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História da Educação no Brasil – Otaíza de Oliveira Romanelli

Embora o ensino superior tenho sido criado a mais de um século, durante a permanência
da família real portuguesa no Brasil, de 1808 a 1821, a primeira organização desse
ensino em Universidade, por determinação do Governo Federal, só apareceu em 1920,
com a criação da Universidade do Rio de Janeiro, pelo decreto n° 14.343, de 7 de
setembro de 1920, durante o Governo Epitácio Pessoa. Não passou, porém, essa
primeira criação, da agregação de três escolas superiores existentes no Rio: a Faculdade
de Direito, a Faculdade de Medicina e a Escola Politécnica.
Em 1912, já havia sido criada a Universidade do Paraná, ofizialicada pela Lei
Estadual n° 1.284. Dela faziam parte as faculdade de Direito, Engenharia, Odontologia,
Farmácia e Comércio. Todavia, o Governo Federal, através do Decreto-lei n° 11.530, de
março de 1915, que determinava a abertura de escolas superiores apenas em cidades
com mais de 100.000 habitantes, deixava de reconhecer oficialmente a Universidade do
Paraná, uma vez que Curitiba, naquela época, não atingia essa população. Oficialmente
reconhecida somente em 1946, não deixou, todavia, de funcionar, segundo o
testemunho de Ernani Cartaxo, durante todo o período que vai de 15 de março de 1913,
quando foram abertos seus cursos, até sua oficialização pelo Governo Federal.
Em 1927, surgia por iniciativa de Francisco Mendes Pimentel, a Universidade de
Minas Gerais. Também não passou da agregação das Escolas de Direito, Engenharia e
Medicina.
Eram estas as únicas universidade brasileiras, recém-criadas, existentes antes do
decreto 19.851, de 11 de abril de 1931, que instituiu o Estatuto das Universidades
Brasileiras, adotando, para o ensino superior, o regime universitário. Na mesma data,
pelo decreto 19.852, o Governo reorganizou a Universidade do Rio de Janeiro,
incorporando-lhe, além dos três cursos já existentes, a Escola de Minas Gerais, as
Faculdades de Farmácia e Odontologia, a Escola de Belas Artes, o Instituto Nacional de
Música e a Faculdade de Educação, Ciências e Letras, esta última nunca implantada.
Na verdade, apesar da reorganização da Universidade do Rio de Janeiro, a
primeira Universidade a ser criada e organizada, segundo as normas dos Estatutos das
Universidades, foi a Universidade de São Paulo, surgida em 25 de janeiro de 1934. As
demais universidades, até então, tinham se organizado pela simples incorporação dos
cursos existentes e autônomos. A Universidade de São Paulo foi criada segundo as
normas do decreto e apresentava a novidade de possuir uma Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras que, segundo Fernando Azevedo, passou a ser a medula do sistema,
tendo por objetivos a formação de professores para o magistério secundário e a
realização de altos estudos desinteressados e a pesquisa.
Em 1935, Anísio Teixeira, como Secretário da Educação, criava a Universidade
do Distrito Federal, de estrutura arrojada, caracterizada pelo fato de não possuir as três
faculdades tradicionais e ter uma Faculdade de Educação, na qual se situava o Instituto
de Educação. Teve, porém essa Universidade curta duração: em 1939, ela foi extinta, ao
incorporar-se à Universidade de Porto Alegre, a primeira a incluir, em sua estrutura,
uma faculdade de Estudos Econômicos.
A partir de então, começaram a surgir universidades, públicas e privadas, por
todo o território nacional, em número que, em 1969, já somava 46.