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A BÍBLIA E A PENA DE MORTE -3

“Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; por que Deus fez
o homem segundo sua imagem e semelhança” Gêneses 9:6

Muitas pessoas acham que a pena de morte é um método de punição


exagerado e cruel. Pensam que isso estaria em total desarmonia com os
princípios de Deus. A pena capital atualmente é vista como algo desumano,
sendo que, na prática, produziria mais injustiças do já há em nosso sistema
penal. Em nossa Constituição Federal é proibida a pena de morte, salvo em
caso de guerra declarada. De acordo com ela, a execução de um homicida é
contrário aos direitos humanos, principalmente ao direito à vida. No entanto,
em nossa realidade cotidiana, a pena de morte é posta em prática, não pelo
poder público, mas pelos marginais que comentem esse crime friamente
contra a população indefesa. Basta verificar diariamente nos jornais onde o
crime de latrocínio expressa a prática da pena de morte executado pelos
criminosos. O homicida quando recolhido e preso, goza de tratamento
humanitário, custeado pelo dinheiro público na tentativa de sua
“reabilitação”. Para o cidadão, tratamento desumano e cruel quando nas
mãos desses criminosos. Estes, nas mãos das autoridades representativas do
povo, tratamento humano, alto custo para mantê-los presos, e mais ainda: em
recompensa à sociedade, quando solto: um criminoso mais qualificado para
outra vez ceifar a vida dos cidadãos comuns! Mas dizem: pena de morte posta
pelo Estado vai contra a dignidade humana; isso vai de encontro aos direito
humanos que estes mesmos delinqüentes têm direito.
Porém, não penso assim. Acredito que um homicida que praticou o
crime voluntariamente e, ao ser preso, a sociedade tenta reabilitá-lo,
implicitamente está se auto-prejudicando, pois passa para o homicida o
pouco valor que a própria sociedade vê na vida humana que foi ceifada,
quando tenta “reabilita-lo” ao convívio social ; e isso, em tese, pois na
prática, o criminoso não cumprirá a pena integral devido ao chamado
“progressão de regime”; quando pior: seu caso não sendo julgado no tempo
razoável, ele é solto. Mais: quando sai da prisão, volta a praticar os mesmos
atos criminosos. Sendo assim, isso deixa claro que a própria sociedade ao
valorizar o princípio da dignidade humana(de forma distorcida), banaliza a
vida humana através de tratamento muito suave àqueles que não poderiam
receber outra forma mais justa de punição do que pagar com a própria vida
o crime cometido.
Não quero dizer com isso, que a criminalidade iria acabar com a
adoção de tal pena. Longe de mim tal ilusão. A criminalidade não se resolverá
com a simples adoção da pena de morte, pois além dos fatos sociais, políticos,
econômicos, como educação, falta de oportunidades, de trabalho, corrupção
na política, má distribuição de renda, distúrbios de origem psíquica — já até
tentaram achar a origem do crime estudando o genoma humano em busca de
em algum “gene da criminalidade”; já até relacionaram a agressividade do
delinqüente ao excesso de testosterona(hormônio masculino) — enfim, além
desses fatores, considero um outro; e, esse o mais importante, o qual explica a
origem última da criminalidade: é o pecado que há em todos nós. O fato de
nascermos com uma natureza maligna, perversa, é que dá origem a toda
maldade que percebemos no meio social. A Bíblia é clara ao dizer que o
mundo e “os homens perversos e impostores irão de mal a pior” (2Tm 3:13);
por isso, não estou aqui esperançoso com um mundo sem mais assassinos,
sem crimes hediondos...sem mortes etc., mas o que eu quero deixar bem
claro, que tudo o que foi colocado, trata-se de ver a pena de morte como a
mais adequada a determinados crimes, baseado em um princípio que o
próprio Deus estabeleceu e que em tempos atuais deixou-se de ser
estabelecida. Qualquer criminalista, sociólogo, e todos aqueles que trabalham
na área penal, na área da segurança pública, sabem que do jeito que se
encontra o sistema carcerário, não se vê qualquer possibilidade de amenizar
aquilo que, no momento, estamos percebendo: o crime aumenta a cada dia
que se passa.
Alguém poderá me achar alguém sem humanidade, porém digo isso
respaldado pelo próprio criador do ser humano e doador da vida humana:
Deus. Foi Ele quem estabeleceu a pena de morte para o homicida cuja
vontade agiu conscientemente. Pela sua perspectiva ao avaliar o crime de
homicida, não resta dúvida: A vida humana criada à imagem de Deus é tão
valiosa que Deus exige como compensação nada menos do que a vida do
assassino. O assassinato deixa no culpado a sua mancha e somente é expiado
pela morte do assassino. Essa punição foi estabelecida em Gênese, antes da
criação do Estado de Israel em Canaã e antes mesmo das leis serem dadas à
Moisés em Êxodo, a pena de morte foi ordenado por Deus como a única
forma de punição ao crime de homicídio. Afirmo isso como um fato de suma
importância, já que poderíamos pensar que ela ficou restrita a um
determinado lugar, contexto histórico, nação específica(Israel no tempo da
lei), e que hoje estamos vivendo em tempos civilizados, tempos mais
“humanos”(só em tese!), ou numa perspectiva cristã, estamos agora não mais
sobre a lei de Moisés, mas sob a graça de Jesus Cristo.
Então vejamos. No período antes do dilúvio, o homicídio não era
punido com a morte. Tanto Caim( que matou o irmão Abel) quanto
Lameque, os quais cometeram assassinatos, não foram punidos com a pena
de morte. Porém diante da proliferação da violência e da depravação humana
do período antes do dilúvio, Deus – depois do dilúvio – estabelece a pena de
morte, que satisfaria a justiça de divina, ordenado a Noé para toda a
humanidade. Pois: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se
derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem”(GN 9:6)
Portanto, não se trata de ser a favor de uma pena arcaica, cruel e
desumana, mas de ser a favor da valorização da vida humana. Estou apoiado
nas Escrituras Sagradas, e se ela me mostra que foi o próprio Deus quem
estabeleceu tal execução penal, e se aos seus olhos, ela satisfaz seu critério de
justiça, sendo esse princípio atestado por toda a Bíblia, resta-me apenas
abraçar tal causa e defendê-la, pois seus princípios são os mais adequados
para a raça humana, a qual foi criada a sua imagem e semelhança; daí sim
derivando a dignidade do ser humano e o bem maior que Deus quer através
do Direito proteger: a vida humana.