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Matéria – Rio de Janeiro DIFERENCIAL DE ALÍQUOTAS SUMÁRIO 1. Considerações Iniciais 2. Diferencial de Alíquotas

Matéria – Rio de Janeiro

DIFERENCIAL DE ALÍQUOTAS

 

SUMÁRIO

1.

Considerações Iniciais

2.

Diferencial de Alíquotas

3.

Obrigação do Recolhimento

4.

Base de Cálculo

5.

Operações Interestaduais Isentas ou Fora do Campo de Incidência

6.

Fundo Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP)

7.

Cálculo do Diferencial de Alíquotas – Exemplo Prático

8.

Escrituração

9.

Microempresa e Empresa de Pequeno Porte

10.

Construção Civil

11.

Bens do Ativo Ligados a Atividade-Fim do Estabelecimento – Crédito

  • 1. Considerações Iniciais

A legislação pertinente ao diferencial de alíquotas encontra-se disposta no art. 3º da Lei nº 2.657/96 e no Livro I do RICMS-RJ, aprovado pelo Decreto nº 27.427/00, bem como nas Portarias CT nºs 7/89 e 11/89.

  • 2. Diferencial de Alíquotas

Os incisos VI e VII do art. 3º da Lei nº 2.657/96 e o Livro I do Decreto nº 27.427/00 trazem hipóteses de ocorrência de fato gerador:

“VI – na entrada no estabelecimento do contribuinte de mercadoria proveniente de outra Unidade da Federação, destinada a consumo ou a ativo fixo;

VII – na utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outra Unidade da Federação, e não esteja vinculada a operação ou prestação subseqüente alcançada pela incidência do imposto”.

  • 3. Obrigação do Recolhimento

O art. 14, inciso V, da Lei nº 2.657/96, quando da aquisição de mercadorias, em operação interestadual destinada a ativo mobilizado ou material de uso e consumo, exige-se o recolhimento do imposto resultante da diferença entre as alíquotas interna e interestadual que houver incidido sobre aquela operação ou prestação (diferencial de alíquotas).

  • 4. Base de Cálculo

A base de cálculo do imposto é o valor da operação ou prestação sobre o qual foi cobrado o ICMS no Estado de origem e o imposto a recolher é o valor correspondente à diferença entre a alíquota interna e a alíquota interestadual (art. 4º, incisos VI e VII, da Lei nº 2.657/96).

  • 5. Operações Interestaduais Isentas ou Fora do Campo de Incidência

Neste

caso

não existe para

o adquirente

localizado no Rio

de Janeiro a obrigação de recolher o

diferencial de alíquotas, pois para que haja a incidência do diferencial, deverá ter ocorrido débito do imposto na

operação originária.

Resenha Fiscal

  • 6. Fundo Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP)

A parcela referente ao diferencial de alíquotas devido em favor do Fundo Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP) será calculada aplicando-se o percentual de 1% sobre o valor que serviu de base de cálculo do imposto na Unidade Federada de origem e o recolhimento será efetuado em DARJ separado sob o Código da Receita 750-0. Exprime-se nesse sentido o disposto no art. 5º, parágrafo único, da Resolução SEF nº 6.556/03. Veja o exemplo prático a seguir.

  • 7. Cálculo do Diferencial de Alíquotas – Exemplo Prático

Vamos pensar, hipoteticamente, que um determinado contribuinte, na apuração do cálculo do diferencial

de alíquotas, verificou que a soma das entradas interestaduais de ativo imobilizado e de material de uso e

consumo em determinado mês perfez o total

2.400,00.

de

R$ 20.000,00,

com

um

total

destacado

no

valor

de

R$

Sabemos que todos os produtos (à exceção dos produtos listados na cesta básica) estão tributados no Estado do Rio de Janeiro com alíquota interna de 19%.

Por outro lado, como a alíquota aplicável nas remessas interestaduais destinadas a contribuintes do ICMS localizados no Rio de Janeiro é de 12%, o percentual a ser aplicado sobre R$ 20.000,00 será a base de cálculo do diferencial de alíquotas que é de 19% (-) 12% = 7%.

Assim teremos:

R$ 20.000,00 x 7% = R$ 1.400,00 O diferencial de alíquotas a recolher será o valor de R$ 1.400,00. Já para o cálculo do FECP, deve-se aplicar 1% sobre R$ 20.000,00 (valor da base de cálculo):

R$ 20.000,00 x 1% = R$ 200,00 O FECP a recolher será de R$ 200,00. Desse modo, o contribuinte recolherá em duas DARJs os R$ 1.400,00 apurados como ICMS relativo ao diferencial de alíquotas, desmembrados de acordo com o citado a seguir:

– R$ 1.200,00 no código de receita 027-2 – ICMS, aquisição de ativo fixo ou material de consumo de fora do Estado; e

– R$ 200,00 no código de receita 750-1 – ICMS FECP.

  • 8. Escrituração

O imposto referente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual deverá ser escriturado na coluna “Observações” do livro Registro de Entradas, relativamente a cada aquisição, e somado ao final do período de apuração, sendo esse total lançado na rubrica “Observações” do livro Registro de Apuração do ICMS.

O recolhimento desse valor será efetuado em DARJ separado sob o código da receita 027-2 nos prazos previstos na legislação, mesmo que o contribuinte tenha apurado saldo credor no período, de acordo com o que dispõe as Portarias CT nºs 7/89 e 11/89.

  • 9. Microempresa e Empresa de Pequeno Porte

De

acordo

com

a

alínea

“g”

do inciso

XIII

do

§

do

art.

13 da Lei Complementar nº 123/06, o

enquadramento do contribuinte no SIMPLES Nacional não dispensa o recolhimento do diferencial de alíquotas

na entrada, de fora do Estado, de mercadorias destinadas a consumo ou ativo fixo.

10. Construção Civil

Nos termos do Processo de Consulta nº E-04/583.691/95, o diferencial de alíquotas somente será devido nas aquisições de mercadorias para emprego em obras que a empresa executa. Caso a empresa aja, ainda que excepcionalmente, como contribuinte do ICMS, ou seja, produza mercadoria fora do local em que presta os

Resenha Fiscal

serviços, evidentemente que se não produz não age como contribuinte do imposto, portanto, não está obrigada ao recolhimento do diferencial de alíquotas.

11. Bens do Ativo Ligados a Atividade-Fim do Estabelecimento – Crédito

Na hipótese de aquisição de bens para o ativo imobilizado ligados à atividade-fim do estabelecimento, o valor do diferencial de alíquotas (após o seu efetivo recolhimento) poderá ser aproveitado como crédito pela empresa. O crédito será apropriado em 48 parcelas, tendo em vista a alínea “c” do item 4 do inciso II do art. 92 do Livro VI do RICMS-RJ, aprovado pelo Decreto nº 27.427/00.