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INFORMATIVO TÉCNICO Nº 1

BRASÍLIA – DF
Setembro– 2003
Versão 3
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA
Marina Silva
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS
NATURAIS RENOVÁVEIS – IBAMA
Marcos Barroso Barros
DIRETORIA DE FLORESTAS – DIREF
Antônio Carlos Hummel
COORDENAÇÃO GERAL DE GESTÃO DOS RECURSOS FLORESTAIS – CGREF
Cristina Galvão Alves
COORDENAÇÃO DE MONITORAMENTO E CONTROLE FLORESTAL – COMON
José Humberto Chaves

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Coordenação e Organização
Sidney Carlos Sabbag

Conteúdo Técnico
Allan Ribeiro Abreu
Isabel Lobo de Figueiredo
José Humberto Chaves
Lúcia Maria Alcântara de Medeiros
Maria da Graça Rebêlo Gama
Maria do Rosário Menezes Machado Pinheiro
Sônia de Azevedo Dantas
Demais engenheiros e técnicos das DITECs

Apoio Técnico-administrativo
Paulo César Araújo Rodrigues

AGRADECIMENTOS

Aos técnicos que participaram de forma direta ou indireta, discutindo ou mesmo discordando, e
aos engenheiros das DITECs das Gerências Executivas (GEREXs) declinamos nossas saudações.
A Coordenação de Monitoramento e Controle Florestal agradece a cada um dos colegas lotados
nas GEREXs, que transmitem à sociedade toda a vontade de dar à flora brasileira o melhor
aproveitamento, visando o bem-estar do homem junto ao meio ambiente e, ao mesmo tempo,
conservando as riquezas naturais para a perpetuidade.

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ÍNDICE

Página

HISTÓRICO ....................................................................................................................... VI

1. INTRODUÇÃO................................................................................................................ 1

2. CONCEITO ..................................................................................................................... 2

3. PROCEDIMENTOS ........................................................................................................ 4

3.1. Desmatamento na Amazônia Legal ...........................................................................................6

3.2. Desmatamento nas outras regiões do país.................................................................................9

4. ANÁLISE E VISTORIA ................................................................................................. 12

5.1. MANUAL SOBRE O PREENCHIMENTO DO LAUDO DE VISTORIA .........................20

6. CRITÉRIOS PARA ANÁLISE DOS PROCESSOS PARA AUTORIZAÇÃO DE USO


ALTERNATIVO DO SOLO ............................................................................................... 23

6.1. Manual sobre análise dos processos para autorização de uso alternativo do solo ..............24

7. IMPORTÂNCIA DA COBERTURA FLORESTAL ........................................................ 33

7.1. Importância ecológica ...............................................................................................................33

7.2. Importância econômica.............................................................................................................35

7.3. Importância social .....................................................................................................................37

8. CONCEITOS COMPLEMENTARES ............................................................................ 38

8.1. Reserva Legal.............................................................................................................................38

8.2. Área de Preservação Permanente ............................................................................................38

8.3. Área subutilizada.......................................................................................................................39

8.4. Estágio inicial de regeneração natural ....................................................................................39

8.5. Regeneração em estágio avançado...........................................................................................40

8.6. Recuperação da cobertura florestal.........................................................................................40

8.7. Solo do ponto de vista agrícola.................................................................................................40

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8.8. Agricultura itinerante ...............................................................................................................41

8.9. Amazônia Legal .........................................................................................................................43

9. CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO BRASILEIRA .................................................... 45

ANEXOS ................................................................................................................. 49
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................. 87

LEGISLAÇÃO CONSULTADA......................................................................................... 87

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HISTÓRICO

Desde o início da colonização do Brasil, as florestas da região costeira vêm sendo derrubadas.
Naquela época, destacavam-se as matas de jacarandá e de outras madeiras nobres da região do sul
da Bahia, do norte do Espírito Santo e da denominada Zona da Mata de Minas Gerais. De um total
de, aproximadamente, 1,3 milhão de quilômetros quadrados da Mata Atlântica primitiva, restam,
apenas, cerca de 50 mil quilômetros quadrados – menos de 5% da área original.
O desmatamento se acentuou a partir de 1920, após o término da I Grande Guerra, com a
vinda de imigrantes, especialmente da Europa. Além do prosseguimento da derrubada das árvores
da Mata Atlântica, ocorreu a destruição avassaladora dos pinheirais da região Sul do país. Os
carvoeiros e lenhadores avançavam com a derrubada de árvores para suprir a demanda dos usuários,
destacadamente nas regiões dos Cerrados e do "Meio-Norte", não respeitando as restrições legais de
matas nativas, de proteção das nascentes, limites das margens dos cursos d’água, encostas com
declives acentuados e topos de morros.
Na região norte do estado do Paraná, as matas de perobas e outras espécies de madeiras de lei
foram extintas, sem o devido aproveitamento nas serrarias, porque o objetivo era a ocupação da área
para plantios de cafezais.
As áreas desmatadas da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica e do Cerrado somam 2,5
milhões de quilômetros quadrados (250 milhões de hectares). Isto representa quase 30% do
território brasileiro, ou a soma das superfícies das regiões Nordeste e Sudeste. Os técnicos florestais
estimam que o desmatamento, em todo o território, é superior a 300 milhões de hectares de matas.
O desmatamento e as queimadas da região Amazônica constituíram as mais sérias
preocupações dos ambientalistas nas últimas décadas, por acarretar desequilíbrios imprevisíveis ao
ambiente, com conseqüências desconhecidas. A extração ilegal de madeira e o desmatamento para
uso alternativo do solo, sobretudo para a formação de extensas pastagens e plantios agrícolas,
formam a maior ameaça às florestas. A destruição da Amazônia, a maior das florestas primárias
remanescentes do mundo, é assustadora. Somente nos últimos quatro anos mais de 77 mil
quilômetros quadrados – uma área um pouco maior que os estados do Rio Grande do Norte e
Sergipe juntos – foram devastados.
Várias madeireiras estrangeiras, principalmente da Indonésia, Malásia, China e Japão, estão
instaladas na região. Devido à precária fiscalização governamental na área, é grande o corte
clandestino de árvores, que muitas vezes acontece, também, em reservas indígenas. Segundo
relatório do Greenpeace, dos 36 pontos críticos de destruição na Amazônia, 72% estão relacionados

vi
à indústria madeireira. Apenas uma companhia que opera na região, a Mil Madeiras, é totalmente
certificada pelo Conselho de Manejo Florestal. Das 17 companhias madeireiras pesquisadas, 13
indicaram não ter qualquer interesse em obter a certificação.
Um outro dado alarmante é que, nas últimas duas décadas, a contribuição da Amazônia na
produção de toda a madeira utilizada no Brasil aumentou de 14% para 85%. A região forneceu
quase 29 milhões de metros cúbicos de toras em 1997. De acordo com dados oficiais, 80% dessa
exploração é feita de forma ilegal. Segundo o Greenpeace, mesmo a extração considerada legal é
altamente destrutiva e o uso de tecnologia obsoleta resulta em enorme perda de matéria-prima
durante o processo produtivo. Segundo a entidade, em média, apenas um terço da madeira extraída
é transformada em produto final. Organizações não-governamentais de meio ambiente defendem a
implementação de novas áreas para proteção da floresta, uma vez que as áreas protegidas equivalem
a apenas 3,5% da Amazônia. Até hoje, aproximadamente dois terços da Amazônia permanecem
como floresta virgem e ainda podem ser preservados.

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1. INTRODUÇÃO

Este informativo técnico constitui uma síntese balizadora, contendo todos os instrumentos
necessários às vistorias de campo e análises de processos sobre o uso alternativo do solo por meio
de Autorização de Desmatamento. Portanto, deve ser freqüentemente consultado para o bom
andamento e a padronização dos procedimentos, tendo em vista a necessidade de manter todas as
GEREXs do IBAMA atualizadas com relação aos trâmites técnicos. O material deve ser levado a
campo para que possíveis dúvidas e questionamentos possam ser sanados ali mesmo, onde está
sendo pleiteada a ação de desmate.
O desmatamento é um dos temas mais abordados por correntes conservacionistas, devido à
destruição de habitats que lhe é peculiar. Sabendo da necessidade da população brasileira de
converter áreas originalmente cobertas por vegetação nativa para uso alternativo do solo, em função
do crescimento populacional, da demanda agrícola e industrial, entre outros, foi criado este
informativo técnico. Seu intuito é nivelar os procedimentos não só do pessoal da área técnica do
próprio IBAMA e OEMAs, mas também da iniciativa privada, uma vez que esta é a porção
geradora das necessidades acima citadas.
O material aqui preparado traz os procedimentos básicos para elaboração de projetos de
desmatamento para uso alternativo do solo, com os conhecimentos técnicos e jurídicos a serem
observados, assim como a análise e vistoria de campo a serem executados, a fim de serem
aprovados pelo órgão ambiental competente.
As mudanças que podem ocorrer durante os nossos trabalhos tornam este documento
dinâmico, devido aos estudos inovadores e à evolução técnica sobre o tema. Portanto, esperamos as
contribuições dos técnicos envolvidos, visando à atualização das informações. Assim, pretendemos
formar equipes técnicas com alto grau de conhecimento, que chamaremos de “elite técnica do
IBAMA”. O órgão estará, dessa forma, preparado para discutir em alto nível com qualquer
segmento da sociedade brasileira ou mundial, sobre qualquer tema que envolva o meio ambiente.

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2. CONCEITO

Desmatamento é a operação que objetiva a supressão total da vegetação nativa de determinada


área para o uso alternativo do solo. Considera-se nativa toda vegetação original, remanescente ou
regenerada, caracterizada pelas florestas, capoeiras, cerradões, cerrados, campos, campos limpos,
vegetações rasteiras, etc. Reforçamos o entendimento de que qualquer descaracterização que venha
a suprimir toda a vegetação nativa de uma determinada área deve ser interpretada como
desmatamento.
Entende-se por área selecionada para uso alternativo do solo aquelas destinadas à implantação
de projetos de colonização de assentamento de população; agropecuários; industriais; florestais; de
geração e transmissão de energia; de mineração e de transporte (definição dada pelo Decreto 1.282,
de 19 de outubro de 1994 – Cap. II, art. 7º, parágrafo único, e pela Portaria 48, de 10 de julho de
1995 – Seção II, art. 21, §1º).
De acordo com EMBRAPA (1996) e conforme CNPq e Academia de Ciências do Estado de
São Paulo (1987), o desmatamento é caracterizado pela prática de corte, capina ou queimada (por
fogo ou produtos químicos), que leva à retirada da cobertura vegetal existente em determinada área,
para fins de pecuária, agricultura ou expansão urbana.
Partindo do princípio de que o desmatamento envolve um impacto ambiental dos mais
acentuados, devido à descaracterização total do habitat natural, deve-se consider esta prática como a
última alternativa. Se a área solicitada para o desmate ainda é madeirável, isto é, se ela possui
madeira de boa qualidade em quantidades economicamente viáveis, ao invés do desmatamento
deve-se implantar um Plano de Manejo Florestal Sustentado (PMFS). Caso a área requerida seja
para formação de pastagens, dependendo da tipologia pode-se optar pelo plantio direto. Nos casos
em que a área solicitada realmente depende do corte raso para possibilitar o uso agrícola, pode-se
intercalar faixas de vegetação nativa entre as áreas de plantio, para minimizar os impactos da perda
de solo e processos erosivos.
Na Amazônia Legal, as solicitações de conversão para uso alternativo do solo acima de três
hectares por ano não podem prescindir da apresentação de inventário florestal e de vistoria prévia.
Antes de qualquer vistoria, o técnico executante deve rever a legislação, para que não ocorram
deslizes pela inobservância legal.
De acordo com a Instrução Normativa 003, de 04 de março de 2002, deve-se apresentar o
Inventário Florestal por amostragem. Tecnicamente, espera-se que a partir desta prática seja
possível determinar os fatores florísticos e estruturais da vegetação, tais como: o número de

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espécies por unidade de área; a existência de espécies imunes de corte; a densidade de indivíduos; a
área basal e o volume não só das espécies economicamente aproveitáveis nos dias de hoje, mas
também daquelas que ainda não entraram no mercado por motivos técnicos desconhecidos.

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3. PROCEDIMENTOS

Para pleitear uma autorização de desmatamento, o proprietário rural deve procurar o IBAMA
e seguir alguns procedimentos básicos. Embora os procedimentos sejam os mesmos, a
documentação a ser apresentada varia de acordo com a região; sendo diferente para a região da
Amazônia Legal, em relação às outras regiões do país. Existe uma série de documentos e exigências
a serem cumpridas. As exigências são descritas a seguir e os documentos estão em anexo no final
deste informativo, separados quanto à região.
Os procedimentos devem seguir o Fluxograma de Rotinas apresentado adiante, que é dividido
em duas partes. A primeira parte compete ao proprietário ou requerente e, a segunda, compete ao
IBAMA.

Parte I – Compete ao produtor rural


O produtor rural interessado em efetuar a descaracterização de uma área na propriedade deve
protocolar, em qualquer unidade do IBAMA ou órgão conveniado, o requerimento e os documentos
relacionados, de acordo com a região do país e o tamanho da propriedade, acompanhados de um
Plano ou Projeto.

Parte II – Compete ao IBAMA ou ao órgão conveniado


O requerimento e o Plano/Projeto são encaminhados ao setor de protocolo da Divisão de
Administração e Finanças (DIAF), para que seja feita a verificação prévia da documentação. Caso
seja verificado pela DIAF algum documento ausente ou mesmo incompleto, o requerimento é
devolvido ao interessado para que este o reapresente com a devida correção. Caso seja considerado
impróprio, os documentos são indeferidos ao requerente. Se a documentação estiver correta, o
requerimento é deferido e protocolado. É criado, então, um processo administrativo com capa e
etiqueta padrão, além de numeração específica para cada Gerência Executiva do IBAMA nos
estados da Federação. Por exemplo: no número de identificação 02024.002289/01-08, os primeiros
cinco dígitos informam a unidade da Federação de origem; em seguida, separados por um ponto, os
seis dígitos seqüenciais indicam o número de processos já protocolados; após o sinal de barra, vêm
os dois últimos dígitos do ano do processo; logo depois, separados por hífen, vêm os dois dígitos
verificadores.
Após sua criação, o processo administrativo é enviado ao Setor de Arrecadação (SAR), onde
são verificados débitos e outras pendências com o IBAMA. Nesse momento, solicita-se ao produtor
a quitação dos débitos, e o processo fica aguardando. Caso haja pendências de força maior, é

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encaminhado ao interessado um ofício comunicando o indeferimento do pleito. Se o processo for
deferido, é enviado para a Divisão Jurídica (DIJUR).

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FLUXOGRAMA DAS ROTINAS
REQUERENTE GERÊNCIA EXECUTIVA OU ESCRITÓRIO REGIONAL
FÍSICA / JURÍDICA DIAF DIJUR DITEC

Preenche
Requerimento Requerimento Processo Processo
+ Plano/Projeto Administrativo Administrativo

Elabora Plano Análise Técnica


ou Projeto Análise Prévia da Análise Jurídica
Documentação
Não Sim Não Sim
Apresenta à Unidade Não Sim Correto
Correto
do IBAMA Correto

Indeferido Pendentes Deferido Indeferido Pendentes Deferido Indeferido Pendentes Deferido

Redigir Redigir
Ofício Protocola Adota Demais
Ofício
Requerente Redigir Ofício Redigir Ofício Sanções Legais Redigir Ofício Vistoria
Requerente Requerente Requerente Técnica
Requerente
Processo Redigir Ofício
Administrativo Requerente

S.A.R. – Setor de Arrecadação Não Correto Sim

Requerimento
+ Plano Indeferido Pendente Deferido
Indeferido Pendentes Deferido
Adota Demais Redigir
Corrige Sanções Legais Ofício
Adota Demais Cadastro
requerimento + Requerente
Sanções Legais Redigir Ofício no
Plano Requerente
SISPROF

Redigir
Redigir Ofício
Ofício
Requerente
Requerente

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Na DIJUR, o processo administrativo é submetido à análise jurídica, que também possui
poderes para deferi-lo, indeferi-lo ou cobrar pendências jurídicas. Havendo pendências, elas são
enviadas ao interessado por meio de ofício, e o processo fica aguardando as devidas providências.
Sanadas as pendências, o processo é deferido e encaminhado à Divisão Técnica (DITEC).
Na DITEC, num primeiro momento, o processo é cadastrado cadastrado no Sistema Integrado
de Monitoramento e Controle dos Recursos e Produtos Florestais (SISPROF) e submetido à análise
técnica que também tem poderes para deferi-lo, indeferi-lo ou cobrar pendências técnicas. Se o
processo for indeferido tecnicamente, o interessado é informado por meio de um ofício. Caso haja
pendências técnicas, é encaminhado um ofício ao interessado para que as pendências sejam sanadas
e reenviadas ao IBAMA. Após o deferimento do processo, num segundo momento, é necessária a
execução de vistoria técnica na propriedade. Depois do parecer favorável do vistoriador, o
interessado é autorizado a executar seu pleito.
A rotina para o restante do país deve seguir a Portaria (IBAMA) Nº 113, de 29 de dezembro
de 1995, além do disposto na Medida Provisória 2.166-67, de 24 de agosto de 2001, sobretudo nos
incisos III e IV do artigo 16. Deve-se, também, atentar para os limites de pequena propriedade rural,
de acordo com a região em questão.

3.1. Desmatamento na Amazônia Legal

3.1.1. Onde é possível efetuar um desmatamento?


Em toda propriedade rural, exceto nas Áreas de Preservação Permanente e nas de Reserva
Legal, desde que não sejam verificadas, em vistoria, áreas subutilizadas, abandonadas ou utilizadas
de forma inadequada. Caso estas existam, não serão autorizados novos desmatamentos, por força da
legislação atual (MP 2.166-67, de 24 de agosto de 2001 – art. 37-A). Além disso, de acordo com o
Artigo 10 da Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965 (Código Florestal), não são permitidas as
derrubadas de florestas em terrenos com inclinação entre 25 e 45 graus, sendo tolerada apenas a
extração de toros, mediante utilização racional (Plano de Manejo). Deve-se, também, observar a
presença de espécies proibidas de corte na área solicitada.

3.1.2. Quais os documentos necessários?


As colunas de 1 a 6 do Anexo V informam a relação completa dos documentos e formulários a
serem apresentados para cada tipo de solicitação, seja para agricultura familiar e pequena
propriedade (menor ou igual a 4 módulos fiscais), para áreas superiores a 4 módulos fiscais ou para

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Assentamentos Rurais. A separação foi feita em função da área total do imóvel – nos intervalos: a)
4 módulos fiscais e b) maior do que 4 módulos fiscais – e em função da área solicitada (se menor
ou igual a três hectares por ano ou acima de três hectares por ano).

3.1.2.1. Propriedades de até 4 módulos fiscais


Nas propriedades rurais com área até 4 módulos fiscais, para obter a Autorização de
Desmatamento de até três hectares por ano (Anexo V, coluna 1), com a finalidade de implantar
agricultura familiar, o interessado deve protocolar a solicitação em qualquer unidade do IBAMA ou
órgão conveniado, de acordo com o requerimento simplificado (Anexo I-A), juntamente com o
Documento Informativo da Propriedade (DIPRO). Para o preenchimento deste, o interessado poderá
contar com a assistência de engenheiro florestal ou agrônomo do IBAMA ou de entidades
representativas, ou ainda de profissionais autônomos. Além disso, deve-se apresentar, no ato da
solicitação, a seguinte documentação:
a) documento de identificação do proprietário;
b) prova de propriedade ou posse;
c) cópia do contrato de arrendamento ou comodato, quando for o caso;
d) procuração com poderes específicos para o pleito, quando for o caso;
e) declaração de manutenção da área de preservação permanente (Anexo III);
f) documento que comprove a averbação da Área de Reserva Legal; e
g) Termo de Compromisso de Averbação de Reserva Legal (TCARL), quando se tratar de posse
(Anexo IV).
O interessado pode apresentar um inventário florestal, cabendo ao IBAMA ou órgão
conveniado, na ausência do inventário, considerar o volume máximo de vinte metros cúbicos por
hectare na área a ser desmatada.
O produtor rural interessado em efetuar descaracterização de uma área acima de três hectares
por ano, em propriedade com área de até 4 módulos fiscais, deve protocolar em qualquer unidade do
IBAMA ou órgão conveniado o requerimento completo (Anexo I-B), acompanhado dos
documentos constantes do Anexo V, coluna 2.

3.1.2.2. Propriedades com área superior a 4 módulos fiscais


Para concessão da Autorização de Desmatamento em propriedades com área superior a 4
módulos fiscais, deve-se obedecer o disposto na legislação vigente com relação aos limites
permitidos de conversão e à localização da Área de Reserva Legal e das Áreas de Preservação

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Permanente. Deve-se verificar se as áreas anteriormente convertidas estão abandonadas,
subutilizadas ou utilizadas de forma inadequada, e se existem áreas que abriguem espécies
ameaçadas de extinção. Para estas propriedades, no caso de solicitação da Autorização de
Desmatamento em área de até três hectares por ano (Anexo V, coluna 3), aplicam-se os mesmos
procedimentos para as propriedades de até 4 módulos fiscais. O interessado deve protocolar o
requerimento simplificado (Anexo I-A), juntamente com o DIPRO, acrescidos de:
I. Croqui da propriedade, indicando Área de Reserva Legal, Áreas de Preservação
Permanente, áreas com benfeitorias, áreas encapoeiradas, área solicitada para
conversão, área disponível para uso futuro, área com agricultura familiar, área com
pastagem, tipologias vegetais, hidrografia, sistema viário e confrontantes.
II. Se possível, cópia da imagem de satélite com delimitação da propriedade e da área
proposta para supressão, com escala de 1:10.000 a 1:40.000 (este quesito não é
obrigatório).

Para propriedades acima de 4módulos fiscais e uma descaracterização superior a três


hectares por ano, o interessado deve apresentar o requerimento completo (Anexo I-B),
acompanhado de inventário florestal, além de todos os documentos constantes no Anexo V,
coluna 4.

3.1.2.3. Assentamentos Rurais


Para o caso específico dos Assentamentos Rurais, as instituições responsáveis deverão
apresentar ao IBAMA, ou órgão conveniado no estado, a seguinte documentação:
I – Documento de Criação do Projeto de Assentamento (PA).
II – No caso de PA com parcelas medidas e demarcadas, a planta geral do Assentamento,
contendo: as áreas de conservação e de utilização; demais áreas; hidrografia; confrontantes;
coordenadas geográficas; escala e convenções.
III – No caso de PA sem o parcelamento implementado, a planta com o perímetro, contendo
localização aproximada das parcelas (mediante plotagem, dentro dos limites do PA, de um ponto de
coordenadas UTM/geográficas, indicativo de cada parcela). As plantas devem conter a identificação
das áreas de conservação e informar se elas estão averbadas ou não.
IV – Relação de Beneficiários do Sistema de Informação de Projetos de Reforma Agrária
(SISPRA) e suas respectivas parcelas no Projeto de Assentamento, no caso de projetos do Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

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V – Documentos constantes do Anexo V, colunas 5 e 6, para descaracterizações de até três
hectares por ano e acima de três hectares por ano, respectivamente. Para solicitação da Autorização
de Desmatamento de no máximo três hectares por ano, o interessado deve protocolar o
requerimento simplificado (Anexo I-A), juntamente com o DIPRO, no IBAMA ou órgão
conveniado no estado, observando as proibições e limites permitidos para conversão, conforme
disposto na legislação vigente. Para conversões superiores a três hectares por ano, deve-se
protocolar o requerimento completo (Anexo I-B).
Ficam dispensadas de Autorização de Desmatamento as operações de limpeza e reforma de
pastagem, limpeza de culturas agrícolas e corte do bambu (Bambusa vulgaris), de acordo com o
artigo 14 da IN 003, de 04 de março de 2002. Porém, deve-se levar em consideração o estágio da
regeneração natural. Caso esta já se encontre avançada, isto é, com mais de 50 indivíduos por
hectare, com DAP acima de 10 cm, o procedimento deve ser o mesmo que o da solicitação de
Autorização de Desmatamento.

3.2. Desmatamento nas outras regiões do país

Os procedimentos para o restante do país devem seguir a Portaria (IBAMA) Nº 113, de 29 de


dezembro de 1995, além do disposto na Medida Provisória 2.166-67, de 24 de agosto de 2001,
sobretudo nos incisos III e IV do artigo 16.

3.2.1. Onde é possível efetuar um desmatamento?


Em todos os casos previstos no item 3.1.1, com as mesmas restrições.
Deve-se, também, observar o Decreto 750, de 10 de fevereiro de 1993, que proíbe o corte, a
exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração
da Mata Atlântica. Além disso, é preciso considerar as legislações específicas de cada estado. Nas
áreas revestidas por concentração significativa de babaçu (Orbygni spp) será permitido o
desmatamento de até 30% da propriedade, ressalvando-se as demais áreas protegidas por lei.
Ficam dispensadas da autorização para desmatamento as operações de limpeza de pastagens,
de cultura agrícola e do corte do bambu (Bambusa vulgaris).

3.2.2. Quais os documentos necessários?


Os documentos constantes nos itens “g”, “h” e “j” variam de acordo com a área total do
imóvel, além da localização geográfica. A separação foi feita da seguinte forma: a) propriedades

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menores ou iguais a 50 hectares na região Sul e Sudeste, ou menores ou igual a 150 hectares na
região Centro-Oeste e Nordeste; b) propriedades maiores que os limites do item a.
Para a concessão de Autorização de Desmatamento para uso alternativo do solo, o interessado
deve protocolar requerimento em qualquer unidade do IBAMA ou órgão conveniado (ver Anexos I e
II). No ato da solicitação, é preciso apresentar a seguinte documentação:
a) Prova de propriedade ou posse (em caso de terras públicas, apresentar documento hábil
expedido pelo Poder Público).
b) Contrato de arrendamento ou comodato, averbado à margem da matrícula do imóvel no
Cartório de Registro de Imóveis competente, quando for o caso.
c) Certidão de inteiro teor do imóvel, expedida pelo Cartório de Registro de Imóveis com data
de validade de até trinta dias anteriores ao protocolo de pedido de Autorização de
Desmatamento.
d) Comprovante de pagamento do Imposto Territorial Rural (ITR), atualizado.
e) Licença Ambiental, expedida pelo órgão competente, quando for o caso.
f) Croqui de acesso à propriedade, a partir da sede do município até a área solicitada para
desmate.
g) Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, croqui da propriedade com área total de até 50 hectares
e planta topográfica para a propriedade com área entre 50 hectares e 150 hectares, locando,
em ambos os casos, a área a ser desmatada.
h) Mapa ou planta plani-altimétrica para as propriedades com área superior a 50 hectares nas
regiões Sul e Sudeste e 150 hectares nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, plotando:
cobertura florestal por tipologia, área desmatada e a ser desmatada, Área de Preservação
Permanente e de Reserva Legal (artigos 2º, 3º, 14 e 16 da Lei nº 4.771), sistema viário,
hidrografia, confrontantes, coordenadas geográficas, escala, convenções, etc.
i) Comprovante de recolhimento do valor correspondente à vistoria técnica. As propriedades
com área total de até 50 hectares, em que a área a ser desmatada não for maior que três
hectares por ano, ficam isentas da taxa de vistoria.
j) Cadastro de Informações Técnicas para Desmatamento (Anexo III), para propriedades acima
de 50 hectares nas regiões Sul e Sudeste e para propriedades acima de 150 hectares nas
regiões Centro-Oeste e Nordeste, devidamente preenchido por profissional habilitado,
acompanhado da respectiva ART pela sua elaboração e execução.
k) Declaração de Comprometimento (Anexo IV).

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O proprietário rural é obrigado a utilizar o material lenhoso e outras formas vegetais de
interesse biológico/econômico proveniente de derrubada para fins de uso alternativo do solo.
A GEREX, levando em consideração as peculiaridades locais, pode exigir a apresentação de
Inventário Florestal nas áreas solicitadas para corte raso, de acordo com regulamentação a ser
estabelecida.
A concessão da Autorização de Desmatamento fica condicionada à apresentação do Termo de
Responsabilidade de Averbação de Reserva Legal (Anexo V) ou do Termo de Compromisso para
Averbação de Reserva Legal (Anexo VI), devidamente averbado à margem da matrícula do imóvel,
no Cartório de Registro de Imóveis competente.

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4. ANÁLISE E VISTORIA

A análise dos projetos e a vistoria de campo são os principais aspectos para disciplinar o
desmatamento para uso alternativo do solo. Uma análise aguçada dos projetos e um laudo de
vistoria condizente com a real situação da propriedade são os instrumentos para obter informações
mais precisas, facilitando o processo decisório. Os itens a seguir descrevem os procedimentos a
serem adotados para o bom andamento dos processos, e devem ser sempre consultados para evitar
dúvidas.
• O arquivo deve ser organizado por propriedade/proprietário, para acompanhar a evolução
das atividades desenvolvidas na propriedade.
• Se houver pendências na análise técnica ou jurídica, elas devem ser comunicadas através de
ofício ao proprietário, para as devidas providências. Esta comunicação deve ser
encaminhada aos interessados preferencialmente através do mesmo ofício e com prazo para
cumprimento. Após o cumprimento das pendências, o técnico analista emitirá o parecer
final, para a consideração do chefe da DITEC. O prazo para esta tramitação deve ser de no
máximo trinta dias.
• O laudo de vistoria técnica prévia será efetuado pelo IBAMA ou órgão conveniado no
Estado.
• A DITEC, ao final da operação de desmatamento, deve programar vistorias anuais de
acompanhamento para verificar o cumprimento da autorização, de acordo com a sua
finalidade, e emitir um novo laudo técnico. O laudo de vistoria deve ser a ferramenta básica
para a autorização ou não do desmatamento solicitado. Portanto, precisa conter todas as
informações necessárias para tomar tal decisão sem ferir as especificações técnicas e legais.
Nesse laudo, o vistoriador deve observar, em campo, se as áreas de conservação (Área de
Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente) e as áreas de uso (áreas já desmatadas e
área solicitada) estão de acordo com o projeto de desmatamento. Nas áreas de uso, deve-se
atentar para a existência de áreas subutilizadas; caso existam, não serão emitidas novas
autorizações de desmatamento, por força da legislação vigente. É preciso também verificar
se a extensão da Reserva Legal está de acordo com a legislação, tendo por base a sua
tipologia, conforme o mapa de vegetação do estado em questão.
• No ato da vistoria, o técnico vistoriador deve conferir a área a ser efetivamente desmatada e
comprovar se os dados do requerimento e projeto de desmatamento estão de acordo com a
situação de campo. O cálculo da área é feito através do software GPSTrackmaker-

12
Profissional (GTMPro). Através da interface do GPS com o microcomputador, ele
possibilita a transferência dos dados coletados em campo e, a partir daí, o cálculo de área e a
confecção de croquis de acesso e deslocamento, conforme exemplo a seguir.

Figura 1: Poligonal de área de desmatamento calculada via software (GTMPro). Área total igual a
29,5926 ha.

• Esta prática possibilita ao vistoriador informar se a área solicitada está de acordo com o
requerimento, e, a partir daí, ser favorável ou não à solicitação. Caso a área calculada pela
equipe de vistoria seja muito diferente da área solicitada no projeto, será preciso reformulá-
lo, tendo em vista a área real a ser desmatada. Vale lembrar que, para a adequação do
projeto (caso seja aumentada a área solicitada), a equipe de análise e vistoria deve rever
todos os cálculos das áreas de conservação e de uso para reconhecer se realmente há área
disponível para desmate.

• O vistoriador deve preparar, com o uso do GPS, os croquis de acesso e de deslocamento em


cada vistoria efetuada, se possível inserindo também as imagens de satélite. Devem ser
13
confeccionados dois croquis de acesso e um de deslocamento. O primeiro croqui de acesso
deve ser iniciado a partir de um ponto exato da cidade (como o Posto do IBAMA, a
Prefeitura, etc) até a entrada ou sede da propriedade em questão, ressaltando os
entroncamentos e os locais de fácil identificação, para que qualquer outra equipe encontre a
propriedade com facilidade, navegando com o GPS. O segundo croqui de acesso deve
começar na entrada da propriedade ou em sua sede, até o início da área solicitada para
desmatamento. A partir daí deve-se iniciar o croqui de deslocamento na área solicitada,
marcando no GPS todos os seus vértices (cantos), para que seja possível a conferência da
área. Com a realização da vistoria, o engenheiro responsável poderá, com maior segurança,
demarcar, através do mapa georreferenciado, as áreas de Preservação Permanente e de
Reserva Legal, conforme as determinações da legislação vigente.

14
5. LAUDO TÉCNICO DE VISTORIA

Vistoria Prévia - Vistoria de Acompanhamento -

TIPO:
Licença de conversão para uso do solo (Desmatamento) ............................... -
Regularização de área - Utilização de Matéria-Prima............. -
Reforma de Pastagem................ - Erradicação de Cultura................... -

1. Dados do Processo:

Protocolo: _______________Gerência Executiva:__________________________________


Requerente: ________________________________________________________________
Denominação da Propriedade: __________________________________________________
Endereço: ___________________________________ Tel:______________ CPF:_________
Responsável Técnico: _______________________________ART: _____________________
Endereço: ___________________________________ Tel:______________ CPF:_________
Finalidade: _________________________________________________________________

Área total do imóvel: ____________________________________________ha.


Área de Preservação Permanente na RL: _____________________________ha.
Área de Preservação Permanente fora da RL: _________________________ha.
Área de Reserva Legal: __________________________________________ha.
Área já desmatada: ______________________________________________ha.
Área da solicitação: ______________________________________________ha.
Área nativa remanescente: _________________________________________ha.

2. Considerações Gerais sobre a Propriedade:

2.1.Coordenadas geográficas da propriedade:


Descrever local do ponto Longitude Latitude
01
02
03
04

2.2.Relevo:

2.3. Hidrografia:

15
2.4.Tipologias Vegetais (% aproximado):

Denominação %

Observações:

2.5. Croqui de acesso: Sim Não Deficitário

Observações:

2.6. Área de Reserva Legal:


 A tipologia é representativa da área da propriedade? Sim Não
 Foi observada alguma alteração? Sim Não
 Corresponde ao percentual em Lei? Sim Não

Observações:

2.7. Há necessidade de recomposição /compensação? Sim Não

Observações (informar a área desmatada acima do permitido por lei):

2.8. Área de Preservação Permanente:


 Foi observada alguma alteração? Sim Não
 Há necessidade de recomposição? Sim Não

Observações:

2.9.Área subutilizada:
Existe: Sim Não
Dimensões: ____________
16
Coordenadas geográficas da área subutilizada:
Descrever local do ponto Longitude Latitude
01
02
03
04

2.10. Atende à Resolução CONAMA 011/86? Sim Não

2.11. Atende à Resolução CONAMA 013/90 ? Sim Não

3. Considerações sobre a Área Solicitada:

3.1.Coordenadas geográficas da (s) área (s) solicitada (s):


Descrever local do ponto Latitude Longitude
01
02
03
04

3.2.Relevo:

3.3. Hidrografia:

3.4. Tipologias Vegetais (% aproximado):


Denominação %

Observações:

17
3.5. As informações constantes da planta, mapa ou croqui correspondem à realidade de campo?
(Informe inclusive se há desmatamento anterior não comunicado pelo requerente.)

Sim Não (explicar)

Observações:

3.6. As unidades de amostra foram localizadas (quando for o caso):


Sim Não

3.7. As espécies florestais citadas no processo correspondem à vistoria?


Sim Não

Observação:

3.8. Foram observadas as espécies proibidas de corte: Sim Não

Observações:

3.9. A área desmatada corresponde à autorizada? (Para o caso de vistoria de acompanhamento)


Obs.: se não, quantificar a diferença
Sim Não

Observação:

4.Recomendações:

5.Parecer conclusivo:
Favorável Não favorável
Pendente Suspenso

18
Sugestões de encaminhamento:

6. Local da vistoria: ________ Data da vistoria: ____/ ____/ ____.

Assinatura(s) e carimbo(s):

_______________________ _____________________ ___________________

7. Encaminhamento (preenchimento exclusivo do Ibama)

DPA para autuação DIJUR


Emissão de Licença Indeferido
Câmara Técnica Notificação
Outros ____________________________________

Local e Data: _______________________________________________________

___________________________________
Chefe da DITEC

19
5.1. MANUAL SOBRE O PREENCHIMENTO DO LAUDO DE VISTORIA

Assinalar com um X o quadro correspondente à vistoria que está sendo realizada.


- Vistoria Prévia: quando a atividade ainda não teve início.
- Vistoria de Acompanhamento: quando a atividade está em pleno funcionamento.
Tipo:
- Licença de conversão para uso do solo (desmatamento): Solicitação de Desmatamento.
- Utilização de Matéria-Prima: Quando se requer autorização para aproveitamento de material
remanescente de um desmatamento anterior.
- Reforma de Pastagem: Área onde foi implantada pastagem e a regeneração atingiu estágio inicial.
- Erradicação de Cultura: Área onde foi implantada e depois abandonada uma cultura agrícola,
tornando a área improdutiva e havendo necessidade de limpeza.

ITEM 1 - DADOS DO PROCESSO


Preencher de acordo com os dados fornecidos pelo solicitante. Cópia fiel dos dados do processo.

ITEM 2 - CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A PROPRIEDADE


A partir do Item 2, as conclusões e afirmações são responsabilidade do engenheiro que executa a
vistoria. Descrever com o máximo de detalhes possíveis a propriedade como um todo.
2.1 - Determinar as coordenadas geográficas de pelo menos quatro pontos, através de GPS,
incluindo toda a propriedade. Pretende-se, através desta prática, discriminar as áreas de
conservação (Reserva Legal e APP) e as áreas de uso intensivo, com o intuito de descrever sua
atual utilização. Não se trata das coordenadas geográficas da área solicitada.
2.2 e 2.3 - Descrever de forma clara e sucinta o relevo e a hidrologia da propriedade. Opinar sobre o
impacto da operação na hidrologia da propriedade. Exemplo: relevante, muito relevante, não
significativo, pouco significativo, etc.
2.4 - Citar as tipologias observadas na propriedade de acordo com a classificação do IBGE; se
possível, indicar os percentuais. Essa prática é muito importante para definição do percentual
passível de desmatamento dentro da propriedade.
2.5 - Informar se há croqui de acesso e se é possível encontrar a área apenas com ele. Caso não seja
possível ou haja dúvidas, o croqui é insuficiente ou deficitário.
2.6 a 2.9 - Quanto à Reserva Legal e Preservação Permanente, preencher os quadros de acordo com
a situação encontrada, descrevendo de forma sucinta e objetiva a atual situação das áreas. Caso
haja alguma alteração na RL ou APP o vistoriador deverá indicar a alteração e colocar na
20
observação as medidas a serem tomadas, inclusive indicando se tal alteração é suficiente para
não emissão da autorização requerida.
2.9 - Descrever as áreas já antropizadas, informando se são bem conservadas e se estão dentro da
média de produção da região. Além disso, informar as condições edafo-climáticas, emitindo
uma posição técnica. Lembrando que a presença de área subutilizada dentro da propriedade
pode ser um parâmetro para não emissão da autorização de desmatamento, dependendo das
suas dimensões.
2.10 – Segundo a Resolução CONAMA 011/86, projetos agropecuários que contemplam área acima
de 1.000 ha necessitam de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de
impacto ambiental – RIMA.
2.11 – Observar se a área solicitada está num raio de 10 km de uma Unidade de Conservação, pois
de acordo com a Resolução CONAMA 013/90, qualquer atividade num raio de 10 km de uma
Unidade de Conservação que possa afetar a sua biota necessita de autorização do órgão
responsável pela sua administração.

ITEM 3 - CONSIDERAÇÕES SOBRE A ÁREA REQUERIDA


A partir do Item 3, o engenheiro observará a área solicitada e as conseqüências da operação na
fazenda e entorno.
3.1 - Com o uso do GPS, determinar quatro pontos (ou mais, se possível) nos vértices da área,
visando à definição da área objeto de solicitação. Isto é de suma importância para determinar se
a área solicitada no projeto condiz com a realidade de campo.
3.2, 3.3, 3.4 e 3.4 - Nestes itens, descrever de forma sucinta e objetiva o relevo, a hidrologia, a
tipologia nos limites da área solicitada.
3.5 - Verificar se o croqui ou mapa da área corresponde à realidade de campo e permite visualizar
um quadro completo e realista da fazenda. Caso não permita, deve-se descrever os pontos
insuficientes, para futura correção. Observar se o mapa possibilita a localização sem
necessidade de auxílio externo.
3.6 - Quando foi efetuado inventário por amostragem, verificar a listagem das amostras e se elas
foram realmente demarcadas em campo. Caso não consiga determinar, informar nas
observações o motivo.
3.7 – Verificar se as espécies encontradas no campo correspondem às apresentadas no Inventário
Florestal.

21
3.8 – Verificar se existem espécies proibidas de corte na área solicitada. Caso existam, deverá
constar no relatório quais as espécies e determinar que as mesmas não sejam exploradas. No
caso de vistorias de acompanhamento, verificar se as espécies proibidas de corte foram
extraídas.
3.9 – Verificar se a área desmatada corresponde à área autorizada. Caso o proprietário rural tenha
desmatado área diferente da autorizada, deverá ser encaminhado para autuação.

ITENS 4 E 5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE A PROPRIEDADE


A partir do Item 4, as recomendações e o parecer técnico são a base para a decisão de autorizar ou
não a operação pretendida. Nestes itens, o engenheiro vistoriador irá aplicar todo o seu
conhecimento e experiência na atividade ambiental e produtiva, sempre tendo como objetivo a
sustentabilidade da propriedade.
4 e 5 - Estes itens são os mais importantes do laudo, pois é aqui que o engenheiro vistoriador faz
suas recomendações técnicas e oferece um parecer conclusivo sobre a possibilidade de utilizar
ou não a área requerida. Nesse momento, o engenheiro assume a responsabilidade da decisão. É
preciso escrever sempre de forma clara, objetiva e sucinta, sem contradizer as informações do
laudo e não dando margem a dúvidas para quem vai autorizar ou não a solicitação.
6 - Município da propriedade e data da execução da vistoria. Assinatura e carimbo identificando o
engenheiro executor da vistoria.
7 - De acordo com as recomendações e parecer conclusivo, efetuar o encaminhamento
correspondente.

22
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - M.M.A.
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS
RENOVÁVEIS - IBAMA
DIRETORIA DE FLORESTAS – DIFEF
COORDENAÇÃO GERAL DE GESTÃO DE RECURSOS FLORESTAIS – CGREF
COORDENADORIA DE MONITORAMENTO E CONTROLE FLORESTAL - COMON

6. CRITÉRIOS PARA ANÁLISE DOS PROCESSOS PARA AUTORIZAÇÃO DE USO


ALTERNATIVO DO SOLO

Relação dos itens a serem observados N.N. SIM NÃO


1. Requerimento
2. A.R.T. de elaboração
3. A.R.T. de execução
4. Prova de propriedade ou justa posse
5. Contrato de arrendamento ou comodato (se for o caso)
6. Documento que comprove a Averbação de Reserva Legal
7. Termo de Compromisso para Averbação de Reserva Legal, quando
se tratar de justa posse.
8. Croqui, planta ou mapa da fazenda.
9. Declaração Funai ou U.C. quando dentro do raio de 10 km
10. Apresentação de EIA/RIMA, se for o caso
11. Apresentação de Licença Ambiental
12. Declaração de Comprometimento
13. Comprovante de recolhimento do valor da vistoria
14. Procuração quando for o caso
15. Certidão emitida pelo órgão competente confirmando a validade do
documento apresentado, quando se tratar de justa posse.
16. Coordenadas georeferenciadas (se possível imagem de satélite)
17. Croqui de acesso
18. Parecer conclusivo:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
Engenheiro analista: ___________________________ Data _____/_______/_____.

Observação: N.N. - Não Necessário. Sim – quando o documento existe. Não – quando o
documento não existe.

23
6.1. Manual sobre análise dos processos para autorização de uso alternativo do solo

Os campos devem ser preenchidos marcando um X nas alternativas: NN – Não necessário;


Sim – quando o documento existe; e Não – quando o documento não existe. Note bem: esta ficha
de análise deve ser utilizada tanto pela divisão técnica quanto pela jurídica.

Item 1 – Requerimento
O requerimento deve ser protocolado em qualquer unidade do IBAMA, pelo proprietário ou
seu representante legal, acompanhado dos documentos e exigências descritos nos itens a seguir.
Itens 2 e 3 – ART de elaboração e execução
Deve-se verificar todo o seu conteúdo, principalmente a descrição dos serviços. Normalmente
são registradas em uma mesma ART a elaboração e execução do desmatamento.
Item 4 - Prova de propriedade ou justa posse
Verificar a legitimidade dos documentos que comprovam o título da propriedade ou de justa
posse. Em caso de cópias, verificar a autenticação do cartório.
Item 5 - Contrato de arrendamento ou comodato (se for o caso)
Caso existam, verificar a legitimidade dos documentos de ambas as partes, bem como a
comprovação de posse da terra por parte do proprietário e a idoneidade da empresa arrendatária.
Itens 6 e 7 - Documento que comprove a Averbação de Reserva Legal e Termo de
Compromisso para Averbação de Reserva Legal, quando se tratar de justa posse
A Reserva Legal deve estar averbada em cartório de registro de imóveis à margem da escritura
do imóvel. Caso não seja possível apresentar a escritura ou título definitivo com a Reserva Legal
averbada, no momento do requerimento, deve-se registrar o Termo de Compromisso para
Averbação de Reserva Legal (TCARL).
Item 8 - Croqui, planta ou mapa da fazenda
Verificar se a planta ou mapa contêm todas as áreas da propriedade discriminadas (área total,
área da Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente, áreas anteriormente desmatadas).
Verificar a existência de áreas subutilizadas.
Item 9 - Declaração da Funai ou UC, quando dentro do raio de 10 km
Verificar se atende às Resoluções CONAMA 013/90.
Item 10 - Apresentação de EIA/RIMA, se for o caso
Verificar se atende à Resolução CONAMA 011/86.
Item 11 - Apresentação de Licença Ambiental
Verificar, nos casos em que for necessário, a existência de Licença Ambiental, emitida pelo
órgão competente.

24
Item 12 - Declaração de Comprometimento
Verificar a existência de Declaração de Comprometimento de Preservação das Áreas de
Preservação Permanente.
Item 13 - Comprovante de recolhimento do valor da vistoria
Verificar a guia de recolhimento bancário de taxa de vistoria técnica.
Item 14 – Procuração, quando for o caso
Caso exista participação de terceiros, verificar a legitimidade da procuração registrada em
cartório.
Item 15 - Certidão emitida pelo órgão competente confirmando a validade do documento
apresentado, quando se tratar de justa posse
Verificar a legitimidade da Declaração de Posse emitida pelo INCRA, inclusive suas
delimitações.
Item 16 – Coordenadas georreferenciadas
Solicitar coordenadas geográficas dos pontos de referência do croqui de acesso à propriedade,
bem como da área solicitada, tendo em vista a necessidade de conferir a área de efetivo desmate.
Caso tenha sido apresentada a imagem de satélite, verificar as áreas de conservação e as de uso,
inclusive a que está sendo solicitada para o desmate.
Item 17 - Croqui de acesso
O requerente deve apresentar croqui de acesso, informando as coordenadas geográficas dos
pontos de referência para facilitar o deslocamento da equipe de vistoria técnica.

25
AUTORIZAÇÃO DE DESMATAMENTOS EXPEDIDAS EM 200__ - GERÊNCIA EXECUTIVA DO IBAMA Nº ________________

Área Área Volume Aut. Data


N º Nome do Proprietário Nº Aut. Protocolo Nome da Propriedade Município
Totalha. Aut.ha. M3 ST Emissão
01 Fulano de Tal xxx/yy xxx/yy Fazenda Tal Cidade Tal X ha Y ha X XX/YY/ZZ

26
TABELA DE PREENCHIMENTO DAS ADs

CAMPO Instruções para Preenchimento


Número Preenchimento numérico seqüencial. Ex: 01; 02; 03...
Nome do Colocar o nome completo do proprietário ou detentor do imóvel, pessoa física ou jurídica. Não poderão ser
proprietário feitas abreviaturas. Ex: Carlos Augusto da Silva Xavier; ou REPRA – Reflorestadora Ltda.
Número da Neste campo, será usado o número da autorização, que corresponde ao número seqüencial do documento.
autorização Ex: 126735
Número do Neste campo, será usado o número do protocolo. Não é necessário preencher o código completo, mas sim o
protocolo último número seqüencial seguido do ano do processo. Ex: 1267/99.
Deve-se colocar neste campo a denominação do local do imóvel onde será efetuado o desmatamento,
Nome da
podendo haver complementos e abreviaturas. Ex. Gleba Iracema – Lote 31 LM. 02; ou Estância Menino
propriedade
Jesus de Fraga.
Nome do Não deverá haver abreviaturas para o nome do município, pois ele é indispensável para nossa base de dados.
município Ex: Bom Jesus da Lapa.
Corresponde à área total descrita na escritura do imóvel. Para preencher este campo corretamente, todos os
Área total do
valores deverão estar convertidos em hectares. Basta dispor de duas casas decimais para cada valor. Ex.
imóvel em ha.
996,66
Área total Corresponde à área autorizada para o desmatamento e também deverá estar convertida em hectares, com
autorizada para apenas duas casas decimais. Deve ser igual ao número que foi preenchido na Autorização de Desmatamento.
desmate em ha. Ex: 27,44
É o volume de madeira utilizada em serraria, que deverá ser convertido em metros cúbicos. O
M3
Volume preenchimento pode ser feito com duas casas decimais. Ex: 3.782,99.
autorizado É o volume de madeira utilizada para lenha e/ou produção de energia, que deverá ser convertido em metros
St.
estéreos.Também deverá ser preenchido com duas casas decimais, no máximo. Ex. 11.473,94
Data de emissão É a data de emissão da autorização. A data deverá ser separada por barras, bastando dois dígitos para o ano
da autorização da emissão deste documento. Ex. 02/06/00

OBS.: OS DADOS A SEREM PREENCHIDOS NAS TABELAS DEVEM SER COPIADOS DOS DOCUMENTOS ORIGINAIS
DAS AUTORIZAÇÕES DE DESMATAMENTO.

27
A análise dos projetos e a vistoria de campo são os principais aspectos para disciplinar o
desmatamento para uso alternativo do solo. A cada semestre, as Gerências Executivas enviam para
a Coordenção de Monitoramento e Controle Florestal (COMON), em Brasília, uma tabela com
todas as informações sobre as Autorizações de Desmatamento emitidas no período. Além disso,
uma cópia de todos os Laudos de Vistoria deve ser encaminhada à COMON, para que sejam
avaliados.
A partir daí, a COMON controla as áreas autorizadas por estado da Amazônia Legal,
comparando-as com os dados de desflorestamentos detectados pelo Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais – INPE (Quadro 1), para determinar o percentual autorizado pelo IBAMA e o percentual
que ainda vem sendo desmatado sem o conhecimento e a autorização do órgão. Essa comparação é
feita apenas na região da Amazônia Legal, uma vez que o INPE disponibiliza dados sobre área
desmatada apenas sobre essa região.

31
Quadro 1: Comparativo entre dados do INPE e do IBAMA

NOTA TÉCNICA / COMON-DIREF


QUADRO COMPARATIVO ENTRE AS AUTORIZAÇÕES DE DESMATAMENTO EMITIDAS PELO IBAMA COM AS IMAGENS DE SATÉLITES
INTERPRETADAS PELO INPE NOS ANOS DE 1997, 1998 e 1999.

ANO DE 1997 ANO DE 1998 ANO DE 1999

ÁREA ÁREA ÁREA ÁREA ÁREA ÁREA


ESTADO AUTORIZADA – DETECTADA - % AUTORIZADA - DETECTADA - % AUTORIZADA - DETECTADA - %
IBAMA (ha) INPE (ha) IBAMA (ha) INPE (ha) IBAMA (ha) INPE (ha)

ACRE 23.347,40 35.800 65,22 12.420,03 53.600 23,17 20.584,56 44.100 46,68
AMAPÁ 810,50 1.800 45,03 841,10 3.000 28,04 1.995,04
AMAZONAS 5.984,14 58.900 10,16 5.788,14 67.000 8,64 3.603,60 72.000 5,01
MARANHÃO 24.744,64 40.900 60,50 27.067,58 101.200 26,75 19.777,84 123.000 16,08
MATO GROSSO 174.052,08 527.100 33,02 377.848,02 646.600 58,44 160.502,76 896.300 17,91
PARÁ 1.706,40 413.900 0,41 8.439,22 582.900 1,45 12.595,17 511.100 2,46
RONDÔNIA 12.581,19 198.600 6,33 11.417,93 204.100 5,59 6.993,35 235.800 2,97
RORAIMA 4.943,00 18.400 26,86 9.617,50 22.300 43,13 1.232,25 22.000 5,60
TOCANTINS 7.216,72 27.300 26,43 18.903,66 57.600 32,82 13.704,61 21.600 63,45
TOTAL 255.386,07 1.322.700 19,31 472.343,18 1.738.300 27,17 240.989,18 1.692.600 14,24

1º) Observa-se que o IBAMA emitiu Autorizações de Desmatamento no ano de 1997 para apenas 19,31% dos desmatamentos detectados pelo INPE; em 1998, para apenas
27,17% e em 1999 somente 14,24%, o que demonstra que o órgão é pouco procurado pela atividade rural no país.
2º) Baseado nestes números, sugere-se que a COMON edite um manual de procedimentos, destinado aos técnicos do órgão e também aos produtores rurais, tornando
transparentes e coerentes as atividades de análise e avaliação dos processos de desmatamento.
3º) O CSR, a DIRCOF e a CGREF devem trabalhar sintonizados, tendo o mesmo objetivo no que concerne às Autorizações de Desmatamento. Para tanto, sugere-se que sejam
adotados procedimentos diferenciados, pois os desmatamentos autorizados pelo IBAMA devem ser vistoriados tecnicamente e os desmatamentos não autorizados, detectados
pelo INPE, devem ser objeto de fiscalização. É preciso deixar bem claro para a sociedade que os procedimentos legais serão tratados com orientações técnicas, e que os
procedimentos ilegais receberão tratamento punitivo.

32
7. IMPORTÂNCIA DA COBERTURA FLORESTAL

7.1. Importância ecológica

De modo geral, a importância da cobertura florestal está relacionada à manutenção dos mais
diversos ecossistemas existentes em nossos biomas, bem como à conservação das espécies da fauna
e da flora componentes de sua biota1. De acordo com o princípio da interdependência, qualquer
alteração na biota de um dado ecossistema tende a atingir os componentes florístico e faunístico, ou
seja, a alteração na flora incide também sobre a fauna e vice-versa.
Com relação à dispersão de frutos e sementes, existem espécies anemocóricas, isto é, que têm
seus frutos dispersos pelo vento; zoocóricas, por meio de animais; e endozoocóricas, cujos frutos e
sementes devem passar necessariamente pelo intestino dos animais que os dispersam. Uma espécie
arbórea pode possuir um ou mais mecanismos de dispersão de frutos e sementes. Porém, se não
houver animais que se alimentem dos frutos e auxiliem na dispersão, não haverá regeneração
natural da espécie arbórea. Conseqüentemente, com o passar dos anos não haverá mais frutos para
alimentar os animais, e o que se instalará é um processo mútuo de extinção.
Todo ser vivo tem direito ao seu habitat, que é composto por quatro componentes básicos:
abrigo, alimento, água e espaço. Uma das atividades antrópicas que mais compromete a existência
das espécies é, sem dúvida, a destruição de seus habitats.
O território nacional é dividido em cinco biomas: a Floresta Amazônica, o Pantanal, o
Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica, cada um com sua importância ecológica e econômica, assim
como sua beleza peculiar.
A Floresta Amazônica, representante da maior biodiversidade do mundo, é responsável por
quase toda a oferta madeireira do país, além de produtos não-madeireiros como óleos, resinas,
frutos típicos, etc. É uma região de grandes rios, que possibilitam o transporte de toda matéria-
prima florestal e, entre outras coisas, garantem um grande estoque de alimentos para a população.
O Pantanal, belíssimo por seus banhados e alagados, cortado também por grandes rios, exibe
vegetação peculiar em grandes várzeas e possui exuberante biodiversidade em termos de ictiofauna,
mastofauna e avefauna. É conhecido também pela alta densidade de hidrovias.
O Cerrado, exuberante pelas suas árvores tortuosas, com casca espessa para retenção de água,
adaptadas ao clima marcado pela estação seca, possui também vasta diversidade biológica. Exibe

1
Entende-se por biota o conjunto de seres vivos existentes em um dado ecossistema.
33
árvores de baixo crescimento aéreo em função do solo pouco desenvolvido, deficiente em
nutrientes. É também um grande responsável pela produção de material lenhoso, largamente
utilizado por empresas consumidoras desta matéria-prima florestal para obtenção de energia.
A Caatinga, rigorosamente atingida por solos pouco profundos, de baixa fertilidade e
deficientes em nutrientes, exibe vegetação característica, adaptada a climas secos e a pouquíssima
precipitação, muito representada pela família dos cactos, como a macambira e o mandacaru,
responsáveis pela nutrição animal e também humana, na época da estiagem. Possui valor
inestimável para as populações sertanejas, visto que, muitas vezes, sua vegetação é a única fonte de
alimentos.
A Mata Atlântica, de relevante beleza cênica, cobre as regiões costeiras, repletas de
montanhas e encostas. Por longos anos, desde a época do Brasil Colônia, foi exaustivamente
explorada. Apresenta, além da floresta, vegetações típicas, como os manguezais e as restingas,
responsáveis também por grande parte da biodiversidade do país. Mesmo nos dias de hoje, ela
fornece grande quantidade de subprodutos, como o palmito, utilizado na alimentação. Sua
existência está atrelada à imensa extensão de montanhas, que dificultam a intervenção humana. Este
é, sem dúvida, o fator que mais contribui para a conservação de suas espécies, tanto da flora quanto
da fauna.
Como vimos, todos os biomas possuem características próprias e peculiaridades, merecendo,
portanto, o mesmo esforço no sentido de sua preservação. Dizemos preservação pois, mesmo que
todos os biomas sejam usados para produção de bens comuns para as populações, eles podem ser
preservados, se utilizados em regime de manejo sustentado. Porém, se forem mal explorados, a
tendência de todos os recursos florestais é a exaustão.
A fragmentação florestal provocada pelas intervenções humanas é um processo contínuo, em
função do aumento da fronteira agrícola, da produção de energia, do aumento populacional, do
incremento da rede viária, entre outros. Esse processo traz consigo conseqüências muitas vezes
irreparáveis do ponto de vista ambiental. Alternativas para conter seu avanço têm sido estudadas,
tanto nos setores de produção quanto na pesquisa científica. Os estudos ecológicos sobre
conectividade2 entre fragmentos, fluxo gênico e corredores de fauna são considerados
imprescindíveis para a conservação da biodiversidade, e devem, portanto, ser vistos como
ferramentas úteis nas tomadas de decisão quanto a novas intervenções na vegetação nativa.

2
Entende-se por conectividade a interligação de fragmentos por meio de corredores, capazes de proporcionar a
transferência ou fluxo gênico entre eles. Quanto maior a conectividade, ou seja, quanto mais fragmentos interligados,
maior a chance de sobrevivência das espécies da fauna e da flora.
34
7.2. Importância econômica

A atividade florestal consiste em proporcionar benefícios múltiplos e contínuos à humanidade,


sem, contudo, esgotar os meios produtivos. Como os recursos naturais são limitados, a floresta
passa a ser um bem socioeconômico e, por isso mesmo, sujeito a todas as leis da ciência
socioeconômica. Para perpetuar esses benefícios e, ao mesmo tempo, obedecer aos princípios
socioeconômicos, é preciso definir os parâmetros do ecossistema florestal, viabilizando a utilização
racional da floresta (Hosokawa, 1986).
O Brasil é um país com grande vocação florestal, que apresenta cerca de 6,8 milhões de
hectares de florestas plantadas e 385 milhões de hectares de florestas nativas. Nas florestas
plantadas, a base cadastral, em conjunto com inventários florestais contínuos, permite um eficiente
acompanhamento do crescimento e da produção, que possibilita definir claramente a rotação física e
também a rotação econômica, amparando esta definição em modelos de classificação de sítios e
modelos de prognose da produção.
Nas florestas nativas, além de toda a complexidade de sua composição, com grande número
de espécies e diferentes características silviculturais, ecológicas e tecnológicas, poucas são as
informações sobre o crescimento das plantas, seja em áreas intactas, em áreas exploradas ou em
áreas sujeitas a regime de manejo. Dois dos importantes pontos a serem abordados em relação a
essas florestas são a definição do ciclo de corte e de como o número de árvores por classe de
diâmetro evolui ao longo do tempo. Naturalmente, muitos outros fatores são extremamente
relevantes para que as florestas naturais possam ser utilizadas em bases sustentadas, como, por
exemplo: suscetibilidade das espécies florestais à exploração; economicidade do manejo sustentado;
maior eficiência no processo de beneficiamento e aproveitamento da madeira; racionalização das
técnicas de exploração e transporte, entre outras (Scolforo et al., 1996).
A dinâmica das florestas tropicais e a complexidade de seus ecossistemas precisam ser bem
compreendidas para que se possa planejar a utilização sustentada de seus recursos ou a sua
conservação. O uso dos recursos da floresta tropical é bastante complexo, devido às diferentes
propriedades das espécies. O conhecimento de fitossociologia e da dinâmica das florestas tropicais é
muito importante na tomada de decisões quanto ao melhor sistema silvicultural a ser empregado,
com base na regeneração natural. A estrutura da floresta e a dinâmica da regeneração natural podem
ser consideradas elementos básicos para o sucesso de qualquer sistema silvicultural baseado na
regeneração natural (Carvalho, 1997).

35
Para o aproveitamento racional e a sobrevivência das florestas, é preciso aplicar técnicas
silviculturais adequadas, baseadas na ecologia de cada tipo de formação vegetal. A aplicação de
projetos corretos de manejo silvicultural, assim como o aproveitamento permanente, depende de se
conhecer a composição e a estrutura da vegetação. Os resultados das análises estruturais permitem
fazer deduções sobre a origem, características ecológicas e sinecológicas, dinamismo e tendências
do futuro desenvolvimento das florestas, elementos básicos para o planejamento do manejo
silvicultural (Hosokawa, 1986).
O Manejo Florestal, segundo Ahrens (1997), trata do estudo, do desenvolvimento e da
aplicação de técnicas de análise quantitativa nas decisões sobre a localização, a estrutura e a
composição de um recurso florestal, para possibilitar a produção de matéria-prima, serviços e
benefícios, diretos ou indiretos, na quantidade e na qualidade requeridas por uma organização
florestal ou por toda uma sociedade.
Segundo Hosokawa (1986), o uso da floresta é definido pela redução de sua densidade.
Quando se reduz a densidade a nível zero, tem-se o corte raso. Quando se reduz a densidade a um
certo nível, para viabilizar sua utilização, ao mesmo tempo procurando não desencadear um
processo irreversível de degradação ambiental, tem-se então a harmonização entre economia e
ecologia.
O projeto técnico de manejo florestal envolve duas alternativas: uma delas, segundo
Hosokawa (1986), é a de manejo sustentado extensivo, que consiste em explorar seletivamente,
fixando uma determinada densidade florestal remanescente, que permite a reposição natural das
espécies. O estoque de crescimento é a quantidade de estrutura florestal remanescente de uma
redução parcial de densidade, que deverá proteger o capital produtivo. Este estoque deve garantir a
estabilidade ecológica e sempre deverá ser quantificado em primeiro lugar. O estoque para
utilização é aquele total menos o estoque em crescimento, ou seja, é a parte explorável. Se esta parte
é viável para exploração econômica, então é possível implantar um programa de manejo sustentado.
O ciclo de corte é o período compreendido entre duas reduções de densidade. Em outras palavras,
seria o tempo necessário para que o estoque em crescimento atinja o estoque total.
Davis & Johnson apud Ahrens (1997) enumeram alguns dos elementos componentes do Plano
de Manejo para florestas naturais:
a) Ciclo de corte: intervalo, em anos, entre cada operação de exploração em uma unidade de
corte.
b) Nível de estoque de crescimento: área basal ou volume residual, verificável imediatamente
após um corte.

36
c) Estrutura do povoamento: número de árvores por hectare, por espécie e por classe de
diâmetro, e que compõem o estoque de reserva.
d) Procedimentos de sustentação (ou de regulação): conjunto de limitações impostas sobre o
corte de árvores e sobre a regeneração natural, de modo que se mantenha a estrutura de
cada povoamento florestal (ou módulo), objetivando, dessa forma, a perpetuação do
volume explorável de madeira em todos os futuros ciclos de corte.
e) Outros tratos culturais: controle da densidade e da qualidade da regeneração natural através
de tratamentos silviculturais.
f) Espécies para regeneração: seleção de espécies e de material genético para cada
povoamento florestal (ou módulo), se necessário. Eventualmente, uma área poderá
necessitar de práticas de enriquecimento ou adensamento, por meio de plantios de mudas
ou da semeadura intencionalmente realizada.
A periodização do ciclo de corte permite um manejo em rendimento sustentado. Por exemplo,
com um ciclo de corte de trinta anos, deve-se dividir a área em trinta unidades de igual
produtividade. A cada ano reduz-se a densidade da trigésima unidade, onde a primeira unidade terá
atingido o nível de estoque total, permitindo assim reiniciar o ciclo de utilização (Hosokawa, 1986).

7.3. Importância social

O setor florestal é responsável por cerca de 4% do PIB brasileiro; gerou cerca de 21 bilhões de
dólares em 2001, com recolhimento de 2 bilhões de dólares em impostos. A geração de empregos
diretos e indiretos está em torno de 2 milhões, incluindo florestas nativas e plantadas.
O consumo de madeira gira em torno de 300 milhões de metros cúbicos por ano (nativas +
plantadas para todos os fins), sendo 100 milhões de metros cúbicos por ano de florestas plantadas
para uso industrial. Só no plantio de Eucalyptus e Pinus foram reflorestados cerca de 4,8 milhões de
hectares.

37
8. CONCEITOS COMPLEMENTARES

8.1. Reserva Legal


(Definição dada pela MP 2.166-67, de 24 de agosto de 2001 – art. 1º, § 2º, inciso III.)

Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de
preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e
reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de
fauna e flora nativas.
A vegetação da Reserva Legal não pode ser suprimida, podendo apenas ser utilizada sob
regime de manejo florestal sustentável, de acordo com princípios e critérios técnicos e científicos
estabelecidos no regulamento, ressalvadas as hipóteses previstas no § 3o deste artigo, sem prejuízo
das demais legislações específicas (art. 16, § 2o da MP 2.166-67, de 24 de agosto de 2001).
Para cumprimento da manutenção ou compensação da área de Reserva Legal em pequena
propriedade ou posse rural familiar, podem ser computados os plantios de árvores frutíferas
ornamentais ou industriais, compostos por espécies exóticas, cultivadas em sistema intercalar ou em
consórcio com espécies nativas (art. 16, § 3o da MP 2.166-67, de 24 de agosto de 2001).

8.2. Área de Preservação Permanente


(Definição dada pela MP 2.166-67, de 24 de agosto de 2001 – art. 1º § 2º, inciso II.)

Área de Preservação Permanente: área protegida nos termos dos arts. 2o e 3o da Lei nº 4.771,
de 15 de setembro de 1965 (Código Florestal), coberta ou não por vegetação nativa, com a função
ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade,
o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.
São transformadas em reservas ou estações ecológicas, sob a responsabilidade do IBAMA, as
florestas e as demais formas de vegetação natural de preservação permanente, relacionadas no art.
2º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965 – Código Florestal, (art. 18 da Lei nº 6.938, de 31 de
agosto de 1981). A Resolução CONAMA nº 4, de 18 de setembro de 1985, dispõe em seu artigo 3º,
alínea b, as definições referentes ao que vêm a ser Reservas Ecológicas, contemplando as florestas e
demais formas de vegetação natural de preservação permanente.
De acordo com a Sociedade de Pesquisa em Vida Silvestre e Educação Ambiental (SPVS,
1996), Áreas de Preservação Permanente são áreas onde a cobertura florestal nativa não pode sofrer
alteração, como encostas e picos de morros, beira de rios e mananciais de água, para evitar danos ao
38
meio ambiente; e áreas de mata nas margens dos lagos, nascentes, represas, rios, etc., que protegem
a água do assoreamento (neste caso, também são chamadas de mata ciliar).

8.3. Área subutilizada


(Definição dada pela MP 2.166-67, de 24 de agosto de 2001 – art. 37-A § 1º.)

Entende-se por área abandonada, subutilizada ou utilizada de forma inadequada, aquela não
efetivamente utilizada, nos termos do § 3o do art. 6o da Lei no 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, ou
que não atenda aos índices previstos no art. 6o da referida Lei, ressalvadas as áreas de pousio na
pequena propriedade ou posse rural familiar ou de população tradicional.
Considera-se efetivamente utilizadas: (§ 3o do art. 6o da Lei no 8.629, de 25 de fevereiro de 1993)
I - as áreas plantadas com produtos vegetais;
II - as áreas de pastagens nativas e plantadas, observado o índice de lotação por zona de pecuária,
fixado pelo Poder Executivo;
III - as áreas de exploração extrativa vegetal ou florestal, observados os índices de rendimento
estabelecidos pelo órgão competente do Poder Executivo, para cada Microrregião Homogênea,
e a legislação ambiental;
IV - as áreas de exploração de florestas nativas, de acordo com plano de exploração e nas condições
estabelecidas pelo órgão federal competente;
V - as áreas sob processos técnicos de formação ou recuperação de pastagens ou de culturas
permanentes, tecnicamente conduzidas e devidamente comprovadas, mediante documentação e
Anotação de Responsabilidade Técnica.
(Redação dada pela MPV 1.632-09, de 12/02/98).

8.4. Estágio inicial de regeneração natural

Entende-se por estágio inicial de regeneração natural a área onde houve um processo de
antropização e que, em seguida, foi abandonada, e onde a vegetação nativa começou a se renovar,
procurando naturalmente recompor a vegetação primitiva.
Uma avaliação prática no campo consiste em dizer que até 50 indivíduos por hectare com
diâmetro à altura do peito (DAP até 10 centímetros) caracteriza estágio inicial de regeneração
natural. Neste caso, não há necessidade de autorização.

39
8.5. Regeneração em estágio avançado

Entende-se por estágio avançado de regeneração natural a área onde houve um processo de
antropização e que, em seguida, foi abandonada, e onde a vegetação nativa vem se renovando há
alguns anos, criando assim uma vegetação com aspectos de vegetação secundária.
No caso da regeneração em estágio avançado, isto é, onde existam mais de 50 indivíduos por
hectare com DAP acima de 10 centímetros, o procedimento a ser adotado é o mesmo que o de
Autorização de Desmatamento.

8.6. Recuperação da cobertura florestal

Depois que uma floresta é derrubada, a recuperação da cobertura original pode acontecer de
maneiras muito diferentes. Ela depende, entre outros fatores, do tipo de uso e do tempo de uso do
solo pela agricultura, após a derrubada da floresta primitiva. Em uma área onde a floresta foi
inteiramente derrubada, com corte raso, pode-se notar efeitos diferentes em três situações distintas
(SPVS, 1996):
1 – A área foi abandonada depois do corte
Ocorre a rebrota dos tocos e raízes e a recomposição da floresta é mais rápida, embora
empobrecida.
2 – O solo foi cultivado por pouco tempo, entre dois e cinco anos, e depois a área foi
abandonada
Após o abandono, algumas rebrotas ainda ocorrem, mas em forte competição com outras
espécies, mais agressivas e de crescimento rápido, chamadas “pioneiras”. A recuperação é mais
demorada e ainda mais empobrecida.
3 – O solo foi cultivado por mais tempo, entre cinco e dez anos, e depois a área foi
abandonada
Já sem tocos e raízes para rebrotar, a recuperação passará por várias fases sucessionais –
representadas por diversos tipos de capoeiras – podendo demorar de 50 a 100 anos para formar uma
nova floresta, a floresta secundária.

8.7. Solo do ponto de vista agrícola


(Definição dada pelo portal http://www.solofertil.cjb.net/)

40
Solo, do ponto de vista agrícola, é uma mistura de materiais minerais e orgânicos da
superfície da terra que serve de ambiente para o crescimento das plantas. O solo, como um fator de
produção agrícola, possui duas características básicas que revelam seu valor agronômico: fertilidade
e produtividade. O termo fertilidade refere-se à capacidade de um solo fornecer nutrientes às plantas
em quantidades adequadas e proporções convenientes.

A fertilidade de um solo pode ser conduzida a condições ideais pela intervenção do homem,
através de calagem e adubação fundamentadas em bases científicas. A produtividade é relacionada à
capacidade de um solo proporcionar rendimento às culturas, podendo apenas ser melhorada pela
intervenção do homem, como, por exemplo, pela incorporação de matéria orgânica em solo pobre
neste componente. A matéria orgânica, melhorando a estrutura do solo, facilita as condições de
desenvolvimento das raízes das plantas, permitindo, portanto, a exploração de maior volume de
solo. Há fatores que caracterizam um solo de alta produtividade:

• riqueza em nutrientes essenciais às plantas;


• boas propriedades físicas;
• água suficiente para o bom crescimento dos vegetais;
• quantidade adequada de matéria orgânica decomposta;
• pH adequado;
• escassez de pragas e moléstias.

8.8. Agricultura itinerante

A base da economia agrícola familiar e da pequena propriedade rural é a agricultura


itinerante, isto é, os plantios são feitos após a supressão total da vegetação nativa, em busca de
solos mais férteis. Esta prática traz conseqüências muitas vezes irreparáveis ao meio ambiente, visto
que, após alguns anos, as áreas são abandonadas, e devido ao empobrecimento dos solos tornam-se
áreas subutilizadas, onde a recuperação da vegetação original é difícil. A alternativa para conter o
avanço da agricultura itinerante é a mecanização e a adubação agrícola, aumentando a vida útil dos
solos. Porém, esta prática está longe de ser alcançada, tendo em vista a dificuldade dessa facção da
sociedade brasileira em obter recursos financeiros. Cabe então ao vistoriador diagnosticar, na
propriedade em que se almeja um novo desmatamento, se há ou não áreas subutilizadas; caso estas
existam, não devem ser autorizados novos desmatamentos. Tecnicamente isso é facil de explicar,
pois, se um proprietário rural ainda não conseguiu utilizar toda a área anteriormente desmatada, não
tem sentido autorizar novos desmatamentos. Um outro item importante para disciplinar o

41
desmatamento em todo o território nacional é o fato de ser proibida a derrubada de florestas em
áreas com inclinação entre 25 e 45 graus, sendo tolerada apenas a retirada de toros mediante
utilização racional, via plano de manejo (art. 10 da Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965 – Código
Florestal).
Outra questão topográfica que também deve ser abordada e levada em consideração são os
desmatamentos efetuados em rampas de extenso comprimento (Figura 2). Por menor que seja o
ângulo de desnível, há necessidade de efetuar práticas de conservação do solo, como os plantios em
curvas de nível e a manutenção de faixas de vegetação nativa intercaladas aos plantios agrícolas,
para aumentar a infiltração de água e diminuir processos erosivos, evitando, assim, o assoreamento
de mananciais hídricos. Os processos conservacionistas, em sua maioria, objetivam manter o solo e
a água no terreno, aumentando a infiltração e evitando que a água escorra sobre a superfície.
Nas áreas de extenso comprimento de rampa, a formação de corredores ecológicos com
cobertura florestal, além de promover a interligação de fragmentos e possibilitar o fluxo gênico e os
corredores de fauna, melhora a infiltração e a manutenção da água no sistema e diminui a perda de
solo pela erosão laminar. Técnicas agrícolas como terraceamento e o plantio em curvas de nível
também devem ser utilizadas. Durante a vistoria, o técnico do IBAMA deve ter em mente esses
conceitos, para orientar o proprietário quanto à utilização das técnicas adequadas.

42
Figura 2 – Áreas com extensos comprimentos de rampas com detalhes dos plantios em curvas
de nível.

8.9. Amazônia Legal


(Definição dada pela MP 2.166-67, de 24 de agosto de 2001 – art. 1º § 2º inciso VI.)

Amazônia Legal: território compreendido pelos estados do Acre, Pará, Amazonas, Roraima,
Rondônia, Amapá e Mato Grosso e as regiões situadas ao norte do paralelo 13o S, dos estados de
Tocantins e Goiás, e a oeste do meridiano 44o W, do estado do Maranhão (Figura 3).

43
Figura 3 – Território Nacional com detalhe dos estados abrangidos pela Amazônia Legal.

44
9. CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO BRASILEIRA

Os técnicos devem saber classificar os diversos tipos de vegetação brasileira, uma vez que o
conhecimento da tipologia é necessário na vistoria em campo. Segundo Reis et al., as classificações
da vegetação dividem-se basicamente em Florísticas, Fisionômicas, Fisionômico-Ecológicas e
Fitossociológicas, em função do critério levado em consideração para estabelecer as unidades
tipológicas.
- Classificações Florísticas – consideram tipos de vegetação caracterizados por
famílias, gêneros e espécies endêmicas, quando circunscritos a comunidades que
caracterizam ambientes distintos. Este tipo de classificação exige levantamentos
detalhados de cada ecossistema ou biogeocenose.
- Classificações Fisionômicas – baseiam-se no aspecto visual da vegetação. São
usadas para delimitação de regiões em escala macro e não apresentam muitos
detalhes. Servem também para caracterizar faciações de uma formação maior, como
por exemplo os subtipos de cerrado (cerradão, cerrado SS, campo limpo e campo
sujo).
- Classificações Fisionômico-Ecológicas – consideram não só o aspecto visual da
vegetação mas também as mudanças de ordem hierárquica que caracterizam as
diferentes faciações de cada formação. Assim, por exemplo, para o tipo Floresta
Ombrófila existem diversas faciações ecológicas (aluvial, terras baixas, submontana,
montana e alto montana), em função de altitude, tipos de solo, umidade ou espécies
particulares.
- Classificações Fitossociológicas – representam um detalhamento local das espécies
botânicas, dos níveis tróficos e da estrutura da comunidade vegetal. As classificações
fitossociológicas partem da menor unidade de domínio florístico, através da
delimitação de parcelas para posterior determinação dos diversos índices que
constituem os parâmetros fitossociológicos.

Neste informativo, trataremos do sistema fisionômico-ecológico, baseado na Classificação da


Vegetação Brasileira Adaptada a um Sistema Universal (RADAMBRASIL).

9.1. Floresta Ombrófila Densa (floresta pluvial tropical)


Caracteriza-se por fanerófitos, lianas e epífitas em abundância. Esta formação está
condicionada à ocorrência de temperaturas elevadas, em média 25ºC, e altas
45
precipitações, bem distribuídas durante o ano, cujo período seco varia de 0 a 60 dias.
Este tipo de vegetação foi subdividido em cinco faciações: a) Floresta Ombrófila
Densa Aluvial (Mata de Várzea); b) Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas; c)
Formação Submontana; d) Formação Montana ; e) Formação Alto-Montana.

9.2. Floresta Ombrófila Aberta


É considerada um tipo de transição da Floresta Ombrófila Densa, caracterizando-se por
gradientes climáticas com mais de 60 dias secos. Possui quatro faciações florísticas: a)
com cipós; b) com palmeiras; c) com bambu; d) com sororoca (Phenakosperma
guyanensis), no sul da bacia Amazônica, no Médio Xingu. Este tipo de vegetação
divide-se em três formações, basicamente em função da latitude e altitude: a) Floresta
Ombrófila Aberta das Terras Baixas (altitudes inferiores a 100m); b) Floresta Ombrófila
Aberta Submontana (altitudes de 100 a 600m); c) Floresta Ombrófila Aberta Montana
(altitudes entre 600 e 2000m).

9.3.Floresta Ombrófila Mista (Floresta de Araucária)


Também conhecida como mata das araucárias ou pinheiral, é um tipo de vegetação do
Planalto Meridional. A Floresta Ombrófila Mista apresenta os subtipos Aluvial,
Submontana, Montana e Alto-Montana, que variam de acordo com a altitude.

9.4.Floresta Estacional Semidecidual


O conceito ecológico deste tipo de vegetação está condicionado à dupla estacionalidade
climática. A perda de folha do conjunto florestal (não das espécies) situa-se entre 20 e
50%. As faciações deste tipo florestal são: Aluvial, Terras Baixas, Submontana e
Montana.

9.5.Floresta Estacional Decidual


Também caracteriza-se por duas estações climáticas bem demarcadas, uma chuvosa e
um longo período de seca, no qual mais de 50% dos indivíduos perdem as folhas.
Quanto às faciações, apresenta a mesma subdivisão da Floresta Estacional Semidecidual.

9.6.Campinarana

46
Os termos Campinarana e Campina são sinônimos e significam “falsos campos”. É o
tipo de vegetação típica da bacias dos rios Negro e Orinoco, região onde mais chove no
Brasil (4000mm anuais). Apresenta três subgrupos de formação: Arbórea Densa ou
Florestada, Arbórea Aberta ou Arborizada e Gramíneo-Lenhosa. A Campinarana
Florestada ocorre em ambientes situados ao longo dos rios de água preta e material
turfoso em suspensão. O subtipo Arborizada é dominado por plantas raquíticas e maior
grau de endemismo e a Gramíneo-Lenhosa surge nas planícies encharcadas, formando
vários ecótipos das famílias Amarylidaceae, Xyridaceae e Orchidaceae.

9.7.Savana (Cerrado)
O termo Savana é empregado para substituir o regionalismo “Cerrado”. Caracteriza-se
como uma vegetação xeromorfa, de clima estacional e que reveste solos lixiviados
aliminizados. É constituída por vegetação herbácea, intercalada por plantas lenhosas de
pequeno porte. Apresenta quatro subtipos:
Savana Florestada (Cerradão) – Formação florestal restrita às áreas areníticas lixiviadas
com solos profundos.
Savana Arborizada (Campo Cerrado) – Apresenta fisionomia rala e tapete graminóide
contínuo, sujeito a fogo sistemático.
Savana Parque (Parque de Cerrado ou Campo Sujo) – Constitui-se essencialmente de
estrato graminoso, entretanto possui entremeação de nanofanerófitos isolados (árvores
dispersas).
Savana Gramíneo-Lenhosa (Campo Limpo) – Prevalecem essencialmente os gramados e
alguns arbustos raquíticos ocupando extensas áreas. As espécies, em geral, apresentam
colmos subterrâneos resistentes ao pastoreio e ao fogo.

9.8.Savana Estépica
Termo empregado para generalizar a Caatinga Nordestina, os Campos de Roraima, o
Charco Sul-Matogrossense e o Parque de Espinilho da Barra do Rio Quarai. É
caracterizada pela dupla estacionalidade. Divide-se nos seguintes subtipos:
Savana Estépica Florestada: Árvores com até 5m, ultrapassando excepcionalmente os
7m de altura, mais ou menos densas, com troncos grossos e muito ramificados, em geral
providos de espinhos ou acúleos, totalmente decíduos na época seca.

47
Savana Estépica Arborizada: Embora seja muito semelhante ao tipo anterior, os
indivíduos são mais baixos, com clareiras entre eles.
Savana Estépica Parque: Apresenta características fisionômicas mais típicas, com
ecótipos bastante espaçados, denotando uma pseudoordenação de plantas lenhosas
raquíticas, sob denso tapete gramíneo-lenhoso.
Savana Estépica Gramíneo-Lenhosa: Também conhecida como campo espinhoso,
apresenta extenso tapete graminoso salpicado de plantas lenhosas anãs espinhosas.

9.9.Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)


Tipo de vegetação submetida a dupla estacionalidade – uma seca fisiológica provocada
pelo frio das frentes polares e outra seca, mais curta, com déficit hídrico. Apresenta as
seguintes faciações: a) Estepe Arborizada; b) Estepe Parque (campo sujo); c) Estepe
Gramíneo-Lenhosa (campo limpo).

9.10. Sistema de Transição


São áreas de tensão ecológica situadas entre duas ou mais regiões ecológicas ou tipos de
vegetação.

9.10.1. Ecótono
É uma mistura florística entre tipos de vegetação. O contado entre tipos de vegetação
com estruturas fisionômicas semelhantes fica muitas vezes imperceptível, salvo através
de um levantamento florístico.

9.10.2. Encraves
São áreas disjuntas que se contactam. Situam-se entre duas regiões ecológicas e não
oferecem dificuldades para ser mapeadas. São exemplos de contados que determinam a
existência de encraves: Floresta Ombrófila/Floresta Estacional, Floresta
Ombrófila/Savana.

48
ANEXOS

49
RELAÇÃO DOS ANEXOS A SEREM OBSERVADOS E/OU
PREENCHIDOS PARA APROVAÇÃO DA SOLICITAÇÃO DE
DESMATAMENTO
(AMAZÔNIA LEGAL)

50
ANEXO I-A

REQUERIMENTO SIMPLIFICADO

Adequado para solicitação de Autorização de Desmatamento para uso do


solo de até três hectares por ano.

51
MMA - MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
IBAMA - INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS
RENOVÁVEIS

REQUERIMENTO DE SOLICITAÇÃO PARA LICENÇA DE CONVERSÃO PARA USO DO SOLO


AUTORIZAÇÃO DE DESMATAMENTO

Ilmo. Sr. Representante do IBAMA

___________________________________________________________________________,
residente _____________________________________________________________________,
portador do RG no _______________,CPF no ____.____.____-_____, proprietário/posseiro do
imóvel rural ________________________________________________________, município
__________________, estado ____, área total _________ha, Área de Reserva Legal
__________ha, Área de Preservação Permanente ______________ha, área anteriormente
desmatada ______________ha, requer Autorização Simplificada para Desmatamento de
_____________________ha, conforme Anexo II.

Para tanto, apresenta a seguinte documentação:

______________________________ _________________________________

Local, data Assinatura do requerente

1 – Documento de identificação do proprietário;


2 – Prova de propriedade, posse, comodato ou arrendamento;
3 – Cópia do contrato de arrendamento ou comodato, quando for o caso;
4 – Procuração com poderes específicos para o pleito, quando for o caso;
5 – Declaração de Manutenção de Área de Preservação Permanente, Anexo III;
6 – Termo de Compromisso para Averbação de Reserva Legal - TCARL, Anexo IV, quando se
tratar de posse;
7 – Documento que comprove a averbação da Área de Reserva Legal; e
8 – DIPRO – Documento Informativo da Propriedade, Anexo II.

52
ANEXO I-B

REQUERIMENTO COMPLETO

Adequado para solicitação de Autorização de Desmatamento acima de três


hectares por ano.

53
MMA - MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
IBAMA -INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS
RENOVÁVEIS

REQUERIMENTO
Ilmº Sr. Representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA.
............................................................................................................................................................., abaixo assinado,
residente à ...................................................................................................................................., município de
.................................................... distrito de ................................................., (UF) ...... nacionalidade
............................................. profissão ........................................................................... estado civil
.............................................. CPF nº ..........................................-...... RG/órgão
emissor/UF............................................................ a fim de preparar uma área para fins de
........................................................................................................................., requer a V.Sa. a AUTORIZAÇÃO PARA
DESMATAR ................................ hectares em sua propriedade, com as características abaixo descritas, para o que faz a
juntada da documentação exigida pela legislação vigente.

I - CARACTERÍSTICAS DA PROPRIEDADE

a)Denominação: ________________________________________________________________________________
b) Localidade:__________________________________________________________________________________
c)Município:_____________________________Distrito:______________________________________________
d)Situação: ____________________________________________________________________________________
e) Áreas:
- total:____________________________________________ ha
- desmatada:______________________________________ _ ha
- a desmatar:_______________________________________ ha
- explorada (uso atual do solo):_________________________ ha
- de Preservação Permanente:__________________________ ha

f) Limites:
- Ao norte: _______________________________________________________________________________
- Ao sul: _________________________________________________________________________________
- A oeste: ________________________________________________________________________________
- A leste: ________________________________________________________________________________

II - DOCUMENTAÇÃO DA PROPRIEDADE

- Expedido por: _________________________ Livro nº __________________________________________


- Reg. nº _______________________________ Folha nº ___________________________________________

Documento do INCRA:
- Protocolo __________________________________ Matrícula _____________________________________

III - DESTINO DO MATERIAL LENHOSO

- Utilização na própria fazenda


- Comercialização
- Doação
- Outros (especificar): __________________________________________________________________________

Nestes termos, pede deferimento,


__________________________, _____ de ____________________ de _____

_____________________________________________________
Requerente

54
ANEXO II

DOCUMENTO INFORMATIVO DA PROPRIEDADE - DIPRO

Adequado para solicitação de Autorização de Desmatamento de até três


hectares por ano.

55
DIPRO
DOCUMENTO INFORMATIVO DA PROPRIEDADE

Protocolo: Gerência Executiva Estadual:


Requerente:
Endereço do requerente:

2. Imóvel:
No REGISTRO: COMARCA: LIVRO: FOLHA:
DENOMINAÇÃO: INCRA ou Receita Federal:

MUNICÍPIO/DISTRITO: CPR:
PROPRIETÁRIO: CPF/CNPJ:
ENDEREÇO: BAIRRO:
MUNICÍPIO: FONE: CEP:
Área total do imóvel: ha Área de Reserva Legal: ha
Área de Preservação Permanente: ha Área da solicitação: ha
Área anteriormente desmatada: ha Área nativa remanescente: ha

3. Croqui da propriedade que identifique, no mínimo, pontos de referência que permitam o seu
acesso, identificação da Área de Reserva Legal, de Preservação Permanente, área a ser desmatada,
e, se houver, área abandonada, subutilizada ou que abrigue espécies ameaçadas de extinção.

56
4.Finalidade da exploração: 5. Tipologias vegetais da propriedade
Agricultura ha Denominação ha

Pecuária ha
Outros ha

6. Declaração de matéria-prima florestal


TIPO ESPÉCIE(s) VOLUME
(tora/lasca/lenha) (facultada a nomenclatura científica) (m3/dz/st)

NOTA: Fica facultada a identificação por espécie, quando se tratar de exploração de lenha.

7. Destinação do material lenhoso:


Madeira para serraria ____________________m3
Madeira para outros fins ____________________m3
Lenha para carvão ____________________m3
Lenha para uso doméstico ____________________m3
Lenha para outros fins ____________________m3
Outros produtos florestais/unidade ___________________/___
Rendimento total ____________________m3

Declaro, para os devidos fins, que as informações constantes neste documento são
verdadeiras, me responsabilizando totalmente pelas mesmas.

_______________________________________
ASSINATURA DO REQUERENTE
Local e data
Visto do técnico:
Assinatura:

Entidade/Instituição
57
ANEXO III

DECLARAÇÃO DE MANUTENÇÃO DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO


PERMANENTE

(Obs: Obrigatória para toda solicitação de Autorização de Desmatamento.)

58
MMA - MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
IBAMA -INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS
RENOVÁVEIS
GERÊNCIA EXECUTIVA DO IBAMA______________________________

DECLARAÇÃO DE MANUTENÇÃO DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE


O Sr ______________________________, residente à _________________________, município de
______________________, distrito ____________________, UF: ______, CPF No _________-___, RG/órgão no
_____________emissor/UF: ________________ declara, ao requerer autorização de desmate, assumir o compromisso,
perante o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA, de obedecer
rigorosamente às instruções abaixo relacionadas, estando ciente de que, no caso de inobservância das mesmas, ficará
sujeito às penalidades previstas na legislação vigente.
1 - Conservar, ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água, uma faixa de floresta (ou outra forma
de vegetação natural) em cada margem, desde o seu nível mais alto, cuja largura mínima seja:
a) de trinta metros para os cursos d’água de menos de dez metros de largura;
b) de cinqüenta metros para os cursos d’água que tenham de dez a cinqüenta metros de largura;
c) de cem metros para os cursos d’água que meçam entre cinqüenta e duzentos metros de largura;
d) de duzentos metros para os cursos d’água que possuam entre duzentos e seiscentos metros de
largura; e
e) de quinhentos metros para os cursos d’água que tenham largura superior a seiscentos metros.
2 - Conservar floresta ou outra forma de vegetação natural situada:
a) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d’água naturais ou artificiais;
b) nas nascentes, ainda que intermitentes, e nos chamados “olhos d’água”, qualquer que seja a sua
situação topográfica, num raio mínimo de cinqüenta metros de largura;
c) no topo de morros, montes, montanhas e serras;
d) nas encostas, ou parte destas, com declividade superior a 45º, equivalente a 100% na linha de maior
declive;
e) nas restingas, como fixadoras de dunas estabilizadoras de mangues;
f) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca
inferior a cem metros em projeções horizontais; e
g) em altitude superior a um mil e oitocentos metros, qualquer que seja a vegetação.
3 - Respeitar o limite mínimo de _______% da área de cada propriedade, com cobertura arbórea
localizada em floresta nativa primitiva ou regenerada.
4 - Não empregar herbicidas desfolhantes (ou qualquer outro biocida) no desmatamento.
5 - Conservar intactos os exemplares das espécies consideradas em extinção que ocorrem na região,
mesmo as formas jovens.
6 - Permitir livre acesso, em sua propriedade, aos funcionários florestais no exercício das suas funções
de vistoria e fiscalização dos trabalhos de desmatamento, em qualquer época.
_______________________________, ____ de _______________de ______.

_________________________________________________
Declarante
TESTEMUNHAS:

Nome: Nome:
CPF: CPF:
CI: CI:

59
ANEXO IV

TERMO DE COMPROMISSO DE AVERBAÇÃO DE RESERVA LEGAL


- TCARL

(Obrigatório para toda solicitação de Autorização de Desmatamento,


quando se tratar de justa posse.)

(Obs.: Para propriedades que já possuam titulação definitiva ou escritura


pública, é obrigatória a apresentação de documento que comprove a
averbação da Reserva Legal.)

60
MMA - Ministério do Meio Ambiente
IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis
Gerência Executiva do IBAMA___________________

TERMO DE COMPROMISSO DE AVERBAÇÃO DE RESERVA LEGAL - TCARL


Aos ______ dias do mês de _____________ do ano de ________, o Sr _________________________, filho de
___________________________ e de _________________________, residente à ____________________, município
_____________, distrito ______________, UF _____, estado civil __________, nacionalidade ____________, profissão
_______________, CPF No ____.____.____-___, RG/órgão emissor/UF ___________, possuidor do imóvel abaixo
caracterizado:
DENOMINAÇÃO DA PROPRIEDADE: _______________________________________
MUNICÍPIO: ______________________ Distrito: __________________
ÁREA TOTAL: ___________ hectares.
LIMITES E CONFRONTAÇÕES:

LOCALIZAÇÃO:

DOCUMENTO DE POSSE:

Vem, através deste instrumento, declarar junto ao INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E
DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA, que mantém a posse, livre de contestação e litígios, do imóvel
acima caracterizado, cujo processo de titularidade definitiva encontra-se em tramitação no órgão competente,
comprometendo-se a proceder a averbação da Reserva Legal, imediatamente após a emissão do documento hábil para o ato,
conforme dispõe a legislação vigente, obrigando-se por si e seus sucessores, por força de lei e do presente instrumento, a não
alterar a destinação comprometida, no caso de transmissão por venda, cessão ou doação, ou a qualquer título,
comprometendo-se ainda a obedecer fielmente a legislação vigente, dando sempre por firme e valioso o declarado e
compromissado neste documento, cuja quebra se configurará como desrespeito às leis florestais, sujeitando-se, portanto, o
signatário desta, às implicações penais e administrativas decorrentes da infringência de preceitos legais, sem prejuízos das
culminações por quebra de compromisso.
Firma o presente termo na presença do representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, que também o assina, e das testemunhas abaixo qualificadas.
________________________________________ ________________________________________
Representante do IBAMA Detentor da posse
TESTEMUNHAS:

Nome: Nome:
CPF: CPF:
CI: CI:

61
ANEXO V

QUADRO DISCIPLINADOR PARA CONCESSÃO DE AUTORIZAÇÃO


DE DESMATAMENTO PARA ÁREAS DE ATÉ TRÊS HECTARES POR
ANO OU SUPERIORES A TRÊS HECTARES POR ANO

62
Agricultura Familiar Demais áreas
Área da Propriedade Assentamentos Rurais
≤ 4 módulos fiscais Área superior a 4 módulos fiscais.

ÁREA SOLICITADA - ha/ano


(1) (2) (3) (4) (5) (6)
Área solicitada Área solicitada Área solicitada Área solicitada Área solicitada Área solicitada
< 03 > 03 até 03 > 03 < 03 > 03
DOCUMENTOS
Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar
1. Requerimento do interessado ao IBAMA.
Anexo I-A Anexo I-B Anexo I-A Anexo I-B Anexo I-A Anexo I-B
2. Prova de Propriedade e Certidão ou posse (*). Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar
3. Prova de Identidade do Proprietário. Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar
4. Procuração específica para o pleito. Se for o caso Se for o caso Se for o caso Se for o caso Se for o caso Se for o caso
5. Contrato de Arrendamento ou Comodato, averbado às margens da matrícula do
Se for o caso Se for o caso Se for o caso Se for o caso Se for o caso Se for o caso
imóvel.
Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar
6. Declaração de manutenção da Área de Preservação Permanente.
Anexo III Anexo III Anexo III Anexo III Anexo III Anexo III

7. Documento que comprove a averbação da área de Reserva Legal ou Termo de


Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar Apresentar
Compromisso de Averbação de Reserva Legal – TCARL, quando se tratar de posse.

8. Comprovante do pagamento do Imposto Territorial Rural – ITR. - - Apresentar Apresentar Se for o caso Se for o caso
9. Certidão emitida pelo órgão competente, confirmando a validade do documento
- - Apresentar Apresentar - -
apresentado, quando se tratar de posse.
10. Croqui de acesso à propriedade a partir da sede do município onde a mesma está
- Apresentar - Apresentar - Apresentar
localizada.
11. Comprovante de recolhimento do valor da vistoria técnica (Tabela de Preços do
- Se for o caso - Se for o caso - Se for o caso
Ibama).
12.a. Para volumes estimados de até 50 m³/ha, inventário florestal por Apresentar ou Apresentar ou Apresentar ou
Apresentar ou
amostragem, com 95% de probabilidade e erro amostral de até 20%. considerar o considerar o considerar o
Apresentar considerar o volume Apresentar
12.b. Para volumes estimados acima de 50 m³/ha, inventário florestal por volume máximo de volume máximo volume máximo
máximo de 20 m³/ha
amostragem, com 95% de probabilidade e erro amostral de até 10%. 20 m³/ha de 20 m³/ha de 20 m³/ha
13. Comprovante de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), de elaboração e
Se for o caso Se for o caso Se for o caso Apresentar Se for o caso Apresentar
execução do Inventário Florestal.
14. Mapa de propriedade plotando Áreas de Preservação Permanente, Áreas
de Reserva Legal, áreas já exploradas e a serem exploradas, hidrografia, - - - Se for o caso - -
confrontantes, coordenadas geográficas, escala e convenções.

63
Agricultura Familiar Demais áreas
Área da Propriedade Assentamentos Rurais
≤ 4 módulos fiscais Área superior a 4 módulos fiscais.

ÁREA SOLICITADA - ha/ano (1) (2) (3) (4) (5) (6)


Área solicitada Área solicitada Área solicitada Área solicitada Área solicitada Área solicitada
< 03 > 03 até 03 > 03 < 03 > 03

15. Mapas vetoriais da propriedade em formato digital entregue em meio magnético –


disquete ou CD-ROM, a partir da base cartográfica do IBGE ou DSG, com locação
das Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, de interesse ecológico, PMFS, Observar itens II, III e Observar itens II, III e
- - - Apresentar
áreas florestadas e de utilização agropecuária. Os arquivos contendo as imagens IV do artigo 8º IV do artigo 8º
deverão ser apresentados com extensão TIFF e os mapas digitais em formato DXF
ou DGN, com cada tema associado a um banco de dados em formato DBF.

16. Documento Informativo da Propriedade (DIPRO). Apresentar Apresentar Apresentar - Apresentar -


17. Declaração do Imposto Territorial Rural – ITR / DIAT (últimos 3 anos). Se for o caso Se for o caso Se for o caso Apresentar - -
18. Documento de criação do Projeto de Assentamento (PA). - - - - Apresentar Apresentar

(*) Documentos que caracterizam justa posse (fonte: Sistema de Informação de Projetos de Reforma Agrária – SIPRA/INCRA):
AUTORIZAÇÃO DE OCUPAÇÃO TERMO DE DOAÇÃO
CARTA DE ANUÊNCIA TÍTULO DE PROPRIEDADE SOB CONDIÇÃO RESOLUTIVA
CONTRATO DE ALIENÇÃO DE TERRAS PÚBLICAS TÍTULO DEFINITIVO, COM RESERVA FLORESTAL, EM CONDOMÍNIO
CONCESSÃO REAL DE DIREITO DE USO TÍTULO DEFINITIVO SUJEITO A RE-RATIFICAÇÃO

CONTRATO DE CONCESSÃO DE DOMÍNIO DE TERRAS PÚBLICAS TÍTULO DEFINITIVO TRANSFERIDO, COM ANUÊNCIA DO INCRA

CONTRATO DE CONCESSÃO DE TERRAS PÚBLICAS TÍTULO DE DOMÍNIO


CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA TÍTULO DE RECONHECIMENTO DE DOMÍNIO
CONTRATO DE TRANSFERÊNCIA DE AFORAMENTO TÍTULO DE RATIFICAÇÃO
LICENÇA DE OCUPAÇÃO CONTRATO DE ASSENTAMENTO DO INCRA

64
ANEXO VI

AUTORIZAÇÃO PARA UTILIZAÇÃO DE MATÉRIA-PRIMA


FLORESTAL
MMA - Ministério do Meio Ambiente Página: 1

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis


DIREF - Diretoria de Florestas
lblLocalidade

AUTORIZAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DE MATÉRIA-PRIMA

Nº da Autorização: Emissão/Autorização: Validade:


1 . DADOS DA AUTORIZAÇÃO
Detentor: CGC / CPF:
PERÍODO:
Résp. Técnico: Latitude / Longitude:

Área Autorizada: Área Total: Área de Efetivo Manejo:

Protocolo PMFS: Protocolo POA:

2 . DADOS DA PROPRIEDADE

Denominação: Área Total:

Município: Latitude / Longitude:

Área de Reserva Legal: Área de Pres. Perm.:

Proprietários: CGC / CPF:

3 . OBSERVAÇÕES

RASCUNHO
4 . ESPÉCIES AUTORIZADAS / VOLUME INVENTARIADO / VOLUME AUTORIZADO

5 . MATÉRIAS - PRIMAS AUTORIZADAS / VOLUME INVENTARIADO / VOLUME AUTORIZADO

______________________________________________________
CARIMBO E ASSINATURA DA AUTORIDADE COMPETENTE
IMPORTANTE:
* O uso irregular desta Autorização implica na sua cassação, bem como nas sanções previstas na legislação vigente.
* Esta Autorização não contém emendas ou rasuras.
* Cópia desta Autorização deverá ser mantida no local da Exploração para efeito de fiscalização.
* Os volumes autorizados para exploração são de inteira responsabilidade do Técnico Analista.
* Os volumes autorizados correspondem a uma redução mínima de 30% dos volumes inventariados conforme Parágrafo 1º do Artigo 3º da Instrução Normativa n.º 30 de 31 de Dezembro de 2002.

1ª via - DETENTOR 2ª via - PROCESSO 3ª via - ARQUIVO 4ª via - RESP. TÉCNICO 1ª VIA
ANEXO VII

AUTORIZAÇÃO DE DESMATAMENTO PARA USO


ALTERNATIVO DO SOLO
MMA - Ministério do Meio Ambiente Página: 1

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis


DIREF - Diretoria de Florestas
LblLocalidade

AUTORIZAÇÃO PARA USO ALTERNATIVO DO SOLO


TIPO DE AUTORIZAÇÃO

Nº da Autorização: Emissão/Autorização: Validade:


1 . DADOS DA AUTORIZAÇÃO
Detentor: CGC / CPF:
PERÍODO:
Résp. Técnico: Protocolo:

Área Autorizada: Latitude / Longitude:

2 . DADOS DA PROPRIEDADE

Denominação: Área Total:

Município: Latitude / Longitude:

Área de Reserva Legal: Área de Pres. Perm.:

Proprietários: CGC / CPF:

3 . OBSERVAÇÕES

RASCUNHO
4 . ESPÉCIES AUTORIZADAS / VOLUME INVENTARIADO / VOLUME AUTORIZADO

5 . MATÉRIAS - PRIMAS AUTORIZADAS / VOLUME INVENTARIADO / VOLUME AUTORIZADO

______________________________________________________
CARIMBO E ASSINATURA DA AUTORIDADE COMPETENTE

IMPORTANTE:
* O uso irregular desta Autorização implica na sua cassação, bem como nas sanções previstas na legislação vigente.
* Esta Autorização não contém emendas ou rasuras.
* Cópia desta Autorização deverá ser mantida no local da Exploração para efeito de fiscalização.
* Os volumes autorizados para exploração são de inteira responsabilidade do Técnico Analista.
* Os volumes autorizados correspondem a uma redução mínima de 30% dos volumes inventariados conforme Parágrafo 1º do Artigo 3º da Instrução Normativa n.º 30 de 31 de Dezembro de 2002.

1ª via - DETENTOR 2ª via - PROCESSO 3ª via - ARQUIVO 1ª VIA


10. MANUAL DE PREENCHIMENTO PARA AUTORIZAÇÃO DE
DESMATAMENTO

CAMPO/SUBCAMPO INSTRUÇÃO DE PREENCHIMENTO


Nº DENOMINAÇÃO AUTORIZAÇÃO PARA USO ALTERNATIVO DO SOLO
Nº DA AUTORIZAÇÃO Informar o nº da autorização, que deverá obedecer ao seguinte procedimento:
1100.2000.5.00001: os quatro números iniciais referem-se ao código da
unidade da Federação (tabela anexa) seguido de dois zeros; em seguida vem
o ano da emissão da autorização, o código da autorização e depois o número
seqüencial da autorização, que deve ser anual.
PROTOCOLO Informar o número do protocolo no IBAMA.
VALIDADE Informar a data de validade da autorização: dia, mês e ano.
01 DADOS DA PROPRIEDADE
DENOMINAÇÃO Informar o nome da propriedade.
MUNICÍPIO Informar em que município se localiza a propriedade.
ÁREA DE RESERVA LEGAL Informar o tamanho da Área de Reserva Legal em hectares.
PROPRIETÁRIOS Preencher com o nome dos proprietários.
CGC/CPF Preencher com o número de inscrição da empresa no Cadastro Geral de
Contribuintes, quando o proprietário for pessoa jurídica, ou o número de
inscrição do proprietário no Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal.
ÁREA TOTAL Informar o tamanho da área total da propriedade, em hectares.
LATITUDE/LONGITUDE Informar as coordenadas geográficas da propriedade, de preferência da sede.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO Informar a Área de Preservação Permanente que se encontra contida na Área
PERMANENTE NA RL de Reserva Legal.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO
Informar a Área de Preservação Permanente que se encontra fora da Reserva
PERMANENTE FORA DA RESERVA
LEGAL Legal.
02 DADOS DA AUTORIZAÇÃO
DETENTOR Informar o nome da pessoa física ou jurídica que solicitou a autorização, que
deve ser um dos proprietários, arrendatários, comodatários ou posseiros.
CGC/CPF
Preencher com o número de inscrição da rmpresa no Cadastro Geral de
Contribuintes, quando o proprietário for pessoa jurídica, ou o número de
inscrição do proprietário no Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal.
LATITUDE/LONGITUDE Informar as coordenadas geográficas da área a ser autorizada (pelo menos
quatro pontos nos cantos, para possibilitar a conferência da área).
RESP. TÉCNICO Informar o nome do técnico responsável pelo projeto de exploração florestal,
se for o caso.
ÁREA AUTORIZADA Informar o tamanho da área autorizada para exploração.
VOLUME AUTORIZADO Informar o volume total autorizado para exploração.
VOLUME MÉDIO/HA Informar o volume médio de matéria-prima por hectare.
03 OBSERVAÇÕES Informar as espécies proibidas por lei e outras informações que se fizerem
necessárias.
04 RELAÇÃO ESPÉCIES Relacionar as espécies (nome vulgar) a serem exploradas com os respectivos
AUTORIZADAS/VOLUMETRIA/ volumes. No caso de matéria-prima tora é obrigatório o preenchimento das
UNIDADE DE MEDIDA
espécies.
05 MATÉRIA-PRIMA/VOLUMETRIA/ Relacionar as matérias-primas (tora, lenha, resina, carvão, óleo, etc) a serem
06 UNIDADE DE MEDIDA exploradas com os respectivos volumes e unidades de medida
correspondentes.
Informar resíduo e a respectiva volumetria. Esta volumetria deve compor o
volume médio por hectare da autorização.
LOCAL Preencher com o nome do local de emissão da autorização.
DATA Preencher com o dia, mês e ano.
CARIMBO E ASSINATURA Apor o carimbo e a assinatura da autoridade competente.
RELAÇÃO DOS ANEXOS A SEREM OBSERVADOS E/OU
PREENCHIDOS PARA APROVAÇÃO DA SOLICITAÇÃO DE
DESMATAMENTO
(DEMAIS REGIÕES DO PAÍS)

70
ANEXO I

REQUERIMENTO

Adequado para solicitação de Autorização de Desmatamento para uso do


solo para propriedades menores ou iguais a 50 hectares nas regiões Sul e
Sudeste e para propriedades menores ou iguais a 150 hectares nas regiões
Centro-Oeste e Nordeste.

71
ANEXO I

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS -


SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL ____________________

PARA PROPRIEDADES COM ÁREA MENOR OU IGUAL A 50 HECTARES - REGIÕES SUL E SUDESTE

PARA PROPRIEDADES COM ÁREA MENOR OU IGUAL A 150 HECTARES - REGIÕES CENTRO-OESTE E
NORDESTE

REQUERIMENTO

Ilmo Sr. Superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA
............. ............................ ..................................... .................... ......, abaixo assinado, residente à .......... .................
.................... ........................, município de ......... ................ .....................distrito de ................... ................... ................
............, (UF) ................ .......... nacionalidade ............... profissão .................. ......... .................... estado civil
...................... CPF Nº .................. - ..... RG/órgão emissor/UF .................. .......... ................. .................... ........... a fim
de preparar uma área para fins de ............. .................. .......... ................... ............. ..............., requer a V.Sa. a
AUTORIZAÇÃO PARA DESMATAR ......... ........... hectares em sua propriedade, com as características abaixo
descritas, para o que faz a juntada da documentação exigida pela legislação vigente.

I - CARACTERÍSTICAS DA PROPRIEDADE

a) Denominação: ___________________________________________
b) Localidade: ______________________________________________
c) Município: ______________________ Distrito: ___________________
d) Situação: ________________________________________________
e) Áreas:
- total: __________________________________ ha
- desmatada: ____________________________ ha
- a desmatar: ____________________________ ha
- explorada (uso atual do solo): _____________ ha

- de Preservação Permanente: _________________ ha

f) Limites:

- Ao norte: ___________________________________
- Ao sul: ____________________________________
- A oeste: ____________________________________
- A leste: ____________________________________

II - DOCUMENTAÇÃO DA PROPRIEDADE

- Expedido por: _______________________________ Livro Nº _____


- Reg. Nº ___________________________________ Folha Nº _____

Documento do INCRA:

- Protocolo: _______________________________ Matrícula: _______________

III - ESTIMATIVA DO MATERIAL LENHOSO

1 - Serraria: espécie m3 espécie m3


espécie m3 espécie m3
espécie m3 espécie m3
espécie m3 espécie m3
espécie m3 espécie m3
espécie m3 espécie m3

72
2 - Lâmina: espécie m3

3 - Lenha: estéreo:

4 - Carvão: mdc (metros de carvão)

5 - Postes: m3 ou dúzia:

6 - Esticadores: m3 ou dúzia:

7 - Palanques: m3 ou dúzia:

8 - Estacas: m3 ou dúzia:

9 - Outros (citar):

IV - DESTINO DO MATERIAL LENHOSO

( ) - Utilização na própria fazenda


( ) - Comercialização
( ) - Doação
( ) - Outros (especificar): ______________________________________

Nestes termos, pede deferimento.

_________________, _____ de ________________ de ______

_______________________________________________
Requerente

73
ANEXO II

REQUERIMENTO

Adequado para solicitação de Autorização de Desmatamento para uso do


solo para propriedades acima de 50 hectares nas regiões Sul e Sudeste e
para propriedades acima de 150 hectares nas regiões Centro-Oeste e
Nordeste.

74
ANEXO II

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS -


SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL ____________________

REQUERIMENTO

Ilmo Sr. Superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA
............. .......................... ................................. .................... ............., abaixo assinado, residente à ........... .......................
................. ....................., município de ................. .............. ...............distrito de .................. ................ ............
...................., (UF) .......... ................ nacionalidade .................. profissão ................ ............. ................ estado civil
.......... ........... CPF Nº .................. - ..... RG/órgão emissor/UF ..................... a fim de preparar uma área para fins de
.......... ............. ........ .............. ............... ............ .................. ............ .........., requer a V.Sa. a AUTORIZAÇÃO PARA
DESMATAR .................... hectares em sua propriedade, com as características abaixo descritas, para o que faz a
juntada da documentação exigida pela legislação vigente.

Nestes termos, pede deferimento.

____________________________, _____ de ________________ de ______

_______________________________________________
Requerente

75
ANEXO III

CADASTRO DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Adequado para solicitação de Autorização de Desmatamento para uso do


solo para propriedades acima de 50 hectares nas regiões Sul e Sudeste e
para propriedades acima de 150 hectares nas regiões Centro-Oeste e
Nordeste.

76
ANEXO III

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS -


SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL ________________

CADASTRO DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA DESMATAMENTO

01 - QUALIFICAÇÃO DO PROPONENTE

1.1. Nome:
1.2. CPF ou C.G.C:
1.3. Identidade:
1.4. Atividades principais:
1.5. Endereço residencial:

02 - IDENTIFICAÇÃO DO IMÓVEL

2.1. Denominação:
2.2. Área total da propriedade: ________________ ha
2.3. Área da Reserva Legal: __________________ ha
2.4. Área de Preservação Permanente: _________ ha
2.5. Área a desmatar: _______________________ ha
2.6. Município:
2.7. Título de Domínio:

Número do registro:
Data do registro:
Livro: Folha:
Cartório:
Município: Estado:

2.8. Confrontações:
Norte:
Sul:
Leste:
Oeste:

2.9. Confrontações da Reserva Legal:


Norte:
Sul:
Leste:
Oeste:

2.10. Vias de acesso e condições de tráfego (croqui):

03 - CARACTERÍSTICAS FISIOGRÁFICAS DA REGIÃO


3.1. Relevo:
3.2. Cobertura vegetal por tipologia %:
3.3. Recursos hídricos:
3.4. Unidade pedogenética dominante:
Fertilidade:
Permeabilidade:
Profundidade:

3.5. Precipitação pluviométrica anual:

3.6. Período seco:

3.7. Período chuvoso:


77
04 - JUSTIFICATIVAS TÉCNICAS

4.1. Objetivo do desmatamento (detalhado)

4.2. Destino do material lenhoso e de outras formas vegetais de interesse biológico/econômico proveniente do
desmatamento:

05 - ESPÉCIES ARBÓREAS DOMINANTES:

06 - ESTIMATIVA DO MATERIAL LENHOSO:

1 - Serraria:
espécie m3 espécie m3
espécie m3 espécie m3
espécie m3 espécie m3
espécie m3 espécie m3
espécie m3 espécie m3
espécie m3 espécie m3

2 - Lâmina: espécie m3

3 - Lenha: estéreo:

4 - Carvão: mdc (metros de carvão)

5 - Postes: m3 ou dúzia:

6 - Esticadores: m3 ou dúzia:

7 - Palanques: m3 ou dúzia:

8 - Estacas: m3 ou dúzia:

9 - Outros (citar):

07 - ORIENTAÇÃO TÉCNICA SOBRE DESMATAMENTO

08 - ELABORAÇÃO DO CADASTRO

8.1. Nome:
8.2. Profissão:
8.3. Endereço:
8.4. Registro no CREA:

(Local e data) __________, _____ de ________________ de _____

_______________________________________________
Assinatura do responsável

78
ANEXO IV

DECLARAÇÃO DE COMPROMETIMENTO DE MANUTENÇÃO DA


ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E RESERVA LEGAL

(Obs.: Obrigatória para toda solicitação de Autorização de


Desmatamento.)

79
ANEXO IV

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS -


SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL _______________

DECLARAÇÃO DE COMPROMETIMENTO

O Sr. ............. .................... .................................. ............................. ..............., residente à ...........


............................. ................. .................... ....................., município de .................. ................ ......................... distrito
de .......... ................. .............., (UF) ............... ........................ CPF Nº ............ .............. ........... - ..... RG/órgão
emissor/UF ............ ........... ....................... declara, ao requerer autorização de desmate, assumir o compromisso perante
o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) de obedecer rigorosamente às
instruções abaixo relacionadas, estando ciente de que, no caso de inobservância das mesmas, ficará sujeito às
penalidades previstas na legislação vigente.

I - Conservar, ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água, uma faixa de floresta (ou outra forma de vegetação
natural) em cada margem, desde o seu nível mais alto, cuja largura mínima seja:

a) de trinta metros para os cursos d’água com menos de dez metros de largura;

b) de cinquenta metros para os cursos d’água que tenham de dez a cinquenta metros de largura;

c) de cem metros para os cursos d’água que meçam entre cinquenta e duzentos metros de largura;

d) de duzentos metros para cursos d’água que possuam entre duzentos e seiscentos metros de largura;

e) de quinhentos metros para os cursos d’água que tenham largura superior a seiscentos metros.

2 - Conservar floresta ou outra forma de vegetação natural situada:

a) ao redor de lagoas, lagos ou reservatórios d’água naturais ou artificiais;

b) nas nascentes, ainda que intermitentes, e nos chamados “olhos d’água”, qualquer que seja a sua situação topográfica,
num raio mínimo de cinquenta metros de largura;

c) no topo de morros, montes, montanhas e serras;

d) nas encostas, ou parte destas, com declividade superior a 45 graus, equivalente a 100% nas linhas de maior declive;

e) nas restingas, como fixadoras de dunas estabilizadoras de mangues;

f) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a cem metros
em projeções horizontais; e

g) em altitude superior a um mil e oitocentos metros, qualquer que seja a vegetação.

3 - Respeitar a Área de Reserva Legal, no limite mínimo de _______ % da área de cada propriedade, com cobertura
arbórea localizada de floresta nativa primitiva ou regenerada.

4 - Não empregar herbicidas desfolhantes (ou outro qualquer biocida) no desmatamento.

5 - Conservar intactos os exemplares das espécies botânicas ________________, mesmo as formas jovens.

6 - Proceder o desmatamento exclusivamente nas áreas autorizadas pelo IBAMA, nos termos da Autorização de
Desmate Nº _____________, de ____/____/____, bem como respeitar a finalidade prevista.

80
7 - Permitir livre acesso, em sua propriedade, aos funcionários florestais no exercício das suas funções de vistoria e
fiscalização dos trabalhos de desmatamento, em qualquer época.

______________________, _____ de ________________ de _____

_______________________________________________
Assinatura do proprietário

Testemunhas:

Nome: _____________________________________________
RG/Nº __________________ CPF/ Nº ________________-___

___________________________________________________
Assinatura

Nome: _____________________________________________
RG/Nº __________________ CPF/ Nº ________________-___

___________________________________________________
Assinatura

81
ANEXO V

TERMO DE RESPONSABILIDADE DE AVERBAÇÃO DE RESERVA


LEGAL

82
ANEXO V

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS


GERÊNCIA EXECUTIVA __________________________________________________

TERMO DE RESPONSABILIDADE DE AVERBAÇÃO DE RESERVA LEGAL

Aos ............. dias do mês de ......................... do ano de ...................., o Sr..................... ....................


................... .................... ................. ............... ........., filho de ......................... ...................... ..................... ......................
..................... ............................... e de ................................ ....................................... ........................., residente à
............... ................. ............................ ............................. ............ ......................... .................. ................., município de
.................. .................. ......................., distrito de .......................... ....................., (UF) .............................., estado civil
..................................., nacionalidade ..........................., profissão .................. ........................., CPF Nº ..................
................... - ..... RG/órgão emissor/UF ................ ......................., legítimo proprietário do imóvel denominado
................ ........................., município de ........................... ............................, neste estado, registrado sob o Nº
........................ fls. ..................... do livro ....................... de registro de imóveis, assume a responsabilidade de efetuar a
averbação do presente Termo, acompanhado de mapa ou croqui delimitando a área preservada à margem da inscrição
da matrícula do imóvel no registro de imóveis competente (Parágrafo 2º do artigo 16 da Lei nº 4.771), tendo em vista o
que dispõe a Portaria Nº .............. /........ em atendimento ao que determina a citada Lei, e que a floresta ou forma de
vegetação existente, com área de .......................... hectares, não inferior a ............................................... do total da
propriedade compreendida nos limites abaixo indicados, fica gravada como de utilização limitada, não podendo nela ser
feito qualquer tipo de exploração sem autorização do IBAMA. O atual proprietário compromete-se, por si, seus
herdeiros ou sucessores, a fazer o presente gravame sempre bom, firme e valioso.

CARACTERÍSTICAS E CONFRONTAÇÃO DO IMÓVEL


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

LIMITES DA ÁREA PRESERVADA


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Firma o presente termo em três vias de igual forma e teor, na presença de testemunhas abaixo, que igualmente
será apresentado com mais duas cópias.

______________________________________
Proprietário

Testemunhas:

Nome: _____________________________________________
RG/Nº __________________ CPF/ Nº ________________-___

___________________________________________________
Assinatura

Nome: _____________________________________________
RG/Nº __________________ CPF/ Nº________________-___

___________________________________________________
Assinatura

83
ANEXO VI

TERMO DE COMPROMISSO PARA AVERBAÇÃO DE RESERVA


LEGAL

84
ANEXO VI

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS


GERÊNCIA EXECUTIVA ___________________

TERMO DE RESPONSABILIDADE DE AVERBAÇÃO DE RESERVA LEGAL

Aos ............. dias do mês de ......................... do ano de ...................., o Sr. ....... ...................... ......................
...................... ........................ .................... ......................., filho de ............................ .............. .................................... e
de ................ ............ ........................ .............., residente à .......................................... ........................... ......................
..................... ....................., município de .................. ...................................., distrito de ...............................................,
(UF) .............................., estado civil ..................................., nacionalidade ......................... ...................., profissão
................ ..........................., CPF Nº .............. ......... .............. - ..... RG/órgão emissor/UF .................... .....................,
posseiro do imóvel abaixo caracterizado:

DENOMINAÇÃO DA PROPRIEDADE: ....................... ... .............. ..................


MUNICÍPIO:......................................... Distrito: ..............................................
ÁREA TOTAL: ............... hectares
LIMITES E CONFRONTAÇÕES:
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

6. LOCALIZAÇÃO
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

7. DOCUMENTO DE POSSE
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

8. ESFERA DE TRAMITAÇÃO
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

Vem, através deste instrumento, declarar junto ao INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS
RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA que mantém a posse, livre de contestação e litígios, do imóvel
acima caracterizado, cujo processo de titularidade definitiva encontra-se em tramitação no órgão competente,
comprometendo-se a proceder averbação da Reserva Florestal Legal, imediatamente após a emissão do documento hábil
para o ato, conforme disposto na Lei nº 4.771, regulamentado pela Portaria Nº ............../........., que veta o corte de 20%
(vinte por centro) da superfície física do imóvel, obrigando-se por si e seus sucessores, por força de lei e do presente
instrumento, a não alterar a destinação comprometida, no caso de transmissão por venda, cessão ou doação, ou a
qualquer título, comprometendo-se ainda a obedecer fielmente a legislação vigente, dando sempre por firme e valioso o
declarado e compromissado neste documento, cuja quebra se configurará como desrespeito às leis florestais, sujeitando-
se, portanto, o signatário desta, às implicações penais e administrativas decorrentes da infringência de preceitos legais,
sem prejuizo das culminações por quebra de compromisso.

______________________________________
Assinatura do detentor da posse

Testemunhas:

Nome: _____________________________________________
85
RG/Nº __________________ CPF/ Nº ________________-___

___________________________________________________
Assinatura

Nome: _____________________________________________
RG/Nº __________________ CPF/ Nº ________________-___

___________________________________________________

Assinatura

86
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AHRENS, S. O manejo de recursos florestais no Brasil: conceitos, realidades e perspectivas.


Curso de Manejo Florestal Sustentável, CNPF-EMBRAPA, Curitiba, 1997.

CARVALHO, J. O. P. de. Dinâmica de florestas naturais e sua implicação para o manejo


florestal. Curso de Manejo Florestal Sustentável, CNPF-EMBRAPA, Curitiba, 1997.

CNPq e Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Glossário de ecologia. 270p, São Paulo,
1987.

EMBRAPA. Atlas do meio ambiente do Brasil. 2 ed., rev. aum., EMBRAPA – SPI: Terra Viva,
160p, Brasília, 1996.

HOSOKAWA, R. T. Manejo e economia de florestas. FAO, Roma, 1986.

REIS, M. G. F., REIS, G. G., FERNANDES, H. A. C., ANDRADE, L. A. Classificação da


vegetação brasileira. Nota de aula de Ecologia Florestal, Depto. de Engenharia Florestal,
UFV, 1994.

RIBEIRO, J. F. & WATER, B. M. T. Fitofisionomias do bioma Cerrado. Cerrado: Ambiente e


Flora, cap. III, pág. 89 - 166, EMBRAPA-CPAC, Planaltina, 1998.

SILVA JR., M. C. & FELFILI, J. M. A vegetação da estação ecológica de Águas Emendadas.


GDF - SEMATEC - IEMA, Brasília, 1996.

SCOLFORO, J. R. S., PULZ, F. A, MELLO, J. M. & OLIVEIRA FILHO, A. T. Modelo de


produção para floresta nativa como base para manejo sustentado. Rev. Cerne, vol. 2, nº
1, p. 112 - 137, UFLA Lavras, 1996.

SPVS. Manual para recuperação da reserva florestal legal. Sociedade de Pesquisa em Vida
Selvagem e Educação Ambiental, FNMA, Curitiba, 84p, 1996.

LEGISLAÇÃO CONSULTADA

Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965 (Código Florestal).

Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981.

Resolução CONAMA nº 4, de 18 de setembro de 1985.

Resolução CONAMA nº 001, de 23 de janeiro de 1986.

Resolução CONAMA nº 011, de 18 de março de 1986.

Resolução CONAMA nº 013, de 06 de dezembro de 1990.

Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993.

87
Decreto nº 1.282, de 19 de outubro de 1994.

Portaria nº 48, de 10 de julho de 1995.

Portaria nº 113, de 29 de dezembro de 1995.

Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001.

Instrução Normativa (MMA) nº 003, de 04 de março de 2002.

88