Vous êtes sur la page 1sur 60
Secretaria de Negócios Jurídicos Noções de Processo Legislativo e de Técnica Legislativa Municipal 2009
Secretaria de Negócios Jurídicos Noções de Processo Legislativo e de Técnica Legislativa Municipal 2009
Secretaria de Negócios Jurídicos Noções de Processo Legislativo e de Técnica Legislativa Municipal 2009

Secretaria de Negócios Jurídicos

Noções de Processo Legislativo e de Técnica Legislativa Municipal

2009

NOÇÕES DE TÉCNICA LEGISLATIVA

Apresentamos a seguir rudimentos de técnica legislativa com a finalidade de orientar o legislador e seus assessores na arte de elaborar proposições e atos legislativos e, assim, facilitar o trabalho de uns e de outros, evitando as delongas de tramitação em face de defeitos de técnica na produção normativa.

Conceito de Técnica Legislativa

Em sentido amplo, a técnica legislativa engloba todo o processo legislativo, inclusive as fases de iniciativa, elaboração, discussão, votação, sanção, promulgação, publicação e período de vacatio legis (o compreendido entre a data da publicação da lei e o início da sua vigência). A técnica legislativa no sentido estrito é a metodologia de montagem de uma proposição

ou ato legislativo.

O Raciocínio Jurídico

do

fundamentais:

O estudo

Direito,

1)

informação e

2)

raciocínio

assim

como

o

de

qualquer

ciência,

envolve

duas

coisas

Sob ponto de vista do cidadão comum uma lei será vista como sendo justa ou injusta, adequada ou ineficiente para a solução de um problema, oportuna, inoportuna ou extemporânea em relação ao tempo de sua criação ou ainda conveniente ou inconveniente quanto ao fato de sua existência.

Mas estes aspectos se relacionam ao mérito de uma proposição e são aspectos

antecedentes endereçados à apreciação do legislador que é quem representa a vontade

do

povo.

No

campo do Direito, entretanto, o legislador só pode raciocinar em termos de validade

ou

invalidade da norma que se pretende criar.

Como leciona Yoshiaki Ichihara 1 Uma norma é “válida” quando, sem contrariar, se fundamenta em uma norma hierarquicamente superior”.

Assim, não encontrando a norma inferior fundamento na superior ou estando com ela

em contradição o resultado é a sua invalidade.

É um dogma constitucional lançado por KELSEN a noção de que as normas que compõem o sistema jurídico formam um conjunto uno e harmonioso.

Ao tratar da “unidade lógica da ordem jurídica e dos conflitos de normas, professora KELSEN 2 que como a norma fundamental é o fundamento de validade de todas as

1 ICHIHARA, Yoshiaki. Direito tributário : atualizado pela nova constituição, 3. ed. São Paulo: Atlas, 1989, p. 21.

normas pertencentes a uma e mesma ordem jurídica, ela constitui a unidade na pluralidade destas normas” e que a existência deste sistema normativo lógico só será possível se as proposições jurídicas que o compõe não se contradisserem.

Quando, então, temos um conflito de normas?

Explica KELSEN 3 que “Um tal conflito de normas surge quando uma norma determina uma certa conduta como devida e outra norma determina também como devida uma outra conduta, inconciliável com aquela. E dá como exemplo a hipótese na qual “uma das normas determina que o adultério deve ser punido e a outra que o adultério não deve ser punido; ou quando uma determina que o furto deve ser punido com a morte e a outra determina que o furto deve ser punido com prisão (e, portanto, não é com a morte que deve ser punido) 4 .

Como, então, pensar em termos lógicos o princípio da não-contradição?

Pois bem, as afirmações podem ser verdadeiras ou falsas. Ensina KELSEN que uma contradição lógica entre duas afirmações consiste em que apenas uma ou a outra pode ser verdadeira5 , consequentemente, a que não for verdadeira será falsa.

Mas, em se tratando de norma jurídica esta verdade ou falsidade se traduz na sua validade ou invalidade frente ao ordenamento jurídico.

Desde KELSEN que se reconhece na ordem jurídica uma estrutura escalonada de normas, compondo o que ficou conhecido como a pirâmide de Kelsen, em cujo ápice se encontra a constituição.

CCo C oon EEm E LLe eei iis ss cco L c oom mmp T
CCo
C
oon
EEm
E
LLe eei iis ss cco
L
c
oom
mmp
T
L
L
M
D
NNo
N
oor rrm mma aas ss CCo
C
NNo
N

oor rrm mma aas ss iin

à C oon nns sst tti iit ttu uui iiç ççã ãão oo ppl lle
à C
oon
nns sst tti iit ttu uui iiç ççã ãão oo
ppl lle eem mme een nnt tta aar rre ees ss
e C
oon
nnv
vve een nnç ççõ õõe ees ss
o
d
p
oom
mmp
ppl lle eem mme een nnt tta aar rre ees ss
i
nnd
ddi iiv vvi iid ddu uua aai iis ss

DDe eec ccr rre eet tto oos ss

nns sst tti iit ttu uui iiç ççã ãão oo

mme een nnd dda aas ss àà CCo

TTr rra aat tta aad ddo oos ss ee CCo

LLe eei iis ss oor rrd ddi iin nná áár rri iia aas ss

LLe eei iis ss dde eel lle eeg gga aad dda aas ss

MMe eed ddi iid dda aas ss ppr rro oov vvi iis ssó óór rri iia aas ss

2 Kelsen, Hans. Teoria pura do direito; [tradução João Baptista Machado]. 6ª ed. - São Paulo : Martins Fontes, 1998, p. 144.

3 Ibidem.

4 “Art. 5º XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;(CF/88)

5 Ibidem.

Deve-se ressaltar que a objetivo de pirâmide acima colacionada, tomada emprestado daquela sugerida por YOSHIAKI ICHIHARA 6 , é apenas facilitar a visualização e a compreensão do sistema proposto por KELSEN, pois entre as normas legislativas infra- constitucionais não há relação hierárquica alguma e sim campo de atuação, competência que se identifica através de uma análise de exclusão, isto é, toda matéria que não for reservada a uma determinada espécie será de competência da lei ordinária.

O que ocorre é que quando uma matéria for reservada à lei complementar, por exemplo,

a disposição contrária através de outra espécie legislativa resultará inconstitucional se a reserva de competência residir em dispositivo constitucional ou ilegal se estiver encartado numa norma da lei orgânica do município e, portanto, não será válida, pois não encontrando outra espécie de proposição alicerce numa norma hierarquicamente superior para tratar do assunto reservado à lei complementar carecerá de fundamento de validade.

O mesmo fenômeno ocorre quanto às leis expedidas pelos entes federativos em seus três

níveis, não há relação de hierarquia entre elas, o que há é repartição de competências.

O sistema constitucional de repartição de competências na Constituição Federal de 1988

adotou o critério da prevalência do interesse, se assemelhando a uma superposição de circunferências concêntricas que representam o campo de atuação da União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios. Muito embora não haja fronteiras às competências de cada ente perfeita e objetivamente delimitadas, pois, em razão do próprio critério de distribuição de competências, quando o interesse regional ou local assim justificar, excepcionalmente, por atuação do princípio da razoabilidade, as leis expedidas pelos Estados e Municípios podem se sobrepor às expedidas pela União e as dos Municípios às do Estado-membro, como por exemplo em matéria ambiental.

dos Municípios às do Estado-membro, como por exemplo em matéria ambiental. 6 ICHIHARA, Yoshiaki . Op.

O raciocínio jurídico, então, se faz em termos de validade. Daí porque na verdade não se pode falar em conflito de normas senão em conflito aparente de normas, dês que como

o sistema normativo é considerado como uma unidade perfeita a validade de uma norma afasta a outra, mantendo intacta a higidez do sistema.

Assim, quando temos uma obrigação ou uma imposição de conduta a observar, devemos nos perguntar por que aquela obrigação ou imposição de conduta é valida.

E a resposta estará nos fundamentos imediatos e mediatos daquela obrigação ou imposição de conduta, isto é, se for contrato estará imediatamente na lei e se for uma portaria estará imediatamente num decreto, tendo ambos que extrair a sua validade mediata de uma norma superior e assim por diante até alcançar o topo da pirâmide ou ainda extraí-la diretamente da norma fundamental.

Entretanto, quando se está a tratar da produção legislativa, ajuntam-se outros fatores tais como a reserva de iniciativa, isto é, a competência para propor um projeto, para iniciar o processo legislativo.

Diante disto, então, já se pode antever que a análise da constitucionalidade de uma proposição demanda resposta a duas perguntas básicas:

1)

A matéria tratada no projeto é de competência do município?

2)

De quem é a competência para iniciar o processo legislativo?

Afinal, como responder a estas questões?

A análise da competência legislativa do município demanda o manejo dos artigos 22, 24

e 29 e 30, da CF/88.

Esclarece o art. 22, da CF/88, que compete privativamente à União legislar sobre:

1) direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; 2) desapropriação; 3) requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;

4)

águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;

5)

serviço postal;

6)

sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;

7)

política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;

8)

comércio exterior e interestadual;

9)

diretrizes da política nacional de transportes;

10) regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; 11) trânsito e transporte; 12) jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; 13) nacionalidade, cidadania e naturalização; 14) populações indígenas; 15) emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros;

16) organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; 17) organização judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios, bem como organização administrativa destes; 18) sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais; 19) sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular; 20) sistemas de consórcios e sorteios; 21) normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares; 22) competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais; 23) seguridade social; 24) diretrizes e bases da educação nacional; 25) registros públicos; 26) atividades nucleares de qualquer natureza; 27) normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 28) defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional; 29) propaganda comercial.

Além disto, prescreve o parágrafo único do art. 22, da CF/88, que a União poderá autorizar os Estados através de lei complementar a legislar sobre questões específicas das matérias que são de sua competência privativa

E o art. 24, da CF/88, prevê que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:

1)

2) orçamento;

direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;

3)

juntas comerciais;

4)

custas dos serviços forenses;

5)

produção e consumo;

6) florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; 7) proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e

paisagístico; 8) responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e

direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; educação, cultura, ensino e desporto;

9)

10) criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; 11) procedimentos em matéria processual; 12) previdência social, proteção e defesa da saúde; 13) assistência jurídica e Defensoria pública;

14) proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; 15) proteção à infância e à juventude; 16) organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.

Note-se que quando a competência para tratar de determinada matéria for concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais, podendo os Estados e Municípios exercerem competência legislativa suplementar. Será, no entanto, plena a competência legislativa dos Estados para atender as suas especificidades se não existir lei federal criando normas gerais sobre uma determinada matéria, ficando suspensa a eficácia da lei estadual ante à superveniência de lei federal de caráter geral.

Por sua vez, a par do princípio da autonomia administrativa, financeira e política, estatuído no art. 18, da CF/88, extrai o município do art. 29, da Carta Política, a competência para dispor e como dispor sobre a sua lei orgânica (caput), sobre os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais (inciso V), os subsídios dos Vereadores (inciso VI), inviolabilidade dos Vereadores e sobre o seu Regimento Interno (inciso XI).

O art. 30, por sua vez, misturando competências legislativas e administrativas, estabelece que compete aos Municípios:

1)

legislar sobre assuntos de interesse local;

Interesse local é aquele interesse peculiar, específico do Município que afasta até mesmo a competência privativa da União e do Estado.

2)

suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;

A suplementação da legislação federal ou estadual, no entanto, não admite antinomia com o direito nacional ou estadual, senão para suprir alguma lacuna ou adequar uma norma a aspectos próprios locais de molde a lhe garantir a eficiência e a sua efetiva aplicação.

3) instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;

Criar os tributos que a constituição lhe permite (art. 149-A 7 e 156 e seguintes, da

CF/88).

7 RE 573675 / SC - SANTA CATARINA, RECURSO EXTRAORDINÁRIO, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Julgamento: 25/03/2009, Órgão Julgador: Tribunal Pleno, Publicação:

REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO, DJe-094 DIVULG 21-05-2009, PUBLIC 22-05-2009, EMENT VOL-02361-07, PP-01404, Parte(s): RECTE.(S): MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, RECDO.(A/S): MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, ADV.(A/S): WILLIAM RAMOS MOREIRA INTDO.(A/S): MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE ADV.(A/S): CAROLINA CARDOSO GUIMARÃES LISBOA. EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. RE INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA

4)

criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;

Exercício do poder de regular o zoneamento e a expansão urbana.

5)

organizar

permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;

ou

e

prestar,

diretamente

ou

sob

regime

de

concessão

Competência legislativa e administrativa sobre os seus serviços.

6) manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação infantil e de ensino fundamental; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

Competência legislativa e administrativa sobre os seus serviços de educação.

7)

prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população;

Competência legislativa e administrativa sobre os seus serviços de saúde.

8) promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;

Exercício do poder de polícia urbanística.

9)

promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.

Exercício do poder de polícia de proteção ao patrimônio histórico-cultural.

FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido. (FEDERAL,

em:

Supremo

http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=(573675.NUME. OU

573675.ACMS.)&base=baseAcordaos. Acesso em: 24 jul. 2009 destaques são meus).

Tribunal.

Disponível

Uma vez respondida positivamente a primeira pergunta, cumprirá verificar de quem é a competência para iniciar o processo legislativo.

Da mesma forma, o critério para tanto é o da exclusão, ou seja, para se saber se a competência é concorrente, isto é, se qualquer dos legitimados a iniciar o processo legislativo poderá fazê-lo, impende que se saiba primeiro se a matéria está reservada a alguém ou a algum órgão, se não estiver, a competência será concorrente e, portanto, poderá ser apresentado pelos Vereadores, pela Mesa da Câmara, pelas Comissões, pelo Prefeito e por, no mínimo, 5% (cinco por cento) do eleitorado.

Princípios a serem observados na elaboração do texto legal

A técnica legislativa stricto sensu pressupõe o conhecimento das qualidades essenciais de estilo, especialmente a correção, a clareza, a concisão e a harmonia, podendo-se acrescentar a originalidade, que, no caso, se restringe à justificação da proposição. Dentre os princípios que presidem à elaboração do texto legal, podemos destacar os

seguintes:

1 A redação do texto deve ser clara e precisa, obedecendo à ordem lógica.

2 Deve haver ementa enunciativa do objeto em destaque, à direita do papel, logo abaixo do título e data.

3 O contexto desdobra-se em artigos, cada um dos quais deve tratar de um único

assunto.

4 Na numeração dos artigos e dos parágrafos, usam-se algarismos arábicos, sendo

numerais ordinais até o nono artigo (art.1º, art.9.º) e, a partir daí, numerais cardinais (art.10., art.11. etc.).

5 O artigo conterá, exclusivamente, a norma geral, o princípio, reservando-se aos

parágrafos as medidas complementares e as exceções.

6 A palavra artigo deve ser abreviada, quando seguida do respectivo número, usando-

se art. para o singular e arts. para o plural, escrevendo-se, nos demais casos, por extenso.

7

Deve-se abreviar a palavra parágrafo com o sinal ”§” para o singular, ou “§§” para

o

plural, sempre que seguida do respectivo número, usando-se a expressão “parágrafo

único”, por extenso, se o artigo contiver um só parágrafo; o parágrafo pertence sempre

a artigo, jamais a inciso ou alínea.

8 Não serão usadas abreviaturas nem siglas nas referências às pessoas jurídicas, salvo quando consagradas pelo direito ou conhecidas e generalizadas por todo o território nacional, mas, ainda em tais casos, deve-se escrever por extenso a primeira referência ao nome e, a seguir, a sigla, entre parênteses.

9 Quando o assunto comportar discriminações, o enunciado constará do artigo, e os elementos de discriminação serão apresentados sob a forma de incisos.

10 Quando os artigos se sucederem, tratando de assuntos heterogêneos, deve-se

manter, tanto quanto possível, a uniformidade inicial dos verbos.

11 O texto legal não comporta expressões esclarecedoras, tais como: ou seja, isto é,

por exemplo, v.g. e outras equivalentes.

12 Devem-se empregar termos que tenham o mesmo sentido e significado no maior

espaço territorial possível, evitando-se as expressões locais e regionais, a não ser que o ato legislativo tenha caráter restrito e não haja possibilidade de posterior ampliação do seu campo de incidência.

13 As expressões devem ser usadas em seu sentido comum, exceto quando se tratar de

assunto técnico, ressalvada, em qualquer circunstância, a observância do estilo jurídico.

14

As frases devem reduzir-se ao mínimo possível, sem prejuízo da idéia finalística.

15 Quando se tratar de um ato extenso, aos primeiros artigos devem ser reservadas a

definição do objetivo deste e a limitação do seu campo de aplicação.

16 Nos diversos artigos de um mesmo texto legal, deve-se exprimir a mesma idéia por

palavras idênticas, evitando-se a sinonímia.

17 O legislador deve evitar o emprego de expressões com sentido radical, como, por

exemplo, “dispõe definitivamente”, “aplica-se a todos os casos” ou “somente se aplica a tais pessoas”, etc.

18 Antes de redigido o artigo, devem ser cuidadosamente examinadas e selecionadas

as matérias a serem tratadas no ato legislativo.

19 Deve-se escrever por extenso, entre parênteses, a expressão correspondente à

indicação de importância em dinheiro ou de percentagem, constante do contexto.

20 Deve-se dar preferência à forma positiva, ao singular, à terceira pessoa, à

determinação do sujeito.

Elementos constitutivos de um Projeto de Lei

Cabeçalho ou preâmbulo Pode-se entender por cabeçalho ou preâmbulo a parte inicial de uma lei, não incluída no texto, mas destinada a identificar o ato na ordem legislativa, através do tempo e do espaço.

Subdivide-se em:

Epígrafe Indicação da espécie da proposição, do número de ordem e do ano de apresentação.

Ementa Resumo claro, fiel e conciso do conteúdo do projeto, devendo, no caso de alteração de dispositivo de lei, fazer referência a ele, transcrevendo a ementa da lei modificada.

Fórmula de promulgação Dá-se o nome de fórmula de promulgação ao órgão legiferante, que, no uso de atribuição ou competência constitucional, baixa determinado ato, e à ordem de execução, que se expressa por uma forma verbal, como “decreta”, sanciona, aprova”, promulga”, conforme o tipo ou a fase de tramitação da proposição.

Contexto Compreende a matéria de que trata a proposição, dividindo-se em artigos e podendo subdividir-se em parágrafos, incisos, alíneas e itens.

Artigo É a unidade básica do contexto, à qual se subordinam parágrafos, incisos, alíneas e itens.

Parágrafo Constitui a imediata divisão de um artigo, sendo complemento aditivo ou restritivo do caput deste.

Inciso

É o desdobramento do artigo ou do parágrafo, geralmente destinado a enumerações.

Na numeração dos incisos, usam-se algarismos romanos, seguidos de travessão, empregando-se dois-pontos ( : ) para encerrar a frase do artigo ou do parágrafo precedente e antes das alíneas em que se desdobre o inciso.

Alínea (ou Letra) Adota-se a alínea (ou letra) para a subdivisão do parágrafo ou do inciso. Trata-se de discriminação feita com as letras do alfabeto, seguidas de parêntese.

Item Empregado para desdobramento da alínea (ou letra), é indicado por algarismo arábico seguido de parêntese.

Agrupamento dos artigos Sendo a unidade do texto de qualquer ato da ordem legislativa, o artigo é o ponto de

partida para a subdivisão ou o agrupamento dos assuntos. Analisada a subdivisão, passemos a tratar do agrupamento, que se faz necessário quando

o grande número de artigos de um ato legislativo exige a sistematização da matéria,

segundo idéias que se correlacionam, dependente e normativamente, como no caso dos códigos. Adota-se, desse modo, o seguinte critério para o agrupamento das idéias em artigos: a

SEÇÃO constitui-se de um conjunto de ARTIGOS; o CAPÍTULO, de um conjunto de SEÇÕES; o TÍTULO, de um conjunto de CAPÍTULOS; o LIVRO, de um conjunto de TÍTULOS. Sendo necessário o agrupamento dos LIVROS, adotam-se as PARTES denominadas PARTE GERAL e PARTE ESPECIAL ou, excepcionalmente, PARTE PRIMEIRA, PARTE SEGUNDA, etc. Numeram-se as SEÇÕES, os CAPÍTULOS, os TÍTULOS e os LIVROS com algarismos romanos.

DISPOSIÇÕES COMPLEMENTARES E SUPLEMENTARES

Disposições Preliminares ou Lei de Introdução As Disposições Preliminares representam esclarecimentos prévios que localizam a lei no tempo e no espaço, apontando seus objetivos, definindo os termos por ela adotados e enunciando os princípios jurídicos e os de aplicação que ela encerra. Essa parte pode ou não integrar o texto legal. Recebe, além da denominação indicada acima, a de Lei de Introdução, quando não integra o texto. Seu articulado pode ter numeração própria, quando se tratar de Lei de Introdução, pois, sendo parte independente do texto legal, sua promulgação pode dar-se em separado.

Disposições Gerais e Disposições Finais As Disposições Gerais representam uma continuação do texto da lei, englobando, no

final desta, os artigos que contenham assuntos de caráter geral, diretamente dependentes ou intimamente relacionados com todo o texto, ou, ainda, seguindo ou precedendo cada um dos diversos grupos de assuntos que justifiquem ou exijam um apêndice contendo medidas de caráter geral, até mesmo de conteúdo regulamentador.

A numeração desses preceitos faz-se em continuação à dos artigos do texto legal.

Sob o rótulo de DISPOSIÇÕES FINAIS, reúnem-se, no final do ato e em continuação numérica ao seu articulado, as medidas restantes, de caráter geral e referentes a todo o texto da lei, visto em seu conjunto.

Disposições Transitórias São as que tratam de situações que, por seu caráter especial e temporário, exigem imediata disciplina.

Cláusula de Vigência Determina a data em que a lei entra em vigor.

É após a publicação da lei no órgão oficial e o transcurso do prazo estabelecido para a

sua efetiva entrada em vigor que o seu cumprimento se impõe a todos.

Cláusula Revogatória

A partir da edição da Lei Complementar nº 107, de 26.4.2001, que alterou a Lei

Complementar nº 95/98 ficou vedada a declaração de revogação geral, nos termos do

art. 9º desse diploma legal.

Atualmente então só se admite cláusula de revogação específica com menção expressa

da lei ou disposição revogada.

Fecho

É o encerramento da proposição e abrange:

a) local (Sala das Reuniões, Sala das Comissões) e data de apresentação;

b) nome do autor.

Justificativa Constitui-se dos argumentos expendidos pelo autor da proposição, para demonstrar a necessidade ou oportunidade desta.

A fundamentação dos projetos de iniciativa do Poder Executivo contém-se na própria

mensagem que os encaminha ao Legislativo.

O Manual de Redação da Presidência da República assim define mensagem: “É o

instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente

as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para

informar sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem

de

deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações

de

tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.”

As diretrizes atualmente adotadas pela Câmara Municipal de Limeira obedecem às estabelecidas pela Lei Complementar n.º 95, de 26 de fevereiro de 1998, que regulamenta o parágrafo único do art.59 da Constituição da República.

Fecho da Justificativa

É o encerramento da justificativa e abrange:

a) local (Sala das Reuniões, Sala das Comissões) e data de apresentação;

b) nome do autor.

Emenda A emenda, proposição acessória já definida e classificada anteriormente, compõe-se de:

a) epígrafe, em que à expressão EMENDA N.º

número da proposição a que ela se refere.

b) ementa, consistindo num resumo claro, fiel e conciso do conteúdo da emenda,

se segue a indicação da espécie e do

devendo fazer referência ao projeto para cuja alteração é proposta, transcrevendo a

ementa da proposição a ser modificada.

c)

fórmula pela qual se determina a alteração a ser feita: “Suprima-se

”,

“Onde se

”,

“Leia-se

”,

“Acrescente-se

”,

“Dê-se ao art

a seguinte redação”.

d)

contexto, em que se procede à supressão ou substituição de determinada expressão,

ou se enuncia o dispositivo a ser acrescentado, ou se dá nova redação a determinado

dispositivo.

e) fecho, que compreende o local (Sala das Reuniões, Sala das Comissões), a data de

apresentação e o nome do autor.

f) justificativa, em que o autor da emenda expõe as razões da alteração proposta.

g) fecho da justificativa, que compreende o local (Sala das Reuniões, Sala das

Comissões), a data de apresentação e o nome do autor.

Requerimento Requerimento é todo pedido feito por Vereador ou comissão a respeito de matéria prevista no Regimento Interno. Quanto ao aspecto formal, os requerimentos podem ser escritos ou orais.

O requerimento escrito compõe-se de:

a) epígrafe, que consiste na palavra REQUERIMENTO, seguida de número nos casos

em que a proposição é sujeita a decisão do plenário.

b) vocativo, que indica a autoridade a quem é dirigido (Presidente da Câmara ou

Presidente de Comissão).

c) contexto, em que o signatário formula sua solicitação, após as palavras de praxe: “O

Vereador que este subscreve requer a V. Ex.ª, na forma regimental,

d) fecho, que compreende o local (Plenário “Vereador , Sala das Comissões), a data de

apresentação e o nome do autor.

e) justificativa, constituída dos argumentos que demonstram a necessidade ou

oportunidade da medida solicitada. Os requerimentos são geralmente acompanhados de

fundamentação, mesmo quando não haja exigência regimental nesse sentido.

f) fecho da justificativa, que compreende o local (Sala das Reuniões, Sala das

Comissões), a data de apresentação e o nome do autor.

Parecer

É o pronunciamento de comissão, de caráter opinativo, sobre matéria sujeita a seu

exame, devendo ser escrito em termos explícitos e concluir pela aprovação ou pela

rejeição da matéria, salvo o da Comissão de Constituição e Justiça, que se restringe ao exame preliminar de constitucionalidade, legalidade e juridicidade.

O parecer escrito compõe-se, em geral, de três partes: relatório, fundamentação e

conclusão.

Na redação do parecer, deve-se atentar para o seguinte:

a). A epígrafe mencionará a comissão incumbida de examinar a matéria (v.g, Colenda

Comissão de Constituição, Justiça e Redação), e conterá a palavra PARECER, seguida, logo abaixo, no lado esquerdo, do número do processo, do interessado, e do assunto sobre o qual será emitido o parecer.

b)

O contexto compreenderá:

I-

exposição da matéria em exame;

II- conclusão do relator com:

a) sua opinião sobre a legalidade ou ilegalidade, a constitucionalidade ou inconstitucionalidade total ou parcial do projeto, se pertencer à Comissão de Constituição, Justiça e Redação; b) sua opinião sobre a conveniência e oportunidade da aprovação ou rejeição total ou parcial da matéria, se pertencer a alguma das demais comissões; III- a decisão da Comissão, com a assinatura dos membros que votaram a favor ou contra; IV- o oferecimento, se for o caso, de substitutivo ou emendas. c) O fecho indicará o local (Sala das Comissões, Sala das Reuniões da Mesa, etc.), a data e as assinaturas do Presidente, do Relator e dos demais membros da Comissão ou da Mesa.

I - PROCESSO OU PROCEDIMENTO?

Parte de doutrina considera o processo como sendo a relação jurídica que se instaura entre as partes que dele participam e o procedimento como uma sucessão itinerária e encadeada de atos que tendem à produção de um resultado final e conclusivo. A outra

corrente vê o processo como uma série de atos preordenados, tendentes à atuação da lei

e o procedimento como a maneira como esse processo de desenrola. A despeito dos

renomados mestres que compõem a respeitabilíssima primeira corrente, não me parece, todavia, devido à própria etimologia da palavra que descende do latim procedere que

é um verbo que indica a ação de avançar, de ir para frente (pro+cedere) que o termo

processo se refira à natureza da relação jurídica que se instaura quando se inicia um

processo, mas sim ao conjunto de passos que se dá em direção ao objetivo por ele colimado como, aliás, leciona MOACYR AMARAL DOS SANTOS 8 - obedecendo um determinado tipo de procedimento, de forma, de método e, por isso, creio, é um instrumento, uma ferramenta e não uma relação. Daí a natureza corpórea, concreta dos atos que o compõem formando um conjunto lógico concatenado.

Por isto adotamos como conceito de processo legislativo municipal a noção de um conjunto de atos antecedentes e posteriores uns aos outros regulados pela Lei Orgânica do Município que se remetem na direção da produção de atos legislativos e espécies normativas municipais obedecendo a um determinado procedimento, ou seja, uma determinada forma de acordo com a qual esse processo de desenrola.

II - PROCEDIMENTO LEGISLATIVO ORDINÁRIO

O procedimento legislativo ordinário é, por assim dizer, um procedimento típico, padrão, se constituindo na fonte subsidiária normativa da qual bebem todos os demais procedimentos e pode ser identificado como aquele utilizado na produção de leis ordinárias, desenvolvendo-se em quatro fases distintas.

FASE DE APRESENTAÇÃO

8 “O meio pelo qual se faz atuar a lei à espécie é o que se chama processo. Este consiste numa série de atos coordenados, tendentes á atuação da lei, tendo como escopo a composição da lide. Processo é, portanto, o meio ou instrumento de composição da lide. É uma operação por meio da qual se obtém a composição da lide.” (SANTOS, Moacyr Amaral dos. Primeiras linhas de direito processual civil: adaptadas ao novo código de processos civil, 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1984, p. 10).

A fase de apresentação ou de iniciativa é aquela na qual é exercitada a faculdade de

propor um projeto de lei, atribuída a pessoas ou órgãos, de forma geral ou especial. É o ato que desencadeia o processo legislativo.

A iniciativa pode ser concorrente, privativa e vinculada.

1) Concorrente: quando a competência para apresentação da proposição não estiver reservada a ninguém, podendo ser apresentada tanto por iniciativa do Prefeito, da Mesa Diretora, dos Vereadores, ou de 5% do eleitorado local.

2) Privativa: quando a competência para iniciar o processo legislativo estiver reservada a um determinado titular.

Exemplos de iniciativa privativa:

III - propor projetos

de resolução que disponha acerca de: a) Secretaria da Câmara e suas alterações; b)

criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de

diretrizes orçamentarias; (

V - apresentar projeto de lei dispondo acerca de

Art. 31, da LOM: “Compete à Mesa, dentre outras atribuições: (

)

)

autorização para abertura de créditos adicionais, quando o recurso a ser utilizado for

proveniente da anulação de dotação da Câmara.”;

Art.23 do RICML: “Compete à Mesa, dentre outras atribuições estabelecidas em lei, neste Regimento ou por Resolução da Câmara, ou delas implicitamente decorrentes: I - propor projetos de lei nos termos do que dispõe o art. 61 "caput" da Constituição Federal; II- propor projetos de decreto legislativo dispondo sobre: a) licença do Prefeito para afastamento do cargo; b) autorização ao Prefeito para, por necessidade de serviço, ausentar- se do Município por mais de quinze dias; c) concessão de licenças ao Prefeito, nos termos da Lei Orgânica Municipal; III- propor projetos de resolução dispondo sobre; a) sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos ou funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; b) concessão de licenças aos Vereadores, nos termos do que dispõe a Lei Orgânica Municipal; ( )

Art. 51 da LOM: “compete, exclusivamente, ao Prefeito a iniciativa dos projetos de lei que disponham sobre: I - criação e extinção de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica, bem como a fixação da respectiva remuneração; II - criação, estruturação e atribuições das Secretarias Municipais e órgãos da administração pública; III - regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria dos servidores;”

Art. 202 do RICML: “É da competência privativa do Prefeito a iniciativa das leis que disponham sobre: I- a criação, estruturação e atribuições das Secretarias, órgãos e entidades da administração pública municipal; II- a criação de cargos, empregos e funções na administração pública direta e autarquia bem como a fixação e aumento de sua remuneração; III- regime jurídico dos servidores municipais; (art.61, parágrafo 1º CF) IV- o plano plurianual , as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual, bem como a abertura de créditos suplementares e especiais (art.165 e 167, V da CF)”.

Art. 116, § 8º, do, do RICML: É da competência da Comissão de Assuntos Relevantes interessada a proposição de Projeto de Resolução para sua prorrogação.

Art. 130, do RICML: É da competência da Comissão Parlamentar de Inquérito a proposição de Requerimento para sua prorrogação.

Art. 170, c/c art. 188, do RICML: É da competência do seu autor ou da maioria dos subscritores, quando de autoria de órgão colegiado, a apresentação de requerimento de retirada de proposição; Obs: a retirada impede a reapresentação na mesma sessão legislativa, salvo deliberação em contrário do Plenário (§ 5º, do art. 188, do RICML).

Art. 253, do RICML: É da competência dos Líderes, do Autor ou do Relator da matéria

o requerimento de adiamento de votação.

Art. 253, § 3º, do RICML: É da competência dos Líderes ou de 2/3 dos membros da Câmara o pedido de adiamento de votação de matéria tramitando em regime de urgência.

3) Vinculada: quando a apresentação da proposição for obrigatória num determinado momento para o titular da iniciativa.

Exemplo de iniciativa vinculada:

Art. 35, § 2.º, do ADCT: “Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9.º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas: I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial subseqüente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa; II - o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa; III - o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.”

FASE DE INSTRUÇÃO

A fase de instrução é a fase que medeia a apresentação e a deliberação, quando então o

projeto é enviado às comissões para estudo e fica sujeito à apresentação de proposições

secundárias, ou seja, emendas, subemendas e substitutivos.

FASE DE DELIBERAÇÃO

Esta fase se inicia com a votação da matéria pelo Plenário, e se completa com a apreciação pelo Executivo do texto aprovado, o qual pode intervir no aperfeiçoamento da lei. Tal apreciação pode resultar no assentimento (sanção) ou na recusa (veto). A sanção transforma em lei o projeto aprovado pelo Legislativo. Pode ocorrer de forma expressa ou tácita. A sanção é expressa quando o Executivo dá sua concordância, de modo formal, no prazo de 15 dias contados do recebimento da proposição de lei, resultante de projeto aprovado pela Casa Legislativa. A sanção é tácita, quando o Executivo deixa passar esse prazo sem manifestação de discordância (veto).

Pode o Executivo recusar sanção à proposição de lei, impedindo, dessa forma, sua

transformação em lei. Tal recusa se manifesta pelo veto que pode ser total ou parcial, conforme atinja toda a proposição ou apenas parte da mesma. Segundo dispõe o § 2º do art. 66 da Constituição da República, “o veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea”.

O veto pode ter por fundamento a inconstitucionalidade da proposição ou a sua

inconveniência e inoportunidade. No primeiro caso, há um motivo estritamente jurídico: a incompatibilidade com a Lei Maior. No segundo caso há um motivo exclusivamente político que envolve uma apreciação de vantagens e desvantagens: se o

Executivo julgar a proposição contrária ao interesse público, opor-lhe-á veto;

FASE DE POSITIVAÇÃO

A fase de positivação, também classificada como complementar ou de aquisição de

eficácia, compreende a promulgação e a publicação da lei.

A promulgação é o ato que declara e atesta a existência da lei, indicando que esta é

válida e executável. Cabe ao Chefe do Executivo promulgar a lei. Se ele, nos casos de sanção tácita e de rejeição do veto, não o faz no prazo de 48 horas, deve o Presidente da Casa Legislativa fazê-lo. Depois da promulgação, vem a publicação, que, em nosso sistema, é o meio de tornar a norma conhecida, vigente e eficaz.

III - COMENTÁRIOS AO PROCEDIMENTO LEGISLATIVO ORDINÁRIO NO RICML - CAPÍTULO II, SEÇÃO III -

Art. 201 e seguintes do RICML

Iniciativa dos projetos:

I. do Vereador;

A

iniciativa legislativa dos vereadores compreende basicamente matérias concernentes

ao

poder de polícia municipal (sanitária, das construções, das águas, da atmosfera, das

plantas e animais nocivos, dos logradouros públicos envolvendo segurança, higiene e moral, conforto e estética e publicidade urbana, de costumes regulando a conduta pública, diversões públicas e atividades recreativas em geral, atividades urbanas em

geral cuidando de todas as ocupações industriais, comerciais e de prestação de serviços

e de quaisquer estabelecimentos urbanos regrando desde a sua localização até a

instalação e funcionamento no que pertine aos seus aspectos de segurança e higiene e quanto aos usos permitidos numa determinada área do município), não se olvidando da exigência da presença do interesse local na matéria que se pretende regular quando se estiver diante de um aparente conflito de competências com outros entes da federação. Sempre se curando de verificar se há realmente interesse peculiar em relação ao assunto tratado pela proposição a caracterizar o interesse local, dês que haver interesse dos munícipes de que uma determinada matéria seja regulada pelo município não equivale à existência de interesse local. O interesse local se caracteriza pela existência de uma

situação concreta particular, própria, específica do município que justifica a expedição

de leis regulando o assunto, ainda que se trate de matéria cuja competência legislativa

pertença a outro ente federativo, pois presumiu o legislador constitucional que por se

cuidar de uma circunstância encontrada somente num determinado local, devido

exatamente à proximidade do fato, ninguém melhor do que o próprio legislador municipal para dar solução legislativa consentânea à questão que poderia ficar décadas sem regulamentação adequada dos governos estadual e federal cuja inércia legislativa é de todos conhecida em face mesmo da distância entre o lugar onde ocorre o problema e a assembléia legislativa e o congresso nacional e das dificuldades naturais enfrentadas pela população local para levá-lo ao conhecimento desses parlamentos.

Além das competências legislativas para cuidar de poder de polícia municipal os vereadores também podem iniciar o processo legislativo em matéria tributária, para perpetuar nomes em logradouros públicos (ruas, travessas, becos, avenidas, praças, pontes, etc.) e próprios municipais (prédios públicos, ginásios públicos, salas de espetáculos públicos, auditórios públicos, repartições públicas, escolas públicas e etc.), criar homenagens, conceder título de cidadão, reconhecer entidades como sendo de interesse público, fixar a remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito, dos Vereadores e a verba de representação do Presidente da Câmara, para a Legislatura subseqüente até 60 dias das eleições municipais, bem como dos Secretários Municipais em qualquer tempo, constituir Comissões de Assuntos Relevantes e de Representação e propor emendas à Lei Orgânica do Município em matérias que não sejam reservadas à Mesa Diretora ou ao Prefeito Municipal.

As propostas de emenda à lei orgânica não poderão se apresentadas quando o Município estiver sob intervenção estadual ou houver sido decretado estado de sítio ou de defesa e não poderá propugnar a abolição da separação dos poderes e dos direitos e garantias constitucionais.

Requisitos específicos:

I - Poder de Polícia:

1)

através de projeto de lei complementar quando a matéria envolver obras.

II - Matéria tributária:

1)

através de projeto de lei complementar.

III Perpetuação de nome em logradouros públicos e próprios municipais:

-

1)

01 (um) ano da data de falecimento, exceto no caso do homenageado ser autoridade civil, militar ou eclesiástica.

IV Denominação de logradouro público ou próprio municipal:

-

1) certidão expedida pelo órgão competente da Prefeitura Municipal de Limeira que ateste que o local indicado não possui denominação. 2) máximo de 15 (quinze) vezes como primeiro signatário, contando-se o numero de iniciativas, quando se tratar de loteamento, pelo número de loteamentos. 3) curriculum vitae minucioso sobre o homenageado, justificando a necessidade da proposição.

V - Reconhecimento de entidades como sendo de interesse público nos termos da Lei nº 1.269/71:

1) quando se tratar de pessoa jurídica de direito privado, ato constitutivo inscrito no respectivo registro, precedido, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo (como ocorre por exemplo com as empresas de radiodifusão ou de telecomunicação que dependem de concessão do governo federal), com todas as alterações posteriores devidamente averbadas; 2) efetivo e contínuo funcionamento dentro de suas finalidades por no

mínimo 12 (doze) meses; gratuidade dos cargos de sua diretoria, não distribuindo a qualquer título,

3)

lucros, bonificações ou vantagens a diretores, mantenedores ou associados; 4) exercício de atividades científicas, artísticas, culturais ou assistenciais, não circunscritas ao âmbito de determinada sociedade civil ou comercial, comprovadas mediante apresentação de relatórios circunstanciados; 5) idoneidade moral comprovada de seus diretores comprovada mediante atestado emitido por qualquer autoridade; 6) publicação anual da demonstração da receita obtida e da despesa realizada no período anterior ainda que esteja dispensada de balanço.

VI -

1)

Emenda à LOM:

a assinatura do autor com mais as assinaturas de apoio necessárias para atingir o quorum de 1/3 dos membros do Poder Legislativo.

VII - No projeto de criação na hipótese de gerar despesas, pois caso contrário será promovido por mero requerimento de Comissão de Assuntos Relevantes deverá constar:

1)

a finalidade, devidamente fundamentada;

2)

o número de membros, não superior a cinco;

3)

o prazo de funcionamento.

II. da Mesa da Câmara;

A iniciativa de Mesa Diretora inclui todas as competências legislativas detidas pelos vereadores mais aquelas que lhe são privativas, isto é, elaborar seu Regimento Interno, propor projetos de resolução dispondo sobre a organização de suas secretarias, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração, propor projetos de decreto legislativo dispondo sobre licença do Prefeito para afastamento do cargo, autorização ao Prefeito para, por necessidade de serviço, ausentar-se do Município por mais de quinze dias, concessão de licenças ao Prefeito por motivo de doença devidamente comprovada ou no período gestante e regulamentação da concessão de licenças aos Vereadores.

Requisitos específicos:

A. assinatura da maioria de seus membros;

B. em se tratando de proposição dispondo sobre a organização de suas secretarias, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração:

1) apresentação de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes; 2) declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação

orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais.

3)

OBS: Não haverá, no entanto, obrigação de atenção às disposições da LRF se se cuidar da revisão geral anual de que trata o inciso X, do art. 37, da CF/88.

C.

Cuidando de Licença ou afastamento do Prefeito:

1)

no caso de doença ou gestação, comprovação através de atestado médico;

2) quando se tratar de pedido de afastamento a serviço ou em missão de representação do Município, indicação das razões da viagem, o roteiro e a previsão de gastos.

III.

das Comissões Permanentes;

A iniciativa das Comissões Permanentes inclui todas as competências legislativas detidas pelos vereadores, sendo privativa destas, entretanto, o oferecimento de proposições secundárias em forma de parecer sobre as matérias que forem de sua competência, enquanto estiverem sob sua apreciação no prazo previsto pelo regimento.

IV. do Prefeito;

Competência privativa do Prefeito:

Compete ao prefeito iniciar o processo legislativo quando se tratar de criação, estruturação e atribuições das Secretarias, órgãos e entidades da administração pública municipal, criação de cargos, empregos e funções na administração pública direta e autarquia bem como a fixação e aumento de sua remuneração, regime jurídico dos servidores municipais, plano plurianual, diretrizes orçamentárias e o orçamento anual, bem como a abertura de créditos suplementares e especiais.

Assim, conquanto o regime jurídico dos servidores públicos não possa ser imediatamente relacionado com a função preponderantemente administrativa desenvolvida pelo Poder Executivo pois decorre da representação do Município exercida pelo chefe do Poder Executivo, ou seja, da idéia de chefe de governo (o governo municipal é composto pelos Poderes Executivo e Legislativo) , como com lhaneza se percebe quando se está a falar de matéria financeira e orçamentária e de planejamento ou ainda do funcionamento dos órgãos e repartições da Administração

Pública, sempre que se estiver cuidando de assunto relativo à atividade administrativa propriamente dita, isto é, criação de programas governamentais, planos e etc., estar-se-á a andar pelos domínios da competência legislativa do Poder Executivo, inacessível à iniciativa legislativa do Poder Legislativo por força do princípio da separação de poderes (art. 2º, da CF/88).

Requisitos específicos:

A. proposição dispondo sobre a organização de suas secretarias, órgãos e entidades da administração pública municipal, criação de cargos, empregos e funções na administração pública direta e autarquia bem como a fixação e aumento de remuneração que se constitua em despesa obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei que fixe para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios:

1) apresentação de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes; 2) declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação

orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afetará as metas

de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais.

3)

OBS: Não haverá, no entanto, obrigação de atenção às disposições da LRF se se cuidar da revisão geral anual de que trata o inciso X, do art. 37, da CF/88.

B. proposição concedendo ou ampliando incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita, salvo quando se tratar de autorização para cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança, deverá estar acompanhada de:

1) estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes;

atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições:

a. demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, da LRF, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias; ou b. estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição.

2)

3) A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado.

4) Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput do art. 14, da LRF, decorrer da implementação das medidas de compensação, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas propostas.

C. proposição solicitando autorização para celebração de convênios:

5)

minuta do convênio.

D. proposição solicitando autorização para alienação de bens imóveis:

6)

7) croquis, memorial descritivo e laudo de avaliação assinado por comissão de avaliação devidamente nomeada por decreto;

8) todos os documentos do imóvel de propriedade privada anteriormente descritos quando se cuidar de permuta.

cópia da matrícula do imóvel quando o bem for dominical;

E. autorização para compra de bens imóveis ou recebimento em doação com encargos:

1)

2) croquis, memorial descritivo e laudo de avaliação assinado por comissão

cópia da matrícula do imóvel;

3)

de avaliação devidamente nomeada por decreto; cópia da escritura de doação com a descrição dos encargos.

Limitações ao Poder Emenda em projetos de iniciativa privativa do Prefeito ou da Mesa Diretora:

Nos projetos de iniciativa privativa do Prefeito ou da Mesa Diretora não são admitidas emendas que:

A. Em projetos não orçamentários e de planejamento 9 :

9 ADI 973 MC / AP - AMAPÁ MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Julgamento: 17/12/1993, Órgão Julgador: Tribunal Pleno, Publicação: DJ 19-12-2006 PP-00034. E M E N T A: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL QUE ESTENDE A DETERMINADA CATEGORIA FUNCIONAL O REALINHAMENTO REMUNERATÓRIO DEFERIDO A SERVIDORES PÚBLICOS DIVERSOS - EXTENSÃO DESSE BENEFÍCIO PECUNIÁRIO RESULTANTE DE EMENDA DE INICIATIVA PARLAMENTAR APROVADA PELA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - VETO REJEITADO - PROMULGAÇÃO DA LEI PELO PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA LOCAL - AUMENTO DA DESPESA GLOBAL PREVISTA NO PROJETO DE LEI APRESENTADO PELO CHEFE DO PODER EXECUTIVO - IMPOSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL DESSA MAJORAÇÃO POR EFEITO DE EMENDA DE INICIATIVA PARLAMENTAR - INCIDÊNCIA DA RESTRIÇÃO PREVISTA NO ART. 63, I, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. PROCESSO LEGISLATIVO E ESTADO-MEMBRO. - A atuação dos membros da Assembléia Legislativa dos Estados acha-se submetida, no processo de formação das leis, à limitação imposta pelo art. 63, I, da Constituição, que veda - ressalvadas as proposições de natureza orçamentária - o oferecimento de emendas parlamentares de que resulte o aumento da despesa prevista nos projetos sujeitos ao exclusivo poder de iniciativa do Governador do Estado. O EXERCÍCIO DO PODER DE EMENDA, PELOS MEMBROS DO PARLAMENTO, QUALIFICA-SE COMO PRERROGATIVA INERENTE À FUNÇÃO LEGISLATIVA DO ESTADO. - O poder de emendar - que não constitui derivação do poder de iniciar o processo de formação das leis - qualifica-se como prerrogativa deferida aos parlamentares, que se sujeitam, no entanto, quanto ao seu exercício, às restrições impostas, em "numerus clausus", pela Constituição Federal. - A Constituição Federal de 1988,

1)

aumentem a despesa prevista;

2)

contenham matéria estranha à proposição ou a desfigurem violando a reserva de iniciativa. 10

B.

Em projetos orçamentários e de planejamento:

1) sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

2) não indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa;

3)

incidam sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;

b) serviço da dívida;

c) transferências tributárias constitucionais para Estados,

Municípios e Distrito Federal.

prestigiando o exercício da função parlamentar, afastou muitas das restrições que incidiam, especificamente, no regime constitucional anterior, sobre o poder de emenda reconhecido aos membros do Legislativo. O legislador constituinte, ao assim proceder, certamente pretendeu repudiar a concepção regalista de Estado (RTJ 32/143 - RTJ 33/107 - RTJ 34/6 - RTJ 40/348), que suprimiria, caso prevalecesse, o poder de emenda dos membros do Legislativo. - Revela-se plenamente legítimo, desse modo, o exercício do poder de emenda pelos parlamentares, mesmo quando se tratar de projetos de lei sujeitos à reserva de iniciativa de outros órgãos e Poderes do Estado, incidindo, no entanto, sobre essa prerrogativa parlamentar - que é inerente à atividade legislativa -, as restrições decorrentes do próprio texto constitucional (CF, art. 63, I e II), bem assim aquela fundada na exigência de que as emendas de iniciativa parlamentar sempre guardem relação de pertinência com o objeto da proposição legislativa. Doutrina. Precedentes.(FEDERAL, Supremo Tribunal. Disponível em:

http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=ADI-

MC.SCLA.+E+973.NUME.&base=baseAcordaos. Acesso em: 22 jul. 2009 destaques são meus)

10 ADI 574 / DF - DISTRITO FEDERAL, AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Julgamento: 03/06/1993, Órgão Julgador: TRIBUNAL PLENO, Publicação: DJ 11-03-1994 PP-04111, EMENT VOL-01736-01 PP-00048, Parte(s): REQUERENTE:

PROCURADOR-GERAL DA REPUBLICA, REQUERIDOS: PRESIDENTE DA REPUBLICA E CONGRESSO NACIONAL. EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. NOVA REDAÇÃO DADA PELO ART. 29 DA LEI N. 8.216, DE 1991, AO ART. 7. E SEUS INCS., DA LEI N. 3.765, DE 1960. IMPUGNAÇÃO DO CAPUT E DO INC. I, EM RAZÃO DE EMENDA ADITIVA, FEITA PELO SENADO, NO TEXTO DESTE ÚLTIMO, COM A QUAL FOI SANCIONADA A LEI, SEM QUE O PROJETO HOUVESSE RETORNADO A CÂMARA FEDERAL, ONDE TEVE ORIGEM, PARA A DEVIDA REAPRECIAÇÃO, COMO IMPOSTO NO ART. 65, PARAGRAFO ÚNICO, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Flagrante inconstitucionalidade formal da referida emenda, por sua absoluta impertinência, em face do texto do projeto, originário do Chefe do Poder Executivo, ja que pretendeu introduzir matéria relativa a pensão militar, onde se cuidava de antecipação dos efeitos de revisão de vencimentos. Afronta ao art. 61, PAR. 1., II, c, da Constituição. Nodoa que, neste caso, ultrapassa os limites do texto impugnado para atingir, em sua integridade, o referido artigo 29, que, de outro modo, restaria despido de qualquer sentido, na parte remanescente. Inconstitucionalidade que, pela mesma razão, também se declara relativamente ao art. 30, na parte em que teve por revogado o art. 3. da Lei n. 3765, de 1960. Procedência da ação.” (FEDERAL, Supremo Tribunal. Disponível em:

http://www.stf.jus.br/portal/inteiroTeor/obterInteiroTeor.asp?numero=574&classe=ADI-MC. Acesso em:

22 jul. 2009 destaques são meus).

4)

se destinem a alterar os projetos de lei orçamentária anual e estejam em

5)

desacordo com a lei de diretrizes orçamentárias e a esta a que estejam incompatíveis com o plano plurianual; tratem de outra matéria que não seja orçamentária e de planejamento 11 .

Prazo de tramitação no procedimento legislativo ordinário

O regimento interno fixa em seu art. 203, caput, o prazo de sessenta (60) dias contados do recebimento da proposição pela Secretaria Administrativa para apreciação dos projetos de lei em tramitação ordinária, independente de sua iniciativa. Todavia, impende que se esclareça, trata-se em verdade de prazo impróprio, vez que não apenas a falta de deliberação pelo plenário não é vulnerável ao fenômeno da preclusão, razão pela qual mesmo praticado fora do prazo é válido, como também, ao contrário do que ocorre com os projetos em regime de urgência, a apreciação além deste prazo não produz qualquer repercussão sobre os trabalhos do parlamento. Tanto que o § 6º, do próprio art. 203, preleciona que a Câmara poderá apreciar em qualquer tempo os projetos para os quais o prefeito não tenha solicitado prazo de apreciação. Ora, se é assim com as proposições apresentadas pelo chefe do Poder Executivo e se o preceptivo dispõe sobre qualquer projeto em regime de tramitação ordinária independentemente de sua iniciativa, por que motivo seria diferente com as matérias apresentadas pelos demais legitimados a iniciar o processo legislativo? Não há nenhuma razoabilidade nisso certamente. Além do mais, a imposição de prazo para a apreciação dos projetos de lei em tramitação ordinária resultaria numa limitação desarrazoada e perniciosa aos trabalhos legislativos em ferimento à liberdade de apreciação das matérias e independência que detém os membros da Casa Legislativa no exercício de suas funções. Assim, nada obstante o prazo entelado não se compatibilize com o regime jurídico constitucional em vigor, também por força do princípio da isonomia e por aplicação analógica do § 6º, do art. 203, do RICML, não há se cogitar de prazo para apreciação no procedimento legislativo ordinário.

Os prazos de tramitação no procedimento legislativo ordinário não correm no período de recesso e nem se aplicam aos projetos de código.

Os pareceres contrários das comissões permanentes e suas repercussões

Antes da alteração regimental propugnada pela Res. nº 357/08, nos termos dos arts. 110 e 204, o projeto de lei que recebesse parecer contrário, quanto ao mérito termo aqui tomado em sentido lato , de todas as Comissões Permanentes a que tinha sido distribuído seria tido como rejeitado, prevendo-se ainda que quando somente uma Comissão Permanente tivesse competência regimental para a apreciação do mérito de um projeto, seu parecer não acarretaria a rejeição da propositura que deveria ser submetida ao Plenário, submetendo-se preliminarmente, no entanto, no caso de parecer contrário exarado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, o parecer da Comissão à discussão e votação da Câmara.

Porém, a partir da alteração do caput do art. 109 e de seu parágrafo único o parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação passou a ser definitivo,

11 Idem ADI 574 / DF

acarretando o arquivamento da proposição, salvo se 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara requererem a sua votação em plenário.

Destarte, como os arts. 110 e 204 não foram revogados e leciona a melhor hermenêutica

que deve-se dar interpretação a estes dispositivos que lhe deem alguma utilidade 12 , se conjugarmos tais preceptivos com os parágrafos 1º e 2º, do art. 76, tendo em mente que

os parágrafos tem como função precípua estabelecer as medidas complementares e as

exceções ao artigo, verificaremos que no parágrafo 1º se estatui que Os projetos e demais proposições distribuídos às Comissões, serão examinados por relator, designado ou, quando for o caso, por subcomissão, que emitirá parecer sobre o mérito” e no parágrafo 2º que a “A Comissão de Constituição, Justiça e Redação manifestar-se-á sobre a constitucionalidade e legalidade e a Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade sobre os aspectos financeiros e orçamentários de qualquer proposição”. Ora, se somarmos a isso o fato de que os pareceres contrários da Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade no processo legislativo-orçamentário, a exemplo do que ocorre com os pareceres contrários da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, também são definitivos, não paira laivo de incerteza de que a conclusão a que chegaremos é a de que os pareceres exarados pelas demais comissões envolvem apreciação de mérito, ou seja, de conveniência e oportunidade e, conquanto possam também se manifestar sobre aspectos técnicos nos campos específicos de sua atuação, não apreciam as questões elegidas como preliminares de mérito nos projetos legislativos pela praxe legislativa em razão mesmo do princípio da legalidade e da natureza do Estado Democrático de Direito e que a própria ordem de apreciação das proposições pelas comissões comprova. Pode-se afirmar, então, por essa ordem de coisas, que quando os referidos artigos preceituam que quando uma proposição receber parecer contrário de todas as Comissões de mérito, isto é, de todas as comissões com exceção da Comissão de Constituição, Justiça e Redação que se manifesta apenas sobre os aspectos preliminares, tal qual preleciona o art. 78, os pareceres deverão ser submetidos a discussão e votação pelo plenário e, sendo mantidos, será tida por rejeitada a proposta.

Da prejudicabilidade

São considerados prejudicados:

1)

o projeto idêntico a outro que já tenha sido aprovado;

2) a proposição original, com as respectivas emendas ou subemendas, quando tiver substitutivo aprovado; 3) a emenda ou subemenda de matéria idêntica a de outra já aprovada ou rejeitada;

4)

o projeto retirado, salvo deliberação do Plenário.

A matéria constante de projeto rejeitado somente poderá ser reapresentada na mesma

sessão legislativa mediante proposta subscrita pela maioria absoluta dos membros da Câmara.

12 Commodissimum est, id accipi, quo res de qua agitur, magis valeat quam pereat: Prefira-se a inteligência dos textos que torne viável o seu objetivo, ao invés da que os reduza à inutilidade.” (MAXIMILIANO, Carlos. Hermenêutica e aplicação do direito, 16ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 1996, p. 249).

V- de no mínimo, 5% (cinco por cento) do eleitorado. (Art.61 CF)

A iniciativa de 5% (cinco por cento) do eleitorado inclui todas as competências

legislativas detidas pelos vereadores.

II PROCEDIMENTOS LEGISLATIVOS ESPECIAIS

Os procedimentos legislativos especiais, como a própria denominação já traduz, são aqueles que encartam ritos, caminhadas diferentes do procedimento ordinário. Tais procedimentos vinculam-se, em geral, cada um deles, a uma determinada espécie legislativa e, via de regra, se socorrem subsidiariamente, nas suas lacunas, do procedimento padrão.

A)- PROPOSIÇÕES PRIMÁRIAS

A.1 - EMENDA À LEI ORGÂNICA

A Lei Orgânica, mutatis mutandi, é a assim chamada Constituição do Município, e,

como tal, se caracteriza igualmente pela maior rigidez, impondo, ainda, a priori, estejam presentes também certas condições de emendabilidade relativas à presença de normalidade política, à matéria versada e ao tempo de apresentação. Assim, quanto à condição de normalidade política, fez-se mister que não esteja o Município sob intervenção, e/ou o País sob decreto de estado de defesa ou de sítio. Não se admitirão, da mesma forma, proposições tendentes a abolir a separação dos Poderes e a violação ou revogação dos direitos e garantias fundamentais. Não tem cabimento, no entanto, a previsão constante do RICML de vedação às emendas á lei orgânica de propor a dissolução da forma federativa de Estado e o voto direito, secreto,

universal e periódico, uma vez que tais assuntos por si mesmos não estão inseridos na competência legislativa municipal. Anote-se ainda que a rejeição de uma proposta de emenda vedará a sua reapresentação

na mesma sessão legislativa.

FASES DESTE PROCEDIMENTO ESPECIAL

Fase de Apresentação

No procedimento legislativo ordinário o veículo legislativo é o projeto de lei. No procedimento legislativo especial o veículo legislativo tem um nome específico em cada um deles. No procedimento legislativo especial para modificação da Lei Orgânica, à semelhança do que ocorre com as Constituições, o veículo legislativo apropriado é denominado proposta de emenda, cuja denominação será seguida do número cardinal respectivo segundo a ordem cronológica de apresentação. Quanto a existência ou não de limitações à iniciativa de propor emendas à lei orgânica, defende uma parte da doutrina a idéia de que, em rigor, exceto aquelas condições de emendabilidade anteriormente descritas e as normas e princípios Constitucionais aplicáveis aos Municípios, toda matéria de competência municipal poderia ser tratada

pela Proposta de Emenda à Lei Orgânica, aí incluídas as competências privativas para dispor sobre determinadas matérias que, como já se disse, não se constituam em matéria constitucional espelhada por força do princípio da simetria com o centro. Porém, o Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que o poder de emenda dos deputados estaduais está sujeito à observância dos preceitos encartados no art. 61, § 1º, da CF/1988 (ADI 199 (RTJ-167/355), ADI 749, Rp 1175, ADI 1690, ADI 2050, ADI 2393, ADI 2741, ADI 2748 e ADI 2966 13 ) e, por decorrência, em face do princípio da simetria que também deve ser observado pelos municípios, presume-se estender-se este escólio também às emendas à lei orgânica do município.

A Lei Orgânica do Município poderá ser emendada mediante proposta:

I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal;

II - do Prefeito; e

III - de cidadãos, mediante iniciativa popular assinada, no mínimo, por 5% (cinco por

cento) de eleitores.

Fase de Instrução

Na fase de instrução o projeto é enviado às comissões para estudo e fica sujeito à apresentação de proposições secundárias, as quais também se submetem às mesmas condições de emendabilidade da proposição primária, inclusive quanto ao quorum de assinaturas.

Fase de Deliberação

Na

fase de deliberação a proposta será discutida e votada em dois turnos, com interstício

de

10 dias, considerando-se aprovada quando obtiver, em ambas as votações, o voto

favorável de dois terços dos membros da Câmara Municipal. Sendo o segundo turno de

votação dispensado quando a proposta for rejeitada em primeiro turno.

Fase de Positivação

13 ADI 2966 / RO RONDÔNIA, AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE, Relator(a):

Min. JOAQUIM BARBOSA, Julgamento: 06/04/2005, Órgão Julgador: Tribunal Pleno, Publicação: DJ 06-05-2005, PP-00006, EMENT VOL-02190-01, PP-00178, LEXSTF v. 27, n. 319, 2005, p. 77-81, RTJ VOL-00194-01 PP-00171, Parte(s): REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA, ADVDO.(A/S) : PGE-RO - RENATO CONDELI E OUTRO (A/S), REQDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA. EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MILITARES. REGIME JURÍDICO. INICIATIVA PRIVATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. Emenda Constitucional

29/2002, do estado de Rondônia. Inconstitucionalidade. À luz do princípio da simetria, é de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo estadual as leis que disciplinem o regime jurídico dos militares (art. 61, § 1º, II, f, da CF/1988). Matéria restrita à iniciativa do Poder Executivo não pode ser regulada por emenda constitucional de origem parlamentar. Precedentes. Pedido julgado procedente.

em:

(FEDERAL, Supremo

http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=ADI%202966%20e%20RO%20&

base=baseAcordaos. Acesso em: 23 jul. 2009 destaques são meus).

Tribunal.

Disponível

Uma vez aprovada, a emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara Municipal, com o respectivo número de ordem, e devidamente publicada no Jornal Oficial do Município entrará em vigor na data nela prevista, ou, na ausência de previsão nesse sentido, na data da sua publicação.

MODELO DE PROPOSTA DE EMENDA À LEI ORGÂNICA :

PROPOSTA DE EMENDA À LEI ORGÂNICA

Acrescenta parágrafo ao art. 74 da Lei Orgânica do Município

A Câmara Municipal de

aprova:

Art. 1 º Fica acrescentado ao art. 74 da Lei Orgânica do Município o seguinte § 3º, a saber:

“Art. 74 – § 3º Quando da apreciação de recurso ao Plenário, contra a decisão de inconstitucionalidade da proposição, emitido pela Comissão competente, a deliberação da Câmara é tomada por dois terços de seus membros.”

Art. 2º Esta emenda à Lei Orgânica entra em vigor na data de sua publicação.

Plenário

,

de

de

Vereador

Vereador

Vereador

Vereador

Vereador

Justificativa

Justificativa:

Em todas as casas legislativas do país, a Comissão de Legislação e Justiça ou comissão especial que analisa o aspecto jurídico das proposições tem poder para arquivar matéria com parecer de inconstitucionalidade. O recurso a esta decisão é, obviamente, garantido ao autor da proposição, mas seu acatamento obedece a normas variadas, ou seja, por decisão de maioria simples dos presentes em plenário, como é o caso da CMBH, ou exigência de quorum qualificado. A presente proposta busca o aperfeiçoamento do processo legislativo nesta Casa, com o entendimento de que ele passa pela valorização do trabalho da Comissão de Legislação e Justiça, cuja tarefa regimental primordial é apreciar o “aspecto constitucional, legal e regimental dos projetos”. É tarefa dos vereadores, como legítimos representantes do povo garantidos pela Constituição, legislar sobre assuntos de interesse local ou suplementar a Legislação Federal e Estadual no que couber. Portanto, é essencial que as

proposições de lei obedeçam aos princípios e limites constitucionais e aos da Lei Orgânica do Município. Sabemos, entretanto, que matérias jurídicas podem admitir interpretações e leituras diferenciadas, bem como as proposições de lei podem se originar de necessidades sociais e políticas emergentes ditadas por interesses da coletividade que merecem ser avaliados além do aspecto jurídico-formal. Com efeito, para se contrapor a um parecer

técnico de inconstitucionalidade, é preciso fazê-lo à altura, devidamente fundamentado

e sob o respaldo de um quorum qualificado. Tenho a convicção de que, adotando

quorum qualificado para decidir sobre recurso contra inconstitucionalidade de proposições, estaremos contribuindo para a maior estabilidade do direito municipal, garantindo assim a segurança jurídica dos administrados.

Plenário

,

de

de

Vereador

A.2 - LEI COMPLEMENTAR

O procedimento de Lei Complementar tem como proposição o Projeto de Lei

Complementar que tem a finalidade de completar as disposições da Lei Orgânica Municipal, cuja denominação será seguida do número cardinal respectivo segundo a ordem cronológica de apresentação.

O projeto de lei complementar em nosso município, conforme esculpido no art. 48 da

Lei Orgânica Municipal dependerá para sua aprovação do voto da maioria absoluta dos

membros da Câmara, observadas as demais disposições referentes ao procedimento legislativo ordinário. Ao contrário do que sugeri por ocasião da primeira edição do manual de noções de

processo legislativo, evoluí para a convicção de que a discussão e votação de projetos

de

lei complementar se dá em um turno conforme expressa previsão encartada no § 1º,

do

art. 240, do RICML, pois esta unidade normativa não se reveste de caráter especial,

mas sim geral, e de todas as espécies de proposição elencadas nos confusos §§ 1º, 2º e

3º do art. 240 do RICML, apenas aquelas relativas aos projetos de lei complementar não

contém nenhuma referência não apenas em nenhum outro dispositivo do RICML ou da LOM, como também, ao inverso do que ocorre com os demais, em nenhum dispositivo específico que trata dessa espécie legislativa, prevalecendo, pois, a norma geral nesse caso. Entretanto, o mesmo não ocorre com as demais espécies de proposições que encerram no art. 47, § 1º, da LOM e arts. 269 e 276; 269, § 1º e 276, §§ 1º e 5º, do RICML, disposição especial a cada uma prevendo votação em dois turnos, aplicando-se aqui o princípio da especialidade insculpido no art. 2º, § 2º, da Lei de Introdução ao Código Civil 14 .

14

“Art. 2 o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 1 o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. § 2 o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.”

Outrossim, estabelece o parágrafo único do aludido artigo da lei organizante que proceder-se-á ao manejo do projeto de lei complementar para tratar das seguintes matérias: I - Código Tributário; II - Código do Obras; III - Estatuto de Servidores; IV - Plano diretor; V - Criação de cargos e aumento de vencimento dos servidores; VI - Regime Jurídico dos Servidores Municipais; VII - Zoneamento e Parcelamento urbano; VIII - Concessão de serviços públicos; IX - Concessão de direito real de uso; X - Alienação de bens imóveis; XI - Aquisição de bens imóveis por doação com encargos; XII - Autorização para efetuar empréstimo de instituição particular; XIII - Infrações político-administrativas.

MODELO DE PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR:

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº

/

Altera a alínea c do Art. 9º da Lei Complementar nº

A Câmara Municipal de

decreta:

Art. 1º A alínea c do Art. 9º da Lei Complementar nº passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 9º -

,

de

,

de

de

de

de

de

,

c na hipótese do § 1º deste artigo será obrigatória a anuência de todos os interessados.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Plenário Vitório Bortolan, aos

dias do mês de

JUSTIFICATIVA

A presente proposição se destina a

Plenário Vitório Bortolan, aos

dias do mês de

A.3 - DECRETO LEGISLATIVO

do ano de dois mil e

do ano de dois mil e

O procedimento de Decreto Legislativo, regulado pelo art. 208 do RICML, tem como

proposição o Projeto de Decreto Legislativo, cuja denominação será seguida do número cardinal respectivo segundo a ordem cronológica de apresentação, o qual se destina a regular as matérias político-administrativas de competência exclusiva da Câmara que excedem os limites de sua economia interna, não sujeito à sanção do Prefeito e cuja promulgação compete ao Presidente da Câmara.

Constitui matéria de decreto legislativo, conforme esculpido no § 1º, do art. 208, do RICML, a saber: a) a concessão de licenças ao Prefeito; b) autorização ao Prefeito para, por necessidade de serviço, ausentar- se do Município por mais de quinze dias; c) a cassação do mandato do Prefeito e do Vice-Prefeito; c) a concessão de título de cidadão honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem a pessoas que, reconhecidamente, tenham prestado serviços ao Município. No mais, os Projetos de Decretos Legislativo submetem-se ao procedimento padrão, devendo-se salientar que existem outras iniciativas reservadas concernentes aos Projetos de Decreto Legislativo encontradiças em normas esparsas, geralmente atribuídas às Comissões Temporárias criadas para concessão de homenagens.

MODELO DE PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO:

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº

/

Autoriza o Exmo. Sr. Prefeito Municipal a ausentar-se do Município.

A Câmara Municipal de

decreta:

Art. 1º É o Senhor Prefeito do Município de

cidade em visita oficial a

compreendido entre

,

em missão oficial no

de

e

de

autorizado a ausentar-se da

no período

,

de

de

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Plenário Vitório Bortolan, aos

dias do mês de

do ano de dois mil e

JUSTIFICATIVA

determina que as ausências e as

licenças do Prefeito devem ser comunicadas a esta Casa Legislativa que tem a incumbência de apresentar proposição autorizativa da viagem. Consoante a competência da Mesa Diretora apresentamos o presente Projeto de Decreto Legislativo com a finalidade de autorizar a viagem do Prefeito, amparado pela Lei Orgânica e pelo Regimento desta Casa, rogando ao nobres pares a aprovação desta matéria.

A Lei Orgânica do Município de

Plenário Vitório Bortolan, aos

dias do mês de

do ano de dois mil e

A.4 RESOLUÇÃO

O procedimento de resolução legislativa a que se refere o art.209 do RICML, se vale da

proposição denominada Projeto de Resolução, cuja denominação será seguida do

número cardinal respectivo segundo a ordem cronológica de apresentação.

Esta proposição se destina a regular assuntos de economia interna da Câmara, de natureza político-administrativa, versando sobre o processo e o procedimento legislativos, as suas Secretarias Administrativas, os serviços camarários, a Mesa e os Vereadores. Por outro lado prescreve o § 1º do art. 209, do RICML, de forma exemplificativa, que se constitui em matéria de projeto de Resolução: a) destituição da Mesa ou de qualquer de seus membros; b) fixação da remuneração dos Vereadores e da verba de representação do Presidente da Câmara; c) elaboração e reforma do Regimento Interno; d) julgamento de recursos; e) constituição das Comissões de Assuntos Relevantes e de Representação; f) organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos ou funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e os limites constitucionais; g) a cassação de mandato de Vereador; h) demais atos de economia interna da Câmara. Estabelece ainda o § 2º do mesmo artigo que a iniciativa dos Projetos de Resolução poderá ser da Mesa, das Comissões ou dos Vereadores, sendo exclusiva da Comissão de Constituição, Justiça e Redação a iniciativa do projeto resultante da decisão exarada pela comissão em recursos, aplicando-se a eles a tramitação ordinária das demais proposições. Entretanto, existem também outras iniciativas em matéria de projeto de resolução que também são reservadas, tais como a apresentação de proposição dispondo sobre o Código de Ética e Decoro Parlamentar que pertencia anteriormente à Mesa Diretora por disposição regimental que foi posteriormente revogada pela Resolução n.º 234/04 transferindo a titularidade para o Corregedor Legislativo; sobre cassação de membros da Mesa Diretora, pertencente à Comissão Processante; sobre a prorrogação de prazo de funcionamento de Comissão de Assuntos Relevantes, pertencente à própria Comissão; sobre a organização, funcionamento e/ou polícia da Câmara, bem como criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos ou funções dos serviços camarários e fixação da respectiva remuneração, pertencente à Mesa Diretora; além de daquelas matérias reguladas por normas esparsas.

MODELO DE PROJETO DE RESOLUÇÃO:

PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº

Altera redação do parágrafo único do art. 53 da Resolução nº

,

de

de

de

,

que contém o Regimento Interno da Câmara Municipal de

 

A Câmara Municipal de

aprova:

Art. 1 º Fica alterada a redação do parágrafo único do art. 53 da Resolução nº

,

de

de

de

:

“Art. 53 – Parágrafo único No caso dos incisos I a III caberá recurso fundamentado, subscrito por 1/3 ( um terço) dos membros da Câmara ao Plenário, solicitando que o projeto tenha tramitação normal, desde que interposto nos cincos dias úteis seguintes à emissão do parecer.”

Art. 2º Esta emenda à Lei Orgânica entra em vigor na data de sua publicação.

Plenário

,

de

de

Vereador

Justificativa:

A medida se impõe desde que

Plenário

,

Vereador

de

de

A.b)- ATOS LEGISLATIVOS

A.b.1 - RECURSO

O procedimento de recurso a que alude o art. 210, do RICML, se refere ao rito especial

que será aplicado aos Recursos interpostos contra atos do Presidente da Mesa da Câmara ou do Presidente de qualquer Comissão, interpostos dentro do prazo de dez dias, contados da data da ocorrência, por simples petição dirigida à Presidência, e que se vale subsidiariamente do procedimento padrão. Apresentado o recurso pelo interessado urge lembrar incidirem aqui os requisitos típicos pertinentes aos pressupostos processuais açambarcados pela Teoria Geral do Processo, quais sejam: interesse, legitimidade e possibilidade jurídica do pedido; os

quais se apresentam como elementos determinantes da iniciativa , este será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação para opinar e apresentar o seu parecer, em forma de Projeto de Resolução, acolhendo ou denegando o recurso, para que seja submetido a uma única discussão e votação na Ordem do Dia da primeira sessão ordinária a se realizar após a sua leitura, quando, então, aprovado o recurso, o recorrido deverá observar a decisão soberana do Plenário e cumpri-la fielmente, sob pena de se sujeitar a processo de destituição, mantendo-se integralmente a decisão no caso de sua rejeição.

A-b.2 - PARECER

O procedimento estatuído à apreciação de pareceres é traçado no art. 217 do RICML, e

é como que um procedimento padrão para os pareceres, o qual se vale também

subsidiariamente do procedimento legislativo ordinário. São matéria de pareceres das Comissões Processantes, da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e do tribunal de Contas, os seguintes casos: I- Das Comissões Processantes; a) no processo de destituição de membros da Mesa; b) no processo de cassação de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores; II- Da Comissão de Constituição, Justiça e Redação; a) que concluírem pela ilegalidade ou inconstitucionalidade de algum projeto; III- Da Comissão de Orçamentos, Finanças e Contabilidade sobre o parecer prévio do Tribunal de Contas sobre as contas do Prefeito.

Uma vez emitidos os pareceres pelas Comissões competentes, estes serão discutidos e votados na Ordem do Dia, com exceção dos pareceres emitidos pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, os quais são definitivos nos termos do art. 109, do RICML, cuja redação foi alterada pela Res. Nº 357/08, e os emitidos pelas Comissões de Assuntos Relevantes que serão apenas lidos em Plenário.

A.b.2.1 - Parecer de Contas

Os pareceres do Tribunal de Contas sobre as Contas da Mesa da Câmara Municipal, a

despeito do que preleciona o RICML, são definitivos, nos termos do art. 71, II, da CF/88, e, conseqüentemente, não podem submetidos à votação, mas apenas lidos em Plenário para conhecimento.

No que se refere às Contas do Prefeito, entretanto, uma vez recebido o processo do

Tribunal de Contas do Estado, com o respectivo parecer prévio a respeito da aprovação

ou rejeição das contas, o Presidente, independentemente de sua leitura em Plenário,

mandará publicá-lo, remetendo cópia à Secretaria Administrativa onde permanecerá à disposição dos Vereadores. Após a publicação, o processo será enviado à Comissão de

Orçamento, Finanças e Contabilidade que terá o prazo de 30 (trinta) dias para emitir o

seu parecer, opinando sobre a aprovação ou rejeição do parecer do Tribunal de Contas.

Caso a Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade não observe o prazo fixado, o Presidente então designará um Relator Especial, para que, no prazo improrrogável de 10 (dez) dias, para emita o parecer. Exarados os pareceres pela Comissão de Orçamento. Finanças e Contabilidade ou pelo Relator Especial, nos prazos estabelecidos, ou mesmo sem eles, o Presidente incluirá os pareceres do Tribunal de Contas na Ordem do Dia da sessão imediata, para discussão e votação únicas, ficando as sessões em que se discutirem as contas com o expediente reduzido a 30 (trinta) minutos, contados do final da leitura da ata, reservando-se a Ordem do Dia, preferencialmente, a essa finalidade. A Câmara tem o prazo máximo de 90(noventa) dias, a contar do recebimento dos pareceres prévios do Tribunal de Contas, para julgar as contas do Prefeito e da mesa do

Legislativo. Durante 60 (sessenta) dias as contas do Município deverão ficar à disposição de qualquer contribuinte, em local da fácil acesso, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade nos termos da lei, devendo a Câmara Municipal nesse período manter servidores aptos a esclarecer os contribuintes. O parecer do Tribunal de Contas somente poderá ser rejeitado por decisão de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara. (art.31, parágrafo 2º, Constituição Federal). Uma vez aprovadas ou rejeitadas as contas, estas serão imediatamente remetidas ao Ministério Público e aos Tribunais de Contas da União e do Estado para os devidos fins, bem como publicado o parecer do Tribunal de Contas com a respectiva decisão da Câmara Municipal.

A.c)- ATOS LEGISLATIVOS INOMINADOS

A.c.1 - REQUERIMENTO

O procedimento de requerimento diz respeito ao ato legislativo denominado

Requerimento, cuja denominação será seguida do número cardinal respectivo segundo a ordem cronológica de apresentação, e que é regulado pelo Art. 218 e seguintes do RICML, o qual dispõe que: requerimento é todo pedido verbal ou escrito formulado sobre qualquer assunto, que implique decisão ou resposta.

Quanto à produção de efeitos os requerimentos, se dividem em duas categorias: a) os que dependem de decisão, e, b) os que produzem efeito com a mera apresentação. Quanto à competência para apreciá-los, se classificam em: a) decididos pelo Presidente; e b) decididos pelo Plenário. E quanto à forma, se dispõem em verbais e escritos. São escritos, mas não dependem de decisão, os requerimentos concernentes aos seguintes atos: a) retirada de proposição ainda não concluída na Ordem do Dia; b) constituição de Comissão Parlamentar de Inquérito desde que formulada por 1/3 (um terço) dos Vereadores da Câmara. c) verificação de presença; d) verificação nominal de votação; e, e) votação, em Plenário, de emenda ao Projeto de Orçamento a alínea e do art. 218 do RICML fala em emenda “aprovada ou rejeitada”, entretanto, trata-se de uma contraditio in terminis, pois só a emenda rejeitada é que depende de requerimento para ir à votação rejeitada na Comissão de Finanças, Orçamento e Contabilidade, desde que formulado por 1/3 (um terço) dos Vereadores. São decididos pelo Presidente da Câmara e formulados verbalmente, os requerimentos que solicitem: I- a palavra ou desistência dela; II- permissão para falar sentado; III- leitura de qualquer matéria para conhecimento do Plenário; IV- interrupção do discurso do orador nos casos previstos no art.243 deste Regimento; V- informações sobre trabalhos ou a pauta da ordem do Dia; e, VI- a palavra, para declaração do voto. São decididos pelo Presidente da Câmara, e escritos, os requerimentos que solicitem: I- transcrição em ata de declaração de voto formulada por escrito; II- inserção de documento em ata; III- desarquivamento de projetos nos termos do art. 190 deste Regimento; IV- requisição de documentos ou processos relacionados com alguma proposição; V- audiência de Comissão, quando o pedido for apresentado por outra: VI- juntada ou desentranhamento de documentos; atos da mesa, da presidência ou da Câmara; VII- informações em caráter oficial, sobre atos da mesa, da presidência ou da Câmara; e, VIII- requerimento de reconstituição de processos. São decididos pelo Plenário e formulados verbalmente os requerimentos que solicitem:

I- retificação da ata; II- invalidação da ata, quando impugnada; III- dispensa da leitura de determinada matéria, ou de todas as constantes da ordem do dia, ou da Redação Final; IV- adiantamento da discussão ou da votação de qualquer proposição; V- preferência na discussão ou da votação de uma proposição sobre outra; VI- encerramento da discussão nos termos do art.247 deste Regimento: VII- reabertura da discussão; VIII- destaque da matéria para votação; IX- votação pelo processo nominal, nas matérias para as quais este Regimento prevê o processo de votação simbólico; X- prorrogação do prazo de suspensão da sessão nos termos do art.181, parágrafo 6º deste Regimento. Os requerimentos de retificação e o de invalidação da Ata serão discutidos e votados na fase do Expediente da Sessão ordinária, ou na Ordem do dia da Sessão extraordinária em que for deliberada a Ata, sendo os demais discutidos e votados no início ou no transcorrer da ordem do Dia da mesma sessão de sua apresentação. São decididos pelo Plenário, e escritos, os requerimentos que solicitem: I- vista de processos, observado o previsto no art. 239 deste Regimento; II- prorrogação de prazo para a Comissão Especial de Inquérito concluir seus trabalhos, nos termos do art.132 deste Regimento; III- retirada de proposição já incluídas na Ordem do Dia, formulada pelo seu autor; IV- convocação de sessão secreta; V- convocação de sessão solene; VI- urgência especial; VII- constituição de precedentes; VIII- convocação de Secretário Municipal; IX- licença de Vereador; X- a iniciativa da Câmara, para a abertura de inquérito policial ou de instauração de ação penal contra o Prefeito e intervenção no processo-crime respectivo.

O requerimento de Urgência Especial tem por efeito dispensar as exigências

regimentais, salvo a de número legal e de parecer, para que determinado projeto seja imediatamente submetido ao Plenário, a fim de evitar grave prejuízo ou perda de sua oportunidade.

O requerimento de urgência especial somente será recebido se for apresentado, com a

necessária justificativa, pela Mesa, em proposição de sua autoria, ou por 1/3 (um terço),

no mínimo dos vereadores. O pedido poderá ser apresentado em qualquer fase da

sessão, mas somente será submetido ao Plenário durante o tempo destinado à Ordem do Dia, não estando sujeito a discussão, mas encaminhamento de votação pelos Líderes das

bancadas partidárias, pelo prazo improrrogável de 5 minutos, dependendo, para sua aprovação, do voto favorável da maioria absoluta dos Vereadores. Não é admitida concessão de Urgência Especial para qualquer projeto com prejuízo de

outra Urgência Especial já votada, salvo em casos de calamidade pública ou que estiver

em risco a segurança pública.

Determina o caput do art. 193, do RICML, que uma vez aprovado o requerimento de Urgência Especial, o Presidente obrigatoriamente deverá suspender a sessão pelo período de trinta (30) minutos para o recebimento de substitutivos, emendas ou subemendas, e, preleciona o § 1º do mesmo artigo que se a matéria, submetida ao regime de urgência especial, não contar com os devidos pareceres, o Presidente suspenderá a sessão pelo prazo de trinta (30) minutos, nomeando um Relator Especial, entrando a matéria após a apresentação do parecer é claro imediatamente em discussão e votação, com preferência sobre todas as demais matérias da Ordem do Dia. Não fosse o bastante, prevê em adição o § 2º do mesmo artigo que estando instruída a matéria em regime de urgência especial com pareceres das Comissões ou parecer do Relator Especial, esta entrará imediatamente em discussão e votação, com preferência sobre todas as demais matérias da Ordem do Dia.

Por certo, a redação emprestada a estes preceptivos é profundamente confusa, imprecisa e contraditória, beirando a contraditio in terminis.

É que do obscuro texto do § 1º do art. 193 do RICML se tem a impressão, em

argumento a contrario sensu, de que como a norma diz que deverá o Presidente suspender a sessão e nomear relator especial se a matéria, submetida ao regime de urgência especial, não contar com os devidos pareceres que, então, se poderia concluir que se ela os contiver poder-se-á passar imediatamente à sua apreciação, como parece também dar a entender inclusive o § 2º do citado artigo. Acontece que se forçosamente deverá o Presidente suspender a sessão para apresentação de proposições secundárias pelos Vereadores, então, nunca ocorrerá tal hipótese, pois caso assim se faça estar-se-á violando o direito de emendar inerente à função legislativa dos membros do Poder Legislativo, e, conseqüentemente, a higidez do processo legislativo. Não bastasse isso, não há nenhuma razão lógica que justifique tenha o Presidente que esperar o transcurso do prazo para apresentação de proposições secundárias para depois suspender novamente a sessão e só então nomear relator especial, pois caso não haja apresentação de substitutivos, emendas ou subemendas a nomeação do relator logo após

a aprovação do requerimento em nada prejudicará os trabalhos, ao inverso, mormente quando a matéria principal não contar com os pareceres, tornará mais célere o

procedimento permitindo que assim que forem apresentadas as proposições secundárias

já vá o relator apreciando-as e emitindo os seus pareceres. Deve-se lembrar, entretanto,

que o prazo para a apresentação dos pareceres é direito relator que se for exigido não poderá ser sonegado.

Os requerimentos que solicitem informações ao Prefeito sobre assunto determinado, relativo à Administração Municipal, serão lidos no Expediente e encaminhados de imediato a quem de direito. O requerimento verbal de adiamento da discussão ou votação e o escrito de pedido vista de processos devem ser formulados por prazo determinado, devendo coincidir o seu término com a data da sessão ordinária subseqüente.

MODELOS DE REQUERIMENTO

“REQUERIMENTO N.º /

Senhor Presidente,

Requeremos ao Plenário, nos termos do art Regimento Interno, seja convocado (a) o (a) informações pessoalmente sobre

horas, no

(Plenário

).

 

,

de

de

Vereador”

da Lei Orgânica e do art

do

(autoridade) para prestar

(assunto) no dia

,

às

“REQUERIMENTO N.º /

Senhor Presidente,

Requeremos ao Plenário, nos termos do

constituída comissão especial para promover estudos relativos a (assunto).

do Regimento Interno, seja

,

de

de

Vereador”

“REQUERIMENTO N.º /

Senhor Presidente,

Requeiro (Requeremos) a V. Exa., nos termos do art designado membro para a Comissão por ocorrência de vaga.

,

de

de

do Regimento Interno, seja

(nome da comissão)

Vereador”

REQUERIMENTO N.º /

Senhor Presidente,

Requeiro ao Plenário, nos termos do art Regimento Interno, seja encaminhado a(ao) informações sobre

da Lei Orgânica e do

do

pedido de

,

Vereador”

de

de

“REQUERIMENTO N.º

Senhor Presidente,

Requeiro (Requeremos) a V. Exa., nos termos do art

o(a)

do Regimento Interno, seja

(tipo e n.º da proposição) submetido (a) à apreciação de

(nome da comissão ou órgão da Câmara).

,

Vereador”

de

de

“REQUERIMENTO N.º /

Senhor Presidente,

Requeiro (requeremos) a V. Exa., nos termos do art retirado (a) de tramitação o (a) (nossa) autoria.

do Regimento Interno, seja (tipo e n.º da proposição) , de minha

,

de

de

Vereador”

A.c.2 - MOÇÃO

O procedimento de moção é aquele relativo ao ato legislativo chamado de moção

regulado pelo Art. 228 e seguintes do RICML, cuja denominação será seguida do número cardinal respectivo segundo a ordem cronológica de apresentação, e que se constitui em proposições da Câmara a favor ou contra determinado assunto, e que podem ser de: I - Apoio; II - Protesto; III Congratulações, louvor ou aplausos.; IV - Pesar ou V - Apelo. As moções são lidas e votadas nominalmente na fase do Expediente da sessão de sua apresentação desde que haja quorum de presença de maioria absoluta no plenário, se alguém solicitar discussão por ocasião da apresentação ela será enviada à fase da Ordem do Dia mesma sessão para discussão e votação. As moções de congratulações em razão de aniversário de criação, fundação ou instalação de entidades, estabelecimentos. empresas e associações somente poderão ser apresentadas quando da comemoração do 5 o aniversário, 10 o , 15 o e assim sucessivamente. No mais se valem, subsidiariamente, do procedimento legislativo

padrão.

MODELO DE MOÇÃO

“MOÇÃO N.º /

Senhor Presidente,

Apresento a V. Exa., nos termos do art

do Regimento Interno, a presente Moção

de

,

a ser encaminhada a (ao)

,

por

 

,

de

de

Vereador”

A.c.3 - ELABORAÇÃO DE CÓDIGOS

O procedimento de elaboração de códigos é aquele relativo à proposição destinada à

produção de um corpo normativo a que se dá o nome de Projeto de Código, cuja denominação será seguida do número cardinal respectivo segundo a ordem cronológica de apresentação, regulado pelo Art. 267 e seguintes do RICML, e se consubstancia numa reunião de disposições legais sobre a mesma matéria, de modo orgânico e sistemático, visando estabelecer os princípios gerais do sistema adotado e a prover, completamente, a matéria tratada. Os projetos de códigos, depois de apresentados ao Plenário serão publicados, remetendo-se cópias à Secretaria Administrativa, onde permanecerá à disposição dos Vereadores, sendo, após, encaminhados à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, para onde, no prazo de 30 (trinta) dias, poderão os vereadores encaminhar emendas a respeito. Após encerrado o prazo para emendas terá a Comissão 30 (trinta) dias para exarar parecer sobre o projeto e as emendas apresentadas, e, uma vez decorrido este prazo, ou apresentados todos os pareceres pela Comissão, entrará a matéria na pauta da Ordem do Dia.

Na primeira discussão, o projeto será discutido e votado por capítulo, salvo requerimento de destaque, aprovado pelo Plenário. Uma vez aprovado o projeto em primeiro turno de discussão e votação, com emendas, voltará à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, por mais de 15 dias, para incorporação das mesmas ao texto do projeto original. Encerrado o primeiro turno de discussão e votação, seguir-se-á a tramitação normal dos demais projetos, sendo encaminhado às comissões de mérito. Os Projetos de Código têm como condição de procedibilidade, além daquelas atinentes à iniciativa e as previstas no art. 186, do RICML, a inexistência de outro projeto de código em trâmite no momento da apresentação da proposição, bem como complexidade e/ou abrangência suficientes a exigir que a matéria seja promulgada como código. As alterações parciais de códigos tramitarão segundo o procedimento legislativo ordinário, o qual será aplicado subsidiariamente ao procedimento de elaboração de código.

A.c.4 - LEIS DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO

O procedimento de elaboração de leis de planejamento e orçamento é aquele relativo à

produção do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual através de um Projeto de Lei, cuja denominação será seguida do número cardinal respectivo segundo a ordem cronológica de apresentação, regulado

pelo art. 272 e seguintes do RICML. A iniciativa de tais Leis é vinculada e privativa do Chefe do Poder Executivo.

A lei que institui o plano plurianual se destina a estabelecer as diretrizes, objetivos e

metas da administração pública municipal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Por sua vez, a lei de diretrizes orçamentárias compreende as metas e prioridades da administração municipal, incluindo as despesas de capitais para o exercício subseqüente, orientando a elaboração da lei orçamentária anual, dispondo sobre as alterações na legislação tributária. São compreendidos na lei orçamentária anual: I- o orçamento fiscal do Município, seus

fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II- o orçamento de investimento da empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; e, III- o orçamento da seguridade social. Os projetos de lei do plano plurianual e de diretrizes orçamentárias deverão ser encaminhados à Câmara ate 30 (trinta) de maio e devolvidos para sanção do Executivo até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa.

O projeto de lei orçamentária anual do Município deverá ser encaminhado à Câmara até

o dia 30 (tinta) de setembro e devolvido para sanção até 30 (trinta) de novembro. Recebidos os projetos, o Presidente da Câmara, após sua leitura em Plenário, determinará, imediatamente, a sua publicação, remetendo cópia à Secretaria

Administrativa, onde permanecerá à disposição dos Vereadores. Em seguida à

publicação, os projetos irão à Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade, para recebimento de emendas apresentadas pelos Vereadores no prazo de 10(dez) dias (Obs:

O dispositivo regimental que trata da questão prevê apresentação de emendas também

pela comunidade. Entretanto, a apresentação de proposições secundárias é privativa dos membros do parlamento, sendo, pois, inválida a disposição neste aspecto. É provável que o legislador tenha querido dizer sugestões externando os primeiros passos no sentido do orçamento participativo). Decorrido o prazo para a apresentação de emendas

terá a comissão permanente de Orçamento, Finanças e Contabilidade 15 dias de prazo para emitir os pareceres sobre o projeto e as emendas apresentadas. As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem têm como condição de validade a compatibilidade com o plano plurianual e

com a lei de diretrizes orçamentárias, a indicação dos recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação das despesas, excluídas as que incidam sobre dotação para pessoal e seus encargos, serviços da dívida e compromissos com convênios, se destinarem à correção de erros ou omissões, ou à alteração de dispositivos constantes do texto do projeto de lei. As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias tem como condição de validade a compatibilidade com o plano plurianual.

A mensagem do Chefe do Executivo enviada à Câmara objetivando propor alterações

aos projetos de lei de planejamento e orçamento, somente será recebida, enquanto não iniciada pela Comissão Permanente de Orçamento, Finanças e Contabilidade a votação

do parecer sobre a parte cuja alteração é proposta.

A decisão da Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade sobre as emendas será

definitiva, salvo se 1/3 (um terço) dos membros da Câmara requerer ao Presidente a votação em Plenário, sem discussão de emenda aprovada ou rejeitada pela própria Comissão. Uma vez emitidos e publicados os pareceres da Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade sobre o projeto e, se houverem emendas, sobre as proposições secundárias, a proposição será incluída na Ordem do Dia da primeira sessão. Caso a Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade não observe os prazos a ela estipulados, o projeto será incluído na Ordem do Dia da sessão seguinte, como item único, independentemente de parecer, inclusive do de Relator Especial. As sessões nas quais se discutem as leis orçamentárias terão a Ordem do Dia preferencialmente reservada a essas matérias, e o Expediente ficará reduzido a 30 minutos, contados do final da leitura da ata, tendo preferência na discussão o Relator da Comissão e os autores das emendas

Na hipótese de não serem apreciados pela Câmara, nos prazos legais previstos, os projetos de lei de planejamento e orçamento, estes deverão ser obrigatoriamente incluídos na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votação, não se interrompendo a sessão legislativa sem a manifestação do Plenário sobre a matéria, suspendendo-se o recesso até que ocorra a deliberação. No procedimento legislativo de leis de planejamento e orçamento se aplicam subsidiariamente as demais normas relativas ao processo legislativo ordinário ou padrão.

A.c.5 - PROCEDIMENTO DE INDICAÇÃO

O procedimento de elaboração de códigos é aquele relativo à Indicação que é o ato

escrito em que o Vereador sugere medida de interesse público às autoridades competentes.

A indicação será protocolada na Secretaria da Câmara Municipal e encaminhada de

imediato a quem de direito, salvo se houver sido solicitado por seu autor a deliberação pelo Plenário, quando, então, somente será enviada após a sua aprovação, submetendo-

se subsidiariamente, no que for cabível, ao procedimento legislativo padrão.

MODELO DE INDICAÇÃO:

INDICAÇÃO N.º /

Senhor Presidente,

Regimento Interno, a presente

Indicação, a ser encaminhada ao Senhor Prefeito, sugerindo que a (nome da entidade) seja declarada de utilidade pública.

Apresento a V. Exa., nos termos do art

do

,

de

de

Vereador”

B)- PROPOSIÇÕES SECUNDÁRIAS

B.1 - SUBSTITUTIVOS

O procedimento de substitutivo é o utilizado no processamento de Substitutivos, regulado pelo art. 211 do RICML, apresentado por um Vereador ou Comissão para substituir um projeto já em tramitação sobre o mesmo assunto. Estabelece o § 1º, do art. 211, do RICML, que não é permitido ao Vereador ou Comissão apresentar mais de um substitutivo ao mesmo projeto. A redação imprecisa do transcrito dispositivo, certamente, pode causar dúvida quanto à possibilidade de ser apresentado mais de um substitutivo ao mesmo projeto. Todavia, deitando olhos nas demais normas regimentais vemos que quando o legislador quis se referir ao conjunto de membros do legislativo indistintamente, como regra aplicável a todos os edis, utilizou-se da palavra vereador no plural. Assim, como se vê, em verdade o preceptivo enfocado tem por finalidade precípua vedar a apresentação de mais de um substitutivo, seja pelo mesmo Vereador, seja pela mesma Comissão. Uma vez apresentado o substitutivo por Comissão competente a Comissão será competente quando proposição for submetida a sua apreciação para emissão de parecer, oportunidade na qual poderá apresentar proposição secundária este será enviado às outras Comissões que devam ser ouvidas a respeito No caso do substitutivo ser apresentado por Vereador, este será enviado às Comissões competentes. Os substitutivos são discutidos e votados antes do projeto original (O dispositivo que trata da questão no RICML, por infelicidade se utiliza da palavra preferencialmente na ordem de votação. Todavia, não se trata de questão de preferência, e sim de seqüência lógica, uma vez que não se pode votar mais nenhuma proposição secundária depois da aprovação da primário, isto é, do projeto, sob pena de violação da decisão do Plenário. Destarte, aprovado o substitutivo o projeto original restará prejudicado. No entanto, rejeitado o substitutivo tramitará normalmente a proposição primária.

MODELO DE SUBSTITUTIVO

“SUBSTITUTIVO Nº

AO PROJETO DE LEI Nº

/

(Dispõe sobre os cuidados com cães das raças Pitbull, Rottweiler e dos que sejam produto de seu cruzamento e dá outras providências)

A Câmara Municipal de

aprova:

Art. 1º Os atuais proprietários de cães das raças Pitbull, Rottweiler e dos que sejam produto de cruzamento dessas raças ficam obrigados, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data de publicação do Decreto de sua regulamentação, aos seguintes

procedimentos:

I atualizar as vacinas e esterilizar o animal;

II equipar o animal de coleira e mordaça, ao conduzi-lo em lugares públicos;

III registrar o animal no órgão estadual competente, com atuação no Município;

IV entregar a sua condução em vias e logradouros públicos, quando for o caso, a

pessoas maiores de dezoito 18 (dezoito) anos.

Art. 2º Decorrido o prazo de que trata o artigo anterior, as infrações ao disposto nesta Lei serão punidas:

I com a perda da propriedade do animal, no caso de infração ao disposto no inciso I do artigo anterior e no seu art. 1º;

II com a aplicação de multas nos casos dos demais incisos do artigo anterior.

Art. 3º O Regulamento desta Lei definirá:

I o valor das multas de que trata o inciso II do artigo anterior;

II o total de multas a serem aplicadas;

III os prazos que intermediarão a aplicação dessas multas;

IV circunstâncias que definirão a prática reiterada das infrações punidas com

aplicações de multas;

V providência a ser adotada, quando da prática reiterada de que trata o inciso anterior.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Plenário

,

de

de

Vereador

Justificativa:

A presente proposição tem por finalidade

B.2 - EMENDAS E SUBEMENDAS

O procedimento de emenda e subemenda é o utilizado no processamento de Emendas e

Subemendas, regulado pelo art. 212 e seguintes do RICML. Emenda é uma proposição secundária apresentada com a finalidade de modificar uma proposição primária já em trâmite. As Emendas podem ser supressivas, substitutivas, aditivas e modificativas:

Emenda supressiva é a que visa suprimir, em parte ou no todo, o artigo, parágrafo, inciso, alínea ou item do projeto; Emenda substitutiva é a que deve ser colocada em lugar do artigo, parágrafo, inciso, alínea ou item do projeto; Emenda aditiva é a que deve ser acrescentada ao corpo ou aos termos do artigo,

parágrafo, inciso, alínea ou item do projeto; Emenda modificativa é a que se refere apenas à redação do artigo, parágrafo, inciso, alínea ou item sem alterar a sua substância.

A emenda, apresentada à outra emenda, denomina-se subemenda.

As emendas e subemendas recebidas serão enviadas às Comissões competentes para parecer que se for favorável franqueará o acompanhamento do projeto em sua regular tramitação, sendo submetidas a discussão e votação pelo Plenário e, se aprovadas passarão a dar nova redação ao projeto original que será encaminhado à Comissão de

Constituição, Justiça e Redação para a elaboração da Redação Final na forma do texto aprovado. Os substitutivos, emendas e subemendas só podem ser apresentados até antes de se iniciar as discussões sobre o projeto original.

A proposições secundárias devem ter relação lógico-jurídica direta ou imediata com a

matéria da proposição principal, cabendo recurso da decisão que dispuser sobre seu recebimento pelo Presidente. Na eventualidade de não haver correlação lógica entre a proposição secundária e a matéria do projeto, preleciona o § 3º, do art. 214, do RICML que o Presidente determinará o seu destacamento para constituir projeto em separado, sujeito à tramitação regimental. Entretanto, por certo, não será sempre assim, mas somente quando houver possibilidade técnica em face das disposições regimentais e princípios incidentes, sob pena de se admitir possa uma proposição tramitar sem a observância dos requisitos materiais e formais estabelecidos. De outra face, a mensagem aditiva do Chefe do Executivo se constitui em projeto novo que, entretanto, à semelhança das demais proposições secundárias, somente poderá ser apresentada até antes de iniciadas discussões do projeto original, pois é equiparada à emenda aditiva para fins de tramitação regimental. Por isso, a mensagem aditiva só pode acrescentar algo ao projeto original, jamais modificar a sua redação, suprimir ou substituir no todo ou em parte algum dispositivo. Não são admitidas emendas que impliquem aumento de despesa prevista: I - nos projetos de iniciativa privativa do Prefeito, ressalvado o disposto no art.166, parágrafos 3º e 4º da Constituição Federal; e, II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara Municipal.

MODELO DE EMENDA SUPRESSIVA

EMENDA Nº 01 AO PROJETO DE LEI Nº 1114/99

(Suprime o art. 3º do Projeto de Lei nº

/

que

)

Suprima-se o artigo 3º do Projeto de Lei nº

/

Plenário

,

de

de

Vereador

Justificativa:

A

presente proposição tem por finalidade

 

Plenário

,

de

de

Vereador

MODELO DE EMENDA SUBSTITUTIVA

 

EMENDA Nº 01 AO PROJETO DE LEI Nº

 

/

(Dá nova redação ao caput do Projeto de Lei

/

que

)

O caput do art. 3º do Projeto de Lei nº

/ passa a ter a seguinte redação:

foi imitido

declaradas de interesse social, para fins de implantação de programas de moradia

, deverão ser realizadas as obras de construção das unidades

,

Art. 3º Nas áreas em cuja posse provisória o Município de

popular descritas no Anexo II desta Lei, e situadas nos Bairros

,

e

,

habitacionais, com recursos do FMHP, de acordo com os programas aprovados pelo

CMH, devendo, para tanto, a

providenciar os demais instrumentos jurídicos necessários à consecução dos

realizar convênios, assinar contratos, bem como

programas.”

Plenário

,

de

de

Vereador

Justificativa:

A apresentação da presente emenda tem por escopo

Plenário

,

de

de

Vereador

MODELO DE EMENDA ADITIVA

EMENDA Nº 01 AO PROJETO DE LEI Nº

/

Acrescenta um artigo com dois parágrafos ao Projeto de Lei nº

Acrescente-se onde couber:

/

que

)

serem implementados no ano a que se referir para melhoria da qualidade na prestação do serviço de saúde e para garantir o atendimento ao usuário do mesmo serviço nos termos definidos por esta Lei.

A lei de diretrizes orçamentárias de cada ano conterá os planos e programas a

§ 1º O orçamento de cada no conterá os recursos necessários para garantir a implementação integral dos planos e programas referidos no caput, bem como anexo demonstrativo do cumprimento da regra deste parágrafo.

§ 2º Os recursos de que trata o parágrafo anterior não poderão ser reduzidos por meio de emenda, durante a fase de tramitação do projeto de lei orçamentária, ou por meio de decreto de abertura de crédito adicional em favor de outra dotação orçamentária, durante a fase de execução da lei orçamentária.”

Plenário

,

de

de

Vereador

Justificativa:

 

A proposição procura garantir o cumprimento dos planos e programas aprovados pela

Casa de Leis para o exercício superveniente, assegurando a manutenção dos recursos

para tanto,

Plenário

,

de

de

Vereador

MODELO DE EMENDA MODIFICATIVA

EMENDA Nº 01 AO PROJETO DE LEI Nº

/

(Modifica a redação do art. 8º do Projeto de Lei nº

/

que

)

O art. 8º do Projeto de Lei nº

/

,

passa a ter a seguinte redação:

“ Art. 8º- A Lei Orçamentária Anual para o exercício de

transposição de recursos orçamentários por simples ato do Poder Executivo.

não poderá autorizar a

Plenário

,

de

de

Vereador

Justificativa:

 

A proposição tem por finalidade corrigir a redação do art. 8º do Projeto de Lei nº

que estabelecia que não poderiam ser transpostas verbas por simples atos do Poder Executivo. Ora, nada obstante este termo tenha caído em desuso, pois atualmente a palavra correta é recurso, a não especificação de que se tratam de recursos orçamentários pode causar uma incorreta interpretação do dispositivo no sentido de que

seriam vedadas as transposições de recursos financeiros também. Daí a apresentação da presente proposição.

/

Plenário

,

de

de

Vereador

MODELOS DE ATOS DE COMISSÕES PERMANENTES

Fases das Comissões de Assuntos Relevantes

- Projeto de Resolução;

- Ato da Presidência com a constituição da Comissão;

- Convocação do Presidente para primeira reunião;

- Eleição de Relator da Comissão na primeira reunião;

- Reuniões da Comissão para deliberações diversas (requerimentos, juntada de documentos, oitivas, etc.). Toda e qualquer sugestão de membros da Comissão deve ser colocada em discussão e votação, necessitando de voto favorável da maioria para ser aprovado;

- Parecer do Relator para deliberação na Comissão;

- Concordância dos demais membros com o relatório ou voto em Separado;

- Decisão da Comissão endereçada ao Presidente da Casa para providências posteriores.

RESOLUÇÃO N. 000/00

(Projeto de Resolução nº. 000/00, do Vereador XXX)

Institui no âmbito da Câmara municipal de Limeira a Comissão de Assuntos Relevantes para estudo de XXXXXXXXXXX e também para estudos do XXXXXXXXXXX.

Art. 1º - Fica instituída, nos termos do art. 116, caput e parágrafos do Regimento Interno da Câmara Municipal de Limeira, a Comissão de Assuntos Relevantes para estudo de XXXXXXXXXX.

Parágrafo 1º - A Comissão será constituída por 3 (três) Vereadores indicados pela Presidência da Câmara Municipal, conforme determina o parágrafo 4º, do art.116, do Regimento Interno.

Parágrafo 2º - A Comissão terá 90(noventa) dias para seus trabalhos e apresentar seu parecer ao plenário desta casa, nos termos do parágrafo 6º, do art. 116, do Regimento Interno.

Parágrafo 3º - O prazo de funcionamento desta Comissão poderá ser prorrogado, nos termos do parágrafo 8 º, do art. 116, do Regimento Interno.

Art.2º

As

eventuais

despesas

decorrentes

da

aplicação

desta

Resolução correrão por conta dor orçamento vigente, suplementado se necessário.

Art.3º Esta Resolução entrará e vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrario.

XXXXXXXXXX

Presidente

Plenário “Vereador Vitório Bortolan” aos dias XXX mês XXX ano XXXX.

Projeto de resolução nº

/09

(Cria Comissão de Assuntos Relevantes para estudar

providências.)

, e dá outras

Art. 1º - É criada na Câmara Municipal de Limeira a Comissão de Assuntos Relevantes para estudar

Art. 2º - A Comissão de Assuntos Relevantes criada pela presente Resolução é composta por três (3) membros.

Art. 3º - O prazo de funcionamento da Comissão de Assuntos Relevantes, a que se refere o art. 1º, é de cento e vinte (120) dias, prorrogáveis por iguais períodos.

Art. 4º - São suspensos os prazos a que se refere o art.268 e

seus §§, do RICML, até que a Comissão de Assuntos Relevantes criada para

estudar as

encerre seus trabalhos.

Art. 5º - As despesas decorrentes com a execução da presente resolução correrão por conta das dotações próprias, consignadas no Orçamento vigente.

Art. 6º - A presente resolução entra em vigor na data de sua

publicação.

Art. 7º - São revogadas as disposições em contrário.

mês de

Plenário VEREADOR VITÓRIO BORTOLAN, aos 00 dias do de 2009.

VEREADOR

JUSTIFICATIVA

A criação da presente Comissão se justifica em face da necessidade de se estudar Plenário Vereador Vitório Bortolan, aos 00 dias do mês de

de 2009.

Limeira, 00 de XXX de 00.

Oficio nº. XX

Ref.:

Excelentíssimo Senhor Presidente,

A presidência da Comissão de Assuntos Relevantes constituída pelo Ato da Presidência nº. 00/09, por deliberação da maioria de seus membros em reunião realizada em 00/00/00, solicita à Vossa Senhoria o que segue:

Atenciosamente,

VEREADOR

Presidente

Ao Excelentíssimo Senhor VEREADOR

DD. Presidente da Câmara Municipal de Limeira-SP. Cidade-UF iniciais redator/digitador

RECIBO

Recebi, nesta data, resposta encaminhada pela Prefeitura

Municipal de Limeira e subscrita por

oficio nº. 00/00, datado 00/00/00, expedido pelo Presidente desta Casa de Leis, conforme solicitação constante no processo administrativo nº. 00/00, sendo que acompanha o oficio (00 caixas de arquivo, 00 folhas, etc.)

, em atendimento ao

Limeira, 00 de Janeiro de 0000.

VEREADOR Presidente da Comissão

Oficio nº XXX

Ref.:

Prezado Senhor

A Comissão de Assuntos Relevantes, instituída pela Resolução Nº. 000/00, para promover estudo XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, vem convidar o Sr. XXXXXXXXXXXXXX para participar de reunião a ser realizada nesta Casa de Leis em 00/00/00, xxxx- próxima, às 00 horas, a fim de prestar esclarecimento sobre XXXXXXXXXXXXXX apresentadas aos vereadores.

Atenciosamente,

Nome:

Vereador - XXXX Presidente da Comissão

Ao

Cidade-UF iniciais redator/digitador

(nome)

(título)

(endereço)

Limeira, 00 de

de 2009.

Senhor Vereador,

A presidência da Comissão de Assuntos Relevantes para discutir (

)

, ser realizada nesta Casa de Leis em 00 de Reuniões, para (especificar).

formado pelo ato da presidência nº

/

CONVOCA Vossa Senhoria para reunião a

de

2009, às 00h00min, na sala de

Atenciosamente,

VEREADOR Presidente da Comissão

Recibo:

Vereador membro da Comissão.

Vereador membro da Comissão.

TERMO DE DECLARAÇÕES

Aos

dias do mês de

do ano de dois mil e

,

, (qualificar), o qual inquirido

compareceu perante esta comissão o Sr

por esta comissão declarou: que Nada mais havendo nem lhe foi perguntado foi encerrada a sua inquirição, tendo sido subscrito o presente termo pelo próprio na presença de todos os membros desta comissão.

Declarante

Presidente

Membro

Membro

ATA DA REUNIÃO DA COMISSÃO DE ASSUNTOS RELEVANTES CONSTITUÍDA PELO ATO DA PRESIDÊNCIA N.º 00/00 DE 00 DE JANEIRO DE 2000.

PROCESSO Nº 000/2000. INTERESSADO: CÂMARA MUNICIPAL DE LIMEIRA. ASSUNTO: RESOLUÇÃO N. 00/000 QUE INSTITUI COMISSÃO DE

ASSUNTOS RELEVANTES PARA

(DESCREVER).

Aos

(2000), às 00h,00m, atendendo convocação, reuniu-se a Comissão de

Assuntos Relevantes Presidente Vereador

, estando presentes os membros:

e, Vereador

(00) dias do mês de

l do ano de dois mil e

;

Vereador

;

Como primeiro ato o Sr. Presidente encetou a eleição para o cargo de Relator.

O senhor Presidente solicitou ao Vereador para que leia a ata da reunião anterior. (coloca-se em discussão e votação - havendo impugnação e a concordância dos demais membros, deve-se determinar a retificação da ata).

Dada a palavra ao Vereador

este sugeriu à comissão a oitiva de

para que preste esclarecimentos / que seja enviado oficio ao Sr.

requerendo documentos / ( coloca-se em discussão e votação).

Deliberou então a comissão pela aprovação do relatório final por unanimidade

Na seqüência em face do constante do relatório final deliberou a comissão o encaminhamento dos autos ao Exmo. Sr. Presidente desta Câmara Municipal para decisão.

Nada mais havendo, determinou o Sr. Presidente a lavratura da presente ata que, lida e achada conforme, vai assinada por todos os presentes.

VEREADOR PRESIDENTE

VEREADOR RELATOR

VEREADOR MEMBRO

COMISSÃO DE ASSUNTOS RELEVANTES

PARECER

PROCESSO Nº. 0000/2009 INTERESSADO: VEREADOR

ASSUNTO: COMISSÃO DE ASSUNTOS RELEVANTES

EXCELENTISSIMO SENHORES VEREADORES RELATÓRIO

Cuida-se de Parecer da Comissão de Assuntos Relevantes formada em virtude do Projeto de Resolução Nº. 00/2.009,datado em 00 de XXX de 000, proposta nos termos do artigo 116, da Resolução 44/92 Regimento Interno desta Casa de Leis. Após a aprovação pelos Vereadores, nos termos do Regimento interno da Câmara

Municipal, o Sr. Presidente, por ato da Presidência Nº.00/2.009 e publicado no Jornal Oficial ao Município, institui a presente Comissão de Assuntos Relevantes para (especificar) Durante a realização dos trabalhos foram realizadas reuniões da Comissão para analise de documentação e apresentação de requerimentos, tudo de acordo com os autos do processo Nº. 00/09 que contem atas das reuniões, bem como respostas de requerimentos e colheita de depoimentos.

A comissão reuniu-se no dia

FUNDAMENTAÇÃO Após analise detida da documentação e tomada de depoimento, apurou-se o seguinte

CONCLUSÃO Em sendo assim, por todo o retro exposto, resultando (Conclusão do Relator)

È o meu relatório.

Limeira, 00 de dezembro de 0000.

VEREADOR RELATOR.

DECISÃO DA COMISSÃO DE ASSUNTOS RELEVANTES

Diante do exposto e tendo exsurgido do conjunto probatório dos autos (DEFINIR CONCLUSÃO DA COMISSÃO)

Limeira, 00 de XXXX de 0000.

PRESIDENTE

RELATOR

MEMBRO