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16/9/2010

ÉTICA PROFISSIONAL Prof. HAROLDO CARDELLA www.cardellaadvogados.com.br
ÉTICA PROFISSIONAL
Prof. HAROLDO CARDELLA
www.cardellaadvogados.com.br
DOS DIREITOS DOS ADVOGADOS – artigo 6 e 7 do EAOAB 1. TRATAMENTO DO ADVOGADO
DOS DIREITOS DOS ADVOGADOS – artigo 6 e 7 do
EAOAB
1. TRATAMENTO DO ADVOGADO
• Não há hierarquia ou subordinação entre advogados,
magistrados e membros do Ministério Público, que estão
num mesmo plano, devendo tratar-se com consideração
e respeito recíprocos.

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2. DAS PRERROGATIVAS DO ADVOGADO O Estatuto relaciona direitos ou prerrogativas profissionais dos advogados adquiridas
2. DAS PRERROGATIVAS DO ADVOGADO
O Estatuto relaciona direitos ou prerrogativas profissionais dos advogados
adquiridas em decorrência da função exercida (não são, portanto, de
caráter pessoal). São elas:
• I – o exercício profissional é livre em todo o território nacional, conforme
previsão também do art. 5º, XIII, da CF.
• II – ter respeitado, em nome da liberdade de defesa e do sigilo
profissional, a inviolabilidade de seu escritório, proibindo-se com isso a
obtenção, por outrem, de informações que sejam contra os interesses do
cliente, seus arquivos e dados, inclusive telefônicos. Entretanto, permite-
se a intervenção apenas por meio de ordem judicial de busca e
apreensão, determinada por magistrado competente, na hipótese da
existência de indícios da prática de ilícito pelo advogado e desde que a
execução da medida seja acompanhada por representante da OAB.
• III – comunicar-se “pessoal e reservadamente” com seu cliente, com ou sem procuração, quando
• III – comunicar-se “pessoal e reservadamente” com seu
cliente, com ou sem procuração, quando este estiver
preso, detido ou recolhido em qualquer estabelecimento
prisional, mesmo quando considerado incomunicável.
Porém, existe entendimento de que o instituto da
incomunicabilidade encontra-se revogado pelo art. 136,
§3º, IV, CF, que não permite nem mesmo sua ocorrência
em situações extremamente graves, como em caso de
estado de defesa.
• IV – presença de representante da OAB quando o
advogado for preso em flagrante delito por motivo ligado
à profissão, sob pena de nulidade do ato. Quando preso
por qualquer outro motivo, a comunicação deverá ser
realizada posteriormente à OAB.

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• V – O advogado preso, enquanto não transitada em julgado a sentença penal condenatória,
V
– O advogado preso, enquanto não transitada em
julgado a sentença penal condenatória, deverá
permanecer em sala de Estado Maior, ou seja, nas
dependências de órgãos das forças armadas, e, na sua
falta, em prisão domiciliar.
VI – o advogado tem direito ao livre acesso a todos os
locais em que pretenda exercer sua profissão, mesmo
fora do horário de expediente, devendo ser atendido
quando se achar presente qualquer servidor. Em se
tratando de estabelecimentos prisionais, o advogado
poderá ingressar a qualquer hora e independentemente
da presença de seus titulares.
VII – o advogado poderá permanecer sentado ou em pé
e retirar-se de qualquer lugar em que esteja exercendo
sua profissão, independentemente de pedido de licença.
• VIII – dirigir-se diretamente aos magistrados, independentemente de horário ou qualquer outra condição, para
VIII – dirigir-se diretamente aos magistrados,
independentemente de horário ou qualquer outra
condição, para o despacho de suas petições,
observando, porém, a ordem de chegada e, com isso, o
respeito aos colegas.
IX – sustentar oralmente qualquer recurso nas sessões
de julgamento, após o voto do relator, possibilitando
contra-argumentar aquilo que não seja favorável a seu
cliente.
X
– usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou
tribunal, de forma rápida e objetiva, para o
esclarecimento de questões de ordem fática que
possam influir no julgamento da causa. Também poderá
manifestar-se quando lhe forem feitas acusações ou
qualquer outra forma de censura.

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• XI – reclamar verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade. •
• XI – reclamar verbalmente ou por escrito,
perante qualquer juízo, tribunal ou
autoridade.
• XII – escolher a postura em que queira
permanecer (sentado ou em pé).
• XIII, XIV, XV e XVI – Tais dispositivos trazem a prerrogativa do advogado de
• XIII, XIV, XV e XVI – Tais dispositivos trazem a
prerrogativa do advogado de examinar autos, findos ou
em andamento, mesmo sem procuração, quando não
estiverem sujeitos ao segredo de justiça, assegurada a
obtenção de cópias e podendo tomar apontamentos. É
ainda assegurado ao advogado o exame de autos de
flagrante e de inquéritos, mesmo que estejam conclusos
à autoridade. Ao advogado é, ainda, facultado ter vista
dos processos judiciais ou administrativos e fazer sua
retirada da repartição competente pelo prazo previsto
em lei, podendo excepcionalmente o magistrado, porém,
indeferir de maneira justificada o pedido de retirada dos
autos de cartório, nas seguintes hipóteses:

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• a) existirem documentos originais de difícil restauração ou qualquer outra circunstância relevante que possa
• a) existirem documentos originais de difícil
restauração ou qualquer outra circunstância
relevante que possa justificar a permanência
dos autos em cartório;
• b) quando o advogado deixar de devolver os
autos no prazo determinado, fazendo-o apenas
após ter sido intimado, aplicando-lhe a sanção
que o impossibilita nova retirada. Por fim, é
assegurado ao advogado fazer a retirada dos
autos de processos findos, sem a procuração,
pelo prazo de dez dias.
• XVII – É direito ainda do advogado ser desagravado publicamente quando comprovadamente ofendido em
• XVII – É direito ainda do advogado ser desagravado
publicamente quando comprovadamente ofendido em
razão do seu exercício profissional ou de cargo ou
função da OAB, a ser promovido pelo Conselho
Seccional competente, de ofício, a pedido do próprio
advogado ou de qualquer outra pessoa.
• XVIII – o uso de símbolos oficiais do Conselho Federal e
dos Conselhos Seccionais são privativos destes órgãos,
não podendo, de forma alguma, ser utilizados em
caráter particular pelo advogado.

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• XIX – o advogado, quando devidamente intimado, deve comparecer em juízo, mas é direito
• XIX – o advogado, quando devidamente intimado, deve
comparecer em juízo, mas é direito seu recusar-se a
depor como testemunha sobre qualquer fato relacionado
com pessoa de que seja ou tenha sido patrono,
resguardando com isso a independência e o sigilo
profissional, ainda que ou solicitado pelo cliente.
• XX – é garantido ao advogado o direito de retirar-se do
recinto onde esteja aguardando a realização para ato
judicial, decorridos trinta minutos do horário designado,
e ao qual não tenha comparecido a autoridade que deva
presidi-lo.
• a)– o advogado possui imunidade profissional no exercício de suas funções não cometendo os
• a)– o advogado possui imunidade profissional
no exercício de suas funções não cometendo os
crimes de injúria, difamação e desacato
puníveis, sendo ainda inviolável por seus atos e
manifestações.
• b)- o advogado somente poderá ser preso em
flagrante por motivo ligado ao exercício
profissional no caso de crime inafiançável.

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• c)– é direito do advogado que sejam instalados em todos os lugares em que
• c)– é direito do advogado que sejam instalados
em todos os lugares em que deva exercer sua
profissão, juizados, fóruns, tribunais, delegacias
e presídios, ambientes especiais permanentes
com uso e controle assegurados à OAB.
• d)- no caso de ofensa aos inscritos na OAB, no
exercício da profissão, cargo ou função na
própria Ordem, o Conselho Seccional deverá
realizar o desagravo público, sem prejuízo de
eventual responsabilidade criminal na qual
incorrer o infrator.