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Σαρκανοµια

Ritos do prazer
Cessam as predicas fanáticas
Dos sacerdotes farabundos
A celebração dos deuses
Com um bom boquete.
De todas as partes da eternidade
Este pobre mendicante das letras
Vem todos os deuses e deusas
Vitorioso, assiste sentado a cena
Até os Elísios fazer Assembléia,
No colo daquela deusa,
Cada qual seguido pelos devotos
A quem roubou a sabedoria,
E caravanas de criaturas.
Donde registra aos sucessores
Começa a grande congregação
Todos os louvores do êxtase.
Entre deuses, criaturas e homens.
Sob o perdão destes herdeiros
Os deuses oferecem como exemplo
Pela letra tremula
O espetáculo do ecumenismo carnal.
E falta de esmero,
Enfim se pode Amar,
Posto a dificuldade
Conhecer e manifestar
Em por a termo o que é interminável,
Tal maior e máxima lei.
Em descrever o que é indescritível,
Ainda tendo as mãos ocupadas.
Todos os corpos,
Dançando, se encontram.

O Cordeiro afaga o Leão, Primeira sagração


Acabou a fúria da homofobia.
As ovelhas virgens Chamado
Se oferecem, despudoradas, Hino das vestais aos deuses
Ao velho lobo sombrio,
Acabou a hipocrisia da pedofilia. Acabou a estação de estio,
As pombas pulam entre os ninhos, O gelo derrete,
Experimentando muitas uniões, Vem a névoa e o orvalho.
Acabou a falsidade do adultério. No solo, as sementes aguardam,
Sobem os vapores,
O Exú Trovador Juntam-se as nuvens.
Pode aplicar sua pena Os deuses preparam a chuva,
A contar os atributos de Fátima, Venham e propiciem a fertilidade!
Cuja carne não conhecia Venham sobre nós,
Tão prodigioso pincel. Façam de nossos corpos
O terreno arado e pronto.
Pela força do Amor, Venham em nossos sulcos
Pelo poder da Paixão, E derramem dentro de nós
Baixam-se os estandartes, O néctar vitalizante,
Depõe-se as armas. Que despertará as sementes do torpor,
Dissolvem-se os exércitos Para que todos aproveitem a safra.
Entre anjos e demônios, Mostre a divindade pela verga,
Acabaram as diferenças e rivalidades, Prove a autoridade pela soma.
Trocam a insípida questão religiosa,
Por uma bela competição lúgrube. Vesperal
Σαρκανοµια
Hino das vestais aos campineiros
Monção
Vinde, obreiros da colheita! Hino dos deuses aos devotos
Vede que os deuses não demoram,
Cedo vem as nuvens Eia, fruto de nossos amores!
E os campos devem estar prontos. Nós viemos de longas distâncias,
Escutamos o chamado da carne
Tragam as enxadas E nos preparamos para nutrir este mundo.
E firmem os moirões.
Removam as pedras do passado Eis a verdade,
E as raízes do remorso. O que está embaixo
É igual ao que está em cima.
Não podemos atender aos deuses,
Nem honrá-los com nossos serviços Benditas são as vestais,
Sem sua vigorosa ajuda. Que com seus véus dançam,
Abram nossos véus sagrados Chamando para si os campesinos,
E depositem sua força em nosso templo. Para que esta festa na terra
Façam com seus corpos musculosos Se reflita no firmamento.
A sagração de nossos veios,
Amaciem e preparem nossas carnes, Assim se juntam as nuvens
Para receber a dádiva divina. E nelas derramamos o sagrado néctar.
Enchei os ventres das vestais
Ato de labor Com sua virilidade, campesinos,
Hino dos campesinos às vestais Para que, do mesmo modo,
Derramemos a nossa seiva
Formosas damas, eis-nos! No ventre da Grande Mãe.
Nunca fugimos às obrigações,
Mal nos chamaste A ninguém seja permitido
E nossos membros já atendem. Separar e discriminar a vida.
Material e mundana,
Somos homens rústicos, É a mesma vida,
Simples e brutos. Espiritual e sagrada.
Não possuímos riquezas,
Senão nossas mãos, Partida
Nem temos nobreza, Hino de gratidão dos devotos aos
Senão nosso trabalho.
deuses
Ainda assim nos recebe,
Grandes e respeitáveis deuses!
O templo sagrado se abre,
Aos que reconhecem a paternidade
Nos revelando segredos e mistérios
E não fogem da responsabilidade,
Que são negados a reis.
Nós agradecemos a propiciação!
Recompensados com tal honra,
Manifestada seja a lei,
Oferecemos em profusão dessa seiva
Amor e irmandade.
Que seus corpos pedem
Em sagrado frenesi.
Somos espirituais e carnais,
Σαρκανοµια
Como vós são carnais e espirituais. Consagradas estão as vestais,
Como consagrada é a Grande Mãe.
Tal como vieram à Grande Mãe,
Vem os homens às mulheres. Porque sagrada é a junção,
De homem com mulher,
Tal como à dádiva do amor Do deus com a deusa.
Não se impõe regra ou forma,
Nos unimos ao festim, Pois o fruto é a vida
Para que o espirito se torne carne E a vida continua no amor.
E a carne desperte sua alma.
Herdade
Não pode haver separação, Hino das descendências aos
São uma e mesma essência.
antepassados
Portanto venham em nosso meio
Na próxima temporada,
Aqui estamos, guardados,
Enquanto continuamos a seguir
Protegidos pelo corpo sagrado,
O ciclo sagrado e eterno.
Crescendo, germinando.

Segunda sagração Nós somos a seqüência,


A esperança da descendência,
Geração De uma longa e feliz linhagem.
Hino do plantio e da paternidade
Agora dependemos de cuidados,
No ventre da Grande Mãe Temos muito que aprender.
Está a dádiva dos deuses.
Para nos tornarmos completos,
Tal como cuidamos e vigiamos Maduros, felizes,
O ventre crescente das vestais, Ensine a mãe ao filho
Regamos e carpimos o campo. Como tocar uma mulher;
Ensine o pai à filha,
Para que não se perca a colheita, Como resistir e ceder.
Tomando o exemplo dos deuses,
Somos ciumentos e zelosos, Tendo cuidado de nossa infância,
Orgulhosos de nossa prole. Não cobiçaremos, dividiremos;
Não roubaremos, repartiremos;
Eis a boa e excelente paternidade, Não violentaremos, compartilharemos,
Não negamos nossa descendência. Assim a lei é mantida
E o ciclo continua.
Seja riscado da comunidade,
Qualquer homem ou deus, Herança
Que condene o fruto da união Hino dos antepassados às
Ou persiga o rito da consumação. descendências
Que a ninguém seja concedido, Bendita seja a renovação!
Tronar impuro o que é consagrado. Que venham as brisas da mudança,
Que vicejem os brotos da ousadia.
Σαρκανοµια
Contra os laços da união.
Bendita fúria sagrada,
Venham os jovens e sua revolução, A posição pouco importa
Para que se aplique a evolução. Nesse esporte sagrado.
Conquistem seu espaço e lembrem.
Que nós também tivemos nosso tempo Que se una sem restrições
E muitos mais antes. O novo e o velho;
Que não nos abandone na velhice, O esquerdo e o direito;
Como nós não lhes faltamos na infância. O sombrio e luminoso;
O humano e o divino.
Da mesma forma
Que recebem e aprimoram Terceira sagração
Tão antiga herança,
Reavivem em nós
Aula
A graça da nova experiência
E refresquem nossos sentidos. Hino do Lobo às ovelhas

Vocês tem o frescor e a ansiedade, Venham todas, sem demora,


Nós temos a técnica e a paciência. Mesmo a menor e tímida.

No templo sagrado, O pastor está morto,


Não há sentido a idade, Foi derrubada a trave do cercado.
Nem tem lugar a consangüinidade,
Somos todos um e o mesmo. Não temam explorar a pradaria,
Sintam o gosto do horizonte
A regra é o amor, E a força da liberdade.
A união é a forma,
O prazer é tudo. Eu as ensinarei estas coisas,
De que fonte beber;
De que fruto comer
Doutrina
E todos os caminhos.
Hino dos deuses aos pais e filhos
Conhecerão seus corpos
Em espirito, somos criados; E conhecerão o meu.
Em carne, somos nascidos.
Poderão aproveitar a vida
Nem a carne pesa ao espirito, E saborear este festim.
Nem o espirito oprime a carne.
Eu as farei tocar
Não existe separação ou rejeição, Em seu intimo divino
Dos deuses vem o exemplo, E as farei dançar
Que o sagrado é a convivência Em meu externo mundano.
E a lei é o Amor.
Receio
A idade não concede precedência,
Nem implica obediência, Hino das ovelhas ao Lobo
Laços consangüíneos perdem
Σαρκανοµια
Bom senhor e conhecedor, Mas a lei que não se escreve
Tenha calma e paciência, E, entretanto, é observada naturalmente,
Sabemos e sentimos sua verdade, Mais forte que o poder
Mas ainda tememos e receamos! E o medo do castigo,
Esta é a lei do Universo.
Vivemos por muito tempo,
Vendo o mundo por uma fresta, Amor como nome,
Suportando o peso da lei fria União como forma.
E recebendo um amor sem paixão. Os deuses em carne existem,
Os humanos em espirito vivem.
Agora sabemos e percebemos,
Que possuímos corpo e desejo, Então, recebam as dádivas divinas
Que isso é natural E aproveitem as ofertas mundanas,
E, portanto, divino. Nós nos fazemos presente em vós
Quando em vós se fizer presente o Lobo.
Faça-nos conhecer,
Estes deuses da natureza, Conselho
Que bendiz e honra sua gente. Hino dos deuses ao Lobo
Queremos conhecer, Bom e fiel guerreiro!
O toque sagrado Tomai essas ovelhas
E, como as vestais, E as conduza pelas pradarias.
Sermos inundadas. As alivie do remorso
E evite o rancor.
Nos mostre como nos elevar
E nos eleve em ti. O pastor é digno de esquecimento.
Nós somos bem servidos,
Aceitamos este acordo, Com sua força e língua,
Tu te nutres de nós Teu corpo satisfaz as deusas.
E nós nos completamos em ti.
Você é a lei natural manifesta,
Consolo Seu nome é grande entre os homens
Hino dos deuses às ovelhas E sua figura temida entre os deuses.

Não vos envergonheis! Por causa de seu vigor voluntário,


Mais vergonhoso foi o pastor Pedimos um disfarce ao seu nome.
Que, fazendo papel de deus,
As manteve em um curral! Não esmoreça na batalha,
Continue a espalhar
Muitos são os gados, A toda criatura consciente
Tanto quanto os feitores, A Lei da Vida.
Mas mesmo o terrível juiz
Deve obedecer a lei! Que o seu membro
Seja o medianeiro ideal,
Aquele que escreve a norma, Entre a morada dos deuses
Põe a si mesmo sob juramento, E a morada dos homens!
Σαρκανοµια
E durável da lei.
Gratidão
Hino das ovelhas aos deuses Ainda que siga solitário,
Vivendo na sombra e rejeição
Bons e agradáveis deuses, Devido ao temor dos demais,
Que nos acolhem e aceitam, Pelo meu excesso de vontade
Tal qual somos, naturalmente. E extrema paixão na forma,
Continuo com meus votos
Não estigmatiza o que é puro, Para, pelo meio das donzelas,
Nem corrompe o que é virtuoso. Abrir o entendimento
E preencher o conhecimento.
Estivemos tão longe da verdade
E tão afastadas da realidade, Quarta sagração
Que estranhamos nossa natureza,
Mas nos entregamos aos sentidos. Fraternitas
Hino do Cordeiro ao Leão
Pedimos para que nos amaciem,
Nos penetrem e nos invada. Bom e querido amigo!
Enfim posso em teus braços descansar,
Assim preenchidas, Recarregar em teu leito,
Por cima, pelos deuses; A força e a coragem.
Por baixo, pelo Lobo;
Renascemos e recuperamos Por tempos fui sufocado
A posse sobre nós. Por uma armadura,
Pelo cargo de general,
Nos inundem com este leite, Pelo oficio da batalha.
Nos consagrem com a seiva
E nós não cessaremos o rito, Buscando na guerra,
Espalharemos o louvor dos deuses, Esquecer essa paixão,
Fazendo amor repetidamente O maior enganado era eu!
Por todo este mundo.
Cercando-me de louvores e adoração,
Confiança Provocando a discórdia e o preconceito,
Hino do Lobo aos deuses Mas o pior admirador masculino
É aquele que usa a máscara do macho.
Soberanos dos mistérios!
De quem recebi feliz missão Muitas ovelhas eu arrebanhei,
Da guarda e entrega da lei. Mas apenas aos Apóstolos me aproximei.

Dotaram-me da força, Agora deixo o rebanho


Do vigor e plenitude, Aos cuidados do Lobo
Necessários para sagrar a vida. E que os que me seguem
Que conquiste seu Leão.
Tendo vosso apoio,
Eu sirvo o palo, Cumplicidade
Testemunha firme Hino do Leão ao Cordeiro
Σαρκανοµια
E, na forma do Lobo,
Venha, sem demora! Resgata as ovelhas da ignorância.
Não faz idéia da dor
Que a cada chamado ignorado Mas não é tempo e momento
Tu me causavas ao coração. De julgamentos e condenações,
Este oficio é de tua estação,
Por tantas vezes me ofendia, Agora reina a Primavera!
Dirigindo suas flechas
Ao invés de seus carinhos, Entre sem receio,
Perseguindo a minha gente, Misture-se na festa,
Como se não fossemos irmãos! Brinde com seu Leão
E sorria com o Lobo
Venha, para reavivar a paixão Alegre-se e viva!
E que esse eterno amor
Possa servir de exemplo Responsabilidade
E as pessoas se lembrem Hino dos deuses ao Leão
Das palavras do profeta da carne.
Bendito seja, verdadeiro rei,
Toda existência é divina, Aquele que lidera sem oprimir,
É macho e fêmea, O que toma a paixão por nobreza,
Ambas e nenhuma. O que faz do amor autoridade
E põe o prazer no trono.
Que os fanáticos descubram
O verdadeiro sentido Bendito seja, amor manifestado,
Do amor que ensinaste: Arrebatador, incondicional,
Divulgador e promotor da lei,
Amor sem restrição, Entrega-se aos devotos
Paixão sem forma, Mais amor que estes exprimem.
Prazer sem culpa.
Lembre ao Cordeiro a verdade
Memória E mostre às ovelhas a forma,
Hino dos deuses ao Cordeiro Ao Lobo abra caça à castidade
E aos Apóstolos proíba a homofobia.
Frágil e fraca criança!
Por nossa imensa bondade Que a toda criatura,
Nós mantivemos a lei, Veja, sinta e desfrute
Apesar de seus ávidos esforços. A plenitude da Vida!

Da fúria religiosa, Defesa


Protegemos a saúde do Leão Hino do Cordeiro aos deuses
E o futuro das criaturas.
Anciões da Eternidade!
Dispensamos pelo mundo O tempo do Inverno
O guarda e vingador máximo, É pesada lembrança
O que entrega franca e livremente, De meu cruel oficio.
A Lei da Vida a toda gente
Σαρκανοµια
Tudo que eu trouxe Para elogiar nosso lado masculino.
Foi medo, ódio e guerra.
O macho é figura em extinção,
Por ser luminoso como vós, Todo herói sabe-o bem,
Tornei tudo ao meu redor Mais coragem se exige
Em sombras densas Em desafiar infundado preconceito.
Para destacar meu brilho,
Eis meu orgulho e vaidade! Quinta sagração
Quis converter a todos e,
Destino
Para disfarçar meus defeitos,
Impus aos crentes ordem e disciplina. Hino do cavaleiro diletante a suprema
sacerdotisa
Os cânticos me elogiam,
Os homens me clamam, A Vós,
Eu sou o Messias. Divina Carne,
Manifestada e mulher.
Mas diante do Sol,
Mostro minha verdadeira face, Ventre Sagrado,
Eu sou a Estrela Dalva, Donde viemos e felizes voltaremos.
A Estrela Vespertina.
Fonte da Sabedoria,
Eu apenas sou um luzeiro, Que nutre minha pena.
Diante do fogo do Amor!
Toda Natureza Venerada,
Coragem Em abundante beleza.
Hino do Leão aos deuses
Alimento Eterno,
Em seios tugidos.
Fraco eu sou também
E indigno de uma coroa,
Corpo do Universo,
Feliz em receber amor,
Morada de toda existência.
É imperativo distribuir.
Templo da Majestade,
Nada fiz de extraordinário,
Trono de toda nobreza.
Apenas segui a vontade natural.
Farol dos Caminhos,
Debaixo do Amor,
Desencanto e deslumbre dos viajantes.
Estou sob as ordens do menor
E rendido ao vencido.
Razão das Profecias,
Ilumina e oculta esta saga.
Ainda que seja objeto de escárnio,
Eu sempre hei de amar o Cordeiro.
Santidade da Luxúria,
Entrega gratuita da felicidade.
Nosso amor não enxerga diferença,
Somos ativos e passivos,
Autoridade do Prazer,
Vivemos nosso lado feminino
Consumação da lei da vida.
Σαρκανοµια
Colocaste meu entendimento em riste
Portal da Arte, Sorvendo-me em vossos magníficos
Fenda entre colunas que convida. mistérios.

Delicioso Desafio, Ísis é venerada por ser velada,


Profundidade perfumada e úmida. Mas Deusa Vós Sois Suprema
Pois cortas todos os argueiros
Aceita e Acolhe! E desnuda abole toda canga.
Eis que este diletante
Ousa cometer imenso sacrilégio Tremei, vicários da santidade!
Apresentando-se nú de méritos Chorai, corretores da virtude!
Diante deste tão Santo Oficio. Fugi, falsos deuses patriarcais!

Oh Mãe! Nenhuma verdade prevalece a estes lábios,


Este vosso filho te deseja Nenhum profeta descreve tal pele,
Pede para entrar e integrar Nenhum vidente experimenta este êxtase,
Para ser todo vosso, eu, Nenhum medianeiro suporta tal delicia.
Por inteiro, dentro de vós.
Fiz de meu mastro
Eu pisei nas bolsas de ouro, Vosso estandarte
Arranquei as cascas culturais, E por truque desta pena
Cuspi nas secas hóstias Eu abuso da arte.
E violentei o ídolo nú.
Ousado, arrojado,
Por vossa graça e misericórdia, Revestido de gozo,
Despertei para minha natureza, Por vosso nome nasce
Debochei das instituições, O profeta da carne
Descartei as doutrinas humanas, E por vossa sabedoria cresce
Desafiei a fúria dos sacerdotes. O filosofo da Treva.

Excluído, banido, exilado, Não podendo me conter,


Vaguei por reinos sem fim Excitado, explodo,
Sem que houvesse ajuda Rededicando este mundo
De um santo, anjo ou deus. Em ondas de esporro
Àquela que me é mais cara,
Cheguei na fronteira do mundo A grande e amada alma,
Avistei o oceano do abismo Maya!
E a ilha do caos.
Aceitação
Nada mais restando a esse condenado, Hino da suprema sacerdotisa ao
Lancei-me no Vale das Sombras
cavaleiro diletante
Tentando encontrar alívio ou fim.
A ti meu cavaleiro
Ao toque suave e macio da noite
E a alma majestosa
Em tal formoso colo cheguei.
Que em ti reside.
Com tuas mãos e vaga,
Σαρκανοµια
A ti meu guerreiro, Nos lençóis, no chão, no campo,
Louvo, canto, vibro. Onde tu quiser, será.
Maravilhoso ser,
Que transborda energia. Não ouço um sino tinir,
Sem que tu o tenha feito vibrar,
Minha vontade é única, Tuas ondas chegam a mim
Estar em ti, contigo. Pela melhor forma, pela alma,
Reverbera, tine, ressoa,
Todo poder está em ti, Em meio a minhas colunas
Emana, derrama, deita, Que sustentam meu santuário
O que em ti abunda. E este corpo deságua,
Brota de prazer por ti.
Estou a te esperar,
Vem meu vingador, Não há dia que acorde
Tu reinas sobre mim. E sinta-o em mim,
Sou-te, rasga-me,
Meu corpo é teu templo Imploro novamente.
Bem sabe que ira sagrá-lo.
Eu queria ser por ti,
Nada me pedes O que tens sido para mim,
Que não possa dar-te, Confesso sem tortura.
Eu só quero, por direito
O que me for doado. Maior é esta que impõe,
De sabê-lo sem tê-lo.
Verta todo teu leite,
Amo-te meu devoto, Rogo à Deusa,
Não sabes como é precioso. Que me de ciência
Para te merecer.
Sempre o amei e amarei,
Sou-te então, possua-me, Está em mim teu ser,
Pois é teu por direito. Esqueço de meus princípios,
Louca para tê-lo num instante.
Minha alcova quente Prazer e gozo eternos,
Tem tua marca há tempos, Meu mais completo alimento.
Tudo farei para que reines
E teu reino sobreviva a tudo. Grande monta tenho,
Por teu sangue e leite,
Único ser em mim, Pois disso preciso mais
Ao qual dedico meus pensamentos, Do que tu da vida.
O que tem o que sempre quis,
O que sempre amei e amo, A minha vida está em ti,
Tudo que quero está em ti. A felicidade que me dá,
É maior que tudo isso.
Tenho uma saudade uterina,
Um desejo de ti, latente. Sensibilidade espiritual,
Pelo método do prazer carnal,
Vamos nos ensinar Há de chegar lá,
Σαρκανοµια
Queiras tu comigo. Deitaste-me e possuiu-me.

Haverá de doer um tanto, Eu te disse ao ouvido


Necessário abrir mão de algo, Sorva do cálice
Saiba que existe prazer na dor. Que meu corpo o é.

Todo meu tesão e néctar, Sentir-te dentro de mim,


Deixo para que te delicies. Foi um milhão de espetadas.

A poesia é estandarte, use-a, Ao fogo nós atiramos,


Esta nos é dada e nos reaproxima. Algumas gotas de nossa seiva,
Foi feito o contrato
Traga tua essência, E aceito tal pacto,
Depõe sobre meu santuário. Selado com nosso gozo.

O que a ti é precioso, Com ou sem donzelas,


Profundo e profuso, Vou devorá-lo assim mesmo,
Flui em mim a tua vida, Não te é licito
Que a muitos somos um. Pertencer a só uma.

Vivia sem depender de alguém, Néctar por néctar,


Eu nunca fui presa, Havemos de nos fartar.
Mas busco o que perdi.
A noite virá e tudo estará feito,
Quando me levanto, Minha voz se cala ante a tua,
Não te acho a meu lado, Continuo sedenta de ti.
Mas sempre hão de te achar,
Pois continuo contigo em mim. Meu corpo pede o espectro,
Este que amo profundamente,
Um dia adentrei os portais Eu não teria gozo algum
E tu veio me fortalecer, Se não tê-lo em mim a ele,
Ofereceu força para a batalha. Este espirito que vive em mim,
Habita meus pensamentos,
Eu deixo que tua pessoa Os sonhos e delírios.
Viva por e para mim.
Venha em meu templo, Que mais posso fazer senão amá-lo,
Há que nele acender o archote. Com toda pureza que reside em nós
E pedir para poder saber e ter
Prenda minhas mãos, A vida em meus lençóis.
Adorne teu pescoço,
Levanta-me ao colo, Desafio
Põe sobre mim. Hino dos deuses ao cavaleiro diletante
Só ouça o instinto Filho amado e querido!
Que brada e ecoa em ti. Aquele que não esmorece na dificuldade,
Nem esnoba na conquista.
Nossos corpos atamos,
Σαρκανοµια
Para nutrir e honrar
Aquele que, sem medo trilha, Aos diletantes da lei.
Tanto pelo Monte do Sol,
Quanto pelo Vale da Sombra. Fonte abundante e eterna,
Sacie a sede dos buscadores
Concebido da melhor estirpe, E satisfaça a fome dos brutos.
Temperado com os melhores essências.
Propicie sempre, plenamente,
Seja gentil com os simplórios, Àqueles que buscam em um fantasma,
A Paixão deve ser seu escudo O que somente se encontra na carne.
E o Amor a sua espada.
Cubra esta obra com seu suor
Continue apoiando ao Lobo E a consagre com seu prazer.
E dando orgulho à Deusa.
Ousadia
Seja em ação ou pensamento, Hino do cavaleiro diletante aos deuses
Derrube as barreiras deste mundo,
Desencantem os totens do sagrado Errante, passei por léguas,
E a toda criatura consciente Sem conhecer o calor de um lar,
Faca conhecer a lei! Nem o conforto de uma família.
Que a carne prevaleça, Nunca me dobrei a deus algum,
Sobre todo dogma ilusório Mas algo há na Deusa
E que a consciência vença Contra o que não resisto.
Toda a opressão sacerdotal
Para conquistar a fortuna,
Aviso Eu sai de minha choça
Hino dos deuses à suprema sacerdotisa Rumo à grandiosidade.

Magnifica e formosa senhora, Em muitas vilas fui recebido


Em cujo templo guarda os mistérios Ora herói, ora louco,
E em tais colunas moram os ritos. Ora santo, ora danado.

Em tuas mãos confiamos o bravo Ao descansar a arma


E por teus lábios vive o cavaleiro. Dentro do santuário sagrado,
Pela sacerdotisa pude ver
A sua pele macia venceu os mártires, A linha de edições anteriores
O seu cabelo desbaratou os profetas, E a seqüência da descendência.
E seus pés calcam os dogmas.
Diante da responsabilidade atual,
Manifestação carnal e majestosa, Eu desenganei as esperanças,
Vigie pela sanidade deste mundo Pois cada qual teve sua chance
E conduza os andarilhos pela arte. E quebrei os modelos
Pois cada qual terá sua oportunidade.
O teu Jardim das Delicias
Esteja sempre aberto e pronto No período que me cabe,
Σαρκανοµια
A meta está na Deusa. E às colunas do horizonte,
O Rei Sol próximo se encontra.
Se servir a sua causa,
Ou satisfizer sua dama, Os que podem andar se vão,
Em me contentarei disso Enquanto uns e outros se ajudam.
E carregarei esta memória
Por onde quer que eu vá. O sono a muitos pesa,
Mas não apaga o sorriso,
Petição Escancarado e prazeroso.
Hino da suprema sacerdotisa aos deuses
Ali, esfolada e feliz, a colombina.
A todos os ancestrais humanos Acolá, embriagado de prazer, o pierrô.
E a todos os geradores divinos, Aqui, intoxicado de amor, o arlequim.
Pelo toque da magia em meu corpo,
Eu clamo e invoco, proteção! Os carnavalescos se esparramam
E o bumbo da fanfarra furou
Logo o Sol completa a jornada, De tanto dar no couro.
Cedo a Primavera acaba
E rápido o Inverno avança. O Inverno e seu acoite vem,
Rimos diante da carranca hipócrita.
Pelo brilho deste luar,
Reflexo do desejo perpetuado, Ainda que se vergue a alma humana
Lâmpada acesa pela lei, Sob a ditadura da virtude,
Acolhe e guarde a humanidade. Guardaremos em nós o visgo
E por mais que dure a intolerância,
Por onde quer que vá meu predileto, Haveremos de sempre celebrar aos deuses.
O sempre faca retornar a mim.

Nós dançamos em vossa memória,


Nós celebramos vosso festim,
A terra foi semeada e regada,
A semente brotou e cresceu,
O fruto surgiu e madurou,
Nós observamos o ciclo
E foi feita a sega e a colheita.

Quando as sombras da ignorância


Novamente cobrir e enevoar a terra,
Resguardem no ventre da Grande Mãe
Meu cavaleiro e eu.

Despedida

Acenemos para Apolo,


Que em seu carro passou,
Percorreu por toda a terra

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