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Vivemos numa sociedade dominada pela economia globalizada em que, embora o discurso seja outro, na prática, o capital vale mais do que o homem. A base dessa economia foi sedimentada ao longo dos séculos em sua maioria pelo desenvolvimento científico baseado em tecnologias poluidoras, não renováveis, destrutivas, antidemocráticas e a serviço do capital numa relação de simbiose. Nesse sentido, a evolução científica produziu um mundo mais moderno, mais prático, próspero, porém em decadência sob o ponto de vista ecológico e humanitário. Do ponto de vista da decadência ecológica, a medida que a ciência avançou construindo o modelo de Mundo no qual habitamos, baseado na matriz energética do carbono que além de destruidora não é renovável, aumentou a degradação do meio ambiente . Um exemplo disso é a poluição gerada pelos países mais avançados tecnologicamente como Japão, EUA, Reino Unido , Alemanha que afeta não só o meio ambiente deles, mas também de todo o planeta, conforme relatam vários estudos feitos pela Organização das Nações Unidas(ONU) em Convenções sobre Clima e Meio Ambiente desde o ano de 1992. Esses estudos reiteram que, caso esses países não tomem medidas urgente para conter e reduzir as emissões de poluentes procedentes do modelo tecnológico carbono dependente adotado, as consequências para o meio ambiente do planeta serão irreversíveis. Portanto, nesse aspecto o modelo de desenvolvimento científico atual, apesar de facilitar a vida moderna, está conduzindo o planeta a um colapso, tornando o mundo mais decadente em termos de equilíbrio ecológico. Já sob a perspectiva da decadência humanitária a ciência está perfeitamente alinhada com a conjuntura econômica mundial em que o dinheiro vale mais do que uma vida. Se por um lado o desenvolvimento da ciência é capaz de levar o homem a lua, projetar e colocar satélites artificiais no espaço, monitorar as estrelas, bem como explorar outros planetas por meio de robôs, estudar as galáxias através de telescópios espaciais etc; por outro, não consegue voltar suas ações a fim de erradicar, aqui mesmo na Terra, a fome de milhões de pessoas que moram em alguns países como Serra Leoa, Somália, Haiti e Brasil. Nesse sentido, essa evolução consegue criar e transplantar órgãos, encontrar a cura para doenças, descobrir novos tratamentos, prolongar a vida do homem, ao mesmo tempo que não está ao alcance de todos, mas somente dos que podem pagar. Portanto, ao contrário do que se pensa, o desenvolvimento científico não é democrático, mas acessível a quem dispõe de recursos financeiros, pois é um meio de gerar mais riquezas e está tornando o mundo mais decadente do ponto de vista humanitário. Por isso, o desenvolvimento da ciência tornou o dia a dia das pessoas mais prático por meio do uso da tecnologia, produziu um mundo mais moderno e próspero, contudo levou o planeta a um desequilíbrio ecológico, e a uma decadência humanitária na qual a ciência age para o progresso da economia e não da humanidade.