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Como fazer um plano de cultura

Como fazer um plano de cultura

Como fazer um plano de cultura

Novembro de 2013

EQUIPE DA SECRETARIA DE POLÍTICAS CULTURAIS / MINISTÉRIO DA CULTURA RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DAS METAS E MONITORAMENTO DO PLANO NACIONAL DE CULTURA Américo Córdula Anirlenio Donizet de Morais Gabriella Silveira Crivellente Isabelle Cristine da Rocha Albuquerque Klaus Balogh Fagundes Lídia Diniz Taveira Miriam de Paula Barros Araujo Pedro Junqueira Pessoa Priscila Ribeiro Prado Barros Rafael Pereira Oliveira Ticiana Nascimento Egg Tony Gigliotti Bezerra APOIO TÉCNICO ESPECIALIZADO TERMO DE PARCERIA MINC E INSTITUTO VIA PÚBLICA EQUIPE DO INSTITUTO VIA PÚBLICA DIRETORES Pedro Paulo Martoni Branco – Diretor Executivo Luiz Henrique Proença Soares – Diretor de Planejamento e Projetos EQUIPE TÉCNICA Ceres Prates Emi Miyamoto Maria Amélia Jundurian Corá

CONSULTORIA PARA ESTA PUBLICAÇÃO PROJETO GRÁFICO tsa.design (Silvia Amstalden e Isabella Lotufo) DIAGRAMAÇÃO Todotipo Editorial (Leonardo Ortiz Matos) ILUSTRAÇÕES Joana Lira EDIÇÃO DE TEXTO Agnes Mariano, Fabiana Camargo Pellegrini, Maria Otilia Bocchini, Cristina Yamazaki, Livio Lima de Oliveira PREPARAÇÃO E REVISÃO Todotipo Editorial Agradecimento a todos os gestores e técnicos do Ministério da Cultura e suas instituições vinculadas, aos integrantes do Conselho Nacional de Política Cultural e às demais pessoas que contribuíram durante o processo de elaboração das metas do Plano Nacional de Cultura.
Coordenação-Geral do Plano Nacional de Cultura SCS, Quadra 9, Lote C, Torre B - 10  ° andar | 70308-200 Brasília/DF | 61 20242026 http://pnc.culturadigital.br e-mail: pnc@cultura.gov.br

Sumário
Sobre esta publicação  6 Plano de cultura: componente para o desenvolvimento  8 Planos de cultura: do sonho para o real  12 Visão geral do processo de criação do plano de cultura  20 Como estamos? Qual a situação atual da cultura?  30 Sensibilização e participação democrática  42 Onde queremos chegar? O que se deseja mudar ou desenvolver na cultura do município?  48 Redação final e validação do plano  60 Como gerir os avanços?  68 Lista das metas do Plano Nacional de Cultura  76 Plano Nacional de Cultura: perguntas frequentes, histórico e próximos passos 81

Sobre esta publicação

Esta publicação integra um conjunto de ações que o Ministério da Cultura (MinC) vem fazendo para difundir o Plano Nacional de Cultura (PNC) e auxiliar estados, municípios e setores culturais na elaboração de seus planos. Ela vem somar-se a outras ações de formação e de informação disponíveis no site do MinC (www.cultura.gov.br/snc) e ao Projeto de Assistência Técnica à Elaboração de Planos de Cultura que o MinC realizou, entre 2012 e 2013, e que, por meio de parcerias com as Universidades Federais de Santa Catarina e da Bahia, prestou apoio a estados e cidades que desejavam formular seus planos. O Plano Nacional de Cultura prevê a elaboração de planos complementares em três níveis de execução: planos setoriais, estaduais e municipais. Esta cartilha apresenta, de forma geral, como esses planos devem ser elaborados e quais as etapas e os processos que deverão ser seguidos. A metodologia aqui descrita aplica-se a todos os tipos de planos de cultura, mas, para contextualizá-la, alguns municípios são usados como exemplo, pois é nas cidades que a cultura é praticada em maior extensão. É nas cidades que mora a maioria das pessoas que criam, reproduzem e consomem cultura e encontram mais possibilidade de interação. A meta do Plano Nacional de Cultura é que, até 2020, ao menos 3 339 cidades brasileiras tenham suas políticas culturais executadas com base em planos de cultura. Pretende-se, dessa forma, levar aos municípios o apoio técnico do Ministério para a elaboração desses planos. A metodologia proposta para a elaboração dos planos de cultura se baseia na participação de todos os atores culturais e dos cidadãos de forma geral, por isso a importância de constituir espaços participativos como os conselhos, comitês, fóruns e consultas populares.
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Ainda que seguindo a mesma metodologia participativa para a elaboração dos planos de cultura, no caso dos municípios há um diferencial: pensar a política cultural em torno de seu território e de suas relações com as manifestações e produções culturais. Já os planos estaduais devem se estruturar de forma mais ampla e regionalmente especializada, enquanto os planos setoriais devem considerar a especificidade do setor cultural em amplitude nacional, estadual ou municipal, conforme o caso. Por fim, convém lembrar que todos os planos devem ser elaborados em sintonia com o Plano Nacional de Cultura, valorizando, complementando e alinhando as metas e as ações para o que já está estabelecido em suas 53 metas.

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produtores. apresentamos o passo a passo de como elaborar um plano de cultura. por ocasião da 3a Conferência Nacional de Cultura. Um debate sobre instrumentos de planejamento que permitam ampla participação social na elaboração e na execução de políticas públicas. municípios e setores culturais de forma didática. como afro-brasileiros e indígenas. O PNC. esperamos que todos possam se apropriar dos processos e aplicá-los em suas localidades. ações e metas para dez anos (2010 a 2020). portanto. gestores culturais e consumidores 8 de cultura. devem expressar as especificidades de cada setor para que sejam atendidas pelas políticas de cultura. municipais ou distrital – e setoriais – segmentos artísticos. diretrizes. e foi construído com base em discussões ocorridas nas conferências municipais. essa publicação não é definitiva. municípios e distritos atinjam as metas do PNC. Para explicar esse processo de forma clara. Essas etapas foram desenvolvidas com base em metodologias desenvolvidas para atender às necessidades de estados.345. Por isso. institutos e fundações públicas e privadas que se dedicam ao tema da gestão cultural. Os planos setoriais de cultura. tanto como beneficiários da política do PNC como parceiros na implementação e fiscalização das ações nele propostas. No outro volume. já na terceira edição. dos setores criativos e também de grupos culturais tradicionais. é o nortea­ dor da política cultural nacional. municípios. estados. como um guia de orientação que tem o propósito de auxiliar os entes federados e os setores culturais a construírem e executarem seus planos decenais. Estamos falando das particularidades da diversidade cultural. por sua vez. de 9 de dezembro de 2010. Ao aderir ao SNC. Este volume é fruto do acúmulo das experiências e parcerias com instituições acadêmicas. e as 53 metas que orientam sua execução. que institui o PNC. o intuito do MinC é estimular um debate entre os participantes da diversidade cultural brasileira: cidadãos. e todos os brasileiros fazem parte desse universo. Por se tratar de um tema novo. Nosso trabalho está apenas começando. Ele estabelece objetivos. artistas. Esses planos estabelecem princípios. com respaldo do poder público e da sociedade civil. cada um desses entes federados deve elaborar um documento de planejamento para o período de dez anos. apresenta à sociedade duas publicações que contribuem para o desenvolvimento do país ao promover a reflexão sobre o Plano Nacional de Cultura (PNC) e os planos territoriais – estaduais. de 2013. representantes de culturas tradicionais e populares. apresentamos de forma didática a Lei nº 12. estaduais e nacionais de cultura e consolidadas no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC).Plano de cultura: componente para o desenvolvimento O Ministério da Cultura (MinC). como é a cultura. o PNC reflete anseios e demandas de todo o país. Após a leitura das duas publicações. que faz parte do Sistema Nacional de Cultura (SNC). ações e metas para o desenvolvimento cultural de um território ou setor. está em processo vivo. objetivos. Foi concebida. Os planos territoriais de cultura contemplam as necessidades regionais e locais e colaboram para que estados. Desejamos uma boa leitura! Secretaria de Políticas Culturais – Ministério da Cultura 9 . Com as obras As metas do Plano Nacional de Cultura e Como fazer um plano de cultura.

Planos de cultura: do sonho para o real 10 11 .

São meses para cumprir todos os passos. no parágrafo 3º do artigo 215. somando-se ao planejamento de ruas. estadual e municipal. o motor não gira. E os planos de cultura de estados e cidades. estadual e municipal. projetos e ações culturais que valorizem. facilitando a execução das políticas públicas de cultura. o sistema não anda. contar com um grupo de pessoas que sistematizem e redijam todo o documento do plano no final do processo. são as engrenagens que fazem funcionar o Sistema Nacional de Cultura. O primeiro passo é compreender o que a sociedade espera desse plano. e a Lei nº 12. Ou seja. enviam esse documento. 12 . Na construção do plano municipal. Isso significa gerar condições para desenvolver e preservar a diversidade das expressões culturais e promover o acesso a elas. Para tanto. A Constituição Federal. técnicos. Esse prazo visa a assegurar a continuidade das políticas para além das gestões governamentais. promovam e preservem a diversidade cultural existente no Brasil. que é a ponte entre as políticas culturais nos âmbitos federal. Sua cidade está entre as que pretendem ter um plano de cultura? É muito importante para sua cidade ter um plano municipal de cultura que estabeleça as ações de cultura para um período de dez anos. mas o resultado é compensador: um documento de planejamento que reúne os anseios da sociedade aos interesses e possibilidades do poder público. Fazer um plano de cultura alinhado aos princípios e objetivos do PNC é uma escolha que prefeituras e governos estaduais fazem de se juntarem a uma política nacional de cultura. E isso não é tarefa para pouco tempo. Essas ações buscam satisfazer parte das necessidades básicas essenciais para o pleno exercício da cidadania. Sem os planos. Além de levar em conta o que se deseja com o plano. O plano de cultura é trabalhoso. O trabalho conjunto garante um melhor aproveitamento dos investimentos em cultura. muitas pessoas da Prefeitura. por sua vez. para ser aprovado pela Câmara Municipal. luz. Quando os vereadores o aprovam. é fundamental que estados e cidades participem do Sistema Nacional de Cultura (SNC). não deixando de lado a autonomia de cada ente nas escolhas e prioridades para o desenvolvimento de suas políticas de cultura. gestores e sociedade devem trabalhar juntos nessa construção. então. O prefeito ou a prefeita. O SNC propõe um pacto federativo entre as três instâncias: federal.345/2010 estabelece um período de dez anos para sua realização. em formato de projeto de lei. é preciso ter uma base técnica para saber se o que se pretende alcançar pode ser de fato realizado. da Câmara Municipal e da sociedade civil são envolvidas. o plano vira lei e começa a ser executado. Será preciso. esgoto. mas compensador O plano de cultura é um documento preparado a muitas mãos e em muitas etapas.Planos de cultura: do sonho para o real O plano de cultura deve ser feito para dez anos A finalidade dos planos de cultura é planejar programas. diz que o PNC deve ter duração plurianual. escolas e postos de saúde. também. reconheçam. estabelecendo mecanismos de gestão e responsabilidades compartilhadas. A meta 1 do Plano Nacional de Cultura (PNC) prevê que 3 339 cidades tenham um plano de cultura até 2020.

Isso quer dizer que vai fazer o plano municipal de cultura e organizar os demais componentes obrigatórios do Sistema Municipal de Cultura. princípios e objetivos da política cultural da cidade. Além disso. Para saber mais sobre o SNC e o que sua cidade deve fazer para aderir. e sistema municipal de financiamento à cultura. cidades.gov. a cidade tem um prazo para propor ao Ministério da Cultura (MinC) um plano de trabalho para montar seu SMC. pois são as pessoas que nelas vivem que criam e reproduzem cultura. educação e comunicação.gov. Outras cidades já assinaram e estão começando a elaborar os componentes de seu Sistema Municipal de Cultura (SMC). 14 15 . O SNC será a ponte entre o Plano Nacional de Cultura e os planos de cultura estaduais. Importância da lei do Sistema Municipal de Cultura O prefeito ou a prefeita devem encaminhar à Câmara de Vereadores um projeto de lei criando o Sistema Municipal de Cultura. existem diversas leis que regulam as atividades culturais e que precisam ser consideradas na elaboração da política cultural. Para saber mais sobre a lei do Sistema Municipal de Cultura. conselho municipal de política cultural. participando e desfrutando de atividades culturais. municipais e dos setores culturais. Com a adesão. É nelas que a cultura se materializa. o plano municipal deve estar alinhado ao Plano Nacional de Cultura e dialogar com o plano estadual. as decisões políticas que podem interferir nesse processo vivo que acontece nos municípios dependem dos estados e do Governo Federal.br/snc. Ao mesmo tempo. mas ainda não assinaram o Acordo de Cooperação Federativa.br/snc. por exemplo. Essa lei define a estrutura e os principais objetivos dos cinco componentes obrigatórios do sistema: plano municipal de cultura. a cidade pode receber recursos federais para o setor cultural e suporte para a estruturação de seu sistema de cultura. A adesão ao SNC é voluntária e é realizada por meio de um Acordo de Cooperação Federativa. Depois da assinatura do Acordo.cultura. O Sistema Municipal de Cultura (SMC) Algumas cidades têm órgão gestor de cultura e conselho municipal de política cultural. acesse www. Acesse www. O plano de cultura também se entrelaça com planos nas áreas de turismo. Nas cidades. A partir daí. o primeiro passo é que o prefeito ou prefeita assinem o Acordo de Cooperação Federativa diretamente com o MinC. Depois que a adesão sai no Diário Oficial da União (DOU). consulte no Guia de Orientações para os Municípios um modelo de projeto de lei que pode ser adaptado para a realidade de sua cidade.cultura. o prefeito ou a prefeita indicam um responsável pelo acompanhamento dos compromissos assumidos. o município começa a pôr em prática seus compromissos no acordo. Para incluir sua cidade no SNC. como veremos adiante. conferência municipal de cultura. O lugar da cidade no Sistema Nacional de Cultura (SNC) As cidades e áreas urbanas estão no centro do SNC. Governo Federal e sociedade civil para a construção de políticas públicas de cultura. O sistema estabelece mecanismos de gestão compartilhada entre estados. No texto devem estar também os conceitos. órgão municipal de cultura.O plano de cultura não está sozinho no mundo O plano de cultura é uma parte indispensável do Sistema Nacional de Cultura (SNC) – um não existe sem o outro.

atores e todas as manifestações culturais da cidade ficam expostos no calendário aberto a todos e passam a fazer parte das estatísticas nacionais.gov. música. artes visuais. Agora. da qual a sociedade pode participar atuando para a construção de políticas culturais mediante enquetes. da qual o Brasil faz parte desde 2006. fica mais fácil produzir e monitorar o plano de cultura. entre outras. os artistas e produtores que desejam receber incentivo para projetos culturais geridos pela Fundação Cultural de Palmas devem estar cadastrados no SNIIC. mas que. Pode ser secretaria. garantindo a todos o exercício pleno da cidadania cultural. parecem invisíveis. em que poder público e sociedade interagem na elaboração de políticas públicas. A partir das informações desse banco de dados. produtores culturais. ampliou-se o olhar sobre outros segmentos culturais que fazem parte do dia a dia da cidade. A cidade que coloca seus dados no sistema ficará representada no mapa da diversidade cultural do país. feiras. capital do Tocantins. dança. quilombolas e ciganos. Órgão municipal de cultura: executa as ações previstas no plano. 16 Até pouco tempo atrás. Cabe aos estados e às cidades atualizar e inserir os dados culturais de seu território no SNIIC. as políticas culturais precisam incluir também a expressão dos indígenas. Segmentos culturais: a soma das diferenças Informações culturais: quem são os agentes e espaços culturais da cidade? Ao aderir ao Sistema Nacional de Cultura. O SNIIC tem como missão integrar dados culturais vindos da sociedade e dos órgãos públicos e privados de cultura com o objetivo de tornar público o maior conjunto de informações sobre a cultura brasileira. Sistema municipal de financiamento à cultura: constitui um fundo de recursos que ajuda no financiamento das ações e metas previstas no plano. Dessa forma. 17 . colabora com a organização do plano – orientado pelas diretrizes estabelecidas na conferência de cultura – e aprova sua forma final. circo. Essas informações também permitem que os gestores e toda a sociedade acompanhem o andamento do Plano Nacional de Cultura e dos planos estaduais.As funções dos cinco componentes obrigatórios do Sistema Municipal de Cultura Plano municipal de cultura: documento de planejamento para orientar a execução da política cultural da cidade. fundação ou uma unidade gestora ligada a uma secretaria. É o que podemos chamar de plataforma de governança colaborativa. O SNIIC é uma janela para as políticas culturais do país. as culturas populares e toda a diversidade cultural brasileira. as ações culturais tinham como foco as linguagens artísticas. A partir da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco. Conselho municipal de política cultural: contribui com a formulação e o acompanhamento das políticas culturais. às vezes. O SNIIC pretende ainda ser uma rede social da cultura. Palmas. No município. o plano de cultura deve ser amplo e abranger a todos. equipamentos. municipais e setoriais de cultura. foi a primeira cidade brasileira a ter uma quantidade expressiva de espaços e manifestações culturais cadastrados no SNIIC. Conferência municipal de cultura: formula e avalia as políticas culturais expressas no plano. As festividades. a cidade também começa a participar de um banco de dados eletrônico que reúne e divulga informações sobre cultura – o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). Para saber mais sobre o SNIIC. festivais. a primeira cidade a colocar seus dados no SNIIC Palmas. consultas públicas e criação colaborativa de leis e editais.cultura. acesse o portal sniic. audiovisual e literatura. como teatro.br.

Visão geral do processo de criação do plano de cultura 18 19 .

Fase de preparação Aderir ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) • Prefeito ou prefeita assinam o Acordo de Cooperação Federativa. Fase de responder à pergunta “Como estamos?” • Preparar texto preliminar com dados e informações sobre o município e sobre a situação da cultura na cidade. • Planejar e executar ações para incentivar a participação das pessoas em todo o processo de construção do PMC. 20 21 . • Preparar os recursos de comunicação pública para divulgar a agenda do PMC e incentivar a participação das pessoas em sua construção. princípios e instâncias). Elaborar e aprovar a lei do Sistema Municipal de Cultura (SMC) • Prefeito ou prefeita e assessores criam projeto de lei que define a estrutura e os principais objetivos do SMC. 3. • Vereadoras e vereadores aprovam a lei do SMC. caso já exista conselho de cultura na cidade. 2. • Consolidar o material em um formato que possa ser apresentado e debatido em reuniões públicas (A cultura em nossa cidade – situação atual). • Promover o debate em profundidade das exigências e condições do plano de cultura (conceito. • Preparar a agenda interna para o início da construção do plano. Fase de implantação do Sistema Municipal de Cultura (SMC) Implantar o sistema de financiamento à cultura e o conselho de políticas culturais • Prefeito ou prefeita criam o sistema de financiamento à cultura. • Planejar e executar ações para garantir mecanismos de consulta e participação popular em todas as etapas. vereadores interessados e conselheiras e conselheiros.Visão geral do processo de criação do plano de cultura 1. com no mínimo metade de representantes indicados pela sociedade. apontando desafios e oportunidades. equipes internas. • Prefeito ou prefeita nomeiam o responsável técnico que vai elaborar o plano de trabalho para a cidade organizar seu sistema de cultura. e proveem as condições necessárias para efetivar esse componente do SMC. instalam o conselho de políticas culturais. com o responsável indicado pelo prefeito ou pela prefeita. premissas. Planejar e executar as ações para iniciar a construção do Plano Municipal de Cultura (PMC) • Montar as equipes internas da Prefeitura que vão coordenar a construção do PMC e preparar o documento final em forma de projeto de lei. • Planejar e executar ações para realizar a conferência municipal de cultura. • Preparar texto preliminar com avaliações sobre a situação da cultura na cidade.

a equipe responsável deverá: • Preparar o elenco de resultados e impactos esperados. reuniões. mas dois espaços de participação são obrigatórios: o conselho de cultura e a conferência de cultura. O plano deve ser técnico. deve ser resultado de um acordo entre os diferentes interesses de classes e grupos sociais. e para acompanhar seus resultados. O plano deve fazer parte do planejamento da política pública. basear-se em práticas e procedimentos que deem suporte à realização das ações aprovadas. ou seja. deve envolver os representantes eleitos – prefeito ou prefeita e vereadores – e a sociedade civil para discutir propostas e meios de alcançá-las. Fase de responder à pergunta “Onde queremos chegar?” • Preparar documento preliminar Onde queremos chegar? • Preparar e executar formas de consulta. 23 5. • Coletar nos debates públicos elementos para complementar e apurar o documento A cultura em nossa cidade – situação atual. O plano deve ser político. Conceito O plano de cultura é um documento formal que representa a política de gestão cultural de uma cidade. como estratégia de sensibilização e convite à participação democrática. • Trabalhar na explicitação dos indicadores de monitoramento e avaliação. O plano deve ser participativo. isto é. Os planos nacional. metas e ações). custos. Fase de preparar versão preliminar do conjunto do plano Nessa fase. • Trabalhar na consolidação do modelo de gestão. • Sistematizar o documento A cultura em nossa cidade – situação atual e mantê-lo acessível ao público. Durante o processo. 22 . dos mecanismos de consulta e participação. sempre que possível será bom retomar esses pontos para garantir que sejam respeitados. O plano deve promover a igualdade de oportunidades e a valorização da diversidade das expressões e manifestações culturais. estratégias. Fase de convidar a cidade para o debate público do plano de cultura • Apresentar o material do documento preliminar A cultura em nossa cidade – situação atual em fóruns. entre outras instâncias. 7. Isso quer dizer que o desenvolvimento cultural da cidade deve ser planejado considerando as metas estabelecidas nos planos estadual e federal. Exigências e condições dos planos de cultura Todas as pessoas responsáveis pela formulação do plano de cultura devem estar cientes de suas condições e exigências. isto é. Sugere-se um estudo inicial dessas condições e exigências pelos grupos de trabalho e comissões. classificação de despesas etc. • Trabalhar com outros setores da Prefeitura para ter apoio técnico nas questões relativas a prazos de execução. objetivos. • Coletar eventuais contribuições públicas para Como fazer e Quando chegaremos lá? 6. a cultura deve se relacionar com outras áreas de desenvolvimento. Nesse documento estão as ações culturais que se pretende desenvolver na cidade por um período de dez anos. A sociedade civil pode participar de várias maneiras. • Coletar nos debates públicos elementos para elaborar a parte do plano referente ao Onde queremos chegar? (diretrizes. isto é. mesas de debate. Fase de consulta e aprovação do plano • Submeter uma versão preliminar do plano à consulta pública e posterior aprovação pelo conselho. estadual e municipal devem ter correspondência entre si. Premissas As premissas são as ideias que devem orientar o processo de construção do plano. prioridades. • Enviar o plano para aprovação da Câmara em forma de lei.4.

As decisões e os acordos devem acontecer de modo conjunto entre os organismos públicos municipais. São os prefeitos quem indicam o responsável pelo sistema municipal de cultura na relação com o Ministério da Cultura e o coordenador do plano municipal de cultura. Princípio da visão sistêmica e territorial Os temas abordados no plano de cultura devem desenvolver uma visão de conjunto da política cultural. em especial. estabelecer relações entre as áreas ou os processos do fazer cultural. Eles orientam a conduta dos governos federal. Outra fonte de legitimidade é a coerência técnica do plano. O plano de cultura também terá legitimidade política se for reconhecido por todos os envolvidos. devem respeitar as leis que se aplicam ao caso. a sociedade em geral e. distrital e municipal e da sociedade civil em suas relações como parceiros e responsáveis pelo funcionamento do plano. Princípio da transparência e objetividade Todo o processo de planejamento e elaboração do plano deve ser conduzido de forma clara e objetiva. e relacionar o plano a outras políticas públicas e a outras esferas de governo. O plano deve ser elaborado de tal modo que todas as pessoas possam compreender os caminhos a serem percorridos e os resultados a serem alcançados. isto é. 24 25 . os demais poderes e esferas de governo. Princípio do protagonismo municipal Cabe ao prefeito ou à prefeita a iniciativa e a responsabilidade pela condução do plano municipal de cultura. estadual.Princípios Os princípios são as regras que devem conduzir a preparação do plano. todo o processo de elaboração do plano de cultura e o próprio plano devem ter legalidade formal. Princípio do diálogo interinstitucional e social O diálogo é a forma de comunicação que deve orientar todo o processo de elaboração do plano. Princípio da legitimidade Para terem legitimidade. a comunidade cultural.

traduzidas em perguntas: Como estamos? Onde queremos chegar? Como fazer e quando chegaremos lá? Como gerir os avanços? De maneira geral. Instâncias técnicas: são espaços ocupados por representantes indicados em razão de sua representatividade e seu conhecimento técnico e específico. Roteiro de orientação A seguir. • É importante que. e por isso vão ser apresentadas em sequência nos capítulos seguintes. 26 27 . Recomendações Entre as recomendações gerais. no processo de construção do PMC. As reuniões desses grupos e comissões são registradas em atas ou relatórios. A produção do plano pode efetivamente ser feita acompanhando as quatro grandes divisões. Quatro grandes divisões do plano O roteiro de orientação indica quatro grandes divisões do plano. Deve também cumprir uma agenda de aprovação dos documentos parciais e final do plano. isto é. O conselho deve fazer reuniões periódicas abertas com a função de dinamizar as discussões sobre o plano. • Convém estabelecer trocas de informações com o plano estadual. Há tarefas que serão feitas simultaneamente. sejam considerados os pontos em comum com o PNC e registradas lacunas. Essas instâncias são também chamadas de grupos de trabalho ou comissões técnicas. consultas públicas e plenárias. Mas convém saber que nem sempre o processo segue como uma linha reta. as divisões poderão ajudar bastante na organização do trabalho. oficinas. e assim por diante. Instância de coordenação e validação: é o conselho de cultura. umas andarão mais depressa que outras. destacam-se: • As cidades podem desenvolver seu PMC com autonomia. se houver. pelo menos a metade dos conselheiros deverá ser formada por representantes da sociedade civil. seminários ou fóruns. Exemplos: mesas de debate. algumas recomendações gerais e um roteiro de orientação detalhado para ajudar na elaboração do Plano Municipal de Cultura (PMC). A importância do conselho está em estimular o processo de elaboração do plano e garantir que tal processo seja efetivamente participativo. Os conselhos devem ser eleitos democraticamente e devem ser paritários.Instâncias ou espaços de participação e colaboração Instâncias de consulta e debate: são os espaços de divulgação e consulta sobre questões importantes.

Como estamos? Qual a situação atual da cultura? 28 29 .

Como estamos? Qual a situação atual da cultura? Como foi feito o diagnóstico da cultura no estado do Rio de Janeiro A fase de elaboração do diagnóstico da cultura no estado do Rio de Janeiro iniciou-se em 2009 com a realização de 92 encontros municipais. de um lado. Vejamos: “Situado no extremo sul do País. é importante dar atenção aos indicadores socioeconômicos e culturais e mostrar a situação da cidade em relação ao estado. Com essa análise realizada. suas condições econômicas. será preciso reunir dados e informações para descrever a realidade concreta em que vivem as pessoas. sociais e culturais.gov. as fragilidades. 30 . Esse é o primeiro passo para organizar um plano municipal de cultura. e) classe social e f) distribuição nas áreas urbana e rural. As respostas dependerão de informações que nos ajudam a conhecer melhor o local em que vivemos. limitando-se com povos de grande identidade. Esse trabalho possibilitou maior embasamento e ofereceu contribuições valiosas para o desenvolvimento do plano de cultura. é a partir desse documento que teremos condições de planejar. Ainda que esses pontos não sejam obrigatórios. com sua história. que foi discutida em encontros regionais e setoriais. Como é a sua cidade? Essa pode ser uma pergunta inicial para a caracterização de uma cidade. seu ambiente. bem como a catalogação e a sistematização dos documentos das conferências municipais e dos diversos eventos realizados com a participação do Conselho de Política Cultural e lideranças da comunidade artística. Veja a seguir os aspectos que ajudarão a organizar essa visão da cidade. Para saber mais. Todo o processo foi realizado com plena participação do Conselho.. as vocações e as potencialidades a serem trabalhadas. Em seguida. b) faixa etária. que compôs o núcleo executivo responsável pela elaboração do plano. o grupo de coordenação elaborou uma versão preliminar do plano e do projeto de lei. Ele nos esclarece um pouco como os aspectos físicos têm influência nos aspectos culturais. Chegou o momento de começar a responder à primeira pergunta do plano de cultura: Como estamos? Para isso. 31 Rio Grande do Sul: o que significa viver na fronteira No plano do estado do Rio Grande do Sul. Tendo em conta esse objetivo. as oportunidades. a localização e os recursos ambientais influenciam na forma de vida da população? A demografia É possível conhecer uma cidade realizando o estudo de sua população. Planejamento e participação: pontos fortes do plano de São Caetano do Sul O planejamento para a elaboração do plano municipal de cultura foi uma das atividades principais do Órgão Gestor de Cultura de São Caetano do Sul no ano de 2012. será possível fazer um diagnóstico da situação da cultura para identificar. palco de todos os conflitos externos do Brasil [. Os aspectos físicos De que modo o clima.]”.. foram elaborados e publicados oito documentos denominados “Notas para um diagnóstico preliminar: A cultura na região”. Esse planejamento considerou o levantamento e a organização da legislação do campo cultural na cidade. eles são essenciais no processo de elaboração do plano de cultura.br. e de outro. Como resultado desse esforço. encontramos um exemplo sobre sua geografia. ao país e aos municípios vizinhos ou com perfis parecidos. foi feito um levantamento de dados por meio de atividades de âmbito regional. Utilizando as contribuições e os diagnósticos regionais. como: a) etnia.rj. acesse: cultura. os obstáculos e desafios que precisam ser superados. d) ocupação. com seu território repartido em planícies imensas e serras. Ou seja. c) gênero. oito encontros regionais e uma conferência estadual. que fornecerá informações suficientes para saber como estamos e onde queremos chegar. quase a sair dele. que pode ser feito com o levantamento de alguns aspectos.

entre outros”. os catraieiros. um técnico da Prefeitura. a cidade foi composta. o programa Proler é realizado anualmente na cidade com sucesso”. capital do Espírito Santo.com. bem-estar social. Esse estudo culminou na elaboração de um relatório de diagnóstico situacional que validou e qualificou as principais demandas sociais. c) a renda da população e d) a contribuição da cidade para o produto interno bruto estadual e nacional. orientando o processo de priorização e planejamento das ações. distribuição e consumo. A economia Ao considerar os aspectos econômicos da cidade.. responsabilizou-se por aprofundar. as informações pertinentes a cada pleito da sociedade civil. Uberaba qualifica o programa de leitura que a cidade já tem Ao descrever a situação de partida dessa cidade mineira. por exemplo: a) a tradição e a vocação econômica de uma cidade. encontramos informações sobre a formação étnica de sua população: “A colonização iniciou-se com a chegada de 31 famílias de italianos.com. alemã. pelas etnias afro-descendentes. no estado de Santa Catarina No Plano Municipal de Cultura de Criciúma. O exemplo das Paneleiras de Goiabeiras é bastante rico sobre como a tradição e o espaço geográfico influenciam na economia de uma cidade. produção artesanal de panelas de barro No Plano Municipal de Cultura de Vitória. “[. destacado para compor o Núcleo Executivo Municipal.wordpress. acesse: planodeculturadelaranjeiras. junto às demais instâncias de administração municipal.culturauberaba. redução da violência etc. árabe.] por iniciativa da Secretaria de Educação. seguidas de poloneses e. é possível identificar. A partir dessa diretriz. com base em uma dinâmica de mobilização social batizada de Rodas de Conversa. podemos ver como a região dos manguezais possibilitou a formação de um grupo de artesãos que produzem panelas de barro: “Entre os grupos sociais que. em 1912. agentes do movimento cultural do município indicaram os pontos mais sensíveis da cultura com possibilidades de intervenção do poder público.. como os programas voltados a atividades de formação. que se encontra no texto da lei do Plano Municipal de Cultura de Laranjeiras. Em Laranjeiras. os povos de terreiros. de antemão.. Para saber mais sobre o relatório de diagnóstico. Para saber mais sobre o Plano Municipal de Cultura de Uberaba.. italiana e espanhola”. podemos identificar estão as Paneleiras de Goiabeiras. o plano reconhece que. Rodas de Conversa para ouvir a sociedade Nessa cidade de Sergipe. Os aspectos sociais Nos aspectos sociais podem ser incluídas questões educacionais. b) as características de produção. 32 33 .As muitas etnias em Criciúma. portuguesa.br.] Por fim. de segurança. basicamente. de alemães [. acesse: www. Em Vitória. polonesa.

chegam os primeiros brasileiros não indígenas. artes visuais. Isso significa que serão mapeadas tanto as expressões das linguagens artísticas (teatro.O lugar das manifestações populares no plano de Uberaba O plano da cidade oferece um rico exemplo das manifestações populares características da região: “As Festas Tradicionais como Folias de Reis. com suas culturas. música. dança.culturadigital. estudos e pesquisas sobre a diversidade cultural brasileira. Incluem-se aí também os movimentos e as organizações sociais. é conveniente reunir os fatos históricos importantes da cidade ou que servem para estruturar o poder local. Em outras áreas são realizados projetos para viabilizar sua preservação. como aquelas de grupos sociais representantes de vários segmentos de nossa diversidade. Naturalmente já havia presença humana na região. Os aspectos culturais Todos os tipos de manifestações e expressões culturais importantes para a cidade devem ser lembrados e registrados no esforço de se obter uma visão completa de sua situação com relação a esses aspectos. em sua maioria de origem nordestina. completando o que já existe de mapeamentos. especialmente indígena. A meta 3 do Plano Nacional de Cultura (PNC). Nesse ano. circo. Festas Juninas e Natalinas são sempre realizadas na cidade. O objetivo dessa meta é revelar a diversidade cultural do território nacional. Congado. sobretudo quando abordamos os aspectos que envolvem a formação cultural do estado. Plano Estadual de Cultura do Acre conta a história da presença humana no estado “Segundo registros históricos. entre outras). 34 35 . que pretende completar o mapeamento da diversidade cultural no país A meta 3 do PNC trata da cartografia da diversidade das expressões culturais realizadas em todo o território brasileiro. Bolívia e Peru.br. acesse: pnc. e não podemos negligenciar esse fato. Os aspectos político-institucionais Ao tratar desses aspectos. como os Festivais de Catira e oficinas de Gastronomia”. a ocupação por brasileiros do território onde hoje se delimita o estado do Acre tem seu início aproximadamente em 1878. numa área encravada entre Brasil. O principal atrativo é a exploração da borracha”. Para saber mais sobre o PNC.

Para saber mais sobre o Plano Municipal de Cultura de Uberaba. para chegar a algum lugar em termos de política pública. as cinematecas. Veja em que dados se baseou a meta 31 do Plano Nacional de Cultura A meta 31 do PNC trata dos “[.. cinema e centro cultural”. e) os museus. Devemos saber de maneira ampla como está nossa cidade e como sua formação influencia na cultura local. ou investimentos previstos pela Fundação Cultural para essa ação. tentar definir como gostaríamos que ela estivesse. Há. entre os quais o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC).. Para analisar a situação cultural de sua cidade. que podem ser entendidos como: a) os serviços prestados. a começar pelo inventário de sua infraestrutura cultural pública. realizada pelo IBGE.] municípios brasileiros com algum tipo de instituição ou equipamento cultural. E. convém fazer alguns levantamentos e diagnósticos. O Plano Municipal de Cultura de Uberaba faz isso de maneira clara. Em outras palavras. culturauberaba. diagnosticar não é apenas saber como estamos.com. arquivo público ou centro de documentação. mas também quem somos e o que queremos ser. apresenta uma análise completa da situação da cultura do município. as salas de espetáculos. teatro ou sala de espetáculo. as casas de cultura. c) os sítios urbanos tombados. no entanto. entre museu. d) o acervo iconográfico. é necessário traçar um caminho.br. alguns sites que disponibilizam informações úteis para esse tipo de pesquisa. 36 Cada cidade possui suas particularidades e poderá fazer seu próprio levantamento da área cultural. O Plano de Cultura de Uberaba. jornais ou TVs”. por exemplo. Um exemplo: “Criação de editais pela Fundação Cultural para apoio específico de divulgação das atividades culturais. No entanto. b) o patrimônio arqueológico e cultural. divulgação em rádios. Ou seja. Um exemplo de situação atual: “Não existe programa de incentivo à comunicação. f) os projetos que desenvolvem atividades culturais permanentes. Diagnosticar a realidade da cidade é analisar a situação em que ela se encontra. ou seja. as bibliotecas. g) livrarias e sebos e h) feiras culturais permanentes. é primeiro identificar como chegamos à situação cultural em que se encontra a cidade e. por meio de um ‘kit comunicação’ composto por custeio a materiais gráficos. As informações para essa meta foram elaboradas a partir de dados presentes na Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic). embora existam ações não sistematizadas”. O plano de Uberaba também traz um tópico sobre ações. acesse: www. 37 . para artistas e agentes culturais da cidade. em seguida. Para cada uma das 16 metas desse plano. há um tópico sobre a situação atual da cidade. o caminho que seus realizadores pretendem seguir para mudar a situação atual. é necessário planejar.Quem somos? O diagnóstico cultural da cidade Fazer um inventário da área cultural Fazer esse inventário significa realizar um levantamento dos bens culturais de uma cidade.

Veja um exemplo de lei mencionada no levantamento: “O Sistema de Incentivo à Cultura do Recife. realiza. A participação da sociedade civil é especialmente importante nessa etapa. Com o diagnóstico em mente. Isso pode ser feito procurando-se responder às seguintes questões: a) Há secretaria de cultura em minha cidade? b) Há um conselho de política cultural? c) Como é financiada a cultura na cidade? d) Qual o orçamento destinado a ela? e) Já foi feita uma conferência de cultura? Como queremos nossa cidade? Como vamos superar os desafios e aproveitar as oportunidades? Com a análise do contexto cultural de nossa cidade. o desafio é investir em alguns centros de formação técnica e universitária na área. nesse caso. Para saber mais sobre o SNC e o que sua cidade deve fazer para aderir.html. enquanto núcleo formador de nível técnico”. tem um capítulo que procura descrever todos os meios legais de apoio à cultura da cidade. precisamos planejar os próximos passos. anualmente. Exemplo de uma lei que apoia projetos culturais em Recife O Plano Municipal de Cultura de Recife. Analisar a gestão pública da cultura Essa análise procura detalhar a situação da cidade quanto à maneira como é governada na área de cultura. estaduais. Isso significa ter que lidar com novos desafios e reconhecer as oportunidades para agir. capital de Pernambuco. E ela deve seguir um cronograma. acesse blogs. porque é com esse material que podemos identificar os problemas e planejar como solucioná-los. E esse é o momento de identificar os desafios a serem superados e as oportunidades a serem aproveitadas. com o uso do mecanismo da renúncia fiscal do ISS.cultura. acesse www.gov. Organizar todas essas informações exige muita dedicação e é muito compensador. As oportunidades são as de renovar e estimular os centros que já existem: “O Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo. blogspot. Podemos entender os desafios como tudo o que limita o desenvolvimento cultural local e precisa ser vencido. esta etapa é a de traçar metas de como queremos a vida cultural de nossa cidade. federais e mesmo internacionais.215. Agora. os programas.br/p/plano-municipal -de-cultura.O diagnóstico cultural de Joinville. Para saber mais.cmpc-jlle. em Santa Catarina O diagnóstico do Plano Municipal de Cultura de Joinville apresenta uma síntese das informações referentes à gestão cultural e outros dados pertinentes sobre as instituições culturais. o Plano Municipal de Cultura de Recife identifica o seguinte problema para a área de artes cênicas: “Ainda observam-se lacunas numa política de formação continuada para os profissionais das Artes Cênicas”. br/snc/files/2012/05/PLANO-MUNICIPAL-RECIFE. Por exemplo.pdf 38 39 . projetos e ações permanentes. chegamos a conhecer também seus problemas. falta-lhe consolidação como equipamento de formação regular da cadeia produtiva das Artes Cênicas. para se acomodar no espaço de tempo de um plano de cultura. Quais os desafios e oportunidades traçados no plano para esse problema? O plano demonstra que. e os elementos do sistema municipal de cultura. Analisar os instrumentos legais Para fazer essa análise. Essas leis podem ser municipais. instituído no ano de 1996 através da Lei nº 16. Ela nos ajudará a escolher quais os assuntos mais importantes para abordar. é preciso procurar saber quais são as leis que regem e apoiam a cultura na cidade. utilizando a modalidade do mecenato. embora definido como ponto estratégico da política cultural. As oportunidades são as condições que temos e que possibilitam o desenvolvimento da área. uma seleção de Projetos Culturais através de Edital Público. pelo Município”. Todo esse levantamento serve para entendermos como está o suporte legal à cultura em nossa cidade.com.

Sensibilização e participação democrática 40 41 .

mecanismos de consulta e outros recursos. Ela permite publicar um blog configurado para realizar consultas sobre um ou mais temas. Uma das condições do plano de cultura é que ele deve ser participativo. com ferramentas de comunicação e interação. professores. Há cidades em que o rádio continua sendo um meio muito eficaz. Sendo assim.Sensibilização e participação democrática Divulgar o processo de elaboração do plano Quanto mais pessoas souberem. As aplicações “Delibera” e “Consultas Públicas” são acessíveis por meio da página do Plano Nacional de Cultura.br. As pessoas precisam de informação para decidir participar. Mas será que todo mundo vai participar? Como sabemos. Essa aplicação pode ser facilmente adaptada para apresentar avaliações quantitativas e qualitativas da consulta em curso. É preciso haver um envolvimento emocional. Uma ideia que as motive. cabe à Prefeitura incentivar a participação. Criar espaços de consulta e debate É muito importante garantir a troca de informações entre o governo e a população. museólogos e tantos outros. gestores públicos. “Consultas Públicas” A aplicação “Consultas Públicas” oferece um conjunto de ferramentas para pessoas ou instituições interessadas em realizar uma consulta pública pela internet. vídeos. Isso quer dizer que ele deve ser elaborado junto com a população da cidade. com opções para o tratamento dos resultados. itens de uma política e metas de um plano. mestres populares. disponível no portal pnc. Uma necessidade de mudança. que ajudam a estabelecer espaços de discussão entre diferentes grupos sociais. a Prefeitura deve promover ações de divulgação desde o início do processo de construção do plano. pesquisadores. Por isso. por exemplo. bibliotecários. até mesmo para alcançar as pessoas que vivem na zona rural. A imprensa e a internet são os meios mais comuns. 43 Identificar pessoas com quem seria importante contar no processo Essas pessoas podem estar entre os artistas. O importante é que tenham experiência e envolvimento com a causa cultural. A divulgação também pode ser feita por meio de faixas e cartazes e pelo site da Prefeitura. também devem ser indicadas pessoas da sociedade. artigos de um projeto de lei. Mas quem seriam as pessoas da cidade que poderiam ou gostariam de participar dos debates e da elaboração do plano de cultura? As ações de convite e sensibilização devem ser iniciadas logo após o prefeito ou a prefeita nomearem uma equipe interna da Prefeitura para cuidar do plano de cultura da cidade. a começar pela divulgação das ações que estão sendo feitas. O Ministério da Cultura possui ferramentas on-line. maior será a participação. não é obrigação. Além de indicar pessoas do serviço público e vereadores. participar é direito. Cabe ao prefeito ou à prefeita definir a composição do grupo de trabalho para a elaboração do plano. Para isso. embora nem todos os indivíduos tenham acesso a eles. é preciso fazer uma divulgação eficiente. mapas. é preciso demonstrar o quanto o tema pode ser essencial para suas vidas. Participação é uma das características mais importantes dessa proposta de política cultural. em diferentes locais. disponíveis a qualquer gestor.BR.culturadigital. Apresentamos a seguir algumas formas de incentivar e definir a mobilização e a participação das pessoas no processo de produção do plano. salas de bate-papo. na plataforma CulturaDigital. 42 . Para mobilizar as pessoas a participar de uma reunião pública. “Delibera” – Democracia On-line A aplicação “Delibera” é uma plataforma virtual interativa de promoção de debates.

horários e lugares de fácil acesso. A questão dos prazos é muito importante para garantir a participação. Vale usar qualquer tipo de sistema. opinem e para que a equipe de trabalho faça as alterações no texto. É preciso haver tempo suficiente para que as pessoas leiam o plano. As consultas públicas em Fortaleza. A plataforma digital também deve ter um sistema fácil de usar. ou partes dele. um debate ou uma audiência pública. o endereço do site ou plataforma digital onde vai ser realizada a consulta. e permaneceu disponível na internet para as contribuições da sociedade civil. O fundamental é que o sistema seja simples para que cidadãs e cidadãos participem com facilidade. não haverá tempo para tudo isso. é preciso divulgar bastante o dia e o local dos encontros abertos. Esse encontro pode ser uma oficina. e o papel de ouvir a sociedade não será cumprido. Se o prazo da consulta pública for muito curto.Por meio dela. é preciso marcar dia. A divulgação deve ser muito ampla. com comunicados nas rádios ou estações de televisão da cidade ou em carros de som. Consulta digital Para fazer uma consulta digital. Divulgação das consultas A informação sobre as consultas programadas e o convite para participar delas devem chegar ao maior número possível de pessoas.br/cultura. acesse: www. de um blog a uma ferramenta mais estruturada. foi desenvolvida uma ferramenta on-line que permitiu o mapeamento de artistas e objetos culturais da cidade. A sociedade então faz um simples cadastro e passa a poder comentar e sugerir propostas. cria-se um espaço na internet para que as pessoas conheçam o plano. sendo discutido com o público presente.ce. O plano foi apresentado em audiência pública. Para saber mais. Além disso. e escrevam suas sugestões. É possível também usar as duas formas. o gestor público define o que será consultado e o prazo em que a consulta ficará disponível. Isso pode ser feito por meio de cartazes e faixas. 44 45 .gov. Os encontros presenciais devem ocorrer em dias. As informações também devem estar no portal da Prefeitura na internet  caso possua um  e podem chegar às pessoas em boletins enviados por e-mail. Consulta presencial Para fazer uma consulta presencial. Como fazer as consultas públicas? As consultas públicas podem ser feitas de forma presencial ou utilizando um sistema digital. Estimular e facilitar a participação A Prefeitura tem de usar recursos para estimular e facilitar a participação das pessoas interessadas. capital do Ceará Em Fortaleza foram realizadas audiências públicas e foram criadas ferramentas digitais que proporcionaram maior diálogo e interação com a sociedade civil. hora e local para apresentar e discutir o plano com todas as pessoas interessadas.fortaleza.

Onde queremos chegar? O que se deseja mudar ou desenvolver na cultura do município? 46 47 .

Campo Grande possui organizações bastante ativas no campo cultural. do estado e do país. É hora de decidir também que áreas e projetos serão desenvolvidos primeiro e. A definição desses conceitos deve envolver ampla participação da sociedade. é preciso fazer escolhas e decidir qual será a direção da política cultural do município. o que será feito em relação aos equipamentos culturais do município. As diretrizes e as prioridades são definidas a partir das informações do diagnóstico sobre a cultura do município. o que se planeja em relação ao ensino e à profissionalização e outras características da política cultural que se deseja implantar no município. qual a política em relação aos intercâmbios culturais.com. a concepção de cultura que está sendo adotada. mas precisam ser viáveis. as relações entre cultura. prioridades e objetivos. isto é. o que se planeja em relação ao consumo. Realizou conferência e leitura públicas. Para dar vida a esse futuro. Esse planejamento é composto de três conceitos: diretrizes.Onde queremos chegar? O que se deseja mudar ou desenvolver na cultura do município? É o momento de pensar no futuro desejado para a cultura nos próximos dez anos. do conselho e de organizações no plano de Campo Grande Campo Grande democratizou as informações sobre a elaboração do plano em todas as suas etapas e contou com a presença marcante do Conselho Municipal de Cultura. elas mostram a direção. entre elas o Fórum Municipal de Cultura.prefeituradecampo grande. As diretrizes ajudam a planejar o caminho a percorrer. explicar quais são os resultados que se pretende alcançar. Diretrizes e prioridades Diretrizes são ideias. quais manifestações. as manifestações culturais e os patrimônios que serão valorizados e protegidos. metas e ações do plano de cultura e indicam: a relação desse plano com outras políticas públicas do município. à produção e à circulação da cultura. economia. ou seja. acesse: www. 48 49 . setores artísticos. fóruns e outras formas de consulta pública. Escolher prioridades é dizer o que vai receber atenção em primeiro lugar. educação.br/fundac. e isso pode ser feito por meio de conferências. os direitos do cidadão que serão garantidos. Elas orientam o planejamento dos objetivos. para cada área. princípios e compromissos que orientam a tomada de decisões. possíveis de serem realizadas. Isto é. Para saber mais sobre o plano de Campo Grande. Essas expectativas podem trazer desafios. conselhos. turismo e outras áreas. grupos culturais e desafios serão considerados mais urgentes no plano de cultura. A participação de pessoas.

Agora. secretarias. Esses recursos podem ser financeiros. entre elas: democratizar e descentralizar as ações da cultura no município. colocando em prática novos procedimentos e parcerias.Objetivos Para definir objetivos. ampliar e diversificar fontes e mecanismos de financiamento para a cultura do município. Definir estratégias também é pensar em mudanças e em aproveitar oportunidades. Nesses casos. estabelecer objetivos também é decidir poucos. mas isso não significa uma visão limitada do futuro da cultura o que precisa mudar. apresenta quatro objetivos. Ao contrário. Como está a cultura no município? Quais os equipamentos culturais? Quais os recursos. organizações não governamentais ou empresas. o caminho estará mais bem delimifacebook. instituições. é preciso esclarecer onde se está e aonde se quer chegar. O documento que orienta a elaboObjetivos são os resultados que se pretende ração do Plano de Cultura do Ceará alcançar no futuro desejado. As diretrizes. As estratégias de um plano de cultura podem envolver: fazer mudanças na organização do trabalho nas secretarias e órgãos. O plano do estado do Ceará resume muitas realizações para Daí se chega ao segundo ponto: o que se deseja atingir quatro grandes objetivos para o município na área cultural. iniciativas. É normal que apareçam visões diferentes. humanos ou tecnológicos. Mas é preciso ter claro que ambas as situações envolvem desafios. acesse www. tado. fazer mudanças na forma de atendimento ao público externo. Estratégias são ações políticas e técnicas Estratégias são ações políticas e técnicas que ajudam a alcançar os objetivos e as metas. Algumas estratégias do Plano de Cultura de Florianópolis O Plano de Cultura de Florianópolis. haverá um caminho mais longo a alizações que se pretende para o fupercorrer. As estratégias tentam garantir que todos os recursos sejam utilizados da melhor maneira. estabelece 14 estratégias. capital de Santa Catarina. As estratégias são muito importantes para que o plano de cultura possa ser realizado de fato.com/planoculturaceara. Aprovação e documentação As diretrizes. Parecem Assim. as prioridades e os objetivos que forem aprovados pela maioria devem ser anotados. as prioridades e os objetivos devem ser discutidos amplamente pelos grupos que elaboram o plano de cultura. alcançadas. Eles poderão ser incluídos na redação final do plano de cultura. perspectivas? As respostas para essas perguntas estão no diagnóstico. 50 51 . projetos. criar formas de financiar a cultura ou melhorar as que já existem e formalizar parcerias com outros órgãos. promover o intercâmbio cultural com os entes da Federação e também no âmbito internacional e estabelecer mecanismos de integração com os municípios da região metropolitana. se muitas conquistas já foram turo da cultura no Ceará. deve-se discutir bastante até encontrar opções que atendam ao maior número de pontos de vista. Se a situação da cultura em para o estado. eles seu município está muito longe do que a socierefletem um grande número de redade deseja. Para saber mais sobre o plano.

A troca entre Governo Federal. Outra ação seria criar meios para facilitar a criação de uma rede de oferta de produtos e serviços culturais obtidos com o Vale-Cultura. estado e município pode envolver muitos aspectos: apoio técnico. Uma meta precisa ser importante. Para cumprir essa meta. O plano municipal é parte de algo maior: o Sistema Nacional de Cultura (SNC). Lembre-se de que os recursos financeiros estão intimamente ligados ao pessoal e ao tempo necessários para realizar o plano de sua cidade. Para cumprir uma meta é preciso realizar uma ou várias ações. A meta 26 do Plano Nacional de Cultura pretende alcançar o resultado de “12 milhões de trabalhadores beneficiados pelo Programa de Cultura do Trabalhador (Vale-Cultura)” até 2020. estado e país devem trabalhar juntos.Metas são resultados que se deseja alcançar Uma meta é um objetivo traduzido em termos quantitativos. significativa. a situação do plano de cultura pode ser constantemente avaliada. como cumprir as metas? Com ações. e há várias ações possíveis para alcançá-la. atividades e equipamentos culturais e promovendo a acessibilidade”. Uma possibilidade seria fazer a divulgação do programa junto a empresários. No Plano de Cultura de Uberaba. antes de definir uma meta. o objetivo pode ser a criação de novos museus e a meta poderia ser a criação de três museus no município até o ano de 2018. Exemplos reais de metas e ações Na área cultural. Ações são projetos e atividades para cumprir as metas Uma das metas do Plano Municipal de Cultura de Vitória é ter “40 pontos de cultura em atividade na cidade até 2023”. Essa união fortalece a cultura. um resultado/objetivo que pode ser medido em um período de tempo. ingressos para teatro. Um plano municipal pode estar alinhado com essa meta nacional e aprovar outra. ser possível de realizar. shows. Exemplos de ações para que os trabalhadores do município usufruam do Vale-Cultura O Ministério da Cultura lançou o Vale-Cultura.00 para adquirir bens culturais como livros. ou seja. Por exemplo. com projetos e atividades. as metas estão sempre ligadas às ações. Ou seja. Assim. foram escolhidas as seguintes ações: realizar anualmente edital de pontos de cultura com recursos do Fundo Municipal de Cultura. As metas indicam o que se deseja modificar. o futuro que se deseja construir. desafiadora. programa de acesso cultural para o trabalhador. Portanto. cinema etc. recursos financeiros. 52 53 . Essa medição mostra se a meta foi atingida ou não. assessorar a execução técnica dos projetos em desenvolvimento com equipe de gestores culturais da Secretaria de Cultura de Vitória e capacitar os pontos de cultura para a gestão qualificada. na qual certo número de trabalhadores do município usufrua do Vale-Cultura. é importante analisar quais são os recursos e as condições de trabalho. que pode usar um vale mensal de R$ 50. uma das metas é: “Aumento de 100% no número de pessoas que frequentam e participam de eventos. Assim. A meta deve ser viável. por meio de cursos sobre formas de convênio e prestação de contas. é desejável que as metas do plano municipal de cultura estejam em sintonia com as metas dos planos nacional e estadual. Por isso. DVDs. CDs. artistas e produtores. município. isto é. Mas. equipamentos culturais. capacitação de pessoal e muitas outras formas de parceria.

nos currículos escolares. Objetivo: Realizar eventos que aumentem a participação da sociedade na política cultural Este objetivo está relacionado à meta 49 do Plano Nacional de Cultura: “Conferências Nacionais de Cultura realizadas em 2013 e 2017. As ações escolhidas foram: implantar programa de investimento de parcela dos royalties do pré-sal na cultura. integradas com o sistema de ensino formal. Mais uma vez. avaliação e proposição de conceitos e estratégias. Veja a seguir exemplos de algumas metas federais e municipais que caminham na mesma direção para atingir um mesmo objetivo. os fóruns e seminários que envolvam a formulação e o debate sobre as políticas culturais. E então. Objetivo: Aumentar os recursos públicos na área cultural Esse objetivo está relacionado a três metas do Plano Nacional de Cultura. Uma das metas do Plano de Cultura de Uberaba é: “conferências municipais de cultura realizadas em 2013 e 2017. de conteúdos que tenham foco nos movimentos culturais regionais e nacionais em suas mais diversas manifestações. No plano da cidade de Vitória. a cidade de Uberaba adotou em seu plano: “100% das escolas municipais desenvolvendo atividades de Arte e Cultura”. fazer ajustes nessas metas e ações. São elas: meta 50  10% do Fundo Social do pré-sal para a cultura. envolvendo a sociedade civil. meta 51  aumento de 37% acima do Produto Interno Bruto (PIB) dos recursos públicos federais para a cultura e meta 52  aumento de 18. reflexão crítica. estabelecer parcerias com organizações e/ou organismos internacionais de apoio à arte e à cultura e ampliar a participação em projetos culturais do município nas leis federais de incentivo à cultura e no Fundo Nacional de Cultura. como maneira de estimular políticas de transmissão dos saberes e fazeres das culturas populares e tradicionais nas escolas. com ampla participação 54 social e envolvimento de 100% das Unidades da Federação (UF) e 100% dos municípios que aderiram ao Sistema Nacional de Cultura (SNC)”. Algumas das ações escolhidas foram: criar oficinas itinerantes. os gestores públicos e privados. 55 . as organizações e as instituições culturais e os agentes artísticos e culturais e estimular – e contribuir para – a organização dos fóruns setoriais. há também uma meta com o objetivo de aumentar os recursos para a área cultural: “orçamento anual da Secretaria Municipal de Cultura fixado em no mínimo 2% do orçamento municipal a partir de 2014”. Objetivo: Aumentar a presença da cultura nas escolas Este objetivo está relacionado à meta 12 do Plano Nacional de Cultura: meta 12  “100% das escolas públicas de educação básica com a disciplina de Arte no currículo escolar regular com ênfase em cultura brasileira. articular junto à Secretaria de Educação a inclusão. As ações escolhidas foram: consolidar as conferências. Em relação ao plano municipal. realizar a conferência municipal a cada quatro anos. se for preciso. realizar/executar projeto de captação de recursos junto ao setor privado.O primeiro passo é conhecer bem o Plano Nacional de Cultura e o plano de cultura de seu estado. e espaços de consulta. apresentamos um exemplo da cidade de Uberaba. garantindo a participação do maior número de pessoas por área cultural. com ampla participação da comunidade e de todas as câmaras setoriais”.5% acima do PIB de renúncia fiscal do Governo Federal para incentivo à cultura. linguagens artísticas e patrimônio cultural”. O segundo passo é ver se as metas e ações do plano municipal estão alinhadas com as metas dos planos nacional e estadual.

além disso. exposições e diálogos culturais nas escolas. As conferências municipais devem acontecer. Muitas vezes. Museus. Os planos setoriais são feitos da mesma forma que os municipais. O plano municipal de cultura pode ter uma meta parecida com a do Plano Nacional de Cultura. é importante dizer quando vão ser realizadas as tura do Rio Grande do Sul conferências municipais de cultura. Os planos setoriais no Plano Nacional de Cultura Na esfera nacional. Nela fomomentos para conhecer a realidade de cada área ram organizados os setores para a cultural. museus. Culturas Populares. Livro e Leitura. portanto. Os planos setoriais nacionais orientam as macropolíticas para os setores da cultura. Podem existir planos setoriais nacionais. É. pois ele depende da capacidade de a sociedade se organizar setorialmente. preferencialmente. Cada linguagem artística tem suas características e necessidades. É importante verificar se sua cidade precisa de um plano setorial. E também devem considerar as políticas públicas que já existem. estadual ou municipal). envolvendo toda a comunidade escolar e proporcionar o acesso da comunidade escolar aos teatros. todos os setores que compõem o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) devem elaborar seus planos setoriais. Culturas Indígenas. e também os diferentes níveis de decisão. 56 57 . Metas e conferências Na hora de escrever as metas do plano municiConferência estadual de culpal. Há nove planos setoriais nacionais: Artes Visuais. pois as contribuições colhidas na conferência municipal de cultura podem ser levadas para as conferências nos âmbitos nacional e estadual. E. uma excelente oportunidade para aproximar todos os atores envolvidos. dizer quais serão as ações para que os planos setoriais sejam feitos. “100% dos setores representados no Conselho Nacional de Política Cultural com colegiados instalados e planos setoriais elaborados e implementados”. escolha de seus representantes no Essas discussões dão os rumos das políticas públicas processo de elaboração do plano estadual de cultura. as demandas setoriais podem ser incorporadas no próprio plano municipal. Plano setorial é o documento que orienta a política de uma área cultural. a cada dois anos. lançar propostas e avaliar o que já foi feito. Música. O governo gaúcho realizou uma Conferências de cultura são reuniões entre a conferência estadual de cultura sociedade civil e o poder público (representantes em 2011 para discutir aspectos associados à elaboração de seu dos governos federal. até 2020. Metas e setores culturais As metas do plano municipal devem levar em conta as necessidades de cada área ou setor cultural. Por isso. é importante conhecer os planos setoriais de cultura. Uma das metas do Plano Nacional de Cultura é ter. Dança. São plano estadual de cultura. Teatro. estaduais e municipais. E mais dez estão sendo feitos. Circo.estabelecer parcerias com a Secretaria de Educação para potencializar apresentações. Os planos setoriais de cultura foram criados para atender melhor a essas características e necessidades. mas em outro momento. E também que realizada em 2011 ações serão feitas para que isso aconteça. cinemas e galerias. na área cultural.

Redação final e validação do plano 58 59 .

Uma das formas de garantir tal participação é fazer uma consulta pública. Nesse momento do trabalho. O Ministério da Cultura disponibiliza uma plataforma de consulta pública que pode ser usada para ouvir a sociedade sobre qualquer assunto.culturadigital. ou seja. ações. é só a partir desse momento que o plano vira um documento oficial que descreve o planejamento de uma política pública. que devem divisão em capítulos. 61 . 53 metas e 274 ações. Escrita Mas como escrever o plano de cultura? Que formato ele deve seguir? Não há um jeito único e certo de fazer isso. fazer uma nova consulta pública. Dizemos que ele finalmente se tornou “válido”. recursos. O PNC é formado pelos seguintes Alguns planos usam as mesmas seções que elementos: princípios. O importante é não esquecer o seguinte: Plano Municipal de Cultura é um projeto de lei que o poder executivo (Prefeitura) submete ao poder legislativo (Câmara de Vereadores). a partir daí. Há ainda os que misturam ser desenvolvidas pelos governos os dois formatos. Existem muitas formas de escrevê-lo. pode ser moldada para a necessidade de sua cidade. permite que o gestor público defina o que será consultado e o prazo para realização da consulta. 60 Validação do plano pelo Conselho Municipal de Cultura Depois da consulta pública e dos ajustes finais no texto. fazer os ajustes necessários e validar o plano no Conselho de Cultura.br. Uma boa opção é conhecer planos que já foram feitos em outras cidades brasileiras. o plano será finalmente aprovado pelo Conselho Municipal de Cultura. objetivos. escolher o Como é a estrutura do Plano Nacional de Cultura (PNC) formato que o grupo considerar melhor. Esse momento de aprovação é chamado de “validação”. E. estratégias. Ou seja. As consultas públicas devem ser realizadas durante toda a elaboração do plano e não apenas no final.br/plataformascolaborativas/tema-para-consultas-publicas pnc. É uma boa ferramenta para isso. As pessoas que escrevem o plano são os funcionários da Prefeitura e os membros dos fóruns e das comissões do Conselho de Cultura. Assim. metas. como veremos na próxima sessão.Redação final e validação do plano Consulta pública Como já dissemos antes. As próximas etapas são: escrever a versão final do plano. O maior número possível de pessoas deve participar da criação do plano de cultura. acessível pelos portais descritos abaixo.culturadigital. até 2020. metas e ações. diretrizes e priodiretrizes. pois ela pode ser costumizada. Ouações. criando capítulos que tratam de federal. apresentamos aqui: diagnóstico. metas e ridades. diretrizes. Ao todo. É nelas que aparecem sugestões que melhoram ainda mais o plano municipal. com 16 objetivos. a Prefeitura precisa elaborar um cronograma contendo prazos. resultados e impactos esperados. Em paralelo ao projeto de lei. O módulo. são 12 princípios. a maior parte dos detalhes do plano de cultura já foi decidida. tros têm um formato típico de projeto de lei. estratégias. objetivos. 36 estratégias. estaduais e municipais. cada cidadão faz um simples cadastro e passa a poder comentar e sugerir propostas: www. Mas as ideias são de toda a sociedade. o plano de cultura deve representar os interesses e as opiniões de toda a população.

a acompanhar e a avaliar o que foi feito. humanos e materiais que já existem ou que se pode tentar conseguir? Prazos de execução Toda ação deve ter um prazo para ser feita. A Prefeitura é responsável também pela coordenação e pela criação. dos artistas. uma conquista de todos. Os prazos nos ajudam a planejar os passos necessários para que a ação aconteça. Porque essa será uma vitória da cultura. Nessa fase do trabalho. os recursos financeiros. Dois pontos são fundamentais em relação às despesas: saber qual o valor a cada ano e como conseguir o recurso. A aprovação do Plano Municipal de Cultura será. 62 63 . passagens aéreas e muitas outras coisas. Para os municípios que não têm conselho cultural. Quando o plano for votado e aprovado na Câmara de Vereadores. Um cronograma precisa responder a todas essas perguntas: Prazos: Quando as ações vão acontecer? Recurso financeiro necessário: Quanto custa fazer essas ações? Recursos humanos e materiais necessários: Quem são as pessoas. Ele ajuda a planejar as ações e. Mas é importante lembrar que o Plano Municipal de Cultura é uma parceira do poder público com a sociedade. Então. Recursos Chamamos de recurso tudo o que for preciso para colocar as ações em prática. ele se torna lei. é bom contar com uma assessoria especializada em orçamento. instituições. pode ser importante contar com a ajuda dos vereadores que participaram da elaboração do plano. Nesse momento. o Plano Municipal de Cultura deve ser encaminhado à Câmara de Verea­ dores como projeto de lei. órgãos responsáveis por fazer acontecer? Quais são os materiais necessários? Vamos precisar de que profissionais. portanto. é a hora de fazer um cronograma. Nada mais justo do que comemorar essa grande vitória com uma bela festa. Sem uma data ou período previsto. A maior prova disso é que o Conselho Municipal de Cultura é formado por 50% de representantes da sociedade civil eleitos de forma democrática. A partir daí. equipamentos? Recursos disponíveis: Quais são os recursos financeiros. Eles nos ajudam também a colocar em prática as metas e as ações. o fórum ou comitê formado também devem garantir a participação dos representantes da sociedade civil. é preciso explicar com detalhes quais os recursos necessários para cada ação e que profissionais vão cuidar dessas ações. a mesma equipe que elabora o plano precisa colocar no papel quais os prazos e recursos para fazer tudo isso.Projeto de lei Agora. dos artesãos. dos gestores e produtores. No cronograma. depois. dos pesquisadores da cultura. dos educadores e de todo cidadão. Podem ser pessoas. A Prefeitura é responsável por esse encaminhamento e por acompanhar a tramitação. aprovação e implantação do plano. do poder público. alimentos. Ou seja. computadores. E também é preciso ser bem claro sobre as despesas para realizar cada ação. dos empresários. dos mestres populares. Como fazer e quando chegaremos lá? Em paralelo ao envio do projeto de lei ao legislativo. humanos e materiais do município poderão ser usados para colocá-lo em prática. materiais. o município começa de fato a participar de um sistema nacional e estadual de cultura. aumenta o risco de que elas não saiam do papel. dinheiro.

Ele nos ajuda a descobrir o que precisa ser repensado. Os resultados são as consequências esperadas. Os mecanismos são as formas de movimentar esse recurso (aplicação direta. 65 . a classificação das receitas é a mesma que se usa no orçamento público. renúncia fiscal. experimentar o que chamamos de fruição. 64 Como antecipar os resultados e impactos esperados? Mas o que vai acontecer depois que as metas estiverem cumpridas e as ações realizadas? Quais serão as consequências? O que poderá mudar a partir daí? Essa é a parte que se chama “resultados e impactos esperados”. Senai. O cronograma nos permite enxergar claramente as necessidades de um conjunto de ações: o tempo previsto. Mais cidadãos acessando a diversidade cultural e ampliando a percepção crítica. Esses parceiros podem contribuir com ações que estão ao seu alcance. os responsáveis pela execução. construir e participar de consórcios intermunicipais pode ser uma boa estratégia para tornar real determinada ação em uma região e conseguir recursos. transformando a realidade. O importante é que as informações estejam organizadas de forma clara. ainda dá tempo de fazer mudanças. META Criar seis novos museus. linguagens artísticas e patrimônio cultural” (meta 12 do PNC). RESULTADO(S) Aumento do número de pessoas acessando bens culturais. IMPACTO(S) Ampliação do repertório simbólico da população de determinado lugar. podemos analisar se todas as ações poderão ou não ser feitas. Sesi. com isso. seus resultados e seus impactos esperados. Todos os alunos da Educação Básica pública terão aulas de Arte. Como o cronograma é feito antes da aprovação final do plano municipal. apresentamos um quadro com duas metas. como na circulação de atividades culturais e na formação e na capacitação de pessoas. Os impactos são os efeitos que se deseja produzir. A fonte é a origem do recurso. duas cidades vizinhas podem investir no fortalecimento de um sistema de transporte entre elas. isto é. Como orientação geral. ministério. ação. A seguir. Aumento na quantidade de público fruidor e consumidor de arte e cultura. secretaria. Por exemplo. “100% das escolas públicas de Educação Básica com a disciplina de Arte no currículo escolar regular com ênfase em cultura brasileira. Outra estratégia para a execução do plano pode ser a busca de parceiros como os do Sistema S (Sesc. Uma forma possível é a aplicação direta (mecanismo) de recursos arrecadados pelo município (fonte).Mecanismos e fontes de financiamento É importante pensar em vários mecanismos e fontes de financiamento. de onde sai o dinheiro (órgão. Um plano de cultura deve esclarecer quais são os resultados e os impactos esperados das metas e ações propostas. empresa). Um cronograma pode ser uma lista. O Plano Municipal de Cultura pode ter várias formas de financiamento. para que as pessoas possam frequentar os equipamentos e ações culturais de cada cidade. Organizar. Mais jovens despertando vocações artísticas. um diagrama. Como fazer um cronograma? O cronograma deve ter todas essas informações: meta. prazo. Outra forma de financiamento é negociar parcerias com a iniciativa privada. fundo de investimento etc. isso quer dizer que as pessoas podem tomar contato com obras e artistas que não conheciam e. o custo total e os recursos necessários. Com base nele. uma tabela. estética e a tolerância com a diferença.). Senac etc). recursos necessários (inclusive valor em dinheiro) e recursos disponíveis.

Como gerir os avanços? 66 67 .

pior ainda. fazer mudanças a tempo. saber de cada avanço. Planejar é importante. no circuito comercial de cinema. é possível tomar atitudes para resolvê-los. até 2020. Em outros. 81 filmes brasileiros de longa-metragem com produção ou coprodução brasileira. em alguns casos. é normal que surjam algumas dificuldades. isto é. O indicador dessa meta é a quantidade de filmes brasileiros de longa-metragem com produção ou coprodução brasileira lançados no circuito comercial de cinema. começa uma etapa ainda mais importante: colocá-lo em prática. O “indicador” pode ser o número de bibliotecas. o indicador é o detalhe/dado/informação/resultado que será medido. pode não ser atingida! A experiência mostra que muitos bons projetos não deram certo por falta de monitoramento. podemos saber se as metas do plano estão sendo alcançadas. a quantidade de eventos. o dinheiro investido na cultura a cada mês. tem meta que só tem como ser medida ano a ano. Essa nova fase tem de ser acompanhada de perto. Na hora de realizar as ações do plano. O Observatório indica que até 30 de setembro de 2013 foram lançados. Monitorar é fundamental para saber como o plano está sendo elaborado e/ou executado e tomar decisões. no meio ou no fim do processo. superar dificuldades e alcançar as metas. cada atraso. continuamente. Monitorar significa medir sempre. Tem meta que vai ser medida dia a dia. podem ser usadas medições que já existem. o plano tem de prever como a medição será feita. Se eles forem percebidos a tempo. 68 69 . mas não é suficiente para garantir o sucesso de um plano. Assim fica claro se as coisas estão indo bem ou se existem problemas a resolver. Isto é. Tudo depende da meta e do prazo. Porque monitorar? Medindo. qual vai ser a fonte de aferição. E como se faz a gestão do plano? Um dos elementos fundamentais é o monitoramento. Veja como isso pode ser feito na página ao lado. Depois que o plano de cultura ficar pronto. problemas. nada será feito e a meta não será alcançada dentro do prazo ou. a quantidade de pessoas que vão a eventos culturais. É só assim que dá para avaliar a situação. A situação atual pode ser conhecida pela mesma fonte de aferição. atrasos. escolhe-se um detalhe (indicador) que vai ser acompanhado (monitorado) dia após dia. para cada meta e ação. O importante é acompanhar e divulgar as informações sobre o que foi alcançado. É preciso ter claro quem são os responsáveis. Esse acompanhamento se chama gestão. E também podemos saber em que ponto do trabalho nós estamos: no início. A fonte de aferição desse indicador são os dados do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) e da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Como “fonte de aferição”. serão lançados 150 filmes brasileiros de longa-metragem por ano. É necessário definir também de onde virá a informação sobre o indicador. Portanto. Se não forem percebidos. cada proposta que não deu certo e por qual motivo.Como gerir os avanços? Exemplo de medição que já existe: quantos filmes brasileiros são lançados por ano nos cinemas A meta 21 do Plano Nacional de Cultura antecipa que.

Assim é mais fácil verificar o que já foi feito ou deveria ter sido feito e também se o orçamento foi aplicado conforme o programado. Quem avalia o Plano Nacional de Cultura (PNC) A avaliação do PNC deve envolver especialistas. mudanças e ajustes. dado. monitorado e avaliado. para analisar o trabalho de forma mais ampla.Avaliação durante e depois O monitoramento também é importante porque ele permite avaliar o plano de cultura. com que recursos. é preciso decidir algumas coisas: como registrar a informação. informação) para cada meta? Como esse indicador será medido. o importante é que os gestores do plano saibam o que está acontecendo o mais rapidamente possível. institutos de pesquisa. Será que as metas e as ações esco- lhidas foram capazes de atingir os resultados e os impactos esperados? Essa resposta só pode ser dada depois que o plano for colocado em prática. O que importa é o “modo”. Resultado: o monitoramento de resultado quer saber em que medida os resultados foram alcançados. Essas informações são avaliadas e orientam as decisões. a execução. o passo a passo fica claro para os gestores do plano e todas as pessoas envolvidas. A avaliação do momento presente é a que acontece enquanto o plano está sendo colocado em prática. 70 como. Processo: no monitoramento do processo o objetivo é saber como as ações estão sendo feitas. Saber se tudo está sendo feito da forma planejada. como compartilhar e como avaliar. isto é. ou seja. redes socioculturais e o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). quando. Uma forma de fazer isso é criar planos de ação. qual será a fonte de aferição? Com que frequência o indicador será medido? Quem será responsável por essa medição? Como a informação será compartilhada. organizações. Avaliar é analisar o modo como o plano está sendo realizado e os resultados e impactos que ele gerou. É preciso definir então três pontos: o indicador. Há duas maneiras de acompanhar um plano: o processo e o resultado. Como fazer o monitoramento do plano? Para monitorar/acompanhar um plano. dizendo o que será feito em cada etapa. técnicos e agentes culturais. a fonte de aferição e como compartilhar essa informação. Afinal. E também quais foram os efeitos/impactos causados por esses resultados. Existem dois tipos de avaliação: a do momento presente e a que será feita no futuro. Nesses planos são descritas as atividades para realizar uma meta ou ação. como todos os interessados poderão ficar sabendo como as coisas estão indo? Com que frequência essa informação será atualizada? Quem será responsável por essa atualização? 71 . Para cada meta devem ser definidos um ou mais indicadores que serão medidos constantemente. A avaliação acontece também depois que as ações já foram feitas. Dessa forma. por quem. Qual será o indicador (detalhe. universidades. O monitoramento traz informações para os gestores sobre como o plano está sendo feito e quais os resultados. instituições culturais. Os planos de ação orientam o trabalho.

Como é um planejamento para dez anos. conselhos. O plano será um guia. que não participaram da criação do plano. As conferências são fundamentais para a participação das pessoas da área cultural.culturadigital. Ali estão informações atualizadas sobre a execução das metas e o que está sendo feito para que sejam alcançadas. Agora o município participa de algo maior: o Sistema Nacional de Cultura.Compromissos Veja na internet o resultado do monitoramento das 53 metas do Plano Nacional de Cultura (PNC) O Ministério da Cultura criou uma página na internet que comunica o resultado do monitoramento das 53 metas do PNC. É preciso então definir um grupo de trabalho que vai marcar as datas das conferências e começar a organizar os eventos. É preciso que cada um faça a sua parte – o Governo Federal. 72 73 . Você pode personalizar a forma de consulta das metas e definir quais delas deseja acompanhar e sobre quais deseja receber atualizações por e-mail. Essa aproximação ajuda a conhecer as necessidades da área cultural e a fazer revisões nos planos de cultura ao longo do tempo. ele será importante também para apresentar as ideias. Conferências Compromisso: realizar as conferências municipais de cultura.br. É bom lembrar-se de todos os compromissos assumidos quando foi assinado o Acordo de Cooperação Federativa. basta acessar o portal pnc. os princípios e os compromissos que orientam as metas e as ações. Vamos relembrar alguns desses compromissos. essa aproximação ajuda a dar transparência no uso dos recursos. descentralizada e participativa. necessidades e propostas para uma determinada área cultural: teatro. Agora é o momento de pensar na criação dos planos setoriais de cultura. Nesses casos. Para saber mais sobre a plataforma. da população em geral e para aproximá-las do poder público. Afinal. entre o município e o Ministério da Cultura. previamente às conferências estaduais e nacionais. dança. O mundo muda. Cada plano vai reunir informações. Podem ser criados planos de ação e outras formas internas para acompanhar as ações. artes plásticas. Para começar. a cultura muda. de cada ação e organizar o monitoramento de todo o trabalho. como. é possível nomear as pessoas que vão cuidar de cada meta. artesanato. Planos setoriais Compromisso: implantar e regulamentar as normas específicas locais dos sistemas setoriais de cultura. os estados e os municípios – para que o SNC funcione de verdade. é preciso colocar em prática tudo o que foi planejado. relembrando o que deve ser feito. as pessoas mudam. vão aparecer pessoas novas. seguindo o calendário estabelecido pelo Ministério da Cultura. Com a mão na massa Agora que o plano de cultura já é lei. cultura afro-brasileira. Além disso. quando. comissões e fóruns não há gestão compartilhada. Sem conferências. onde. são dez anos.

O financiamento acontece com recursos do Fundo Municipal de Cultura. E também pensar em todas as outras etapas que aconteceram na criação dos planos municipais de cultura. datas para as reuniões. Por isso. o município pode usar os dados do SNIIC. manter ou reestruturar o Sistema Municipal de Financiamento à Cultura (SMFC). Estarão reunidas. para que isso aconteça. O SNIIC não é importante apenas para o Governo Federal e para o Ministério da Cultura. assim que possível. isso vai depender do nível de organização dos segmentos culturais na cidade. Ele será suficiente para que os responsáveis acompanhem o que está sendo feito e tomem suas decisões. O sistema ajuda nosso país a conhecer sua própria cultura. É fundamental que os recursos desse fundo estejam acessíveis a todos. Nem todo município precisa ter um ou mais planos setoriais. deve criar o seu imediatamente. Fundo Municipal de Cultura Compromisso: criar e implantar. organizar as consultas públicas. aumentar os recursos para isso. Mas. 74 O poder público deve participar do financiamento à cultura e. informações culturais sobre todos os estados e municípios do Brasil. garantindo recursos para o seu funcionamento. com editais. é preciso que a sociedade e o poder público coloquem lá tudo o que está sendo feito na área cultural. É preciso prever de onde virá o dinheiro e quais as regras para utilização dos recursos do fundo. Por isso. Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) Compromisso: compartilhar informações por meio do SNIIC. entre outras. apresentando um projeto de lei. Os recursos desse fundo vão financiar iniciativas culturais do poder público e também de pessoas da área cultural e da população em geral. Como fonte de informações. o SNIIC pode ser visto como sistema de monitoramento do plano municipal. em um só lugar. se o município ainda não tem um Fundo de Cultura. O SNIIC será a maior fonte de informações sobre a cultura brasileira. Essas regras devem ser as mais democráticas possíveis. 75 .circo. O Conselho de Política Cultural deve avaliar o contexto antes de criar um sistema setorial. Ou seja. É preciso definir equipes de trabalho. um plano setorial deve ser feito em parceria com as pessoas mais representativas de cada setor cultural. em vez de criar um sistema próprio para monitorar a implantação do plano. que pode ser acessado no portal do Ministério da Cultura. em especial o Fundo Municipal de Cultura. seleções públicas e comissões julgadoras com a participação da sociedade civil.

centro cultural. por cada brasileiro Meta 21) 150 filmes brasileiros de longa-metragem lançados ao ano em salas de cinema Meta 22) Aumento em 30% no número de municípios brasileiros com grupos em atividade nas áreas de teatro. espetáculos de teatro. cinema. produção e difusão do conhecimento Meta 20) Média de quatro livros lidos fora do aprendizado formal por ano. com 100% das Unidades da Federação (UF) e 60% dos municípios com legislação e política de patrimônio aprovadas Meta 6) 50% dos povos e comunidades tradicionais e grupos de culturas populares que estiverem cadastrados no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais Meta 7) 100% dos segmentos culturais com cadeias produtivas da economia criativa mapeadas Meta 8) 110 territórios criativos reconhecidos Meta 9) 300 projetos de apoio à sustentabilidade econômica da produção cultural local Meta 10) Aumento em 15% do impacto dos aspectos culturais na média nacional de competitividade dos destinos turísticos brasileiros Meta 11) Aumento em 95% no emprego formal do setor cultural Meta 12) 100% das escolas públicas de educação básica com a disciplina de Arte no currículo escolar regular com ênfase em cultura brasileira. formação. habilitados pelo Ministério da Educação (MEC). linguagens artísticas. patrimônio cultural e demais áreas da cultura Meta 19) Aumento em 100% no total de pessoas beneficiadas anualmente por ações de fomento à pesquisa. no campo da Arte e Cultura com proporcional aumento de vagas Meta 16) Aumento em 200% de vagas de graduação e pós-graduação nas áreas do conhecimento relacionadas às linguagens artísticas. patrimônio cultural e demais áreas da cultura. artes visuais. linguagens artísticas e patrimônio cultural Meta 13) 20 mil professores de Arte de escolas públicas com formação continuada Meta 14) 100 mil escolas públicas de Educação Básica desenvolvendo permanentemente atividades de Arte e Cultura 76 Meta 15) Aumento em 150% de cursos técnicos. música. circo. fóruns e seminários com conteúdo de gestão cultural. dança. arquivos públicos e centros culturais atendendo aos requisitos legais de acessibilidade e desenvolvendo ações de promoção da fruição cultural por parte das pessoas com deficiência 77 . teatros. com aumento proporcional do número de bolsas Meta 17) 20 mil trabalhadores da cultura com saberes reconhecidos e certificados pelo Ministério da Educação (MEC) Meta 18) Aumento em 100% no total de pessoas qualificadas anualmente em cursos. com 100% das Unidades da Federação (UF) e 60% dos municípios com sistemas de cultura institucionalizados e implementados Meta 2) 100% das Unidades da Federação (UF) e 60% dos municípios atualizando o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) Meta 3) Cartografia da diversidade das expressões culturais em todo o território brasileiro realizada Meta 4) Política nacional de proteção e valorização dos conhecimentos e expressões das culturas populares e tradicionais implantada Meta 5) Sistema Nacional de Patrimônio Cultural implantado. oficinas. cinemas. literatura e artesanato Meta 23) 15 mil Pontos de Cultura em funcionamento. dança e música Meta 29) 100% de bibliotecas públicas. as Unidades da Federação (UF) e os municípios integrantes do Sistema Nacional de Cultura (SNC) Meta 24) 60% dos municípios de cada macrorregião do país com produção e circulação de espetáculos e atividades artísticas e culturais fomentados com recursos públicos federais Meta 25) Aumento em 70% nas atividades de difusão cultural em intercâmbio nacional e internacional Meta 26) 12 milhões de trabalhadores beneficiados pelo Programa de Cultura do Trabalhador (Vale-Cultura) Meta 27) 27% de participação dos filmes brasileiros na quantidade de bilhetes vendidos nas salas de cinema Meta 28) Aumento em 60% no número de pessoas que frequentam museu. compartilhados entre o Governo Federal. circo.Lista das metas do Plano Nacional de Cultura Meta 1) Sistema Nacional de Cultura institucionalizado e implementado. museus.

com secretarias de cultura exclusivas instaladas Meta 38) Instituição pública federal de promoção e regulação de direitos autorais implantada Meta 39) Sistema unificado de registro público de obras intelectuais protegidas pelo direito de autor implantado Meta 40) Disponibilização na internet de conteúdos. arquivo público ou centro de documentação. observada a distribuição da população nas macrorregiões do país Meta 49) Conferências Nacionais de Cultura realizadas em 2013 e 2017. dos recursos públicos federais para a cultura Meta 52) Aumento de 18. com ampla participação social e envolvimento de 100% das Unidades da Federação (UF) e 100% dos municípios que aderiram ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) Meta 50) 10% do Fundo Social do Pré-Sal para a cultura Meta 51) Aumento de 37% acima do PIB. entre museu. na seguinte proporção: 25% nos canais da TV aberta.5% de participação do setor cultural brasileiro no PIB 79 . cinema e centro cultural Meta 32) 100% dos municípios brasileiros com ao menos uma biblioteca pública em funcionamento Meta 33) 1. sendo 100% das capitais e 100% dos municípios com mais de 500 mil habitantes.Meta 30) 37% dos municípios brasileiros com cineclube Meta 31) Municípios brasileiros com algum tipo de instituição ou equipamento cultural.5% acima do PIB da renúncia fiscal do Governo Federal para incentivo à cultura Meta 53) 4. comunidades ou coletivos beneficiados com ações de Comunicação para a Cultura Meta 46) 100% dos setores representados no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) com colegiados instalados e planos setoriais elaborados e implementados Meta 47) 100% dos planos setoriais com representação no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) com diretrizes. ações e metas voltadas para infância e juventude Meta 48) Plataforma de governança colaborativa implementada como instrumento de participação social com 100 mil usuários cadastrados. dentre os quais. 20% nos canais da TV por assinatura 78 Meta 45) 450 grupos. que estejam em domínio público ou licenciados Meta 41) 100% de bibliotecas públicas e 70% de museus e arquivos disponibilizando informações sobre seu acervo no SNIIC Meta 42) Política para acesso a equipamentos tecnológicos sem similares nacionais formulada Meta 43) 100% das Unidades da Federação (UF) com um núcleo de produção digital audiovisual e um núcleo de arte tecnológica e inovação Meta 44) Participação da produção audiovisual independente brasileira na programação dos canais de televisão. teatro ou sala de espetáculo.000 espaços culturais integrados a esporte e lazer em funcionamento Meta 34) 50% de bibliotecas públicas e museus modernizados Meta 35) Gestores capacitados em 100% das instituições e equipamentos culturais apoiados pelo Ministério da Cultura Meta 36) Gestores de cultura e conselheiros capacitados em cursos promovidos ou certificados pelo Ministério da Cultura em 100% das Unidades da Federação (UF) e 30% dos municípios. 100% dos que possuem mais de 100 mil habitantes Meta 37) 100% das Unidades da Federação (UF) e 20% dos municípios.

histórico e próximos passos 80 81 .Plano Nacional de Cultura: perguntas frequentes.

sua execução depende da cooperação de todos. Um marco importante nesse processo foi a 1ª Conferência Nacional de Cultura. Quais os eixos norteadores do Plano Nacional de Cultura (PNC)? O PNC baseia-se em três dimensões de cultura que se complementam: a cultura como expressão simbólica. Qual o prazo de vigência do Plano Nacional de Cultura (PNC)? O PNC tem duração de dez anos. a promoção e a preservação da diversidade cultural existente no Brasil. o PNC é composto de 36 estratégias. O CNPC é um órgão colegiado que faz parte do Ministério da Cultura (MinC) e foi estruturado a partir do Decreto n° 5.343. Por isso. Seu objetivo é orientar o desenvolvimento de programas. ou seja. 4. Ele foi criado para colaborar na formulação de políticas públicas e promover a articulação e o debate entre a sociedade civil e os governos municipais. Além dessas dimensões. ele é válido até 2 de dezembro de 2020.520. (iii) Do Acesso. sob a supervisão do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). Previsto no artigo 215 da Constituição Federal. (ii) Da Diversidade. o PNC foi criado pela Lei n° 12. 274 ações e 53 metas. a partir de 2005. A aprovação do PNC em forma de lei situa a cultura na agenda de cidades. objetivos. realizada em 2005. (iv) Do Desenvolvimento Sustentável. de estados. também se ressalta no PNC a necessidade de fortalecer os processos de gestão e participação social. de outros organismos do Governo Federal e da sociedade. Além disso. de 24 de agosto de 2005. estratégias e metas que devem orientar o poder público na formulação de políticas culturais. para que seja possível realizar as ações e alcançar as metas. Esses tópicos estão presentes nos seguintes capítulos do Plano: (i) Do Estado.Perguntas frequentes sobre o Plano Nacional de Cultura 3. Quem é responsável pela execução do Plano Nacional de Cultura (PNC)? O Ministério da Cultura (MinC) é o coordenador executivo do PNC e por isso é responsável pelo monitoramento das ações necessárias para sua realização. estaduais e federal. projetos e ações culturais que garantam a valorização. a cultura como direito de cidadania e a cultura como potencial para o desenvolvimento econômico. 5. 82 83 . 2. de 2 de dezembro de 2010. Como o Plano Nacional de Cultura (PNC) foi elaborado? Foi elaborado após a realização de fóruns. O que é o Plano Nacional de Cultura (PNC)? É um conjunto de princípios. e (v) Da Participação Social. 1. seminários e consultas públicas com a sociedade civil e. e não apenas do Governo Federal. diretrizes. depois de conferências municipais e estaduais. o reconhecimento.

é preciso entrar em contato com o responsável pela cultura na Prefeitura ou no governo do estado. Assim.343. Ao aderir ao SNC. O SNC estabelece mecanismos de gestão compartilhada entre estados. serviços e conteúdos. gestão cultural. 8. estratégias e ações. Como o Plano Nacional de Cultura (PNC) será realizado? O Ministério da Cultura (MinC) estabeleceu 53 metas. O Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) também terá papel fundamental na realização do PNC. é fundamental nesse processo. 9. E deverá conferir periodicamente se o PNC está sendo cumprido de forma eficaz e de acordo com suas diretrizes. desenvolvimento econômico-cultural e de implantação sustentável de equipamentos culturais. Plataforma disponível na internet. Por isso. Para que seja posto em prática. Se seu estado ou seu município ainda não aderiu ao PNC. renda. Esse comitê deverá ser composto de representantes: do poder Legislativo. dos estados e das cidades que aderirem ao Sistema Nacional de Cultura (SNC). gerenciado pelo MinC. além de indicadores de nível de trabalho. bem como ser incluído no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). e a lei que estabelece o PNC prevê a criação de um comitê executivo para acompanhar a revisão de suas diretrizes. Governo Federal e a sociedade civil para a construção de políticas públicas de cultura. O órgão do Ministério da Cultura (MinC) responsável pela adesão é a Secretaria de Articulação Institucional (SAI). pode receber recursos federais para o setor cultural e assistência técnica para a elaboração de planos. o SNIIC possibilitará a produção de estatísticas. O Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) também será responsável por esse monitoramento. os municípios e o Governo Federal. o PNC depende da adesão dos estados e dos municípios. o que será feito por meio do SNC. do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) e do Ministério da Cultura (MinC). 7. Como será a revisão do Plano Nacional de Cultura (PNC)? De acordo com a Lei n° 12. pois reunirá dados sobre as políticas culturais. 84 85 . acesso à cultura. Como meu município ou meu estado pode aderir ao Plano Nacional de Cultura (PNC)? O Sistema Nacional de Cultura (SNC) será a ponte entre o PNC. de 2 de dezembro de 2010. o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). A primeira revisão será realizada após 2 de dezembro de 2014 e será conduzida pelo Comitê Executivo do Plano. o PNC deverá ser revisado periodicamente para que suas diretrizes e metas possam ser aperfeiçoadas. É esse o objetivo principal desta publicação: auxiliar na construção de um plano municipal de cultura. institucionalização. municípios. estratégias e metas para as políticas de cultura naquele território por um período de dez anos. A adesão ao SNC é voluntária e poderá ser realizada por meio de um Acordo de Cooperação Federativa. o estado ou o município deve elaborar um plano de cultura: documento que reúne diretrizes. indicadores e outros dados sobre as atividades da cultura com o objetivo de auxiliar no monitoramento e na avaliação do PNC. Como o Plano Nacional de Cultura (PNC) será monitorado e avaliado? O Ministério da Cultura (MinC) é responsável por monitorar e avaliar as metas do PNC. os estados.6. Serão usados indicadores nacionais. regionais e locais que mostrem a oferta e a demanda por bens. Os estados e os municípios que aderirem ao SNC deverão elaborar planos de cultura e poderão contribuir para que se alcancem as metas do PNC.

Realização da 2ª Conferência Nacional de Cultura. setoriais e revisão do PNC 2014 a 2020 Monitoramento e novo PNC Realização do conjunto de seminários “Cultura para Todos” em todo o país. Realização de seminários em todos os estados e fórum virtual. Adequação e elaboração de planos setoriais de cultura. Realização da 4ª Conferência Nacional de Cultura. Revisão do PNC. Instalação e trabalho das Câmaras Setoriais. Elaboração de novo PNC. Elaboração dos Planos Plurianuais (PPA) com base nas metas do PNC revisado. Monitoramento das metas do PNC. Realização da 1ª Conferência Nacional de Cultura precedida por conferências regionais. Desenvolvimento do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). Acompanhamento dos planos municipais e estaduais de cultura. Monitoramento das metas do PNC. Início do monitoramento das metas. 215. Aprovação da Lei do PNC (Lei n° 12. Elaboração de diretrizes gerais. Análise do Projeto de Lei na Comissão de Educação e Cultura e na Comissão de Constituição e Justiça do Congresso. Formulação das metas do PNC. diretrizes gerais e debate público 2009 a 2010 Aprovação no Congresso 2011 a 2012 Metas. Realização da 3a Conferência Nacional de Cultura.343/2010). 2003 a 2005 Articulação política e participação social 2006 a 2008 Informações. Criação da Agenda 21 da Cultura para as cidades. monitoramento e SNIIC 2013 a 2014 Planos territoriais. estaduais e municipais. Elaboração de planos de ação para as metas. Realização de pesquisas no campo da cultura (IBGE e IPEA). Finalização do processo de revisão do PNC e publicação das alterações. Criação do Conselho Nacional de Política Cultural.Plano Nacional de Cultura: principais momentos de uma construção democrática Apresentação do Projeto de Lei do PNC ao Congresso. 86 87 . Aprovação da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. Aprovação da emenda constitucional que insere o PNC no art.

em 10 de agosto de 2005. na Espanha. também tiveram destaque as Câmaras Setoriais. Esses órgãos consultivos. são um canal organizado para o diálogo. A seguir.] § 3° A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura. 215. que determinou a realização do Plano Nacional de Cultura. comprometida com o planejamento rigoroso e o cumprimento de metas para as políticas públicas. 89 De 2003 a 2005 – Articulação política e participação social Em 2003. no plano internacional. a Agenda 21 da Cultura. Instrumento inovador na gestão pública da cultura.. III – formação de pessoal qualificado para gestão da cultura em suas múltiplas dimensões. Assim. A mudança no texto da Constituição foi fundamental para a construção democrática do PNC. proposta pela Organização das Nações Unidas para a Educação. fosse aprovada a Emenda Constitucional nº 48. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional. o Ministério da Cultura realizou diversos diálogos com a sociedade. a elaboração e a pactuação entre os segmentos das artes e o Ministério da Cultura. Em 2004 foi aprovada em Barcelona. visando ao desenvolvimento cultural do país e à integração das ações do poder público que conduzem à: I – defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro. cidades e dos governos locais para contribuir com o desenvolvimento cultural e que inspirou as políticas do Ministério da Cultura. vinculados ao Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). proteção e desenvolvimento do patrimônio cultural brasileiro. No mesmo ano. dois fatos contribuíram para as diretrizes que guiariam o PNC: no Brasil. além de indicar o que é necessário para que as metas propostas pelo plano sejam cumpridas até 2020. instituições e empreendimentos culturais puderam contribuir para diagnosticar demandas e prioridades no campo cultural. Em 2005.O Plano Nacional de Cultura: histórico e próximos passos Por meio desses órgãos. acompanhar e avaliar ações e programas culturais. documento que lançou as bases de um compromisso mundial das No Brasil. financiar. reafirmou-se a responsabilidade do Estado em adotar políticas públicas de valorização.. o artigo que trata dos direitos culturais passou a ter a seguinte redação: Art. A cultura conquistou naquele momento um patamar de relevância política sem precedentes: foi reconhecida a importância do pleno exercício dos direitos culturais e a necessidade de garantir o acesso às fontes da cultura nacional. a Ciência e a Cultura (Unesco). a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. foi acrescentado o parágrafo 3º no artigo 125 da Constituição Federal. Esse momento de participação social e articulação política possibilitou que. O seminário foi o primeiro passo para envolver os cidadãos na avaliação e no planejamento das políticas culturais. Dilma Rousseff. promoção e difusão de bens culturais. Em diálogo permanente com a sociedade. Nesse processo. o Estado passou a ter o dever de formular diretrizes para a cultura e planejar. a 1ª Conferência Nacional de Cultura (CNC) e. Assim. adotar. o PNC está em consonância com a gestão da atual presidenta da República. os representantes de grupos artísticos. regular. II – produção. é descrito o histórico da criação do PNC até os dias atuais. como o “Seminário Nacional Cultura para Todos”. IV – democratização do acesso aos bens de cultura e V – valorização da diversidade étnica e regional. que determinou a criação do Plano Nacional de Cultura (PNC). 88 . e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. o conceito de cidadania cultural ganhou destaque com a Constituição de 1988. [. de duração plurianual.

Por sua vez. Essas contribuições foram sistematizadas e incluídas no texto do PNC. o 1o Fórum Nacional de TVs Públicas. adotadas pelo Brasil em 2006. o Ministério da Cultura e a Câmara dos Deputados estabeleceram um calendário de audiências públicas. o Seminário Nacional dos Direitos Autorais. a necessidade de um marco regulatório. diretrizes gerais e debate público As resoluções da Conferência Nacional de Cultura (CNC) foram o ponto de partida para a elaboração das diretrizes do Plano Nacional de Cultura (PNC). Também foram úteis os documentos resultantes de encontros sobre cultura ocorridos entre 2006 e 2007. as diretrizes da Convenção da Diversidade da Unesco. estaduais e setoriais. por meio do diálogo e do debate entre os diferentes níveis de governo e a sociedade civil.A CNC ocorreu após mais de 400 encontros municipais. Em 2008. A CNC significou um avanço e um amadurecimento das políticas públicas e da participação social no setor cultural. Para ampliar ainda mais a participação da sociedade civil e envolver os governos de estados e cidades. representaram um marco jurídico internacional para as políticas culturais. foram realizados seminários regionais pelo país e debates pela internet. ele foi debatido em mais uma conferência. Na mesma época (2005) foi criado o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). Além de envolver mais de 3 200 municípios e 90 91 . Esse conjunto de informações forneceu subsídios para a redação do Projeto de Lei do Plano Nacional de Cultura. estratégias e diretrizes debatidos nesses eventos e respaldados por pesquisas e estudos. A 2ª Conferência Nacional de Cultura (CNC). desafios. além de destacar entre suas propostas prioritárias. que contaram com uma participação intensa do CNPC. valores. 2009 a 2010 – Aprovação no Congresso Antes de o Plano Nacional de Cultura ser aprovado no Congresso. publicados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). fatores que contribuíram para a sua divulgação. e o Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural. que foram incorporadas ao PNC. órgão do Ministério da Cultura que surgiu para propor políticas públicas na área da cultura e para estimular atividades culturais no país. e os estudos sobre economia da cultura e políticas culturais. Sua realização mobilizou cerca de 60 mil pessoas e suas resoluções forneceram as bases para o Projeto de Lei do PNC. aprovou os principais conceitos e conteúdos do PNC. O projeto foi apresentado com conceitos. realizada em março de 2010. com a proposta do PNC em desenvolvimento. O CNPC acompanhou todo o processo de formulação e aprovação do PNC. São exemplos o Suplemento de Cultura da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). intermunicipais. O debate público sobre o PNC foi estimulado graças à publicação e à distribuição de um documento impresso e à existência de uma versão disponível na internet. como o 2o Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares. Dados e diagnósticos de diversas fontes também contribuíram para a elaboração das diretrizes do PNC. que foi encaminhado ao Congresso Nacional em 2006. De 2006 a 2008 – Informações.

Além disso. O MinC também está desenvolvendo um banco de dados para mapear as atividades e expressões culturais brasileiras. o MinC realizou uma oficina para aperfeiçoar. o MinC realizou seminários e audiências em todo o país. pessoas e instituições ligadas à cultura. Após o debate público. Ao final. Coube ao Ministério da Cultura (MinC) o desafio de elaborar as metas do PNC. Atualmente. nas quais os participantes puderam debater e avaliar as metas propostas. Os planos de ação definirão quais ações estão sob responsabilidade do MinC e quando serão realizadas. Durante esse período. No entanto. uma primeira versão foi submetida à consulta pública na internet com cerca de 9 mil visitas ao site (pnc. Para isso. Situação atual (2013-2014) – Planos territoriais.225 mil pessoas em debates sobre as prioridades para a cultura.culturadigital. O Projeto de Lei do Plano Nacional de Cultura foi analisado em duas comissões do Congresso: Comissão de Educação e Cultura e Comissão de Constituição e Justiça. pois foram realizadas pré-conferências exclusivas para representantes das linguagens artísticas e dos grupos culturais. estão sendo elaborados planos de ação para que seja possível cumprir cada meta até 2020. Com essa aprovação. assim como a participação da sociedade civil organizada.br). O encontro resultou em recomendações que serviram de base para a versão final – discutida e aprovada pelo CNPC – que reúne as 53 metas apresentadas nesta publicação. Em setembro de 2011. além de outras informações sobre o campo da cultura. o encontro consolidou um novo espaço de diálogo entre os diferentes setores. do próprio MinC e de outros ministérios. Por meio delas é possível definir uma visão mais concreta para o Plano Nacional de Cultura e o cenário desejado para a cultura em 2020. O SNIIC é uma plataforma digital que contará com o envolvimento de toda a sociedade e permitirá o monitoramento das metas de forma transparente. reunindo todos os representantes do CNPC. setoriais e revisão do PNC Para o sucesso do Plano Nacional de Cultura (PNC) é fundamental o envolvimento de todos. que formam uma ampla rede de informações e participação social. Após o debate no Legislativo. promoveu reuniões com os colegiados setoriais do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). a cultura passou a assumir um importante papel na consolidação da democracia brasileira. dos colegiados setoriais. indicadores e informações do MinC. monitoramento e SNIIC A Lei do Plano Nacional de Cultura estabeleceu a necessidade da elaboração de metas para alcançar seus objetivos. pois integrará estatísticas. distrital e municipais. a maior fonte de dados do SNIIC serão os próprios usuários. o desenvolvimento do PNC deverá estar plena92 93 . bem como de museus. bibliotecas e outros equipamentos culturais. 2011 a 2012 – Metas. Esse banco possibilitará o acompanhamento e a avaliação do PNC e estará disponível no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). devem levar em conta a capacidade de execução de políticas públicas dos governos federal. estaduais. A partir de 2013. definir e pactuar as metas. ou seja. o PNC foi aprovado em dezembro de 2010. foram encaminhadas mais de seiscentas contribuições às metas.

o Ministério da Cultura (MinC) apoiará tais setores no desenvolvimento de seus planos. 94 95 . Em 2010. Os estados e os municípios que aderirem ao SNC deverão formular seus próprios planos. As primeiras informações obtidas com o monitoramento fornecerão as bases para que o plano seja revisado e aperfeiçoado. serão fortalecidos os órgãos de gestão. os municípios. música. Representantes de setores da cultura também deverão elaborar seus planos e contribuir para identificar as prioridades de cada setor. teatro. Enquanto os planos territoriais (de estados e de municípios) e setoriais (de diversos setores culturais) estiverem sendo elaborados.mente integrado ao Sistema Nacional de Cultura (SNC). culturas indígenas. com o monitoramento do PNC será possível ajustar as ações do Ministério da Cultura (MinC) para que as 53 metas sejam alcançadas. dança. que se juntaram ao já existente Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL). com base nos dados obtidos com o monitoramento do PNC. com novas prioridades e novos desafios para a cultura. Quando o atual plano estiver próximo de seu término. encontro que deve possibilitar o aprimoramento das ações e estratégias adotadas. culturas populares e museus. Ao mesmo tempo. que ocorrerá em 2014. os estados. Cenário para 2015-2020 As alterações propostas na revisão do Plano Nacional de Cultura (PNC) em 2014 serão publicadas e deverão influenciar a elaboração dos planos plurianuais. Até 2020 também se prevê a realização da 4ª Conferência Nacional de Cultura. que deverá se debruçar sobre o monitoramento do PNC e subsidiar a sua revisão. os sistemas de financiamento e os conselhos. será iniciado o monitoramento do PNC. o Distrito Federal e a sociedade civil na construção das políticas públicas de cultura. circo. será o momento de elaborar um novo PNC. Desse modo. Em 2013 será realizada a 3ª Conferência Nacional de Cultura. Dando continuidade ao processo iniciado pelas Câmaras Setoriais em 2003. assim como as conferências abertas à participação social. É um modelo de gestão compartilhada que envolve o Governo Federal. foram elaborados os planos de artes visuais.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação . 5. Como fazer um plano de cultura. Título. Brasília: MinC. / Brasil. Ministério da Cultura. 2. Indicadores Culturais. Políticas Públicas Culturais. 2013. Plano Nacional de Cultura. 3. ISBN 978-85-60618-18-7 Administração Pública. I. 6. Ilustradora Joana Lira. Sistema Nacional de Cultura.CIP B823 Brasil. Ministério da Cultura. – São Paulo: Instituto Via Pública. CDU 351 CDD 350 . Gestão de Política Pública. 4. 7. Monitoramento de Políticas Públicas. il. 96 p..