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Página 1 ESCOLA BÁSICA DA VENDA DO PINHEIRO LÍNGUA PORTUGUESA CEF – 1.º ANO FICHA DE

ESCOLA BÁSICA DA VENDA DO PINHEIRO

LÍNGUA PORTUGUESA CEF 1.º ANO FICHA DE DIAGNÓSTICO

A professora:

Sílvia Rebocho

Nome:

Data:

de setembro de 2013

Enc. de Educação:

N.º:

GRUPO I COMPREENSÃO ORAL

Pediram a Sophia de Mello Breyner Andresen que falasse um pouco sobre o dia em que foi pela primeira vez à escola. O texto que vais ouvir é o seu depoimento. Presta muita atenção e depois assinala se as afirmações que se seguem são verdadeiras (V) ou falsas (F).

Título do texto ouvido: Recordações

1. Relativamente ao primeiro dia de aulas, a escritora avança hipóteses sobre o que terá acontecido.

2. O episódio que Sophia relata pormenorizadamente aconteceu no primeiro dia de aulas do 1.º ano.

3. No 1.º ano, a Madre Cecília costumava distribuir guloseimas quando estava bem-disposta.

4. A professora estava habitualmente bem-disposta.

5. A professora entendia-se bem com as alunas, porque tinha alguns comportamentos de criança.

6. Quando regressou de férias e viu a professora, a escritora sentiu receio e preocupação.

7. Quando Sophia contou à professora o que fizera nas férias, ela hesitou um pouco, mas depois riu.

8. Naquele dia, a escritora aprendeu que dizer a verdade é a melhor solução.

GRUPO II COMPREENSÃO E EXPRESSÃO ESCRITAS

Lê atentamente o texto que se segue. Depois responde, com clareza, correção e de forma completa, ao questionário.

VIVAM FELIZES!

e de forma completa , ao questionário. VIVAM FELIZES! “O que quero principalmente é que vivam

“O que quero principalmente é que vivam felizes.” Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto que eu quis dizer. No sumário, pus assim: “Conversa amena com os rapazes.” E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos. Lealdade. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade ativa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro. Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já me esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos. Não acabei sem lhes fazer notar que a “aula é nossa”. Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.

Sebastião da Gama, Diário

1.

Neste texto, Sebastião da Gama fala-nos de uma primeira aula.

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1.1 Qual foi o tema dessa aula?

2. Ao longo do texto, o autor expõe o que entende por aula e o que espera dos seus alunos e de si próprio. Indica:

2.1 a sua conceção de aula.

2.2 o que espera dos seus alunos.

2.3 o que pretende proporcionar-lhes em troca.

3.

Na tua opinião, qual será a diferença entre “ensinar coisas” e “falar sobre as coisas”?

4.

Explica pelas tuas próprias palavras o sentido da expressão “rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir)”.

4.1

Quando é que rir pode ser uma falta de lealdade?

5.

Em que situações estaremos nós a ajudar falsamente um companheiro?

GRUPO III GRAMÁTICA

1. Transcreve do texto um exemplo para cada um dos tipos de frase apresentados a seguir:

1.1 Frase declarativa na forma negativa

1.2 Frase declarativa na forma afirmativa

2.

pertence:

Lê a frase seguinte e escreve cada palavra destacada na coluna correspondente à classe gramatical a que

“…lealdade ativa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos…”

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Nomes

Adjetivos

Verbos

Determinantes

Pronomes

……………………

…………………………

………………………

…………………………

……………………

3. Partindo agora da palavra vida, indica três palavras pertencentes à sua família.

4. Atenta na seguinte frase:

O professor pedia aos alunos lealdade.

4.1 Completa, associando as expressões da frase às funções sintáticas indicadas:

a) Sujeito

b) Predicado

c) Complemento Direto

d) Complemento Indireto

5. Observa a seguinte frase:

Os alunos ficavam espantadíssimos, de olhar fixo e muito contentes com aquele professor.

5.1 Identifica o grau em que se encontram os adjetivos.

espantadíssimos

fixo

muito contentes

6. Considera a frase:

«Não acabei sem lhes fazer notar que a “aula é nossa”. Que a todos cabe o direito de falar, desde que

fale um de cada vez.»

6.1 Identifica o tempo e o modo em que se encontram as formas verbais destacadas.

acabei

notar

cabe

fale

GRUPO IV PRODUÇÃO DE TEXTO

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Num pequeno texto (entre 10 e 15 linhas), tenta responder às questões que se seguem.

- O que esperas tu de um professor para que te sintas verdadeiramente feliz nas suas aulas? - Em que medida é que tu próprio poderás contribuir para criar o ambiente ideal nas aulas?

aulas? - Em que medida é que tu próprio poderás contribuir para criar o ambiente ideal

BOM TRABALHO!

TEXTO PARA COMPREENSÃO ORAL

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RECORDAÇÕES

Não me lembro do primeiro dia de aulas, mas calculo que tenha havido recreio, no grande jardim do colégio cheio de arvoredo (…), e talvez tenha havido uma ou outra lição. Mas lembro-me do primeiro dia de aulas do ano seguinte, pois quem presidia a aula nessa sala de chegada era a Madre Cecília, que foi também a nossa professora desde a primeira classe até à quarta classe. Era uma ótima professora e ria muito connosco e, às vezes, no meio da aula, quando está- vamos na primeira classe, voava uma caixa recheada de rebuçados e chocolates que se abria no meio da sala. Dizia que era a “Caixinha do Menino Jesus”. Ela tinha coisas de criança e por isso se entendia bem com as crianças. Às vezes tomava um ar muito severo e ralhava com uma cara mui- to zangada, mas daí a um bocado estava-se a rir. Muitas vezes tinha um ar tão infantil que me pa- recia mais infantil que eu. Durante o primeiro verão de férias, um dia perguntaram-me como era o meu colégio e eu comecei a contar histórias da Madre Cecília e a imitá-la, o que fazia as crianças e mesmo as pesso- as crescidas rirem-se muito. Depois das primeiras férias, quando em outubro voltei para o colégio, mal entrei na aula, vi a cara da Madre Cecília.

- Sophia, sente-se ali para eu ver bem a sua carinha de que já tinha tantas saudades.

Fui-me sentar em frente dela e senti-me comida de vergonha e remorso porque durante todo o verão tinha estado a fazer troça dela. Compreendi que, de qualquer forma, tinha que me libertar desse peso insuportável. Acabei por me levantar, fui à carteira dela e disse:

- Madre Cecília, quero dizer-lhe uma coisa. Durante as férias imitei-a, fiz troça de si. E as pessoas riram de si. Por uns instantes o olhar dela fixou-me, depois riu e disse:

- Sophia, então imite-me para eu me rir também.

Meia tartamuda, procurei imitá-la em frente dela, o que me custou bastante. Quando aca- bei, ela riu-se imenso, deu-me um abraço, um beijo e disse-me:

- Agora vá estudar.

- Nesse dia aprendi que dizer a verdade é o melhor caminho.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Revista Cais Associação dos Sem-Abrigo, 1998.

CORREÇÃO DA FICHA DE DIAGNÓSTICO

GRUPO I COMPREENSÃO ORAL

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1 V

2 F

3 V

4 V

5 V

6 V

7 V

8 - V

GRUPO II COMPREENSÃO E EXPRESSÃO ESCRITAS

1.1 O tema da primeira aula foi a lealdade. O professor quis mostrar aos seus alunos como é importante a

confiança e o respeito entre todos.

2.1 Para este professor, a aula é de todos, todos têm o direito de falar, cada um na sua vez.

2.2 Ele espera que os seus alunos sejam leais, não enganem nem ajudem falsamente os seus companheiros.

2.3 Em troca, ensinar-lhes-á coisas novas.

3. “Ensinar coisas” é transmitir aos alunos novos conhecimentos. “Falar sobre as coisas” é dialogar com

eles, ouvir as suas opiniões e o que têm para dizer.

4. Devemos rir do que achamos engraçado, com honestidade, sem falsidade.

4.1 Rir pode ser uma falta de lealdade quando gozamos com os outros, quando fazemos troça dos outros.

5. Podemos estar a ajudar falsamente um companheiro quando, por exemplo, encobrimos os seus maus

comportamentos ou as suas mentiras.

GRUPO III GRAMÁTICA

1.1 “Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro:” 1.2 “O que eu quero principalmente é que sejam felizes.”

2.

Nomes lealdade Adjetivos ativa Verbos contar Determinantes os Pronomes nos

3. viver, sobrevivente, vital, vivenciar,…

4.1

Sujeito: o professor Complemento Direto: lealdade

Predicado: pedia aos alunos lealdade Complemento Indireto: aos alunos

5.

Espantadíssimos grau superlativo absoluto sintético Fixo grau normal Muito contentes grau superlativo absoluto analítico

6.

Acabei Pretérito Perfeito do Indicativo

Notar Infinitivo Cabe Presente do Indicativo Fale Presente do Conjuntivo