17. o primeiro entrega-o aos .particulares um conjunto de garantias jur"dicas contra os abusos e ilegalidades da Administração Pública$ 9as essas garantias são efectivadas através dos .ribunais 2omuns. o sistema de tipo Irit)nico é o =ireito 2omum. aos .ribunais$ @sso coloca o problema de saber como se relacionam estes conceitos de Administração Pública e directa$ Para +aver =ireito Administrativo.ribunais 2omuns amplos poderes de injunção face 6 Administração.ribunais 2omuns$ *stas.ribunal.%m. unidade de jurisdição.ribunais Administrativos ue anulem as decis:es ilegais das autoridades ou as condenem ao pagamento de indemnizaç:es. ue a Administração Pública e actividade administrativa sejam reguladas por normas jur"dicas propriamente ditas. caracter"sticas origin#rias do sistema administrativo de tipo franc%s ? também c+amado sistema de administração e!ecutiva ? dada a autonomia a" recon+ecida ao poder e!ecutivo relativamente aos . Con*ronto entre os sistemas de ti'o #rit2nico e de ti'o *ranc5s . isto é. o segundo aos . é necess#rio ue se verifi uem duas condiç:es& em primeiro lugar. ue basicamente é =ireito Privado. v#rios traços espec"ficos ue os distinguem nitidamente& Quanto 6 organi&ação administrati*a. ue l+es fica subordinada como a generalidade dos cidadãos. um é um sistema descentralizado$ O outro é centralizado' Quanto ao controlo jurisdicional da administração. em (rança e!iste dualidade de >urisdiç:es' Quanto ao direito regulador da administração.ribunal' *nfim. o sistema de administração judici#ria f#-la depender da sentença do . por normas de car#cter obrigat5rio' em segundo lugar. en uanto (rança s5 permite aos .e(ecução das decis)es administrati*as. por outro lado subordinada 6 justiça. mas no sistema tipo (ranc%s é o =ireito Administrativo ue é =ireito Público' Quanto . /eneralidades A Administração Pública est# subordinada 6 lei$ * est# também. ao passo ue o sistema de administração e!ecutiva atribui autoridade pr5pria a essas decis:es e dispensa a intervenção prévia de ual uer . ue essas normas jur"dicas sejam distintas da uelas ue regulam as relaç:es privadas dos cidadãos entre si$ .ribunais$ *ste sistema.

al primazia e!ige ue a Administração dispon+a de poderes de autoridade para impor aos particulares as soluç:es de interesse público ue forem indispens#veis$ A salvaguarda do interesse público implica também o respeito por variadas restriç:es e o cumprimento de grande número de deveres a cargo da Administração$ Aão são pois. isto é. 2ivil. isso significa ue tal actividade é.11. ade uadas as soluç:es de =ireito Privado. e não normas de =ireito Privado. uer para a pr5pria Administração. ele é um color#rio do princ"pio da separação de poderes' por outro lado. o ual deve ter primazia sobre os interesses privados ? e!cepto uando estejam em causa direitos fundamentais dos particulares$ . constantes no =ireito 2ivil ou de =ireito 2omercial$ Aos sistemas de Administração *!ecutiva ? tanto em (rança como em Portugal ? nem todas as relaç:es jur"dicas estabelecidas entre a Administração e os particulares são da compet%ncia dos . a ual dedica o t"tulo @H da sua parte @@@ 6 Administração Pública -art$ .KK14$ 3esultando da" o princ"pio da submissão da Administração Pública 6 lei$ * uais as conse u%ncias deste princ"pioL *m primeiro lugar. S+#ordinaç o da Administraç o !"#lica ao Direito A Administração est# subordinada ao =ireito$ J assim em todo o mundo democr#tico& a Administração aparece vinculada pelo =ireito.al regime.ribunais Administrativos& . pr5prias da Administração Pública. o ue uer dizer ue tem car#cter jur"dico$ *m terceiro lugar. da lei como e!pressão da vontade geral. resulta desse princ"pio ue toda a actividade administrativa est# submetida ao princ"pio da submissão da Administração ao =ireito decorre ue toda a actividade administrativa e não apenas uma parte dela deve subordinar-se 6 lei$ *m segundo lugar. numa dupla perspectiva& por um lado. sob a égide da lei de direitos e deveres. é uma conse u%ncia da concepção na altura nova. assume car#cter jur"dico& a actividade administrativa é uma actividade de natureza jur"dica$ Por ue estando a Administração Pública subordinada 6 lei ? na sua organização. na sua configuração actual. sujeita a normas jur"dicas obrigat5rias e públicas. a sua e!ist%ncia fundamenta-se na necessidade de permitir 6 Administração ue prossiga o interesse público. ue t%m como destinat#rios tanto os pr5prios 5rgãos e agentes da Administração como os particulares. uer para os particulares. donde decorre o car#cter subordinado 6 lei da Administração Pública$ Ao nosso pa"s encontrou eco na pr5pria 2onstituição. ou 2omercial& t%m de aplicar-se soluç:es novas espec"ficas. resulta do mesmo princ"pio ue a actividade administrativa. no seu funcionamento. os cidadãos em geral$ J o regime da legalidade democr#tica$ . resulta +istoricamente dos princ"pios da 3evolução (rancesa. soluç:es de =ireito Administrativo$ A actividade t"pica da Administração Pública é diferente da actividade privada$ =a" ue as normas jur"dicas aplic#veis devam ser normas de =ireito Público. nas relaç:es ue estabelece com os particulares ?. resulta ainda do mencionado princ"pio ue a ordem jur"dica deve atribuir aos cidadãos garantias ue l+es assegurem o cumprimento da lei pela Administração Pública$ Quanto ao =ireito Administrativo. em si mesma considerada.

estabelece com outros sujeitos de =ireito$ A caracter"stica mais peculiar do =ireito Administrativo é a procura de permanente +armonização entre as e!ig%ncias da acção administrativa e as e!ig%ncias de garantia dos particulares$ 1(. na ordem jur"dica portuguesa. enfim. pessoas colectivas públicas$ 7e. é um conjunto sistem#tico.ribunais >udiciais' As uest:es relativas ao *stado e capacidade das pessoas. mas também a fiscalização dos actos e actividades ue a Administração pratica ou desenvolve sob a égide do =ireito Privado. não é entregue aos . é um sistema$ <# a considerar tr%s tipos de normas administrativas& as normas org)nicas. são também das atribuiç:es dos .rio do interesse.rio dos poderes de autoridade.ribunais 2omuns' Os direitos emergentes de contactos civis ou comerciais celebrados pela Administração. e destinam-se justamente a permitir ue esse interesse colectivo seja realizado$ 7e se adoptar o crit. também o =ireito Administrativo é o =ireito Público por ue a actuação da administração surge investida de poderes de autoridade$ 1). e as normas relacionadas$ - . um ramo de =ireito Público$ * é um ramo de =ireito Público. o funcionamento e o controle da Administração Pública e as relaç:es ue esta. Ti'os de normas administrativas O =ireito Administrativo é um conjunto de normas jur"dicas$ 9as não é um conjunto ual uer& é um conjunto organizado.O controle jurisdicional das detenç:es ilegais. o =ireito Administrativo é =ireito Público. ou de responsabilidade civil dos poderes públicos por actividades de gestão privada. obedecendo a princ"pios comuns e dotado de um esp"rito pr5prio ? ou seja. ual uer ue seja o critério adoptado para distinguir o =ireito Público de =ireito Privado$ 7e se adoptar o crit. nomeadamente através do “habeas cor% s”. o =ireito Administrativo é =ireito Público. entidades públicas ou como também se diz. O Direito Administrativo como Direito !"#lico O =ireito Administrativo é. não s5 nos aspectos mais relevantes da defesa da liberdade e da propriedade a compet%ncia contenciosa pertence aos . as normas funcionais. pertence aos . por ue as normas de =ireito Administrativo são estabelecidas tendo em vista a prossecução do interesse colectivo. estão igualmente inclu"dos na esfera da jurisdição ordin#ria$ 9esmo num sistema de tipo franc%s.ribunais em função do =ireito substantivo ue são c+amados a aplicar$ 1$.ribunais 2omuns. Noç o de Direito Administrativo O =ireito Administrativo é o ramo de =ireito Público constitu"do pelo sistema de normas jur"dicas ue regulam a organização. no e!erc"cio da actividade administrativa de gestão pública.ribunais Administrativos$ O fundamento actual da jurisdição contencioso-administrativo é apenas o da conviv%ncia de especialização dos .rio dos sujeitos. bem como as uest:es de propriedade ou posse. estruturado. por ue os sujeitos de =ireito ue comp:em a administração são todos eles. se adoptar o crit. sujeitos de =ireito Público.

KD1 23P$ b) . independentemente de envolverem ou não o e!erc"cio de meios de coacção. ue na pr#tica dos actos devam ser observadas$ a) . ao passo ue as ue referimos até a ui. nesta categoria das normas relacionais$ 7ão caracteristicamente administrativas as seguintes normas relacionais& Aormas ue conferem poderes de autoridade 6 Administração Pública' Aormas ue submetem a Administração a deveres. e ue determinam a sua estrutura e os seus 5rgãos' em suma.KD1MN 23P4$ =entro desta categoria destacam-se.ormas relacionais: são as ue regulam as relaç:es entre a administração e os outros sujeitos de =ireito no desempen+o da actividade administrativa$ 7ão as mais importantes.. não interessando apenas 6 estruturação interior da Administração. nas mesmas condiç:es e no mesmo regime em ue poderia proceder um particular. mas também. técnicas ou de outra natureza. etc$ -art$ . com submissão 6s normas de =ireito Privado$ 7ão actos de gestão pública. até por ue representam a maior parte do =ireito Administrativo material. Actividade de 8est o '"#lica e de 8est o 'rivada 7ão actos de gestão pri*ada. estabelecendo processos de funcionamento. todas as normas ue regulam as relaç:es da administração com outros sujeitos de =ireito$ <# na verdade. e independentemente ainda das regras. tramitação a seguir. pela sua particular relev)ncia. as normas processuais$ c) . métodos de trabal+o. impostas por motivos de interesse público' Aormas ue atribuem direitos subjectivos ou recon+ecem interesses leg"timos face 6 administração$ 1. os ue se compreendem no e!erc"cio de um poder público. se encontra e actua numa posição de paridade com os particulares a ue os actos respeitem e. integrando eles mesmo a realização de uma função pública da pessoa colectiva. ue fazem a sua organização$ As normas org)nicas t%m relev)ncia jur"dica e!terna. estas normas relacionais. tr%s tipos de relaç:es jur"dicas reguladas pelo =ireito Administrativo& As relaç:es entre administração e os particulares' As relaç:es entre duas ou mais pessoas colectivas públicas' 2ertas relaç:es entre dois ou mais particulares$ Aão são normas de =ireito Administrativo apenas a uelas ue conferem poderes de autoridade 6 administração' são também normas t"picas de =ireito Administrativo. são =ireito Administrativo org)nico ou processual$ As normas relacionais de =ireito Administrativo não são apenas a uelas ue regulam as relaç:es da administração com os particulares. sujeiç:es ou limitaç:es especiais.ormas funcionais: são as ue regulam o modo de agir de espec"fico da Administração Pública. aos cidadãos. portanto. mas mais importante.. os ue se compreendem numa actividade em ue a pessoa colectiva.ormas orgânicas: normas ue regulam a organização da Administração Pública& são normas ue estabelecem as entidades públicas ue fazem parte da Administração. despida do poder pol"tico. e muito particularmente. formalidades a cumprir. art$ .

defendida com bril+o ineg#vel por Carcia de *nterr"a e . ou de uma especial pessoa colectiva pública. a actividade de gestão pública da administração$ O actividade de gestão privada aplicar-se# o =ireito Privado ? =ireito 2ivil. etc$ 10. e abrange unicamente. não é por ser estatut#rio ue o =ireito Administrativo é =ireito Público$ <# normas de =ireito Privado ue são espec"ficas da Administração Pública$ Portanto o facto de uma norma jur"dica ser privativa da Administração Pública. 2omercial. não faz dela necessariamente uma norma de =ireito Público$ *m segundo lugar$ O =ireito Administrativo não é. Nat+re9a do Direito Administrativo a) / %ireito Administrati*o como %ireito e(cepcional: J um conjunto de e!cepç:es ao =ireito Privado$ O =ireito Privado ? nomeadamente o =ireito 2ivil ? era a regra geral. por ue estabelece a regulamentação jur"dica de uma categoria singular de sujeitos ? as Administraç:es Públicas$ c) / %ireito Administrati*o como %ireito comum da 0unção Administrati*a: *m primeiro lugar. por conseguinte. de modo a ue ela possa fazer sobrepor o interesse colectivo aos interesses privados (“green light theories”). uais uer ue sejam os sujeitos ue os prati uem ou e!erçam' os segundos são os ue se aplicam a uma certa classe de sujeitos$ Ainda segundo este autor. o =ireito 2omum da Administração Pública. mas antes o =ireito comum da função administrativa$ 11. o =ireito Administrativo é um =ireito estatut#rio. +# duas espécies de =ireitos -objectivos4& os =ireitos gerais e os =ireitos estatut#rios$ Os primeiros são os ue regulam actos ou actividades. .$ 3amon (ernandez. ue se aplicaria sempre ue não +ouvesse uma norma e!cepcional de =ireito Administrativo aplic#vel$ b) / %ireito Administrati*o como %ireito comum da Administração Pública: <# uem diga ue sim$ J a concepção subjectivista ou estatut#ria do =ireito Administrativo. não é um =ireito estatut#rio& ele não se define em função do sujeito. ou a função do =ireito Administrativo é recon+ecer direitos e estabelecer garantias em favor dos particulares frente ao *stado. de modo a limitar juridicamente os abusos do poder e!ecutivo. o único ramo de =ireito aplic#vel 6 Administração Pública$ <# tr%s ramos de =ireito ue regulam a Administração Pública& P O =ireito Privado' P O =ireito Privado Administrativo' P O =ireito Administrativo$ *m terceiro lugar contestamos ue a presença da Administração Pública seja um re uisito necess#rio para ue e!ista uma relação jur"dica administrativa$ O =ireito Administrativo. :+nç o do Direito Administrativo As principais opini:es são duas ? a função do =ireito Administrativo é conferir poderes de autenticidade 6 Administração Pública.O =ireito Administrativo regula apenas. e perfil+ada entre n5s por 7érvulo 2orreia$ Para Carcia de *nterr"a. mas sim em função do objecto$ O =ireito Administrativo não é pois. e a proteger os cidadãos contra os e!cessos da autoridade do *stado (“ re! light theories”).

como sustentam as green lig+t t+eories. a partir das reformas de 9ousin+o da 7ilveira de 8ES. a ual se e!erce por duas vias fundamentais$ *m primeiro lugar. é ao mesmo tempo o garante de uma acção administrativa eficaz$ O =ireito Administrativo.rica do Direito Administrativo O =ireito Administrativo é uase um milagre na medida em ue e!iste por ue o poder aceita submeter-se 6 lei em benef"cio dos cidadãos$ O =ireito Administrativo nasce uando o poder aceitar submeter-se ao =ireito$ 9as não a ual uer =ireito. organizar a autoridade do poder e defender a liberdade dos cidadãos$ 14. como pretendem as red lig+t t+eories$ O =ireito Administrativo desempen+a uma função mista. Traços es'ec<*icos do Direito Administrativo a) !u*entude: O =ireito Administrativo tal como con+ecemos +oje. com as e!ig%ncias da garantia dos particulares.ribunais tem maior influ%ncia$ . uma certa margem de manobra para ue o interesse público possa ser prosseguido da mel+or forma$ Quer dizer& o =ireito Administrativo não é apenas um instrumento de liberalismo frente ao poder. a seguir 6 primeira fase revolucion#ria. pelo esp"rito ue domina as suas normas. noutras palavras ainda. Aapoleão Ionaparte$ @mportado de (rança.A função do =ireito Administrativo não é. as leis t%m o sentido ue os . nem é apenas “liberal” ou “garant+stica”.ribunais l+e atribuem. acontece fre uentemente ue +# casos omissos$ * uem vai preenc+er as lacunas são os . ou uma dupla função& legitimar a intervenção da autoridade pública e proteger a esfera jur"dica dos particulares' permitir a realização do interesse colectivo e impedir o esmagamento dos interesses individuais' numa palavra. a jurisprud%ncia e a pr#tica não estão autorizadas a contrariar a vontade do legislador$ c) Autonomia: O =ireito Administrativo é um ramo aut5nomo de =ireito diferente dos demais pelo seu objecto e pelo seu método. foram introduzidas no ano Q@@@ pelo então primeiro cRnsul.$ b) 1nflu2ncia jurisprud2ncial: Ao =ireito Administrativo a jurisprud%ncia dos . aplicando a esses casos normas até a" ine!istentes$ *m Portugal. convém ter presente ue nen+uma regra legislativa vale apenas por si pr5pria$ As normas jur"dicas. por conse u%ncia. é um =ireito bastante jovem& nasceu com a 3evolução (rancesa$ *le foi sobretudo o produto das reformas profundas ue. através da interpretação ue elas fizerem$ *m segundo lugar. apenas “a torit*ria”. na defesa dos seus direitos e interesses leg"timos$ 16. antes a um =ireito ue l+e dei!a em todo o caso uma certa folga. pelos princ"pios gerais ue as enforcam$ . o =ireito Administrativo aparece em Portugal. Caracteri9aç o 8en.ambém em Portugal a jurisprud%ncia tem grande influ%ncia no =ireito Administrativo.ribunais Administrativos. na prossecução dos interesses gerais. é simultaneamente um meio de afirmação da vontade do poder é um meio de protecção do cidadão contra o *stado$ A uilo ue caracteriza genericamente o =ireito Administrativo é a procura permanente de +armonização das e!ig%ncias da acção administrativa.

pelo menos. isto é. são dois ramos de %ireito inteiramente distintos3 7ão distintos pelo seu objecto. o =ireito Administrativo foi considerado pelos autores como uma espécie de zona ane!a ao =ireito 2ivil. essas lacunas não podem ser integradas através de soluç:es ue se vão buscar ao =ireito Privado$ Aão& +avendo lacunas. ou seja. em igualdade de condiç:es com o =ireito 2ivil$ Por outro lado. de normas. cient"fica e sistem#tica. e subordinada a este& o =ireito Administrativo seria feito de e!cepção ao =ireito 2ivil$ <oje sabese ue o =ireito Administrativo é um corpo +omogéneo de doutrina. de um sector importante de um ramo de =ireito$ O 25digo Administrativo apenas abarca uma parcela limitada. um verdadeiro corpo de normas e de princ"pios subordinados a conceitos privados desta disciplina e deste ramo de =ireito$ 7endo o =ireito Administrativo um ramo de =ireito aut5nomo. as normas de um ramo de =ireito ou. o =ireito Administrativo começou por ir buscar determinadas noç:es de =ireito 2ivil$ Ao plano dos princ"pios. aos outros ramos de =ireito Público$ O ue não se pode é sem mais ir buscar a solução do =ireito Privado$ d) "odificação parcial: 7abe-se o ue é um c5digo& um diploma ue reúne.O =ireito Administrativo é um ramo de =ireito diferente do =ireito Privado ? mais completo. embora importante. assiste-se actualmente a um movimento muito significativo de publicização da vida privada$ Por outro lado. o 25digo Administrativo do regime da 2onstituição de 8FSS$ O =ecreto-lei n$1 NN. ue constitui um sistema. +aver# ue aplicar os Princ"pios Cerais de =ireito Administrativo aplic#veis ao caso. o pr5prio sistema de =ireito Administrativo' se não +ouver casos an#logos. ue tem a sua autonomia pr5pria e constitui um sistema. ue forma um todo. assiste-se também a um movimento não menos significativo de privatização da Administração Pública$ . nomeadamente os particulares$ Apesar de estes dois ramos de =ireito serem profundamente distintos. dos instrumentos técnicos e da nomenclatura. ue contém a regulamentação de um sector bastante e!tenso e importante da parte geral do nosso =ireito Administrativo$ $7. +avendo lacunas a preenc+er. :ronteiras do Direito Administrativo a) %ireito Administrati*o e %ireito Pri*ado. de forma sintética. constitu"do por normas e princ"pios pr5prios e não apenas por e!cepç:es ao =ireito Privado. no campo dos conceitos. aprovou o primeiro 25digo do Procedimento Administrativo -2PA4 portugu%s. ainda. o =ireito Administrativo ocupa-se da Administração Pública e das relaç:es do =ireito Público ue se travam entre ela e outros sujeitos de =ireito. deve recorrer-se 6 analogia e aos Princ"pios Cerais de =ireito Público. +# naturalmente relaç:es rec"procas entre eles$ Ao plano da técnica jur"dica. e simultaneamente. do nosso =ireito Administrativo$ O 25digo Administrativo actual data de 8FSK-N/$ J portanto. de conceitos e de princ"pios.MF8 de 80 de Aovembro. uma vez ue en uanto o =ireito Privado se ocupa das relaç:es estabelecidas entre particulares entre si na vida privada.

ue não mais foi posta de parte e cont"nua a ser aperfeiçoada e desenvolvida$ *ntre n5s. mais racional e mais cient"fica$ . em relação ao =ireito Administrativo. o método jur"dico$ $$. o desenvolvimento. em múltiplos aspectos. através da tradução pura e simples de certas obras administrativas francesas$ A partir de meados do séc$ H@H. bem como para o completar e integrar$ c) %ireito Administrati*o e %ireito !udici4rio3 d) %ireito Administrati*o e %ireito Penal3 O =ireito Penal é um =ireito repressivo. mas isso é ainda mais verdadeiro. importada de (rança. os administrativistas limitavam-se a tecer coment#rios soltos 6s leis administrativas mais con+ecidas através do c+amado “m'to!o e$eg'tico”. a doutrina administrativa começou por ser. o casu"smo. de tal forma ue seja poss"vel evitar a pr#tica de crimes ou a ofensa aos valores essenciais a preservar$ e) %ireito Administrati*o e %ireito 1nternacional3 A CI=NCIA DO DIREITO ADMINISTRATI-O $1. sensivelmente na mesma altura. o tratamento por ordem alfabética e a confusão metodol5gica dão lugar 6 construção dogm#tica apurada de uma teoria geral do =ireito Administrativo.aferriTre em 8EEK' o alemão Otto 9aUer em 8EFK' e o italiano Orlando em 8EFD$ O rigor cient"fico passa a ser caracter"stico desta disciplina' e as glosas. mais est#vel. o nosso =ireito Administrativo entrou numa fase diferente.Ao plano das soluç:es concretas. obviamente. estabelecer uma rede de precauç:es. a ual se fica a dever. a e!egese. isto é. se poss"vel. essencialmente preventivo$ As normas de =ireito Administrativo não visam cominar sanç:es para uem ofender os valores essenciais da sociedade. mas sim. a tr%s nomes ue podem ser considerados como verdadeiros pais fundadores da moderna ci%ncia do =ireito Administrativo *uropeu& o franc%s . tem fundamentalmente em vista estabelecer as sanç:es penais ue +ão-de ser aplicadas aos autores dos crimes' o =ireito Administrativo é. a e!ecução do =ireito 2onstitucional& em grande medida as normas de =ireito Administrativo são corol#rios de normas de =ireito 2onstitucional$ O =ireito Administrativo contribui para dar sentido ao =ireito 2onstitucional. o complemento. Evol+ç o da Ci5ncia do Direito Administrativo Aos primeiros tempos. se começa a fazer a construção cient"fica do =ireito Administrativo. é +oje vulgar assistir-se 6 adopção pelo =ireito Administrativo a certas soluç:es inspiradas por critérios tradicionais de =ireito Privado$ b) %ireito Administrati*o e %ireito "onstitucional: O =ireito 2onstitucional est# na base e é o fundamento de todo o =ireito Público de um pa"s. 75 nos finais do séc$ H@H. por ue o =ireito Administrativo é. A Ci5ncia do Direito Administrativo A 2i%ncia do =ireito Administrativo é o cap"tulo da ci%ncia ue tem por objecto o estudo do ordenamento jur"dico-administrativo$ O seu método é. em matéria de segurança. nos seus prim5rdios.

isboa& >oão de 9agal+ães 2ollaço$ 2oube. a 2i%ncia das (inanças e a <ist5ria da Administração Pública$ Quanto 6s ci%ncias au!iliares de natureza jur"dica. como uanto 6 sua capacidade de decisão e processos de actuação. ue tem por objecto as normas jur"dicas administrativas. e dos seus v"cios de organização e funcionamento. mais coerente com os princ"pios ue a regem$ Analisemos a noção proposta& a4 A reforma administrativa é. depois professor em . apenas uma acção de acompan+amento da evolução natural& visa modificar o ue est#. temos o =ireito 2onstitucional. usa algumas disciplinas au!iliares ? ue essas. Ci5ncias A+&iliares A 2i%ncia do =ireito Administrativo.0 de Abril ? t%m fal+ado totalmente$ A 3eforma Administrativa. j# influenciada pelos desenvolvimentos modernos de (rança. por um lado. a substituição. não se confunde a ci%ncia da administração. temos a ci%ncia da Administração. mais eficiente na prossecução dos seus fins e. ue alguns preconizam. é um conjunto sistem#tico de provid%ncias destinadas a mel+orar a Administração Pública de um dado pa"s. perante as realidades peculiares do nosso pa"s. e utiliza como método o método pr5prio da ci%ncia do =ireito.A partir de 8F8N. porém. entra-se numa nova fase da ci%ncia do =ireito Administrativo portugu%s. A Ci5ncia da Administraç o 2om a 2i%ncia do =ireito Administrativo. para aperfeiçoar a administração pública$ =o ue antecede se conclui ue não se afigura aceit#vel. ao professor da faculdade de =ireito de . da vontade pol"tica dos 5rgãos representativos de uma comunidade$ $. sobretudo. 9arcello 2aetano.isboa. e t%m. e da Aleman+a$ Aela se notabiliza. pela primeira vez em Portugal. a reforma administrativa visa mel+orar a Administração Pública de um pa"s$ Aão é. métodos diferentes do método jur"dico$ Quais são as principais disciplinas au!iliares da ci%ncia do =ireito AdministrativoL <# dois grupos de ci%ncias au!iliares$ Primeiro grupo das disciplinas não jur"dicas& e a". portanto. j# podem ter. da @t#lia. o =ireito (inanceiro. ue não é uma ci%ncia jur"dica. ter publicado um estudo completo da parte geral do =ireito Administrativo$ $(. mas sim a ci%ncia social ue tem por objectivo o estudo dos problemas espec"ficos das organizaç:es públicas ue resultam da depend%ncia destas tanto uanto 6 sua e!ist%ncia.a()o !a a!ministra()o . todas as tentativas de reforma administrativa ensaiadas no nosso pa"s ? antes e depois do . um conjunto sistem#tico de provid%ncias$ b4 Por outro lado. a 2i%ncia Pol"tica. por forma a torn#-la. em primeiro lugar. por outro lado. um mestre da universidade de 2oimbra. da e!pressão “reforma a!ministrati&a” pela de “mo!erni. ue é a fase do apuro cient"fico. e o =ireito Administrativo 2omparado$ $). a <ist5ria do =ireito Administrativo. o mérito de. A Re*orma Administrativa *m conse u%ncia do deficiente con+ecimento do aparel+o administrativo..

nem pode decidir uest:es de compet%ncia dos . a finalidade da reforma administrativa traduz-se em procurar obter para a Administração Pública maior efici%ncia e mais coer%ncia$ *m primeiro lugar. a reforma administrativa.ribunais$ Para assegurar este princ"pio. maior efici%ncia ? naturalmente em relação aos fins ue a Administração visa prosseguir$ 9as. e a pol"tica dos 5rgãos ue devem desempen+ar tais funç:es ? entendendo-se ue para cada função deve e!istir um 5rgão pr5prio. na prossecução dos fins ue l+e estão contidos& tem também de assegurar uma maior dose de coer%ncia da actividade administrativa com os princ"pios a ue a Administração se ac+a submetida$ O !ODER ADMINISTRATI-O E OS DIREITOS DOS !ARTICU>ARES CONCEITOS :UNDAMENTAIS? O !ODER ADMINISTRATI-O $0. O !rinc<'io da Se'araç o dos !oderes *ste princ"pio consiste numa dupla distinção& a distinção intelectual das funç:es do *stado. além disso. +avia confusão entre as duas funç:es e os respectivos 5rgãos$ (oi a separação entre a Administração e a >ustiça$ 7ão tr%s os corol#rios do princ"pio da separação dos poderes& 5) A separação dos 6rgãos administrati*os e judiciais: @sto significa ue t%m de e!istir 5rgãos administrativos dedicados ao e!erc"cio da função administrativa. ou um conjunto de 5rgãos pr5prios$ Ao campo do =ireito Administrativo. uma vez ue até a". nem pode invadir a sua esfera de jurisdição& a Administração Pública não pode dar ordens aos . nem pode pRr-l+e embaraço ou limite$ *ste princ"pio. o princ"pio da separação de poderes visou retirar aos . ue +aja 5rgãos diferentes& é necess#rio estabelecer. diferente dos demais. ue nen+uma pessoa possa simultaneamente desempen+ar funç:es em 5rgãos administrativos e judiciais$ 8) A independ2ncia recíproca da Administração e da !ustiça: a autoridade administrativa é independente da judici#ria& uma delas não pode sobrestar na acção da outra. desdobra-se por sua vez. significa ele ue a autoridade administrativa não pode dar ordens 6 autoridade judici#ria.ribunais.ribunais a função administrativa. não tem apenas por objecto conseguir maior efici%ncia para a Administração Pública. ao contr#rio do ue normalmente se pensa. em dois aspectos& -a4 independ%ncia da >ustiça perante a Administração.%-blica”& esta última não é mais do ue uma nova designação da tese da continuidade$ Ora o ue urge obter é uma reforma$ a4 O objecto da reforma administrativa é a administração de um dado pa"s ? toda a administração pública de um pa"s$ b4 Por último. e 5rgãos dedicados ao e!erc"cio da função jurisdicional$ A separação das funç:es tem de traduzir-se numa separação de 5rgãos$ 7) A incompatibilidade das magistraturas: não basta porém. e!istem dois .

mecanismos jur"dicos& o sistema de garantias da independ%ncia da magistratura, e a regra legal de ue todos os actos praticados pela Administração Pública em matéria da compet%ncia dos ,ribunais >udiciais, são actos nulos e de nen+um efeito, por estarem viciados por usurpação de poder -art$ 8SS1M. 2PA4$ -b4 independ%ncia da Administração perante a >ustiça, ue significa ue o poder judicial não pode dar ordens ao poder administrativo, salvo num caso e!cepcional, ue é o do habeas cor% s -art$ S81 23P4$ $1. O !oder Administrativo A Administração Pública é um poder, fazendo parte da uilo a ue se costuma c+amar os poderes públicos$ A Administração Pública do *stado corresponde ao poder e!ecutivo& o poder legislativo e o poder judicial não coincidem com a Administração Pública$ (alar em poder e!ecutivo, de modo a englobar nele também as autar uias locais e outras entidades, não é ade uado$ Assim, prefer"vel usar a e!pressão poder administrativo, ue compreende de um lado o poder e!ecutivo do *stado e do outro as entidades públicas administrativas não estaduais$ A Administração Pública é, efectivamente, uma autoridade, um poder público ? é o Poder Administrativo$ $4. Mani*estaç,es do !oder Administrativo As principais manifestaç:es do poder administrativo são uatro& a) / Poder 9egulamentar: A Administração Pública, tem o poder de fazer regulamentos, a ue c+amamos “%o!er reg lamentar” e outros autores denominam de faculdade regulamentaria$ *stes regulamentos ue a Administração Pública tem o =ireito de elaborar são considerados como uma fonte de =ireito -aut5noma4$ A Administração Pública goza de um poder regulamentar, por ue é poder, e com tal, ela tem o direito de definir genericamente em ue sentido vai aplicar a lei$ A Administração Pública tem de respeitar as leis, tem de as e!ecutar& por isso ao poder administrativo do *stado se c+ama tradicionalmente poder e!ecutivo$ 9as por ue é poder, tem a faculdade de definir previamente, em termos genéricos e abstractos, em ue sentido é ue vai interpretar e aplicar as leis em vigor& e isso, f#-lo justamente elaborando regulamentos$ b) / Poder de %ecisão :nilateral, art3 5;;< "PA: *n uanto no regulamento a Administração Pública nos aparece a fazer normas gerais e abstractas, embora inferiores 6 lei, a ui a Administração Pública aparece-nos a resolver casos concretos$ *ste poder é um poder unilateral, uer dizer, a Administração Pública pode e!erc%-lo por e!clusiva autoridade sua, e sem necessidade de obter acordo -prévio ou 6 posteriori4 do interessado$ A Administração, perante um caso concreto, em ue é preciso definir a situação, a Administração Pública tem por lei o poder de definir unilateralmente o =ireito aplic#vel$ * esta definição unilateral das Administração Pública é obrigat5ria para os particulares$ Por isso, a Administração é um poder$ Por e!emplo& é a Administração ue determina o montante do imposto devido por cada contribuinte$

A Administração declara o =ireito no caso concreto, e essa declaração tem valor jur"dico e é obrigat5ria, não s5 para os serviços públicos e para os funcion#rios subalternos, mas também para todos os particulares$ Pode a lei e!igir, e muitas vezes e!ige, ue os interessados sejam ouvidos pela Administração antes desta tomar a sua decisão final$ Pode também a lei facultar, e na realidade faculta, aos particulares a possibilidade de apresentarem reclamaç:es ou recursos graciosos, designadamente recursos +ier#r uicos, contra as decis:es da Administração Pública$ Pode a lei, e permite, ue os interessados recorram das decis:es unilaterais da Administração Pública para os ,ribunais Administrativos, a fim de obterem a anulação dessas decis:es no caso de serem ilegais$ A Administração decide, e s5 depois é ue o particular pode recorrer da decisão$ * não é a Administração ue tem de ir a ,ribunal para legitimar a decisão ue tomou& é o particular ue tem de ir a ,ribunal para impugnar a decisão tomada pela Administração$ c) / Pri*il,gio da $(ecução Pr,*ia =art3 5>?<@7 "PA): 2onsiste este outro poder, na faculdade ue a lei d# 6 Administração Pública de impor coactivamente aos particulares as decis:es unilaterais ue tiver tomado$ O recurso contencioso de anulação não tem em regra efeito suspensivo, o ue significa ue en uanto vai decorrendo o processo contencioso em ue se discute se o acto administrativo é legal ou ilegal, o particular tem de cumprir o acto, se não o cumprir, a Administração Pública pode impor coactivamente o seu acatamento$ @sto uer dizer, portanto, ue a Administração disp:e de dois privilégios& Aa fase declarat5ria, o privilégio de definir unilateralmente o =ireito no caso concreto, sem necessidade duma declaração judicial' Aa fase e!ecut5ria, o privilégio de e!ecutar o =ireito por via administrativa, sem ual uer intervenção do ,ribunal$ J o poder administrativo na sua m#!ima pujança& é a plenitude %otestatis$ d) 9egime $special dos "ontractos Administrati*os: Vm contracto administrativo, é um acordo de vontades em ue a Administração Pública fica sujeita a um regime jur"dico especial, diferente da uele ue e!iste no =ireito 2ivil$ * de novo, nesta matéria, como é pr5prio do =ireito Administrativo, esse regime é diferente para mais, e para menos$ Para mais, por ue a Administração Pública fica a dispor de prerrogativas ou privilégios de ue as partes nos contractos civis não disp:em' e para menos, no sentido de ue a Administração Pública também fica sujeita a restriç:es e a deveres especiais, ue não e!istem em regra nos contractos civis$ $6. Corol%rios do !oder Administrativo a) 1ndepend2ncia da Administração perante a !ustiça: e!istem v#rios mecanismos jur"dicos para o assegurar$ *m primeiro lugar, os ,ribunais 2omuns são incompetentes para se pronunciarem sobre uest:es administrativas$ *m segundo lugar, o regime dos conflitos de jurisdição permite retirar a um ,ribunal >udicial, uma uestão administrativa ue erradamente nele esteja a decorrer$

*m terceiro lugar, devemos mencionar a ui a c+amada garantia administrativa, consiste no privilégio conferido por lei 6s autoridades administrativas de não poderem ser demandadas criminalmente nos ,ribunais >udiciais, sem prévia autorização do Coverno$ b) 0oro Administrati*o: ou seja, a entrega de compet%ncia contenciosa para julgar os lit"gios administrativos não j# aos ,ribunais >udiciais mas aos ,ribunais Administrativos$ c) 'ribunal de "onflitos: é um ,ribunal 7uperior, de e!ist%ncia ali#s intermitente -s5 funciona uando surge um conflito4, ue tem uma composição mista, normalmente parit#ria, dos ju"zes dos ,ribunais >udiciais e de ju"zes de ,ribunais Administrativos, e ue se destina a decidir em última inst)ncia os conflitos de jurisdição ue sejam entre as autoridades administrativas e o poder judicial$

funciona para prosseguir o interesse público$ O interesse público é o seu único fim$ 7urgem mais dois princ"pios& o princ"pio da legalidade.KK1M8 23P. move-se. e o art$ 01 2PA$ O “interesse %-blico” é o interesse colectivo. e por isso ser# um acto ilegal. e o princ"pio do respeito pelos direitos e interesses leg"timos dos particulares. é a uele cuja definição compete aos 5rgãos governativos do *stado. mas cuja a satisfação cabe 6 Administração Pública no desempen+o da função administrativa$ *ste princ"pio tem numerosas conse u%ncias pr#ticas. é o interesse geral de uma determinada comunidade. O !rinc<'io da !rossec+ç o do Interesse !"#lico =ele se faz eco o art$ . também aplic#vel a pessoas colectivas públicas$ K4 75 o interesse público definido por lei pode constituir motivo principalmente determinado de ual uer acto administrativo$ Assim. como tal anul#vel contenciosamente$ D4 A prossecução de interesses privados em vez de interesse público. por parte de ual uer 5rgão ou agente administrativo no e!erc"cio das suas . são a ueles cuja definição é feita pelo legislador. é o bem-comum$ A noção interesse público traduz uma e!ig%ncia ? a e!ig%ncia de satisfação das necessidades colectivas$ Pode-se distinguir o interesse público prim#rio dos interesses públicos secund#rios& O interesse público prim4rio. no desempen+o das funç:es pol"tica e legislativa' os interesses públicos secund4rios.!RINC@!IOS CONSTITUCIONAIS SOARE O !ODER ADMINISTRATI-O (7. se um 5rgão da administração praticar um acto administrativo ue não ten+a por motivo principalmente determinante. ue se denomina tradicionalmente de poder discricion#rio da Administração$ (1. o interesse público posto por lei a seu cargo. dentro dos limites em ue o ten+a definido$ S4 A noção de interesse público é uma noção de conteúdo vari#vel$ Aão é poss"vel definir o interesse público de uma forma r"gida e infle!"vel N4 =efinido o interesse público pela lei. esse acto estar# viciado por desvio de poder. En+meraç o O primeiro de entre eles é o Princ"pio da Prossecução do @nteresse Público& este é um princ"pio motor da Administração Pública$ A Administração actua. das uais importa citar as mais importantes& 84 75 a lei pode definir os interesses públicos a cargo da Administração& não pode ser a administração a defini-los$ . ue manda 6 Administração obedecer 6 lei.4 *m todos os casos em ue a lei não define de forma comple!a e e!austiva o interesse público. a sua prossecução pela Administração é obrigat5ria$ 04 O interesse público delimita a capacidade jur"dica das pessoas colectivas públicas e a compet%ncia dos respectivos 5rgãos& é o c+amado princ"pio da especialidade. ue obriga a Administração a não violar as situaç:es juridicamente protegidas dos administrados A Administração Pública é muitas vezes investida pela lei de uma liberdade de decisão. compete 6 Administração interpret#-lo.

constitucionalmente consagrado. cobre e abarca todos os aspectos da actividade administrativa. 23P e art$ 8. dos c+amados deveres de zelo e aplicação constitui infracção disciplinar. não é o princ"pio da liberdade. 23P.funç:es. o mencionasse e!plicitamente -art$ . uer penais. uer administrativas. e não apenas a ueles ue possam consistir na lesão de direitos ou interesses dos particulares$ A lei não é apenas um limite 6 actuação da Administração é também o fundamento da acção administrativa$ A regra geral.4 A violação. O !rinc<'io da >e8alidade *ste princ"pio é sem dúvida.N1M8-d do 2PA. um dos mais importantes Princ"pios Cerais de =ireito aplic#veis 6 Administração Pública. constitui corrupção e como tal acarreta todo um conjunto de sanç:es. os uais podem ter como fundamento v"cios de mérito do acto administrativo$ . no caso de um 5rgão ou agente administrativo praticar um acto il"cito e culposo de ue resultam preju"zos para terceiros$ ((.N1M8-d 2PA4$ Os 5rgãos e agentes da Administração Pública s5 podem agir no e!erc"cio das suas funç:es com fundamento na lei e dentro dos limites por ela impostos$ O princ"pio da legalidade aparece definido de uma forma positiva$ =iz-se ue a Administração Pública deve ou não deve fazer. por ual uer funcion#rio público. pode fazer-se tudo a uilo ue a lei não pro"be' segundo o princ"pio da compet%ncia. O !rinc<'io da I8+aldade Qem consagrado no art$ 8S1 e .KK1M. e leva 6 imposição de sanç:es disciplinares ao funcion#rio respons#vel$ S4 3esponsabilidade civil da Administração. um dever imperfeito$ 9as e!iste. como dever jur"dico$ Aa verdade& 84 <# v#rios aspectos em ue esse dever assume uma certa e!pressão jur"dica& e!istem recursos graciosos. se encontra consagrado como princ"pio geral de =ireito Administrativo antes mesmo ue a 2onstituição.KK1M. e ue ali#s. e não apenas a uilo ue ela est# proibida de fazer$ O princ"pio da legalidade. pois. do ponto de vista administrativo -técnico e financeiro4& é o c+amado dever de boa administração$ 873 O “%e*er de Aoa Administração” O princ"pio da prossecução do interesse público. tem o objectivo de possibilitar a verificação do respeito por essa obrigação$ . obriga a Administração Pública a tratar igualmente os cidadãos ue se encontram em situação objectivamente id%ntica e desigualmente a ueles cuja situação for objectivamente diversa$ O art$ 8. pode fazer-se apenas a uilo ue a lei permite$ (). para uem assim proceder$ E4 A obrigação de prosseguir o interesse público e!ige da Administração Pública ue adopte em relação a cada caso concreto as mel+ores soluç:es poss"veis. ue são garantias dos particulares. implica além do mais a e!ig%ncia de um dever de boa administração$ O dever de boa administração é. é o princ"pio da compet%ncia$ 7egundo o princ"pio da liberdade. apesar disso.

consiste em ue nen+um acto de categoria inferior 6 lei pode ser praticado sem fundamento na lei' d) $feitos: distingue-se. o conteúdo do princ"pio da legalidade abrange não apenas o respeito da lei. -84 efeitos negati&os. sob pena de ilegalidade' (ii) Reser&a !e lei. e portanto inv#lido -nulo ou anul#vel. os simples factos jur"dicos$ A violação da legalidade por ual uer desses tipos de actuação gera ilegalidade$ c) Bodalidades: o princ"pio da legalidade comporta duas modalidades& (i) A%ar. ainda ue de interesse público$ (0. a todo o bloco geral$ b) /bjecto: todos os tipos de comportamento da Administração Pública. a saber& o regulamento.es ao !rinc<'io da >e8alidade 2omporta tr%s e!cepç:es& a teoria do estado de necessidade. pode dei!ar de respeitar e aplicar normas em vigor' ual uer acto da administração ue num caso concreto viole a legalidade vigente é um acto ilegal. o contrato administrativo. teoria dos actos pol"ticos. o acto administrativo. Evol+ç o BistCrica Aa actualidade e no =ireito portugu%s.ncia !e lei. os dois limites negativos ue ele coloca 6 actividade administrativa pública& a4 A Administração Pública não deve atraiçoar a confiança ue os particulares interessados puseram num certo comportamento seu' b4 A Administração Pública também não deve iniciar o procedimento legalmente previsto para alcançar um certo objectivo com o prop5sito de atingir um objectivo diverso. mas a subordinação de Administração Pública.(. ue todo o acto jur"dico praticado por um 5rgão da administração é conforme 6 lei até ue se ven+a porventura a decidir ue o acto é ilegal$ 75 uando o . E&ce'ç. em sentido formal ou em sentido material. conforme os casos4$ -. Conte"doD o#3ectoD modalidades e e*eitos do 'rinc<'io da le8alidade a) "onteúdo: no )mbito do *stado 7ocial de =ireito. o poder discricion#rio da Administração$ . presume-se em princ"pio. são duas as funç:es do princ"pio da legalidade$ a4 Por um lado. são dois& nen+um 5rgão da Administração. não apresenta especificidade no ue respeita 6 sua aplicação 6 Administração Pública$ 7obressaem.. 2onsagrado no art$ K1-A do 2PA. é a presunção de legalidade dos actos da Administração$ @sto é.ribunal Administrativo declarar o acto ilegal e o anular é ue ele considera efectivamente ilegal$ (4. O !rinc<'io da Aoa :. ele tem a função de assegurar o primado do poder legislativo sobre o poder administrativo' b4 Por outro lado. mesmo ue ten+a sido ele o autor da norma jur"dica aplic#vel. consiste em ue nen+um acto de categoria inferior 6 lei pode contrariar a lei.4 /feitos %ositi&os. porém. desempen+a também a função de garantir os direitos e interesses leg"timos dos particulares$ (1.

en uanto realidade diferente da administração agressiva. a Administração Pública. 23P4$ J preciso ter presente. uma e!cepção ao princ"pio da legalidade. administração agressiva. mas pelo contr#rio. em verdadeira situação de necessidade pública. mas um modo especial de configuração da legalidade administrativa$ 2om efeito. s5 +# poderes discricion#rios a" onde a lei os confere como tais$ *. não é necess#rio o princ"pio da legalidade como fundamento da administração da acção administrativa$ Pela nossa parte não concordamos com esta opinião..A 'eoria do $stado de . cobre todas as manifestaç:es da administração de prestação. neles. tratando-se da promoção do desenvolvimento econ5mico e social ou da satisfação das necessidades colectivas.ecessidade. a impor sacrif"cios aos particulares' a esta administração c+ama a doutrina alemã. a proteg%-la. diz ue em circunst)ncias e!cepcionais. de modo nen+um. na sua formulação moderna. ela não é em rigor uma e!cepção ao princ"pio da legalidade$ 7egundo ela. não são suscept"veis de recurso contencioso perante os . parte-se da opinião dos ue entendem ue o princ"pio da legalidade. os actos de conteúdo essencialmente pol"tico.ribunais Administrativos$ O Poder %iscricion4rio da Administração. o ue e!ige ue também nessa esfera se entenda ue o princ"pio da legalidade deve funcionar em toda a sua plenitude$ Por outro lado. ou benefici#-los todos por igual$ . e não apenas as da administração agressiva$ @sto por ue. aparece-nos como autoridade. diz ue. nomeadamente uando funciona como serviço público$ A ui a Administração não aparece agredir a esfera jur"dica dos particulares. a benefici#-la.K1M. a Administração Pública aparece-nos como prestadora de serviços ou como prestadora de bens. os actos materialmente correspondentes ao e!erc"cio da função pol"tica ? c+amados actos pol"ticos ou actos do governo ?. mesmo ue isso impli ue o sacrif"cio de direitos ou interesses dos particulares$ Quanto 6 'eoria dos Actos Políticos. a administração constitutiva ou administração de prestação nem sempre pode beneficiar todos os particulares. Nat+re9a e Em#ito do !rinc<'io da >e8alidade A Administração Pública. fica dispensada de seguir o processo legal estabelecido para circunst)ncias normais e pode agir sem forma de processo. o art$ 8FF1-g. uer dizer. +# sempre pelo menos dois elementos vinculativos por lei ? a compet%ncia e o fim$ (6. por vezes. não constitui. ou dos seus interesses leg"timos. como poder. por ue ela “agri!e” os direitos e interesses dos particulares$ Aoutros casos. em primeiro lugar. tratando-se da tal administração de prestação. ue também na esfera pr5pria da c+amada “a!ministra()o !e %resta()o” podem ocorrer violaç:es dos direitos dos particulares. por parte da Administração Pública$ 9esmo na esfera pr5pria da c+amada “a!ministra()o !e %resta()o” podem ocorrer violaç:es de direitos ou interesses leg"timos de particulares. e 6 face da nossa 2onstituição. se tanto for e!igido pela situação. a ampli#-la$ 7érvulo 2orreia. s5 é aplic#vel ao governo e a mais nen+um 5rgão da Administração Pública -art$ .

seria abandonar uma das mais importantes e das mais antigas regras de ouro do =ireito Administrativo. possa actuar fazendo despesas.KK1M8 -a Administração Pública visa a prossecução do interesse público. no dom"nio das actividades da administração constitutiva ou de prestação. a realização de despesas públicas. ou de prestar um serviço. a Administração Pública precisa muitas vezes de sacrificar os direitos ou interesses dos particulares$ A ideia de administração de prestação. nem tem um valor ou alcance ilimitados$ <# ue prosseguir. conceber uma administração constitutiva ou de prestação sem ter na sua base. a administração s5 o deve poder fazer por ue. O !rinc<'io do Res'eito !elos Direitos e Interesses >e8<timos dos !artic+lar *stão em causa os direitos e interesses leg"timos de todos os sujeitos de direito$ Qual o sentido do art$ . tem de se fazer 6 custa da aplicação de receitas públicas$ Para ue a Administração Pública possa dar. no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos4 da 2onstituiçãoL *le significa fundamentalmente. entendemos ue. a legalidade$ 3esumindo e sintetizando as consideraç:es anteriores. ue a prossecução do interesse público não é o único critério da acção administrativa. ao serviço do desenvolvimento econ5mico e da justiça social.Para se assumir como prestadora de bens e serviços. e como seu fundamento. e na medida em ue est# a prosseguir um interesse público definido pela lei$ 7e se abandonar este princ"pio. mesmo uando se trate de conceder um direito. sem dúvida. o certo é ue se conclui entretanto ue não basta o escrupuloso cumprimento da lei por parte da Administração Pública para ue simultaneamente se . ela tem de dispor previamente de uma lei administrativa ue a tanto a legalidade desdobra-se na necessidade de respeitar tanto a legalidade administrativa como a legalidade financeira. não é dissoci#vel da ideia de sacrif"cio de direitos ou interesses leg"timos dos particulares$ Para realizar uma administração de prestação é necess#rio uase sempre ue a Administração empregue din+eiros públicos sa"dos do Orçamento do *stado$ 9as o emprego de din+eiros públicos. ue é a de ue s5 a lei deve poder definir o interesse público a cargo da Administração$ Quem tem de definir o interesse público a prosseguir pela administração é a lei. prescindir da submissão ao princ"pio da legalidade. mas respeitando simultaneamente os direitos dos particulares$ O princ"pio da legalidade nasceu como limite 6 acção da Administração Pública' a sua função era a de proteger os direitos e interesses dos particulares$ *mbora o princ"pio da legalidade continue a desempen+ar essa função. na sua acepção moderna. a actividade administrativa perder# a sua legitimidade e não +aver# mais nen+uma forma de garantir eficazmente a moralidade administrativa$ 75 +# desvio de poder uando a Administração Pública se afasta do interesse público ue a lei l+e definiu$ )7. ou de fornecer bens aos particulares. não é poss"vel pois. não é a pr5pria Administração Pública$ 9esmo no uadro da administração de prestação. o interesse público.

e por ue. no processo administrativo gracioso. não apenas aos casos em ue o dano resulte de acto jur"dico ilegal. se ap5s o recurso contencioso tudo pode ficar na mesmaL As vantagens são duas& uem sofreu ilegalmente um preju"zo tem possibilidade de afastar esse preju"zo . mas também aos casos em ue o dano resulte de factos materiais ue violem as regras de ordem técnica e de prud%ncia comum ue devem ser sentidas em consideração pela Administração Pública' *!tensão da responsabilidade da Administração aos danos causados por factos casuais. bem como o direito de con+ecer as resoluç:es definitivas ue sobre eles forem tomadas4$ @mposição do dever de fundamentar em relação aos actos administrativos ue afectem directamente aos interesses leg"timos dos particulares$ )1. sempre ue o re ueiram. designadamente dos meios jurisdicionais. a lei d# aos respectivos titulares o poder de e!igir da Administração o comportamento ue l+es é devido. antes de tomada de decisão final -art$ K81M8 . sobre o andamento dos procedimentos em ue sejam directamente interessados. por ue esses interesses são protegidos directamente pela lei como interesses individuais. os particulares disp:em dos meios jur"dicos.os particulares t%m o direito de ser informados pela Administração. A Distinç o Entre Direito S+#3ectivo e Interesses >e8<timo *!istem interesses pr5prios dos particulares. e imp:e 6 Administração a obrigação jur"dica de efectuar esse comportamento a favor dos particulares em causa. a pro"ba de realizar o interesse público com ele cone!o por forma ilegal' * ue. o ue é um interesse leg"timoL Para ue e!ista interesse leg"timo é necess#rio& Que e!ista um interesse pr5prio de um sujeito de =ireito' Que a lei proteja directamente um interesse público' Que o titular do interesse privado não possa e!igir-l+e ue não prejudi ue esse interesse ilegalmente' Que a lei. a lei d% ao particular o poder de obter a anulação dos actos pelos uais a Administração ten+a prejudicado ilegalmente o interesse privado$ Que vantagens +# em ue a lei recon+eça interesses leg"timos. bem como por actos il"citos ue impon+am encargos ou preju"zos especiais e anormais aos particulares$ 2oncessão aos particulares de direitos e participação e informação. são muito numerosas$ =estacamos as mais relevantes& *stabelecimento da possibilidade de suspensão jurisdicional da efic#cia do acto administrativo -isto é. em conse u%ncia disto. conse uentemente. necess#rios 6 efectiva realização dos seu direitos$ *. paralisação de e!ecução prévia4' *!tensão do )mbito da responsabilidade da Administração por acto il"cito culposo.=ireito dos interessados 6 informação . não impondo 6 Administração ue satisfaça o interesse particular.verifi ue o respeito integral dos direitos subjectivos e dos direitos leg"timos dos particulares$ *ssas outras formas de protecção ue e!istem para além do princ"pio da legalidade. o ue significa ue se esses comportamentos não forem efectuados.

mas se for restritiva de interesses leg"timos a sua retroactividade não é inconstitucional$ b) Política administrati*a? a actividade policial é uma actividade de natureza administrativa. da" resulta para a . 6 uela ue ocorre no caso do =ireito 7ubjectivo$ <# interesse leg"timo. são eles& a) 9etroacti*idade das leis? a 2onstituição. mas não pelos seus interesses leg"timos$ c) =e acordo com os princ"pios gerais do =ireito Administrativo. mas não se pro"be a retroactividade da lei se se tratar de leis restritivas de interesses leg"timos$ Por conseguinte. na certeza de ue. o ue e!iste verdadeiramente é um direito 6 satisfação de um direito pr5prio' no interesse leg"timo. o titular do interesse tem uma nova oportunidade de ver satisfeito o seu interesse$ . o ue e!iste é apenas um direito 6 legalidade das decis:es ue versem sobre um interesse pr5prio$ )$. os actos constitutivos de interesses leg"timos em princ"pio são revog#veis$ d) $(ecução das sentenças dos 'ribunais Administrati*os? se uma sentença anula um acto administrativo ilegal. no seu art$ 8E1MS.rata-se.iberdades e Carantias dos cidadãos. Alcance !r%tico da Distinç o Entre Direito S+#3ectivo e Interesse >e8<timo Pode-se indicar cinco categorias de efeitos para os uais é relevante. se esse interesse acabar por ser insatisfeito ou prejudicado. a distinção entre =ireito 7ubjectivo e interesse leg"timo. essa insatisfação ou esse preju"zo terão sido impostos legalmente. o particular tem apenas a faculdade de e!igir 6 Administração um comportamento ue respeita a legalidade$ Ao =ireito 7ubjectivo. é importante saber ue uma lei retroactiva ue pretenda ser restritiva de direitos subjectivos é inconstitucional. portanto. de tal modo ue o particular tem a faculdade de e!igir 6 Administração Pública um comportamento ue satisfaça plenamente o seu interesse privado$ Ao passo ue no interesse leg"timo. mas obviamente inferior. em termos de vantagem. diz ue salvo se forem ilegais esses actos não podem ser revogados$ =iferentemente. pro"be a retroactividade da lei se se tratar de leis restritivas de =ireitos. para remover as ilegalidades ue os prejudi uem e para tentar em nova oportunidade a satisfação do seu interesse.ilegal' afastado o preju"zo ilegal. e!iste sempre um interesse privado recon+ecido e protegido pela lei$ 9as a diferença est# em ue no =ireito 7ubjectivo essa protecção é directa e imediata.D. de uma situação de vantagem em ue os particulares se encontram perante a Administração. é em princ"pio proibida a re*ogação de actos administrati*os constituti*os de direitos? a lei em relação aos actos constitutivos de direitos. . ao tent#-lo. por ue a obrigação de respeitar a legalidade ue recai sobre a Administração pode ser invocada pelos particulares a seu favor. é um dos ramos da administração pública$ 3esulta do art$ . e não j# ilegalmente.anto na figura do =ireito 7ubjectivo como na do interesse público leg"timo. como da primeira vez$ . na pior das +ip5teses.1 23P ue as actividades de natureza policial estão limitadas pelos direitos dos cidadãos. no =ireito portugu%s. por ue a protecção legal é meramente indirecta ou refle!a.

são simultaneamente vinculados e discricion#rios$ 7ão vinculados em relação a certos aspectos. O !oder Discricion%rio da Administraç o A regulamentação legal da actividade administrativa umas vezes é precisa outras vezes é imprecisa$ Vmas vezes diz-se ue a lei vincula totalmente a Administração$ A Administração não tem ual uer margem dentro da ual possa e!ercer uma liberdade de decisão$ O acto administrativo é um acto vinculado$ Outras vezes. as duas formas t"picas pelas uais a lei pode modelar a actividade da Administração Pública$ )). 1 %o!er ser* !iscricion*rio 0 an!o o se e$erc+cio fica entreg e ao crit'rio !o res%ecti&o tit lar. segundo os critérios ue em cada caso entender mais ade uados 6 prossecução do interesse público$ . e dei!a uma grande margem de liberdade de decisão 6 Administração Pública$ * é a Administração Pública ue tem de decidir.administração o dever de e!ecutar essa sentença reintegrando a ordem jur"dica violada$ )(. ela pr5pria. ue é a seguinte& “o %o!er ' &inc la!o na me!i!a em 0 e o se e$erc+cio est* reg la!o %or lei. ue os actos são vinculados uando praticados pela Administração no e!erc"cio de poderes vinculados. ue é o *im do acto administrativo$ O fim do acto administrativo é sempre vinculado$ A discricionariedade não é total. nada regula. julga-se correcta a definição dada pelo Prof$ 9arcello 2aetano. e ue são discricion#rios uando praticados no e!erc"cio de poderes discricion#rios$ Quase todos os actos administrativos.em-se portanto. diremos. a lei praticamente nada diz.a()o !o interesse %-blico %rotegi!o %ela norma 0 e o confere”. nem uanto ao fim a prosseguir$ . este acto é ilegal' se o acto for praticado com um fim diverso da uele para ue a lei conferiu o poder discricion#rio. Conceito =uas perspectivas diferentes t%m sido adoptadas pela doutrina& a perspectiva dos poderes da Administração ou a perspectiva dos actos da Administração$ (ocando a primeira perspectiva ? a dos poderes ?. 7e adoptarmos a segunda perspectiva ? a dos actos ?. o acto é ilegal$ Por ue o fim é sempre vinculado no poder discricion#rio$ A decisão a tomar no e!erc"cio do poder discricion#rio é livre em v#rios aspectos. num caso actos vinculados. a discricionariedade respeita 6 liberdade de escol+er a mel+or decisão para realizar o fim visado pela norma$ A norma ue confere um poder discricion#rio confere-o para um certo fim& se o acto pelo ual se e!erce esse poder for praticado com a intenção de prosseguir o fim ue a norma visou. de uma forma mais simplificada. !ei$an!o2lhe liber!a!e !e escolha !o %roce!imento a a!o%tar em ca!a caso como mais a3 sta!o 4 reali. mas não é nunca uanto 6 compet%ncia. no outro caso actos discricion#rios$ Qinculação e discricionariedade são assim. e discricion#rios em relação a outros$ Aos actos discricion#rios +# um outro aspecto ue é sempre vinculativo.

e!$ art$ N/F1 2A$ 9as uando é ue uma situação real da vida corresponde ao conceito abstracto usado na leiL =uas orientaç:es poss"veis& A primeira: consiste em dizer ue s5 a Administração est# em condiç:es de saber se um dado caso concreto é ou não um caso e!trema urg%ncia e necessidade pública e se por conseguinte. porventura a maioria. nos termos do art$ N/F1 do 2A. não +# actos totalmente discricion#rios$ . como todo o poder administrativo.*m rigor. esse caso e!ige ou não a tomada de provid%ncias e!cepcionais como as ue o art$ N/F1 faculta$ A segunda: consiste em dizer ue.. e na medida em ue. essa decisão não pode dei!ar de ser suscept"vel. e ue portanto t%m de dei!ar necessariamente 6 liberdade de decisão da Administração Pública$ 75 +# poder discricion#rio uando. Nat+re9a F+r<dica *!istem tr%s teses doutrin#rias sobre a natureza do poder discricion#rio da Administração& a4 A tese da discricionariedade como liberdade da Administração na interpretação de conceitos vagos e indeterminados usados pela lei' b4 A tese da discricionariedade como vinculação da Administração a normas e!tra-jur"dicas. para ue a lei remete' c4 * a tese da discricionariedade como liberdade de decisão da Administração no uadro das limitaç:es fi!adas por lei$ a4 A primeira tese& discricionariedade como liberdade da Administração na interpretação de conceitos *agos e indeterminados: *sta concepção parte da observação correcta de ue a lei usa muitas vezes conceitos vagos e indeterminados. e nesses casos a actuação da Administração Pública é uma actuação mec)nica. é um poder derivado da lei& s5 e!iste uando a lei confere e na medida em ue a lei o confira$ O poder discricion#rio é control#vel jurisdicionalmente& +# meios jurisdicionais para controlar o e!erc"cio do poder discricion#rio$ )0. e ue consiste na faculdade de opção livre por uma de entre v#rias soluç:es poss"veis dentro dos . por ue saber se uma dada situação concreta se reconduz ou não a um conceito legal.odos os actos administrativos são em parte vinculados e em parte discricion#rios$ ). mais tarde de apreciação jurisdicional por um . a lei o confere$ O poder discricion#rio. ue resulta da lei. inclusive por operaç:es mec)nicas$ 9as um grande número de caso. não pode ser assim$ Vma uestão ue as leis não podem regular. se e!istem ou não os pressupostos de compet%ncia e!cepcional. :+ndamento e Si8ni*icado <# casos em ue a lei pode regular todos os aspectos. nomeadamente regras jur"dicas. dei!ando ao intérprete e aos 5rgãos de aplicação a tarefa de concretizar esses conceitos vagos e indeterminados. por meio de operaç:es l5gicas. dedutiva' é uma actuação ue se traduz na mera aplicação da lei abstracta ao caso concreto. não é um poder inato. é uma uestão de administração contenciosa e não de administração pura$ Quanto a n5s. é esta segunda orientação ue est# certa$ O poder discricion#rio é um poder jur"dico. não é matéria ue faça parte do poder discricion#rio da Administração.ribunal Administrativo.

foi a Administração ue no uso do seu poder discricion#rio decidiu livremente guiar-se por determinados critérios. ou administrativo. decidindo como mel+or entender$ A interpretação da lei. a discricionariedade visa tornar relevante. a ue a lei. para cada caso concreto.limites traçados pela pr5pria lei$ Ora os conceitos vagos ou indeterminados. ou financeiro. ou moral. enfim. o controle jurisdicional é poss"vel$ b4 7e as mesmas e!press:es forem usadas pela lei apenas como forma de descrever os poderes da Administração. devidamente integrada. isto é. o controle jurisdicional est# e!clu"do$ b4 7egunda tese& discricionariedade como *inculação da Administração a normas e(traCjurídicas.ribunal Administrativo$ O critério geral a adoptar deve ser o seguinte& a4 7e e!press:es como as indicadas forem utilizadas pela lei como forma de limitar os poderes da Administração. mas não +# ual uer remissão por parte da lei para normas e!tra-jur"dicas$ Por +ip5tese. a mel+or solução do ponto de vista técnico. são limites estabelecidos pela lei ? ue por isso mesmo demarca por fora a esfera da discricionariedade$ Ao poder discricion#rio é a vontade da Administração ue prevalece& a lei como ue delega na Administração e espera dela ue afirme livremente a sua vontade. isto por ue& Ou se trata de casos em ue a lei formalmente remete para normas e!trajur"dicas ? e a" não +# discricionariedade. deve entender-se ue a lei perfil+ou o sentido objectivo e ue portanto. nomeadamente regras t. nos termos em ue a lei o tiver consentido. sem intenção limitada. o ue +# é pura e simplesmente isto& a lei remete o 5rgão administrativo para a aplicação de normas e!tra-jur"dicas$ O ue a lei pretende. e impRs 6 Administração ue as respeitasse$ *staremos então completamente fora dos dom"nios do poder discricion#rio$ Ou se trata de casos em ue a Administração decidiu e!ercer o seu poder discricion#rio de acordo com normas e!tra-jur"dicas ? e a ui. se pode apurar se ela uis seguir a orientação objectiva ou subjectiva. sendo estas relevantes e obrigat5rias para a Administração por ue a lei as fez suas. é sim ue a Administração se sinta vinculada por normas e!tra-jur"dicas e procure. as incorporou na ordem jur"dica. deva entender-se ue a lei optou pelo sentido subjectivo e ue. ali#s. a vontade da Administração$ 75 perante cada lei administrativa. ou cient"fico. embora sejam vagos e indeterminados. a não tin+a vinculado$ c4 A terceira tese& discricionariedade como liberdade de decisão da Administração no Duadro das limitaç)es fi(adas por lei: para esta outra concepção.cnicas para Due a lei remete: *ntendem os defensores desta corrente de opinião ue no poder discricion#rio 6 Administração pela lei. estamos dentro do campo pr5prio da discricionariedade. não é ue a lei se comporte arbitrariamente. etc$ *sta tese não é aceit#vel. e submeter o respeito dessa vinculação ao controle do . +# vinculação$ <# uma vinculação jur"dica a normas e!tra-jur"dicas. visa apurar a vontade da lei ou do legislador. se a lei uis ou não vincular a Administração. portanto. sim. dentro dos limites legalmente . a discricionariedade é uma liberdade de decisão ue a lei confere 6 Administração a fim ue esta. uando confere poderes discricion#rios 6 Administração.

estejam j# delimitadas todas as vinculaç:es legais a respeitar pela Administração no e!erc"cio do poder discricion#rio' * ue.ncia !os %ress %ostos !e facto de ue depende o e!erc"cio da compet%ncia' N4 5orma a a!o%tar. Em#ito Os aspectos mais importantes de discricionariedade são os seguintes& 84 1 momento !a %r*tica !o acto. +ouver de ser e!ercido em termos tais ue o seu titular não se devia considerar autorizado a escol+er livremente entre v#rias soluç:es poss"veis. uma entre v#rias soluç:es poss"veis$ Aão +aver# poder discricion#rio propriamente dito se um poder jur"dico conferido por lei 6 Administração. da uilo a ue o particular re uerer 6 Administração' E4 A %ossibili!a!e !e !eterminar o conte-!o. tal como faz. limites ue resultam da pr5pria lei. >imites Pode ser limitado de duas formas diferentes& ou através do estabelecimento de limites legais. a generalidade da doutrina portuguesa e estrangeira$ Acentue-se ue. o concreto da decisão a tomar pode também ser discricion#rio' F4 A liberdade ou não de a por no acto a!ministrati&o. mas antes obrigado em conse u%ncia a procurar a única solução ade uada ue o caso comporte$ J o ue se passa nos casos de discricionariedade impr5pria$ )1. nesses casos. essa pode e!ercer os seus poderes de duas maneiras diversas& . isto é. conforme mel+or entender' .4 A decisão sobre %raticar o n)o um certo acto administrativo' S4 A decisão sobre a e$ist. de resto. segundo os critérios ue ela pr5pria entender seguir. é indispens#vel& Que ele seja conferido por lei. ou não da decisão' D4 A concess)o o a rec sa. escol+a de entre as v#rias soluç:es poss"veis a uela ue l+e parecer mais ade uada ao interesse público$ J esta concepção ue perfil+amos. para ue e!ista um poder discricion#rio. )4. a liberdade de praticar o acto agora ou mais tarde. o sentido da norma legal atributiva do poder discricion#rio seja claramente o de conferir 6 Administração o direito de escol+er livremente.estabelecidos. ou através da c+amada auto-vinculação$ Os limites legais. ainda ue em termos de aparente liberdade de decisão. para o acto administrativo' 04 As formali!a!es a observar na recepção ou na pr#tica do acto administrativo K4 A f n!amenta()o. a Administração ter#. a ual deve indicar pelo menos o 5rgão a uem atribui e o fim de interesse público ue o poder se destina a prosseguir' Que por interpretação da lei. encargos e o tras cl* s las acess6rias. são a ueles ue resultam da pr5pria lei$ Pode +aver limites de ue decorram de auto-vinculação$ Ao )mbito da discricionariedade ue a lei conferiu 6 Administração.

é a sua ade uação ao interesse público espec"fico ue justifica a sua pr#tica ou necess#ria +armonia entre esse e os demais interesses públicos eventualmente afectados pelo acto$ Os poderes conferidos por lei a Administração são vinculados. e se as violar comete uma ilegalidade$ Aos casos em ue e!ista. independentemente da sua legalidade$ c) /s controles jurisdicionais. podem ser atacados contenciosamente com fundamento em ual uer dos v"cios do acto administrativo$ Assim& Podem ser impugnados com fundamento em incompet%ncia' - .ribunais$ Os actos discricion#rios. o poder discricion#rio s5 pode ser e!ercido dentro dos limites ue a lei para ele estabelecer. são a ueles ue são realizados por 5rgãos de Administração$ O controle da legalidade em princ"pio tanto pode ser feito pelos . ou dentro dos limites ue a Administração se ten+a relativamente imposto a si mesma$ )6. e os direitos e os interesses leg"timos dos particulares eventualmente afectados pelo acto$ Quanto 6 "on*eni2ncia do acto.ribunais$ d) /s controles administrati*os.Pode e!erc%-los caso a caso. mas fez. no nosso Pa"s. mas em última an#lise compete aos . a Administração pode elaborar normas genéricas em ue enuncia os critérios a ue ela pr5pria obedecer# na apreciação da uele tipo de casos$ 7e a Administração faz normas ue não tin+a a obrigação de fazer.ribunais$ O controle de mérito s5 pode ser feito. são a ueles ue se afectam através dos . Controle do E&erc<cio do !oder Discricion%rio a) /s controles de legalidadeD são a ueles ue visam determinar se a administração respeitou a lei ou a violou$ b) /s controles de m.ribunais Administrativos. ou discricion#rios. são sempre também em certa medida praticados no uso de poderes vinculados. pela Administração$ Ao mérito do acto administrativo se compreendem duas ideias& a ideia de justiça e a ideia de conveni%ncia$ A !ustiça é a ade uação desse acto 6 necess#ria +armonia entre o interesse público espec"fico ue ele deve prosseguir.rito. ou são em parte vinculados e em parte discricion#rios$ O uso de poderes vinculados ue ten+am sido e!ercidos contra a lei é objecto dos controles da legalidade$ O uso de poderes discricion#rios ue ten+am sido e!ercidos de modo inconveniente é objecto dos controles de mérito$ A egalidade de um acto administrativo pode ser sempre controlada pelos . então deve obedi%ncia a essas normas.ribunais como pela pr5pria Administração. adoptando em cada caso a solução ue l+e parecer mais ajustada ao interesse público$ A Administração pode proceder de outra maneira& na base de uma previsão do ue poder# vir a acontecer. ou na base de uma e!peri%ncia sedimentada ao longo de v#rios anos de e!erc"cio da ueles poderes.rito de um acto administrativo s5 pode ser controlado pela administração. são a ueles ue visam avaliar o bem fundado das decis:es da Administração. e poder# s%-lo eventualmente pela administração$ O M. nunca pelos .

não estamos no terreno da “!iscricionarie!a!e t'cnica”. c+amar-l+e-emos fig ras a fins !o %o!er !iscricion*rio. a única ilegalidade poss"vel no e!erc"cio de poderes discricion#rios fora do seu fim$ O reforço do controle jurisdicional do poder discricion#rio da Administração não ser# nunca obtido em larga escala pelo canal de desvio de poder. do e!erc"cio do poder discricion#rio$ Por outro lado. v"cio de forma e violação de lei no plano do e!erc"cio de poderes discricion#rios$ . A “3 sti(a a!ministrati&a”. estamos sim no campo da vinculação$ E73 Casos de “%iscricionariedade 1mpr6pria” a) iberdade probat6ria3 2onsideramos serem tr%s os casos principais a incluir nessa categoria& A “liber!a!e %robat6ria”. pelo ue são f#ceis de distinguir do poder discricion#rio. nomeadamente erro de facto. A “liberdade probat6ria”.Podem ser impugnados com fundamento em v"cio de forma' Podem ser impugnados com fundamento em violação da lei' * podem ainda ser impugnados com fundamento em uais uer defeitos da vontade. A “!iscricionarie!a!e t'cnica”.7. por ue não +# liberdade de escol+a entre v#rias soluç:es igualmente poss"veis. Distinç o de !oder Discricion%rio de O+tras :i8+ras <# +oje em dia.1. mas ue seguem o mesmo regime jur"dico. e ue por isso aparecem por vezes confundidas com ele. e ue t%m um regime jur"dico diferente do dele. c+amar-l+eemos !iscricionarie!a!e im%r6%ria$ . mas antes através do alargamento dos casos de incompet%ncia. ue é o mais fre uente$ O “des*io de poder” não é. os apurar e determinar como mel+or entender. A segunda categoria é composta por a uelas figuras ue conceptualmente são distintas do poder discricion#rio. pode perfeitamente acontecer ue falte a possibilidade de controle jurisdicional por outras raz:es.cnica” - . como normalmente se diz. um controle jurisdicional. inegavelmente. em relação aos factos ue +ajam de servir de base 6 aplicação do =ireito. :i8+ras A*ins do !oder Discricion%rio a) 1nterpretação de conceitos *agos ou indeterminados: a interpretação é uma actividade vinculada. ue não a e!ist%ncia de poder discricion#rio$ <# duas categorias& A primeira categoria é constitu"da por umas uantas figuras ue são diferentes do poder discricion#rio. é uando a lei d# 6 Administração a liberdade de. +# sim uma margem de livre apreciação das provas com obrigação de apurar a única solução correcta$ E83 =b) A “%iscricionariedade '. não é uma actividade administrativa$ b) 9emissão da lei para normas e(traCjurídicas: se é a pr5pria ue nos seus dispositivos e!pressamente remete para normas e!tra-jur"dicas. interpretando e avaliando as provas obtidas de +armonia com a sua pr5pria convicção "ntima$ Aestes casos não +# discricionariedade.

ribunal Administrativo pode anular a decisão tomada pela Administração ? embora não possa nunca substitui-la por outra mais ade uada$ E>3 =c) A “!ustiça Administrati*a” A Administração Pública. a nossa jurisprud%ncia admite a anulação jurisdicional de uma decisão técnica de Administração& é a +ip5tese de a decisão administrativa ter sido tomada com base em erro manifesto. por e!cepção a esse princ"pio geral. ou ainda uando o critério adoptado se revele manifestamente desacertado e inaceit#vel$ O . mesmo ue tais distinç:es não ten+am conse u%ncias pr#ticas$ 7e se trata de figuras ue do ponto de vista conceptual não são poder discricion#rio. é c+amada a proferir decis:es essencialmente baseadas em critérios de justiça material$ A Administração Pública não pode escol+er como uiser entre v#rias soluç:es igualmente poss"veis& para cada caso s5 +# uma solução correcta. tratando-se de figuras cuja a natureza jur"dica é diferente da do poder discricion#rio. recursos a interpor perante 5rgãos da Administração Pública. e ue é o dever de aplicar critérios de justiça$ 2ritérios de justiça absoluta. mas o ue nunca +# é recurso contencioso$ 75 +# recurso contencioso relativamente a aspectos em ue ten+a +avido ofensa directa da lei aplic#vel$ Ao plano te5rico. ainda ue o regime jur"dico aplic#vel seja o mesmo$ A distinção tem interesse por ue. uanto ao conteúdo da decisão. pois. não se confunde com a liberdade probat5ria$ *mbora ambas se reconduzam a um género comum ? o da discricionariedade impr5pria ?. no desempen+o da função administrativa. e de justiça relativa$ . s5 +# uma solução justa$ 9as esta terceira modalidade. interessa sempre fazer distinç:es uando as realidades são distintas. um caso limite.. a justiça administrativa. ao passo ue a liberdade probat5ria tem a ver com a apreciação e valoração das provas relativas aos factos em ue se +#-de apoiar a decisão$ <#. é perfeitamente poss"vel ue no futuro elas ven+am a ter um regime jur"dico diferente do regime do poder discricion#rio$ . em ue. recursos de car#cter administrativo. discricionariedade técnica e justiça administrativa$ *m ual uer delas pode +aver. =uas observaç:es complementares& A primeira para sublin+ar ue a figura da discricionariedade técnica. O#servaç. todavia.es :inais *stas são. n5s temos ue saber distingui-las do poder discricion#rio. não é apenas a mistura entre liberdade probat5ria e discricionariedade técnica$ <# um terceiro ingrediente neste tipo de decis:es da Administração Pública. as tr%s modalidades ue nos parece dever distinguir& liberdade probat5ria. a verdade é ue se trata de espécies diferentes$ Por ue a discricionariedade técnica reporta-se 6 decisão administrativa. ue faz a especificidade desta terceira categoria. ou segundo um critério ostensivamente inadmiss"vel. ou seja..2asos +# em ue as decis:es da Administração s5 podem ser tomadas com base em estudos prévios de natureza técnica e segundo critérios e!tra"dos de normas técnicas$ O “!e&er !e boa a!ministra()o”.

nos dias de +oje.iberdades e Carantias& a lei ordin#ria s5 os pode restringir nos casos e!pressamente previstos na 2onstituição. não se confina todavia aos casos em ue o critério de decisão administrativa seja um critério pol"tico. etc$ Aem todo o critério ue não seja jur"dico é necessariamente um critério pol"tico$ Por um lado. . a zona da discricionariedade propriamente dita é muito menos ampla do ue a uilo ue se poderia pensar$ 75 +# verdadeira e pr5pria discricionariedade uando o critério da decisão administrativa seja um critério pol"tico$ *m cr"tica a esta tese de 7ainz 9oreno. e muito menos 6 ueles casos em ue não seja um critério jur"dico$ Para n5s. j# nos parece ue ele se engana redondamente ao afirmar ue s5 +# discricionariedade uando o critério é pol"tico$ 2onclui-se assim ue. jur"dicos. nem a justiça administrativa$ Por conse u%ncia. v%m referidos nos arts$ . comporta.rata-se de uma série de limites ao poder discricion#rio da administração. todo o acto administrativo praticado com base em manifesta injustiça é contr#rio 6 2onstituição e.ribunal Administrativo competente$ b) Princípio da proporcionalidade: vem consagrado no art$ 8E1M. pelo menos tr%s corol#rios. se é certo ue em nossa opinião 7ainz tem razão ao afirmar ue +# discricionariedade pura uando o critério da decisão administrativa seja um critério pol"tico. o campo da discricionariedade propriamente dita. financeiros. embora cada vez mais reduzido. e por um lado. morais. a) Princípio da justiça “strictu senso”? segundo este princ"pio. a prop5sito dos =ireitos. . o essencial do poder discricion#rio da Administração consiste na liberdade de escol+a do poder entre v#rias soluç:es igualmente poss"veis 6 face da lei$ . os critérios das decis:es administrativas podem ser pol"ticos. entende-se ue. não é discricionariedade propriamente dita nem a liberdade probat5ria nem discricionariedade técnica. muitas vezes o não é& designadamente. técnicos. significa ue na sua actuação a Administração Pública deve +armonizar o interesse público espec"fico ue l+e cabe prosseguir com os direitos e interesses leg"timos dos particulares eventualmente afectados$ O Princ"pio da >ustiça. portanto. da 23P. podendo ser anulado em recurso contencioso pelo . e é em ual uer caso muito menos do ue a uilo ue a doutrina e a jurisprud%ncia durante décadas t%m pensado$ Afinal. estes são novos e por conseguinte p:e problemas ainda dif"ceis$ O Princípio da !ustiça. sob a forma de outros tantos “%rinc+%ios”. nem é aceit#vel a ideia de ue s5 +# discricionariedade propriamente dita uando o critério da decisão seja pol"tico$ 2om efeito. nem os critérios das decis:es administrativas se esgotam na dicotomia critério pol"tico ou critério jur"dico. o princ"pio da prossecução do interesse público e outros são princ"pios ue v%m de +# muito e ue portanto j# foram devidamente e!aminados e trabal+ados. Os 'rinc<'ios da F+stiça e da Im'arcialidade . é ilegal.0.KK1M. 23P e K1 2PA$ *n uanto o princ"pio da legalidade. tal como se encontra actualmente consagrado na 2onstituição.A uilo ue fica para a zona da discricionariedade administrativa propriamente dita acaba por ser muito menos do ue se pensava inicialmente. a uilo ue sempre se julgou ser discricionariedade.

s5 a lei o pode também fazer$ *ste princ"pio da imparcialidade tem os corol#rios seguintes& a4 Proibição de favoritismo ou perseguiç:es relativamente aos particulares' b4 Proibição de os 5rgãos da Administração decis:es sobre assuntos em ue estejam pessoalmente interessados' c4 Proibição de 5rgãos da Administração ou por ela aprovados ou autorizados$ "asos de impedimento. pois. a lei obriga o 5rgão ou agente da Administração a comunicar a e!ist%ncia de impedimento$ A comunicação deve ser feita a superior +ier#r uico ou ao presidente do 5rgão colegial.4. /arantias de Im'arcialidade da Administraç o !"#lica O Princípio da 1mparcialidade consagrado no art$ .KK1 da 23P e no art$ K1 do 2PA. ue a Administração deve comportar-se sempre com isenção e numa atitude de e uidist)ncia perante todos os particulares. significa. não privilegiando ninguém. .ambém vem referido no art$ 01 do 2PA$ O princ"pio da proporcionalidade pro"be. s5 a lei o pode fazer' e também não pode impor discriminaç:es. são situaç:es em ue não e!iste proibição absoluta de intervenção absoluta mas em ue esta deve ser e!clu"da por iniciativa do pr5prio titular do 5rgão ou agente ? a escusa ? ou do cidadão interessado ? a suspeição -art$ NE1 2PA4$ #anção. conforme for o caso$ 7e isto não for feito ual uer interessado poder# re uerer a declaração de ue e!iste um impedimento$ =eve o 5rgão em causa suspender imediatamente a sua actividade até 6 decisão do incidente$ "asos de escusa ou suspeição.“!e&en!o as restri(7es limitar2se ao necess*rio %ara sal&ag ar!ar o tros !ireito o interesses constit cionalmente %rotegi!os”. nem discriminando contra ninguém$ A Administração Pública não pode conferir privilégios. violam a 2onstituição e são ilegais$ . sacrif"cio e!cessivo dos direitos e interesses dos particulares. constituirão um e!cesso de poder e. ue com ela encontrem em relação. sendo contr#rias ao princ"pio da justiça. art$ NN1 2PA. Conceito de Or8ani9aç o A organização pública é um grupo +umano estruturado pelos representantes de uma comunidade com vista 6 satisfação de necessidades colectivas predeterminadas desta$ O conceito de organização pública integra uatro elementos& a4 Vm grupo +umano' . as medidas restritivas devem ser proporcionais ao mal ue pretendem evitar$ 7e forem desproporcionadas.1. nen+uma das normas anteriormente referidas teria grande efic#cia se não estivesse prevista a sanção aplic#vel no caso de elas não serem cumpridas$ TEORIA /ERA> DA OR/ANIGAÇÃO ADMINISTRATI-A AS !ESSOAS CO>ECTI-AS !HA>ICAS .

a satisfação de necessidades colectivas predeterminadas$ . Conceito Pessoas colectivas públicas são entes colectivos criados por iniciativa pública para assegurar a prossecução necess#ria de interesses públicos. dispondo de poderes pol"ticos e estando submetidos a deveres públicos$ Qejamos em ue consistem os v#rios elementos desta definição& a4 . 6 luz do =ireito Privado' nem tão-pouco se uer significar ue umas s5 t%m capacidade jur"dica pública e ue outras possuem unicamente capacidade jur"dica privada$ 07. apenas e sempre. ou por comunidades regionais ou locais aut5nomas. sempre e apenas. não se pretende de modo nen+um inculcar ue as primeiras são as ue actuam. e!istem para prosseguir o interesse público ? e não uais uer outros fins$ O interesse público não é algo ue possa dei!ar de estar inclu"do nas atribuiç:es de uma pessoa colectiva pública& é algo de essencial. sob a égide do =ireito Público e as segundas as ue agem. tomada pela colectividade nacional. um modo peculiar de relacionamento dos v#rios elementos da organização entre si e com o meio social em ue ela se insere' c4 O papel determinante dos representantes da colectividade do modo como se estrutura a organização' d4 Vma finalidade. a Administração Pública é sempre representada. convém sublin+ar desde j# a enorme import)ncia da categoria das pessoas colectivas públicas e da sua an#lise em =ireito Administrativo$ J ue. tal como o são igualmente entre si pessoa colectiva privada e pessoa colectiva de =ireito Privado$ *m segundo lugar. ou proveniente de uma ou mais pessoas colectivas públicas j# e!istentes& a iniciativa privada não pode criar pessoas colectivas públicas$ As pessoas colectivas públicas são criadas por “iniciati&a %-blica”. isto é. por pessoas colectivas públicas& na relação jur"dico-administrativa. nas suas relaç:es com os particulares. pois ela é criada e e!iste para esse fim$ . e!pressão ampla ue cobre todas as +ip5teses e acautela os v#rios aspectos relevantes& b4 As pessoas colectivas públicas são criadas para assegurar a prossecução necess#ria de interesses públicos$ =a ui decorre ue as pessoas colectivas públicas. !reliminares @mporta fazer tr%s observaç:es prévias$ A primeira consiste em sublin+ar ue as e!press:es pessoa colectiva pública e pessoa colectiva de =ireito Público são sin5nimas. diferentemente das privadas.b4 Vma estrutura. em pa"ses como o nosso e em geral nos da fam"lia 3omano-germ)nica. na fase actual da evolução deste ramo de =ireito e da 2i%ncia ue o estuda.6. é em regra uma pessoa colectiva$ *nfim. ao fazer-se a distinção entre pessoas colectivas públicas e pessoas colectivas privadas. pelo menos. cumpre dei!ar claro ue. um dos sujeitos.rata-se de entidades criadas por iniciativa pública$ O ue significa ue as pessoas colectivas públicas nascem sempre de uma decisão pública.

nomeadamente. a ueles ue denotam supremacia das pessoas colectivas públicas sobre os particulares e. ou de tipo territorial ? onde se incluem o *stado. conforme a respectiva lei org)nica$ =a an#lise dos diversos te!tos ue regulam as pessoas colectivas públicas. mesmo poderes de autoridade. assumem especial relev)ncia os poderes de autoridade. mas fazem-no em nome da Administração Pública. cuja a import)ncia se salienta principalmente no desenvolvimento de actividade de gestão privada$ S4 2apacidade de =ireito Público ? as pessoas colectivas públicas são titulares de poderes e deveres públicos$ *ntre eles. . definindo basicamente na 2onstituição. podemos concluir ue os aspectos predominantes do seu regime são os seguintes& 84 2riação e e!tinção ? são criadas por acto do poder central' mas +# casos de criação por iniciativa pública local$ *las não se podem e!tinguir a si pr5prias. Es'. uma pessoa colectiva pública não pode ser e!tinta por iniciativa dos respectivos credores s5 por decisão pública' . e no 2A$ 9as j# uanto aos institutos públicos e associaç:es públicas. não é igual para todas elas& depende da legislação aplic#vel$ Ao caso das autar uias locais. todas as espécies deste género t%m o mesmo regime. Re8ime F+r<dico O regime jur"dico das pessoas colectivas públicas não é um regime uniforme. bem como as empresas públicas' c4 As pessoas de tipo associativo ? a ue correspondem as associaç:es públicas$ 0$. na . nunca em nome pr5prio$ 01.4 2apacidade jur"dica de =ireito Privado e patrim5nio pr5prio ? todas as pessoas colectivas públicas possuem estas caracter"sticas.c4 As pessoas colectivas públicas são titulares. as regi:es aut5nomas e as autar uias locais' b4 As pessoas colectivas de tipo institucional ? a ue correspondem as diversas espécies de institutos públicos ue estud#mos. são seis& a4 O *stado' b4 Os institutos públicos' c4 As empresas públicas' d4 As associaç:es públicas' e4 As autar uias locais' f4 As regi:es aut5nomas$ Quais são os tipos de pessoas colectivas públicas a ue essas categorias se reconduzemL 7ão tr%s& a4 Pessoas colectivas de população e territ5rio. em nome pr5prio.cies As categorias de pessoas colectivas públicas no =ireito portugu%s actual.A. ao contr#rio do ue acontece com as pessoas colectivas privadas. o regime varia muitas vezes de entidade para entidade. de poderes e deveres públicos$ A refer%ncia 6 titularidade “em nome %r6%rio” serve para distinguir as pessoas colectivas públicas das pessoas colectivas privadas ue se dedi uem ao e!erc"cio privado de funç:es públicas& estas podem e!ercer poderes públicos.

ue foi defendida por 9arcello 2aetano. Ir8 os A estes cabe tomar decis:es em nome da pessoa colectiva ou. em regra. e não 6 dos . tudo depende de nos situarmos numa ou noutra das perspectivas indicadas$ 7e nos colocarmos na perspectiva da organização administrativa ? isto é. na perspectiva em ue se analisa a estrutura da Administração Pública ? é evidente ue os 5rgãos t%m de ser concebidos como instituiç:es$ O ue se analisa é a natureza de um 5rgão. manifestar a vontade imput#vel 6 pessoa colectiva -art$ . a sua composição.4 (oro administrativo ? as uest:es surgidas da actividade destas pessoas colectivas pertencem 6 compet%ncia dos . e não ao do contracto individual de trabal+o$ @sto por via de regra& as empresas públicas constituem importante e!cepção a tal princ"pio$ F4 7ujeição a um regime administrativo de responsabilidade civil ? pelos preju"zos ue causarem a outrem. ue foi designadamente defendida entre n5s por Afonso Queir5 e 9ar ues Cuedes. as pessoas colectivas públicas respondem nos termos da legislação pr5pria do =ireito Administrativo.ribunal de 2ontas ? as contas das pessoas colectivas públicas estão sujeitas 6 fiscalização do .ribunais do contencioso administrativo. o estatuto desses . considera ue os 5rgãos são os indiv"duos. e não indiv"duos$ b4 A segunda. também a ui com a e!cepção das empresas públicas$ 8. independentemente da vontade destes. o direito de fazer contractos administrativos com particulares$ D4 Iens do dom"nio público ? as pessoas colectivas são ou podem ser. noutra terminologia.consistem no direito ue essas pessoas t%m de definir a sua pr5pria conduta al+eia em termos obrigat5rios para terceiros. o modo de designação dos seus titulares.1M. e da actividade administrativa. 2PA4$ 7ão centros de imputação de poderes funcionais$ A respeito da natureza dos 5rgãos das pessoas colectivas debatem-se duas grandes concepç:es& a4 A primeira. pondo de lado a terceira. titulares do dom"nio público e não apenas de bens dom"nio privado$ E4 (uncion#rios públicos ? o pessoal das pessoas colectivas públicas est# submetido ao regime da função pública.ribunal de 2ontas. considera ue os 5rgãos são instituiç:es. o seu funcionamento.ribunais >udiciais$ 0(. e não nos termos da responsabilidade regulada pelo 25digo 2ivil$ 8/4 7ujeição da tutela administrativa ? a actuação destas pessoas colectivas est# sujeita 6 tutela administrativa do *stado$ 884 7ujeição 6 fiscalização do . e não as instituiç:es$ <# fundamentalmente tr%s grandes perspectivas na teoria geral do =ireito Administrativo ? a da organização administrativa. ue não tem a ver com a uestão ue se est# a analisar. o ue naturalmente não acontece com as pessoas colectivas privadas$ N4 Autonomia administrativa e financeira ? as pessoas colectivas públicas disp:em de autonomia administrativa e financeira$ 04 @senç:es fiscais ? é um traço caracter"stico e da maior import)ncia$ K4 =ireito de celebrar contractos administrativos ? as pessoas colectivas privadas não possuem. e das garantias dos particulares$ Ora.

se mudar de posição e nos colocarmos na perspectiva da actividade administrativa ? isto é. costuma-se reservar-se a designação de 5rgãos “!eliberati&os” aos ue ten+am car#cter geral$ g) Frgãos permanentes e tempor4rios? são 5rgãos “%ermanentes” a ueles ue segundo a lei t%m duração indefinida' são 5rgãos “tem%or*rios” os ue são criados para actuar apenas durante um certo per"odo$ . a tomar decis:es. são os indiv"duos. por outras palavras. o 5rgão é uma instituição' o indiv"duo é irrelevante$ 9as. podem por sua vez classificar-se em decis5rios e e!ecutivos$ 7ão 5rgãos “!ecis6rios” a ueles a uem compete tomar decis:es$ 7ão 5rgãos “e$ec ti&os” a ueles a uem compete e!ecutar tais decis:es. e) Frgãos acti*os. mas as mais importantes são& a) Frgãos singulares e colegiais? são 5rgãos “sing lares” a ueles ue t%m apenas um titular' são “colegiais” os 5rgãos compostos por dois ou mais titulares$ O 5rgão colegial na actualidade tem. secund4rios e *ic4rios? 5rgãos “%rim*rios” são a ueles ue disp:em de uma compet%ncia pr5pria para decidir as matérias ue l+es estão confiadas' 5rgãos “sec n!*rios” são os ue apenas disp:em de uma compet%ncia delegada' e 5rgãos “&ic*rios” são a ueles ue s5 e!ercem compet%ncia por substituição de outros 5rgãos$ d) Frgãos representati*os e 6rgãos não representati*os? 5rgãos “re%resentati&os” são a ueles cujos titulares são livremente designados por eleição$ Os restantes são 5rgãos “n)o re%resentati&os”. das pessoas colectivas públicas ue integram a Administração4 devem ser concebidos como instituiç:es para efeitos de teoria da organização administrativa. apenas a uma parcela do territ5rio nacional$ c) Frgãos prim4rios. etc$ Por conseguinte. tr%s titulares. os poderes funcionais atribu"dos a cada 5rgão. e como indiv"duos para efeitos de teoria da actividade administrativa$ 0). Classi*icaç o dos Ir8 os Podem-se classificar de v#rias maneiras. pR-las em pr#tica$ =entro dos 5rgãos decis5rios. ou seja. no m"nimo. não são centros institucionalizados de poderes funcionais$ Para n5s. nomeadamente a praticar actos. uando se estuda estas matérias na perspectiva da organização administrativa. isto é. se dei!ar-mos a an#lise est#tica da Administração e passar-se 6 an#lise din)mica ?. nomeadamente através da emissão de pareceres$ Wrgãos “!e controle” são a ueles ue t%m por missão fiscalizar a regularidade do funcionamento de outros 5rgãos$ f) Frgãos decis6rios e e(ecuti*o? os 5rgãos activos. consulti*os e de controle? 5rgãos “acti&os” são a ueles a uem compete tomar decis:es ou e!ecut#-las$ Wrgãos “cons lti&os” são a ueles cuja função é esclarecer os 5rgãos activos antes de estes tomarem uma decisão. e deve em regra ser composto por número "mpar de membros$ b) Frgãos centrais e locais? 5rgãos “centrais” são a ueles ue t%m compet%ncia sobre todo o territ5rio nacional' 5rgãos “locais” são os ue t%m a sua compet%ncia limitada a uma circunscrição administrativa. ou seja. os 5rgãos da Administração -isto é. então veremos ue o ue a" interessa ao =ireito é o 5rgão como indiv"duo& uem decide.titulares. na perspectiva da Administração a actuar. uem delibera.

F1M8 .81 2PA4 e 6 ordem do dia -arts$ 8E1 e 8F1 2PA4' d4 =eliberação e votação' e4 Qu5rum da reunião -art$ .ncia” é o conjunto de poderes funcionais ue a lei confere para a prossecução das atribuiç:es das pessoas colectivas públicas$ Qual uer 5rgão da Administração. a ueles ue são constitu"dos por titulares ue e!ercem também compet%ncias pr5prias a t"tulo individual e são em regra au!iliados por adjuntos. a saber. delimitada ou retirada pela lei& é sempre a lei ue fi!a a compet%ncia dos 5rgãos da Administração Pública -art$ . Dos Ir8 os Cole8iais em Es'ecial <# no 25digo do Procedimento Administrativo toda uma secção ue se ocupa desta matéria ? secção @@ do cap$ @ da Parte @@. os praticados apenas fora da compet%ncia do 5rgão ue os pratica são actos an l*&eis$ .. delegados e substitutos$ 0. invadir a esfera de compet%ncia dos outros 5rgãos da mesma pessoa colectiva ?' e.01 2PA4' +4 Qoto de ualidade -art$ . est# limitado pela sua pr5pria compet%ncia ? não podendo..es e Com'et5ncia Os fins das pessoas colectivas públicas c+amam-se “atrib i(7es”. de F de 7etembro4$ 00. os 5rgãos singulares e os 5rgãos colegiais cujos os titulares s5 podem actuar colectivamente uando reunidos em consel+o$ Os 5rgãos “com%le$os” são a ueles cuja estrutura é diferenciada. ou as pr5prias atribuiç:es com a compet%ncia inerente$ 01. nomeadamente.N1 2PA4' g4 (ormação de maiorias -art$ . designadamente. os fins e interesses ue a lei incumbe as pessoas colectivas públicas de prosseguir$ “Com%et. est# limitado pelas atribuiç:es da pessoa colectiva em cujo o nome actua ? não podendo. apenas compet%ncia para prosseguir as atribuiç:es desta. isto é.ei n$1 EDMEF. praticar uais uer actos sobre matéria estran+a 6s atribuiç:es da pessoa colectiva a ue pertence$ Os actos praticados fora das atribuiç:es são actos n los. con+ece e encontra pela frente uma dupla limitação& pois por um lado. entre os v#rios 5rgãos da mesma pessoa colectiva. *stas são por conseguinte. ao agir. ue integra os arts$ 8N1 a . 6 dissolução e 6 perda de mandato -art$ F1 e 8S1 da .udo depende de a lei ter repartido.1 2PA4 e ao u5rum da votação' f4 (ormas de votação -art$ . Atri#+iç. Da Com'et5ncia em Es'ecial O primeiro princ"pio ue cumpre sublin+ar desde j# é o de ue a compet%ncia s5 pode ser conferida. por outro lado.G) Frgãos simples e 6rgãos comple(os? os 5rgãos “sim%les” são os 5rgãos cuja a estrutura é unit#ria. intitulada “8os 6rg)os colegiais”.K1 2PA4 e voto de desempate' i4 =emissão.E1 do 2PA$ Principais regras em vigor no =ireito portugu%s sobre a constituição e funcionamento dos 5rgãos colegiais$ a4 2omposição do 5rgão -art$ 8N1M8 2PA4 e 6 sua composição' b4 3euni:es -arts$ 8K1 e 8D1 2PA4 e 6s sess:es' c4 9arcação e convocação das reuni:es -arts$ 8D1 e .

2PA4$ J o princ"pio da legalidade da compet%ncia, também e!presso 6s vezes, pela ideia de ue a compet%ncia é de ordem pública$ =este princ"pio decorrem alguns corol#rios da maior import)ncia& 84 A compet%ncia não se presume& isto uer dizer ue s5 +# compet%ncia uando a lei ine uivocamente a confere a um dado 5rgão$ .4 A compet%ncia é imodific#vel& nem a Administração nem os particulares podem alterar o conteúdo ou a repartição da compet%ncia estabelecidos por lei$ S4 A compet%ncia é irrenunci#vel e inalien#vel& os 5rgãos administrativos não podem em caso algum praticar actos pelos uais renunciem os seus poderes ou os transmitam para outros 5rgãos da Administração ou para entidades privadas$ *sta regra não obsta a ue possa +aver +ip5teses de transfer%ncia do e!erc"cio da compet%ncia ? designadamente, a delegação de poderes e a concessão ?, nos casos e dentro dos limites em ue a lei o permitir -art$ .F1M8M. 2PA4$ 04. Crit;rios de Delimitaç o da Com'et5ncia A distribuição de compet%ncias pelos v#rios 5rgãos de uma pessoa colectiva pode ser feita em função de uatro critérios& 84 /m ra,)o !a mat'ria; .4 /m ra,)o !a hierar0 ia& uando, numa +ierar uia, a lei efectua uma repartição vertical de poderes, conferindo alguns ao superior e outros ao subalterno, estamos perante uma delimitação da compet%ncia em razão da +ierar uia' S4 /m ra,)o !o territ6rio& a repartição de poderes entre 5rgãos centrais e 5rgãos locais, ou a distribuição de poderes por 5rgãos locais diferentes em função das respectivas #reas ou circunscriç:es, é uma delimitação da compet%ncia em razão do territ5rio' N4 /m ra,)o !o tem%o& em princ"pio, s5 +# compet%ncia administrativa em relação ao presente& a compet%ncia não pode ser e!ercida nem em relação ao passado, nem em relação ao futuro$ Vm acto administrativo praticado por certo 5rgão da Administração contra as regras ue delimitam a compet%ncia dir-se-# ferido de incompet%ncia$ *stes uatro critérios são cumul#veis e todos t%m de actuar em simult)neo$ 06. Es';cies de Com'et5ncias a) Huanto ao modo de atribuição da compet2ncia: segundo este critério, a compet%ncia pode ser e!pl"cita ou impl"cita$ =iz-se ue a compet%ncia é “e$%l+cita” uando a lei confere por forma clara e directa' pelo contr#rio, é “im%l+cita” a compet%ncia ue apenas é deduzida de outras determinaç:es legais ou de certos princ"pios gerais do =ireito Público$ b) Huando aos termos de e(ercício da compet2ncia: a compet%ncia pode ser “con!iciona!a” ou “li&re”, conforme o seu e!erc"cio esteja ou não dependente de limitaç:es espec"ficas impostas por lei ou ao abrigo da lei$ c) Huanto - substância e efeitos da compet2ncia: 6 luz deste terceiro preceito, fala-se +abitualmente em compet%ncia dispositiva e em compet%ncia revogat5ria$ A “compet2ncia dispositi*a” é o poder de emanar um dado acto administrativo sobre uma matéria, pondo e

dispondo acerca do assunto' a “compet2ncia re*ogat6ria” é o poder de revogar esse primeiro acto, com ou sem possibilidade de o substituir por outro diferente$ d) Huanto - titularidade dos poderes e(ercidos: se os poderes e!ercidos por um 5rgão da Administração são poderes cuja titularidade pertence a esse mesmo 5rgão, diz-se ue a sua compet%ncia é uma “com%et.ncia %r6%ria”; se, diferentemente, o 5rgão administrativo e!erce nos termos da lei uma parte da compet%ncia de outro 5rgão, cujo o e!erc"cio l+e foi transferido por delegação ou por concessão, dir-se-# ue essa é uma “com%et.ncia !elega!a” ou uma “com%et.ncia conce!i!a”. e) Huanto ao número de 6rgãos a Due a compet2ncia pertence: uando a compet%ncia pertence a um único 5rgão, ue a e!erce sozin+o, temos uma “com%et.ncia sing lar”; a “com%et.ncia con3 nta” é a ue pertence simultaneamente os dois ou mais 5rgãos diferentes, tendo de ser e!ercida por todos eles em acto único$ f) Huanto - inserção da compet2ncia nas relaç)es interCorgânicas: sob esta 5ptica, a compet%ncia pode ser “!e%en!ente” ou “in!e%en!ente”, conforme o 5rgão seu titular esteja ou não integrado numa +ierar uia e, por conse u%ncia, se ac+e ou não sujeito ao poder de direcção de outro 5rgão e ao correspondente dever de obedi%ncia$ =entro da compet%ncia dependente +# a considerar os casos de compet%ncia comum e de compet%ncia pr5pria& diz-se ue +# “com%et.ncia com m” uando tanto o superior como o subalterno podem tomar decis:es sobre o mesmo assunto, valendo como vontade manifestada' e +# “com%et.ncia %r6%ria”, pelo contr#rio, uando o poder de praticar um certo acto administrativo é atribu"do directamente por lei ao 5rgão subalterno$ Por seu turno, dentro da compet%ncia pr5pria, +# ainda a considerar tr%s sub-+ip5teses& 2ompet%ncia separada' 2ompet%ncia reservada' 2ompet%ncia e!clusiva$ g) "ompet2ncia objecti*a e subjecti*a: esta distinção aparece feita no art$ 88.1ME da 23P$ 2onjunto de poderes funcionais para decidir sobre certas matérias$ * “com%et.ncia s b3ecti&a” é uma e!pressão sem sentido, ue pretende significar “a in!ica()o !o 6rg)o a 0 em ' !a!a ma certa com%et.ncia”. 17. Relaç,es InterJor82nicas e Relaç,es Inters+#3ectivas 3elaç:es inter-org)nicas são as ue se estabelecem no )mbito de uma pessoa colectiva pública -entre 5rgãos de uma mesma pessoa colectiva4' relaç:es intersubjectivas são as ue ligam -5rgãos de4 duas pessoas colectivas públicas$ 11. Re8ras >e8ais So#re a Com'et5ncia O 25digo do Procedimento Administrativo trou!e algumas regras inovadoras em matéria de compet%ncia dos 5rgãos administrativos$ Assim& A compet%ncia fi!a-se no momento em ue se inicia o procedimento, sendo irrelevantes as modificaç:es de direito ue ocorram posteriormente -art$ S/1M8M. 2PA4$ Quando o 5rgão competente em razão

do territ5rio passar a ser outro, o processo deve ser-l+e remetido oficiosamente -n$1 S4$ 7e a decisão final de um procedimento depender de uma uestão ue seja da compet%ncia de outro 5rgão administrativo ou dos ,ribunais - uestão prejudicial4, deve o 5rgão competente suspender a sua actuação até ue a ueles se pronunciem, salvo se da não resolução imediata do assunto resultarem graves preju"zos -art$ S81M8M. 2PA4$ Antes de ual uer decisão, o 5rgão administrativo deve certificar-se de ue é competente para con+ecer da uestão ue vai decidir -art$ SS1M8 2PA4& é o auto-controle da compet%ncia -art$ N.1 2PA4$ Quando o particular, por erro desculp#vel e dentro do prazo legal, dirigir um re uerimento a um 5rgão ue se considere a si mesmo incompetente para tratar do assunto, a lei manda proceder de uma das formas seguintes -art$ SN1M8 2PA4& a4 7e o 5rgão competente pertencer 6 mesma pessoa colectiva ? incompet%ncia relativa ?, o re uerimento ser-l+e-# enviado oficiosamente -por iniciativa da pr5pria administração4, e disso se notificar# o particular' b4 7e o 5rgão considerado competente pertencer a outra pessoa colectiva ? incompet%ncia absoluta ?, o re uerimento é devolvido ao seu autor, acompan+ado da indicação da entidade a uem se dever# dirigir$ <# um prazo id%ntico ao inicial para apresentar o re uerimento 6 entidade competente -n$1 .4' c4 7e o erro do particular for ualificado como indesculp#vel, o re uerimento não ser# apreciado, nem oficiosamente remetido 6 entidade competente, disto se notificando o particular no prazo m#!imo de NE +oras -n$1 S e SN1MN 2PA4$ 1$. Con*litos de Atri#+iç,es e de Com'et5ncia =isputas ou lit"gios entre 5rgãos da Administração acerca das atribuiç:es ou compet%ncias ue l+es cabe prosseguir ou e!ercer$ Vns e outros, por sua vez, podem ser %ositi&os ou negati&os$ Assim, diz-se ue +# um conflito %ositi&o uando dois ou mais 5rgãos da Administração reivindicam para si a prossecução da mesma compet%ncia' e ue +# conflito negati&o uando dois ou mais 5rgãos consideram simultaneamente ue l+es faltam as atribuiç:es ou a compet%ncia para decidir um dado caso concreto$ Por outro lado, entende-se por conflito !e com%et.ncia a uele ue se traduz numa disputa acerca da e!ist%ncia ou do e!erc"cio de um determinado poder funcional' e por conflito !e atrib i(7es a uele em ue a disputa versa sobre a e!ist%ncia ou a prossecução de um determinado interesse público$ 3efira-se ainda ue é costume falar em conflito !e 3 ris!i()o uando o lit"gio op:e 5rgãos administrativos e 5rgão judiciais, ou 5rgãos administrativos e 5rgãos legislativos$ O 25digo do Procedimento Administrativo veio trazer critérios gerais de solução& 7e envolvem 5rgãos de pessoas colectivas diferentes, os conflitos são resolvidos pelos ,ribunais Administrativos, mediante recurso contencioso, na falta de acordo entre os 5rgãos em conflito -art$ N.1M.-a4'

7e envolverem 5rgãos de ministérios diferentes, na falta de acordo os conflitos serão resolvidos pelo Primeiro-ministro, por ue é ele ue constitucionalmente compete a coordenação inter-ministrial -art$ ./N1M8-a 23P, art$ N.1M.-b 2PA4' se envolverem 5rgãos do mesmo ministério ou pessoas colectivas aut5nomas sujeitas ao poder de superintend%ncia do mesmo 9inistro, na falta de acordo os conflitos são resolvidos pelo respectivo 9inistro -art$ N.1M.-c 2PA4' 7e os conflitos envolverem 5rgãos subalternos integrados na mesma +ierar uia, serão resolvidos pelo seu comum superior de menos categoria +ier#r uica -art$ N.1MS 2PA4$ *mbora o 25digo do Procedimento Administrativo não diga e!pressamente, est# impl"cito no seu art$ NS1, ue a Administração Pública deve dar prefer%ncia 6 resolução administrativa dos conflitos sobre a sua resolução judicial$ A resolução administrativa dos conflitos pode ser promovida por duas formas diversas -art$ NS1 2PA4& a4 Por iniciativa de ual uer particular interessado, isto é, ue esteja prejudicado pelo conflito' b4 Oficiosamente, uer por iniciativa privada suscitada pelos 5rgãos em conflito, “logo 0 e !ele tenham conhecimento”, uer pelo pr5prio 5rgãos competente para a decisão, se for informado do conflito$ OS SER-IÇOS !HA>ICOS 1(. !reliminares Os serviços públicos constituem as células ue comp:es internamente as pessoas colectivas públicas$ A pessoa colectiva pública é o sujeito de =ireito, ue trava relaç:es jur"dicas com outros sujeitos de =ireito, ao passo ue o serviço público é uma organização ue, situada no interior da pessoa colectiva pública e dirigida pelos respectivos 5rgãos, desenvolve actividades de ue ela carece para prosseguir os seus fins$ 1). Conceito Os “ser&i(os %-blicos”, são as organizaç:es +umanas criadas no seio de cada pessoa colectiva pública com o fim de desempen+ar as atribuiç:es desta, sob a direcção dos respectivos 5rgãos$ Os serviços públicos são organizaç:es +umanas, isto é, são estruturas administrativas accionadas por indiv"duos, ue trabal+am ao serviço de certa entidade pública' Os serviços públicos e!istem no seio de cada pessoa colectiva pública& não estão fora dela, mas dentro' não gravitam em torno da pessoa colectiva, são as células ue a integram' Os serviços públicos são criados para desempen+ar as atribuiç:es da pessoa colectiva pública' Os serviços públicos actuam sob a direcção dos 5rgãos das pessoas colectivas públicas& uem toma as decis:es ue vinculam a pessoa colectiva pública perante o e!terior são os 5rgãos dela' e uem dirige o funcionamento dos serviços e!istentes no interior da pessoa colectiva são também os seus 5rgãos$

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Os serviços públicos desenvolvem na sua actuação uer na fase preparat5ria da formação da vontade do 5rgão administrativo, uer na fase ue se segue 6 manifestação da uela vontade, cumprindo e fazendo cumprir a uilo ue tiver sido determinado$ Os serviços públicos são, pois, organizaç:es ue levam a cabo as tarefas de preparação e e!ecução das decis:es dos 5rgãos das pessoas colectivas, a par do desempen+o das tarefas concretas em ue se traduz a prossecução das atribuiç:es dessas pessoas colectivas$ 1.. Es';cies Os serviços públicos podem ser classificados segundo duas perspectivas diferentes ? a perspectiva funcional e a perspectiva estrutural$ a) /s ser*iços públicos como unidades funcionais: O luz de uma consideração funcional, os serviços públicos distinguem-se de acordo com os seus fins$ b) /s ser*iços públicos como unidades de trabalGo: segundo uma perspectiva estrutural, os serviços públicos distinguem-se não j# segundo os seus fins, mas antes segundo o tipo de actividades ue desenvolvem$ 2omo se relacionam entre si os departamentos e os serviços públicos en uanto unidades de trabal+oL *m cada departamento tenderão a e!istir unidades de trabal+o diferenciadas, predominando em cada um a uelas cuja actividade se relacione mais intimamente com o objecto espec"fico de serviço$ 10. Re8ime F+r<dico Os princ"pios fundamentais do regime jur"dico dos serviços públicos são os seguintes& a) / ser*iço rele*a sempre de uma pessoa colecti*a pública: ual uer serviço público est# sempre na depend%ncia directa de um 5rgão da Administração, ue sobre ele e!erce o poder de direcção e a cujas ordens e instruç:es, por isso mesmo, o serviço público deve obedi%ncia' b) / ser*iço público est4 *inculado - prossecução do interesse público: os serviços públicos são elementos da organização de uma pessoa colectiva pública$ *stão pois, vinculados 6 prossecução das atribuiç:es ue a lei pusera cargo dela' c) "ompete - lei criar ou e(tinguir ser*iços públicos: ual uer serviço público, seja ele ministério, direcção-geral ou outro, s5 por lei -em sentido material4 pode ser criado ou e!tinto$ d) A organi&ação interna dos ser*iços públicos , mat,ria regulamentar: contudo, a pr#tica portuguesa é no sentido de a organização interna dos serviços públicos do *stado ser feita e modificada por decreto-lei, o ue é respons#vel, pois devia ser usada para esse fim a forma de decreto regulamentar' e) / regime de organi&ação e funcionamento de DualDuer ser*iço público , modific4*el: por ue s5 assim se pode corresponder 6 natural variabilidade do interesse público, ue pode e!igir +oje o ue ontem não e!igia ou reprovava, ou dei!ar de impor o ue anteriormente considerava essencial' f) A continuidade dos ser*iços públicos de*e ser mantida: pode e deve ser assegurado o funcionamento regular dos serviços públicos, pelo

menos essenciais, ainda ue para tanto seja necess#rio empregar meios de autoridade, como por e!emplo a re uisição civil' g) /s ser*iços públicos de*em tratar e ser*ir todos os particulares em p, de igualdade: trata-se a ui de um corol#rio do princ"pio da igualdade, constitucionalmente estabelecido -art$ 8S1 23P4$ @sto é particularmente importante no ue diz respeito 6s condiç:es de acesso dos particulares aos bens, utilizados pelos serviços públicos ao público em geral' G) A utili&ação dos ser*iços públicos pelos particulares , em princípio onerosa: os utentes deverão pois pagar uma ta!a, como contrapartida do benef"cio ue obt%m$ 9as +# serviços públicos ue a lei, e!cepcionalmente, declara gratuitos$ Os serviços públicos não t%m fim lucrativo, e!cepto se se encontrarem integrados em empresas públicas' i) /s ser*iços públicos podem go&ar de e(clusi*o ou actuar em concorr2ncia: tudo depende do ue for determinado pela 2onstituição e pela lei$ Quanto aos de )mbito nacional, o assunto é, em princ"pio, objecto de regulamentação genérica -art$ ED1MS 23P, ;ei n$1 NKMDD, de E de >ul+o, e =; n$1 N/KMES de 8F de Aovembro4' j) /s ser*iços públicos podem actuar de acordo com o %ireito Público Duer com o %ireito Pri*ado: é o ue resulta do facto de, as pessoas colectivas públicas disporem simultaneamente de capacidade de =ireito Público e de capacidade de =ireito Privado$ A regra geral do nosso pa"s é de ue os serviços públicos actuam predominantemente segundo o =ireito Público, e!cepto uando se ac+em integrados em empresas públicas, caso em ue agirão predominantemente segundo o =ireito Privado' l) A lei adDuire *4rios modos de gestão dos ser*iços públicos: por via de regra, os serviços públicos são geridos por uma pessoa colectiva pública' m) /s utentes do ser*iço público ficam sujeitos a regras Due os colocam numa situação jurídica especial: é o ue a doutrina alemã, denomina como “rela(7es es%eciais !e %o!er”. As relaç:es jur"dicas ue se estabelecem entre os utentes do serviço público e a Administração são diferentes das relaç:es gerais ue todo o cidadão trava com o *stado$ Os utentes dos serviços públicos ac+am-se submetidos a uma forma peculiar de subordinação aos 5rgãos e agentes administrativos, ue tem em vista criar e manter as mel+ores condiç:es de organização e funcionamento dos serviços, e ue se traduz no dever de obedi%ncia em relação a v#rios poderes de autoridade' n) .ature&a jurídica do acto criador da relação de utili&ação do ser*iço público pelo particular: tem, regra geral, a natureza do contracto administrativo ? contracto, por ue entende-se ue a fonte dessa relação jur"dica é um acordo de vontades, um acto jur"dico bilateral' e administrativo, por ue o seu objecto é a utilização de um serviço público e o seu principal efeito é a criação de uma relação jur"dica administrativa -art$ 8DE1M8 2PA4$ 11. Or8ani9aç o dos Serviços !"#licos Os #er*iços Púbicos, podem ser organizados segundo tr%s critérios ? organização +orizontal, territorial e vertical$ Ao primeiro caso, os serviços

das diferentes unidades de trabal+o$ A organi&ação territorial.rata-se de uma organização “em %rof n!i!a!e” dos serviços públicos. dois 5rgãos administrativos ou um 5rgão e um agente -superior e subalterno4 b) "omunidade de atribuiç)es entre elementos da GierarDuia: na +ierar uia é indispens#vel ue tanto o superior como o subalterno actuem para a prossecução de atribuiç:es comuns' c) Iínculo jurídico constituído pelo poder de direcção e pelo de*er de obedi2ncia: entre superior e subalterno +# um v"nculo jur"dico t"pico. por um lado. Conceito de BierarK+ia Administrativa A “GierarDuia” é o modelo de organização administrativa vertical. e não pr#tica de actos jur"dicos$ . se traduz na estruturação dos serviços em razão da sua distribuição por diversos graus ou escal:es do topo 6 base. portanto. ligados por um v"nculo jur"dico ue confere ao superior o poder de direcção e imp:e ao subalterno o dever de obedi%ncia$ * o tipo de relacionamento interorg)nico ue caracteriza a burocracia$ O modelo +ier#r uico caracteriza-se pelos seguintes aspectos& a) $(ist2ncia de um *ínculo entre dois ou mais 6rgãos e agentes administrati*os: para +aver +ierar uia é indispens#vel ue e!istam. o e!erc"cio da compet%ncia de uma pessoa colectiva pública. por serviços da ueles dependentes e actuando ao n"vel de circunscriç:es de )mbito gradualmente menor$ A terceira modalidade de organização de serviços públicos é a organi&ação *ertical ou Gier4rDuica. 6 distribuição dos serviços pelas pessoas colectivas públicas e. para estabelecer o ordenamento das actividades em ue o serviço se traduz& a +ierar uia interna é uma +ierar uia de agentes$ Aão est# em causa.organizam-se em razão da matéria ou do fim' no segundo. constitu"do por dois ou mais 5rgãos e agentes com atribuiç:es comuns. em razão do territ5rio' no último em razão da +ierar uia$ A organi&ação Gori&ontal. ue genericamente. pelo menos. ue se relacionam entre si em termos de supremacia e subordinação$ 14. c+amado “rela()o hier*r0 ica”. dos serviços públicos atende. directamente. dentro destas. 6 especialização dos serviços segundo o tipo de actividades a desempen+ar$ J através da organização +orizontal ue se c+ega 6 consideração das diferentes unidades funcionais e dentro delas.cies A principal distinção de modalidades de +ierar uia é a ue distingue entre +ierar uia interna e +ierar uia e!terna$ A GierarDuia interna. mas o desempen+o regular das tarefas de um serviço público& prossecução de actividades. na ual o topo é preenc+ido pelos serviços centrais. remete-nos para a distinção entre serviços centrais e serviços periféricos. consoante os mesmos ten+am um )mbito de actuação nacional ou meramente localizado em #reas menores$ . é um modelo de organização da Administração ue tem por )mbito natural o serviço público$ 2onsiste a +ierar uia interna num modelo em ue se toma a estrutura vertical como directriz. 6 medida ue se camin+a para a base. e os diversos n"veis. 16. Es'.

consiste na faculdade de o superior revogar ou suspender os actos administrativos praticados pelo subalterno$ *ste poder pode ser e!ercido por duas maneiras& por iniciativa do superior. por último. é a faculdade de o superior fiscalizar continuamente o comportamento dos subalternos e o funcionamento dos serviços. ou ue se discute se o são ou não. em casos de conflito positivo ou negativo entre . mas desta feita para estabelecer o ordenamento dos poderes jur"dicos em ue a compet%ncia consiste& a +ierar uia e!terna é uma +ierar uia de 5rgãos$ Os v"nculos de superioridade e subordinação estabelecem-se entre 5rgãos da Administração$ ># não est# em causa a divisão do trabal+o entre agentes. a fim de providenciar como mel+or entender e de. consiste na faculdade de o superior reapreciar os casos primariamente decididos pelos subalternos. podendo confirmar ou revogar -e eventualmente substituir4 os actos impugnados$ A este meio de impugnação dos actos do subalterno perante o respectivo superior c+ama-se “rec rso hier*r0 ico”. ao subalterno$ As “ordens” traduzem-se em coman!os in!i&i! ais e concretos& através delas o superior imp:e aos subalternos a adopção de uma determinada conduta espec"fica$ Podem ser dadas verbalmente ou por escrito$ As “instruç)es” traduzem-se em coman!os gerais e abstractos9 através delas o superior imp:e aos subalternos a adopção. consiste na faculdade de o superior punir o subalterno. A GierarDuia e(ternaD toma a estrutura vertical como directriz. Os !oderes do S+'erior 7ão basicamente tr%s& o poder de direcção. eventualmente. tratando-se de um poder inerente ao desempen+o das funç:es de c+efia$ As manifestaç:es do poder de direcção se esgotam no )mbito da relação +ier#r uica.a()o interna !os ser&i(os %-blicos 0 e assenta na !iferencia()o entre s %eriores e s balternos. o poder de supervisão e o poder disciplinar$ =eles o primeiro é o principal poder da relação +ier#r uica$ a4 O “poder de direcção” consiste na faculdade de o superior dar ordens e instruç:es. de certas condutas sempre ue se verifi uem as situaç:es previstas$ =enominamse circulares as “instr (7es” transmitidas por escrito e por igual a todos os subalternos$ =e salientar ue o poder de direcção não carece de consagração legal e!pressa. mandar proceder a in uérito ou a processo disciplinar$ b4 O “poder de decidir recursos”. mediante a aplicação de sanç:es previstas na lei em conse u%ncia das infracç:es 6 disciplina da função pública cometidas$ Outros poderes normalmente integrados na compet%ncia dos superiores +ier#r uicos. mas a repartição das compet%ncias entre a ueles a uem est# confiado o poder de tomar decis:es em nome da pessoa colectiva$ 47. a uele mo!elo &ertical !e organi. ue para o efeito evocar# a resolução do caso' ou em conse u%ncia de recurso +ier#r uico perante ele interposto pelo interessado$ c4 O “poder disciplinar”. c4 O “poder de decidir conflitos de compet2ncia”. para futuro. não produzindo efeitos jur"dicos e!ternos$ b4 O “poder de super*isão”. pois. é a faculdade de o superior declarar. Conte"do. são os seguintes& a) O “poder de inspecção”.A “hierar0 ia interna” vem a ser. em matéria de serviço.

sempre o dever de obedi%ncia. Em Es'ecialD o Dever de O#edi5ncia O “de*er de obedi2ncia” consiste na obriga()o !e o s balterno c m%rir as or!ens e instr (7es !os se s leg+timos s %eriores hier*r0 icos. resultam os re uisitos deste dever$ a4 Que a ordem ou as instruç:es proven+am de leg"timo superior +ier#r uico do subalterno em causa' b4 Que a ordem ou as instruç:es sejam dadas em matéria de serviço' c4 * ue a ordem ou as instruç:es revistam a forma legalmente prescrita$ 2onse uentemente.subalternos seus. advoga ue não é devida obedi%ncia 6 ordem ilegal. e!iste. ou por não pertencer 6 cadeia +ier#r uica em ue o subalterno est# inserido' uando uma ordem respeite a um assunto da vida particular do superior ou do subalterno' ou uando ten+a sido verbalmente se a lei e!igia ue fosse escrita$ Para a corrente hier*r0 ica. art$ 8/1.D81MS 23P4 ou uando as ordens ou instruç:es proven+am de acto nulo -art$ 8SN1M8 2PA4$ b) "asos em Due G4 de*er de obedi2ncia: . assim& a) "asos em Due não G4 de*er de obedi2ncia: Aão +# dever de obedi%ncia senão em relação 6s ordens ou instruç:es emanadas do leg"timo superior +ier#r uico.D81M. e entre o cumprimento da ordem e o cumprimento da lei o subalterno deve optar pelo respeito 6 segunda$ O sistema ue prevalece é um sistema legalista mitigado. por +ip5tese. a pedido de um dos subalternos envolvidos no conflito ou de todos eles. por lei ou delegação de poderes. a uele dever cessa apenas se a ordem implicar a pr#tica de um acto criminoso$ Auma outra opinião intermédia. não assistindo ao subalterno o direito de interpretar ou uestionar a legalidade das determinaç:es do superior$ Admitir o contr#rio. mais restritiva. seja ual for o motivo da ilegalidade& acima do superior est# a lei. ou mediante re uerimento de ual uer particular interessado -arts$ N. uma terceira formulação. é a faculdade de o superior e!ercer legitimamente compet%ncias conferidas.MS 23P e do *statuto =isciplinar de 8FEN. não e!iste dever de obedi%ncia uando. +# ue obedecer se +ouver mera diverg%ncia de entendimento ou interpretação uanto 6 formulação legal do comando$ Por fim. ampliativa. =a noção enunciada. !a!as em ob3ecto !e ser&i(o e sob a forma legal. 23P e art$ S1MD *statuto4' Aão +# dever de obedi%ncia sempre ue o cumprimento das ordens ou instruç:es impli ue a pr#tica de ual uer crime -art$ . por ser contr#ria 6 letra ou ao esp"rito da lei& conse uentemente.1 NS1 2PA4$ d4 O “poder de substituição”. ao subalterno$ 41. não e!iste dever de obedi%ncia em relação a ordens julgadas ilegais$ Auma primeira formulação.D81M. o dever de obedi%ncia cessa se a ordem for patente e ine uivocamente ilegal. seria subversão de razão de ser da +ierar uia$ ># para a corrente legalista. a ual deles pertence a compet%ncia conferida por lei$ *ste poder pode ser e!ercido por iniciativa do superior. o comando emane de uem não seja leg"timo superior do subalterno ? por não ser 5rgão da Administração. ue resulta do art$ . em objecto de serviço e com a forma legal -art$ .

esta é clar"ssima ao e!igir a subordinação dos 5rgãos e agentes administrativos 6 lei ? princ"pio da legalidade -art$ . puderem ser consideradas conformes 6 2onstituição$ Ora. Conceito .odas as restantes ordens ou instruç:es. uma e!cepção do princ"pio da legalidade. o funcion#rio ou agente pode legitimamente retardar a e!ecução até receber a resposta do superior sem ue por esse motivo incorra em desobedi%ncia' P A demora na e(ecução da ordem pode causar prejuí&o ao interesse público: neste caso. se forem dadas ordens ou instruç:es ilegais. e na medida em ue.4$ <# no entanto. as ue emanarem de leg"timo superior +ier#r uico. e logo a seguir e!ecutar# a ordem. isto é.D81MS 23P4$ O dever de obedi%ncia a ordens ilegais é. e não implicarem a pr#tica de um crime nem resultarem de um acto nulo. o funcion#rio ou agente subalterno deve comunicar logo por escrito ao seu imediato superior +ier#r uico os termos e!actos da ordem recebida e do pedido formulado. mas é uma e!cepção ue é legitimada pela pr5pria 2onstituição$ @sso não significa. ue +aja uma especial legalidade interna& uma ordem ilegal. com a forma legal. o funcion#rio ou agente ue l+es der cumprimento s5 ficar# e!clu"do da responsabilidade pelas conse u%ncias da e!ecução da ordem se antes da e!ecução tiver reclamado ou tiver e!igido a transmissão ou confirmação delas por escrito. é sempre uma ordem ilegal ? ue responsabiliza nomeadamente.anto o sistema da concentração como o sistema da desconcentração dizem respeito 6 organização administrativa de uma determinada pessoa colectiva pública$ 9as o problema da maior ou menor concentração ou desconcentração e!istente não tem nada a ver com as relaç:es entre o *stado e as demais pessoas colectivas& é uma uestão ue se p:e apenas dentro do *stado. na verdade.. bem como a não satisfação deste. fazendo e!pressa menção de ue considera ilegais as ordens ou instruç:es recebidas$ P A e(ecução da ordem pode ser demorada sem prejuí&o para o interesse público: neste caso. ou apenas dentro de ual uer outra entidade pública$ A concentração ou desconcentração t%m como pano de fundo a organização vertical dos serviços públicos. sem ue por esse motivo possa ser responsabilizado$ As leis ordin#rias ue impon+am o dever de obedi%ncia a ordens ilegais s5 serão leg"timas se. devem ser cumpridas pelo subalterno' 2ontudo. mesmo uando ten+a de ser acatada. consistindo basicamente na aus%ncia ou na e!ist%ncia de distribuição vertical de compet%ncia entre os diversos graus ou escal:es da +ierar uia$ - . eventualmente. também a pr5pria Administração$ SISTEMAS DE OR/ANIGAÇÃO ADMINISTRATI-A CONCENTRAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO 4$. em objecto de serviço. porém.KK1M. o seu autor e. um preceito constitucional ue e!pressamente leg"tima o dever de obedi%ncia 6s ordens ilegais ue não impli uem a pr#tica de um crime -art$ .

a multiplicidade dos centros decis5rios pode inviabilizar uma actuação +armoniosa. 23P$ 4(. o princ"pio da desconcentração administrativa encontra consagração constitucional no art$ . ficando os subalternos limitados 6s tarefas de preparação e e!ecução das decis:es da uele$ Por seu turno. sujeitos 6 direcção e supervisão da uele$ A desconcentração traduz-se num processo de descongestionamento de compet%ncias. +# ue distinguir entre !esconcentra()o a n+&el central e !esconcentra()o a n+&el local. mesmo nos pa"ses centralizados. todavia. é para favorecer e desenvolver fortemente a desconcentração$ 4). uanto aos graus e uanto 6s formas$ Assim& a4 Quanto ao “ní*eis de desconcentração”. ue desde logo reparte a compet%ncia entre o superior e os subalternos' a segunda. temos de um lado a !esconcentrar)o origin*ria. a desconcentração é menos intensa e. diz-se. carecendo embora de permissão legal e!pressa. os uais numa administração concentrada estariam reservados e!clusivamente ao superior$ Aão e!istem sistemas integralmente concentrados. uanto 6s “formas de desconcentração”. embora atribuindo certas compet%ncias pr5prias a 5rgãos subalternos. a “!esconcentra()o !e com%et. ela pode ser absol ta ou relati&a& no primeiro caso.Assim a “concentra()o !e com%et. ou a “a!ministra()o concentra!a” é o sistema em ue o superior +ier#r uico mais elevado é o único 5rgão competente para tomar decis:es.ue constitui a regra geral no =ireito portugu%s4$ c4 Por último. -anta8ens e Inconvenientes A principal razão pela ual se desconcentram compet%ncias consiste em procurar aumentar a efici%ncia dos serviços públicos$ Por outro lado. traduz-se na !elega()o !e %o!eres$ . Es'. ou “a!ministra()o !esconcentra!a”. conferindo-se a funcion#rios ou agentes subalternos certos poderes decis5rios.ncia”. permanecem.ais espécies podem apurar-se 6 luz de tr%s critérios fundamentais ? uanto aos n"veis.KD1M. os uais. consoante ela se inscreva no )mbito dos serviços da Administração central ou no )mbito dos serviços da Administração local' b4 Quanto aos “graus de desconcentração”. nem sistemas absolutamente desconcentrados$ O ue normalmente sucede é ue os sistemas se nos apresentam mais ou menos concentrados ? ou mais ou menos desconcentrados$ *ntre n5s. +# uem contrapon+a a estas vantagens da desconcentração certos inconvenientes& em primeiro lugar. e do outro a !esconcentra()o !eri&a!a& a primeira é a ue decorre imediatamente da lei. é o sistema em ue o poder decis5rio se reparte entre superior e um ou v#rios 5rgãos subalternos.cies de Desconcentraç o . em regra. mantém a subordinação destes ao poder do superior .ncia”. s5 se efectiva mediante um acto espec"fico praticado para o efeito pelo superior$ A desconcentração derivada. a desconcentração é tão intensa e é levada tão longe ue os 5rgãos por ela atingidos se transformam de 5rgãos subalternos em 5rgãos independentes' no segundo. coerente e concertada da Administração' etc$ A tend%ncia moderna. portanto.

é uma figura parecida com outras. consubstancia uma forma de desconcentração origin#ria. resultante de um acto do delegante$ Por outro lado. é necess#ria a pr#tica do acto de delegação propriamente dito. a transfer%ncia legal de compet%ncias é definitiva. de +armonia com a definição dada& a4 *m primeiro lugar. acentua bem ue os princ"pios da irrenunciabilidade e da inalienabilidade da compet%ncia não impedem a figura da delegação de poderes -n$1 8 e . ou de um 5rgão e um agente.ncias” -ou “!elega()o !e %o!eres”) é o acto pelo ual um 5rgão da Administração. uma entidade privada. A Dele8aç o de !oderes. a “!elega()o !e com%et. a . ou de dois 5rgãos normalmente competente -o delegante4 e outro. a concessão destina-se a entregar a empresas o e!erc"cio de uma actividade econ5mica lucrativa. isto é.F1 2PA. :i8+ras A*ins A delegação de poderes. o acto pelo ual o delegante concretiza a delegação dos seus poderes no delegado..4. mas ue não deve ser confundida com elas& a) 'ransfer2ncia legal de compet2ncias: esta uando ocorre. en uanto a delegação de poderes é prec#ria. ue se produz o%e legis. da mesma pessoa colectiva pública. Conceito Por vezes sucede ue a lei. 23P4$ 9as o art$ . é necess#ria uma tal lei ue preveja e!pressamente a faculdade de um 5rgão delegar poderes noutro& é a c+amada lei de +abilitação$ Por ue a compet%ncia é irrenunci#vel e inalien#vel. normalmente competente para decidir em determinada matéria. permite de acordo com a lei. ue outro 5rgão ou agente prati uem actos administrativos sobre a mesma matéria$ 7ão tr%s os re uisitos da delegação de poderes. e de duração em regra limitada$ 9as difere dela na medida em ue por destinat#rio. a delegação de poderes é um instrumento de difusão do poder de decisão numa organização pública ue repousa na iniciativa dos 5rgãos superiores desta$ =o ponto de vista do =ireito Administrativo. tem de semel+ante com a delegação de poderes o de ser um acto translativo. s5 pode +aver delegação de poderes com base na lei -art$ 8881M. permite no entanto ue esse 5rgão delegue noutro parte dessa compet%ncia -art$ S01M8 2PA4$ =o ponto de vista da ci%ncia da administração. ue ser# gerida por conta e risco do concession#rio en uanto na delegação de poderes o delegado passa a e!ercer uma compet%ncia puramente administrativa' c) %elegação de ser*iços públicos: também esta figura tem em vista transferir para entidades particulares. o 5rgão eventualmente competente -o delegado4' c4 Por último. é necess#ria a e!ist%ncia de dois 5rgãos. ao passo ue a delegação de poderes é uma desconcentração derivada. em regra. permitindo-l+e a pr#tica de certos actos na matéria sobre a ual é normalmente competente$ 40. mais ou menos pr5!imas. pois é livremente revog#vel pelo delegante' b) "oncessão: a concessão em =ireito Administrativo. atribuindo a um 5rgão a compet%ncia normal para a pr#tica de determinados actos. embora a ui sem fins lucrativos.4' b4 *m segundo lugar. ao passo ue a delegação de poderes é dada a um 5rgão ou agente da Administração$ Além disso.

alguns dos seus poderes em determinados outros 5rgãos. determina ue essa compet%ncia. a lei permite ue certos 5rgãos deleguem. de tal modo ue uma s5 lei de +abilitação serve de fundamento a todo e ual uer acto de delegação praticado entre esses tipos de 5rgãos -art$ S01 . d#-se a substituição uando a lei permite ue uma entidade e!erça poderes ou prati ue actos ue pertencem 6 esfera jur"dica pr5pria de uma entidade distinta. a fim de os aliviar do e!cesso de trabal+o não criativo ue de outra maneira os sobrecarregaria' %elegação t4cita: por vezes.d) e) f) g) G) gestão global de um serviço público de car#cter social ou cultural$ Aão é esse o objectivo nem o alcance da delegação de poderes' 9epresentação: os actos ue o representante pratica 0 a tale praticaos em nome do representado.MS 2PA4$ *m todos estes casos. salvo lei de +abilitação espec"fica$ *ntende-se ue são actos de a!ministra()o or!in*ria todos os actos não definitivos. por “a s. depois de definir a compet%ncia de um certo 5rgão. ou parte dela. transitoriamente por um suplente$ Aa supl%ncia +# um 5rgão. e os respectivos efeitos jur"dicos vão-se produzir na esfera jur"dica deste' #ubstituição: em =ireito Público. falta o im%e!imento”. estaremos perante uma a!ministra()o e$traor!in*ria$ b4 Quanto -s esp. ainda ue provis5rio$ O 25digo do Procedimento Administrativo também c+ama a estes casos de supl%ncia substituição -mal4 e regula-os no art$ N81 %elegação de assinatura: por vezes a lei permite ue certos 5rgãos da Administração incumbam um funcion#rio subalterno de assinar a correspond%ncia e!pedida em nome da ueles. se considerar# delegada noutro 5rgão. se e en uanto o primeiro. ou de alterar as e!istentes. porém. I. ue passa a ter novo titular. A. nada disser em contr#rio$ 41. de forma a ue as conse u%ncias jur"dicas do acto recaiam na esfera do substitu"do$ A substituição d#-se uando o substitu"do não uer cumprir os seus deveres funcionais& tal pressuposto não ocorre na delegação de poderes' #upl2ncia: uando o titular de um 5rgão administrativo não pode e!ercer o seu cargo. por oposição aos actos de administração e!traordin#ria ue ficam sempre indeleg#veis. A. Es'. bem como os actos definitivos ue sejam vinculados ou cuja a discricionariedade não ten+a significado ou alcance inovador na orientação geral da entidade pública a ue pertence o 5rgão' se se tratar de definir orientaç:es gerais e novas. as principais são as seguintes& . 2PA4& neste tipo de delegaç:es s5 podem ser delegados poderes para a pr#tica de actos de administração ordin#ria. a lei manda ue as respectivas funç:es sejam asseguradas. ela pode ser genérica ou espec"fica$ Ao primeiro caso.ncia. a lei imp:e uma limitação importante -art$ S01M.cies de delegação.cies @mporta saber distinguir as es%'cies !e habilita()o para a pr#tica da delegação de poderes. sempre ue uiserem. a lei. e as es%'cies !e !elega(7es de poderes propriamente ditas$ a4 Quanto . ou por vagatura do cargo.Gabilitação.

ou de N1. uma vez praticado o acto pelo delegado. ou de 81 grau. a saber& Quanto ao conteúdo. e genérica ou espec"fica' Quanto 6 publicação.1 grau. ue pode ser uma delegação de . pelo ue a falta de ual uer deles torna o acto de delegação inv#lido' os re uisitos uanto 6 publicação são re uisitos de efic#cia. art$ SD1M. conforme o número de subdelegaç:es ue forem praticadas$ A subdelegação é uma espécie do género delegação por ue é uma delegação de poderes delegados$ 44. a delegação caduca' no outro. o delegado continua indefinidamente a dispor de compet%ncia. e apenas uando o fizer. 2PA4$ Algumas leis especiais dão ao delegante o direito de ser informado dos actos ue o delegado for praticando ao abrigo da delegação$ . a ual e!ercer# sempre ue tal se torne necess#rio$ <# casos de delegação Gier4rDuica ? isto é. delegação dos poderes de um superior +ier#r uico num subalterno ?. etc$. uer sobretudo por o considerar inconveniente -art$ SF1M. entre a delegação propriamente dita. isto é. 2PA4& se avocar. sobre o modo como deverão ser e!ercidos os poderes delegados -art$ SF1M8 2PA4$ O delegante pode revogar ual uer acto praticado pelo delegado ao abrigo da delegação ? uer por o considerar ilegal. para além dos re uisitos gerais e!ig"veis a todos os actos da Administração. art$ SD1M8 2PA$ J através desta especificação dos poderes delegados ue se fica a saber se a delegação é ampla ou restrita. 2PA' (alta de algum re uisito e!igido por lei& os re uisitos uanto ao conteúdo são re uisitos de validade. conforme o delegante resolva delegar uma grande parte dos seus poderes ou apenas uma pe uena parcela deles$ Ao ue respeita ao objecto da delegação. ue passam de novo para a compet%ncia do delegante$ 9as em cada momento +# um único 5rgão competente$ Além do poder de avocação.- - - 7ob o prisma da sua e!tensão. o delegante tem ainda o poder de dar ordens. a lei estabelece um certo número de re uisitos especiais. ou de S1. pode abranger a pr#tica de um acto isolado ou permitir a pr#tica de uma pluralidade de actos& no primeiro caso. esta pode ser específica ou gen. e a subdelegação de poderes. Re8ime F+r<dico a) 9eDuisitos do acto de delegação? Para ue o acto de delegação seja v#lido e eficaz. este ad uire a possibilidade de e!ercer esses poderes para a prossecução do interesse público$ O ue o delegante tem é a faculdade de avocaç o de casos concretos compreendidos no )mbito da delegação conferida -art$ SF1M. directivas ou instruç:es ao delegado. e casos de delegação não Gier4rDuica ? ou seja. a delegação de poderes pode ser ampla ou restrita. o delegado dei!a de poder resolver esses casos.rica. delegação de poderes de um 5rgão administrativo noutro 5rgão ou agente ue não dependa +ierar uicamente do delegante$ <# ainda uma outra classificação ue distingue. donde se segue ue a falta de ual uer deles torna o acto de delegação ineficaz$ b) Poderes do delegante? Vma vez conferida a delegação de poderes pelo delegante ao delegado.

um acto prec#rio' Por outro lado.1 2A. a uele acto ou decorrido este per"odo a delegação caduca$ <#. mantendo a uele um controle absoluto sobre a conviv%ncia e a oportunidade desta$ *ste regime foi substancialmente alterado pelo art$ SK1 2PA. porém. dois outros motivos de e!tinção ue merecem refer%ncia& Por um lado. pois.ratando-se de uma delegação não +ier#r uica.O7. único acto. do disposto no art$ 801M8 . 7e a lei for omissa.A. . para a administração central. pois. validade e efic#cia do acto de delegação. a regra geral é de ue os actos do delegado são definitivos e e!ecut5rios nos mesmos termos em ue o seriam se tivessem sido praticados pelo delegante$ *sta regra decorre. XX81 e N1.ature&a dos actos do delegado? dois problemas são particularmente importantes& 1s actos !o !elega!o ser)o !efiniti&osL *ntre n5s. ser# necess#rio$ . nos casos em ue o delegante puder revogar os actos do delegado. bem como dos arts$ ES1. a sua legalidade depende ainda da e!ist%ncia. XX81.1 e S1. o particular pode sempre interpor recurso +ier#r uico impr5prio' mas tal recurso ser# meramente facultativo uando os actos sejam definitivos$ e) $(tinção da delegação: é evidente ue se a delegação for conferida apenas para a pr#tica de um. praticado. um acto praticado int it %ersonae$ f) 9egime jurídico da subdelegação? era a regra segundo a ual o delegado s5 poderia subdelegar se ? para além de a lei de +abilitação l+o permitir ? o delegante autorizasse e!pressamente a subdelegação.c) 9eDuisitos dos actos praticados por delegação? sob pena de ilegalidade. inv#lida ou ineficaz$ Os actos do delegado devem conter a menção e!pressa de ue são praticados por delegação. e N/N1. uma vez ue não +# +ierar uia não pode +aver recurso +ier#r uico' mas a lei pode admitir um “rec rso hier*r0 ico im%r6%rio”. entendemos ue. conforme estejamos perante uma delegação +ier#r uica ou uma delegação não +ier#r uica$ 7e se tratar de uma delegação +ier#r uica. ficando irremediavelmente in uinados pelo v"cio de incompet%ncia se a delegação ao abrigo da ual forem praticados for ine!istente. 8/01. ou para ser usada durante certo per"odo. pRr termo 6 delegação -art$ N/1-a 2PA4$ A delegação de poderes é. a delegação e!tingue-se por caducidade sempre ue mudar a pessoa do delegante ou a do delegado -art$ N/1-b 2PA4$ A delegação de poderes é. dos actos praticados pelo subalterno ? delegado cabe sempre recurso +ier#r uico para o superior-delegante& se os actos do delegado forem definitivos ser# facultativo' se não forem. o ual veio introduzir duas importantes inovaç:es$ . identificando-se o 5rgão delegante -art$ SE1 2PA4$ d) .A' e para a administração local do art$ 0. em ual uer momento e sem necessidade de fundamentação. X. a delegação pode ser e!tinta por re*ogação: o delegante pode. entre outros$ Caber* rec rso hier*r0 ico !os actos !o !elega!o %ara o !eleganteL A reposta a esta pergunta varia..1MD . os actos administrativos praticados pelo delegado ao abrigo da delegação devem obedi%ncia estrita aos re uisitos de validade fi!ados na lei$ Para além disso.

praticaria os actos administrativos compreendidos no objecto da delegação no e!erc"cio de uma compet%ncia pr5pria. e com fundamento na lei de +abilitação.- 7alvo disposição legal em contr#rio. e o delegante ficaria inteiramente desligado de toda e ual uer responsabilidade uanto aos poderes delegados e uanto 6 matéria inclu"da no objecto da delegação$ b4 A segunda tese da autori&ação: a compet%ncia do delegante não é alienada nem transmitida. no todo ou em parte para o delegado$ O ue se passa é ue a lei de +abilitação confere desde logo uma compet%ncia condicional ao delegado. j# é uma compet%ncia do delegado$ <# v#rios motivos ue nos levar a não aceitar esta tese& parece ue essa tese é contr#ria 6 letra da lei$ As leis ue permitem a delegação de poderes e!primem-se sensivelmente nos termos seguintes& “o 6rg)o A %o!e !elegar os %o!eres tais e tais no 6rg)o B”. ue pertencia ao delegante antes da delegação. o delegado j# é competente& s5 ue não pode e!ercer essa sua compet%ncia en uanto o delegante l+o permitir$ O acto de delegação visa. para o delegado. ou seja. 2PA4$ Quanto ao mais. sobre as matérias em ue permite a delegação$ Antes da delegação. uma vez recebida a delegação. Nat+re9a F+r<dica da Dele8aç o de !oderes <# tr%s concepç:es principais acerca da natureza da delegação& a4 A primeira é a tese da alienação: é a concepção mais antiga$ =e acordo com esta tese. isso significaria ue os poderes delegados dei!ariam de pertencer ao delegante& a titularidade de tais poderes passaria. para a esfera de compet%ncia do delegado$ A razão pela ual esta tese. ao dizer “os se s %o!eres”. isto é incompat"vel com o poder de orientação a cargo do delegante ue e!iste na delegação de poderes. na "ntegra. de uma compet%ncia ue directamente l+e seria atribu"da pela lei$ Ora. o delegante pode autorizar o delegado a subdelegar -art$ SK1M8 2PA4& passou a +aver uma +abilitação genérica permissiva de todas as subdelegaç:es de 81 grau' O subdelegado pode subdelegar as compet%ncias ue l+e ten+am sido subdelegadas. passa por força desta. inclusivamente uando não +# +ierar uia& em toda a delegação de poderes est# "nsita a ideia de ue o delegante tem o poder de orientar . salvo disposição legal em contr#rio ou reserva e!pressa do delegante ou subdelegante -art$ SK1M. então tin+a de se recon+ecer ao potencial delegado um interesse leg"timo na pretensão de e!ercer a compet%ncia deleg#vel. pois. não satisfaz. uma vez ue esta compet%ncia seria uma compet%ncia pr5pria do delegado ao superior +ier#r uico ue l+e autorizasse o e!erc"cio da compet%ncia deleg#vel$ 7e fosse verdadeira a tese da autorização o delegado. a delegação de poderes é um acto de transmissão ou alienação de compet%ncias do delegante para o delegado& a titularidade dos poderes. o regime das subdelegaç:es de poderes é id%ntico ao da delegação -arts$ SD1 a N/1 2PA4$ 46. a lei est# ine uivocamente a sublin+ar ue a compet%ncia é do delegante$ 7e o potencial delegado j# fosse competente por lei antes de o acto de delegação ser praticado. reside na sua incapacidade de e!plicar ade uadamente o regime jur"dico estabelecido na lei para a delegação de poderes$ Aa verdade se esta fosse uma aut%ntica alienação. facultar ao delegado o e!erc"cio de uma permissão do delegante.

ue poder# e!ercer en uanto durar a delegação$ A delegação de poderes é.ogo. todavia. por ue antes de o delegante praticar o acto de delegação o delegado não é competente& a compet%ncia advém-l+e do acto de delegação. por efeito do pr5prio mecanismo da delegação. nem é uma autorização. nem este fica reduzido a uma mera titularidade nua. est# a e!ercer uma compet%ncia do delegante. mas uma transfer%ncia do e!erc"cio dos poderes$ A mel+or construção é a ue v% na delegação de poderes um acto ue transfere para o delegado o e!erc"cio de uma compet%ncia pr5pria do delegante$ Ou seja& a compet%ncia do delegado s5 e!iste por força do acto de delegação' e o e!erc"cio dos poderes delegados é o e!erc"cio de uma compet%ncia al+eia. permanece no delegante' o seu e!erc"cio é ue é confiado ao delegado$ 9ais precisamente& o delegado recebe a faculdade de e!ercer uma parte da compet%ncia do delegante e. ue o delegado e!erce compet%ncia delegante em nome do pr5prio& trata-se do e!erc"cio em nome pr5prio de uma compet%ncia al+eia$ Portanto a raiz da compet%ncia. com limitaç:es e condicionamentos. a titularidade dos poderes. ue convém referir& a4 *m primeiro lugar. uando e!erce os poderes delegados. e ue é o poder ue o delegante tem de revogar os actos praticados pelo delegado no e!erc"cio da delegação c4 A terceira tese . não é o e!erc"cio de uma compet%ncia pr5pria$ O delegado. e não da lei de +abilitação$ Por outro lado. não est# a e!ercer uma compet%ncia pr5pria$ *sclareça-se. dela resulta ue o potencial delegado não pode re uerer ao delegante a sua compet%ncia& não tem legitimidade para fundamentar a pretensão de re uerer uma delegação de poderes em seu . poderes ue antes dela não detin+a$ Quer dizer& nem o delegado passa a deter todo o e!erc"cio da compet%ncia do delegante. a compet%ncia e!ercida pelo delegado com base na delegação de poderes não é uma compet%ncia pr5pria. a sua faculdade de e!erc"cio é limitada pelo alcance dos poderes de superintend%ncia e controle do delegante$ O delegante. não transfere para o delegado o e!erc"cio de toda a sua compet%ncia& mesmo nas matérias em ue delegou. a delegação de poderes constitui uma transfer%ncia do delegante para o delegado& não. também não é compat"vel com uma outra solução ue e!iste no regime jur"dico da delegação de poderes. pois ad uire todo um comple!o de poderes de superintend%ncia e controle. porém. ou de raiz. uma parte do e!erc"cio da compet%ncia delegante$ A delegação de poderes é uma transfer%ncia de e!erc"cio$ *sta concepção tem conse u%ncias pr#ticas. ele conserva poderes de e!erc"cio ue j# tin+a e ad uire. um acto ue transfere. da transfer2ncia de e(ercício: a delegação de poderes não é uma alienação por ue o delegante não fica al+eio 6 compet%ncia ue decida delegar.o delegado uanto ao e!erc"cio dos poderes delegados$ 7e se tratasse do e!erc"cio de uma compet%ncia pr5pria do delegado. ao contr#rio do ue se poderia entender 6 primeira vista. pois. mesmo uanto a essa parte. mas uma compet%ncia al+eia$ . não faria sentido ue o delegante tivesse ual uer poder de orientação$ A tese da autorização também não é compat"vel com o poder de revogar a delegação. ue a lei confere ao delegante$ *sta tese. uma transfer%ncia da titularidade dos poderes.

conforme mel+or entender$ b4 Por outro lado. mas também a outras pessoas colectivas territoriais$ =ir-se-# ue +# centralização. se praticar actos compreendidos no )mbito da matéria deleg#vel mas ue ainda não foram efectivamente objecto de uma delegação. diz-se “centrali&ado”. -anta8ens e Inconvenientes A centralização tem. o sistema em ue a função administrativa não esteja apenas confiada ao *stado. uais uer outras pessoas colectivas públicas incumbidas do e!erc"cio da função administrativa$ 2+amar-se-#. provocando o gigantismo do poder central' é fonte de inefic#cia da acção administrativa. como seria o caso se se seguisse a tese da autorização' c4 9ais ainda& no caso de o potencial delegado não ser um 5rgão da Administração mas um simples agente. uando a lei os considera independentes na 5rbita das suas atribuiç:es e compet%ncias. não e!istindo. a centralização tem numerosos inconvenientes$ Cera a +ipertrofia do *stado. sob o ponto de vista pol"tico-administrativo. “descentrali&ado”. designadamente a uma ampla tutela de mérito$ Pelo contr#rio. por ue uer confiar tudo ao *stado' é causa de elevados custos financeiros relativamente ao e!erc"cio da acção . algumas vantagens& assegura mel+or ue ual uer outro sistema a unidade do *stado' garante a +omogeneidade da acção pol"tica e administrativa desenvolvida no pa"s' e permite uma mel+or coordenação do e!erc"cio da função administrativa$ Pelo contr#rio. diz-se ue +# descentralização em sentido pol"ticoadministrativo uando os 5rgãos das autar uias locais são livremente eleitos pelas respectivas populaç:es. teoricamente. e uando estiverem sujeitos a formas atenuadas de tutela administrativa. tais actos estão viciados de incompet%ncia ? e não de simples v"cio de forma. o sistema em ue todas as atribuiç:es administrativas de um dado pa"s são por lei conferidas ao *stado. se o potencial delegado praticar actos a descoberto. pelo contr#rio.favor' tem de aguardar ue o delegante l+a confira ou não. uando os 5rgãos das autar uias locais sejam livremente nomeados ou demitidos pelos 5rgãos do *stado. estaremos perante um caso de ine!ist%ncia jur"dica desse acto. Conceito A concentração e a desconcentração são figuras ue se reportam 6 organização interna de cada pessoa colectiva pública. ou uando se encontrem sujeitos a formas particularmente intensas de tutela administrativa. ao passo ue a centralização e a descentralização p:em em causa v#rias pessoas colectivas públicas ao mesmo tempo$ Ao plano jur"dico. portanto. se ele praticar um acto compreendido no )mbito da matéria deleg#vel mas sem ue efectivamente ten+a +avido delegação. por ue os actos administrativos tem de provir sempre de 5rgãos da Administração$ CENTRA>IGAÇÃO E DESCENTRA>IGAÇÃO 67. ou seja. uando devam obedi%ncia ao Coverno ou ao partido único. em regra restritas ao controle da legalidade$ 61.

ou dos seus delegados.cies de Descentrali9aç o . maior ou menor. a ue d# origem 6s associaç:es públicas$ Quanto aos graus. 23P$ Por conse u%ncia.em-se ue distinguir as formas de descentralização e os graus de descentralização$ Quanto 6s formas. em termos de custo-efic#cia$ 9as a descentralização também oferece alguns inconvenientes& o primeiro é o de gerar alguma descoordenação no e!erc"cio da função administrativa' e o segundo é o de abrir a porta ao mau uso dos poderes discricion#rios da Administração por parte de pessoas nem sempre bem preparadas para os e!ercer$ *m Portugal.1 23P4' depois. +# numerosos graus de descentralização$ =o ponto de vista jur"dico. em princ"pio.KD1M.a()o !emocr*tica !a a!ministra()o %-blica”. da descentralização ue se pode ou deve adoptar$ 6$. estabelece ue o “/sta!o ' nit*rio e 0 e res%eita na s a organi. a descentralização garante as liberdades locais. o art$ K1M8 23P. Es'. servindo de base a um sistema pluralista de Administração Pública. * no mesmo sentido vai o art$ . institucional e associativa$ A descentralização territorial é a ue d# origem 6 e!ist%ncia de autar uias locais' a descentralização institucional. >imites da Descentrali9aç o .a()o os %rinc+%ios !a a tonomia !as a tar0 ias locas e !a !escentrali.administrativa' abafa a vida local aut5noma. a descentralização permite aproveitar para a realização do bem comum a sensibilidade das populaç:es locais relativamente aos seus problemas. e a participação é um dos grandes objectivos do *stado moderno -art$ . 6 maioria dos problemas locais$ As vantagens da descentralização& primeiro. o sistema administrativo portugu%s tem de ser um sistema descentralizado& toda a uestão est# em saber ual o grau. soluç:es mais vantajosas do ue a centralização. esses graus são os seguintes$ a4 7imples atribuiç:es de personalidade jur"dica de =ireito Privado$ b4 Atribuição de personalidade jur"dica de =ireito Público$ c4 Atribuição de autonomia administrativa$ d4 Atribuição de autonomia financeira$ e4 Atribuição de faculdades regulamentares$ f4 Atribuição de poderes legislativos pr5prios$ 6(. a descentralização proporciona a participação dos cidadãos na tomada das decis:es públicas em matérias ue concernem aos interesses. e facilita a mobilização das iniciativas e das energias locais para as tarefas de administração pública' a descentralização tem a vantagem de proporcionar. eliminando ou reduzindo a muito pouco a actividade pr5pria das comunidades tradicionais' não respeita as liberdades locais' e faz depender todo o sistema administrativo da insensibilidade do poder central. a descentralização pode ser territorial. ue é por sua vez uma forma de limitação ao poder pol"tico' segundo. a ue d# origem aos institutos públicos e 6s empresas públicas' e a descentralização associativa. constitucionalmente.

Conceito 2onsiste no conjunto dos poderes de intervenção de uma pessoa colectiva pública na gestão de outra pessoa colectiva.KD1M. tais como a sujeição a autorização ou aprovação por 5rgãos da mesma pessoa colectiva pública$ 60. ao passo ue a tutela administrativa assenta numa relação jur"dica entre duas pessoas colectivas diferentes$ *m segundo lugar. não se confunde a tutela administrativa com certos controles internos da Administração. e a pessoa colectiva tutelada$ =estas duas pessoas colectivas. independentemente de ser legal ou não. em nome da entidade tutelar. Es'. ue a entidade tutelada cumpra as leis em vigor e garantir ue sejam adoptadas soluç:es convenientes e oportunas para a prossecução do interesse público$ 6. A T+tela Administrativa. a tutela não se confunde com a +ierar uia& este é um modo de organização situado no interior de cada pessoa colectiva pública. tão-pouco se pode confundir a tutela administrativa com os poderes dos 5rgãos de controle jurisdicional da Administração Pública& por ue a tutela administrativa é e!ercida por 5rgãos da Administração e não por . uma pessoa colectiva pública$ Os poderes de tutela administrativa são poderes de intervenção na gestão de uma pessoa colectiva$ O fim da tutela administrativa é assegurar.cies <# ue distinguir as principais espécies de tutela administrativa uanto ao fim e uanto ao conteúdo$ Quanto ao fim. e portanto também aos poderes das entidades descentralizadas' limites 6 uantidade de poderes transfer"veis para as entidades descentralizadas' e limites ao e!erc"cio dos poderes transferidos -art$ .ribunais' e o seu desempen+o traduz uma forma de e!erc"cio da função administrativa e não da função jurisdicional$ *m terceiro lugar. 23P4$ 6). n5s estamos a apurar se essa decisão é ou não conforme 6 lei$ Quando averiguamos do mérito de uma decisão. estamos a indagar se essa decisão. é uma decisão conveniente ou inconveniente.. a tutela administrativa desdobra-se em tutela de legalidade e tutela de mérito$ A “t tela !e legali!a!e” é a ue visa controlar a legalidade das decis:es da entidade tutelada' a “t tela !e m'rito” é a uela ue visa controlar o mérito das decis:es administrativas da entidade tutelada$ Quando averiguamos da legalidade de uma decisão. na maior parte dos casos. a fim de assegurar a legalidade ou o mérito da sua actuação$ 3esultam as seguintes caracter"sticas& A tutela administrativa pressup:e a e!ist%ncia de duas pessoas colectivas distintas& a pessoa colectiva tutelar. :i8+ras A*ins *m primeiro lugar. etc$ .*sses limites podem ser de tr%s ordens& limites a todos os poderes da Administração. uma é necessariamente uma pessoa colectiva pública$ A segunda ? a entidade tutelada ? ser# igualmente.

consiste no poder de fiscalização da organização e funcionamento da entidade tutelada$ c) 'utela sancionat6ria: consiste no poder de aplicar sanç:es por irregularidades ue ten+am sido detectadas na entidade tutelada$ d) 'utela re*ogat6ria: é o poder de revogar os actos administrativos praticados pela entidade tutelada$ 75 e!iste e!cepcionalmente. se uisermos utilizar uma f5rmula mais sintética. tal como a tutela civil.anto a autorização tutelar como a aprovação tutelar pode ser e!pressas ou t#citas' totais ou parciais' e puras. assim também no =ireito Administrativo o legislador ter# sentido a necessidade de criar um mecanismo apto a prevenir ou remediar as defici%ncias v#rias ue sempre t%m lugar na actuação das entidades públicas menores ou subordinadas$ A tutela administrativa. uer administrativa uer contenciosamente. pelo ue s5 e!iste uando a lei e!pressamente a prev% e nos precisos termos em ue a lei estabelecer$ A tutela administrativa sobre as autar uias locais é +oje uma simples tutela de legalidade. em vez dela e por conta dela.Aoutro plano. ue é a uela ue consiste em autorizar a pr#tica de actos. na tutela administrativa este poder$ e) 'utela substituti*a: é o poder da entidade tutelar se suprir as omiss:es da entidade tutelada.al como no =ireito 2ivil a tutela visa prover ao suprimento de diversas incapacidades. visaria . distinguem-se espécies de tutela administrativa uanto ao conteúdo& a) 'utela integrati*a: é a uela ue consiste no poder de autorizar ou aprovar os actos da entidade tutelada$ =istinguem-se em tutela integrativa 4 %riori. os actos pelos uais a entidade tutelar e!erça os seus poderes de tutela$ 64. os actos ue forem legalmente devidos$ 61. documentos e contas da entidade tutelada ? ou. serviços. tão semel+ante ue ambas se e!primiam pelo mesmo voc#bulo ? tutela$ . praticando. pois j# não +# tutela de mérito sobre as autar uias locais -art$ . e ue é este& a tutela administrati*a não se presume. Nat+re9a F+r<dica da T+tela Administrativa <# pelo menos tr%s orientaç:es uanto ao modo de conceber a natureza jur"dica da tutela administrativa& a) A tese da analogia com a tutela ci*il: a tutela administrativa seria no fundo uma figura bastante semel+ante 6 tutela civil. e não a autorização ou aprovação tutelar.1M8 23P e . condicionais ou a termo$ O ue nunca podem é modificar o acto sujeito a apreciação pela entidade tutelar$ Qual uer particular lesado por eventual ilegalidade da decisão dever# impugnar o acto da entidade tutelada.ei .DMFK4$ A entidade tutelada tem legitimidade para impugnar. ue é a ue consiste no poder de aprovar actos da entidade tutelada$ . elas mesmas. Re8ime F+r<dico *!iste um princ"pio geral da maior import)ncia em matéria de tutela administrativa.N. e tutela integrativa 4 %osteriori. salvo se estas estiverem. in uinadas por v"cios pr5prios ue fundamentem a sua impugnação aut5noma$ b) 'utela inspecti*a: consiste no poder de fiscalização dos 5rgãos.

nem com a +ierar uia enfra uecida. ou mel+or. e por isso s5 e!istem uando a lei e!plicitamente os estabelece. ao contr#rio dos poderes +ier#r uicos ue os presume e!istirem. os poderes tutelares são no fundo poderes +ier#r uicos enfra uecidos$ c) A tese do poder de controle: é a ue actualmente se nos afigura mais ade uada$ Qistas as coisas a esta luz.portanto suprir as defici%ncias org)nicas ou funcionais das entidades tuteladas$ b) A tese da GierarDuia enfraDuecida: segundo esta opinião. correspondendo 6 ideia de um poder de controle e!ercido por um 5rgão da administração sobre certas pessoas colectivas sujeitas 6 sua intervenção. a tutela administrativa não tem analogia relevante com a tutela civil. portanto. com o =ireito de cidade no conjunto dos conceitos e categorias do mundo jur"dico. mas para conferir poderes ue sem ela não e!istiriam de todo em todo$ Os poderes tutelares não são poderes +ier#r uicos enfra uecidos ou uebrados pela autonomia$ . a lei não surge para limitar poderes ue sem ela seriam mais fortes. para assegurar o respeito de determinados valores considerados essenciais$ Os poderes da tutela administrativa não se presumem. e constitui uma figura s i generis. a tutela administrativa é como uma +ierar uia enfra uecida.

podem ser mantidos pela lei no elenco das atribuiç:es da entidade a ue pertencem ou podem. a ue a 2onstituição c+ama superintend2ncia3 A superintend%ncia. e sob a orientação dos respectivos 5rgãos$ As pessoas colectivas públicas ue recebem devolução de poderes são entes au!iliares ou instrumentais. de modo ue a Administração Pública. também sujeitas a superintend%ncia não se ac+am submetidas a tutela$ 9as as entidades ue e!ercem administração indirecta por devolução de poderes estão sujeitas a mais do ue isso& além da tutela administrativa. ou de ual uer outra pessoa colectiva de fins múltiplos. uma vez ue se descongestionou a gestão da pessoa colectiva principal$ Quais são os inconvenientes da devolução de poderesL 7ão a proliferação de centros de decisão aut5nomos. funcione de forma mais eficiente. ou pelas pessoas colectivas de população e territ5rio. Conceito Os interesses públicos a cargo do *stado. a de um poder ou conjunto de poderes do *stado. mais forte. de fen5menos financeiros ue escapam em boa parte ao controle global do *stado$ 171. diferentemente.INTE/RAÇÃO E DE-O>UÇÃO DE !ODERES 66. são postos por lei a cargo de pessoas colectivas públicas de fins singulares$ 177. especialmente incumbida de assegurar a sua prossecução$ *ntende-se por “integra()o” o sistema em ue todos os interesses públicos a prosseguir pelo *stado. ou a outra pessoa colectiva de fins múltiplos. pois. são postos por lei a cargo das pr5prias pessoas colectivas a ue pertencem$ * consideramos como “!e&ol ()o !e %o!eres” o sistema em ue alguns interesses públicos do *stado. ao serviço da pessoa colectiva de fins múltiplos ue as criou$ 17$. é o poder conferido ao *stado. mais intenso. ue pelo facto de essas entidades se encontrarem. ser transferidos para uma pessoa colectiva pública de fins singulares. de definir os objectivos e guiar a actuação das pessoas colectivas públicas singulares colocadas por lei na sua depend%ncia$ J pois. -anta8ens e Inconvenientes A principal vantagem da devolução de poderes é a de permitir maior comodidade e efici%ncia na gestão. no seu todo. de patrim5nios separados. um poder mais amplo. elas estão sujeitas ainda a uma outra figura. Re8ime F+r<dico A devolução de poderes é feita sempre por lei$ Os poderes transferidos são e!ercidos em nome pr5prio pela pessoa colectiva pública criada para o efeito$ 9as são e!ercidos no interesse da pessoa colectiva ue os transferiu. do ue a tutela administrativa$ Por ue esta tem apenas por fim controlar a actuação das . ou de pessoas colectivas de população e territ5rio. S+3eiç o L T+tela Administrativa e L S+'erintend5ncia @mporta começar por afirmar ue os instrumentos públicos e as empresas públicas estão sujeitos a tutela administrativa$ Aão se pense.

por ue o poder de direcção do superior +ier#r uico consiste na faculdade de dar ordens ou instruç:es. competindo-l+e e!ercer em especial um conjunto de poderes de controle$ A superintend%ncia é um poder mais forte do ue a tutela administrativa.r%s orientaç:es são poss"veis& a) A superintend2ncia como tutela reforçada: é a concepção mais generalizada entre os juristas$ 2orresponde 6 ideia de ue sobre os institutos públicos e as empresas públicas os poderes da autoridade respons#vel são poderes de tutela$ 75 ue. dispondo nomeadamente do poder de direcção' b) A administração indirecta do $stado: ao Coverno cabe sobre ela a responsabilidade da superintend%ncia. espec"ficos e determinados. por ue é o poder de definir a orientação da conduta al+eia. ue imp:em a necessidade de adoptar imediata e completamente uma certa conduta' As directi*as são orientaç:es genéricas. Nat+re9a F+r<dica da S+'erintend5ncia . ue definem imperativamente os objectivos a cumprir pelos seus destinat#rios.entidades a ela sujeitas. isto é. mas ue l+es dei!am liberdade de decisão uanto aos meios a utilizar e 6s formas a adoptar para atingir esses objectivos' As recomendaç)es são consel+os emitidos sem a força de ual uer sanção para a +ip5tese do não cumprimento$ 17(. possuindo designadamente o poder de orientação' c) A administração aut6noma: pertence ao Coverno desempen+ar uanto a ela a função de tutela administrativa.emos tr%s realidades distintas& a) A administração directa do $stado: o Coverno est# em relação a ela na posição de superior +ier#r uico. não é senão um certo “enfra0 ecimento” do poder de direcção. ao passo ue a superintend%ncia se destina a orientar a acção das entidades a ela submetidas$ . a ue corresponde o dever de obedi%ncia a uma e a outras. como comportam mais uma faculdade do ue as normalmente compreendidas na tutela. entre ordens. en uanto a tutela administrativa é apenas o poder de controlar a regularidade ou a ade uação do funcionamento de certa entidade& a tutela controla. directivas e recomendaç:esL A diferença é a seguinte& As ordens são comandos concretos. o poder de orientação. a superintend%ncia orienta$ A superintend%ncia difere também do poder de direcção. do ponto de vista jur"dico. é a modalidade mais forte da tutela administrativa$ b) A superintend2ncia como GierarDuia enfraDuecida: é a concepção ue mais influencia na pr#tica a nossa Administração$ 2onsidera nomeadamente ue o poder de orientação. t"pico da +ierar uia. entende-se ue a superintend%ncia é uma tutela mais forte. ou mel+or. ou a faculdade de dar ordens e instruç:es' c) A superintend2ncia como poder de orientação: é a concepção ue preconizamos$ 2onsiste fundamentalmente em considerar ue a . e é menos forte do ue ele. en uanto a superintend%ncia se traduz apenas numa faculdade de emitir directivas ou recomendaç:es$ Qual é então. a faculdade de emanar directivas e recomendaç:es.

ou mesmo para tomar parte nas decis:es a adoptar$ b4 =e um ponto de vista f ncional. a Administração Pública deve ser organizada de tal forma ue nela e!istam 5rgãos em ue os particulares participem. mas um tipo aut5nomo. com os seus e!cessos burocr#ticos. ficando depois al+eios a todo o funcionamento do aparel+o e s5 podendo pronunciar-se de novo uando voltar a +aver eleiç:es para a escol+a dos dirigentes. a ueles ue a lei conferir. En+meraç o e Conte"do A 2onstituição é uma 2onstituição program#tica e por isso. antes devem ser c+amados a intervir no pr5prio funcionamento uotidiano da Administração Pública e. nem menos& não é um poder de direcção. os limites legais$ A superintend%ncia tem natureza de um poder de orientação$ Aem mais. 23P$ =essas duas disposiç:es resultam cinco princ"pios constitucionais sobre a organização administrativa& 53 Princípio da desburocrati&ação: significa ue a Administração Pública deve ser organizada e deve funcionar em termos de efici%ncia e de facilitação da vida dos particulares ? efici%ncia na forma de prosseguir os interesses públicos de car#cter geral.KD1M8M.superintend%ncia não é uma espécie de tutela nem uma espécie de +ierar uia. o ue decorre do princ"pio da participação é a necessidade da colaboração da Administração com os particulares -art$ D1 2PA4 e a garantia dos v#rios direitos de participação dos particulares na actividade administrativa -art$ E1 2PA4$ >3 Princípio da descentrali&ação: A 2onstituição vem dizer ue a Administração Pública deve ser descentralizada. isso significa ue a lei fundamental toma partido a favor de uma orientação descentralizadora. s i generis. devem poder participar na tomada de decis:es administrativas$ a4 =e um ponto de vista estr t ral. para poderem ser consultados acerca das orientaç:es a seguir. entre muitas outras. e . e facilitação da vida aos particulares em tudo uanto a Administração ten+a de l+es e!igir ou +aja de l+es prestar$ 73 Princípio dos ser*iços -s populaç)es: a Administração Pública deve ser estruturada de tal forma ue os seus serviços se localizem o mais poss"vel junto das populaç:es ue visam servir$ 83 Princípio da participação dos interesses na gestão da Administração Pública: significa ue os cidadãos não devem intervir na vida da Administração apenas através da eleição dos respectivos 5rgãos. nem é um poder de controle$ OS !RINC@!IOS CONSTITUCIONAIS SOARE A OR/ANIGAÇÃO ADMINISTRATI-A 17). situado a meio camin+o entre uma e outra. e mais nen+um$ A lei poder# a ui ou acol# estabelecer formas de intervenção e!agerada' a Administração Pública é ue não pode ultrapassar. nomeadamente. em cada caso. também fornece indicaç:es uanto ao ue deva ser a organização da nossa Administração Pública$ A matéria vem regulada no art$ . e com uma natureza pr5pria$ A superintend%ncia também não se presume& os poderes em ue ela se consubstancia são.

Areve Re*er5ncia Ls /arantias !ol<ticas 7ão mais garantias do ordenamento constitucional do ue propriamente garantias subjectivas do cidadão$ Qerdadeiramente. conforme se destinem a evitar violaç:es por parte da Administração Pública ou a sancion#-las. consoante ten+am por objectivo primacial defender a legalidade objectiva contra actos ilegais da Administração. isto é. por sua vez. Conceitos e Es'. organizar ou disciplinar os poderes de direcção e superintend%ncia do governo$ /ARANTIAS DOS !ARTICU>ARES CONCEITO E ES!MCIES 170. 23P. as garantias são garantias da legalidade ou dos particulares..por conseguinte recusa ual uer pol"tica ue ven+a a ser e!ecutada num sentido centralizador$ E3 Princípio da desconcentração: imp:e ue a Administração Pública ven+a a ser. garantias graciosas e garantias contenciosas$ 171. ue funciona na pr#tica como a mais importante garantia dos direitos e interesses leg"timos dos particulares$ As garantias dos particulares. gradualmente. uer as ofensas dos direitos subjectivos e dos interesses leg"timos dos particulares. cada vez mais descentralizada$ 3ecomenda ue em cada pessoa colectiva pública as compet%ncias necess#rias 6 prossecução das respectivas atribuiç:es não sejam todas confiadas aos 5rgãos de topo da +ierar uia. por outro. a efic#cia e a unidade da acção administrativa e. é a Carantia dos Particulares$ As +arantias. são os meios criados pela ordem jur"dica com a finalidade de evitar ou de sancionar uer a violaç:es do =ireito Objectivo.cies Atribuiu-se aos particulares determinados poderes jur"dicos ue funcionem como protecção contra os abusos e ilegalidades da Administração Pública. >imites J o pr5prio art$ . por um lado. garantias pol"ticas dos . desdobram-se em garantias pol"ticas.o !a necess*ria efic*cia e ni!a!e !e ac()o e !os %o!eres !e !irec()o e s %erinten!.KD1M.ncia !o :o&erno”. mas distribu"das pelos diversos n"veis de subordinados$ 17. Quer dizer& ninguém poder# invocar os princ"pios constitucionais da descentralização e da desconcentração contra uais uer diplomas legais ue adoptem soluç:es ue visem garantir. pela Administração Pública$ As garantias são pre*enti*as ou repressi*as. ou defender os direitos leg"timos dos particulares contra as actuaç:es da Administração Pública ue as violem$ A lei organiza a garantia dos particulares através duma garantia da legalidade ? o recurso contencioso contra os actos ilegais da Administração ?. ue os estabelece$ A" se diz ue a descentralização e a desconcentração devem ser entendidas “sem %re3 +. a aplicar sanç:es em conse u%ncia de violaç:es cometidas$ Por sua vez.

e o c+amado %ireito de 9esist2ncia3 =o =ireito de petição se ocupa o artigo 0.1 da 23P' do =ireito de resist%ncia trata o artigo .participantes +# s5 duas& o c+amado %ireito de Petição.81 23P$ . uando e!ercido perante ual uer 5rgão de soberania.

ue os funcion#rios podem e!ercer perante ordens ileg"timas dos seus superiores +ier#r uicos ou de cuja autenticidade eles duvidem. nestas e!iste j# um acto administrativo contra o ual se vais formular um ata ue. se for obtida ou pelo menos se for pedia. +# uei!as . uma impugnação$ Ao %ireito de 9epresentação.cies =entro das garantias graciosas dos particulares temos de distinguir. por um lado./ARANTIAS /RACIOSAS 174. por outro lado. por ue muitas vezes os 5rgãos da Administração Pública guiam-se mais por critérios de efici%ncia na prossecução do interesse público do ue pelo desejo rigoroso e escrupuloso de respeitar a legalidade ou os direitos subjectivos e interesses leg"timos dos particulares$ 176. por ue por vezes os 5rgãos da Administração Pública também se movem preocupaç:es pol"ticas' por outro. ue consiste na faculdade de dirigir pedidos 6 Administração Pública para ue tome determinadas decis:es ou provid%ncias ue fazem falta$ Pressup:e-se ue falta uma determinada decisão. não se uei!a de um acto& não +# uei!as de actos administrativos. esta& e!istindo certos controles para a defesa da legalidade e da boa administração. temos de distinguir entre a uelas ue funcionam como garantias de tipo petit5rio e as ue funcionam como garantias de tipo impugnat5rio$ 117. a ual é necess#ria mas ue ainda não foi tomada& o direito de petição visa justamente obter da Administração Pública a decisão cuja fal+a se faz sentir$ Aisto se distingue o direito de petição do recurso. nomeadamente do recurso +ier#r uico. Es'. Conceito 7ão “garantias graciosas”. colocam-se esses controles simultaneamente ao serviço do respeito pelos direitos e interesses dos particulares$ As garantias graciosas são bastante mais importantes e eficazes. a uelas ue funcionam como garantias da legalidade e as ue funcionam como garantias de mérito' e. a ual. trata-se duma figura distinta do direito de petição$ J o ue se passa com o direito da respeitosa representação. As /arantias !etitCrias Aão pressup:em a prévia pr#tica de um acto administrativo$ O %ireito de Petição. e!clui a responsabilidade do subalterno ue vai e!ecutar essa ordem$ O %ireito de Huei(a. das garantias de tipo impugnat5rio$ 2om efeito. pressup:e-se a e!ist%ncia de uma decisão anterior' e. do ponto de vista da protecção jur"dica dos particulares. consiste na faculdade de prover a abertura de um processo ue culminar# na aplicação de uma sanção a um agente administrativo$ Vm particular uei!a-se do comportamento de um funcion#rio ou agente. do ue as garantias pol"ticas$ *stas garantias graciosas não são inteiramente satisfat5rias& por um lado. e em geral. de modo a obter uma confirmação por escrito. as garantias ue se efectivam através da actuação dos pr5prios 5rgãos da Administração activa$ A ideia central é. nessa medida.

e o contradit5rio -art$ SN1 . com vista 6 aplicação a essas pessoas de sanç:es ade uadas$ O %ireito de %enúncia.8. ue pode ser definida como uma contestação ue em certos processos administrativos graciosos os contra-interessados t%m o direito de apresentar para combater uer os pedidos formulados 6 Administração. por dever de of"cio.S1 da 23P viria a consagrar a figura do Provedor de >ustiça$ O estatuto do Provedor de >ustiça é a lei n$1 FMF8. somente veio a ser criado ap5s o . As /arantias Im'+8natCrias 7ão as ue perante um acto administrativo j# praticado.MD0$ O art$ . podem-se definir-se.de pessoas.1M8 .. temos a reclamaçãoJ 7e a impugnação é feita perante o superior +ier#r uico do autor do acto impugnado.E1M8 . temos o recurso Gier4rDuicoJ 7e a impugnação é feita perante autoridades ue não são superiores +ier#r uicos do autor do acto impugnado. . de 8N de Agosto$ a4 Ymbito subjectivo de actuação& os poderes públicos -art$ . os particulares são admitidos por lei a impugnar esse acto. . .E1M8 .ei FMF84' a “arma” da persuasão$ d4 @nstrumentos de actuação& as inspecç:es.iberdades e Carantias dos cidadãos -art$ . ou de comportamentos de pessoas.0 de Abril de 8FDN./1M8-a. a obrigação de investigar$ A /posição Administrati*a. é o acto pelo ual o particular leva ao con+ecimento de certa autoridade a ocorr%ncia de um determinado facto ou a e!ist%ncia de uma certa situação sobre os uais a uela autoridade ten+a.81M8.ei FMF84. mas ue são 5rgãos da mesma .S1M8 23P.1 . uer os projectos divulgados pela Administração ao público$ *m todos os casos estamos perante garantias petit5rias. . alterada pela . através do =ecreto-lei n$1 . assim. a atac#-lo com determinados fundamentos$ As garantias impugnat5rias. isto por ue todos assentam na e!ist%ncia de um pedido dirigido 6 Administração Pública para ue considere as raz:es do particular$ 111.ei n$1 S/MFK. como os meios de impugnação de actos administrativos perante autoridades da pr5pria Administração Pública$ As principais espécies de garantias impugnat5rias.S1 23P4' a Administração Pública -sentido org)nico4. são uatro& 7e a impugnação é feita perante o autor do acto impugnado.S1M8 23P4$ c4 2aracter"stica essencial da intervenção& a falta do poder decis5rio$ O Provedor de >ustiça não pode revogar nem modificar actos administrativos -arts$ . isto é. A N+ei&a 'ara o !rovedor de F+stiça O Provedor de >ustiça. o relat5rio anual e o recurso aos meios de comunicação social -arts$ . de F de Abril.ei FMF84$ 11$. o sector empresarial do *stado e ainda as entidades de natureza juridico-privada ue e!erçam poderes especiais de dom"nio suscept"veis de contender com os =ireitos.ei FMF84$ e4 Princ"pios de actuação& o informalismo -art$ .ei FMF84$ b4 Ymbito material de actuação& acç:es ou omiss:es -art$ . as recomendaç:es.

estaremos perante o ue se c+ama os rec rsos Gier4rDuico impr6prioJ (inalmente. A Reclamaç o J o meio de impugnação de um acto administrativo perante o seu pr5prio autor. se a impugnação é feita perante uma entidade tutelar. não podiam utilizar-se as garantias contenciosas dos particulares$ Acrescente-se ainda ue a reclamação não interrompe nem suspende os prazos legais de impugnação do acto administrativo. perante um 5rgão de outra pessoa colectiva diferente da uela cujo o 5rgão praticou o acto impugnado e ue e!erce sobre esta poderes tutelares. mas ela não constitu"a para eles um dever jur"dico. para se tornar num meio de impugnação necess#rio.1 2PA4$ Os efeitos. sendo assim. 2PA4$ O recurso +ier#r uico tem sempre uma estrutura tripartida& a4 O recorrente: ue é o particular ue interp:e o recurso' b4 O recorrido: ue é o 5rgão subalterno de cuja decisão se recorre. também c+amado 5rgão a 0 o. . nem se uer um 5nus$ Ou seja.- pessoa colectiva e ue e!ercem sobre o autor do acto impugnado poderes de supervisão.em um car#cter facultativo -art$ 8K/1M8 2PA4$ (undamenta-se esta garantia na circunst)ncia de os actos administrativos poderem. a reclamação somente suspende os prazos de recursos +ier#r uico se este for necess#rio. necess#rio no sentido de ue constitu"a condição “sine 0 a non” do recurso contencioso$ 7e não se interpusesse previamente uma reclamação. então estaremos perante um recurso tutelar3 11(. eventualmente. isto é. os particulares podiam lançar mão dela se o uisessem fazer. parte-se do princ"pio de ue uem praticou um acto administrativo não se recusar# obstinadamente a rever e.-a 2PA$ . não impede ue os particulares não recorressem contenciosamente dos actos ilegais. em geral. art$ 80E1M. a revogar ou substituir um acto por si anteriormente praticado$ O seu fundamento é a ilegalidade ou o dem. isto é se o acto não couber no recurso contencioso -art$ 8KN1 2PA4' por outro lado. sejam eles de recurso gracioso ou contencioso$ 11). a eventual suspensão depende essencialmente da circunst)ncia de não caber recurso contencioso do acto de ue se reclama -art$ 8KS1 2PA4$ O recurso contencioso não depende de ual uer reclamação prévia' a reclamação do acto administrativo nunca é -salvo lei especial4 uma reclamação necess#ria$ A garantia de nature&a facultati*a.0K-AMDD veio instituir a reclamação necess4ria: ue dei!ou de ser um meio de impugnação facultativo. perante o respectivo superior +ier#r uico. ser revogados pelo 5rgão ue os ten+a praticado' e.rito -art$ 80F1 2PA4$ O pra&o de interposição é de uinze dias -art$ 8K. nem ficavam impedidos de recorrer +ierar uicamente de uais uer actos administrativos pelo facto de previamente não se ter interposto uma reclamação$ O decreto-lei n$1 . O Rec+rso Bier%rK+ico J o meio de impugnação de um acto administrativo praticado por um 5rgão subalterno. a fim de obter a revogação ou a substituição do acto recorrido -art$ 8KK1M.

e não também fundamentos de legalidade$ Vma outra classificação dos recursos +ier#r uicos é a uela ue os separa em recursos necess#rios e recursos +ier#r uicos facultativos -art$ 8KD1M8 2PA4 <# actos administrativos ue são verticalmente definitivos.ribunais. e desta decisão confirmativa cabe recurso contencioso para o . a ilegalidade e a inconveni%ncia do acto impugnado$ =eve dizer-se a este respeito ue a regra geral no nosso =ireito Administrativo é a de ue os recursos +ier#r uicos t%m normalmente car#cter misto. por ue praticados por autoridades de cujos actos se pode recorrer directamente para o .ribunal Administrativos.. e o caso fica resolvido a contento do particular$ c4 . nomeadamente. ou seja. são a ueles em ue o particular pode alegar. recorrente. Es'. +ip5tese esta em ue o recurso +ier#r uico é apenas uma tentativa de resolver o caso fora dos . como fundamento.rito. de mérito.* a autoridade de recurso: ue é o 5rgão superior para uem se recorre. o recurso +ier#r uico pode ser de legalidade. também c+amado 5rgão a! 0 em.ribunais$ O “recurso Gier4rDuico necess4rio” é a uele ue é indispens#vel utilizar para se atingir um acto verticalmente definitivo do ual se possa recorrer contenciosamente$ =iferentemente.cies de Rec+rsos Bier%rK+icos *m primeiro lugar. e!cepç:es a esta regra& são. e nesse caso. são recursos em ue a lei permite ue os particulares invo uem uer motivos de legalidade. uer motivos de mérito. são a ueles em ue o particular pode alegar. dos actos praticados pelos subalternos é indispens#vel interpor recurso +ier#r uico necess#rio$ * a". a inconveni%ncia do acto impugnado$ Os recursos mistos. por ue praticados por autoridades de cujos actos se não pode recorrer directamente para os . o “recurso Gier4rDuico facultati*o” é o ue respeita a um acto verticalmente definitivo. em princ"pio. revoga ou substitui o acto recorrido. mas sem constituir um passo intermédio indispens#vel para atingir a via contenciosa$ A regra do nosso =ireito é ue os actos dos subalternos não são verticalmente definitivos& por conseguinte. de duas uma& ou o superior d# razão ao subalterno confirmando o acto recorrido.ribunal Administrativo competente' ou o superior +ier#r uico d# razão ao particular. do ual j# cabe recurso contencioso. simultaneamente. uer uns e outros simultaneamente$ <# todavia. e atendendo aos fundamentos com ue se pode apelar para o superior +ier#r uico do 5rgão ue praticou o acto recorrido. 7ão pressupostos para ue possa +aver um recurso +ier#r uico& ue +aja +ierar uia' ue ten+a sido praticado um acto administrativo por um subalterno' e ue esse subalterno não goze por lei de compet%ncia e!clusiva$ (ora destes pressupostos não +# recurso +ier#r uico$ 11. e +# actos ue não são verticalmente definitivos. são a ueles em ue o particular pode alegar como fundamento do recurso a ilegalidade do acto administrativo impugnado$ Os recursos de m. os casos em ue a lei estabelece ue s5 é poss"vel alegar no recuso +ier#r uico fundamentos de mérito. ou misto$ Os recursos Gier4rDuicos de legalidade.

110. vigora o disposto no art$ SN1-a . é desfavor#vel ao ponto de vista do recorrente$ * uivale 6 manutenção do acto recorrido$ . incluindo a e!ecutoriedade. não +# prazo para o interpor$ 7implesmente. antes de e!pirar o prazo para a interposição do recurso contencioso -art$ 8KE1M.P. Re8ime F+r<dico do Rec+rso Bier%rK+ico 1nterposição do recurso: O recurso +ier#r uico é sempre dirigido 6 autoridade a! 0 em& é a ela ue se formula o pedido de reapreciação do acto recorrido$ 9as nem sempre o recurso tem de ser interposto. acontece ue é de toda a conveni%ncia ue. e!temporaneidade. perde a sua efic#cia. conse uentemente. 2PA4$ O recurso +ier#r uico é dirigido ao mais elevado superior +ier#r uico do autor do acto recorrido$ O recorrente tem assim um direito de escol+a& ou apresenta o recurso na autoridade a 0 o ou na autoridade a! 0 em$ A lei permite recorrer %er salt m para a autoridade a! 0 em -art$ SN1-b . confirmando o acto recorrido. se poss"vel. se o particular entender interpor tal recurso. ser# e!tempor)neo e. por ue tem toda a vantagem em ue o recurso +ier#r uico facultativo seja decidido. é ue este acto recobra a sua efic#cia plena$ A regra no nosso =ireito é ue os recursos +ier#r uicos necess#rios t%m efeito suspensivo ao passo ue os facultativos não o t%m$ Quanto ao “efeito de*oluti*o”. dos uais os mais importantes são o efeito suspensivo e o efeito devolutivo -art$ 8D/1 2PA4$ O “efeito suspensi*o” consiste na suspensão autom#tica da efic#cia do acto recorrido& +avendo efeito suspensivo. a fim de ue esta o julgue -art$ SN1-a . o recurso +ier#r uico necess#rio tem efeito devolutivo' uanto ao recurso facultativo. sem o recurso. considera-se ue na atribuição ao superior da compet%ncia dispositiva ue.A4$ Pra&o de recurso: 7e se tratar de recurso Gier4rDuico necess4rio. o faça logo no in"cio do prazo para o recurso contencioso. o recurso contencioso ue se ven+a depois a interpor do acto pelo ual o superior decida o recurso +ier#r uico.P. rejeitado por ter sido interposto fora do prazo$ 7e for um recurso Gier4rDuico facultati*o. ou apresentado. mesmo ue fosse plenamente eficaz.A e art$ 8KE1M8 2PA$ A lei fi!a a ui um prazo de trinta dias para a interposição de recurso +ier#r uico necess#rio' se este não for interposto dentro do prazo. versando sobre a uestão de fundo. 2PA4$ $feitos de recurso: A interposição do recurso +ier#r uico produz um certo número de efeitos jur"dicos. e fica suspenso até 6 decisão final do recurso' s5 se esta for desfavor#vel ao recorrente.A e art$ 8KF1M.egação do pro*imento: d#-se uando o julgamento do recurso.P. o ual o far# depois seguir para a entidade a! 0 em. etc$4$ b) . e até e!ecut5rio. normalmente não o tem$ 'ipos de decisão: o recurso +ier#r uico d# lugar a tr%s tipos de decisão poss"vel -art$ 8DN1 2PA4& a) 9ejeição do recurso: d#-se uando o recurso não pode ser recebido por uest:es de forma -falta de legitimidade. junto do 5rgão a 0 o. pertence como compet%ncia pr5pria ao subalterno$ *m regra. o acto impugnado.

entende-se ue e!iste a figura da “reformatio in %e3 s”& uem interpuser recurso +ier#r uico sabe ue se arrisca a ue a decisão de ue vai recorrer possa ser alterada para pior$ A função essencial do recurso +ier#r uico é mais a da garantia da legalidade e dos interesses gerais da Administração do ue a garantia dos direitos e interesses leg"timos dos particulares. de uma . fundamentalmente por ue o recurso +ier#r uico necess#rio a compet%ncia do superior +ier#r uico é mais ampla do ue o recurso +ier#r uico facultativo$ O recurso +ier#r uico é predominantemente objectivo ou predominantemente subjectivo. ao passo ue o recurso facultativo é um recurso do tipo revisão.c) "oncessão do pro*imento: d#-se uando a uestão de fundo é julgada favoravelmente ao pedido do recorrente$ Pode originar a revogação ou a substituição do acto recorrido$ 111. e em particular no recurso +ier#r uico. e. vai reapreciar a uestão subjacente ao acto recorrido. pelo contr#rio. nem se uer é e!clusiva do =ireito Administrativo$ =iz-se ue um recurso é do tipo “ree(ame” uando se trata de um recurso amplo. o ue significa indagar se o recurso +ier#r uico é um instrumento jur"dico ue visa predominantemente defender os interesses gerais da Administração Pública ou se. pois se o recurso +ier#r uico fosse apenas uma garantia do particular é 5bvio ue não poderia +aver “reformatio in %e3 s”$ O recurso +ier#r uico constitui uma manifestação do e!erc"cio da função administrativa ou da função jurisdicional$ O ue se afigura prefer"vel é considerar ue se trata do e!erc"cio da função administrativa na modalidade da justiça administrativa. isto é. o ue se pergunta é ual o interesse ue. limitando-se a apreciar se a decisão recorrida foi ou não legal ou conveniente. Nat+re9a F+r<dica do Rec+rso Bier%rK+ico A estrutura do recurso +ier#r uico. no sentido das figuras afins do poder discricion#rio$ A decisão de um recurso +ier#r uico é apresentada como um e!emplo t"pico de justiça administrativa. o recurso +ier#r uico no nosso =ireito é predominantemente um recurso com função objectiva$ Ao =ireito Administrativo. o “recurso de re*isão” é um recurso mais restrito em ue o 5rgão “a! 0 em” não se pode substituir ao 5rgão “a 0 o”. e!ercendo a compet%ncia deste ou uma compet%ncia id%ntica. em ue o 5rgão “a! 0 em” se substitui ao 5rgão “a 0 o”. é um recurso de tipo de ree!ame. ou antes um recurso de tipo de revisão$ =eve sublin+ar-se desde j# ue esta tipologia não é privativa dos recursos +ier#r uicos. nem pode e!ercer a compet%ncia deste. prevalece$ Aa nossa opinião. sem poder tomar uma nova decisão de fundo sobre a uestão$ A tend%ncia geral do nosso =ireito Administrativo é no sentido de ue o recurso +ier#r uico necess#rio é um recurso de tipo ree!ame. podendo tomar sobre ela uma nova decisão de fundo$ =iferentemente. em última an#lise. visa predominantemente defender os direitos subjectivos e os interesses leg"timos dos particulares$ O recurso +ier#r uico é sempre simultaneamente uma garantia objectiva' mas. sendo certo ue ele representa um instrumento de serviço dos interesses gerais da Administração e dos direitos e interesses dos particulares.

são a ui 5rgãos da mesma pessoa colectiva pública$ 7empre ue se esteja perante um recurso administrativo a interpor de um 5rgão de uma pessoa colectiva pública. por ue os dois 5rgãos.decisão administrativa tomada segundo critérios de justiça e não segundo critérios de discricionariedade pura$ O pra&o de decisão de um recurso +ier#r uico é de trinta dias -art$ 8D01 2PA4$ Ao )mbito da decisão. 2PA4$ A sua aplicação é subsidi#ria 6s regras relativas ao recurso +ier#r uico -art$ 8DD1M0 2PA4$ /ARANTIAS CONTENCIOSAS OU FURISDICIONAIS 1$7. s5 e!istindo uando a lei e!pressamente o previr -art$ 8DD1M. o superior +ier#r uico pode também modificar os substituir a uele acto -art$ 8DN1 2PA4$ 114. 2PA4.em uma natureza e!cepcional. %or nat re. representam a forma mais elevada e mais eficaz de defesa dos direitos subjectivos e dos interesses leg"timos dos particulares$ 7ão as garantias ue se efectivam através dos . As /arantias ContenciosasD Conceito de Contencioso Administrativo As garantias jurisdicionais ou contenciosas. ue. perante um 5rgão de outra pessoa colectiva pública ue sobre ela e!erça poderes tutelares ou de superintend%ncia -art$ 8DD1M8 2PA4$ J o ue se passa uando a lei sujeita a recurso para o Coverno de certas deliberaç:es das 2)maras 9unicipais$ Os seus fundamentos é a ilegalidade ou o demérito do acto administrativo -arts$ 80F1 e 8KD1M. confirmar ou revogar o acto recorrido ou. sem ue entre eles +aja relação +ier#r uica. não sendo superior do primeiro.rata-se de recursos administrativos ue não são recursos +ier#r uicos. est#-se perante um recurso +ier#r uico impr5prio$ . mas ue também não são recursos tutelares. “a 0 o” e “a! 0 em”. são as garantias ue se efectivam através da intervenção dos . o superior +ier#r uico pode sempre. O Rec+rso T+telar J o recurso administrativo mediante o ual se impugna um acto da pessoa colectiva aut5noma. ainda. e!erça sobre ele poderes de supervisão -art$ DK1 2PA4$ . isto por ue e!istem alguns casos de recursos tutelares necess#rios$ . ou uando a lei e!pressamente o previr -art$ 8DK1M.ribunais Administrativos$ O conjunto destas garantias corresponde a um dos sentidos poss"veis das e!press:es jurisdição administrativa ou contencioso administrativo$ As garantias contenciosas. Os Rec+rsos Bier%rK+icos Im'rC'rios Podem definir-se como recursos administrativos mediante os uais se impugna um acto praticado por um 5rgão de certa pessoa colectiva pública perante outro 5rgão da mesma pessoa colectiva. com fundamento nos poderes +ier#r uicos. 2PA4$ Ceralmente é um recurso com natureza facultativa -art$ 8DD1M. 2PA4$ (azendo-se aplicação subsidi#ria das regras relativas ao recurso +ier#r uico -art$ 8DK1MS 2PA4$ 116. por ue o 5rgão “a! 0 em” não é superior +ier#r uico do 5rgão “a 0 o”.em como fundamentos& a ilegalidade ou o demérito do acto administrativo -arts$ 80F1 e 8KD1M.a -art$ 8DK1M8 2PA4.ribunais$ . declarar a respectiva nulidade' a menos ue a compet%ncia do autor do acto não seja e!clusiva. 2PA4$ O recurso +ier#r uico impr5prio s5 +#.

são a uilo a ue se c+ama os meios contenciosos$ * finalmente. é o contencioso administrativo essencial. ue +ajam de ser solucionados pelos .ribunais Administrativos não é o contencioso administrativo& essa actividade é uma actividade jurisdicional.ribunais são 5rgãos a uem est# confiado o contencioso administrativo' não são eles pr5prios.ribunais 2omuns$ 1$$. num sentido orgânico. o contencioso administrativo$ =epois num sentido funcional. como sin5nimo de conjunto de normas jur"dicas reguladoras da intervenção dos . a e!pressão aparece ainda utilizada num sentido normati*o. Es'. mas não contencioso administrativo$ Aum sentido material. não é essencial$ Pode e!istir ou dei!ar de e!istir. isto é. no sentido de ue pode estar entregue a . o contencioso administrativo por natureza' os outros correspondem 6 uilo a ue a doutrina c+ama o contencioso administrativo por atribuição$ O contencioso administrati*o por nature&a. como sin5nimo de actividade desenvolvida pelos . é acidental. o contencioso por atribuição.ribunais Administrativos ao serviço da garantia dos particulares$ O contencioso de normas ue regulam esta matéria também não merece o nome de contencioso administrativo& no fundo trata-se apenas de um cap"tulo do =ireito Administrativo. o conjunto dos lit"gios entre a Administração Pública e os particulares.ribunais Administrativos$ O contencioso administrativo significa.ribunais Administrativos ou pode estar entregue a . da responsabilidade da Administração. em bom rigor a matéria da compet%ncia dos . e dos direitos e interesses leg"timos dos particulares$ Os dois primeiros correspondem 6 uilo ue a doutrina c+ama. em ue o contencioso administrativo aparece como sin5nimo de conjunto de .cies Aas nossas leis faz-se refer%ncia ao contencioso dos actos administrativos.ribunais Administrativos$ A actividade desenvolvida pelos . * usa-a em sentidos muito diferentes& Primeiro.A nossa lei usa muitas vezes. como sin5nimo de matéria da compet%ncia dos . é a função jurisdicional$ Aum sentido instrumental. Os Meios Contenciosos .ribunais Administrativos$ Os . a uele ue corresponde 6 ess%ncia do =ireito Administrativo$ J a resposta t"pica do =ireito Administrativo 6 necessidade de organizar uma garantia s5lida e eficaz contra o acto administrativo ilegal e contra o regulamento ilegal. em ue contencioso administrativo aparece como sin5nimo de meios processuais ue os particulares podem utilizar contra a Administração Pública através dos . a e!pressão “contencioso a!ministrati&o”.ribunais Administrativos$ Os meios processuais utiliz#veis pelos particulares não são o contencioso administrativo. contra o e!erc"cio ilegal do poder administrativo por via unilateral$ O segundo.ribunais Administrativos e por aplicação do =ireito Administrativo$ 1$1.ribunais Administrativos. ou seja.

a “acção”.ribunal Administrativo competente. ou seja. no )mbito do contencioso administrativo por atribuiç:es. é o meio de garantia ue consiste no pedido. de uma primeira definição do =ireito aplic#vel a um lit"gio entre um particular e a Administração Pública$ Qisa resolver um lit"gio sobre o ual a Administração Pública não se pronunciou mediante um acto administrativo definitivo$ * não se pronunciou. em parte. j# e!iste uma primeira definição do =ireito aplic#vel$ (oi a Administração Pública. actuando como poder. O recurso contencioso de anulação. contestar. não constituem uma jurisdição e!clusiva no ue respeita aos conflitos emergentes de tais relaç:es$ A lei atribui aos . não constitui acto de autoridade$ 1$(. é impugnar. tem uma função predominantemente objecti*a3 As acç:es administrativas.KE1MN 23P& o contencioso administrativo desempen+a +oje uma função predominantemente subjectiva.ribunal Administrativo competente. de um acto administrativo ou de um regulamento ilegal. através de acto administrativo ou de regulamento ? de tal forma ue. em matérias de 5rgãos competentes para con+ecer das uest:es litigiosas entre a Administração Pública. o art$ . salvo uanto aos recursos interpostos pelo 9inistério Público e. a definição ue foi feita pela Administração Pública$ Por seu lado. ou por ue não o pode legalmente fazer na uele tipo de assuntos. feita perante o . imp:e +oje a e!ist%ncia de uma categoria diferenciada de . t%m uma função predominante subjecti*a3 O art$ . uando interposto por particulares ue sejam titulares de um interesse directo.ribunais >udiciais a resolução de diversos tipos de lit"gios decorrentes de relaç:es jur"dicas desta espécie$ O recurso contencioso de anulação. mediante esse acto de autoridade. ou por ue se pronunciou através de um simples acto opinativo. uando interposto pelo 9inistério Público ou pelos titulares do =ireito de acção popular. a fim de obter a respectiva anulação$ Qisa resolver um lit"gio sobre ual a Administração Pública j# tomou posição$ * f%-lo através de um acto de autoridade ? justamente. Sistemas de Or8ani9aç o do Contencioso Administrativo Os sistemas poss"veis.ribunais Administrativos constitu"rem a jurisdição comum com compet%ncia em matéria de lit"gios emergentes de relaç:es jur"dicoadministrativas. é o meio de garantia ue consiste na impugnação.A estas duas modalidades de contencioso administrativo ? contencioso por natureza e contencioso por atribuição ? correspondem dois meios contencioso t"picos& o recurso e a acção3 Ao contencioso administrativo por natureza corresponde a figura do recurso' ao contencioso administrativo por atribuição corresponde a figura da acção$ O “recurso contencioso”. são tr%s& . feito ao . atacar. ue definiu unilateralmente o =ireito aplic#vel$ O particular vai. apenas.ribunais Administrativos e (iscais$ Aão obstante os . pessoal e leg"timo./F1M8-b 23P. tem uma função predominantemente subjecti*a. também uanto 6 acção popular$ 1$). o ual. não é um acto definitivo e e!ecut5rio. :+nç o das /arantias Contenciosas A jurisdição administrativa resulta de uma determinação constitucional& ao contr#rio do ue ocorria com a redacção original da lei fundamental.

ribunais Administrativos' O sistema dos . Ori8emD Evol+ç oD Conceito e Nat+re9a O recurso contencioso nasceu da necessidade de conciliar o princ"pio da separação de poderes com o controlo da actividade administrativa$ Pode dizerse ue esta conciliação indispens#vel se fez em torno de tr%s conceitos b#sicos& . Em#ito da F+risdiç o Administrativa =e o art$ S1 do *.ribunais Administrativos -até +oje4$ =e acordo com o *.A2$ 1$0. a organização do . relaç:es reguladas pelo =ireito Administrativo' A tutela da legalidade' A defesa de direitos e interesses leg"timos$ *!clus:es de )mbito -art$ N1 *. com algumas intermit%ncias dos sistemas dos .A( -*statuto dos .- O sistema do administrador-juiz' O sistema dos . Porto e 2oimbra4 arts$ N01 a KS1 *. ainda ue ual uer das partes seja pessoa de =ireito Público' g4 Actos cuja apreciação pertença por lei 6 compet%ncia de outros .ribunais >udiciais$ *m 8FS/. foi adoptado o sistema dos .ribunal Administrativo é -art$ .A(4 ? .ribunal 2entral Administrativo -arts$ SK1 a NN1 *.A(4 8$ *stão e!clu"dos da jurisdição administrativa e fiscal os recursos e as acç:es ue ten+am por objecto& a4 Actos praticados no e!erc"cio da função pol"tica e responsabilidade pelos danos decorrentes desse e!erc"cio' b4 Aormas legislativas e responsabilidade pelos danos decorrentes do e!erc"cio da função legislativa' c4 Actos em matéria administrativa dos .2A$ Os .ribunais Administrativos e (iscais4.A(4 ? 7. durante o séc$ H@H e o primeiro uartel do séc$ HH.ribunais$ O RECURSO CONTENCIOSO DE ANU>AÇÃO CONCEITO E NATUREGA 1$1.ribunais >udiciais' d4 Actos relativos ao in uérito e instrução criminais e ao e!erc"cio da acção penal' e4 Qualificação de bens como pertencentes ao dom"nio público e actos de delimitação destes com bens de outra natureza' f4 Quest:es de =ireito Privado.ribunal Administrativo -arts$ 8N1 a S01 *. o sistema do administrador-juiz. 8.FMEF de Abril4 as ideias c+ave do contencioso administrativo& As relaç:es jur"dico-administrativas.isboa.ribunais Administrativos de 2"rculo -.A$ O .A( ? .14& O 7upremo ..A( -=.ribunais >udiciais$ 1$. Os Tri#+nais Administrativos em !ort+8al *m Portugal vigorou.

ribunais' . como meio de apreciação da conformidade legal de um acto administrativo ? o processo feito ao acto$ O recurso contencioso. é a pessoa ue interp:e o recurso contencioso.A4' A garantia contra a lesão de direitos subjectivos e interesses leg"timos através do recurso contencioso -art$ . de um meio de impugnação de actos unilaterais de uma autoridade pública. Elementos do Rec+rso Contencioso Os elementos do recurso contencioso são& a) /s sujeitos: são o recorrente. o destrua juridicamente$ A actual regulamentação do recurso contencioso revela. uma conflu%ncia de elementos de "ndole objectivista e de "ndole subjectivista' por outro. ou seja.ribunal todos os elementos constantes do processo administrativo.O conceito de acto administrativo. para o efeito. uma sentença ue recon+eça essa invalidade e ue.rata-se de um recurso contencioso. incluindo a ueles ue l+e forem desfavor#veis -art$ NK1M8 .P.rata-se de um recurso. ou seja.KM.ribunal$ - . de uma garantia ue se efectiva através dos .A4' O 5rgão recorrido é obrigado a remeter ao .KE1MN 23P4$ 1$4. isto é. o ue com ele se pretende e se visa é eliminar da ordem jur"dica de um acto administrativo inv#lido. em conse u%ncia disso.A4' Aão e!istem sentenças condenat5rias$ Os principais elementos de "ndole objectivista& Os poderes processuais do 5rgão recorrido -art$ . a e!ist%ncia de dois modelos principais de tramitação. por um lado.ribunal Administrativo competente. impugnando o acto administrativo' os recorridos. a fim de obter a anulação ou a declaração de nulidade ou ine!ist%ncia desse acto$ 2om efeito& . o recurso não tem objecto ou fica sem objecto$ A uilo ue se vai apurar no recurso é se o acto administrativo é v#lido ou inv#lido$ .P.ribunal Administrativo. interposto perante o .P.al apuramento faz-se em função da lei vigente no momento da pr#tica do acto ? e não em função da lei ue eventualmente esteja a vigorar no momento em ue é proferida a sentença pelo . são a ueles ue t%m interesse na manutenção do acto recorrido' o 9inistério Público' e o . espécie de criação jur"dica de um “al&o” em direcção ao ual se vai orientar a garantia contenciosa' O conceito de . .rata-se de um recurso contencioso de anulação. trata-se de um meio de impugnação de um acto administrativo. um mais subjectivista do ue o outro$ Principais elementos de "ndole subjectivista& O recurso interp:e-se contra o 5rgão autor do acto e não contra a pessoa colectiva pública -art$ SK1M8-c .K1M8 . obtendo.P.ribunal$ b) / /bjecto: o objecto do recurso é um acto administrativo$ 7e se imp:e um recurso contencioso sem ue +aja acto administrativo. é um recurso e não uma acção' .A4' A resposta ao recurso somente pode ser assinada pelo autor do acto ? e não por advogado -art$ . como 5rgão especializado da Administração -e não da jurisdição4' O conceito de recurso contencioso.

nem se uer podem condenar a Administração a praticar este ou a uele acto administrativo$ 1$6.o!eres !o 6rg)o recorri!o (art. o direito ao recurso$ A jurisprud%ncia constitucional considera ue o direito ao recurso contencioso é um =ireito fundamental.P.A4' 7uscitar uest:es ue obstem ao con+ecimento do objecto do recurso -art$ 0N1M8 .A4$ .-blico9 Arguir v"cios não invocados pelo recorrente -art$ . por ual uer forma.D1-d . nem praticar outros actos administrativos em substituição da ueles ue reputem ilegais. O Direito ao Rec+rso Contencioso Os particulares t%m direito ao recurso contencioso$ J um =ireito 7ubjectivo público.o!eres !o recorrente9 =esistir' Pedir a ampliação ou a substituição do objecto do processo uando seja proferido acto e!presso na pend%ncia de recurso de acto t#cito -art$ 081M8 .A4' =eterminar a apensação de processos -art$ SF1 .D1-e . 1(7. Conceito Os “pressupostos processuais” são as condiç:es de interposição do recurso.P. designadamente em caso de desist%ncia do recorrente -art$ . as e!ig%ncias ue a lei faz para ue o recurso possa ser admitido$ .A4' 3e uerer o prosseguimento do recurso.P.KE1MN 23P4$ A garantia constitucional do direito ao recurso contencioso abrange& a4 A proibição de a lei ordin#ria declarar irrecorr"veis certas categorias de actos definitivos e e!ecut5rios' b4 A proibição de a lei ordin#ria reduzir a impugnabilidade de determinados actos a certos v"cios' c4 A proibição de em lei retroactiva se e!cluir ou afastar. !rinci'ais !oderes dos S+3eitos so#re o O#3ecto do !rocesso . por ter natureza an#loga 6 dos =ireitos.P.c) / pedido: o pedido do recurso é sempre a anulação ou declaração de nulidade ou ine!ist%ncia do acto recorrido d) A causa a pedir: é a invalidade do acto recorrido. =>?@A L. isto é.ribunais Administrativos não podem substituir-se 6 Administração activa no e!erc"cio da função administrativa& s5 podem e!ercer a função jurisdicional$ Por isso não podem modificar os actos administrativos.o!eres !o <rib nal9 (azer prosseguir o recurso uando o acto seu objecto ten+a sido revogado com efic#cia meramente e!tintiva -art$ NE .<A). as mais das vezes resultante da sua ilegalidade$ Os . ue nen+um *stado de =ireito pode negar aos seus cidadãos -art$ .A4$ .o!eres !o Minist'rio . .iberdades e Carantias consagrados na 2onstituição.P. aplicando-se-l+e portanto o regime destes -art$ 8D1 23P4$ !RESSU!OSTOS !ROCESSUAIS 1(1.P.A4$ .

pelos 2+efes de *stado-9aior dos tr%s ramos das (orças Armadas. pelos 5rgãos de governo pr5prio das 3egi:es Aut5nomas e seus membros. com e!cepção do 2onsel+o 7uperior de =efesa Aacional. Com'et5ncia do Tri#+nal O principal factor determinante da compet%ncia dos . con+ecendo do fundo da causa. ou pressupostos processuais. nas uest:es relativas ao funcionalismo público$ P "ompet2ncia do #upremo 'ribunal Administrati*o =art3 7K<@5Cc $'A0)J P "ompet2ncia do 'ribunal "entral Administrati*o =art3 >. todos uando relativos ao funcionalismo público. com condiç:es de provimento& As condiç:es de interposição. possui compet%ncia especializada em função da matéria.ribunal 2entral Administrativo ue.4 =os recursos de actos de ue resultem conflitos de atribuiç:es ue envolvam 5rgãos de pessoas colectivas públicas diferentes' .ribunal Administrativo e o . tendo passado a e!istir um .@mporta não confundir condiç:es de interposição. possa dar razão ao recorrente$ 1($. ou pressupostos processuais. bem como por outros 5rgãos centrais independentes ou superiores do *stado de categoria mais elevada ue a de director-geral' P "ompet2ncia dos 'ribunais Administrati*os de círculo =art3 E5<@5Ca C d7): a4 =os recursos de actos administrativos dos directores-gerais e de outras autoridades da administração central.ribunal.<Cb $'A0)3 =os recursos de actos administrativos ou em matéria administrativa praticados pelo Coverno. ainda ue praticados por delegação de membros do Coverno' aZ4 =os recursos de actos administrativos de 5rgãos das (orças Armadas para cujo con+ecimento não sejam competentes o 7upremo .ribunal possa entrar a con+ecer do fundo da causa' As condiç:es de provimento são a uelas ue t%m de verificar-se para ue o .ribunal 2entral Administrativo' a[4 =os recursos de actos administrativos de governadores civis e de assembleias distritais' b4 =os recursos de actos administrativos dos 5rgãos de serviços públicos dotados de personalidade jur"dica e autonomia administrativa' c4 =os recursos de actos administrativos dos 5rgãos da administração pública regional ou local e das pessoas colectivas de utilidade pública administrativa' d4 =os recursos de actos administrativos dos concession#rios' d84 =os recursos de actos administrativos dos 5rgãos de associaç:es públicas' d. pelo 2+efe do *stado-9aior-Ceneral das (orças Armadas. pelos 5rgãos colegiais de ue algum faça parte. no )mbito do recurso contencioso.ribunais Administrativos no )mbito dos recursos contenciosos é a categoria do autor do acto recorrido$ A natureza da uestão controvertida passou a constituir também factor relevante em 8FFK. seus membros. são os re uisitos ue t%m de verificar-se para ue o . 9inistros da 3epública e Provedor de >ustiça.

a circunst)ncia de o pedido ser dirigido ao .P. a supressão da refer%ncia a actos definitivos e e!ecut5rios no actual n$1 N do art$ . ue prescindindo de ual uer re uisito de definitividade e e!ecutoriedade. 8SNMFE de 80 de 9aio. definiti*o e e(ecut6rio -art$ . o . ainda ue ual uer das partes seja pessoa de =ireito Público' .01M8 .ribunal possa receber o recurso contencioso de anulação é necess#rio ue o acto impugnado seja um acto recorrí*el3 * para ue um acto seja recorr"vel é necess#rio. ue se trate de um acto administrati*o e(terno. com maior ou menor amplitude. 7egundo o art$ N1 M8 do *.D)$ 7ignifica isto ue não são recorr"veis& 84 Os actos ue não sejam actos administrativos' .ribunais judiciais' d4 Actos relativos ao in uérito e instrução criminais e ao e!erc"cio da acção penal' e4 Qualificação de bens como pertencentes ao dom"nio público e actos de delimitação destes com bens de outra natureza' f4 Quest:es de =ireito Privado.A ser* inconstit cional %or s %er&eni. desde ue apresentem a caracter"stica da lesi*idade -de direitos subjectivos ou interesses leg"timos4$ O =. =>B?@C CR.ribunal Administrativo incompetente não determina a perda do prazo de recurso e. a possibilidade de se interpor recurso contencioso destes actos.KE1.ribunal Administrativo tem admitido. o processo é oficiosamente remetido ao . de facto foram e!ecutados$ Ap5s a revisão constitucional de EF. admite ue se possa recorrer de actos ue não satisfaçam as e!ig%ncias de definitividade e e!ecutoriedade. abriu camin+o a uma orientação doutrin#ria ue. permite o recurso contencioso de actos administrativos relativos 6 formação da Administração Pública. Recorri#ilidade do Acto Para ue o .1M84$ 1().ribunal Administrativo de c"rculo territorialmente competente é o da resid%ncia +abitual ou sede do recorrente$ 9egime de incompet2ncia do 'ribunal =art3 >< P'A).ribunal competente$ 1((.4 Os actos administrativos internos' S4 Os actos administrativos não definitivos' N4 Os actos administrativos não e!ecut5rios$ A jurisprud%ncia do 7upremo . limitando-se a e!igir ue tais actos lesem direitos ou interesses legalmente protegidos -art$ .A(& 8$ *stão e!clu"dos da jurisdição administrativa e fiscal os recursos e as acç:es ue ten+am por objecto& a4 Actos praticados no e!erc"cio da função pol"tica e responsabilidade pelos danos decorrentes desse e!erc"cio' b4 Aormas legislativas e responsabilidade pelos danos decorrentes do e!erc"cio da função legislativa' c4 Actos em matéria administrativa dos . Os Actos Irrecorr<veis. a t"tulo e!cepcional. se a incompet%ncia for apenas em razão do territ5rio.%eterminação da compet2ncia territorial =art3 E7< $'A0).ncia !o art. ue embora juridicamente não sejam e!ecut5rios.

odos estes actos. nomeadamente no art$ N1M8-a do *. não devem ser objecto de recurso contencioso de anulação.Actos cuja apreciação pertença por lei 6 compet%ncia de outros .K1M8 al"neas b4. é o das funç:es do *stado.. actos jurisdicionais os praticados no desempen+o da função jurisdicional$ =este modo. g4 . mesmo ue formalmente inclu"do numa lei. merecem a ualificação de actos pol"ticos ou de governo e. tal como são actos legislativos os praticados no desempen+o da função legislativa.A(. c4 e d44 1(. dos actos administrativos das entidades referidas no art$ . da função administrativa$ Algumas categorias de actos pol"ticos ou de governo& a4 Actos diplom#ticos' b4 Actos de defesa nacional' c4 Actos de segurança do *stado' d4 Actos de din)mica constitucional' e4 Actos de clem%ncia$ . e este abrange os lit"gios emergentes do e!erc"cio da função administrativa ? e não as uest:es ue surjam do e!erc"cio da função pol"tica$ O único critério poss"vel. ainda ue ilegais$ @sto por ue. o problema transfere-se para outro.A( ue considera irrecorr"veis “os actos %ratica!os no e$erc+cio !a f n()o %ol+tica”. ainda ue porventura sejam ilegais$ Os actos administrativos podem ter conse u%ncias pol"ticas. sendo embora actos concretos e porventura ofensivos dos direitos individuais. ue é o de saber como se define a função pol"tica e em ue é ue ele se distingue. os . nessa ualidade. na lin+a tradicional do nosso =ireito Administrativo. mas nem por isso se transformam em actos pol"ticos& s5 são actos pol"ticos os ue correspondem ao conceito de função pol"tica$ J este o critério ue deve considerar-se consagrado na lei portuguesa. definidas por um critério material& são actos pol"ticas os actos praticados no desempen+o da função pol"tica.ribunais$ *ste preceito legal representa afinal de contas. são insuscept"veis de recurso contencioso de anulação. actos administrativos os praticados no desempen+o da função administrativa e. num decretoClei ou num diploma regulamentar3 1(0. O !ro#lema dos Actos !ol<ticos o+ de /overno Os actos pol"ticos ou de governo são outra categoria de actos irrecorr"veis$ =esde sempre se considerou ue +# certos actos do poder e!ecutivo ue. são actos caracter"sticos da função pol"tica& como tais. nomeadamente. enfim. e!pressamente ditada pelo *. a aplicação concreta dos seguintes princ"pios& <# recurso contencioso de todos os actos administrativos' Aão +# recurso contencioso de actos ue não sejam administrativos -ressalva a recorribilidade. Im'+8naç o de Actos Administrativos !raticados so# a :orma Re8+lamentar e >e8islativa 2abe recurso contencioso contra ual uer acto administrativo definitivo e e!ecut5rio ilegal.ribunais Administrativos se destinam a apreciar o contencioso administrativo.

ue impugnou o acto t#cito. se corresponde a função administrativa é um acto administrativo$ O *stado de =ireito e!ige ue a categoria dos actos pol"ticos seja reduzida ao m"nimo ? e. no prazo de um m%s a contar da notificação ou publicação do acto e!presso.A. mas este est# privado do e!erc"cio da sua compet%ncia por ue a delegou. mesmo ue este não ten+a sido remetido inicialmente o re uerimento -art$ SS1 . por engano. ao delegado. +# tr%s espécies de legitimidade processual& a legitimidade dos recorrentes.P. e não do delegante$ Acto e(presso confirmati*o de acto t4cito: o acto e!presso confirmativo de acto t#cito é contenciosamente impugn#vel.A$ "umulação de recursos: o recorrente pode no mesmo recurso cumular a impugnação de dois ou mais actos administrativos recorr"veis. desde ue o recorrente.P.1 da .A4$ *sta regra comporta algumas e!cepç:es -art$ SE1MS& a cumulação e a coligação não são admiss"veis& a4 Quando a compet%ncia para con+ecer das impugnaç:es pertença a . para efeitos de recurso contencioso.P.4 o 9inistério Público' S4 os titulares da acção popular$ . re ueira. o deferimento ou indeferimento t#cito é imputado.O critério é pois. art$ 081M8 . posição tal ue justifica ue elas possam ocupar-se em ju"zo desse objecto$ Ao recurso contencioso de anulação.81 do 25digo Administrativo$ A legitimidade processual é uma posição das partes em relação ao objecto do processo. a legitimidade dos recorridos. >e8itimidade das !artes A “legitimidade das partes” ' o %ress %osto %rocess al atra&'s !o 0 al a lei selecciona os s 3eitos !e !ireito a!miti!os a %artici%ar em ca!a %rocesso le&a!o a <rib nal.ribunais de diferente categoria' b4 Quando a impugnação dos actos não esteja sujeita 6 mesma forma de processo4$ 1(4. O#servaç. desde ue eles se encontrem entre si numa relação de depend%ncia ou de cone!ão -art$ SE1M8& o recorrente pode cumular a impugnação de actos ue estejam entre si numa relação de depend%ncia ou de cone!ão . dirige um re uerimento a um certo 5rgão da Administração. um critério objecti*o e material: se o acto corresponde a função pol"tica é um acto pol"tico.P. Por remissão sucessiva dos arts$ 01 do *. e a legitimidade dos assistentes$ 2omecemos pela legitimidade dos recorrentes3 <# tr%s tipos de recorrentes com legitimidade para interpor o recurso contencioso de anulação& 84 os interessados' . nomeadamente.A( e . as regras relativas 6 legitimidade processual continuam a constar basicamente dos arts$ NK1 do 37.A e E. ue este último seja acrescentado ao acto t#cito -ampliação do objecto de recurso4 ou tome o lugar do acto t#cito -substituição do objecto de recurso4.A4$ @sto significa ue o erro de escol+a da entidade a uem enviar o re uerimento não obsta 6 formação de acto t#cito$ O recurso contencioso deve nestes casos ser interposto contra o acto do delegado.es Com'lementares 1mpugnação de um acto t4cito: se o particular. ue não seja alargada para além dos limites espec"ficos da função pol"tica$ 1(1.

ue é titular de um interesse na anulação desse acto. e por outro.A. é pessoal. ainda preciso ue o interessado não ten+a aceitado o acto em causa. E.A e E. ue esse interesse reúne as seguintes caracter"sticas& é um interesse directo.P.P. no entanto. pode também interpor recurso contencioso o 9inistério Público -arts$ . arts$ ND1 37. A >e8itimidade dos Recorrentes? Os Interessados A uele em ue um particular recorre de um acto administrativo inv#lido ue o prejudica$ * uem é ue se pode considerar interessadoL J a lei ue d# a resposta a esta pergunta. pessoal e leg"timo. nos arts$ NK1 do 37.A.A4$ *!istem agentes do 9inistério Público junto dos . eventual. recorrer contenciosamente dos actos administrativos inv#lidos de ue ten+am con+ecimento$ Ao direito ue ao 9inistério Público assiste de recorrer de um acto administrativo c+ama-se Acção Popular: portanto.P. referidos no art$ SK1M8-b .A$ Coli8aç o de recorrentes? podem coligar-se no mesmo recurso v#rios recorrentes uando todos impugnem.A4$ 1)7.A4$ *sta regra con+ece algumas e!cepç:es -art$ SE1MS . O interesse diz-se “directo” uando o benef"cio resultante da anulação do acto recorrido tiver repercussão imediata no interessado$ (icam.P.D1 .P. ou meramente poss"vel$ O interesse diz-se “pessoal” uando a repercussão da anulação do acto recorrido se projectar na pr5pria esfera jur"dica do interessado$ O interesse diz-se “legítimo” uando é protegido pela ordem jur"dica como interesse do recorrente$ A aceitação do acto recorrido -ou ilegitimação processual da ueles ue aceitaram o acto4& para ue o interesse subsista é.81 do 2A$ Para ter legitimidade processual.1(6. . o 9inistério Público é titular do direito de acção popular$ .8F1M8 23P' KF1 *. isto é.D1 2A e S1M8 =. A Acç o !"#lica Além dos interessados. 8SNMFE$ *m conse u%ncia. portanto. e é leg"timo$ A pessoa pode dizer-se interessada uando espera obter da anulação desse acto um benef"cio e se encontra em posição de o receber$ Portanto.ribunais Administrativos ? e esses podem. actos contidos num único despac+o ou noutra forma de decisão -art$ SE1M. “interessado” ' a0 ele 0 e es%era e %o!e obter m benef+cio !a an la()o !o acto. por um lado. e!clu"dos da legitimidade processual a ueles ue da anulação do acto recorrido viessem a retirar apenas um benef"cio mediato. a ue se refere o art$ NF1 da . se assim o entenderem. uem aceitar o acto administrativo não tem legitimidade para recorrer dele ? o ue ali#s bem se compreende. são a uelas pessoas titulares de um interesse na manutenção do acto recorrido. o particular ue ueira recorrer de um acto administrativo tem ue demonstrar. dos titulares do interesse directo. oposto portanto ao do recorrente$ 7ão os demais recorridos. com os mesmos fundamentos jur"dicos.A(' . ou os interessados a uem o provimento do recurso possa directamente prejudicar. por ue a aceitação e uivale 6 perda do interesse no recurso$ "itação dos "ontraCinteressados: os contra-interessados.

em linguagem técnica. direitos de propriedade ou posse sobre certos bens' um terceiro violou esses direitos. designadamente.A. no art$ 0. atribui a todos os membros de um certa autar uia local. c+amada Acção Popular #upleti*a3 A situação a ui é bastante diferente da uela ue est# pressuposta na primeira figura da acção popular$ 2om efeito. assim. uer ten+a con+ecimento pelos seus pr5prios meios da e!ist%ncia de um acto administrativo inv#lido. A Acç o !o'+lar (inalmente. uma vez ue visa corrigir os efeitos de um acto ilegal da Administração ? com uma outra modalidade de acção popular. na medida em ue. independentemente de estarem ou não interessados no caso. por um lado. com esta lei. através do recurso. a situação é a seguinte& a autar uia local é titular de certos direitos civis. a reintegração da ordem jur"dica violada$ =iferentemente. apontou no sentido da reelaboração de um conceito de legitimidade “altr +sta”. e na medida em ue. 37. ue se ocupa da acção popular no )mbito do contencioso local$ A 2onstituição. sempre ue possam demonstrar a titularidade de um interesse directo.D1-e . o direito de fiscalizarem a legalidade administrativa.1 23P$ J no art$ E. assiste-l+e ainda a faculdade de prosseguir com o recurso contencioso se este. ou contribuinte colectado nessa #rea.81M8 2A e NK1M. tendo sido interposto por um particular interessado.1 do 2A. estiver ameaçado de e!tinção pelo facto de o recorrente particular desistir do recurso' o 9inistério Público assume a posição de recorrenteD art$ . pessoal e leg"timo$ <# no entanto uma prevenção a fazer& não se deve confundir esta acção popular ? ue se c+ama. por outro lado. tem de impugnar contenciosamente actos administrativos definitivos e e!ecut5rios das autar uias locais ou de outras entidades. arvorando-se.1M84$ A Acção Popular significa a possibilidade de ual uer cidadão. Acção Popular "orrecti*a.. e o particular vai recorrer contenciosamente desse acto administrativo para obter. por forma a abranger as situaç:es correspondentes 6 ideia de tutela de interesse difusos$ A 2onstituição foi objecto de concretização legislativa através do 2ap"tulo @@@ da . residente numa certa circunscrição administrativa.P. na Acção Popular #upleti*a. podendo esta última servir-se da via do recurso contencioso ou da via da acção administrativa -art$ 8. com o alargamento do )mbito de aplicação da acção popular. por . estabelecem as condiç:es em ue esse direito pode ser e!ercido pelo 9inistério Público& como e uando o entender.Os arts$ E. a abranger a acção popular civil e a acção popular procedimental administrativa. na Acção Popular "orrecti*a.1MS. desde ue recenseados ou contribuintes. nessa ualidade. permite a esses mesmos cidadãos recorrer contenciosamente. uer esse con+ecimento l+e ten+a sido trazido por ual uer pessoa$ Para além desta possibilidade de ue goza o 9inistério Público. segundo o seu e!clusivo critério. em defensor do interesse público e da legalidade administrativa$ *sta figura da acção popular tem bastante interesse do ponto de vista do *stado de =ireito. o recurso contencioso de anulação pode ser interposto pelos titulares do direito de acção popular3 A esta figura refere-se o art$ 0.A$ 1)1.ei n$1 ESMF0 de S8 de Agosto$ A acção popular passa. a situação é a seguinte& um 5rgão da Administração pratica um acto administrativo inv#lido.

isto é. ou contra-interessados. a eliminação da invalidade$ A matéria vem regulada no art$ . é uma figura pr5pria do contencioso administrativo$ 1)$. para reforçar a posição processual destes. O'ort+nidade do Rec+rso.rata-se de um pressuposto processual e!clusivo dos actos anul#veis. mas por ue. o de ue o assistente ten+a um interesse legítimo no triunfo da parte principal ue uer coadjuvar' esse interesse dever# ser id2ntico ao da parte assistida. uma vez tomada a iniciativa de interpor recurso contencioso por uem ten+a para tanto interesse directo. au!iliar e subordinada$ 1)). residente no territ5rio dessa autar uia. arvorando-se em defensor dos interesses da autar uia. prop:e uma acção civil para fazer valer os direitos dela contra o terceiro ue os violou$ Aeste caso.ribunal competente dentro de um certo prazo. são os particulares ue ficaram directamente prejudicados se o recurso tiver provimento e. A >e8itimidade dos Assistentes (inalmente. todavia casos e!cepcionais em ue o recurso contencioso pode ser interposto independentemente de prazo$ O recurso contencioso normalmente. estamos fora do contencioso administrativo& s5 a primeira figura da acção popular. e pelo ue respeita 6 legalidade dos assistentes. ue dando-se conta disso. neste caso. são a ueles “a 0 em o %ro&imento !o rec rso %ossa !irectamente %re3 !icar” -. a lei define uem são ou uais entre eles t%m legitimidade$ 7egundo o art$ SK1M8-b. alerta os 5rgãos aut#r uicos para essa situação. a matéria vem regulada no art$ NF1 37.A. a esse t"tulo. onde se estabelece ue. pessoal e leg"timo. ajudando-os a triunfar$ O re uisito da legitimidade é.P. a acção popular correctiva.P. sem o ue ser# rejeitado por e(temporâneo ou inoportuno3 <#. e a anulabilidade tem de ser invocada perante o . A >e8itimidade dos Recorridos Quanto ao recorrido público. ou pelo menos com ele cone(o3 A posição do assistente no recurso é a de parte acess5ria. sob pena de se produzir a sanação do acto e. uma vez ue os actos nulos podem ser impugnados a todo tempo -art$ 8SN1M. o particular. ue o prazo geral para o recurso contencioso de anulação interposto contra actos e!pressos por particulares residentes em Portugal é de dois meses$ .E1M8 . podem outras pessoas “&ir em a $+lio !o recorrente o !e alg m !os recorri!os”.emos pois. 2PA4$ A regra geral no nosso =ireito é a de ue o recurso contencioso de anulação tem de ser interposto dentro de um certo prazo. se o acto recorrido for anulado$ 1)(. ou autoridade recorrida. portanto. não +# nada de especial a assinalar& tem legitimidade. o 5rgão da Administração Pública ue tiver praticado o acto administrativo de ue se recorre$ Quanto aos recorridos particulares. portanto. !ra9os . estes nada fazem. tem por objecto um acto administrativo anul#vel.A$ .A4$ Quer dizer& os contra-interessados.e!emplo apossando-se de bens ue são patrim5nio aut#r uico' +# um cidadão.

P. interpor recurso antes da publicação ou notificação do acto -art$ .F1 . precisamente por ue a nulidade e a ine!ist%ncia podem ser declaradas a todo o tempo$ =esde uando se começam a contar os prazos para o recurso contenciosoL Para o caso de o acto recorrido ser um acto e$%resso.A. pode o interessado -no prazo de um m%s a contar da notificação insuficiente4 re uerer ao autor do acto a notificação dos elementos ue ten+am sido omitidos. ainda ue por e!tracto$ Ao caso de a publicação ou notificação serem insuficientes L ue por falta dos elementos referidos acima. ou da entrega da certidão re uerida -art$ S81M. =omingos e feriados$ A MARCBA DO !ROCESSO 1). e incluem os 7#bados.A$ 3egiste-se ue. o prazo para o recurso contencioso s5 começar# a correr a partir da data desta última notificação. uer por não contarem a “f n!amenta()o integral” da decisão ?.P. =omingos e feriados$ Os prazos processuais. enuncia os re uisitos da publicação ou notificação suficiente. responde-nos o art$ . isto é. .P. ou a passagem de certidão ue os conten+a -art$ S81M8 .Além desta regra geral e!istem tr%s regras especiais& se o recorrente residir em 9acau ou no estrangeiro. se o preferir. o prazo é de um ano$ A t+t lo e$ce%cional. esperar pela publicação ou notificação$ Quanto aos actos t4citos. e ual ou uais os actos de delegação ao abrigo dos uais decidiu' c4 A data da decisão' d4 O sentido da decisão e os respectivos fundamentos.A4$ 7ob o ponto de vista da sua natureza. A MarcOa do !rocesso de Rec+rso Contencioso de An+laç o . contam-se nos termos do art$ 8NN1 do 2P2. . ue são os seguintes& a4 Autor do acto' b4 Ao caso de delegação ou subdelegação de poderes. porém de uma faculdade. +# dois tipos de prazos& os prazos substanti*os e os prazos processuais3 Os pra&os substanti*os. contam-se nos termos do art$ . em ue Dualidade o autor decidiu. o prazo é de uatro meses' se o recorrente não for um particular mas o 9inistério Público.P.A4$ 7e o interessado usar desta faculdade. sem compet%ncia de prazo$ *sses casos são a ueles em ue o recurso ten+a por objecto actos administrativos nulos ou ine(istentes. se antes destas ocorrerem for iniciada a e!ecução do acto.A4& como se trata.P. o interessado também pode.. em relação aos actos sujeitos a publicação ou a notificação.DF1 do 22.F1M. e e!cluem os 7#bados. o prazo é de um ano' e se o acto recorrido não for um acto e!presso mas um indeferimento t#cito. o particular 'odeD se uiser. e!istem casos em ue o recurso contencioso pode ser interposto a todo o tempo. o prazo para recorrer deles conta-se obviamente a partir do dia seguinte 6 uele em ue terminar o prazo de produção do acto t#cito$ O art$ S/1 da .

da . não sendo admitida.N1 . de cariz mais subjectivista.art$ N1M. antes desta data.A e N1 =.ribunal 2entral Administrativo e ainda aos recursos da compet%ncia dos .A.P.A4' Aão e!iste fase da condensação' *!istem limitaç:es probat5rias sérias. +"brido recente e obscuro.A( e da . em regra.1M8 . especificação e uestion#rio -arts$ ENS1 e EN01 2A4' Aão e!istem limitaç:es probat5rias especiais -art$ EN01 e END1 2A4$ A regulamentação correspondente 6 primeira forma de tramitação afasta-se sensivelmente do processo civil& A primeira intervenção da autoridade recorrida denomina-se res%osta e a sua falta carece de efeito cominat5rio pleno -art$ 0/1 .O7.A e do 2A . nalguns casos.ribunal competente' a primeira regulamentação aplicase aos recursos da compet%ncia do 7upremo .P.P.A4' c4 Vma terceira. independentemente do . tendo a sua falta efeito cominat5rio pleno -art$ EN/1 2A4' *!iste a fase da condensação. 8SNMFE4. 8SNMFE4$ 1)0. em 8FEN. é composto pelas regras especiais do art$ N1 do =.ue.P.A(. com despac+o saneador. de recursos ue eram.A$ *sta trindade é indesej#vel e resulta basicamente de um acidente +ist5rico -agravado por uma lei deficiente4& a transfer%ncia para os .A4$ A regulamentação correspondente 6 terceira forma de tramitação apro!imase desta última -inadmissibilidade de outra prova ue não a documental . de prestação de serviços e de fornecimento de bens.P. da .A(. afastam as da . sobressaindo o encurtamento dos prazos inerente ao car#cter urgente -n$1 N1 do mesmo artigo4$ *sta regulamentação aplica-se e!clusivamente aos recursos interpostos de actos administrativos relativos 6 formação de contractos de empreitada de obras públicas. constitui um conjunto de normas integrado pelas normas do *. n$1 8SNMFE e pelas regras do *.*!istem +oje tr%s regulamentaç:es alternativas para a marc+a dos processos de recurso contencioso& a4 Vma de cariz objectivista.A e do 37. A MarcOa do !rocesso no Rec+rsos da Com'et5ncia do S+'remo Tri#+nal Administrativo e nos K+e Se8+em o Mesmo Re8ime <# a considerar uatro fases& a) 5M 0ase: 0ase da petição3 .P.P.ribunal Administrativo$ A transfer%ncia da compet%ncia contenciosa fez-se acompan+ar das regras processuais relativas 6 tramitação dos respectivos recursos$ A regulamentação correspondente 6 segunda forma de tramitação apro!ima-se mais da do processo civil& A primeira intervenção processual da autoridade recorrida recebe o nome de contestação.ribunal Administrativo e do . da . da compet%ncia do 7upremo .ribunal Administrativo de 2"rculo. =. prova diferente da documental -art$ 8.ribunais -art$ .A' b4 Outra. é composta pelas regras do *.ribunal Administrativo de 2"rculo em ue sejam recorridos 5rgãos das administraç:es directa e instrumental do *stado -com e!cepção dos recursos a ue implica a terceira regulamentação4' a segunda regulamentação aplica-se aos restantes recursos da compet%ncia destes últimos .

P. ou de responder sem impugnar especificadamente os fundamentos apresentados pelo recorrente. com *istas ao Binist.A4$ (eito o preparo.ribunal ou secção a ue o recurso é dirigido' b4 @ndicar a sua identidade e resid%ncia.D1 .A4. o ual poder# então e!ercer os direitos ue l+e são conferidos no art$ . se entender ue se verifica ual uer uestão ue obedece ao con+ecimento do objecto do recurso.A4$ 7e forem interpostos separadamente dois ou mais recursos ue.A formula os re uisitos a ue deve obedecer a petição& a4 =esignar o . o .D1-d . Ou não responde$ Ao caso de a autoridade recorrida não responder.rio Público -art$ N.A$ O 9inistério Público pode. se os +ouver. os autos vão.J a fase em ue o recorrente interp:e o recurso junto do .A4$ Ao apresentar os fundamentos do recurso.P.A4$ Ao art$ SK1M8 . acompan+am a petição -vide arts$ SK1MS . pode o .ribunal convidar o recorrente a proceder 6 regulari&ação da petição -art$ N/1 . limitando-se a “oferecer o merecimento !os a tos”.P.A e 0N1 e 0K1 37.P. mencionando.A. processa-se a conclusão dos autos ao jui& relator3 *ste.A4$ 7eguidamente deve o recorrente efectuar o preparo ue for devido -art$ N81 . o recorrente deve especificar o *ício ou os *ícios de ue enferma o acto recorrido' em caso de cumulação de v"cios. possam ser reunidos num único processo. o recorrente pode orden#-los “seg n!o ma rela()o !e s bsi!iarie!a!e” -art$ SD1 .P. uando for o caso.P. indicando precisamente os preceitos ou princ"pios de =ireito ue considere infringidos' e4 (ormular claramente o pedido' f4 @dentificar os documentos ue. %ara efeitos %robat6rios”.A4$ O prazo para a resposta da autoridade recorrida é de um m%s -art$ N01 .P. “arg ir &+cios n)o in&oca!os %elo recorrente” -art$ .ribunal ordenar# a respectiva apensação -art$ SF1 . essa falta “n)o im%orta confiss)o !os factos artic la!os %elo recorrente.P. sem o ue recurso ser# julgado deserto -art$ . re uerendo a sua citação' c4 @dentificar o acto recorrido e o seu autor.A4$ A seguir. por cinco dias.A e art$ .A4$ Aotificada para responder. far# e!posição escrita do seu parecer.A4. mando ouvir sobre a uestão o recorrente e o 9inistério Público$ b) 7M 0ase: 0ase da resposta e contestação3 *sta é a fase em ue tanto a autoridade recorrida como os contrainteressados.P.P.P. a autoridade recorrida pode na pr#tica optar por uma de tr%s atitudes& Ou responder.1 .ribunal competente.F1 37. sustentando a validade do acto recorrido' Ou responde. o uso de delegação ou subdelegação de compet%ncia' d4 *!por com clareza os factos e as raz:es de =ireito ue fundamentam o recurso.P. bem como as dos interessados a uem o provimento do recurso possa directamente prejudicar. nos termos do art$ SE1 .P. O ue . obrigat5ria ou facultativamente. . nomeadamente. são ouvidos acerca da petição apresentada pelo recorrente$ -arts NS1 e NKM8 . entregando a petição de recurso -art$ S01M8 .A4$ 7e a petição contiver erros ou lacunas. mas o <rib nal a%recia li&remente essa con! ta.K1M.P.

D8S1MS 2P24$ O ac5rdão dever# conter os seguintes elementos -art$ D01 37.A' vide arts$ D/F1M.A .A4$ Antes do julgamento do recurso.ribunal -art$ . o recorrente pode desistir dele. ou.A4& @dentificação do recorrente e dos recorridos' 3esumo. dos v"cios ue conduzam 6 declaração de invalidade do acto recorrido e.P.ordem de con+ecimento dos v"cios& 8$ 7e nada obstar ao julgamento do objecto do recurso.P. ao 9inistério Público -art$ 0S1 . prioritariamente. mais est#vel ou eficaz tutela dos interesses ofendidos' b4 Ao segundo grupo.P. por uatorze dias. a lei permite-l+e reDuerer o prosseguimento do recurso. a fi!ada na al"nea anterior4$ .D1-e .$ Aos referidos grupos. depois. segundo o prudente critério do julgador. o ue deverão fazer no prazo de vinte dias -art$ N01 . considerar# o sil%ncio da Administração como e uivalente 6 confissão$ Até ao termo do prazo para a sua resposta.P. são os contra-interessados citados para contestar a petição do recorrente -art$ NF1 .A4.ambém a ui. o . desenvolvem as raz:es de facto e de direito ue julgam assistir-l+es -art$ KD1 37. uma vez mais. a indicada pelo recorrente.A4$ Vma vez recebida no .A4$ d) >M 0ase: 0ase da *ista final ao Binist. o recurso e!tingue-se por falta de objecto' se for e( nunc.K1M8 .A4& se a revogação for e( tunc.ribunal con+ece.A4$ Porém. dos v"cios arguidos ue conduzam 6 anulação deste$ . assumindo nesse caso o 9inistério Público a posição processual de recorrente -art$ . ou findo o prazo para a sua apresentação.P.P. o 9inistério Público poder# suscitar uest:es ue obstem do objecto do recurso -art$ 0N1 . pode a autoridade recorrida revogar o acto impugnado -art$ ND1 .P. o .ribunal.D1-e . nos demais casos. vão os autos com vista.A4. o ue tem como conse u%ncia a e(tinção do recurso -art$ D/1 37. o dos v"cios cuja proced%ncia determine. o ual emitir# o seu parecer sobre a decisão a proferir pelo .A4$ c) 8M 0ase: 0ase das alegaç)es3 J a fase em ue os v#rios sujeitos processuais. claro e conciso.ribunal a resposta da autoridade recorrida.P.rio Público e do julgamento3 J esta a fase fundamental do processo de recurso contencioso de anulação.P.A4$ O prazo para alegaç:es é de vinte dias -art$ SN1 37. o recurso prossegue a fim de possibilitar a obtenção de uma sentença anulat5ria ue abranja os efeitos produzidos até 6 data da revogação -art$ NE1 . da resposta e das contestaç:es' =ecisão final e respectivos fundamentos$ Ao decidir o objecto do recurso. em ue o recurso é decidido a favor do recorrente ou contra ele$ Apresentadas as alegaç:es ou findo o respectivo prazo. uma vez delimitadas as posiç:es da Administração e dos particulares.A4$ . uando estabeleça entre eles uma relação de subsidiariedade e não sejam arguidos outros v"cios pelo 9inistério Público. se esta tiver lugar dentro do prazo em ue o 9inistério Público pode impugnar o mesmo acto.P. a apreciação dos v"cios é feita pela ordem seguinte& a4 Ao primeiro grupo.significa ue o .MS. e apensado o processo gracioso.ribunal tem de con+ecer dos v"cios imputados ao acto recorrido -art$ 0D1 .A' art$ . dos fundamentos e conclus:es da petição.

A. ordenando por fim ue as partes re ueiram a produção de prova relativamente a esses pontos de facto -art$ EN01 2A4$ d4 A seguir ao despac+o saneador. ue é a fase da instrução. desapareceram as diferenças ue e!istiam uanto 6 forma articulada ou não articulada da petição de recurso' uanto 6 e!ist%ncia ou não de visto inicial do 9inistério Público' uanto ao efeito cominat5rio ou não cominat5rio da falta de contestação e da falta de impugnação especificada dos factos alegados' uanto aos prazos de contestação e de resposta' uanto ao momento de oferecimento da possibilidade de contestar aos contrainteressados& e uanto 6 possibilidade ou não de a autoridade recorrida produzir alegaç:es$ 9as as principais diferenças ap5s a . a ual se rege pelo disposto na lei processual civil em tudo o ue não for contr#rio ao preceituado no 2A -arts$ ENN1 e segs$ e END1 2A4$ *sta fase não e!iste nos recursos anteriores$ e4 Aa produção de prova. o juiz proferir# despacGo de reconGecimento do recurso -art$ ESF1 2A4$ c4 Vma vez apresentada a petição e entregues a resposta da autoridade recorrida e as contestaç:es dos contra-interessados. A MarcOa do !rocesso nos o+tros Rec+rsos da Com'et5ncia dos Tri#+nal Administrativo de C<rc+lo A .A4$ A SENTENÇA E A SUA EPECUÇÃO 1)4. é poss"vel cumular o pedido de anulação do acto recorrido com um pedido de indemnização por perdas de danos.ribunal Administrativo de 2"rculo$ Aomeadamente. onde a via de regra s5 é admiss"vel a pro*a documental -art$ 8. e desde ue o recorrente ten+a regularizado a petição.P.1 . o juiz proferir# despacGo saneador -art$ ENS1 2A4. é admitida a pro*a testemunGal.P. admitidos por acordo das partes ou aprovados por documentos. não +avendo circunst)ncias ue obstem ao con+ecimento do objecto do recurso. bem como uais uer outros meios de pro*a admitidos em processo civil 6 e!cepção do depoimento de parte -arts EN01 e END1 2A4$ Aada disto sucede nos demais recursos contenciosos de anulação. pode cumular-se o recurso contencioso de anulação com a acção de responsabilidade civil contra a Administração -art$ ES01 X S1 2A4$ O mesmo não pode ocorrer nos recursos anteriores$ b4 Prev%-se e!pressamente ue. são obrigat6rias tanto para a Administração como para os particulares$ 1)1. se for caso disso.A estabeleceu consideravelmente as diferenças entre estes dois regimes.Os decis:es tomadas pelo 7upremo . em ue se proceder# 6 produção de prova.ribunal Administrativo e para os .ribunal Administrativo. e se mostre feito o preparo. e elaborar# um Duestion4rio em ue fi!e os pontos de facto controvertidos cuja apuramento interesse 6 decisão do recurso. uma vez transitadas em julgado. no ual proceder# 6 especificação dos factos ue considerar confessados. isto é. abre-se uma nova fase. e muitas delas desapareceram com a revogação das disposiç:es legais ue as estabeleciam ou com a adopção de regras uniformes para o 7upremo .P. são& a4 Aestes recursos. A Sentença no Rec+rso Contencioso de An+laç o .

são sete& a) 1modificabilidade: uma sentença ue constitui caso julgado não pode ser alterada por modificação do critério do juiz' b) 1rrepetibilidade não se pode propor uma nova causa sobre o mesmo assunto' c) 1munidade: o caso julgado é imune 6s modificaç:es impostas por lei. definem-se precisamente nos termos em ue são definidos em processo civil$ =entre os efeitos processuais. nega o pro*imento ao recurso3 7e o . ue o recorrente tem razão. ue é a sentença3 7e o ./01M. o mais importante é o caso julgado ou efeito de caso julgado$ “"aso julgado” é a autoridade especial ue a sentença ad uire uando j# não é suscept"vel de recurso ordin#rio$ A sentença transitada em julgado é como se fosse verdade& res 3 !icata %ro &eritate habet r. concede pro*imento ao recurso3 * das duas uma& Ou o acto recorrido é anul#vel.ribunal entende o contr#rio.ribunal declara a sua nulidade ou ine(ist2ncia3 A sentença anulat5ria tem a natureza jur"dica de uma sentença constituti*aJ a sentença ue declara a nulidade ou a ine!ist%ncia tem a natureza jur"dica de uma sentença meramente declarati*a3 1)6.ribunal anulaCoJ Ou o acto recorrido é nulo ou ine!istente. “o 0 e constit i caso 3 lga!o ' a decisão e n)o os moti&os o f n!amentos !ela”. 23P4' e) /brigatoriedade: o ue tiver sido decidido por sentença com força de caso julgado é obrigat5rio para todas as autoridade púbicas e privadas. prevalece a uela ue revestir força de caso julgado -art$ . dois +# ue merecem refer%ncia especial$ *m primeiro lugar. através do ual o .ribunal conclui ue o recorrente não tem razão. Os E*eitos da Sentença? E*eitos 'rocess+aisD o Caso F+l8ado Os efeitos processuais. o ue nela se tiver decidido deve ser e!ecutado. culmina no acto jurisdicional t"pico. e o . isto é. a sentença ./01M.E. por não ter decorrido um prazo ou por não ter sido praticado determinado facto. e deve ser respeitado -art$ .ribunal e!erce a função jurisdicional do *stado e. As principais caracter"sticas do caso julgado. 23P4' f) $(ecutoriedade: se o conteúdo da sentença for e!e u"vel. por isso. e o .A sentença é o acto final do processo$ O recurso contencioso é um verdadeiro processo de natureza jurisdicional. ainda ue retroactiva -art$ . Por ue a sentença constitui caso julgado nos precisos limites e termos em ue julga -art$ KDS1 .1MS 23P4' d) #uperioridade: se +ouver duas ou mais decis:es de autoridade em conflito. sob pena de sanç:es contra os respons#veis pela ine!ecução -art$ .8/1MS 23P4' g) 1n*ocabilidade: o caso julgado pode ser invocado a favor de todos a ueles ue dele beneficiem e contra todos a ueles a uem seja opon"vel$ =e entre os v#rios problemas ue se suscitam acerca da efic4cia objecti*a do caso julgado.Alcance do caso julgado 2P2& A sentença constitui caso julgado nos precisos limites e termos em ue julga& se a parte decaiu por não estar verificada uma condição.

ribunal Administrativo$ 1. cujos arts$ 01 a 8. é dif"cil e comple!o. ou seja. os efeitos da sentença retroagem ao momento da pr#tica do acto administrativo' >untamente com o efeito declarativo ou anulat5rio. de 8D de >un+o. para a Administração activa.ribunal. o dever jur"dico de e!ecutar a sentença do .0K-AMDD. como um contencioso ue se limita a anular os actos ilegais. o prazo se preenc+a ou o facto se prati ue4$ *m segundo lugar.1. ue consiste na eliminação retroactiva do acto administrativo$ @sto é. variam naturalmente conforme o tipo de sentença$ 7e a sentença nega o provimento ao recurso. e sobretudo pelo ue toca 6 e!ecução das sentenças anulat5rias em recurso de anulação. n$1 .ribunal$ *m relação a ue pessoas é ue a sentença tem autoridade de caso julgado =efic4cia subjecti*a)L *sta uestão tem duas respostas poss"veis& a4 O caso julgado s5 tem efic#cia em relação 6s pessoas ue participaram no processo como partes& é a solução da efic#cia “inter partes”J b4 O caso julgado tem efic#cia não apenas entre as partes mas em relação a todas as pessoas ue possam ser beneficiadas ou prejudicadas com a decisão jurisdicional& é a solução da efic#cia “erga omnes”3 1. nos termos da lei. E*eitos S+#stantivos Os efeitos substanti*os. por outras palavras. limita-se a anular o acto$ .ribunal deva ou possa e!trair dessa anulação ual uer conse u%ncia$ O . ue é um sistema de administração e!ecutiva ou de tipo franc%s. O Dever de E&ec+tar O =.ribunal ou. sem ue o . num sistema como o nosso. o seu efeito é o de confirmar a validade do acto administrativo recorrido$ J a uilo a ue se pode c+amar o efeito confirmati*o3 7e a sentença concede provimento ao recurso.não obsta a ue o pedido se renove uando a condição se verifi ue.ribunais Administrativos. no caso de considerar o acto ilegal ou inv#lido. e da sua boa ou m# solução depende a e!ist%ncia ou ine!ist%ncia do *stado de =ireito$ J um problema dif"cil e comple!o por duas ordens de raz:es& O contencioso administrativo est# organizado neste tipo de sistema como um contencioso de anulação. de duas uma& Ou declara a nulidade do acto e estamos perante o efeito declarati*oJ Ou anula o acto e produz o c+amado efeito anulat6rio.7.1 regulam minuciosamente esta matéria$ O problema da e!ecução da e!ecução das sentenças dos . produz-se ainda um outro efeito da maior import)ncia& o efeito e(ecut6rio: da sentença ue conceda provimento ao recurso resulta. a imutabilidade da decisão s5 abrange a causa de pedir invocada e con+ecida pelo . o dever de e!trair todas as conse u%ncias jur"dicas da anulação ou declaração de nulidade ou de ine!ist%ncia decretada pelo .

a Administração$ O problema da e!ecução das sentenças dos . a ui. o particular interessado. uem vai ter de. ue perdeu o recurso. Conte"do do Dever de E&ec+tar O dever de e!ecutar consiste no dever de e!trair todas as conse u%ncias jur"dicas da anulação decretada pelo . pode re uerer ao 5rgão competente ue e!ecute a sentença.J a Administração. ue é o direito . a Administração tem K/ dias para cumprir integralmente a sentença.0K-AMDD4$ 1. =. .ribunal$ J um dever ue se traduz para a Administração activa na obrigação de praticar todos os actos jurídicos e todas as operaç)es materiais ue sejam necess#rias 6 reintegração da ordem jur"dica violada$ *m ue consiste essa reintegração da ordem jur"dica violadaL A este respeito. e!istem duas concepç:es& - .P. . ao poder e!ecutivo$ A este dever de e!ecutar corresponde.(. um =ireito 7ubjectivo. e não de um simples interesse leg"timo$ =o preceituado no art$ 01M8 e .0K-AMDD4$ Quando a lei diz ue esses 5rgãos devem cumprir a sentença espontaneamente isto significa ue eles t%m o dever de a cumprir mesmo ue o particular não re ueira esse cumprimento$ Pode.A4$ * a partir do momento em ue fizer.0K-AMDD resulta ue a regra geral e a de ue o dever de e!ecutar recai sobre o 5rgão ue tiver praticado o acto anulado$ *ste dever de e!ecutar nasce para Administração Pública no momento do tr)nsito em julgado da sentença$ A lei ordena ao 5rgão ou 5rgãos competentes ue cumpram espontaneamente esse dever no prazo de trinta dias a contar do tr)nsito em julgado da sentença -art$ 01M8 =.4 Qual o conteúdo do dever de e!ecutar' S4 *m ue casos é leg"timo a ine!ecução' N4 =e ue garantias disp:em os particulares contra a ine!ecução il"cita' 04 2omo assegurar a plena efic#cia destas garantias$ 1. contudo.e(ecução$ O particular tem o direito de e!igir 6 Administração Pública a e!ecução da sentença proferida a seu favor$ O particular é. titular de um =ireito 7ubjectivo. com boa fé e boa vontade. salvo se entender ue est# dispensada de o fazer por causa leg"tima de ine!ecução -art$ K1M8 =. acontecer ue a Administração não cumpra espontaneamente o dever de e!ecutar a sentença$ Aeste caso.ribunais Administrativos' .ribunais Administrativos desdobra-se em cinco aspectos fundamentais& 84 A uem compete e!ecutar as sentenças dos . . e!ecutar uma sentença contra si pr5pria$ A ui transparecem as dificuldades deste problema& %ificuldade jurídica: ue consiste em apurar uais são as conse u%ncias jur"dicas da e!ecução de uma sentença de anulação de um acto administrativo' %ificuldade pr4tica: ue consiste em não poder usar da força pública contra o poder e!ecutivo. do lado do particular ue obteve vencimento no recurso contencioso de anulação. e disp:e de um prazo bastante longo para o fazer& tr%s anos a contar do tr)nsito em julgado da sentença -art$ FK1M8 . Tit+laridade do Dever de E&ec+tar O dever de e!ecutar compete 6 Administração activa. a uele ue obteve o vencimento no recurso.$.

).0K-AMDD. mas sim na reconstituição da situação actual +ipotética$ O conteúdo da e!ecução de uma sentença anulat5ria se consubstancia sempre em tr%s aspectos& 8$ A substituição do acto anulado por outro ue seja v#lido. automaticamente caducam todos os actos dele conse uentes$ Quer dizer. a Administração a pagar uma indemnização compensat5ria ao titular do direito 6 e!ecução$ O art$ K1M. . sejam eles positivos ou negativos' S$ A eliminação dos actos conse uentes do acto anulado$ Actos conse uentes são os actos praticados ou dotados de certo conteúdo em virtude da pr#tica de um acto administrativo anterior$ Os actos conse uentes são nulos por efeito autom#tico da anulação do acto-base$ Vma vez anulado um determinado acto administrativo.$ A supressão dos efeitos do acto anulado. . uma vez ue eles caducam automaticamente por força da lei$ 1. Ca+sas >e8<timas de Ine&ec+ç o O dever de e!ecutar uma sentença anulat5ria cessa uando se esteja perante uma causa leg"tima de ine!ecução$ As causas leg"timas de ine!ecução.tica3 A reintegração da ordem jur"dica violada consiste. são situaç:es e!cepcionais ue tornam l"cita a ine!ecução de uma sentença. “a! im%ossibilia nemo tenet r” ? ninguém é obrigado a fazer a uilo ue é imposs"vel$ A segunda e!cepção é ditada por raz:es pragm#ticas e de bom senso$ <# casos em ue a Administração Pública não deve e!ecutar uma sentença por 5) .A "oncepção tradicional: a reintegração da ordem jur"dica violada consistiria no dever de repor o particular na situação anterior 6 pr#tica do acto ilegal$ 7) A concepção mais recente: a reintegração da ordem jur"dica violada tem de traduzir-se. dois casos em ue a Administração Pública pode legitimamente não e!ecutar uma sentença anulat5ria de um acto ilegal& a4 A situação em ue se verifica ue o cumprimento da sentença é impossí*elJ b4 A situação em ue se verifica ue do cumprimento da sentença decorreria um gra*e prejuí&o para o interesse público3 A primeira das situaç:es referidas justifica-se por raz:es 5bvias& se a e!ecução é imposs"vel. do =.emos. obrigando. o particular ue obteve a anulação do acto-base não necessita de interpor recurso contencioso de todos os actos conse uentes. sobre o mesmo assunto' . no entanto. obviamente não se pode e!ecutar a sentença$ 2omo diziam os romanos. portanto. mas sim no dever de reconstituir a situação ue actualmente e!istiria se o acto ilegal não tivesse sido praticado$ J o ue se c+ama a reconstituição da situação actual Gipot. diz o seguinte& “S6 constit em ca sa leg+tima !e ine$ec ()o a im%ossibili!a!e e o gra&e %re3 +. não no dever legal de repor o particular na situação anterior 6 pr#tica do acto ilegal.o %ara o interesse %-blico no c m%rimento !a senten(a”. não na reconstituição da situação anterior 6 pr#tica do acto ilegal.

não e!ecute a sentença' b4 Que não e!ista.mais ue isso corresponda logicamente a uma e!ig%ncia do princ"pio da legalidade$ *m determinadas situaç:es melindrosas é necess#rio. na uele caso. =.ribunal fi!ar uais os actos ue a Administração Pública fica obrigada a praticar em cumprimento da sentença$ A lei d# ao . perante uma ine!ecução il<cita$ Aeste caso. ci*il e penal dos 6rgãos ou agentes da Administração sobre Duem recai o de*er de e(ecutar: .ribunal o poder de declarar por sentença os actos devidos. as garantias ue a ordem jur"dica pode pRr ao serviço do particular são os tr%s tipos. é necess#rio& a4 Que a Administração Pública não cumpra. portanto. e não e!iste por ue o nosso sistema administrativo é um sistema de administração e!ecutiva ou de tipo franc%s. +# ue c+amar a atenção para o art$ F1MN =. embora com a obrigação de indemnizar o lesado$ =eve-se notar ue o =. por raz:es pragm#ticas. pode re uerer ao . ele. é de dois meses ou de um ano.ribunal competente pedindo ue aprecie o caso e declare a ine!ecução$ 7e o particular concordar com a invocação feita pela Administração de ue e!iste causa leg"tima de ine!ecução. este poder de substituição não e!iste. . em ue os . vem o c+amado poder jurisdicional de declaração dos actos efecti*os: J o poder ue consiste em o . dei!ar aberta uma porta para a ine!ecução de certas sentenças.ribunal de se substituir 6 Administração Pública e de praticar. ue uando a e!ecução da sentença consiste no pagamento de uantia certa não é invoc#vel causa leg"tima de ine!ecução$ Aos termos do art$ D1 do mesmo diploma. . conforme a Administração invo ue ou não causa leg"tima de ine!ecução -art$ FK1M. . se o particular não concordar com a invocação feita pela Administração de ue e!iste uma causa leg"tima de ine!ecução. os actos devidos pela Administração$ Ao nosso =ireito.A4$ 1. embora não possa substituir-se 6 Administração activa. nen+uma causa leg"tima de ine!ecução$ *st#-se..ribunal. pode dirigir-se ao .ribunais não podem substituir-se 6 Administração praticando os actos da compet%ncia desta$ *m todo o caso.ribunal Administrativo competente para ue l+e fi!e a indemnização a ue tem direito por não e!ecutar a sentença$ O prazo para pedir ao . . ue e!erçam os seus pr5prios poderes de substituição$ b) *m segundo lugar.0K-AMDD$ Por conseguinte.ribunal a declaração de ine!ist%ncia de causa leg"timas de ine!ecução.. o . para ue a Administração Pública não possa alegar mais dúvidas$ J o ue se passa nos casos previstos no art$ F1M. /arantias Contra a Ine&ec+ç o Il<cita Para ue se verifi ue a ine(ecução ilícita de uma sentença. embora no nosso =ireito s5 duas delas estejam consagradas& a) / poder jurisdicional de substituição: O poder ue a lei d# ao .0K-AMDD$ c) A terceira garantia de ue os particulares é a responsabilidade disciplinar.P.0K-AMDD estabelece no art$ K1M0. ou para pedir a fi!ação da indemnização. pode ordenar 6s autoridades ue ten+am poder +ier#r uico ou tutelar sobre o 5rgão competente.

o pagamento de uma indemnização$ O =. s5 +# uma solução poss"vel.ribunais Administrativos$ AS ACÇQES NO CONTENCIOSO ADMINISTRATI-O 1. validade ou e!ecução dos contractos administrativos.0. das acç:es sobre interpretação.ribunal Administrativo uma primeira definição do direito aplic#vel ao caso concreto. incluindo as ue ten+am por objecto efectivar a responsabilidade contratual emergente do não cumprimento de contractos administrativos' A segunda espécie é a das acç)es de indemni&ação.ribunais ? e. de acordo com o *. nomeadamente. s5 +# uma sa"da para isto& justamente por ue a Administração Pública é a detentora da força e “n)o se %o!e sar o macha!o !e g erra contra 0 em o tra.cies O “es%a(o 3 ris!icional” das acç:es administrativas é preenc+ido pelas relaç:es jur"dico-administrativas em ue a Administração Pública surge despojada dos seus poderes de autoridade ? o poder de decisão unilateral e o poder de auto-tutela e!ecutiva$ A acção é o meio ade uado para pedir ao . nos casos em ue. através da pr#tica de um acto administrativo. Conceito e Es'. ficam pessoalmente respons#veis. para a Administração. ou. o direito de não pagar indemnizaç:es a ue seja condenada pelos . veio determinar no seu art$ K1M0 o seguinte& “ E an!o a e$ec ()o !a senten(a consistir no %agamento !e 0 antia certa. .A(. não podendo a Administração proceder a tal definição unilateralmente. E*ic%cia das /arantias *m última an#lise. isto é.1. a estas duas espécies de acç:es. 4 cint ra”. mantendo a situação de ine!ecução il"cita.7e eles persistem em não e!ecutar uma sentença ue t%m o dever de e!ecutar. +avia duas espécies de acç:es administrativas& A primeira é a das acç)es relati*as aos contractos administrati*os.0K-AMDD. pois. se a Administração Pública teimosamente se colocar na posição de não cumprir a sentença. ue se mant%m. +# ue acrescentar uma terceira espécie$ A ela se refere o art$ 081M8 *. Aão +#. não e!iste objecto para o recurso contencioso$ *sta matéria vin+a inicialmente regulada no 25digo Administrativo$ 7egundo este diploma -art$ E0814. destinadas a efectivar a responsabilidade civil e!tra-contratual da Administração por actos de gestão pública$ 2ontudo. indemnizaç:es devidas em conse u%ncia da ine!ecução il"cita das sentenças dos . nos termos do ual “com%ete aos <rib nais A!ministrati&os !e C+rc lo conhecer9 f) As ac(7es %ara obter o reconhecimento !e m !ireito o interesse legalmente %rotegi!o”. tanto do ponto de vista disciplinar.A( -8FEN4. como civil e penal$ 1. n)o ' in&oc*&el ca sa leg+tima !e ine$ec ()o”. ue é a uela ue e!iste também do =ireito das Obrigaç:es uando não se cumpre uma obrigação ue seja insuscept"vel de e!ecução espec"fica ? a responsabilidade civil. .

ribunal uma sentença condenat5ria. alargou consideravelmente o )mbito do conceito de contrato administrativo& concomitantemente ficou alargado. como proferir meros actos opinativos ou até nada dizer.A(.A( e 8EK1M8 2PA4$ *m matéria de interpretação e *alidade de contratos administrativos. ue condene a Administração ou o contraente particular a e!ecutar integralmente o acordo celebrado.A(4.ribunal uma sentença condenat5ria.ribunal uma sentença constitutiva ue anula um contracto administrativo anul#vel. na revisão constitucional de 8FEF. *m matéria de e(ecução de contratos administrativos. a forma de acção: por vezes tais uest:es seguem a forma de recurso -art$ F1MS *.ribunais com compet%ncia para estas uest:es são os . retirando interesse 6 vel+a contraposição entre contencioso por natureza e contencioso por atribuição$ A revisão constitucional de 8FFD introduz no contencioso administrativo portugu%s um nova espécie de acç:es.es so#re Contratos Administrativos 2ompreendem uatro modalidades& a) Acç)es sobre interpretação de contratos administrati*os: visam obter do . a Administração pode praticar actos definitivos e e!ecut5rios. Acç.KE1MS 23P$ O aparecimento das acç:es para o recon+ecimento de um direito ou interesse leg"timo. ue serão actos destac#veis suscept"veis de recurso. na se u%ncia da revisão constitucional de 8FE.ribunal Administrativo de 2"rculo -art$ 081M8-g *. tanto pode a Administração praticar actos definitivos e e!ecut5rios.ribunal sentença declarativa ue esclareça o sentido ou o alcance de uais uer cl#usulas contratuais' b) Acç)es sobre a *alidade de contratos administrati*os: visam obter do . e a compet%ncia territorial vem . a Administração não pode praticar actos definitivos e e!ecut5rios impugn#veis mediante rec+rsoD pelo ue ual uer controvérsia entre as partes ter# de seguir sempre a forma de acç o.KE1MN 23P4$ 1.*ste preceito deve ser apro!imado de um outro. ou uma sentença declarativa ua declare a nulidade ou a ine!ist%ncia de um contrato administrativo ine!istente' c) Acç)es sobre e(ecução de contratos administrati*os: visam obter do . ue é o art$ . no contencioso administrativo. o )mbito destas acç:es sobre contratos administrativos$ Aem todas as uest:es litigiosas referentes a contratos administrativos tomam.ribunal Administrativo a determinação da pr#tica actos administrativos legalmente devidos pela Administração -art$ . ue condene a Administração ou o contraente particular a pagar 6 outra parte uma indemnização pelo não cumprimento ou pelo cumprimento defeituoso de um contrato administrativo$ O art$ K1 *. *m matéria de formação de contratos administrativos. assinalaram uma importante modificação no contencioso administrativo portugu%s.. e a autonomização deste meio processual relativamente ao recurso contencioso.4. destinadas a obter do . ue são tidos como actos destac%veis para o efeito de poderem ser objecto de rec+rso contencioso. na mesma proporção. caso em ue a via a seguir ser# a da acção3 Os . ou ue se pronuncie sobre uais uer outros aspectos atinentes 6 e!ecução do contrato' d) Acç)es sobre responsabilidade contratual: visam obter do .

A4$ *stas mesmas acç:es seguem os termos do Processo 2ivil de declaração da forma ordin#ria -art$ D.A$ *ste prazo. veio alargar o seu )mbito por forma a incluir na compet%ncia dos . ou de tipo franc%s.A4$ 1. a compet%ncia não ser# dos .ribunais 2omuns$ *m =ireito 2ivil.A($ @mporta ter sempre presente ue. din+eiro$ O fundamento desta . *.ribunal Administrativo de 2"rculo -art$ 081M8-+ *.es so#re Res'onsa#ilidade E&traJcontrat+al da Administraç o Ao tocante 6s acç:es sobre responsabilidade e!tra-contratual da Administração. é no sentido de circunscrever a obrigação de indemnizar ao dever de pagamento de uma uantia em.P.6.referida no art$ 001M. uando a este ten+a +avido lugar -art$ D81MS .P. contra os 5rgãos e agentes desta.A4$ *stas acç:es seguem os termos do processo civil de declaração na forma ordin#ria$ 107. a obrigação de indemnizar decorrente de responsabilidade civil tanto pode consistir no dever de pagar uma uantia em din+eiro como no dever de proceder 6 c+amada “reconstit i()o nat ral” art$ 0KK1M8 224$ 7er# ue o mesmo se aplica em =ireito AdministrativoL A tradição nos pa"ses onde vigora um sistema de administração e!ecutiva. fi!ado no art$ NFE1 22.1M8 .ribunais Administrativos mas sim dos .A($ 7omente os contraentes podem ser partes -art$ E. Acç.1 e . o art$ 081M8-b *.es de Res'onsa#ilidade Q%m referidas nos arts$ .01 2A4$ *stas acç:es não são sujeitas a prazo de caducidade -art$ D81M8 . . também no )mbito da responsabilidade por actos de gestão pública$ .odas estas espécies de acç:es são da compet%ncia dos . ou contra uma e outros$ *stas acç:es t%m de ser propostas dentro do prazo de prescrição de tr%s anos..ribunais Administrativos tr%s tipos de acç:es& a) Acç)es intentadas contra a pr6pria Administração: -*stado ou outras pessoas colectivas públicas4 no conte!to da responsabilidade por actos de gestão pública' b) Acç)es intentadas contra os 6rgãos e agentes da Administração.P. porém tem de ser articulado com o recurso contencioso de anulação. a título pessoal: por preju"zos decorrentes de actos de gestão pública pelos uais eles sejam individualmente respons#veis' c) Acç)es de regresso: da pessoa colectiva pública contra os seus 5rgãos ou agentes. por remissão do art$ D81M.D81 da 2onstituição e =ecreto-lei n$1 NE/08 de .8 de Aovembro de 8FKD$ 2omo pressupostos processuais& 2ompete ao . Acç.P.ribunais Administrativos$ J o ue resulta do art$ 081M8-+ *.A(4 analisar estas uest:es' a compet%ncia territorial vem referida no art$ 001M8 *.N1 2A4' podem ser propostas contra uma pessoa colectiva pública.A(. se se trata de pedir a responsabilidade da Administração -ou dos seus 5rgãos ou agentes4 por preju"zos decorrentes de actos de gestão pri*ada.A($ *stas acç:es t%m como autores as alegadas v"timas do dano e como réus os supostos causadores do mesmo -art$ E.

da disposição do art$ KF1M. ou perante um contrato administrativo.ribunal Administrativo começaram a pRr em causa.P.ribunais no e!erc"cio da função administrativa$ 101.A$ O critério mais f#cil para c+egar a conclus:es seguras ser#& est# o particular perante um acto administrativo definitivo e e!ecut5rio.A$ Vma avaliação negativa uanto 6 capacidade do recurso contencioso para assegurar. não +# ue utilizar nen+uma acção para o recon+ecimento de direitos ou interesses leg"timos ? mas sim. uma tutela efectiva dos direitos e interesses dos particulares lesados por acç:es ou omiss:es da Administração Pública conduziu 6 introdução na lei fundamental. ou perante um caso de responsabilidade e!tracontratual da AdministraçãoL 7e est#.ribunais não podem nunca condenar a Administração 6 realização de prestaç:es de dare. 6 autonomização do tratamento constitucional da tutela dos direitos e interesses legalmente protegidos. a violação por omissão ue não constitua “acto t*cito”.solução consiste no princípio da independ2ncia da Administração acti*a perante os 'ribunais Administrati*os. .A$ Parece ter pensado em casos como a ofensa ainda não consumada de um =ireito 7ubjectivo. de uma previsão relativa ao alargamento do )mbito do recurso 6 tutela da ueles direitos e interesses$ O legislador ordin#rio. respectivamente.. . de facere ou de non facere. partiu do princ"pio de ue o reforço da garantia contenciosa pressupun+a uma inade uação do meio processual recurso contencioso 6 efectiva protecção dos direitos subjectivos e dos interesses leg"timos dos particulares$ 2riou então um novo meio processual ? as acç:es para recon+ecimento de um direito ou interesse leg"timo ? e estabeleceu o seu car#cter residual. devendo mesmo sustentar-se a caducidade.KE1M0 23P$ Perdeu assim terreno a ideia do car#cter residual destas acç:es ? ue decis:es do 7upremo . . segundo o ual os .P. ao dar cumprimento 6 previsão constitucional. em 8FE0. é o ue transparece claramente do art$ KF1M.P. nos dias de +oje. isto é. ou de mera legalidade. c+egou-se 6 conclusão de ue nem sempre ele se comportava como meio id5neo para assegurar aos particulares uma tutela efectiva e completa dos seus direitos subjectivos e interesses leg"timos$ =e modo ue começou a compreender-se ue seria necess#rio prever um novo meio processual ue pudesse garantir essa tutela completa e efectiva. por ue isso e uivaleria a consentir uma intromissão dos .es 'ara ReconOecimento de Direitos o+ Interesses >e8<timos 7endo o recurso contencioso de mera anulação. limitou a sua utilização aos casos em ue o recurso contencioso e os restantes meios processuais se revelassem insuficientes para assegurar a uela protecção efectiva ? art$ KF1M. uma acção sobre . por ocasião da revisão constitucional de 8FE. em todos os casos em ue o recurso contencioso de anulação não assegurassem tal finalidade$ Que é este o objectivo das acç:es para o recon+ecimento de direitos ou interesses leg"timos. por inconstitucionalidade superveniente. Acç. um recurso contencioso de anulação. etc$ Procedeu-se na revisão constitucional de 8FEF. a pretensão do particular 6 reparação em espécie de um preju"zo material. então objectivo do art$ .

o juiz pode decidir.P. do processo civil de declaração na forma ordin#ria -arts$ D/1M.A4$ *stas podem ser propostas a todo o tempo$ Aestas acç:es pode seguramente pedir-se a simples apreciação de um direito ou interesse leg"timo ameaçado pela Administração Pública' j# não é seguro ue se possa também pedir a condenação da Administração Pública ao pagamento de uantia certa ou 6 entrega de coisa certa$ 2omo regra estas acç:es seguem os termos dos recursos dos actos administrativos dos 5rgãos da administração local -arts$ D/1M8 e . ue se op:e 6 emanação por estes de sentenças condenat5rias da uela. bem como sobre os prazos$ . eventualmente atingir o 7upremo . em face da comple!idade da uestão. é a de ue estas acç:es visam obter o recon+ecimento de um =ireito 7ubjectivo ou de um interesse leg"timo$ =ois princ"pios opostos t%m de ser e!aminados a prop5sito desta uestão& o princípio da independ2ncia da Administração acti*a perante os 'ribunais Administrati*os.1M8 . nem perante a responsabilidade e!tracontratual da Administração ? então. poder# lançar mão de uma acção para o recon+ecimento de direitos ou interesses leg"timos$ A lei é omissa a respeito de poderes de decisão do juiz$ A única indicação ue nos é dada.P. o processo das acç:es segue em geral os termos do processo civil comum. t%m um regime processual ue reveste certas particularidade$ <# tr%s pontos principais a sublin+ar& a4 *m primeiro lugar. e D. ue podem ser de ual uer das espécies apontadas.P. as acç:es para o recon+ecimento de direitos ou interesse leg"timos seguem os termos dos recursos de actos administrativos dos 5rgãos da administração local -art$ D/1M8 .A4.contratos administrativos.P.ribunal Administrativo de 2"rculo -art$ 081M8-f *. em princ"pio. en uanto o processo do recurso contencioso de anulação segue uma tramitação sui generis. isto é. ue foi introduzido na nossa ordem jur"dica para permitir suprir as insufici%ncias do contencioso de mera anulação$ 2ompete aos .N1-a . ou uma acção de responsabilidade e!tra-contratual da Administração$ 7e o particular não est# perante um acto definitivo e e!ecut5rio.A4$ 10$.P. 6 primeira vista. com apenas dois ou tr%s pe uenos desvios -art$ D.es As acç:es administrativas. Re8ime !rocess+al das Acç. no direito actual são sempre competentes os . ue sigam os termos das outras acç:es administrativas.P.P.ribunal Administrativo de 2"rculo é ue se poder#. g4. e o princípio da efecti*a tutela jurisdicional do direito ou interesse em causa.1 .A(4$ 75 em recurso da sentença do .A4$ c4 Aas acç:es +# regras especiais sobre legitimidade das partes. e uanto 6 compet2ncia do 'ribunal. .A4' a legitimidade passiva pertence o 5rgão contra o ual o pedido é dirigido -art$ D/1M8 .ribunal Administrativo$ b4 <# ue assinalar ue.A(4 analisar estas acç:es$ *stas podem ser interpostas por uem invocar a titularidade do direito ou interesse leg"timo -art$ KF1M8 . na sua forma ordin#ria. nem perante um contrato administrativo.A4$ 2ontudo. h4 *.A4' contudo. salvo se pela sua comple!idade o juiz decidir ue passem a seguir os termos das outras acç:es -art$ F/1M.ribunal Administrativo de 2"rculo para uais uer acç:es administrativas -arts$ 081M8-f4.

ribunais$ O princípio da plenitude da tutela jurisdicional efecti*a. .P. os . admitir a aplicação dos actos administrativos da administração local. ue a garantia conferida aos particulares pelo art$ .N1 2A4' enfim.1M8 . estas acç:es são da compet%ncia dos .iberdades e Carantias$ Ora. não se afigura ade uado.P. sup:e-se ue se deverão aplicar. As Acç. ela pertence ao 5rgão ue deva praticar o acto omitido$ Aa falta de normas ue regulem os diversos aspectos relativos a esta matéria. como sucede com as acç:es administrativas sobre contratos e com as acç:es de responsabilidade -art$ D. de norma e!e u"vel por si mesma.A4$ MEIOS !ROCESSUAIS ACESSIRIO SUS!ENSÃO DA E:ICRCIA DE ACTOS ADMINISTRATI-OS 10). como o legislador prev% no ue respeita 6s acç:es para o recon+ecimento de um direito ou interesse leg"timo -art$ D/1M8 e . pois. mas também o 9inistério Público e os titulares do direito de acção popular' uanto 6 legitimidade passiva. pessoal e leg"timo.ribunal competente e um meio . Meios AcessCrios e !rotecç o Ca+telar 2onstitui. entendemos. as regras da lei processual civil relativas ao processo civil de declaração. se este tivesse sido praticado ? incluindo. com as necess#rias adaptaç:es. esta ideia liga-se intimamente 6 de vinculação ? o acto era devido por ue devia ter sido praticado$ 2omo uais uer outras acç:es administrativas. a falta de lei ordin#ria não pode impedir o e!erc"cio da uela garantia$ O principal pressuposto espec"fico destas acç:es é a omissão de um acto administrativo legalmente devido. isto é.A4$ Aa realidade. regra fundamental num *stado de =ireito ue a composição de lit"gios caiba a 5rgãos independentes especialmente concebidos e vocacionados para tal.Quanto 6 legitimidade: as acç:es sobre contratos administrativos s5 podem ser propostas pelas entidades contratantes. na forma ordin#ria. .ribunal Administrativo de 2"rculo$ *ntende-se ue estas acç:es devem poder ser propostas por uem teria legitimidade para a interposição de recurso contencioso do acto administrativo legalmente devido. as acç:es para o recon+ecimento de direitos ou interesses leg"timos podem ser propostas por uem invocar a titularidade do direito ou interesse a recon+ecer -art$ KF1M8 .N1-a . em face da natureza condenat5ria destas acç:es.KE1MN 23P tem natureza an#loga aos =ireitos. não s5 titulares de interesse directo. como outros.P.01 2A4' as acç:es de responsabilidade e!tra-contratual da Administração podem ser propostas por uem alegar ser v"timas de lesão causada por facto da Administração ou dos seus 5rgãos ou agentes -art$ E.P. tratando-se.A e NFE1 22$ 10(.es 'ara a Determinaç o de +m Acto Administrativo >e8almente Devido *stas acç:es foram tornadas poss"veis pela revisão constitucional de 8FFD. como se trata.A4$ Quanto aos prazos& arts$ KF1M8' D81M8M. não e!istindo ainda lei ordin#ria ue as regule$ Aão obstante. pelas partes -art$ E. imp:e ue para todo e ual uer conflito ue mereça composição judicial seja poss"vel encontrar um .

pode re uerer a provid%ncia conservat5ria ou antecipat5ria concretamente ade uada a assegurar a efectividade do direito ameaçado4$ *sta l5gica não tem prevalecido na jurisdição administrativa& uma visão incompreensivelmente restritiva do princ"pio da tutela jurisdicional efectiva. obstando assim a tal lesão e gan+ando tempo até 6 decisão final do lit"gio$ 7urgiram desta forma os procedimentos cautelares. em face de uma situação ue parece justificar protecção. Conceito e Ra9 o de ser deste Instit+to A lei confere aos particulares ue recorram ou tencionem recorre de um acto administrativo definitivo e e!ecut5rio perante um . se tal não ocorria.ribunais. não produz uais uer efeitos ? durante todo o tempo ue levar a julgar o recurso contencioso de anulação. naturalmente.ribunal decretar a suspensão. definidas no art$ SE81M8 2P2 -sempre ue alguém mostre fundado receio de ue outrem cause lesão grave e dificilmente repar#vel ao seu direito. de duas uma& ou os procedimentos cautelares regulados no contencioso administrativo ten+am cabimento ou. desde ue se verifi uem determinados re uisitos$ 7e o .A4$ *sta situação foi esclarecida pela revisão constitucional de 8FFD& a inclusão no n$1 N do art$ . colocando os direitos ou interesses de uem os invoca com uma aparente razão ao abrigo dos actos de uem se encontra em condiç:es de os lesar. regra geral Administrativos.ribunais Administrativos$ 10.ribunal Administrativo o direito de pedirem ao juiz a suspensão da efic#cia do acto.processual ue confira protecção ade uada e suficiente aos interesses envolvidos dignos de tutela jur"dica$ *ste princ"pio projecta-se. importando esta possibilidade ue.KE1 da frase final \[e a a!o%()o !e me!i!as ca telares a!e0 a!as” teve e!actamente o efeito de tornar clara a aplicabilidade do princ"pio da tutela jurisdicional efectiva também 6 protecção provis5ria pedida aos . isto é.ribunal como ue antecipa esta protecção.KE1MN da 23P$ Ceralmente. recorre-se então 6s pro*id2ncias cautelares não especificadas.. na jurisdição administrativa& ual uer =ireito 7ubjectivo ou interesse leg"timo relevante no uadro do relacionamento jur"dico-administrativo tem de receber dos .P. deu como resultado a tese da tipicidade dos procedimentos cautelares utiliz#veis na jurisdição administrativa$ 2onse uentemente. a l5gica da organização dos procedimentos é a seguinte& partindo da ideia de ue o princ"pio da tutela jurisdicional efectiva se aplica tanto 6 protecção definitiva como 6 protecção cautelar. processualmente configurados como meios processuais acess6rios. o . limitando a sua aplicação 6 protecção definitiva. meios processuais cuja a utilização somente faz sentido uando acoplados a um meio processual principal. a protecção indispens#vel 6 sua defesa$ Aunca foi objecto de contestação significativa ue é este o sentido da frase inicial do art$ . isso significa ue o acto administrativo em causa fica suspenso ? isto é. cuja efectividade visam assegurar$ Aa jurisdição comum. a lei fornece um conjunto de meios processuais ade uados 6s especificidades e!igidas pela protecção provis5ria dos diferentes tipos de direitos e interesses ameaçados$ Ao caso de nen+um destes meios assegurar protecção cautelar bastante. seria imposs"vel utilizar as provid%ncias cautelares não especificadas. não e!istia protecção cautelar -art$ 81 . e s5 retomar# a .

ela subsiste.P. usando do privilégio da e!ecução prévia. não ser# e!ecutado en uanto durar o processo' e.sua efic#cia se e uando o . ou o .P. a utilidade pr#tica do recurso contencioso de anulação$ 100.ribunal possa satisfazer o pedido de suspensão da efic#cia de um acto administrativo formulado por um particular t%m de verificar-se. e s5 então é ue a Administração poder# e!ecutar o acto$ N o meio processual acess6rio pelo Dual o particular pede ao 'ribunal Due ordene a inefic4cia tempor4ria de um acto administrati*o.cies O particular tem duas possibilidades 6 sua escol+a.ribunal competente para o recurso -art$ DD1M8 . a lei prev% o instituto da suspensão da efic4cia dos actos administrati*os: mediante este meio processual acess5rio. e permite contrabalançar os preju"zos ue para os particulares decorrem do uso pela Administração do privilégio da e!ecução prévia$ A suspensão jurisdicional da efic#cia dos actos administrativos é pois uma pro*id2ncia cautelar ue permite salvar. o .P. e a do pedido antecipado em relação ao recurso$ O . determinados re uisitos espec"ficos ue a lei e!pressamente e!ige para o efeito$ .ribunal anula o acto e este j# não pode ser e!ecutado contra o particular. a suspensão caduca caso o re uerente não interpon+a o recurso contencioso do mesmo acto no prazo fi!ado para o recurso dos actos anul#veis -art$ DF1MS .ribunal competente para a suspensão é o .ribunal nega provimento ao recurso.A4' e terceiro. confirmando o acto recorrido. uma vez decretada a suspensão. . se o . para a suspensão do acto recorrido como diz o art$ DD1M8 .A& “A s s%ens)o ' %e!i!a ao <rib nal com%etente %ara o rec rso em re0 erimento %r6%rio a%resenta!o9 a) F ntamente com a %eti()o !o rec rso.re&iamente 4 inter%osi()o !o rec rso. ou o . decidindo o recurso. de Due se interpOs ou *ai interporCse recurso contencioso de anulação. até ao tr)nsito em julgado da decisão do recurso contencioso -art$ DF1M.ribunal decidir suspender a sua efic#cia. se o pedido for antecipado. determina logo de in"cio a inefic#cia do acto. b) . recusando-se a anular o acto recorrido$ Para evitar ue a anulação tardia do acto recorrido j# não traga ual uer benef"cio útil ao recorrente.” O interessado pode pedir a suspensão da efic#cia de um acto administrativo no momento anterior ao do recurso3 <# assim duas espécies do género& a do pedido de suspensão simultâneo com o recurso. o e!ecute antes da sentença$ O acto. no final. na falta de determinação em contr#rio. além dos pressupostos genéricos do recurso contencioso. e isso impede ue a Administração.ribunal. se se verificarem os re uisitos legalmente e!igidos.A4$ 101. em grande número de casos. negar razão ao recorrente.A4' segundo.ribunal. ReK+isitos Para ue o .P. a fim de e*itar os prejuí&os Due para o particular ad*iriam da e(ecução imediata do acto3 O recurso contencioso de anulação não tem efeito suspensivo& o instituto da suspensão jurisdicional da efic#cia dos actos administrativos atenua o car#cter gravoso dessa regra. Es'.

portanto.P.A4$ 7e o re uerimento for antecipado em relação 6 interposição dos recursos contencioso. a lei e!ige ue o interessado demonstre ue a e!ecução imediata do acto. o re uerente deve também fazer prova da e!ist%ncia do acto e da sua notificação ou publicação$ A autoridade administrativa. a ocorrer.P.P. por medidas provis5rias. é indispens#vel. uma vez recebido o duplicado do re uerimento. de acordo com o art$ DK1M8 . bem como especificar os fundamentos do pedido -art$ DD1M. podendo então iniciar ou prossegui a e!ecução do acto -art$ E/1M8 .P.7ão tr%s. uma vez recebido o duplicado do re uerimento da suspensão.ribunal s5 poder#.o !e !if+cil re%ara()o %ara o re0 erente o %ara os interesses 0 e este !efen!a o &enha a !efen!er no rec rso. tem de tomar de imediato uma decisão de grande import)ncia& Ou considera ue +# grande urg2ncia para o interesse público na e(ecução imediata do acto. para ser concedida a suspensão da efic#cia de um acto administrativo. segundo a nossa lei. a utilidade pr#tica final do recurso$ 7e.A. A ui o . ue se verifi ue um re uisito negativo ? ue a concessão da suspensão “n)o !etermine gra&e les)o !o interesse %-blico”.” a) Prejuí&os de difícil reparação: em primeiro lugar. no ual o re uerente deve identificar o acto cuja suspensão pretende e o seu auto.A4$ Ou entende ue não e!iste a uela urg%ncia. de ue as partes são ileg"timas. c) 8o %rocesso n)o res ltem fortes in!+cios !a ilegali!a!e !a inter%osi()o !o rec rso. de ue faltam uma ou mais condiç:es de interposição do recurso ?.ribunal ser incompetente ? se do processo resultarem fortes ind"cios de ue o acto é irrecorr"vel. b) A s s%ens)o n)o !etermine gra&e les)o !o interesse %-blico. causaria pro*a*elmente ao particular um prejuí&o de difícil reparação3 b) 1ne(ist2ncia de gra*e lesão do interesse público: em segundo lugar. ue disp:e o seguinte& “a s s%ens)o !a efic*cia !o acto recorri!o ' conce!i!a %elo <rib nal 0 an!o se &erifi0 em os seg intes re0 isitos9 a) A e$ec ()o !o acto ca se %ro&a&elmente %re3 +. com toda a probabilidade. uma vez ue. e então cumpre 6 autoridade administrativa. não se justifica estar a conceder a suspensão da efic#cia do acto. o recurso vai ser em breve rejeitado$ O . e nesse caso toma uma decisão fundamentada em ue declare isso mesmo. rejeitar o pedido de suspensão da efic#cia ? para além da +ip5tese de o . para dali a meses ou anos ? provoca ou não um preju"zo grave para o interesse público -ver art$ DK1M8-b . impedir com urg%ncia ue os serviços competentes ou os .A4. .P.A4$ c) 1ne(ist2ncia de fortes indícios da ilegalidade do recurso: a suspensão da efic#cia do acto administrativo é um meio acess6rio ou instrumental em relação ao recurso contencioso de anulação& visa acautelar. +ouver fortes ind"cios de ue o recurso é ilegal ? ou seja. MarcOa do !rocesso A suspensão jurisdicional da efic#cia dos actos administrativos é pedida ao . ou ue o recurso é e!tempor)neo$ 104.ribunal competente em reDuerimento pr6prio -art$ DD1M8 . por conseguinte.ribunal tem de ponderar se o diferimento da e!ecução do acto para depois da sentença ? ou seja.

A ? e são todos da compet%ncia dos .ribunal a intimação da Administração para facultar a consulta de documentos ou processos e passar certid:es. bem como nos arts$ E.ribunal se pronuncie sobre o pedido de suspensão$ Para além desta decisão de promover ou não a e!ecução imediata. o . al"neas m4. por isso a lei declara por natureza alter#veis as decis:es tomadas pelo . o4 e p4.ribunais Administrativos de 2"rculo$ 7ão eles& a4 O direito de pedir e obter do .1 a FN1 . também. por outro. se as circunst)ncias se alterarem. o processo vai com vista ao 9inistério Público e seguidamente é concluso ao juiz para decidir. uatorze dias para responder ao re uerimento de suspensão apresentado pelo particular$ =o mesmo prazo disp:e os contrainteressados$ >untas as respostas da Administração e dos contra-interessados. do *.ribunal tem de resolver é se +# ou não raz:es de interesse público ue impon+am a e!ecução imediata do acto. a fim de permitir aos re uerentes o uso de meios gracioso ou contencioso$ b4 O direito de pedir e obter do . se deve considerar revog#vel. um juí&o incidental de m.ribunal acaba por competir decidir sobre a oportunidade da e!ecução$ 2onclui-se pois. por um lado. Nat+re9a da Decis o Para a tomar. tendo como alternativa o diferimento dessa e!ecução por meses ou anos$ Ao .ribunal não faz um mero ju"zo de legalidade& tem de avaliar. se a e!ecução imediata do acto pode ou não causar um preju"zo grave para o particular e. ue são em princ"pio revog#veis. a decisão ue suspende a efic#cia do acto em causa é urgentemente notificada 6 autoridade administrativa para ue l+e d% cumprimento imediato$ A lei não diz uais as sanç:es aplic#veis em caso de incumprimento$ 106. ue ao decidir o incidente de suspensão da efic#cia dos actos administrativos o . é assim. ou ao relator para o submeter a julgamento na sessão imediata$ (eito o julgamento.A(.P.ribunal nos processos de jurisdição volunt#ria' por isso.ribunal procede ao e(ercício jurisdicional da função administrati*a: este processo. a Administração tem.rito ou mais precisamente. a decisão de suspensão da efic#cia dos actos administrativos$ OUTROS MEIOS !ROCESSUAIS ACESSIRIOS 117. Indicaç o S+m%ria *stes meios processuais v%m previstos no art$ 081M8. ou decorrido o respectivo prazo. ue durar# até ue o . um processo de jurisdição *olunt4ria -art$ 8N/F1 e segs$ 2P24$ 2aracter"stica do acto jurisdicional é a emissão de uma declaração de certeza produtora de caso julgado' o mesmo não se pode dizer dos actos da função administrativa. se a e!ecução diferida do mesmo acto pode ou não determinar um preju"zo grave para o interesse público$ O ue o .ribunal a intimação de particulares ou de concession#rios para adoptarem ou se absterem de certo .interessados procedam 6 e!ecução do acto& d#-se a suspensão pro*is6ria.

ribunal a produção antecipada de prova.A.ribunal procede 6s dilig%ncias ue se mostrem necess#rias' e por fim o juiz decide o pedido -art$ ES1 .F de 9arço4$ 2ontudo. introduzidos entre n5s na reforma do contencioso de 8FEN ? 8FE0$ A . este meio processual foi alargado aos pedidos de prestação de informaç:es dirigidos 6 Administração Pública -art$ 8D1 .redacção modificado pelo art$ 81 da . nos termos do art$ 881 =. a fim de permitir aos reDuerentes o uso de meios gracioso ou contencioso3 7empre ue um particular re ueira a consulta de documentos ou processos ou a passagem de certid:es. com o fim de assegurar o cumprimento de normas de =ireito Administrativo$ a) / direito de pedir e obter do 'ribunal a intimação da Administração para facultar a consulta de documentos ou processos e passar certid)es.ribunal pode determinar 6 Administração Pública ua faculte o acesso aos documentos$ b) / direito de pedir e obter do 'ribunal a intimação de particulares ou de concession4rios para adoptarem ou se absterem de certo comportamento. E01 . . com o fim de assegurar o cumprimento de normas de =ireito Administrativo$ c4 O direito de pedir e obter do . o juiz intima a Administração a facultar as consultas ou a passar certid:es ue +ouveram sido re ueridas.0K-AMDD -art$ EN1M.rata-se de um recurso de plena jurisdição ? e não de mera anulação ? uma vez ue o .P. para ulterior e!erc"cio de garantias graciosas ou contenciosas ? e desde ue não se trata de matérias secretas ou confidenciais ? a administração deve responder favoravelmente no prazo de dez dias -art$ E.P.A4$ O não cumprimento da intimação constitui a autoridade administrativa faltosa em responsabilidade civil. tendo .1M8. e determina o pra&o em ue a intimação deve ser cumprida -arts$ E. este alargamento foi acompan+ado por uma alteração de natureza no meio processual. muito embora regido pelas regras aplic#veis ao pedido de intimação para a consulta de documentos ou passagem de certid:es$ .P.A4$ 2om a . a ui configurado como um recurso ? logo.A4$ O processo é muito r#pido& a autoridade administrativa tem uatorze dias para responder ao pedido' depois é ouvido o 9inistério Público' o . .1M8 e EN1M8 . com o fim de assegurar o cumprimento de normas de %ireito Administrati*o3 J também uma inovação de grande alcance.P.ei EMF0 de .P.K de Agosto -acesso aos documentos da Administração4. um meio processual principal ?. ue encontrar# a sua maior utilidade nos casos em ue um particular ou um concession#rio.comportamento. em processo pendentes no .ei n$1 K0MFS de . prev% dois tipos de pedidos de intimação& a4 O pedido de intimação da Administração Pública para facultar a consulta de documentos ou processos passar certid:es$ b4 O pedido de intimação de particulares ou concession#rios da Administração para adoptarem ou se absterem de certo comportamento.A4$ Aa decisão.ribunal competente ou a instaurar em ual uer . Os !edidos de Intimaç o Os pedidos de intimação.ribunal Administrativo$ 111. disciplinar e criminal.

ou por “0 al0 er %essoa a c 3os interesses a &iola()o ca sa ofensa !igna !e t tela 3 ris!icional” -art$ EK1M8 . sendo caso disso.ribunal caduca nos casos indicados no art$ F/1 .A4$ O processo é simples e urgente$ O pedido é formulado em re uerimento ao . em defesa do interesse geral.A4$ *ste meio processual não pode ser usado se no caso couber o incidente de suspensão da efic#cia do acto administrativo -art$ EK1MS .A4$ O pedido pode ser formulado pelo 9inistério Público. este meio processual vem regulado nos arts$ EK1 a F81 .A$ Pressupostos da sua utilização são& ue os particulares ou concession#rios violem normas de =ireito Administrativo.P.P.P.P. não as cumpram nem sejam obrigados a cumpri-las pela pr5pria Administração$ *ste meio processual.A4$ Aa decisão.A4$ O re uerido tem sete dias para responder$ 7eguidamente é ouvido o 9inistério Público$ =epois fazem-se as dilig%ncias ue forem necess#rias$ Por fim o juiz decide -art$ ED1M. dirigida aos mesmos particulares ou concession#rios. .A(.P.1 . o juiz determina concretamente o comportamento a impor na intimação e.P.A4 ou antes da fase da instauração em processo j# instaurado -art$ FN1 .A4 A intimação ordenada pelo .ribunal competente -art$ ED1M8 .A4$ O pedido é formulado por meio de re uerimento$ O re uerente deve justificar sumariamente a necessidade da antecipação da prova./1 +avendo justo receio de vir a tornar-se imposs"vel ou muito dif"cil o depoimento de certas pessoas ou a verificação de certos factos por meio de arbitramento ou inspecção.P.A4$ Quando a matéria controvertida for comple!a. suprindo assim ao mesmo tempo a omissão indevida das autoridades administrativas competentes$ 3eferido no art$ 081M8-o *. através de acção ou ameaça de violação cause ofensa digna de tutela jurisdicional aos interesses de ual uer pessoa ou ao interesse geral' e ue para assegurar o cumprimento das normas em causa seja necess#rio obter do . o prazo para o respectivo cumprimento e o respons#vel por este -art$ EE1M8MSMNM .P.determinadas obrigaç:es decorrentes da lei administrativa.ribunal intimação. pode o depoimento. ou ue +aja fundado receio de as violarem. por mandado jurisdicional. em processo pendentes no 'ribunal competente ou a instaurar em DualDuer 'ribunal Administrati*o3 .A$ c) / direito de pedir e obter do 'ribunal a produção antecipada de pro*a. o arbitramento ou a inspecção se realizarem antes de instaurado o processo principal -art$ F.P. permite fazer cessar.P. permite agora a lei administrativa ue o depoimento.rata-se de aplicar ao contencioso administrativo um meio processual de +# muito con+ecimento em processo civil -art$ 0. para ue adoptem um certo comportamento ou se absten+am dele -art$ EK1M8 . o arbitramento ou a inspecção realizar-se antecipadamente e até antes de ser proposta a acção$ 2P24$ <avendo justo receio de vir a tornar-se imposs"vel ou muito dif"cil o depoimento de certas pessoas ou a verificação de certos factos por meio de prova pericial ou por inspecção. pode o juiz determinar ue passem a seguir-se os termos dos recursos de actos administrativos dos 5rgãos da administração local -art$ ED1M0 . mencionar com precisão aos factos sobre ue esta +#-de recair e identificar as pessoas .P. a actividade legal do particular ou do concession#rio.

e por fim o juiz decide -art$ FS1MN .ribunal Administrativo não pode deferir o pedido da medida provis5ria uando. nos .4$ O processo.ribunal Administrativo provid%ncias destinadas a corrigir as ilegalidades de ue o procedimento contratual enferme ou a impedir a produção de maiores preju"zos.ribunal competente para o recurso -art$ 01MN4' estas são pedidas em re uerimento pr5prio apresentado juntamente com a petição de recurso -art$ .A(4 ?.P. em ju"zo probabil"stico.A(4 ?.ribunais Administrativos de 2"rculo' na falta de lei. como. n$1 8SNMFE. de 80 de 9aio. As !rovid5ncias Ca+telares n o Es'eci*icadas *stes pedidos deverão ser apresentados nos . As Medidas !rovisCrias *sta provid%ncia cautelar foi introduzida no ordenamento jur"dicoadministrativo portugu%s pelo art$ .P. do =.A(4$ A produção antecipada de prova est# condicionada 6 demonstração pelo re uerente de ue e!iste o 3 sto receio de ue esta ven+a a tornar-se imposs"vel ou muito dif"cil -art$ F.1M.P.K1M8-o *.ribunais Administrativos de 2"rculo ? se se tratar de processo pendente num destes .1 . somente sendo admiss"veis uando a lesão ue se vise .ue +ajam de ser ouvidas. entende-se ue.1M. concluir. . como no . tem car#cter urgente -art$ 01MN4' neste car#cter determina a obrigação de instruir o re uerimento com os respectivos meios de prova -art$ 01M84 e o encurtamento dos prazos -art$ 01M. de prestação de serviços e de fornecimento de bens ue lesem direitos subjectivos ou interesses legalmente protegidos$ Através das medidas provis5rias.A4$ O pedido de produção antecipada de prova é tramitada como processo urgente -art$ K1 .ribunais ou a instaurar em ual uer . podem re uerer-se ao . se for caso disso -art$ FS1M8 . pela sua natureza cautelar. ponderados os interesses em confronto.P. encontrando-se regulada no art$ 01 do mesmo diploma$ .ribunal 2entral Administrativo ? se o processo estiver neste .A4$ *stes pedidos tanto podem ser apresentados no 7upremo .A relativas 6 suspensão jurisdicional da efic#cia dos actos administrativos -art$ 01MK4$ 11(.ribunal -art$ .A4$ =epois é ouvido o 9inistério Público. ainda.rata-se de um meio processual acess5rio do recurso contencioso ue tem como objectivo actos administrativos relativos 6 formação de contratos de empreitada de obras públicas.ribunal Administrativo ? se o processo estiver pendente neste .A4$ 11$.ribunal Administrativo -art$ 081M8-p *.ribunal -art$ N/1-+ *.MS4$ As lacunas de regulamentação são preenc+idas pela aplicação subsidi#ria das disposiç:es da . dada a sua natureza se dever# recorrer 6 regra relativa aos pedidos de intimação$ *stes pedidos podem ser propostos por uem mostre fundado receio de Due outrem cause lesão gra*e e dificilmente repar4*el ao seu direito -art$ SE81M8 2P24$ *stes pedidos devem ser dirigidos contra o 5rgão da Administração do ual proven+a a ameaça de lesão$ *stes pedidos t%m car#cter subsidi#rio. no sentido de ue as conse u%ncias negativas para o interesse público e!cederem os benef"cios a obter pelo re uerente -art$ 01MN4$ As medidas provis5rias são re ueridas ao .A4$ A pessoa ou o 5rgão em relação aos uais se pretenda fazer uso da prova antecipada são notificados para deduzir oposição ou para intervir no processo -art$ FS1M.P.P. incluindo a suspensão do procedimento de formação do contrato$ O .

uanto 6 ueles regulamentos ue podem ofender os direitos ou os interesses dos particulares s5 pelo simples facto de entrarem em vigor. então permite-se ao particular prejudicado com essa aplicação recorrer do acto administrativo ue aplicou o regulamento.ribunal. na medida em ue aplicou um regulamento ilegal$ 11. a ueles ue s5 ofendem os particulares uando aplicados por acto concreto. uando não e!istia ainda o *stado de =ireito& se o poder e!ecutivo decretava regulamentos ilegais.ribunal$ 9as.. in*ocando como fundamento desses recurso a ilegalidade do regulamento3 Aeste . os particulares não podiam fazer outra coisa senão cumpri-los$ b) / segundo sistema . ou seja. uando c+egar o momento de um regulamento ilegal ser aplicado a um caso concreto por intermédio de um acto administrativo. mas ue tem o inconveniente de levar a uma grande sobrecarga de trabal+o no .não são aplic#veis as provid%ncias referidas no n$1 8 uando se pretenda acautelar o risco de lesão especialmente prevenido por alguma das provid%ncias tipificadas na secção seguinte do 2P24$ A IM!U/NAÇÃO DOS RE/U>AMENTOS I>E/AIS 11).prevenir não possa ser evitada por um dos procedimentos cautelares consagrados no contencioso administrativo -art$ SE81MS . mas acrescentando um elemento muito importante& se ual uer . Sol+ç o Act+al no Direito !ort+8+5s A lei começa por fazer uma distinção entre regulamentos e!e u"veis por si mesmo. apenas não o aplicaJ e anula o acto administrativo. e regulamentos s5 e!e u"veis através de um acto concreto de aplicação -acto administrativo ou acto jurisdicional4$ Quanto aos regulamentos e!e u"veis por si mesmos. podendo causar grave embaraço 6 efici%ncia da acção administrativa$ c) "oncebeuCse um terceiro sistema: neste. o sistema da não impuganibilidade dos regulamentos: (oi o sistema ue vigorou durante muito tempo. o da impugnação directa: segundo o ual os regulamentos ilegais são directamente impugn#veis perante o contencioso administrativo.ribunais Administrativos.ribunal Administrativo& os regulamentos ilegais não são impugn#veis directamente perante o . consagraCse o sistema da não aplicação. não se admite o recurso directo do regulamento para o . se considerar ue o regulamento é ilegal. por ue violam a lei ue visam e!ecutar ou ue define a compet%ncia para a sua emissão$ <# basicamente tr%s sistemas con+ecidos& a) / primeiro . O !ro#lema da Im'+8naç o Contenciosa dos Re8+lamentos Ile8ais A Administração elabora constantemente numerosos regulamentos$ Alguns deles ilegais.ribunal. não anula o regulamento. permiteCse a impugnação directa3 Quanto aos outros. tal como se de actos administrativos se tratasse$ J um sistema ue é positivo do ponto de vista do *stado de =ireito. em tr%s .

como pelo . por um lado' *ntre dois meios processuais.A(4$ 9as a declaração de ilegalidade tanto pode ser feita pelos .P. pois. o re uisito do interesse directo ou actual& o interesse pode ser reportado a uma lesão futura. os re uisitos ue se viu sobre a recorribilidade dos actos administrativos& para se impugnar contenciosamente um regulamento é necess#rio ue ele seja proveniente de um acto e!terno. o recurso dos regulamentos e a declaração de ilegalidade de normas regulamentares. o 9inistério Público impugnar# obrigatoriamente esse regulamento junto do . por outro$ 2om base nesta distinção. a regra geral é a da anulabilidade.A(4$ Para +aver recorribilidade do regulamento.A(4. embora com um regime jur"dico diferente do da anulabilidade dos actos administrativos$ O pedido de declaração da ilegalidade de normas regulamentares não directamente e!e u"veis est# ainda sujeito a um pressuposto processual espec"fico& a prévia ocorr%ncia de tr%s decis:es judiciais de não aplicação concreta de norma regulamentar -art$ N/1-c e 081M8-e *.A4$ Aão se pense.A4$ Quando ten+a con+ecimento de tr%s decis:es de uais uer . ue isto e uivale a considerar todo o regulamento ilegal como ferido de nulidade3 *mbora possa +aver regulamentos nulos.A4$ Aão e!iste a ui. m tatis m tan!is. definitivo e e!ecut5rio$ Qual uer particular pode impugnar regulamentos uando “se3a %re3 !ica!o %ela a%lica()o !a norma o &enha a s.casos concretos.ribunal competente -art$ KK1M8 .A$ Os recursos seguem os termos dos recursos dos actos administrativos de 5rgãos da administração local -art$ KN1M8 .A.P.P.ribunal Administrativo$ O sistema actual assenta numa dupla distinção& *ntre regulamentos directamente e!e u"veis e regulamentos não directamente e!e u"veis.A organizou dois tipos de processos para a impugnação de regulamentos& a4 Os recursos b4 Os pedidos de declaração de ilegalidade$ Os recursos estão regulados nos arts$ KS1 a K01 . %re&isi&elmente. o legislador regulou duas formas de impugnação de regulamentos& o recurso e o pedido de declaração de ilegalidade3 110. considerar ilegal um regulamento.P.P.ribunais. transitado em julgado.2lo.A4' e os pedidos de declaração . independentemente do prazo -art$ KS1 . MarcOa do !rocesso A .A(4$ 111. e os pedidos de declaração de ilegalidade nos arts$ KK1 a KE1 .ribunais Administrativos de 2"rculo -art$ 081M8-e *.P.P.ribunais Administrativos de 2"rculo t%m compet%ncia -art$ 081M8-e *.P.A4$ A impugnação de regulamentos ilegais pode ser feita “a to!o o tem%o”. também a ui são e!ig"veis. todavia. em momento %r6$imo” -arts$ KS1 e KK1M8 .ribunal 2entral Administrativo -art$ N/1-c *. desde ue pre*isí*el e pr6(ima3 O 9inistério Público também pode impugnar ual uer regulamento ilegal -art$ KS1 . a partir da" o regulamento pode ser impugnado directamente junto do . ue recusem a aplicação de um norma regulamentar com fundamento na sua ilegalidade. !ress+'ostos !rocess+ais 7omente os . ou seja.

P. +# tr%s casos especiais em ue a impugnação da legalidade de regulamentos administrativos é feita perante o .P.odavia. a inconstitucionalidade ou a ilegalidade de ual uer norma.A(4$ 116.de ilegalidade de normas regulamentares não directamente e!e u"veis.ribunais Administrativos$ .A& *ventual dispensa da citação do autor da norma' Publicidade' Apensação dos processos relativos 6 mesma norma$ 114.ribunal. Im'+8naç o de Re8+lamentos da Com'et5ncia do Tri#+nal Constit+cional *m regra. com fundamento em violação do estatuto da região ou de lei geral da 3epública -n$1 8-c4' b4 A ilegalidade de uais uer normas constantes de diploma emanado dos 5rgãos de soberania com fundamento em violação dos direitos de uma região consagrados no seu estatuto -n$1 8-d4$ c4 O . conferir efic#cia retroactiva 6 sentença -art$ 881MS *.A4' de normas regulamentares não directamente e!e u"veis ? a forma de tramitação ue seria aplic#vel se estivesse em causa o recurso de um acto administrativo praticado pelo autor da norma regulamentar -arts$ . conforme o tipo de invalidade ue o afectasse$ 9as em caso de anulação. por via de regra.ribunal 2onstitucional$ 2omo resulta do art$ . com força obrigat5ria geral.A(4. resolva. por raz:es de e uidade ou de interesse público de e!cepcional relevo. os regulamentos administrativos ilegais são impugnados perante os . desde ue ten+a sido por ele julgada inconstitucional ou ilegal em tr%s casos concretos -n$1 S4$ O !ROCESSAMENTO DA ACTI-IDADE ADMINISTRATI-A O !ROCEDIMENTO ADMINISTRATI-O 147. mas também não tem. com força obrigat5ria geral.ribunal 2onstitucional aprecia e declara ainda. a decisão de provimento declara. a menos ue o . Noç o . E*eitos da Decis o de !rovimento 7e o regulamento ilegal for objecto de um recurso e este obtiver decisão de provimento.E81 23P. o regulamento é anulado ou declarado nulo ou ine!istente.A4$ *specialidades do art$ KN1 .P. a ilegalidade da norma. seguem a mesma tramitação ue seria aplic#vel a mesma tramitação dos recursos -art$ . tais casos são os seguintes& a4 A ilegalidade de uais uer normas constantes de diploma regional. em decisão “es%ecificamente f n!amenta!a”. efic#cia retroactiva -art$ 881M8 *. esta não tem efeitos retroactivos& ao contr#rio do ue sucede com a anulação contenciosa dos actos administrativos.N1 e KD1 . a anulação de um regulamento ilegal s5 produz os seus efeitos para o futuro. respeitando -sem os destruir4 os efeitos produzidos no passado$ 7e o regulamento for objecto de um pedido de declaração de ilegalidade.N1-a KN1M8 KE1 .

O#3ectivos da Re8+lamentaç o F+r<dica do !rocedimento Administrativo O Procedimento Administrativo é uma se u%ncia juridicamente ordenada$ O =ireito interessa-se por ele e regula-o através de normas jur"dicas. o procedimento constitui uma se u%ncia juridicamente ordenada3 J a lei ue determina uais os actos a praticar e uais as formalidades a observar' é também a lei ue estabelece a ordem dos tr)mites a cumprir. de certas formalidades ue se sucedem numa determinada se u%ncia$ 2+ama-se a esta se u%ncia Procedimento Administrativo. o momento em ue cada um deve ser efectuado. o Procedimento Administrativo traduz-se numa se u%ncia de actos e formalidades3 Aa verdade. procurando nomeadamente assegurar a racionalização dos meios a utilizar pelos serviços' . precisamente. m acti&i!a!e %rocess al”9 ou seja. desenrolando-se de acordo com um certo modelo. começa num determinado ponto e depois camin+a por fases. não +# nele apenas actos jur"dicos ou tãos5 formalidades& no Procedimento Administrativo tanto encontramos actos jur"dicos como meras formalidades$ Quarto. entre procedimentos decis6rios e e(ecuti*os3 A distinção funcional vem no art$ 81 2PA& 8$ *ntende-se por Procedimento Administrativo a sucessão ordenada de actos e formalidades tendentes 6 formação e manifestação da vontade da Administração Pública ou 6 sua e!ecução$ . o Procedimento Administrativo tem por objecto um acto da Administração3 A e!pressão “acto !a A!ministra()o” engloba genericamente todas essas categorias$ O ue d# car#cter administrativo ao procedimento é. ou processo burocr#tico. o Procedimento Administrativo tem por finalidade preparar a pr4tica de um acto ou respecti*a e(ecução3 =a ui decorre a distinção.“A acti&i!a!e !a A!ministra()o . obrigat5rias para a Administração$ Por u%L 7ão v#rios os objectivos da regulamentação jur"dica do Procedimento Administrativo& a4 *m primeiro lugar. ou ainda processo não contencioso$ O “Procedimento Administrati*o” é a se u%ncia juridicamente ordenada de actos e formalidades tendentes 6 preparação da pr#tica de um acto da Administração ou 6 sua e!ecução$ O procedimento é uma seDu2ncia3 Quer isto dizer ue os v#rios elementos ue o integram não se encontram organizados de ual uer maneira$ 7egundo.erceiro. avança pela pr#tica de actos ue se encadeiam uns nos outros e pela observ)ncia de certos tr)mites. a lei visa disciplinar da mel+or forma o desenvolvimento da actividade administrativa. em larga me!i!a. de certos ritos. o envolvimento da Administração Pública e o facto de o objecto dele ser um acto da Administração$ Quinto. ou processo administrativo gracioso.$ *ntende-se por processo administrativo o conjunto de documentos em ue se traduzem os actos e formalidades ue integram o Procedimento Administrativo$ 141.-blica '. uais os actos antecedentes e os actos conse uentes$ .

o Procedimento Administrativo é um aut%ntico processo$ 2laro ue +# diferenças entre o Procedimento Administrativo e o Processo >udicial& mas ambos são espécies de um mesmo género ? o processo' b) A 'ese AntiCprocessualista: para os defensores desta tese. e desde ue o faça ordenando o encadeamento se uencial de actos e formalidades para a obtenção de uma solução final ponderada e ade uada. pois. Procedimento Administrativo e Processo >udicial não são duas espécies de um mesmo género. mas sim dois géneros diferentes. a lei uer evitar a burocratização e apro!imar os serviços públicos das populaç:es' e4 *. pois. t"picas normas de =ireito Administrativo. Es'. é objectivo da lei ue através do procedimento se consiga esclarecer a vontade da Administração. assegurar o respeito pelos direitos dos particulares$ Aesta medida. garantir a mel+or ponderação poss"vel da decisão a tomar 6 luz do interesse público e. as normas ue regulam o Procedimento Administrativo são. Nat+re9a F+r<dica do !rocedimento Administrativo 2onfrontam-se a respeito desta uestão duas teses opostas& a) A 'ese Processualista: para os defensores desta tese. por um lado. por isso ue procuram conciliar as e!ig%ncias do interesse colectivo com as e!ig%ncias dos interesses individuais$ 14$. pretende a lei assegurar a participação dos cidadãos na preparação das decis:es ue l+es digam respeito$ J o ue resulta com toda a clareza do art$ . por último.KD1M8MN 23P$ A regulamentação jur"dica do Procedimento Administrativo visa. uando +ajam de ser sacrificados. irredut"veis um ao outro$ O “%rocesso” ser# a sucessão ordenada de actos e formalidades tendentes 6 formação ou 6 e!ecução de uma vontade funcional$ 7empre ue a lei pretende disciplinar a manifestação de uma vontade funcional. entende a lei dever salvaguardar os direitos subjectivos e os interesses leg"timos dos particulares. um processo ? tal como são o Processo . úteis e oportunas' c4 *m terceiro lugar. o Procedimento Administrativo não é um processo. impondo 6 Administração todas as cautelas para ue eles sejam respeitados ou.*m segundo lugar. por outro.egislativo e o Processo >udicial$ 9últiplas diferenças os separam' apro!ima-os a circunst)ncias de todos serem uma se u%ncia juridicamente ordenada de actos e formalidades tendentes 6 formação de uma vontade funcional ou 6 respectiva e!ecução$ 14(.cies de !rocedimentos Administrativos Principais classificaç:es& a) Procedimentos de iniciati*a pública: suscept"veis de in"cio oficioso' e procedimento de iniciati*a particular: dependentes de re uerimento deste' b4 . a" teremos um processo$ O Procedimento Administrativo é. de modo a ue sejam sempre tomadas decis:es justas. para ue o não sejam por forma e!cessiva' d4 *m uarto lugar.

a todo e ual uer tipo de actividade.1 2PA contém as regras ue determinam o )mbito de aplicação do 25digo$ a4 Ao ue se refere ao âmbito subjecti*o. dando-se mesmo a circunst)ncia. regulando as formas da actividade administrativa$ =isciplina pois.MF8.a()o constit cional são aplic#veis. aos 5rgãos do *stado estran+os a esta mas ue desenvolvam actividades materialmente administrativa -n$1 84. uando actuem no e!erc"cio de poderes de autoridade -n$1 S4' b4 Quanto ao âmbito material de aplicação.MF8 de 80 de Aovembro$ A entrada em vigor do 2PA verificou-se em 8K de 9aio de 8FF. de gestão privada ou de "ndole técnica -n$1 04' As !is%osi(7es relati&as 4 organi. igualmente apenas no dom"nio das actividades de gestão pública. também aos Procedimentos *speciais. em uais uer circunst)ncias. um tanto ins5lita. o 25digo tem uma primeira parte dedicada aos princ"pios gerais. e ainda 6s empresas concession#rias. bem mais do ue o Procedimento Administrativo$ O art$ .roce!imento A!ministrati&o. uma segunda relativa aos sujeitos do procedimento e uma uarta. n$1 KMFK. de a sua Parte @@@ apresentar ep"grafe id%ntica ao nome do pr5prio c5digo& 8o . A Codi*icaç o das Re8ras do !rocedimento Administrativo S O CCdi8o do !rocedimento Administrativo O 25digo de +oje vigora entre n5s +averia de resultar do Projecto do 25digo do Procedimento Administrativo de 8FEF$ O impulso legislativo governamental foi coberto por uma lei de autorização legislativa -. o 25digo do Procedimento Administrativo aplica-se 6s entidades ue comp:em a Administração Pública em sentido org)nico -enumeradas no n$1 .b) Procedimento decis6rios: visam a tomada de uma decisão administrativa' e procedimentos e(ecuti*os: tem por finalidade assegurar a projecção dos efeitos de uma decisão administrativa' c) Procedimento de 5< grau: incidem pela primeira vez sobre uma situação da vida' e procedimentos de 7< grau: incidem sobre uma decisão administrativa anteriormente tomada' d) Procedimento comum: é a uele ue não é regulado por legislação especial mas pelo pr5prio 2PA' e procedimentos especiais: são regulados em leis especiais$ 14).$ O 25digo do Procedimento Administrativo foi revisto pelo =. ao Procedimento 2omum e./ de >ul+o4 e o 25digo do Procedimento Administrativo viria a ser aprovado pelo =. supletivamente. o 25digo do Procedimento Administrativo não trata apenas do Procedimento Administrativo propriamente dito. seja ela de gestão pública. publicado em S8 de >aneiro de 8FFK$ 7eguindo uma tradição ue remonta ao projecto de 8FKE. n$1 NN.a()o e 4 acti&i!a!e a!ministrati&as são aplic#veis 6s actividades de gestão pública -n$1 K4' As restantes !is%osi(7es !o C6!igo !o . +# a registar sobretudo ue& 1s %rinc+%ios !a acti&i!a!e a!ministrati&a e as normas !e concreti.ei n$1 S. desde ue da" não resulte diminuição das garantias dos particulares -n$1 D4$ .roce!imento A!ministrati&o são aplic#veis.4. de . Para além desta.

egalidade -art$ S14' O Princ"pio da Proporcionalidade -art$ 014' O Princ"pio da >ustiça -art$ K14 O Princ"pio da @mparcialidade -art$ K14' O Princ"pio da Ioa (é -art$ K1-A4' O Princ"pio da 2olaboração da Administração com os Particulares -art$ D14. apoiando-os. O Princ"pio da =esburocratização e da *fici%ncia -art$ 8/14' O Princ"pio da Cratuitidade -art$ 8814' O Princ"pio do Acesso 6 >ustiça -art$ 8. pretende prenunciar o fim desejado da uelas gavetas onde a vel+a m#!ima dizia ue os 5rgãos administrativos guardavam os assuntos ue o tempo +averia de resolver -arts$ 0D1 e 0E14' / Princípio da publicidade do 1mpulso Processual. ue. na preparação das decis:es administrativas -art$ K/14$ O Procedimento Administrativo obedece também a um certo número de outros princ"pio fundamentais& a) "ar4cter escrito: em regra o Procedimento Administrativo tem car#cter escrito. ue serve de en uadramento 6 mais importante inovação introduzida pelo 25digo do Procedimento Administrativo. este dever de colaboração e!iste nos dois sentidos& deve a Administração colaborar com os particulares ? ouvindo-os.14.14$ *m segundo lugar. constantes dos arts$ S1 a 8. !rinc<'ios :+ndamentais do !rocedimento Administrativo O 25digo do Procedimento Administrativo inclui dois tipos de princ"pios& em primeiro lugar. os estudos e opini:es t%m de ser emitidos por escrito. inclu"dos nos arts$ 0K1 a K/1& / Princípio do 1nDuisit6rioD inscrito no art$ 0K1 2PA.. regulada nos arts$ 8//1 e segs$ O Princ"pio da =ecisão -art$ F14.1& O Princ"pio da . ue acompan+ado da fi!ação de um prazo legal para conclusão do procedimento. etc$\ b) #implificação e formalismo: o Procedimento Administrativo é muito menos formalista e é mais male#vel$ A lei traça apenas algumas lin+as . os %rinc+%ios gerais !o %roce!imento. au!iliando esta. os %rinc+%ios gerais !o C6!igo. assinala o papel preponderante dos 5rgãos administrativos da decisão administrativa' / Princípio da "eleridade. estimulando-os ? e devem os particulares colaborar com a Administração. por via da garantia de ue os interessados estejam informados do in"cio do procedimento. procura assegurar-l+es efectivas possibilidades de participação no mesmo$ / Princípio da "olaboração dos 1nteressados. sem preju"zo dos seus direitos e interesses leg"timos$ O Princ"pio da Participação -art$ E14. com boa fé e seriedade. com o ual se pretende garantir ue estes facilitem a actividade da Administração Pública. a audi%ncia dos interessados no procedimento. ue como corol#rio do princ"pio a prossecução do interesse público. consignado no art$ 001 2PA. ue assegura aos cidadãos o direito a obterem uma decisão administrativa uando o re ueiram ao 5rgão competente (!e&er !e %ron ncia).

88. igualmente. DE1. para atestar a entrega do re uerimento. a Administração é activa. no caso contr#rio -art$ DK1M8M. regula o suporte material dos re uerimentos$ 7obre o re uerimento pode recair um despac+o inicial do serviço. e ainda a tomada de medidas provis5rias$ A mais con+ecida destas medidas provis5rias é a suspensão preventiva do arguido no procedimento disciplinar$ Aos procedimentos de iniciativa pública. a saber& a4 (ase inicial' b4 (ase de instrução' c4 (ase da audi%ncia prévia dos interessados' d4 (ase da preparação da decisão' e4 (ase da decisão' f4 (ase complementar$ 141. E/1 e E81 2PA4. iniciam-se a re uerimento dos interessados$ O re uerimento inicial destes deve conter as menç:es e!igidas no art$ DN1 2PA e ser apresentado por escrito$ O =. uando o 5rgão com compet%ncia para decidir é a uele ue inicia a procedimento' ou a impulso processual Geter6nomo. se o 5rgão ue inicia o procedimento carece de compet%ncia para a decisão final$ *m ual uer dos casos +# ue cumprir o dever fi!ado no art$ 001 2PA& a comunicação aos interessados do in"cio do procedimento$ Os procedimentos de iniciativa particular. a nomeação do instrutor se a ela +ouver lugar. 2PA4$ . o arran ue do procedimento pode dever-se a impulso processual aut6nomo. O !rocedimento DecisCrio de 1T /ra+ J o procedimento tendente 6 pr#tica de um acto prim#rio$ A fase do procedimento decis5rio de 81 grau 6 luz do actual =ireito portugu%s são seis.gerais de actuação e determina uais as formalidades essenciais& o resto é vari#vel conforme os casos e circunst)ncias' c) . :ase Inicial J a fase em ue se d# in"cio ao procedimento$ *sse in"cio pode ser desencadeado pela Administração.ribunais são passivos& aguardam as iniciativas dos particulares e. se o re uerimento não satisfazer todas as e!ig%ncias do art$ DN1 2PA' este aperfeiçoamento far-se-# através do suprimento oficioso das defici%ncias. goza do direito de iniciativa para promover a satisfação dos interesses públicos postos por lei a seu cargo$ A MARCBA DO !ROCEDIMENTO COMUM DE 1T /RAU !ARA A TOMADA DE UMA DECISÃO ADMINISTRA-A 140. se o re uerimento for an5nimo ou intelig"vel -art$ DK1MS 2PA4' Aperfeiçoamento. caso tal seja poss"vel. em regra. a passagem de recibo ao particular -arts$ DD1.ature&a inDuisit6ria: os . s5 decidem sobre o ue eles l+es tiverem pedido pelo contr#rio. consistindo no respectivo& 1ndeferimento limiar. DF1. ou por um particular interessado$ =esta fase fazem parte.MF/ de N de Abril. ou mediante convite ao re uerente.

terminado assim o procedimento$ 144. :ase da Instr+ç o =estina-se a averiguar os factos ue interessem 6 decisão final e. consignado no art$ ED1M8 2PA' A desnecessidade de prova dos factos not5rios e outros do con+ecimento do instrutor -art$ ED1M. trata-se de pareceres *inculati*osJ se tal não sucede. uando a decisão de os pedir foi livremente tomada pelo 5rgão instrutor$ 7e as suas conclus:es t%m de ser acatadas pelo 5rgão decisor. em primeiro lugar. nomeadamente. avaliaç:es e dilig%ncias semel+antes -art$ FK1 2PA4$ A direcção desta fase do procedimento é atribu"da pelo 25digo do Procedimento Administrativo. mesmo nos procedimentos de iniciativa particular' / princípio da liberdade de recolGa e apreciação dos meios probat6rios =arts3 PQ<@5 e ?5<@7 "PA)3 Para além destes princ"pios. ue passar# a dirigir a instrução' b4 *ncarregar um subordinado da realização de dilig%ncias instrut5rias avulsas -art$ EK1 2PA4 A fase da instrução tem por objecto a recol+a e tratamento dos dados indispens#veis 6 decisão$ Aela assumem particular relevo tr%s princ"pios& / Princípio da legalidade =art3 8< "PA): ue condiciona as dilig%ncias a promover 6 respectiva conformidade legal' / Princípio do inDuisit6rio =art3 EK< "PA): ue confere ampla liberdade ao 5rgão instrutor do procedimento. vistorias. 2PA ? o re uerimento poder# ser liminarmente ar uivado. audi%ncias de testemun+as. 6 recol+a das provas ue se mostrem necess#rias$ Pode ser conduzida pelo 5rgão competente para tomar a decisão final. previsto no art$ ES1 2PA& consiste na verificação de ue não e!istem uais uer problemas ue obstem ao andamento do procedimento ou 6 tomada da decisão final$ 7e ocorrer alguma destas circunst)ncias ? ou ainda a prevista no art$ F1M. tais como in uéritos.*sta fase do procedimento encerra-se com o saneamento do procedimento. ou por um instrutor especialmente nomeado para o efeito$ O principal meio de instrução no procedimento administrativo é a pro*a documental3 9as também são admitidos outros meios de prova. são pareceres não *inculati*os -art$ FE1 2PA4$ Ao sil%ncio da lei. pode& a4 =elegar esta compet%ncia em subordinado seu. 2PA4' A regra de ue o 5nus da prova recai sobre uem alegar os factos a provar -art$ EE1 2PA4$ Pedidos de parecer: os pareceres são opini:es técnicas solicitadas a especialistas em determinadas #reas do saber ou a 5rgãos colegiais consultivos$ =izem-se obrigat6rios uando a lei e!ige ue sejam pedidos' facultati*os. os pareceres nesta previstos consideram-se obrigat5rios e não vinculativos$ . importa ainda ter em consideração tr%s regras em matéria de prova ? na medida em ue a instrução se confunde largamente com a recol+a e o tratamento da prova& O dever geral de averiguação. ao 5rgão competente para a decisão$ *ste todavia. e!ames.

KE1 23P$ *m obedi%ncia ao imperativo constitucional +# muito por cumprir. :ase da !re'araç o da Decis o *sta é a fase em ue a Administração pondera ade uadamente o uadro traçado na fase inicial. suced)nea de uma invi#vel audi%ncia dos interessados.Os pareceres são sempre fundamentados e devem formular conclus:es -art$ FF1 2PA4. consignado no art$ . o instrutor deve sempre fundamentar clara e completamente as raz:es ue levam 6 não realização da audi%ncia dos interessados' caso assim não faça. pois somente assim estar# assegurada a possibilidade de esta ser influenciada pela manifestação de vontade dos interessados -art$ 8//1 2PA4$ 3egra geral. de modo a permitir ue o 5rgão ue os pediu os utilize como suporte da decisão$ 146.14$ *!istem dois tipos de situaç:es em ue a audi%ncia dos interessados não se realiza ou pode não se realizar -art$ 8/S1 2PA4$ Ao primeiro tipo incluem-se os casos em ue a pr5pria lei entende ser desnecess#ria a audi%ncia& Quando a decisão seja urgente' Quando a realização da audi%ncia possa prejudicar a e!ecução ou a utilidade da decisão a tomar' uando o número de interessados seja tão elevado ue torna impratic#vel a audi%ncia$ *m relação a esta última possibilidade. as raz:es referidas no art$ 8/S1M. a audi%ncia dos interessados realiza-se no termo da instrução. introduzida pelo diploma de revisão. mas pode não suceder assim. intercalada na parte final da al"nea c4 do n$1 8 do art$ 8/S1$ Aão se consegue imaginar em ue situaç:es a cons lta %-blica. no caso de o instrutor +aver promovido dilig%ncias instrut5rias complementares sugeridas pelos pr5prios interessados -art$ 8/N1 2PA4$ A audi%ncia pode realizar-se por escrito ou oralmente.. a prova recol+ida na fase da instrução e os argumentos aduzidos pelos particulares na fase da audi%ncia dos interessados$ O luz de . +# ue lamentar uma novidade da responsabilidade do legislador e ue não constava do projecto& a e!pressão 0 an!o %oss+&el. o “!ireito !e %artici%a()o !os ci!a!)os na forma()o !e !ecis7es 0 e lhes !igam res%eito”. dependendo de escol+a do instrutor -art$ 8//1M. é. ela pr5pria. 2PA4' o 25digo do Procedimento Administrativo estabelece regras para ual uer dos casos -arts$ 8/81 e 8/. na sua plenitude. mas é obrigat6ria antes da tomada da decisão final. o 25digo estabeleceu o princ"pio da %artici%a()o !ial6gica na formação da decisão administrativa$ *sta participação pode ocorrer em ual uer fase do procedimento -art$ 0F1 2PA4. a descoberto de ual uer das normas do art$ 8/S1. também sobre o sentido prov#vel da decisão4' Ou por ue se perspectiva uma decisão favor#vel 6 ueles$ *m ual uer caso. imposs"vel$ Ao segundo tipo estão abrangidas as situaç:es em ue a lei autoriza o instrutor a dispensar a audi%ncia& Ou por ue os interessados j# se pronunciaram sobre as uest:es relevantes para a decisão e sobre a prova produzida -e. :ase da A+di5ncia !revia dos Interessados J nesta fase ue se concretiza. a decisão final ser# inv#lida$ A falta de realização da audi%ncia dos interessados. gera a invalidade da decisão final$ 167.

esta fase. e!pressão da falta de interesse destes pelo andamentos do procedimento -art$ 8881 2PA4' S$ A impossibilidade ou inutilidade super*eniente do procedimento. ou da perda de utilidade do procedimento -art$ 88. abriu camin+o para a noção de omissão juridicamente rele*ante. ue se segue 6 audi%ncia do arguido.$ A deserção dos interessados. ue resumir# os factos dados como provados e propor# a pena ue entender justa. bem como solicitar pareceres$ *sta fase ? a da decisão ? inicia-se usualmente com o relat5rio do instrutor. O “Acto '4cito” em Es'ecial A necessidade de atribuir um valor jur"dico 6s omiss:es dos 5rgãos da Administração Pública entronca no princ"pio da prossecução do interesse público& na medida em ue a Administração Pública e!iste para a prossecução dos interesses públicos ue a lei coloca a seu cargo. 161. o procedimento pode e!tinguir-se por outras cinco causas& 8$ A desist2ncia do pedido e a renuncia dos interessados aos direitos ou interesses ue pretendiam fazer valer no procedimento -art$ 88/1 2PA4' . seria inadmiss"vel ue l+e fosse permitido não responder 6s solicitaç:es dos cidadãos. ao consagrar e!pressamente o princ"pio da decisão -art$ F14. peça ue não e!istir# se a instrução tiver sido dirigida pelo pr5prio 5rgão competente para a decisão -art$ 8/01 2PA4$ Aeste relat5rio d#-se conta do pedido do interessado. 2PA4$ Para ue uma omissão de um 5rgão da Administração Pública assuma o significado jur"dico de um “acto t*cito” é indispens#vel ue se verifi uem cumulativamente estes pressupostos$ Perante a necessidade de atribuir um valor jur"dico do “acto t*cito” são conceb"veis dois sistemas& a4 A atribuição ao “acto t*cito” de um valor positivo. e 8/F1M. a Administração vai preparar-se para decidir$ Ao procedimento disciplinar. decorrentes da impossibilidade f"sica ou jur"dica do respectivo objecto. a conse u%ncia da omissão juridicamente relevante consistiria em faze-la . 2PA4' O decurso do prazo estabelecido na lei -F/ dias.arts 8/E1M. Vma omissão juridicamente rele*ante3 O c+amado “acto t*cito”. sem ue estes tivessem forma de defender os seus interesses$ O pr5prio 25digo do Procedimento Administrativo. consta essencialmente da elaboração de um relat5rio final do instrutor. de comportamento omissivo gerador de efeitos jur"dicos$ 2onstituem pressupostos da omissão juridicamente relevante& A iniciativa de um particular' A compet%ncia do 5rgão administrativo interpelado para decidir o assunto' O dever legal de decidir por parte de tal 5rgão -art$ F1M. isto é. ou o ar uivamento dos autos se considerar insubsistente a acusação$ O 5rgão competente pode ordenar a realização de novas dilig%ncias.1 2PA4' N$ A falta de pagamento de ta(as ou despesas. isto é.todos os elementos trazidos ao procedimento nas tr%s primeiras fases. ue somente constitui causa de e!tinção do procedimento nos acasos previstos no art$ 881M8 2PA -art$ 88S1 2PA4' G. resumem-se as fases do procedimento e prop:e-se uma decisão$ Para além da decisão e!pressa. se outro não for especificamente fi!ado .

é bem mais do ue isso& nem é uma simples faculdade do interessado. ou seja. sentenças condenat5rias 6 pr#tica de acto administrativo. coloca-os perante um défice de protecção efectiva.e uivaler a um deferimento do pedido do particular (sistema !o !eferimento t*cito)' b4 A atribuição ao “acto t*cito” de um valor negativo. designadamente contencioso. decorrente de um modelo ue repousa basicamente no recurso de anulação. para definir as actuaç:es da Administração Pública submetidas ao controle dos .em o valor de uma verdadeira decisão ? t#cita ? ue poder# ser ou não legal$ Iem se pode dizer ue. o uso dos mecanismos de garantia. o conceito de acto administrativo serve primeiro como garantia da Administração. Ori8em e Evol+ç o do Conceito J um conceito ue delimita certos comportamentos da Administração. se e uaciona a alternativa deferimento t#citoMindeferimento t#cito. pois não e!trai da omissão conse u%ncias ue l+e sejam directamente desfavor#veis' para o particular. por um lado. sobre o 5rgão administrativo continua a recair o dever de decidir a pretensão$ O deferimento t4cito. embora possibilitando. ue. ele é livre de presumir ou não presumir o indeferimento' por outro. mas ue os delimita em função da fiscalização da actividade administrativa pelos . continuando a não e!istir decisão. nem consubstancia uma ilegalidade$ .ribunais Administrativos$ O acto administrativo passou assim a ser um conceito ue funciona ao serviço do sistema de garantias dos particulares$ *m resumo. o indeferimento t#cito é uma faculdade dos interessados. por comodidade. não passa de uma fac l!a!e recon+ecida pela lei ao lesado por uma omissão administrativa ilegal ? a faculdade de presumir indeferida a sua pretensão& isto significa ue. e ue podem ir desde a mera neglig%ncia até 6 falta de titular do 5rgão com compet%ncia para decidir$ O segundo sistema é mais favor#vel 6 Administração Pública. e passa a servir depois como garantia dos particulares$ . não admitindo nem. em teoria. a omissão juridicamente relevante e uivaleria a um indeferimento do pedido (sistema !o in!eferimento t*cito)$ O primeiro sistema apresenta grandes vantagens para o particular ue v% satisfeita a sua pretensão' para a Administração Pública apresenta o inconveniente de ser indiferente 6s raz:es ue ditaram a omissão. se estão a ponderar duas realidades substancialmente diversas$ O indeferimento t4cito.ribunais$ A noção de acto administrativo vai servir para um fim completamente diferente. isto é. nem sentenças substitutivas$ O sistema do deferimento t#cito e o único ue não faz recair sobre o cidadão contribuinte os problemas ue s5 6 administração Pública cabe ultrapassar$ Quando. j# o deferimento t#cito é uma faculdade da Administração$ O ACTO ADMINISTRATI-O CONCEITOD NATUREGA E ESTRUTURA 16$.

/1 16).. os actos jur"dicos$ O acto administrativo é um acto jur"dico$ 7endo ele um acto jur"dico.4 As operaç:es materiais' S4 As actividades juridicamente irrelevantes$ 16.rata-se de um acto jur"dico' .A principal função pr#tica do conceito de acto administrativo. é a de delimitar comportamentos suscept"veis de fiscalização contenciosa$ @sto resulta muito claro no nosso =ireito onde o art$ . mas essa aceitação funciona apenas como condição de efic#cia do acto ? não "ntegra o conceito do pr5prio acto$ . e uma vez ue o acto administrativo é um acto jur"dico em sentido pr5prio. são em regra aplic#veis ao acto administrativo os Princ"pios Cerais de =ireito referentes aos actos jur"dicos em geral$ Por outro lado. em ue se considera o procedimento administrativo uma sucessão ordenada de factos4. a ual não necessita da vontade de mais ninguém.KE1MN 23P$ O acto administrativo aparece a ui a delimitar os comportamentos da Administração ue são suscept"veis de recurso contencioso para fins de garantia dos particulares$ 16(. sob este aspecto& 84 Os factos jur"dicos involunt#rios' . e nomeadamente não necessita da vontade do particular. pretende-se referir ue ele é um acto jur"dico ue provém de um autor cuja declaração é perfeita independentemente do concurso das vontades de outros sujeitos$ Aele se manifesta uma vontade da Administração Pública.$ . nomeadamente.rata-se de um acto materialmente administrativo' 0$ . a efic#cia do acto administrativo depende da aceitação do particular interessado. surgindo como a conclusão do procedimento. mais corrente na doutrina -art$ 81M8. ou seja.rata-se de um acto unilateral' S$ .rata-se de um acto organicamente administrativo' N$ . Acto F+r<dico Acto administrativo é um acto jur"dico.rata-se de um acto ue versa sobre uma situação individual num caso concreto$ Pode-se dizer ue o acto administrativo é& o acto jurídico unilateral praticado por um 6rgão de Administração no e(ercício do poder administrati*o e Due *isa a produção de efeitos jurídicos sobre uma situação indi*idual num caso concreto3 O 25digo do Procedimento Administrativo usa o termo acto tanto no sentido amplo. em ue o acto se confunde com a decisão. uma conduta volunt#ria$ =entro dos factos jur"dicos em sentido amplo figuram v#rias realidades e. Acto Unilateral 3eporta-se esta categoria a uma classificação con+ecida dos actos jur"dicos em actos unilaterais e actos bilaterais$ Ao dizer ue o acto administrativo é unilateral. para ser perfeita$ Por vezes. isso significa ue ficam de fora do conceito. como num sentido mais restrito. sentido em ue aponta precisamente o art$ 8. De*iniç o de Acto Administrativo Os elementos do conceito do acto administrativo são& 8$ .

admite ue as pessoas colectivas de utilidade pública administrativa e as empresas concession#rias possam praticar “actos a!ministrati&os”. E&erc<cio do !oder Administrativo *le deve ser praticado no e!erc"cio do poder administrativo$ 75 os actos praticados no e!erc"cio de um poder público para o desempen+o de uma actividade administrativa de gestão pública ? s5 esses é ue são actos administrativos$ =a ui resulta. ue não cabem no conceito de acto administrativo& 5) /s actos praticados por 6rgãos Due não integram a Administração Pública: nomeadamente. também não são actos administrativos.K1M8-b4. c4. Acto !raticado 'or +m Ir8 o da Administraç o J pois. contenciosamente recorr"veis$ 7) . como conse u%ncia. =a ui resulta. embora colaborem com a Administração Pública.A( -arts$ . justificar-se-# em princ"pio ue se l+es apli uem as regras pr5prias do acto administrativo em tudo uanto decorra de e!ig%ncias ue revelem da matéria administrativa. os actos jur"dicos praticados por 6rgãos do $stado integrados no poder moderador. devem ou não ser considerados actos administrati*os e. por não provirem de 5rgãos da Administração Pública. um acto ue provém da Administração Pública em sentido org)nico ou subjectivo$ @sto significa ue s5 os 5rgãos da Administração Pública praticam actos administrativos& não +# actos administrativos ue não sejam provenientes de 5rgãos da Administração Pública$ Os indiv"duos ue por lei ou delegação de poderes t%m aptidão para praticar actos administrativos são 6rg)os !a a!ministra()o. não fazem parte dela.em sido discutido o problema de saber se certos actos materialmente administrativos. como tais. mas não j# do ue decorra de e!ig%ncias ue revelem de autoria dos actos por autoridades administrativas ou de prossecução de fins administrativos$ 161. ainda ue se pretendam fazer passar por 5rgãos desta$ J o caso dos usurpadores de funç)es públicas3 8) (inalmente. e 081M82c4. !4. um acto organicamente administrativo.ratando-se de actos materialmente administrativos.ribunais Administrativos$ 2ertas leis avulsas foram admitindo recurso contencioso contra determinadas categorias de actos materialmente administrativos emanados de 5rgãos não administrativos do *stado$ . as pessoas colectivas de utilidade pública administrativa e as empresas de interesse colectivo$ *ssas entidades. sujeitos a recurso contencioso para os .Por e!emplo o acto de nomeação de um funcion#rio público ? é um acto unilateral$ 160. mas organicamente e finalisticamente não administrativos. no poder legislati*o ou no poder judicial3 .ambém não são actos administrativos por não provirem de um 5rgão da Administração Pública. mas organicamente provindos de 5rgãos de outros poderes do *stado. em conse u%ncia ue& . não a integram$ 2ontudo o *. os actos praticados por indiv"duos estran+os 6 Administração Pública. !. as nossas leis denominam-nos também a tori!a!e a!ministrati&a.

etc$ Parece pois. são a ueles em ue a Administração Pública toma uma decisão aplic#vel por igual a v#rias pessoas diferentes$ c) *m terceiro lugar. com os destinat4rios dos comandos jur"dicos' pelo seu lado. os actos legislati*os e os actos jurisdicionais. o acto unilateral de autoridade. estar ou não a produzir efeitos& o ue interessa é ue ele *isa produzir efeitos. ue t%m conteúdo indi*idual e concreto. uer os regulamentos. os actos políticos. figuras +abituais no mundo do =ireito$ Agora. surgem os c+amados “actos colecti*os”. ou determin#veis no local$ $77. ue são actos normativos praticados pela pr5pria Administração$ 166. ue são a ueles ue se aplicam de imediato a um grupo inorg)nico de cidadãos. ue t%m conteúdo geral e abstracto3 O ue interessa não é o facto de o acto. em certa altura. +# muito. aparecem os c+amados “actos gerais”. .A( art$ N1M8-e4.A(4$ 164. por não traduzirem do poder administrativos. !rod+ç o de E*eitos F+r<dicos So#re +ma Sit+aç o Individ+al n+m Caso Concreto *ste último elemento do conceito de acto administrativo tem em vista estabelecer a distinção entre os actos administrativos. é a grande novidade ue o =ireito Administrativo traz 6 ordem jur"dica$ =e facto. todos eles bem determinados. mais correcto dizer ue o acto administrativo é a uele ue *isa produ&ir dados efeitos jur"dicos$ 7e a norma jur"dica se define como regra geral e abstracta. O !ro#lema dos COamados Actos ColectivosD !l+rais e /erais Aa maioria dos casos não é uma distinção dif"cil de fazer$ 9as por vezes surgem dificuldades pr#ticas de aplicação$ a) *m primeiro lugar.84 Aão são actos administrativos os actos jur"dicos praticados pela Administração Pública no desempen+o de acti*idade de gestão pri*ada -*. entendemos ue a refer%ncia. na definição de acto administrativo. os actos ue t%m por destinat#rios um conjunto unificado de pessoas$ b) Q%m depois os “actos plurais”. uer os actos legislati*os emanados dos 5rgãos de soberania. fora do conceito de acto administrativo. b4 *. f4$ . o acto administrativo deve definir-se como decisão indi*idual e concreta3 As caracter"sticas geral ou indi*idual t%m a ver. normas jur"dicas e contratos j# eram. 6 produção de efeitos jur"dicos sobre uma situação indi*idual é ainda mais importante e significativa do ue a refer%ncia ao caso concreto3 (icam.ambém não são actos administrativos. ainda ue de momento não os esteja a produzir por estar sujeito a uma condição suspensiva.4 . isto é. a um termo inicial. Im'ort2ncia do Acto Administrativo no Est+do do Direito Administrativo O acto administrativo. ainda ue praticados por 5rgãos da Administração art$ N1M8-a4. e as normas jur"dicas emanadas da Administração Pública. nomeadamente os regulamentos. as caracter"sticas abstracto ou concreto t%m a ver com as situaç)es da *ida ue os comandos jur"dicos visam regular$ 1 8ireito ' ma or!em normati&a 0 e se !irige aos homens e 0 e se !estina a ter a%lica()o %r*tica9 por isso.

importa salientar as tr%s principais caracter"sticas espec"ficas do acto administrativo definitivo e e!ecut5rio& P "ondição necess4ria do uso da força: a Administração não pode fazer uso da força sem primeiro ter ad uirido a legitimidade necess#ria para o efeito. pode em princ"pio ser- .ribunal Administrativo$ 9as. não é poss"vel recorrer ao uso da força' P Possibilidade de e(ecução forçada: o acto definitivo e e!ecut5rio. o ue permite 6 Administração ir modificando os termos em ue os problemas da sua compet%ncia vão sendo resolvidos. o acto administrativo tem de ser em tudo conforme com a lei. se for anul#vel.ribunal competente$ 1mperati*idade: é uma conse u%ncia da caracter"stica anterior$ Por vir de uem vem e por ser o ue é.ribunais contra os actos administrativos ilegais ue o prejudicam$ $71. ue é o acto definitivo e e!ecut5rio$ As caracter"sticas comuns a todos os actos administrativos são cinco& #ubordinação . o seu conteúdo é obrigat5rio para todos a ueles em relação aos uais o acto seja eficaz. e por ue é e!erc"cio de um poder público regulado pela lei. presume-se legal até decisão em contr#rio do . a este prop5sito.odo o acto administrativo.lei: nos termos do princ"pio da legalidade. de um 5rgão da Administração. isto é.esses. ue se traduz na obrigatoriedade do acto administrativo para todos a ueles relativamente a uem ele produza os seus efeitos$ Para além destes princ"pios. pode ser anulado pelo . se não for acatado ou cumprido pelos particulares. Caracter<sticas do Acto Administrativo . por se presumir conforme 6 legalidade vigente. o acto administrativo goza de imperatividade. sob pena de ilegalidade$ Presunção de legalidade: é o efeito positivo do princ"pio da legalidade$ . a ilegalidade fica sanada e o acto convalida-se$ Autoridade: conse u%ncia do poder de decisão unilateral da Administração. é ue é a figura t"pica do =ireito Administrativo.emos de distinguir. destinado a proteger os direitos dos particulares ou os seus interesses leg"timos. e é para reagir contra ele ? se for ilegal ? ue e!iste um remédio especialmente criado pelo =ireito Administrativo. ue é o recurso contencioso de anulação$ O =ireito Administrativo nasce. se ninguém recorrer dentro dos prazos legais. as caracter"sticas comuns a todos os actos administrativos das caracter"sticas espec"ficas do tipo mais importante de acto administrativo. e é o nomeadamente tanto para os funcion#rios públicos ue l+e +ajam de dar e!ecução. para garantir aos particulares a possibilidade de recorrerem aos . de +armonia com as e!ig%ncias mut#veis do interesse público$ #anabilidade: o acto ilegal é suscept"vel de recurso contencioso e. praticando um acto definitivo e e!ecut5rio$ 7em acto definitivo e e!ecut5rio prévio. como para os particulares ue o ten+am de acatar$ 9e*ogabilidade: o acto administrativo é por natureza revog#vel pela Administração$ Por ue a sua função é prosseguir o interesse público. e este é eminentemente vari#vel$ O acto administrativo é por ess%ncia revog#vel. precisamente. por ue emana de uma autoridade.

espec"fica. pela mesma razão por ue a actividade administrativa. o acto administrativo não pode ser assemel+ado. do neg5cio jur"dico privado$ Para outros. nem ao neg5cio jur"dico. o acto administrativo tem um car#cter de neg6cio jurídico. nem 6 sentença. mas atendendo igualmente a certas semel+anças das suas espécies mais representativas como o neg5cio jur"dico e com a sentença. situado no mesmo escalão e desempen+ando função id%ntica 6 da sentença3 Para uma terceira corrente de opinião. e portanto ser encarado como possuindo natureza pr5pria e car#cter espec"fico. não se dei!a reconduzir nem ao neg5cio jur"dico. o elemento decisivo da sua interpretação é o apuramento da vontade psicol5gica -real4 do seu autor$ 9as se o acto corresponde 6 sentença. enfim. e corresponde 6 natureza s i generis do acto administrativo' b4 7e outra coisa não resultar da sua natureza espec"fica de actos administrativos. o acto administrativo é um acto de aplicação do =ireito. Atendendo ao car#cter s i generis do acto administrativo. Nat+re9a F+r<dica do Acto Administrativo Para uns. a) O !a'el da -ontade no Acto Administrativo . ue dele faz figura s i generis na ordem jur"dica ? a figura do “acto nilateral !e a tori!a!e %-blica ao ser&i(o !e m fim a!ministrati&o”. privativa.o plano dos *ícios da *ontade Due afectem o acto administrati*o: os ue encaram o acto como um neg5cio jur"dico não . podem aplicar-se aos actos vinculados as regras pr5prias da sentença como acto de aplicação da norma geral e abstracta a uma situação individual e concreta$ $7(. somos levados a concluir as seguintes orientaç:es& a4 O regime jur"dico do acto administrativo é o ue consta da lei e da jurisprud%ncia administrativa. en uanto figura genérica e unit#ria. sua irmã.o plano da interpretação do acto administrati*o: se o acto corresponde ao neg5cio jur"dico. os actos ue não sejam definitivos e e!ecut5rios não são suscept"veis de recurso contencioso perante os . a par da outra espécie. nomeadamente da jurisdicional$ O acto administrativo tem assim uma natureza pr5pria. podem aplicar-se supletivamente aos actos discricion#rios as regras pr5prias do neg5cio jur"dico como acto intencional indeterminado' c4 2om id%ntica ressalva.ribunais Administrativos$ A impugnabilidade contenciosa é. uma caracter"stica espec"fica dos actos administrativos definitivos e e!ecut5rios$ $7$. se distingue claramente tanto da actividade privada como das demais actividades públicas. nem 6 sentença.P l+es imposto pela Administração por meios coactivos$ J uma conse u%ncia do privilégio de e!ecução prévia' 1mpugnabilidade contenciosa: o acto definitivo e e!ecut5rio é suscept"vel de recurso contencioso. en uanto acto unilateral de autoridade pública ao serviço de um fim administrativo$ O acto administrativo. no ual os interessados podem alegar a ilegalidade do acto e pedir a respectiva anulação$ Por via de regra. e deve por isso ser entendido como uma espécie do género neg5cio jur"dico. assim. o elemento decisivo da sua interpretação é a lei e o tipo legal de acto ue ela mandava praticar' b) .

em alguns casos duas pessoas colectivas públicas$ 3eparte-se por& o autor. objectivos e funcionais. mas tão-somente na medida em ue geram a ilegalidade do acto' O papel da vontade no acto administrativo não é id%ntico ao papel da vontade no neg5cio jur"dico ou na sentença. os ue concebem o acto administrativo como sentença defendem ue os v"cios da vontade não revelam en uanto tais. o motivo t"pico imediato de cada acto administrativo -vertente subjectiva4$ P /s moti*os: são todas as raz:es de agir ue impelem o 5rgão da Administração a praticar um certo acto administrativo ou a dot#-lo de . noutra perspectiva.consideram ue os v"cios da vontade -erro. dolo. vejamos& a) $lementos subjecti*os: o acto administrativo t"pico p:e em relação dois sujeitos de direitos& a Administração Pública e um particular ou. os motivos e o fim& P A causa: é a função jur"dico-social de cada tipo de acto administrativo -vertente objectiva4 ou. portanto. isto é. as cl#usulas acess5rias' Os fundamentos da decisão tomada$ O “objecto” do acto administrativo consiste na realidade e!terior sobre ue o acto incide$ d) $lementos funcionais: o acto administrativo comporta tr%s elementos funcionais& a causa. formais. coacção4. um modo pelo ual se e!terioriza ou manifesta a conduta volunt#ria em ue o acto consiste -art$ 8. como fonte aut5noma de invalidade$ Por seu turno. de despac+o. de +armonia com o perfil s i generis do acto administrativo. e por isso reclama uma consideração pr5pria e singular. a decisão essencial por ela tomada' Os termos. comp:e-se de uatro ordens de elementos ? elementos subjectivos.1 2PA4$ J assim ue os actos administrativos podem ter a forma de decreto. antes defendem a relev)ncia directa desses v"cios como verdadeiros v"cios da vontade e. de alvar#. ou na pr5pria fase da decisão$ 2onsideramos formalidades todos os tr)mites ue a lei manda observar com vista a garantir a correcta formação da decisão administrativa ou o respeito pelos direitos subjectivos e interesses leg"timos dos particulares$ c) $lementos objecti*os: estes são o conteúdo e o objecto$ O “conteúdo” do acto administrativo é a subst)ncia da conduta volunt#ria em ue o acto consiste$ 9ais detal+adamente. isto é. de resolução. etc$. ou seja. en uanto acto unilateral de autoridade pública ao serviço de um fim administrativo$ $7). condiç:es e encargos ue acompan+arem a decisão tomada.. fazem parte do conteúdo do acto administrativo& A conduta volunt#ria da Administração' A subst)ncia jur"dica dessa conduta. +# ainda a assinalar as formalidades prescritas pela lei para serem observadas na fase da preparação da decisão. em regra um 5rgão de uma pessoa colectiva pública' destinat4rio. geram ilegalidade do acto. Estr+t+ra do Acto Administrativo A estrutura do acto administrativo. de portaria. etc$\ Além da forma do acto administrativo. um particular ou uma pessoa colectiva pública$ b) $lementos formais: todo o acto administrativo tem sempre necessariamente uma forma.

sem preju"zo do objectivo ue a lei procurava atingir com a sua imposição na uele momento' são insuprí*eis as formalidades cuja preterição não é suscept"vel de ser prosseguido pela lei com a sua imposição$ O princ"pio geral nesta matéria é o de ue to!as as formali!a!es legalmente %rescritas s)o essenciais. mas também . isto é.01. os actos ue incidam sobre anteriores actos administrativos -n$1 8-b4 e4 e os actos ue reflictam variaç:es no comportamento administrativo -n$1 8-c4. Das :ormalidades em Es'ecial *stas podem-se classificar& a4 7egundo o critério da sua indispensabilidade ? são essenciais as formalidades ue não é poss"vel dispensar.KD1M0 23P. o fim visado pela lei na atribuição de compet%ncia ao 5rgão da Administração ? e o fim efectivo. são as principais disposiç:es legais vigentes em matéria de fundamentação$ O art$ 8.P um determinado conteúdo$ Aa designação de motivos abrangem-se. enumera os actos administrativos ue devem ser fundamentados. pelo seu lado. motivos pr5!imos e remotos. com e!cepção& =a uelas ue a lei considere dispens#veis' =as ue revistam natureza meramente interna' =a uelas cuja preterição não +aja obstado ao alcance do objectivo visado pela lei ao prescrev%-las$ As principais formalidades prescritas na lei -e 2onstituição4 são& a4 A audi%ncia dos interessados previamente 6 tomada de decis:es administrativas suscept"veis de contender com os seus interesses -arts$ .KE1MS ]primeira parte^ 23P' KK1 2PA4$ Os arts$ 8. motivos t"picos e at"picos. motivos imediatos e mediatos -ou ulteriores4. estabelece as regras a ue deve obedecer a fundamentação& a4 =eve ser e$%ressa.01 2PA4' c4 A notifica()o dos actos administrativos.. real. motivos principais e acess5rios. prosseguido de facto pelo 5rgão num dado caso$ $7. !4$ O art$ 8. etc$\ Huanto ao fim: trata-se do objectivo ou finalidade a prosseguir através da pr#tica do acto administrativo$ <# ue distinguir a ui o fim legal ? ou seja. na medida em ue a sua falta afecta irremediavelmente a validade ou a efic#cia do acto administrativo' são não essenciais as formalidades ue podem ser dispensadas' b4 7egundo o critério da possibilidade de remediar a sua falta ? são suprí*eis as formalidades cuja falta no momento ade uado ainda pode ser corrigida pela respectiva pr#tica actual.N1 e 8.01 2PA. motivos legais e ilegais. não tem de indicar as regras jur"dicas ue imp:em ou permitem a tomada da decisão. podendo afirmar-se. ue devem ser fundamentados os actos desfavor#veis aos interessados -n$1 8-a4.KE1MS ]segunda parte^ 23P' 8. 8//1 2PA4' b4 A f n!amenta()o dos actos administrativos. motivos e!pressos e ocultos. b4 =eve ser !e facto e !e !ireito.N1. claro est#. ue consiste na e!posição das raz:es da sua pr#tica -arts$ .N1 e 8. instrumento para levar estes ao con+ecimento dos interessados -arts$ . em lin+as gerais.

e ue uma an#lise l5gica permite decompor$ =ividem-se em elementos essenciais L a ueles sem os uais o acto não e!iste ?. ElementosD ReK+isitos e !ress+'ostos “$lementos”. são os pressupostos ue integram o pr5prio acto. não é coerente. é ins ficiente. coerente e com%leta. $70. é obsc ra. c+amam-se ordens' -. assim& -84 se imp:em uma conduta positiva. entre actos impositivos. sendo embora compreens"vel em si mesma. é contra!it6ria.+#-de e!plicar em ue medida é ue a situação factual sobre a ual incide esta se subsume 6s previs:es normativas das regras aplic#veis' c4 A fundamentação deve ainda ser clara. ou então versam sobre uma situação ue j# tin+a sido regulada através de um acto prim#rio$ =entro dos actos prim#rios. Actos Im'ositivos 7ão a ueles ue imp:em a alguém uma determinada conduta ou sujeição a determinados efeitos jur"dicos$ <# ue distinguir uatro espécies& P Actos de comando: a ueles ue imp:em a um particular a adopção de uma conduta positiva ou negativa. são as situaç:es de facto de cuja ocorr%ncia depende a possibilidade legal de praticar um certo acto administrativo ou de o dotar com determinado conteúdo$ ES!MCIES $71. e reDuisitos de efic4cia L sem cuja observ)ncia o acto é ineficaz$ “Pressupostos”. Ti'olo8ia dos Actos Administrativos Os actos administrativos dividem-se em dois grandes grupos& os actos prim#rios e os actos secund#rios$ 7ão “actos prim4rios”. em si mesmo considerado. não é clara. por seu turno. +# ue distinguir. são as e!ig%ncias ue a lei f5rmula em relação a cada um dos elementos do acto administrativo. são a ueles ue versam sobre um acto prim#rio anteriormente praticado& t%m por objecto um acto prim#rio pree!istente. uando a fundamentação não se consegue compreender. e elementos acess6rios L ue podem ou não ser introduzidos no acto pela Administração$ “9eDuisitos”. a ueles ue versam pela primeira vez sobre uma determinada situação da vida$ Os “actos secund4rios”. não pode ser considerada como pressuposto l5gico da decisão. para garantia da legalidade e do interesse público ou dos direitos subjectivos e interesses leg"timos dos particulares$ =ividem-se em reDuisitos de *alidade ? sem cuja observ)ncia o acto ser# inv#lido ?. basicamente. uando a fundamentação não é bastante para e!plicar a decisão. não é completa.4 se imp:em uma conduta negativa c+ama-se proibiç:es$ P Actos puniti*os: são a ueles ue imp:em uma sanção a alguém$ . actos permissivos e meros actos administrativos$ $74. uando a fundamentação.

ue o concession#rio desempen+ar# por sua conta e risco. normalmente competente em determinada matéria. Os actos K+e con*erem o+ am'liam vanta8ens? a) A “autori&ação”: é o acto pelo ual um 5rgão da Administração permite a alguém o e!erc"cio de um direito ou de uma compet%ncia pree!istente$ b) A “licença”: é o acto pelo ual um 5rgão da Administração atribui a alguém o direito de e!ercer uma actividade ue é por lei relativamente proibida$ c) A “sub*enção”: pela ual um 5rgão da Administração Pública atribui a um particular uma uantia em din+eiro destinada a custear a prossecução de um interesse público espec"fico$ d) A “concessão”: é o acto pelo ual um 5rgão da Administração transfere para a entidade privada o e!erc"cio de uma actividade pública. mas apenas simples declaraç:es de con+ecimento ou de intelig%ncia$ =estacam-se duas categorias& P %eclaraç)es de conGecimento: são actos pelos uais um 5rgão da Administração e!prime oficialmente o con+ecimento ue tem de certos factos ou situaç:es$ J o caso por e!emplo. informaç:es prestadas ao público$ P Actos opinati*os: são actos pelos uais um 5rgão da Administração emite o seu ponto de vista acerca de uma uestão técnica ou jur"dica$ . coisas. segundo critérios de justiça. b) A renúncia: ue consiste no acto pelo ual um 5rgão da Administração se despoja da titularidade de um direito legalmente dispon"vel$ $17. Actos !ermissivos 7ão a ueles ue possibilitam a alguém a adopção de uma conduta ou omissão de um comportamento ue de outro modo l+e estariam vedados$ *stes distribuem-se por dois grandes grupos& 1. Meros Actos Administrativos 7ão actos ue não traduzem uma afirmação de vontade. ue outro 5rgão ou agente prati uem actos administrativos sobre a mesma matéria$ f) A “admissão”: é a uela pelo ual um 5rgão da Administração pública investe um particular numa determinada categoria legal. Os actos K+e eliminam o+ red+9em encar8os? a) A dispensa: é o acto administrativo ue permite a alguém. nos termos da lei. mas no interesse geral$ e) A “delegação”: é o acto pelo ual um 5rgão da Administração. o não cumprimento de uma obrigação geral. de ue decorre a atribuição de certos direitos e deveres$ $. de acordo com a lei.P P Actos ablati*os: são a ueles ue imp:em o sacrif"cio de um direito$ !uí&os: são os actos pelos uais um 5rgão da Administração ualifica. permite. certid:es. seja em atenção a outro interesse público (isen()o). certificados. seja como forma de procurar garantir o respeito pelo princ"pio da imparcialidade da Administração Pública (esc sa). das participaç:es. pessoas. atestados. ou actos submetidos 6 sua apreciação$ $76.

cinco categorias& 53 A Gomologação: é o acto administrativo ue absorve os fundamentos e conclus:es de uma proposta ou de uma parecer apresentados por outro 5rgão' 73 A apro*ação: é o acto pelo ual um 5rgão da Administração e!prime a sua concord)ncia com um acto definitivo praticado por outro 5rgão administrativo. são actos pelos uais se emite uma opinião. por um 5rgão e!cepcionalmente competente$ $1(. actos saneadores. os pareceres são obrigat5rios. o visto é praticado por um 5rgão de controle$ >3 A confirmação: é o acto administrativo pelo ual um 5rgão da Administração reitera e mantém em vigor um acto administrativo anterior$ E3 A ratificação confirmati*a: é o acto pelo ual o 5rgão normalmente competente para dispor sobre certa matéria e!prime a sua concord)ncia relativamente aos actos praticados. consubstanciando um apelo a ue o 5rgão competente decida da uela maneira. actos desintegradores. se a lei não disser o contr#rio. +# ue distinguir tr%s modalidades& as informaç)es burocr4ticas. ou por 5rgãos colegiais de natureza consultiva$ $11. mas não vinculativos$ $1$. e l+e confere e!ecutoriedade$ 83 / *isto: não é um acto substancialmente diferente da aprovação$ A única diferença ue e!iste é ue. conforme a lei impon+a ou não a necessidade de eles serem emitidos -art$ FE1 e FF 2PA4$ Por outro lado. en uanto a aprovação é praticada por um 5rgão activo. conforme a lei impon+a ou não a necessidade de as suas conclus:es serem seguidas pelo 5rgão activo competente$ A regra geral no nosso =ireito é ue. Dos !areceres em Es'ecial Por um lado. Actos Sec+nd%rios 7ão a ueles actos administrativos ue versam directamente sobre um acto prim#rio e s5 indirectamente sobre a situação real subjacente ao acto prim#rio$ Os actos secund#rios distinguem-se em tr%s categorias& actos integrativos. os pareceres são “obrigat6rios” ou “fac ltati&os”. 8$ . mas ue o não obrigam a tal' e os pareceres. são actos opinativos elaborados por peritos especializados em certos ramos do saber. os pareceres são “&inc lati&os” ou “n)o &inc lati&os”. são os actos ue visem completar actos administrativos anteriores. em circunst)ncias e!traordin#rias.=entro destes. são as opini:es prestadas pelos serviços ao superior +ier#r uico competente para decidir' as recomendaç)es. mas agora s5 nos vamos referir aos actos integrativos$ Actos integrati*os. Classi*icaç o dos Actos Administrativos Quanto ao autor' Quanto aos destinat#rios' Quanto aos efeitos$ N+anto ao A+tor o+ S+3eitos .$ S$ $1).

pode ser igual ou desigual$ =iz-se ue +# “comple(idade igual”. a ueles ue se limitam a verificar a e!ist%ncia ou a recon+ecer a validade de direitos ou situaç:es jur"dicas pree!istentes$ 7ão “actos constituti*os”.. actos singulares. um acto diz-se de “e(ecução continuada”. a ueles ue prov%m de um s5 5rgão administrativo. a ueles cujos efeitos jur"dicos se produzem no interior da pessoa colectiva cujo o 5rgão os praticou' são “actos e(ternos”. num momento posterior. plurais e gerais$ $10. modificam ou e!tinguem direitos ou situaç:es jur"dicas$ A import)ncia pr#tica desta distinção tem a ver com o momento do ual os actos administrativos começam a produzir os seus efeitos jur"dicos$ Vm acto constitutivo começa a produzir os seus efeitos no momento em ue é praticado ou. não cobre os actos internos. a ueles ue criam. neste sentido. s5 deles caber recurso contencioso$ A garantia do recurso contencioso s5 cobre os actos e!ternos. são as decis:es tomadas por 5rgãos colegiais$ 2+amam-se “actos simples”. a uele cujo o cumprimento se esgota num acto ou facto isolado$ Pelo contr#rio. “actos internos”. uando o grau de participação dos v#rios autores na pr#tica do acto é o mesmo$ A comple!idade igual corresponde assim a noção de co-autoria$ =iz-se ue +# “comple(idade desigual” uando o grau de participação dos v#rios intervenientes não é o mesmo$ $1. por isso mesmo. colectivos. uando a sua e!ecução perdura no tempo$ A import)ncia pr#tica desta distinção decorre da circunst)ncia de o regime de revogação não ser o mesmo para ambos os tipos de actos$ Aomeadamente. N+anto aos Destinat%rios *stes podem ser. a ueles ue consistem na recusa de introduzir uma alteração na ordem jur"dica$ <# tr%s e!emplos t"picos destes actos negativos& a omissão dum comportamento devido.As %ecis)es. por definição os actos internos são suscept"veis de ferir os interesses dos particulares$ =iz-se “acto de e(ecução instantânea”. um acto de e!ecução instant)nea ue j# ten+a sido e!ecutado não pode. N+anto aos E*eitos *stes podem ser. a ueles cujos os efeitos jur"dicos se protegem na esfera jur"dica de outros sujeitos de direito diferentes da ueles ue praticou o acto$ A import)ncia pr#tica desta distinção reside no facto de s5 os actos e!ternos serem suscept"veis de afectar. e “actos comple(os” a ueles em cuja a feitura interv%m dois ou mais 5rgãos administrativos$ A comple!idade do acto administrativo. os direitos ou interesses leg"timos dos particulares e. e o indeferimento e!presso ou t#cito duma pretensão apresentada$ 7ão “actos declarati*os”. a ueles ue produzem uma alteração da ordem jur"dica$ 7ão “actos negati*os”. o sil%ncio perante um pedido apresentado 6 Administração por um particular. um acto . se a sua efic#cia for diferida para mais tarde por uma condição suspensiva ou por um termo inicial$ Portanto. são todos os actos administrativos ue conten+am a solução de um determinado caso concreto$ As %eliberaç)es. em princ"pio ser revogado$ 2onsideram-se “actos positi*os”.

efic#cia retroactiva$ 2omo se limita a recon+ecer direitos ou situaç:es ue j# e!istiam. esse recon+ecimento vale a partir do momento em ue os direitos ou situaç:es recon+ecidas nasceram$ . ou tem uma efic#cia diferida: em princ"pio.constitutivo ou tem efic#cia imediata. não pode ter efic#cia retroactiva$ Pelo contr#rio. um acto declarativo tem. em princ"pio.

de estudos. A De*initividade Material . o =ireito ue os particulares t%m de recorrer para os . pode ser um 5rgão superior de uma +ierar uia. sob a forma característica de poder unilateral de decisão dotado do pri*il. definitivos$ *is a ui os tr%s aspectos da definitividade& a definitividade +orizontal' a definitividade vertical e a definitividade material$ $16. como poder$ N designadamente o acto jurídico em Due se tradu& no caso concreto o pode administrati*o. do acto administrativo total.*ia3 $14. neste sentido. do acto administrativo apetrec+ado com todas as suas poss"veis “armas e m ni(7es” ? numa palavra. Actos Administrativos De*initivos e E&ec+tCrios O conceito de acto definitivo e e!ecut5rio é um conceito da maior import)ncia no =ireito Administrativo.gio de e(ecução pr. o acto administrativo definitivo e e!ecut5rio é o acto !e a tori!a!e t+%ico9 é o acto em ue a Administração Pública se manifesta plenamente como autoridade. de actos preparat5rios. e ue acabam por desembocar numa conclusão$ O acto administrativo definitivo é a conclusão de todo um processo ue se vai desenrolando no tempo ? e ue se c+ama. procedimento administrativo$ *m segundo lugar. Actos De*initivos e N o De*initivos Quando a Administração Pública pratica um acto administrativo. ue vão ajudando a formar e a esclarecer a vontade da Administração. o paradigma dos actos administrativos praticados pela Administração Pública$ 2om efeito. nele Due assenta a garantia do recurso contencioso L ou seja. o acto não é verticalmente definitivo se for praticado por ual uer 5rgão subalterno inserido numa +ierar uia$ *m terceiro lugar. t%m de terse presentes tr%s aspectos diferentes$ *m primeiro lugar. de pareceres.ribunais Administrativos contra os actos ilegais da Administração Pública$ O ue é um acto definitivo e e!ecut5rioL . uando é praticado pelo 5rgão ue ocupa a posição suprema na +ierar uia' inversamente. situado num certo n"vel +ier#r uico& pode ser um 5rgão subalterno. é sempre procedido por uma série de formalidades. *erticalmente definiti*o.rata-se do acto administrativo completo. não inserido em nen+uma +ierar uia$ O face da nossa lei. +# ue ponderar ue a nossa lei s5 considera actos definitivos a ueles ue definam situaç:es jur"dicas$ Actos administrativos cujo conteúdo não consista na definição de situaç:es jur"dicas não são considerados. o 5rgão ue pratica o acto definitivo em sentido +orizontal é um 5rgão da Administração. de projectos.O ACTO ADMINISTRATI-O DE:INITI-O E EPECUTIRIO $11. e pode ser um 5rgão independente. sobretudo porDue . o acto administrativo praticado pela Administração Pública não surge de repente. s5 são definitivos os actos praticados por a ueles ue em cada momento ocupam o topo de uma +ierar uia$ O acto .

tornam-se definitivos' P Actos sujeitos a confirmação: é o caso de certos actos praticados por subalternos. e de ue depende a pr#tica do acto definitivo$ P %ecis)es pro*is6rias: as decis:es da uestão principal ue foi objecto do procedimento administrativo tomadas a “t+t lo %ro&is6rio”. em actos definitivos um pouco mais tarde& P Actos sujeitos a ratificação L confirmati*a: uando praticados. não são definitivos. o acto torna-se definitivo$ c) Actos posteriores acto definiti*o: a Administração j# praticou o acto definitivo. ap5s o acto definitivo& estes outros actos não são definitivos por ue o acto definitivo j# foi praticado antes deles$ P Actos complementares: os actos ue a lei manda praticar com vista a assegurar o con+ecimento ou a plena efic#cia do acto definitivo' . b) Actos transform4*eis em actos definiti*os: trata-se de actos administrativos ue uando são praticados ainda não são definitivos. ou ainda ue e!clui um interessado da continuação num procedimento em curso$ a) Actos anteriores ao acto definiti*o: P Actos preparat6rios: os actos praticados ao longo do procedimento e ue visam preparar a decisão final$ P Actos pressupostos: os actos ue t%m por objecto a ualificação jur"dica de certos factos ou situaç:es da vida. mas precisa de praticar outros actos. A De*initividade Bori9ontal J a caracter"stica do acto administrativo ue constitua resolução final do procedimento administrativo$ J a ualidade do acto ue p:e termo ao procedimento$ Pode-se assim definir acto Gori&ontalmente definiti*o. ou de um incidente aut5nomo desse procedimento. no e!erc"cio do poder administrativo. eles pr5prios. é o acto administrativo ue. ou da Administração perante um particular$ 7ão actos materialmente definitivos& a4 Os actos sujeitos a condição ou a termo' b4 Actos postos em e!ecução a t"tulo e!perimental' c4 As listas de antiguidade' d4 Actos pelos uais um 5rgão da Administração se declara incompetente para decidir uma uestão' e4 Actos pelos uais a Administração notifica um particular para legalizar uma situação irregular$ $$7. mas se posteriormente forem ratificados pelo 5rgão competente. define a situação jur"dica de um particular perante a Administração. ue a lei sujeito a confirmação pelo superior +ier#r uico$ *sta confirmação transforma o acto do subalterno em acto +orizontalmente definitivo' P Actos sujeitos a reclamação necess4ria: a lei declara ue certos actos s5 se tornam definitivos ap5s o decurso de um dado prazo para reclamação$ (indo esse prazo sem ue ninguém ten+a reclamado. mas ue se destinam a converter-se. ue constitui resolução final de um procedimento administrativo.J a caracter"stica do acto administrativo ue define situaç:es jur"dicas$ O acto materialmente definiti*o.

-seria mesmo mel+or para ela do ue não dizer coisa nen+uma. A De*initividade -ertical O “acto *erticalmente definiti*o”.*ia: acto pelo ual um 5rgão da Administração aprecia a e!ig%ncia de certos pressupostos de facto e a observ)ncia de certas e!ig%ncias legais. posterior. for notificado ao interessado no termo do procedimento administrativo.P P Actos de e(ecução: os actos ue a lei manda praticar com vista a pRr em pr#tica as determinaç:es contidas no acto definitivo Actos meramente confirmati*os: são todos os actos administrativos ue mant%m um acto administrativo anterior. Noç o de Acto De*initivo J um acto ue s5 poder# ser considerado definitivo. é o acto administrativo ue tem por conteúdo uma resolução final ue defina a situação jur"dica da Administração ou de um particular$ 7e um acto de significado polivalente ou amb"guo. considerado o mecanismo do “acto t*cito”4$ <# diversas espécies de actos administrativos. verticalmente definitivo. com os actos dos subalternos sujeitos a recurso +ier#r uico necess#rio$ $$$. é a uele ue é praticado por um 5rgão colocado de tal forma na +ierar uia ue a sua decisão constitui a última palavra da Administração activa *m regra. podem apontarse& a) A Promessa: acto através do ual um 5rgão da Administração anuncia para um momento determinado. de entre os actos confirmativos. uando estamos perante um acto administrativo praticado por um 5rgão subalterno. designadamente. tem necessariamente o sentido de um indeferimento. uando +aja simultaneamente um acto definitivo em sentido material. a ueles. +orizontal e vertical$ O recurso contencioso pressup:e e e!ige a ocorr%ncia simult)nea das tr%s formas de definitividade$ Aoção de “acto definiti*o”. ue ten+am por objecto actos definitivos anteriormente praticados$ $$1. O !rinc<'io da Tri'la De*initividade. e!primindo concord)ncia com ele e recusando a sua revogação ou modificação$ * considera-se “actos meramente confirmati&os”. sendo ue de uns e de outras depende a pr#tica de uma decisão final permissiva' c) A decisão parcial: acto por via do ual um 5rgão da Administração antecipa uma parte da decisão final relativa ao objecto de um acto permissivo. possibilitando desde logo a adopção pelo particular de um determinado comportamento$ . por ue a última palavra da Administração sobre a uestão ser# proferida pelo superior +ier#r uico e não pelo subalterno$ J o ue acontece. uma decisão negati*a3 A não se entender assim. sem satisfazer a pretensão apresentada por a uele. esse acto não é definitivo do ponto de vista vertical. a adopção de um certo comportamento. a Administração Pública teria um meio pr#tico de cercear as garantias dos cidadãos ? não diria ue sim nem ue não ? diria tal&e. autovinculando-se perante um particular' b) A decisão pr. para efeitos de recurso contencioso. cuja a caracter"stica comum é a falta ? ou a insuficiente ? definitividade$ *ntre estes actos.

$ Actos ue não são e!ecut5rios& Actos administrativos suspensivos' Acto administrativo dos uais se ten+a interposto recurso +ier#r uico com efeitos suspensivo$ b4 Actos administrativos ue não são suscept"veis de e!ecução coerciva por via administrativa$ .4' f4 A proibição de embargos -art$ 80S14$ $$). recorrendo a uma averiguação sum#ria dos pressupostos de um tipo legal de acto. a4 Actos K+e N o s o E&ec+tCrios O acto administrativo pode não ser obrigat5rio por ue ainda não o é. é o acto administrativo ue obriga por si e cuja e!ecução coerciva imediata a lei permite independentemente de sentença judicial$ O acto e!ecut5rio apresenta duas caracter"sticas& a4 A obrigatoriedade' b4 A possibilidade de e!ecução coerciva por via administrativa$ Aão se deve confundir e(ecutoriedade -potencialidade ou susceptibilidade de e!ecução4' com e(ecução -efectivação dos imperativos contidos no acto4$ O acto pode ser -de direito4 e!ecut5rio e não estar -de facto4 a ser e!ecutado' o acto pode ser -de facto4 e!ecutado sem ser -de direito4 e!ecut5rio$ A e!ecução do acto administrativo est# sujeita aos princ"pios e regras inscritos nos arts$ 8NF1 a 80D1 2PA& a4 O princ"pio da auto-tutela e!ecutiva ou privilégio de e!ecução prévia -art$ 8NF1M.d) A decisão pro*is6ria: acto através do ual um 5rgão da Administração. sujeitando a respectiva consolidação 6 concord)ncia do interessado na sua revogação ou apondo-l+e uma condição suspensiva. ou por ue j# não o é$ 8$ Actos ue ainda não são e!ecut5rios& Actos sujeitos a condição suspensiva ou termo inicial' Actos sujeitos a confirmação' Actos sujeitos a aprovação' Actos sujeitos a visto' Actos ue ainda não revistam a forma legal$ .4' c4 O princ"pio da proporcionalidade -art$ 8081M. tomada então com base na averiguação completa de tais pressupostos' e) A decisão prec4ria: acto por meio do ual um 5rgão da Administração define uma situação jur"dica com base na ponderação de um interesse público especialmente inst#vel ou vol#til. define uma situação jur"dica até 6 pr#tica de uma decisão final.4' b4 O princ"pio da tipicidade das formas de e!ecução -art$ 8NF1M. ue se concretizar# na eventual pr#tica de um acto secund#rio desintegrativo ou modificativo$ $$(. Actos E&ec+tCrios e N o E&ec+tCrios O “acto e(ecut6rio”.4' d4 O princ"pio da observ)ncia dos direitos fundamentais e do respeito devido 6 pessoa +umana -art$ 80D1MS4' e4 A regra do acto administrativo prévio -art$ 8081M.

a de ue todos os actos da Administração Pública beneficiam do privilégio da e!ecução prévia' por isso os casos de actos administrativos ue não são suscept"veis de e!ecução coerciva por via administrativa constituem e!cepção$ . ou por ue s5 é suscept"vel de e!ecução forçada por via judicial$ A regra geral no nosso =ireito é.Vm acto administrativo pode ser insuscept"vel de e!ecução forçada administrativa por duas raz:es muito diferentes& ou por ue não é suscept"vel de e!ecução forçada. pura e simplesmente.

uer por omissão uer por preterição. para a validade do acto administrativo. em conse u%ncia da sua conformidade com a ordem jur"dica$ A “efic4cia” é a efectiva produção de efeitos jur"dicos$ A lei formula. o acto ser# in*4lido' se não se verificarem todos os re uisitos de efic#cia e!igidas pela lei. o princ"pio geral do nosso =ireito é o de ue todas as formalidades prescritas por lei são essenciais$ A sua não observ)ncia. é indispens#vel. e esteja em condiç:es de funcionar legalmente -art$ 8. uer em relação ao procedimento administrativo ue preparou o acto.S1M8-a 2PA4' .es de -alidade e E*ic%cia A “*alidade” é a aptidão intr"nseca do acto para produzir os efeitos jur"dicos correspondentes ao tipo legal a ue pertence.S1M8-b 2PA4$ 3elativamente ao destinat#rio ou destinat#rios do acto administrativo. ten+a sido regularmente convocado. decorrente de uma ofensa 6 ordem jur"dica$ * a “inefic4cia” ser#. um certo número de re uisitos$ 7e não se verificarem em cada acto administrativo todos os re uisitos de validade ue a lei e!ige. ue este esteja regularmente constitu"do. pois.4 7e se tratar de um 5rgão colegial. conteúdo e objecto. o acto ser# inefica&3 A “in*alidade” de um acto administrativo ser#. ReK+isitos de -alidade do Acto Administrativo 7ão as e!ig%ncias ue a lei faz relativamente a cada um dos elementos deste ? autor. em relação aos actos administrativos em geral. no todo ou em parte..-A>IDADED E:ICRCIA E INTER!RETAÇÃO DO ACTO ADMINISTRATI-O $$.$ Aão são essenciais a uelas formalidades cuja emissão ou preterição não ten+a impedido a consecução do objectivo visado pela lei ao e!igi-la' . gera a ilegalidade do acto administrativo$ O acto ser# ilegal se não forem respeitadas todas as formalidades prescritas por lei. uer relativamente 6 pr5pria pr#tica do acto em si mesmo$ *sta regra comporta tr%s e!cepç:es& 8$ Aão são essenciais as formalidades ue a lei declarar dispens#veis' . ue se verifi uem os seguintes re uisitos de validade relativos aos sujeitos& 84 Que o 5rgão ten+a compet%ncia para a pr#tica do acto administrativo -art$ 8. Noç. fim$ $$1. ReK+isitos N+anto aos S+3eitos O autor do acto administrativo é sempre e necessariamente um 5rgão da Administração$ Assim. ReK+isitos N+anto L :orma e Ls :ormalidades *m relação 6s formalidades. destinat#rios. forma e formalidades. a não produção de efeitos num dado momento$ Vm acto administrativo pode ser v#lido e eficaz' v#lido mas ineficaz' inv#lido mas eficaz' ou inv#lido e ineficaz$ $$0. a lei e!ige ue ele ou eles sejam determinados ou determin#veis$ $$4. a inaptidão intr"nseca para a produção de efeitos.

ainda ue sucinta. contradit5ria ou insuficiente$ A lei prev% dois casos para os uais estabelece um regime jur"dico especial& 8$ O primeiro caso é de o acto administrativo consistir numa declaração de concord)ncia com os fundamentos de anterior parecer. o acto administrativo ser# ilegal por v"cio de forma e. de car#cter interno. coerente e completa. +# ue distinguir as “formas simples”. a uelas formalidades cuja observ)ncia tem de ter lugar no momento em ue a lei e!ige ue elas sejam observadas$ Outras cuja preterição se considera “suprí*el”. os actos praticados sob forma oral não cont%m fundamentação$ *ntão. como tal ser# anul#vel$ 2ontudo.$ O segundo caso especial é o dos actos orais& em regra. do acto administrativo. mas ue se forem cumpridas em momento posterior ainda vão a tempo de garantir os objectivos para ue foram estabelecidas$ $$6.ribunal não anula o acto& é o princípio do apro*eitamento dos actos administrati*os3 $(7.K1 2PA4$ 7e faltar a fundamentação num acto ue deva ser fundamentado. cabendo ao 5rgão competente o dever de satisfazer o pedido no prazo de tr%s dias. isto é. ou se a fundamentação e!istir mas não corresponder aos re uisitos e!igidos pela lei. o dever de fundamentar considera-se cumprido com essa mera declaração de concord)ncia. Em Es'ecialD a O#ri8aç o de :+ndamentaç o A “fundamentação”.N1 e 8. sob pena de ilegalidade -art$ 8. não sendo necess#rio anunciar e!pressamente os fundamentos da decisão tomada$ <avendo Gomologação. se um acto vinculado se baseia em dois fundamentos legais e um não se verifica. nem se uer é necess#rio fazer e!pressamente ual uer declaração de concord)ncia& a +omologação absorve automaticamente os fundamentos e conclus:es do acto +omologado' . de duas uma& ou esses actos são reduzidos a escrito numa acta. a regra geral é a de ue os actos administrativos devem revestir forma e!pressa$ =entro desta. tendentes a assegurar apenas a boa marc+a dos serviços$ <# certas formalidades cuja preterição é reputada “insuprí*el”. ue são a uelas em ue a e!teriorização da vontade do 5rgão da Administração não e!ige a adopção de um modelo S$ .em de ser e!pressa' b4 . informação ou proposta& se assim for. ser# ilegal se for obscura. mas o outro basta para alicerçar a decisão. A :orma Quanto a “forma”. a lei d# aos interessados o direito de re uerer a redução a escrito da fundamentação dos actos orais.em de consistir na e!posição.01 2PA4$ A fundamentação tem de preenc+er os seguintes re uisitos& a4 .Aão são essenciais as formalidades meramente burocr#ticas. a uelas em ue 6 uma omissão ou preterição da uelas formalidades ue a lei manda cumprir num certo momento. o . ou. dos fundamentos de facto e de direito da decisão' c4 . de um acto administrativo é a enunciação e!pl"cita das raz:es ue levaram o seu autor a praticar esse acto ou dot#-lo de certo conteúdo -art$ 8.em de ser clara. não +avendo acta.

o particular poder# recorrer contenciosamente contra o indeferimento -t#cito4 da sua pretensão$ A regra no nosso =ireito é de ue. decorrido certo prazo e verificadas certas condiç:es. nestes casos.4 Que a matéria sobre ue esse 5rgão é solicitado a pronunciar-se seja da sua compet%ncia' S4 Que o 5rgão ten+a. sabem ue o seu sil%ncio. o dever legal de decidir através de um acto definitivo' N4 Que ten+a decorrido o prazo legal sem ue +aja sido tomada uma decisão e!pressa sobre o pedido' 04 Que a lei atribua ao sil%ncio da Administração durante esse prazo o significado jur"dico de deferimento ou indeferimento$ 7e o particular tem direito a uma dada conduta da Administração. pelo menos. Nat+re9a F+r<dica do Acto Administrativo <# tr%s correntes de opinião& a) / acto t4cito . perante um pedido de um particular. são as ue t%m de obedecer a um certo modelo legalmente estabelecido -art$ 8. e esta através do sil%ncio recusa recon+ecer-l+e esse direito ou cumprir os deveres correspondentes. a lei considera ue o pedido feito foi satisfeito$ A ui o sil%ncio vale como manifestação t4cita de vontade da Administração num sentido positi*o para o particular& da" a designação de acto t4cito positi*o3 b4 A segunda forma consiste em a lei atribuir o sil%ncio da Administração o significado do acto t4cito negati*o. em princ"pio. por ue os 5rgãos desta con+ecem a lei. e decorrido um certo prazo sem ue o 5rgão administrativo competente se pronuncie. logo ue passe o prazo legal sem +aver resposta da Administração. ue +# ali m# vontade t4cita da Administração num sentido negati*o para o interessado& da". uma conduta *olunt4ria da Administração3 =e acordo com esta concepção.especial' as “formas solenes”. portanto. o particular impugnar# contenciosamente o indeferimento t#cito com fundamento em *iolação da lei3 O indeferimento t#cito est# sempre. decorrido o prazo legal sem ue o pedido formulado pelo particular ao 5rgão competente ten+a resposta. afectado de dois v"cios& violação de lei por falta de decisão. um acto administrati*o e. O Sil5ncio da Administraç o <# v#rias maneiras de resolver este problema& a4 A primeira consiste em a lei atribuir ao sil%ncio da Administração o significado de acto t4cito positi*o. e v"cio de forma por falta de fundamentação$ $($. ser# interpretado como decisão.1 2PA4$ $(1. sobre a matéria em causa. acto t4cito negati*o ou indeferimento t4cito3 2om a figura do acto t4cito negati*o. no acto t#cito +# uma manifestação de vontade do 5rgão competente da Administração.. uer seja de indeferimento . atende-se ue tal pedido foi indeferido$ Presume-se. o acto t#cito é negativo& s5 +# acto t#cito positivo nos casos e!pressamente previstos por lei$ As condiç:es de produção do acto t#cito são as seguintes& 84 Que o 5rgão da Administração seja solicitado por um interessado a pronunciar-se num caso concreto' .

etc$ A verdadeira natureza do acto t#cito é a de uma ficção legal do acto administrativo$ Ou seja& o acto t#cito não é um verdadeiro acto administrativo. e não apenas para o efeito do recurso contencioso& tal acto pode ser revogado. sendo assim.A4$ O critério pr#tico para a determinação do fim do acto administrativo é o do moti*o principalmente determinante3 O ue a lei e!ige é ue o motivo principalmente determinante da pr#tica de um acto administrativo coincida com o fim tido em vista pela lei ao conferir o poder discricion#rio$ 2aso contr#rio. ReK+isitos N+anto ao :im A lei e!ige ue o fim efectivamente prosseguido pela Administração coincida com o fim ue a lei tem em vista ao conferir os poderes para a pr#tica do acto -art$ 8F1 . mas sustentaCse Due G4 mais do Due um simples pressuposto do recurso contencioso3 @sto por ue o acto t#cito é tratado por lei como se fosse um acto administrativo para todos os efeitos. não G4 acto *olunt4rio no cGamado acto t4cito.O7. mas o simples decurso do tempo sem ual uer resposta$ c) $m regra. a uelas e!ig%ncias ue a lei faz para um acto administrativo possa produzir os seus efeitos jur"dicos$ Os principais re uisitos de efic#cia do acto administrativo são& a) A publicação ou notificação aos interessados3 . dolo ou coacção$ $(). o acto ser# ilegal$ $(. nomeadamente por erro. um acto administrati*o. tal acto não . apesar da não e!ist%ncia de um acto$ 9as. alterado. mas simples pressuposto do recurso contencioso3 A uilo a ue a lei permite com a construção da figura do acto t#cito é ue se recorra contenciosamente. tal como sucede relativamente aos neg5cios jur"dicos privados$ Além disso. suspenso. pelo ue o acto não ser# v#lido se a vontade da Administração tiver sido determinada por ual uer influ%ncia indevida. a lei e!ige também ue a vontade em ue o acto administrativo se traduz seja esclarecida e li*re. em ue a lei permite interpor um recurso contencioso ue não tem por objecto um acto volunt#rio da Administração. interpretado.. é um acto volunt#rio$ b) . aos re uisitos da certe&a. é por ue Duer ue a decisão seja no sentido em ue a lei manda interpretar a uele sil%ncio$ . por isso.ogo. é um simples pressuposto do recurso contencioso$ *staremos perante um caso e!cepcional. então o acto t#cito não é um acto administrativo.-regra geral4. portanto. ReK+isitos N+anto ao Conte"do e ao O#3ecto *!ige-se ue o conteúdo e o objecto do acto obedeça.ão G4 acto *olunt4rio no cGamado acto t4cito e Due. confirmado. mas para todos os efeitos tudo se passa como se o fosse$ $((. se nada diz. ReK+isitos de E*ic%cia do Acto Administrativo 7ão. uer seja de deferimento -casos e!cepcionais4 ? e. da legalidade e da possibilidade.

o acto mantém-se ineficaz$ .1 e KK1 a D/1 2PA4$ b) / *isto do 'ribunal de "ontas3 . nem o interessado ue dele beneficie pode invocar a seu favor os direitos dele resultantes.ribunal recusar o visto.KE1MN 23P.odos os actos da Administração estão sujeitos ao visto do . nem os particulares para uem o acto acarreta conse u%ncias negativas começam a sofrer o impacto dessas conse u%ncias$ 2om a aposição do visto. o acto ser# ineficaz.*n uanto não for publicado ou notificado. o acto torna-se eficaz' se o . não ser# obrigat5rio para os particulares -art$ . não produzir# efeitos ? designadamente.ribunal de 2ontas$ *n uanto este não der o seu visto. 8S. isto é. o acto ser# ineficaz.

correspondem 6 ideia de ilegalidade orgânica3 O terceiro -v"cio de forma4 corresponde 6 ideia de ilegalidade formal3 * o uarto e o uinto -violação de lei e desvio de poder4 correspondem 6 ideia de ilegalidade material3 $(6.D1 e 0D1 .KE1MN 23P. e ue todo o acto administrativo inv#lido o era por ser ilegal$ A única fonte da invalidade seria pois. os regulamentos$ A ilegalidade do acto administrativo pode assumir v#rias formas$ *ssas formas c+amam-se v"cios do acto administrativo$ Por conseguinte. a ilegalidade$ $(1.es !reliminares Vm acto administrativo ue viola a lei é um acto administrativo ilegal$ A ilegalidade foi durante muito tempo considerada como sendo a única fonte da invalidade& entendia-se ue todo o acto administrativo ilegal era inv#lido. por via da pr#tica de acto inclu"do nas atribuiç:es do poder judicial ou do poder administrativo -art$ 8SS1M.P. a lei ordin#ria. entende-se ue. A Ile8alidade do Acto Administrativo Quando se diz ue um acto administrativo é ilegal. Os -<cios do Acto Administrativo A tipologia dos v"cios comporta cinco v"cios& 8$ Vsurpação de poder' . Consideraç.A continuarem a falar de v"cios a recondução das ilegalidades do acto a v"cios deste dei!ou de ser uma e!ig%ncia da lei. os “*ícios do acto administrati*o” são as formas espec"ficas ue a ilegalidade do acto administrativo pode revestir$ A in*alidade do acto administrati*o. ue é contr#rio 6 lei. est#-se a usar a palavra “lei” num sentido muito amplo$ Aeste sentido a legalidade inclui a 2onstituição.A IN-A>IDADE DO ACTO ADMINISTRATI-O $(0.-a 2PA4$ 2omporta duas modalidades& . A Us+r'aç o de !oder 2onsiste na ofensa por um 5rgão da Administração Pública do princ"pio da separação de poderes. não obstante os arts . modalidades t"picas ue tal ilegalidade pode revestir e ue +istoricamente assumiram o papel de limitar a impugnabilidade contenciosa dos actos administrativos$ (ace 6 garantia +oje constante no art$ . uedando-se derrogada a norma legal de v"cios do acto administrativo$ $(4. é o ju"zo de desvalor emitido sobre ele em resultado da sua desconformidade com a ordem jur"dica$ As duas causas geralmente admitidas da invalidade são a ilegalidade e os *ícios da *ontade3 A ilegalidade do acto administrativo é tradicionalmente apreciada entre n5s através da verificação dos c+amados *ícios do acto.$ @ncompet%ncia' S$ Q"cios de forma' N$ Qiolação de lei' 0$ =esvio de poder$ Os dois primeiros v"cios -usurpação de poder e incompet%ncia4.

por um 5rgão da Administração. de um acto inclu"do nas atribuiç:es ou na compet%ncia de outro 5rgão da Administração$ Pode revestir v#rias modalidades$ 7egundo um primeiro critério.pr4tica do actoJ c4 2ar%ncia de forma legal3 J conveniente sublin+ar ue a eventual preterição de formalidades posteriores 6 pr#tica do acto administrativo não produz ilegalidade -nem invalidade4 do acto administrativo ? apenas pode produzir a sua inefici%ncia$ @sto por ue. a validade de um acto administrativo se afere sempre pela conformidade desse acto com a lei no momento em ue ele é praticado$ $)$. mas ue pertence 6 compet%ncia de outro 5rgão da mesma pessoa colectiva$ =e acordo com um segundo critério pode-se distinguir uatro modalidades& 53 1ncompet2ncia em ra&ão da mat. o permitir4$ $)1. O -<cio de :orma J o v"cio ue consiste na preterição de formalidades essenciais ou na car%ncia de forma legal. A Incom'et5ncia J o v"cio ue consiste na pr#tica.pratica do actoJ b4 Preterição de formalidades relati*as .ria: uando um 5rgão da Administração invade os poderes conferidos a outro 5rgão da Administração em função da natureza dos assuntos$ 73 1ncompet2ncia em ra&ão da GierarDuia: uando se invadem os poderes conferidos a outro 5rgão em função do grau +ier#r uico.ribunais$ *ntende-se também +aver usurpação do poder judicial uando a Administração pratica um acto inclu"do nas atribuiç:es de um . é a uela ue se verifica uando um 5rgão da Administração pratica um acto fora das atribuiç:es da pessoa colectiva a ue pertence' e incompet2ncia relati*a ou incompet2ncia por falta de compet2ncia.A primeira é a usurpação do poder legislati*o: a Administração pratica um acto ue pertence 6s atribuiç:es do poder legislativo' A segunda é a usurpação do poder judicial: a Administração pratica um acto ue pertence 6s atribuiç:es dos . é a uela ue se verifica uando um 5rgão de uma pessoa colectiva pública pratica um acto ue est# fora da sua compet%ncia. A -iolaç o da >ei J o v"cio ue consiste na discrep)ncia entre o conteúdo ou o objecto do acto e as normas jur"dicas ue l+e são aplic#veis$ - . ou uando o superior invade a compet%ncia pr5pria ou e!clusiva do subalterno$ 83 1ncompet2ncia em ra&ão do lugar: uando um 5rgão da Administração invade os poderes conferidos a outro 5rgão em função do territ5rio$ >3 1ncompet2ncia em ra&ão do tempo: uando um 5rgão da Administração e!erce os seus poderes legais em relação ao passado ou em relação ao futuro -salvo se a lei. nomeadamente uando o subalterno invade a compet%ncia do superior. comporta tr%s modalidades& a4 Preterição de formalidades anteriores .ribunal Arbitral$ $)7. pode classificar-se em incompet2ncia absoluta ou incompet2ncia por falta de atribuiç)es. e!cepcionalmente.

no e(ercício de poderes *inculados. ilegalidade ou impossibilidade do conteúdo do acto administrativo' S$ A incerte&a. nem o fim tido em vista.O7. etc$ 7e é verdade ue o desvio de poder s5 se pode verificar no e!erc"cio de poderes discricion#rios. designadamente os princ"pios constitucionais& o princ"pio da imparcialidade. o acto . O Desvio de !oder J o v"cio ue consiste no e!erc"cio de um poder discricion#rio por um motivo principalmente determinante ue não condiga com o fim ue a lei visou ao conferir a uele poder -art$ 8F1 . o princ"pio da justiça. comporta v#rias modalidades& 8$ A falta de base legal. é a decisão em ue o acto consiste.eoria Ceral dos *lementos Acess5rios' K$ HualDuer outra ilegalidade do acto administrativo insusceptí*el de ser recondu&ida a outro *ício3 *ste último aspecto significa ue o v"cio de violação de lei tem car4cter residual. portanto. nos termos da . assim definida. nem nas formalidades ou na forma ue o acto reveste.A4$ O desvio de poder pressup:e. de forma genérica. isto é a pr#tica de um acto administrativo uando nen+uma lei autoriza a pr#tica de um acto desse tipo' . é a pr5pria subst)ncia do acto administrativo. condição. o princ"pio da igualdade. termo ou modo ? se essa ilegalidade for relativamente. tem de se proceder 6s seguintes operaç:es& 8$ Apurar ual o fim visado pela lei ao conferir a certo 5rgão administrativo um determinado poder discricion#rio -fim legal4' .A4$ Quando sejam infringidos os princ"pios gerais ue limitam ou condicionam. assim definido.O7. uma discrep)ncia entre o fim legal e o fim real$ Para determinar a e!ist%ncia de um v"cio de desvio de poder. j# não é verdade ue não possa verificar-se violação de lei no e!erc"cio de poderes discricion#rios$ A violação da lei. abrangendo todas as ilegalidades ue não caibam especificamente em nen+um dos outros v"cios$ $)(. contr#ria a lei$ A ofensa da lei não se verifica a ui nem a compet%ncia do 5rgão. a discricionariedade administrativa.$ Averiguar ual o motivo principal determinante da pr#tica do acto administrativo em causa -fim real4' S$ =eterminar se este motivo principalmente determinante condiz ou não com a uele fim legalmente estabelecido& se +ouver coincid%ncia. a Administração decida coisa diversa do ue a lei estabelece ou nada decide uando a lei manda decidir algo$ 9as também pode ocorrer um v"cio de violação no e(ercício de poderes discricion4rios -art$ 8F1 . configura uma ilegalidade de natureza material& neste caso. ilegalidade ou impossibilidade do objecto do acto administrativo' N$ A ine(ist2ncia ou ilegalidade dos pressupostos relati*os ao conteúdo ou ao objecto do acto administrativo' 0$ A ilegalidade dos elementos acess6rios incluídos pela Administração no conteúdo do acto ? designadamente. mas no pr5prio conteúdo ou no objecto do acto$ O v"cio de violação de lei produz-se normalmente uando.$ A incerte&a.O v"cio de violação de lei.

não infringe a lei$ A falta de um re uisito de validade ue a lei e!ige. cada ofensa da lei é um v"cio$ J poss"vel. designadamente o erro. se um mesmo acto viola v#rias leis.ser# legal e. o dolo e a coacção$ 7e um 5rgão da Administração se engana uanto aos factos com base nos uais pratica um acto administrativo e pratica um acto baseado em erro de facto' ou é enganado por um particular ue pretende obter um certo acto administrativo e o acto é viciado por dolo' ou é forçado a praticar um acto sob ameaça -coacção4 ? não se pode dizer ue a Administração Pública ten+a violado a lei$ Aestes casos.$ * desvio de poder por moti*o de interesse pri*ado. o acto ser# ilegal por desvio de poder e.. Os -<cios da -ontade no Acto Administrativo 2omo segunda causa da invalidade do acto administrativo diversa da ilegalidade. alegar simultaneamente uais uer v"cios do acto administrativo$ Vm acto administrativo ou é vinculado ou e discricion#rio$ 7e for vinculado.$ 2asos em ue o acto administrativo viola um contrato não administrativo -ilicitude4$ S$ 2asos em ue o acto administrativo ofende a ordem pública ou os bons costumes$ N$ 2asos em ue o acto administrativo contém uma forma de usura$ $)0. uando a Administração não prossegue um fim de interesse público mas um fim de interesse privado$ $)). A Ilicit+de do Acto Administrativo *m regra. tr%s incompet%ncias. o acto administrativo não ofende a lei. uatro violaç:es de lei. ou v#rias disposiç:es da mesma lei. uando a Administração visa alcançar um fim de interesse público. embora diverso da uele ue a lei imp:e$ . ofende um direito absoluto de um particular$ A ofensa de um direito absoluto de um particular é um acto il"cito$ . s5 pode ser arguido de desvio de poder$ $). em ue um acto é il"cito sem ser ilegal. portanto. sem violar a lei. pode ser arguido de violação de lei mas não pode ser arguido de desvio de poder$ 7e for discricion#rio. uer dizer& o acto é il"cito por ser ilegal$ 9as +# casos. no mesmo acto administrativo$ Assim. portanto. v#lido' se não +ouver coincid%ncia. inv#lido$ O desvio de poder comporta duas modalidades principais& 8$ O desvio de poder por moti*o de interesse público. a ilicitude do acto administrativo coincide com a sua ilegalidade. +avendo ilicitude sem +aver ilegalidade$ *sses casos são uatro& 8$ 2asos em ue o acto administrativo. +# ue considerar os v"cios da vontade. ual seja o de ue a vontade da Administração seja uma vontade esclarecida e livre$ . não pode ser arguido de violação de lei. C+m+laç o de -<cios Vm acto administrativo pode estar ferido simultaneamente de v#rias ilegalidades& os v"cios são cumul#veis$ * pode inclusivamente acontecer ue +aja mais de um v"cio do mesmo tipo& pode +aver dois v"cios de forma. portanto.

por via de interposição de recurso contencioso ou de defesa em ual uer processo administrativo ou judicial$ Arti8o 46T S Deli#eraç. ue deve fundamentar a invalidade do acto$ . uma vontade esclarecida e livre$ 7e a vontade da Administração não foi esclarecida e livre.ratando-se de actos *inculados.ribunais as deliberaç:es de 5rgãos aut#r uicos feridas de incompet%ncia. v"cio de forma.$ As deliberaç:es nulas são impugn#veis.es n+las 8$ 7ão nulas. A N+lidade .Aa base do acto administrativo. e não interessa para nada saber se o fez por ue a interpretou bem apesar de ter ocorrido algum erro. dolo ou coacção ? pelo ue o acto é v#lido' ou a Administração violou a lei ? e o acto é ilegal.ribunais' e4 Que careçam absolutamente de forma legal' f4 Que nomearem funcion#rios sem concurso. por ue a lei l+e deu liberdade de opção. com preterição de formalidades essenciais ou de prefer%ncias legalmente estabelecidas$ . sem depend%ncia de prazo. fica sanado o v"cio da deliberação$ $)4. independentemente de declaração dos . segundo a nossa lei.es an+l%veis 8$ 7ão anul#veis pelos . deve estar sempre. e foi no e!erc"cio desta ue a decisão foi tomada$ Ora a lei não pode aceitar como manifestação de liberdade de opção uma vontade não livre ou não esclarecida. as deliberaç:es dos 5rgãos aut#r uicos& a4 Que forem estran+as 6s suas atribuiç:es' b4 Que forem tomadas tumultuosamente ou com infracção do disposto no n$1 8 do artigo DF1 e no n$1 8 do artigo E/1' c4 Que transgredirem disposiç:es legais respeitantes ao lançamento de impostos' d4 Que prorrogarem os prazos de pagamento volunt#rio dos impostos e de remessa de autos ou certid:es de rela!e para os .$ As deliberaç:es anul#veis s5 podem ser impugnadas em recurso contencioso. as coisas mudam completamente de figura& a vontade real do 5rgão administrativo torna-se relevante.' e arts$ 8SS1 e segs$ do 2PA$ Arti8o 44T S Deli#eraç. por ue foi determinada por erro. dentro do prazo legal$ S$ =ecorrido o prazo sem ue se ten+a deduzido impugnação em recurso contencioso. os v"cios da vontade como tais são irrelevantes& ou a Administração aplicou correctamente a lei.A.ribunais. dolo ou coacção. seja ual for a razão ou a causa desta ilegalidade$ 9as se se tratar de actos discricion4rios. e designadamente na base do acto administrativo praticado no e!erc"cio de poderes discricion#rios. As :ormas da Invalidade? N+lidade e An+la#ilidade Q%m reguladas no nosso =ireito nos arts$ EE1 e EF1 da . a ui os v"cios da vontade t%m relev)ncia aut5noma$ $)1. +# um v"cio da vontade. a uem faltem re uisitos e!igidos por lei. regulamento ou contrato administrativo$ . desvio de poder ou violação de lei. a" sim.

A nulidade é a forma mais grave da invalidade$ . isto é. en uanto não for anulado$ >3 2onse uentemente.ribunais Administrativos' o ue significa ue ual uer . não pode ser feito perante ual uer outro .ribunal determina a sua anulação3 A sentença proferida sobre um acto anul#vel é uma sentença de anulação. en uanto a sentença proferia sobre o acto nulo é uma declaração de nulidade3 A anulação contenciosa de uma tem efeitos retroactivos& “t !o se %assa na or!em 3 r+!ica.A4' K3 O pedido de anulação s6 pode ser feito perante um 'ribunal Administrati*o. . juridicamente efica& at. produz efeitos jur"dicos como se fosse v#lido ? o ue resulta da “%res n()o !e legali!a!e” dos actos administrativos' 73 A anulabilidade . uer por ratificação.$ A nulidade .ribunal 2ivil. salvo se a respectiva efic#cia for suspensa' E3 O acto anul#vel s5 pode ser impugnado dentro de um certo pra&o ue a lei estabelece -art$ . não produz ual uer efeito$ Por isso é ue a lei c+amam a estes actos. A An+la#ilidade J uma forma menos grave da invalidade e tem caracter"sticas contr#rias 6s da nulidade -art$ 8SK1 2PA4& 53 O acto anul#vel. uer para os funcion#rios públicos. como se o acto n nca ti&esse si!o %ratica!o”. embora inv#lido. uer pelo decurso do tempo. . obrigat6rio. não . uer por ratificação.ribunal' Q3 O recon+ecimento de ue o acto é anul#vel por parte do . nen+um dos seus imperativos é obrigat5rio' N$ 7e mesmo assim a Administração uiser impor pela força a e!ecução de um acto nulo. insan4*el. reforma ou conversão' 83 O acto anul#vel .E1 .P. uer para os particulares. . san4*el. mesmo um .em os seguintes traços caracter"sticos -art$ 8SN1 2PA4& A. os particulares t%m o direito de resist2ncia passi*a -art$ . possí*el opor DualDuer resist2ncia e(ecução forçada de um acto anul4*el3 A e!ecução coactiva de um acto anul#vel é leg"tima. “actos n los e !e nenh m efeito”. O Acto nulo é totalmente inefica& desde o início. uer pelo decurso do tempo. reforma ou conversão$ O acto nulo não é suscept"vel de ser transformado em acto v#lido' S$ Os particulares e os funcion4rios públicos t2m o direito de desobedecer a DuaisDuer ordens Due constem de um acto nulo$ Aa medida em ue este não produz efeitos. ao momento em Due *enGa a ser anulado3 *n uanto não for anulado é eficaz. pode declarar a nulidade de um acto administrativo -desde ue competente para a causa4' D$ O recon+ecimento judicial da e!ist%ncia de uma nulidade toma a forma de declaração de nulidade3 $)6.81 23P43 A resist%ncia passiva 6 e!ecução de um acto nulo é leg"tima$ 0$ Vm acto nulo pode ser impugnado a todo o tempo. a sua impugnação não est# sujeita a prazo' K$ O pedido de recon+ecimento da e!ist%ncia de uma nulidade num acto administrativo pode ser feito junto de DualDuer 'ribunal.ribunal. e não apenas perante os .

tr%s& 8$ Actos de conteúdo ou objecto impossí*el: se o conteúdo ou o objecto do acto for imposs"vel. uma vez ue e!iste. Corres'ond5ncia entre as ca+sas da invalidade e os res'ectivos re8imes S)o !esigna!amente n los9 Os actos viciados de usurpação de poder' Os actos viciados de incompet%ncia absoluta' Os actos ue sofram de v"cio de forma. N+lidades 'or Nat+re9a As nulidades por natureza consubstanciam casos em ue. o ue se tem de apurar em face de um acto cuja a validade se est# a analisar. ao fim de um certo tempo. dolo ou incapacidade acidental$ . o acto não pode dei!ar de ser nulo. ele converte-se num acto v#lido$ 2omo s5 e!cepcionalmente os actos são nulos. na modalidade de car%ncia absoluta de forma legal' Os actos praticados sob coacção' Os actos de conteúdo ou objecto imposs"vel ou inintelig"vel' Os actos ue consubstanciam a pr#tica de um crime' Os actos ue lesem o conteúdo essencial de um =ireito fundamental$ S)o !esigna!amente an l*&eis9 Os actos viciados de incompet%ncia relativa' Os actos viciados de v"cio de forma.1. cai na regra geral.$. por isso ue seria totalmente inade uado o regime da simples anulabilidade$ *sses casos são. por raz:es de l5gica jur"dica. passe a ser v#lido$ Vm acto desses nunca pode convalidar-se por ue. salvo se a lei estabelecer para o caso da nulidade. também estes actos não podem ser considerados actos simplesmente anul#veis. isto significa ue. uanto a eles. Em#ito de A'licaç o da N+lidade e da An+la#ilidade A nulidade tem car#cter e!cepcional' a anulabilidade é ue tem car#cter geral$ A regra é a de ue o acto inv#lido é anul#vel' se ao fim de um certo prazo ninguém pedir a sua anulação. não faz sentido ue. e se é ou não nulo& por ue se for inv#lido e não for nulo. por definição.$. na pr#tica. direito de resist%ncia -art$ . se transformem em actos v#lidos' S$ Actos Due *iolem o conteúdo essencial de um direito fundamental do cidadão: 6 face da 2onstituição. de preterição de formalidades essenciais' Os actos viciados por desvio de poder' Os actos praticados por erro. o acto se convalide.81 23P4$ $. se não forem impugnados.$ Actos cuja pr4tica consiste num crime ou en*ol*a a pr4tica de um crime: também não faz sentido ue estes actos. prevalecer# o regime da nulidade$ $.7. nas modalidades de car%ncia relativa de forma legal e. o seu conteúdo ou o seu objecto são imposs"veis' . este for simultaneamente anul#vel e nulo. é anul#vel$ 7e consideradas as causas de invalidade do acto.

P. e desde logo. e!tinguem-se os efeitos jur"dicos do acto revogado$ Os seus efeitos jur"dicos recaem sobre um acto anteriormente praticado.E1 .A$ EPTINÇÃO E MODI:ICAÇÃO DO ACTO ADMINISTRATI-O $. não se concebendo a sua pr#tica desligada desse acto pree!istente$ O conteúdo da revogação é a e!tinção dos efeitos jur"dicos produzidos pelo acto revogado ou. é a decisão de e!tinguir esses efeitos$ . se possa saber com certeza se esse acto é legal ou ilegal. s5 se e!tinguindo uma vez decorrido um certo per"odo& é o ue acontece com os actos de e!ecução continuada$ A certos actos administrativos.E1 . numa aplicação isolada$ Aoutros casos. uma vez atingido o termo ou verificada a condição.$.A4$ A sanação dos actos administrativos pode operar-se por um de dois modos& Por um acto administrativo secund#rio -art$ 8SK1 2PA4' Por efeito autom#tico da lei -o%e legis4 art$ . seja revogado pela Administração ou anulado pelos .ribunais ? ou por *ia positi*a ? consentido a lei ue. tornando-se v#lido para todos os efeitos perante a ordem jur"dica. decorrido algum tempo sobre a pr#tica de um acto administrativo. o segundo acto como ue toma o lugar do primeiro. cujos efeitos jur"dicos se esgotam ou consomem num s5 momento. passando a ocupar o espaço até a" preenc+ido pelo acto originariamente praticado$ $. em princ"pio. ao fim de um certo tempo. A E&tinç o do Acto Administrativo em /eral Os efeitos jur"dicos do acto administrativo podem e!tinguir-se por v#rios modos$ Assim. cessam os efeitos de tais actos$ 9as pode ainda suceder ue os actos administrativos se e!tingam por ter sido praticado ulteriormente um outro acto cujo o conteúdo é oposto ao conteúdo do primitivo acto$ Aestes casos. v#lido ou inv#lido$ A obtenção desta certeza pode ser conseguida por *ia negati*a ? permitindo a lei ue o acto. podem ter sido apostos um termo final ou uma condição resolutiva& e então. e por isso inv#lido perante a ordem jur"dica$ O fundamento jur"dico da sanação dos actos ilegais é a necessidade de segurança na ordem jur"dica$ J pois necess#rio ue. A Sanaç o dos Actos Administrativos Ile8ais O fen5meno da sanação consiste precisamente na transformação de um acto ilegal. por seu turno. os efeitos do acto administrativo perduram no tempo. em certos casos esses efeitos cessam imediatamente com a pr#tica do acto& é o ue se passa com os actos de e!ecução instant)nea.P. ou acto re*ogat6rio. o acto ilegal seja sanado. A Revo8aç o J o acto administrativo ue se destina a e!tinguir os efeitos de outro acto administrativo anterior$ 2om a pr#tica da revogação. se se preferir. por ser ilegal. inatac#vel -art$ .(..). e portanto..

relativamente a actos anteriormente praticados por um subalterno ou por um delegado$ S$ Huanto ao fundamento: a revogação pode-se basear-se na ilegalidade =ou anulação graciosa). são-l+e aplic#veis todas as regras e princ"pios caracter"sticos do regime jur"dico dos actos administrativos$ $. :i8+ras A*ins =a revogação +# ue distinguir certas figuras afins$ a4 *m primeiro lugar. um dos mais importantes actos sobre os actos$ J fundamental sublin+ar ue 6 revogação é. independentemente de ual uer ju"zo de legalidade sobre o acto objecto da revogação$ >3 / conteúdo da re*ogação.0.iniciati*a: a re*ogação pode ser espontânea =ou oficiosa). devem distinguir-se da revogação a ueles casos em. o acto revogat5rio é praticado pelo superior +ier#r uico do autor do acto revogado ou pelo delegante. um acto administrati*o: como tal. ue a Administração pratica um acto administrati*o de conteúdo contr4rio ao de um acto anteriormente praticado$ b4 *m segundo lugar. ela mesma. suprimindo-se a infracção cometida com a pratica de um acto ilegal' ou na incon*eni2ncia do acto Due . é motivada por um re uerimento do interessado. isto é. dirigido a um 5rgão com compet%ncia revogat5ria$ . ou a nulidade. seu objecto.$ Huanto ao autor: a re*ogação pode ser feita pelo pr6prio autor do acto re*ogado est#-se perante a retractaçãoJ ou por 6rgão administrati*o diferente. pode re*estir uma de duas modalidades: a mera cessação. com ela visa-se reintegrar a ordem jur"dica violada. numa nova valoração do interesse público feita pelo 5rgão competente. de um acto administrativo anterior$ d4 *m uarto lugar.1. não devem ser confundidos com a revogação a ueles casos em ue é declarada a caducidade de um acto administrativo anterior$ c4 *m terceiro lugar. dos efeitos jur"dicos do acto revogado ? é a . a pr#tica do acto revogat5rio encontra a sua razão por ser um ju"zo de mérito. Es'. justamente por ue a revogação é um acto secund#rio.O objecto da revogação é sempre o acto revogado.cies As espécies de revogação podem apurar-se 6 luz de diversos critérios. é praticada pelo 5rgão competente independentemente de ual uer solicitação nesse sentido' ou pro*ocada -art$ 8SE1 2PA4. +# ue distinguir da revogação a suspensão de um acto administrativo anterior$ O conteúdo do acto de suspensão é a mera paralisação tempor#ria da efic#cia do acto administrativo anterior$ e4 *m uinto e último lugar. Due consiste na e(tinção dos efeitos do acto re*ogado. dos uais destacam-se uatro& 8$ Huanto . “ad futurum”. a ratificação de erros materiais ou a aclaração de acto administrativo anterior não constituem igualmente casos de revogação$ $. também não devem ser confundidos com a revogação os casos em ue a Administração declara a ine(ist2ncia.

a revogação ab-rogat5ria ajusta-se aos casos em ue o 5rgão administrativo competente mude de critério e resolva e!tinguir um acto anterior por considerar incon*eniente' ao passo ue a revogação anulat5ria é reservada pela lei para os casos em ue acto a revogar ten+a sido praticado com ilegalidade3 $. ainda ue no uso de poderes discricion#rios& assim o determinam.4 J imposs"vel a revogação de actos cujos efeitos j# ten+am sido destru"dos.ambém não devem ser objecto de revogação os actos constitutivos de direitos ue ten+am sido legalmente praticados pela Administração Pública. desde ue o repute ilegal ou inconvenientemente$ 2om ue limites. mesmo dos ue ten+am sido produzidos no passado ? é a c+amada re*ogação anulat6ria -art$ 8N01 2PA4$ =iz-se ue a efic#cia da revogação ab-rogat5ria é “e$ n nc” -desde agora4. todavia. Actos Constit+tivos de Direitos . pura e simplesmente. com efeito. algumas e!cepç:es. ou a destruição total dos efeitos jur"dicos do acto revogado. por ue.$ . são revog#veis os actos vinculados se conferirem direitos renunci#veis e os titulares destes validamente renunciarem a esses direitos$ . nem l5gica nem juridicamente$ * uais são os casos de impossibilidade da revogação -art$ 8SF1 2PA4L 84 J imposs"vel a revogação de actos ine!istentes ou de actos nulos' . e a revogação anulat5ria. o princ"pio da segurança nas relaç:es jur"dicas e a pr5pria lei e!pressa $. seja através de revogação anulat5ria' S4 * imposs"vel a revogação de actos j# integralmente e!ecutados' N4 J também imposs"vel a revogação de actos caducados$ A) /s casos de re*ogação proibida3 =iferentemente. não deparando j# com uma impossibilidade absoluta de revogação. nos termos do ual a Administração Pública disp:e da faculdade de e!tinguir os efeitos jur"dicos de um acto ue anteriormente praticou. revogar actos ue +aja anteriormente praticado$ 7ão fundamentalmente duas as situaç:es ue. faltam os efeitos jur"dicos a e!tinguir$ Aestes casos.4. tem efic#cia “e$ t nc” -desde então4$ Assim. seja através de anulação contenciosa. outras situaç:es +# em ue a Administração. sob pena de ilegalidade. não deve. importa referir& 8$ A Administração não deve revogar a ueles actos ue ten+am sido praticados no e!erc"cio de poderes vinculados e em estrita obedi%ncia de uma imposição legal$ <# contudo. a revogação não pode produzir-se.denominada re*ogação abCrogat6ria ?. nomeadamente.6. porémL A este prop5sito +# a distinguir dois tipos de situaç:es& casos de revogação impossí*el e casos de revogação proibida3 A) /s casos de re*ogação impossí*el3 A revogação não pode ter lugar. Re8ime da Revo8a#ilidade dos Actos Administrativos Pode afirmar-se ue entre n5s vigora o princípio da re*ogabilidade dos actos administrati*os.

faculdades e.$ Actos declarativos ue não consistam no recon+ecimento da e!ist%ncia de direitos. não +# ue ter em conta a protecção dos direitos ad uiridos$ 7ão actos constituti*os de %ireitos. Actos administrativos sujeitos. 6 condição “sem %re3 +. B. a menos ue sejam ilegais$ @sto por ue.*stes não são revog#veis pela Administração. ou ue e!tinguem restriç:es ao e!erc"cio dum direito j# e!istente$ O conceito de acto constitutivo de direitos deve ir tão longe uanto a sua pr5pria razão de ser& ora a razão de ser deste conceito é a necessidade de protecção de direitos ad uiridos pelos particulares. Actos em ue a Administração Pública ten+a validamente inclu"do uma cl#usula do tipo “reser&a !e re&oga()o”. H. nomeadamente as autorizaç:es' N$ Os actos meramente declarativos ue recon+eçam a e!ist%ncia ou a validade de direitos. base da confiança na palavra dada$ Pelo contr#rio. faculdades ou situaç:es jur"dicas subjectivas' S$ Actos constitutivos de deveres ou encargos' N$ Autorizaç:es e licenças de natureza policial' 0$ Actos prec#rios por natureza' >. por lei ou cl#usula acess5ria.$ Os actos ue ampliam ou reforçam esses direitos. pelo contr#rio. situaç:es jur"dicas subjectivas' . Actos ine!istentes e actos nulos$ $07. poderes. Re8ime de Revo8aç o dos Actos Constit+tivos de Direitos Ile8ais Os traços principais do regime jur"dico da revogação de actos constitutivos de direitos são os seguintes& 84 O fundamento e!clusivo da revogação é a ilegalidade do acto anterior' . ou ue ampliam direitos subjectivos e!istentes. atribu"ram direitos a alguém$ A partir desse momento.4 A revogação de actos constitutivos de direitos ilegais deve ser feita& . a pessoa a ue os direitos foram atribu"dos tem de poder confiar na palavra dada pela Administração e tem de poder desenvolver a sua vida jur"dica com base nos direitos ue legislativamente ad uiriu$ J o princ"pio do respeito pelos direitos ad uiridos.o !os !ireitos !e terceiros”. todos os actos administrativos ue atribuem a outrem direitos subjectivos novos. para sua segurança e certeza das relaç:es jur"dicas$ *ntende-se ue deve-se considerar como actos constitutivos de direitos& 8$ Os actos criadores de direitos. faculdades ou situaç:es jur"dicas subjectivas' S$ Os actos ue e!tingam restriç:es ao e!erc"cio de direitos. faculdades ou situaç:es jur"dicas subjectivas$ 7ão os actos a ue a doutrina c+ama verificaç:esconstitutivas$ =evem ser considerados. não tendo criado direitos para ninguém. poderes. como actos não constitutivos de direitos& 8$ Actos administrativos internos' . os actos não constitutivos de direitos são livremente revog#veis pela Administração em ual uer momento e com ual uer fundamento$ >ustamente por ue. poderes. em geral. poderes. de acordo com a lei.

nos termos seguintes& a4 7e não forem constitutivas de direitos.$ A revogação destes actos pode ter lugar a todo o tempo3 *fectivamente. se se tratar de acto da compet%ncia e!clusiva do subordinado4.P. pode o acto recorrido ser revogado ? no todo ou em parte ? até ao termo do prazo para a resposta ou contestação da autoridade recorrida -art$ . no entanto.A4$ $01. bem como as decis:es dos respectivos titulares. pois deveria ser também poss"vel ao titular da compet%ncia dispositiva. a forma do acto de revogação ser# a consagrada na lei. Re8ime de Revo8aç o dos Actos N o Constit+tivos de Direitos Os aspectos principais deste regime são& 8$ A revogação de actos não constitutivos de direitos pode ter por fundamento a sua ilegalidade. reformadas ou convertidas. a sua incon*eni2ncia.es? As deliberaç:es dos 5rgãos aut#r uicos. diversamente. independentemente da forma ue ten+a sido dada ao acto revogado' no segundo. por iniciativa destes. a lei disp:e ue essa revogação pode ter lugar em todos os casos' . em todos os casos e a todo o tempo' b4 7e forem constitutivas de direitos.O7. :orma e :ormalidades da Revo8aç o O princ"pio ue vigora a ui é o princípio da identidade ou do paralelismo das formas: uer isto dizer ue tanto as formalidade como a forma do acto revogat5rio se +ão-de apurar por refer%ncia 6s formalidades e 6 forma do acto revogado -art$ 8NS1 2PA4$ 7uscita-se. na forma efectivamente adoptada uanto a esse acto$ Ao primeiro caso. ao delegante e. podem ser por ele. ou ambas& afectivamente. apenas uando ilegais e dentro do prazo fi!ado na lei para o recurso contencioso ou até 6 interposição deste4$ $0$.A.1 2PA4$ A lei não confere ao 5rgão competente numa determinada matéria o poder revogar o acto viciado de incompet%ncia relativa praticado nessa matéria por outro 5rgão$ >ulgamos ue faz mal. a forma do acto de . aos seus superiores +ier#r uicos -salvo. Com'et5ncia 'ara a Revo8aç o Pertence ao autor do acto. ao 5rgão ue e!ercer tutela revogat5ria -art$ 8N.A e art$ DD1 . a uestão de saber se um tal par)metro se deve buscar na forma legalmente prescrita para o acto revogado ou. com fundamento na invasão desta pelo 5rgão incompetente. a revogação de actos não constitutivos de direitos com fundamento em ilegalidade também s5 pode ter lugar dentro do prazo de recurso contencioso fi!ado na lei -art$ 8E1 . e!cepcionalmente e nos casos previstos na lei. Revo8aç oD re*orma e convers o das deli#eraç. revogadas.a4 =entro do prazo fi!ado na lei para o recurso contencioso ue no caso caiba' b4 7e tiver sido efectivamente interposto um recurso contencioso.E1 e ND1 . revogar o acto administrativo praticado por este 5rgão$ Aão parece razo#vel ue apenas l+e assista a possibilidade de recorrer de tal acto$ $0(.

é conse u%ncia da ilegalidade ue originariamente afectava esse acto$ * re*ogação abCrogat6ria. E*eitos F+r<dicos da Revo8aç o Os seus efeitos jur"dicos. com uma e!cepção& da uela ue se traduz em não +aver lugar 6 observ)ncia de formalidades cuja a razão de ser se esgota na pr#tica do acto revogado -art$ 8NN1 2PA4$ $0). tornada poss"vel mediante uma reapreciação do caso concreto$ Aestes casos refere-se a des*io de poder3 $00. através da supressão do acto ue a ofendera' b4 Ao caso de revogação por inconveni%ncia. apenas cessando. a ui respeitam-se os efeitos j# produzidos pelo acto inconveniente. como se o acto revogado nunca tivesse e!istido ? o ue. por ue o problema não se p:e$ Assim. se assim é. :im da Revo8aç o A revogação não é a única possibilidade dada por lei 6 Administração para agir sobre actos ue +aja ilegalmente praticado& com efeito. devendo. pode concluir-se ue a lei não uis vincular os 5rgãos administrativos 6 revogação de actos anteriores ilegais. pela Administração e por terceiros$ $0.. A revogação não produz efeitos apenas em relação a uem solicitou. independentemente da sua conformidade ou desconformidade face 6 lei$ Ora. isto é. e portanto a revogação desta deve entender-se ue rep:e em vigor o acto prim#rio. se for revogada a revogação de um acto *inculado. portanto. os seus efeitos jur"dicos ao momento da pr#tica do acto revogado. a revogação opera “e$ t nc”' a ui tudo se passa. mas sim em relação a todos -“erga omnes”4.revogação dever# ser id%ntica a forma do acto revogado. para além de os poder revogar. a defesa da legalidade. a sua primeira revogação foi ilegal. convert%-los ou reform#-los$ A Administração pode optar entre revogar acto ilegal e san#-lo$ Ora. por se tratar de um acto devido' se o acto . cumpre distribuir a uilo ue se passa com as formalidades da uilo ue ocorre com a norma do acto revogat5rio$ *m relação 6s formalidades da re*ogação. retroage. para o futuro. a regra do paralelismo remete-nos para a observ)ncia da uelas ue se encontram fi!adas na lei. a revogação pode ser de dois tipos : re*ogação anulat6ria. Nat+re9a F+r<dica da Revo8aç o A regra geral não pode ser a de toda a revogação acarretar sempre um efeito repristinat5rio$ Aa grande maioria dos casos. os efeitos ue tal acto ainda estivesse em condiç:es de produzir$ A revogação s5 opera “e$ n nc”. a segunda revogação ter# ou não efeito repristinat5rio consoante o sentido imposto pela vinculação legal& se o acto prim#rio cumpriu o estabelecido na lei. antes l+e dei!ando a possibilidade de escol+er entre a revogação e as modalidades de sanação da ilegalidade do acto ue ao caso mais conven+am$ @mporta apurar ual o fim da revogação$ *ste s5 pode ser um de dois& a4 Ao caso de revogação de acto ilegal. ela pode ainda ratific#-los. os seus efeitos ser acatados pelo particular interessado. a revogação não tem efeito repristinat5rio. a este prop5sito. para as formalidades legalmente de*idas. a mel+or prossecução do interesse público. pura e simplesmente por ue não pode logicamente t%-lo.

e não repor em vigor. %o!e o menos”. e se s5 o pode ter uando isso resulta claramente da vontade da lei ou da vontade do autor do acto. A S+s'ens o do Acto Administrativo * a paralisação tempor#ria dos seus efeitos jur"dicos -art$ 80/1M. a revogação desta é necessariamente ilegal e não pode ter como efeito repor em vigor o acto prim#rio.prim#rio foi ilegal. suprido a ilegalidade ue o vicia$ A “reforma”. actos anteriormente praticados$ *!cepcionalmente. retroagem ao momento da pr#tica do acto cuja ilegalmente visam sanar$ A “ratificação” =ou ratificação sanação). a revogação tem natureza construtiva uando o efeito repristinat5rio for conse u%ncia necess#ria de uma dada vinculação legal$ $01. tais efeitos produzem-se e$ t nc. reformado ou convertido. isto é. mas também pode uerer apenas eliminar obst#culos 6 reponderação ulterior do assunto. de acordo com a sua vontade. é o acto administrativo pelo ual o 5rgão competente decide sanar um acto inv#lido anteriormente praticado. suspender um acto administrativo anterior$ Quem tem compet%ncia para proceder 6 suspensão administrativaL Q#rios tipos de 5rgãos& Os 5rgãos activos a uem a lei conferir e!pressamente o poder de suspender' Os 5rgãos competentes para revogar. parece de concluir ue em regra a revogação tem natureza meramente negativa ou destrutiva ? visa na verdade e!tinguir. Rati*icaç oD Re*orma e Convers o do Acto Administrativo Pertencem 6 categoria dos actos sobre os actos.ribunal Administrativo em cone!ão com um recurso contencioso de anulação$ $04. Os 5rgãos de controle ue dispon+am do poder de voto suspensivo$ S$ A suspensão jurisdicional ou por decisão do 'ribunal Administrati*o: é a uela ue pode ser imposta por um . como e. 2PA4$ Vm acto administrativo pode ser suspenso por um de tr%s modos distintos& 8$ Por efeito da lei ou “ope legis”: uando ocorrem certos factos ue nos termos da lei produzem automaticamente um efeito suspensivo' . ou dotar com um ou outro conteúdo. por ue “0 em %o!e o mais. não parece l"cito ligar sempre um efeito repristinat5rio 6 segunda revogação$ O 5rgão competente pode com ela uerer fazer renascer o acto prim#rio. sem se comprometer desde logo com uma determinada solução$ Aa maior parte dos casos a revogação não tem efeito repristinat5rio. e a sua primeira revogação foi conforme 6 lei. por acto administrativo. por se tratar também de um acto ilegal$ =iferentemente se passam as coisas se for revogada a revogação de um acto discricion4rio: se o 5rgão competente revoga um acto administrativo ue ele podia praticar ou dei!ar de praticar. por isso ue os seus efeitos jur"dicos se vão repercutir sobre os efeitos do acto ratificado.$ Por acto da Administração ou suspensão administrati*a: ocorre sempre ue um 5rgão administrativo para o efeito competente decide. é o acto administrativo pelo ual se conserva de um acto anterior a parte não afectada de ilegalidade$ . por natureza.

nomeadamente. o regulamento é editado por uma autoridade administrativa. viabilizando a sua aplicação aos casos concretos$ Podem ser espontâneos. administrativa ou disciplinar$ b4 =o ponto de vista orgânico. nessa medida. em geral. essa livre. o regulamento é norma jurídica: uer isto dizer ue o regulamento administrativo não é um mero preceito administrati*oJ trata-se de uma verdadeira e pr5pria regra de direitoJ ue.cies As espécies de regulamentos administrativos podem ser apuradas 6 luz de uatro critérios fundamentais& a4 %epend2ncia dos regulamentos administrati*os face . cumpre referir ue o regulamento é ameaçado no e!erc"cio do poder administrativo$ Por ue se trata de e!erc"cio de poder administrativo. Es'. de um 5rgão da Administração Pública$ c4 2omo elemento funcional. regulamentos “sec n! m legem”4$ P * os regulamentos independentes ou aut6nomos. para além de norma ue é. contemplam. se a Administração o entender ade uado e para tanto dispuser de compet%ncia. são a ueles ue desenvolvem ou aprofundam a disciplina jur"dica constante de uma lei$ *. poder# editar um regulamento de e!ecução$ * podem ser de*idos. todavia. Noç o 7ão as normas jur"dicas emanadas por uma autoridade administrativa no desempen+o do poder administrativo$ *sta noção encerra tr%s elementos essenciais& a4 =o ponto de vista material. a ueles regulamentos ue os 5rgãos administrativos . a lei nada diz uanto 6 necessidade da sua complementarização. o regulamento administrativo consiste em normas jur"dicas$ 9as. é o acto administrativo pelo ual se aproveitam os elementos v#lidos de um acto ilegal para com eles se compor um outro ue seja legal$ O RE/U>AMENTO ADMINISTRATI-O $06. violando-a em ual uer dos seus preceitos. é ilegalJ e se entrar em relação directa com a 2onstituição. padecer# de inconstitucionalidade3 $17. pode ser imposta mediante a ameaça de coacção e cuja violação leva. isto é. o regulamento administrativo encontra na lei o seu fundamento e par)metro de validade$ Por maioria de razão. é 5bvio ue o regulamento administrativo deve estrita obedi%ncia 6 2onstituição. prim#ria e independente$ *n uanto norma secund#ria ue é. en uanto lei fundamental do *stado$ 2onse uentemente. sejam elas de natureza penal.lei: +# ue distinguir duas espécies principais& P /s regulamentos complementares ou de e(ecução. são diferentemente. é a pr5pria lei ue imp:e 6 Administração a tarefa de desenvolver a previsão do comando legislativo -são tipicamente. +aver# ue ter presente ue a actividade regulamentar é uma actividade subordinada e condicionada face 6 actividade legislativa.A “con*ersão”. 6 aplicação de sanç:es. se o regulamento contrariar uma lei.

elaboram no e!erc"cio da sua compet%ncia, para assegurar a realização das suas atribuiç:es espec"ficas, sem cuidar de desenvolver nen+uma lei em especial$ Os regulamentos independentes são afinal de contas, e!pressão de autonomia com ue a lei uis distinguir certas entidades públicas, confiando na sua capacidade de autodeterminação e no mel+or con+ecimento de ue normalmente desfrutam acerca das realidades com ue t%m de lidar$ b4 Huanto ao objecto, +# a referir fundamentalmente os regulamentos de organi&ação, são a ueles ue procedem 6 distribuição das funç:es pelos v#rios departamentos e unidades do serviço público, bem como 6 repartição de tarefas pelos diversos agentes ue a" trabal+am' os regulamentos de funcionamento, tantas vezes misturados num mesmo diploma com os anteriores, são a ueles ue disciplina a vida uotidiana dos serviços públicos$ Os regulamentos ue procedem em particular 6 fi!ação das regras de e!pediente denominam-se regulamentos processuaisJ e os regulamentos de polícia, são a ueles ue imp:e limitaç:es 6 liberdade individual com vista a evitar a produção de danos sociais$ c) Huanto ao âmbito de aplicação, +# ue distinguir entre regulamentos gerais, são a ueles ue se destinam a vigorar em todo o territ5rio ou, pelo menos em todo o territ5rio continental' regulamentos locais são a ueles ue t%m o seu dom"nio de aplicação limitado a uma dada circunscrição territorial' finalmente os regulamentos institucionais, são os ue emanam dos institutos públicos e associaç:es públicas, para terem aplicação apenas 6s pessoas ue se encontrem sob a sua jurisdição$ d) Huanto - projecção da sua efic4cia, dividem-se em regulamentos internos, são os ue produzem os seus efeitos jur"dicos unicamente no interior da esfera jur"dica da pessoa colectiva pública cujos 5rgãos os elaborem' e são regulamentos e(ternos, a ueles ue produzem efeitos jur"dicos em relação a outros sujeitos de direitos diferentes, isto é, em relação a outras pessoas colectivas públicas ou em relação a particulares$ $11. Distinç o entre Re8+lamento e >ei <# v#rios critérios de distinção entre lei e regulamento$ Vm primeiro critério assenta na diferença entre princ"pios e pormenores ? 6 lei caberia a formulação dos princ"pios, ao regulamento a disciplina dos pormenores$ Vm segundo critério baseia-se na identidade material entre a lei e regulamento, defendendo por isso ue a distinção s5 pode ser feita no plano formal e org)nico$ Ou seja, tanto a lei como o regulamento são materialmente normas jur"dicas' a diferença vem da diferente posição +ier#r uica dos 5rgãos de onde emanam e, conse uentemente, do diferente valor formal de uma outra$ O terceiro critério, recon+ece +aver algumas afinidades no plano material entre o regulamento e a lei, considera poss"vel distingui-los por ue o regulamento falta a novidade ue é caracter"stica da lei$ Os regulamentos complementares ou de e!ecução são, caracteristicamente, normas secund#rias ue completam ou desenvolvem leis anteriores, sem as uais não podem ser

elaborados' e os regulamentos independentes ou aut5nomos, embora não se destinam a regulamentar determinada lei em especial, são feitos para a Bboa e$ec ()o !as lei”, isto é, “&isam a !inami,a()o !a or!em legislati&a”. A distinção a fazer entre lei e regulamento é a seguinte& =o ponto de vista orgânico, a lei provém do poder pol"tico, o regulamento emana do poder administrativo' =o ponto de vista formal, a lei figura sempre acima do regulamento& a norma legal contr#ria 6 norma regulamentar revoga esta' a norma regulamentar contr#ria 6 norma legal é uma norma ferida de ilegalidade' =o ponto de vista material, a lei é o acto t"pico da função legislativa, o regulamento inclui-se na função administrativa$ A lei é inovadora, o regulamento é e!ecutivo' a lei traz alteraç:es 6 ordem jur"dica, o regulamento não' a lei visa disciplinar relaç:es jur"dicas entre as pessoas, o regulamento visa assegurar a boa e!ecução das leis$ Os regulamentos independentes s5 org)nica e formalmente são regulamentos, materialmente são leis3 7ão leis secund#rias, ou de .1 grau, obviamente, mas são leis ? são normas gerais e abstractas de car#cter inovador$ A utilidade pr#tica da distinção entre lei e regulamento cifra-se pelo menos em cinco pontos& a4 0undamentos jurídico: a lei baseia-se unicamente na 2onstituição' o regulamento s5 ser# v#lido se uma lei de Gabilitação atribuir compet%ncia para a sua emissão' b4 9e*ogação e caducidade: a lei s5 caduca ou é revogada por facto ocorridos no plano constitucional ou legislativo' o regulamento caduca ou é revogado por factos ocorridos não apenas no plano regulamentar mas também no plano legislativo' c4 1nterpretação: a lei é interpretada por si mesma, 6 luz dos critérios gerais da interpretação das leis' o regulamento não pode ser interpretado por si mesmo, mas 6 luz da lei ue visa regulamentar ou da lei de +abilitação' d4 1legalidade: em regra, uma lei contr#ria a outra lei revoga-a, ou então coe!istem ambas na ordem jur"dica com diversos dom"nios de aplicação' um regulamento contr#rio a uma lei é ilegal' e4 1mpugnação contenciosa: a lei s5 pode ser impugnada contenciosamente junto do ,ribunal 2onstitucional e com fundamento em inconstitucionalidade' o regulamento ilegal é impugn#vel junto dos ,ribunais Administrativos e com fundamento em ilegalidade propriamente dita$ *!cepcionalmente, o regulamento poder# ser impugnado como norma inconstitucional perante o ,ribunal 2onstitucional$ $1$. Distinç o entre Re8+lamento e Acto Administrativo ,anto o regulamento como o acto administrativo são comandos jur"dicos unilaterais emitidos por um 5rgão da Administração no e!erc"cio de um poder público de autoridade& mas o regulamento, como norma jur"dica ue é, é uma regra geral e abstracta, ao passo ue o acto administrativo, como acto jur"dico ue é, é uma decisão indi*idual e concreta3 <# a considerar tr%s dificuldades principais&

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"omando relati*o a um 6rgão singular: é norma, e não acto, se dispuser em função das caracter"sticas da categoria abstracta e não da pessoa concreta ue e!erce a função' ser# acto no caso contr#rio' "omando relati*o a um grupo restrito de pessoas, todas determinadas ou determin4*eis: é norma, e não acto, desde ue dispon+a por meio de categorias abstractas, tais como “%romo()o”, “f ncion*rios”, etc$ ser# acto se contiver a lista normativa dos indiv"duos abrangidos, devidamente identificados' 2omando geral dirigido a uma pluralidade indeterminada de pessoas, mas para ter aplicação imediata numa única situação concreta$ A utilidade desta distinção manifesta-se pelo menos nos pontos seguintes& a) 1nterpretação e integração: o regulamento é interpretado, e as suas lacunas são integradas, de +armonia com as regras pr5prias da interpretação das leis' para o acto administrativo +# outras regras aplic#veis em matéria de interpretação e integração' b) %esobedi2ncia: a desobedi%ncia dos cidadãos ao regulamento tem determinadas conse u%ncias' a desobedi%ncia dos particulares ao acto administrativo tem outras, e segue um regime jur"dico diferente' c) 9e*ogação e caducidade: são diversos os respectivos regimes jur"dicos, conforme se trate de regulamento ou de acto administrativo' d) Iícios e formas de in*alidade: também não coincidem$ Aesta matéria, o paradigma aplic#vel ao regulamento é o das leisJ o modelo seguido no acto administrativo, ainda ue com grande número de particularidades, é o do neg6cio jurídicoJ e) 1mpugnação contenciosa: para além de os regulamentos ilegais poderem como tal ser declarados fora dos ,ribunais Administrativos, ao contr#rio do ue sucede com o acto administrativo, os termos da impugnação contenciosa de regulamentos e de actos administrativos são diferentes$ $1(. >imites do !oder Re8+lamentar Os limites do poder regulamentar são desde logo a ueles ue decorrem do seu posicionamento na +ierar uia das (ontes de =ireito& a4 Os Princ"pios Cerais de =ireito' b4 A 2onstituição' c4 Princ"pios Cerais do =ireito Administrativo' d4 A lei' e4 3eserva de compet%ncia legislativa da Assembleia da 3epública -arts$ 8KN1 e 8K01 23P4 nas matérias ue integram esta o Coverno somente pode aprovar regulamentos de e!ecução' f4 =isciplina jur"dica constante dos regulamentos editados por 5rgãos ue +ierar uicamente se situem num plano superior ao do 5rgão ue editou o regulamento considerado -art$ .N81 23P4' g4 Aão podem ter efic#cia retroactiva$ A esta limitação podem escapar os regulamentos aos uais a lei +aja concedido 6 Administração a faculdade de dispor retroactivamente$ +4 O poder regulamentar est# sujeito a limites de compet%ncia e de forma$ 7endo a lei ue determina a compet%ncia dos 5rgãos, é evidente ue sofrer# de incompet%ncia um regulamento editado por um 5rgão ue não dispon+a de poderes para tal$

ortaria.1MN 23P4. e!ercit#vel mediante pedido fundamentado dirigido ao 5rgão competente -arts$ 8801 e 88K1 2PA4' b4 O direito de participação procedimental dos interessados na elaboração dos projectos de regulamento -art$ 88D1 2PA4' c4 A apreciação pública dos projectos de regulamento -art$ 88E1 2PA4$ $1. a compet%ncia pertence ao Coverno 3egional.. introduziram no nosso ordenamento jur"dicoadministrativo normas relativas 6 elaboração de regulamentos$ Ao essencial.D1M8-p .0. e4. c) AutarDuias ocais =art3 7>5< "9P): Assembleia de 0reguesia. forma obrigat5ria dos regulamentos independentes. art$ 88. estas resoluç:es podem ter ou não natureza regulamentar' . designadamente em matéria de #guas públicas sob jurisdição municipal. natureza regulamentar.. contudo. h4 . nos termos das respectivas leis org)nicas e estatutos$ . 23P4' 7e a regulamentação tem por objecto um decreto legislativo regional.4$ d) +o*ernadores "i*is: =isp:em de compet%ncia para editar regulamentos de pol"cia ]art$ N1MS-c. e .A. a) Com'et5ncia e :orma 9egulamentos do +o*erno: 8ecreto reg lamentar.1MK 23P' Resol ()o !o Conselho !e Ministros.D1M8-s .$1).D1M8-d segunda parte. necessariamente. de 8F de Aovembro^$ e) 1nstitutos Públicos e Associaç)es Públicas: Podem dispor de compet%ncia regulamentar. Modo de 'rod+ç o dos Re8+lamentos Os arts$ 88N1 a 88F1 do 2PA. em nome do Coverno' 8es%acho normati&o. tem compet%ncia para aprovar regulamentos de funcionamento -art$ . e 081MS-a4. regulamento editado por um ou mais 9inistros em nome pr5prio' 8es%acho sim%les.egislativa 3egional e a forma é a de !ecreto regional -arts$ . não tendo também. !4. sob proposta da 2)mara 9unicipal -arts$ SF1M.A. de tr)nsito e estacionamento na via publica e ainda de deambulação de animais nocivos -art$ 081MS-a4. pode aprovar regulamentos.-a.1M8 e . uando a possuem são regulamentos da autoria de um ou mais 9inistros.MF. pode aprovar regulamentos sob proposta da junta de freguesia -arts$ 801M8. !4. deveria sempre constituir a forma de um acto administrativo.4 Assembleia Bunicipal.4$ "âmara Bunicipal. =.S.A. a compet%ncia pertence 6 Assembleia . por vezes estes despac+os apresentam natureza regulamentar$ b) 9egi)es Aut6nomas: 7e se trata de regulamentar uma lei da 3epública -art$ 88. n$1 . tem compet%ncia para aprovar. h4 .A. tais normas estabelecem& a4 (aculdade de iniciativa procedimental dos interessados na regulamentação de certa matéria. as portarias.4' !unta de 0reguesia. sob a forma de !ecreto reg lamentar regional. e4.

isto é.$10. decorrido esse per"odo o regulamento caduca' b4 O regulamento caduca se forem transferidas as atribuiç:es de pessoa colectiva para outra autoridade administrativa.ribunal para tanto competente declare. -i85ncia dos Re8+lamentos Os regulamentos publicados no “8i*rio !a Re%-blica” entram em vigor nos termos das leis e podem cessar a sua vig%ncia por caducidade. necessidade c+egar a acordo com eles para obter a sua colaboração na realização dos fins administrativos$ 9as a utilização da via contratual pela Administração Pública pode-se traduzir no uso de dois tipos completamente diferentes de contratos& se a . isto é. por ocorrerem determinados factos ue o%e legis produzem esse efeitos jur"dico$ Os principais casos de caducidade são& a4 7e o regulamento for feito para vigorar durante certo per"odo. a Administração Pública.$ 9e*ogação: o regulamento também dei!a de vigorar noutro tipo de casos. a Administração Pública actua por via de autoridade e toma decis:es unilaterais. usando a via do contrato. !reliminares Aormalmente. pr#tica actos administrativos& o acto administrativo é o modo mais caracter"stico do e!erc"cio do pode administrativo. porém. desta feita em colaboração com os particulares. e!pressa ou t#cita. de grau +ier#r uico e forma id%nticos' b4 3evogação. e!pressa ou t#cita. sempre ue um . e!pressa ou t#cita. cessa automaticamente a sua vig%ncia. ue é uma via bilateral. estes casos. em vez de impor a sua vontade aos particulares. ou se cessar a compet%ncia regulamentar do 5rgão ue fez o regulamento' c4 O regulamento caduca se for revogada a lei ue ele veio e!ecutar. caso esta não seja substitu"da por outra$ . pela revogação -art$ 88F1M8 2PA4 ou ainda pela anulação contenciosa ou pela declaração da sua ilegalidade$ 8$ "aducidade: são casos de em ue o regulamento caduca. operada por outro regulamento. por lei$ S$ Anulação contenciosa: os regulamentos dei!am de vigorar. a Administração Pública actua de outra forma. em ue um acto volunt#rio dos poderes públicos imp:e a cessação dos efeitos do regulamento$ 7ão eles& a4 3evogação. total ou parcialmente. para prosseguir os fins de interesse público ue a lei p:e a seu cargo$ @sso significa ue. no todo ou em parte$ O CONTRATO ADMINISTRATI-O CONCEITO $11. por regulamento de autoridade +ierar uicamente superior de autoridade ou de forma legal mais solene' c4 3evogação. é a forma t"pica da actividade administrativa$ 9uitas vezes.

mediante retribuição a obter directamente dos utentes. sendo retribu"do pelo pagamento de ta!as de utilização a cobrar directamente dos utentes$ N$ "oncessão de uso pri*ati*o do domínio público: é o contrato administrativo pelo ual a Administração Pública faculta a um sujeito de .cies de Contratos Administrativos As principais espécies de contratos administrativos. disciplinadas em termos espec"ficos do sujeito administrativo. lançar# mão do contrato civil ou comercial' se. pelo contr#rio. as compet%ncias dos 5rgãos da Administração Pública podem ser e!ercidas por via da outorga de contratos administrativos$ O contrato administrativo +#-de definir-se em função da sua subordinação a um regime jur"dico de =ireito Administrativo& serão administrativos os contratos cujo o regime jur"dico seja traçado pelo =ireito Administrativo' serão civis ou comerciais os contratos cujo regime jur"dico seja traçado pelo =ireito 2ivil ou 2omercial$ O 25digo do Procedimento Administrativo definiu contrato administrativo no art$ 8DE1M8. entre pessoas colectivas da Administração ou entre a Administração e os particulares$ O 25digo do Procedimento Administrativo. ou ue atribui direitos ou imp:e deveres públicos aos particulares perante a Administração$ ES!MCIES $16.A($ A" se escreve ue o contrato administrativo ' o acor!o !e &onta!es %elo 0 al ' constit +!a. reproduz o art$ F1M8 *. !rinci'ais Es'. mediante retribuição a pagar pela Administração' . modifica ou e!tingue relaç:es jur"dicas.Administração est# no e!erc"cio de actividades de gestão pri*ada. mo!ifica!a o e$tinta ma rela()o 3 r+!ico2a!ministrati&a. inclui no art$ 8DF1 uma verdadeira norma de +abilitação em matéria de celebração de contratos administrativos& a não ser ue a lei impeça ou ue tal resulte da natureza das relaç:es a estabelecer. se encontra no e!erc"cio de actividade de gestão pública. lançar# mão do contrato administrativo$ 7ignifica isto ue o contrato administrativo não é sin5nimo de ual uer contrato celebrado pela Administração Pública com outrem& s5 é contrato administrativo o contrato sujeito ao =ireito Administrativo. através do pagamento por estes de ta!as de utilização' S$ "oncessão de ser*iços públicos: é o contrato administrativo pelo ual um particular se encarrega de montar e e!plorar um serviço público. isto é.$ "oncessão de obras públicas: é o contrato administrativo pelo ual um particular se encarrega de e!ecutar e e!plorar uma obra pública. Conceito de Contrato Administrativo 2onstitui um processo pr5prio de agir da Administração Pública ue cria. disposição ue de resto. 3esta saber o ue se deve entender por “rela()o 3 r+!ica !e 8ireito A!ministrati&o”$ J a uela ue confere poderes de autoridade ou imp:e restriç:es de interesse público 6 Administração perante os particulares. são sete& 8$ $mpreitada de obras públicas: é o contrato administrativo pelo ual um particular se encarrega de e!ecutar uma obra pública. o contrato com um regime jur"dico traçado por este ramo do =ireito$ $14.

a autorização das despesas públicas a realizar através do contrato. uer por normas ue imp:e 6 Administração Pública especiais deveres ou sujeiç:es ue não t%m paralelo no regime dos contratos de =ireito Privado$ $41. 2PA4$ Os contratos administrativos estão sujeitos 6 forma escrita -art$ 8EN1 2PA4$ Acontece muitas vezes ue as leis administrativas prev%em a figura da adjudicação3 *sta é um acto administrativo& trata-se do acto pelo ual o 5rgão competente escol+e a proposta preferida e. sendo retribu"do pelo lucro auferido das receitas dos jogos' K$ 0ornecimento contínuo: é o contrato administrativo pelo ual um particular se encarrega. durante um certo per"odo.=ireito Privado a utilização econ5mica e!clusiva de uma parcela do dom"nio público para fins de utilidade pública' 0$ "oncessão de e(ploração de jogos de fortuna e a&ar: é o contrato administrativo ual um particular se encarrega de montar e e!plorar um casino de jogo. e a forma e formalidades de celebração do contrato administrativo$ A escol+a dos particulares est# sujeita a normas muito restritivas$ Pode ser feita através de ajuste directo.1 2PA4$ A regra geral é ue todo o contrato administrativo tem de ser celebrado precedendo concurso público. de entregar regulamente 6 Administração certos bens necess#rios ao funcionamento regular de um serviço público' Q3 Prestação de ser*iços: abrange dois tipos completamente diferentes um do outro& contrato de transporte é o contrato administrativo pelo ual um particular se encarrega de assegurar a deslocação entre lugares determinados de pessoas ou coisas a cargo da Administração' e o contrato de pro*imento. portanto. 00MF04 A liberdade contratual da Administração Púbica não é limitada somente pelas regras legais relativas 6 escol+a do contraente privado& também a liberdade de conformação do conteúdo da relação contratual est# condicionada pela proibição da e!ig%ncia de prestaç:es desproporcionadas ou ue não ten+am uma relação directa com o objecto do contrato -art$ 8DF1M. selecciona o particular com uem pretende contratar$ A adjudicação é assim. concurso limitado ou concurso público -art$ 8E. !reliminares O regime jur"dico dos contratos administrativos é constitu"do uer por normas ue conferem prerrogativas especiais de autoridade 6 Administração Pública. é o contrato administrativo pelo ual um particular ingressa nos uadros permanente da Administração Pública e se obriga a prestar-l+e a sua actividade profissional de acordo com o estatuto da função pública$ RE/IME FUR@DICO $47. a obtenção do mútuo consenso em ue o contrato administrativo se traduz. salvo se a lei autorizar outro processo$ -art$ 8ES1 2PA e =. um acto administrativo. . A :ormaç o do Contrato Administrativo .rata-se de regras ue versam sobre os elementos essenciais do contrato administrativo ? a compet%ncia para contratar.

de controlar a e!ecução do contrato para evitar surpresas prejudiciais ao interesse público. a aperceber-se demasiado tarde' b4 / poder de modificação unilateral: decorre da variabilidade dos interesses públicos prosseguidos com o contrato e tem correspond%ncia no dever de manutenção do e uilibro financeiro do contrato. seja pela ine!ecução do contrato. uando precedidos de actos administrativos inv#lidos. a Administração tem o direito de assumir o e!erc"cio dessa actividade e as obrigaç:es do particular relativamente ao contrato. um acto jur"dico unilateral. seja por ual uer outra forma de e!ecução imperfeita. o aumento das contrapartidas financeiras do co-contratante privado' c4 / poder de aplicar sanç)es: ao contraente particular. antes de findo o prazo do contrato. de ue a Administração s5 viesse. de retomar o desempen+o das atribuiç:es administrativas de ue estava encarregado o contraente particular. em condiç:es normais. são as suas lin+as gerais& a4 Os contratos administrativos. seja ainda por ue o contraente particular ten+a trespassado o contrato para outrem sem a devida autorização da Administração$ As duas modalidades mais t"picas são a aplicação de multas. dever ue dita. ou não cumpre rigorosamente. porventura. a t"tulo de aplicação duma sanção ao contraente faltoso$ b) / resgate: ue se verifica sobretudo nas concess:es$ 2onsiste no direito ue a Administração tem. ficando a cargo do contraente particular todas as despesas ue a Administração fizer en uanto essa situação durar$ $4(.ou seja. seja pelo atraso na e!ecução. A E&ec+ç o do Contrato Administrativo A administração surge sobretudo investida de poderes de autoridade. previsto no art$ 8E01 2PA. não como sanção. de ue os particulares não beneficiam no )mbito dos contratos de =ireito Privado ue entre si celebraram$ Os principais poderes de autoridade de ue a Administração beneficia na e!ecução do contrato administrativo -art$ 8E/1 2PA4 são tr%s& a4 / poder de fiscali&ação: consiste no direito ue a Administração Pública tem. as cl#usulas do contrato& a" a Administração tem o direito de rescindir o contrato. um acordo de vontades$ $4$. A E&tinç o do Contrato Administrativo Para além das causas normais de e!tinção do contrato administrativo. situa-se numa #rea em ue é muito intensa a conflu%ncia do =ireito Público e do =ireito Privado. mas por conveni%ncia do interesse público. como parte pública do contrato administrativo. e o seDuestro. -art$ 8EK1 2PA4 +# duas causas espec"ficas& a) A rescisão do contrato a título de sanção: ue se verifica uando o contraente particular não cumpre. circunst)ncia ue l+e confere uma especial comple!idade. uando o contraente abandone o e!erc"cio da actividade ue foi encarregado pelo contrato administrativo. são “contagia!os” pela invalidade destes' o . designadamente por caducidade ou termo. ao passo ue o conteúdo é um acto jur"dico bilateral. e mediante justa indemnização$ O regime de invalidade do contrato administrativo.

N/1 a .ribunais competentes são os judiciais' ou pelo contr#rio numa actividade disciplinada por normas de %ireito Administrati*o. em face da generalização da via contratual permitida pela lei. disp:e de .FN1 22$ O EPERC@CIO DO !ODER ADMINISTRATI-O E A RES!ONSAAI>IDADE CI-I> DA ADMINISTRAÇÃO $4). isto é. sendo-l+e aplic#veis as regras dos arts$ . ou um facto integrado numa actividade não jur"dica. uma actividade jur"dica são. conforme o facto danoso seja um acto jurídico. é a obrigação jur"dica ue reca"a sobre ual uer pessoa colectiva pública de indemnizar os danos ue tiver causado aos particulares no desempen+o das suas funç:es$ $4. o regime da responsabilidade é o ue consta da lei civil e os . sendo competentes os . uando actua como tal.E01 a . a ui a solução do problema é mais comple!a$ Ora a razão pela ual foram criados e coe!istem estes dois regimes diferentes é ue a Administração Pública. sem esforço de maior. a invalidade do contrato decorre da uele acto. e operaç:es materiais -actividade técnica4$ Através de ual uer desses modos.. contrato administrativo. seja uma operação material. sendo-l+e aplic#veis as regras dos arts$ 8SS1 a 8SK1 2PA' d4 7e a alternativa 6 outorga de um contrato administrativo for a celebração de um contrato de =ireito Privado. a invalidade da uele contrato decorre. ou num facto integrado numa actividade ue em si mesma revista natureza jur"dica. se tal actividade é de gestão privada ou de gestão pública' ou. a responsabilidade rege-se pelo disposto na lei administrativa. A'reciaç o do Direito Act+al Para ualificar um certo e determinado acto ou facto causador de preju"zos numa ou noutra das categorias ? de gestão privada ou de gestão pública ?. por definição. juridicamente regulados$ =e modo ue tudo se resume em apurar se as normas reguladoras da actividade em causa são normas de =ireito Privado ou normas de =ireito Público& assim se determinar#. regulamento. acto administrativo.objecto evidente é tentar obviar a ue os 5rgãos administrativos. pelo contr#rio. pode suceder ue a Administração Pública e!erça o seu poder administrativo por forma tal ue a sua actuação cause preju"zos aos particulares$ A “responsabilidade ci*il da Administração”.ribunais Administrativos$ @mp:e-se fazer uma distinção entre duas +ip5teses completamente diversas. !reliminares e Conceito O poder administrativo pode ser e!ercido por v#rios modos. cedam 6 tentação de procurar obter por esta via efeitos jur"dicos ue a pr#tica de um acto administrativo v#lido não possibilitaria' b4 As disposiç:es do 25digo 2ivil relativas 6 falta e aos v"cios da vontade ? arts$ . o ue +# a fazer é verificar se tal acto ou facto se en uadra numa actividade regulada por normas de %ireito "i*il ou "omercial.0D1 ? aplicam-se a ual uer contrato administrativo' c4 7e a alternativa é a outorga de um contrato administrativo for a pr#tica de um acto administrativo. não parece ue possam surgir grandes dificuldades& um acto jur"dico.

ribunais Administrativos$ A responsabilidade da Administração por actos públicos pode ser uma responsabilidade contratual ou e!tra-contratual$ A responsabilidade e!tra-contratual da Administração por actos de gestão pública reveste tr%s modalidades& 8$ 3esponsabilidade por facto il"cito culposo' . em conjugação com o disposto no art$ 0/81 22$ =a articulação entre esses dois preceitos resulta ue. Res'onsa#ilidade 'or Actos de /est o !"#lica Os seus traços caracter"sticos são& a4 *sta forma de responsabilidade é regulada. podendo reaver tudo o ue tiver pago. mas ue em regra funcionar#. no plano subjectivo. uanto aos reDuisitos de ue depende. através dos . por normas de =ireito Administrativo' b4 *m termos processuais. o *stado é solidariamente respons#vel com os seus 5rgãos. Res'onsa#ilidade 'or :acto Il<cito C+l'oso .prerrogativas e est# sujeita a restriç:es ue não são pr5prias do =ireito Privado$ =e modo ue. mas na maior parte dos casos assentar# sobre a responsabilidade subjecti*a dos autores do facto danoso$ Quer dizer& tratase de uma responsabilidade objecti*a uanto ao seu fundamento. como responsabilidade subjecti*a3 $41. no plano processual. tendo actuado ao seu serviço. uma operação material ou uma actividade não jur"dica deverão ualificar-se como de gestão pública se na sua pr#tica ou no seu e!erc"cio forem de algum modo influenciados pela prossecução do interesse colectivo$ <# pois dois regimes de responsabilidade civil da Administração consagrados no nosso =ireito actual ? o regime da responsabilidade por actos de gestão privada e o regime da responsabilidade por actos de gestão pública$ $40. sejam respons#veis nos termos gerais$ A pessoa colectiva pública ue pagar efectivamente a indemnização devida ao lesado goza. Res'onsa#ilidade 'or Actos de /est o !rivada A responsabilidade da Administração por actos de gestão privada assenta em dois traços caracter"sticos& a4 J regulada. ela é efectivamente através dos . considerando esta solidariamente obrigada 6 indemnização sempre ue a ueles.$ 3esponsabilidade pelo risco' S$ 3esponsabilidade por facto l"cito$ $44. est#-se em presença de uma responsabilidade objecti*a da pessoa colecti*a pública pelos actos dos seus 5rgãos. agentes e representantes. depois. agentes ou representantes. e!cepto se também +ouver culpa da sua parte$ Portanto. em termos substantivos pelo 25digo 2ivil' b4 *fectiva-se. agentes ou representantes para a responsabilidade da pessoa colectiva pública. pelos danos por estes causados aos particulares no e!erc"cio das suas funç:es$ A lei parte da responsabilidade dos 5rgãos.ribunais 2omuns$ A matéria vem regulada no art$ 0//1 22. nos casos de preju"zo causado por actos de gestão privada. do direito de regresso contra o autor do facto danoso.

nesse caso. isto é.8 de Aovembro de 8FKD. est#-se perante o c+amado facto pessoal: a responsabilidade pelos preju"zos causados a outrem é. ue esse aspecto ser# regulado pela lei$ Ora das nossas leis ? e dos princ"pios gerais aplic#veis ? resulta ue. num caso concreto. um facto an5nimo e colectivo de uma administração em geral mal gerida. para se significar. desde ue delas ten+a previamente reclamado ou ue ten+a e!igido a sua transmissão ou confirmação por escrito$ a4 Para efeitos do =. se tiver actuando apenas culpa le*e L e não com culpa grave ou com dolo$ S$ 7e o autor do facto danoso tiver agido no cumprimento de ordens ou instruç:es superiores a ue deva obedi%ncia. de tal modo ue é dif"cil descobrir os seus verdadeiros autores$ Aos casos de facto il"cito culposo. agente ou representante não tiver procedido com dilig%ncia e zelo manifestamente inferiores 6 ueles a ue se ac+ava obrigado em razão do seu cargo. e!cepto nos casos seguintes& 8$ 7e tiver +avido culpa do serviço' . nestes casos. como seus 5rgãos. agente ou representante ue tiver actuado em nome dela. agentes ou representantes$ Os traços essenciais do regime jur"dico actualmente em vigor entre n5s sobre a matéria são os seguintes& a) 7e o facto danoso foi praticado fora do e!erc"cio das funç:es do seu autor.$ 7e o 5rgão.J uma responsabilidade subjectiva. é necess#rio ue se verifi uem uatro pressupostos& a4 O facto il"cito' b4 A culpa do agente' c4 O preju"zo' d4 O ne!o de causalidade entre o facto e o preju"zo. esta forma de responsabilidade da Administração e a inerente obrigação de indemnizar. consideram factos il"citos& . NE/08 de . a regra geral desta forma de responsabilidade é ue s5 +# obrigação de indemnizar se +ouver culpa$ *mprega-se então a e!pressão culpa do ser*iço ou falta do ser*iço. uma responsabilidade pessoal. +# sempre direito de regresso da Administração contra o 5rgão. trata-se de um facto funcional: pelos preju"zos dele decorrentes tanto o autor como pessoa colectiva pública em nome da ual o autor agiu$ <# responsabilidade solid4ria da Administração e do agente3 A 2onstituição diz no art$ . ou durante o e!erc"cio delas mas não por causa desse e!erc"cio. a responsabilidade perante as v"timas não pode ser posta em dúvida& e todavia não +# na sua base um comportamento individual censur#vel$ As pessoas colectivas actuam na vida jur"dica através de indiv"duos ue agem em nome delas. baseada na culpa$ Para ue se constitua. de tal modo ue se possa concluir ue o facto foi causa ade uada do preju"zo$ A particularidade mais saliente ue a ui importa sublin+ar tem a vem com a c+amada “c l%a !o ser&i(o” -ou “falta !o ser&i(o”4$ Aa verdade.D81. e(clusi*a do autor3 A pessoa colectiva pública não é respons#vel$ b) 7e o facto foi praticado no e!erc"cio das funç:es do seu autor e por causa desse e!erc"cio.

por factos casuais e por actos lícitos3 2onstituem fonte de responsabilidade objecti*a fundado no risco. para efeitos de responsabilidade civil. art$ NFE1 224' e4 A efectivação do direito 6 indemnização não depende. em regra. Res'onsa#ilidade !elo Risco e !or :acto ><cito Para além de toda uma ampla zona de casos cobertos pela responsabilidade subjectiva. NE/08' art$ NED1 224' c4 7e +ouver pluralidade de respons#veis é solid#ria a sua responsabilidade. casos& =anos causados por manobras. ue infrinjam essas normas ou princ"pios. casos& *!propriação por utilidade pública' 3e uisição por utilidade pública' 7ervid:es administrativas' Ocupação tempor#ria de terrenos adjacentes 6s estradas para a e!ecução de obras públicas' *!erc"cio do poder administrativo de modificação unilateral do contrato administrativo' *!ist%ncia de uma causa leg"tima de ine!ecução de sentença de um . isto é. em princ"pio. de e!tensão consider#vel. ue violem as normas legais. etc$ - .anto o direito do particular 6 indemnização como os direitos de regresso a ue +ouver lugar prescrevem.Os actos jurídicos. e!istem mais duas zonas. incluindo os actos administrativos. ou ainda as regras de ordem técnica e de prud%ncia comum ue devam ser tidas em consideração -art$ K1 =. NE/084$ b4 A culpa dos 5rgãos. é apreciada nos termos do 25digo 2ivil. ou a negligente conduta processual do recorrente durante o recurso -art$ D1 =. NE/08. agentes ou representantes da Administração. art$ NFD1 224' d4 . etc$ 2onstituem fonte de responsabilidade objecti*a por acto lícito. no prazo de tr%s anos -art$ 01 =. NE/08. e!erc"cios ou treinos com armas de fogo por parte das (orças Armadas ou das forças pol"cia' =anos causados pela e!plosão de pai5is militares ou de centrais nucleares' =anos causados involuntariamente por agentes da pol"cia em operaç:es de manutenção de ordem pública ou de captura de criminosos. de prévia interposição de recurso contencioso de anulação do acto causador do dano$ 9as o direito 6 indemnização s5 subsistir# se o dano não puder ser imputado 6 falta de interposição do recurso. ue abrangem os casos de responsabilidade objectiva.ribunal Administrativo proferida contra a Administração' Actuação da Administração em “esta!o !e necessi!a!e”. as normas regulamentares ou os princ"pios gerais aplic#veis' Os actos materiais. NE/084$ $46. =. presumindo-se iguais as culpas de todos os respons#veis -art$ N1M. em função da dilig%ncia de um bom pai de fam"lia e em face das circunst)ncias de cada caso -art$ N1 =.

>oão =ireito Administrativo. @@@. Qol$ @. *ditorial Aoticiais$ . =iogo (reitas do 2urso de =ireito Administrativo. Almedina =ireito Administrativo @@.Aibliografia: Amaral. @Q$ 2oupers.