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Práticas e modelos A.A.

das BE - DREN - T8
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Planificação de um workshop formativo de apresentação do Modelo de


auto-avaliação dirigido à escola / agrupamento onde desempenho o cargo
de professora bibliotecária

I - Introdução

A Biblioteca Escolar do séc. XXI deve ser encarada como um espaço de


conhecimento e não apenas de informação. É neste papel fundamental que
reside a grande mudança da BE contemporânea, sintetizado de forma muito
clara por Ross Todd: “knoweledge space, not information place; connections,
not collections; actions, not positions; evidence, not advocacy.” Na mesma linha
de pensamento, L.H. Das afirma que “a investigação conjunta baseada na
evidência de dados mostra-nos que as bibliotecas escolares oferecem um valor
acrescido: contribuem significativamente para a melhoria do sucesso educativo
dos alunos.”
É neste contexto que surge o Modelo de Auto-Avaliação das BE,
enquadrando-se na estratégia global de desenvolvimento das BE portuguesas.
O seu objectivo é “ avaliar o trabalho da biblioteca escolar e o impacto desse
trabalho no funcionamento global da escola e nas aprendizagens dos alunos e
identificar as áreas de sucesso e aquelas que, por apresentarem resultados
menores, requerem maior investimento, determinando, nalguns casos, uma
inflexão das práticas.” ( Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, 2008 )

“Self evaluation is an integral part of the development cycle.” (E.S.Scott)

Momentos do Processo:

1- Informar, em C.P., os objectivos do Modelo;


2- Divulgar os resultados da avaliação diagnóstica ( ex. análise SWOT );
3- Explicar conceitos essenciais (evidências, indicadores,…) e apresentar
os instrumentos de recolha de dados que vão ser utilizados
(questionários, grelhas de observação,…);
4- Apresentar as Etapas do processo – cronograma das acções
decorrentes da implementação do Modelo de Avaliação;

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5- Divulgar os resultados da auto-avaliação e definir prioridades e


propostas de acções de melhoria.

Seguindo esta estrutura, surge, numa fase inicial, a necessidade de


organizar sessões de trabalho / esclarecimento com diversos membros da
comunidade educativa, no sentido de os envolver neste processo. O
professor bibliotecário, desempenhando o seu papel essencial no sucesso
educativo, deverá “trabalhar com alunos, professores, órgãos de gestão e
pais de modo a cumprir a missão na escola.” (Manifesto das BE)

II - Proposta de workshop a desenvolver para apresentação do Modelo


de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar da RBE a Professores do
Agrupamento

“A auto-avaliação deve ser encarada como um processo pedagógico e


regulador, inerente à gestão e procura de uma melhoria contínua da BE” –
Modelo de Auto- avaliação (2008) – Gabinete da Rede Bibliotecas Escolares

Objectivos:

- Reflectir sobre o conceito de biblioteca escolar (BE) e sua missão no


contexto actual de mudança;
- Reconhecer a pertinência da existência de um Modelo de Auto-Avaliação
para a BE enquanto instrumento pedagógico;
- Assimilar o Modelo de Auto-avaliação da BE, quanto à sua organização
estrutural e funcional e conceitos implicados;
- Analisar os aspectos facilitadores da implementação do Modelo à
realidade de cada BE/escola do Agrupamento e possíveis constrangimentos;
- Planificar acções conjuntas de participação da escola, no âmbito das
mudanças que o modelo implica.

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Público-alvo:

- Coordenadores de Departamento e Grupos Disciplinares;


- Elementos da equipa da BE
- Professores colocados na BE, em complemento de horário

Metodologia:

1ª Parte ( 45 minutos ) – Apresentação do modelo, problemáticas e


conceitos implicados - Projecção de um powerpoint (anexo).

2ª Parte ( 60 minutos ) – Interacção com os participantes distribuídos


em grupo – levantamento dos aspectos facilitadores e constrangimentos à
aplicação do Modelo. Sugere-se a elaboração de quadros síntese,
preferencialmente projectados em powerpoint, com a definição de algumas
estratégias de articulação entre a BE e as estruturas intermédias.

Para realizar esta tarefa, todos os professores terão ao seu dispor um


computador ligado à internet para poderem pesquisar todas as informações
necessárias. Poderão ainda ser distribuídos alguns Documentos em suporte
papel, tais como Modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares –
Quadro referencial para avaliação e Instrumentos de recolha de dados.

3ª Parte ( 45 minutos ) – Apresentação das conclusões ao grande grupo;


Debate.

Avaliação ( 10 minutos ) – Preenchimento de uma ficha de avaliação do


workshop.

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III – Conclusão

Este Modelo de auto-avaliação deve ser encarado como um processo de


apreciação de juízo. Tem por finalidade avaliar a eficácia da BE e não o
desempenho individual da equipa. A noção de valor surge aqui apenas com o
sentido de experiência e benefícios que resultam da BE, sendo o aluno o
participante activo. O seu conhecimento é construído a partir do
questionamento e da inquirição, através do desenvolvimento de práticas
sistemáticas de recolha de evidências, associadas ao dia-a-dia e que provam o
impacto que as BE têm nas aprendizagens.
A verdadeira mudança qualitativa é verificada através da aferição das
modificações positivas que o funcionamento da BE tem no desenvolvimento de
valores, atitudes e conhecimentos dos utilizadores indispensáveis à formação
da cidadania e à aprendizagem ao longo da vida.
Tal como é referido por Michael B. Eisenberg e Danielle H. Miller, o
sucesso desta mudança reside na atitude positiva de todos os intervenientes
no processo, a começar pelo professor bibliotecário, cujos atributos devem
incluir paixão, entusiasmo, optimismo e energia.

Braga, 8 de Novembro de 2009

Maria Helena da Mota Rodrigues

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