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VIGARARIA DA TROFA

VIGARARIA DA TROFA

DIOCESE DO PORTO

DIOCESE DO PORTO

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C O N D E
C O N D E

ANO DA FE 2013

ANO DA FE

2012

2012

2013

Creio em um só Deus

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo

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Creio no Espírito Santo

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Creio na Igreja

O que é a igreja?

Igreja significa todos os “convocados”? “Convo- cados” são todos os batizados que acreditam em Deus.

Outros nomes dados à igreja: Povo de Deus; Espo- sa de Cristo; Mãe; Família de Deus; Corpo místico de Cristo.

Analisada externamente, a Igreja parece uma instituição ou organização com feitos relevantes e simultaneamente com defeitos e fraquezas – igre- ja de pecadores e de seres humanos e frágeis. Ape- sar de traições, de erros e “crimes”, Cristo nunca abandona a sua igreja, que é vivificada pela ação do Espírito Santo. A respeito da igreja, S. Paulo afirma: “Cristo é a cabeça da igreja; nós somos o seu corpo” – corpo místico de Cristo.

Depois da ressurreição, Cristo fundou a igreja. Deu a Pedro e aos outros apóstolos e, na continu- ação deles, ao Papa, Bispos e Sacerdotes, poderes para ensinar, santificar e governar os homens,

e, na continu- ação deles, ao Papa, Bispos e Sacerdotes, poderes para ensinar, santificar e governar

quando lhes disse: “Ide por todo mundo; fazei dis- cípulos em todas as nações; batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-os a observar tudo o que vos mandei. Eu estarei con- vosco até ao fim dos tempos”.

Eles partiram e começou a desenvolver-se no mundo o “Novo Povo de Deus”, formado por to- dos os batizados, que acreditam em Deus, procu- rando fazer o que Ele (Cristo) mandou.

O “Novo Povo de Deus” é a Igreja Católica. Pe-

dro e os apóstolos são escolhidos para dirigirem a

Igreja, como seus representantes na terra. A igre-

ja é portanto o “Novo Povo de Deus” formado

pelo Santo Padre, Bispos, Sacerdotes e Cristãos de todo o mundo. A Igreja continua a missão de Cristo, na salvação de todos os homens. A Igreja fundada por Cristo chama-se católica, apostólica, romana.

Católica (Universal) – estende-se a todo o mun- do.

Apostólica – porque vem dos apóstolos. “Sobre esta pedra (Pedro) edificarei a minha igreja”.

Romana – porque tem a sua sede e o seu chefe em Roma.

Chefes” da Igreja: Papa, Bispos, Sacerdotes.

Todos têm o dever de continuar a missão de Cris- to, até ao fim do mundo. Cristo promete a sua as- sistência até ao fim dos tempos: “Estarei convos- co, até ao fim do mundo”.

Papa – “Chefe visível da Igreja”, sucessor de Pe- dro.

Bispos – sucessores dos apóstolos, dirigem dio- ceses.

Padres – auxiliares dos bispos, na pregação do Evangelho e santificação das almas, distribuindo pelos homens dons divinos; batizam; absolvem penitentes; celebram a Eucaristia; pregam a Boa Nova (Evangelho); aconselham e orientam as pes- soas no caminho do bem.

No Credo professamos a nossa fé na Igreja Una:

porque há um só Cristo, que é a cabeça do cor- po místico – que é único – também a Igreja por Ele fundada tem de ser UNA, embora com mui-

a Igreja por Ele fundada tem de ser UNA , embora com mui- tos membros –

tos membros – igrejas parciais. Alguns membros estão separados da total comunhão da Igreja ca- tólica, mas porque são batizados são chamados cristãos. As divisões na única Igreja de Cristo aconteceram devido a diferentes interpretações adulteradas nos ensinamentos de Cristo e a pou- co espírito de reconciliação, embora a vontade de Cristo seja que todos sejam um .

Igreja Santa: é santa na sua origem e por insti- tuição divina. Cristo fundou-a santa, infundindo nela o Espírito Santo. É santa não porque os seus membros são santos, impecáveis, mas porque Deus atua nela e porque Ele é santo.

Igreja Católica: é aberta ao mundo inteiro. “Ide por todo o mundo… fazei discípulos em todas as nações”. “Deus quer que todos se salvem e che- guem ao conhecimento da verdade”.

Igreja apostólica: foi fundada sobre os apósto- los. “Sobre esta pedra (Pedro) edificarei a minha igreja”. Os apóstolos foram testemunhas oculares da missão de Cristo. Foram seus colaboradores e dele receberam o encargo de serem seus mensa- geiros na difusão do Evangelho. Transmitiram, pela imposição das mãos, aos seus sucessores, a mesma missão e os mesmos poderes, que antes lhes tinham sido concedidos pelo próprio Cristo. Deste modo, os bispos são seus sucessores.

Igreja Romana: porque o seu “chefe” está em Roma. O Santo Padre – sucessor de Pedro – diri-

ge a Igreja universal a partir da cidade de Roma, assistido pelo colégio dos bispos, seus colaborado- res. É o pastor supremo da Igreja, que representa Cristo na terra e é o garante da unidade da Igreja.

É a autoridade máxima no plano pastoral, doutri-

nal e disciplinar.

Leigos

Não são cristãos de segunda classe. Fazem parte da igreja, assumindo ministérios: leitorado, aco- litado, ministros extraordinários da comunhão. São colaboradores indispensáveis dos párocos na catequese, liturgia, ação administrativa e socio- caritativa e no acompanhamento de grupos e mo- vimentos, ajudando as pessoas a melhor conhece- rem e amarem Cristo.

Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir.

O credo relaciona “o perdão dos pecados” com a

profissão de fé no Espírito Santo; mas também à

fé na Igreja e na comunhão dos santos. O Batis-

mo é o primeiro e principal sacramento do perdão dos pecados, porque nos une a Cristo, que morreu

e ressuscitou para nossa justificação, para que “também nós vivamos numa vida nova” (Rm 6,4).

A profissão da nossa fé em Deus Pai, Filho e Es-

pírito Santo, e na sua ação criadora, salvadora

e santificadora culmina na proclamação da res-

surreição dos mortos, no fim dos tempos e

na vida eterna. Nós cremos firmemente e assim

esperamos que, tal como Cristo ressuscitou dos mortos e vive para sempre, assim também os jus- tos viverão para sempre com Cristo ressuscitado. Crer na ressurreição dos mortos foi, desde os seus princípios, um elemento essencial da fé cristã.

O cristão, que une a sua própria morte à de Je-

sus, encara a morte como uma chegada até junto d’Ele. A morte põe termo à vida do homem, en- quanto aceitação ou rejeição da graça divina, ma- nifestada em Jesus Cristo.

Os que morrem na graça e amizade de Deus vi- vem para sempre com Cristo. São para sempre

semelhantes a Deus, porque O vêm “tal como Ele

é”

(1 Jo 3,2). Esta vida perfeita, esta comunhão

de

vida e de amor chama-se “Céu”. O Céu é o fim

último e a realização das aspirações mais profun-

das do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva. Viver no Céu é “estar com Cristo”. Este mistério de comunhão bem-aventurada com Deus e com todos os que estão em Cristo ultra- passa toda a compreensão. A Sagrada Escritura fala-nos por imagens.

Os que morrem na graça e amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma pu- rificação, a fim de obterem a santidade necessá- ria para entrar na alegria do céu. A Igreja chama Purgatório a esta purificação que é absoluta- mente distinta do castigo dos condenados.

Não podemos estar em união com Deus senão O amarmos livremente. Mas não podemos amar a

Deus se pecarmos gravemente contra Ele, contra

o nosso próximo ou contra nós mesmos. Este es-

tado de autoexclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados designa-se pela palavra “Inferno”. A doutrina da igreja afirma e existência do Inferno. A principal pena do inferno consiste na separação eterna de Deus, único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para que foi criado e a que aspira.

O credo termina com a palavra hebraica Á men.

Em hebraico, Á men está ligado à mesma raiz que

a palavra “crer”, raiz que exprime solidez, con-

fiança, fidelidade. Assim se compreende porque é que o “Á men” se pode dizer tanto da fidelidade de Deus para connosco como da nossa confiança n’Ele.

O “Ámen” final do Credo retoma e confirma a

palavra com que começa: “Creio”. Crer é dizer “Ámen” às palavras, às promessas, aos manda-

mentos de Deus; é fiar-se totalmente n’Aquele que

é o “Ámen” de infinito amor e perfeita fidelidade.

A vida cristã de cada dia será, pois, o

“Á men” ao “Creio” da profissão de fé do

nosso Batismo.