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MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO

MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
POLÍCIA MILITAR
CPO-E BPTRAN
MANUAL DO AGENTE
VITÓRIA
2012
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MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
APRESENTAÇÃO
A grande dinâmica da legislação de trânsito de nosso país que constantemente
sofre alterações, adaptações e inovações relacionadas à regulamentação de
novas contutas, cria a necessidade de contantes revisões de procedimentos,
tanto para criação de uma uniformidade de ação, como também para adaptar
as ações de fscalização aos novos ditames da legislação.
Com o objetivo de fazer as devidas alterações e atualizações de procedimentos
do BPTran, compusemos uma equipe de trabalho para fazer a revisão do guia
operacional de nossa Unidade, o Manual do Agente, que contem as orienta-
ções operacionais necessárias a execução da fscalização de trânsito exercida
por toda a PMES.
Após várias reuniões e debates, precedidos de estudos dirigidos por parte dos
membros da comissão, foram construindo consensos e permitindo a elabora-
ção de mudanças nos procedimentos contidas no Manual revisado.
Pela primeira vez, houve a participação de praças na comissão de revisão do
Manual do Agente, mudança que agregou experiência operacional e expôs
necessidades como a de diminuir o tamanho para facilitar a portabilidade do
Manual, explicitar novos exemplos e realizar adaptações para conferir maior
praticidade operacional às determinações e procedimentos aqui contidos.
O objetivo principal deste Manual é o de padronizar as rotinas operacionais de
nossa Unidade, bem como, servir como doutrina, norteando as ações das de-
mais Unidades da PMES que possuem Seções de Trânsito.
Como previsto no Código de Trânsito Brasileiro: “O trânsito, em condições se-
guras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do
Sistema Nacional de Trânsito”. Cabe a nós reconhecermos o papel importante
que desempenhamos na segurança do trânsito, principalmente na preservação
de vidas, pois a fscalização e aplicação da lei propicia um trânsito mais seguro,
refetindo na diminuição dos acidentes, assim como de sua gravidade, propor-
cionando que atinjamos nosso principal objetivo, salvar vidas.
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MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
A PAG
ACOSTAMENTO
• Estacionar, Art. 181, VII...................................................................................................................... 44
• Transitar, Art. 193............................................................................................................................... 60
• Ultrapassar, Art. 202, I........................................................................................................................ 64
ADAPTAÇÃO DO VEÍCULO PARA CONDUTOR ESPECÍFICO
• Dirigir sem, Art. 162, VI....................................................................................................................... 20
AGENTE
• Desobedecer às ordens, Art. 195........................................................................................................ 61
AGRUPAMENTO
• Pessoas ou veículos – deixar de parar ao perceber, Art. 213............................................................. 72
ÁLCOOL
• Dirigir sob a infuência, Art. 165........................................................................................................... 29
ALARME (usar)
• Perturbando o sossego, Art. 229.......................................................................................................... 89
AMBULÂNCIA
• Deixar de dar passagem, Art. 189........................................................................................................ 58
• Seguir, Art. 190..................................................................................................................................... 58
AMEAÇAR (Dirigir)
• Pedestres, Art. 170............................................................................................................................... 32
• Veículos, Art. 170................................................................................................................................. 32
ANTI-RADAR
• Conduzir o veículo com esse dispositivo, Art. 230, III......................................................................... 106
APARELHO AUXILIAR DE AUDIÇÃO
• Dirigir sem, Art. 162, VI....................................................................................................................... 20
ARRANCADA BRUSCA
• Executar, Art. 175................................................................................................................................ 35
ARREMESSAR ÁGUA OU DETRITOS
• Com o veículo, Art. 171........................................................................................................................ 33
ATIRAR ABANDONAR OBJETOS OU SUBSTÂNCIAS
• Do veículo, Art. 172.............................................................................................................................. 33
ATRAPALHAR O TRÂNSITO
• Transitando ao lado de outro veículo, Art. 188.................................................................................... 57
B
BAIXA
• Deixar de promover no que tange à veículo irrecuperável/desmontado, Art. 240.............................. 115
BATEDORES
• Deixar de dar passagem, Art. 189...................................................................................................... 58
BAÚ
• Fora das especifcações, Art. 230, XII................................................................................................ 98
BICICLETA
• Conduzir passageiro fora da garupa, Art. 244 § 1º, a........................................................................ 122
• Conduzir em vias de trânsito rápido ou nas rodovias, Art. 244 § 1º, b.............................................. 122
• Conduzir transportando crianças que não tenham como se cuidar, Art. 244 § 1º, c......................... 122
• Conduzir em passeios onde não seja permitida sua circulação, ou ainda, de
forma agressiva, Art. 255..................................................................................................................... 132
BLOQUEIO VIÁRIO
• Transpor, Art. 209.............................................................................................................................. 70
BLOQUEIO VIÁRIO POLICIAL
• Transpor, Art. 210.............................................................................................................................. 70
BOMBEIROS
• Deixar de dar passagem, Art. 189..................................................................................................... 58
• Seguir, Art. 190.................................................................................................................................. 58
BRAÇO
• Dirigir veículo com o braço do lado de fora, Art. 252, I..................................................................... 128
ÍNDICE REMISSIVO DAS INFRAÇÕES DE TRÂNSITO
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• Dirigir transportando pessoas, animais ou volume entre os braços, Art. 252, II............................. 129
BUZINA (usar)
• Fora das funções específcas, Art. 227, I........................................................................................ 88
• Prolongada ou sucessivamente, Art. 227, II.................................................................................... 88
• Entre as 22h e as 06h, Art. 227, III.................................................................................................. 88
• Em locais e horários proibidos, Art. 227, IV..................................................................................... 88
• Em desacordo com o CONTRAN (relinche, hino, risada, etc.) Art. 227, V...................................... 89
C
CADASTRO
• Deixar de atualizar quanto ao condutor ou veículo, Art. 241........................................................... 115
CAIXAS LATERAIS
• Fora das especifcações, Art. 230, XII............................................................................................. 98
CALÇADA (passeio)
• Transitar, Art. 193............................................................................................................................. 60
• Estacionar, Art. 181, VIII................................................................................................................... 44
• Parar, Art. 182, VI............................................................................................................................. 52
CALÇADO
• Conduzir com aquele que não se frme ao pé, Art. 254, IV............................................................... 131
CANTEIROS CENTAIS
• Transitar, Art. 193.............................................................................................................................. 60
• Estacionar, Art. 181, VIII................................................................................................................... 44
• Parar, Art. 182, VI............................................................................................................................. 52
CAPACETE
• Deixar o condutor de usar em ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo ou quadriciclo, Art. 244, I. 116
• Deixar o passageiro de usar em ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo ou quadriciclo, Art. 244, II. 118
• Sem viseira e também sem o óculos de proteção, Art. 244, I........................................................... 116
• Fora das especifcações do CONTRAN, Art. 230, X......................................................................... 96
• Com a viseira aberta (sem proteção ocular), Art. 230, X................................................................... 96
CARACTERÍSTICAS DO VEÍCULO
• Alteradas, Art. 230, VII....................................................................................................................... 93
CARGA INCOMPATÍVEL/EXCEDENTE
• Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor ou ciclo, Art. 244, VIII................................................... 121
• Transportar em veículo de passageiros, Art. 248.............................................................................. 125
CHASSI
• Falsifcado/violado, Art. 230, I............................................................................................................ 90
CICLOVIA OU CICLOFAIXA
• Transitar, Art. 193............................................................................................................................... 60
• Estacionar, Art. 181, VIII.................................................................................................................... 44
CICLOMOTOR
• Conduzir em vias de trânsito rápido ou nas rodovias, Art. 244 § 2º................................................... 122
CINTO DE SEGURANÇA (Deixar de usar)
• Condutor, Art.167................................................................................................................................ 31
• Passageiro, Art. 167........................................................................................................................... 31
• Criança, Art. 168................................................................................................................................. 31
COMPETIÇÃO ESPORTIVA NÃO AUTORIZADA
• Promover, Art. 174.............................................................................................................................. 35
• Participar, Art. 175............................................................................................................................... 35
CONFIAR A DIREÇÃO
• Condutor habilitado, porém que não possui condições físicas ou psíquicas de dirigir, Art. 166........ 30
CONVERSÃO
• Deixar de deslocar com antecedência, Art. 197................................................................................. 62
• Deixar de indicar (seta), Art. 196........................................................................................................ 62
• Em locais proibidos, Art. 207.............................................................................................................. 69
CONTRAMÃO DE DIREÇÃO
• Vias com duplo sentido, Art. 186, I..................................................................................................... 56
• Vias com sentido único, Art. 186, II.................................................................................................... 56
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MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
COR (Conduzir) PAG
• Alterada, Art. 230, VII......................................................................................................................... 93
CORRIDA
• Disputar, Art. 173............................................................................................................................... 33
CORTINAS
• Não autorizadas, Art. 230, XVII....................................................................................................... 102
CRIANÇA
• Transporte inadequado em veículos em geral, Art. 168................................................................... 31
• Transporte inadequado em motocicletas, motonetas e ciclomotores, Art. 244, V............................ 119
CRLV
• Não portar ao conduzir, Art. 232...................................................................................................... 111
• Falsifcar ou adulterar, Art. 234........................................................................................................ 112
• Deixar de entregar quando solicitado pelo agente, Art. 238............................................................ 114
CRV
• Vencido a mais de 30 dias, Art. 233................................................................................................. 112
• Em casos específcos, deixar de entregar quando solicitado pelo agente, Art. 238........................ 114
D
DANIFICAR A VIA
• Ao transitar com veículo, Art. 231, I.................................................................................................. 105
DERRAPAGEM “(cavalo de pau)”
• Executar, Art. 175............................................................................................................................. 35
DERRAMAR NA VIA
• Carga que esteja transportando, Art. 231, II, a................................................................................. 105
• Combustível ou lubrifcante, Art. 231, II, b........................................................................................ 106
• Objeto que possa acarretar risco de acidente, Art. 231,II, c............................................................. 106
DESCAGA
• Livre, Art. 230, XI.............................................................................................................................. 97
DESENGRENADO
• Em declive, Art. 231, IX..................................................................................................................... 110
DESOBEDECER ORDENS
• Agente, Art. 195................................................................................................................................. 61
• Autoridade de trânsito, Art. 195......................................................................................................... 61
• Recusando-se a entregar documentos, Art. 238............................................................................... 114
• Retirando do local veículo legalmente retido, Art. 239...................................................................... 114
DIMENSÃO
• Veículo/carga em limites superiores ao permitido, sem autorização, Art. 231, IV............................. 91
• Com autorização especial específca em desacordo ou vencida, Art. 231, VI.................................. 93
DISTÂNCIA DE SEGURANÇA
• Com outros veículos automotores ou bordo da pista, Art. 192.......................................................... 59
• Ao ultrapassar bicicletas (1,5m), Art. 201.......................................................................................... 64
DIVISOR DE PISTAS DE ROLAMENTO
• Transitar, Art. 193............................................................................................................................... 60
• Estacionar, Art. 181, VIII..................................................................................................................... 44
• Parar, Art. 182, VI............................................................................................................................... 52
DOCUMENTOS DE PORTE OBRIGATÓRIO
• Não portar ao conduzir, Art. 232........................................................................................................ 111
DOMICÍLIO
• Fazer falsa declaração para fns de registro, licenciamento ou habilitação, Art. 242........................ 115
DVD
• Fora das especifcações, Art. 230, XII................................................................................................ 98
E
EMBRIAGUEZ
• Dirigir sob a infuência, Art. 165.......................................................................................................... 29
ENGATE DE REBOQUE
• Fora das especifcações, Art. 230, XII................................................................................................. 98
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MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
ENTRAR NA VIA
• Sem as precauções necessárias à segurança de pedestres e veículos, Art. 216............................. 75
• Sem dar preferência de passagem à pedestres ou outros veículos, Art. 217.................................... 75
ENTREGAR A DIREÇÃO DO VEÍCULO
• Condutor não habilitado, Art. 163 c/c Art. 162, I................................................................................. 21
• Condutor habilitado em categoria diferente, Art. 163 c/c Art. 162, III................................................. 22
• Condutor com habilitação cassada ou suspensa, Art. 163 c/c Art. 162, II.......................................... 22
• Condutor com habilitação vencida há mais de 30 dias, Art. 163 c/c Art. 162, V................................. 23
• Condutor sem lentes corretivas, Art. 163 c/c Art. 162, VI................................................................... 24
• Condutor sem aparelho auxiliar de audição, Art. 163 c/c Art. 162, VI................................................ 24
• Condutor sem uso de adaptações necessárias, Art. 163 c/c Art. 162, VI........................................... 24
EQUILIBRANDO-SE EM UMA RODA
• Motoneta, motocicleta, ciclomotor ou bicicleta, Art. 244, III................................................................. 118
EQUIPAMENTO OBRIGATÓRIO
• Inexistente/inefciente/inoperante, Art. 230, IX................................................................................... 95
• Em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN, Art. 230, X....................................................... 96
EQUIPAMENTO PROIBIDO
• Conduzir veículo portando esse tipo de equipamento/acessório, Art. 230, XII.................................. 98
ESCOLARES
• Falta de autorização par transporte, Art. 230, XX............................................................................... 103
• Falta de porte da autorização para transporte, Art. 232...................................................................... 111
ESQUERDA DO CONDUTOR
• Dirigir transportando pessoas, animais ou volume, Art. 252, II........................................................... 129
ESTACIONAR
• Na esquina da via, Art. 181, I.............................................................................................................. 42
• Afastado da guia da calçada de 50cm a 01m, Art. 181, II................................................................... 42
• Afastado da guia da calçada em mais de 01m, Art. 181, III................................................................. 42
• Em posição diferente do estabelecido no CTB, Art. 181, IV................................................................. 42
• Na pista de rolamento, Art. 181, V........................................................................................................ 43
• Junto ou sobre a hidrantes de incêndio, registro de água ou tampas de poços de visita
de galerias subterrâneas, Art. 181, VI...................................................................................................... 43
• Nos acostamentos, Art. 181, VII........................................................................................................... 44
• No passeio, calçada, faixa de pedestres, ciclovia, ciclofaixa, ilhas, refúgios, marcas de
canalização, canteiro central, divisor de pista de rolamento, gramado ou jardim público, Art. 181, VIII.... 45
• Onde houver guia de calçada rebaixada, Art. 181, IX...................................................................... 45
• Impedindo a movimentação de outro veículo, Art. 181, X................................................................ 45
• Em fla dupla, Art. 181, XI................................................................................................................. 46
• Na área de cruzamento de vias, Art. 181, XII................................................................................... 46
• Na área de embarque ou desembarque de passageiros, Art. 181, XIII........................................... 46
• Nos viadutos, pontes ou túneis, Art. 181, XIV................................................................................... 47
• Na contramão de direção, Art. 181, XV............................................................................................. 47
• Em aclive ou declive sem calço de segurança, Art. 181, XVI........................................................... 48
• Em desacordo com a sinalização, Art. 181, XVII.............................................................................. 49
• Em locais e horários proibidos pela sinalização, Art. 181, XVIII........................................................ 49
EVENTOS ORGANIZADOS NÃO AUTORIZADOS
• Promover, Art. 174............................................................................................................................. 34
• Participar, Art. 175.............................................................................................................................. 35
EVENTOS
• Iniciar, em determinados casos, sem autorização da autoridade com circunscrição sobre
a via, Art. 95......................................................................................................................................... 133
• Não sinalizar, Art. 95, § 1º................................................................................................................. 133
EXIBIÇÃO DE PERÍCIA EM MANOBRA SEM AUTOIZAÇÃO
• Promover, Art. 174............................................................................................................................ 34
• Participar, Art. 175............................................................................................................................. 35
EXTERNO AO VEÍCULO
• Pessoas, animais ou carga, Art. 235................................................................................................. 113
• Braço, Art. 252, I................................................................................................................................ 128
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MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
F PAG
FALTA DE ATENÇÃO E CUIDADO
• Ao dirigir veículo automotor, Art. 169............................................................................................. 32
FALTA DE COMBUSTÍVEL
• Imobilizando o veículo na via, Art. 180.......................................................................................... 40
FAIXA DE CIRCULAÇÃO
• Exclusiva, Art. 183......................................................................................................................... 54
• Regulamentar, Art. 184, I............................................................................................................... 55
• Direita (veículos lentos), Art. 184, II............................................................................................... 55
FAIXA DE PEDESTRES
• Deixar de parar, Art. 214,I.............................................................................................................. 72
• Deixar de dar preferência aos que iniciaram a travessia após mudança de sinal l
uminoso, Art. 214, II.......................................................................................................................... 72
FAROL
• Alto – perturbando os outros (Transitar), Art. 223......................................................................... 86
• Alto – em vias providas de iluminação (Transitar), Art. 224........................................................... 86
• Desregulado (Transitar), Art. 223................................................................................................... 86
• Apagado (Conduzir) – motoneta, motocicleta ou ciclomotor, Art. 244, IV...................................... 119
• Baixo – à noite com o veículo em movimento (Deixar de acender), Art. 250, I, a......................... 126
• Baixo – de dia nos túneis providos de iluminação (Deixar de acender), Art. 250, I, b................... 126
• Baixo – de dia ou à noite, em se tratando de veículo de transporte coletivo de passageiros com
faixa exclusiva (Deixar de acender), Art. 250, I, c............................................................................. 126
• Baixo – de dia ou à noite, em se tratando de ciclomotor (Deixar de acender), Art. 250, I, d......... 127
• Baixo e alto intermitente – fora das situações regulamentares (Utilizar), Art. 251, II, a, b, c......... 128
FILA
• Ultrapassar pela contramão, Art. 203, IV........................................................................................ 66
• Ultrapassar, Art. 211....................................................................................................................... 71
FONE DE OUVIDO
• Dirigir utilizando, Art. 252, VI.......................................................................................................... 130
FUMAÇA
• Transitar emitindo em nível superior ao afxado pelo CONTRAN, Art. 231, III.............................. 106
G
GRAMADOS OU JARDINS PÚBLICOS
• Transitar, Art. 193........................................................................................................................... 60
• Estacionar, Art. 181, VIII................................................................................................................. 44
GRELHA
• Fora das especifcações, Art. 230, XII............................................................................................ 98
GIROFLEX
• Vermelho (Deixar de ligar), Art. 222............................................................................................... 85
H
HABILITAÇÃO
• Condutor não habilitado, Art. 162, I................................................................................................ 15
• Condutor habilitado em categoria diferente, Art. 162, III................................................................. 18
• Condutor com habilitação cassada ou suspensa, Art. 162, II......................................................... 17
• Condutor com habilitação vencida há mais de 30 dias, Art. 162, V................................................ 18
• Não portar, Art. 232......................................................................................................................... 111
• Falsifcar ou adulterar, Art. 234....................................................................................................... 112
• Deixar de entregar quando solicitado pelo agente, Art. 238........................................................... 114
HORÁRIO NÃO PERMITIDO
• Todos os veículos, Art. 187............................................................................................................. 57
• Rodízio de veículos, Art. 187.......................................................................................................... 57
• Veículos de carga, Art. 187............................................................................................................. 57
I
IDENTIFICAR-SE
• Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima, Art. 176, V.................................................. 38
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MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
IDENTIFICAÇÃO DO VEÍCULO (Transitar)
• Em desacordo com as especifcações necessárias, Art. 237.................................................... 114
• Falta de inscrição e simbologia, Art. 237.................................................................................... 114
ILHAS
• Transitar, Art. 193........................................................................................................................ 60
• Estacionar, Art. 181, VIII.............................................................................................................. 44
• Parar, Art. 182, VI........................................................................................................................ 52
ILUMINAÇÃO
• Alterada, Art. 230, XIII.................................................................................................................. 99
• Defeituosa, Art. 230, XXII............................................................................................................ 104
INCAPACIDADE
• Física ou mental temporária, Art. 252, III..................................................................................... 129
• Física ou psíquica gerando risco à segurança do trânsito, Art. 166............................................ 30
INSPEÇÃO DE SEGURANÇA OBRIGATÓRIA
• Conduzir veículo que não a tenha feito, Art. 230, VIII.................................................................. 95
• Conduzir veículo que tenha sido reprovado, Art. 230, XVIII......................................................... 102
L
LACRE
• Falsifcado/violado, Art. 230, I...................................................................................................... 90
LÂMPADAS
• Queimadas, Art. 230, XXII........................................................................................................... 104
LENTES CORRETORAS DE VISÃO
• Dirigir sem, Art. 162, VI................................................................................................................ 20
LICENCIAMENTO
• Conduzir veículo não licenciado, Art. 230, V................................................................................ 92
LIMPADOR DE PÁRA-BRISAS
• Faltoso, Art. 230, IX...................................................................................................................... 95
• Não acionado durante chuva, Art. 230, XIX................................................................................. 102
LINHA FÉRREA
• Deixar de parar antes de transpor, Art. 212.................................................................................. 71
LIVROS DE REGISTRO
• Falta, atraso ou fraude na escrituração dos livros de registro de entrada, saída e de
uso de placa de experiência, por parte dos estabelecimentos que executem desmonte,
recuperação, reforma, compra e venda de veículos, usados ou não. Art. 330, § 5º..................... 134
• Recusar-se a exibir os livros supra, Art. 330, § 5º....................................................................... 134
LOCAL NÃO PERMITIDO
• Todos os tipos de veículos, Art. 187............................................................................................ 57
• Rodízio de veículos, Art. 187....................................................................................................... 57
• Veículos de carga, Art. 187.......................................................................................................... 57
LOTAÇÃO
• Excedente, Art. 231, VII............................................................................................................... 109
LUZ DE POSIÇÃO
• À noite, veículo parado para fns de embarque/desembarque de passageiros, Art. 249............ 126
• À noite, veículo parado para fns de carga/descarga de mercadorias, Art. 249.......................... 126
• Sob neblina, chuva forte ou cerração, Art. 250, II....................................................................... 127
LUZ DA PLACA (Deixar de acender)
• À noite com o veículo em movimento, Art. 250, III...................................................................... 127
M
MALABARISMO
• Motocicleta, motoneta, ciclomotor ou ciclo, Art. 244, III............................................................... 118
MANOBRA PERIGOSA
• Executar, Art. 175......................................................................................................................... 35
MÃOS
• Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor ou ciclo com apenas uma mão no guidom,
Art. 244, VII..................................................................................................................................... 121
• Dirigir veículo com apenas uma das mãos, Art. 252,V................................................................. 130
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MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
MARCAS DE CANALIZAÇÃO PAG
• Transitar, Art. 193.......................................................................................................................... 60
• Estacionar, Art. 181, VIII............................................................................................................... 44
• Parar, Art. 182, VI......................................................................................................................... 52
MAU ESTADO DE CONSERVAÇÃO
• Conduzir veículo nessa situação, Art. 230, XVIII.......................................................................... 102
MOTOR
• Numeração falsifcada/violada, Art. 230, I. ................................................................................... 90
MUDANÇA DE DIREÇÃO
• Deixar de deslocar com antecedência, Art. 197............................................................................ 62
• Deixar de indicar (seta), Art. 196................................................................................................... 62
MUDANÇA DE FAIXA
• Deixar de deslocar com antecedência, Art. 197............................................................................ 62
• Deixar de indicar (seta), Art. 196................................................................................................... 62
O
ÓCULOS DE PROTEÇÃO
• Deixar o condutor de usar em ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo ou quadriciclo,
Art. 244, I......................................................................................................................................... 116
• Deixar o passageiro de usar em ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo ou quadriciclo,
Art. 244, II........................................................................................................................................ 118
• Utilizar o condutor/passageiro de motocicleta, motoneta ou ciclomotor óculos de proteção
não regulamentado pelo CONTRAN, Art. 230, X............................................................................ 96
OBRA
• Iniciar, em determinados casos, sem autorização da autoridade com circunscrição sobre
a via, Art. 95..................................................................................................................................... 133
• Não sinalizar, Art. 95, § 1º............................................................................................................. 133
P
PÁRA-BRISAS
• Trincado, Art. 230, XVIII................................................................................................................ 102
PARADA OBRIGATÓRIA
• Desobedecer sinalização, Art. 208............................................................................................... 70
PARAR
• Na esquina da via, Art. 182, I........................................................................................................ 50
• Afastado da guia da calçada de 50cm a 01m, Art. 182, II............................................................. 51
• Afastado da guia da calçada em mais de 01m, Art. 182, III.......................................................... 51
• Em posição diferente do estabelecido no CTB, Art. 182, IV.......................................................... 51
• Na pista de rolamento, Art. 182, V................................................................................................. 52
• No passeio, calçada, faixa de pedestres, ilhas, refúgios, marcas de canalização, canteiro
central e divisor de pista de rolamento, Art. 182, VI........................................................................ 52
• Na área de cruzamento de vias, Art. 182, VII................................................................................ 53
• Nos viadutos, pontes ou túneis, Art. 182, VIII................................................................................ 53
• Na contra-mão de direção, Art. 182, IX.......................................................................................... 53
• Em locais e horários proibidos pela sinalização, Art. 182, X.......................................................... 54
• Sobre a faixa de pedestres na mudança de sinal luminoso, Art. 183............................................. 54
PASSAGEM PELA ESQUEDA
• Deixar de conceder quando solicitado, Art. 198............................................................................. 63
PASSAGEIROS
• Transportar em compartimento de carga, Art. 230, II..................................................................... 91
• Transporte remunerado não autorizado, Art. 231, VIII.................................................................... 109
• Transportar fora do assento em ciclomotor, motoneta e motocicleta, Art. 244, II............................ 118
PASSARELA
• Transitar, Art. 193............................................................................................................................. 60
PEDÁGIO
• Esquivar-se, Art. 209........................................................................................................................ 70
PEDESTRE
• Andar/permanecer na pista de rolamento, Art. 254, I...................................................................... 131
10
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
• Cruzar pista de rolamento nos viadutos/pontes/túneis, Art. 254, II................................................ 131
• Atravessar em área de cruzamento, Art. 254, III............................................................................ 131
• Utilizar-se da via com agrupamentos capazes de perturbar o trânsito, Art. 254, IV....................... 131
• Andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea ou subterrânea, Art. 254, V................... 132
• Desobedecer à fscalização de trânsito, Art. 254, VI...................................................................... 132
“PEGA”
• Disputar, Art. 173........................................................................................................................... 33
PELÍCULA DE CONTROLE SOLAR
• Refetiva, Art. 230, XVI.................................................................................................................. 101
• Com transparência luminosa em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN, Art. 230, XVI. 101
PERDA TOTAL DE VEÍCULO
• Deixar a seguradora de informar, Art. 243..................................................................................... 116
PERMITIR A POSSE DO VEÍCULO
• Condutor não habilitado, Art. 164 c/c Art. 162, I............................................................................. 25
• Condutor habilitado em categoria diferente, Art. 164 c/c Art. 162, III............................................. 27
• Condutor com habilitação cassada ou suspensa, Art. 164 c/c Art. 162, II...................................... 26
• Condutor com habilitação vencida há mais de 30 dias, Art. 164 c/c Art. 162, V............................. 27
• Condutor sem lentes corretivas, Art. 164 c/c Art. 162, VI............................................................... 28
• Condutor sem aparelho auxiliar de audição, Art. 164 c/c Art. 162, VI............................................ 28
• Condutor sem uso de adaptações necessárias, Art. 164 c/c Art. 162, VI....................................... 28
PESAGEM
• Esquivar-se, Art. 209...................................................................................................................... 70
PESO (Transitar)
• Excesso, Art. 231, V........................................................................................................................ 108
PLACAS
• Portar em desacordo, Art. 221......................................................................................................... 84
• Confeccionar/distribuir/colocar em desacordo, Art. 221.................................................................. 84
• Falsifcada (“Fria”), Art. 230, I........................................................................................................... 90
• Sem placas, Art. 230, IV................................................................................................................... 91
• Sem condições de visibilidade/legibilidade, Art. 230, VI.................................................................. 93
• Sem iluminação noturna, Art. 250, III............................................................................................... 127
PLASTIFICAR
• Documentos de porte obrigatório, Art. 195...................................................................................... 61
PISCA-ALERTA
• Utilizar fora das situações regulamentares, Art. 251, I.................................................................... 127
PNEU
• “Careca”, Art. 230, XVIII.................................................................................................................. 102
PREFERÊNCIA (Deixar)
• Pedestre, veículo não motorizado, defcientes, idosos, gestantes e crianças, Art. 214.................. 72
• Veículos motorizados que provêm de rodovia, rotatória ou da direita do condutor, Art. 215, I....... 74
• Onde houve sinalização regulamentar – “Dê a preferência”, Art. 215, II......................................... 75
• Ao entrar ou sair da via, Art. 217...................................................................................................... 75
PRESERVAR O LOCAL DO ACIDENTE (Deixar)
• Acidente com vítima, Art. 176, III..................................................................................................... 37
PROJETO DE EDIFICAÇÃO
• Aprovar sem anuência da entidade de trânsito, Art. 93 c/c 95 § 4º................................................. 133
POLÍCIA
• Deixar de dar passagem, Art. 189................................................................................................... 58
• Seguir, Art. 190................................................................................................................................ 58
POLUENTES
• Conduzir veículo reprovado na emissão de poluentes, Art. 230, XVIII........................................... 102
PUBLICIDADE
• Afxada/pintada no pára-brisas/parte traseira do veículo, Art. 230, XV........................................... 100
Q
QUEBRA-MOLAS
• Utilizar fora dos padrões e critérios estabelecidos pelo CONTRAN, Art. 94 § único....................... 133
11
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
R PAG
“RACHA”
• Disputar, Art. 173......................................................................................................................... 33

• Transitar excessivamente, Art. 194............................................................................................. 61
REBOCAR
• Outro veículo com cabo fexível, Art. 236.................................................................................... 113
• Motocicleta, motoneta ou ciclomotor, Art. 244, VI....................................................................... 119
REFÚGIOS
• Transitar, Art. 193........................................................................................................................ 60
• Estacionar, Art. 181, VIII.............................................................................................................. 44
• Parar, Art. 182, VI........................................................................................................................ 52
REGISTRO
• Conduzir veículo não registrado (Zero KM), Art. 230, V.............................................................. 92
• Motocicleta/motoneta não registrada na espécie carga, Art. 241............................................... 115
REMOVER O VEÍCULO ENVOLVIDO EM ACIDENTE (Deixar)
• Acidente com vítima, quando determinado pelo policial ou agente da autoridade de trânsito,
Art. 176, IV..................................................................................................................................... 38
• Acidente sem vítima, Art. 178...................................................................................................... 39
REPARO
• Deixar ou fazer em rodovias ou vias de trânsito rápido, Art. 179, I............................................. 39
• Deixar ou fazer nas demais vias, Art. 179, II............................................................................... 40
RETORNO
• Deixar de parar a direita onde não houver local adequado, Art. 204.......................................... 67
• Em locais proibidos pela sinalização, Art. 206, I......................................................................... 67
• Nas curvas, aclives, declives, pontes, túneis e viadutos, Art. 206, II.......................................... 68
• Passando por cima de calçada, passeio, ilhas, refúgios, ajardinamento, canteiro divisor
de pistas, faixa de pedestres ou faixa de veículos não motorizados, Art. 206, III......................... 68
• Nas intercessões, entrando na contra-mão, Art. 206, IV............................................................. 69
• Com prejuízo da livre circulação ou segurança, ainda que em locais permitidos, Art. 206, V.... 69
S
SAIR DA VIA
• Sem as precauções necessárias à segurança de pedestres e veículos, Art. 216...................... 75
• Sem dar preferência de passagem à pedestres ou outros veículos, Art. 217............................. 75
SELO
• Falsifcado/violado, Art. 230, I..................................................................................................... 90
SETA
• Deixar de usar, Art. 196.............................................................................................................. 62
SEMÁFORO
• Avançar a luz vermelha, Art. 208................................................................................................ 70
• Deixar de dar preferência aos pedestres que iniciaram a travessia após mudança
de sinal luminoso, Art. 214, II........................................................................................................ 73
SILENCIADOR (Conduzir)
• Defeituoso/defciente/inoperante, Art. 230, XI............................................................................ 97
SINALIZAR
• Local do acidente com vítimas, Art. 176, II................................................................................. 36
• Veículo a ser removido da pista de rolamento, Art. 225, I.......................................................... 87
• Veículo no acostamento, Art. 225, I............................................................................................ 87
• Carga derramada na via e não retirada imediatamente, Art. 225, II........................................... 87
• Deixar de recolher objeto utilizado na sinalização, Art. 226....................................................... 87
• Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à segurança de veículo e
pedestres, no leito da via terrestre/calçada, Art. 246 § único....................................................... 124
• Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à segurança de veículo e
pedestres, no leito da via terrestre/calçada, quando não possa ser retirado, Art. 94................... 133
SINALIZAÇÃO
• Alterada no veículo, Art. 230, XIII............................................................................................... 99
• Defeituosa no veículo, Art. 230, XXII.......................................................................................... 104
12
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
SOCORRO
• Condutor envolvido no acidente, Art. 176, I................................................................................ 36
• Qualquer outro condutor, Art. 177............................................................................................... 38
SOM
• Volume/freqüência não autorizado, Art. 228............................................................................... 89
• Que perturbem o sossego público, Art. 229................................................................................ 89
• Imitando polícia/ambulância/bombeiros, Art. 229....................................................................... 89
SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE
• Dirigir sob infuência, Art. 165..................................................................................................... 29
T
TACÓGRAFO
• Inexistente (equipamento obrigatório), Art. 230, IX.................................................................... 95
• Viciado/defeituoso, Art. 230, XIV................................................................................................ 100
TARJETA DA PLACA
• Fora das especifcações, ilegível ou invisível, Art. 221.............................................................. 84
TELEFONE CELULAR
• Dirigir utilizando, Art. 252, VI...................................................................................................... 130
TRAÇÃO
• Exceder capacidade máxima, Art. 231, X................................................................................... 110
TRANSFERÊNCIA
• Deixar de fazer em 30 dias, Art. 233.......................................................................................... 112
TRANSPORTE REMUNERADO
• De cargas/bens e não autorizado, Art. 231, VIII......................................................................... 109
• De pessoas e não autorizado, Art. 231, VIII............................................................................... 109
U
ULTRAPASSAGEM
• Forçada, Art. 191........................................................................................................................ 59
• Pela direita, veículo comum, Art. 199......................................................................................... 63
• Pela direita, veículo de transporte coletivo ou escolar parado, Art. 200..................................... 63
• Pelo acostamento, Art. 202, I...................................................................................................... 64
• Em intercessões ou passagens de nível, Art. 202, II.................................................................. 64
• Nas curvas, aclives ou declives sem visibilidade, Art. 203, I...................................................... 65
• Na faixa de pedestre, Art. 203, II................................................................................................ 65
• Nas pontes, viadutos ou túneis, Art. 203, III............................................................................... 65
• Pela contra-mão, veículos parados em fla à espera de sinal luminoso, porteira,
cancela, cruzamentos ou qualquer outro impedimento à livre circulação. Art. 203, IV................. 66
• Onde houver sinalização horizontal de divisão de pistas do tipo linha simples
ou dupla contínua. Art. 203, V....................................................................................................... 66
• Cortejo, desfle ou formação militar em movimento. Art. 205...................................................... 67
• Veículos motorizados em fla à espera de sinal luminoso, cancela, bloqueio viário
ou qualquer outro obstáculo. Art. 211............................................................................................ 71
V
VELOCIDADE (Transitar)
• Superior à máxima permitida em até 20%. Art. 218, I................................................................. 76
• Superior à máxima permitida em mais de 20 e até 50%. Art. 218, II.......................................... 76
• Superior à máxima permitida em mais de 50%. Art. 218, III....................................................... 77
• Inferior à metade da máxima da via. Art 219............................................................................... 77
VELOCIDADE (Deixar de reduzir)
• Em passeatas, aglomerações de pessoas, cortejos, préstitos ou desfles. Art. 220, I................ 77
• Onde o trânsito seja controlado pelo agente por gestos ou sons. Art. 220, II............................. 78
• Ao aproximar-se da guia da calçada ou acostamento. Art. 220, III............................................. 78
• Nas intercessões não sinalizadas. Art. 220, IV............................................................................ 79
• Nas vias rurais sem cerca. Art. 220, V......................................................................................... 79
• Nas curvas de pequeno raio. Art. 220, VI.................................................................................... 79
• Em locais com obras ou trabalhadores na pista. Art. 220, VII..................................................... 80
13
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
• Sob chuva, neblina, cerração ou ventos fortes. Art. 220, VIII...................................................... 80
• Quando houver má visibilidade. Art. 220. IX................................................................................ 81
• Quando o pavimento estiver escorregadio, defeituoso ou avariado. Art. 220, X......................... 81
• Quando houver animal na pista. Art. 220, XI............................................................................... 82
• Em declive. Art.220, XII............................................................................................................... 82
• Ao ultrapassar ciclista, Art. 220, XIII............................................................................................ 82
• Nas proximidades de escolas, hospitais ou estações de embarque e
desembarque de passageiros. Art. 220, XIV................................................................................... 83
VEÍCULO ESCOLAR (Conduzir)
• Falta de autorização. Art. 230, XX............................................................................................... 103
• Sem portar autorização. Art. 232................................................................................................. 111
VEÍCULO DE CARGA (Conduzir)
• Falta de inscrição de tara e demais inscrições previstas no CTB. Art. 230, XXI......................... 111
VEÍCULO DE PROPULÇÃO HUMANA OU ANIMAL
• Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento. Art. 247................................................... 125
VEÍCULO RETIDO
• Retirar do local, sem autorização, veículo legalmente retido. Art. 239........................................ 114
VEÍCULO IRRECUPERÁVEL/DESMONTADO
• Deixar de promover a baixa. Art. 240.......................................................................................... 115
VESTES ADEQUADAS
• Deixar o condutor de usar em ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo
ou quadriciclo. Art. 244, I, II............................................................................................................ 116
VIA
• Utilizar para depósito de mercadorias, materiais ou equipamentos. Art. 245.............................. 122
• Obstaculizar indevidamente. Art. 246, § único............................................................................. 124
• Bloquear com o veículo. Art. 253.................................................................................................. 130
• Não avisar sobre interdição no prazo legal de 48h. Art. 95, § 2º................................................. 133
VIDROS (Conduzir)
• Numeração falsifcada/violada. Art. 230, I.................................................................................... 90
• Película/painel/pintura em desacordo com o CONTRAN. Art. 230, XVI...................................... 101
• Cortinas ou persianas fechadas. Art. 230, XVII........................................................................... 102
VISEIRA
• Aberta, não protegendo os olhos do condutor. Art. 230, X.......................................................... 96
14
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O agente da autoridade de trânsito, inicialmente, deve atentar para a possibilidade de o condutor habilitado tentar
se passar por inabilitado. Muitas vezes, apenas não está portanto a CNH, e tenta se colocar na condição de
inabilitado com o objetivo de alcançar sucesso num futuro processo recursal. Sendo assim, o policial deverá, obri-
gatoriamente, consultar o sistema RENACH a fm de realmente constatar se o condutor não é habilitado. Caso
não seja possível fazer a consulta, o policial deverá, obrigatoriamente, constar no campo “ OBSERVAÇÃO” do AIT
os motivos que impossibilitaram a consulta, além daqueles que o levaram a crer que o condutor não é habilitado.
(Ex.: o condutor declarou não ser habilitado).
Ao constatar que um condutor de veículo automotor não possui CNH ou Permissão para dirigir, o agente da auto-
ridade de trânsito deve atentar para a possibilidade da existência de crime, o qual estará confgurado quando,
além da conduta de dirigir sem possuir CNH ou Permissão para dirigir, o condutor exercer qualquer conduta ao
volante que seja anormal e exponha os demais usuários da via a perigo de dano (físico ou material). Ex: avanço
de semáforo, acidente de trânsito no qual o condutor inabilitado tenha dado causa, forçar ultrapassagem, passar
rente à guia da calçada, desobedecer a sinalização de parada obrigatória, cruzar vias em alta velocidade e etc.
Constatada a infração e o crime, lavrar-se-á o AIT e o TC, que será encaminhado ao Setor de Ocorrência
para posterior envio à Delegacia de Delitos de Trânsito.
Caso o condutor apresente CNH falsa, o agente da autoridade de trânsito deverá confrmar os dados junto ao
RENACH para se certifcar de que se trata de documento falsifcado. Confrmado que o documento não é autênti-
co, deverão ser tomadas todas as medidas aplicáveis a um condutor inabilitado. Além disso, a CNH e o condutor
deverão ser entregues no DPJ. Os procedimentos a serem adotados estão previstos no art. 234 do CTB (cód.
6939-1 e 6939-2).
No caso de condutor menor de 18 anos, o agente da autoridade de trânsito adotará normalmente os procedimen-
tos de trânsito, atentando-se para as especifcidades a seguir :
1) Considerar o menor inabilitado, lavrando AIT;
2) Lavrar o TC com todas suas minúcias, liberando o menor para o responsável, que deverá assinar o termo ;
3) Encaminhar o TC para o Setor de Ocorrência que, por sua vez, encaminhará a documentação para a delega-
cia competente.
Sendo o condutor habilitado no estrangeiro, o agente da autoridade de trânsito deverá está atento para as se-
guintes situações:
Condutor estrangeiro: deverá portar o passaporte que comprove sua estada com período não superior a 180
dias; estar portando habilitação expedida pelo país de origem (com prazo de validade em vigor); estar conduzindo
veículo compatível com o discriminado na carteira, observadas suas especifcidades (uso de lentes corretivas,
etc.); ser maior de 18 anos; haver existência de convenção internacional entre o Brasil e o país expedidor da
habilitação ou correlação mediante ao princípio da reciprocidade (vide tabela no Manual de Procedimento).
Não estando satisfeito qualquer dos itens acima, o condutor incide na infração de trânsito prevista no Art. 162, I do
CTB( cód. 5010-0), não estando o condutor estrangeiro regularmente habilitado no Brasil.
Condutor brasileiro habilitado no exterior: além das exigências previstas para condutor estrangeiro, o brasilei-
ro habilitado em outro país deverá comprovar que residiu no país que expediu sua CNH por um período não infe-
rior a 6 meses, obtendo nesse período a expedição da habilitação estrangeira, passaporte ou outro documento.
Não estando satisfeito qualquer dos itens acima, o condutor incide na infração de trânsito prevista no Art. 162, I
do CTB (cód. 5010-0).
O condutor em processo de habilitação só poderá conduzir veículos equipados e caracterizados como de apren-
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5010 0 Dirigir veículo sem pos-
suir Carteira Nacional de
Habilitação ou Permissão
para dirigir.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
apresentação de um condu-
tor devidamente habilitado.
Arts. 162, I e
309 do CTB
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 3X
15
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
dizagem (veículo de CFC), devendo estar portando licença de aprendizagem e acompanhado de instrutor de
trânsito devidamente credenciado pelo DETRAN. Caso o condutor em processo de habilitação esteja em veículo
inapropriado (qualquer veículo que não seja específco de CFC), ou ainda, não esteja acompanhado de instrutor
credendiado, o agente lavrará AIT (cód. 5010 0), caso apenas não esteja portanto a licença, depois de confrmar
que o condutor realmente a possui, o agente deverá lavrar AIT (cód. 6912 0). Caso não possua a licença deverá
ser lavrado AIT (5010 0).
No caso de condução de ciclomotores, exige-se a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou CNH de
categoria A. Caso o condutor não possua ACC, deverá ser exigida a CNH de categoria A. Se ainda assim, tam-
bém não possuir CNH de categoria A, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT aqui previsto (cód.
5010).
Constatando-se condução de veículo por inabilitado, o agente da autoridade de trânsito deverá fcar aten-
to à necessidade de confecção do AIT sob os códigos 5118-0 (permitir - proprietário ausente) ou 5061-0
(entregar - proprietário presente), infrações cometidas tão somente pelo proprietário do veículo.
Quanto ao crime previsto no Art. 310 do CTB, pode ser cometido não só pelo proprietário, mas por qualquer outro
condutor habilitado que entregue o veículo ao inabilitado. Ou seja, comete o crime somente aquele que tem poder
de determinar a situação: a) poder sobre o veículo( ex.: posse legítima); b) (qualquer outro tipo de poder sobre o
veículo, desde que o conduzindo na via). O TC deve ser lavrado e encaminhado ao Setor de Ocorrência que o
encaminhará à Delegacia de Delitos de Trânsito.
A Resolução nº 001/2008 do CETRAN/ES supriu a lacuna existente em relação à penalidade de apreensão pre-
vista neste tipo. Muito embora não haja, neste caso, a previsão específca da medida administrativa de remoção, o
órgão consultivo estadual de trânsito deliberou e positivou a situação. Uma vez caracterizada a infração aqui pre-
vista, o agente da autoridade de trânsito deverá oportunizar a apresentação de condutor regularmente habilitado
no local. Não sendo apresentado condutor habilitado até o término da lavratura da GRV, será o veículo removido
ao depósito. Caso o veículo seja removido, o agente deverá constar no campo “observação” do AIT que o veículo
foi removido conforme Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
16
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5029 1 Dirigir veículo com Cartei-
ra Nacional de Habilitação
cassada.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até a
apresentação de um condu-
tor devidamente habilitado;
III) Recolhimento da CNH do
condutor;
IV) Confeccionar TC.
Arts. 162, II,
e 307 e 309
do CTB
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 3X
5029 2 Dirigir veículo com Per-
missão para Dirigir cassa-
da. (NÃO EXISTE)
5029 3 Dirigir veículo com Cartei-
ra Nacional de Habilitação
ou Permissão para Dirigir
suspensa.
Ao abordar condutor com CNH cassada ou suspensa o agente deverá identifcar o artigo de enquadramento
do crime cometido, caso o condutor tenha gerado perigo de dano durante a condução do veículo, aplica-se o
crime previsto no Art. 309 do CTB, caso não tenha geradano perigo algum, o crime praticado será o do Art. 307.
Constatando qualquer desses crimes, o agente da autoridade de trânsito deverá confeccionar um TC, recolher
a CNH (caso esteja portando) e encaminhar a documentação para o Setor de Ocorrência para envio à DDT.

O agente da autoridade de trânsito deve observar que só existe cassação ou mesmo suspensão do direito
de dirigir, depois de decorrido o devido processo legal, com os atos publicados no Diário Ofcial do Estado (
consultar o CIODES).
O agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT sob os códigos 5126-1 ou 5126-3 (permitir – caso o pro-
prietário esteja ausente) ou 5070-1 e 5070-3 (entregar – caso o proprietário esteja presente) para o proprietário
do veículo que permitiu ou entregou a direção do veículo para condutor de CNH suspensa ou cassada, bem
como fcar atento para confecção do TC se confgurar o crime do art. 310 do CTB, o qual será entregue no Setor
de Ocorrência do Batalhão para encaminhamento à Delegacia de Delitos de Trânsito.
O crime previsto no Art. 310 do CTB pode ser cometido não só pelo proprietário, mas por qualquer outro con-
dutor habilitado que entregue o veículo ao inabilitado. Ou seja, comete o crime somente aquele que tem poder
de determinar a situação: a) poder sobre o veículo( ex.: posse legítima); b) (qualquer outro tipo de poder sobre
o veículo, desde que o conduzindo na via).
Caso o abordado seja permicionário, portador de PPD, esta infração não deve ser aplicada, pois, caso
a PPD seja bloqueada, o equivalente à cassação/suspensão, inicia-se o processo de cancelamento da
PPD, retornando o condutor à condição de inabilitado. Sendo assim, deve o agente aplicar as medidas
administrativas previstas na infração de código 5010 0.
A Resolução nº 001/2008 do CETRAN/ES supriu a lacuna existente em relação à penalidade de apreensão
prevista neste tipo. Muito embora não haja, neste caso, a previsão específca da medida administrativa de
remoção, o órgão consultivo estadual de trânsito deliberou e positivou a situação. Uma vez caracterizada a
infração aqui prevista, o agente da autoridade de trânsito deverá oportunizar a apresentação de condutor re-
gularmente habilitado no local. Não sendo apresentado condutor habilitado até o término da lavratura da GRV,
será o veículo removido ao depósito. Insta salientar que a GRV deverá ser o último documento a ser lavrado
pelo agente da autoridade de trânsito, sendo necessário atrelar tal lavratura a anterior lavratura do AIT.
17
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5037 1 Dirigir veículo com CNH
de categoria diferente da
do veículo que esteja con-
duzindo.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
apresentação de um condu-
tor devidamente habilitado;
III) Recolhimento da CNH do
condutor.
Arts. 143,
144, 162,
III e 309 do
CTB
CRIME
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 3X
5037 2 Dirigir veículo com permis-
são para dirigir de catego-
ria diferente da do veículo
que esteja conduzindo.
Os agentes da autoridade de trânsitos deverão exigir as seguintes categorias de habilitação dos condutores
( ATUALIZADO PELA LEI 12452/2011):
CATEGORIA A: veículos motorizados de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral.
CATEGORIA B: veículos motorizados, exceto os da categoria A, cujo Peso Bruto Total (PBT = peso do
veículo + capacidade de carga) não exceda a 3,5 toneladas e a lotação não exceda a 8 lugares, excluído a
do condutor. Veículos da espécie Motor Casa defnida nos termos do anexo I do CTB, cujo peso não exceda
6.000 quilogramas, ou cuja lotação não exceda 8 lugares, excluído o do motorista.
CATEGORIA C: veículos de carga, cujo PBT seja superior a 3,5 toneladas.
CATEGORIA D: veículos de transporte de passageiros, cuja lotação exceda a 8 lugares, excluído o do
motorista (10 ou mais lugares).
CATEGORIA E: veículos articulados, cuja unidade tratora se enquadre nas categorias B, C e D e cuja uni-
dade acoplada ou trailer tenha 6 toneladas ou mais de PBT, lotação de 9 lugares ou mais. Também se exige
categoria E para o condutor de combinação de veículos com mais de uma unidade tracionada (combinação
igual ou superior a três veículos).
O trator de roda, o trator de esteira, o trator misto ou o equipamento automotor destinado à movimentação
de cargas ou execução de trabalho agrícola, de terraplanagem, de pavimentação ou construção só poderão
ser conduzidos na via pública por condutor habilitado nas categorias C, D ou E.
O que determina a exigência da categoria E não é pura e simplesmente a articulação. Para a exigência dessa
categoria é necessário observar as características do veículo acoplado, tracionado por outro, que deve ter 6
mil ou mais Kg e/ou mais de 9 lugares.
O agente da autoridade de trânsito deverá verifcar o PBT e lotação do veículo junto ao CIODES, confrontan
tando com aquilo que o condutor estiver efetivamente transportando.
Caso o veículo seja removido, o agente deverá constar no campo “observação” do AIT que o veículo foi
removido conforme Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
No caso de condução de ciclomotores, exige-se a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou CNH de
categoria A. Caso o condutor não possua ACC, deverá ser exigida a CNH de categoria A. Se ainda assim,
também não possuir CNH de categoria A, o agente da autoridade de trânsito deverá:
1 - Lavrar o AIT previsto no Art. 162 I (5010-0 - Dirigir veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação
ou Permissão para dirigir), caso o condutor não possua CNH;
2 - Lavrar o AIT previsto no Art. 162 III (5037-1 - Dirigir veículo com CNH de categoria diferente da do veículo
que esteja conduzindo), caso o condutor possua CNH de categoria B, C, D ou E.
18
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5045 0 Dirigir veículo com valida-
de da Carteira Nacional
de Habilitação vencida há
mais de trinta dias.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação ven-
cido;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 162 V e
159 § 10 do

CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA
O agente da autoridade de trânsito deverá recolher a CNH ou a PPD do condutor e encaminhá-la ao Setor
de Ocorrência.
Se o condutor afrma já ter renovado o documento, o agente da autoridade de trânsito deverá verifcar essa
situação junto ao CIODES. Caso a CNH já tenha sido renovada, porém o condutor não esteja portando-a,
somente deverá enquadrá-lo na infração do Art. 232, cód. 6912-0.
OBS: A Resolução 168/04 do CONTRAN dispensa os tripulantes de aeronaves do exame de aptidão física
e mental para a obtenção ou renovação periódica da CNH, mas não os dispensa de portar a habilitação
com validade efcaz.
O agente da autoridade de trânsito deverá fcar atento para a confecção do AIT cód. 5142-0 (permitir - pro-
prietário ausente) ou 5096-0 (entregar - proprietário presente) para o proprietário do veículo que permite ou
entrega o veículo para condutor com CNH vencida.
No campo “ observação” do AIT, deverá estar indicada a data de validade do documento e, caso o
veículo seja removido, que a remoção foi feita conforme previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
O agente da autoridade de trânsito deverá indicar a categoria do documento de habilitação do condutor no
campo “observação” do AIT.
Se essa conduta gerar perigo de dano, aplica-se o Art. 309 do CTB (crime de trânsito), sendo necessário a
confecção de um TC, que será entregue no Setor de Ocorrência para posterior encaminhamento à Delegacia
de Delitos de Trânsito.
O agente da autoridade de trânsito deverá fcar atento para confecção do AIT sob os códigos 5134-1 e
5134-2 (permitir - proprietário ausente) e 5088-1 e 5088-2 (entregar - proprietário presente) para o proprie-
tário do veículo que permitiu ou entregou a direção do veículo para condutor de CNH de categoria diferente
da do veículo que dirigia, bem como fcar atento para confecção do TC se confgurar o crime do art. 310 do
CTB, o qual será entregue no Setor de Ocorrência do Batalhão para o devido encaminhamento à Delegacia
de Delitos de Trânsito.
19
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Tabela II - Resolução 192/2006
Cód. Texto Original Texto Abreviado
11 Habilitado em curso específco produtos perigosos HabProdPerigosos
12 Habilitado em curso específco escolar Hab Escola
13 Habilitado em curso específco coletivo de passageiros Hab Coletivo
14 Habilitado em curso específco de veículos de emergência HabEmergencia
15 Exerce atividade remunerada Exerce Ativ Remunerada
3A Uso obrigatório de lentes corretivas Obrig Lente Corretiva
3B Somente categorias “A” ou “B” condutor surdo Cond surdo
3C Uso obrigatório de otofone ou prótese auditiva ObrigOtof ou prot Auditiva
3D Veículo automático ou embreagem adaptada a alavanca de câmbio Veicautom ou embradap cambio
3E Veículo automático ou embreagem adaptada a alavanca de
câmbio e ambos com acelerador à esquerda
Veicautom ou embradapcamb
e ambos acel esquerda
3F Veículo automático com comandos manuais adaptados e cinto
pélvico toráxico obrigatório
Veicautomcomandmanadap
e cintpelvico
3G Moto com sidecar e câmbio manual adaptado side car camb man adaptado
3H Moto com sidecar e freio manual adaptado side car freio man adaptado
3I Moto com sidecar, freio e câmbio manuais adaptados side car freio e camb man
adaptado
3J Veículo automático com comandos de painel à esquerda Veicautomcomand painel
esquerda
3L Veículo automático Veicautomatico
3M A critério da junta médica
3N Visão monocular Visão mono
3P Veículo automático com direção hidráulica Veicautom e dirhidraulica
99 Sem observações sem observações
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5053 1 Dirigir veículo sem usar
lentes corretoras de visão.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
ser sanada a irregularidade
ou até a apresentação de
condutor regularmente habi-
litado.
Art.162, VI
do CTB
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA
5053 2 Dirigir veículo sem usar apa-
relho auxiliar de audição.
5053 3 Dirigir veículo sem usar
aparelho auxiliar de próte-
se física.
5053 4 Dirigir veículo sem usar
as adaptações do veículo,
impostas por ocasião da
concessão/renovação da
licença para conduzir.
É obrigatório que o condutor atenda as exigências descritas em sua CNH ou PPD, como condição para a
condução de veículo. Deverá o agente da autoridade de trânsito especifcar no campo “observação” do AIT
qual o aparelho, material, objeto ou curso específco não observados pelo condutor.
20
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5061 0 Entregar a direção do ve-
ículo à pessoa que não
possua Carteira Nacional
de Habilitação ou Permis-
são para dirigir.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
devidamente habilitado;
III) Recolhimento do do-
cumento de habilitação do
proprietário que entregou a
direção (caso possua);
IV) Confeccionar TC.
Arts. 163 c/c
art. 162, I e
310 do CTB.
CRIME
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA 3X
Entregar voluntariamente a direção do veículo para uma pessoa que não possua CNH ou PPD, confgura-se
tanto ato infracional administrativo, quanto penal.
O agente ativo será o proprietário do veículo.
Independente de gerar perigo de dano ou qualquer outro tipo de resultado, o proprietário que entregar, vo-
luntariamente, a direção do veículo a condutor inabilitado, estará cometendo um crime de trânsito. Portanto,
deverá ser lavrado o AIT e o TC, que devem ser encaminhados ao Setor de Ocorrências para envio à DDT.
Ressalta-se que para a confguração desta infração, o INFRATOR (PROPRIETÁRIO) DEVERÁ ESTAR
JUNTO DO CONDUTOR DO VEÍCULO, sendo aquele habilitado ou não.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing, a lavratura deste AIT só poderá
ser feita caso o “arrendatário” esteja presente no local (preenchidas as demais condições descritas acima).
O agente da autoridade de trânsito lavrará o AIT em nome da empresa arrendatária e constará no campo
“observação” do AIT o nome do arrendatário, além de acusar a sua presença no local e a sua ação de en-
tregar a direção.
No caso de veículo que seja propriedade de pessoa jurídica, considerar-se-á como sujeito ativo para esta
infração qualquer de seus sócios/proprietários. O agente da autoridade de trânsito lavrará o AIT em nome
do proprietário legal e constará no campo “observação” do AIT, OBRIGATORIAMENTE, o nome do sócio/
proprietário que entregou a direção. Especifcamente, sendo a PJ locadora de veículos, será sujeito ativo o
locatário (aquele que retira o veículo em seu nome da locadora e assume a responsabilidade pelo uso du-
rante a locação) do veículo, devendo o agente da autoridade de trânsito constar no campo “observação” do
AIT o nome deste, a presença dele no local, bem como a sua ação de entregar a direção.
O crime previsto no Art. 310 do CTB pode ser cometido não só pelo proprietário, mas por qualquer outro
condutor habilitado que entregue o veículo ao inabilitado. Ou seja, comete o crime somente aquele que tem
poder de determinar a situação: a) poder sobre o veículo( ex.: posse legítima); b) qualquer outro tipo de poder
sobre o veículo, desde que o conduzindo na via.
Exemplo:
Se numa abordagem, o senhor “Alterado” (inabilitado) dirige um veículo, que não é seu, carregando o senhor
“Basílio” como carona; e sendo “Basílio, habilitado na categoria exigida para a condução daquele veículo, e
ciente de que “Alterado” não é habilitado, teremos a seguinte situação:
- “Basílio” só cometerá a infração 5061-0, caso seja o proprietário do veículo. De modo contrário, a con-
fguração do crime previsto no art. 310 estará fagrante sendo ou não “Basílio” o proprietário, visto que é
habilitado e, em tese, estaria em melhores condições de dirigir, tendo inclusive poder para impedir aquela
situação.
No campo “ observação” do AIT, deverá estar indicado o número do AIT lavrado para o condutor que
dirigia sem possuir CNH ou PPD e, caso o veículo seja removido, que a remoção foi feita conforme
previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
21
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5070 1 Entregar a direção do veí-
culo à pessoa com Cartei-
ra Nacional de Habilitação
cassada.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
habilitado;
III) Recolhimento do do-
cumento de habilitação do
proprietário que entregou a
direção (caso possua).
IV) Confeccionar TC.
Arts. 163 c/c
Art. 162, II e
310 do CTB,
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA 5X
5070 2 Entregar a direção do ve-
ículo à pessoa com Per-
missão para Dirigir cassa-
da (NÃO EXISTE).
5070 3 Entregar a direção do veí-
culo à pessoa com Cartei-
ra Nacional de
Habilitação ou Permissão
Para Dirigir suspensa.
Entregar voluntariamente a direção do veículo para uma pessoa CNH suspensa ou cassada confgura-se
tanto ato infracional administrativo, quanto penal.
O agente ativo será o proprietário do veículo, independente de que tenha sido gerado perigo de dano ou
qualquer outro tipo de resultado. Dessa forma, o proprietário que entregar, voluntariamente, a direção do
veículo a condutor com CNH suspensa ou cassada , estará cometendo um crime de trânsito, devendo ser
lavrado AIT e o TC, conforme preceitua o Manual de Procedimento do Batalhão de Trânsito.
Ressalta-se que para a confguração desta infração, o INFRATOR (PROPRIETÁRIO) DEVERÁ ESTAR JUN-
TO DO CONDUTOR DO VEÍCULO, sendo aquele habilitado ou não. Caso o proprietário não esteja presente
no local, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT sob os códigos 5126-1 ou 5126-3.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing, propriedade de pessoa jurídica
ou confguração do crime do art. 310 do CTB, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as
considerações elencadas no cód. 5061-0, página 21.
No campo “ observação” do AIT, deverá estar indicado o número do AIT lavrado para o condutor que
dirigia com o direito de dirigir cassado ou suspenso e, caso o veículo seja removido, que a remoção
foi feita conforme previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5088 1 Entregar a direção do veí-
culo à pessoa com Cartei-
ra Nacional e Habilitação
de categoria diferente da
do veículo que esteja con-
duzindo.
I)AIT;
II) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
habilitado;
III) Recolhimento do do-
cumento de habilitação do
proprietário que entregou a
direção (caso possua).
Arts. 163 c/c
Art. 162, II e
143 do CTB,
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA 3X
5088 2 Entregar a direção do
veículo à pessoa com
Permissão para Dirigir de
categoria diferente da do
veículo que esteja condu-
zindo
22
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Se o agente da autoridade de trânsito observar um condutor dirigindo com CNH ou PPD de categoria di-
ferente do veículo que esteja conduzindo, deverá verifcar se o veículo lhe foi entregue, voluntariamente,
pelo proprietário.
Ressalta-se que para a confguração desta infração, o INFRATOR (PROPRIETÁRIO) DEVERÁ ESTAR
JUNTO DO CONDUTOR DO VEÍCULO, sendo aquele habilitado ou não. Caso o proprietário não es-
teja presente no local, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT sob os códigos 5134-1 ou
5134-2.
Como em todas as infrações previstas no Art. 163, somente o proprietário comete esta infração.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing ou propriedade de pessoa
jurídica, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as considerações elencadas no cód.
5061-0.
No campo “ observação” do AIT deverá estar indicado o número do AIT confeccionado para o con-
dutor que foi fagrado conduzindo veículo com habilitação de categoria diferente e, caso o veículo
seja removido, que a remoção foi feita conforme previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5096 0 Entregar a direção do ve-
ículo à pessoa com vali-
dade da Carteira Nacional
de Habilitação vencida há
mais de trinta dias.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação do
proprietário que entregou a
direção (caso possua);
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 163 c/c
162, V do
CTB, e Res.
168/04
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA
Se o agente da autoridade de trânsito observar um condutor dirigindo com CNH ou Permissão para Dirigir
vencida há mais de 30 dias, deverá verifcar se o veículo lhe foi entregue, voluntariamente, pelo proprie-
tário.
Ressalta-se que para a confguração desta infração, o INFRATOR (PROPRIETÁRIO) DEVERÁ ESTAR
JUNTO DO CONDUTOR DO VEÍCULO, sendo aquele habilitado ou não. Caso o proprietário não esteja
presente no local, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT sob o código 5142-0.
Como em todas as infrações previstas no Art. 163, somente o proprietário comete esta infração.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing ou propriedade de pessoa
jurídica, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as considerações elencadas no cód.
5061-0.

No campo “observação” do AIT, deverá estar indicado o número do AIT confeccionado para o
condutor que dirigia com o documento de habilitação vencido há mais de trinta dias (cód. 5045-0)
e, caso o veículo seja removido, que a remoção foi feita conforme previsto na Resolução 001/2008
CETRAN - ES.
23
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5100 1 Entregar a direção do
veículo à pessoa sem
usar lentes corretoras de
visão.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação do
proprietário que entregou a
direção (caso possua);
III) Retenção do veículo até
ser sanada a irregularidade
ou até a apresentação de
condutor regularmente habi-
litado;
IV) Confeccionar TC.
Art. 163 c/c
162, VI do
CTB, e 310
do CTB,
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA
5100 2 Entregar a direção do
veículo à pessoa sem
usar aparelho auxiliar de
audição.
5100 3 Entregar a direção do
veículo à pessoa sem
usar aparelho auxiliar de
prótese física.
5100 4 Entregar a direção do
veículo à pessoa sem usar
as adaptações do veículo,
impostas por ocasião da
concessão ou renovação
da licença para conduzir.
O agente da autoridade de trânsito deverá fcar atento à tabela do anexo II, da Resolução nº 192/2006 (
disponível neste manual nos comentários do código 5053).
É obrigatório que o condutor atenda às exigências descritas em sua CNH ou PPD, como condição para a
condução de veículo. Portanto, o proprietário que negligencia essas condições ao entregar o veículo a um
condutor que não cumpre tais exigências, também estará praticando uma infração de trânsito.
No campo “observação” do AIT, deverá estar descrito qual das especifcidades constantes na CNH ou PPD
não foi atendida.
Ressalta-se que para a confguração desta infração, o INFRATOR (PROPRIETÁRIO) DEVERÁ ESTAR JUN-
TO DO CONDUTOR DO VEÍCULO, sendo aquele habilitado ou não. Caso o proprietário não esteja presente
no local, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT sob o códigos 5150-1 a 5150-4.
Como em todas as infrações previstas no art. 163, somente o proprietário comete esta infração.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing, propriedade de pessoa jurídica
ou cometimento de crime, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as considerações
elencadas no cód. 5061-0.
O agente da autoridade de trânsito deverá, ainda, fcar atento para a possibilidade de existência do crime
previsto no Art. 310 do CTB, pois, caso ocorra a entrega da direção a pessoa que, pelo seu estado físico, não
esteja em condições de conduzi-lo com segurança, tipifcada estará a conduta criminosa. Neste caso deverá
lavrar o AIT, confeccionar o TC e encaminhar a documentação para o Setor de Ocorrência, que remeterá a
documentação à Delegacia de Delitos de Trânsito.
Ressalta-se que para a confguração do crime previsto no Art. 310 do CTB, não há que se exigir qualquer
tipo de resultado ou perigo de dano. Esse crime pode ser cometido pelo proprietário ou por qualquer outro
condutor habilitado que entrega o veículo a pessoa que, pelo seu estado físico, não esteja em condições
de conduzi-lo com segurança. Ou seja, em fagrante crime estará aquele que,no momento, tem o poder de
determinar a situação: a) poder sobre o veículo( ex.: posse legítima); b) qualquer outro tipo de poder sobre o
veículo, desde que o conduzindo na via.
24
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5118 0 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa que não pos-
sua Carteira Nacional de
Habilitação ou Permissão
Para Dirigir.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
apresentação de um condu-
tor devidamente habilitado;
III) Recolhimento do do-
cumento de habilitação do
proprietário que permitiu a
direção (caso possua CNH
e compareça ao local após a
abordagem);
IV) Confeccionar TC.
Arts. 164 c/c
162, I e 310
do CTB
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA 3X
Confgura-se ato infracional administrativo e penal permitir a direção de veículo automotor à pessoa que não
possua CNH ou PPD.
O proprietário tem o dever de zelar por seu veículo (ex. cautela de chaves), preocupando-se com as condi-
ções das pessoas que o conduzem na via.
Sendo assim, toda vez que o agente da autoridade de trânsito fagrar condutor que não possua CNH ou PPD
conduzindo veículo automotor na via pública, deverá averiguar se é também proprietário do veículo ou seu
legítimo arrendatário. Caso não o seja, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT aqui previsto.
O proprietário do veículo responderá ainda pelo crime capitulado no art. 310 do CTB, visto que o delito é de
perigo abstrato, não se exigindo resultado. Sendo assim, o policial deverá lavrar um TC relatando o fato e
encaminhá-lo ao Setor de Ocorrência para envio à DDT.
Ressalta-se que esta infração só se confgurará caso o PROPRIETÁRIO (INFRATOR) estiver ausente no
momento da abordagem. Se estiver presente no local no momento da abordagem, o agente da autoridade
de trânsito deverá lavrar o AIT sob o código 5061-0.
O sujeito ativo para a confguração da infração de trânsito será sempre o proprietário do veículo.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing ou propriedade de pessoa ju-
rídica, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as considerações elencadas no cód.
5061-0.
Ressalta-se que para a confguração do crime previsto no Art. 310 do CTB, não há que se exigir qualquer
tipo de resultado ou perigo de dano.
No campo “observação” do AIT, deverá estar indicado o número do AIT confeccionado para o ina-
bilitado (cód 5010) e, caso o veículo seja removido, constar também que a remoção foi feita conforme
previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
No campo “ observação” do AIT, deverá estar indicado o número do AIT confeccionado para o con-
dutor que foi fagrado infringindo regra prevista na infração de código 5053, e, caso o veículo seja
removido, constar também que a remoção foi feita conforme previsto na Resolução 001/2008 CETRAN
- ES.
25
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5126 1 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa com Carteira
Nacional de Habilitação
cassada
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
habilitado;
III) Recolhimento do do-
cumento de habilitação do
proprietário que permitiu a
direção (caso possua CNH
e compareça ao local após a
abordagem);
IV) Confeccionar TC.
Arts. 164 c/c
162, II e 310
do CTB,
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA 5X
5126 2 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa com permissão
para dirigir cassada (NÃO
EXISTE).
5126 3 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa com Carteira
Nacional de Habilitação
ou Permissão Para Dirigir
sob suspensão do direito
de dirigir.
Confgura-se ato infracional administrativo e penal permitir a direção de veículo automotor à pessoa com o
direito de dirigir suspenso ou cassado.
O proprietário tem o dever de zelar por seu veículo (ex. cautela de chaves), preocupando-se com a proce-
dência dos que o conduzem na via.
Sendo assim, toda vez que o agente da autoridade de trânsito fagrar condutor com CNH suspensa ou cas-
sada, conduzindo veículo automotor na via pública, deverá averiguar se é o proprietário do veículo ou seu
legítimo arrendatário. Caso não o seja, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT aqui previsto.
O proprietário do veículo responderá ainda pelo crime capitulado no art. 310 do CTB, ocasião em que o
agente da autoridade de trânsito confeccionará o TC e o encaminhará para o Setor de Ocorrência, visto que
o delito é de perigo abstrato, não se exigindo resultado.
Ressalta-se que esta infração só se confgurará caso o PROPRIETÁRIO (INFRATOR) esteja ausente no
momento da abordagem. Se estiver presente no local no momento da abordagem, o agente da autoridade
de trânsito deverá lavrar o AIT sob o código 5070-1 ou 5070-3.
O sujeito ativo para a infração de trânsito será sempre o proprietário do veículo.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing ou de propriedade de pessoa
jurídica, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as considerações elencadas no cód.
5061-0.
No campo “observação” do AIT, deverá estar indicado o número do AIT confeccionado para o condutor que
foi fagrado dirigindo com CNH cassada ou suspensa (cód. 5029) e, caso o veículo seja removido, constar
também que a remoção foi feita conforme previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
26
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5134 1 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa com Carteira
Nacional de Habilitação
de categoria diferente da
do veículo que esteja con-
duzindo.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
habilitado;
III) Recolhimento do do-
cumento de habilitação do
proprietário que permitiu a
direção (caso possua CNH
e compareça ao local após a
abordagem).
Art. 164 c/c
162, III do
CTB,
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA 3X
5134 2 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa com permissão
para dirigir de categoria
diferente da do veículo
que esteja conduzindo.
Toda vez que o agente da autoridade de trânsito fagrar condutor habilitado em categoria diferente da do
veículo que conduz na via pública, deverá averiguar se é proprietário do veículo ou seu legítimo arrendatário.
Caso não o seja, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT aqui previsto.
Ressalta-se que esta infração só se confgurará caso o PROPRIETÁRIO (INFRATOR) esteja ausente no
momento da abordagem. Se estiver presente no local no momento da abordagem, o agente da autoridade
de trânsito deverá lavrar o AIT sob o código 5088-1 ou 5088-2.
O sujeito ativo para o cometimento desta infração de trânsito será sempre o proprietário do veículo.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing ou de propriedade de pessoa
jurídica, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as considerações elencadas no cód.
5061-0.
No campo “observação” do AIT, deverá estar indicado o número do AIT confeccionado para o con-
dutor que foi fagrado conduzindo com habilitação de categoria diferente (cód. 5037) e, caso o veí-
culo seja removido, constar também que a remoção foi feita conforme previsto na Resolução 001/2008
CETRAN - ES.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5142 0 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa que esteja com
sua Carteira Nacional de
Habilitação vencida há
mais de trinta dias.
I) AIT,;
II) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado;
III) Recolhimento do do-
cumento de habilitação do
proprietário que permitiu a
direção (caso possua CNH
e compareça ao local após a
abordagem).
Art. 164 c/c
162, V do
CTB, e Res.
168/04
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA
O proprietário tem o dever de zelar por seu veículo (ex. cautela de chaves), preocupando-se com a proce-
dência dos que o conduzem na via. Sendo assim, toda vez que o agente da autoridade de trânsito fagrar
condutor com habilitação vencida há mais de trinta dias, conduzindo veículo automotor na via pública, deverá
averiguar se é o proprietário do veículo ou seu legítimo arrendatário. Caso não o seja, o agente deverá lavrar
o AIT aqui previsto.
27
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Ressalta-se que esta infração só se confgurará caso o PROPRIETÁRIO (INFRATOR) esteja ausente no
momento da abordagem. Se estiver presente no local, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o
AIT sob o código 5096-0.
O sujeito ativo para o cometimento desta infração de trânsito será sempre o proprietário do veículo.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing ou de propriedade de pessoa
jurídica, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as considerações elencadas no cód.
5061-0.
No campo “observação” do AIT, deverá estar indicado o número do AIT confeccionado para o con-
dutor que dirigia nas condições previstas pelo cód. 5045-0 e, caso o veículo seja removido, constar
também que a remoção foi feita conforme previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5150 1 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa sem usar lentes
corretoras de visão.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
ser sanada a irregularidade
ou até a apresentação de
condutor regularmente
habilitado;
III) Recolhimento do do-
cumento de habilitação do
proprietário que permitiu a
direção (caso possua CNH
e compareça ao local após a
abordagem);
IV) Confeccionar TC.
Art. 164 c/c
162, VI e 310
do CTB,
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA
5150 2 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa sem usar apare-
lho auxiliar de audição.
5150 3 Permitir que tome posse
do veículo automotor e
passe a conduzi-lo na via
a pessoa sem usar apa-
relho auxiliar de prótese
física.
5150 4 Permitir que tome pos-
se do veículo automotor
e passe a conduzi-lo na
via a pessoa sem usar as
adaptações do veículo,
impostas por ocasião da
concessão ou renovação
da licença para conduzir.
O agente da autoridade de trânsito deverá fcar atento à tabela do anexo II, da Resolução nº 192/2006
(disponível neste manual, nos comentários do código 5053), página 20.
É obrigatório que o condutor atenda as exigências descritas em sua CNH ou PPD, como condição para a
condução de veículo. Portanto, o proprietário que negligencia essas condições ao permitir que seu veículo
seja conduzindo por pessoa que não as observa, também estará praticando uma infração de trânsito.
Sendo assim, toda vez que o agente da autoridade de trânsito fagrar condutor cometendo a infração prevista
no cód. 5053, deverá averiguar se é o proprietário do veículo ou seu legítimo arrendatário. Caso não o seja,
o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT aqui previsto.
Além disso, responderá o proprietário do veículo pelo crime capitulado no art. 310 do CTB, visto que o delito
é de perigo abstrato, não se exigindo resultado para que se confgure. Sendo assim, o policial deverá lavrar
um TC relatando o fato e encaminhar ao Setor de Ocorrência que remeterá a documentação à DDT.
28
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Ressalta-se que esta infração só se confgurará caso o PROPRIETÁRIO (INFRATOR) esteja ausente no
momento da abordagem. Se estiver presente no local no momento da abordagem, o agente da autoridade
de trânsito deverá lavrar o AIT sob o código 5100-1 a 5100-4.
O sujeito ativo para o cometimento desta infração de trânsito será sempre o proprietário do veículo.
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing ou de propriedade de pessoa
jurídica, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as considerações elencadas no cód.
5061-0.
No campo “observação” do AIT, deverá estar indicado o número do AIT confeccionado para o con-
dutor que foi fagrado dirigindo sem observar as exigências previstas no cód 5053 e, caso o veículo
seja removido, constar também que a remoção foi feita conforme previsto na Resolução 001/2008 CE-
TRAN - ES.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5169 1 Dirigir sob a infuência de
álcool.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Arts. 165,
277, 306 do
CTB e Res.
206/06
CRIME
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 5X
5169 2 Dirigir sob infuência de
qualquer substância en-
torpecente ou que deter-
mine dependência física
ou psíquica.
Condutor que realiza o teste do etilômetro:
Para a lavratura deste AIT, o agente autoridade de trânsito deverá estar atento para as seguintes medições:
- Concentração de álcool por litro de ar expelido dos pulmões: 0,0 mg/l até 0,13 mg/l - NÃO HÁ infração de
trânsito (Dec. 6.488 /08);
- Concentração de álcool por litro de ar expelido dos pulmões: 0,14 mg/l até 0,32 mg/l - HÁ infração de
trânsito (art. 165 CTB);
- Concentração de álcool por litro de ar expelido dos pulmões: igual ou superior a 0,33 mg/l - HÁ infração de
trânsito e crime de trânsito (Art.165 e 306 CTB).
“OBSERVAÇÃO”: A medição realizada é diferente da medição considerada (vide tabela V em anexo).
O crime de trânsito é objetivo, bastando para sua confguração concentração de 6 decigramas de concentra-
ção de álcool por litro de sangue ou o equivalente a 0,33 mg/l de concentração de álcool por litro de ar ex-
pelido dos pulmões. Sendo assim, o agente da autoridade de trânsito que constatar tal teor deverá gerar um
Boletim Unifcado e conduzir o condutor embriagado ao DPJ mais próximo, haja vista não ser crime de menor
potencial ofensivo, além, é claro, de tomar todas as medidas administrativas descritas no Art. 165 do CTB.
Condutor que se recusa a realizar o teste do etilômetro:
Procedimentos:
- Imprimir a recusa, através de função específca do aparelho;
- Confeccionar o exame de alcoolemia, conforme Res. 206/06 CONTRAN, constando os notórios sintomas
de embriaguez, bem como informações complementares (ex: condutor informou que bebeu duas taças de
vinho, uma lata de cerveja, etc.);
- Adotar as medidas administrativas previstas no Art. 165, constando no campo “observação” do AIT a
recusa do condutor em submeter-se ao teste do etilômetro e o número do exame de alcoolemia realizado.
(RESOLUÇÃO 206/06 – Contran).
Caso o condutor tenha se envolvido em acidente de trânsito (com ou sem vítima) e apresente indícios de
estar sob infuência de álcool ou tenha sido abordado por estar conduzindo o veículo de maneira anormal,
perigosa ou que coloque em risco os outros usuários da via, o agente da autoridade de trânsito deverá tomar
todas as providências acima elencadas, confeccionar o BU encaminhar a ocorrência para a Delegacia de
Delitos de Trânsito (caso esteja funcionando) ou DPJ, com base no art. 132 do CP.
29
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Caso o veículo seja removido, constar no campo “observação” do AIT que a remoção foi feita conforme
previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
É importante observar que o etilômetro deverá estar aferido pelo Inmetro, com cópia do certifcado afxada
na maleta do aparelho.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5177 0 Confar ou entregar a di-
reção do veículo à pessoa
que, mesmo habilitada,
por seu estado físico ou
psíquico, não estiver em
condições de dirigi-lo com
segurança.
I) AIT;
II) Confeccionar TC.
Arts. 166 e
310 do CTB
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVISSIMA
O cometimento desta infração estará condicionado à entrega voluntária do veículo pelo proprietário ao con-
dutor que, mesmo habilitado, por um motivo aparente qualquer (físico ou psíquico) não esteja em condições
de dirigi-lo com segurança.
Ressalta-se que esta infração só se confgurará caso o PROPRIETÁRIO (INFRATOR) estiver presente no
momento da abordagem.
O proprietário que não se faz presente no ato da abordagem só poderá ser penalizado caso fque comprova-
do que conhecia o estado físico ou psíquico anormal do condutor e, ainda assim, confou-lhe a direção. Nes-
sa última situação o agente da autoridade de trânsito deverá, obrigatoriamente, citar no campo “observação”
do AIT os incontestes elementos comprobatórios.
Caracterizada esta infração, responderá ainda o proprietário do veículo pelo crime capitulado no art. 310 do
CTB, visto que o delito é de perigo abstrato, não se exigindo resultado. Sendo assim, o policial deverá lavrar
um TC relatando o fato e encaminhá-lo ao Setor de Ocorrência .
Na hipótese do veículo ser proveniente de arrendamento mercantil/leasing ou de propriedade de pessoa
jurídica ou, ainda, no caso de confguração do crime do art. 310 do CTB, o agente da autoridade de trânsito
deverá estar atento para as considerações elencadas no cód. 5061-0.
Caso outro cidadão habilitado, que não seja o proprietário, mas detenha a posse legítima do veículo, confe
ou entregue a direção a pessoa que, mesmo habilitada, por seu estado físico ou psíquico, não esteja em
condições de dirigi-lo com segurança, deverá o agente autoridade de trânsito lavrar um TC relatando o fato,
e encaminhá-lo ao Setor de Ocorrência. Não caberá, entretanto, a lavratura do AIT aqui tratado, visto que
só o proprietário comete este tipo de infração, ressalvadas as situações de pessoa jurídica e arrendamento
mercantil/leasing, acima discriminadas.
Exemplo: Numa operação de trânsito, fagra-se “Alterado” dirigindo sob a infuência de álcool em nível supe-
rior ao permitido por lei. “Basílio”, proprietário do veículo, não se faz presente no local. “Conivente”, amigo
de “Alterado”, é habilitado e não havia bebido, estando junto de “Alterado” no momento da abordagem. Após
lavrado o AIT cód. 5169-1, libera-se o veículo para “Conivente”. ATÉ ENTÃO NÃO HÁ QUE SE COGITAR A
LAVRATURA DE AIT COM BASE NO DISPOSTO NO CÓD 5177-0. Ocorre que “Conivente”, alguns metros
à frente, ciente da embriaguez de “Alterado”, entrega novamente a direção a esse embriagado condutor.
Nesse caso, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar um TC e encaminhar toda a documentação
produzida ao Setor de Ocorrência, que remeterá à DDT, visto que “Conivente” comete o crime do Art. 310
do CTB. Entretanto, como “Conivente” não é o proprietário do veículo, não há que se falar na infração aqui
estudada (cód. 5177-0).
O agente da autoridade de trânsito sempre deverá indicar no campo “observação” do AIT qual o estado do
condutor e as circunstâncias que o levaram a inferir esse entendimento. Se a infração tiver relação com
algum outro AIT, deverá o agente da autoridade de trânsito indicar o número e codifcação neste mesmo
campo.
30
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5185 1 Deixar o condutor de usar
o cinto de segurança.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
colocação do cinto.
Art. 167 do
CTB
ESTADUAL/
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
5185 2 Deixar o passageiro de
usar o cinto de segurança.
Caso o fagrante envolva apenas os passageiros do veículo, ainda que mais de um esteja sem o cinto de se-
gurança, apenas um AIT será lavrado. Vale ressaltar que no campo de “observação” do AIT, deverá constar
qual dos ocupantes do veículo não usava o cinto de segurança.
Caso seja constatado que, além do condutor, algum passageiro também está sem o cinto de segurança, o
agente da autoridade de trânsito lavrará apenas 1 (um) AIT e constará no campo “observação” (condutor e
passageiro sem cinto de segurança), visto que as infrações possuem a mesma raiz (três primeiros números
iguais – 518...).
Se a situação envolver alguma criança, a infração a ser lavrada é a do Art. 168 (cód. 5193-0).
A Resolução 278/08 proíbe a utilização de dispositivos no cinto de segurança que travem, afrouxem ou
modifquem o seu funcionamento normal. A utilização desse equipamento obrigatório para a instalação de
dispositivo de retenção para transporte de crianças, observadas as prescrições dos fabricantes dos dispo-
sitivos, não constitui violação. O descumprimento de tal norma acarreta a sanção prevista no Art. 230, IX do
CTB (cód. 6637-2).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5193 0 Transportar crianças em
veículo automotor sem
observância das normas
de segurança especiais
estabelecidas no Código
de Trânsito Brasileiro.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
que a irregularidade seja
sanada.
Arts. 168 do
CTB, Res.
277/98.
ESTADUAL /
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA
O agente da autoridade de trânsito deverá observar que crianças com idade inferior a dez anos devem ser
transportadas nos bancos traseiros dos automóveis, exceto quando se tratar de veículo que não possua
banco traseiro (dotado exclusivamente de bancos dianteiros), ou quando estiver transportando número de
crianças superior ao número de assentos traseiros, situação que obrigará o condutor a assentar a criança de
maior compleição física no banco dianteiro do veículo.
Para motocicletas, motonetas ou ciclomotores existe infração específca (cód. 7072).
A Resolução 277/08, em vigor, prevê o seguinte:
- Criança com idade até 01 ano – bebê conforto ou conversível;
- Criança com idade superior a 01 ano e inferior ou igual a 04 anos – cadeirinha ;
- Criança com idade superior a 04 anos e inferior ou igual a 07 anos e meio – assento de elevação;
- Criança com idade superior a 07 anos e meio – cinto de segurança do veículo.
Para transitar em veículos automotores, os menores de dez anos deverão ser transportados nos bancos
traseiros usando individualmente cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente. Dispositivo de
retenção para crianças é o conjunto de elementos que contém uma combinação de tiras com fechos de
travamento, dispositivo de ajuste, partes de fxação e, em certos casos, dispositivos como: um berço portátil
“porta-bebê”, uma cadeirinha auxiliar ou uma proteção antichoque que devem ser fxados ao veículo, me-
diante a utilização dos cintos de segurança ou outro equipamento apropriado instalado pelo fabricante do
veículo com tal fnalidade.
31
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
As exigências relativas ao sistema de retenção, no transporte de crianças com até sete anos e meio de
idade, não se aplicam aos veículos de transporte coletivo, aos de aluguel, aos de transporte autônomo de
passageiro (táxi), aos veículos escolares e aos demais veículos com peso bruto total superior a 3,5t.
Nos veículos equipados com dispositivo suplementar de retenção (airbag) para o passageiro do banco dian-
teiro, o transporte de crianças com até dez anos de idade nesse banco, conforme disposto no Art. 2º e seu
parágrafo, poderá ser realizado desde que utilizado o dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura
e observados os seguintes requisitos:
I - É vedado o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade, em dispositivo de retenção posi-
cionado em sentido contrário ao da marcha do veículo;
II - É permitido o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade, em dispositivo de retenção
posicionado no sentido de marcha do veículo, desde que não possua bandeja ou acessório equivalente
incorporado ao dispositivo de retenção;
III - Salvo instruções específcas do fabricante do veículo, o banco do passageiro dotado de airbag deverá
ser ajustado em sua última posição de recuo, quando nele ocorrer o transporte de crianças.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5207 0 Dirigir sem atenção ou
sem os cuidados indispen-
sáveis à segurança.
AIT Art. 169 do
CTB
ESTADUAL/
MANUCIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
O agente da autoridade de trânsito deve utilizar este enquadramento quando um condutor de veículo age im-
prudentemente, carente de bom senso e que evidencie ou ofereça risco de provocar um acidente de trânsito.
É imprescindível lembrar que esta infração só deve ser aplicada quando a ação do condutor não apresente
enquadramento preciso em alguma outra norma específca(infração subsidiária). Além disso, a ação típica
deverá ser descrita no campo “observação” do AIT.
São exemplos de ações que se enquadram nessa infração (desde que desviem a atenção do condutor):
dirigir com o volume do som demasiadamente elevado, impossibilitando-o de ouvir buzinas e sirenes ; ler
enquanto dirige; afastar o olhar da via pública; interromper o funcionamento da motocicleta para produzir
estouros com escapamento; comer e/ou beber enquanro dirige; fumar dirigindo o veículo; soltar o volante,
mesmo que trafegando em uma reta; etc.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5215 1 Dirigir ameaçando os pe-
destres que estejam atra-
vessando a via pública.
I)AIT;
II) Recolhimento do
documento de habilitação;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de novo
condutor regularmente
habilitado.
Art. 170 do
CTB
ESTADUAL /
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA
5215 2 Dirigir ameaçando os
demais veículos.
Esta infração se assemelha à prevista no art. 169, pois só se tipifca caso não haja outro dispositivo específ-
co que enquadre a ação do condutor. Devendo ser observado a que confguração desta infração exige a ex-
posição real de perigo aos pedestres ou outros veículos. Portanto, a conduta do motorista deverá apresentar,
de forma clara, uma ameaça aos pedestres ou aos outros veículos que estejam utilizando a via.
Exemplo que não se aplica esta infração:
32
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Um condutor desobedece a luz vermelha do semáforo, mudando repentinamente de faixa, sem sinalizar.,
e além disso, freia bruscamente exibindo o arrastamento de pneus. Nesse caso, deverão ser lavrados 03
AIT, mas com códigos específcos para esses tipos de infrações, não cabendo o enquadramento para
a infração aqui prevista.
Exemplos de situações que podem ser aqui enquadradas:
- Direcionar o veículo, propositadamente, na direção dos pedestres, tirando o chamado “fninho”;
- Mudar de faixa sinalizada, porém repentinamente (a popular “fechada”);
- Intimidar os pedestres que estão atravessando a via, acelerando insistentemente o veículo e compelindo-
os a apressar o passo;
- Conduzir motociclista projetando os pés na direção dos outros veículos, a fm de tentar atingi-los.;
- Dirigir fazendo “zigue-zague”.
Se a ação do condutor resultar perigo para a vida ou saúde de outrem, o agente da autoridade de trânsito
lavrará um TC e o encaminhará para o Setor de Ocorrência para envio à DDT (art. 132 do CP).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5223 1 Usar o veículo para arre-
messar sobre os pedes-
tres, água ou detritos.
AIT Art. 171 do
CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
5223 2 Usar o veículo para arre-
messar sobre os veículos
água ou detritos.
A infração se caracterizará quando o motorista passar sobre poças ou qualquer outro detrito expostos na via,
com o fm de dolosamente arremessá-los contra os outros veículos ou pedestres.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5231 1 Atirar do veículo objetos
ou substâncias na via pú-
blica.
AIT Art. 172 do
CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
5231 2 Abandonar do veículo ob-
jetos ou substâncias na
via pública.
A previsão deste artigo está relacionada com as regras da boa educação, civilidade e consciência ecológica, uma
vez que a ação de se atirar objetos ou substâncias nas vias públicas, além de, em alguns casos, oferecerem
riscos para outros condutores, podem poluir o ambiente. O agente da autoridade de trânsito que constatar esta
infração deverá descrever quem atirou o objeto ou a substância (condutor ou passageiro). Se não for possível
identifcar o material atirado, deverá, pelo menos, descrever suas características no campo “observação” do AIT.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5240 0 Disputar corrida por espíri-
to de emulação.
I) AIT;
II) Recolhimento do
documento de habilitação
do condutor;
III) Remoção do veículo
para apreensão.
Arts. 173,
220 e 308
do CTB
CRIME
ESTADUAL/
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 3X
33
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
A previsão deste artigo está relacionada com as regras da boa educação, civilidade e consciência ecológica, uma
vez que a ação de se atirar objetos ou substâncias nas vias públicas, além de, em alguns casos, oferecerem
riscos para outros condutores, podem poluir o ambiente. O agente da autoridade de trânsito que constatar esta
infração deverá descrever quem atirou o objeto ou a substância (condutor ou passageiro). Se não for possível
identifcar o material atirado, deverá, pelo menos, descrever suas características no campo “observação” do AIT.
Neste tipo infracional, incorre o condutor que, tentando se igualar ou superar outro(s) condutor(es), utiliza seu
veículo para em via pública participar de um “pega” ou de um “racha”. Para confguração desta infração há neces-
sidade do envolvimento de mais de um veículo e mais de um condutor.
O agente da autoridade de trânsito sempre deverá constar no AIT a presença de mais de um veículo/condutor,
especifcando, na medida do possível, placas, marcas, modelos e condutores.Caso não consiga abordar todos
envolvidos, deverá constar no campo “observação” do AIT a presença de outros veículos e as informações que
lhe estiverem disponíveis.
Caso o condutor tenha sido fagrado participando de um “racha” e a sua conduta se restringiu à competição, sem
risco potencial para os outros condutores ou para os pedestres, ele responderá apenas pelo ilícito administrativo.
Porém, se sua conduta ofereceu risco potencial à integridade física de outras pessoas ou ao patrimônio alheio, o
condutor responderá também pelo crime previsto no Art. 308 do CTB, razão pela qual o agente da autoridade de
trânsito lavrará o TC e o encaminhará ao Setor de Ocorrência que encaminhará a documentação para DDT.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5258 1 Promover na via,
competição esportiva, sem
permissão da autoridade
de trânsito com circunscri-
ção sobre a via.
I) AIT;
II) Recolhimento do
documento de habilitação
do promotor/organizador
III) Remoção do veículo
para apreensão.
Art. 174 do
CTB art. 132
do CP
CRIME
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVISSIMA 5X
5258 2 Promover na via, eventos
organizados, sem per-
missão da autoridade de
trânsito com circunscrição
sobre a via.
5258 3 Promover na via, exibição
e demonstração de perícia
em manobra de veículo,
sem permissão da autori-
dade de trânsito com cir-
cunscrição sobre a via.
Diverso do artigo 173, no caso deste dispositivo o infrator é o promotor/organizador do evento que existe sem
prévia autorização da autoridade competente.
No caso concreto o Agente deverá observar se houve perigo para a vida ou saúde de outrem, caso positivo o
Agente lavrará o TC e o encaminhará para o Setor de Ocorrência ( infringência do art. 132 do CP).
34
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5266 1 Participar na via, como
condutor, de competição
esportiva, sem permissão
da autoridade de trânsito
com circunscrição sobre
a via.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação dos
condutores;
III) Remoção dos veículos
para a apreensão.
Arts. 174 e
308 do CTB
CRIME
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 5X
5266 2 Participar na via, como
condutor, de eventos
organizados, sem per-
missão da autoridade de
trânsito com circunscrição
sobre a via.
5266 3 Participar na via, como
condutor de exibição e
demonstração de perícia
com manobra do veículo
sem permissão da autori-
dade de trânsito com cir-
cunscrição sobre a via.
O condutor de veículo, antes de participar de competição ou evento em via pública, deverá tomar conhecimento
sobre a legalidade do evento junto ao organizador e Autoridade de Trânsito com circunscrição sobre a via.
Caso o condutor seja fagrado participando de uma competição ou evento e a sua conduta se restringiu à
competição, sem risco potencial para os outros condutores ou para os pedestres, responderá apenas pelo
ilícito administrativo.
Porém, se sua conduta ofereceu risco potencial à integridade física de outras pessoas ou ao patrimônio alheio,
o condutor responderá também pelo crime previsto no Art. 308 do CTB, razão pela qual o agente da autoridade
de trânsito lavrará o TC e o encaminhará ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5274 1 Utilizar-se do veículo para,
em via pública, demons-
trar ou exibir manobra
perigosa.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação;
III) Remoção do veículo para
a apreensão.
Art. 175 do
CTB art. 132
do CP e art.
34 da LCP
CRIME ou
CONTRA-
VENÇÃO
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA
5274 2 Utilizar-se do veículo para,
em via pública, demons-
trar ou exibir arrancada
brusca.
5274 3 Utilizar-se do veículo para,
em via pública, demonstrar
ou exibir derrapagem ou
frenagem com desliza-
mento e arrastamento de
pneus.
35
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Aqui, diferentemente do que ocorre no Art. 173, não há necessidade de mais de um sujeito ativo para que se
confgure a infração. A conduta é individualizada.
Se da conduta gerar perigo para a vida ou a saúde de outrem, envolvendo a coletividade (diversas pessoas),
aplicar-se-á o art. 34 da LCP. Do contrário, se a exposição envolve somente uma pessoa, aplicar-se-á o art.
132 do CP. Nos dois casos deverá ser lavrado o TC, encaminhando-o ao Setor de Ocorrência que encami-
nhará a documentação para a Delegacia de Delitos de Trânsito (DDT).
Se a infração for constatada por Militar de outra Unidade, ao Militar do BPTran caberá adotar apenas as
medidas administrativas. A condução do infrator ao DPJ, pelo cometimento do crime ou contravenção, será
feita pelo Militar que fagrou a situação.
O condutor que empina motocicleta deve ser enquadrado no Art. 244, III do CTB ( cód. 7056-1).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5282 0 Deixar o condutor envolvi-
do em acidente com vítima
de prestar ou providenciar
socorro à vítima, podendo
fazê-lo.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Arts. 176,
I e 304 do
CTB
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 5X
O condutor de veículo envolvido em acidente com vítima tem o dever de, se possível, socorrer a vítima.
Não sendo capaz de fazer isso sem que haja perigo para a sua própria vida, deverá providenciar o imediato
socorro (ex: acionar o SAMU (192), o Corpo de Bombeiros (193), etc.).
O condutor que se recusa a prestar ou providenciar socorro, estará cometendo ilícitos administrativo e penal,
independente de ter dado causa ou não ao acidente.
Vale ressaltar que o condutor aqui tratado deve ter se envolvido no acidente.
Confgurada a conduta criminosa, o agente da autoridade de trânsito deverá confeccionar o BU e encaminhar
o condutor, caso seja localizado, para a Delegacia de Delitos de Trânsito ou DPJ.
Caso o veículo seja removido, constar no campo “observação” do AIT que a remoção foi feita conforme
previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5290 0 Deixar o condutor envol-
vido em acidente com víti-
ma de adotar providências
pondeo fazê-lo, no sentido
de evitar perigo para o
trânsito local.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 176, II
do CTB e
CONTRA-
VENÇÃO
Art. 36 da
LCP
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 5X
36
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5304 0 Deixar o condutor envolvi-
do em acidente com vítima
de preservar o local, de for-
ma a facilitar os trabalhos
da polícia e da perícia.
I) AIT;
II) Recolhimento dodocu-
mento de habilitação;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 176, III
e Art. 312
do CTB
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 5X
Esse preceito impõe ao condutor envolvido em acidente de trânsito com vítima, tendo condições de fazê-lo,
a obrigação de sinalizar adequadamente o local do sinistro até a chegada da polícia. No caso de omissão
do condutor quanto à sinalização pode estar confgurada a Contravenção Penal prevista no Art. 36 da LCP,
neste caso o Agente deverá lavrar o TC e encaminha-lo ao Setor de Ocorrência que encaminhará a docu-
mentação à Delegacia de Delitos de Trânsito.
O agente, ao lavrar esse AIT, dever ter consciência do efetivo perigo gerado pela falta de sinalização, ainda
que mínimo, constando tal fato no campo “observação” do AIT.
Cabe aqui ressaltar que os veículos só deverão permanecer no local do sinistro para perícia nos casos de
acidentes que derivem vítima fatal. Não o sendo, o policial deverá determinar a retirada imediata do veículo,
para melhor prover o fuxo da via.
Caso o veículo seja removido, constar no campo “observação” do AIT que a remoção foi feita conforme
previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
No caso de acidente com vítima fatal o local do acidente deverá ser preservado até a chegada da polícia,
exceto, se para socorrer a(s) vítima(s), o condutor se veja obrigado a retirar o seu, ou outros veículos do
local.
Se fcar comprovado que o local do sinistro foi alterado com o intuito de induzir ao erro a autoridade policial
ou a perícia, responderá o violador do local pelo crime capitulado no art. 312 do CTB, neste caso o Agente
deverá lavrar o TC e encaminha-lo ao Setor de ocorrência que encaminhará a documentação à Delegacia
de Delitos de Trânsito.
Cabe aqui mais uma vez frisar que os veículos só deverão permanecer no local do sinistro nos casos de
acidentes que derivem vítima fatal. Não o sendo, o policial deverá determinar a retirada imediata do veículo
para melhor prover o fuxo da via, logo, não resta confgurada esta infração nos casos de acidente de trânsito
com vítimas puramente parciais.
Caso o veículo seja removido, constar no campo “observação” do AIT que a remoção foi feita conforme
previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
37
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5312 0 Deixar o condutor, en-
volvido em acidente com
vítima, de adotar provi-
dências para remover o
veículo do local, quando
determinado por policial
ou por agente da autorida-
de de trânsito.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 176, IV
do CTB.
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 5X
Após a determinação do agente da autoridade de trânsito da autoridade de trânsito, que compareceu no local
do sinistro, o condutor deverá providenciar os meios para remover o veículo da via, independente de já ter
sido lavrado o BOAT ou não. A negativa ou a omissão do condutor nesse sentido determinará que o agente
da autoridade de trânsito lavre o correspondente AIT.
Caso o veículo seja removido, constar no campo “observação” do AIT que a remoção foi feita conforme
previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5320 0 Deixar o condutor envol-
vido em acidente com
vítima de identifcar-se ao
policial e de lhe prestar
informações necessárias
à confecção do boletim de
ocorrência.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 176, V
do CTB.
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA 5X
A negativa do condutor envolvido em acidente de trânsito com vítima de identifcar-se ou prestar informações
sobre o acidente, bem como de evadir-se do local, impossibilitando a passagem desses dados ao agente da
autorida de trânsito que confecciona o BOAT confgura esta infração de trânsito.
Caso o veículo seja removido, constar no campo “observação” do AIT que a remoção foi feita conforme
previsto na Resolução 001/2008 CETRAN - ES.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5339 0 Deixar o condutor de pres-
tar socorro à vítima de aci-
dente de trânsito quando
solicitado pelo agente da
autoridade de trânsito.
I) AIT;
II) Confeccionar TC.
Art. 177 do
CTB e Art.
135 do CP
CRIME DE
OMI SSÃO
DE
SOCORRO
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Se o agente da autoridade de trânsito determina a parada de um veículo, e ao seu condutor solicita que con-
duza uma vítima de acidente de trânsito e isso lhe é negado, o agente da autoridade de trânsito deve lavrar o
respectivo AIT, bem como confeccionar o TC e encaminhá-lo ao Setor de Ocorrência, devido a confguração
do crime de omissão de socorro previsto no Art. 135 do CP. Portanto, aqui há o cometimento de dois ilícitos,
um penal e outro administrativo.
Há de se observar que neste caso o infrator é pessoa alheia ao acidente. Caso tratar-se de pessoa envolvida
no sinistro, deverá ser lavrado o AIT sob o cód. 5282-0.
38
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5347 0 Deixar o condutor envol-
vido em acidente sem víti-
ma, de adotar providências
para remover o veículo do
local, quando necessária
tal medida para assegurar
a segurança e a fuidez do
trânsito.
AIT Art. 178 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MEDIA
No caso de acidente de trânsito sem vítima, sendo possível, o condutor, independentemente da ordem do
agente da autoridade de trânsito, é obrigado retirar seu veículo do leito da via, caso esteja comprometendo
a segurança ou a fuidez do trânsito.
Se o veículo tiver condição de circular com segurança, o condutor deverá deslocar-se para um dos Postos
do BPTran caso desejem confeccionar o BOAT.
A recusa em dirigir-se a algum Posto de Trânsito não confgura esta infração.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5355 0 Fazer ou Deixar que se
faça reparo em veículo
na via pública, salvo nos
casos de impedimento
absoluto de sua remoção
e em que o veículo esteja
devidamente sinalizado,
em pista de rolamento de
rodovias e vias de trânsito
rápido.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 179, I do
CTB e Res.
036/98
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
O agente da autoridade de trânsito deve observar que a imposição legal está relacionada ao fato do condu-
tor não retirar o veículo da pista de rolamento da rodovia ou da via de trânsito rápido para fazer os reparos
necessários para o seu funcionamento. Não sendo possível retirar o veículo por meio próprio, o condutor
deverá providenciar um guincho para fazê-lo.
Conforme prevê a Res. CONTRAN 036/98, a forma de sinalização de advertência para os veículos que, em
situação de emergência, estiverem imobilizados no leito viário, indica que o condutor deverá acionar de ime-
diato as luzes de advertência (pisca-alerta) providenciando a colocação do triângulo de sinalização ou equi-
pamento similar à distância mínima de 30 metros da parte traseira do veículo. O equipamento de sinalização
de emergência deverá ser instalado perpendicularmente ao eixo da via, e em condição de boa visibilidade.
O agente da autoridade de trânsito deve perceber que não existe infração se o veículo estiver devidamente
sinalizado e não for possível sua imediata remoção.
39
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5363 0 Fazer ou Deixar que se
faça reparo em veículo na
via pública, salvo nos casos
de impedimento absoluto
de sua remoção e em que o
veículo esteja devidamente
sinalizado, em outras vias
além de pista de rolamento
de rodovias e vias de trân-
sito rápido.
AIT Art. 179, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
O agente da autoridade de trânsito deve observar que a imposição legal está relacionada ao fato do condutor
não retirar o veículo da via local, coletora, arterial ou da estrada para fazer os reparos necessários ao seu
funcionamento. Não sendo possível retirar o veículo por meio próprio, o condutor deverá providenciar um
guincho para fazê-lo.
Conforme previsão (Res.036/98 - CONTRAN), a forma de sinalização de advertência para os veículos que,
em situação de emergência, estiverem imobilizados no leito viário, indica que o condutor deverá acionar
de imediato as luzes de advertência (pisca-alerta), providenciando a colocação do triângulo de sinalização
ou equipamento similar à distância mínima de 30 metros da parte traseira do veículo. O equipamento de
sinalização de emergência deverá ser instalado perpendicularmente ao eixo da via, e em condição de boa
visibilidade.
Não há que se falar em infração caso o local esteja devidamente sinalizado e não seja possível a imediata
remoção do veículo.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5371 0 Ter seu veículo imobiliza-
do na via por falta de com-
bustível.
I)AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 180 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Para que o condutor esteja sujeito às penalidades deste artigo o seu veículo deverá estar imobilizado em via
pública por falta de combustível, em local onde seja proibido o estacionamento, a parada, comprometendo
a fuidez ou a segurança do trânsito.
Conforme previsão (Res.036/98 - CONTRAN), a forma de sinalização de advertência para os veículos que,
em situação de emergência, estiverem imobilizados no leito viário, indica que o condutor deverá acionar
de imediato as luzes de advertência (pisca-alerta) providenciando a colocação do triângulo de sinalização
ou equipamento similar à distância mínima de 30 metros da parte traseira do veículo. O equipamento de
sinalização de emergência deverá ser instalado perpendicularmente ao eixo da via, e em condição de boa
visibilidade.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5380 0 Estacionar o veículo na
esquina da via a menos
de cinco metros do bor-
do do alinhamento da via
transversal.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 180, I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
40
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Estacionamento é a imobilização do veículo por tempo superior ao necessário para embarque ou desem-
barque de passageiro.
Parada é a imobilização do veículo com a fnalidade e pelo tempo estritamente necessário para efetuar em-
barque ou desembarque de passageiros.
O condutor não poderá estacionar seu veículo a menos de cinco metros do ponto de encontro da via em que
transita com a via transversal, uma vez que essa ação oferece risco aos outros veículos, ao limitar, sobrema-
neira, a área utilizada para uma possível conversão.
Como em todas as infrações em que se prevê uma defnição métrica, o agente da autoridade de trân-
sito deverá medir a distância que o veículo está estacionado do bordo do alinhamento da via trans-
versal, salvo se o veículo estiver estacionado na própria esquina. A medição deverá ser constada no
AIT, sob pena de torná-lo inconsistente.
Dessa maneira, percebe-se que o ideal seria que a Autoridade de Trânsito com circunscrição sobre a via
delimitasse, por meio de sinalização, a distância no local.
Além de confeccionar o AIT, deverá ser providenciada a remoção do veículo (vide procedimento de remoção
adotado pelo BPTran).
ATENÇÃO
Os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fscalização e operação de
trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento e para-
da, quando em serviço de urgência e devidamente identifcados por dispositivos regulamentares de alarme
sonoro e iluminação vermelha intermitente.
Os veículos prestadores de serviços de utilidade pública (Res. 268/08 CONTRAN), uma vez autorizados
previamente pelo DETRAN, poderão usar sobre o teto luzes intermitentes rotativas (girofex) na cor amarelo-
âmbar. Esses veículos são destinados exclusivamente à (ao):
1) manutenção e reparo das redes de energia elétrica, de água e esgotos, de gás combustível canalizado,
de telecomunicações e de comunicações telefônicas;
2) conservação, manutenção e sinalização viária, quando a serviço do órgão executivo de trânsito;
3) socorro mecânico de emergência (guincho) nas vias abertas à circulação;
4) transporte de valores (carro-forte);
5) serviço de escolta de carga superdimensionada (zebrado, preto e laranja), quando registrados em órgão
rodoviário para tal fnalidade;
6) veículos especiais destinados ao recolhimento de lixo à serviço da Administração Pública.
Os veículos prestadores de serviço de utilidade pública não poderão acionar as luzes (girofex) em movimento,
exceção feita aos destinados à escolta de carga superdimensionada. Porém, estando parados/estacionados e
em serviço, deverão usar as luzes acionadas, ocasião em que gozam de livre parada e estacionamento (Art.
29, VIII do CTB).
Percebe-se que veículos de escolta privada e de serviços funerários não foram contemplados por essa reso-
lução, logo não poderão utilizar o girofex amarelo (ver Art. 230, XIII) e não gozarão de livre parada/estaciona-
mento quando em serviço.
O agente da autoridade de trânsito não poderá lavrar AIT referente à parada ou estacionamento irregular quan-
do satisfeitas as condições descritas (EM SERVIÇO + GIROFLEX LIGADO). Mas, com o objetivo de prejudicar
o mínimo possível a circulação na via, poderá determinar aos condutores a melhor forma de posicionar o veícu-
lo. No caso de descumprimento, deverá ser lavrado o AIT previsto no Art. 195 do CTB (cód. 5835 0).
41
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5398 0 Estacionar o veículo afas-
tado da guia da calçada
(meio-fo) de cinqüenta
centímetros a um metro.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
Deverá o agente da autoridade de trânsito atentar para a distância existente entre o meio-fo e os pneus do
veículo (pneus do lado mais próximo da calçada). Caso essa distância esteja entre 50 e 100 centímetros,
resta confgurada esta infração.
Como em todas as infrações em que se prevê uma defnição métrica, o agente da autoridade de trân-
sito deverá medir a distância entre o veículo e a guia da calçada. A medição deverá ser constada no
AIT, sob pena de torná-lo inconsistente.
Além de confeccionar o AIT, deverá ser providenciada a remoção do veículo, se possível. (vide procedimento
de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (está na explicação do cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5401 0 Estacionar o veículo afas-
tado da guia da calçada
(meio-fo) a mais de um
metro.
I)AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, III
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
De modo semelhante ao artigo anterior, o agente da autoridade de trânsito deverá atentar para a distância
do veículo junto à guia da calçada. Porém, a infração aqui cometida é de natureza grave, já que a medida
ultrapassa um metro.
Como em todas as infrações em que se prevê uma defnição métrica, o agente da autoridade de trân-
sito deverá medir a distância entre o veículo e a guia da calçada. A medição deverá ser constada no
AIT, sob pena de torná-lo inconsistente.
Além de confeccionar o AIT, deverá ser providenciada a remoção do veículo, se possível. (vide procedimento
de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5410 0 Estacionar o veículo em
desacordo com as posi-
ções estabelecidas no
Código de Trânsito Brasi-
leiro.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, IV
e 48 do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
42
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Os condutores de veículos de três ou mais rodas terão que, como regra geral, estacionar seus veículos de
forma paralela ao bordo da pista de rolamento e junto à guia da calçada (meio-fo). Quando a via dispuser de
acostamento, não se admitirá estacionamento na pista de rolamento. As motocicletas, motonetas e ciclomo-
tores deverão estacionar de forma perpendicular à guia da calçada (meio-fo) e junto à ela.
Deverão ser priorizadas as marcas horizontais delineadas pela autoridade com circunscrição sobre a via,
que deverão prevalecer sobre as regras gerais do CTB.
A posição irregular do veículo deverá ser constada no campo “observação” do AIT.
Além de confeccionar o AIT, deverá ser providenciada a remoção do veículo, se possível. (vide procedimento
de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5428 1 Estacionar o veículo na
pista de rolamento das
estradas.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, V
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVISSIMA
5428 2 Estacionar o veículo na
pista de rolamento das ro-
dovias
5428 3 Estacionar o veículo na
pista de rolamento das
vias de trânsito rápido.
5428 4 Estacionar o veículo na
pista de rolamento das
vias dotadas de acosta-
mento.
Esta infração tem relação direta com a segurança do trânsito, uma vez que as vias aqui enumeradas são,
geralmente, vias em que a velocidade máxima permitida é mais acentuada, gerando maior risco de acidente
quando relacionada a essa conduta.
Percebida esta infração, o agente da autoridade de trânsito deverá, imediatamente, providenciar a remoção
do veículo, sob pena de estar contribuindo para a ocorrência de um possível acidente.
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5436 0 Estacionar o veículo junto
ou sobre hidrantes de in-
cêndio, registro de água,
tampas de poços de visita
de galerias subterrâneas,
desde que devidamente
identifcados, conforme
especifcação do CON-
TRAN.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, VI
do CTB e
Res. 31/98.
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
43
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O AIT só poderá ser lavrado caso o local esteja sinalizado conforme especifca a Res. 031/98 ( pintura na
cor amarela e com linhas de indicação de proibição de estacionamento/parada). Caso contrário, não há que
se falar em infração.
O agente da autoridade de trânsito deverá constar no campo “observação” do AIT sobre qual das fguras o
veículo estava estacionado.
Confgurada a infração, além de confeccionar o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá providenciar a
remoção do veículo, se possível. (vide procedimento de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5444 0 Estacionar o veículo nos
acostamentos, salvo mo-
tivo de força maior.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, VII
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
A utilização do acostamento deve ser restrita a eventualidades ou a motivos de força maior, uma vez que
essa utilização está restrita aos casos excepcionais (arts. 37, 52, 58 e 204 do CTB). Dessa maneira, se o
agente da autoridade de trânsito observar um veículo estacionado no acostamento sem que exista neces-
sidade extrema para tanto, deverá verifcar a possibilidade de sua imediata remoção(vide procedimento de
remoção adotado pelo BPTran), devendo lavrar o respectivo AIT.
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5452 1 Estacionar o veículo no
passeio ou calçada.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, VIII
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
5452 2 Estacionar o veículo sobre
faixa destinada a pedes-
tres.
5452 3 Estacionar o veículo sobre
ciclovia ou ciclofaixa.
5452 4 Estacionar o veículo nas
ilhas ou refúgios.
5452 5 Estacionar o veículo ao
lado ou sobre marcas de
canalização.
5452 6 Estacionar o veículo ao
lado ou sobre canteiro
central ou divisores de
pista de rolamento.
5452 7 Estacionar o veículo so-
bre gramado ou jardim
público.
44
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Diante da variabilidade de locais constantes neste inciso, incumbe ao agente da autoridade de trânsito con-
sultar o glossário do CTB em anexo, a fm de melhor especifcar o local de estacionamento.
Além de confeccionar o AIT, deverá ser providenciada a remoção do veículo, se possível. (vide procedimento
de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5460 0 Estacionar o veículo onde
houver guia de calçada
(meio fo) rebaixada des-
tinada à entrada ou saída
de veículos.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, IX
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
O rebaixamento da guia da calçada indica que aquele ponto dá, possivelmente, acesso a uma garagem, a
um estacionamento, a um condomínio ou qualquer outro acesso regular de veículos.

Assim sendo, se um condutor estaciona em frente ao rebaixamento da guia da calçada, cuja existência de
acesso a veículos não resta confgurada (ex: existência de uma parede, muro ou mesmo uma garagem que
não é utilizada), a conduta não se apresentará como infratora.
Confgurada a infração, além de confeccionar o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá providenciar a
remoção do veículo, se possível. (vide procedimento de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5479 0 Estacionar o veículo impe-
dindo a movimentação de
outro veículo.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, X
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Para que esta infração se confgure, o veículo deverá estar estacionado de maneira a prejudicar a circulação
dos demais, independente do estacionamento ser regulamentar ou não. Dessa maneira, se o agente da
autoridade de trânsito observar que o condutor estacionou seu veículo em um local, permitido pela sinaliza-
ção, mas essa ação impediu a movimentação de outro veículo que esteja regularmente estacionado ou em
movimento, deverá providenciar a imediata remoção do veículo, lavrando o respectivo AIT.
Confgurada a infração, além de confeccionar o AIT, o agente autoridade de trânsito deverá providenciar a
remoção do veículo, se possível. (vide procedimento de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento.
45
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5487 0 Estacionar o veículo ao
lado de outro veículo em
fla dupla.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, XI
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Não é permitido que o condutor estacione seu veículo ao lado de outro, o que compromete a fuidez do trânsi-
to. Dessa forma, se um motorista para ao lado de outro veículo estacionado por tempo superior ao necessá-
rio para o embarque ou o desembarque de passageiros,estará cometendo a infração descrita neste inciso.
Confgurada a infração, além de confeccionar o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá providenciar a
remoção do veículo, se possível. (vide procedimento de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5495 0 Estacionar o veículo na
área de cruzamento de
vias, prejudicando a cir-
culação de veículos e pe-
destres.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, XII
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Sujeito a esta infração incorre o condutor que estaciona o seu veículo na interseção de duas vias em nível, ou
mesmo nas proximidades do cruzamento, desde que prejudique a circulação de veículos e pedestres. Aqui,
diferentemente do que preceitua o art. 181, I, não há que se falar em medição para que reste confgurada
a infração.
Deverá ser constado no campo “observação” do AIT, o nome da via que compõe o cruzamento com a já
indicada como local do cometimento da infração.
Confgurada a infração, além de confeccionar o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá providenciar a
remoção do veículo, se possível. (vide procedimento de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5509 0 Estacionar o veículo onde
houver sinalização hori-
zontal delimitadora de pon-
to de embarque e desem-
barque de passageiros de
transporte coletivo, ou, na
ausência desta, no interva-
lo compreendido entre dez
metros antes e depois do
marco do ponto.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, XIII
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
46
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Nos pontos de embarque e desembarque de passageiros (“Pontos de ônibus”) é proibido o estacionamento
de veículos, desde que haja sinalização horizontal (Anexo II 2.2.4,b) ou sinalização vertical (I-23) indicando
o ponto. Nesse caso, a área de proibição estará restrita às marcações na pista. Se, contrariamente, existir
apenas a sinalização vertical (“parada de ônibus” ou o marco do ponto), deverá ser respeitada a distância de
dez metros antes e dez metros depois daquela sinalização.
Confgurada a infração, além de confeccionar o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá providenciar a
remoção do veículo, se possível. (vide procedimento de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5517 1 Estacionar o veículo nos
viadutos.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, XIV
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
5517 2 Estacionar o veículo nas
pontes.
5517 3 Estacionar o veículo nos
túneis.
Em geral, é proibido o estacionamento de veículos nos viadutos, nos túneis e nas pontes. Assim, um veículo
estacionado em qualquer desses locais está sujeito à remoção e à autuação, salvo exista sinalização no
local dispondo o contrário.
Caso ocorra do veículo ser alvo de uma pane ou de um defeito súbito ou alguma situação que obrigue o
condutor a estacionar seu veículo num desses locais (motivos de força maior), deverá providenciar imedia-
tamente a sinalização adequada, como meio de prevenir um possível acidente.
Sendo caso de estacionamento “irregular” o agente da autoridade de trânsito, além de lavrar o AIT, deverá
providenciar os meios para a remoção do veículo(procedimento de remoção de veículos adotado pelo BP-
Tran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5525 0 Estacionar o veículo na
contramão de direção.
AIT Art. 181, XV
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
O estacionamento do veículo em sentido de trânsito contrário ao estabelecido para a via constitui-se uma
infração de trânsito.
Cabe salientar que se o veículo estiver estacionado na contramão de direção e em local onde o estaciona-
mento é proibido, o agente da autoridade de trânsito deverá tomar os procedimentos cabíveis descriminados
no artigo 181 XVII, XVIII ou XIX (códigos 5541, 5550 ou 5568).
No caso de estacionamento de veículo na contramão de direção em local regulamentar, o agente da au-
toridade de trânsito deverá lavrar o AIT previsto por este código, NÃO podendo remover o veículo para o
depósito.
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento
47
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5533 0 Estacionar o veículo em
aclive ou declive não es-
tando devidamente freado
e sem calço de seguran-
ça, quando se tratar de
veículo com peso bruto
total superior a três mil e
quinhentos quilogramas.
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, XVI
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Todo condutor de veículo cujo PBT seja superior a 3500 Kg, ao estacionar em aclive ou declive, deverá, além
de utilizar o freio de serviço, calçar o seu veículo. Caso o agente da autoridade de trânsito perceba um veí-
culo cujo PBT seja superior a 3500Kg estacionado em aclive ou declive sem estar devidamente freado e sem
o calço de segurança, a fm de eliminar o risco de acidentes, verifcará a possibilidade de prover sua remoção
do local (vide procedimento de remoção adotado pelo BPTran), além de lavrar o respectivo AIT.
No AIT o agente da autoridade de trânsito deverá especifcar o PBT do veículo que estava incorretamente
estacionado no aclive ou declive.
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5541 1 Estacionar o veículo em de-
sacordo com as condições
regulamentadas especif-
camente pela sinalização
(placa - Estacionamento
Regulamentado).
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181,
XVII do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
5541 2 Estacionar o veículo em de-
sacordo com as condições
regulamentadas especif-
camente pela sinalização
(placa – Estacionamento
Rotativo).
5541 3 Estacionar o veículo em de-
sacordo com as condições
regulamentadas especif-
camente pela sinalização
(placa – Ponto ou vaga de
táxi).
5541 4 Estacionar o veículo em de-
sacordo com as condições
regulamentadas especif-
camente pela sinalização
(placa - Vaga de carga e
descarga).
48
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5541 5 Estacionar o veículo em de-
sacordo com as condições
regulamentadas especif-
camente pela sinalização
(placa -Vaga de portador de
necessidades especiais).
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181,
XVII do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
5541 6 Estacionar o veículo em de-
sacordo com as condições
regulamentadas especif-
camente pela sinalização
(placa – Vaga idoso).
Quando as placas de Estacionamento Regulamentado estiverem acompanhadas de informações comple-
mentares, tais como horário, dia, tipo de veículos, estacionamento pago ou outra informação qualquer, o
motorista deverá observar tais informações, pois o estacionamento só estará correto se as indicações forem
obedecidas.
O ideal é que a sinalização venha acompanhada de informação complementar como: “Início”, Término”,
“Na linha branca”, ou, ainda, de marcas de delimitação e controle de estacionamentoe/ou parada (pintura
no chão).
O cartão do idoso ou portador de necessidade (expedido pelo poder público), deverá estar em local visível
no veículo estacionado, conforme Resoluções 303 e 304/08.
Confgurada a infração, além de confeccionar o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá providenciar
a remoção do veículo, se possível.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5550 0 Estacionar veículo em lo-
cais e horários proibidos
especifcamente pela si-
nalização (placa - Proibido
Estacionar).
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181,
XVIII do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
O agente da autoridade de trânsito deverá observar se a placa de proibido estacionar possui especifcações,
como a regulamentação de condição ou horário (ex: um determinado veículo estaciona num ponto da via, às
21:00h, no local existe uma placa de “proibido estacionar” especifcando a proibição “das 08:00h às 20:00h”,
nesse caso, não há que se falar em infração cometida.
Caso a placa não traga nenhuma especifcação, será proibido estacionar em qualquer dia e horário.
A placa de proibido estacionar deve ser acompanhada de informação complementar: “Início”, Término”, “Na
linha amarela”. Para techos maiores que 60 metros devem ser colocadas uma ou mais placas intermediárias.
Quadras de até 60 metros poderão ser abrangidas por apenas uma placa, valendo por toda sua extensão
(Tesolução 180/05).
Confgurada a infração, além de confeccionar o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá providenciar
a remoção do veículo, se possível.
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
49
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5568 0 Estacionar o veículo em
locais e horários de es-
tacionamento e parada
proibida pela sinalização
(placa – Proibido Parar e
Estacionar).
I) AIT;
II) Remoção do veículo.
Art. 181, XIX
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
O agente da autoridade de trânsito da autoridade de trânsito deverá observar as especifcidades que en-
volvem os estacionamentos proibidos. Ex: um determinado veículo estaciona ou para num ponto da via, às
21:00h. No local, existe uma placa de “proibido parar e estacionar” especifcando a proibição “das 08:00h às
20:00h”. Nesse caso, não há que se falar em infração cometida.
Confgurada a infração, além de confeccionar o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá providenciar a
remoção do veículo, se possível. (vide procedimento de remoção adotado pelo BPTran).
A placa de proibido estacionar deve ser acompanhada de informação complementar: “Início”, Término”, “Na
linha amarela”. Para techos maiores que 60 metros devem ser colocadas uma ou mais placas intermediárias.
Quadras de até 60 metros poderão ser abrangidas por apenas uma placa, valendo por toda sua extensão
(Resolução 180/05).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5576 0 Parar o veículo na esquina
da via a menos de cinco
metros do bordo do alinha-
mento da via transversal.
AIT Art. 182, I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Como em todas as infrações em que se prevê uma defnição métrica, o agente da autoridade de trânsito
deverá medir a distância que o veículo parou do bordo do alinhamento da via transversal. A medição deverá
ser constada no AIT, sob pena de torná-lo inconsistente.
Além de confeccionar o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá determinar a saída do veículo do
local. Persistindo o erro, deverá ser providenciada a remoção do veículo (vide procedimento de remoção
adotado pelo BPTran).
Conceito de parada: imobilização do veículo com a fnalidade e pelo tempo estritamente necessário para
efetuar embarque ou desembarque de passageiros.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5584 0 Parar o veículo afastado
da guia da calçada (meio
– fo) de cinquenta centí-
metros a um metro.
AIT Art. 182, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
Deverá o agente da autoridade de trânsito atentar para a distância existente entre o meio-fo e os pneus do
veículo (pneus do lado mais próximo da calçada). Caso essa a distância esteja entre 50 e 100 centímetros
resta confgurada esta infração.
50
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Como em todas as infrações em que se prevê uma defnição métrica, o agente da autoridade de trânsito
deverá medir a distância entre o veículo e a guia da calçada. A medição deverá ser constada no AIT, sob
pena de torná-lo inconsistente.
Além de confeccionar o AIT, deverá ser providenciada a remoção do veículo, se possível. (Vide procedimento
de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5592 0 Parar o veículo afastado
da guia da calçada (meio
– fo) a mais de um metro.
AIT Art. 182, III
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
De modo semelhante ao artigo anterior, deverá o agente da autoridade de trânsito atentar para a distância
existente entre o meio-fo e os pneus do veículo (pneus do lado mais próximo da calçada). Porém, aqui a
distância deverá ultrapassar 100 centímetros, para que se confgure a infração.
Como em todas as infrações em que se prevê uma defnição métrica, o agente da autoridade de trânsito
deverá medir a distância entre o veículo e a guia da calçada. A medição deverá ser constada no AIT, sob
pena de torná-lo inconsistente.
Além de confeccionar o AIT, deverá ser providenciada a remoção do veículo, se possível. (vide procedimento
de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5606 0 Parar o veículo em desa-
cordo com as posições es-
tabelecidas no Código de
Trânsito Brasileiro.
AIT Arts. 48 e
182, IV do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA /
CONDUTOR
LEVE
Os condutores de veículos de três ou mais rodas terão que, como regra geral, parar seus veículos de forma
paralela ao bordo da pista de rolamento e junto à guia da calçada (meio-fo). Quando a via dispuser de acos-
tamento, não se admitirá parar na pista de rolamento. As motocicletas, motonetas e ciclomotores deverão
parar de forma perpendicular à guia da calçada (meio-fo) e junto à ela.
Deverão ser priorizadas as marcas horizontais delineadas pela autoridade com circunscrição sobre a via,
que deverão prevalecer sobre as regras gerais do CTB.
A posição irregular do veículo deverá ser constada no campo “observação” do AIT.
Além de confeccionar o AIT, deverá ser providenciada a remoção do veículo, se possível. (vide procedimento
de remoção adotado pelo BPTran).
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
51
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5614 1 Parar o veículo na pista de
rolamento das estradas.
AIT Art. 182, V
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
5614 2 Parar o veículo na pista de
rolamento das rodovias.
5614 3 Parar o veículo na pista
de rolamento das vias de
trânsito rápido.
5614 4 Parar o veículo na pista de
rolamento das demais vias
dotadas de acostamento.
Esta infração tem relação direta com a segurança do trânsito, uma vez que as vias aqui enumeradas são,
geralmente, vias em que a velocidade máxima permitida é mais acentuada, gerando maior risco de acidente
quando relacionada a essa conduta.
Percebida a infração, o agente da autoridade de trânsito deverá, imediatamente, determinar ao condutor
que retire seu veículo do local para que o risco de acidente seja diminuído. No caso de recusa do condutor,
deverá, também, lavrar o AIT sob o cód. 5835-0.
O agente deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam de livre circulação, parada
e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5622 1 Parar o veículo no passeio
destinado a pedestres ou
na calçada.
AIT Art. 182, VI
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
5622 2 Parar o veículo sobre faixa
destinada a pedestres.
5622 3 Parar o veículo nas ilhas
ou refúgios da via.
5622 4 Parar o veículo nos cantei-
ros centrais ou nos diviso-
res de pista de rolamento.
5622 5 Parar o veículo nas marcas
de canalização da via.
Diante da variabilidade de locais constantes neste inciso, incumbe ao agente da autoridade de trânsito con-
sultar o glossário do CTB em anexo, a fm de melhor especifcar o local de parada.
Além de confeccionar o AIT, deverá determinar ao condutor que retire o veículo do local.
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
52
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5630 0 Parar o veículo na área de
cruzamento de vias pre-
judicando a circulação de
veículos e pedestres.
AIT Art. 182, VII
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Esta infração ocorre com frequência em cruzamentos controlados por semáforos e locais com grande cir-
culação de veículos, cabendo ao condutor fcar atento para não incorrer nessa conduta, principalmente
quando o trânsito está lento e o local dispõe de sinalização semafórica. Muitas vezes, mesmo visualizando
uma retenção logo à frente, o motorista avança com seu veículo, e acaba parando no cruzamento, o que
prejudica a fuidez do trânsito.
Incumbe ao agente da autoridade de trânsito fazer constar no campo “ OBSERVAÇÃO” do AIT o nome da via
que compõe o cruzamento com a outra já indicada como local do cometimento da infração.
O agente deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam de livre circulação, parada
e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5649 1 Parar o veículo nos via-
dutos.
AIT Art. 182, VIII
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
5649 2 Parar o veículo nas pontes.
5649 3 Parar o veículo nos túneis.
O agente autoridade de trânsito que observar a conduta descrita neste inciso deverá determinar a retirada
do veículo e lavrar o respectivo AIT.
O agente deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam de livre circulação, parada
e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5657 0 Parar o veículo na contra-
mão de direção.
AIT Art. 182, IX
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Apesar de aparentemente inexpressiva, a infração pode ter se originado de uma ação perigosa do condutor
(ex: transitar pela contramão de direção). Além disso, quando o condutor age dessa forma, ao tentar voltar
para o sentido correto de circulação da via, acaba causando transtorno ao trânsito.
Dessa maneira, o agente da autoridade de trânsito que observar a conduta descrita neste inciso deverá
determinar a retirada do veículo e lavrar o respectivo AIT.
O agente deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam de livre circulação, parada
e estacionamento (vide cód. 5380).
53
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5665 0 Parar o veículo em local e
horário proibido especif-
camente pela sinalização
(placa – Proibido Parar).
AIT Art. 182, X
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Apesar de não existir sinalização específca que regulamente este artigo (Placa “Proibido Parar”), o agente
autoridade de trânsito deve observar a placa “Proibido Parar e Estacionar”, enquadrando o motorista infrator
que para seu veículo no trecho sinalizado por esta placa.
Ressalta-se que a sinalização vertical pode estabelecer restrições de data e horário, devendo ser obeserva-
das tais regulamentações.
Em regra, a placa sinaliza do local de sua instalação até o fm da quadra ou outra placa diversa, desde que
legível e numa distância máxima de 30m (Res. 180/05).
Dessa maneira, deverá o agente da autoridade de trânsito determinar a retirada do veículo e lavrar o res-
pectivo AIT.
O agente deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam de livre circulação, parada
e estacionamento (vide cód. 5380).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5673 1 Parar o veículo sobre a
faixa de pedestre na mu-
dança do sinal luminoso.
AIT Art. 183 do
CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
5673 2 Parar o veículo sobre a
faixa de pedestre na mu-
dança do sinal luminoso
(fscalização eletrônica).
Quando a luz vermelha do semáforo estiver acesa, os motoristas devem reter o seu veículo antes que o
para-choque dianteiro fque sobre a primeira marcação da faixa de pedestres. A faixa de retenção indica o
local exato onde o veículo deve ser imobilizado .
É importante que o agente da autoridade de trânsito saiba que não existe infração de trânsito em reter o
veículo sobre a faixa de retenção.
Para que a infração se confgure, deve-se observar que a faixa de pedestre deve estar visível, uma vez que
a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via deve manter essas faixas limpas e em boas condições
de visibilidade (Art.71 do CTB).
Existem dois tipos de faixas de travessia de pedestres:
1) Do tipo comum - apresenta uma série de linhas brancas (de 30 a 60 cm de largura) dispostas de forma
paralela entre si e em relação ao bordo da pista;
2) De outro tipo - representada por duas linhas brancas (de 30 a 60cm de largura), paralelas entre si, e
perpendiculares em relação ao bordo da pista, com 4m de distância entre uma e outra.
Dessa maneira, o agente que observar a conduta descrita neste inciso deverá determinar a retirada do veí-
culo e lavrar o respectivo AIT.
O agente da autoridade de trânsito deverá consultar, OBRIGATORIAMENTE, os veículos que gozam
de livre circulação, parada e estacionamento (vide cód. 5380).
54
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5681 0 Transitar com o veículo
na faixa da direita, regu-
lamentada como de cir-
culação exclusiva para
determinado tipo de veí-
culo, exceto para acesso
a imóveis lindeiros ou con-
versões à direita.
AIT Art. 184, I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
A confguração desta infração estará condicionada a uma perfeita sinalização horizontal delimitadora de
faixa de trânsito e a uma efcaz sinalização vertical, composta por placas de regulamentação e por placas
especiais.
Caso o condutor utilize, temporariamente, uma faixa ou via exclusiva para outro veículo apenas com o intuito
de acessar uma garagem, estacionamento ou qualquer imóvel lindeiro, não estará cometendo a infração
capitulada neste dispositivo do CTB.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5690 0 Transitar com o veículo na
faixa da esquerda, regula-
mentada como de circula-
ção exclusiva para deter-
minado tipo de veículo.
AIT Art. 184, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
A confguração das infrações descritas neste artigo estará condicionada a uma perfeita sinalização horizontal
delimitadora de faixa de trânsito e a uma efcaz sinalização vertical composta por placas de regulamentação
e por placas especiais.
Diferente do inciso anterior, a conduta aqui prevista é mais grave, pois, normalmente, o trânsito pelo lado
(pista ou faixa) esquerdo é garantido aos veículos mais velozes, a fm de se possibilitar um maior escoamen-
to ao fuxo do trânsito.
É necessário lembrar que, ao contrário do inciso anterior, não existem exceções para esta conduta.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5703 0 Deixar de conservar o ve-
ículo, quando estiver em
movimento, na faixa a ele
destinada pela sinaliza-
ção de regulamentação,
exceto em situações de
emergência.
AIT Art. 185, I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
A sinalização da via pode regulamentar o trânsito de certos tipos de veículos exclusivamente em uma faixa.
Dessa forma, se a sinalização disciplina que um caminhão deve seguir pela faixa central de uma via, e ele
está, sob qualquer pretexto, exceto por uma situação de emergência, transitando em faixa distinta, o agente
da autoridade de trânsito deverá lavrar o respectivo AIT.
55
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5711 0 Deixar de conservar nas
faixas da direita o veícu-
lo lento e de maior porte,
quando estiver em movi-
mento.
AIT Art. 185, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Para a confguração desta infração não há, como imprescindível, necessidade de sinalização regulamen-
tadora.
As ultrapassagens, via de regra, devem ser feitas pela esquerda (Art. 29, IV, CTB). Portanto, os veículos len-
tos deverão utilizar a faixa da direita. Caso estejam, injustifcada e insistentemente, transitando pela esquer-
da, causando prejuízo à fuidez do trânsito e descumprimento as Normas Gerais de Circulação e Conduta,
o agente da autoridade de trânsito lavrará o AIT aqui previsto.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5720 0 Transitar pela contramão
de direção em vias com
duplo sentido de circula-
ção, exceto para ultrapas-
sar outro veículo e apenas
pelo tempo necessário,
respeitada a preferência
do veículo que transitar
em sentido contrário.
AIT Art. 186, I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
O trânsito de veículos pela contramão em vias de duplo sentido de circulação só é permitido pelo espaço
de tempo necessário para se concretizar uma ultrapassagem, levando-se em conta que a preferência será
sempre a de quem segue na sua mão regulamentar em sentido contrário. Dessa forma, se o agente da au-
toridade de trânsito observar que um condutor utilizou-se da contramão para qualquer outro procedimento,
ou mesmo para ultrapassar outro veículo, seguindo pelo sentido contrário de circulação por um espaço de
tempo maior que o necessário, deverá lavrar o AIT.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5738 0 Transitar pela contramão
de direção em vias com
sinalização de regulamen-
tação de sentido único de
circulação.
AIT Art. 186, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
O trânsito de veículos pela contramão em vias de sentido único é extremamente perigoso, devendo ser alvo
de especial atenção pelo agente da autoridade de trânsito, pois o risco de acidente é elevado. Cabe salientar
que a ação do agente da autoridade de trânsito estará condicionada à existência de sinalização adequada
(A-26a, R-3, R-4a e R-4b), indicando com clareza o sentido único de circulação.
56
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5746 1 Transitar em locais e ho-
rários não permitidos pela
regulamentação estabe-
lecida pela autoridade
competente - (para todos
os tipos de veículos).
AIT Art. 187, I do
CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
5746 2 Transitar em locais e
horários não permitidos
pela regulamentação es-
tabelecida pela autorida-
de competente - (rodízio
de veículos).
5746 3 Transitar em locais e
horários não permitidos
pela regulamentação es-
tabelecida pela autorida-
de competente - (veícu-
los de carga).
A autoridade de trânsito poderá disciplinar, por meio de sinalização, quais o tipos de veículos que poderão
transitar por uma determinada via, assim como impor restrições de horários para esse trânsito, ou até mesmo
proibir totalmente a circulação pela via.
Enquadra-se aqui a infração praticada pelos condutores que não respeitam o rodízio de veículos imposto
pela autoridade com circunscrição sobre a via.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5762 0 Transitar ao lado de outro
veículo, perturbando ou
interrompendo o trânsito.
AIT Art. 188 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
A ação de transitar ao lado de outro veículo, interrompendo ou perturbando o trânsito, confgura esta infra-
ção. Dessa forma, se numa via provida com duas ou mais faixas em cada sentido, um condutor transita com
seu veículo ao lado de outro, impedindo, com essa atitude, a ultrapassagem dos demais veículos, a infração
de trânsito está confgurada.
Caso algum condutor, com a intenção de ultrapassar um veículo que está ao lado de outro e ocupando a
faixa da esquerda, expressar essa intenção através de piscadas de faróis ou de pequenos toques de buzina,
e, ainda assim, o infrator se mantiver ao lado do outro, também estará sujeito à sanção prevista no art. 198
(cód. 5860-0).
A condução de um veículo ao lado do outro, cujos condutores estejam conversando, mas não estejam per-
turbando o trânsito, não confgura esta infração, mas a do art. 169 (Dirigir sem atenção ou sem os cuidados
indispensáveis à segurança - cód. 5207-0).
57
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5770 1 Deixar de dar passagem
aos veículos precedidos
de batedores, quando
devidamente identifcados
por dispositivos regula-
mentados.
AIT Art. 189 do
CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
5770 2 Deixar de dar passagem
aos veículos de socorro
de incêndio ou salvamen-
to quando em serviço de
urgência e devidamente
identifcados por dispositi-
vos regulamentados.
5770 3 Deixar de dar passagem
aos veículos de polícia,
quando em serviço de
urgência e devidamente
identifcados por dispositi-
vos regulamentados.
5770 4 Deixar de dar passagem
aos veículos de operação
e fscalização de trânsito
devidamente identifcados
por dispositivos regula-
mentados.
5770 5 Deixar de dar passagem
à ambulância, quando
em serviço de urgência e
devidamente identifcados
por dispositivos regula-
mentados.
Os veículos relacionados neste artigo têm prioridade de trânsito (art. 29, VII do CTB), logo, os demais veícu-
los são obrigados a lhes dar passagem, quando puderem fazê-lo, com prudência, segurança e sem comete-
rem infrações de trânsito. Essa prioridade de trânsito está condicionada à existência, ao funcionamento e à
utilização dos dispositivos sonoros (sirene) e de iluminação (girofex) vermelha intermitente.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5789 0 Seguir veículo em serviço
de urgência, estando este
com prioridade de passa-
gem devidamente iden-
tifcada por dispositivos
regulamentares de alarme
sonoro e iluminação ver-
melha intermitentes.
AIT Art. 190 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
58
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5797 0 Forçar passagem entre ve-
ículos que, transitando em
sentido oposto, estejam na
iminência de passar um
pelo outro ao realizar ope-
ração de ultrapassagem.
AIT Art. 191 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Esta é uma das grandes causas dos acidentes graves nas rodovias. Os condutores devem ter plena convic-
ção do espaço e das condições para a ultrapassagem segura.
Caso o condutor, mesmo percebendo que a distância não é sufciente para uma ultrapassagem segura,
insista em concluir a manobra, obrigando o condutor que vem em sentido contrário a reduzir sensivelmente
sua velocidade ou transitar pelo acostamento, estará cometendo a infração aqui prevista. O agente da auto-
ridade de trânsito deverá, além de lavrar o AIT, observar as condições gerais do motorista infrator, tentando
perceber possíveis traços de alteração em seu estado psíquico.
Exemplo: Motocicleta trafegando no corredor com trânsito de fuxos opostos.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5800 0 Deixar de guardar distância
de segurança lateral e fron-
tal entre o seu veículo e os
demais, bem como em rela-
ção ao bordo da pista, con-
siderando-se, no momento,
a velocidade as condições
climáticas do local da circu-
lação e do veículo.
AIT Art. 192 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Este artigo trata de um dispositivo infracional que, apesar de extremamente comum, será de difícil transcri-
ção pelo agente da autoridade de trânsito no momento da lavratura do AIT, pois o código não defne, e não
pode defnir, qual é a distância de segurança que deverá ser mantida pelos veículos.
Se o agente da autoridade de trânsito resolver lavrar o AIT para informar o cometimento deste tipo de infra-
ção, deverá considerar que a distância de segurança de um veículo em relação ao veículo da frente está
diretamente relacionado com a velocidade desenvolvida, com os fatores que infuenciam na visibilidade e
com o estado da via.
Existe um outro problema considerável na redação deste artigo, que é o fato dele não especifcar em qual
momento é possível cometer essa infração, poderia ser durante a ultrapassagem, durante a passagem ou
durante o simples deslocamento, enquanto um veículo segue atrás de outro.
A prova de que um condutor não guardou a distância de segurança pode se fazer presente em um acidente
de trânsito (o que deve ser narrado no campo “ OBSERVAÇÃO” do AIT).
Dessa maneira, o agente da autoridade de trânsito, ao lavrar um AIT utilizando este código, deverá descre-
ver no campo “observação” do documento todas as informações necessárias para que o Auto seja julgado
consistente.
Exemplo: Motocicleta trafegando no corredor.
59
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5819 1 Transitar com o veículo
em calçadas ou passeios.
AIT Art. 193 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA 3X
5819 2 Transitar com o veículo em
ciclovias ou ciclofaixas.
5819 3 Transitar com o veículo em
ajardinamentos, gramados
ou jardins públicos.
5819 4 Transitar com o veículo em
canteiros centrais ou diviso-
res de pista de rolamento.
5819 5 Transitar com o veículo
em ilhas ou refúgios.
5819 6 Transitar com o veículo em
marcas de canalização.
5819 7 Transitar com o veículo
em acostamentos.
5819 8 Transitar com o veículo
em passarelas.
O agente da autoridade de trânsito antes de lavrar um AIT utilizando o descrito neste artigo, deverá
conhecer bem a defnição de cada um dos itens relacionados , conforme o Glossário em anexo. Se-
guro do local em que o veículo está supostamente transitando, o agente deve atentar para o verbo
que defne a essência deste tipo infracional , ou seja, “Transitar”.
O erro mais comum praticado pelos que fscalizam o trânsito é o de considerar a simples transposição de
uma calçada ou de um canteiro central como infração descrita neste artigo. Deve-se observar que o artigo
transitar quer dizer utilizar a via para o deslocamento, ou seja, se um motociclista, por exemplo, sai da faixa
de rolamento da via e passa a conduzir sua motocicleta sobre a calçada por um espaço de tempo considerá-
vel, no intuito de adiantar-se aos demais condutores, este estará sujeito às sanções previstas neste artigo.
Da mesma forma, estará sujeito às referidas sanções o condutor de veículo automotor que se utiliza do
acostamento da via para ultrapassar outros veículos em velocidade mais lenta ou até parados em razão de
semáforo ou mesmo de congestionamento. Ressalta-se que, neste caso, o fato de um condutor ultrapassar
outro veículo pelo acostamento possui enquadramento próprio (cód. 5908-0), e que o condutor só será en-
quadrado no artigo 193 se, além de ultrapassar um veículo pelo acostamento, permanecer deslocando-se
nesse local da via.
A infração mais comum e que se assemelha com a descrita neste artigo é a do Art. 206, III (cód. 6017),
que prevê a utilização desses locais para execução de retorno.
É imprescindível que o agente da autoridade de trânsito considere que o condutor de veículo automotor
pode, por exemplo, passar sobre a calçada para entrar ou sair de uma garagem, de um estacionamento ou
de uma área qualquer, logo seria totalmente incoerente comparar o trânsito por um dos locais indicados por
este artigo com o fato de passar sobre um determinado local.
O CTB em seu art. 68 §1º, deixa claro que somente o ciclista desmontado e empurrando a bicicleta pode ser
comparado a pedestre, portanto, o condutor de motocicleta ou ciclomotor não poderá desmontar e empurrar
o veículo para burlar a lei e cometer infrações de trânsito.
60
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5827 0 Transitar em marcha à ré,
salvo na distância neces-
sária a pequenas mano-
bras e de forma a não cau-
sar riscos à segurança.
AIT Art. 194 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
A marcha à ré só pode ser utilizada pelo condutor em curtíssimas distâncias e tão somente para executar
manobra imprescindível. Dessa forma, se um motorista erra a entrada de uma via e, ao perceber seu erro,
transita em marcha à ré para adentrar na via pretendida, comete a infração elencada por este artigo, fato que
não ocorre com um condutor que se utiliza da marcha à ré para retirar seu veículo de um estacionamento.
O agente da autoridade de trânsito deve fcar atento pois, transitar em marcha à ré de forma exagerada, quer
seja pela distância ou velocidade empreendida, pode gerar o dano potencial necessário à caracterização de
alguns crimes de trânsito.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5835 0 Desobedecer às ordens
emanadas da autoridade
competente de trânsito
ou de seus agentes de
trânsitos.
AIT Art. 195 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
A desobediência descrita neste artigo está diretamente relacionada às ordens do agente da autoridade de
trânsito, desde que sejam observadas as disposições previstas na Resolução nº 160/04 do CONTRAN. Des-
sa forma, se o agente da autoridade de trânsito utiliza na pista um gesto ou um sinal de apito, que exprima
uma ordem, mas que não está relacionada num dispositivo normativo, o condutor não tem obrigação de
atender. Assim sendo, a confguração das infrações relacionadas neste artigo estão diretamente relaciona-
das ao conhecimento e a utilização dos gestos e dos sinais sonoros regulamentares por parte do agente da
autoridade de trânsito.
Ressalta-se que, visando real cumprimento de suas ordens, cabe ao agente da autoridade de trânsito reali-
zar sinais sonoros sempre acompanhados de gestos, sendo pois audível e visível a ordem.
No caso de ordem do agente que vise dar melhor fuidez e segurança ao trânsito, caberá, excepcionalmente,
a lavratura do AIT aqui previsto, caso o condutor, injustifcadamente, descumpra a ordem e não exista enqua-
dramento em outro dispositivo mais específco.
O condutor que descumpre as ordens descritas na CNH também incide nesta tipifcação. Por exemplo, se
exerce atividade remunerada na condução de veículo automotor, e tal fato não está descrito na CNH, ou
ainda se plastifca o referido documento, desobedece as ordens da autoridade de trânsito e comete esta
infração.
A Res. 664/86, em seu Art. 14, também proíbe a plastifcação do CLA/CRLV. No entanto, o documento repor-
ta ao veículo, tendo com responsável direto o proprietário. Seria pois incoerente penalizar o condutor nas iras
do Art. 195 se, de fato, a responsabilidade pela plastifcação deveria recair sobre o proprietário.
Sendo assim, o agente da autoridade de trânsito não deverá lavrar AIT nessa situação (atípica), apenas
recolhendo o CLA plastifcado por suspeita de inautenticidade (Art. 274, I do CTB) – visto não ser possível
verifcar as ranhuras características do documento autêntico. O condutor deverá ser informado que o veículo
será liberado, a título precário, para a estrita locomoção necessária à imediata guarda, dependo de um CLA/
CRLV original e não plastifcado para voltar a circular na via pública.
61
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
As manobras relacionadas neste artigo devem, obrigatoriamente, ser precedidas de sinais luminosos (lan-
ternas indicadoras de direção) ou de gestos regulamentares (Resolução 160/04), mesmo que na via não
existam outros veículos no momento da manobra.
Caso o dispositivo luminoso aqui relacionado (seta) não esteja funcionando, o agente da autoridade de trân-
sito, além de lavrar o AIT aqui previsto (pois o condutor poderia ter indicado a manobra por gesto de braço),
também deverá lavrar o AIT referente à infração prevista no Art. 230 XXII (cód. 6769).
O agente deverá, quando observar esta infração, utilizar o campo “observação” do AIT para escrever
qual a manobra que o condutor executou sem sinalizar.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5851 1 Deixar de deslocar, com
antecedência, o veículo
para a faixa mais à esquer-
da, dentro da respectiva
mão de direção, quando for
manobrar para esse lado.
AIT Art. 197 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
5851 2 Deixar de deslocar, com
antecedência, o veículo
para a faixa mais à direita,
dentro da respectiva mão
de direção, quando for
manobrar para esse lado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5843 1 Deixar de indicar com
antecedência, mediante
gesto regulamentar de
braço ou luz indicadora de
direção do veículo, o início
da marcha.
AIT Art. 196 do
CTB
ESTADUAL /
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
5843 2 Deixar de indicar com an-
tecedência, mediante gesto
regulamentar de braço ou
luz indicadora de direção do
veículo, a realização da ma-
nobra de parar o veículo.
5843 3 Deixar de indicar com
antecedência, mediante
gesto regulamentar de
braço ou luz indicadora de
direção do veículo, a mu-
dança de direção.
5843 4 Deixar de indicar com an-
tecedência, mediante ges-
to regulamentar de braço
ou luz indicadora de dire-
ção do veículo, a mudan-
ça de faixa de circulação.
62
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O condutor de um veículo automotor que tem a intenção de manobrar seu veículo, conduzindo-o para a direita
ou para a esquerda, e não toma anteriormente a faixa mais próxima ao lado que vai convergir, está sujeito ao
enquadramento previsto neste artigo. O agente da autoridade de trânsito deverá estar atento à existência ou não
de acostamento ou de refúgio próprio para a manobra (linhas divisoras de fuxo, estreitamento de canteiros, etc.),
pois, caso a via possua acostamento, o condutor deverá aguardar no acostamento antes de cruzar a pista ou
entrar à esquerda, a não ser que o canteiro central possua um estreitamento específco para esse fm.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5860 0 Deixar de dar passagem
pela esquerda, quando
solicitado.
AIT Art. 198 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Esse assunto gera alguma discussão, mas não deveria, pois o regramento é claro. Se um condutor segue
na faixa da esquerda e outro se aproxima por trás e demonstra a intenção de ultrapassá-lo, seja através de
piscadas de farol ou de breves toques na buzina, o condutor que segue à frente deverá postar-se na faixa
mais à direita (nunca no acostamento) e permitir que o outro conclua a ultrapassagem, independente da
velocidade desenvolvida por seu veículo. Dessa forma, se numa via onde a velocidade máxima permitida é
de 80KM/H, um condutor conduz seu veículo a essa velocidade e outro indica a intenção de ultrapassá-lo, o
condutor do veículo da frente deverá deslocar-se para a faixa mais à direita e permitir a conclusão da ultra-
passagem. O que não se admite é que o veículo da frente transite pelo acostamento para “dar passagem” ao
condutor que segue atrás, pois se o fzer estará cometendo infração do Art. 193, CTB (cód. 5819-7).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5878 0 Ultrapassar pela direita,
salvo quando o veículo
da frente estiver colocado
na faixa apropriada e der
sinal de que vai entrar à
esquerda.
AIT Art. 199 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
A ultrapassagem de outro veículo dar-se-á sempre pelo lado esquerdo, exceto neste caso, onde, excepcio-
nalmente, é tolerada a ultrapassagem pelo lado direito.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5886 0 Ultrapassar pela direita
veículo de transporte co-
letivo ou de escolares,
parado para embarque ou
desembarque de passa-
geiros, salvo quando hou-
ver refúgio de segurança
para o pedestre.
AIT Art. 200 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Essa infração é considerada pelo CTB como gravíssima por oferecer alto risco à segurança das pessoas que
estejam embarcando ou desembarcando de um coletivo. Dessa maneira, o agente da autoridade de trânsito
que observar um veículo ultrapassando outro empregado no transporte coletivo só não lavrará o AIT se o
ponto de embarque e desembarque possuir refúgio apropriado para os pedestres.
63
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5894 0 Deixar de guardar a dis-
tância lateral de um metro
e cinquenta centímetros
ao passar ou ultrapassar
bicicleta.
AIT Art. 201 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Esta é uma infração difcilmente será descrita num AIT pelo agente da autoridade de trânsito de maneira
consistente, pois é praticamente impossível mensurar de forma precisa a distância que um veículo automotor
passa por uma bicicleta.
Havendo um acidente de trânsito no qual algum veículo automotor venha a atingir bicicleta ao ultrapassá-la,
poderá o agente da autoridade de trânsito, após analisar as circunstâncias do ocorrido, e desde que fque
caracterizada culpa exclusiva do condutor do veículo automotor, lavrar o AIT aqui previsto.
Lavrando o AIT, o agente da autoridade de trânsito deverá indicar a fundamentação conclusiva no campo “
OBSERVAÇÃO”.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5908 0 Ultrapassar outro veículo
pelo acostamento.
AIT Art. 202, I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Esta conduta é tida como grave por exprimir perigo latente de acidente, pois a ultrapassagem pelo acos-
tamento (difere-se do artigo 193) coloca o veículo que vai efetuar a manobra em risco de colisão com o
veículo que vai ser ultrapassado (difculta a visualização pelos espelhos retrovisores), com um veículo que
possivelmente esteja utilizando o acostamento por motivo de emergência, com ciclistas, pedestres ou com
objetos abandonados no acostamento.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5916 1 Ultrapassar outro veículo
em interseções.
AIT Art. 202, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
5916 2 Ultrapassar outro veículo
em passagens de nível.
As ultrapassagens em interseções ou em passagens de nível são igualmente perigosas por apresentarem
risco de que outros veículos adentrem ou cruzem a via sem poder observar a manobra de ultrapassagem
que esteja sendo executada.
Se o agente da autoridade de trânsito tiver dúvidas acerca da defnição apropriada dos termos deverá con-
sultar o Glossário deste Manual em anexo.
No caso de ultrapassagem em cruzamento, entroncamento ou bifurcação o agente da autoridade de trânsito
deverá citar no campo “observação” o nome de todas as vias.
64
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5924 1 Ultrapassar pela contra-
mão outro veículo nas
curvas sem visibilidade
sufciente
AIT Art. 203, I
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSMA
5924 2 Ultrapassar pela contra-
mão outro veículo nos
aclives ou declives sem
visibilidade sufciente.
O desrespeito ao disposto no artigo 32 do CTB é um dos grandes causadores de acidentes de trânsito com
vítima em nosso país. Apesar do artigo 203 capitular como gravíssima a desobediências às regras do artigo
32, é comum observarmos elevados índices de acidentes causados por condutores que ultrapassam outros
veículos pela contramão de direção em locais sem visibilidade. No caso de ultrapassagem em local sem
visibilidade sufciente, o agente da autoridade de trânsito deverá indicar no AIT o motivo da obstrução da
visibilidade, por exemplo: “vegetação ao lado da pista impede a perfeita visibilidade”.
A infração aqui prevista estará confgurada independentemente da sinalização horizontal permissiva existen-
te na via. Caso a sinalização horizontal também seja proibitiva, o agente da autoridade de trânsito deverá
lavrar também o AIT previsto para a infração do art. 203, V do CTB (cód. 5967-0).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5932 0 Ultrapassar pela contra-
mão outro veículo nas fai-
xas de pedestre.
AIT Art. 203, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Como a preocupação principal do agente da autoridade de trânsito será a de proteger a vida, ele deverá estar
atento a este tipo de conduta por parte do motorista, uma vez que o risco de atropelamento ao se ultrapassar
pela contramão sobre a faixa de pedestre é muito grande.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5940 1 Ultrapassar pela contra-
mão outro veículo nas
pontes.
AIT Art. 203, III
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSMA
5940 2 Ultrapassar pela contra-
mão outro veículo nos
viadutos.
5940 3 Ultrapassar pela contra-
mão outro veículo nos
túneis.
A regra geral é de que a ultrapassagem sobre pontes, viadutos e túneis é proibida, no entanto, a sinalização
poderá permitir tal manobra. O importante é que o agente da autoridade de trânsito tenha em mente que caso a
sinalização não permita, o condutor que ultrapassar outro veículo nestes locais estará cometendo esta infração.
65
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5959 1 Ultrapassar pela contramão
outro veículo parado em fla
junto a sinais luminosos.
AIT Art. 203, IV
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSMA
5959 2 Ultrapassar pela contra-
mão outro veículo parado
em fla junto a cancelas ou
porteiras.
5959 3 Ultrapassar pela contramão
outro veículo parado em fla
junto a cruzamentos.
5959 4 Ultrapassar pela contra-
mão outro veículo parado
em fla junto a qualquer
outro impedimento a livre
circulação.
Além de primar pela necessária civilidade do trânsito, temos dois problemas nas ultrapassagens sobre essas
condições: o risco de acidentes e o comprometimento da fuidez do trânsito.
O primeiro caso dispensa comentários, já o segundo é de fácil entendimento se analisarmos que, quando
um veículo ultrapassa outros parados em fla, dependerá, posteriormente, de uma retenção maior da fla para
que possa retornar à sua faixa original de circulação.
No caso do código 5959 4 o agente da autoridade de trânsito deverá indicar no campo “observação” do AIT
qual era o impedimento à livre circulação.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5967 0 Ultrapassar pela contra-
mão outro veículo onde
houver marcação viária
longitudinal de divisão de
fuxos opostos do tipo li-
nha simples ou dupla con-
tínua amarela.
AIT Art. 203, V
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
O desrespeito ao disposto no artigo 32 do CTB é um dos grandes causadores de acidentes de trânsito com
vítima em nosso país.
Apesar do artigo 203 capitular como gravíssima a desobediência às regras do artigo 32, é comum observar-
mos elevados índices de acidentes causados por condutores que ultrapassam outros veículos pela contramão
de direção, em locais sem visibilidade, em faixas de pedestres, em pontes e principalmente onde exista faixa
contínua amarela.
O agente da autoridade de trânsito deverá observar na conduta tipifcada que, caso o condutor haja iniciado
a ultrapassagem em local permitido, e a conclua sobre a faixa contínua amarela, não estará sujeito à infração
preceituada por este artigo, contudo, pode ter cometido infração de trânsito diversa tipifcada como “transitar
pela contramão de direção por tempo superior ao necessário para a ultrapassagem” (cód. 5720-0).
Ao ultrapassar mais de um veículo pela contramão de direção, o condutor deve estar atento ao fato de que
cada uma das ultrapassagens deve ser iniciada onde haja permissão da sinalização horizontal, e não pura e
simplesmente a ultrapassagem do primeiro veículo em fla.
66
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5975 0 Deixar de parar o veículo no
acostamento à direita, para
aguardar a oportunidade
de cruzar a pista ou entrar
a esquerda, onde não hou-
ver local apropriado para
operação de retorno.
AIT Art. 204 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Essa é uma infração característica de rodovias, pois são as vias que geralmente possuem uma pista com dois
sentidos de tráfego providos de acostamentos, muito embora possa ocorrer em qualquer via.
Para o enquadramento neste artigo o agente da autoridade de trânsito deverá certifcar-se, obrigatoriamente, de
que a pista seja provida de acostamento e que não disponha de local próprio para a conversão à esquerda.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5983 0 Ultrapassar veículo em
movimento que integre
cortejo, desfles e forma-
ções militares, salvo com
autorização do agente da
autoridade de trânsito.
AIT Art. 205 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA /
CONDUTOR
LEVE
Os deslocamentos de veículos da forma relacionada neste artigo devem ser respeitados, não podendo haver
ultrapassagens, salvo por determinação do agente da autoridade de trânsito, ou ainda nas pistas que possu-
am duas faixas de circulação no mesmo sentido.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
5991 0 Executar operação de re-
torno em locais proibidos
pela sinalização.
AIT Art. 206, I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
É visando a segurança e a fuidez do trânsito que, em determinados locais, a autoridade de trânsito proibe
que sejam executadas operações de retorno.
O agente da autoridade de trânsito deverá tomar muito cuidado para não confundir o tipo especifcado neste
artigo com a manobra de conversão, uma vez que retorno é a inversão total do sentido de circulação, o que
não ocorre com a conversão, que geralmente está relacionada à mudança de via.
Quando o agente confecciona AIT caracterizando esta conduta, ele deverá indicar no campo “observação”
do documento em que sentido o condutor seguia e o local preciso em que executou a operação de retorno.
67
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6009 1 Executar operação de re-
torno nas curvas.
AIT Art. 206, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSMA
6009 2 Executar operação de re-
torno nos aclives ou de-
clives.
6009 3 Executar operação de re-
torno nas pontes.
6009 4 Executar operação de re-
torno nos viadutos.
6009 5 Executar operação de re-
torno nos túneis.
Nos casos descritos no inciso II do artigo 206 não existe a obrigação da fxação de placas regulamentadoras,
uma vez que o retorno em tais locais oferece risco substancial à segurança do trânsito.
O agente da autoridade de trânsito deverá tomar muito cuidado para não confundir o tipo especifcado neste
artigo com a manobra de conversão, uma vez que retorno é a inversão total do sentido de circulação, o que
não ocorre com a conversão, que geralmente está relacionada à mudança de via.
Quando o agente da autoridade de trânsito confecciona AIT caracterizando esta conduta, deverá indicar
no campo “observação” do Auto em que sentido o condutor seguia e o local preciso em que executou a
operação de retorno.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6017 1 Executar operação de re-
torno passando por cima
de calçada ou passeio.
AIT Art. 206, III
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSMA
6017 2 Executar operação de re-
torno passando por cima
de ilhas ou refúgios.
6017 3 Executar operação de re-
torno passando por cima
de ajardinamentos.
6017 4 Executar operação de re-
torno passando por cima
de canteiros divisões de
pista de rolamento.
6017 5 Executar operação de re-
torno passando por cima
de faixas de pedestres.
6017 6 Executar operação de re-
torno passando por cima
de faixa de veículo não
motorizados.
Conforme comentários do artigo 193 salientamos não confundir o ato de transitar com o de passar sobre,
pois, apesar de ser uma conduta gravíssima, a ação de passar sobre calçadas, passeios, ilhas, ajardinamen-
mentos, canteiros, refúgios, faixas de pedestres e vias de veículos não motorizados é totalmente diferente.
68
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O ato de utilizar qualquer destas áreas para a execução de operação de retorno constitui infração gravíssima
e o agente da autoridade de trânsito deverá informar no campo “observação” do AIT o exato local utilizado
para se executar o retorno.
O CTB em seu art. 68 §1º, deixa claro que somente o ciclista desmontado e empurrando a bicicleta pode ser
comparado a pedestre, portanto, o condutor de motocicleta ou ciclomotor não poderá desmontar e empurrar
o veículo para burlar a lei e cometer infrações de trânsito.
O risco de uma colisão quando um condutor resolve fazer uma operação de retorno em uma interseção
entrando na contramão da via transversal é muito grande.
É importante ressaltar que o AIT confeccionado pelo agente da autoridade de trânsito deverá conter o nome
das duas vias (uma como local da infração e a outra no campo “OBSERVAÇÃO”).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6033 0 Executar operação de re-
torno com prejuízo da livre
circulação ou da seguran-
ça, ainda que em locais
permitidos.
AIT Art. 206, V
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6025 0 Executar operação de
retorno nas interseções,
entrando na contramão de
direção da via transversal.
AIT Art. 206, IV
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
O agente da autoridade de trânsito deverá estar atento para as disposições deste inciso, pois mesmo que a
sinalização permita, ou que não exista regra nem sinalização proibindo, o retorno deverá ser executa-
do sem risco à segurança ou à fuidez do trânsito. Exemplo de conduta que incide nesta infração ocorre
quando o retorno é realizado bruscamente, ou ainda quando ocorre obstruindo a passagem de outra.
O agente da autoridade de trânsito deverá descrever no campo “observação” do AIT, além da via, a
conduta do motorista que prejudicou a fuidez, ou que comprometeu a segurança.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6041 1 Executar operação de
conversão à direita em
locais proibidos pela sina-
lização.
AIT Art. 207 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
6041 2 Executar operação de
conversão à esquerda em
locais proibidos pela sina-
lização.
Como no Brasil adota-se a regulamentação da conduta no trânsito por meio da proibição de fazer (ex: R –
4b) ou por meio da obrigação de fazer (ex: R – 25d), o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT
sempre que o condutor executar uma conversão em local que seja proibido pela sinalização.
É importante que o agente da autoridade de trânsito tenha em mente que a conversão é diferente do retorno,
pois este último é o movimento de inversão total de sentido de deslocamento, enquanto que para se carac-
terizar uma conversão basta que o movimento altere o ângulo de deslocamento inicial do veículo, seja para
a esquerda, seja para a direita.
69
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6050 1 Avançar o sinal vermelho
de semáforo.
AIT Art. 208 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSIMA
6050 2 Avançar o sinal de parada
obrigatória.
6050 3 Avançar o sinal vermelho
de semáforo - (fscaliza-
ção eletrônica).
O artigo 208 é bem claro quanto ao tipo infracional, “sinal vermelho do semáforo”, assim sendo, o agente
da autoridade de trânsito só poderá lavrar o respectivo AIT se observar, com certeza, que o veículo pas-
sou pelo semáforo quando a luz vermelha já estava acesa. Dessa forma não é admissível a lavratura do
Auto se o condutor passou pelo semáforo na mudança de luz amarela para vermelha, assim como tam-
bém não é admissível que o agente da autoridade de trânsito esteja observando uma faixa ou uma via da
pista e ao perceber que o “semáforo fechou” nesta faixa/via notifque um condutor que passou pela outra
faixa/pista, tomando como referência o semáforo posicionado na faixa/pista que anteriormente olhava.
O marco de referência para essa infração é o momento em que o veículo cruza a faixa de
retenção. A placa de parada obrigatória, por ser uma sinalização regulamentadora, deve ser sempre
obedecida, ou seja, os motoristas devem imobilizar totalmente seu veículo sempre que se depararem
com a referida placa (R-1).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6068 1 Transpor, sem autoriza-
ção, bloqueio viário com
ou sem sinalização ou dis-
positivos auxiliares.
AIT Art. 209 do
CTB
ESTADUAL /
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
6068 2 Deixar de adentrar às áre-
as destinadas à pesagem
de veículos.
6068 3 Evadir-se para não efetuar
o pagamento do pedágio.
Estará sujeito às sanções deste artigo o condutor que, sem autorização dos agentes da autoridade de trânsi-
to, transpuser bloqueio viário de qualquer natureza, sinalizado ou não. Igualmente penalizado será o condu-
tor que deixar de adentrar com seu veículo às áreas destinadas à pesagem ou quem se evadir da praça do
pedágio para não efetuar o pagamento devido.
É importante lembrar que o agente da autoridade de trânsito, além de lavrar o AIT, deverá reconduzir o veí-
culo que não passou pela pesagem, quando obrigatória, para o local onde se encontra a balança (Art. 278).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6076 0 Transpor, sem autorização,
bloqueio viário policial.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação;
III) Remoção do veículo para
a apreensão.
Art. 210 do
CTB
ESTADUAL /
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
70
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
A transposição de um bloqueio viário policial sem autorização é uma infração gravíssima que pode ser
praticada pelo condutor de veículo automotor quando este, ao perceber um bloqueio viário constituído por
policiais, utiliza-se do acostamento, do aumento da velocidade ou ainda do subterfúgio de reduzir a velocida-
de do veículo, dando a entender que vai acatar a ordem do policial, e quando percebe já ser possível à fuga
executa manobra evasiva acelerando seu veículo, impedindo que se faça a vistoria no mesmo.
O comandante de um bloqueio policial deve ter em mente que um motorista só estará cometendo esta infra-
ção se o local da “blitz” possuir sinalização (policiais, cones, viaturas, etc.) de modo a fazer compreender-se
como um bloqueio viário policial e não restar dúvida para o condutor do que se passa.
Dessa maneira, não poderá ser enquadrado neste dispositivo o motorista que não obedece à ordem de
parada do policial que posiciona a viatura no acostamento da via e se posta próximo à faixa de trânsito, sem
impor qualquer bloqueio à via. Nesse caso a infração cometida estará prevista no Art. 195. Da mesma forma,
a ordem do agente deve ser sufcientemente clara, possibilitando analisar, caso a caso, se houve por parte
do condutor dolo de evasão ou simplesmente desconhecimento da ordem de parada. Somente na primeira
hipótese (dolo de evasão) estará caracterizada esta infração (cód. 6076-0).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6084 1 Ultrapassar veículos moto-
rizados em fla, parado sem
razão de sinal luminoso.
AIT Art. 211 do
CTB
ESTADUAL/
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
6084 2 Ultrapassar veículos moto-
rizados em fla, parado sem
razão de cancela.
6084 3 Ultrapassar veículos mo-
torizados em fla, parados
em razão de bloqueio
viário parcial.
6084 4 Ultrapassar veículos mo-
torizados em fla, parados
em razão de qualquer ou-
tro obstáculo.
Para confeccionar um AIT utilizando-se destes códigos o Agente não poderá ter dúvidas quanto aos
conceitos de “ultrapassagem” e “passagem”, pois o que o CTB proíbe é a ultrapassagem e não que um
condutor se posicione em local mais adiantado da via, em outra faixa de mesmo sentido, apenas pas-
sando ao lado de outros veículos que estejam parados ou em velocidade mais lenta.
O ato de ultrapassagem previsto nesta infração caracteriza-se pela intenção de “tirar proveito em detri-
mento de”, tomando posteriormente o mesmo sentido do fuxo que, civilizadamente, aguardava em fla
a desobstrução da via. Caso a ultrapassagem dos veículos em fla ocorra pela contra-mão de direção a
infração prevista é a do Art. 203, IV (cód. 5959).
No caso da utilização do código 6084 4 o Agente deverá informar no campo “observação” do Auto qual
obstáculo resultou na parada dos veículos.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6092 0 Deixar de parar o veículo
antes de transpor linha
férrea.
AIT. Art. 212 do
CTB
ESTADUAL /
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
71
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6114 0 Deixar de parar o veículo
sempre que a respectiva
marcha for interceptada por
agrupamento de veículos.
AIT Art. 213, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Menos perigoso que o agrupamento de pessoas é o agrupamento de veículos, porém estes deverão ser
respeitados quando transitarem pela via. Dessa maneira, os condutores deverão parar seus veículos quando
seu deslocamento normal for interceptado por este tipo de agrupamento.
Assim como no caso de agrupamento de pessoas, o agente da autoridade de trânsito deverá descrever
no campo “observação” do AIT o motivo ou a fnalidade do agrupamento de veículos.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6122 0 Deixar de dar preferência
de passagem a pedestre
ou veículo não motorizado
que se encontre na faixa a
ele destinada.
AIT Art. 214, I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
O ideal é que em todas as passagens de nível existissem cancelas para reter os automóveis quando fossem
passar as locomotivas, porém, como sabemos que isso não é possível e que os veículos que circulam sobre
trilhos tem prioridade de passagem (Art.29 XII), o condutor ao perceber a existência das placas específcas
deverá parar seu veículo antes de transpor a linha férrea.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6106 0 Deixar de parar o veículo
sempre que a respectiva
marcha for interceptada po
agrupamentos de pessoas
AIT. Art. 213, I do
CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Ao perceber que um agrupamento de pessoas em marcha está na pista de rolamento o motorista deverá
reter seu veículo para que o grupo termine sua movimentação. O motorista não pode tentar passar com
seu veículo pelo grupo e nem pelos lados, pois o risco de um acidente é muito grande.
Para o agente da autoridade de trânsito não importa qual é o motivo da aglomeração, este deverá
primeiramente colher informações sobre o evento e repassá-las aos seus superiores e nesse instante
impedir o cometimento desta infração pelos motoristas, até que seja possível criar um cordão de isola-
mento, de forma que a passeata siga por apenas uma faixa, liberando a(s) outra(s) para o trânsito de
veículos automotores.
Caso seja necessário lavrar o AIT o Agente não poderá esquecer de constar no campo “observação”
as informações mais importantes sobre o agrupamento. Ex: “passeata de estudantes reivindicando a
diminuição do valor das passagens de ônibus”.
O agente da autoridade de trânsito deve lembrar que o pedestre, quando transita na faixa a ele destinada
(FAIXA DE PEDESTRES), terá sempre preferência de passagem. Se existirem faixas de pedestres e o
condutor perceber que um transeunte posta-se ao lado dessa faixa e indica que vai iniciar a travessia da via,
os motoristas que transitam em todos os sentidos devem parar seus veículos e só podem recomeçar a
72
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
marcha após a conclusão da travessia.
Insta ressaltar que o ciclista desmontado equipara-se ao pedestre, conforme art. 68, § 1 do CTB.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6130 0 Deixar de dar preferência
de passagem a pedestre
ou veículo não motorizado
que não haja concluído a
travessia, mesmo que ocor-
ra sinal verde para veículo.
AIT Art. 214, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Os agentes da autoridade de trânsitos devem fcar atentos a essa conduta por parte dos condutores, pois é muito
comum um pedestre iniciar a travessia com o semáforo fechado e, antes de concluí-la, o semáforo abrir e os mo-
toristas passarem antes do pedestre concluir a travessia, gerando grandes riscos à segurança do trânsito.Quando
o pedestre inicia a travessia com o semáforo fechado, todos os veículos devem aguardar que ele conclua seu
intento antes de iniciar a marcha, não importando o momento que o semáforo acenda a luz verde.
Caso a conduta do motorista seja de acentuada ameaça (elevando o ronco do motor ou arrancado e brecando o
veículo), seja por conduta ou gestos, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar também o AIT informado
pelo artigo 170 deste código (cód. 5215-1).
Todos os AIT lavrados utilizando estes artigos deverão vir acompanhados de um sucinto histórico no campo
“observação”.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6149 0 Deixar de dar preferência
de passagem a pedestres
portadores de defciência
física, veículos não mo-
torizados conduzidos por
pessoa portadora de de-
fciência física, crianças,
idosos ou gestantes.
AIT Art. 214, III
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Os defcientes físicos, as crianças, os idosos e os gestantes terão sempre preferência de passagem, inde-
pendente da existência de sinalização. Logo, o condutor que não retiver seu veículo, podendo fazê-lo em
segurança, quando essas pessoas tiverem a intenção de atravessar a via, estará cometendo a infração de
trânsito capitulada neste inciso.
O agente da autoridade de trânsito deverá indicar no campo “observação” do AIT qual é a situação do pe-
destre, idoso, criança e etc.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6157 0 Deixar de dar preferência
de passagem a pedestre
ou veículo não motoriza-
do quando houver inicia-
do a travessia, mesmo
que não haja sinalização
a ele destinada.
AIT Art. 214, IV
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
73
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Quando o pedestre ou o condutor de veículo não motorizado inicia a travessia de uma via, os motoristas
devem reter seus veículos até que seja concluída a travessia, independente da existência de sinalização
específca.
Se houver sinalização específca a infração pertinente é a do Art. 214, I do CTB (cód. 6122-0).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6165 0 Deixar de dar preferência
de passagem a pedestre
ou veículo não motorizado
que esteja atravessando a
via transversal para onde
se dirige o veículo.
AIT Art. 214, V
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
O condutor de veículo que esteja convergindo à esquerda ou à direita no intuito de adentrar a uma via trans-
versal, deverá estar atento à possibilidade de um pedestre ou de um condutor de veículo não motorizado
estar atravessando a referida via. Nesse caso a preferência de passagem será sempre do pedestre ou do
veículo não motorizado.
O agente da autoridade de trânsito deve informar no campo “observação” do AIT o procedimento exato do
condutor. Ex: “O condutor seguia pela rua X e convergiu à direita na rua Y sem respeitar a preferência do
pedestre, que precisou interromper a travessia para a passagem do veículo infrator.”.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6173 0 Deixar de dar preferência
de passagem, em interse-
ção não sinalizada, a veí-
culo que estiver circulando
por rodovia.
AIT Art. 215 I a,
b do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
6173 2 Deixar de dar preferência
de passagem, em interse-
ção não sinalizada, a veí-
culo que estiver circulando
por rotatória.
6173 3 Deixar de dar preferência
de passagem, em interse-
ção não sinalizada, a veí-
culo que vier da direita.
Este dispositivo indica a preferência de passagem em interseção não sinalizada. Os condutores que se-
guem pela rodovia ou que já estejam na rotatória terão preferência de passagem em relação aos demais
veículos.
No caso de cruzamento não sinalizado, terá preferência de passagem o veículo que vier da direita, indepen-
dente da espécie do veículo.
O agente da autoridade de trânsito, além de atentar-se para as três possibilidades supra (6173-1, 6173-2,
6173-3) deverá indicar no AIT o nome das vias. Ex: “O condutor do veículo infrator seguia pela rua X e no
cruzamento com a rua Y não respeitou a preferência de passagem do veículo que seguia por esta rua.”.
74
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6181 0 Deixar de dar preferência
de passagem nas interse-
ções com sinalização de
regulamentação de Dê a
Preferência.
AIT Art. 215, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
A placa de “Dê a preferência”, por ser uma sinalização regulamentadora, deve ser sempre respeitada. Logo,
o condutor que observa esta placa deve reduzir a velocidade do seu veículo e, caso perceba que outro con-
dutor segue pela via que vai cruzar, deve imobilizar seu veículo até que o outro cruze à sua frente.
O agente da autoridade de trânsito deverá indicar no AIT o nome das vias. Ex: “O condutor do veículo infrator
seguia pela rua X e no cruzamento com a rua Y não respeitou a preferência de passagem do veículo que
seguia por esta rua.”.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6190 0 Entrar ou sair em áreas
lindeiras sem estar ade-
quadamente posicionado
para ingresso na via e sem
as preocupações com a
segurança de pedestres e
de outros veículos.
AIT Art. 216 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
A saída ou o ingresso a áreas lindeiras deverá ser feito com o máximo de segurança, observando a preferên-
cia dos pedestres e dos veículos que seguem na via. Dessa maneira, quando um condutor deseja sair de um
lote lindeiro, como de um posto de abastecimento por exemplo, ele deve posicionar seu veículo de maneira
que fque o mais paralelo possível em relação à via que vai ingressar e seguir o mesmo sentido de tráfego
sem comprometer a segurança.
O agente da autoridade de trânsito que observar um veículo saindo ou entrando em área lindeira de maneira
irregular e atentatória a segurança do trânsito deverá, além de lavrar este AIT, fazer constar no campo “OB-
SERVAÇÃO” do AIT a exata ação do condutor.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6203 0 Entrar ou sair de fla de
veículos estacionados
sem dar preferência de
passagem de pedestres e
a outros veículos.
AIT Art. 217 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
O agente da autoridade de trânsito deverá observar que os veículos estacionados que retomam a marcha,
devem observar a preferência dos veículos que seguem na faixa de rolamento além, é claro, dos pedestres
que porventura estejam utilizando a via. O mesmo acontece para o condutor que pretende estacionar seu
veículo.
O agente no AIT a entrada ou saída do veículo que estava estacionado ou estacionando.
75
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7455 0 Transitar em velocidade
superior a máxima permiti-
da para o local, medida por
instrumento hábil, quando
a velocidade for superior a
máxima permitida em até
vinte por cento.
AIT Art. 218,
I do CTB,
a l t e r a d o
pela Lei nº
11.334/2006
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
A medição da velocidades em via pública deve ser efetuada por meio de instrumento ou equipamento que
registre ou indique a velocidade medida com ou sem dispositivo registrador de imagem( fxo, estático,
móvel ou portátil).
No AIT o militar deverá atentar-se a necessidade de constar a velocidade medida e a velocidade conside-
rada, conforme tabela do anexo II da Resolução 396/2001, além da velocidade permitida e a correta espe-
cifcação do equipamento utilizado (radar tal nº tal), bem como lançar sua verifcação junto ao INMETRO
no campo “observação do AIT.
A fscalização de velocidade é de suma importância como instrumento para redução de acidentes e de sua
gravidade, razão pela qual o procedimento de fscalização será esmiuçado em Procedimento Operacional
Padrão – POP, com observância dos ditames da Resolução nº 396/2011 e lei 11334/2006 (classifca a
infração em leve, grave e gravíssima).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7463 0 Transitar em velocidade
superior a máxima permi-
tida para o local, medida
por instrumento hábil,
quando a velocidade for
superior a máxima permi-
tida em mais de vinte e até
cinquenta por cento.
AIT Art. 218,
II do CTB,
a l t e r a d o
pela Lei nº
11.334/2006
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
A medição da velocidades em via pública deve ser efetuada por meio de instrumento ou equipamento que
registre ou indique a velocidade medida com ou sem dispositivo registrador de imagem( fxo, estático,
móvel ou portátil).
No AIT o militar deverá atentar-se a necessidade de constar a velocidade medida e a velocidade conside-
rada, conforme tabela do anexo II da Resolução 396/2001, além da velocidade permitida e a correta espe-
cifcação do equipamento utilizado (radar tal nº tal), bem como lançar sua verifcação junto ao INMETRO
no campo “observação do AIT.
A fscalização de velocidade é de suma importância como instrumento para redução de acidentes e de sua
gravidade, razão pela qual o procedimento de fscalização será esmiuçado em Procedimento Operacional
Padrão – POP, com observância dos ditames da Resolução nº 396/2011 e lei 11334/2006 (classifca a
infração em leve, grave e gravíssima).
76
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
A medição da velocidades em via pública deve ser efetuada por meio de instrumento ou equipamento que
registre ou indique a velocidade medida com ou sem dispositivo registrador de imagem( fxo, estático,
móvel ou portátil).
No AIT o militar deverá atentar-se a necessidade de constar a velocidade medida e a velocidade consi-
derada, conforme tabela do anexo II da Resolução 396/2001, além da velocidade permitida e a correta
especifcação do aparelho medidor, bem como lançar sua verifcação junto ao INMETRO no campo “ob-
servação” do AIT.
A fscalização de velocidade é de suma importância como instrumento para redução de acidentes e de sua
gravidade, razão pela qual o procedimento de fscalização será esmiuçado em Procedimento Operacional
Padrão – POP, com observância dos ditames da Resolução nº 396/2011 e lei 11334/2006 (classifca a
infração em leve, grave e gravíssima).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6254 0 Transitar com o veículo em veloci-
dade inferior à metade da velocida-
de máxima estabelecida para a via,
retardando o trânsito, a menos que
as condições de tráfego e meteo-
rológicas não permitam, salvo se
estiver na faixa da direita
AIT Art. 219 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7471 0 Transitar em velocidade
superior a máxima permiti-
da para o local, medida por
instrumento hábil, quando
a velocidade for superior a
máxima permitida em mais
de cinquenta por cento.
AIT Art. 218,
III do CTB,
a l t e r a d o
pela Lei nº
11.334/2006
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA 3X
Assim como os casos do art. 218, este enquadramento exige que o agente da autoridade de trânsito utilize
um radar para que possa lavrar um AIT embasado neste dispositivo, porém a velocidade considerada para
efeito da aplicação da penalidade será o resultado da soma da velocidade medida pelo instrumento ou equi-
pamento com erro máximo admitido previsto na legislação metrológica em vigor, conforme tabela do Anexo
III da Resolução nº 396/2011.
O agente deve ter em mente que para o cometimento desta infração será necessário que o condutor transite
pela faixa da esquerda e ainda prejudique a fuidez do trânsito. O tipo de prejuízo ao trânsito deverá ser
informado no campo “observação” do AIT.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6262 0 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança de trânsito quando
se aproximar de passea-
tas, de aglomerações de
pessoas, de cortejos, de
préstitos ou de desfles.
AIT Art. 220 I do
CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
77
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O condutor, ao aproximar-se de uma concentração de pessoas às margens ou na própria via, deverá reduzir
a velocidade do seu veículo, de forma a poder imobilizá-lo de maneira efciente e rápida quando observar
uma ameaça qualquer.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgura-
ção da presente infração.
No campo “observação” do AIT o agente da autoridade de trânsito deverá explicar o exato local da concen-
tração de pessoas e o local por onde passou o veículo. Sempre que possível fazer constar também o motivo
da aglomeração.
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminha-lo ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6270 0 Deixar de reduzir a ve-
locidade do veículo de
forma compatível com a
segurança do trânsito nos
locais onde o trânsito es-
teja sendo controlado pelo
agente da autoridade de
trânsito mediante sinais
sonoros ou gestos.
AIT Art. 220 II do
CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
A presença do agente da autoridade de trânsito na via indica, no mínimo, a existência de alguma anormali-
dade, que pode ser uma falha na sinalização, um acidente, um ponto de fscalização ou qualquer outro im-
pedimento na via. Dessa forma, o condutor que perceber que o trânsito está sendo controlado por agente da
autoridade de trânsito deverá reduzir a velocidade de maneira a poder imobilizar seu veículo imediatamente
ante o surgimento de um perigo ou ordem qualquer.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgura-
ção da presente infração.
Deverá ser especifcada no campo “observação” do AIT a atitude do condutor.
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminha-lo ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6289 1 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo ao aproxi-
mar-se da guia da calçada
(meio – fo).
AIT Art. 220 III
do CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
6289 2 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo ao aproxi-
mar-se do acostamento.
O condutor de veículo que aproximar seu veículo da guia da calçada ou do acostamento deverá reduzir a
velocidade de forma a tornar sua manobra segura.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgura-
ção da presente infração.
78
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Deverá ser especifcada no campo “observação” do AIT a atitude do condutor.
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminha-lo ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6297 0 Deixar de reduzir a ve-
locidade do veículo de
forma compatível com a
segurança do trânsito ao
aproximar-se de interse-
ção não sinalizada (ou
passar por).
AIT Art. 220 IV
do CTB e 34
da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Todos os veículos que se aproximarem de interseções não sinalizadas devem reduzir sua velocidade de
forma a tornar sua passagem pelo local mais segura.
O mesmo se aplica aos veículos que gozem de livre circulação ou de preferência de passagem.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgu-
ração da presente infração.
Deverá ser especifcada no campo “observação” do AIT a atitude do condutor, bem com o nome das vias
(interseção).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6300 0 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança do trânsito nas vias
rurais cuja faixa de domí-
nio não esteja cercada.
AIT Art. 220 V
do CTB e 34
da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
O risco previsto pelo legislador para redigir este tipo infracional está relacionado à possibilidade do surgimen-
to de animais na pista em decorrência da ausência de cerca nos trechos rurais.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgura-
ção da presente infração.
Será um AIT que difcilmente poderá ser lavrado pelo agente da autoridade de trânsito, haja vista que nem
sempre será possível identifcar a faixa de domínio das vias rurais.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6319 0 Deixar de reduzir a ve-
locidade do veículo de
forma compatível com a
segurança do trânsito nos
trechos em curva de pe-
queno raio.
AIT Art. 220 VI
do CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
79
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
As curvas, por si só, já oferecem um risco maior durante o deslocamento de veículos nas vias. Porém, só se
poderá falar na lavratura de um AIT, utilizando esta codifcação, se a existência da curva de pequeno raio esti-
ver previamente sinalizada (placas de advertência: A-1a, A-1b, A-4a e A-4b).
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confguração
da presente infração.
Deverá ser especifcada no campo “observação” a atitude do condutor e a existência da placa de sinalização.
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminhá-lo ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6327 0 Deixar de reduzir a ve-
locidade do veículo de
forma compatível com a
segurança do trânsito ao
aproximar-se de locais
sinalizados com advertên-
cia de obras/trabalhadores
na pista.
AIT Art. 220 VII
do CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
O responsável pela execução ou manutenção da obra fcará obrigado a sinalizar o local, de maneira a evitar
acidentes envolvendo condutores, usuários da via ou operários. Os condutores, ao observarem a referida
sinalização, deverão reduzir a velocidade de forma compatível com a segurança no local.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgura-
ção da presente infração.
Deverá ser especifcada no campo “observação” do AIT a atitude do condutor.
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminhá-lo ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6335 0 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança do trânsito sob chu-
va, sob neblina, sob cerra-
ção, sob ventos fortes.
AIT Art. 220 VIII
do CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Sob qualquer intempérie que perturbe momentaneamente a visibilidade ou a dirigibilidade, deverá o condutor
reduzir a velocidade de seu veículo para diminuir os riscos de acidente. Uma via que comporte velocidade
máxima de 110 KM/H num dia normal, pode não ter essa mesma velocidade como apropriada num dia
chuvoso.
Dessa maneira, se uma via possui placas regulamentadoras, limitando em no máximo 110 KM/H a veloci-
dade dos veículos, num dia de forte neblina ou quaisquer outras intempéries, mencionadas neste inciso, o
condutor deverá reduzir a velocidade do seu automóvel buscando maior segurança, ou até mesmo, em ca-
sos mais severos, estacionar seu veículo em local seguro, independente da regulamentação de velocidade
máxima permitida.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgura-
80
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
ção da presente infração.
Deverá ser especifcada no campo “observação” do AIT a atitude do condutor e qual a variabilidade climática
presente.
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminha-lo ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6343 0 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança do trânsito quando
houver má visibilidade.
AIT Art. 220 IX
do CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Esta infração é subsidiária da anterior, incluindo, de forma geral, qualquer evento que diminua a visibilidade
dos condutores. O Art. 220, VIII do CTB, trata de situações específcas, enquanto este regula, de forma
genérica, a má visibilidade.
A diminuição da visibilidade é o indicativo de que o condutor deverá reduzir a velocidade do seu veículo de
forma a não oferecer risco para si ou para os demais usuários da via. Dessa forma, se a velocidade regula-
mentar da via for de 80KM/H, mas por um motivo qualquer a via for tomada por elementos ou partículas em
suspensão (fumaça, poeira e outros detritos), o condutor deverá reduzir a velocidade, pois a visibilidade será
reduzida, bem como a reação de imobilização total será tardia.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgu-
ração da presente infração. Porém, deverá ser especifcada no campo “observação” do AIT a atitude do
condutor e o que provocou a diminuição de sua visibilidade no local.
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminhá-lo ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6351 0 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança do trânsito quando
o pavimento se apresentar
escorregadio/ defeituoso/
avariado.
AIT Art. 220 X
do CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Essa conduta está diretamente relacionada ao estado do piso que a via apresenta. No primeiro caso (escor-
regadio) a sinalização deverá informar ao condutor que aquele trecho da via apresenta pavimento escorre-
gadio (A-28). Porém, há situações em que o condutor poderá constatar a existência de defeito ou avaria na
pista, sendo então obrigado a reduzir a velocidade do seu veículo de forma segura.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgura-
ção da presente infração, porém deverá ser especifcada no campo “observação” do AIT a atitude do condu-
tor e o defeito ou avaria da pista. No mesmo sentido, se existe sinalização específca no local.
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminhá-lo ao Setor de Ocorrência.
81
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6360 0 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança do trânsito quando
da aproximação de ani-
mais na pista.
AIT Art. 220 XI
do CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Como não é possível prever qual a reação dos animais ante a aproximação do veículo, o condutor deverá
reduzir a velocidade de maneira que, caso ele venha a se posicionar próximo ao veículo, haja tempo de
desviar dele, ou mesmo de parar o veículo antes de atingir o animal ou de ser atingido por ele.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para confgura-
ção da presente infração, porém deverá ser especifcada no campo “observação” do AIT a atitude do condu-
tor e que tipo de situação foi encontrada na pista ( boiada, rebanho de ovelhas, etc.).
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminha-lo ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6378 0 Deixar de reduzir a ve-
locidade do veículo de
forma compatível com a
segurança do trânsito em
declive.
AIT Art. 220 XII
do CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
A lavratura de um AIT por este motivo será um procedimento um pouco mais raro. No entanto, em declives, o
condutor deverá reduzir a velocidade do veículo para facilitar uma eventual frenagem. Assim, o condutor que
não observar essa regra de circulação estará sujeito ao cometimento desta infração.
É importante frisar que não será necessária a utilização de aparelho medidor de velocidade para conf-
guração da presente infração. Porém, deverá ser especifcada no campo observação do AIT a atitude do
condutor.
Esta infração pode confgurar contravenção penal expressa no art. 34 da LCP – direção perigosa, devendo o
agente da autoridade de trânsito lavrar o TC e encaminhá-lo ao Setor de Ocorrência.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6386 0 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança do trânsito ao ultra-
passar ciclista.
AIT Art. 220 XIII
do CTB e
34 da LCP
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
O risco do ciclista se assuste com a passagem do veículo em alta velocidade é grande. Porém, se o ciclista
estiver transitando pelo local regulamentar será muito difícil que o condutor de veículo automotor o ultra-
passe, uma vez que a operação de ultrapassagem consiste na mudança de faixa, na passagem pelo outro
veículo e no retorno à faixa anterior. Assim sendo, o maior cuidado que o motorista do veículo motorizado
deve ter é de guardar a distância de segurança quando passar pela bicicleta (no mínimo 1,5 metros).
82
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6394 1 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança do trânsito nas pro-
ximidades de escolas.
AIT Art. 220 XIV
e 311 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
6394 2 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança do trânsito nas pro-
ximidades de hospitais.
6394 3 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a seguran-
ça do trânsito nas proximi-
dades de estações de em-
barque e desembarque de
passageiros/intensa movi-
mentação de pedestres.
6394 4 Deixar de reduzir a veloci-
dade do veículo de forma
compatível com a segu-
rança do trânsito onde
houver intensa movimen-
tação de pedestres.
Nos casos aqui expressos, o condutor deverá obrigatoriamente reduzir a velocidade do veículo de maneira
que possa imobilizá-lo imediatamente caso alguma pessoa ingresse na via inopinadamente. Nos três pri-
meiros casos (próximo a escolas, a hospitais ou a estações de embarque e desembarque de passageiros) a
autoridade de trânsito deverá sinalizar, com antecedência, a via ( A-32a, A-33a, A-34, I-15, I-23 e placas para
pedestres). No caso de intensa movimentação de pedestres, não será obrigatória a existência de sinaliza-
ção, pois se a movimentação é intensa, o condutor poderá percebê-la com antecedência.
É importante que o agente da autoridade de trânsito informe no campo “observação” do AIT o nome da esco-
la ou do hospital, bem como a exata conduta do infrator e a sinalização porventura existente.
O condutor estará cometendo crime do Art. 311 do CTB caso a conduta descrita neste inciso represente
perigo de dano para os usuários da via, situação em que o agente da autoridade de trânsito lavrará TC e o
encaminhará ao Setor de Ocorrências. Nos casos aqui tratadosi não há necessidade de aferir eletronica-
mente a velocidade desenvolvida.
Caso seja verifcado o cometimento da contravenção penal prevista no art. 34 da LCP, o agente da autorida-
de de trânsito lavrará TC e o encaminhará ao Setor de Ocorrências.
83
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O agente da autoridade de trânsito deverá, inicialmente, consultar o Glossário deste Manual, em anexo.
Apesar dos diferentes tipos infracionais deste artigo, a conduta do código 6408 0 é aquela que está
diretamente relacionada com o veículo no momento da abordagem.
Dessa forma, o agente da autoridade de trânsito deverá observar, prioritariamente, se as placas de
identifcação atendem ao disposto nas Resoluções 45/98 (para veículos fabricados até 2007 e que não
tenham sido transferidos de Município) e 372/2001 (para veículos fabricados a partir de 2008), ambas
do CONTRAN.
Exigências da Resoluções 231/07 e 309/09:
As placas de identifcação serão compostas por três letras e quatro números;
Todos os caracteres das placas serão gravados em alto relevo. Logo, as “placas” que são de material
adesivo, e apenas pintadas, não são regulares;
As placas deverão possuir a gravação do registro do fabricante;
As placas terão as seguintes dimensões: dianteira e traseira
Largura mínima = 11,7 cm / máximo 14,3 cm
Comprimento mínimo = 36 cm / máximo 44 cm
Caracteres Altura = 6,3 cm
Tarjetas: Largura = 2 cm e Comprimento = 31,6 cm
Para biciclos, motocicletas, ciclomotores, triciclos e similares:
Largura = 13,6 cm e Comprimento = 18,7 cm
Caracteres Altura = 4,2 cm
Tarjeta: Largura = 2 cm e Comprimento = 16,9 cm
Fonte: ARIAL ou TIMES NEW ROMAN
São exemplos de situações aqui enquadradas: placa fora dos limites estabelecidos; placa caseira,
placa adesiva, placa com caracteres inclinados, placa aluminizada, tarjeta de município diverso do
de registro, placa sem tarjeta, placa com a tarjeta apagada, placa com lacre rompido por ação de
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6408 0 Portar no veículo placas
de identifcação em desa-
cordo com as especifca-
ções e modelos estabele-
cidos pelo CONTRAN.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização;
III) Apreensão das placas
irregulares**.
Art. 221 e
P. Único do
CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
MÉDIA
6416 0 Confeccionar/distribuir/
colocar em veículo próprio
ou de terceiros, placas de
identifcação não autoriza-
das pela regulamentação
do CONTRAN.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização;
III) Apreensão das placas ir-
regulares**.
Art. 221 e P.
Único
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
MÉDIA
84
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
ferrugem ou acidente, placa sem registro de fabricante, e outros.
Quando a cor da placa for adulterada ( placa de categoria/cor diversa da do registro), aplica-se o art.
230, I do CTB ( placa adulterada/falsifcada). Caso o condutor esteja exercendo atividade remunerada, o
agente da autoridade de trânsito lavrará TC (art. 47 da LCP) e o encaminhará ao Setor de Ocorrência.
No campo “observação” do AIT, o agente autoridade de trânsito deverá indicar a irregularidade
objetiva da placa.
** As placas irregulares só serão recolhidas no local do fato caso sejam substituídas por outras
permitidas.
A Res. 231/2007 c/c a 241/2007 do CONTRAN, em vigor a partir de 01/01/2008, trouxe algumas alterações.
Vejamos:
Fiscalização: para veículos registrados a partir de 01/01/2008, bem como para aqueles veículos com re-
gistro de domicílio alterados a partir desta data (01/01/2008). Nos demais casos, a fscalização atuará com
vistas à Resolução 231/07.
Dimensões (fxas – sem tolerância):
Placa - 13 cm de largura e 40 cm de comprimento;
Caracteres: 6,3 cm de altura
Targeta: 33,6 cm de comprimento e 2 cm de largura;
“ OBSERVAÇÃO”: Prevê a Resolução 309/09: Quando a placa não couber no receptáculo a ela destinado
no veículo, será admitida redução de até 15% (quinze por cento) no seu comprimento, mantida a altura do
corpo dos caracteres, desde que o DENATRAN autorize tal procedimento, mediante justifcativa do
fabricante ou importador (Res. 309/09).
Fonte dos caracteres: MANDATORY e em alto relevo
As placas deverão possuir a gravação do registro do fabricante;
Para biciclos, motociclos, ciclomotores, triciclos e similares:
Placa: 13,6 cm de largura e 18,7 cm de comprimento;
Caracteres: 4,2 cm de altura
Targeta: 16,7 cm de comprimento e 2 cm de largura;
Placa traseira de identifcação com película refetiva: obrigatória para todos veículos de duas ou três
rodas registrados na categoria aluguel ou fabricados a partir de 2008. Para os demais veículos de 2 ou
3 rodas, o uso de placa com película refetiva será obrigatório após a transferência de município.
Na película refetiva deverá aparecer, ao menos duas vezes, a inscrição “APROVADO DENATRAN”.
O uso da placa com película refetiva é facultativo para os demais veículos.
Maiores detalhes sobre o assunto vide Resoluções 231/2007 e 241/2007 do CONTRAN.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6424 0 Deixar de manter ligado,
nas situações de aten-
dimento de emergência,
o sistema de iluminação
vermelha intermitente dos
veículos de polícia/ de so-
corro de incêndio/ de sal-
vamento/de fscalização
de trânsito/de ambulân-
cias, ainda que parados.
AIT Art. 222 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Esta infração está unicamente relacionada aos veículos que utilizam sistema de iluminação vermelha inter-
mitente (girofex). Logo, viatura policial, ambulância, veículo do corpo de bombeiros ou veículo de fscaliza-
ção de trânsito que estiver imobilizado em situação de emergência, usando da prerrogativa de livre parada
ou estacionamento, deverá estar com o dispositivo luminoso vermelho acionado (girofex), caso contrário
estará cometendo infração de trânsito capitulada neste artigo.
85
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6432 1 Transitar com o farol des-
regulado de forma a per-
turbar a visão de outro
condutor.
I)AIT;
II) Retenção do veículo.
Art. 223 do
CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
6432 2 Transitar com o facho de
luz alta de forma a pertur-
bar a visão de outro con-
dutor.
Para que se confgure esta infração não basta que o condutor transite com seu veículo fazendo uso ina-
propriado do farol alto, ou ainda com qualquer dos faróis desregulados. Para que esteja passível de ser
notifcado é necessário que a luz esteja efetivamente perturbando os outros condutores, estejam estes se
deslocando em sentido oposto ou no mesmo sentido.
Seguindo o que preceitua o CTB no Art. 270 §§ 1º e 2º, sendo sanada a irregularidade no local o veículo
deverá ser liberado, ao passo que, não sendo possível sanar a irregularidade no local, deverá o agente
da autoridade de trânsito recolher o Certifcado de Licenciamento Anual do Veículo (CLA ou CRLV do
ano em exercício), mediante recibo.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6440 0 Fazer uso do facho de
luz alta dos faróis em vias
providas de iluminação
pública.
AIT Art. 224 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
O uso dos faróis dos veículos obedecerá ao disposto no Art. 40 do CTB, que no seu inciso II prevê o uso do
farol alto apenas nas vias desprovidas de iluminação. Sendo possível também a utilização da luz alta do farol
em curtos intervalos, de forma intermitente, para advertir outro condutor que tem a intenção de ultrapassá-lo,
ou ainda em situações de risco à segurança.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6459 1 Deixar de sinalizar a via
para tornar visível o local
(meios de sinalização/à
noite, luzes externas ace-
sas ou omitir-se quanto às
providências necessárias
para tornar o local visível),
de forma a prevenir os de-
mais condutores, quando
tiver de remover o veículo
da pista de rolamento.
AIT Art. 225 I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
86
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6459 2 Deixar de sinalizar a via
para tornar visível o local
(meios de sinalização/à
noite, luzes externas do
veiculo acesas/omitir-se
quanto às providências
necessárias para tornar o
local visível), de forma a
prevenir os demais con-
dutores, quando tiver que
permanecer com veículo
no acostamento.
AIT Art. 225 I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Em caso de imobilização do veículo na pista de rolamento ou no acostamento, o condutor deverá providen-
ciar a imediata sinalização do local para diminuir o risco de acidentes. Se a imobilização ocorrer à noite, o
condutor deverá, ainda, manter acesas as luzes externas do veículo. A sinalização inicial a ser utilizada pelo
condutor será a fxação do triângulo de sinalização a pelo menos trinta metros do veículo e o acionamento
do pisca alerta. Apesar destes serem elementos obrigatórios que o veículo deve possuir, nada obsta que o
condutor utilize meios de fortuna (galho de árvore, lamparinas para auxiliar esta sinalização, etc.).
A ação do condutor deverá constar no campo “ observação” do AIT, obrigatoriamente.
Quanto à sinalização: triângulo refetor ou luminoso, cone infável ou outro meio de sinalização; Luzes exter-
nas acesas; ou omitir providências para tornar o local visível para os demais condutores.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6467 0 Deixar de sinalizar a via
para tornar visível o local
(meios de sinalização/à
noite, luzes externas do
veículo acesas/omitir-se
quanto às providências
necessárias para tornar o
local visível), de forma a
prevenir os demais con-
dutores, quando a carga
for derramada sobre a via
e não puder ser retirada
imediatamente.
AIT Art. 225, II
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Assim como a imobilização do veículo, o derramamento da carga sobre a via deverá ser sinalizado da melhor
maneira possível, sendo o condutor do veículo responsável por tal sinalização. Deverão ser usados todos os
meios obrigatórios para a sinalização da via (triângulo de sinalização e pisca alerta do veículo).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6475 0 Deixar de retirar todo e
qualquer objeto que tenha
sido utilizado para sinali-
zação temporária da via.
AIT Art. 226 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA /
CONDUTOR
MÉDIA
87
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O condutor tem a obrigação de sinalizar a via em caso emergencial, e também de retirar todo o material
utilizado na sinalização (triângulo, cones, galhos, gravetos, etc.).
O agente da autoridade de trânsito que lavrar AIT utilizando esta codifcação deverá indicar no campo “ob-
servação” qual foi o material deixado na via pelo condutor.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6483 0 Usar buzina em situação
que não a de simples to-
que breve como advertên-
cia ao pedestre ou condu-
tores.
AIT Art. 227 I do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
A utilização da buzina estará restrita a um breve toque com a fnalidade de advertir ao pedestre ou a outro
condutor da existência de algum tipo de perigo ou ainda quando tenha a intenção de ultrapassá-lo.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6491 0 Usar buzina prolongada
e sucessivamente a qual-
quer pretexto.
AIT Art. 227 II do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6505 0 Usar buzina entre as vinte
e duas e às seis horas
AIT Art. 227 III
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
O uso da buzina em breves toques fca condicionado às situações do inciso I deste artigo. Porém, o uso da
buzina de maneira prolongada ou sucessivamente é proibido sob qualquer pretexto.
Além da maneira como será usada a buzina, existe também a limitação da hora em que será usada. Assim
sendo, um condutor que fzer uso deste equipamento obrigatório entre 22:00h e 06:00h, sob qualquer pre-
texto, estará cometendo infração de trânsito.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6513 0 Usar buzina em locais e
horários proibidos pela si-
nalização.
AIT Art. 227 IV
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
As limitações do uso da buzina poderão estar regulamentadas pela sinalização no local, além das outras
normas já citadas neste artigo. Assim, se existir a placa R-20 numa via, fca proibido o uso deste dispositivo
sob qualquer pretexto. Porém, se a placa vier com regulamentação de horário, essa proibição fcará restrita
ao horário especifcado, por exemplo: das 18:00h às 06:00h.
88
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6521 0 Usar buzina em desacor-
do com os padrões e
frequências estabelecidas
pelo CONTRAN.
AIT Art. 227 V
do CTB.
Res. 35/98
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
LEVE
A utilização da buzina fca condicionada à forma de operação, ao local, ao horário em que será utilizada e,
ainda, ao nível máximo permissível de pressão sonora emitida, que não poderá exceder a 104 decibéis, para
os veículos produzidos a partir de 01/01/1999. Os veículos produzidos a partir de 01/01/2002 terão que obe-
decer, além do nível máximo, o nível mínimo de pressão sonora emitida que será de 93 decibéis.
As buzinas dos veículos não poderão emitir sons contínuos ou intermitentes, assemelhados aos que são
utilizados, privativamente, por veículos de socorro de incêndio e salvamento, de polícia, de operação e fs-
calização de trânsito e por ambulâncias.
Também são proibidas buzinas que emitam sons de relinche, hino, risadas e outras coisas mais que desvir-
tuam a fnalidade indicativa do instrumento. Quando se tratar de pressão sonora, a infração só poderá ser
comprovada com o uso do decibilímetro.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6530 0 Usar no veículo equi-
pamento com som em
volume/frequência que
não seja autorizado pelo
CONTRAN.
I) AIT;
II) Retenção do veículo.
Art. 228 do
CTB Res.
204/06
CONTRAN
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
A Resolução 204/2006 do CONTRAN apresenta os limites permitidos de som e frequência, bem como a for-
ma de medição por meio do equipamento denominado “DECIBILIMETRO”. Há necessidade de homologação
de equipamento por parte do Denatran, bem como aferição por parte do INMETRO.
Poderá ser invocado pelo agente o desrespeito ao artigo 42 III da LCP (perturbação do sossego), que forço-
samente obrigará o agente a conduzir ao DPJ o acusado, a vítima e, no mínimo, duas testemunhas.
Seguindo o que preceitua o CTB no Art. 270 §§ 1º e 2º, sendo sanada a irregularidade no local, o veículo
deverá ser liberado, ao passo que, não sendo possível sanar a irregularidade no local, deverá o agente da
autoridade de trânsito recolher o Certifcado de Licenciamento Anual do Veículo (CLA ou CRLV )do ano em
exercício, mediante recibo.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6548 1 Usar indevidamente no
veículo aparelho de alar-
me que perturbe o sosse-
go público, em desacordo
com normas fxadas pelo
CONTRAN.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 229 do
CTB Res.
37 do CON-
TRAN
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
MÉDIA
6548 2 Usar indevidamente no ve-
ículo aparelho que produ-
za sons e ruídos que per-
turbem o sossego público,
em desacordo com normas
fxadas pelo CONTRAN.
89
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O limite máximo estabelecido pelo CONTRAN é de 104 decibéis, qualquer alarme ou aparelho que produza
som superior a esse limite estará perturbando o sossego público. A confguração desta infração quanto à
pressão sonora estará condicionada à utilização de decibilímetro.
É proibido equipamento que produzir sons contínuos ou intermitentes assemelhados aos utilizados, priva-
tivamente, pelos veículos de socorro de incêndio e salvamento, de polícia, de operação e fscalização de
trânsito e ambulância, bem como os que emitem sons por um período superior a 1(um) minuto, conforme
Resoluções 35/98 e 37/98.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6556 1 Conduzir o veículo com o
lacre violado/falsifcado.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 230 I do
CTB. e 311
do CP
CRIME
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVÍSSIMA
6556 2 Conduzir o veículo com a
inscrição do chassi viola-
do ou falsifcado
6556 3 Conduzir o veículo com o
selo violado ou falsifcado.
6556 4 Conduzir o veículo com
placa falsifcada/violada.
6556 5 Conduzir o veículo com
qualquer outro elemento
de identifcação violado/
falsifcado.
Estará sujeito às iras deste artigo o ato de conduzir veículo com o lacre da placa violado ou falsifcado.
Entende-se por violado, o lacre rompido por ação dolosa humana.
O lacre violado/falsifcado constitui apenas infração de trânsito, cabendo AIT e remoção do veículo caso o
arame esteja partido.
Também estará sujeito às sanções deste artigo o condutor que conduzir veículo com o número do chassi
modifcado, com os selos obrigatórios alterados, com placas frias, com numeração de motor alterada, com os
números de chassi gravados nos vidros distintos da numeração do veículo, ou ainda com qualquer elemento
de identifcação existente, ou que possa vir a existir, violado ou falsifcado.
Quando a cor da placa for adulterada aplica-se o Art 230 I do CTB (placa adulterada ou falsifcada). Nessa hi-
pótese, caso o condutor fagrado esteja exercendo atividade remunerada o agente da autoridade de trânsito
lavrará o TC, Art. 47 CCP, e o encaminhará ao Setor de Ocorrências ( Memorando 039/2009).
O Policial deverá estar atento à possibilidade do cometimento de crime, caso o veículo esteja sendo condu-
zido com qualquer elemento identifcador adulterado ou ilicitamente remarcado (nº do chassi, gravações nos
vidros, nº de motor, etiqueta auto colante destrutível-Resolução 241/98), com apenamento previsto no Art.
311 CP, situação em que deverá lavrar BU e encaminhar o veículo e o condutor ao DPJ.
Caso esse condutor seja policial civil ou militar, deverá ser feita uma comunicação imediata à autoridade
responsável pela repartição do servidor, conforme Portaria 582, de 16 de outubro de 2002, da Secretaria de
Estado da Segurança Pública, sem prejuízo das demais providências.
O agente autoridade de trânsito deverá especifcar no campo “observação” do AIT exatamente o que foi
encontrado no veículo, inclusive, indicando o tipo de alteração encontrada.
Sendo o veículo produto de furto/roubo o agente da autoridade de trânsito não adotará qualquer medida
administrativa de trânsito e encaminhará o veículo e os envolvidos ao DPJ.
90
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6564 0 Conduzir o veículo trans-
portando passageiros em
compartimento de carga,
salvo por motivo de força
maior, com permissão da
autoridade competente
e na forma estabelecida
pelo CONTRAN.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 230 II do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Este artigo proíbe terminantemente o transporte de passageiro, qualquer que seja a quantidade, em compar-
timento de carga (carrocerias) e não em veículos de carga, uma vez que estes poderão ter compartimentos
próprios para esta função. O mais importante para a fscalização por parte do agente autoridade de trânsito
será a existência da “autorização para o transporte de passageiros em veículos de carga”. Mesmo que exista
a referida autorização, o agente da autoridade de trânsito deverá observar o seguinte, conforme preceitua a
RES. 82/98 do CONTRAN:
O veículo deverá possuir, além das outras exigências do CTB:
- Bancos com encosto fxados na estrutura da carroceria;
- Toda a carroceria com guarda alta;
- Cobertura resistente;
- Condições de higiene e segurança conforme o estabelecido na autorização;
- Carroceria distinta das do tipo “basculante” e do tipo “boiadeiro”.
O agente da autoridade de trânsito deverá observar o prazo de validade, a existência de rasuras, o número
de passageiros, o local de origem e de destino, todos constantes na autorização.
O motorista que der carona a uma pessoa na carroceria de seu caminhão, caminhonete ou similar, estará
sujeito às sanções deste artigo.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6572 0 Conduzir o veículo com
dispositivo antirradar.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 230 III
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
O dispositivo antirradar é um equipamento proibido que não pode ser utilizado, ou mesmo transportado no
veículo automotor. O agente da autoridade de trânsito que comprovar esta infração deverá remover o veículo
para o pátio e exigir que o dispositivo seja retirado do veículo.
Não existe previsão legal para a apreensão do equipamento.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6580 0 Conduzir o veículo sem
qualquer uma das placas
de identifcação.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 230 IV
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
91
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O condutor deverá sempre portar as placas de identifcação do seu veículo nos locais e nas condições im-
postas pelo CTB. A conduta infracional mais comum encontrada nesse sentido é o da falta de uma das placas
de identifcação e a de veículos novos sem nenhuma das placas.
No caso do veículo já registrado, é obrigatório o porte das placas ou da placa (motocicleta, ciclomotor, triciclo
ou quadriciclo). Antes do registro, o condutor, de posse da nota fscal, poderá transitar do pátio da fábrica,
da concessionária, da indústria encarroçadora e do posto alfandegário até o órgão de trânsito do município
de destino, nos quinze dias consecutivos seguidas à data do carimbo de saída do veículo constante na nota
Fiscal ou documento alfandegário correspondente (Res. Nº 269/08 CONTRAN).
A autoridade de trânsito poderá, excepcionalmente, conceder autorização prorrogando esse prazo por mais
15 dias, para veículos novos que precisem transitar sem placas por mais tempo. Caso o veículo abordado
não possua uma das placas, o agente da autoridade de trânsito deverá informar no AIT qual das placas que
o veículo não possuía (dianteira ou traseira).
Sendo veículo 0KM, ultrapassado o prazo legal acima descrito, deverá o agente da autoridade de trânsito
verifcar se já ocorreu o registro e o primeiro licenciamento, consultando o chassi no sistema do CIODES.
Caso positivo, deve-se lavrar esta infração. Caso ainda não tenha ocorrido o registro, a infração cabível é
a prevista no Art. 230, V do CTB (cód. 6599 1), não se confgurando a infração tratada neste tópico, pois,
logicamente, veículo que não esteja registrado, não possui placas.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6599 1 Conduzir o veículo que
não esteja registrado.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 230 V
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVÍSSIMA
6599 2 Conduzir o veículo que
não esteja devidamente
licenciado.
Os temas registro e licenciamento são muito extensos. Dessa forma, os tópicos mais importantes a serem
frisados são:
O primeiro licenciamento é feito juntamente com o registro do veículo;
Antes do registro, o condutor, de posse da Nota Fiscal, poderá transitar do pátio da fábrica, da concessio-
nária, da indústria encarroçadora, do posto alfandegário até o Órgão de Trânsito do Município de destino,
assim como resolver pendências necessárias ao primeiro licenciamento e que necessitem da apresentação
física do veículo nos quinze dias consecutivos, seguida a data do carimbo de saída do veículo, constante na
nota fscal ou documento alfandegário correspondente (Res. Nº 269/08 CONTRAN). Qualquer AIT deve ser
lavrado somente pelo chassi;
A autoridade de trânsito poderá, excepcionalmente, conceder autorização para veículos novos que precisem
transitar por mais tempo antes do licenciamento prorrogando esse prazo por mais 15 dias;
A fscalização do licenciamento de veículos registrados no Espírito Santo deverá obedecer ao cronograma
anualmente divulgado pelo DETRAN/ES. Em se tratando de veículos de outro Estado da Federação, o poli-
cial deverá obedecer ao calendário nacional imposto pela Resolução 110/00, ou seja, as placas com fnal 1
e 2, fscalizar a partir de outubro, as com fnal 3, 4 e 5, a partir de novembro, as com fnal 6, 7 e 8, a partir de
dezembro e as com fnal 9 e 0, a partir de janeiro;
A comprovação do licenciamento poderá ser feita pelo CRLV do exercício correspondente (CLA) e pelo sis-
tema de consultas junto ao RENAVAM (CIODES).
O porte dos comprovantes de pagamento do IPVA, seguro obrigatório, taxa de licenciamento e multas do
exercício não comprovam o licenciamento, visto que, havendo restrições junto à autoridade de trânsito (ad-
ministrativas, de venda,etc.), o veículo não será licenciado.
92
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Quando o veículo abordado estiver usando placa de experiência/fabricante, cor verde, a fscalização será
direcionada apenas paras as placas verdes. Como consequência, caso o licenciamento da placa esteja
vencido, o agente deverá lavrar o AIT 6599-2 com os dados da placa verde, bem como recolhê-las. Serão
lançados no AIT os dados de marca/modelo do veículo que estava com a placa verde e usado o campo “ob-
servação” para relatar que o veículo, quando fagrado, estava com as placas de experiência/fabricante.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6602 0 Conduzir o veículo com
qualquer uma das placas
de identifcação sem con-
dições de legibilidade e
visibilidade.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 230 VI
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVÍSSIMA
As placas de identifcação do veículo devem estar sempre visíveis e legíveis, sendo dever do proprietário,
conforme impõe o Art. 257 § 2°, zelar pelo preenchimento das condições mínimas necessárias para que o
veículo possa circular.
Não será admissível a alegação, para tentar esquivar-se de sua responsabilidade, de não ter percebido que
a placa estava encoberta, suja, danifcada, alterada ou ilegível.
Placas sem condições de legibilidade são aquelas em que os caracteres estão apagados ou desgastados,
impossibilitando a leitura a média distância. Já a placa sem condições de visibilidade pode até possuir carac-
teres legíveis, porém seu posicionamento impossibilita a visualização normal à média distância.
São exemplos de placas sem condições de legibilidade: placas apagadas (se for só a tarjeta a infração não
é essa, mas sim a prevista no Art. 221, CTB), placas enferrujadas, placas sujas, etc.
São exemplos de placas sem condições de visibilidade: placas dobradas, placas encobertas por acessórios
do veículo, placas cobertas por saco plástico ou tira de borracha, placa lacrada (porém colocada dentro do
porta-malas), etc.
Caso o proprietário perceba que o para-choque, o engate do reboque, ou qualquer outra peça esteja “ obs-
truindo a visão da placa, deverá retirar o objeto que impeça a visão ou ainda afxar uma outra placa traseira,
que deverá estar lacrada e iluminada, como preceitua a Res. 231/2007.
O agente da autoridade de trânsito não pode esquecer de informar no campo “observação” do AIT a situação
da(s) placa(s) que gerou a lavratura do AIT. Exemplo: “placa dianteira com os números apagados”, ou “placa
traseira parcialmente coberta pelo para-choque traseiro”, ou, ainda, “placas enferrujadas sem condições de
legibilidade”.
Vale ressaltar que, qualquer irregularidade relacionada à tarjeta não deve ser analisada por este dispositivo,
mas sim como infração ao art. 221 do CTB (cód. 6408 0). O art. 230 VI trata, exclusivamente, das letras e
dos números de identifcação do veículo.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6610 1 Conduzir o veículo com a
cor alterada.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 VII
do CTB,
Resoluções
292/08 e
319/09
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
6610 2 Conduzir o veículo com
característica alterada.
93
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Qualquer alteração das características do veículo deverá ser comunicada ao DETRAN para que seja provi-
denciada a alteração junto ao cadastro e, consequentemente, seja emitido um novo CLA/CRLV e um novo
CRV.
No caso específco da cor, toda vez que o proprietário modifcar mais de 50% da cor original do veículo
(excluídas as áreas envidraçadas), seja em caráter defnitivo (pintura) ou temporário (plotagem), deverá este
procurar a autoridade de trânsito para modifcar a cor do veículo, devendo, nesses casos de pintura parcial
e colorida, fazer constar no veículo a cor predominante “fantasia”.
O DETRAN/ES costuma expedir autorizações para os casos de plotagem temporária. O agente da autorida-
de de trânsito deverá aceitar tal documento como válido desde que detenha o timbre/carimbo do órgão.
Para a modifcação de qualquer de suas características, o veículo deverá ser submetido à inspeção de se-
gurança veicular e, caso seja aprovado, ter emitido o Certifcado de Segurança Veicular (CSV). Após isso,
junto à autoridade de trânsito, deverá ser emitido novo CLA, cujo campo “observação” deverá contemplar a
expressão “VEÍCULO MODIFICADO”, além do número do CSV e da modifcação realizada (caso não exista
campo específco onde ela será constada).
São exemplos comuns de características alteradas, e que dependem de autorização: potência do motor
(turbo), suspensão (altura e forma de funcionamento – ar), combustível, capacidade de lotação, e outros.
A Resolução n° 292/2008 (alterada em parte pela 319/09) proíbe expressamente:
I - A utilização de rodas/pneus que ultrapassem os limites externos dos para-lamas do veículo;
II – O aumento ou diminuição do diâmetro externo do conjunto pneu/roda;
III – A substituição do chassi ou monobloco de veículo por outro chassi ou monobloco, nos casos de modifca-
ção, furto/roubo ou sinistro de veículos, com exceção de sinistros em motocicletas e assemelhados,
IV – A adaptação do 4º eixo em caminhão, salvo quando se tratar de eixo direcional ou auto-direcional (re-
dação dada pela Res. 319/09).
A mesma resolução permite, para fns automotivos, exceto para ciclomotores, motonetas, motocicletas e
triciclos, o uso do gás natural veicular (GNV) como combustível.
Por ocasião do registro será exigido dos veículos automotores que utilizarem como combustível o gás natural
veicular (GNV):
I - Certifcado de Segurança Veicular – CSV expedido por Instituição Técnica Licenciada pelo DENATRAN e
acreditada pelo INMETRO, conforme regulamentação específca, onde conste a identifcação do instalador
registrado pelo INMETRO, que executou o serviço.
II – O Certifcado Ambiental para uso de Gás Natural em Veículos Automotores – CAGN, expedido pelo
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, ou aposição do número
do mesmo no CSV.
Anualmente, para o licenciamento dos veículos que utilizam o Gás Natural Veicular como combustível, será
exigida a apresentação de novo Certifcado de Segurança Veicular – CSV.
Fica garantido o direito de circulação, até o sucateamento, dos veículos que sofreram modifcações antes
da entrada em vigor da Resolução n° 292/2008, desde que os seus proprietários tenham cumprido todos os
requisitos exigidos para a sua regularização, mediante comprovação no Certifcado de Registro de Veículos
– CRV e também no CLA.
Caso a característica alterada seja o combustível, o agente da autoridade de trânsito deverá estar atento
para o fato de que, na forma do inciso II do Art. 1º da Lei nº 8.176/91, o uso de veículo movido a gás de
cozinha (GLP) é crime apenado com detenção de um a cinco anos de detenção.
O agente autoridade de trânsito, ao lavrar AIT utilizando este enquadramento, deverá informar qual a ca-
racterística original do veículo e qual a alteração encontrada. Quando a infração depender das informações
contidas no CLA, é importante que seja informado, também no campo “observação”, o número do certifcado
apresentado, bem como a data de sua emissão.
Algumas condutas típicas dependem de uma ação completa do agente da autoridade de trânsito, sob pena
de insubsistência. Analisemos o seguinte exemplo: Uma Kombi de 9 lugares foi modifcada irregularmente
94
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
para 12 lugares. O agente da autoridade de trânsito checa o documento que exprime “9 P”. Latente está a
infração prevista no código 6610-2, visto que foi alterada a característica “lotação”. Caberá também ao agen-
te da autoridade de trânsito fscalizar se o condutor é habilitado na categoria “D” ou “E”, visto que o veículo
agora possui mais de 9 lugares.
Caso constate que o condutor é habilitado em outra categoria (Ex.: “B”) deverá também lavrar o AIT
cód.5037.
Em suma, no exemplo in casu o AIT referente à habilitação diversa só será subsistente se o agente da
autoridade de trânsito constar no campo “observação” a existência de outro AIT, cód. 6610-2, em qie fca
demonstrado que o veículo agora possui 12 lugares, ainda que a autoridade de trânsito não tenha sido
informada sobre isso.
Caso não adote esse procedimento, o AIT cód. 5037 estará fadado à insubsistência, visto que para a autori-
dade de trânsito o veículo possui 9 lugares.
Tanque suplementar (vide Resolução 194/05 – casos permitidos).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6629 0 Conduzir o veículo sem ter
sido submetido à inspe-
ção de segurança veicu-
lar, quando obrigatória.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 VIII
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
Quando passar a ser obrigatória a inspeção de segurança veicular, os veículos deverão portar os meios
necessários, conforme regulamentação, para a comprovação de que o veículo foi submetido à inspeção e
aprovado.
A não submissão à inspeção obrigatória gera entrave ao licenciamento do veículo, de modo que, mesmo
pagando as taxas, o veículo não será licenciado.
A Resolução nº 292/2008, produzindo efeitos a partir de 01 de maio de 2008, reitera em seu Art. 7º a obriga-
toriedade da inspeção anual para veículos movidos à GNV.
As normas referentes à inspeção de segurança veicular estão regulamentas pela Res. 84/98, que por sua
vez, está com sua vigência suspensa pela Res. 107/00.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6637 1 Conduzir o veículo sem
equipamento obrigatório.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 IX
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
6637 2 Conduzir o veículo com
equipamento obrigatório
inefciente/inoperante.
Os equipamentos obrigatórios são os constantes no art. 105 do CTB e nas Resoluções / CONTRAN nº
679/87 (girofex na cor âmbar), 805/95 (para-choque traseiro de veículo de carga), 14/98 (equipamentos obri-
gatórios em geral), 43/98 (espelho retrovisor interno), 46/98 (bicicletas), 87/99 (uso de tacógrafo – altera RES
14/98), 92/99 (requisitos técnicos para o tacógrafo), 128/01 (dispositivo de segurança para prover melhores
condições de visibilidade diurna e noturna em veículos de transporte de carga – lateral e traseira, ambos com
material refetivo) e 129/01 (equipamentos obrigatórios para triciclos de cabine fechada em circulação nas
vias urbanas, sem a obrigatoriedade do uso de capacete de segurança pelo condutor e passageiros), 157/04
(especifcações de extintores de incêndio).
95
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6645 0 Conduzir o veículo com
equipamento obrigatório
em desacordo com o esta-
belecido pelo CONTRAN.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 X
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
A Resolução 14/98, principal norma que relacionada ao equipamentos obrigatórios, foi alterada em parte
pelas Resoluções CONTRAN nº 34/98, 103/99, 228/07 e 259/07.
Os equipamentos obrigatórios serão considerados inefcientes se apresentarem problemas que comprome-
tam a sua completa utilização, diminuindo sua função/atuação. São, todavia, inoperantes quando, mesmo
existindo, não funcionarem.
Exemplo 1: um veículo que possui um freio de mão, que apesar de estar funcionando, não consegue reter
por completo o deslocamento do veículo quando estacionado em um plano inclinado, será considerado
inefciente. Se esse mesmo freio de mão estiver com o cabo, não estiver funcionando por completo, será
considerado inoperante.
Exemplo 2: lavador de para-brisas para veículos com no mínimo 4 rodas (Res. 224/06). Se o automóvel
não possui o sistema (equipamento obrigatório inexistente). Se possui, mas não tem água (equipamento
obrigatório inoperante). Se possui, tem água, mas os jatos não limpam o vidro e sim o teto (equipamento
obrigatório inefciente).
De acordo com a Res. 157/04 c/c Res. 223/07 e Res. 333/09, os extintores de incêndio deverão ser fscaliza-
dos como equipamentos obrigatórios, cobrando o agente da autoridade de trânsito o seguinte:
I - o indicador de pressão não pode estar na faixa vermelha;
II – a integridade do lacre;
III – presença da marca de conformidade com o INMETRO;
IV – prazo de validade;
V – aparência geral externa em boas condições (sem ferrugens amassamentos e etc.).
O extintor deverá, ainda, ser posicionado na parte dianteira do veículo e ao alcance do condutor. Caso não o
seja, estará confgurada a infração do código 6645 0. A única exceção a essa regra cabe ao veículo BESTA,
que de fábrica trás o extintor no porta-malas.
O agente da autoridade de trânsito deverá observar que no campo “observação” do AIT deverá estar descri-
to o equipamento obrigatório ausente, ou mesmo estando presentes os indicadores da sua inefciência ou
inoperância.
Pneus “carecas” não confguram equipamento obrigatório inefciente ou inoperante, por força da Res. 558/80,
confguram mau estado de conservação do veículo Art. 230, XVIII (cód. 6726 1).
A Resolução 278/08 proíbe a utilização de dispositivos no cinto de segurança que travem, afrouxem ou
modifquem o seu funcionamento normal. Expressa ainda, que não constitui violação, a utilização do cinto
de segurança para a instalação de dispositivo de retenção para transporte de crianças, observadas as pres-
crições dos fabricantes desses equipamentos infantis. O descumprimento de tal norma acarreta, por força da
própria Resolução, a sanção prevista no Art. 230, IX do CTB (cód. 6637 2).
Ver Resoluções 246, 293/08, 330/09, 354/10, 356/10, 366/10 e 368/10.
Se o veículo possuir os equipamentos obrigatórios necessários à circulação, porém se não estiverem de
acordo com o especifcado pelo CONTRAN, o condutor estará sujeito às sanções deste inciso.
96
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Os equipamentos obrigatórios são os constantes no artigo 105 do CTB e nas Resoluções do CONTRAN nº
679/87 (girofex na cor âmbar), 805/95 (para-choque traseiro de veículo de carga), 14/98 (equip. obrigatórios
em geral), 43/98 (espelho retrovisor interno), 46/98 (bicicletas), 87/99 (uso de tacógrafo – altera RES 14/98),
92/99 (requisitos técnicos para o tacógrafo), 128/01 (dispositivo de segurança para prover melhores con-
dições de visibilidade diurna e noturna em veículos de transporte de carga – lateral e traseira, ambos com
material refetivo) e 129/01 (equipamentos obrigatórios para triciclos de cabine fechada em circulação nas
vias urbanas, sem a obrigatoriedade do uso de capacete de segurança pelo condutor e passageiros), 157/04
(especifcações de extintores de incêndio). A Resolução 14/98, foi alterada em parte pelas Resoluções do
CONTRAN nº 34/98, 103/99, 228/07 e 259/07.
O extintor de incêndio deverá ser posicionado na parte dianteira do veículo e ao alcance do condutor. Caso
não o seja estará presente a infração aqui descrita, a única exceção é o veículo BESTA, que tráz de fábrica
o extintor no porta-malas.
É proibido o uso de pneus reformados em motocicletas, motonetas, ciclomotores e triciclos, conforme Reso-
luções 158/2004 e 376/2011.
A Resolução nº 203/06 c/c a Resolução nº 270/08, ambas do CONTRAN, estabelece requisitos para vestu-
ários e capacete de segurança a serem usados por condutores de motocicletas, motonetas, ciclomotores,
triciclos e quadriciclos motorizados, sendo exigíveis apenas para os capacetes fabricados a partir de 1º de
agosto de 2007. São eles: I - aposição de dispositivo refetivo de segurança nas partes laterais e traseira
do capacete; II - existência do selo de identifcação da conformidade do INMETRO ou etiqueta interna com
a logomarca do INMETRO (que pode ser afxada no sistema de retenção); para o condutor de motocicleta/
motoneta utilizada para o transporte remunerado de carga, aposição de uma faixa retrorrefetiva exclusiva no
capacete (Res. 203/06 c/c Res. 219/07).
Por força da Resolução nº 257/07 do CONTRAN, o agente da autoridade de trânsito deverá necessaria-
mente diferenciar o condutor/passageiro que está sem o capacete de segurança daquele(s) que utiliza(m)
capacete fora das especifcações discriminados pelo DENATRAN. No primeiro caso (condutor/passageiro
sem capacete), a infração residirá nos cód. 7030 ou 7048. No segundo (capacete em desacordo com CON-
TRAN), a infração tipifcada é a do Art. 230 X, cód. 6645 0.
O condutor/passageiro que utiliza capacete explicitamente proibido pelo CONTRAN (coquinho, ciclístico e
EPI) será tido como sem capacete, visto que nem de longe tal equipamento cumpre sua fnalidade precípua.
Logo, o enquadramento estará previsto no Art. 244, I ou II do CTB (cód. 7030 1 ou 7048 1).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6653 1 Conduzir o veículo com
descarga livre.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 XI
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
6653 2 Conduzir o veículo com
o silenciador de motor de
explosão defeituoso/def-
ciente/ inoperante.
Muito embora não haja previsão de um nível específco de ruído do motor a ser tolerado, certamente existe
um padrão médio do que se espera de um veículo automotor. Não existe aqui a necessidade de medição em
decibéis. Porém, o agente da autoridade de trânsito só autuará se o ruído do motor demonstrar, de forma
óbvia, que há defeito, defciência ou inoperância no silenciador do motor de explosão. De mais fácil consta-
tação, em alguns casos, até mesmo no visual, constitui também infração de trânsito a descarga livre. Nem
sempre uma descarga esportiva gera uma infração de trânsito, devendo ser verifcado se o ruído emitido pelo
equipamento é incompatível com o tolerado.
O agente da autoridade de trânsito deve constar no campo “observação” do AIT o que o levou a
constatar esta infração. Exemplo: retirada do miolo/abafador da descarga.
97
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6661 0 Conduzir o veículo com
equipamento ou acessório
proibido.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 XII
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
Caso o veículo seja fagrado utilizando equipamento ou acessório proibido, o agente da autoridade de trânsito
deverá lavrar o AIT, especifcando no campo “observação” as características do acessório ou equipamento. São
exemplos de equipamentos proibidos:
a) Alarme sonoro específco de viaturas policiais, ambulâncias, fscalização de trânsito ou de salvamento, para
veículos que não o sejam;
b) Taxímetro para os veículos que não são táxis;
c) “Quebra-mato” – necessário consultar Res. 215/06 para verifcar os casos permitidos e respectivas exigên-
cias. Somente será possível o enquadramento neste dispositivo os casos que contrariam a citada resolução.
d) Res. 242/07 - Equipamento capaz de gerar imagens para fns de entretenimento (tela de DVD), salvo se
instalado na parte dianteira, possuir mecanismo automático que o torne inoperante ou o comute para a função
de informação de auxílio à orientação do condutor, independente da vontade do condutor e/ou dos passageiros,
quando o veículo estiver em movimento; ou instalado de forma que somente os passageiros ocupantes dos
bancos traseiros possam visualizar as imagens.
e) Engates que não estejam em conformidade com a Res. 197/06.
São requisitos para o uso de engates em veículos de até 3.500 Kg de PBT (exceção aos que saem de fábrica
como parte do veículo – Ex: Jeep Cherokee – engate retrátil): I) esfera maciça, apropriada ao tracionamento de
reboque ou trailer; II) tomada e instalação elétrica apropriada para conexão ao veículo rebocado; III) dispositivo
para fxação da corrente de segurança do reboque; IV) ausência de superfícies cortantes ou cantos vivos na
haste de fxação da esfera; V) ausência de dispositivos de iluminação (deliberação n° 55/07 DENATRAN).
A partir de 30/07/2008, os engates deverão possuir uma plaqueta inviolável fxada de forma visível em sua es-
trutura, contendo: o nome , CNPJ do fabricante e a identifcação do registro concedido pelo INMETRO; modelo
e capacidade máxima de tração do veículo a que se destina; referência à Res. 197/06.
O uso de aparelhos de geo processamento que gerem imagens cartográfcas/mapas (GPS) foi permitido pela
Res. 242/07.
Por força da Res. 356/2010, o não cumprimento dos preceitos relacionados aos equipamentos/acessórios
denominados baú e grelha, em motocicletas e motonetas destinadas ao transporte de carga, sujeitam o pro-
prietário a essa infração.
Vejamos:
Tipo fechado (baú): I- largura 60 (sessenta) cm; II- comprimento: não poderá exceder a extremidade traseira
do veículo. III- altura: não poderá exceder a 70 (setenta) cm de sua base central, medida a partir do assento
do veículo;
Tipo aberto (Grelha): I- largura 60 (sessenta) cm; II- comprimento: não poderá exceder a extremidade traseira
do veículo;
III- altura: a carga acomodada no dispositivo não poderá exceder a 40 (quarenta) cm de sua base central,
medida a partir do assento do veículo.
No caso do equipamento tipo aberto (grelha), as dimensões da carga a ser transportada não pode extrapolar
a largura e comprimento da grelha.
Nos casos de montagem combinada dos dois tipos de equipamento, tipo fechado montado sobre grelha, a
caixa fechada (baú) não pode exceder as dimensões de largura e comprimento da grelha, admitida a altura do
conjunto em até 70 cm da base do assento do veículo.
O agente da autoridade de trânsito só poderá lavrar AIT com esta codifcação se possuir instrumento métrico
98
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
para a aferição das dimensões, sendo que os valores obtidos deverão constar no campo “observação” do AIT.
Também é tido como acessório proibido o baú que não contiver as faixas retrorrefetivas previstas no Anexo I
da Resolução 356/2010.
Será admitida a utilização de alforjes, bolsas ou caixas laterais em motocicletas/motonetas, desde que obedeci-
dos os seguintes limites máximos: I- largura: não poderá exceder as dimensões máximas dos veículos, medida
entre a extremidade do guidão ou alavancas de freio à embreagem, a que for maior, conforme especifcação
do fabricante do veículo; II- comprimento: não poderá exceder a extremidade traseira do veículo; III- altura: não
superior à altura do assento em seu limite superior.
A posição do dispositivo e a forma de fxação do objeto a ser transportado não podem interferir na utilização,
na montagem ou no funcionamento de nenhum equipamento original do veículo, assegurando-se o seguinte:
I- quando o dispositivo ocupar parcialmente o assento do veículo, não será permitido o transporte de passagei-
ro; II- o condutor deverá permanecer visível aos condutores dos demais veículos em circulação na via; III- os
dispositivos de iluminação e sinalização, assim como a placa de identifcação do veículo, deverão manter
condições de visibilidade de acordo com o previsto no Código de Trânsito Brasileiro e legislação vigente; IV- os
dispositivos de iluminação e sinalização do veículo devem manter-se inalterados em sua forma, posição de
instalação e especifcação original.
As caixas especialmente projetadas para a acomodação de capacetes, não estão sujeitas às prescrições su-
pra, podendo exceder a extremidade traseira do veículo em até 15 cm.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6670 0 Conduzir o veículo com o
equipamento do sistema
de iluminação e de sinali-
zação alterado.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 XIII
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
O sistema de iluminação e de sinalização dos veículos não pode ser alterado a critério do seu proprietário,
uma vez que esses sistemas são regulados pelas Resoluções 227/07 e 14/98, que referem-se a veículos no-
vos, e pela Resolução 680/87 que trata de veículos usados. Os tipos de infrações mais comuns relacionadas
a estes códigos são a substituição das lâmpadas dos faróis e das lanternas, por outras coloridas, ou ainda,
a colocação de faróis de milha com o foco voltado para trás.
É importante frisar que só estará cometendo infração o condutor que alterara o sistema de iluminação ou
sinalização enquanto estes estiverem em funcionamento. Ou seja, um veículo que transita com as lanternas
traseiras escuras (enquanto não estão sendo utilizadas), porém, ao serem acionadas, nota-se que está pre-
servada a cor original (vermelha), não estará passível de ser notifcado.
É importante salientar que a Resolução 14/98 exige que, nos automóveis, os faróis dianteiros sejam de cor
branca ou amarela, não se reportando à intensidade da luz. Os faróis do tipo “xênon”, desde que emitindo
luz branca (até 8000K), são válidos. No entanto, qualquer farol que emita a luz azul (“xênon”10000K) ou roxa
(“xênon” 12000K) não é permitido. Assim, somente será permitido o uso de xênon, nos veículos devidamente
modifcados de acordo com as Resoluções 292/08 e 319/09. É também interessante frisar que, enquanto
exige-se para os veículos de 4 rodas, lanternas dianteiras indicativas de mudança de direção na cor amarelo
âmbar, o mesmo não se exige para as motocicletas, motonetas e ciclomotores, podendo, nesse caso, ser
de qualquer cor.
Os veículos que não são tidos como de utilidade pública pela Resolução 268/08 do CONTRAN e que, ainda
assim, colocam girofex laranja, cometem essa infração. Da mesma forma, o girofex vermelho é reservado
aos veículos relacionados no Art. 29, VII do CTB e na Resolução nº 268/08 CONTRAN (polícia, socorro,
fscalização de trânsito e salvamento difuso).
99
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
O agente da autoridade de trânsito deverá, antes de lavrar um AIT referente ao cód. 6670-0, certifcar-se
junto às Resoluções 680/87, 14/98 e a 227/07 (para veículos novos a partir de 2009) se o CONTRAN faz
menção à cor da iluminação. Além disso, deve especifcar no campo “observação” do AIT qual foi a alteração
encontrada no sistema.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6688 0 Conduzir o veículo com
registrador instantâneo
inalterável de velocidade e
tempo viciado/defeituoso,
quando houver exigência
desse aparelho.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 XIV
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
Será exigido o registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo dos seguintes veículos: Veículos de
transporte e condução de escolares, veículos de transporte remunerado de passageiros com mais de dez
lugares, veículos de carga com capacidade máxima de tração superior a 19 toneladas, veículos de carga
com PBT superior a 4.536 Kg fabricados a partir de 01/01/91 e veículos que transportem produto perigoso
a granel.
O agente da autoridade de trânsito deverá possuir preparo específco para o manuseio do tacógrafo (vide
Resoluções 92/1999 e 406/2012).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6696 1 Conduzir o veículo com
inscrições/adesivos/legen-
da/ símbolos de caráter
publicitário afxados no
para- brisa e em toda a
extensão da parte traseira
do veículo, executadas as
hipóteses previstas no Có-
digo de Trânsito Brasileiro.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 XV
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
6696 2 Conduzir o veículo com
inscrições/adesivos/legen-
da/ símbolos de caráter
publicitário pintados, no
para-brisa e em toda a
extensão da parte traseira
do veículo, excetuadas as
hipóteses previstas no Có-
digo de Trânsito Brasileiro.
Para a confguração desta infração será necessária a presença do informe publicitário no para-brisa e em
toda a parte traseira do veículo. Caso o informe ocupe mais de 50% da cor original do veículo, este deverá
constar como licenciado na cor “fantasia”, ocasião em que, não sendo, deverá também ser lavrado um AIT
referente ao Cód. 6610 1 (Art. 230, VII).
Conforme dispõe o Art. 111 p. único do CTB, é proibido o uso de inscrições de caráter publicitário, ou qual-
quer outra que possa desviar a atenção dos condutores, em toda a extensão do para-brisas e da traseira dos
veículos. A exceção a essa regra repercute na interpretação inversa da norma, ou seja, quando não houver
risco à segurança do trânsito.
Em hipótese alguma o agente da autoridade de trânsito poderá determinar a retirada da película sem con-
feccionar o AIT. Contudo, caso o condutor não possa ou não queira retirar a película no local, o agente da
100
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
autoridade de trânsito deverá recolher o CRLV/CLA do veículo para posterior apresentação do veículo no
Setor de ocorrência com a irregularidade sanada, conforme art. 270, § 2º, do CTB.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6700 1 Conduzir o veículo com
vidros totalmente cober-
tos por películas, painéis/
pintura.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 XVI
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
6700 2 obertos por películas, pai-
néis/pintura.
A utilização de películas refetivas em qualquer parte envidraçada do veículo é proibida, porém será to-
lerada a afxação de painéis decorativos e pinturas nas áreas envidraçadas das laterais e traseiras dos
veículos, desde que apresentem a transparência mínima e os requisitos exigidos na Resolução nº 254/07
CONTRAN.
Como dito, películas refetivas são proibidas em qualquer vidro, quer estejam cobrindo total ou parcialmen-
te sua superfície (codifcações diferentes). Para fscalizar películas refetivas/espelhadas não é necessário
utilizar o medidor de transmitância luminosa.
Quanto ao uso de película não refetiva nas áreas envidraçadas dos veículos deverão ser observados os
seguintes critérios:
- O conjunto para-brisa e película, cumulativamente, deverá ter transmissão luminosa mínima de 75%
(vidros incolores), 70% (vidros coloridos), 28% (na faixa degradê);
- O conjunto vidros dianteiros laterais (indispensáveis à dirigibilidade) e películas, cumulativamente, de-
verão ter transmissão luminosa mínima de 70%;
- Os demais vidros e películas, cumulativamente, deverão ter transmissão luminosa mínima de 28%.
A marca do instalador e o índice de transmissão luminosa existentes em cada conjunto vidro/película
localizadas nas áreas indispensáveis à dirigibilidade serão gravados indelevelmente na película por meio
de chancela, devendo ser visíveis pelos lados externos dos vidros.
A fscalização por parte do agente da autoridade de trânsito não equipado com o medidor deverá fcar
restrita às informações que obrigatoriamente deverão existir em cada um dos conjuntos vidro/película
(chancelas com a marca do instalador e o índice de transmissão luminosa) e a refetividade da película.
O agente da autoridade de trânsito dotado do medidor de transmitância luminosa deverá seguir os seguin-
tes procedimentos (Resolução 253/07 CONTRAN):
1) O AIT só será lavrado quando a medição constatada (considerada) no conjunto vidro/película for inferior
a: I) 26% nos casos em que o limite permitido para a área envidraçada for 28%; II) 65% nos casos em que
o limite permitido para a área envidraçada for 70%; III) 70% nos casos em que o limite permitido para a
área envidraçada for 75%.
2) O auto de infração e a notifcação da autuação, além do disposto no Código de Trânsito Brasileiro, e na
legislação complementar, deverá conter, em termos percentuais, a transmitância luminosa: I) medida pelo
instrumento (realizada); II) considerada para efeito de aplicação da penalidade (a medida pelo instrumento
com um bônus positivo de 3 unidades percentuais); e III) permitida para a área envidraçada fscalizada.
O agente autoridade de trânsito deverá fcar atento à prática irregular do uso de duas películas (uma sobre
a outra), sendo apenas a primeira chancelada.
101
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6718 0 Conduzir o veículo com
cortinas ou persianas fe-
chadas, não autorizadas
pela legislação.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 XVII
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
Se for analisado em conjunto o disposto nos artigos 111, II e 230, XVII do CTB, concluiremos que não existe
ainda limitação do uso de cortinas ou persianas pelos veículos que possuírem espelhos retrovisores em
ambos os lados. Portanto, somente existirá esta infração se o veículo com cortina ou persianas não possuir
espelho retrovisor em ambos os lados (art. 111, II) ou após regulamentação específca desta matéria.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6726 1 Conduzir o veículo em
mau estado de conser-
vação, comprometendo a
segurança.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230,
XVIII do
CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
6726 2 Conduzir o veículo repro-
vado na avaliação de ins-
peção de segurança.
6726 3 Conduzir o veículo reprova-
do na avaliação de emissão
de poluentes e ruído.
O mau estado de conservação estará associado a uma série de problemas que possam comprometer a
segurança do condutor do veículo e dos demais usuários da via. Esta conduta estará confgurada quando o
veículo transitar, por exemplo: com danos estruturais, com inefcácia do sistema de trancamento das portas,
com traços de corrosão generalizada, com ausência de capô ou estando este sem o trancamento original,
com vazamento de óleo ou de combustível, com excesso de consumo de óleo de lubrifcação ou com sistema
de freios inefciente.
O agente da autoridade de trânsito deverá indicar no campo “observação” exatamente os indícios de mau
estado de conservação encontrados, ou, ainda, os dados do documento que reprovou o veículo na inspeção
de segurança.
ATENÇÃO: Por força da Resolução 558/80, pneus desgastados (carecas/TWI atingido) confguram a infra-
ção 6726 1 (mau estado de conservação).
Os pneus deverão ter uma banda de rodagem nunca inferior a 1,6 mm (altura do TWI), inclusive o este-
pe. Analogicamente, os pneus que já atingiram esse limite na banda de rodagem e que foram refrisados
(retirando-se o TWI e fazendo sulcos manuais) também não satisfazem às condições mínimas de segurança,
estando o veículo em mau estado de conservação.
Por força da Resolução 216/06, também confgura esta infração o uso de para-brisas trincado ou fraturado.
Nos para-brisas dos automóveis não podem existir trincas ou fraturas (e também essas não podem ser re-
paradas) quando existentes na área crítica de visão do condutor (lado esquerdo onde varrem os limpadores
de para-brisas) ou ainda em uma faixa periférica de 2,5 cm de largura das bordas externas do para-brisas.
O reparo só será permitido, ressalvada a impossibilidade anterior, nos casos de fraturas não superiores a 4
cm de diâmetro e trincas com menos de 10cm de comprimento.
“OBSERVAÇÃO”1: O transporte de qualquer tipo de carga em vias aberta à circulação pública é permitido
apenas em veículo com carroceria de guardas laterais fechadas, ou dotadas de tela laterais com malhas que
102
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
impeçam o derramamento do material transportado, cobertura com lona ou similar, Resolução 732/89.
“OBSERVAÇÃO”2: Veículo de transporte de contêiner que não esteja utilizando as travas de segurança,
Resolução 725/88. Em relação a Caminhões e ônibus vide Resolução 216/06.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6734 0 Conduzir o veículo sem
acionar o limpador de pa-
ra-brisa sob chuva
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 230 XIX
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
O limpador de para de para-brisa é um equipamento obrigatório, e o condutor é obrigado a fazer uso deste
equipamento quando transitar sob chuva.
O agente da autoridade de trânsito, ao perceber tal infração, deverá solicitar ao condutor que acione o lim-
pador para que possa continuar seu deslocamento. Caso o limpador não esteja sendo usado por não estar
funcionando, será lavrado apenas um AIT (6734-0), e o veículo não poderá ser liberado até que o defeito seja
sanado, ou até que a chuva acabe (fcará retido no local).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6742 0 Conduzir o veículo sem
portar a autorização para
condução de escolares.
AIT Art. 230 XX
e art. 136
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
Conforme o art. 136 do CTB, os veículos especialmente destinados à condução coletiva de escolares somente
poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade executivos de trânsito dos Estados e
do Distrito Federal.
A autorização para a condução de escolares é um documento emitido pelo DETRAN, válido apenas no original,
e especifca o prazo de validade e o veículo a ser utilizado. Além da autorização e da fscalização rotineira de
documentos e equipamentos, o agente da autoridade de trânsito deverá observar o seguinte (circunstâncias a
serem enquadradas em infrações específcas):
I - Faixa horizontal amarela de 40 cm nas laterais e parte traseira do veículo com o dístico ESCOLAR em preto
(cód. 6963-1);
II - Equipamento registrador inalterável de velocidade e tempo (cód. 6637-1/6637-2/6680);
III - Lanternas brancas ou amarelas nas extremidades da parte superior dianteira e lanternas de luz vermelha na
extremidade superior traseira (cód. 6637-1/6637-2);
IV - Lotação fxada pelo fabricante (cód. 6963-2);
V - Todos os conduzidos deverão estar utilizando cinto de segurança (cód. 6637-1/5185-1/5185-2);
VI - A habilitação do condutor deverá ser de categoria D ou E, independente do tipo de veículo (cód. 5037-1)
VII - Comprovante de conclusão de curso para condução de escolares (cód. 6912-0), desde que tal informação
não conste no campo “observação” da CNH (Hab Escolar ou 12).
A infração em apreço, apesar de conter as palavras “sem portar”, confgura-se quando o veículo não possui a
Autorização de Transporte Escolar – ATE, pois nota-se que o infrator, nesta hipótese, é o proprietário. Já o veículo
que possui a ATE, mas não a porta estará cometendo a infração do art. 232 do CTB (cód. 6912-0), visto que aqui
o infrator é o condutor.
Quando a ATE estiver vencida, aplicar-se a infração prevista no cód 6742- 0.
103
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6750 0 Conduzir o veículo de car-
ga com falta de inscrição
da tara e demais inscri-
ções previstas no Código
de Trânsito Brasileiro.
AIT Art. 230 XXI
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
MÉDIA
Os veículos de carga e de transporte coletivo de passageiros produzidos a partir de 1º de setembro de 1998 deve-
rão ter indicação de tara, lotação, peso bruto total e capacidade máxima de tração num dos seguintes locais:
a) Veículos de carga:
- Na coluna de qualquer porta, junto às dobradiças, ou no lado da fechadura; - Na borda de qualquer porta; - Na
parte inferior do assento, voltada para a porta; - Na superfície interna de qualquer porta; ou - No painel de instru-
mentos.
b) Veículos destinados ao transporte coletivo de passageiros:
- Na parte frontal interna acima do para-brisa; - Na parte superior da divisória da cabina ao lado do condutor; ou –
na impossibilidade técnica ou ausência de local para fxação, poderão ser utilizados os mesmos locais previstos
para os veículos de carga.
Os veículos de carga e os de transporte coletivo de passageiros licenciados até 31 de agosto de 1998 deverão
ter suas indicações de tara, lotação, peso bruto total e peso bruto total com 3º eixo e peso bruto total combinado
num dos seguintes locais:
a) veículos de carga:
- Na coluna de qualquer porta ao lado do condutor, junto às dobradiças, ou no lado da fechadura; - Na borda da
porta que contém a fechadura, próxima ao assento do condutor; - Na parte inferior do assento, voltada para a
porta; - Na superfície interna lateral da porta, próxima ao assento do condutor; - À esquerda do painel de instru-
mentos.
b) veículos destinados ao transporte coletivo de passageiros:
- Na parte frontal interna acima do para-brisa; ou - Na parte superior da divisória da cabine ao lado do condutor.
c) Nos reboques e semi-reboques:
– Na parte externa da carroceria, do lado esquerdo lateral dianteiro.
OBSERVAÇÃO: maiores detalhes vide Resolução 290/08.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6769 1 Conduzir o veículo com
defeito no sistema de ilu-
minação.
AIT Art. 230,
XXII do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
MÉDIA
6769 2 Conduzir o veículo com
defeito no sistema de si-
nalização.
6769 3 Conduzir o veículo com
lâmpadas queimadas.
O sistema de iluminação é basicamente o sistema utilizado para dar condições de dirigibilidade ao veículo
à noite ou sob baixa visibilidade, enquanto o sistema de sinalização está relacionado aos dispositivos que
permitem que o veículo seja visualizado pelos demais usuários da via, assim como indicam a intenção dos
condutores (pisca-alerta, luz indicadora de direção, luz de freio, etc.).
O agente da autoridade de trânsito deve perceber que o código 6769-3 utiliza a indicação de “lâmpadas quei-
104
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
madas”. Essa infração relaciona-se a dispositivos luminosos com mais de uma lâmpada, muito comum em
caminhões. Dessa forma se for percebido que o sistema de iluminação funciona, porém existem lâmpadas
queimadas (Ex.: caminhão com duas lâmpadas na lanterna traseira sendo que uma delas está queimada)
confgura-se a infração do cód. 6769-3. Diferentemente, caso o sistema de iluminação/sinalização não esteja
funcionando, mesmo com lâmpadas em condições, a infração será a prevista no cód. 6769-1 ou 6769-2,
conforme o caso.
Nessas tipifcações, o agente da autoridade de trânsito deverá sempre preencher o campo “observação” do
AIT, fazendo uma sucinta explicação do problema e sua localização (Ex..“ luz de freio esquerda defeituosa
– não acende. Cód. 6769-2)”.
Caso o defeito prejudique a segurança do trânsito e esteja elencado como equipamento obrigatório,
deverá ser enquadrado com base no inciso IX do Art. 230 ( cód. 6637) e será aplicado o art. 270, § 3º
do CTB, recolhendo o CRLV/CLA, caso a irregularidade não seja sanada no local.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6777 0 Transitar com o veículo
danifcando a via, suas
instalações ou equipa-
mentos.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 231 I do
CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Um veículo que trafega com excesso em suas dimensões, mesmo que com autorização da autoridade com-
petente, não poderá danifcar a sinalização, o piso, as instalações, a fação, ou qualquer elemento perten-
cente à via.
O agente da autoridade de trânsito ao perceber o cometimento desta infração deverá reter o veículo
para regularização (do veículo, e não da via) e lavrar o AIT, não esquecendo de mencionar no campo
“observação” o que foi danifcado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6785 1 Transitar com o veículo der-
ramando sobre a via carga
que esteja transportando.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 231 II a
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
6785 2 Transitar com o veículo
lançando sobre a via carga
que esteja transportando
6785 3 Transitar com o veículo ar-
rastando sobre a via carga
que esteja transportando.
O veículo que transporte carga deve estar devidamente preparado para fazê-lo sem que a carga, ou parte
dela, acabe caindo sobre a via. Dessa forma, um caminhão caçamba que transporte areia ou grão e que
deixa parte dessa carga cair sobre a pista estará sujeito às sanções previstas neste dispositivo.
Quando a carga arrastada/derramada ou lançada na pista estiver também danifcando-a, caberá também a
infração de código 6777-0.
O agente da autoridade de trânsito não poderá se furtar da obrigação de informar no AIT qual a carga que
estava sendo transportada, derramada ou arrastada sobre a via.
105
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6793 0 Transitar com o veículo
der r amando/ l ançando
sobre a via combustível/
lubrifcante que esteja uti-
lizando.
I) AIT,
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 231 II b
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Este tipo faz referência ao derramamento ou ao lançamento sobre a via de qualquer forma de combustível
ou lubrifcante que o veículo esteja utilizando. Não existe aqui a possibilidade do enquadramento de um ve-
ículo que esteja derramando sobre a via combustível ou lubrifcante que esteja transportando (há infrações
especifcas – cód. 6785).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6807 0 Transitar com o veículo
derramando/lançando/ar-
rastando qualquer objeto
que possa acarretar risco
de acidente.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 231 II c
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
Um veículo que deixe cair sobre a via qualquer objeto que ofereça risco aos demais usuários da via deve ser
retido e seu condutor notifcado, utilizando-se para tal este código.
É importante salientar que o objeto deve oferecer risco a qualquer usuário da via. Assim sendo, um veículo
que esteja arrastando uma corda, por exemplo, estará oferecendo risco aos condutores de motocicletas.
O agente da autoridade de trânsito deve informar no campo “observação” do AIT a descrição do objeto arras-
tado, lançado ou derramado sobre a via.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6815 0 Transitar com o veículo
produzindo fumaça/gases/
partículas em níveis su-
periores aos fxados pelo
CONTRAN.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 231 III
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
Essa aferição será feita em parte pela inspeção veicular obrigatória que está por vir, mas enquanto não
vem, essa fscalização fcará a cargo do agente da autoridade de trânsito ou dos agentes da autoridade
de órgãos ambientais. A quantidade ideal de emissão de fumaça foi regulada pelas resoluções 507/76 e
510/78 do CONTRAN. Basicamente, essas resoluções estabelecem como medida que veículos a diesel
fscalizados em locais cuja altitude seja de até 500 metros do nível do mar, poderão emitir até 40% de teor
negro em suas descargas; já nas localidades que estiverem em altitude superior a 500 metros do nível do
mar, poderão emitir até 60% de teor negro. Essa aferição poderá ser feita utilizando-se um opacímetro ou a
escala Ringelmann.
106
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6823 1 Transitar com o veículo e/
ou carga com suas dimen-
sões superiores aos limi-
tes estabelecidos legal-
mente, sem autorização.
I) AIT;
II) Retenção do veículo
para regularização.
Art. 231 IV
do CTB, Res.
549/79, 577/81,
603/82 e 210/06
CONTRAN e De-
cisão 02/85 CON-
TRAN
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
6823 2 Transitar com o veículo
e/ou carga com suas di-
mensões superiores aos
limites estabelecidos pela
sinalização, sem autori-
zação.
I) AIT;
II) Retenção do veículo
para regularização.
Art. 231 IV
do CTB, Res.
549/79, 577/81,
603/82 e 210/06
CONTRAN e De-
cisão 02/85 CON-
TRAN
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
Basicamente, as dimensões autorizadas para veículos, com ou sem carga, são as seguintes:
- largura máxima: 2,60m;
- altura máxima: 4,40m.
Comprimento total:
a) veículos não articulados: máximo de 14,00 metros;
b) veículos não articulados de transporte coletivo urbano de passageiros que possuam 3º eixo de apoio dire-
cional: máximo de 15 metros;
c) veículos articulados de transporte coletivo de passageiros: máximo 18,60 metros;
d) veículos articulados com duas unidades, do tipo caminhão-trator e semi-reboque: máximo de 18,60 metros;
e) veículos articulados com duas unidades do tipo caminhão ou ônibus e reboque: máximo de 19,80 metros;
f) veículos articulados com mais de duas unidades: máximo de 19,80 metros.
OBSERVAÇÃO: maiores detalhes, vide Resoluções 210/2006 e 258/07.
As dimensões máximas são a regra geral, ou seja, nenhum veículo poderá circular com medidas superiores
ao especifcado, sem portar autorização para tal. Porém a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via
poderá estabelecer restrições de horário e acesso para utilização de algumas vias, restrições essas que serão
efetivadas com sinalização específca (R-15, R-16 e R-18).
O transporte de carga acondicionadas em bagageiros estará permitido em automóveis e veículos classifcados
como misto, desde que a carga esteja devidamente presa a suportes apropriados, fxados na parte superior
externa dos veículos. Ainda segundo a Resolução 577/81, a carga não poderá exceder a 50 centímetros, bem
como não poderá exceder as dimensões do carro ou mesmo impedir a visibilidade do condutor.
Quando a carga transportada for uma bicicleta, esta poderá ser transportada na parte posterior externa e sobre
o teto dos veículos de transporte de passageiro ou mistos, não sendo tolerado o transporte se as dimensões
excederem a largura do veículo ou se impedir a visibilidade do condutor pelo vidro traseiro.
O agente da autoridade de trânsito só poderá lavrar AIT com esta codifcação se possuir instrumento métrico
para a aferição das dimensões, sendo que os valores obtidos deverão constar no campo “observação” do
documento.
107
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6831 0 Transitar com o veículo
com excesso de peso, ad-
mitido percentual de tole-
rância quando aferido por
equipamento.
I) AIT;
II) Retenção do veículo
para o transbordo da car-
ga excedente.
Art. 231 V
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EMBALADOR OU
TRANSPORTADOR
MÉDIA
A aferição do PBT e do PBTC previstos no art. 99 do CTB c/c Res. nº 258/07 CONTRAN poderá ser realizada
por meio de balança ou de documento fscal. Para a balança será considerada uma tolerância de 5%.
Excessos de peso por eixo serão considerados de forma diversa de excessos no peso total, conforme crité-
rios estabelecidos pela Res. 258/07.
O agente da autoridade de trânsito deverá indicar nos respectivos campos do AIT o tipo de equipamento
utilizado para a pesagem, o peso máximo permitido, o peso aferido e o peso considerado (5% menor que o
aferido no caso de utilização de balança rodoviária). A pesagem deverá ser obrigatoriamente acompanhada
pelo agente da autoridade de trânsito.
Constatado o excesso de peso, fcará condicionada a liberação do veículo ao saneamento das irregulari-
dades. A critério do agente da autoridade de trânsito, observadas as condições de segurança, poderá ser
dispensado o remanejamento ou transbordo de produtos perigosos, produtos perecíveis, cargas vivas e pas-
sageiros. Não havendo dispensa, o veículo fcará retido para o transbordo. Caso esse não se operacionalize,
o veículo deverá ser recolhido ao depósito, sendo liberado somente após sanada a irregularidade e pagas
todas as despesas de remoção e estada (Art. 8º Resolução nº258/07). A técnica da cubagem não possui
respaldo legal, servindo apenas como parâmetro para condução do veículo suspeito até uma balança.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6840 1 Transitar com o veículo
em desacordo com a auto-
rização especial expedida
pela autoridade compe-
tente para transitar com
dimensões excedentes.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 231 VI
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
6840 2 Transitar com o veículo
com a autorização espe-
cial expedida pela auto-
ridade competente para
transitar com dimensões
excedentes vencida.
Já foram vistas, quando comentamos o art. 231 IV, quais as medidas máximas permitidas para o trânsito
normal dos veículos. Vimos, também, que no caso de excesso, o condutor deverá portar a autorização da
autoridade com circunscrição sobre a via. As infrações descritas neste inciso fazem referência ao descum-
primento das normas impostas quando da concessão da autorização. Assim, se um motorista portar uma
autorização para transitar com um determinado excesso e for fagrado conduzindo o veículo com dimensões
maiores que o estabelecido, estará sujeito às penalidades cabíveis.
O agente da autoridade de trânsito deverá indicar as medidas irregulares encontradas no veículo no campo
“observação” do AIT, bem como as medidas indicadas na Autorização Especial. Maiores detalhes, vide Re-
solução 211/2006.
108
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6858 0 Transitar com o veículo
com lotação excedente.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 231 VII
do CTB
ESTADUAL /
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Se observarmos a defnição do termo “lotação”, encontraremos “carga útil máxima, incluindo condutor e
passageiros que o veículo transporta, expressa em quilogramas para os veículos de carga, ou número de
pessoas, para os veículos de passageiro”. Dessa forma, como o assunto “carga” é tratado de forma específ-
ca no Art. 231 IV e V, o excesso de lotação, no caso deste inciso, estará relacionado ao transporte de indiví-
duos em número superior ao estabelecido como máximo para aquele tipo de veículo. Nos veículos diversos
dos utilizados no transporte coletivo, o número máximo de passageiros estará expresso no próprio CLA (no
Espírito Santo, esse dado vem na forma de “P” = pessoas, ou seja, já inclui o condutor nessa contagem).
Nos veículos destinados ao transporte coletivo de passageiros, a indicação da lotação estará na parte frontal
interna acima do para-brisa ou na parte superior da divisória da cabine, ao lado do condutor.
O agente da autoridade de trânsito que lavrar AIT utilizando este código deverá indicar no campo
“observação” o número de pessoas encontradas no interior do veículo e sua capacidade máxima
de lotação.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6866 1 Transitar com o veículo
efetuando transporte re-
munerado de pessoas,
quando não for licenciado
para esse fm, salvo casos
de força maior ou com
permissão da autoridade
competente
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 231 VIII
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
MÉDIA
6866 2 Transitar com o veícu-
lo efetuando transporte
remunerado de bens,
quando não for licenciado
para esse fm, salvo casos
de força maior ou com
permissão da autoridade
competente
A infração estará confgurada quando o condutor do veículo transportar passageiro ou bens em seu veículo,
recebendo para isso qualquer remuneração sem estar devidamente licenciado para esse fm e sem permis-
são da autoridade competente.
O agente da autoridade de trânsito terá alguma difculdade para “fundamentar” devidamente o AIT, pois
será necessária a confrmação de que os passageiros transportados efetuaram pagamento pelo serviço
(transporte). O ideal é que o agente da autoridade de trânsito colha informações com os transportados,
referentes ao trajeto e ao valor da “passagem”, indicando esses dados no AIT e, se possível, identifcando
os declarantes.
Os veículos tipo motocicleta e motoneta deverão ser registrados na categoria aluguel quando utilizados para
transporte remunerado de cargas. Neste caso, a placa de identifcação da motocicleta e motoneta deverá ser
na cor vermelha, atendendo às exigências da Resolução 231/2007 do CONTRAN e o disposto no artigo 135
109
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6874 1 Transitar com o veículo
desligado em declive.
I) AIT;
II) Retenção do veículo.
Art. 231 IX
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
6874 2 Transitar com o veículo
desengrenado em declive.
Diante dos avanços tecnológicos e da progressiva diminuição do ruído proveniente do motor, vê-se como
imprescindível a aproximação do agente da autoridade de trânsito para a constatação dessas infrações. Ain-
da assim, difcilmente o agente conseguirá verifcar se determinado veículo está desengrenado (pode estar
apenas numa marcha “fraca”). O mesmo raciocínio cabe ao veículo que circula desligado em declive.
A Resolução n° 258/07 do CONTRAN disciplinou esta matéria em seu Art. 14. As infrações por exceder a
capacidade máxima de tração – CMT serão calculadas a depender da relação entre o excesso de peso
apurado e a CMT. - até 600 Kg – infração média (cód. 6882 0).
Maiores detalhes, vide Resolução 258/07.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6890 0 Transitar com o veículo
excedendo a capacidade
máxima de tração, em
infração considerada gra-
ve pelo CONTRAN.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
o transbordo de carga exce-
dente.
Art. 231 X
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
do CTB. O não atendimento a esse preceito sujeita o condutor à infração 6866 2.
OBSERVAÇÃO: Não incorrem em penalidade as motocicletas/motonetas registradas na espécie carga que
trafeguem somente com o dispositivo de fxação, sem o baú ou a grelha, e que estejam transportando
passageiro, desde que mantidas as características originais do assento e do apoio dos pés (estribo para o
passageiro).
Maiores detalhes sobre o parágrafo anterior, vide Resolução 356/10.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6882 0 Transitar com o veículo
excedendo a capacidade
máxima de tração, em
infração considerada mé-
dia pelo CONTRAN
I) AIT;
II) Retenção do veículo
para o transbordo da car-
ga excedente.
Art. 231 X
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
MÉDIA
A Resolução n° 258/07 do CONTRAN disciplinou esta matéria em seu Art. 14. As infrações por exceder a
capacidade máxima de tração – CMT serão calculadas a depender da relação entre o excesso de peso
apurado e a CMT.
- até 600 Kg – infração média (cód. 6882 0).
Maiores detalhes, vide Resolução 258/07.
110
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
A Resolução n° 258/07 do CONTRAN disciplinou esta matéria em seu art. 14. As infrações por exceder a
capacidade máxima de tração – CMT serão calculadas a depender da relação entre o excesso de peso
apurado e a CMT.
- entre 601 e 1000 Kg – infração grave (cód. 6890 0).
Maiores detalhes, vide Resolução 258/07.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6904 0 Transitar com o veículo
excedendo a capacidade
máxima de tração, em in-
fração considerada gravís-
sima pelo CONTRAN.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
o transbordo de carga exce-
dente.
Art. 231 X
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVÍSSIMA
A Resolução n° 258/07 do CONTRAN disciplinou esta matéria em seu art. 14. As infrações por exceder a
capacidade máxima de tração – CMT serão calculadas a depender da relação entre o excesso de peso
apurado e a CMT.
- acima de 1000 Kg – infração gravíssima (cód. 6904 0).
Maiores detalhes, vide Resolução 258/07.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6912 0 Conduzir veículo sem os
documentos de porte obri-
gatório.
I) AIT;
II) Retenção do veículo até
a apresentação dos docu-
mentos.
Art. 232,
133, 159 §
1º do CTB e
Res. 205/06
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
LEVE
São documentos de porte obrigatório (Res. 205/06 c/c 235/07):
- CLA/CRLV - Certifcado de Licenciamento Anual (no original),
A plastifcação do CLA/CRLV é proibida (Res. 664/86). (Ver comentário do Art. 195.)
- Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir (original);
Caso a CNH ou PPD estejam plastifcadas, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar um AIT com
base no Art. 195, CTB (cód. 5835 0), já que, é clara a ordem da autoridade de trânsito no sentido de não
plastifcar o documento.
- Autorização para Conduzir Ciclomotores - ACC (original);
- Para os veículos novos, antes do registro, exigir-se-á a nota fscal com data e carimbo da revendedora,
vide cód. 6599-1;
- Autorização para o Transporte de Escolares - não portar (cód. 6912-0) – não possuir (cód. 6742-0);
- LADV – Licença de Aprendizagem de Direção Veicular - conforme art. 8º Res. 168/04;
- Veículos e/ou Carga com Dimensões Superiores aos Limites Estabelecidos Legalmente, só poderão cir-
cular portando Autorização Especial de Trânsito- AET ou Autorização Específca (Art. 1º, Resolução
211/06 e Res. 210/06)- não portar cód. 6912-0 – não possuir cód. 6823-1/6823-2;
- Certifcado de Curso Especializado, salvo se já estiver transcrito na habilitação (art. 2º da Res. 205 c/c
art. 33 da Res. 168/04). É exigido o Curso Especializado para Condutores de Veículos para as seguintes
categorias: transporte coletivo de passageiros, transporte de escolares, transporte de produtos perigosos e
transporte de emergência.
- Certifcado de Segurança Veicular (para os veículos em que a inspeção anual é obrigatória)
- Autorização de Transporte de Pessoas em Veículo de Carga - não portar (cód. 6912-0) – não possuir
(cód. 6564-0).
O agente da autoridade de trânsito deverá informar no campo “observação” do AIT qual documento não era
portado no momento da abordagem.
111
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6920 0 Deixar de efetuar o regis-
tro de veículo no prazo de
trinta dias junto ao órgão
executivo de trânsito.
I) AIT;
II) Retenção do veículo.
Art. 233 e
123 do CTB
ESTADUAL
PROPRIETÁRIO
GRAVE
O comprador de um veículo terá o prazo máximo de trinta dias para efetuar o registro do veículo e a mudança
de propriedade junto ao DETRAN. No caso de veículos novos, só será permitido o trânsito durante quinze
dias e com algumas ressalvas (ver cód. 6599).
Caso o vendedor, após tirar cópia autenticada do CRV preenchido e assinado, apresente o documento no
DETRAN, o órgão gerará uma “restrição de venda”, quase sempre solicitando a apreensão desse veículo
junto ao BPTran para que seja efetuada a transferência.
Falsifcar é criar documento novo com falsas informações. Adulterar é modifcar documento válido alterando
suas informações.
O agente da autoridade de trânsito ao abordar um condutor que porta uma CNH falsa deve tentar confrmar
sua autenticidade junto ao CIODES. Muito embora não seja possível afrmar que o cidadão falsifcou isola-
damente o documento, nada obsta em afrmar que, certamente, ele fez parte do processo de falsifcação,
quer seja pela entrega da foto, quer seja pela remessa dos dados ou pela inserção da assinatura. Isso posto,
deverá o agente da autoridade de trânsito autuar a falsidade tendo por base este artigo, sem prejuízo de
outras infrações que se mostrarem caracterizadas – Ex.: art. 162, I (condutor inabilitado), 162, III (categoria
incompatível) ou 162, V (CNH vencida).
O art. 304 do CP prevê como crime o uso de documento falso.
O agente deverá ter especial atenção quando o documento de habilitação apresentar características de origi-
nalidade, porém com alguma rasura ou imperfeição em qualquer campo. Nesse caso, deverá confrmar todos
os dados junto ao RENACH, com especial atenção ao nome do condutor, à data de validade do documento,
à categoria e ao campo “observação”.
Confrmada a falsidade do documento, este deverá ser recolhido e encaminhado ao DPJ , juntamente com
seu portador, como prova do cometimento do crime do Art. 304 do CP.
Essas mesmas considerações se aplicam, com as devidas especifcidades, ao CLA/CRLV falsifcado ou
adulterado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6939 1 Falsifcar documento de
habilitação.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 234 do
CTB e 304
do CP
CRIME
ESTADUAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
6939 2 Adulterar documento de
habilitação.
6939 3 Falsifcar documento de
identifcação do veículo.
6939 4 Adulterar documento de
identifcação do veículo.
112
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6947 1 Conduzir pessoas, nas
partes externas do veícu-
lo, salvo nos casos devi-
damente autorizados.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
o transbordo de carga.
Art. 235 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVE
6947 2 Conduzir animais, nas
partes externas do veícu-
lo, salvo nos casos devi-
damente autorizados.
6947 3 Conduzir carga, nas par-
tes externas do veículo,
salvo nos casos devida-
mente autorizados.
Entende-se por parte externa do veículo, qualquer área que não seja destinada ao transporte específco de
pessoas ou carga.
Exemplo: Transportar uma pessoa sobre o capô (“ponga”).
Há possibilidade de conduzir carga na parte externa do veículo, desde que haja equipamento/dispositivo que
permita a fxação da carga, conforme prevê a Res. 577/81 e Res. 349/10 (vide comentário cód. 7218 0).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6955 0 Rebocar outro veículo
com cabo fexível ou cor-
da, salvo em casos de
emergência.
AIT Art. 236 do
CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Puxar outro veículo por meio de corda ou cabo é proibido. No caso de necessidade de rebocar o veículo
utilizando outro que não seja apropriado para esse fm ( que não seja guincho), deverá ser utilizado um ins-
trumento que não seja fexível e que mantenha certa distância entre os veículos (cambão).
A exceção é o caso de emergência, que segundo o dicionário Aurélio é: “situação crítica; acontecimento
perigoso ou fortuito”.
O agente da autoridade de trânsito que lavrar AIT utilizando esta codifcação deverá indicar no campo “ob-
servação” os dados referentes ao veículo rebocado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6963 1 Transitar com o veículo em
desacordo com as espe-
cifcações necessárias à
sua identifcação, quando
exigidas pela legislação.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 237 do
CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
PROPRIETÁRIO
GRAVE
6963 2 Transitar com o veículo
com falta de inscrição e
simbologia necessárias à
sua identifcação, quando
exigidas pela legislação.
113
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6963 3 Transitar com o veículo
em desacordo com a sim-
bologia necessária à sua
identifcação, quando exi-
gida pela legislação.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
regularização.
Art. 237 do
CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA /
PROPRIETÁRIO
GRAVE
Essa infração está relacionada à ausência das especifcações e simbologias impostas pelos art. 117 (veícu-
los de carga e coletivos de passageiro quanta à tara, PBT, PBTC, CMT e lotação), Art. 135 (veículos de alu-
guel destinados ao transporte individual e coletivo), Art. 136 III (veículos escolares) do CTB, Art. 237 do CTB
e Resolução 370/2010 (sistema auxiliar de identifcação veicular), bem como a ausência dos equipamentos
dos veículos de emergência, de polícia, de fscalização de trânsito e os de prestação de serviço público, além
da simbologia exigida para os veículos que transportam produtos perigosos (Dec. 96044/88).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6971 0 Recusar-se a entregar à
autoridade de trânsito ou
agente da autoridade de
trânsito, mediante recibo,
os documentos de ha-
bilitação, de registro, de
licenciamento de veículo
e outros exigidos por lei,
para averiguação de sua
autenticidade.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 238 do
CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
O condutor tem a obrigação de apresentar os documentos de porte obrigatórios solicitados pelo policial, sob
pena de não o fazendo, sofrer as sanções previstas neste artigo.
Não há que se falar em crime de desobediência (art. 330 CP) neste caso, já que existe previsão específca
para tal conduta (princípio da especifcidade).
O agente da autoridade de trânsito que lavrar AIT deverá indicar o documento solicitado, cuja apresentação
foi negada pelo condutor. Caso o documento solicitado e não apresentado seja a CNH, por exemplo, e
houver a possibilidade de cometimento de crime de trânsito, o agente poderá proceder uma busca pessoal
para tentar localizar o documento e encaminhar, caso seja pertinente, o infrator ao DPJ. Ex: embriaguez e
homicídio.
O Detran-ES frmou Convênio com a PMES, razão pela qual todo Militar é tido como agente da autoridade
de trânsito, exceto nas Rodovias.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6980 0 Retirar do local veículo le-
galmente retido para regu-
larização, sem permissão
da autoridade competente
ou agente da autoridade
de trânsito.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 239 do
CTB
ESTADUAL /
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
114
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Havendo o cometimento de uma infração de trânsito em que a medida administrativa prevista seja de reten-
ção do veículo, não poderá o condutor retirar seu veículo do local da retenção até que a irregularidade seja
sanada e que lhe seja autorizado o deslocamento pelo agente autoridade de trânsito responsável.
Esta infração só será confgurada quando o condutor tiver sido cientifcado de que será aplicada a medida
administrativa de retenção do veículo e, ainda assim, retirar o veículo do local, ou mesmo recusar-se a
deixá-lo.
O requisito básico para que o AIT seja consistente é que tenha sido observada uma infração anterior, que
preveja como sanção a retenção ou a remoção do veículo, e que a autuação desta infração seja referenciada
no segundo AIT.
Via de regra, tal situação não caracteriza crime de desobediência, pelo princípio da especifcidade.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
6998 0 Deixar o responsável de
promover a baixa do re-
gistro de veículo irrecupe-
rável/desmontado.
I) AIT;
II) Recolhimento do CRV e
CLA.
Art. 240 do
CTB
ESTADUAL
PROPRIETÁRIO
GRAVE
Antes do veículo ser defnitivamente desmontado num ferro velho, ou de ser vendido como sucata, o veículo
deverá ser “baixado” junto ao DETRAN, sendo essa responsabilidade, imposta ao proprietário, adquirente do
veículo destinado à desmontagem ou à seguradora
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7005 1 Deixar de atualizar o ca-
dastro de registro do veí-
culo.
AIT Art. 241 do
CTB
ESTADUAL
PROPRIETÁRIO
LEVE
7005 2 Deixar de atualizar o ca-
dastro de habilitação do
condutor.
AIT Art. 241 do
CTB
ESTADUAL
CONDUTOR
LEVE
Essa infração, não muito comum, é típica da autoridade de trânsito. Cita-se, no entanto, uma situação bas-
tante comum que deve ser aqui tipifcada: motocicletas e motonetas que possuam instalados dispositivos de
carga, quer seja permanentes ou removíveis, devem ser registradas na espécie carga.
Caso não o sejam, comete o proprietário esta infração (cód. 7005 1) conforme Res. 356/10.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7013 1 Fazer falsa declaração de
domicílio para fns de re-
gistro/licenciamento.
AIT Art. 242 do
CTB
ESTADUAL
PROPRIETÁRIO
GRAVÍSSIMA
7013 2 Fazer falsa declaração de
domicílio para fns de ha-
bilitação.
AIT Art. 242 do
CTB
ESTADUAL /
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
115
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Essa infração, na prática, está muito mais ligada ao órgão responsável pelo registro do veículo do que ao
agente da autoridade de trânsito.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7021 0 Deixar a empresa segura-
dora de comunicar ao ór-
gão executivo de trânsito
competente a ocorrência
de perda total do veículo
e de lhe devolver as res-
pectivas placas e docu-
mentos.
I) AIT;
II) Recolhimento das placas
e documentos.
Art. 243 do
CTB
ESTADUAL
PESSOA
JURÍDICA
GRAVE
Essa infração é muito parecida com a do art. 240 e obriga a empresa seguradora a comunicar ao DETRAN
que o veículo apresenta dano de grande monta com impossibilidade de aproveitamento. A seguradora en-
caminhará a documentação e as placas do veículo para posterior baixa no sistema (o DETRAN/ES costuma
exigir também o chassi).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7030 1 Conduzir motocicleta/
motoneta/ciclomotor, sem
usar capacete de segu-
rança.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação do con-
dutor ;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 244 I do
CTB, Res.
20/98 e
129/01.
ESTADUAL /
MUNICIPAL
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
7030 2 Conduzir motocicleta/
motoneta/ciclomotor, com
capacete de segurança
sem viseira ou óculos de
proteção.
7030 3 Conduzir motocicleta/
motoneta/ciclomotor, sem
vestuário de acordo com
as normas e especifca-
ções aprovadas pelo
CONTRAN.
Os condutores de motocicletas, ciclomotores e motonetas, enquanto estiverem transitando, deverão estar
utilizando capacete de segurança com viseira (conforme especifcação do INMETRO). Caso o capacete não
possua em sua estrutura a viseira transparente, o condutor deverá estar usando óculos de proteção regula-
mentados pelo CONTRAN (Res. 203/06 c/c 230/07– Deliberação 59/2007).
Não será exigido capacete de segurança do condutor e do passageiro de triciclo fechado, em vias urbanas,
desde que observados os requisitos da Res. 129/01 do CONTRAN, caso contrário deverá ser exigido o uso
de capacete. Em rodovias e estradas, o uso de capacete para condutor e passageiro de triciclo é obrigató-
rio.
A Resolução 203/06 estabelece também o uso de capacete para usuários de triciclos abertos e quadriciclos,
porém não há infração específca para esses tipos de veículos.
É importante que o agente da autoridade de trânsito saiba que o capacete deve estar devidamente afxado
na cabeça, ou seja, encaixado na cabeça e devidamente afvelado sob o queixo. Dessa forma, um condutor
que apenas apoia o capacete sobre a cabeça, ou que o coloque na cabeça sem utilizar a fvela inferior, estará
sujeito às sanções previstas neste dispositivo.
A Resolução nº 203/06 CONTRAN estabelece requisitos para vestuários e capacete de segurança a serem
usados por condutores de motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos motorizados.
Porém, a Resolução nº 270/08 CONTRAN altera o Art. 2º da Resolução 203/06 relatando, no que tange à
116
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
observação da aposição de dispositivo refetivo de segurança nas partes laterais e traseira do capacete, à
existência do selo de identifcação da conformidade do INMETRO, ou etiqueta interna com a logomarca do
INMETRO (que pode ser afxada no sistema de retenção), que tais dispositivos somente serão exigíveis
para os capacetes fabricados a partir de 1º de agosto de 2007.
Por força da Resolução nº 257/07 CONTRAN, o agente da autoridade de trânsito deverá necessariamente
diferenciar o condutor/passageiro que está sem o capacete de segurança daquele(s) que utiliza(m) capacete
fora das especifcações discriminados pelo DENATRAN. No primeiro caso (condutor/passageiro sem capa-
cete), a infração residirá nos cód. 7030 ou 7048. No segundo (capacete em desacordo com CONTRAN), a
infração tipifcada é a do Art. 230 X, cód. 6645 0.
Requisitos exigidos pela da Res. 203/06:
I) O capacete deverá estar devidamente afxado à cabeça pelo conjunto formado pela cinta, jugular e
engate, por debaixo do maxilar inferior. O descumprimento importa na infração de cód. 7030;
II) O capacete deverá estar certifcado pelo INMETRO - selo de identifcação de certifcação do INMETRO
ou etiqueta interna (para capacetes produzidos a partir de 01.08.2007. O descumprimento importa
na infração de cód. 6645-0;
III) A aposição, nas partes traseiras e laterais do capacete, de dispositivo refetivo de segurança (para
capacetes produzidos a partir de 01.08.2007. O descumprimento importa na infração de cód.
6645-0;
IV) Utilizar o capacete com viseira, ou na ausência desta, óculos de proteção. Neste último caso é exigível
a utilização de óculos de proteção homologados pelo DENATRAN cód. 7030-2.
V) É proibida a aposição de película na viseira do capacete e nos óculos de proteção. O descumprimento
gera a infração de cód. 6645-0;
VI) À noite, a viseira deverá ser no padrão cristal. O descumprimento importa na infração de cód.
6645-0;
VII) A utilização dos capacetes ciclístico, coquinho ou EPI (construção civil) fora explicitamente vedada pela
Resolução 203. Sendo assim, o condutor que utiliza tais apetrechos será considerado sem equipamento
obrigatório, caracterizando assim a infração do cód. 7030-1.
Quanto ao vestuário, existe a regulamentação do CONTRAN (Res. 251/07 e 356/10) que exige o uso de
colete específco para o condutor de motocicleta/motoneta utilizada para o transporte remunerado de carga
(não é exigido para o passageiro).
A sua não utilização repercute na infração do cód. 7030 3. O agente da autoridade de trânsito deve ter em
mente que não basta um baú para a confguração do transporte remunerado de carga, sendo imprescin-
díveis outras informações que tornem provado o aludido tipo de transporte, a serem elencadas no campo
“observação” do AIT.
117
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7048 1 Conduzir motocicleta/mo-
toneta/ciclomotor, trans-
portando passageiro sem
capacete de segurança.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação do con-
dutor;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 244 II
do CTB,
Res. 20/98
e 129/01.
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
7048 2 Conduzir motocicleta/mo-
toneta/ciclomotor, trans-
portando passageiro com
capacete sem viseira ou
óculos de proteção.
7048 3 Conduzir motocicleta/mo-
toneta/ciclomotor, trans-
portando passageiro fora
do assento (atrás do con-
dutor ou no sidecar).
Tudo que foi comentado sobre o uso do capacete pelo condutor vale para o passageiro do veículo (atentar
para a diferença na codifcação das infrações), salientando que também é prevista a infração de conduzir
passageiro fora do seu lugar regulamentar (atrás do condutor, no assento próprio ou no carro lateral que,
porventura, possa existir).
Bom frisar que não há exigência de vestuário específco para passageiro.
Ver obrigatoriamente item acima (cód. 7030).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7056 1 Conduzir motocicleta/
motoneta/ciclomotor, fa-
zendo malabarismo ou
equilibrando-se apenas
em uma roda.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação do con-
dutor;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 244 III
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA /
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
7056 2 Conduzir ciclo, fazendo ma-
labarismo ou equilibrando-
se apenas em uma roda.
Caso o condutor utilize bicicleta, ciclomotor, motocicleta ou motoneta para fcar “empinando” ou fazendo
qualquer malabarismo, estará sujeito às sanções previstas neste dispositivo.
Perceba que essa infração é específca, não cabendo a infração prevista no Art. 175 (cód. 5274 – manobra
perigosa).
O agente da autoridade de trânsito deverá descrever da maneira mais precisa possível qual foi o procedi-
mento do condutor.
O veículo só poderá deixar o local guiado por condutor regularmente habilitado (quando exigível). Tendo sido
recolhida a habilitação do condutor inicial, este não poderá conduzir o veículo.
Ainda não existe regulamentação específca que possibilite o real apenamento do ciclista infrator.
118
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7064 0 Conduzir motocicleta/mo-
toneta/ciclomotor, com os
faróis apagados.
I) AIT;
II) Recolhimento do documen-
to de habilitação do condutor;
III) Retenção do veículo até a
apresentação de condutor re-
gularmente habilitado.
Art. 244 IV,
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
A Res. 18/98 do CONTRAN recomenda o uso dos faróis baixos dos veículos nas rodovias, mesmo durante o
dia. Porém, no caso das motocicletas, das motonetas e dos ciclomotores, esse procedimento é obrigatório,
e não somente nas rodovias, mas em todo o deslocamento desses veículos.
No caso dos ciclomotores, existe uma duplicidade de normas proibitivas (Art. 244, IV- cód. 7064-0 e 250, I,
d – cód. 7269-0 do CTB). Sendo assim, o agente da autoridade de trânsito deverá optar pela autuação mais
branda (Art. 250, I, d – cód. 7269 0).
O veículo só poderá deixar o local conduzido por pessoa regularmente habilitada.
Ao liberar o veículo, o agente da autoridade de trânsito determinará o acionamento dos faróis. Caso haja de-
feito, impossibilitando por consequência o imediato acionamento, deverá o agente da autoridade de trânsito
autuar com base no Art. 230 IX( cód. 6637-2).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7072 1 Conduzir motocicleta/mo-
toneta/ciclomotor, trans-
portando criança menor
de sete anos.
I) AIT;
II) Recolhimento do docu-
mento de habilitação do con-
dutor;
III) Retenção do veículo até
a apresentação de condutor
regularmente habilitado.
Art. 244 V
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
7072 2 Conduzir motocicleta/mo-
toneta/ciclomotor, trans-
portando criança que não
tenha, nas circunstâncias,
condições de cuidar de
sua própria segurança.
Esse dispositivo evidencia a proibição de se conduzir menores de sete anos em motocicletas, motonetas e
ciclomotores, e impõe a obrigação de que, caso haja criança de sete anos ou maior a ser transportada por estes
veículos, ela tenha condições de cuidar de sua própria segurança.
Cabe salientar que pelo ECRIAD, criança é a pessoa que possua até 12 anos de idade incompletos.
Havendo abordagem, o agente da autoridade de trânsito deverá fazer constar no campo “observação” do AIT o
nome e a idade da criança (caso haja identifcação documental). Não sendo possível precisar a idade o agente
da autoridade de trânsito constará no campo “observação” do AIT os motivos que o levaram a crer que a crian-
ça não tinha condições de cuidar da própria segurança (ex.: pés não alcançam os pedais do passageiro).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7080 0 Conduzir motocicleta/mo-
toneta/ciclomotor, rebo-
cando outro veículo.
AIT Art. 244 VI,
do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
119
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Inicialmente, por força do § 3º do art. 244 do CTB, a autuação se restringia apenas aos ciclomotores. Veja-
mos: “A restrição imposta pelo inciso VI do caput deste artigo não se aplica às motocicletas e motonetas que
tracionem semirreboques especialmente projetados para esse fm e devidamente homologados pelo órgão
competente”.
No entanto, por força da Resolução 273/2008, produzindo efeitos a partir de 04 de julho de 2008, algumas
motonetas e motocicletas também permanecerão impedidas de rebocar outro veículo.
São exigências:
I - Ser a motocicleta ou motoneta dotada de motor de combustão com mais de 120 cc, observada ainda sua
capacidade máxima de tração (se compatível com o semirreboque que traciona). Caso a motocicleta ou
motoneta tenha 120cc ou menos e esteja rebocando outro veículo confgura-se a infração do Art. 244 VI
(cód. 7080 0). Não sendo respeitada a capacidade máxima de tração latente, estará a infração tipifcada
no Art. 244 VIII (cód. 7102 1);
II - Estar o engate em conformidade com a Resolução 197/06. Caso não esteja, descumpre o proprietário
da motocicleta/motoneta a norma do Art. 230 XII do CTB (cód. 66610);
III - Conter o semirreboque:
a) Número de identifcação veicular e ano de fabricação (4 dígitos) gravado em sua estrutura, além de pla-
queta com os dados de identifcação do fabricante, tara, lotação, PBT e dimensões (altura, comprimento,
largura);
b) Equipamentos obrigatórios: para-choque traseiro, lanternas de posição traseira (cor vermelha), proteto-
res das rodas traseiras, freio de serviço, lanternas de freio (cor vermelha), iluminação da placa traseira,
lanternas indicativas de direção (cor âmbar ou vermelha), pneu que ofereça condições de segurança,
elementos retrorrefetivos aplicados nas laterais e traseira, conforme abaixo será melhor especifcado.
c) Dimensões, com ou sem carga: largura máxima: 1,15m; Altura máxima: 0,90m; Comprimento total máxi-
mo (incluindo a lança de acoplamento): 2,15m.
O agente da autoridade de trânsito deverá aqui fscalizar duas situações: I - Se o semirreboque em si (iso-
ladamente), cumpre os requisitos da norma e possui os equipamentos obrigatórios exigidos.; II - Se a mo-
tocicleta ou motoneta, reboca ou não, indevidamente, outro veículo. Caso o semirreboque não atenda às
especifcações da Resolução 273/2008, consequentemente, não satisfará a norma do Art. 244, § 3º do CTB,
logo, caberá a infração prevista no Art. 244 VI (cód. 7080-0) para o condutor da motocicleta/motoneta. Isso
não impede que o agente da autoridade de trânsito lavre outro AIT em relação ao veículo semirreboque que,
por exemplo, não possua equipamento obrigatório (Art. 230, IX – cód. 6637-1). Como dito, deverá analisar
caso a caso os dois veículos, isolada e cumulativamente.
É indispensável que o agente da autoridade de trânsito conste no campo “observação” do AIT lavrado, por
incidência do Art. 244 VI (cód. 7080-0), as especifcações do semirreboque que estejam em desacordo com
as normas do CONTRAN, ou, ainda, conforme o caso, as cilindradas da motocicleta/motoneta (quando
120cc ou menor).
Conforme fora inicialmente listado acima (item III, b), a Resolução 273/2008 exige ainda que os semirrebo-
ques de motocicletas e motonetas contenham dispositivos retrorrefetivos de segurança. Esses dispositivos,
alternando horizontalmente as cores branca e vermelha, deverão ser afxados nas laterais e na traseira da
carroceria do semirreboque, cobrindo sua metade superior em no mínimo 50% das laterais e 80% da parte
traseira. Os elementos retrorrefetivos deverão ainda atender as características técnicas da Resolução nº
128/01 do CONTRAN, atestadas pelo DENATRAN por meio de uma marca de segurança gravada em cada
segmento da cor branca do retrorrefetor (dizeres APROVADO DENATRAN com 3 mm de altura e 50 mm
de comprimento).
Caso o semirreboque seja conduzido em desconformidade com as especifcações descritas no parágrafo
anterior, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar AIT tendo por base o Art. 230, X (cód. 6645-0).
120
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7099 1 Conduzir motocicleta/
motoneta/ciclomotor, sem
segurar o guidom com
ambas as mãos, salvo
eventualmente para indi-
cação de manobras.
AIT Art. 244 VII
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
7099 2 Conduzir ciclo, sem segu-
rar o guidom com ambas
as mãos, salvo eventual-
mente para indicação de
manobras.
Como o anexo II do CTB regulamenta a sinalização por gestos, os condutores destes tipos de veículo pode-
rão retirar uma das mãos do guidom para executá-los. Porém, somente por esse motivo será aceito que o
condutor, excepcionalmente, guie seu veículo com apenas uma das mãos segurando o guidom.
Ainda não existe regulamentação específca que possibilite o real apenamento do ciclista infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7102 1 Conduzir motocicleta/mo-
toneta/ciclomotor, transpor-
tando carga incompatível
com suas especifcações.
AIT Art. 244 VIII
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
7102 2 Conduzir ciclo, transpor-
tando carga incompatível
com suas especifcações.
De forma geral, a incompatibilidade da carga não é de difícil constatação, porém poderá ser de difícil explici-
tação no AIT, pois será necessário que o agente da autoridade de trânsito relate dados específcos da carga,
como: posicionamento, altura, largura, peso, estivagem e outros pertinentes.
De forma mais específca, a Res. 356/10 prevê dispositivos para o transporte de cargas a serem fxados
em motocicletas e motonetas, podendo ser do tipo fechados (baú) ou abertos (grelha), devendo tais dispo-
sitivos, serem fscalizadas sob o prisma do Art. 230, XII do CTB ( cód. 6661-0), atenderem as dimensões
pré-defnidas na Resolução.
Para fns de enquadramento neste dispositivo, o agente da autoridade de trânsito verifcará apenas se a
carga transportada extrapola os limites previstos para o baú ou a grelha, citando a constatação no campo
“observação” do AIT.
Ainda não existe regulamentação específca que possibilite o real apenamento do ciclista infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7110 0 Conduzir ciclo transpor-
tando passageiro fora da
garupa/ assento especial
a ele destinado.
AIT Art. 244 § 1º
a, do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
121
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Para o caso dos ciclos, assim como para as motocicletas, ciclomotores e motonetas, o passageiro só poderá
ser conduzido no local apropriado para esse fm. Nunca sobre o guidom ou entre os braços do condutor,
como facilmente é observado.
Ainda não existe regulamentação específca que possibilite o real apenamento do ciclista infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7129 1 Conduzir ciclo em vias de
trânsito rápido/rodovias,
salvo onde houver acos-
tamento ou faixas de rola-
mento próprias.
AIT Art. 244 § 1º
b e § 2º, do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
7129 2 Conduzir ciclomotor em
vias de trânsito rápido/ro-
dovias, salvo onde houver
acostamento ou faixas de
rolamento próprias.
Este dispositivo impõe restrições à circulação de ciclomotores e ciclos em vias de trânsito rápido e em rodo-
vias. Esses veículos só poderão transitar nestas vias pelo acostamento ou por faixas próprias.
Ainda não existe regulamentação específca que possibilite o real apenamento do ciclista infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7137 0 Conduzir ciclo transpor-
tando crianças que não te-
nham, nas circunstâncias,
condições de cuidar de
sua própria segurança.
AIT Art. 244 § 1º
c, do CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
O transporte de crianças (pessoas que tenham até 12 anos incompletos, segundo o ECRIAD) em ciclos, só
será permitido se tiverem condições de cuidar da sua própria segurança. Dada a subjetividade deste dispo-
sitivo, o agente da autoridade de trânsito deverá ter muita cautela para usá-lo.
Ainda não existe regulamentação específca que possibilite o real apenamento do ciclista infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7145 0 Utilizar a via para depósi-
to de mercadorias/ mate-
riais/equipamentos, sem
autorização do órgão ou
entidade de trânsito com
circunscrição sobre a via
I) AIT;
II) Remoção da mercadoria
ou material.
Art. 245 do
CTB
MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVE
Muito embora não haja regulamentação específca para o processo de apenamento da PF ou da PJ poderá
o agente da autoridade de trânsito, pautando-se neste dispositivo, lavrar AIT e remover as mercadorias ou
materiais depositados na via sem autorização.
Todavia, nada impede uma concomitante fscalização municipal de postura, pautada em regramento próprio.
122
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7153 1 Deixar de sinalizar qual-
quer obstáculo à livre cir-
culação, à segurança de
veículo e pedestres, no
leito da via terrestre/calça-
da, sem agravamento de
penalidade pela autorida-
de de trânsito.
AIT Art. 246 P.
Único, CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVÍSSIMA
7153 2 Obstaculizar a via inde-
vidamente, sem agrava-
mento de penalidade pela
autoridade de trânsito.
Essa infração é característica nos canteiros de obras e nos reparos procedidos nas vias. Muito embora
não haja regulamentação específca para o processo de apenamento da PF ou da PJ, cabe ao agente da
autoridade de trânsito lavrar AIT e tentar remover o obstáculo da via, ou, não podendo fazê-lo, sinalizar da
melhor maneira possível o local e solicitar a presença do órgão municipal ou rodoviário que tenha condições
de fazê-lo (nada impede uma concomitante fscalização municipal específca).
É importante salientar que, como a responsabilidade pela sinalização é da pessoa que obstaculizou a via, da
sua inércia em colocá-la, resultarão as sanções administrativas, cíveis e penais pertinentes.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7160 1 Deixar de sinalizar qualquer
obstáculo à livre circulação,
à segurança de veículo
e pedestres, no leito da
via terrestre/calçada, com
agravamento de penalida-
de de duas vezes pela au-
toridade de trânsito.
AIT Art. 246 P.
Único, CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVÍSSIMA 2X
7160 2 Obstaculizar via indevida-
mente com agravamento
da penalidade de duas
vezes pela autoridade de
trânsito.
Esta infração nada mais é que o agravamento do dispositivo anterior, ainda não regulamentado.
123
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7170 1 Deixar de sinalizar qual-
quer obstáculo à livre cir-
culação, à segurança de
veículo e pedestres, no lei-
to da via terrestre/calçada,
com agravamento de pe-
nalidade de três vezes pela
autoridade de trânsito.
AIT Art. 246 P.
Único, CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVÍSSIMA 3X
7170 2 Obstaculizar a via indevi-
damente com agravamen-
to da penalidade de três
vezes pela autoridade de
trânsito.
Esta infração nada mais é que o agravamento da infração relacionada pelo código 7153, ainda não
regulamentado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7188 1 Deixar de sinalizar qualquer
obstáculo à livre circulação,
à segurança de veículo
e pedestres, no leito da
via terrestre/calçada, com
agravamento de penalida-
de de quatro vezes pela
autoridade de trânsito.
AIT Art. 246 P.
Único, CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA /
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVÍSSIMA 4X
7188 2 Obstaculizar a via indevi-
damente com agravamento
da penalidade de quatro
vezes.
Esta infração nada mais é que o agravamento da infração relacionada pelo código 7153, ainda não regula-
mentado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7196 1 Deixar de sinalizar qualquer
obstáculo à livre circulação,
à segurança de veículo
e pedestres, no leito da
via terrestre/calçada, com
agravamento de penalida-
de de cinco vezes pela au-
toridade de trânsito.
AIT Art. 246 P.
Único, CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVÍSSIMA 5X
7196 2 Obstaculizar a via indevi-
damente com agravamen-
to da penalidade de cinco
vezes pela autoridade de
trânsito.
124
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Esta infração nada mais é que o agravamento da infração relacionada pelo código 7153, ainda não regula-
mentado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7200 1 Deixar de conduzir pelo
bordo da pista de rolamen-
to, em fla única, os veícu-
los de tração/propulsão
humana, sempre que não
houver acostamento ou
faixa a eles destinados.
AIT Art. 247, do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
7200 2 Deixar de conduzir pelo
bordo da pista de rola-
mento, em fla única, os
veículos de tração animal,
sempre que não houver
acostamento ou faixa a
eles destinados.
Os veículos relacionados por este dispositivo são obrigados a transitar em fla pelo bordo da pista de rola-
mento, quando não existir acostamento ou faixa especial a eles destinados. Ainda não há regulamentação
para o seu apenamento.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7218 0 Transportar em veículo
destinado ao transporte
de passageiros, carga
excedente em desacordo
com normas estabeleci-
das pelo CONTRAN.
I) AIT;
II) Retenção do veículo para
transbordo.
Art. 248, do
CTB e Res.
577/81 e
26/98
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA /
PROPRIETÁRIO
GRAVE
A tipifcação menciona veículos destinados ao transporte de passageiros, porém não cita que devem fazê-lo
com primazia. Isso posto, a regra também é aplicável aos veículos mistos, destinados tanto ao transporte de
passageiros como de carga.
A Res. 577/81 estabelece que em automóveis e mistos o transporte de carga pode ocorrer na parte externa
da carroceria desde que em equipamento afxado no veículo e que não ultrapasse suas dimensões (largura
e comprimento) nem prejudique a visão do condutor. A carga não poderá ultrapassar 50 cm de altura.
A especifcação da carga máxima que cada veículo destinado ao transporte coletivo de passageiros poderá
transportar será defnida pelo Poder público concedente, conforme Res. 26/98. Dessa forma, o agente auto-
ridade de trânsito deverá estar ciente dos dispositivos regulamentadores do DER-ES.
125
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7226 1 Deixar de manter acesas,
à noite, as luzes de posi-
ção, quando o veículo es-
tiver parado, para fns
de embarque e desembar-
que de passageiros.
AIT Art. 249, do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
7226 2 Deixar de manter acesas,
à noite, as luzes de po-
sição, quando o veículo
estiver parado, para fns
de carga e descarga de
mercadorias.
O deslocamento de veículos durante a noite deve ser feito com os faróis ligados e consequentemente com
os dispositivos de sinalização acionados. No caso de veículos de transporte de passageiros e de carga, além
do acionamento no deslocamento, será necessário o acionamento do dispositivo de iluminação durante as
imobilizações para embarque ou desembarque de passageiros e carga ou descarga de mercadorias.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7234 0 Deixar de manter acesa a
luz baixa, quando o veícu-
lo estiver em movimen-
to, durante a noite.
AIT Art. 250, I a,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Do pôr do sol ao nascer do sol será obrigatório o uso dos faróis baixos. Dessa forma não será sufciente que
o veículo acione apenas as “lanternas ou faroletes” durante o referido período, procedimento este comum
entre os condutores mais jovens.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7242 0 Deixar de manter acesa a
luz baixa, quando o veícu-
lo estiver em movimento,
de dia, nos túneis providos
de iluminação pública.
AIT Art. 250, I b,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Além do período noturno, será obrigatório o uso dos faróis baixos do veículo nos túneis providos de ilumina-
ção, mesmo durante o dia.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7250 0 Deixar de manter acesa a
luz baixa, quando o veículo
estiver em movimento, de
dia, e de noite, tratando-se
de veículo de transporte
coletivo de passageiros,
circulando em faixa/pista a
eles destinadas.
AIT Art. 250, I c,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
126
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Quando existirem faixas ou vias específcas para a circulação de veículos de transporte coletivo de passageiros,
os motoristas que conduzirem em tais faixas deverão manter os faróis baixos acionados, seja dia ou noite.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7269 0 Deixar de manter acesa a
luz baixa, quando o veícu-
lo estiver em movimento,
de dia e de noite, tratando-
se de ciclomotor.
AIT Art. 250, I d,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Assim como as motocicletas e motonetas, os ciclomotores deverão manter o farol aceso durante todo o seu
deslocamento.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7277 0 Deixar de manter acesas
pelo menos as luzes de
posição sob chuva forte/
neblina/cerração.
AIT Art. 250, II,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Caso a visibilidade seja reduzida em virtude de chuva, neblina e cerração, o motorista deve acionar, para
sua maior segurança, os faróis baixos do seu veículo. Tal procedimento não é obrigatório, sendo necessá-
rio no mínimo o acionamento das luzes de posição, sob pena de estar sujeito às sanções previstas neste
dispositivo.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7285 0 Deixar de manter a placa
traseira iluminada, à noite,
quando o veículo estiver
em movimento.
AIT Art. 250, III,
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Caso a placa traseira não esteja iluminada à noite enquanto o veículo estiver em movimento, o agente da
autoridade de trânsito deverá lavrar um AIT embasado neste dispositivo.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7293 0 Utilizar as luzes do veí-
culo, pisca-alerta, exceto
em imobilizações ou situa-
ções de emergência.
AIT Art. 251, I,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
O pisca-alerta dos veículos só poderá ser utilizado quando a situação assim determinar, em caso de imobi-
lizações ou em situações de emergência. Dessa forma, qualquer outra situação em que este dispositivo for
utilizado sujeitará o condutor às sanções previstas neste dispositivo. Freadas bruscas podem ser caracteri-
zadas como situações de emergência.
127
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7307 0 Utilizar as luzes do veículo
baixa e alta de forma in-
termitente, exceto quando
permitido pelo CTB
AIT Art. 251, II,
a, b, c do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
O CTB permite o uso intercalado de luz baixa e alta de forma intermitente, nas seguintes situações: a curtos
intervalos, quando for conveniente advertir a outro condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo; em imo-
bilizações ou situação de emergência, como advertência, utilizando, ainda, o pisca-alerta, conforme o caso.
A ação de “piscar o farol”, comumente usada para advertir os veículos que seguem em sentido contrário da
existência de pontos de fscalização, será descrita como conduta infracional.
O agente da autoridade de trânsito deverá indicar no AIT a inexistência dessas situações.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7315 0 Dirigir o veículo com o bra-
ço do lado de fora.
AIT Art. 252, I,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Essa infração será específca para a conduta do motorista que “pendura” o braço para o lado de fora do
veículo, sem o intuito de utilizar os sinais regulamentares de braço.
Percebe-se que o infrator deste dispositivo também estará cometendo a infração prevista no Art. 252, V (cód.
7358 0), porém a recíproca nem sempre é verdadeira. O agente da autoridade de trânsito deverá autuar
tendo por base o princípio da especifcidade, sendo vedada aqui a dupla autuação (bis in idem) (ou cód.
7315 0 ou 7358 0).
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7323 1 Dirigir o veículo transpor-
tando pessoas à sua es-
querda ou entre os braços
e pernas.
AIT Art. 252, II,
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
7323 2 Dirigir o veículo transpor-
tando animais à sua es-
querda ou entre os braços
e pernas.
7323 3 Dirigir o veículo transpor-
tando volume à sua es-
querda ou entre os braços
e pernas.
128
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Não poderá ser feita a condução de pessoas, animais ou volumes do lado esquerdo de onde o motorista
estiver ou entre seus braços e pernas, pois tais ações oferecem extremo risco. Se a pessoa transportada for
menor de dez anos, o agente da autoridade de trânsito deverá lavrar o AIT utilizando o disposto no Art. 168
(cód. 5193 0), por força do princípio da especifcidade.
O agente da autoridade de trânsito deverá especifcar no campo “observação” do AIT o que estava sendo
transportado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7331 0 Dirigir o veículo com inca-
pacidade física ou mental
temporária que comprome-
ta a segurança do trânsito.
AIT Art. 252, III,
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
Essa incapacidade física geralmente estará associada à imobilização de um membro, ao cansaço, à inges-
tão de remédios ou qualquer outra situação de incapacidade temporária, que não sejam as do art. 165.
O agente da autoridade de trânsito deverá descrever no campo “observação” do AIT qual incapacidade foi
observada. Além disso, deverá estar atento para a possibilidade do cometimento da infração descrita no art.
166 ( cód. 5177-0), Neste caso, conforme art. 269, § 1º do CTB, deverá o agente da autoridade de trânsito
reter o veículo no local até apresentação de condutor habilitado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7340 0 Dirigir o veículo usando
calçado que não se frme
nos pés/comprometa a uti-
lização dos pedais.
AIT Art. 252, IV,
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
São exemplos de calçados que não se frmam nos pés: chinelos, tamancos e outros. No mesmo sentido,
sandália de salto alto é um exemplo de calçado que, mesmo fxos aos pés, compromete o uso dos pedais.
É importante frisar que dirigir descalço não é infração de trânsito, e, mesmo no caso de utilização destes
enquadramentos, o agente da autoridade de trânsito não poderá autuar o condutor se não puder observar a
situação dos pés no momento da abordagem, e não no momento em que ele desce do veículo, pois o con-
dutor poderia estar dirigindo descalço e no momento do desembarque, ainda dentro do veículo, poderia ter
posto o calçado inadequado. Esta infração pode ser constatada mais facilmente nos casos de condução de
motocicletas, ciclomotores ou triciclos, pois é fácil a visualização dos pés do condutor.
O campo “observação” deve ser preenchido com a especifcação mínima do calçado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7358 0 Dirigir o veículo com ape-
nas uma das mãos, exceto
quando deva fazer sinais
regulamentares de braço/
mudar a marcha do veícu-
lo/ acionar equipamentos
e acessórios do veículo
AIT Art. 252, V,
do CTB
ESTADUAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
129
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
Todas as vezes que o condutor estiver dirigindo seu veículo com apenas uma das mãos, exceção feita aos
casos autorizados pelo CTB (sinais regulamentares de braço), estará sujeito às sanções aqui previstas.
Caso o braço esteja do lado externo do veículo, a autuação deverá tomar por base o cód. 7315 0 (princípio
da especifcidade). O enquadramento aqui explicitado é geral.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7366 1 Dirigir o veículo utilizando-
se de fones nos ouvidos
conectados a aparelha-
gem sonora.
AIT Art. 252, VI,
do CTB
ESTADUAL /
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
7366 2 Dirigir o veículo utilizando-
se de telefone celular.
Fazendo uma interpretação sistemática da norma, percebe-se que sua fnalidade é inibir atos que tirem a
concentração do condutor ou lhe retirem a totalidade do uso dos sentidos.
Sendo assim, estará sujeito às sanções previstas neste inciso o condutor que estiver utilizando fone, em
qualquer dos ouvidos, para fns de utilização de aparelhagem sonora ou telefonia celular.
No mesmo sentido é vedada a utilização do fone sem fo (tecnologia bluetooth) enquanto na direção de
veículo automotor.
É importante conhecer as diferentes situações de imobilização do veículo na via, visto que, diferentemente
do que se possa imaginar, o veículo imobilizado no semáforo ou no trânsito congestionado exige atenção do
condutor, sendo vedado o uso de tais equipamentos nessa situação. O uso só poderá ocorrer caso o veículo
esteja estacionado.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7374 0 Bloquear a via com veí-
culo.
I) AIT;
II) Remoção do veículo para
apreensão.
Art. 253, do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
GRAVÍSSIMA
O termo via deve ser aqui interpretado em sentido amplo. Não é necessário que o condutor bloqueie por
completo a via, bastando para o cometimento desta infração bloquear uma das pistas ou ainda parte des-
sas.
Tal interpretação é necessária para que a norma atinja sua real fnalidade, primando pela civilidade e pela
proteção aos interesses da coletividade.
O agente da autoridade de trânsito deverá atentar para o caso concreto, visto que em várias situações que
podem ser tidas como “bloqueio de via”, existe enquadramento específco. Ex. estacionar na calçada, esta-
cionar na pista de rolamento, estacionar em fla dupla, etc.
130
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7382 0 É proibido ao pedestre
permanecer/andar nas
pistas de rolamento, exce-
to para cruzá-las onde for
permitido.
AIT Art. 254, I,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PEDESTRE
LEVE 50%
Ainda não existe regulamentação específca para o real apenamento do pedestre infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7390 1 É proibido ao pedestre
cruzar pistas de rolamento
nos viadutos, salvo onde
exista permissão
AIT Art. 254, II,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PEDESTRE
LEVE 50%
7390 2 É proibido ao pedestre
cruzar pistas de rolamen-
to nas pontes, salvo onde
exista permissão.
7390 3 É proibido ao pedestre
cruzar pistas de rolamen-
to nos túneis, salvo onde
exista permissão.
Ainda não existe regulamentação específca para o real apenamento do pedestre infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7404 0 É proibido ao pedestre
atravessar a via dentro
das áreas de cruzamento,
salvo quando houver sina-
lização para esse fm.
AIT Art. 254, III,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PEDESTRE
LEVE 50%
Ainda não existe regulamentação específca para o real apenamento do pedestre infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7412 0 É proibido ao pedestre
utilizar-se da via em agru-
pamentos capazes de
perturbar o trânsito, ou
para a prática de qualquer
folguedo, esporte, desfles
e similares, salvo em ca-
sos especiais e com a de-
vida licença da autoridade
competente
AIT Art. 254, IV,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PEDESTRE
LEVE 50%
Ainda não existe regulamentação específca para o real apenamento do pedestre infrator.
131
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7420 1 É proibido ao pedestre an-
dar fora da faixa própria.
AIT Art. 254, V,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PEDESTRE
LEVE 50%
7420 2 É proibido ao pedestre an-
dar fora da passarelas.
7420 3 É proibido ao pedestre
andar fora da passagem
aéria.
7420 4 É proibido ao pedestre
andar fora da passagem
subterrânea.
Ainda não existe regulamentação específca para o real apenamento do pedestre infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7439 0 É proibido ao pedestre de-
sobedecer à sinalização
de trânsito específca.
AIT Art. 254, VI,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
PEDESTRE
LEVE 50%
Ainda não existe regulamentação específca para o real apenamento do pedestre infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7447 1 Conduzir bicicleta em pas-
seios onde não seja per-
mitida a circulação deste.
I) AIT;
II) Remoção da bicicleta me-
diante recibo para o paga-
mento da multa.
Art. 255, 59,
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
CONDUTOR
MÉDIA
7447 2 Conduzir bicicleta em pas-
seios, de forma agressiva.
Ainda não existe regulamentação específca para o real apenamento do ciclista infrator.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7480 1 Aprovar projeto de edif-
cação que possa trans-
formar-se em pólo atrativo
de trânsito sem anuência
do órgão ou entidade de
trânsito com circunscrição
sobre a via.
AIT Art. 93 c/c
95 § 4º do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
SERVIDOR
PÚBLICO
132
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7480 2 Aprovar projeto de edif-
cação que possa trans-
formar-se em pólo atrativo
de trânsito sem área para
estacionamento ou indi-
cação das vias de acesso
adequadas.
AIT Art. 93 c/c
95 § 4º do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
SERVIDOR
PÚBLICO
7498 0 Não sinalizar, devida e
imediatamente, obstá-
culo à livre circulação e
a segurança de veículos
e pedestres, tanto na via
quanto na calçada, caso
não possa ser retirado
AIT Art. 94 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
SERVIDOR
PÚBLICO
7501 0 Utilizar ondulação trans-
versal ou de sonorizador
fora dos padrões e crité-
rios estabelecidos pelo
CONTRAN.
AIT Art. 94 §
único do
CTB e Res.
39/98
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
SERVIDOR
PÚBLICO
7510 1 Iniciar obra que perturbe
ou interrompa a livre circu-
lação de veículos e pedes-
tres, ou coloque em risco
sua segurança, sem pré-
via permissão do órgão ou
entidade de trânsito com
circunscrição sobre a via
AIT Art. 95 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA /
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
7510 2 Iniciar evento que perturbe
ou interrompa a livre circu-
lação de veículos e pedes-
tres, ou coloque em risco
sua segurança, sem prévia
permissão do órgão ou en-
tidade de trânsito com cir-
cunscrição sobre a via.
AIT Art. 95 do
CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA /
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
7528 1 Não sinalizar a execução
ou manutenção da obra.
AIT Art. 95, § 1º
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA /
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
7528 2 Não sinalizar a execução
ou manutenção do evento.
AIT Art. 95, § 1º
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA /
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
7536 0 Não avisar a comunida-
de, com antecedência de
48 horas, a interdição de
via, indicando caminhos
alternativos a serem utili-
zados.
AIT Art. 95, § 2º
do CTB
MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
SERVIDOR
PÚBLICO
133
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS DO
AGENTE
AMPARO
LEGAL
COMPETÊNCIA/
INFRATOR
7544 1 Falta de escrituração dos
livros de registro de entra-
da, saída e de uso de pla-
ca de experiência, por par-
te dos estabelecimentos
que executem desmonte,
recuperação, reforma,
compra e venda de veícu-
los, usados ou não.
AIT Art. 330, §
5º do CTB
ESTADUAL /
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVÍSSIMA
7544 2 Atraso na escrituração dos
livros de registro de entra-
da, saída e de uso de placa
de experiência, por parte
dos estabelecimentos que
executem desmonte, recu-
peração, reforma, compra
e venda de veículos, usa-
dos ou não.
AIT Art. 330, §
5º do CTB
ESTADUAL /
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVÍSSIMA
7544 3 Fraude na escrituração dos
livros de registro de entra-
da, saída e de uso de placa
de experiência, por parte
dos estabelecimentos que
executem desmonte, recu-
peração, reforma, compra
e venda de veículos, usa-
dos ou não.
AIT Art. 330, §
5º do CTB
ESTADUAL /
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVÍSSIMA
7544 4 Recusa na exibição dos
livros de registro de entra-
da, saída e de uso de pla-
ca de experiência, por par-
te dos estabelecimentos
que executem desmonte,
recuperação, reforma,
compra e venda de veícu-
los, usados ou não.
AIT Art. 330, §
5º do CTB
ESTADUAL /
PESSOA FÍSICA
OU JURÍDICA
GRAVÍSSIMA
Estas infrações estão intrinsecamente relacionadas à atividade da autoridade de trânsito.
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS
DO AGENTE
DEC. Nº
96.044/88 C/C
PORT. 38/98
DENATRAN
COMPETÊNCIA/
RESPONSABILI-
DADE
VALOR
EM
REAL
( R$ )
9016 0 Transportar produto cujo
deslocamento rodoviário
seja proibido pelo Minis-
tério do Transporte
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* Ia MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
656,04
134
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS
DO AGENTE
DEC. Nº
96.044/88 C/C
PORT. 38/98
DENATRAN
COMPETÊNCIA/
RESPONSABILI-
DADE
VALOR
EM
REAL
( R$ )
9024 0 Transportar produto pe-
rigoso a granel que não
conste do Certifcado de
Capacitação.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* Ib MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
656,04
9032 0 Transportar produto
perigoso a granel em
veículo desprovido de
Certifcado de Capacita-
ção válido
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* Ic MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
656,04
9040 1 Transportar junto c/ pro-
duto perigoso, pessoas/
embalagens destinadas
a estes bens.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* Id MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
656,04
9040 2 Transportar junto c/ pro-
duto perigoso, animais/
embalagens destinadas
a estes bens.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* Id MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
656,04
9040 3 Transportar junto c/ pro-
duto perigoso, alimentos
destinado ao consumo
humano/animal.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* Id MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
656,04
9040 4 Transportar junto c/ pro-
duto perigoso, medica-
mento destinado ao con-
sumo humano/animal
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* Id MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
656,04
9059 0 Transportar produtos
incompatíveis entre si,
apesar de advertido pelo
expedidor.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* Ie MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
656,04
9067 1 Não dar manutenção ao
veículo.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIa MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
328,27
9067 2 Não dar manutenção
ao equipamento do ve-
ículo.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIa MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
328,27
9075 1 Estacionar com inobser-
vância ao preceituado
no artigo 14
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIb MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
328,27
9075 2 Parar com inobservân-
cia ao preceituado no
artigo 14.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIb MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
328,27
135
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS
DO AGENTE
DEC. Nº
96.044/88 C/C
PORT. 38/98
DENATRAN
COMPETÊNCIA/
RESPONSABILI-
DADE
VALOR
EM
REAL
( R$ )
9083 0 Transportar produtos
cujas embalagens se
encontrem em más con-
dições.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIc MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
328,27
9091 1 Não adotar, em caso
de acidente, as provi-
dências constantes da
Ficha de Emergência
e do Envelope para o
Transporte
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IId MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
328,27
9091 2 Não adotar, em caso de
avaria, as providências
constantes da Ficha de
Emergência e do Enve-
lope para o Transporte.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IId MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
328,27
9105 1 Transportar produto pe-
rigoso a granel sem uti-
lizar o tacógrafo.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIe MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
328,27
9105 2 Não apresentar o disco
do tacógrafo à autorida-
de competente, quando
solicitado.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIe MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
328,27
9113 0 Transportar carga mal
estivada.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIa MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9121 1 Transportar produto pe-
rigoso em veículo des-
provido de equipamento
para situação de emer-
gência
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIb MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9121 2 Transportar produto pe-
rigoso em veículo des-
provido de equipamento
de proteção individual.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIb MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9130 0 Transportar produto
perigoso desacompa-
nhado de Certifcado
de Capacitação para o
Transporte de Produtos
Perigosos a Granel.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIc MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9148 0 Transportar produto
perigoso desacompa-
nhado de declaração
de responsabilidade do
expedidor, aposta no
Documento Fiscal.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo..
45* IIId MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
136
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS
DO AGENTE
DEC. Nº
96.044/88 C/C
PORT. 38/98
DENATRAN
COMPETÊNCIA/
RESPONSABILI-
DADE
VALOR
EM
REAL
( R$ )
9156 1 Transportar produto pe-
rigoso desacompanha-
do de Ficha de Emer-
gência.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIe MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9156 2 Transportar produto pe-
rigoso desacompanha-
do de Envelope para o
transporte.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIe MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9164 1 Transportar produto
perigoso s/ utilizar nas
embalagens rótulos e
painéis .
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIf MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9164 2 Transportar produto pe-
rigoso s/ utilizar no veí-
culo rótulos e painéis de
segurança
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIf MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9172 0 Circular em vias públi-
cas nas quais não seja
permitido o trânsito de
veículos transportando
produto perigoso.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIg MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9180 1 Não dar imediata ciência
da imobilização do veí-
culo em caso de emer-
gência.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIh MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9180 2 Não dar imediata ciên-
cia da imobilização do
veículo em caso de aci-
dente.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIh MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9180 3 Não dar imediata ciência
da imobilização do veí-
culo em caso de avaria.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
45* IIIh MUNICIPAL /
RODOVIÁRIA
TRANSPORTA-
DOR
131,30
9199 0 Embarcar no veículo
produtos incompatíveis
entre si
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* Ia MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
656,54
9202 1 Embarcar produto peri-
goso não constante do
Certifcado de Capacita-
ção do veículo.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* Ib MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
656,54
9202 2 Embarcar produto peri-
goso não constante do
Certifcado de Capacita-
ção do equipamento.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* Ib MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
656,54
137
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS
DO AGENTE
DEC. Nº
96.044/88 C/C
PORT. 38/98
DENATRAN
COMPETÊNCIA/
RESPONSABILI-
DADE
VALOR
EM
REAL
( R$ )
9210 0 Não lançar no Docu-
mento Fiscal as informa-
ções de que trata item II
do artigo 22.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* Ic MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
656,54
9229 1 Expedir produto perigo-
so mal acondicionado.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* Id MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
656,54
9229 2 Expedir produto perigo-
so com embalagens em
más condições.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* Id MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
656,54
9237 0 Não comparecer ao lo-
cal do acidente quando
expressamente convo-
cado pela autoridade
competente.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* Ie MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
656,54
9245 1 Embarcar produto peri-
goso em veículo que não
disponha de conjunto de
equipamentos para situ-
ação de emergência.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* IIa MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
328,27
9245 2 Embarcar produto pe-
rigoso em veículo que
não disponha de conjun-
to de equipamentos de
proteção individual.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo..
46* IIa MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
328,27
9253 1 Não fornecer ao trans-
portador a Ficha de
Emergência.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* IIb MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
328,27
9253 2 Não fornecer ao trans-
portador o Envelope
para o transporte.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* IIb MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
328,27
9261 0 Embarcar produto pe-
rigoso em veículo que
não esteja utilizando ró-
tulos de risco e painéis
de segurança, afxados
nos locais adequados.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* IIc MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
328,27
9270 0 Expedir carga fracio-
nada com embalagem
externa desprovida dos
rótulos de risco especí-
fcos.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* IId MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
328,27
9288 0 Embarcar produto perigo-
so em veículo ou equipa-
mento que não apresente
adequadas condições de
manutenção.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* IIe MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
328,27
138
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CÓD. DESCRIÇÃO DA
INFRAÇÃO
PROVIDÊNCIAS
DO AGENTE
DEC. Nº
96.044/88 C/C
PORT. 38/98
DENATRAN
COMPETÊNCIA/
RESPONSABILI-
DADE
VALOR
EM
REAL
( R$ )
9296 1 Não prestar os neces-
sários esclarecimentos
técnicos em situações
de emergência, quando
solicitado pelas autori-
dades.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* IIf MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
328,27
9296 2 Não prestar os neces-
sários esclarecimentos
técnicos em situações
de acidentes, quando
solicitado pelas autori-
dades.
I) AIT;
II) Retenção do
veículo.
46* IIf MUNICIPAL/
RODOVIÁRIA
EXPEDIDOR
328,27
139
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
ANEXO I
GLOSSÁRIO DO CTB

ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento
de veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local
apropriado para esse fm.
AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO - pessoa, civil ou policial militar, credenciada pela autoridade
de trânsito para o exercício das atividades de fscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito ou
patrulhamento.
ALCOOLEMIA MEDIDA (AM) – é aquela mostrada no visor do etilômetro.
ALCOOLEMIA CONSIDERADA (AC) – é o resultado proveniente da subtração, na alcoolemia medida, do
erro máximo admitido para o etilômetro, descrito na tabela do Anexo V.
AUTOMÓVEL - veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com capacidade para até oito
pessoas, exclusive o condutor.
AUTORIDADE DE TRÂNSITO - dirigente máximo de órgão ou entidade executivo integrante do Sistema
Nacional de Trânsito ou pessoa por ele expressamente credenciada.
BALANÇO TRASEIRO - distância entre o plano vertical passando pelos centros das rodas traseiras extremas
e o ponto mais recuado do veículo, considerando-se todos os elementos rigidamente fxados ao mesmo.
BICICLETA - veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código,
similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.
BICICLETÁRIO - local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.
BONDE - veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos.
BORDO DA PISTA - margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que deli-
neiam a parte da via destinada à circulação de veículos.
CALÇADA - parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veícu-
los, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização,
vegetação e outros fns.
CAMINHÃO-TRATOR - veículo automotor destinado a tracionar ou arrastar outro.
CAMINHONETE - veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto total de até três mil e quinhentos
quilogramas.
CAMIONETA - veículo misto destinado ao transporte de passageiros e carga no mesmo compartimento.
CANTEIRO CENTRAL - obstáculo físico construído como separador de duas pistas de rolamento, eventual-
mente substituído por marcas viárias (canteiro fctício).
CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO - máximo peso que a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado
pelo fabricante, baseado em condições sobre suas limitações de geração e multiplicação de momento de
força e resistência dos elementos que compõem a transmissão.
CARREATA - deslocamento em fla na via de veículos automotores em sinal de regozijo, de reivindicação,
de protesto cívico ou de uma classe.
CARRO DE MÃO - veículo de propulsão humana utilizado no transporte de pequenas cargas.
CARROÇA - veículo de tração animal destinado ao transporte de carga.
CATADIÓPTRICO - dispositivo de refexão e refração da luz utilizado na sinalização de vias e veículos (olho-
de-gato).
CHARRETE - veículo de tração animal destinado ao transporte de pessoas.
CICLO - veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.
CICLOFAIXA - parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinali-
zação específca.
CICLOMOTOR - veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada
não exceda a cinqüenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabrica-
ção não exceda a cinqüenta quilômetros por hora.
CICLOVIA - pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fsicamente do tráfego comum.
CONVERSÃO - movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, de mudança da direção original do veículo.
CRUZAMENTO - interseção de duas vias em nível.
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA - qualquer elemento que tenha a função específca de proporcionar maior
segurança ao usuário da via, alertando-o sobre situações de perigo que possam colocar em risco sua inte-
gridade física e dos demais usuários da via, ou danifcar seriamente o veículo.
ESTACIONAMENTO - imobilização de veículos por tempo superior ao necessário para embarque ou desem-
140
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
barque de passageiros.
ESTRADA - via rural não pavimentada.
FAIXAS DE DOMÍNIO - superfície lindeira às vias rurais, delimitada por lei específca e sob responsabilidade
do órgão ou entidade de trânsito competente com circunscrição sobre a via.
FAIXAS DE TRÂNSITO - qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode ser subdividida, sinali-
zada ou não por marcas viárias longitudinais, que tenham uma largura sufciente para permitir a circulação
de veículos automotores.
FISCALIZAÇÃO - ato de controlar o cumprimento das normas estabelecidas na legislação de trânsito, por
meio do poder de polícia administrativa de trânsito, no âmbito de circunscrição dos órgãos e entidades exe-
cutivos de trânsito e de acordo com as competências defnidas neste Código.
FOCO DE PEDESTRES - indicação luminosa de permissão ou impedimento de locomoção na faixa apro-
priada.
FREIO DE ESTACIONAMENTO - dispositivo destinado a manter o veículo imóvel na ausência do condutor
ou, no caso de um reboque, se este se encontra desengatado.
FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR - dispositivo destinado a diminuir a marcha do veículo no caso de
falha do freio de serviço.
FREIO DE SERVIÇO - dispositivo destinado a provocar a diminuição da marcha do veículo ou pará-lo.
GESTOS DE AGENTES - movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos agentes de
autoridades de trânsito nas vias, para orientar, indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres ou
emitir ordens, sobrepondo-se ou completando outra sinalização ou norma constante deste Código.
GESTOS DE CONDUTORES - movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos con-
dutores, para orientar ou indicar que vão efetuar uma manobra de mudança de direção, redução brusca de
velocidade ou parada.
ILHA - obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à ordenação dos fuxos de trânsito em
uma interseção.
INFRAÇÃO - inobservância a qualquer preceito da legislação de trânsito, às normas emanadas do Código
de Trânsito, do Conselho Nacional de Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade
executiva do trânsito.
INTERSEÇÃO - todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação, incluindo as áreas formadas por
tais cruzamentos, entroncamentos ou bifurcações.
INTERRUPÇÃO DE MARCHA - imobilização do veículo para atender circunstância momentânea do trânsi-
to.
LICENCIAMENTO - procedimento anual, relativo a obrigações do proprietário de veículo, comprovado por
meio de documento específco (Certifcado de Licenciamento Anual).
LOGRADOURO PÚBLICO - espaço livre destinado pela municipalidade à circulação, parada ou estaciona-
mento de veículos, ou à circulação de pedestres, tais como calçada, parques, áreas de lazer, calçadões.
LOTAÇÃO - carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o veículo transporta, expressa em
quilogramas para os veículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos de passageiros.
LOTE LINDEIRO - aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e que com elas se limita.
LUZ ALTA - facho de luz do veículo destinado a iluminar a via até uma grande distância do veículo.
LUZ BAIXA - facho de luz do veículo destinada a iluminar a via diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento
ou incômodo injustifcáveis aos condutores e outros usuários da via que venham em sentido contrário.
LUZ DE FREIO - luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via, que se encontram atrás do
veículo, que o condutor está aplicando o freio de serviço.
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (seta) - luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via que
o condutor tem o propósito de mudar de direção para a direita ou para a esquerda.
LUZ DE MARCHA À RÉ - luz do veículo destinada a iluminar atrás do veículo e advertir aos demais usuários
da via que o veículo está efetuando ou a ponto de efetuar uma manobra de marcha à ré.
LUZ DE NEBLINA - luz do veículo destinada a aumentar a iluminação da via em caso de neblina, chuva forte
ou nuvens de pó.
LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) - luz do veículo destinada a indicar a presença e a largura do veículo.
MANOBRA - movimento executado pelo condutor para alterar a posição em que o veículo está no momento
em relação à via.
MARCAS VIÁRIAS - conjunto de sinais constituídos de linhas, marcações, símbolos ou legendas, em tipos e
cores diversas, apostos ao pavimento da via.
MICROÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para até vinte passageiros.
MOTOCICLETA - veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido por condutor em posição
montada.
MOTONETA - veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em posição sentada.
141
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) - veículo automotor cuja carroçaria seja fechada e destinada a alojamento,
escritório, comércio ou fnalidades análogas.
NOITE - período do dia compreendido entre o pôr-do-sol e o nascer do sol.
ÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda
que, em virtude de adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte número menor.
OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA - imobilização do veículo, pelo tempo estritamente necessário ao
carregamento ou descarregamento de animais ou carga, na forma disciplinada pelo órgão ou entidade exe-
cutivo de trânsito competente com circunscrição sobre a via.
OPERAÇÃO DE TRÂNSITO - monitoramento técnico baseado nos conceitos de Engenharia de Tráfego,
das condições de fuidez, de estacionamento e parada na via, de forma a reduzir as interferências tais como
veículos quebrados, acidentados, estacionados irregularmente atrapalhando o trânsito, prestando socorros
imediatos e informações aos pedestres e condutores.
PARADA - imobilização do veículo com a fnalidade e pelo tempo estritamente necessário para efetuar em-
barque ou desembarque de passageiros.
PASSAGEM DE NÍVEL - todo cruzamento de nível entre uma via e uma linha férrea ou trilho de bonde com
pista própria.
PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO - movimento de passagem à frente de outro veículo que se desloca no
mesmo sentido, em menor velocidade, mas em faixas distintas da via.
PASSAGEM SUBTERRÂNEA - obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível subterrâneo, e
ao uso de pedestres ou veículos.
PASSARELA - obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível aéreo, e ao uso de pedestres.
PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento
físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente,
de ciclistas.
PATRULHAMENTO - função exercida pela Polícia Rodoviária Federal com o objetivo de garantir obediência
às normas de trânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes.
PERÍMETRO URBANO - limite entre área urbana e área rural.
PESO BRUTO TOTAL - peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituído da soma da tara
mais a lotação.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO - peso máximo transmitido ao pavimento pela combinação de um cami-
nhão-trator mais seu semi-reboque ou do caminhão mais o seu reboque ou reboques.
PISCA-ALERTA - luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de advertência, destinada a indicar aos
demais usuários da via que o veículo está imobilizado ou em situação de emergência.
PISTA - parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identifcada por elementos separa-
dores ou por diferença de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.
PLACAS - elementos colocados na posição vertical, fxados ao lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo
mensagens de caráter permanente e, eventualmente, variáveis, mediante símbolo ou legendas pré-reconhe-
cidas e legalmente instituídas como sinais de trânsito.
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO - função exercida pelas Polícias Militares com o objetivo de
prevenir e reprimir atos relacionados com a segurança pública e de garantir obediência às normas relativas
à segurança de trânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes.
PONTE - obra de construção civil destinada a ligar margens opostas de uma superfície líquida qualquer.
REBOQUE - veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor.
REGULAMENTAÇÃO DA VIA - implantação de sinalização de regulamentação pelo órgão ou entidade com-
petente com circunscrição sobre a via, defnindo, entre outros, sentido de direção, tipo de estacionamento,
horários e dias.
REFÚGIO - parte da via, devidamente sinalizada e protegida, destinada ao uso de pedestres durante a
travessia da mesma.
RENACH - Registro Nacional de Condutores Habilitados.
RENAVAM - Registro Nacional de Veículos Automotores.
RETORNO - movimento de inversão total de sentido da direção original de veículos.
RODOVIA - via rural pavimentada.
SEMI-REBOQUE - veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por
meio de articulação.
SINAIS DE TRÂNSITO - elementos de sinalização viária que se utilizam de placas, marcas viárias, equipa-
mentos de controle luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados exclusivamente a ordenar
ou dirigir o trânsito dos veículos e pedestres.
SINALIZAÇÃO - conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de segurança colocados na via pública com o
objetivo de garantir sua utilização adequada, possibilitando melhor fuidez no trânsito e maior segurança dos
142
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
veículos e pedestres que nela circulam.
SONS POR APITO - sinais sonoros, emitidos exclusivamente pelos agentes da autoridade de trânsito nas
vias, para orientar ou indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres, sobrepondo-se ou comple-
tando sinalização existente no local ou norma estabelecida neste Código.
TARA - peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e equipamento, do combustível, das fer-
ramentas e acessórios, da roda sobressalente, do extintor de incêndio e do fuido de arrefecimento, expresso
em quilogramas.
TRAILER - reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à
traseira de automóvel ou camionete, utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou para
atividades comerciais.
TRÂNSITO - movimentação e imobilização de veículos, pessoas e animais nas vias terrestres.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS - passagem de um veículo de uma faixa demarcada para outra.
TRATOR - veículo automotor construído para realizar trabalho agrícola, de construção e pavimentação e
tracionar outros veículos e equipamentos.
ULTRAPASSAGEM - movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em
menor velocidade e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem.
UTILITÁRIO - veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada.
VEÍCULO ARTICULADO - combinação de veículos acoplados, sendo um deles automotor.
VEÍCULO AUTOMOTOR - todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios, e que ser-
ve normalmente para o transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados
para o transporte de pessoas e coisas. O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e
que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico).
VEÍCULO DE CARGA - veículo destinado ao transporte de carga, podendo transportar dois passageiros,
exclusive o condutor.
VEÍCULO DE COLEÇÃO - aquele que, mesmo tendo sido fabricado há mais de trinta anos, conserva suas
características originais de fabricação e possui valor histórico próprio.
VEÍCULO CONJUGADO - combinação de veículos, sendo o primeiro um veículo automotor e os demais
reboques ou equipamentos de trabalho agrícola, construção, terraplenagem ou pavimentação.
VEÍCULO DE GRANDE PORTE - veículo automotor destinado ao transporte de carga com peso bruto total
máximo superior a dez mil quilogramas e de passageiros, superior a vinte passageiros.
VEÍCULO DE PASSAGEIROS - veículo destinado ao transporte de pessoas e suas bagagens.
VEÍCULO MISTO - veículo automotor destinado ao transporte simultâneo de carga e passageiro.
VIA - superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acos-
tamento, ilha e canteiro central.
VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO - aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interse-
ções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.
VIA ARTERIAL - aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com
acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões
da cidade.
VIA COLETORA - aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair
das vias de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.
VIA LOCAL - aquela caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso
local ou a áreas restritas.
VIA RURAL - estradas e rodovias.
VIA URBANA - ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares abertos à circulação pública, situados na área
urbana, caracterizados principalmente por possuírem imóveis edifcados ao longo de sua extensão.
VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES - vias ou conjunto de vias destinadas à circulação prioritária de pedes-
tres.
VIADUTO - obra de construção civil destinada a transpor uma depressão de terreno ou servir de passagem
superior.
143
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
CATEGORIA DO VEICULO COR PLACA E TARJETA
FUNDO CARACTERES
Particular Cinza Preto
Aluguel Vermelho Branco
Experiência/Fabricante Verde Branco
Aprendizagem Branco Vermelho
Coleção Preto Cinza
Ofcial Branco Preto
Missão Diplomática Azul Branco
Corpo Consular Azul Branco
Organismo Internacional Azul Branco
Corpo Diplomático Azul Branco
Organismo Consular/
Internacional
Azul Branco
Acordo Cooperação
Internacional
Azul Branco
Representação Preto Dourado
OBS.: placas de fabricante concedidas ainda na vigência da Res. 45/98 são azuis
PLACAS DE EXPERIÊNCIA (Verdes) – Resolução n° 493/75 c/c 231/07 CONTRAN:
As placas de experiência, concedidas pela autoridade de trânsito, objetivam possibilitar que as empresas
que prestam serviços na área de mecânica e manutenção automotiva possam testar o veículo de seus clien-
tes sem expô-los à responsabilização pelo cometimento de eventuais infrações de trânsito.
O veículo a ser conduzido portando placa de experiência só poderá o sê-lo por condutor autorizado pelo
estabelecimento que a detém, e ainda assim, na circunscrição de competência da autoridade de trânsito
que a concedeu.
A placa de experiência deverá ser colocada sobre a placa original, e, quando usada, dá um invólucro ao
veículo que, naquela oportunidade, só poderá ser fscalizado em relação à placa de experiência.
Isso posto, caso algum agente fagre um veículo conduzido com placas verdes cometendo infração de trân-
sito, deverá autuá-lo na codifcação alfa-numérica da placa de experiência, expondo no AIT a marca e o
modelo do veículo em que a placa estava sendo utilizada e, no campo OBS, frisando tratar-se de placa de
experiência.
Perceba-se que, como a placa de experiência dá um invólucro novo ao veículo, não poderá ser questionado
pelo agente o licenciamento do veículo que detém a placa, mas sim, única e simplesmente, checar a situação
das placas de experiência (se legalizadas e licenciadas ou não).
Em hipótese alguma o agente poderá remover veículo que detenha placa de experiência. Tão somente
poderá recolher a placa, visto que, nesses casos, o agente deve imaginar a placa como um veículo inde-
pendente.
Caso o agente verifque que a placa de experiência não está sendo utilizada para sua fnalidade legal, e sim
como subterfúgio de impunidade, deverá desconsiderá-la, expondo os motivos que o levaram e esse enten-
dimento no AIT a ser lavrado para a placa original.
ANEXO II
COR DAS PLACAS (Resolução n 241/2007)
144
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
PLACAS DE FABRICANTE (Azul – Res. 45/98 ou Verde – Res. 231/07):
O uso das placas de fabricante, utilizada para testes de veículos a serem lançados, independe de horário
e situação geográfca, porém, os condutores desse tipo de veículo deverão ser técnicos ou engenheiros da
empresa construtora de veículos, podendo o agente, exigir a identifcação pessoal dos ocupantes.
Não sendo o veículo do fabricante o agente deverá fscalizar as placas originais.
No mais o uso é idêntico ao das placas de experiência.
ANEXO III
TABELA DE ABREVIATURAS DE TIPOS E TÍTULOS DE LOGRADOUROS
TIIOS I TÍT!!OS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI
!OC!AÐO!!OS !OC!AÐO!!OS !OC!AÐO!!OS !OC!AÐO!!OS
AI!IV. AI!IV. AI!IV. AI!IV. TIIOS I TÍT!!OS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI
!OC!AÐO!!OS !OC!AÐO!!OS !OC!AÐO!!OS !OC!AÐO!!OS
AI!IV. AI!IV. AI!IV. AI!IV.
A!AMIÐA A!AMIÐA A!AMIÐA A!AMIÐA A! MIÞIST!O MIÞIST!O MIÞIST!O MIÞIST!O MIÞ
A!MI!AÞTI A!MI!AÞTI A!MI!AÞTI A!MI!AÞTI A!M MOÞSIÞHO! MOÞSIÞHO! MOÞSIÞHO! MOÞSIÞHO! MOÞS
AVIÞIÐA AVIÞIÐA AVIÞIÐA AVIÞIÐA AV ÞOSSA SIÞHO!A ÞOSSA SIÞHO!A ÞOSSA SIÞHO!A ÞOSSA SIÞHO!A ÞS!A
IA!ÃO IA!ÃO IA!ÃO IA!ÃO I! IA!Q!I IA!Q!I IA!Q!I IA!Q!I IQ
IA!OÞISA IA!OÞISA IA!OÞISA IA!OÞISA I!A IASSACIM IASSACIM IASSACIM IASSACIM OS
I!ICAÐII!O I!ICAÐII!O I!ICAÐII!O I!ICAÐII!O I!IC IÁTIO IÁTIO IÁTIO IÁTIO IT
CA!ÐIA! CA!ÐIA! CA!ÐIA! CA!ÐIA! CA!Ð IAT!IA!CA IAT!IA!CA IAT!IA!CA IAT!IA!CA IAT!
COMAÞÐAÞTI COMAÞÐAÞTI COMAÞÐAÞTI COMAÞÐAÞTI COMTI IOÞTI IOÞTI IOÞTI IOÞTI ITI
COMIÞÐAÐO! COMIÞÐAÐO! COMIÞÐAÐO! COMIÞÐAÐO! COMIÞ I!AÇA I!AÇA I!AÇA I!AÇA IÇ
COÞÐI COÞÐI COÞÐI COÞÐI CÐ I!IIIITO I!IIIITO I!IIIITO I!IIIITO I!II
COÞÐISSA COÞÐISSA COÞÐISSA COÞÐISSA CÐSS I!ISIÐIÞTI I!ISIÐIÞTI I!ISIÐIÞTI I!ISIÐIÞTI I!IS
COÞSI!HII!O COÞSI!HII!O COÞSI!HII!O COÞSI!HII!O COÞS I!IÞCISA I!IÞCISA I!IÞCISA I!IÞCISA I!SA
CO!OÞI! CO!OÞI! CO!OÞI! CO!OÞI! CI! I!OIISSO! I!OIISSO! I!OIISSO! I!OIISSO! I!OI
ÐII!TAÐO ÐII!TAÐO ÐII!TAÐO ÐII!TAÐO ÐII I!OIISSO!A I!OIISSO!A I!OIISSO!A I!OIISSO!A I!OIA
ÐISIMIA!CAÐO! ÐISIMIA!CAÐO! ÐISIMIA!CAÐO! ÐISIMIA!CAÐO! ÐIS I!O!OÞCAMIÞTO I!O!OÞCAMIÞTO I!O!OÞCAMIÞTO I!O!OÞCAMIÞTO I!O
ÐO!TO! ÐO!TO! ÐO!TO! ÐO!TO! Ð! !OÐOVIA !OÐOVIA !OÐOVIA !OÐOVIA !V
Ð!Q!I Ð!Q!I Ð!Q!I Ð!Q!I ÐQ !!A !!A !!A !!A !
IMIAIXAÐO! IMIAIXAÐO! IMIAIXAÐO! IMIAIXAÐO! IIM !!A IA!TIC!!A! !!A IA!TIC!!A! !!A IA!TIC!!A! !!A IA!TIC!!A! !I
IÞCIÞHII!O IÞCIÞHII!O IÞCIÞHII!O IÞCIÞHII!O IÞC SAÞTA SAÞTA SAÞTA SAÞTA STA
IST!AÐA IST!AÐA IST!AÐA IST!AÐA IS SAÞTO SAÞTO SAÞTO SAÞTO STO
ISTAÇAO ISTAÇAO ISTAÇAO ISTAÇAO IST SÃO SÃO SÃO SÃO S
CA!I!IA CA!I!IA CA!I!IA CA!I!IA C! SIÞAÐO! SIÞAÐO! SIÞAÐO! SIÞAÐO! SIM
CIÞI!A! CIÞI!A! CIÞI!A! CIÞI!A! CA! TIÞIÞTI TIÞIÞTI TIÞIÞTI TIÞIÞTI TIM
IMII!AT!IZ IMII!AT!IZ IMII!AT!IZ IMII!AT!IZ IMI T!AVISSA T!AVISSA T!AVISSA T!AVISSA TVA
!AÐII!A !AÐII!A !AÐII!A !AÐII!A !Ð T!ÞI! T!ÞI! T!ÞI! T!ÞI! TÞ!
!A!CO !A!CO !A!CO !A!CO !C VI!IAÐO! VI!IAÐO! VI!IAÐO! VI!IAÐO! VI!
MAIST!O MAIST!O MAIST!O MAIST!O MIST VIA VIA VIA VIA VIA
MAJO! MAJO! MAJO! MAJO! MAJ VIA I!IVAÐA VIA I!IVAÐA VIA I!IVAÐA VIA I!IVAÐA VI!
MA!ICHA! MA!ICHA! MA!ICHA! MA!ICHA! MA! VIAÐ!TO VIAÐ!TO VIAÐ!TO VIAÐ!TO VÐ
MA!Q!IS MA!Q!IS MA!Q!IS MA!Q!IS MA!Q VISCOÞÐI VISCOÞÐI VISCOÞÐI VISCOÞÐI VISC
MA!Q!ISA MA!Q!ISA MA!Q!ISA MA!Q!ISA MA!QA VO!!ÞTA!IO VO!!ÞTA!IO VO!!ÞTA!IO VO!!ÞTA!IO VO!


AÞIXO III AÞIXO III AÞIXO III AÞIXO III

TAII!A ÐI AI!IVIAT!!AS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI !OC!AÐO!!OS TAII!A ÐI AI!IVIAT!!AS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI !OC!AÐO!!OS TAII!A ÐI AI!IVIAT!!AS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI !OC!AÐO!!OS TAII!A ÐI AI!IVIAT!!AS ÐI TIIOS I TÍT!!OS ÐI !OC!AÐO!!OS









































































145
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
ANEXO IV
TABELA DE VELOCIDADE
LEGENDA (Km/h):
VM = VELOCIDADE MEDIDA
VC = VELOCIDADE CONSIDERADA
OBS.: O cálculo é simples. Até 100 Km/h a velocidade considerada equivale a velocidade medida menos
7Km/h. Acima de 100 Km/h a velocidade considerada equivale a velocidade medida subtraída de 7%.
VM VM VM VM VC VC VC VC VM VM VM VM VC VC VC VC VM VM VM VM VC VC VC VC VM VM VM VM VC VC VC VC VM VM VM VM VC VC VC VC VM VM VM VM VC VC VC VC VM VM VM VM VC VC VC VC
38 3l 68 6l 98 9l l28 ll9 l58 l46 l88 l?4 2l8 202
39 32 69 62 99 92 l29 ll9 l59 l4? l89 l?5 2l9 203
40 33 ?0 63 l00 93 l30 l20 l60 l48 l90 l?6 220 204
4l 34 ?l 64 l0l 94 l3l l2l l6l l49 l9l l?? 22l 205
42 35 ?2 65 l02 95 l32 l22 l62 l50 l92 l?8 222 206
43 36 ?3 66 l03 96 l33 l23 l63 l5l l93 l?9 223 20?
44 3? ?4 6? l04 9? l34 l24 l64 l52 l94 l80 224 208
45 38 ?5 68 l05 98 l35 l25 l65 l53 l95 l8l 225 209
46 39 ?6 69 l06 99 l36 l26 l66 l54 l96 l82 226 2l0
4? 40 ?? ?0 l0? l00 l3? l2? l6? l55 l9? l83 22? 2ll
48 4l ?8 ?l l08 l00 l38 l28 l68 l56 l98 l84 228 2l2
49 42 ?9 ?2 l09 l0l l39 l29 l69 l5? l99 l85 229 2l2
50 43 80 ?3 ll0 l02 l40 l30 l?0 l58 200 l86 230 2l3
5l 44 8l ?4 lll l03 l4l l3l l?l l59 20l l86 23l 2l4
52 45 82 ?5 ll2 l04 l42 l32 l?2 l59 202 l8? 232 2l5
53 46 83 ?6 ll3 l05 l43 l32 l?3 l60 203 l88 233 2l6
54 4? 84 ?? ll4 l06 l44 l33 l?4 l6l 204 l89 234 2l?
55 48 85 ?8 ll5 l06 l45 l34 l?5 l62 205 l90 235 2l8
56 49 86 ?9 ll6 l0? l46 l35 l?6 l63 206 l9l 236 2l9
5? 50 8? 80 ll? l08 l4? l36 l?? l64 20? l92 23? 220
58 5l 88 8l ll8 l09 l48 l3? l?8 l65 208 l93 238 22l
59 52 89 82 ll9 ll0 l49 l38 l?9 l66 209 l94 239 222
60 53 90 83 l20 lll l50 l39 l80 l6? 2l0 l95 240 223
6l 54 9l 84 l2l ll2 l5l l40 l8l l68 2ll l96 24l 224
62 55 92 85 l22 ll3 l52 l4l l82 l69 2l2 l9? 242 225
63 56 93 86 l23 ll4 l53 l42 l83 l?0 2l3 l98 243 225
64 5? 94 8? l24 ll5 l54 l43 l84 l?l 2l4 l99 244 226
65 58 95 88 l25 ll6 l55 l44 l85 l?2 2l5 l99 245 22?
66 59 96 89 l26 ll? l56 l45 l86 l?2 2l6 200 246 228
6? 60 9? 90 l2? ll8 l5? l46 l8? l?3 2l? 20l 24? 229



AÞIXO IV AÞIXO IV AÞIXO IV AÞIXO IV

TAII!A ÐI VI!OCIÐAÐI TAII!A ÐI VI!OCIÐAÐI TAII!A ÐI VI!OCIÐAÐI TAII!A ÐI VI!OCIÐAÐI

!ICIÞÐA íKm/h¹· !ICIÞÐA íKm/h¹· !ICIÞÐA íKm/h¹· !ICIÞÐA íKm/h¹·
VM = VM = VM = VM = VI!OCIÐAÐI MIÐIÐA
VC = VC = VC = VC = VI!OCIÐAÐI COÞSIÐI!AÐA

















































OIS.· OIS.· OIS.· OIS.· O cáIcuIo o sImµIos. Afo l00 Km/h n voIocIdndo consIdorndn oquIvnIo n
voIocIdndo modIdn monos ?Km/h. AcImn do l00 Km/h n voIocIdndo consIdorndn
oquIvnIo n voIocIdndo modIdn subfrnídn do ?°.














146
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
!IMITI !IMITI !IMITI !IMITI
!IC!!AMIÞTAÐO !IC!!AMIÞTAÐO !IC!!AMIÞTAÐO !IC!!AMIÞTAÐO
íKM/H¹ íKM/H¹ íKM/H¹ íKM/H¹
2l8, I 2l8, I 2l8, I 2l8, I IÞI!AÇÃO IÞI!AÇÃO IÞI!AÇÃO IÞI!AÇÃO
MIÐIA íVC MIÐIA íVC MIÐIA íVC MIÐIA íVC kM/H¹ kM/H¹ kM/H¹ kM/H¹
2l8, II 2l8, II 2l8, II 2l8, II IÞI!AÇÃO IÞI!AÇÃO IÞI!AÇÃO IÞI!AÇÃO
C!AVI íVC C!AVI íVC C!AVI íVC C!AVI íVC kM/H¹ kM/H¹ kM/H¹ kM/H¹
2l8, III 2l8, III 2l8, III 2l8, III IÞI!AÇÃO IÞI!AÇÃO IÞI!AÇÃO IÞI!AÇÃO
C!AVÍSSIMA íVC C!AVÍSSIMA íVC C!AVÍSSIMA íVC C!AVÍSSIMA íVC
kM/H¹ kM/H¹ kM/H¹ kM/H¹
20 20 20 20 2l_VC_24 25_VC_30 VC_3l
30 30 30 30 3l_VC_36 3?_VC_45 VC_46
40 40 40 40 4l_VC_48 49_VC_60 VC_6l
50 50 50 50 5l_VC_60 6l_VC_?5 VC_?6
60 60 60 60 6l_VC_?2 ?3_VC_90 VC_9l
?0 ?0 ?0 ?0 ?l_VC_84 85_VC_l05 VC_l06
80 80 80 80 8l_VC_96 9?_VC_l20 VC_l2l
90 90 90 90 9l_VC_l08 l09_VC_l35 VC_l36
l00 l00 l00 l00 l0l_VC_l20 l2l_VC_l50 VC_l5l
ll0 ll0 ll0 ll0 lll_VC_l32 l33_VC_l65 VC_l66
l20 l20 l20 l20 l2l_VC_l44 l45_VC_l80 VC_l8l




















































































147
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
148
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO
COMISSÃO DE REVISÃO DO MANUAL DO AGENTE/2012
PRESIDENTE:
MAJ QOCPM ANDERSON SCOTÁ MOREIRA
VICE-PRESIDENTE:
CAP QOCPM FÁBIO FERRAZ VOLPATO
MEMBROS:
CAP QOCPM GILSON DE JESUS DO NASCIMENTO
CAP QOCPM SÔNIA RIBEIRO PINHEIRO
1º TEN QOAPM ANTÔNIO VANDERLEY FELIPPE
2º TEN QOAPM OSVALDO SAVERGNINI DO CARMO
SUB TEN QPMP-C ISAAC RANGEL LOIOLA
1º SGT QPMP-C OSMAR LOUZADA DE SOUZA
2º SGT QPMP-C JALERCI ROGÉRIO RANGEL
SD QPMP-C JOÃO VITOR AMORIM MESQUITA
SECRETÁRIAS:
CB QPMP-C ROSANGELA SIMMER
SD QPMP-C DEIZIANE RODRIGUES SANTANA
MANUAL DO AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO