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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUCSP

O investimento de não-residentes no Brasil

Laura Pupio Neves Professor orientador: Flávio Mesquita Saraiva

São Paulo

2013

Laura Pupio Neves RA 00092941

O investimento de não-residentes no Brasil

Área das Ciências Econômicas: Mercado financeiro e Capital Fictício

Projeto

de pesquisa apresentado

à Pontifícia

Universidade Católica

de

São

Paulo,

para

elaboração

da

Monografia

de

Ciências

Econômicas.

São Paulo

2013

Índice

Introdução ao tema

4

Justificativa

6

Objetivos

7

Problematização

8

Perguntas e hipóteses

9

Metodologia e procedimentos metodológicos

10

Cronograma de execução

11

Levantamento bibliográfico

12

Introdução ao tema

O Sistema Financeiro Nacional (SFN), em particular o Sistema de Distribuição de Títulos e Valores Mobiliários, possui uma vasta gama de produtos a serem adquiridos por investidores: títulos públicos e privados, contratos de

derivativos futuros e de índice, ações, opções de ações, cotas em fundos de investimento cetipados ou não, e muitos outros. O mercado de valores mobiliários no Brasil é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM); pelo Banco Central do Brasil, órgão supervisor; e ANBIMA, que tem o papel de “fortalecer os segmentos que representamos, para apoiar a evolução de um mercado de capitais capaz de financiar o desenvolvimento econômico e social do país e influenciar o mercado global”. 1 O Brasil em desenvolvimento, os juros altos e a diversificação da bolsa de valores brasileira (BM&F Bovespa) atrai cada vez mais investidores, residentes e não- residentes. Os investidores não-residentes, segundo são definidos por “individual ou

coletivo, as pessoas físicas ou jurídicas, os fundos ou outras

entidades de

investimento coletivo, com residência, sede ou domicílio no exterior” 2 e apresentam algumas particularidades tais como constituir pelo menos um representante legal no Brasil, como ser cliente de uma instituição intermediária estrangeira, eleger um custodiante, preencher o anexo à lei 2689/2000 para efeitos de cadastro e Know your Costumer (programa de prevenção à lavagem de dinheiro). Os investidores não-residentes devem pagar impostos sobre operações, que contam, por exemplo, atualmente com a tabela regressiva de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), caso o investidor venda o título público ou privado adquirido num prazo inferior à trinta dias, imposto sobre o contrato de câmbio, empréstimo de ações.

As

operações

de

investidores

não-residentes

também

asseguradas

pelas

clearings, como o empréstimo compulsório de ação quando a contraparte de venda, ____________________________________________________________________

2013)

  • 2 https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?method=detalharNormativo&N=10001492

7(acessado em 3 de junho de 2013)

por algum motivo não tem as ações para entregar à contraparte de compra.

O investidor não-residente, portanto, dispõe das mesmas condições do investidor residente, no que diz respeito à assistência por parte do mercado e tecnologia disponível e garantia de liquidação da operação. Observa-se na última década, um expressivo aumento do investimento de não- residentes no Brasil. Essa entrada de dólares no mercado brasileiro demonstrou ser um problema, uma vez que aumenta o déficit nas contas de serviços, o risco de bolhas no mercado de ativos e aumento da dívida pública.

Justificativa

O tema merece atenção e deve ser estudado porque os investimentos estrangeiros no mercado de capitais brasileiro teve um aumento muito expressivo, salvo o ano de 2008, em relação à década anterior.

O tema merece atenção e deve ser estudado porque os investimentos estrangeiros no mercado de capitais

Fonte: Banco Central do Brasil, Boletim, Seção Balanço de Pagamentos (BCB Boletim/BP) - BPN_FINIDEC

As recentes mudanças na tributação para esses investidores 3 como a isenção de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na compra de cotas de fundos de investimentos imobiliários, e mais recentemente, de renda fixa e de contratos de derivativos, evidenciam ainda mais a importância deste tema, visto que a periodicidade dessas isenções é cada vez menor, e causa inúmeros debates e discussões. Esse projeto, portanto, propõe a análise dos fatores endógenos e exógenos à Economia brasileira para explicar o aumento expressivo do investimento de não- residentes no Brasil; e pretende analisar se a situação atual é ou não benéfica ao país.

____________________________________________________________________

  • 3 http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1223622-eficacia-de-isencao-de-imposto-para-estrangeiro-

divide-opinioes.shtml (acessado em 3 de junho de 2013)

Objetivos

Delimitar a proporção de influência na tomada de decisão dos estrangeiros, por parte do governo brasileiro e dos governos de outros países; baseando-se na legislação vigente e nos dados colhidos pelos órgãos supervisores no Brasil e no exterior. Expressar graficamente a evolução do investimento de não-residentes no país e apresentar os fatores endógenos e exógenos à Economia brasileira que ocasionaram tal aumento das aplicações de estrangeiros no mercado de capitais brasileiro, evidenciando as políticas públicas.

Problematização

Os investimentos de não-residentes no Brasil podem causar vários empecilhos não só ao desenvolvimento econômico, mas também para a imagem do país projetada interna e internacionalmente. O câmbio, por exemplo, em determinadas paridades dólar americano real, e por um período prolongado, pode acarretar numa pressão inflacionaria, denegrindo a imagem do país perante sua população (já traumatizada pelos anos de taxas de inflações altíssimas que chegaram a ultrapassar cem porcento) e perante a comunidade internacional, que pode chegar a reduzir a nota atribuída ao Brasil em diversos índices de confiança e risco. A necessidade do estudo dos investimentos estrangeiros torna-se evidente e imperativa, visto que o Brasil ainda tem enormes carências a serem supridas e o risco de imagem pode revelar-se muito profundo, com lenta recuperação, o que adiaria ainda mais o Brasil socialmente desenvolvido.

Hipóteses e perguntas

A questão central que tratará a monografia será: o que acarretou o aumento dos investimentos de não-residentes no Brasil na última década?”. As hipóteses levantadas através desse projeto, e a consequente pesquisa superficial, são até o momento três: os juros altos somados à ausência de uma legislação que não permita retirada de recursos do país em curto período de tempo (como existe em países desenvolvidos); a isenção de tributos para o ganho de capital oriundo de renda variável (ações) 4 , ou os recentes investimentos feito na construção civil e nas privatizações de grandes estatais como a Vale do Rio doce, atual Vale.

____________________________________________________________________ 4 ANBIMA. Non-resident Investor’s Guide. 2012.

Metodologia e procedimentos metodológicos

A automação do Sistema Financeiro Brasileiro permite acesso rápido à dados já coletados e periodicamente atualizados pelos órgãos supervisores e reguladores, somada ao fato de muitos dados (principalmente de porfólio e identidade de investidores) serem confidenciais e portanto, não divulgáveis, torna inviável desnecessária a pesquisa de campo. Os dados coletados nos sites do Banco Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários dentre outras fontes serão sumarizados em gráficos para melhor e mais rápido entendimento. O método empregado, portanto, será o método histórico-dedutivo, enunciando logicamente o aumento expressivo dos investimentos de não-residentes no Brasil, concluindo a partir de premissas.

Cronograma de execução

Matéria

Período

Atividade

TPE

21 de Junho de 2013

Entrega do Projeto de Pesquisa

 

Julho à Setembro

Levantamento bibliográfico, pesquisas rápidas, fichamento do material utilizado.

MONO I

Outubro e Novembro

Elaboração do primeiro capítulo, que diz respeito à composição do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

MONO II/III

Janeiro à Março

Levantamento bibliográfico, pesquisas relacionadas ao tema em veículos como jornais e revistas, fichamento do material utilizado.

Abril a Junho

Elaboração do segundo capítulo, que diz respeito às razões do aumento do investimento de não-residentes no Brasil.

 

Julho e Agosto

Levantamento bibliográfico, pesquisas relacionadas ao tema em veículos como jornais e revistas, fichamento do material utilizado.

MONO IV

Setembro e Outubro

Elaboração do terceiro capítulo, que compara a evolução de investimentos de não-residentes no Brasil e nos Estados Unidos.

Novembro

Retoques finais, elaboração dos agradecimentos, formatação do arquivo de texto em um arquivo do InDesign para impressão na gráfica.

Levantamento Bibliográfico

MARQUES. Rosa Maria. REVISTA Soc. Bras. Economia Política, São Paulo, n o 29, p. 35-56, junho 2011.

BRASIL. Texto da Lei 2689/2000. Disponível em

BEST BRASIL. The Benefits of Investing Dirctly In Brazil: Why Investors willing to invest in Brazil should go local. 2012

BRASIL. ANBIMA. Non-resident Investor’s Guide. 2012. Disponível em <

BM&F BOVESPA. A Bolsa do Brasil: Relatório anual. 2012. Disponívem em <

http://ri.bmfbovespa.com.br/ptb/1694/RELATORIOANUAL2012PORTUGUESVFI

NAL_raster.pdf>

BM&F BOVESPA. Bovespa Practical Guide for International Investments in Portfolio. 2010. Disponível em <http://www.bmfbovespa.com.br/en- us/bmfbovespa/download/guiaportfolioi.pdf>

BRASIL. Ministério da Fazenda. Economia Brasileira em Perspectiva. 2013. Disponível em <http://www.fazenda.gov.br/portugues/docs/perspectiva-economia-

BRASIL. Tesouro Nacional. 2012. Foreing Investors Handout: How to access the Brazilian Public Securities Market?. Disponível em <

BRASIL. Banco Central do Brasil. Best Brasil: Non-resident Investor’s guide. 2012. Disponível em <http://www4.bcb.gov.br/pec/Gci/ingl/Non- resident_Investors_Guide_BEST.pdf>

FURTADO. Paulo. Como vão o desenvolvimento e a democracia no Brasil?. Rio de Janeiro, J. Olympio, 2001.