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Diagrama de Fase Ferro-Carbono

Reação peritética δδδδ+L →→→→ γγγγ !
Reação peritética δδδδ+L →→→→ γγγγ !

Reação eutética L γγγγ+Fe 3 C !

Reação eutetóide γγγγ αααα+Fe 3 C !

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Ligas Fe-C

austenita Aços FoFos cementita ferrita
austenita
Aços
FoFos
cementita
ferrita

Diagrama Metaestável Fe-Fe 3 C

Microestrutura:

Diagrama Metaestável Fe-Fe 3 C Microestrutura: γ δ α Fe 3 C Perlita ( α +Fe
Diagrama Metaestável Fe-Fe 3 C Microestrutura: γ δ α Fe 3 C Perlita ( α +Fe
Diagrama Metaestável Fe-Fe 3 C Microestrutura: γ δ α Fe 3 C Perlita ( α +Fe

γ

δ

α

Fe 3 C

Perlita (α+Fe 3 C)

Ledeburita (γ+Fe 3 C)

Ledeburita

(α+Fe 3 C)

Transformada

Fases

( α +Fe 3 C) Ledeburita ( γ +Fe 3 C) Ledeburita ( α +Fe 3

Constituintes

Bifásicos

Microestruturas nas ligas Fe-C

Microestruturas nas ligas Fe-C Transformação de um aço eutetóide (0,8% de C) em resfriamento lento. No

Transformação de um aço eutetóide (0,8% de C) em resfriamento lento. No ponto a sua estrutura permanece austenítica. Abaixo da temperatura eutetóide, ponto b, aparece uma estrutura lamelar denominada perlita.

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(a)

(a) (b) (a) Microestrutura de um aço eutetóide resfriado lentamente. Consiste em perlita lamelar. A fase
(a) (b) (a) Microestrutura de um aço eutetóide resfriado lentamente. Consiste em perlita lamelar. A fase

(b)

(a) Microestrutura de um aço eutetóide resfriado lentamente. Consiste em perlita lamelar. A fase mais escura é a cementita, e a fase branca ferrita. (b) Representação esquemática da formação de perlita da austenita: a direção da difusão do carbono está indicado pelas setas.

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Transformação de uma aço hipoeutetóide (0,76% de C) em resfriamento lento. A 875ºC, no ponto

Transformação de uma aço hipoeutetóide (0,76% de C) em resfriamento lento. A 875ºC, no ponto c, a microestrutura se constitui apenas de austenita. No ponto d se observa γ+α. No ponto f toda a austenita presente se transforma em perlita.

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Microestrutura de um aço carbono hipoeutetóide com 0,38% de carbono resfriado lentatamente. O constituinte branco

Microestrutura de um aço carbono hipoeutetóide com 0,38% de carbono resfriado lentatamente. O constituinte branco é a ferrita pró-eutetoíde; o constituinte escuro é a perlita.

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Transformação de um aço hipereutetóide resfriado lentamente. Em g se observa apenas austenita, em h,

Transformação de um aço hipereutetóide resfriado lentamente. Em g se observa apenas austenita, em h, austenita e cementita. No ponto i toda a austenita remanescente é convertida em perlita, de forma que a microestrutura resultante consiste de perlita e cementita pró- eutetóide.

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Microestrura de um aço carbono hipereutetóide com 1,4% de carbono resfriado lentamente. O constituinte branco

Microestrura de um aço carbono hipereutetóide com 1,4% de carbono resfriado lentamente. O constituinte branco é a cementita pró-eutetoíde que se formou nos contornos de grão da austenita inicial; o constituinte escuro é perlita lamelar grosseira.

Influência de outros elementos de liga

Influência de outros elementos de liga (a) ( b ) (a) Variação da temperatura eutetóide em

(a)

Influência de outros elementos de liga (a) ( b ) (a) Variação da temperatura eutetóide em

(b)

(a) Variação da temperatura eutetóide em função da concentração de diversos elementos de liga, (b)Variação da composição eutetóide (%C) em função da concentração dos elementos de liga.

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Tratamentos Térmicos

• Ao variar o modo como os aços são aquecidos e resfriados pode- se obter diferentes propriedades mecânicas para o mesmo material.

o modo como os aços são aquecidos e resfriados pode- se obter diferentes propriedades mecânicas para

FatoresFatores dede InfluênciaInfluência nosnos TratamentosTratamentos TérmicosTérmicos

TemperaturaTemperatura TempoTempo VeVellociociddaaddee ddee resfriamentoresfriamento Atmosfera*Atmosfera*

** parapara evitarevitar aa oxidaçãooxidação ouou perdaperda dede algumalgum elementoelemento químicoquímico (ex:(ex:

descarbonetaçãodescarbonetação dosdos aços)aços)

FatoresFatores dede InfluênciaInfluência nosnos TratamentosTratamentos TérmicosTérmicos

Tempo:Tempo:

OO tempotempo dede trat.trat. térmicotérmico dependedepende muitomuito dasdas dimensõesdimensões dada peçapeça ee dada microestruturamicroestrutura desejada.desejada.

QuantoQuanto maiormaior oo tempo:tempo:

maiormaior aa segurançasegurança dada completacompleta dissoluçãodissolução dasdas fasesfases parapara posteriorposterior transformaçãotransformação maiormaior seráserá oo tamanhotamanho dede grãogrão

Tempos longos facilitam a oxidação

FatoresFatores dede InfluênciaInfluência nosnos TratamentosTratamentos TérmicosTérmicos

Temperatura:Temperatura:

dependedepende dodo tipotipo dede materialmaterial ee dada transformaçãotransformação dede fasefase ouou microestruturamicroestrutura desejadadesejada

FatoresFatores dede InfluênciaInfluência nosnos TratamentosTratamentos TérmicosTérmicos

VelocidadeVelocidade dede Resfriamento:Resfriamento:

-- DependeDepende dodo tipotipo dede materialmaterial ee dada transformaçãotransformação dede fasefase ouou microestruturamicroestrutura desejadadesejada

-- ÉÉ oo maismais importanteimportante porqueporque éé eleele queque efetivamenteefetivamente determinarádeterminará aa microestrutura,microestrutura, alémalém dada composiçãocomposição químicaquímica dodo materialmaterial

PrincipaisPrincipais MeiosMeios dede ResfriamentoResfriamento

Ambiente do forno (+ brando) Ar Banho de sais ou metal fundido (+ comum é o de Pb) Óleo Água Soluções aquosas de NaOH, Na2CO3ou NaCl (+ severos)

Recozimento

• Consiste em aquecer o metal até a temperatura crítica e resfriar lentamente (dentro do forno).

Objetivos: diminuir a dureza e melhorar a ductilidade dos aços (para usinagem, corte, estampagem, etc), remover gases dissolvidos, homogeneizar a estrutura dos grãos, entre outros.

RECOZIMENTO TOTAL OU PLENO

ObjetivoObjetivo

Amolecer o aço Regenerar sua microestrutura apagando tratamentos térmicos anteriores

Amolecer o aço Regenerar sua microestrutura apagando tratamentos térmicos anteriores

TemperaturaTemperatura

Hipoeutetóides e eutetóides : 50 o C acima do limite superior da zona crítica

Hipereutetóides: 50 o C acima do limite inferior da zona crítica

ResfriamentoResfriamento

Lento (ao ar ou ao forno)

RECOZIMENTORECOZIMENTO TOTALTOTAL OUOU PLENOPLENO

ConstituintesConstituintes microestruturaismicroestruturais resultantesresultantes

HipoeutetóideHipoeutetóide ferritaferrita ++ perlitaperlita grosseiragrosseira EutetóideEutetóide perlitaperlita grosseiragrosseira HipereutetóideHipereutetóide cementitacementita ++ perlitaperlita grosseiragrosseira

** A pelita grosseira é ideal para melhorar a usinabilidade dos aços baixo e médio carbono * Para melhorar a usinabilidade dos aços alto carbono recomenda-se a esferoidização

Ferrite (white) and pearlite in a hot-rolled Fe – 0.2% C binary alloy . Picral

Ferrite (white) and pearlite in a hot-rolled Fe – 0.2% C binary alloy. Picral etch. Magnification bar is 20 µm in length.

Ferrite (white) and pearlite in a hot-rolled Fe – 0.4% C binary alloy . Picral

Ferrite (white) and pearlite in a hot-rolled Fe – 0.4% C binary alloy. Picral etch. Magnification bar is 20 µm in length.

Ferrite (white) and pearlite in a hot-rolled Fe – 0.6% C binary alloy . Picral

Ferrite (white) and pearlite in a hot-rolled Fe – 0.6% C binary alloy. Picral etch. Magnification bar is 20 µm in length.

Coarse lamellar pearlite in a hot-rolled Fe – 0.8% C binary alloy . Picral etch.

Coarse lamellar pearlite in a hot-rolled Fe – 0.8% C binary alloy. Picral etch. Magnification bar is 20 µm in length.

Intergranular proeutectoid cementite and pearlite in a hot-rolled Fe – 1.0% C binary alloy .

Intergranular proeutectoid cementite and pearlite in a hot-rolled Fe – 1.0% C binary alloy. Picral etch. Magnification bar is 20 µm in length.

Coarse intergranular proeutectoid cementite (white, outlined) and pearlite in a hot-rolled Fe – 1.2% C

Coarse intergranular proeutectoid cementite (white, outlined) and pearlite in a hot-rolled Fe – 1.2% C binary alloy. Picral etch. Magnification bar is 20 µm in length.

Esferoidização (Coalescimento)

A esferoidização é um processo normalmente usado com aços hipereutetóides. Nesses aços, a perlita é envolvida por uma rede de cementita que dificulta trabalhos de usinagem e outros processos de fabricação. O tratamento consiste em aquecer, manter por um longo tempo a peça em temperatura um pouco abaixo da formação da austenita e resfriar (exemplo: abcd da Figura). Também é possível alternar temperaturas abaixo e acima, como ab123d da figura.

e resfriar (exemplo: abcd da Figura). Também é possível alternar temperaturas abaixo e acima, como ab123d

ESFEROIDIZAÇÃOESFEROIDIZAÇÃO OUOU COALESCIMENTOCOALESCIMENTO

OUOU COALESCIMENTOCOALESCIMENTO Objetivo: Produção de uma estrutura globular ou esferoidal

Objetivo:

Produção de uma estrutura globular ou esferoidal de carbonetos no aço

melhora a usinabilidade, especialmente dos aços alto carbono facilita a deformação a frio

Spheroidize annealed microstructure of type W1 carbon tool steel (Fe - 1.05% C – 0.25%
Spheroidize annealed microstructure of type W1 carbon tool steel (Fe - 1.05% C – 0.25%

Spheroidize annealed microstructure of type W1 carbon tool steel (Fe - 1.05% C – 0.25% Mn – 0.2% Si) etched with Beraha’s sodium molybdate reagent which colored both the cementite particles (brownish red) and the ferrite matrix. Original at 1000X.

Normalização

• O aço é aquecido até a temperatura de austenitização e resfriado ao ar.

Objetivos: refinar o tamanho de grão (normalizar), aumentar a resistência mecânica do aço (em relação ao aço recozido) e reduzir segregações resultantes de vazamento ou forjamento, de modo a obter uma estrutura mais uniforme.

recozido) e reduzir segregações resultantes de vazamento ou forjamento, de modo a obter uma estrutura mais
recozido) e reduzir segregações resultantes de vazamento ou forjamento, de modo a obter uma estrutura mais

NORMALIZAÇÃO

Temperatura

Hipoeutetóide e eutetóide 30 o C acima do recozimento pleno Hipereutetóide 50 o C acima do limite superior da zona crítica

*Não há formação de um invólucro de carbonetos frágeis devido a velocidade de refriamento ser maior

Resfriamento Ao ar (calmo ou forçado)

NORMALIZAÇÃONORMALIZAÇÃO

ConstituintesConstituintes EstruturaisEstruturais resultantesresultantes

HipoeutetóideHipoeutetóide ferritaferrita ++ perlitaperlita finafina EutetóideEutetóide perlitaperlita finafina HipereutetóideHipereutetóide cementitacementita ++ perlitaperlita finafina

** EmEm relaçãorelação aoao recozimentorecozimento aa microestruturamicroestrutura éé maismais fina,fina, apresentaapresenta menormenor quantidadequantidade ee melhormelhor distribuiçãodistribuição dede carbonetoscarbonetos

As-Rolled 1040 Carbon steel (Fe – 0.4% C – 0.75% Mn) etched sequentially with 4%
As-Rolled 1040 Carbon steel (Fe – 0.4% C – 0.75% Mn) etched sequentially with 4%

As-Rolled 1040 Carbon steel (Fe – 0.4% C – 0.75% Mn) etched sequentially with 4% picral and 2% nital revealing a fine structure of approximately half ferrite and half pearlite. Originals at 200X (left) and 500X (right). The fine grain size is due to proper control of the finishing temperature (temperature of bars at the last mill stand).

Normalized (871 ° C, 1600 ° F for 1 hour, air cool) 1040 carbon steel
Normalized (871 ° C, 1600 ° F for 1 hour, air cool) 1040 carbon steel

Normalized (871 °C, 1600 °F for 1 hour, air cool) 1040 carbon steel (Fe – 0.4% C – 0.75% Mn) etched sequentially with 4% picral and 2% nital revealing a fine structure of approximately half ferrite and half pearlite. Originals at 200X (left) and 500X (right). The structure is slightly finer than the as-rolled structure.

Microstructure of hot-rolled eutectoid Fe – 0.80% C – 0.21% Mn – 0.22% Si revealing

Microstructure of hot-rolled eutectoid Fe – 0.80% C – 0.21% Mn – 0.22% Si revealing a pearlitic structure where some of the lamellae are resolvable at the original magnification of 1000X. Etched with 2% nital.

Fine pearlitic structure in normalized (780 ° C, 1436 ° F – 1 h, air

Fine pearlitic structure in normalized (780 °C, 1436 °F – 1 h, air cool) 1080 steel (Fe – 0.8% C – 0.75% Mn) etched with 4% picral. Some of the lamellae are resolvable. Original at 1000X.

(a) Dureza em função da concentração de carbono nos aços com perlita fina e grosseira,

(a) Dureza em função da concentração de carbono nos aços com perlita fina e grosseira, e esferoidita. (b) Ductilidade em função da concentração de carbono para aços carbono com microestrura de perlita fina e grosseira, e esferoidita

γγγγ γγγγ + Fe3C αααα + γγγγ Recristalização αααα + Fe3C
γγγγ
γγγγ + Fe3C
αααα + γγγγ
Recristalização
αααα + Fe3C

TRANSFORMAÇÕES MULTIFÁSICAS

As condições de equilíbrio caracterizadas pelo diagrama de fases ocorrem apenas quando o resfriamento é dado em taxas extremamente lentas, o que para fins práticos é inviável.

Um resfriamento fora do equilíbrio pode ocasionar:

• Ocorrências de fases ou transformações em temperaturas diferentes daquela prevista no diagrama

• Existência a temperatura ambiente de fases que não aparecem no diagrama

CURVAS TTT

• As curvas TTT estabelecem relações entre a temperatura em que ocorre a transformação da austenita e a estrutura e propriedades das fases produzidas com o tempo.

• As transformações se processam à temperatura constante

CURVAS TTT

início final
início
final

TRANSFORMAÇÕES ISOTÉRMICAS

TRANSFORMAÇÕES ISOTÉRMICAS Diagrama de Transformação Isotérmica para uma liga Fe-C de composição Eutetóide • A

Diagrama de Transformação Isotérmica para uma liga Fe-C de composição Eutetóide

• A transformação de austenita em perlita ocorre apenas se a liga for super resfriada até abaixo da temperatura do eutetóide

• À esquerda da curva do início de transformação apenas austenita estará presente, enquanto que a direita da curva do término de transformação apenas existirá perlita. Entre as duas curvas ambos estão presentes

TRANSFORMAÇÕES ISOTÉRMICAS

A transformação

isotérmica realizada

ISOTÉRMICAS • A transformação isotérmica realizada a temperaturas imediatamente abaixo da temperatura do

a temperaturas

imediatamente abaixo da temperatura do eutetóide produz uma perlita grosseira , enquanto que uma transformação a uma temperatura em torno de 540 o C produz perlita fina

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

PERLITA FINA E GROSSEIRA

• Fotomicrografias de (a) perlita grosseira (b) perlita fina

• À temperatura em torno de 540°C é produzido uma perlita mais fina, pois com a diminuição da temperatura, a taxa de difusão do carbono diminui, e as camadas se tornam progressivamente mais finas

a diminuição da temperatura, a taxa de difusão do carbono diminui, e as camadas se tornam

BAINITA

• À medida que a temperatura de transformação é reduzida após a formação de perlita fina, um novo microconstituinte é formado:

a bainita

• Como ocorre na perlita (lamelas) a microestrutura da bainita consiste nas fases ferrita e cementita, mas os arranjos são diferentes (agulhas ou placas de cementita bem mais fina !)

• No diagrama de transformação isotérmica a bainita se forma abaixo do “joelho” enquanto a perlita se forma acima

Perlita

Bainita

BAINITA

Para temperaturas entre 300°C e 540°C a bainita se forma como uma série de agulhas de ferrita separadas por partículas alongadas de cementita (bainita superior)

Para temperaturas entre 200°C e 300°C a ferrita encontra-se em placas e partículas finas de cementita se formam no interior dessas placas (bainita inferior)

A

fotomicrografia (a) apresenta

uma estrutura bainítica superior

com finíssimas agulhas de ferrita

e (b) apresenta uma estrutura

bainítica infeior com partículas de

cementita formadas no interior das placas de ferrita

uma estrutura bainítica infeior com partículas de cementita formadas no interior das placas de ferrita Grão
Grão bainítico
Grão
bainítico

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

Bainita superior
Bainita superior

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

Bainita inferior
Bainita inferior

MARTENSITA

MARTENSITA - A martensita se forma quando o resfriamento for rápido o suficiente de forma a
MARTENSITA - A martensita se forma quando o resfriamento for rápido o suficiente de forma a
MARTENSITA - A martensita se forma quando o resfriamento for rápido o suficiente de forma a

- A martensita se forma quando o resfriamento for rápido o suficiente de forma a evitar a difusão do carbono, ficando o mesmo retido em solução. Como conseqüência disso, ocorre a transformação polimórfica mostrada ao lado.

- Como a martensita não envolve difusão, a sua formação ocorre instantaneamente (independente do tempo).

AUSTENITA

TRANSFORMAÇÃO ALOTRÓPICA COM

AUMENTO DE VOLUME, que leva à concentração de tensões

MARTENSITA

MARTENSITA

• Sendo uma fase fora de equilíbrio, a martensita não aparece no diagrama de fases ferro – carbeto de ferro

• É uma solução sólida supersatura de carbono (não se forma por difusão), todo o carbono permanece intersticial, podendo transformar-se em outras estruturas por difusão quando aquecida

• É dura e frágil, por isso é sempre necessário um tratamento de revenimento após a formação de martensita

• Duas microestruturas são encontradas; em ripas e lenticular

Temperatura e Morfologias de Transformação Martensítica

Temperatura e Morfologias de Transformação Martensítica

CURVA TTT PARA AÇO EUTETÓIDE

• O início da transformação martensítica está representado por uma linha horizontal designada por M(start).Duas outras linhas horizontais e tracejadas representadas por M(50%) e M(90%) indicam os percentuais da transformação de austenita em martensita

• As temperaturas nas quais estão localizadas variam de acordo com o material, mas são relativamente baixas, pois a difusão de carbono deve ser inexistente

variam de acordo com o material, mas são relativamente baixas, pois a difusão de carbono deve

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA DE LIGA FE-C

RESFRIAMENTO CONTÍNUO

• A maioria dos tratamentos térmicos para os aços envolve o resfriamento contínuo de uma amostra até a temperatura ambiente

Um diagrama de transformação isotérmica só é válido para temperatura constante e tal diagrama deve ser modificado para transformaçõs com mudanças constantes de temperaturas

• No resfriamento contínuo o tempo exigido para que uma reação tenha seu início e o seu término é retardado e as curvas são deslocadas para tempos mais longos e temperaturas menores

tenha seu início e o seu término é retardado e as curvas são deslocadas para tempos

RESFRIAMENTO CONTÍNUO

RESFRIAMENTO CONTÍNUO • A transformação tem início após um período de tempo que corresponde à intersecção

• A transformação tem início após um período de tempo que corresponde à intersecção da curva de resfriamento com a curva de início da reação, e termina com o cruzamento da curva com o término da transformação

Normalmente, não irá se formar bainita para aços ferro-carbono resfriados continuamente, pois toda a austenita se transformará em perlita

• Para qualquer curva de resfriamento que passe por AB a austenita não reagida transforma-se em martensita

RESFRIAMENTO CONTÍNUO

• Para o resfriamento contínuo de uma liga de aço existe uma taxa de têmpera crítica que representa a taxa mínima de têmpera para se produzir uma estrutura totalmente martensítica

• Para taxas de resfriamento superiores à crítica existirá apenas martensita. Além disso existirá uma faixa de taxas em que perlita e martensita são produzidos e finalmente uma estrutura totalmente perlítica se desenvolve para baixas taxas de resfriamento

são produzidos e finalmente uma estrutura totalmente perlítica se desenvolve para baixas taxas de resfriamento

RESFRIAMENTO CONTÍNUO

RESFRIAMENTO CONTÍNUO A ( FORNO )= Perlita grossa B ( AR )= Perlita + fina (+

A (FORNO)= Perlita grossa

B (AR)= Perlita + fina (+

dura que a anterior) C(AR SOPRADO)= Perlita + fina que a anterior

D (ÓLEO)= Perlita + martensita

E (ÁGUA)= Martensita

Revenimento

• Tratamento térmico realizado em baixa temperatura (abaixo da T eutetóide), usado para reduzir a dureza da martensita, permitindo que ela se decomponha em fases de equilíbrio.

da T eutetóide), usado para reduzir a dureza da martensita, permitindo que ela se decomponha em
da T eutetóide), usado para reduzir a dureza da martensita, permitindo que ela se decomponha em
da T eutetóide), usado para reduzir a dureza da martensita, permitindo que ela se decomponha em
da T eutetóide), usado para reduzir a dureza da martensita, permitindo que ela se decomponha em

Alterações na microestrutura da martensita após o revenido

• A martensita é uma estrutura metaestável e se decompõe com o reaquecimento através de processos de difusão.

com o reaquecimento através de processos de difusão. • Onde a martensita TCC monofásica, que está

• Onde a martensita TCC monofásica, que está supersaturada em carbono se transforma em martensita revenida, composta por ferrita e cementita

• A microestrutura da martensita revenida consiste em partículas de cementita extremamente pequenas e uniformemente distribuídas

MARTENSITA REVENIDA

• No estado temperado, a martensita, além de ser mais dura, é tão frágil que não pode ser utilizada para a maioria das aplicações

• As tensões internas que possam ter sido introduzidas durante a têmpera tem um efeito de enfraquecimento

A ductilidade e a tenacidade podem ser aprimoradas e as tensões internas aliviadas através um tratamento de revenimento

• O revenido é conseguido através do aquecimento de um aço martensítico até uma temperatura abaixo do eutetóide durante um intervalo de tempo específico

Esse tratamento, permite através de processos de difusão do carbono a formação de martensita revenida ( = Ferrita + Cementita Fe 3 C !)

através de processos de difusão do carbono a formação de martensita revenida ( = Ferrita +

RESUMO DAS TRANSFORMAÇÕES

AUSTENITA Resf. moderado
AUSTENITA
Resf. moderado
Bainita (∝ + Fe3C)
Bainita
(∝ + Fe3C)

Resf. Rápido (Têmpera)

moderado Bainita (∝ + Fe3C) Resf. Rápido (Têmpera) Martensita (fase tetragonal) reaquecimento R e s f

Martensita

(fase tetragonal)

Resf. Rápido (Têmpera) Martensita (fase tetragonal) reaquecimento R e s f . l e n t

reaquecimento

Resf. lento

Perlita (∝ + Fe3C) + a fase próeutetóide
Perlita
(∝ + Fe3C) + a
fase
próeutetóide

Ferrita ou cementita

Martensita

Revenida

( + Fe3C)

PROPRIEDADES MECÂNICAS

• A cementita é mais dura, porém mais frágil do que a ferrita.Dessa forma aumentando a fração de Fe C irá resultar em um material mais duro e mais resistente.

• A espessura da camada de cada fase também influencia. A perlita fina é mais dura e mais resistente que a perlita grosseira.A perlita fina possui maior restrição ao movimento de discordâncias e um maior reforço de cementita na perlita, devido à maior área de contornos de fases

• Na esferoidita existe uma menor área de contornos e menor restrição de discordâncias, portanto é menos dura e menos resistente

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existe uma menor área de contornos e menor restrição de discordâncias, portanto é menos dura e

PROPRIEDADES MECÂNICAS

• Uma vez que a cementita é mais frágil, o aumento do seu teor resultará em uma diminuição de ductilidade

• A perlita grosseira é mais dúctil que a perlita fina, pois existe uma maior restrição à deformação plástica na perlita fina

• A esferoidita é extremamente dúctil, muito mais do que a perlita fina e perlita grosseira. Além disso são extremamente tenazes, pois qualquer trinca encontra uma pequena de partículas frágeis de cementita

Além disso são extremamente tenazes, pois qualquer trinca encontra uma pequena de partículas frágeis de cementita

PROPRIEDADES MECÂNICAS

• A martensita é mais dura, mais resistente e mais frágil. A sua dureza depende do teor de carbono para aços com até aproximadamente 0,6% de C

• Essas propriedades são atribuídas aos átomos de carbono intersticiais que restringem o movimento de discordâncias

A martensita revenida possui partículas de cementita extremamente pequenas, o que lhe dá uma melhor ductilidade e tenacidade

revenida possui partículas de cementita extremamente pequenas, o que lhe dá uma melhor ductilidade e tenacidade

Efeito da Temperatura de Revenido

A diminuição da dureza com o aumento da temperatura é devida essencialmente à difusão dos átomos de carbono dos seus locais intersticiais (com tensões elevadas) para formarem precipitados de uma segunda fase – o carboneto de ferro. Ou seja aumentando a temperatura se acelera a difusão, a taxa de crescimento da cementita aumenta e consequentemente a taxa de amolecimento.

a temperatura se acelera a difusão, a taxa de crescimento da cementita aumenta e consequentemente a

Propriedades Mecânicas do Revenido

Aços com determinadas porcentagens de carbono e elementos de liga podem apresentar após a têmpera uma austenita residual que não se transformou No tratamento de revenido a austenita retida se transforma em outros constituintes, apresentando assim um aumento significativo de dureza (dureza secundária)

retida se transforma em outros constituintes, apresentando assim um aumento significativo de dureza (dureza secundária)

No caso da liga representada pela curva 1 esse aumento de dureza ocorre entre 350 o C e 550 o C As curvas 2 e 3 representam a mesma liga e pode-se observar que quanto maior a temperatura de austenitização, maior o aumento de dureza por apresentar mais austenita retida

que quanto maior a temperatura de austenitização, maior o aumento de dureza por apresentar mais austenita
que quanto maior a temperatura de austenitização, maior o aumento de dureza por apresentar mais austenita